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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Em dia fraco em negócios, Londres fecha sem direcionamento
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com poucas variações, em uma sessão caracterizada por negócios abaixo da média recente da bolsa britânica. O volume exíguo se deveu, basicamente, ao feriado nos Estados Unidos, o que fez com que um volume expressivo de players se mantivesse de lado.
De acordo com analistas internacionais, as ações do dia foram centradas, mais uma vez, nas rolagens de posição, principalmente entre o março e o maio. A primeira posição agora ostenta pouco mais de 25,5 mil contratos em aberto, contra cerca de 46 mil do maio. A segunda posição se manteve acima do nível psicológico de 2.050 dólares ao longo de todo o dia. No entanto, chegou a registrar ganhos relevantes, no nível de 2.078 dólares, mas não conseguiu manter esse ritmo e o fechamento se deu próximo das mínimas, com estabilidade.
"Tivemos uma sessão sem novidades e com um direcionamento focado nas rolagens. Muitos participantes estão focados na questão da arbitragem entre Londres e Nova Iorque, uma vez que o spread teve uma retração substancial com as constantes quedas do arábica. Hoje circulou pelo mercado de um relatório da empresa holandesa Nedcoffee Bvcom que indicou que alguns torrefadores podem voltar aos arábicas, principalmente aqueles que possuem desconto contra Nova Iorque, ao invés de manterem as aquisições de robustas, que cresceram ao longo das duas últimas temporadas. Com o diferencial tão baixo, os compradores podem se voltar para os arábicas, o que poderia ser a interrupção dos ganhos constantes em Londres", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 2,17 mil contratos, contra 3,08 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 38 dólares. No encerramento do dia, o março apresentou queda de 3 dólares, com 2.019 dólares por tonelada, com o maio ficando estável no nível de 2.057 dólares por tonelada.
Dólar tem leve queda de 0,12% ante o real em sessão com baixo volume
SÃO PAULO,18 - O dólar encerrou com leve queda frente ao real nesta segunda-feira, em um pregão de poucos negócios por conta de feriado nos Estados Unidos, com analistas ainda prevendo maior recuo da moeda norte-americana pelo ingresso de recursos.
O dólar fechou com leve baixa de 0,12 por cento, cotado a 1,9630 real. Durante o pregão, a moeda oscilou entre 1,9601 real na mínima e 1,9710 real na máxima do dia.
Segundo dados da BM&F, o volume negociado ficou em torno de 3 bilhões de dólares.
"É um dia complicado, podia tanto subir quanto cair. Acaba não tendo muito o que acontecer", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. "Vamos ficar de olho no fluxo de divisas".
Analistas acreditam que a tendência da moeda norte-americana continua sendo de queda, e que o mercado voltará a testar o patamar de 1,95 real em breve, diante da perspectiva de uma maior entrada de divisas no país.
Dados recentes do fluxo cambial já mostram uma tendência de entradas maiores de divisas no país, após fortes saídas no final do ano passado. Em fevereiro, até o dia 8, houve saída líquida de divisas do país, puxada pela conta comercial. Mas a conta financeira, --por onde passam os investimentos estrangeiros diretos e em portfólio-- teve saldo positivo no período.
Diante desse cenário, analistas acreditam que o mercado voltará a testar o suposto piso de 1,95 real já nas próximas sessões, o que pode fazer o BC voltar a intervir, como fez nas últimas duas sextas-feiras, vendendo contratos de swap cambial reverso, equivalentes a compras de dólares no mercado futuro.
"Eu não tenho o piso do governo para o dólar. O mercado vai continuar testando", disse o gerente da mesa de câmbio da Advanced Corretora, Celso Siqueira. "Se furar a barreira, logo vai buscar uma barreira mais baixa, e assim por diante. É uma briga de braço".
Na semana passada, uma fonte da equipe econômica disse à Reuters que 1,95 real não é um piso e que a maior preocupação do BC é evitar uma volatilidade excessiva.
Além disso, o mercado continua tentando compreender declarações de autoridades do Banco Central e do Ministério da Fazenda a respeito de possível utilização da política cambial para combater a inflação.
"O Banco Central deixou o mercado com dúvida: a taxa de câmbio vai ser utilizada como instrumento contra inflação ou não?", afirmou Galhardo.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou a jornalistas que o câmbio não é o instrumento adequado para controlar a inflação, o nível de preços, e o presidente do Banco Central mostrou-se preocupado com a alta de preços neste início de ano.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Indicador alemão e vendas no varejo ditam DIs
São Paulo, 18 de fevereiro de 2013 - Os contratos de depósitos
interfinanceiros (DIs) devem abrir as negociações de amanhã reagindo ao
índice que mede a confiança dos analistas financeiros e investidores na
economia alemã, segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe da West LB. "O
mercado espera que o indicador comprove a sinalização de que a economia
alemã, apesar de contrair recentemente, está apresentando uma recuperação.
Se vier de acordo com a expectativa o dado é positivo e deve influenciar os DIs
e o dólar amanhã", diz Rostagno.
Além do indicador alemão, no mercado doméstico, também deve influenciar
as negociações dos contratos de juros amanhã os dados de vendas no varejo
referentes a dezembro e acumulado de 2012. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC)
será divulgada amanhã às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). O mercado estima que as vendas no comércio varejista
brasileiro no ano passado tenham apresentado um crescimento de 8,6%, ante
acumulado de 2011, segundo a mediana das projeções coletadas pela Agência CMA
para o Termômetro CMA. Em dezembro, na comparação com novembro, as
instituições consultadas estimam um aumento de 0,8% nas vendas, segundo o
cálculo da mediana. Na comparação com dezembro de 2011, a estimativa é de
expansão de 7,10%.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também divulga, às 8h, o Indice Geral
de Preços - Mercado (IGP-M) referente ao segundo decêndio do mês de
fevereiro.
Os DIs encerraram as negociações de hoje na BM&FBovespa em alta, ainda
influenciados pela sinalização do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o
governo pode usar os juros como ferramenta para conter a inflação. "O
mercado continua refletindo as declarações do Mantega e incorporando um risco
maior do Banco Central sinalizar que pode mudar a estratégia de juros estável
por período prolongado", diz estrategista-chefe da West LB.
Mais líquido, o DI com vencimento em janeiro de 2014 subiu de 7,62% para
7,71%, com giro financeiro de R$ 47,323 bilhões, seguido do DI para janeiro de
2015, que avançou de 8,30% para 8,42%, movimentando R$ 27,413 bilhões. O
contrato com vencimento em julho de 2013 subiu de 7,17% para 7,21%, com volume
de R$ 24,633 bilhões.
Ainda entre os mais líquidos, os contratos de longo prazo também
registraram alta, com o DI para janeiro de 2017 avançando de 8,99% para 9,10%
(R$ 9,208 bilhões) e o para janeiro de 2016 subindo de 8,73% para 8,85% (R$
7,422 bilhões).
O número de contratos negociados 1.522.034 atingiu 53% inferior ao pregão
de sexta-feira. O volume financeiro das operações atingiu R$ 135,543 bilhões.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,10%, a
R$ 1,9610 para compra e R$ 1,9630 para venda. Durante o dia a moeda oscilou
entre a mínima de R$ 1,9610 e a máxima de R$ 1,9710. No mercado futuro, o
contrato de dólar com vencimento em março caiu 0,27%, a R$ 1.966,500.
Segundo Rostagno, amanhã a tendência é de que o mercado continue testando
o BC, buscando o patamar de R$ 1,95, no qual o BC tem atuado para conter a
valorização do real.
Bovespa fecha em baixa pressionada por OGX e siderúrgicas
SÃO PAULO - A falta do referencial americano enxugou o volume negociado na
Bovespa nesta segunda-feira e colaborou para o mercado local registrar nova
baixa, pressionado pelas ações da OGX, de siderúrgicas e também varejistas. Em
contrapartida, as ações da Suzano e da Petrobras reagiram hoje, após
registrarem vários pregões de baixa. Bancos voltaram a subir, ainda refletindo
a expectativa de que o governo poderá elevar os juros em breve, enquanto JBS
liderou os ganhos.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,50%, aos 57.613 pontos, e volume de R$ 7,086
bilhões. Desse total, no entanto, R$ 2,1 bilhões vieram do exercício de opções
sobre ações. Descontado esse fato, o giro teria sido bem mais modesto, de R$ 5
bilhões, reflexo da ausência dos investidores estrangeiros, consequência do
feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos.
Pela análise gráfica, o índice perdeu novo suporte na casa dos 57.750 pontos e
agora caminha para reforçar a tendência de baixa no curto prazo, na linha de 57
mil pontos.
Entre as ações mais negociadas, Petrobras PN subiu 1,53%, para R$ 17,90; Vale
PNA recuou 0,13%, para R$ 36,42; e OGX ON marcou nova mínima neste ano, ao
perder 4,33%, para R$ 3,31.
Rumores de que o empresário Eike Batista teria colocado a venda o seu braço de
energia, a MPX (-1,63%), circularam nas mesas hoje. A informação partiu da
coluna Radar, do site da revista "Veja". Para analistas, a venda poderia
desestabilizar ainda mais as outras empresas "X", uma vez que boa parte dos
negócios delas são interligados.
Com a ausência do investidor estrangeiro e a agenda vazia de indicadores hoje e
amanhã, as atenções se voltam à retomada da temporada de balanços. Usiminas PNA
(-3,35%) e ON (-3,64%) caíram forte, com investidores antecipando-se ao
resultado fraco do quarto trimestre, que será divulgado após o fechamento
mercado.
As ações de varejo - Hypermarcas ON (-2,98%), B2W ON (-5,89%) e Americanas PN
(-1,12%) - reagiram a um relatório divulgado na sexta-feira pelos analistas do
Santander. "Recentemente, participamos de uma reunião com cerca de 30
investidores nos EUA e os mesmos estão mais otimistas com a perspectiva para o
México do que para o Brasil, embora eles concordem com a permanência de um
cenário de consumo saudável nos dois mercados. Os investidores continuam a
gostar dos fundamentos do setor do varejo, mas estão preocupados com o
?Valuation' e veem potencial de alta relativamente limitado, o que, a nosso
ver, está refletido no desempenho um tanto inexpressivo das ações no acumulado
do ano", diz o relatório.
Fora do Ibovespa, as ações da Agrenco (18,96%, a R$ 0,69) voltaram a subir
forte, com volume expressivo de R$ 20,5 milhões, bem acima da média diária do
papel, de R$ 3,5 milhões. O papel iniciou sua disparada em 21 de janeiro,
quando valia R$ 0,26. De lá para cá, já acumulou ganho de 165%.
No dia 13 de fevereiro, a empresa informou ao mercado que assinou contrato com
a Delta Serviços para preparar sua adesão como agente comercializador de
energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A Agrenco pretender
usar a unidade de Alto Araguaia para gerar energia.
PERSPECTIVA: Após quatro quedas seguidas, Ibovespa pode voltar a subir
São Paulo, 18 de fevereiro de 2013 - O Ibovespa pode voltar ao campo
positivo amanhã, depois de registrar quatro quedas consecutivas. O desempenho
vai depender da divulgação de indicadores econômicos favoráveis e,
principalmente, de uma menor aversão ao risco dos investidores em relação à
economia doméstica.
O assessor de investimentos Leandro Silvestrini, da Intrader, considera que
depois dos recuos acumulados, o principal índice da BM&FBovespa pode encontrar
um "respiro" amanhã. "Essa sequência de quedas torna provável uma melhora
amanhã, mas nada que indique uma mudança nessa tendência negativa por
enquanto", diz.
Entre os indicadores econômicos previstos para amanhã, Silvestrini aponta
que o mercado vai olhar com atenção para o índice de confiança do mercado de
imóveis residenciais de fevereiro, nos Estados Unidos. Na Europa, destaque
para o índice de confiança nas economias da eurozona e da Alemanha.
Mesmo que o índice brasileiro opere em campo positivo, questões
relacionadas à economia interna não devem sair do radar, de acordo com Eduardo
Machado, analista da Amaril Franklin. "A alta da inflação e a sinalização
de que o Banco Central poderá usar a taxa de juros para contê-la, pode afetar
drasticamente as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Aliás, desde o começo do ano estamos vendo essas projeções diminuírem",
diz.
Outro fator que pode influenciar a divulgação dos negócios amanhã é a
divulgação de balanços corporativos, de acordo com Machado. Entre os
resultados que eram aguardados, a Usiminas divulgou hoje, após o fechamento do
mercado, que registrou prejuízo líquido de R$ 283 milhões no quarto trimestre
de 2012, ante lucro líquido de R$ 77 milhões no quarto trimestre de 2011.
O analista da Amaril Franklin destaca ainda a divulgação do balanço da
Oi, que deve ocorrer ainda hoje. A companhia de telecomunicações deve
registrar lucro líquido de cerca de R$ 343,3 milhões no quarto trimestre de
2012, de acordo com a média das projeções consultadas pela Agência CMA.
No pregão de hoje, o Ibovespa caiu de 0,50%, aos 57.613 pontos. O giro
financeiro foi de R$ 7,1 bilhões. Os investidores negociaram sem a referência
das bolsas norte-americanas, que não operaram devido a feriado local. O
vencimento de opções sobre ações, que ocorreu hoje, contribuiu para que o
volume da bolsa não fosse muito baixo.
Entre os destaques negativos do dia, os papéis da Usiminas registraram
fortes perdas, enquanto o mercado aguardava pela divulgação do resultado da
empresa, de acordo com Machado. As ordinárias (USIM3) recuaram 3,64%,
negociadas a R$ 10,85, e as PNAs cederam (USIM5) 3,35%, a R$ 9,80. O desempenho
afetou ainda outras empresas do setor de siderurgia e mineração, como a Gerdau
(GOAU4), que perdeu 3,41%, a R$ 21,20.
Entre as blue chips, as PNAs da Vale (VALE5) também fecharam no campo
negativo, ao caírem 0,13%, a R$ 36,42, com o maior volume financeiro do dia, de
R$ 431,095 milhões.
No sentido inverso, as preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 1,53%,
a R$ 17,90, movimentando R$ 355,793 milhões. O desempenho da estatal foi
estimulado pelo vencimento de opções sobre ações, que fez com os
investidores com posição vendida comprassem papéis para entregar a quem tinha
opção de compra, explica Silvestrini. O desempenho, no entanto, não foi
seguido por outros papéis do setor de petróleo e gás, como a OGX (OGXP3), que
recuou 4,33%, a R$ 3,31.
Bolsa tem menor nível desde dezembro; MPX e OGX, de Eike, caem forte
São Paulo, SP - O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa
brasileira, fechou esta segunda-feira (18) em queda de 0,5%, aos 57.613 pontos.
O giro financeiro do índice no dia foi reduzido por conta de um feriado
nacional nos EUA, ficando em torno de R$ 7,03 bilhões. O valor só não foi menor
porque houve vencimento de opções sobre ações, o qual movimentou R$ 2,1
bilhões.
Com o desempenho de hoje, o Ibovespa atingiu sua menor pontuação de fechamento
desde 4 de dezembro do ano passado, quando ficou em 57.563 pontos.
Apesar da desvalorização do índice, o mercado recebeu pela manhã uma notícia
positiva do âmbito econômico: pela primeira vez em sete semanas, a expectativa
para inflação foi reduzida, segundo o relatório Focus, do Banco Central,
divulgado hoje.
A previsão do mercado agora é que o IPCA (Indice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo) encerre o ano em 5,70%. A última edição do levantamento
indicava inflação de 5,71%, em alta pela sexta semana seguida. Há um mês, a
projeção era de 5,65%.
Sem mais referências de peso por aqui, os investidores também avaliam o
desfecho da reunião do G20, que ocorreu no fim de semana.
Como já era esperado, os representantes das 20 maiores economias do mundo
rejeitaram que os países irão desvalorizar as suas moedas de modo competitivo,
o que ficou conhecido por "guerra cambial", e evitaram fazer críticas a países
individuais.
AÇÕES
As ações ordinárias (com direito a voto) da MPX fecharam em queda de 1,63%,
cotadas a R$ 10,22 cada, com o mercado repercutindo a informação de que Eike
Batista, dono da empresa de energia, teria colocado seu controle à venda,
segundo coluna do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja. Procurada pela
Folha, a companhia disse que não vai comentar o assunto.
Já os papéis ordinários da OGX, empresa de petróleo do Eike Batista,
despencaram 4,33%, para R$ 3,31 cada. O movimento de baixa dos papéis da
companhia reflete o vencimento de opções nesta segunda, considerando que as
opções da empresa são uma das mais negociadas na BM&F Bovespa.
Ajudando a amenizar a queda do Ibovespa, as ações preferenciais (mais
negociadas e sem direito a voto) da Petrobras, que possuem forte peso no
índice, fecharam em alta de 1,53%, para R$ 17,90 cada. Os papéis ordinários da
petrolífera subiram 1,71% nesta segunda-feira, para R$ 15,97 cada.
Entre as maiores altas do Ibovespa, as ações do JBS subiram 2,05%, a R$ 7,45
cada. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deve avaliar nos
próximos dias o crescimento, por meio de aquisições, do frigorífico e seus
impactos nos preços pagos aos pecuaristas e cobrados dos consumidores pela
carne bovina.
Apesar disso, o JBS disse que demonstrará ao órgão antitruste que os diversos
arrendamentos de frigoríficos realizados nos últimos anos "não ferem nenhuma
regra concorrencial."

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Funds cool, but not frosty, on holding commodities
Commodities are out of favour with investors, but may not be quite as unfashionable as gloomy headlines have suggested, with the decline in their appeal stabilising.
Investors are, overall, underweight commodities, Bank of America Merrill Lynch said, following a survey of 251 fund managers, responsible for $691bn of assets between them.
However, the majority of fund managers underweight, compared with those overweight, is, at 1%, the lowest possible.
It was also level with January's figure, and well below a reading of about 15% in July last year.
The bank noted that the underweight came "even though US energy is the second best performing sector year to date".
Rush for the exits
The data come amid a debate on commodity markets over the sector's appeal to investors, given the renewed interest in equities which has helped many share markets hit multi-year highs.
Equity funds, excluding exchange traded products, attracted $4.1bn of net inflows last week, and $5.8bn the week before according to JPMorgan.
Meanwhile, losses of 3.7% last year, and 1.4% in 2011, according to Newedge, have reportedly seen commodity hedge funds at least lose a hefty proportion of their investors.
Barclays - which on Tuesday revealed it ha shrunk commodities staff by one-third and stopped "speculative" agriculture trading - says investors have withdrawn $10bn from commodity indexes over last year, leaving $133bn in the sector.
New York-based eVestment|HFN says combined assets at more than 400 commodity hedge funds fell 5% last year to $78.9bn.
'Intensifying driver'
Doane, the Missouri-based crop broker, flagged "rumblings about investment funds pulling out of commodity-based indices", a withdrawal which "will be an ongoing, if not intensifying driver".
"Pension funds in particular have become disenchanted with commodities as a useful hedge against inflation," Doane said.
Other commentators in the agricultural sector to highlight the trend include soft commodities broker Sucden Financial, which noted that "there seems to be malaise for the commodity fund community".
Last week, Richard Feltes, at Chicago-based RJ O'Brien, cautioned over the likelihood of "diminishing participation" in commodities "as asset class allocators see better opportunities in other markets - especially if 2013 US weather normalises, thus triggering gains in 2014 grain stocks.
"Additionally, traders perceive better opportunities in year ahead in allocating capital to currency markets which are starting to break out of recent trading ranges."
More contracts, less optimism
In agricultural commodity futures and options, recent weeks have seen a marked decline in the net length of non-commercial investors in US-traded crops, according to Rabobank.
The net long position – the advantage of long holdings which profit when prices rise over short positions which benefit when values fall - in derivatives in major crops, softs and livestock contracts fell to 113,000 lots as of the end of January, down from more than 600,000 some six months ago.
However, the overall level of open contracts, at more than 2.5m, held by non-commercial investors has risen so far this year, the data, drawn from the Commodity Futures Trading Commission, show.
Open interest in agri commodity futures and options from all investment sources topped 6.5m lots, up 12.1% from a December lot.
In the much-watched managed money category, a proxy for hedge funds, open interest has echoed this trend, increasing in 2013, even as the net long position has fallen.
'Scramble to rebuild inventories'
Meanwhile, Australia & New Zealand Bank highlighted some boost to prices from end users from revived economic sentiment, which has fostered "a scramble to rebuild global inventories".
"Much of the second half of 2012 was characterised by an unwinding of inventory," ANZ senior ag economist Paul Deane said.
"But as financial market risk diminished from Europe and key economies showed signs of stabilising, the inventory cycle switched."
The impact had been particularly evident in China, where futures in purified terephthalic acid, or PTA, a basis for polyester for clothing or bottles, have risen by 12% since late November, and in steel rebar by 18%.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quadro negro permanece e café volta a registrar perdas na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica tiveram mais um dia de pressão para os preços na ICE Futures US. Mantendo o quadro amplamente negativo, outras perdas foram reportadas para o grão na sessão desta sexta-feira, com a posição maio chegando a romper o nível psicológico de 140,00 centavos, ainda que o fechamento tenha se dado ligeiramente acima desse patamar.
Mais uma vez, a predominância das operações na bolsa nova-iorquina foi de rolagens de posições, principalmente entre março e maio, com o primeiro contrato passando a ser notificado a partir do próximo dia 20. Ao longo de boa parte do dia, os preços não experimentaram grande movimentação, com uma volatilidade consideravelmente curta. No entanto, na segunda metade da sessão, os vendedores se mostraram um pouco mais efetivos e conseguiram romper o patamar psicológico do maio, sem, contudo, se observar uma continuidade nas ordens de venda ou acionamento de stops mais efetivos. Isso permitiu fazer com que o fechamento se desse num nível relativamente modesto de baixa, mas dentro de uma perspectiva amplamente negativa para o café.
Tecnicamente, o mercado se mostra baixista no curto e longo prazo, com muitos players continuando a bater na tecla da produção considerável do Brasil em 2012 e 2013 e o potencial que esse volume de café do maior produtor mundial vai permitir dar ao quadro de disponibilidade, que, na visão desses operadores, se tornaria bem mais confortável que aquela verificada ao longo dos últimos anos.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve queda de 105 pontos, com 136,95 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 138,20 centavos e a mínima de 136,45 centavos, com o maio tendo retração de 55 pontos, com 140,20 centavos por libra, com a máxima em 141,10 centavos e a mínima em 139,65 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 30 dólares, com 2.066 dólares por tonelada, com o março apresentou queda de 8 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o maio tendo perda de 2 dólares, no nível de 2.057 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi, mais uma vez, caracterizado por ações de caráter técnico, com um quadro negativo evidenciado, principalmente pelas liquidações empreendidas pelos especuladores. Os compradores, por sua vez, se mostram cada vez menos estimulados, sem fôlego e dão oportunidade para que novos níveis de baixa, como foi o caso dos 140,00 centavos para o maio, sejam testados sem maiores transtornos.
"Temos um quadro fundamental que não enseja uma queda tão profunda, no entanto, o que se verifica é um quadro de pressão extrema. Uma previsão de um grande banco nesta semana indicou que teremos uma disponibilidade mais 'folgada' nesta temporada, devido, efetivamente, à safra do Brasil e isso abriu espaço para os baixista se tornarem ainda mais confiantes. A tendência é pouco animadora e, assim como o maio rompeu facilmente os 140,00 centavos nesta sexta ele poderá repetir essa tendência na próxima semana e buscar novos intervalos de baixa", disse um trader.
"A pressão sobre os preços do arábica em Nova Iorque e do outro lado, a força do mercado interno brasileiro, que já passou das 20 milhões de sacas por ano (o Brasil é o maior comprador e consumidor do café brasileiro), esta levando a uma distorção na cotação do café verde no Brasil. Diminui dia a dia o diferencial entre arábicas de boa qualidade e finos em relação aos mais fracos e ao conillon, utilizados em larga escala pelo consumo interno brasileiro. Boa parte dos lotes de ligas de consumo, comprados no ano passado para serem entregues e pagos agora por torrefações brasileiras, estão com preços próximos, em alguns casos superiores, aos oferecidos atualmente pelo mercado para cafés arábica de boa qualidade", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.
Os estoques de café verde dos Estados Unidos, no final de janeiro tiveram alta de 39.736 sacas, indo para 4.775.561 sacas, de acordo com estatísticas emitidas pela CGA (Green Coffee Association). No final de dezembro, os armazéns do país ostentavam um total de 4.735.825 sacas.
As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia 14, totalizaram 522.508 sacas, alta de 31,55% em relação às 397.176 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.025 sacas, indo para 2.669.873 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 52.803 lotes, com as opções tendo 2.780 calls e 2.642 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência em 138,20, 138,50, 139,00, 139,25, 139,50, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70 e 146,00 com o suporte em 136,45, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50, 131,00, 130,50 e 130,10-130,00 centavos.
Londres fecha semana negativa com preços próximos da estabilidade
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com quedas, ainda que ligeiras, mas mantendo um quadro negativo, que fez com que a posição maio se distanciasse do nível psicológico de 2.100 dólares. Mais uma vez, o mercado foi caracterizado pela predominância das ações e rolagens de posição, principalmente entre o março e maio.
De acordo com analistas internacionais, a sexta-feira foi caracterizada por poucas novidades. Ao longo do pregão, a posição maio chegou a esboçar alguma reação e bateu no nível de 2.070 dólares, mas não conseguiu dar continuidade às compras. Com isso, gradativamente, uma desaceleração foi proporcionada e a mínima chegou a tocar os 2.047 dólares. Nesse patamar foram registradas algumas recompras e aquisições de torrefadores, o que permitiu fazer com que o fechamento se desse próximo da estabilidade. O março na bolsa britânica tem cerca de 29,1 mil contratos em aberto, contra 41,4 mil do maio.
"Tivemos uma sessão sem maiores novidades, com ações técnicas e baseadas, principalmente, nas rolagens de posição. Foi uma semana de perdas para o café, sendo que, efetivamente, um novo intervalo, abaixo dos 2.100 dólares passou a ser predominante", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 6,08 mil contratos, contra 7,66 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 35 dólares. No encerramento do dia, o março apresentou queda de 8 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o maio tendo perda de 2 dólares, no nível de 2.057 dólares por tonelada.
Dólar sobe com atuação do BC e mercado vê sinal de piso em R$ 1,95
SÃO PAULO - O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, após o Banco Central
repetir a sexta-feira passada e realizar hoje mais um leilão de swaps cambiais
reversos. Para muitos operadores, a intervenção sinaliza o novo piso para o
câmbio, mesmo que alguns ainda não concordem e vejam espaço para novas quedas
da moeda americana.
O dólar comercial fechou em alta de 0,36%, a R$ 1,965, após operar entre R$
1,951 e R$ 1,971 entre mínima e máxima no dia. Na Bolsa de Mercadorias &
Futuros (BM&F), o contrato de dólar futuro para março subiu 0,56%, a R$ 1,9720.
Assim como na última sexta, o anúncio do leilão de swaps reversos, cujo efeito
é o de uma compra de dólar futuro, veio quando o dólar era cotado próximo a R$
1,95. A coincidência, para alguns agentes, indica que esse seria o novo piso
para a moeda.
"A leitura é que o BC está sinalizando o novo piso", disse David Beker, chefe
de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch no Brasil. "É uma
sinalização importante, já que por duas vezes fez leilão de swaps nesse nível."
Segundo o executivo do BofA, a expectativa é que o mercado volte a tentar
puxar o dólar para abaixo de R$ 1,95 para ver se o BC realmente defenderá esse
patamar. Para Beker, pelo menos no curto prazo, a autarquia efetivamente atuará
para sustentar esse piso.
O estrategista de volatilidade cambial do BNP Paribas, Vasilis Koutsaftis,
acredita que o objetivo do BC com os dois leilões de swaps reversos foi mesmo
estabelecer uma nova banda cambial. Ela teria piso em R$ 1,95 e teto entre R$ 2
e R$ 2,05. Segundo ele, as taxas devem se acomodar, reduzindo
significativamente a volatilidade do câmbio, que disparou nas últimas semanas.
No leilão de hoje, a autarquia vendeu todos os 27 mil contratos que ofereceu,
com valor equivalente a US$ 1,348 bilhão. Em conjunto com os US$ 502 milhões do
leilão da semana passada, o BC conseguiu antecipar todo o seu lote de US$ 1,85
bilhão em swaps tradicionais (cujo efeito é o de uma venda de dólar futuro) que
venceria em 1 de março.
Para Beker, do BofA, com a antecipação do vencimento dos swaps tradicionais, o
BC "zerou" sua posição em derivativos cambiais. Além da possibilidade de R$
1,95 ser realmente o piso, há também a chance de a autarquia promover novo
leilão de swaps reversos e, dessa forma, ficar "comprado" em dólares, o que
indicaria um piso acima desse patamar indicado hoje.
Para alguns operadores, porém, mesmo com o leilão de hoje ainda é cedo para
considerar R$ 1,95 como piso para o câmbio."O dólar caiu 10 centavos em duas
semanas. O movimento de correção foi muito forte nos últimos quinze dias",
disse Flavio Serrano, economista-sênior do Banco Espírito Santo de
Investimentos. "O BC ainda está preocupado em não permitir quedas fortes num
período muito curto. Se a baixa for mais gradual, até é possível o dólar cair
mais."
Segundo Serrano, a definição do nível de R$ 1,95 como piso dependeria, ainda,
de mais atuações do BC defendendo esse patamar. No BES, a convicção é que o
real ainda tem espaço para se apreciar, dados os fundamentos da economia
brasileira. Isso só não acontece, segundo Serrano, por conta da interferência
do governo.
Hoje em Moscou, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o câmbio "não é
instrumento para controlar a inflação, o instrumento é juro". Na semana
passada, ele havia dito que o governo não permitiria que o dólar caísse a R$
1,85, o que na ocasião foi interpretado como novo piso pelo mercado, que forçou
uma queda da moeda que só foi interrompida pelo leilão de swaps do BC.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS:Novas declarações do Governo podem mexer com DIs
São Paulo, 15 de fevereiro de 2013 - Depois da alta registrada nos
contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) mais curtos no pregão de hoje, o
mercado de juros futuros deve continuar a ser influenciado por possíveis
declarações de representantes da política monetária do governo.
Ures Folchini, vice-presidente de Tesouraria do Banco WestLB, ressalta que a
alta de hoje dos juros refletiu as declarações do ministro da Fazenda, Guido
Mantega, que se mostrou preocupado com a alta da inflação. Mantega está em
Moscou, para participar da reunião dos ministros das Finanças dos países do
G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes).
"A interpretação do mercado foi de que existe a possibilidade de o Banco
Central voltar a elevar a taxa básica de juros para controlar a inflação, em
vez de valorizar o real ante o dólar", afirma Folchini.
O vice-presidente de Tesouraria do WestLB diz que o Boletim Focus, a ser
divulgado na segunda-feira, pode ainda não refletir essa nova expectativa de
juros maiores, pois a maioria dos economistas ouvidos pelo Banco Central pode
ter entregado suas projeções antes da fala de Mantega.
Folchini ressalta que os juros futuros devem continuar refletindo novas
declarações de autoridades ligadas à política monetária. Se não houver
novidades, os DIs podem sofrer um ajuste em relação ao movimento de hoje,
considerando ainda que o mercado deve ter menos liquidez devido ao feriado nos
Estados Unidos.
No pregão de hoje, o contrato mais líquido foi o com vencimento em janeiro
de 2014, que avançou de 7,41% para 7,62%, com giro financeiro de
R$ 104,427 bilhões, seguido do para janeiro de 2015, com alta de 8,19% para
8,30%, movimentando R$ 59,337 bilhões.
Entre os DIs com vencimento mais curto, o para julho de 2013 aumentou de
7,12% para 7,17% (R$ 55,399 bilhões), o para julho de 2014 passou de 7,76% para
7,94% (R$ 11,996 bilhões) e o para outubro de 2013 expandiu de 7,26% para
7,41% (R$ 4,620 bilhões).
Em relação aos contratos mais longos, o para janeiro de 2017 caiu de 9,02%
para 8,99% (R$ 25,452 bilhões) e o para janeiro de 2011 recuou de 9,70% para
9,59% (R$ 1,763 bilhão).
O número de contratos negociados atingiu 3.239.612, mais que o dobro em
relação ao pregão de ontem. O volume financeiro das operações atingiu
R$ 287,046 bilhões.
Dólar
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em alta com alta de
0,35% ante o real, a R$ 1,9630 para compra e a R$ 1,9650 para venda, depois de o
Banco Central (BC) realizar uma oferta de contratos de swap cambial reverso.
A valorização também ocorreu após o Mantega afirmar que o governo não
vai deixar a cotação do real avançar mais em relação à moeda-norte
americana, de acordo com Folchini. "Primeiro vieram as declarações de que o
governo não quer deixar o dólar cair muito. Depois, veio a atuação, por meio
do leilão, confirmando isso", diz.
O Banco Central (BC) vendeu o lote integral com 27 mil contratos de swap
cambial reverso na operação realizada na manhã de hoje, o que corresponde a
um volume financeiro de, aproximadamente, US$ 1,349 bilhão. A data da
liquidação da operação é segunda-feira, dia 18.
Assim como os juros futuros, o mercado de câmbio também deve sofrer
influência caso haja novas declarações de representantes da política
monetária do governo. Durante esta sexta-feira, a moeda norte-americana oscilou
entre a mínima de R$ 1,9510 e a máxima de R$ 1,9710. Na semana, a divisa
acumulou recuo de 0,35%.
No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em março valorizou
0,56%, a R$ 1.972,000, e o com vencimento em abril avançou 0,17%, cotado a
R$ 1.973,000.
Bovespa fecha em baixa entre pressão de OGX e alta de bancos
SÃO PAULO - Dados positivos da economia americana e declarações de membros e
ex-membros do governo conseguiram espantar nesta sexta-feira a apatia observada
na bolsa brasileira ao longo desta semana, mais curta por causa do Carnaval.
Depois de titubear no fim da semana passada com receio de que o governo usasse
o câmbio para conter a inflação, hoje o mercado mudou de rumo, após o ministro
Guido Mantega deixar claro que o câmbio não é o instrumento para controlar a
inflação, mas os juros.
A Bovespa chegou a operar em alta no início do pregão, ajudada por dados da
economia americana um pouco mais animadores. Porém, conforme as bolsas
americanas perderam força, o mercado doméstico acompanhou o movimento e fechou
abaixo da linha de 58 mil pontos, pressionado principalmente pelas ações da
OGX, que caíram 6,48%, para R$ 3,46, a menor cotação em mais de quatro anos.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,30%, aos 57.903 pontos, com volume de R$ 7,007
bilhões. Desta forma, a bolsa brasileira acumulou baixa de 1,02% nesta semana,
perde 3,11% no mês e 5% no ano. Em Nova York, por volta das 18h15, o índice Dow
Jones recuava 0,25%, o Nasdaq caía 0,36% e o S&P 500 perdia 0,33%.
O recado dado pelo ministro Mantega foi entendido pelo mercado como uma
sinalização de que poderá haver mudanças na política monetária em breve, com
alta dos juros. Juntou-se à fala do ministro uma entrevista publicada hoje pelo
Valor, com o ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo, para quem a alta dos
juros deve começar em abril.
As declarações impulsionaram o setor bancário. "O mercado vê alta dos juros
como sinônimo de lucro maior para os bancos", afirma o chefe de análise da SLW
Corretora, Pedro Galdi. "A expectativa é que haja recuperação nos resultados do
setor financeiro caso os juros subam", disse o estrategista da Futura
Corretora, Luis Gustavo Pereira.
A perspectiva geral dos analistas para os bancos neste ano era de pressão sobre
as margens financeiras e rentabilidade menor, devido à expectativa de
manutenção da taxa básica de juros em nível historicamente baixo, explica o
analista da BB Investimentos Carlos Daltozo. Porém, a possibilidade de aumento
da Selic já nos próximos meses fez com que os analistas repensassem suas
projeções. "A alta da Selic reduzirá a pressão sobre a margem financeira",
afirma Daltozo.
O setor também se beneficiou de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que abriu precedente para que as instituições recebam os valores
emprestados a empresas que entraram em recuperação judicial. Pela decisão da
corte, os créditos garantidos por recebíveis estão fora do processo de
recuperação. "Enxergamos a notícia como positiva para os bancos brasileiros em
geral, dado que a decisão pode ajudar o processo de recuperação de crédito
nestes casos particulares", disse a equipe de análise do Espírito Santo
Investment Bank Research, em relatório.
Itaúsa PN (4,67%) liderou os ganhos do Ibovespa, ao lado de Itaú PN (4,64%),
Bradesco PN (4,42%), Santander Unit (3,45%) e Banco do Brasil ON (2,52%).
Entre as ações mais negociadas, Vale PNA perdeu 0,76% a R$ 36,47; e Petrobras
PN recuou 0,22%, a R$ 17,63. Operadores não viram motivos para a baixa dos
papéis, além da pressão dos "vendidos" para o vencimento de opções sobre ações
que acontece na segunda-feira.
Na ponta negativa do Ibovespa ficaram, além de OGX, CCR ON (-5,08%), BR Malls
ON (-4,44%) e Lojas Renner ON (-4,29%). Também caíram outras varejistas como
Hering ON (-3,60%) e Americanas PN (-3,52%) e construtoras como Gafisa ON
(-3,08%) e Rossi ON (-2,25%). Ao contrário dos bancos, esses setores são
prejudicados pela alta dos juros, o que encarece o crédito e diminui o consumo
das famílias, explica Galdi.
A expectativa do especialista para a próxima semana é que os negócios na
Bovespa ganhem força somente a partir de quarta-feira, quando a agenda de
indicadores ganhará força, com a divulgação da ata do Fed, banco central
americano. Na segunda-feira, apesar do vencimento de opções sobre ações, o
volume na Bovespa tende a ser enxuto devido ao feriado do Dia do Presidente nos
Estados Unidos, o que deve deixar a maior parte dos investidores estrangeiros
fora do mercado. "Essa semana foi apática por causa do Carnaval e a próxima vai
começar devagar devido a esse feriado lá fora", disse Galdi.
PERSPECTIVA:Bolsa seguirá em queda na segunda-feira, com feriado nos EUA
São Paulo, 15 de fevereiro de 2013 - O Ibovespa, principal índice da
BM&FBovespa, deve seguir em terreno negativo na segunda-feira, com
movimentação financeira abaixo da média, devido ao feriado do Dia do
Presidente nos Estados Unidos. O mercado também deve ser influenciado pelo
vencimento de opções sobre ações, podendo elevar levemente o volume
negociado.
Para Walter Mendes, sócio-diretor da Cultivest Asset Management, o
movimento deve ser influenciado pela especulação de que o Banco Central (BC)
possa elevar a Selic (taxa básica de juros). "Com o feriado nos Estados
Unidos, o dia deve ser bem parado na bolsa. O que pode movimentar mais é a
expectativa de que a Selic seja aumentada. Essa é uma discussão que pode
movimentar o mercado nos próximos dias, com uma percepção maior de que o
governo pode combater a inflação com o aumento dos juros", afirmou o
especialista.
O sócio-diretor da Cultivest acrescenta que o exercício de opções pode
trazer volatilidade para os papéis da Petrobras e da Vale, "mas não sei se
vai pesar tanto no Ibovespa, quanto a especulação sobre o aumento dos juros".
Segundo José Costa, diretor da Máxima Corretora, o Ibovespa está muito
descolado dos mercados internacionais e que a tendência é de ter mais um
pregão de queda na segunda-feira. "Hoje, o que segurou o Ibovespa foram os
bancos. Se não tivesse essa alta, a nossa bolsa teria caído mais forte",
afirmou o especialista.
De acordo com Marcelo Cincão, sócio-diretor da TAO Investimentos, as
valorizações dos papéis dos bancos repercutiram a decisão do Superior
Tribunal de Justiça (STJ) de que créditos garantidos por cessão fiduciária
estão fora do processo de recuperação judicial de empresas. Com isso, as
instituições financeiras poderão recuperar valores emprestados sem se
submeterem às assembleias gerais de credores, conforme reportagem publicada no
jornal "Valor Econômico" de hoje.
No pregão de hoje, as maiores altas do Ibovespa foram apresentadas pelos
papéis preferenciais da Itaúsa (ITSA4), holding que controla o banco Itaú
Unibanco, com valorização de 4,67% a R$ 10,31, seguido pelo papel PN do Itaú
Unibanco (ITUB4), com ganho de 4,64% a R$ 35,18 e pela ação preferencial do
Bradesco (BBDC4), com avanço de 4,42% a R$ 36,36. No entanto, o Ibovespa
encerrou com queda de 0,30% aos 57.903 pontos. Entre as maiores quedas do dia, a
ação ordinária da OGX Petróleo (OGXP3) desvalorizou 6,48% a R$ 3,46,
enquanto a ação ON da CCR Rodovias (CCRO3) apresentou retração de 5,08% a R$
20,36 e o papel ON da BR Malls (BRML3) recuou 4,44% a R$ 25,80.
Entre as ações com maior liquidez na BM&FBovespa, o papel preferencial da
Vale (VALE5) liderou, com volume financeiro de R$ 490 milhões, finalizando o
pregão com queda de 0,76%, a R$ 36,47, seguido do preferencial da Petrobras
(PETR4), que movimentou R$ 402 milhões, encerrando com retração de 0,22% a R$
17,63.
MERCADO EUA: Indices fecham sem tendência; Dow Jones tem ligeira alta
São Paulo, 15 de fevereiro de 2013 - Embora o Dow Jones tenha se recuperado
nos instantes finais do pregão e passado a operar em leve alta, a maioria dos
índices acionários dos Estados Unidos terminaram esta sexta-feira em queda,
acompanhando as notícias da mídia internacional de que as vendas da varejista
Walmart foram "desastrosas" em fevereiro.
O Dow Jones teve ligeira alta de 0,06%, para 13.981,76 pontos, o S&P 500
caiu 0,11%, para 1.519,79 pontos, e o Nasdaq Composto perdeu 0,21%, em 3.192,03
pontos. Na semana, o Dow Jones caiu 0,08%, o S&P 500 subiu 0,12%, e o Nasdaq
Composto perdeu 0,05%.
O Walmart registrou em fevereiro o pior resultado de vendas nos Estados
Unidos em sete anos, uma vez que o aumento dos impostos na renda dos
norte-americanos afetou o consumo, de acordo com e-mail interno da empresa, o
qual a agência de notícias "Bloomberg" teve acesso. "Caso você ainda não
tenha visto os resultados de vendas nesses dias, fevereiro foi um desastre
total", teria escrito Jerry Murray, vice-presidente de Finanças e Logística
do Walmart, em um comunicado enviado a outros executivos. "Foi o pior começo
de mês que já vi em meus sete anos na empresa".
O mercado também ficou atento hoje ao encontro entre os ministros de
finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20 (grupo que reúne economias
mais industrializadas e países emergentes), na Rússia, que discutem a
redução do déficit fiscal e as especulações sobre uma "guerra cambial.
No encontro, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI),
Christine Lagarde, descartou as preocupações sobre as crescentes
movimentações do câmbio pelos bancos centrais. "As conversas sobre uma
guerra cambial são exageradas. Sim, o euro está valorizando e o iene está
desvalorizando, mas isso é consequência das boas políticas na eurozona e do
afrouxamento no Japão", afirmou Lagarde.
PERSPECTIVA SEMANAL: Dados da Europa e balanços no Brasil guiarão Ibovespa
São Paulo, 15 de fevereiro de 2013 - Diante do feriado do Dia do Presidente
nos Estados Unidos na segunda-feira, o mercado acionário no Brasil começará
a semana influenciado pelo vencimento de opções sobre ações, e, na
terça-feira, será guiado pela avaliação dos investidores dos resultados
financeiros do quarto trimestre de 2012 da Usiminas, BR Properties e Oi
divulgados na noite anterior. "No primeiro pregão da semana, haverá uma
tendência de queda [do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa], porque a
maioria dos investidores estão em posição vendida nos papéis com maior
peso", afirma Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW. Esta semana, o Ibovespa
acumula queda de 1,01%, encerrando em 57.903 pontos.
Os principais balanços que poderão pesar no Ibovespa durante esta semana
são os da BM&FBovespa e Grupo Pão de Açúcar, que serão divulgados na
terça-feira após o fechamento do mercado, e os da siderúrgica Gerdau e do
Banco do Brasil, cujos números vão ser revelados na quinta-feira, antes da
abertura do pregão na bolsa brasileira.
Segundo Galdi, a agenda de indicadores internacionais ficará mais intensa
próximo do meio da semana com os dados da pesquisa sobre a confiança dos
analistas financeiros e investidores nas economias da Alemanha e eurozona
referentes a fevereiro. Em janeiro os índices subiram para 31,5 pontos e 31,2
pontos, respectivamente. "Na quarta-feira, o destaque será a confiança do
consumidor alemão e a ata do Fomc [Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla
em inglês] nos Estados Unidos", afirma.
No território norte-americano, os investidores estarão atentos às
informações tradicionais dos pedidos de seguro-desemprego da última semana,
relevados pelo Departamento do Trabalho na quinta-feira, os dados preliminares
do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) e os números
preliminares sobre as vendas de imóveis usados em janeiro.
Por fim, na sexta-feira, as perspectivas para a evolução da economia na
Europa serão o foco com a Comissão Europeia divulgando o relatório de
inverno com as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB), a inflação, os
déficits orçamentários, o desemprego entre outros indicadores da região pela
manhã, fator que poderá influenciar a primeira etapa do pregão na
BM&FBovespa e o mercado acionário em Wall Street.
Cápsulas impulsionam mercado italiano
Apesar da crise, há hábitos de que os italianos jamais prescindem, como é o caso do consumo de café, conforme atesta uma pesquisa promovida pela SymphonyIRI Group, uma das principais referências em dados de mercado. Mesmo num cenário de crise económica, a venda de café em cápsulas tem apresentado um crescimento notável. São vários os dados e evidências que permitem comprovar o estado de saúde do mercado de café italiano. Muito particularmente, nos últimos quatro anos, as famílias gastaram 25% a mais nesta bebida. Em relação ao consumo nas grandes cadeias de distribuição, houve um recuo ligeiro de apenas 0,6 pontos percentuais. No entanto, o volume de negócios nesta área aumentou dos 960 milhões para os 1120 milhões de euros, com a Lavazza continuando a ser o líder de mercado do país. Relembre-se que a marca anunciou, recentemente, a intenção de expandir os seus negócios no Reino Unido, através da abertura, nos próximos 10 anos, de 400 cafetarias. Mas entre os dados da pesquisa mais significativos, temos a considerar os valores respeitantes às vendas de cápsulas. A comercialização deste formato teve um aumento percentual impressionante, com uma subida de 63% em 2010 e de 28% em 2011. Para terminar, é de referir que, a partir de 2008, o segmento do café em monodose triplicou as suas vendas, com um preço por quilograma 5 vezes superior ao do café clássico
Diferença entre arábica e conilon cai para R$ 40 no mercado interno
Para o corretor Marcus Magalhães de Vitória (ES) a diferença de preço entre arábica e conilon é uma coisa “surreal”, totalmente fora da realidade. “ Enquanto um arábica está cotado a R$ 310,00 a R$ 312,00 e conilon está a R$ 265 a R$ 270,00, diferença de R$ 40,00, alguma coisa de errada está acontecendo” disse ele. A grande dificuldade para arábica, é que os compradores venderam barato entre de 18 a 22 cents abaixo de NY e não fixaram, esperando a baixa de preço e agora para cumprir os contratos estão tento forte prejuízo
Café continua a perder valor na Colômbia
O café continua a perder valor na Colômbia, que representa um dos preços mais baixos dos últimos quatro anos. Assim começa um novo capítulo na crise vivida pelos agricultores, que estão lidando com o pior dos males, preços baixos e um prejuízo superior a 200 pesos por carga. Atualmente 700.000 pesos é o custo de produção de café de carga 125 quilos, e o preço fechou em baixa ontem em 211.000 pesos. O valor interno da compra de grãos é definido principalmente pelo preço do dólar e do diário de negociação na New York Stock Exchange, este último vindo estável em 2013, começou a cair. "A ação do NYSE dois fatores, estoques de café do mundo e os juros e no mercado para vender e comprar, que influenciaram nos últimos dias para cair para US $ 1,40 o quilo, o que para o mercado internacional não é ruim, mas para nós, que estão seriamente afetados pela valorização do peso, que agrava as perspectivas ", disse Alejandro Corrales, Belen de produtor Umbria. Corrales disse que a queda dos preços, as tarefas que têm de fazer no café, como adubação e controle de pragas e doenças, começam a comprometer, comprometendo a qualidade e volume do produto ", e sem pressão pela broca e muitas fazendas não estão sendo cumpridos, ameaçando a cama ", disse. De acordo com o líder e agricultor, outro efeito dos preços baixos é que as dívidas dos produtores estão com os pagamentos atrasados, porque o café não têm renda suficiente. "A situação é muito dramática para todos nós e as medidas de política monetária do Banco da República não são eficazes o suficiente para nos ajudar no preço", disse o presidente do Comitê Departamental de Cafeicultores, Leonor Contreras Carmen Gonzalez. Por sua parte, o delegado de Risaralda Comissão Nacional do Café, James Maya, disse que a bajonazo nos preços é a pior coisa que pode acontecer para os produtores ", amanhã vai se reunir com ministros e vamos trabalhar juntos e aplicar como prometido pelo presidente em Chinchiná, onde ele disse que, se os preços caírem, aumentar a ajuda ", disse ele.
Carvalhaes - Boletim semanal - ano 80 - n° 7
Santos, sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Os contratos de café na ICE Futures US, a bolsa de Nova Iorque, continuaram trabalhando em baixa esta semana. Os operadores no mercado internacional prosseguem acreditando que os números da atual safra brasileira foram maiores que os estimados pelo governo brasileiro e esperam uma ampla oferta de café arábica no Brasil neste começo de ano, antes do início da colheita da nova safra brasileira 2013/2014. Essa expectativa pressiona os preços do café na ICE desde o final de 2012. Trabalham também com números maiores que os da CONAB para a próxima safra brasileira, de ciclo baixo, e com a informação que muitas torrefações do hemisfério norte estão ampliando a presença de robusta em seus “blends”, em uma tentativa de derrubar o custo da matéria-prima.
No Brasil, com os feriados de carnaval, o mercado físico operou apenas dois dias: ontem, quinta-feira, e hoje, com pouco volume de negócios fechados e falta de interesse vendedor nas bases oferecidas pelos compradores.
A pressão sobre os preços do arábica em Nova Iorque e do outro lado, a força do mercado interno brasileiro, que já passou das vinte milhões de sacas por ano (o Brasil é o maior comprador e consumidor do café brasileiro), esta levando a uma distorção na cotação do café verde no Brasil. Diminui dia a dia o diferencial entre arábicas de boa qualidade e finos em relação aos mais fracos e ao conilon, utilizados em larga escala pelo consumo interno brasileiro. Boa parte dos lotes de ligas de consumo, comprados no ano passado para serem entregues e pagos agora por torrefações brasileiras, estão com preços próximos, em alguns casos superiores, aos oferecidos atualmente pelo mercado para cafés arábica de boa qualidade.
Em seu último relatório mensal, a OIC – Organização Internacional do Café informou que surtos de ferrugem do café foram reportados nos principais países produtores da América Central, sem exceção. Na Costa Rica as autoridades declararam estado de emergência para enfrentar a propagação do fungo. Há notícias de que na Guatemala e em El Salvador a ferrugem pode ter afetado 40 a 50% de todos os cafeeiros; os dois países estão realizando programas para fornecer fungicidas aos cafeicultores. Recentemente a Nicarágua também lançou uma campanha para treinar especialistas e cafeicultores no combate à propagação. Honduras declarou uma emergência fitossanitária. Também se tem notícia de ferrugem em certas partes do México.
Ainda segundo a OIC, os surtos atuais podem ter sérias implicações de longo prazo para a produção de arábica lavado na América Central, com uma queda potencial da produção regional de 2,5 a 3 milhões de sacas de café, mas ainda é cedo para fornecer uma discriminação exata.
Até o dia 14 os embarques de fevereiro estavam em 475.362 sacas de café arábica e 325 sacas de café conillon, somando 475.687 sacas de café verde, mais 46.821 sacas de café solúvel, contra 397.176 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 14, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro totalizavam 924.920 sacas, contra 1.100.479 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 8, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 15, caiu nos contratos para entrega em maio próximo, 400 pontos ou US$ 5,30 (R$ 10,43) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 8 a R$ 376,15/saca e hoje, dia 15 a R$ 364,79/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 55 pontos.
Produção de pimenta, intercalada com café, garante renda extra a agricultores em
Em Minas Gerais, a produção de pimenta está presente em 57 municípios, dentro da realidade da agricultura familiar. Na região de Monte Carmelo, onde estão oito agroindústrias de pequeno e médio porte, novas variedades vão sendo testadas, incluindo a pimenta que chega ser mil vezes mais ardente do que a conhecida malagueta. Nos pequenos espaços entre os talhões de café, a produtora Aparecida dos Reis Dias cuida das plantações de pimenta. Filhos e sobrinhos, nas horas de folga, se juntam para ajudar na colheita. Três são filhos e dois são sobrinhos. Eles estudam, mais é diversão do que trabalho, porque eles gostam, pensam em crescer e gostam de trabalhar. Se fosse para colocar gente pra colher a gente ia abandonar, porque não tem como -- diz a produtora. O cultivo integrado café-pimenta proporciona uma renda a mais. Cada variedade, segundo Aparecida, tem um preço diferenciado. Tem a Comari Amarela, ela hoje está por volta de R$ 3 o pet, tem a pimenta doce, que é de bico, ela está R$ 4,50 hoje. A bode vermelha está R$ 5, só que a gente gasta mais do que pega. Para implantar um hectare de pimenta, o custo passa de R$ 5 mil, sem contar a mão de obra para colheita. Se não for familiar, a mão de obra pode comprometer até 50% da receita. Os desafios do setor passam por mudanças na forma de comercialização. Até a tradicional garrafa pet -- na qual o produto é entregue, em uma mistura que leva principalmente vinagre e sal -- vai sair do mercado. A questão das pets, apesar de ser muito prático para o produtor, a tendência ela ser substituída por bombonas, por uma questão sanitária. As grandes indústrias já trabalham com bombona só -- afirma o agrônomo Roberto Pena, da Emater/MG. As bombonas têm capacidade para armazenar 100 kg de pimenta, ensacadas dentro das normas sanitárias. O produtor Wilton Abreu Malta carregou, na semana passada, 20 mil garrafas pet de pimenta, que foram para o mercado de Minas Gerais e São Paulo. A gente vendeu na faixa de R$ 5,57, R$ 5,58, varia de acordo com a pimenta. A habanero grandona, o pessoal cata bastante por dia. A gente vende o quilo dela a R$ 3,50. Em relação ao ano passado, o mercado está crescendo bastante -- avalia Malta. Revitalização do setor Os produtores mineiros sentem falta de uma cadeia produtiva organizada e querem revitalizar o setor. Primeiro, na forma de associativismo; depois, formando uma cooperativa para atender às necessidades do mercado com conceitos modernos. Para o presidente da Associação dos Produtores de Pimenta de Monte Carmelo e Região, Helvio Xavier Resende, a revitalização passa por questões como a padronização dos produtos. A questão da assistência técnica, a padronização desde a semente, a muda e para que possivelmente possa levar a tecnologia de forma que possa estar ocorrendo a padronização dos frutos. De acordo com o secretário de Agricultura de Monte Carmelo, Pedro Paulo Marques, há perspectivas de o município obter o apoio da Embrapa no trabalho de padronização. A gente já manteve contato com a coordenação da Embrapa. O coordenador adiantou pra gente que existe uma vontade muito grande da Embrapa de estar desenvolvendo aqui um projeto de indicação geográfica da pimenta, levando em consideração parte de Minas e Goiás. O mercado é eminente, existe o mercado -- afirma o secretário. Os mineiros apostam em novas variedades para ampliar o mercado, como a Bhut Jolokia. Originária da Índia, a pimenta é considerada a variedade mais quente do mundo. Dentro dos critérios técnicos usados para calcular a ardência da pimenta, a malagueta alcança mil pontos. Já a Bhut Jolokia chega a um milhão de pontos. Nem mesmo o produtor Wilton Abreu Malta experimentou o produto. Não experimentei não porque não tenho coragem. Essa pimenta vai para restaurantes finos no Sul e para Israel, onde é usada para como bomba de efeito moral. E funciona, porque o trem é brabo.
Tratorista custa 5 sacas de café por mês na região de Garça
Além do baixo preço da saca de café, os produtores da região de Garça estão preocupados alto custo para produzir uma saca de café nesta safra . Atualmente, com o preço da saca está em R$ 320 livre ( R$ 1.600,00) o custo de um tratorista está em torno de 5 sacas de café por mês e um braçal consome 3,2 sacas. Segundo um grande cafeicultor da região, a colheita manual deste ano ficará altíssima. “ Esta ano , um boa fria deve pedir de R$ 70 a R$ 80 a diária 25% da saca de café”, disse ele.
Mercado - Produção agrícola brasileira deve alcançar valor recorde em 2013
São Paulo, SP - O Valor Bruto da Produção (VBP) das 20 principais
culturas agrícolas do país deverá alcançar o recorde de R$ 283,5 bilhões em
2013, de acordo com nova estimativa recém-concluída pelo Ministério da
Agricultura.
A projeção representa um aumento de 16,3% em relação ao resultado do ano
passado, calculado em R$ 243,9 bilhões e o maior VBP anual registrado até agora.
Esse aumento tende a ser puxado pela soja. Carro-chefe do agronegócio
brasileiro há mais de uma década, o grão mais produzido em território nacional
deverá gerar um VBP de R$ 89,3 bilhões neste ano, 30,8% mais que em 2012.
A cana deverá manter a segunda posição nesse ranking, com VBP de R$ 46,5
bilhões, aumento de 7,5% em igual comparação, e o milho poderá ficar em
terceiro na lista, com VBP de R$ 39,9 bilhões, em alta de 17,8%.
Com preços elevados nos mercados internacional e doméstico, soja e milho
lideram o previsto aumento da produção brasileira de grãos nesta safra 2012/12.
No caso da cana, a previsão também é de crescimento da produção no próximo
ciclo (2013/14), que terá início em abril, e a expectativa é de preços melhores
para o etanol.
Impulsionada sobretudo pela cana plantada em São Paulo, o Sudeste do país tende
a retomar a liderança entre as regiões do país em VBP agrícola.
Conforme o Ministério da Agricultura, o VBP do Sudeste deverá alcançar R$ 82,1
bilhões em 2013, 20,1% mais que no ano passado.
Forte em grãos, o Centro-Oeste, líder em 2012, poderá registrar um VBP total de
R$ 82,1 bilhões, um aumento de 17,5% na mesma comparação.
Também puxado pelos grãos, o VBP do Sul passou a ser previsto pelo ministério
em R$ 80,4 bilhões, salto de 39,9%. Esse forte incremento pode ser explicado
pelas perdas provocadas por uma severa estiagem na safra passada (2011/12).
O levantamento do governo leva em consideração as 20 principais culturas
produzidas no Brasil. De 2005 para cá, o Centro-Oeste só superou o Sudeste em
VBP em 2012.
Em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011, o VBP do Centro-Oeste também foi
inferior ao da região Sul.
Apesar de continuar atrás das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul em VBP, o
Nordeste continua a avançar em ritmo acelerado nesse ranking.
Conforme o Ministério da Agricultura, o VBP nordestino deverá alcançar R$ 33,5
bilhões em 2013, 28,5% mais que no ano passado. Os destaques da região são
Bahia, Pernambuco, Maranhão e Piauí. No Cerrado de Bahia, Maranhão e Piauí,
fronteira agrícola relativamente nova, o VBP é impulsionado pelo avanço do
plantio de soja, milho e algodão. Em Pernambuco, a cana é uma das culturas mais
importantes.
Percentual de cheques devolvidos é a maior para janeiro desde 2009
O percentual de cheques devolvidos por falta de fundos caiu para
1,98% em janeiro, ante 2,01% em dezembro, mas aumentou na comparação com o
mesmo período do ano passado, quando atingiu 1,9% dos documentos emitidos.
O percentual apurado em janeiro é o maior para o mês desde 2009, quando 2,24%
dos cheques emitidos foram devolvidos, informou a Boa Vista Serviços,
administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
Dos 75,68 milhões de cheques emitidos, quase 1,5 milhão foram devolvidos em
janeiro.
Ainda de acordo com a Boa Vista, a devolução de cheques emitidos por pessoas
físicas caiu 3,3%, enquanto a de pessoas jurídicas aumentou 1,1% na comparação
com o mesmo período em 2012.