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terça-feira, 25 de março de 2014

Dólar fecha em queda acompanhando exterior e expectativa com China

Apesar do PMI industrial da China ter vindo mais fraco, a expectativa de que o
governo chinês anuncie medidas para impulsionar a economia levou as moedas de
países atrelados a commodities a fecharem em alta frente ao dólar hoje. No
mercado local, a valorização do real foi limitada pela divulgação do aumento do
déficit em conta corrente em fevereiro, que traz de volta a preocupação com a
vulnerabilidade externa do Brasil. No mês, no entanto, a forte entrada de
recursos para renda fixa e de captações externas tem garantido a boa
performance da moeda brasileira. O dólar comercial fechou em queda de 0,17% a
R$ 2,3220, menor patamar desde 6 de março. O contrato futuro para abril recuava
0,08% para R$ 2,328.  Lá fora o dólar caía frente às principais divisas
atreladas a commodities diante da expectativa de que o governo chinês adote
medidas de estímulo para impulsionar a economia. A leitura preliminar do índice
dos gerentes de com pras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC para o setor
manufatureiro da China caiu para 48,1 em fevereiro, de uma leitura de 48,5
registrada em janeiro, atingindo o menor nível em oito meses. A perspectiva de
que o governo chinês adote medidas de estímulos foi reforçada após declarações
de oficiais do governo da China. Na última semana, o primeiro-ministro da
China, Li Keqiang, disse que os planos de investimento e construção poderiam
ser acelerados para garantir que a demanda doméstica se expanda a uma taxa
estável. Hoje o vice-ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, disse que o
potencial de depreciação do yuan não é tão grande, sinalizando que o governo
pode agir para conter a queda da moeda. O dólar caía 0,54% frente ao dólar
australiano, 0,58% em relação ao rand sul-africano e 0,25% diante do dólar
canadense. No mercado local, a valorização do real foi limitada pela
preocupação dos investidores com aumento do déficit em conta corrente, o que
reforçou a expectativa de que a oferta de dólares ao Brasil neste ano pode, a
exemplo do ano passado, seguir menor do que nos últimos anos. O déficit em
conta corrente, no acumulado de  12 meses, subiu de 3,67% do PIB  em janeiro
para 3,69% do PIB em fevereiro. O Banco Central também revisou a projeção para
o déficit em conta corrente no ano, que passou de US$ 78 bilhões para US$ 80
bilhões.  "A ampliação do déficit em conta corrente aumenta a vulnerabilidade
da economia brasileira. Por enquanto, o  fluxo de investimento para portfólio
tem garantido o financiam ento desse déficit, mas uma mudança no cenário
internacional pode levar a uma reversão desse fluxo", afirma Luciano Rostagno,
estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil. A piora do desempenho da balança
comercial é o principal fator que levou o BC a ampliar a projeção para o
déficit em conta corrente. O BC reduziu a projeção de superávit da balança
comercial de US$ 10 bilhões para US$ 8 bilhões no fim do ano. O estrategista do
Mizuho, no entanto, espera uma queda ainda maior, prevendo um superávit de US$
5 bilhões para o fim de 2014. Em fevereiro foram registradas entradas de US$
4,132 bilhões para Investimento Estrangeiro Direto (IED) e de US$ 2,166 bilhões
para aplicações em carteira, que foram suficientes para cobrir o déficit de US$
7,445 bilhõe s em conta corrente. A forte entrada de recursos para renda fixa e
de captações externas tem garantido a boa performance do real no mês, que
acumula ganho de 0,99%. . Segundo dados do BC, no mês, até o dia 20, o fluxo
cambial estava positivo em US$ 5,095 bilhões, com a maior parte dos ingressos
concentrada na conta financeira.  Com o dólar abaixo de R$ 2,35, os
investidores discutem se o BC fará a rolagem integral do lote de US$ 10,148
bilhões em contratos de swap cambial com vencimento previsto para 1 de abril.
Hoje o BC rolou mais 10 mil contratos, cuja operação somou US$ 492,7 milhões.
Com a rolagem de hoje, restam US$ 4,648 bilhões em swaps a serem renovados.
"Acho muito pouco provável o BC não fazer a rolagem integral", diz o
profissional de uma corretora de câmbio. A autoridade monetária também  vendeu
todos os quatro mil contratos de swap cambial tradicional ofertados hoje como
parte do programa de intervenção no câmbio, cuja operação movimentou US$ 198,0
milhões. A colocação ficou restrita ao vencimento 1 de dezembro e tem
liquidação no dia 25 de março. Com o leilão de hoje, a posição do BC vendida em
dólar junto ao mercado via swaps alcançou US$ 86,403 bilhões.




JUROS: Taxas dos DIs recuam com dados das contas externas brasileiras
   São Paulo, 24 de março de 2014 - As taxas dos contratos futuros de
Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram as negociações de hoje em queda,
com  influenciada pelos dados de conta corrente e de Investimento Estrangeiro
Direto (IED), divulgados hoje pelo Banco Central (BC).
   A conta de transações correntes, que engloba os números da balança
comercial, dos serviços trocados entre o Brasil e outros países, as remessas e
entradas de rendas e as transferências de capitais, registrou déficit de US$
7,445 bilhões em fevereiro. No acumulado do ano, o déficit é de US$ 19,036
bilhões, o que equivale a 3,69% do Produto Interno Bruto (PIB).

   A entrada de Investimento Estrangeiro Direto (IED) somou US$ 4,132 bilhões
em fevereiro, ante US$ 3,814 bilhões no mesmo mês do ano passado. No ano, os
investimentos diretos somam US$ 9,230 bilhões, ou 2,64% do PIB.
    
   "Como não tivemos realização desses dados no câmbio, já que vieram
melhores que o esperado, o mercado acabou realizando nos DIs", afirma Luciano
Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil. "O câmbio continua bem
comportado, o que reduz o risco do BC ser obrigado a subir juros além de
abril", completa.

   Os dados suplantaram as expectativas negativas sinalizadas pelo Boletim
Focus, que estimou nesta semana aumento de 6,11% para 6,28% no Indice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano.

   Segundo os economistas consultados pelo BC, a expectativa da inflação para
2015 também cresceu, passando de 5,70% a 5,80%. Na projeção para 12 meses a
expectativa aumentou de 6,12% para 6,20%. A estimativa para a taxa Selic (taxa
básica de juros) aumentou de 11% para 11,25% ao ano (aa).
   Neste cenário, as taxas dos contratos com vencimento em janeiro de 2015
caíram de 11,22% para 11,15%, com giro de R$ 14,6 bilhões, e as dos contratos
com vencimento em janeiro de 2017 recuaram de 12,71% para 12,63%, movimentando
R$ 12 bilhões. As taxas dos DIs com vencimento em janeiro de 2016 passaram de
12,22% para 12,15%, movimentando R$ 6,5 bilhões, e os contratos com vencimento
em julho de 2014 caíram de 10,85% para 10,84%, com giro de R$ 6 bilhões.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Mercados devem operar em alta após rebaixamento
   São Paulo, 24 de março de 2014 - Os mercados de câmbio e juros devem
operar em alta no pregão de amanhã, repercutindo a notícia do rebaixamento do
rating brasileiro.

   A agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P) rebaixou o
rating soberano de longo prazo do Brasil de 'BBB' para 'BBB-', nível mais
baixo de grau de investimento. A perspectiva do rating passou de negativa para
estável.
   "A primeira impressão é que, em grande medida, o rebaixamento não é uma
surpresa e estava no preço de diversos ativos esta notícia. No entanto
podemos esperar certa realocação em alguns mercados na manhã de amanhã, em
especial dólar e juros", afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual
Investimentos..
   Para Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners e ex-assessor
econômico do Ministério do Planejamento, o mercado de câmbio deve aproveitar
a notícia para valorizar a moeda norte-americana. "Esse câmbio de R$ 2,35
está muito barato e não é realista, devendo chegar a R$ 2,50 até o final do
ano. A notícia vai puxar os juros para cima também, reforçando a alta de 0,25
ponto percentual (pp) na Selic (taxa básica de juros)", afirma.

   No Boletim Focus desta semana, o mercado já havia elevado a estimativa para
a taxa Selic de 11% para 11,25% ao ano (aa). No pregão de hoje, as taxas dos
contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram influenciados por dados das
contas externas, com destaque para o saldo da conta corrente e Investimento
Estrangeiro Direto (IED).

   No mercado de câmbio, a moeda norte-americana encerrou as negociações de
hoje em queda de 0,17%, cotada a R$ 2,3200 para compra e a R$ 2,3220 para venda,
também influenciado por dados da economia doméstica. O dólar chegou à
mínima de R$ 2,3170 no dia e à R$ 2,3350 na máxima. No mercado futuro, o
contrato com vencimento em abril caiu 0,06%, para R$ 2.329,000, e o contrato com
vencimento em maio recuou 0,10%, cotado a R$ 2.348,500.





Bovespa sobe pela sexto pregão seguido com ajuda dos estrangeiros

A Bovespa chegou ao seu sexto pregão seguido de alta nesta segunda-feira,
embalada pelos ganhos das ações de bancos e da Petrobras, e quase recuperou a
linha dos 48 mil pontos, que não era vista desde meados de fevereiro. Mais uma
vez, os estrangeiros lideraram a ponta compradora, atrás de "pechinchas". O
mercado local ignorou o movimento negativo das bolsas internacionais. Uma
rodada de indicadores fracos de atividade (PMIs) na China, Europa e Estados
Unidos pressionou os mercados europeus e também Wall Street. Rumores de que a
China pode adotar um novo pacote de medidas para estimular a economia
sustentaram os ganhos das bolsas asiáticas. "Continuamos no repique. O
estrangeiro está vendendo ações em Nova York, que definitivamente estão caras,
e buscando pechinchas aqui", comentou um operador, lembrando que as bolsas
americanas vêm de sucessivos recordes de alta, enquanto o Ibovespa ainda
acumula perdas de 7% em 2014, isso sem falar nos 15,5% perdidos em 2013. "Há
uma correção forte para baixo lá e para cima aqui. Mas é algo momentâneo. Os
fundamentos não mudaram." O Ibovespa subiu 1,29%, para 47.993 pontos, com
volume de R$ 5,637 bilhões. Nos últimos seis pregões, a bolsa brasileira
acumulou alta de 6,7%. Entre as principais ações do índice, Vale PNA sentiu o
dado fraco de atividad e na China e terminou com leve baixa de 0,14%, a R$
27,16; enquanto Petrobras PN voltou a subir forte, embalada pelas compras de
estrangeiros, e terminou em alta de 2,71%, a R$ 14,40. Há uma semana, o papel
havia batido em R$ 12,57, sua menor cotação desde novembro de 2005. Dias antes,
o Credit Suisse havia elevado a recomendação dos papéis de venda para neutra,
justamente por considerar que as ações estavam muito baratas. De segunda para
cá, a ação PN da Petrobras já andou 14,5%. Mas o principal destaque do dia
foram as ações de bancos privados. Itaú PN terminou em alta de 2,9% para R$
32,27; Bradesco PN ganhou 2,79%, a R$ 29,04; Bradesco ON avançou 3,74%, a R$
30,50; e Santander Unit subiu 2,81%, a R$ 12,06. O Credit Suisse elevou em 5% a
previsão de lucro para os três maiores bancos privados do país. A instituição
considera que os bancos brasileiros, especialmente os privados, são "um pequeno
oásis no deserto". Para os analistas da casa, apesar de um cenário desafiador
para o crescimento econômico, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander vão
apresentar uma expansão de dois dígitos no lucro em 2014 e no ano que vem. Esse
resultado será alcançado por uma combinação de fatores: spreads mais altos,
controle de custos e o recuo dos bancos públicos no crédito. O efeito disso
será um aumento do lucro agregado dos três bancos de 22% neste ano e de 19% em
2015, apesar de o crescimento do estoque de crédito ficar mais modesto, entre
10% e 11% em 2014. O Credit elevou a recomendação de Bradesco de neutra para
compra e reiterou as indicações de compra para Itaú e Santander. No topo do
Ibovespa ficaram Dasa ON (5,00%), Cesp PNB (4,98%) e Itaúsa PN (3,76%). A Cesp
anunciou na sexta-feira a distribuição de dividendos de R$ 1 bilhão. O valor é
superior aos R$ 400 milhões inicialmente previs tos para o ano. A notícia
ajudou a compensar o prejuízo de R$ 990 milhões apresentado no quarto trimestre
de 2013, ocasionado pela provisão de R$ 1,8 bilhão referente à diferença ao
valor de R$ 1,7 bilhão proposto pela União para os ativos da usina de Três
Irmãos, devolvida ao poder concedente, e os R$ 3,5 bilhões que a empresa avalia
serem justos pelo ativo. Por outro lado, essa mesma baixa contábil permitiu que
a distribuição de dividendos fosse maior que a esperada. Com o ajuste, a Cesp
conseguiu liberar mais de R$ 800 milhões que estavam "presos" do patrimônio e
distribuí -los aos acionistas. Na ponta negativa do Ibovespa apareceram TIM ON
(-2,06%), Gafisa ON (-1,86%), ALL ON (-1,37%). Em outro relatório, sobre o
setor de telecomunicações, o Credit Suisse cortou o preço-alvo das ações da
Vivo (-0,37%) e da TIM. Para a primeira, o preço saiu de R$ 51 para R$ 48, mas
a recomendação foi mantida em neutra, e para a segunda o preço mudou de R$ 10
para R$ 9,50, também com recomendação neutra.  A casa de análise reduziu as
estimativas das duas empresas porque o mercado de telefonia móvel está
mostrando maiores sinais de maturação, enquanto, ao mesmo tempo, os
investimentos devem continuar elevados para cumprir os requisitos mínimos de
cobertura 4G e melhorar a qualidade do serviço. Fora do Ibovespa, quem chamou
atenção hoje foi Profarma. O papel ON da distribuidora de medicamentos disparou
9,43%, para R$ 19,37, com giro de R$ 10 milhões, depois do anúncio que a
farmacêutica americana AmerisourceBergen Corporation vai ficar com até 19,9%
das ações da empresa brasileira após um aumento de capital de R$ 335 milhões,
ao preço de R$ 22,50 por ação, um prêmio de 27,1% em relação ao fechamento de
sexta-feira.




Bolsa vai na contramão do mau humor externo e sobe; dólar cai a R$ 2,320
São Paulo, SP  - Na contramão dos mercados internacionais, o
Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (24)
em alta pelo sexto dia seguido, diante de uma entrada maior de investidores no
país. O avanço foi de 1,29%, para 47.993 pontos.
Na Europa, as principais Bolsas já haviam fechado em queda de mais de 1%,
enquanto nos Estados Unidos os mercados tiveram perdas entre 0,1% e 1,2%.
O otimismo ajudou o dólar a perder força em relação ao real. O dólar à vista,
referência no mercado financeiro, cedeu 0,12%, a R$ 2,320. Já o dólar
comercial, usado no comércio exterior, caiu 0,17%, para R$ 2,322. Foi a sexta
queda seguida da moeda americana.
O Banco Central divulgou hoje que a entrada de dólares no Brasil supera em US$
5 bilhões a saída de recursos estrangeiros do país em março, segundo dados
parciais até o dia 20. Essa é a maior entrada mensal desde maio do ano passado
(US$ 10,8 bilhões).
A avaliação de analistas consultados pela Folha é de que o alívio é momentâneo
e, no médio prazo (até o fim do ano), o mercado de ações e o de câmbio devem se
manter pressionados por fatores internos, como a insatisfação dos investidores
com a política econômica do governo, e externos, como a retirada do estímulo
nos Estados Unidos.
"Temos, desde a semana passada, um mercado mais comprador de risco. Ainda está
difícil de interpretar esse movimento. Havia boato sobre pesquisa eleitoral,
mas isso passou e a tendência não mudou. É uma alta com volume. Ou seja, tem
bastante investidor no mercado, o que denota otimismo com o Brasil, mas sem
fundamento claro", diz Fernando Góes, analista da Clear Corretora.
Para João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos, o avanço recente da
Bolsa fez com que ela rompesse níveis de pontuação que ela não atingia desde o
início do ano, o que atraiu mais compradores para o mercado, sustentando a
continuidade da alta.
"É um ajuste aparente na Bolsa. Questão de preço. Não sei até que ponto isso
vai se manter, pois não tivemos mudança nos fundamentos econômicos, mas há
chance de uma realização (quando investidores vendem papéis por um preço maior
que o de compra para embolsar lucro) no curto prazo", diz.
A China voltou a chamar atenção dos mercados nesta segunda-feira ao sinalizar
um enfraquecimento no setor industrial. O Indice de Gerentes de Compras
preliminar (PMI, na sigla em inglês) calculado pelo Markit/HSBC caiu para a
mínima em oito meses em março, de 48,1. O indicador está abaixo de 50 desde
janeiro, o que indica contração da atividade.
Apesar de o número ser negativo, parte do mercado avalia que o governo chinês
deve adotar medidas de estímulo para amparar o crescimento do país. A China é o
principal parceiro comercial do Brasil, logo, a possibilidade de ajuda por
parte do governo agrada os investidores.
Os papéis mais negociados da Vale, no entanto, cederam 0,15%. A China é o
principal comprador internacional do minério produzido pela companhia
brasileira.
Já as ações mais negociadas da Petrobras deram continuidade ao forte ganho
visto na semana passada e subiram 2,71%. Esses papéis representam mais de 8% do
Ibovespa.
O ganho da Bolsa hoje também foi sustentado pelo bom desempenho dos bancos,
após o Credit Suisse ter divulgado perspectivas positivas para o segmento até o
fim do ano, em relatório. "A avaliação citou Bradesco e Itaú, mas os demais
bancos surfaram a onda' de boas avaliações do setor, e subiram", diz Roberto
Indech, estrategista da corretora Rico.com.vc.
O Itaú Unibanco subiu 2,90%, enquanto Santander teve alta de 2,81% e Bradesco
subiu 2,80%. O Banco do Brasil também viu seus papéis subirem, fechando o dia
com alta de 0,58%.
A companhia de energia Cesp ficou entre os maiores ganhos do Ibovespa no dia,
após divulgação de resultado, com avanço de 4,99%. A Cesp teve prejuízo líquido
de R$ 990,5 milhões no quarto trimestre de 2013, mas o resultado foi afetado
negativamente por provisão relacionada ao fim da concessão da hidrelétrica Três
Irmãos.
Após a divulgação dos números, o UBS manteve sua recomendação neutra para a
companhia, mas elevou sua projeção para o preço dos papéis de R$ 22 para R$ 25
em 12 meses.




PERSPECTIVA: Rebaixamento de rating do Brasil deve pressionar Ibovespa
   São Paulo, 24 de março de 2014 - O rebaixamento do rating soberano do
Brasil, pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P),
deverá pressionar o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa nesta
terça-feira.. "Parte do mercado acreditava que o corte aconteceria mais para
frente. Todos os papéis do Ibovespa deverão recuar, mas a situação ficará
mais complicada para os da Petrobras", afirmou Frederico Mesnik, sócio da
Humaitá Investimentos. De acordo com ele, a pressão maior é esperada sobre os
papéis das estatais; somando-se a Petrobras, as ações da Eletrobras e do
Banco do Brasil devem ser as mais penalizadas na sessão de amanhã.

   A nota 'BBB-' dada pela S&P está no nível mais baixo do grau de
investimento. A perspectiva do rating passou de negativa para estável. De
acordo com a agência de classificação, o rebaixamento do rating do Brasil
contempla um cenário de implicações negativas da credibilidade da política
econômica e contas públicas do País e ainda a falta de sinais claros da
política do governo. A expectativa de que o Brasil registre um crescimento
moderado nos próximos dois anos também pesa sobre a perfil do País.
   "Vai ter uma chacoalhada amanhã. Foram seis pregões em alta, então pode
ter uma realização, mas não vejo nenhuma mudança importante, porque não
vejo isso como evento surpresa. Nos próximos dois anos, só algo muito
diferente pode mudar o rating", afirma Alexandre Espirito Santo, economista da
Simplific Pavarini.
   Com o rebaixamento, a agenda de indicadores nos Estados Unidos, que seria o
foco dos investidores, passa a ter peso secundário. Lá, a S&P divulga, às
10h, o índice de preços de imóveis residenciais de janeiro. Em dezembro,
houve alta anual de 13,4% nos preços das residências nas 20 principais
regiões metropolitanas e queda de 0,1% na comparação mensal. A previsão é
de alta anual de 13,3%.
    
   Ainda nos Estados Unidos, o Conference Board informa, às 11h, o índice de
confiança do consumidor de março, e o Departamento de Habitação e
Desenvolvimento Urbano e o Departamento do Comércio informam, às 11h, as
vendas de imóveis residenciais novos em fevereiro. "Os dados de confiança e
de residências nos Estados Unidos são importantes, já que sabemos que a
recuperação da economia por lá passa pelo segmento imobiliário, mas assim
como hoje, o Ibovespa deve voltar a operar descolado", aponta Álvaro Bandeira,
economista-chefe da Órama Investimentos.
   Hoje, o Ibovespa avançou 1,29%, a 47.993 pontos. O giro financeiro foi de
R$ 5,6 bilhões. O movimento foi favorecido pelo ciclo de alta da bolsa,
tentando recuperar os 48.300 pontos, após um início de ano de fortes perdas.

   A alta foi também favorecida pela valorização dos papéis do setor
financeiro, apoiada pelo relatório do banco Credit Suisse, recomendando a
compra de ações do setor. "Saiu esse relatório apontando novamente bons
fundamentos do setor no Brasil, aumentando a expectativa de que os bancos terão
uma boa performance esse ano, já fizeram a lição de casa para melhorar a
eficiência e vão capturar isso agora, somado a um cenário de inadimplência
sob controle e taxas de juros crescentes, que melhoram o spread bancário",
aponta Carlos Daltozo, analista do Banco do Brasil.
   As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 2,80% a R$ 28,92 e as do Itaú
Unibanco (ITUB4), 2,90%, a R$ 32,10. Os papéis da Petrobras (PETR4) também
avançaram 2,71%, a R$ 14,18, enquanto os da Vale (VALE5), caíram 0,15% a R$
27,16.



MERCADO EUA: Com atividade industrial mais fraca, índices registram queda

   São Paulo, 24 de março de 2014 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam as negociações de hoje em em campo negativo,
influenciados pela queda da atividade industrial norte-americana e chinesa. O
conflito com a Rússia também gera impacto sobre o mercado de ações. O Dow
Jones caiu 0,16%, a 16.276 pontos, o S&P 500 encerrou com queda de 0,49%, a
1.857 pontos, e o Nasdaq Composto recuou 1,18%, a 4.226 pontos.
   A atividade econômica dos Estados Unidos, medida pelo índice dos gerentes
de compras (PMI, na sigla em inglês) caiu para 55,5 pontos em março, de 57,1
pontos em fevereiro, de acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto
de pesquisas Markit Economics. Na China, o índice também recuou, para o menor
nível em oito meses, passando de 48,5 pontos em fevereiro para 48,1 em março.
   O impasse entre Ocidente e Rússia gera tensão e influenciou os mercados.
Os líderes do G-7 (grupo composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino
Unido, França, Itália e Canadá) se encontraram hoje, na cúpula de segurança
nuclear, e anunciaram que boicotarão a reunião do G-8 (grupo composto pelo
G-7 mais a Rússia), prevista para junho, na Rússia, por conta da anexação da
Crimeia, que foi oficializada na última semana.




PETRÓLEO: WTI sobe com vazamento e Brent cai influenciado por China
   São Paulo, 24 de março de 2014 - Os preços dos contrato futuros de
petróleo fecharam hoje mistos. Motivados tanto pela queda da atividade
industrial na China, quanto pelo vazamento de óleo no Porto de Houston, Texas,
que interrompeu a circulação de navios. Na Nymex, os preços dos contratos
futuros do WTI, com vencimento em maio, encerraram a seção em alta de 0,14%, a
US$ 99,60 o barril. Na plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do
Brent, com o mesmo vencimento, caíram 0,6%, a US$ 106,27 o barril.
   Segundo Daniel Flynn, analista de mercado na The Price Futures Group, o
vazamento de óleo, causado pela batida de dois navios e o consequente
fechamento do Porto de Houston, influenciou as negociações de hoje. "No
petróleo bruto, negociamos mais influenciados pela notícia de vazamento no
canal de Houston, que causa problemas no trânsito local, com as autoridades
tentando limpar o derramamento", informou por meio de nota.
   Os dados da atividade industrial na China, medida pelo índice dos gerentes
de compras (PMI, na sigla em inglês), fizeram com que os contratos do Brent
caíssem. O PMI industrial da China caiu para 48,1 pontos em março, o menor
nível em oito meses, ante 48,5 pontos em fevereiro. Os dados preliminares foram
divulgados pelo instituto de pesquisas Markit Economics, em conjunto com o
banco HSBC.Dólar fecha em queda acompanhando exterior e expectativa com China

Apesar do PMI industrial da China ter vindo mais fraco, a expectativa de que o
governo chinês anuncie medidas para impulsionar a economia levou as moedas de
países atrelados a commodities a fecharem em alta frente ao dólar hoje. No
mercado local, a valorização do real foi limitada pela divulgação do aumento do
déficit em conta corrente em fevereiro, que traz de volta a preocupação com a
vulnerabilidade externa do Brasil. No mês, no entanto, a forte entrada de
recursos para renda fixa e de captações externas tem garantido a boa
performance da moeda brasileira. O dólar comercial fechou em queda de 0,17% a
R$ 2,3220, menor patamar desde 6 de março. O contrato futuro para abril recuava
0,08% para R$ 2,328.  Lá fora o dólar caía frente às principais divisas
atreladas a commodities diante da expectativa de que o governo chinês adote
medidas de estímulo para impulsionar a economia. A leitura preliminar do índice
dos gerentes de com pras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC para o setor
manufatureiro da China caiu para 48,1 em fevereiro, de uma leitura de 48,5
registrada em janeiro, atingindo o menor nível em oito meses. A perspectiva de
que o governo chinês adote medidas de estímulos foi reforçada após declarações
de oficiais do governo da China. Na última semana, o primeiro-ministro da
China, Li Keqiang, disse que os planos de investimento e construção poderiam
ser acelerados para garantir que a demanda doméstica se expanda a uma taxa
estável. Hoje o vice-ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, disse que o
potencial de depreciação do yuan não é tão grande, sinalizando que o governo
pode agir para conter a queda da moeda. O dólar caía 0,54% frente ao dólar
australiano, 0,58% em relação ao rand sul-africano e 0,25% diante do dólar
canadense. No mercado local, a valorização do real foi limitada pela
preocupação dos investidores com aumento do déficit em conta corrente, o que
reforçou a expectativa de que a oferta de dólares ao Brasil neste ano pode, a
exemplo do ano passado, seguir menor do que nos últimos anos. O déficit em
conta corrente, no acumulado de  12 meses, subiu de 3,67% do PIB  em janeiro
para 3,69% do PIB em fevereiro. O Banco Central também revisou a projeção para
o déficit em conta corrente no ano, que passou de US$ 78 bilhões para US$ 80
bilhões.  "A ampliação do déficit em conta corrente aumenta a vulnerabilidade
da economia brasileira. Por enquanto, o  fluxo de investimento para portfólio
tem garantido o financiam ento desse déficit, mas uma mudança no cenário
internacional pode levar a uma reversão desse fluxo", afirma Luciano Rostagno,
estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil. A piora do desempenho da balança
comercial é o principal fator que levou o BC a ampliar a projeção para o
déficit em conta corrente. O BC reduziu a projeção de superávit da balança
comercial de US$ 10 bilhões para US$ 8 bilhões no fim do ano. O estrategista do
Mizuho, no entanto, espera uma queda ainda maior, prevendo um superávit de US$
5 bilhões para o fim de 2014. Em fevereiro foram registradas entradas de US$
4,132 bilhões para Investimento Estrangeiro Direto (IED) e de US$ 2,166 bilhões
para aplicações em carteira, que foram suficientes para cobrir o déficit de US$
7,445 bilhõe s em conta corrente. A forte entrada de recursos para renda fixa e
de captações externas tem garantido a boa performance do real no mês, que
acumula ganho de 0,99%. . Segundo dados do BC, no mês, até o dia 20, o fluxo
cambial estava positivo em US$ 5,095 bilhões, com a maior parte dos ingressos
concentrada na conta financeira.  Com o dólar abaixo de R$ 2,35, os
investidores discutem se o BC fará a rolagem integral do lote de US$ 10,148
bilhões em contratos de swap cambial com vencimento previsto para 1 de abril.
Hoje o BC rolou mais 10 mil contratos, cuja operação somou US$ 492,7 milhões.
Com a rolagem de hoje, restam US$ 4,648 bilhões em swaps a serem renovados.
"Acho muito pouco provável o BC não fazer a rolagem integral", diz o
profissional de uma corretora de câmbio. A autoridade monetária também  vendeu
todos os quatro mil contratos de swap cambial tradicional ofertados hoje como
parte do programa de intervenção no câmbio, cuja operação movimentou US$ 198,0
milhões. A colocação ficou restrita ao vencimento 1 de dezembro e tem
liquidação no dia 25 de março. Com o leilão de hoje, a posição do BC vendida em
dólar junto ao mercado via swaps alcançou US$ 86,403 bilhões.




JUROS: Taxas dos DIs recuam com dados das contas externas brasileiras
   São Paulo, 24 de março de 2014 - As taxas dos contratos futuros de
Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram as negociações de hoje em queda,
com  influenciada pelos dados de conta corrente e de Investimento Estrangeiro
Direto (IED), divulgados hoje pelo Banco Central (BC).
   A conta de transações correntes, que engloba os números da balança
comercial, dos serviços trocados entre o Brasil e outros países, as remessas e
entradas de rendas e as transferências de capitais, registrou déficit de US$
7,445 bilhões em fevereiro. No acumulado do ano, o déficit é de US$ 19,036
bilhões, o que equivale a 3,69% do Produto Interno Bruto (PIB).

   A entrada de Investimento Estrangeiro Direto (IED) somou US$ 4,132 bilhões
em fevereiro, ante US$ 3,814 bilhões no mesmo mês do ano passado. No ano, os
investimentos diretos somam US$ 9,230 bilhões, ou 2,64% do PIB.
    
   "Como não tivemos realização desses dados no câmbio, já que vieram
melhores que o esperado, o mercado acabou realizando nos DIs", afirma Luciano
Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil. "O câmbio continua bem
comportado, o que reduz o risco do BC ser obrigado a subir juros além de
abril", completa.

   Os dados suplantaram as expectativas negativas sinalizadas pelo Boletim
Focus, que estimou nesta semana aumento de 6,11% para 6,28% no Indice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano.

   Segundo os economistas consultados pelo BC, a expectativa da inflação para
2015 também cresceu, passando de 5,70% a 5,80%. Na projeção para 12 meses a
expectativa aumentou de 6,12% para 6,20%. A estimativa para a taxa Selic (taxa
básica de juros) aumentou de 11% para 11,25% ao ano (aa).
   Neste cenário, as taxas dos contratos com vencimento em janeiro de 2015
caíram de 11,22% para 11,15%, com giro de R$ 14,6 bilhões, e as dos contratos
com vencimento em janeiro de 2017 recuaram de 12,71% para 12,63%, movimentando
R$ 12 bilhões. As taxas dos DIs com vencimento em janeiro de 2016 passaram de
12,22% para 12,15%, movimentando R$ 6,5 bilhões, e os contratos com vencimento
em julho de 2014 caíram de 10,85% para 10,84%, com giro de R$ 6 bilhões.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Mercados devem operar em alta após rebaixamento
   São Paulo, 24 de março de 2014 - Os mercados de câmbio e juros devem
operar em alta no pregão de amanhã, repercutindo a notícia do rebaixamento do
rating brasileiro.

   A agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P) rebaixou o
rating soberano de longo prazo do Brasil de 'BBB' para 'BBB-', nível mais
baixo de grau de investimento. A perspectiva do rating passou de negativa para
estável.
   "A primeira impressão é que, em grande medida, o rebaixamento não é uma
surpresa e estava no preço de diversos ativos esta notícia. No entanto
podemos esperar certa realocação em alguns mercados na manhã de amanhã, em
especial dólar e juros", afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual
Investimentos..
   Para Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners e ex-assessor
econômico do Ministério do Planejamento, o mercado de câmbio deve aproveitar
a notícia para valorizar a moeda norte-americana. "Esse câmbio de R$ 2,35
está muito barato e não é realista, devendo chegar a R$ 2,50 até o final do
ano. A notícia vai puxar os juros para cima também, reforçando a alta de 0,25
ponto percentual (pp) na Selic (taxa básica de juros)", afirma.

   No Boletim Focus desta semana, o mercado já havia elevado a estimativa para
a taxa Selic de 11% para 11,25% ao ano (aa). No pregão de hoje, as taxas dos
contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram influenciados por dados das
contas externas, com destaque para o saldo da conta corrente e Investimento
Estrangeiro Direto (IED).

   No mercado de câmbio, a moeda norte-americana encerrou as negociações de
hoje em queda de 0,17%, cotada a R$ 2,3200 para compra e a R$ 2,3220 para venda,
também influenciado por dados da economia doméstica. O dólar chegou à
mínima de R$ 2,3170 no dia e à R$ 2,3350 na máxima. No mercado futuro, o
contrato com vencimento em abril caiu 0,06%, para R$ 2.329,000, e o contrato com
vencimento em maio recuou 0,10%, cotado a R$ 2.348,500.





Bovespa sobe pela sexto pregão seguido com ajuda dos estrangeiros

A Bovespa chegou ao seu sexto pregão seguido de alta nesta segunda-feira,
embalada pelos ganhos das ações de bancos e da Petrobras, e quase recuperou a
linha dos 48 mil pontos, que não era vista desde meados de fevereiro. Mais uma
vez, os estrangeiros lideraram a ponta compradora, atrás de "pechinchas". O
mercado local ignorou o movimento negativo das bolsas internacionais. Uma
rodada de indicadores fracos de atividade (PMIs) na China, Europa e Estados
Unidos pressionou os mercados europeus e também Wall Street. Rumores de que a
China pode adotar um novo pacote de medidas para estimular a economia
sustentaram os ganhos das bolsas asiáticas. "Continuamos no repique. O
estrangeiro está vendendo ações em Nova York, que definitivamente estão caras,
e buscando pechinchas aqui", comentou um operador, lembrando que as bolsas
americanas vêm de sucessivos recordes de alta, enquanto o Ibovespa ainda
acumula perdas de 7% em 2014, isso sem falar nos 15,5% perdidos em 2013. "Há
uma correção forte para baixo lá e para cima aqui. Mas é algo momentâneo. Os
fundamentos não mudaram." O Ibovespa subiu 1,29%, para 47.993 pontos, com
volume de R$ 5,637 bilhões. Nos últimos seis pregões, a bolsa brasileira
acumulou alta de 6,7%. Entre as principais ações do índice, Vale PNA sentiu o
dado fraco de atividad e na China e terminou com leve baixa de 0,14%, a R$
27,16; enquanto Petrobras PN voltou a subir forte, embalada pelas compras de
estrangeiros, e terminou em alta de 2,71%, a R$ 14,40. Há uma semana, o papel
havia batido em R$ 12,57, sua menor cotação desde novembro de 2005. Dias antes,
o Credit Suisse havia elevado a recomendação dos papéis de venda para neutra,
justamente por considerar que as ações estavam muito baratas. De segunda para
cá, a ação PN da Petrobras já andou 14,5%. Mas o principal destaque do dia
foram as ações de bancos privados. Itaú PN terminou em alta de 2,9% para R$
32,27; Bradesco PN ganhou 2,79%, a R$ 29,04; Bradesco ON avançou 3,74%, a R$
30,50; e Santander Unit subiu 2,81%, a R$ 12,06. O Credit Suisse elevou em 5% a
previsão de lucro para os três maiores bancos privados do país. A instituição
considera que os bancos brasileiros, especialmente os privados, são "um pequeno
oásis no deserto". Para os analistas da casa, apesar de um cenário desafiador
para o crescimento econômico, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander vão
apresentar uma expansão de dois dígitos no lucro em 2014 e no ano que vem. Esse
resultado será alcançado por uma combinação de fatores: spreads mais altos,
controle de custos e o recuo dos bancos públicos no crédito. O efeito disso
será um aumento do lucro agregado dos três bancos de 22% neste ano e de 19% em
2015, apesar de o crescimento do estoque de crédito ficar mais modesto, entre
10% e 11% em 2014. O Credit elevou a recomendação de Bradesco de neutra para
compra e reiterou as indicações de compra para Itaú e Santander. No topo do
Ibovespa ficaram Dasa ON (5,00%), Cesp PNB (4,98%) e Itaúsa PN (3,76%). A Cesp
anunciou na sexta-feira a distribuição de dividendos de R$ 1 bilhão. O valor é
superior aos R$ 400 milhões inicialmente previs tos para o ano. A notícia
ajudou a compensar o prejuízo de R$ 990 milhões apresentado no quarto trimestre
de 2013, ocasionado pela provisão de R$ 1,8 bilhão referente à diferença ao
valor de R$ 1,7 bilhão proposto pela União para os ativos da usina de Três
Irmãos, devolvida ao poder concedente, e os R$ 3,5 bilhões que a empresa avalia
serem justos pelo ativo. Por outro lado, essa mesma baixa contábil permitiu que
a distribuição de dividendos fosse maior que a esperada. Com o ajuste, a Cesp
conseguiu liberar mais de R$ 800 milhões que estavam "presos" do patrimônio e
distribuí -los aos acionistas. Na ponta negativa do Ibovespa apareceram TIM ON
(-2,06%), Gafisa ON (-1,86%), ALL ON (-1,37%). Em outro relatório, sobre o
setor de telecomunicações, o Credit Suisse cortou o preço-alvo das ações da
Vivo (-0,37%) e da TIM. Para a primeira, o preço saiu de R$ 51 para R$ 48, mas
a recomendação foi mantida em neutra, e para a segunda o preço mudou de R$ 10
para R$ 9,50, também com recomendação neutra.  A casa de análise reduziu as
estimativas das duas empresas porque o mercado de telefonia móvel está
mostrando maiores sinais de maturação, enquanto, ao mesmo tempo, os
investimentos devem continuar elevados para cumprir os requisitos mínimos de
cobertura 4G e melhorar a qualidade do serviço. Fora do Ibovespa, quem chamou
atenção hoje foi Profarma. O papel ON da distribuidora de medicamentos disparou
9,43%, para R$ 19,37, com giro de R$ 10 milhões, depois do anúncio que a
farmacêutica americana AmerisourceBergen Corporation vai ficar com até 19,9%
das ações da empresa brasileira após um aumento de capital de R$ 335 milhões,
ao preço de R$ 22,50 por ação, um prêmio de 27,1% em relação ao fechamento de
sexta-feira.




Bolsa vai na contramão do mau humor externo e sobe; dólar cai a R$ 2,320
São Paulo, SP  - Na contramão dos mercados internacionais, o
Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (24)
em alta pelo sexto dia seguido, diante de uma entrada maior de investidores no
país. O avanço foi de 1,29%, para 47.993 pontos.
Na Europa, as principais Bolsas já haviam fechado em queda de mais de 1%,
enquanto nos Estados Unidos os mercados tiveram perdas entre 0,1% e 1,2%.
O otimismo ajudou o dólar a perder força em relação ao real. O dólar à vista,
referência no mercado financeiro, cedeu 0,12%, a R$ 2,320. Já o dólar
comercial, usado no comércio exterior, caiu 0,17%, para R$ 2,322. Foi a sexta
queda seguida da moeda americana.
O Banco Central divulgou hoje que a entrada de dólares no Brasil supera em US$
5 bilhões a saída de recursos estrangeiros do país em março, segundo dados
parciais até o dia 20. Essa é a maior entrada mensal desde maio do ano passado
(US$ 10,8 bilhões).
A avaliação de analistas consultados pela Folha é de que o alívio é momentâneo
e, no médio prazo (até o fim do ano), o mercado de ações e o de câmbio devem se
manter pressionados por fatores internos, como a insatisfação dos investidores
com a política econômica do governo, e externos, como a retirada do estímulo
nos Estados Unidos.
"Temos, desde a semana passada, um mercado mais comprador de risco. Ainda está
difícil de interpretar esse movimento. Havia boato sobre pesquisa eleitoral,
mas isso passou e a tendência não mudou. É uma alta com volume. Ou seja, tem
bastante investidor no mercado, o que denota otimismo com o Brasil, mas sem
fundamento claro", diz Fernando Góes, analista da Clear Corretora.
Para João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos, o avanço recente da
Bolsa fez com que ela rompesse níveis de pontuação que ela não atingia desde o
início do ano, o que atraiu mais compradores para o mercado, sustentando a
continuidade da alta.
"É um ajuste aparente na Bolsa. Questão de preço. Não sei até que ponto isso
vai se manter, pois não tivemos mudança nos fundamentos econômicos, mas há
chance de uma realização (quando investidores vendem papéis por um preço maior
que o de compra para embolsar lucro) no curto prazo", diz.
A China voltou a chamar atenção dos mercados nesta segunda-feira ao sinalizar
um enfraquecimento no setor industrial. O Indice de Gerentes de Compras
preliminar (PMI, na sigla em inglês) calculado pelo Markit/HSBC caiu para a
mínima em oito meses em março, de 48,1. O indicador está abaixo de 50 desde
janeiro, o que indica contração da atividade.
Apesar de o número ser negativo, parte do mercado avalia que o governo chinês
deve adotar medidas de estímulo para amparar o crescimento do país. A China é o
principal parceiro comercial do Brasil, logo, a possibilidade de ajuda por
parte do governo agrada os investidores.
Os papéis mais negociados da Vale, no entanto, cederam 0,15%. A China é o
principal comprador internacional do minério produzido pela companhia
brasileira.
Já as ações mais negociadas da Petrobras deram continuidade ao forte ganho
visto na semana passada e subiram 2,71%. Esses papéis representam mais de 8% do
Ibovespa.
O ganho da Bolsa hoje também foi sustentado pelo bom desempenho dos bancos,
após o Credit Suisse ter divulgado perspectivas positivas para o segmento até o
fim do ano, em relatório. "A avaliação citou Bradesco e Itaú, mas os demais
bancos surfaram a onda' de boas avaliações do setor, e subiram", diz Roberto
Indech, estrategista da corretora Rico.com.vc.
O Itaú Unibanco subiu 2,90%, enquanto Santander teve alta de 2,81% e Bradesco
subiu 2,80%. O Banco do Brasil também viu seus papéis subirem, fechando o dia
com alta de 0,58%.
A companhia de energia Cesp ficou entre os maiores ganhos do Ibovespa no dia,
após divulgação de resultado, com avanço de 4,99%. A Cesp teve prejuízo líquido
de R$ 990,5 milhões no quarto trimestre de 2013, mas o resultado foi afetado
negativamente por provisão relacionada ao fim da concessão da hidrelétrica Três
Irmãos.
Após a divulgação dos números, o UBS manteve sua recomendação neutra para a
companhia, mas elevou sua projeção para o preço dos papéis de R$ 22 para R$ 25
em 12 meses.




PERSPECTIVA: Rebaixamento de rating do Brasil deve pressionar Ibovespa
   São Paulo, 24 de março de 2014 - O rebaixamento do rating soberano do
Brasil, pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P),
deverá pressionar o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa nesta
terça-feira.. "Parte do mercado acreditava que o corte aconteceria mais para
frente. Todos os papéis do Ibovespa deverão recuar, mas a situação ficará
mais complicada para os da Petrobras", afirmou Frederico Mesnik, sócio da
Humaitá Investimentos. De acordo com ele, a pressão maior é esperada sobre os
papéis das estatais; somando-se a Petrobras, as ações da Eletrobras e do
Banco do Brasil devem ser as mais penalizadas na sessão de amanhã.

   A nota 'BBB-' dada pela S&P está no nível mais baixo do grau de
investimento. A perspectiva do rating passou de negativa para estável. De
acordo com a agência de classificação, o rebaixamento do rating do Brasil
contempla um cenário de implicações negativas da credibilidade da política
econômica e contas públicas do País e ainda a falta de sinais claros da
política do governo. A expectativa de que o Brasil registre um crescimento
moderado nos próximos dois anos também pesa sobre a perfil do País.
   "Vai ter uma chacoalhada amanhã. Foram seis pregões em alta, então pode
ter uma realização, mas não vejo nenhuma mudança importante, porque não
vejo isso como evento surpresa. Nos próximos dois anos, só algo muito
diferente pode mudar o rating", afirma Alexandre Espirito Santo, economista da
Simplific Pavarini.
   Com o rebaixamento, a agenda de indicadores nos Estados Unidos, que seria o
foco dos investidores, passa a ter peso secundário. Lá, a S&P divulga, às
10h, o índice de preços de imóveis residenciais de janeiro. Em dezembro,
houve alta anual de 13,4% nos preços das residências nas 20 principais
regiões metropolitanas e queda de 0,1% na comparação mensal. A previsão é
de alta anual de 13,3%.
    
   Ainda nos Estados Unidos, o Conference Board informa, às 11h, o índice de
confiança do consumidor de março, e o Departamento de Habitação e
Desenvolvimento Urbano e o Departamento do Comércio informam, às 11h, as
vendas de imóveis residenciais novos em fevereiro. "Os dados de confiança e
de residências nos Estados Unidos são importantes, já que sabemos que a
recuperação da economia por lá passa pelo segmento imobiliário, mas assim
como hoje, o Ibovespa deve voltar a operar descolado", aponta Álvaro Bandeira,
economista-chefe da Órama Investimentos.
   Hoje, o Ibovespa avançou 1,29%, a 47.993 pontos. O giro financeiro foi de
R$ 5,6 bilhões. O movimento foi favorecido pelo ciclo de alta da bolsa,
tentando recuperar os 48.300 pontos, após um início de ano de fortes perdas.

   A alta foi também favorecida pela valorização dos papéis do setor
financeiro, apoiada pelo relatório do banco Credit Suisse, recomendando a
compra de ações do setor. "Saiu esse relatório apontando novamente bons
fundamentos do setor no Brasil, aumentando a expectativa de que os bancos terão
uma boa performance esse ano, já fizeram a lição de casa para melhorar a
eficiência e vão capturar isso agora, somado a um cenário de inadimplência
sob controle e taxas de juros crescentes, que melhoram o spread bancário",
aponta Carlos Daltozo, analista do Banco do Brasil.
   As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 2,80% a R$ 28,92 e as do Itaú
Unibanco (ITUB4), 2,90%, a R$ 32,10. Os papéis da Petrobras (PETR4) também
avançaram 2,71%, a R$ 14,18, enquanto os da Vale (VALE5), caíram 0,15% a R$
27,16.



MERCADO EUA: Com atividade industrial mais fraca, índices registram queda

   São Paulo, 24 de março de 2014 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam as negociações de hoje em em campo negativo,
influenciados pela queda da atividade industrial norte-americana e chinesa. O
conflito com a Rússia também gera impacto sobre o mercado de ações. O Dow
Jones caiu 0,16%, a 16.276 pontos, o S&P 500 encerrou com queda de 0,49%, a
1.857 pontos, e o Nasdaq Composto recuou 1,18%, a 4.226 pontos.
   A atividade econômica dos Estados Unidos, medida pelo índice dos gerentes
de compras (PMI, na sigla em inglês) caiu para 55,5 pontos em março, de 57,1
pontos em fevereiro, de acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto
de pesquisas Markit Economics. Na China, o índice também recuou, para o menor
nível em oito meses, passando de 48,5 pontos em fevereiro para 48,1 em março.
   O impasse entre Ocidente e Rússia gera tensão e influenciou os mercados.
Os líderes do G-7 (grupo composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino
Unido, França, Itália e Canadá) se encontraram hoje, na cúpula de segurança
nuclear, e anunciaram que boicotarão a reunião do G-8 (grupo composto pelo
G-7 mais a Rússia), prevista para junho, na Rússia, por conta da anexação da
Crimeia, que foi oficializada na última semana.




PETRÓLEO: WTI sobe com vazamento e Brent cai influenciado por China
   São Paulo, 24 de março de 2014 - Os preços dos contrato futuros de
petróleo fecharam hoje mistos. Motivados tanto pela queda da atividade
industrial na China, quanto pelo vazamento de óleo no Porto de Houston, Texas,
que interrompeu a circulação de navios. Na Nymex, os preços dos contratos
futuros do WTI, com vencimento em maio, encerraram a seção em alta de 0,14%, a
US$ 99,60 o barril. Na plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do
Brent, com o mesmo vencimento, caíram 0,6%, a US$ 106,27 o barril.
   Segundo Daniel Flynn, analista de mercado na The Price Futures Group, o
vazamento de óleo, causado pela batida de dois navios e o consequente
fechamento do Porto de Houston, influenciou as negociações de hoje. "No
petróleo bruto, negociamos mais influenciados pela notícia de vazamento no
canal de Houston, que causa problemas no trânsito local, com as autoridades
tentando limpar o derramamento", informou por meio de nota.
   Os dados da atividade industrial na China, medida pelo índice dos gerentes
de compras (PMI, na sigla em inglês), fizeram com que os contratos do Brent
caíssem. O PMI industrial da China caiu para 48,1 pontos em março, o menor
nível em oito meses, ante 48,5 pontos em fevereiro. Os dados preliminares foram
divulgados pelo instituto de pesquisas Markit Economics, em conjunto com o
banco HSBC.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Stockler Report on Crop Estimate 2014
We travelled extensively through Cerrado, Mogiana, Sul de Minas, Zona da Mata and Espírito Santo, totaling over 4.000 km. The trip was extended by a couple of days to cover the vast core regions better. Minor changes on counting methods lead to a vastly increased number of observations from 216 for last year against 410 this year.
The different estimates in the market range from 46M to 57M at the moment and even in the face of the drought. Total coffee area per region, percentage of area producing and the “other regions” production amounting to several million bags are factors that heavily influence the result of any estimate. This is why we refrain from publishing an own number based on our observations. Despite the fact and within the currently depicted range, our tendency points towards a number below 50M with Arabica still above 30M.
The effect of drought and heat
Based on our observations, we note that
• drought has the worst effect on new plantations and young plantations (up to five years) due to their less engrained roots. Older plantations are affected far less.
• the most apparent effect of the drought are increased shares of mal-developed beans and floaters plus the share of beans that show signs to end up as floaters if rainfall persists to be deficient, but can stil recover as long as the bean did not detach from the pergamino.
• the lower the elevation, the worse the effect of heat on the coffee trees. Especially
below 900m, the plants show stress signs on leaves and cherries with maturation well ahead of time.
• the higher the elevation, the most apparent the effect of a decreased vegetal
growth, i.e. a smaller distance of the youngest internodes showing decelerated growth.
• the rumor of a dramatically decreased growth of the branches, leading to three
internodes missing, cannot be confirmed. Instead, our findings after talks to farmers is that a larger number of farmers pruned their trees after little promising flowerings and amid a low coffee price in 2nd half of 2013, thus to lower costs. As one internode takes 25-40 days to grow, this fits well to the pattern of three internodes missing.
• we found the so-called “coração negro” very rarely. However, the risk for the “black
heart”, drying beans within the cherry turning black, remains if we enter the dry
season without sufficient rains, especially in parts of Sul de Minas.
Notes on regions visited
Sul de Minas
• Três Pontas and Nepomuceno as well as Machado to Campestre are the regions with lowest productivity as well as the most visible effects of drought and heat with lack of leaves, yellowish leaves, decreased vegetal growth and low yields. Together, they represent roughly 25% of Sul de Minas.
• Campos Gerais and Boa Esperança are considerably in better shape than the
aforementioned as well as, to a less obvious extent, the sector between Varginha and Alfenas. Both regions despite the fact face a strong off-cycle after a bumper crop in 2013.
• In São Sebastião do Paraiso, despite more sandy soil, we found the best yields for
Sul de Minas. The region is close to Alta Mogiana which also looked promising, see below. Itamogi, south of São Sebastião is also in a good shape, not only in productivity terms, but also by general appearance.
• Guaxupé, Muzambinho, Nova Resende and Cabo Verde are less affected by the
adverse weather situation, but still show a clear off-cycle with an average of less than 20 bags/ha. on bearing trees.
• Pruning activities are most expressive in the area between Alfenas and Varginha
(approx. 28% of the observations) as well as in Três Pontas/ Nepomuceno (approx.
22%). Overall, more than usual pruning observed, especially recepa, the cutting to the trunk, although esqueletamento remains the most practiced.
• Bearing as well as non-bearing trees showed signs of stress, but were well foliated.
Growth was affected as mentioned in the paragraph above and symptons were most expressive from Campestre to Machado, around Três Pontas and to a smaller extent between Alfenas and Varginha.
• Mal-developed beans appeared frequently, especially in the aforementioned
regions. The risk for floaters is persistent for young plantations and can only be adverted by further rains. We have seen no signs for widespread appearance of the “coração negro” during our trip.
• The most apparent abnormality observed were minor, scattered, but still
mitaca-like flowerings, especially on young branches in pruned plantations. This, combined with expected losses of internodes due to the drought will depress the
2015/16 crop.
• Farmers applied fertilizers after the return of rain in mid-February, although lack of further rainfall prevents the entry to the soil, thus risking that their efficiency once brought into the soil will be small.
• The worst case scenario: we fear a possible further decrease in yields, above all for
the young trees. For the 17% young trees, we considered a 40% yield cutback for this year against the normal estimate and for the other cherry-bearing trees an output decrease of a further 10%.
Outlook: Drought and heat and their consequences came on top of an expressive off-cycle for Sul de Minas and will definitely lower an otherwise promising 2015/16 crop. The vegetal growth is affected by the adverse weather situation which is particularly bad for young trees and new plantations, but in a similar way for the pruned trees, too. This is worth mentioning as pruning activities were higher than usual amid the low prices in
2013 and after weak picking of the flowering by “tired trees”.
Cerrado
• Our observations do not confirm an expressive on-cycle increase in production in Cerrado as it was stated by other sources in January. Differing to talks about a production increase by 20%, we observed a decrease against our last year’s result.
• Yields were astonishingly low. We conclude that trees are tired after bumper crops
and due to possibly decreased fertilization efforts by farmers.
• Again, we observed that farmers pruned after flowering when it did not fix well.
The poor fixing of flowers where they did not prune and the low yields confirm that this kind of “tiredness of trees” seems to be the major reason for a disappointing output. We observed at several points that trees were not carrying cherries as per their potential should be for this year.
• Serra do Salitre, especially the micro-region “Abacaxi” was the only area that
showed “Cerrado standard” yields beyond 40 bags/ha. on average. Araguari and Monte Carmelo already fell well behind these yields while Patrocinio, Patos de Minas and Alto Paranaiba were disappointing, depressing the overall weighted yield for Cerrado as low as 24 bags/ha.
• Due to high degree of irrigation and a less severe drought, our worst case scenario
only discounts a further 5%, especially for the regions north of Patrocínio, towards Coromandel where soils are sandier and soil moisture (as far as we can judge on it) appeared lower than in other areas.
Outlook: the potential for 2014/15 is overall promising. We did not observe substantial vegetal growth problems, although heat and lack of rain has stressed the trees leading to minor and scattered flowerings in some areas as well as sun-burned leaves. Therefore, a bumper crop for 2015 is still possible.
Mogiana
• Mogiana as a whole looks promising and Alta Mogiana exceptionally good, clearly in an on-cycle with an average productivity of 27 bags/ha. with highest yields north of Franca (Pedregulho, etc.).
• Drought impact is foreseen as minor compared to Sul de Minas due to increased
drip irrigation in Alta Mogiana and the fact that the higher elevation lessens the effect of the weather pattern according to our observations.
• We did not observe detaching of beans from the pergaminos during our
observations at the end of January which would mean the beans cannot recover even with rains and will turn black or at least floaters.
• Baixa Mogiana is most promising around Caconde and close to Poços de Caldas
while São Sebastião da Grama suffered from drought and lower yields. For the southern part of Baxia Mogiana, the picture was mixed.
Zona da Mata and ES Arabica
• The drop in output is sharpest in Zona da Mata after a bumper harvest in 2013.
While pruning activities, different to Sul de Minas, were not significantly higher than in other years as per our observations, the trees bear very few cherries.
• Arabica production on the other side of Serra do Caparaó, in Espirito Santo, looks
different. Yields are low by Brazilian benchmarks, but rains returned earlier and drought will have a limited impact.
• In the southern parts of Zona da Mata (Divino, Pedra Bonita), vegetal growth is
weak and drought effects apparent. Central and northern parts (Manhuaçu and
Caratinga) we found in a strong and expressive off-cycle.
• Overall, as small farmers dominate, we conclude that the sharp slump has two reasons: a strong off-cycle combined with decreased fertilizing and care taken by farmers amid lower prices. Drought appeared more obvious in the southern part of the region while we could not distinguish if heat was more severe than in other years around Caratinga, i.e. in the northern parts.
Outlook: due to less well treatment, the on-cycle crop 2015 will not reach 2013s output, but yields shall definitely rise again, different to ES whose output will decrease.
Conilon, Espírito Santo
• Our productivity estimate is only 11% up against last year’s number. This is based on our expanded observations at the outskirt areas that lead us to lower the overall estimated productivity (comparing only to the region we observed last year, the
productivity increase would have been larger).
• Our observation is that yields decrease in areas where production is not as intense as in Linhares, Sooretama or in the hilly landscape around Rio Bananal and Vila Valerio. In the north, yields came down to 31 bags/ha. from some 43 bags/ha. for Linhares and Rio Bananal regions. In the south, productivity is expected to be even below 30 bags/ha.
• We expect a bumper crop in the main areas. Especially in the dense producing
region north of Colatina up to Nova Venecia, professionalism, care and widespread irrigation lead to yields that can reach 100 bags/ha. and more.
• Extreme yields were observed less often this year, but overall productivity is high
and treatment by farmers well. Trees are in good shape, debranching of new sprouts is done in a way that guarantees continuing high yields (maintaining 3-4 older branches while letting the same amount of younger ones grow).
• We estimate similar good yields in Bahia as in ES and think that there is more
Conilon planted in Bahia than published by CONAB while Rondônia according to many comments remains low in productivity with an decreasing planted area.
Estimate based on observations done between 27/1 and 28/2/2014. For carry-over and estimate, we will trust and rely on NKG(Neumann Kaffee Gruppe) Statistical Unit’s results and calculations due to be published this month.
Santos, March, 7 2014
STOCKLER COMERCIAL E EXPORTADORA LTDA (http://www.stocklerltda.com.br/aboutus)
NEUMANN KAFFEE GRUPPE - NKG (http://www.nkg.net/aboutus)
FAEMG CRITICA PREVISÃO DE SAFRA DO IBGE
Causou incômodo entre entidades e cooperativas rurais a
última estimativa de safra de café divulgada pelo IBGE. Motivos de grande
preocupação para produtores de todo o país, a severa estiagem dos últimos
meses e a broca-do-café não teriam impactado a produção do grão segundo o
estudo que, pelo contrário, aponta acréscimo de 0,1% em relação à safra
anterior. A estimativa é fortemente criticada pelo setor produtivo, que calcula
perdas de até 45% em algumas regiões.
    O diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas
Gerais (FAEMG) e presidente das comissões de café da entidade e da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita é
categórico ao afirmar: "Não sabemos em que se baseou, mas a previsão do
IBGE vai contra tudo o que, nesse momento, o setor produtivo já sabe muito bem,
pelo seu dia-a-dia. A estiagem afetou muito fortemente a safra atual, com
perdas já para 2015, inclusive. Assim como a broca, que já causou impactos
comprovados no volume e na qualidade da produção. Não há possibilidade
alguma de colhermos as 48,7 milhões de sacas que o IBGE anunciou há poucos
dias".
    Breno Mesquita diz que além do acompanhamento feito continuamente pela
entidade junto aos produtores, a quebra também é confirmada por diversas
entidades de muito peso para o setor em Minas Gerais, maior estado produtor:
"A Cooxupé, que conta com sistema de georreferenciamento muito respeitado,
aponta para 30% de perda; percentual idêntico ao apontado pela Fundação
Procafé. A Epamig também já tem dados de redução em 45% em propriedades do
Sul de Minas, de 25% na região de Machado e 20% em São Sebastião do Paraíso.
São todas entidades idôneas e com anos de expertise em café".
    Com base no desencontro dos números, o diretor da FAEMG afirma que a
entidade não valida a previsão feita pelo órgão oficial do governo e alerta:
"Essa indicação superestimada da safra não apenas não retrata as perdas
ocorridas do início do ano para cá, como trará ainda problemas para o setor
produtivo, ao sinalizar para o mercado uma disponibilidade que não existe.
Podemos já acreditar que esses números desencontrados certamente atrapalharão
o planejamento para o escoamento da safra e para a elaboração das políticas
necessárias ao setor", disse. As informações são da assessoria da FAEMG.

CAFÉ ARÁBICA: CHUVAS NO BRASIL DESAPONTAM E NOVA YORK SOBE MAIS DE 2%
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o
café arábica opera em alta acentuada nesta segunda-feira, após reverter as
perdas do início do pregão. Segundo agências internacionais, alguns traders
ficaram desapontados com as chuvas do Brasil neste final de semana e realizam
cobertura de posições vendidas.
    Na manhã de hoje, o grão chegou a tocar o nível de 166 centavos de
dólar, o menor patamar desde 20 de fevereiro. Entretanto, inverteu o sinal logo
depois. Os futuros se recuperam da maior queda de uma semana em 15 anos, à
medida que o retorno das precipitações ao Brasil - que amargou a pior
estiagem em três décadas - não foi satisfatório.
    Investidores ainda permanecem confusos em relação aos danos às lavouras
brasileiras, que só poderão ser contabilizados a partir do início da colheita
no país. Alguns analistas dizem que a insurgência dos preços desde o início
do ano foi sobrevalorizada e estimam a oscilação média entre 166 e 190
centavos de dólar por libra-peso. As informações são de agências
internacionais.
    Os contratos com entrega em maio/2014 são negociados a 174,85 centavos de
dólar por libra-peso, elevação de 3,70 centavos (+2,24%). A posição
julho/2014 tem cotação de 176,85 centavos de dólar, acréscimo de 3,80
centavos em relação ao fechamento anterior (+2,19%).

Arabica Coffee Bounces; Cotton Rebuffed From 93.75c/Lb. Again
Alexandra Wexler

  NEW YORK--Coffee prices rebounded from early losses Monday after weekend rains in top-grower and
exporter Brazil disappointed some traders.
  Arabica coffee for delivery in May on the ICE Futures U.S. exchange fell to $1.66 a pound, the
lowest intraday level since Feb. 20, before turning around. The contract was recently 0.5% higher at
$1.7205 a pound.
  Coffee futures are coming off their biggest one-week drop in nearly 15 years last week as the
return of rains to parched growing areas of Brazil quelled concerns about damage to the arabica crop
and led to profit-taking by investors.
  But "the rains in Brazil over the weekend were not as significant as was anticipated," said Julio
Sera, senior risk management consultant at INTL FCStone in Miami. It is still unclear how much
damage Brazil's arabica production has suffered.
  January and February were the driest months in Brazil in 30 years, according to Somar
Meteorologia, a Sao Paulo-based private weather service.  A lack of moisture can stunt the
maturation process of coffee cherries--the fruit that surrounds the seeds that are roasted to make
coffee beans.
  The drought has trimmed the market's expectations for a bumper crop, but the initial surge in
prices might have blown the situation out of proportion, traders and analysts say now.
  "The extent of the damage, and precisely how much loss we're in for, is still up in the air until
the actual harvesting begins" in May, Mr. Sera said. He sees range-bound trade between Monday's low
of $1.66 a pound and about $1.90 a pound until then.
  Cotton futures were rebuffed once again from 93.75 cents a pound on Monday, the near one-year high
that futures touched on March 13, as buying continued to thin out around that level.
Cotton for delivery in May was recently trading at 92.75 cents a pound, down 0.6% on the day.
  "My upside target has been 95 [cents to] 96 cents, and the renewed interest by fund managers who
have not been involved in cotton to date suggests they are closely watching for a break above key
resistance at 94" cents, said Sharon Johnson, an Atlanta-based cotton specialist representing KCG
Futures.
  Earlier this month, the U.S. Department of Agriculture raised its projection for U.S. exports of
the fiber by 1.9% to 10.7 million bales, citing strong demand from abroad. As a result, federal
forecasters also revised their estimate for the amount of cotton left over at the end of the current
marketing year on July 31 to 2.8 million bales, the smallest amount in three seasons.
  But U.S. farmers are expected to plant more cotton this spring than they did last year, according
to a survey released in February by the National Cotton Council. That could lead to the 2014-15 crop
being almost a quarter larger than the current season's, the industry group said.
  "As much as a higher planted area will generate high production projections, weather will be the
final arbiter in that regard," Ms. Johnson said. "It will be several months before we know with any
certainty."
  In other markets, orange juice for delivery in May was recently down 0.1% at $1.5275 a pound and
cocoa for May delivery was 0.7% higher at $2,978 a ton. Raw sugar for May delivery was flat at 16.83
cents a pound.


Rodrigo Corrêa da Costa  -  NOVA IORQUE CORRIGE E PODE CAIR MAIS  -  Mercado de Café - Comentário Semanal - de 17 a 21 de março de 2014

A maioria das principais bolsas de ações no mundo recuperou nos últimos cinco dias, depois de terem perdido US$ 1.4 trilhões de dólares entre os dias 10 e 14 de março.

O índice russo MICEX teve uma forte recuperação mesmo com a confirmação de sanções impostas à Rússia, que oficializou a anexação da Criméia ao seu território, mas tenta fazer todos acreditarem que o fato é isolado.

O Banco Central Americano reduziu, como previsto, em US$ 10 bilhões o volume de compras de títulos, e mudou um pouco o discurso dando mais flexibilidade para manter os juros inalterados mesmo se a taxa de desemprego cair abaixo de 6.5%.

As commodities em grande parte cederam na semana, com o destaque da queda do café em Nova Iorque que tomou um tombo de US$ 36.05 a saca, estando agora há US$ 51.06 a saca da alta vista no dia 12 de março.

A queda brusca parece ter surpreendido alguns agentes, muito embora deveria ser esperada dada a magnitude e velocidade que os preços apreciaram em apenas seis semanas – como venho comentando neste espaço.

O robusta em Londres caiu menos, ou “apenas” US$ 8.22 a saca, mantendo uma correlação mais baixa com o primo rico do outro lado do Atlântico. A arbitragem como consequência saiu dos larguíssimos US$ 99.74 centavos por libra-peso, para os ainda estirados US$ 78.71 centavos por libra – dá-lhe robusta nos blends.

A movimentação dos terminais foi influenciada por prognósticos de chuvas no Brasil, e claro por fazer com que os fundos diminuam parte de suas posições compradas, que é grande e deve causar a continuação da baixa.

No mercado físico era de se esperar um menor volume de negociação mesmo que o mercado futuro não caísse, dado que muito café trocou de mão de fevereiro para cá. A queda do contrato “C” trouxe uma calmaria ainda maior, e o pico da entressafra trará menos vendedores caso os futuros voltem a subir.

Escrevo este relatório no avião voltando da conferência da Associação Nacional de Café Americana (NCA), que reuniu representantes de países produtores, torrefadoras e as tradings mundiais. Como não poderia ser diferente a discussão no evento girou em torno das perspectivas de produção das próximas safras brasileiras, com números variando entre 46 milhões e 56 milhões de sacas – ou nada menos do que 10 milhões de sacas de diferença.

Embora muitos possam se chatear com números tão distintos, é mais importante considerarmos a base de onde saíram as estimativas anteriores (ou o potencial de produção antes da seca), e principalmente qual será o déficit ou superávit mundial. No segundo quesito também estamos longe de um consenso, pois estranhamente varia de 7 milhões de déficit (o que acho exagerado) a uma sobra de 2 milhões de sacas.

Assumindo que seja o meio do caminho (eu tenho falado entre 1 e 2 milhões de saca), o problema não é tão grande frente aos estoques mundiais de café. Sem mencionar que muito deste estoque migrará para os países consumidores em função de exportações que devem crescer muito neste ano – tanto do arábica como do robusta.

Muitos dirão que o problema maior é a safra brasileira do ciclo 15/16, entretanto na prática isso não diz muito à bolsa, pois é improvável que alguém tome posição tão cedo, ainda mais com os terminais em patamares vantajosos para que haja aumento e recuperação de produção em tantas outras origens.

Nova Iorque está vulnerável e deve testar os US$ 150 centavos por libra, nível que acredito encontrar suporte – muito embora pode rapidamente escorregar um pouco mais.

A resistência maior deve ficar a partir de US$ 180 centavos, salvo, é claro, novos eventos climáticos que prejudiquem a produção em algum país produtor.

Uma boa semana e muito bons negócios a todos.

Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

Dólar encerra a semana em queda, com entrada de recursos no país

Depois de operar em queda durante a manhã, o dólar reduziu a perda frente ao
real no período da tarde acompanhando o mercado externo. O fluxo positivo para
o Brasil, no entanto, continua pressionando a moeda americana para baixo.
O dólar comercial fechou em ligeira queda de 0,04% a R$ 2,3260, encerrando a
semana em baixa de 1,06%. No mês a moeda cai 0,81% e acumula perda de 1,32% no
ano. Já o contrato futuro para abril recuava 0,14% para R$ 2,332.
No mercado local, o fluxo positivo de recursos, tanto na conta financeira
quanto na comercial, contribui para a desvalorização da moeda americana. Hoje o
Banco do Brasil anunciou uma captação externa de US$ 1 bilhão por meio de
empréstimo sindicalizado. Na quarta-feira, o banco anunciou uma captação de 300
milhões de euros com a reabertura de uma emissão de bônus feita em julho do ano
passado. Operadores relatam também terem verificado na semana grande entrada de
recursos de exportadores de commodities agrícolas.
Apesar da sinalização do Federal Reserve (Fed, banco central americano) da
possibilidade de antecipar para o primeiro trimestre de 2015 o início da alta
da taxa de juros dos EUA, os investidores continuam com apetite para ativos que
pagam alto retorno. Nesse cenário o banco Barclays vê o real e a rupia da India
como as divisas que oferecem melhor retorno nos mercados emergentes.
O Barclays destaca que, recentemente, as pressões inflacionárias e a
necessidade de reduzir o passo no aperto da política monetária diante de um
sinal de maior austeridade da política fiscal, só aumentaram os incentivos para
o Banco Central manter o real sob controle.
O BC deu sequências às intervenções no câmbio hoje. A autoridade monetária
vendeu todos os 4 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em
leilão, em operação que movimentou o equivalente a US$ 198,0 milhões. A
colocação ficou restrita ao vencimento 1 de dezembro e tem liquidação na
próxima segunda-feira, dia 24.
O BC fez ainda a rolagem de mais 10 mil contratos de swap cambial tradicional
ofertados hoje, postergando o vencimento do equivalente a US$ 492,1 milhões.
Com isso, o BC aumentou a cerca de US$ 5 bilhões o montante rolado até o
momento e referente ao vencimento de abril, de um total de US$ 10,148 bilhões.




Sem susto com IPCA-15 de março, juros futuros caem

Depois de uma rodada expressiva de alta ao longo da semana, em meio ao
agravamento das preocupações com a inflação, os juros futuros recuaram hoje na
BM&F. Investidores aproveitaram a apreciação do real e o IPCA-15 de março
levemente abaixo do esperado para embolsar lucros e reduzir parte dos prêmios
elevados carregados pelos DIs.
O contrato do DI com vencimento em janeiro de 2015 era negociado a 11,22% (ante
11,25% na quinta-feira, após ajustes). O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de
12,74% (ante 12,84% na quinta).
O IPCA-15 subiu 0,73% em março, aceleração ante fevereiro (0,70%), mas abaixo
da média das expectativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, de 0,76%.
Mesmo assim, a inflação acumulada em 12 meses saltou de 5,65% para 5,90%.
Segundo operadores, parte da alta de ontem dos juros futuros se deu por conta
de um posicionamento de tesourarias para um IPCA-15 ainda mais elevado. Como a
inflação não destoou muito das estimativas, abriu-se espaço para uma leve
correção das taxas no pregão de hoje.
Se o índice não trouxe um desastre, com variação na cada de 0,80% como alguns
cogitavam, tampouco desanuviou o horizonte inflacionário. Em relatório, o
economista Elson Teles, da equipe de pesquisa macroeconômica do Banco Itaú,
projeta alta de 0,80% do IPCA este mês, com a taxa acumulada em 12 meses
subindo para 6%.
Além do IPCA-15 menor do que se esperava, investidores também encontraram no
recuo do dólar e da remuneração dos títulos do Tesouro americano (Treasuries)
para tirar um pouco de gordura das taxas. Por tudo isso, estrategistas
consideram que as quedas de hoje foram pontuais e que a tendência ainda é de
alta dos juros futuros.
Além dos estragos do choque de preços dos alimentos nos índices de inflação às
vésperas do encontro do Copom, nos dias 1 e 2 de abril, sai na próxima semana o
resultado primário do Governo Central em fevereiro. Um número decepcionante
pode correr ainda mais a já abalada confiança do mercado na capacidade do
governo cumprir sem malabarismos fiscais a meta de economizar 1,9% do PIB este
ano.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Indicador industrial chinês influenciará dólar
   São Paulo, 21 de março de 2014 - As negociações nos mercados de dólar
comercial e juros futuros, na segunda-feira, serão fortemente influenciados
pelo desempenho do índice preliminar da atividade industrial na China medido
pelo HSBC em parceria com o instituto de pesquisas Markit Economics. "Caso o
resultado seja ao redor de 49 pontos, mantendo o nível anterior, a resposta do
mercado não será muito brusca", diz o sócio-gestor da GS Allocation
Investimentos, Fernando Aldabalde.
   O executivo lembra que os últimos dados chineses vieram mais fracos, por
isso será tão importante acompanhar o dos gerentes de compras (PMI, na sigla
em inglês) de março. Caso o resultado mostre nova contração no desempenho da
indústria do maior parceiro comercial do Brasil, o dólar comercial deverá
subir, em aversão ao risco, e a desvalorização das moedas dos países
emergentes será generalizada.
   Consequentemente, a taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI)
terão reação positiva, devido à pressão que o câmbio elevado poderá
causar na inflação do País. Aldabalde destaca que muitas posições compradas
de dólar, que apostam na valorização da moeda norte-americana foram
desfeitas pelos investidores nesta semana, tanto que a divisa recuou 1,06% no
período. Entretanto, o indicador ruim pode reverter esse movimento.
   "Esse indicador do HSBC é bastante relevante porque os dados do governo
chinês não são transparentes. No médio prazo, são eles que orientarão o
viés do dólar no Brasil e demais mercados emergentes", afirma sócio-gestor
da GS Allocation Investimentos. Ele pontua que os indicadores de atividade
nacional do Federal Reserve de Chicago e o PMI industrial que serão informados
nos Estados Unidos, também são importantes, mas ficarão em segundo plano.
   Hoje, o dólar comercial encerrou as negociações desvalorização de 0,04%
em relação ao real, cotado a R$ 2,3240 para compra e a R$ 2,3260 para venda.
Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3180, a
menor desde 6 de março, e a máxima de R$ 2,3330. No mercado futuro, o contrato
com vencimento em abril recuava 0,21%, negociado por R$ 2.330,500. Na semana, a
divisa acumula queda de 1,06%.
   No mercado de juros, a maioria das taxas dos contratos DI ficou no campo
negativo. A exceção foram os papéis com vencimento em julho deste ano, que
ficaram estáveis a 10,85%, com volume financeiro de R$ 30 bilhões. Com a
segunda maior movimentação financeira, de R$ 21,1 bilhões, os contratos
programados para janeiro de 2017 caíram de 12,82% para 12,71%.
   Em seguida ficaram os papéis com vencimento em janeiro de 2015, cujas taxas
passaram de 11,25% para 11,22%, com volume de R$ 13,4 bilhões, e os para
janeiro de 2016, que recuaram de 12,34% para 12,22%, com montante de R$ 9,4
bilhões negociados.




Bovespa tem a melhor semana desde setembro de 2013

Contrariando expectativas, a bolsa brasileira marcou seu quinto pregão
consecutivo de alta e fechou sua melhor semana neste ano, com ganho de 5,37%.
Desde a semana encerrada em 6 de setembro de 2013, quando avançou 7,47%, a
bolsa brasileira não subia tanto no período.
Operadores acreditavam que, diante da não confirmação dos boatos de que Dilma
Rousseff teria perdido espaço na pesquisa Ibope para seus oponentes na corrida
presidencial, as ações de estatais apresentariam forte correção nesta
sexta-feira.
Mas não foi o que aconteceu. Petrobras PN (0,21%) e ON (0,52%) sustentaram
ganhos modestos, assim como Eletrobras PNB (2,62%). Eletrobras ON (-0,34%) e
Banco do Brasil ON (-1,10%) registraram queda pequena, perto da alta de mais de
10% entre terça e quinta-feira. Segundo operadores, o vencimento quádruplo de
opções e futuros em Nova York influenciou o comportamento dos ADRs (recibos de
ações na bolsa americana) e ajudou a segurar as cotações por aqui.
O Ibovespa fechou em alta de 0,22%, aos 47.380 pontos, com giro de R$ 7,953
bilhões. Nesse ritmo, o índice sobe 0,61% em março, mas ainda perde 8,01% no
ano. "É possível que os investidores estejam operando de olho numa melhora da
economia brasileira", avalia o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala. "Os
últimos dados, como o Caged (de empregos formais) e o IBC-BR (de atividade
econômica), de fato foram bons. E os números de atividade relativos a fevereiro
certamente serão melhores por causa do Carnaval tardio, em março. Mas me parece
prematuro esse otimismo. Eu teria mais cautela", acrescentou.
Vale PNA (2,10%) foi um dos destaques de alta hoje, depois de ter subido bem
menos que as estatais nos últimos dias. O papel pegou carona nas notícias
vindas da China, que tomou uma medida amplamente esperada para impulsionar o
mercado acionário, permitindo que companhias de primeira linha com problemas de
caixa levantem fundos por meio da venda de ações preferenciais.
Na ponta positiva do índice também apareceram Cesp PNB (3,74%), Marfrig ON
(2,50%) e Gerdau PN (2,47%). Na outra ponta ficaram Estácio ON (-5,76%),
Brookfield ON (-2,72%) e JBS ON (-2,54%).
Apesar de ter triplicado o lucro líquido no quarto trimestre para R$ 45
milhões, o mercado tinha projeções mais elevadas para o resultado da Estácio. O
Credit Suisse estimava um lucro líquido de R$ 62 milhões e o Santander
projetava R$ 53 milhões. Um fator surpresa que impactou o resultado da Estácio
no fim do ano foi o cancelamento de uma receita de R$ 12 milhões de 3 mil
alunos inadimplentes e cujos processos de pagamento vinham sendo discutidos
judicialmente..
Segundo Rogério Melzi, presidente da Estácio, a companhia decidiu reconhecer a
perda dessa receita porque a Justiça vinha dando ganho de causa aos alunos. No
último trimestre, a companhia registrou uma perda de R$ 3,3 milhões devido a
acordos e condenações cíveis. Esses alunos fizeram suas matrículas, mas não
pagaram as mensalidades no segundo semestre e tiveram baixo aproveitamento
acadêmico, ou seja, faltaram em boa parte das aulas e não fizeram as provas.




PERSPECTIVA: Dados da China devem definir viés do Ibovespa na segunda-feira
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Os dados preliminares da atividade
industrial chinesa, que serão divulgados neste fim de semana, devem definir o
viés do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, na segunda-feira, segundo
Eduardo Cavalheiro, consultor da Rio Verde Investimentos. "Em termos de agenda
econômica, os PMIs lá fora serão importantes, com os números da China tendo
mais peso. Fora da agenda, percebemos que questões políticas mexeram bastante
com o índice nessa semana e é possível que isso volte a acontecer no decorrer
desse ano", aponta Cavalheiro.
   No domingo, a China divulga a leitura preliminar do PMI industrial referente
ao mês de março, às 22h45, pelo instituto de pesquisas Markit Economics, que
também divulga no dia seguinte os PMIs industriais da Alemanha (5h30), da
Eurozona (6h) e dos Estados Unidos (10h45).

   Hoje, o Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,22%, a 47.380 pontos. O
giro financeiro na bolsa foi de 7,9 bilhões. A perspectiva de melhora na
economia chinesa, combinado aos indicadores europeus ajudaram o índice a
encerrar em campo positivo. Entre as ações mais negociadas e com maior peso no
índice, as preferenciais da Petrobras (PETR4) valorizaram 1,14%, ante o
fechamento do pregão de ontem, negociadas a R$ 14,15, e as da Vale (VALE5)
subiram 1,98%, a cotadas a R$ 27,17.
   O presidente da Comissão de Regulação Imobiliária da China (CSRC,
equivalente à CVM), Zhou Xiaojun, afirmou que começará testar a introdução
de ações preferenciais no mercado de ações do país. Segundo ele, esta
decisão foi tomada em novembro do ano passado e é parte importante da reforma
do sistema financeiro do país. "A entrada de PNs pode se traduzir em uma
solução de curto prazo para saúde financeira do setor privado, e isso alivia
tensões em relação a possíveis novos calotes", explicam os analistas da
Coinvalores, Bruno Piagentini e Marcos Barbosa.
   A conta corrente da zona do euro registrou superávit de 25,3 bilhões de
euros em janeiro, em bases ajustadas sazonalmente, após apresentar um saldo
positivo de 20 bilhões de euros (número revisado) em dezembro. Os dados foram
divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE).

   O índice de confiança do consumidor da zona do euro subiu para -9,3 pontos
em março, de -12,7 pontos um mês antes, segundo dados preliminares divulgados
pela Comissão Europeia. Na União Europeia, o indicador avançou para -6,7
pontos, de -9,3 pontos.




PERSPECTIVA SEMANAL: Atividade econômica dos EUA dará o tom no mercado
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Com agenda relativamente fraca no mercado
doméstico, na próxima semana, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa,
deve ser influenciado por indicadores de atividade econômica nos Estados
Unidos, segundo Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.
"Esses dados vão continuar influenciado e provocando grandes oscilações,
principalmente depois da reunião do Fed desta semana", avalia o economista.

   Na quarta-feira passada, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do
Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou um novo corte em
seu programa de compra de ativos financeiros, que passou de US$ 65 bilhões
para US$ 55 bilhões mensais. O Fomc manteve a taxa básica de juros entre zero
e 0,25% ao ano, e reafirmou a visão de que a política monetária acomodativa
continuará apropriada por um período considerável, mesmo depois do fim da
compra de ativos, especialmente se a inflação continuar abaixo de 2% ou se a
taxa de desemprego chegar atingir sua meta.
        
   Entre os indicadores previstos para serem divulgados nos Estados Unidos, os
destaques ficam com a atividade industrial, medida pelo índice dos gerentes de
compras (PMI, na sigla em inglês), na segunda-feira; o Indice de Confiança do
Consumidor, na terça-feira; atividade do setor de serviços, na quarta-feira;
dados de auxílio desemprego e de consumo pessoal, na quinta-feira; e de renda e
gasto pessoal, na sexta-feira.

   "Qualquer indicador de atividade que sair, se vier acima ou abaixo da
expectativa de mercado vai provocar oscilação forte por aqui e faz com que o
Ibovespa siga refém do mercado nos Estados Unidos", afirma Rosa.

   A tensão decorrente da anexação da Crimeia à Rússia não deve ter mais
peso sobre o mercado, já que o temor de um confronto militar foi, por ora,
dissipado.

   Hoje, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, encerrou o pregão com
alta de 0,22%, a 47.380 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 5,37%.




MERCADO EUA: Sem indicadores e notícias para balizar, índices caem
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Os índices acionários dos Estados
Unidos reverteram o movimento de alta registrado, pela manhã, e encerraram o
dia em queda, com destaque para o Nasdaq que foi pressionado pela
desvalorização das ações das empresas de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,17%,
a 16.302,77 pontos, o S&P 500 encerrou com queda de 0,29%, a 1.866,52 pontos, e
o Nasdaq Composto recuou 0,98%, a 4.276,79 pontos. Na semana, no entanto, o Dow
Jones ganhou 1,47%, o S&P 500 teve alta de 1,37% e o Nasdaq Composto subiu
0,73%.

   Sem indicadores econômicos hoje, o mercado voltou a repercutir os
comentários da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados
Unidos), Janet Yellen, sugerindo que a instituição pode elevar a taxa de juros
do país seis meses após o fim do programa de compra de ativos.
   O membro do Fed, James Bullard, explicou hoje que a afirmação de Yellen na
verdade não é nova e só confirmava as expectativas do mercado, mas sua fala
não conseguiu dissuadir os investidores da ideia de que um aperto monetário na
economia está próximo.
   Além disso, as questões entre Rússia e Ocidente continuam pesando sobre o
mercado, após os Estados Unidos afirmarem que pretendem impor sanções mais
duras a Moscou se os russos avançarem em mais regiões da Ucrânia.
    
   As processadoras de pagamentos Visa e  MasterCard interromperam seus
serviços aos bancos russos que sofreram sanções dos Estados Unidos. Pelo
menos três bancos reportaram que seus clientes não conseguiam mais fazer
pagamentos com cartões das duas bandeiras em compras pela internet ou no
varejo.
   O Nasdaq foi o índice que sofreu mais perdas por conta do mau desempenho
das ações do setor de tecnologia. Os papéis da Symantec Corporation chegaram
a cair 12% hoje no pregão, após uma inesperada mudança na gerência da
empresa, com o membro do Conselho Michael Brown, tendo sido nomeado CEO
interino. No final do dia, as ações da companhia fecharam com alta de 0,17%, a
US$ 18,20.




PETRÓLEO: Preços sobem ainda motivados por tensão na Rússia
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Os preços dos contratos futuros
internacionais de petróleo fecharam a sessão de hoje em alta, motivados pelos
conflitos diplomáticos entre Estados Unidos-Europa e Rússia e pelo receio de
interrupção do fornecimento da commodity para o Ocidente. Na Nymex, os preços
dos contratos futuros do WTI com vencimento em maio tiveram leve alta de 0,03%,
para US$ 99,46 o barril. Na plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do
Brent com vencimento no mesmo mês tiveram alta de 0,44%, para US$ 106,92 o
barril.
   O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o conselho da União
Europeia decidiram impor mais sanções como resposta à anexação da
província da Crimeia ao país. Tanto os Estados Unidos quanto o bloco europeu
são contra a mudança. Enquanto isso, o Conselho da Federação, a câmara alta
do Parlamento da Rússia, aprovou o tratado para a anexação e o presidente
Vladimir Putin ratificou a medida. O decreto já havia sido aprovado ontem pela
Duma, câmara baixa do Parlamento.
   Segundo análise de Barry Norman, da FX Empire, "o preço do barril deve
ser influenciado pela menor demanda residencial nos Estados Unidos, com o
aumento das temperaturas na chegada da primavera. Os estoques de petróleo bruto
desta semana subiram mais do que o esperado", afirmou.