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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Recuperação de cafezais vai levar mais de um ano 
23/09/2014 
| Café

Que o café terá produção reduzida até a próxima safra (2014/15) ainda por força das geadas de 2013 e da seca do início de 2014 todos concordam. Porém, há divergências sobre o tamanho do impacto e o setor já discute os indícios de que a produção de 2015/16 também será reduzida.
Uma projeção estatística lançada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontando recuperação foi imediatamente atacada pelos líderes da cadeia produtiva. A Conab apontou que em 2015/16 a colheita será de 48,8 milhões de sacas, numa análise estatística. São 3,8 mihões sacas a mais do que na atual temporada (2013/14), ainda abaixo das 49 milhões de sacas da safra passada, mas um reajuste suficiente para o Conselho Nacional do Café (CNC) e a Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudiarem “veementemente” o estudo.
No Paraná — estado mais afetado pelos problemas cli­­máticos —, há razões técnicas para se questionar uma recuperação em 2015/16. Pa­­ra voltar a superar a casa de 1,5 milhão de sacas, será necessário retomar o plantio e a também a recuperação das plantas que foram podadas na base, conforme os especialistas. A colheita caiu de 1,65 milhão (2012/13) para 510 mil sacas (2014), que estão sendo beneficiadas. No campo, ainda não há previsão sequer para o resultado de 2015.
A área plantada no estado soma 58 mil hecta­­res, mas 23,7 mil (41%) não tiveram colheita em 2014, aponta Paulo Sérgio Franzini, técnico da Se­­cre­­taria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) dedicado à cafeicultura. E dessa área sem produção, “8% são lavoura nova, 15% tiveram poda leve, 56% foram esqueleteados [desbastados], mas 21% tiveram de ser recepados [cortados na base] e vão levar mais de um ano para voltar a produzir normalmente”, detalha. Ele considera cedo para estimar o volume da colheita de 2016.
O CNC e a CNA interpretaram a projeção da Conab como um número de campo para 2015. No entanto, os técnicos ligados à companhia ainda apuram os resultados da colheita de 2014. O quarto e último levantamento está previsto para dezembro, quando será lançada também a primeira previsão sobre a colheita de 2015.
Mesmo entre o primeiro e o último levantamento de cada ano, há variações. No caso do Paraná, entre o primeiro e a terceiro número de 2014, a estimativa caiu de 640 mil para 510 mil sacas, volume que será revisado em dezembro.
Fonte: Correio do Povo
Água é um dos elementos da sustentabilidade no café, afirma especialista 



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  "Água é um dos elementos da sustentabilidade no café", afirma especialista a alunos do Curso de Café da Associação Comercial de Santos

O especialista Soren Knudsen, da SKG Sustainable Solutions, declarou que "a água é um dos elementos da sustentabilidade no café", em palestra a alunos do 57.º Curso de Classificação e Degustação de Café da Associação Comercial de Santos (ACS). Ele falou sobre o assunto a propósito da seca, que prejudicou a cafeicultura neste ano de 2014.

Soren Knudsen fez a afirmação na manhã desta terça-feira, 23 de setembro de 2014, na Sala de Classificação e Prova de Café da Associação Comercial de Santos, na Rua XV de Novembro, 137 - 3.º andar, no Centro Histórico.

A exposição integrou o programa do curso, iniciado em 1.º de setembro e com previsão de encerramento nesta quinta-feira, 25 de setembro, quando também haverá a solenidade de formatura.

O curso é ministrado pelos professores Nilton Ribeiro, classificador e degustador de café, que durante 55 anos atuou a serviço da Stockler Comercial e Exportadora, e Candido Mattar Ribeiro Filho, também classificador e degustador, da Triple R Consultoria.

Evelyse Lopes, coordenadora do Curso de Classificação e Degustação de Café e também coordenadora da Câmara Setorial de Exportadores de Café da Associação Comercial de Santos, assistiu à palestra, assim como o diretor executivo da ACS, Marcio Calves.

DEFINIÇÃO

Soren Knudsen iniciou a apresentação, citando o Relatório Brundtland (1987), que define sustentabilidade como "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas".

A sustentabilidade tem como premissas básicas o tripé econômico, social e ambiental. No âmbito econômico, é importante otimizar o capital financeiro. No social, é essencial valorizar o capital humano e social. E no ambiental, é fundamental otimizar o capital ambiental, de acordo com o especialista.

Outro conceito de grande importância no terreno da sustentabilidade é a rastreabilidade. Segundo a norma ISO 8402 de qualidade, rastrear é manter os registros necessários para informar os dados relativos à origem e ao destino de um produto.

A certificação é também um dos fundamentos da sustentabilidade, conforme Soren Knudsen. "Certificação é avaliação de um processo. São critérios que visam a verificar o cumprimento de requisitos por meio de indicadores rastreáveis".

CERTIFICAÇÕES

No mercado internacional, há algumas certificações e verificações que fazem parte dos negócios agrícolas: International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), Fair Trade (FLO), Rainforest Alliance, Utz Certified, Código Comum da Comunidade Cafeeira (4C), Starbucks Coffee And Farmer Equity (C.A.F.E.) Practices e Nespresso.

Soren Knudsen citou o estudo "Trends in the Trade of Certified Coffees" (Tendências no Mercado de Cafés Certificados), que estima que o crescimento de cafés certificados crescerá de 8% em 2009 para 20 a 25% do mercado mundial de café em 2015.

Grandes players do trade cafeeiro mundial querem cada vez mais cafés certificados, como a Kraft, a Nestlé e a Sara Lee, além de torrefadoras como Starbucks, Tchibo e Lavazza.

A certificação Ifoam tem vendas mundiais de cerca de 1,7 milhão de sacas de 60 quilogramas (60 kg), metade para os Estados Unidos e metade para a Europa. E está presente em 2% do consumo dos Estados Unidos. O maior produtor mundial é o Peru, seguido da Colômbia.

Quanto à Fairtrade, o mercado é de de 1,5 milhão de sacas, cerca de 50% para a Europa e 45% para os Estados Unidos e representa 3% do consumo norte-americano. Outro detalhe é que 42% dos cafés Fairtrade são também orgânicos.

A Rainforest Alliance conquista vendas mundiais de 1,4 milhão de sacas, quase a metade para a Europa e detém 2% do consumo norte-americano.

Quanto à Utz Certified, mantém fatia de 1,4 milhão de sacas, a maioria para o norte da Europa - e está em crescimento constante desde 2002.

O Código Comum da Comunidade Cafeeira (4C) tem mercado de cerca de 450 mil sacas, de café arábica e robusta, a maioria destinado para a Europa. O maior produtor mundial de cafés 4C é o Brasil, seguido do Vietnã.

Quanto à Starbucks, adquire em torno de 1,7 milhão de sacas no Programa C.A.F.E. Practices. Os fornecedores - verificados, preferidos e estratégicos - têm preferência de contrato de de fornecimento. Além disso, os fornecedores estratégicos recebem ágio no primeiro ano de fornecimento. O Brasil é o maior fornecedor, com 1,5 milhão de sacas.

A Nestlé exige qualidade AA Nespresso mais a ceritificação Rainforest para os cafés desta categoria, que têm origens semelhantes aos cafés naturais andinos ou meso-americanos. É a demanda que mais cresce atualmente - mais de 200% em 2010, por exemplo.

Soren Knudsen antecipou algumas tendências que devem ser consideradas, tanto no que diz respeito à cafeicultura, quanto no tocante à agricultura, como a necessidade de proteção às florestas, atenção às mudanças climáticas (o que você pode fazer para salvar o planeta?), proteção à vida silvestre, erradicação da extrema pobreza e gestão empresarial.

DESAFIOS

Citou como desafios para a sustentabilidade o crescimento exponencial da demanda e a expansão geométrica da oferta."Embora a demanda cresça, a oferta pode apresentar nivelamento, pois os produtores mais aptos a se certificarem já estão no mercado".

Como especialista, Soren Knudsen vê "a consolidação de grandes cadeias de fornecimento particulares, guiadas pelas multinacionais, cada uma com o seu selo de preferência".

Ele também comentou que é comum a ocorrência de certificações múltiplas em toda a produção de café, como a Cooperativa Regional de Cafeicultures em Guaxupé (Cooxupé).

Para Soren, "a quantidade é tão importante quanto a qualidade". Ele contrapõe que não adianta muito um produtor ter cafés premiados, mas não dispor da quantidade exigida por grandes compradores. Em síntese, é preciso oferecer qualidade em quantidade.

O especialista observa que é essencial o estreitamento das relações comerciais na cadeia de café, assegurando fidelidade e entrega. "Quem não entregar o que prometeu, está fora do mercado", sentenciou.

De acordo com Soren Knudsen, as verificações C.A.F.E. Practices (Starbucks), Nespresso e 4C apresentam as melhores oportunidades por volume com qualidade específica.

Quanto aos cafés que dominam o mercado mundial, os que têm a certificação 4C oferecem as melhores oportunidades em volume, segundo Soren.

A Rainforest oferece a melhor oportunidade para cafés de qualidade com ágio, conforme Soren.

"O Brasil é o único país que oferece essas condições todas", comemorou Soren Knudsen.

O site do especialista pode ser conferido em: www.sorenknudsen.com.br

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Café: NY fecha em alta com recompra de posições; Chuvas em Minas não minimizam déficit hídrico 



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Publicado em 22/09/2014 18:14
Café: NY fecha em alta com recompra de posições; Chuvas em Minas não minimizam déficit hídrico

Nesta segunda-feira (22), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou as cotações com leve alta devolvendo parte das perdas da sessão anterior, quando as cotações encerraram no patamar mais baixo desde julho com foco na safra 2015. Na sessão de hoje, o vencimento dezembro/14 registrou 179,40 cents de dólar por libra peso com alta de 140 pontos. O março/ 15 anotou 183,55 cents/lb e o maio/15 encerrou a sessão cotado a 186,00 cents/lb, ambos com valoração de 135 pontos. O julho/15 também fechou no campo positivo com 187,55 cents/lb e 130 pontos.
De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, o dia foi calmo e sem notícias que influenciaram significativamente a Bolsa. “As informações são as mesmas das últimas sessões, hoje foi um dia de recompra de posições, por isso a alta”, afirma. No entanto, para o analista as cotações devem manter a tendência de volatilidade com altas e baixas durante a sessão.
Neste final de semana, a região Sudeste recebeu chuvas como previsto pela Somar Meteorologia em informação reportada pelo NA. Os municípios atendidos pela Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda) tiveram precipitações irregulares e de baixa intensidade. O município de Campestre-MG teve a maior precipitação no sábado (20), com 20,2 mm, Caconde-SP teve 19,2 mm seguido por Cabo Verde-MG com 13,8 mm e São José do Rio Pardo que teve precipitação de 12,8 mm.
De acordo com o técnico da Cooxupé, Éder Santos, a florada abriu apenas nos municípios em que a chuva foi superior a 10 mm e nos cafezais com gema madura. “A chuva não foi suficiente para umedecimento do solo. Se a chuva não vier novamente a florada não vai se manter”, afirma.
Segundo Carvalhaes, as chuvas contínuas estão previstas para a primeira quinzena de outubro nas principais regiões produtoras de café.

Mercado interno
No Brasil, o volume de negócios continua baixo. As principais variações no dia aconteceram na cidade de Marília-SP, onde o café arábica tipo 6 duro está cotado a R$ 420,00 a saca de 60 kg com alta de 5% em relação ao fechamento anterior. Em Patrocínio-MG, a saca do café cereja descascado está com R$ 450,00 com desvalorização de 2,17%.

Londres tem mais um dia de perdas
Diferente de Nova York, a Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou a sessão desta segunda-feira (22) com perdas. A alta do dólar ante o real continua exercendo força sobre os preços, encorajando as exportações. O vencimento novembro/14 fechou a sessão cotado a US$ 1.936 por tonelada e queda de US$ 4. O janeiro/15 encerrou o dia com US$ 1.951, o março/15 com US$ 1.964 por tonelada e o maio/15 com US$ 1.978, ambos com US$ 2 de queda em relação à sessão anterior.

Tipos 4 e 5 fecham em alta na BM&F
Os tipos de café 4 e 5 na BM&FBovespa encerraram a sessão com preços mais altos em relação à sessão anterior. O vencimento dezembro/14 teve encerrou a sessão com preço de US$ 213,80 com 588 contratos futuros negociados e giro financeiro de R$ 30,087 milhões. O contrato março/15 está cotado a US$ 219,50 com 2,88% de queda e o setembro/15 tem US$ 223,00 com 0,09% no negativo.


Veja as cotações completas de café nesta segunda-feira (22).
Fonte: Notícias Agrícolas // Jhonatas Simião

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Café: NY encerra no patamar mais baixo desde julho com foco na safra 2015

Nesta sexta-feira (19), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou suas operações em mais um dia de baixa influenciada pela previsão de chuva nas regiões produtoras de café, que podem contribuir para safra 2015, e a valorização do dólar em relação ao real. As cotações fecharam no patamar mais baixo desde 23 de julho.
O vencimento dezembro/14 registrou 178,00 cents de dólar por libra peso com queda de 320 pontos. O contrato março/ 15 anotou 182,20 cents/lb, o maio/15 registrou 184,65 cents/lb e o julho/15 fechou com 186,25 cents/lb, ambos com recuo de 315 pontos.
De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, o dia no mercado cafeeiro foi lento e marcado por oscilações negativas nos terminais internacionais. “Os investidores sem ter um palpite certeiro e com o mercado cafeeiro, recheado de declarações sobre clima, safras, eleições e até o referente na Escócia, resolveram adotar postura conservadora em suas posições em aberto no mercado e desta forma, nenhum grosseiro movimento especulativo acabou sendo visto”, afirma.
Segundo o analista, com este cenário, os patamares não conseguiram sustentar importantes suportes o que deixou os níveis de fechamento tanto em Nova York quanto em Londres, fragilizados e sem indicar postura agressiva na ponta compradora. 

Banco do Brasil libera R$ 2,6 bilhões à cafeicultura para atender demandas
Com a possível quebra para a próxima safra e a atual em comercialização, o Banco do Brasil anunciou na quarta-feira (17) a liberação de R$ 2,6 bilhões à cafeicultura para atender demandas nas linhas de custeio, investimento, capital de giro, aquisição e estocagem. Segundo o produtor de café, Marco Antônio Jacob, o investimento do BB pode ajudar os cafeicultores no financiamento de estocagem à medida que ele consegue segurar a mercadoria e negociar no futuro com preços melhores

Robusta encerra em baixa com aumento dos estoques
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) finalizou as operações desta sexta-feira (19) no campo negativo com informações sobre o aumento dos estoques certificados em Londres e a questão cambial com a valorização do dólar ante o real. O contrato novembro/14 fechou a sessão cotado a US$ 1.940 por tonelada, o janeiro/15 teve US$ 1.953, ambos com queda de US$ 21. O março/15 anotou US$ 1.966 e recuo de US$ 20 e o maio/15 teve baixa de US$ 16 com US$ 1.980 por tonelada. 


Fonte: Notícias Agrícolas // Jhonatas Simião
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Edição do dia 21/09/2014
21/09/2014 07h45 - Atualizado em 21/09/2014 07h56

Cultivo da próxima safra preocupa produtores de café arábica de MG

Estiagem prejudicou a safra do grão no sul do estado. 
Dados da CONAB apontam queda de 20% na produção do café na região.

Do Globo Rural
A colheita do café está no fim em minas gerais. A quebra na produção deve chegar a 20% por causa da estiagem e os produtores já se preocupam com a próxima safra.
Na propriedade do agricultor Hugo Afonso Dominguetti, em Varginha, no sul de Minas Gerais, a área com pés de café em produção aumentou de 65 para 90 hectares este ano. Ele esperava colher três mil sacas, mas, com a colheita praticamente no fim, ele acha que a plantação só deve render duas mil. “Devido à seca tivemos um perca de cerca de 30%”, avalia.
Segundo a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), , a safra brasileira de café deve ser de 45,1 milhões de sacas de 60 quilos, com redução de 8,16%  em relação a 2013. O café mais prejudicado foi do tipo arábica, que teve queda de 16%. No sul de Minas, principal região produtora, a queda chegou a 19,6%. O principal motivo foi a seca.
Na propriedade do agricultor Luiz Flávio Abreu Botrel a produção caiu 36% em relação a 2013. Ele já está preocupado com a próxima safra. Como ainda não choveu, os pés de café não estão se desenvolvendo bem. “Com baixo crescimento vegetativo, caiu muita folha”, diz.
A alternativa está sendo podar mais plantas. Normalmente, a poda é feita em até 25% da plantação para não comprometer a produtividade. Mas em algumas fazendas o trabalho está tendo que ser feito em até metade dos pés, o que deve impactar diretamente na safra de 2015.
As plantas que passam pela poda radical só voltam a produzir em 2016. No próximo ano, a produção do produtor será reduzida pela metade. “A gente vai ter que diminuir nossos gastos. Vamos ter que regrar mais. Então, vai ser um ano bastante difícil”, diz Botrel.
Nessa semana foi criada uma polêmica. A CONAB divulgou uma projeção de aumento para a safra de café de 2015, chegando a 48 milhões de sacas. O número foi contestado pela Confederação Nacional da Agricultura e pela Fundação Prócafé.
O presidente da cooperativa de Varginha também não acredita em um aumento da safra. “No mínimo, a safra quebra 20% pelo que aconteceu para trás e pode se agravar daqui para frente se as chuvas não se normalizarem”, diz 
Oswaldo Henrique Ribeiro.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

World Coffee Weather
Greater Shower Activity At End Of Month In Brazil

By Andy Karst

           Kansas City, September 19 (World Weather, Inc.) – No rain fell in Brazil coffee areas Thursday and temperatures continued warm. The pattern will prevail into the weekend with some cooling expected in the north late in the weekend and early next week. The first opportunity for “significant” rainfall will come from an increase in “scattered” showers and thunderstorms at the end of this month. It is still debatable how significant that rain becomes, but a few pockets of great enough precipitation to induce local flowering would not be out of the realm of possibilities. Some of the computer forecast model runs recently have been much more generous with rainfall in that period of time and if correct potential flowering would be more significant.  Rain was restricted again in Indonesia Thursday, but a boost in shower activity will begin this weekend with Sumatra and central Sulawesi seeing most of the increase in rain.  Other areas will continue to be disfavored for significant rainfall.     


BRAZIL
            No rain fell in Brazil coffee areas Thursday before rain light increased overnight in northern Parana.  Amounts were up to 3 millimeters at Londrina. Afternoon high temperatures were mostly in the upper 20s and lower 30s Celsius except from northern Minas Gerais into central Bahia and in a part of northern Sao Paulo where extremes reached 36. Lows this morning were mostly in the teens and lower 20s with a low of 12 in interior southeastern Bahia. 
            A few showers and thunderstorms are expected to develop in Parana and southwestern Sao Paulo today before lifting to the northeast into the remainder of Sao Paulo and far southernmost Sul de Minas Saturday into Sunday. The precipitation will greatly diminish while shifting further to the northeast Sunday into Monday. Rain totals of 1 to 8 millimeters will occur from northern Sul de Minas and Zona de Mata northward while amounts from Parana to extreme southern Sul de Minas and Rio de Janeiro ranges from 3 to 15 millimeters with a few totals of 20-25 in northern Parana and southern Sao Paulo. Most of the greatest rainfall will stay outside of key coffee areas and very little, if any, flowering will result. 
            Tuesday and Wednesday of next week will be mostly dry in coffee areas once again with a few stray showers possible. The resulting rainfall will not be more than 4 or 5 millimeters and net drying will prevail. A new weather disturbance moving northward from southern Brazil may produce some rain from Parana and southwestern Sao Paulo into southern Sul de Minas and Rio de Janeiro Thursday into October 1. The precipitation will be highly varied, but totals by the end of that period may range from 8 to 20 millimeters with a few totals of 20 to 40. Parana and southwestern Sao Paulo will be wettest. Confidence in the rain event for a week from now is low, but there should be “some increase” in precipitation during that period of time. Some of the computer weather forecast models have suggested greater rainfall, but the event is too far out to have high confidence.
            Temperatures will change little through the weekend with highs in the upper 20s and lower 30s common. A few extreme highs in the middle and upper 30s will continue from northern Minas Gerais to central Bahia. Low temperatures will rarely be cooler than 12 with many teens and a few lower 20s likely.
            Some slight cooling is expected during the late weekend and early part of next week, especially in northern parts of coffee country where highs will be in the middle 20s to lower 30s. Similar high temperatures will continue in southern coffee areas. Lowest morning temperatures will continue mostly teens and lower 20s. 


FROM BRAZIL
Rains forecast for mid-October in thirsty Brazil croplands - RTRS
18-Sep-2014 16:59
SAO PAULO, Sept 18 (Reuters) - Brazil's farm-rich center-south is expected to end the dry season and one of its worst droughts in decades in mid-October with enough rain to favor crops and the region's parched hydroelectric reservoirs, local forecaster Somar said Thursday.
With rainfall expected to be slightly above average during the normally wet spring and summer months in the southern hemisphere, Brazil's massive soybean and corn crops that farmers are starting to plant now could set new records.
The return to rains after a particularly dry winter will also help flowering and early development of the country's leading coffee and sugar cane crops that were both decimated by a severe drought in the first quarter of 2014.
Brazil is the world's largest exporter of soybeans, coffee and sugar and a major producer of other agricultural commodities.
The drought also hit the country's predominantly hydroelectric-powered electricity grid, draining the main center-south reservoirs to their lowest levels in more than a decade and driving spot electricity rates to record levels.
Click to see a graphic of spot energy prices:
"This summer we will have good periods of rain, overall nothing to brag about because they won't be enough to refill the reservoirs... but the rains will be much better than the summer of 2014," meteorologist Marco Antonio dos Santos at Somar said.
He added that the rains will help stop the reservoirs, which are often used both for generating electricity as for drinking water in major cities such as Sao Paulo and Rio de Janeiro, from falling further.
Forecasters including Santos expect a weak El Nino that has failed to appear in recent months to eventually arrive in the coming months. The weak version of the weather phenomenon tends to produce mildly higher rainfall levels in Brazil's south.
Santos said until the second half of October rains were likely to be irregular in the regions in question and most likely concentrated in the southern grain states of Rio Grande do Sul and Parana. Those states have been quite wet in recent months compared with the farm-rich states further to the north, such as Sao Paulo, Minas Gerais and Mato Grosso.
Sao Paulo and parts of Minas Gerais have already seen some minor showers pass through in recent weeks and are expected to see at least two more cold fronts in September that could shed rain on crop land to help the development of the coffee and cane crops.
(Reporting by Roberto Samora; Writing by Reese Ewing; editing by Andrew Hay)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

“Enough rain may fall in northern Parana and a few southwestern Sao Paulo locations during the coming week to ten days to induce some flowering. However, rainfall in southern Sul de Minas and northeastern Sao Paulo will likely prove to be a little light for flowering. A few pockets of greater rain “may” induce some flowering, but the events, if they occur at all, will be rare. Dry or mostly dry conditions will prevail elsewhere.”

World Coffee Weather
Some Teasing Rain Possible In Southern Brazil Later This Week

By Andy Karst

           Kansas City, September 16 (World Weather, Inc.) – Dry weather occurred in Brazil again Monday and more of the same was expected in to Wednesday. Rain late this week may tease some producers and coffee trees with moisture, but very little, if any, significant flowering is anticipated. In the meantime, Typhoon Kalmaegi will move through northern Vietnam today producing rain and windy conditions in some minor coffee production areas.  Another round of abundant rain occurred in southern Mexico Monday with many areas in Central America receiving rain as well. 


BRAZIL
            No rain fell in Brazil coffee areas Monday.  Some light rain was noted in east-central and northeastern Bahia where amounts were 4 to 8 millimeters.  Afternoon high temperatures were mostly in the upper 20s and lower 30s Celsius with an extreme of 35 in central Bahia and one report of 25 in central Minas Gerais.  Lows this morning were 14 to 18 with readings of 20 to 22 in some northern and coastal areas. 
            Mostly dry weather will occur through Wednesday and temperatures will remain mostly unchanged from those of Monday. Scattered showers and thunderstorms will evolve in Parana and Sao Paulo Thursday and continuing Friday and Saturday. Some of the rain will shift into southern portions of Sul de Minas and a part of Rio de Janeiro. Rain totals by Sunday will range from 10 to 25 millimeters in Parana and far southern Sao Paulo while varying from 8 to 20 millimeters in far southern Sul de Minas and northeastern Sao Paulo. Any precipitation that falls further north will not be very significant varying from a trace to 6 millimeters.
            Sunday through Tuesday, Sep. 23, rainfall is not likely to be very great. Most coffee areas will be dry during the period and any showers that evolve will be mostly confined to areas near the coast in Espirito Santo, Rio de Janeiro and Bahia. Rain totals will vary from a trace to 6 millimeters most days with a few locally greater amounts. Most other coffee areas will be dry.
            Another weather disturbance from southern Brazil will bring some rain into Parana and southern Sao Paulo Wednesday into Friday of next week, Sep. 24-26. Rain totals will vary from 10 to 25 millimeters again in northern Parana and southern Sao Paulo while 3 to 20 millimeters occurs in southern Sul de Minas, Rio de Janeiro and northeastern Sao Paulo. Coastal areas will be wettest. Dry or mostly dry conditions will prevail further north.
            Enough rain may fall in northern Parana and a few southwestern Sao Paulo locations during the coming week to ten days to induce some flowering. However, rainfall in southern Sul de Minas and northeastern Sao Paulo will likely prove to be a little light for flowering. A few pockets of greater rain “may” induce some flowering, but the events, if they occur at all, will be rare. Dry or mostly dry conditions will prevail elsewhere.
            Temperatures will stay warm through much of this workweek. Highs will vary from the middle 20s to the middle 30s most often followed by lows in the range of 12 to 19 in the south and 14 to 21 in the north. A few extreme highs to 37 may occur in the far north. Some slight cooling is expected in the south during the coming weekend and early part of next week at which time highs in the south will be in the 20s and northern areas will continue in the middle 20s to middle 30s.  Lowest temperatures at night will change little during the weekend or early part of next week.  
     
 COLOMBIA/VENEZUELA
            Satellite imagery suggested that isolated to scattered showers and thunderstorms continued Monday in Colombia and western Venezuela.  Most of the resulting rain was light with some locally moderate amounts suspected in western Venezuela.
            Daily showers and thunderstorms will continue through the next week. Portions of Colombia and western Venezuela will receive rain each day and by this time next week most areas will have been impacted at one time or another. Most of the daily rainfall will be light to locally moderate in intensity.

PERU
                        Rain in northern and central parts of Peru was isolated and light Monday while a larger part of southern Peru received light rain as rain was scattered there.
                        Isolated to scattered showers will occur daily in portions of coffee country, but much of the rain will continue erratically distributed and often quite light. Some locally heavy rain will impact southern areas occasionally. 
             
PUERTO RICO/DOMINICAN REPUBLIC/CUBA
            Rain was suspected of falling on much of the Dominican Republic and Puerto Rico Monday.  Amounts were light to locally moderate.  Scattered and mostly light showers occurred in eastern Cuba.  
            Isolated to scattered showers will continue on a near daily basis through the next week.  Resulting rainfall will remain mostly light, but there will be some occasionally moderate rainfall resulting from a few stronger thunderstorms.

MEXICO/CENTRAL AMERICA
            Rain was widespread from southern Mexico into Guatemala and western Honduras Monday.  Many areas in southern Mexico received moderate to heavy rain with light to moderate amounts occurring in Guatemala and western Honduras.  Light rain impacted a few areas in central and northern Mexico while scattered showers and thunderstorms occurred elsewhere in Central America. 
            Mexico and Central America will see a continuation of scattered shower and thunderstorm activity through the next week. Most of the resulting rain will vary from light to moderate with a few pockets of heavy rainfall. Enough precipitation will occur through the next week to favorably support crop development.

VIETNAM
            At 1500 GMT today, Typhoon Kalmaegi was approaching northern Vietnam approximately 118 miles east of Hanoi, Vietnam at 21.3 north, 107.3 east. Movement was to the west northwest at 24 mph and maximum sustained wind speeds were reaching 81 mph. aHaHan
            Kalmaegi was moving at a moderate forward speed and because of that it will not linger long in any crop region, including coffee areas of northern Vietnam. The storm will move inland across far northern portions of Vietnam a little later today and will be quick in reaching Yunnan, China Wednesday evening.
            The storm will weaken greatly as it moves across northern Vietnam and will be quickly downgraded to tropical storm status as it moves over the coast. Additional weakening will occur during the day and by the time the storm center is near northern coffee areas in Vietnam wind speeds will be too light to have a damaging impact on coffee. However, winds of 30 to 45 mph with higher gusts will be possible in a few areas for a brief period of time. Rain totals in coffee areas may range from 65 to 100 millimeters.
            The wind and heavy rain associated with the storm may knock a few developing cherries to the ground, but the impact on production is not likely to be significant.  The storm will have no impact on Quang Tri or the Central Highlands, although it may reduce rainfall in these areas briefly as it passes by to the north.
            Rain was widespread across the Central Highlands Monday with some heavy rain suspected in northern areas and mostly light rain elsewhere. 

IVORY COAST/GHANA/NIGERIA/CAMEROON
            Rain fell on most areas from central and eastern Ghana into southern Benin, southeastern Nigeria, and northwestern Cameroon Monday with parts of southeastern Nigeria and northwestern Cameroon dry.  Most of the rain was light to locally moderate in intensity.  
            Scattered showers and thunderstorms will continue across west-central Africa during the coming week to ten days.  All areas will get rain at one time or another and sufficient amounts will occur to support coffee, cocoa, and other crop development.











EAST-CENTRAL AFRICA (Ethiopia, Uganda, Kenya and Tanzania)
            Rain fell on a large part of western Ethiopia’s coffee producing region Monday with amounts suspected of being mostly light.  Isolated and light showers occurred in Uganda with mostly dry conditions occurring in Kenya and Tanzania.
            Daily showers and thunderstorms will occur from Uganda and western Kenya into Ethiopia coffee production regions through the next week. Rain will be light most often with some moderate and locally heavy rain expected periodically in western Ethiopia.  Northeastern Tanzania and south-central Kenya will see a few light showers from time-to-time while the Pare Region of Tanzania sees little significant rain. 

INDIA
            Scattered and light showers were suspected of occurring in coffee areas of southern India Monday.  Weather conditions are unlikely to change much for a while. The nation’s southern coffee areas will see periodic rainfall, but resulting rainfall will not be great enough to eliminate the need for irrigation.

INDONESIA
            Rain was restricted to a few light showers Monday as much of the archipelago was  dry.  As much as 2 millimeters of rain was reported in a few locations along the western coast of Sumatra and in central Java. 
            Scattered showers will occur regularly during the next week in Sumatra and central Sulawesi while western Java sees periodic rounds of showers.  Rain will continue to be restricted from eastern Java into Timor.







Seca provoca queda na produção de café em propriedades de MG 



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Houve queda nos estoques de grãos nas cooperativas do sul do estado.
Três cooperativas da região têm 20% menos grãos nos depósitos.

Do Globo Rural

 A colheita do café arábica está terminando em Minas Gerais. Houve grande quebra principalmente por causa da estiagem. Nas cooperativas do sul do estado, os estoques estão menores que os mantidos no mesmo período do ano passado.
O café é a principal fonte de renda na propriedade do agricultor Guilherme Miranda, em Três Pontas, no sul de Minas Gerais. No ano passado, a lavoura de 250 hectares rendeu sete mil sacas. Um cenário diferente em relação a este ano. O produtor colheu apenas quatro mil sacas e teve de vender 70% dos grãos para cobrir os custos de produção.
A queda na produção e a necessidade dos produtores em vender provocaram diminuição dos estoques das cooperativas em relação ao ano passado. O preço da saca, em torno de R$ 450, também tem incentivado as vendas do café. Em três das principais cooperativas da região, os depósitos têm dois milhões de sacas. São 20% a menos do que em 2013.
Em uma cooperativa de Três Pontas, todo o estoque de 2013 chegou a 1,2 milhão de sacas. Praticamente não havia mais espaço em seis armazéns. Já agora, com a colheita quase finalizada, o que foi entregue, somado à safra remanescente, só chega a 850 mil sacas.
“A moeda do sul de Minas é café. Quando essa safra diminui, diminuem os recursos que giram em torno do comércio, da indústria, da prestação de serviço e na economia de um modo geral”, avalia Nivaldo Melo Tavares, diretor da Cooperativa de Três Pontas.
Segundo o presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, Archimedes Coli, com a safra menor e os estoques remanescentes praticamente esgotados, poderá faltar café para atender a demanda.
“Se nós levarmos em consideração que o Brasil tem uma demanda de 54 milhões de sacas durante o período de um ano, entre consumo interno e exportação, nós vamos ver que a safra que nós estamos colhendo agora de 45 ou 46 ou 47 milhões, porque os números também são divergentes, nós teremos um estoque exatamente para uma demanda de dez meses a 12 meses. Então, nos leva a conclusão que nós vamos chegar a safra de 2015 com os estoques praticamente zerados”, alerta Arquimedes Coli Neto, presidente do Centro de Comércio do Café.