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quinta-feira, 4 de abril de 2013


Café volta a se mostrar consistente e tem dia de bons ganhos na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com bons ganhos, anulando a pressão baixista que havia sido observada ao longo da sessão passada. O dia foi caracterizado pela boa atuação dos compradores. Apesar dos ganhos expressivos, o maio não conseguiu testar o nível psicológico de 140,00 centavos. No patamar de 139,65 centavos foram observadas algumas vendas ligeiras.

Tecnicamente, o mercado ainda vive um momento de busca de direcionamento. As correções recentes foram pontuais e não demonstraram efetividade para que níveis mais expressivos pudessem ser buscados, no entanto, a expectativa de que a disponibilidade de arábica pode ser extremamente limitada na atual temporada dá alguma força para que o cenário possa ser invertido e alguns níveis mais altos possam ser testados, ainda que paira a "nuvem" de uma grande safra do Brasil neste ano.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 330 pontos, com 139,45 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 139,65 centavos e a mínima de 135,50 centavos, com o julho tendo valorização de 325 pontos, com 142,05 centavos por libra, com a máxima em 142,20 centavos e a mínima em 138,10 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve alta de 27 dólares, com 2.047 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 24 dólares, no nível de 2.082 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, os ganhos do dia na ICE vieram na esteira de fatores técnicos, com algumas boas correções ainda sendo efetivadas. O café se dissociou efetivamente de outras commodities, que tiveram uma quarta-feira amplamente negativa. Apenas o petróleo teve retração de quase 3% ao longo da sessão.

"Vivemos um dilema entre compradores e vendedores. Os baixistas se mostram ainda consideravelmente efetivos, mas não parecem querer buscar com tanto ímpeto as mínimas de 33 meses, alcançadas recentemente. Por outro lado, os altistas ainda são reticentes e resistências mais consistentes ainda parecem distantes", disse um trader.

Os preços de café podem buscar novos ganhos. A avaliação é do Commerzbank, importante instituição financeira da Alemanha. Para ela, a oferta menor de café vai refletir nos preços de Nova Iorque. Segundo o banco, a ferrugem do colmo deverá afetar fortemente a produção da América Central e apenas nessa região a produção pode ter uma quebra de 2 milhões de sacas.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.044 sacas, indo para 2.743.944 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 49.705 lotes, com as opções tendo 9.424 calls e 3.702 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 139,65, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00 e 144,45-144,50 com o suporte em 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.



Londres rompe 2 mil dólares, inverte e fecha com altas

Os contratos futuros de café robusta negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em um movimento de recuperação. No entanto, ao longo do dia, o maio chegou a romper o nível de 2.000 dólares, batendo na mínima de 1.995 dólares. Nas mínimas, no entanto, foram verificadas recompras, o que permitiu a mudança de direcionamento e o fechamento próximo das máximas do pregão.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por dois momentos distintos, com vendas na parte inicial e com a retomada da força por parte dos compradores na parte final do dia. Os ganhos em Londres também seguiram o bom desempenho dos arábicas em Nova Iorque.

"Foi uma sessão movimentada, com um volume expressivo de negócios e com boas alternativas. Estamos notando um aumento das rolagens, principalmente entre maio e julho", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 35,2 mil contratos, contra 13,8 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 35 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 27 dólares, com 2.047 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 24 dólares, no nível de 2.082 dólares por tonelada.





Londres : volume de contratos negociados de café sobe para 299.335 em março

Os produtos diários negociação na NYSE Euronext (NYX) na Europa aumentaram 8,9% em março sobre a compra e venda de aumento café robusta e de futuros de açúcar em Londres. Investidores comprados e vendidos 89.387 contratos de commodities, em média, em cada sessão na NYSE Liffe na Europa no mês passado, de acordo com dados on-line de troca. Negociação de futuros de café robusta subiram 48,29% em volume para 299.335 contratos ante a 201.854 em março 2012. O número de café robusta futuros de circulação no final do mês passado, ou juros aberto, subiram para 96.135 contratos ante a 85.519 no mês anterior. Café robusta negociação de futuros de Londres saltou para 4,94 bilhões de euros em março ante 3,09 bilhões de euros no ano anterior.





Mesmo com a desonerações, café em pó( 750 grs) sobe de R$ 10,92 para 11,25 em SP

Depois de uma redução imediata logo na semana seguinte à determinação do governo que zerou impostos de alguns alimentos e produtos de higiene da cesta básica, os preços do conjunto voltaram a subir e encerraram a última semana de março apenas 1,44% mais baratos que o verificado antes das desonerações, anunciadas no dia 8 de março. Os dados são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicos (Fipe) e dizem respeito aos preços em supermercados da cidade de São Paulo. Na quarta semana de março, a cesta de 11 produtos considerada pela Fipe custava R$ 87,49, 1,44% menos que os R$ 88,58 registrados na medição anterior. O valor, entretanto, é superior ao da segunda semana do mês, quando as desonerações passaram a valer e o preço total caiu para R$ 86,77. Dos 11 produtos, seis ficaram mais baratos desde o pacote de desonerações: coxão mole (-4,0%), frango (-2,47%), café em pó (-0,78%), óleo de soja (-3,89%), margarina (-1,90%), o pacote de quatro unidades do papel higiênico (-2,21%) e creme dental (-0,82%). Três destes no entanto, chegaram a ficar mais baratos, mas depois voltaram a aumentar o preços, sendo eles o café em pó, que saiu de R$ 10,92 na segunda semana de março, logo depois das desonerações, para R$ 11,25 na última semana (considerado um pacote e meio, equivalente a 750 gramas), o óleo de soja (de R$ R$ 6,53 para R$ 6,64) e o papel higiênico (de R$ 5,36 para R$ 5,49). Os demais quatro produtos pesquisados apenas encareceram semana a semana desde as desonerações. É o caso do acém (1,32%), o açúcar (1,63%), a margarina (1,34%) e o pacote de oito unidades do papel higiênico. Apesar dos descompassos, a cesta compostas apenas por produtos desonerados ficou mais barata que a cesta completa, que inclui estes outros cerca de 40 produtos entre pães, frutas, arroz, feijão e outros: esta cesta ficou 1,09% mais cara da primeira para a última semana de março, saindo de R$ 336,54 para R$ 342,24. No dia 8 de março foi reduzida a zero a incidência das contribuições federais PIS/Cofins sobre a venda de carnes (bovina, suína, ovina, caprina e de aves), peixes, café, açúcar, óleo de soja, manteiga, margarina, sabonete, pasta de dente e papel higiênico. O açúcar e o sabonete também receberam isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outros produtos da cesta, como arroz, feijão, farinha de trigo ou massa, batata, legumes, pão e frutas já contavam com desoneração.




Commodities internacionais com impacto na inflação têm baixa em preços

O preço médio das commodities internacionais com impacto na inflação brasileira caiu 1,82% em março, em relação ao mês interior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). É a terceira queda mensal consecutiva. Medido pelo Índice de Commodities Brasil (IC-Br), a partir dos preços das commodities convertidos para reais, o indicador acumula, no primeiro trimestre de 2013, queda de 6,08%. Em 12 meses, porém, o índice subiu 3,58%. Todos os três subgrupos que compõem o IC-Br tiverem queda nos preços no mês passado. A maior delas foi verificada nos preços dos produtos metálicos (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel), cuja variação foi negativa em 6,02% em março. No acumulado do trimestre, a queda é de 7,11%. Em 12 meses encerrados em março, porém, o preço dessas commodities apresenta alta de 4,20%. Os preços das commodities energéticas (petróleo brent, gás natural e carvão) caíram 2,51% em março na comparação com fevereiro. No acumulado do trimestre, a queda é de 4,11%. Em 12 meses, o subgrupo tem a maior alta nos preços, de 4,27%. Já as commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e arroz) tiveram redução de 0,66% no mês passado No acumulado do ano, esse subgrupo registra retração nos preços de 6,24%. Em 12 meses encerrados em março, a alta é de 3,41%, a menor entre os subgrupos.




Colômbia: ministro vê fraude em cafeicultores que se beneficiam de mudança

Os cafeicultores que buscarem contar com benefícios sobre o café que já está armazenado cairão em fraude. A advertência foi apresentada pelo ministro da Fazenda da Colômbia, Maurício Cárdenas, ao manifestar que as vantagens conquistadas pelo setor, após uma paralisação que chegou a parar regiões do país, serão voltadas exclusivamente para as novas produções do grão. Cárdenas advertiu os cafeicultores do país que sua pasta não permitirá o acesso das cargas armazenadas de café aos benefícios concedidos ao setor, conforme já se havia previsto ao longo das negociações efetuadas durante a greve. De acordo com ministro, os benefícios recaem exclusivamente sobre as novas produções de café, a contar com a mitaca, que é a produção de pequeno porte colhida na primeira metade do ano na maior parte das zonas cafeeiras do país sul-americano. "Não vamos permitir que o café armazenado que está em estoque tenha esse programa de proteção de receita para os cafeicultores", explicou o ministro em entrevista a emissora Caracol de rádio. Cárdenas indicou que os cafeicultores que guardaram cargas de café para especular no mercado vão ser imediatamente impedidos de ter direito ao benefício. Por fim, ele assegurou que será executado um censo cafeeiro, com o objetivo de se ter um controle sobre esse tema e, assim, evitar pagar benefícios ou preços extras para cafés que já se encontravam armazenados ou prontos para exportar.





Honduras terá programa para renovar área cafeeira

O produtor de café Nelson Guerra, da cidade de San Pedro Sula, em Honduras, anunciou a reativação de 450 hectares de produção desse grão, mediante a um empréstimo a ser concedido pela rede bancária nacional desse país centro-americano. Ele manifestou que a ferrugem do colmo danificou mais de 30% do setor cafeeiro do país e, dessa forma, está sendo buscada uma forma para injetar recursos novos para ativar a produção do grão. O produtor detalhou que o projeto compreende a renovação de lavouras, particularmente no município de Encarnación, no departamento (Estado) de Ocotepeque, sendo que ao todo serão compreendidas áreas de 450 hectares que contam com a produção dessa que é a principal matéria-prima exportável guatemalteca. O representante do setor produtor apontou que o investimento irá superar 17 milhões de lempiras (867 mil dólares), que serão financiados em longo prazo e com taxas de juros bastante modestas. Com essa reativação, a expectativa é que 200 produtores dessa região do país centro-americano sejam beneficiados diretamente. Segundo estimativas de entidades locais, a ferrugem do colmo provocará perda de 1,8 milhão de sacas em Honduras, 650 mil sacas na Guatemala, 600 mil sacas na Nicarágua, 400 mil em El Salvador, 200 mil na Costa Rica e 60 mil no Panamá. O presidente da Abecafé (Associação dos Beneficiadores e Exportadores de Café de El Salvador), Carlos Borgonovo, advertiu que, por causa dos atuais danos da ferrugem do colmo, será "inevitável também uma diminuição no volume a ser produzido na próxima temporada, de 2013/2014", sendo que ele avaliou que essa quebra ainda não é possível de ser quantificada. A ferrugem do colmo, conhecida cientificamente como Hemileia vastatrix, é um fungo que afeta as folhas do cafeeiro, o que causa a desfolha, maturação anormal, perda de qualidade dos grãos, queda de frutos e também faz com que as plantas fiquem debilitadas. De acordo com os dados locais, a primeira aparição da ferrugem do colmo na América Central foi verificada em 1977 e, desde então, a praga vinha sendo controlada e nunca antes havia impactado de forma tão significativa o parque cafeeiro desses países.

quarta-feira, 3 de abril de 2013


Café volta a recuar na ICE, mas preserva suporte de 135 cents

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, ainda que o maio tenha conseguido, ao longo de todo o pregão, preservar o suporte de 135,00 centavos por libra. Depois de ter conseguido até mesmo testar o patamar de 140,00 centavos na segunda-feira, ainda que não tenha conseguido sustentá-lo, a expectativa do dia residia na possibilidade de novas compras serem executadas na bolsa nova-iorquina. No entanto, os baixistas deram nova demonstração que são ativos e que ainda mantêm o controle sobre as ações.

As liquidações especulativas deram o tom dos negócios ao longo de todo o dia, sem que os compradores demonstrassem disposição mais efetiva para reverter o quadro. Operadores indicaram que fatores como a "tranquilidade" da indústria no momento da compra, diante de bons estoques e a queda progressiva de preços dos robustas no terminal de Londres, podem influenciar diretamente as cotações dos arábicas, que, não é descartado, poderiam voltar a testar as mínimas de 33 meses.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 225 pontos, com 136,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 138,15 centavos e a mínima de 135,65 centavos, com o julho tendo retração de 210 pontos, com 138,80 centavos por libra, com a máxima em 140,50 centavos e a mínima em 138,30 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve queda de 31 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 16 dólares, no nível de 2.058 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por ações técnicas, com alguns players tentando levar o maio para o patamar de 135,00 centavos. No entanto, nas baixas foram detectadas algumas compras, ainda que bastante modestas, por parte dos comerciais, o que permitiu fazer com que as perdas não fossem tão efetivas. As baixas do dia, por sua vez, também estiveram em linha com o cenário externo. O dólar voltou a ganhar corpo em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que pressionou a maior parte dos segmentos de risco, como é o caso das commodities.

"Tivemos uma sessão de pressão sobre os preços, mas dentro de parâmetros que vinham sendo trabalhados pelo mercado. Não parece haver uma disposição mais efetiva para mudar a situação. Tivemos uma correção recente para os cafés, no entanto, isso não significou a busca de intervalos mais fortes. Parece difícil que na atual conjuntura voltemos a ter consistência para buscar patamares como o de 150,00 centavos, salvo, evidentemente, se tivermos alguma mudança no campo fundamental", disse um trader.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.872 sacas, indo para 2.737.900 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 48.353 lotes, com as opções tendo 9.167 calls e 4.027 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 138,15, 138,50, 139,00, 139,50, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00 e 144,45-144,50 com o suporte em 135,65, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.




Em dia movimentado, café volta a ter retração em Londres

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe ampliaram as perdas nesta terça-feira, primeiro pregão após os feriados na capital britânica. Apesar das retrações, a posição maio conseguiu se manter acima do nível psicológico de 2.000 dólares, no entanto, atingiu a mínima de 2.017 dólares ao longo do dia. As rolagens de posição começam a ganhar corpo, principalmente entre os contratos de maio e julho.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa londrina foi dos mais agitados, com um volume bastante alto de contratos negociados e com a tendência de queda continuando a dar o tom dos negócios. O mercado volta a especular sobre a safra do Vietnã, com muitos players acreditando que a quebra anunciada até há poucos dias poderá ser menor, devido às chuvas que retornaram ao centro do país indo-asiático.

"Diante desse quadro fundamental e também das fortes altas que foram empreendidas nas últimas semanas, as retrações recentes são até normais. A expectativa é quanto ao intervalo de 2.000 dólares, que é um referencial dos mais importantes. A manutenção desse nível seria muito importante para garantir que os baixistas não ganhassem mais corpo ainda", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 31,9 mil contratos, contra 26,8 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 38 dólares. No encerramento do dia, o maio teve queda de 31 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 16 dólares, no nível de 2.058 dólares por tonelada.




Coffee Futures Drop On Supply

Coffee futures fell the most in two weeks on signs of abundant global supplies. Sugar and cocoa dropped, while orange juice and cotton advanced.

Output in Brazil, the world's biggest coffee producer, may rise to a record 63 million bags next year from as much as 54 million this year, Judy Ganes-Chase, the president of J. Ganes Consulting, said today in an interview in Jakarta. Indonesia, the third-largest grower, will collect 10% more beans in 2013, an exporter group said.

"The feeling of too much coffee around" is pushing prices lower, Roberto Higgins, a director at Intercap Corretora, a broker in Sao Paulo, said in an email. "Producers here will need to sell to make money for harvesting and make space for the new crop."

Arabica coffee futures for May delivery slumped 1.6% to settle at $1.3615 a pound at 2 p.m. on ICE Futures U.S. in New York, the biggest drop for a most-active contract since March 18. In the past 12 months, the price has tumbled 27%, the most among 24 raw materials in the Standard & Poor's GSCI Spot Index.

Vietnam is the second-biggest producer. A bag weighs 60 kilograms, or 132 pounds.




Queda de produção de café pode chegar a 80% na Bahia se a estiagem continuar

Nesta segunda feira o governador da Bahia, Jaques Wagner esteve no programa Roda Viva da TV Cultura falando da situação precária dos mais de 450 municípios da Bahia que já decretaram situação de emergência por causa da estiagem. Ele afirmou, em queda já atinge 40% da produção de café no estado este ano, se continuar a estiagem, a queda pode chegar a 80% no próximo ano.




Instituição destaca pesquisa sobre lodo para adubação

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participa da 1ª Semana Estadual de Energia, que acontece de 02 a 04 de abril, no Centro de Convenções de Vitória. Durante o evento, o Instituto vai apresentar a tecnologia de utilização do lodo proveniente do esgoto doméstico na agricultura familiar. O estudo foi desenvolvido pelo Incaper em parceria com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), com o objetivo de combinar desenvolvimento à destinação correta aos recursos naturais. Rico em matéria orgânica e nutrientes, o lodo se apresenta como fonte alternativa para adubação das plantas após o processo de higienização, promovendo a fertilidade nos solos, sobretudo em pomares. Recentemente, o projeto que propõe o aproveitamento do lodo do esgoto como fonte de matéria orgânica para a agricultura familiar recebeu três premiações. “O trabalho exigiu muita dedicação e resultou em um estudo extremamente completo. O lodo é um produto que era desperdiçado na área urbana e que tem enorme importância na agricultura, na zona rural. E não poderíamos deixar de mencionar a interface geoespacial, que facilita a fiscalização ambiental das áreas onde esses produtos são aplicados. Além disso, a parceria da Cesan, também foi fundamental para o desenvolvimento deste trabalho”, disse a pesquisadora do Incaper e responsável pelo projeto, Adelaide da Costa. Para o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, essa adubação demonstra a preocupação do Governo do Espírito Santo em desenvolver tecnologias para a produção agrícola. “Com ela o agricultor tem mais chances de produzir alimentos melhores, pois se no processo produtivo dos alimentos for utilizado o mínimo de produtos químicos, as práticas agrícolas serão sustentáveis e a comida na mesa do capixaba será mais nutritiva e saudável”, frisou. A Semana Estadual de Energia tem por objetivo abordar a situação energética brasileira diante das perspectivas de expansão das fontes de energia e dos novos marcos regulatórios setoriais, avaliando impactos no Brasil e as oportunidades e contribuições para o desenvolvimento do Estado. Organizada pela Agência de Serviços Públicos Energia do Espírito Santo (Aspe), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento (Sedes), a Semana será realizada de 02 a 04 de abril, no Centro de Convenções de Vitória. O evento visa reunir gestores públicos, pesquisadores, estudantes, profissionais de engenharia e meio ambiente, representantes e empresários da indústria e comércio. Além de representantes de organizações não-governamentais.





McDonald's reduz preço de hambúrguer a 90 centavos na Itália

Para tentar contrastar com a crise econômica na Itália, o McDonald's decidiu baixar o preço do hambúrguer a 90 centavos de euro( R$ 2,33), o mesmo valor pago por um café expresso no país. "Em um momento difícil como este que a Itália está vivendo, a empresa decidiu dar um sinal muito concreto de como ela está perto dos consumidores", disse a rede de fast food norte-americana. O preço ficou "abaixo do nível de um euro, sem mudar a qualidade e a receita", destacou a rede. O McDonald's serve a seus clientes italianos quase 20 milhões de hambúrgueres por ano.

terça-feira, 2 de abril de 2013


Café “respira” na ICE, mas não se sustenta acima dos 140 cents

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas, em um dia em que a posição maio chegou a testar níveis acima do nível psicológico de 140,00 centavos. Em uma sessão com boa volatilidade, os preços conseguiram romper esse referencial ainda pela manhã. No entanto, nas máximas, foram verificadas realizações de lucro, o que permitiu uma desaceleração dos ganhos, ainda que o fechamento do dia se desse no lado positivo da escala de preços. A expectativa em torno de um programa de apoio do governo brasileiro para o setor cafeeiro não se concretizou, ao menos por enquanto.

O Conselho Monetário Nacional não avaliou, em sua reunião da última quinta-feira, um voto sobre o aumento do preço mínimo do grão. Apenas foi aprovado um aumento do prazo para os pagamentos de financiamento de estocagem. Tecnicamente, o café conseguiu empreender uma correção, ainda que não tão efetiva quanto a esperada. Players ressaltam que algumas projeções recentes de instituições financeiras sobre a disponibilidade de café arábica na atual temporada influenciaram as movimentações de operadores. O cenário de oferta mais ampla do grão deu lugar a um quadro bem menos efetivo, o que poderia influenciar na interrupção das vendas mais intensivas observadas até os últimos dias.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 125 pontos, com 138,40 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 141,35 centavos e a mínima de 135,50 centavos, com o julho tendo avanço de 125 pontos, com 140,90 centavos por libra, com a máxima em 143,70 centavos e a mínima em 138,15 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, não houve pregão devido ao feriado bancário na Grã-Bretanha.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela queda do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que contribuiu para que alguns players entrassem comprando de forma mais efetiva e permitissem, inclusive, que uma máxima de 141,35 centavos fosse testada. As bolsas de valores, no entanto, não tiveram um dia tão positivo e, diante do temor em relação à economia européia, várias delas fecharam seus pregões no lado negativo. Os bons ganhos do intraday para o café não se repetiu no after-hours, que teve o maio fechando no nível de 137,55 centavos.

"Foi uma nova sessão técnica, mas com alguns subsídios interessantes. Tivemos uma boa volatilidade e o mercado assimilou o golpe de não conseguir se sustentar acima dos 140,00 centavos, diante de algumas realizações de lucro. O quadro ainda não é animador, mas parece menos negro que aquele que se apresentava até há pouco", disse um trader.

"Diferenciais em geral andaram de lado, se mantendo menos atrativos do que se espera para os embarques no primeiro semestre, e mais largos para a segunda metade do ano. A indústria não parece estar atrasada em sua reposição para o curto, e com os preços do terminal frágeis não há porque mudar de atitude. A proximidade do começo da colheita do conillon no Brasil, o enfraquecimento do Real, e o mercado Londrino perdendo força devem levar o contrato 'C' a novas mínimas", apontou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.930 sacas, indo para 2.739.772 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 26.125 lotes, com as opções tendo 2.413 calls e 2.118 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 146,00, 146,50, 147,00 e 147,50 com o suporte em 135,50, 135,85, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.





Abandono de técnicas tradicionais causa perdas na colheita de café da A. Central

  O abandono das técnicas tradicionais do cultivo do café e o uso indiscriminado de pesticidas e fungicidas está aumentando de forma drástica a proliferação do fungo da ferrugem, que está afetando plantações e colheita de café na América Central e México, informou o ecologista John Vandermeer da Universidade de Michigan. O ecologista fez estudos científicos numa plantação de café orgânico no sul de Chiapas, México, durante 15 anos. “Nos últimos 20 a 25 anos, muitos produtores de café da América Latina abandonaram as técnicas tradicionais de cultivo, que era feita sob a sombra projetada por diversas espécies de árvores.” No afã de aumentar a produção, grande parte da plantação se converteu no chamado “café de sol”, em que não há mais cobertura que proteja o café dos fungos, criando maior dependência de pesticidas e fungicidas para manter as pragas sob controle. Vandermeer disse que mais de 60% das árvores que foram estudadas possuem agora 80% de queda das folhas devido ao fungo da ferrugem. O fungo da ferrugem ataca as folhas da planta e interfere na capacidade da mesma de realizar a fotossíntese. 30% das plantas não possuem mais qualquer folha e cerca de 10% já morreram. Segundo Vandermeer, o cultivo na sombra possui um panorama muito diferente, pois ativa um fungo de halo branco que ajuda a conter a proliferação do fundo da ferrugem, bem como o ataque de certos insetos prejudiciais. Para o ecologista, o resultado das perdas na colheita se dá pelo uso indiscriminado de pesticidas e fungicidas e pelo baixo nível de biodiversidade encontrado nas plantações de café ao sol. “Sem o fungo de halo branco para frear a proliferação do fungo da ferrugem, este tem sido capaz de dizimar as plantações de café da Colômbia e México”, diz Vandermeer. A situação atual é a pior vista na América Central desde que a praga chegou à região há mais de 40 anos; recentemente, a Guatemala se uniu a Honduras e a Costa Rica declarando “emergência nacional” devido à praga. “O presidente guatemalteco disse que, devido à praga, a produção de café poderia ter uma perda de 40% no país durante a safra de 2013-2014”, disse o ecologista. “Tenho informações pessoais de amigos que trabalham com café na Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Nicarágua e México. Todos dizem que esta é a maior perda que já tiveram”, disse Vandermeer. O que ainda não se sabe, é se esta infestação diminuirá com o decorrer deste ano e se voltará aos níveis anteriores. “Talvez isto se converta em algo relativamente permanente e fixo na região”, disse Vandermeer, advertindo sobre as pesadas consequências para os produtores de café. O fungo da ferrugem foi descoberto nas proximidades do Lago Victoria na África Oriental em 1861 e mais tarde foi identificado e estudado no Sri Lanka em 1867, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, citados pela Universidade de Michigan. A praga se espalhou por grande parte do sudeste da Ásia e África. O fungo da ferrugem ficou conhecido no hemisfério ocidental em 1970, quando foi encontrado na Bahia, Brasil. Desde então, começou a se espalhar para todos os cafezais da América. O mofo infecta principalmente as folhas de café, mas também afeta frutos, brotos e outras culturas diversas. Os esporos do fungo se propagam pelo vento e pela chuva.




CNC - Boletim Conjuntural do Mercado de Café
Março de 2013

    O mês de março foi marcado por queda nos preços do arábica e retração
de oferta por parte dos cafeicultores, que permaneceram em compasso de espera
pelo lançamento de instrumentos de política pública para a garantia de renda
por parte do Governo Federal.
   Durante o mês prevaleceu a tendência de queda das cotações do Contrato
"C", com vencimento em maio/2013, em Nova York (ICE Futures US),
apresentando leve recuperação apenas na última semana. Entre os principais
fatores baixistas se destacam: (I) movimento especulativo de aposta de queda no
curto prazo, com investidores detendo grande quantidade de posições vendidas;
(II) a elevação dos estoques certificados na bolsa de NY; e (III) o resgate
financeiro do Chipre, que elevou a percepção do risco para os investimentos em
commodities.
    Já o mercado do robusta, na bolsa de Londres (Euronext Liffe), foi marcado
por elevada volatilidade. A queda nos estoques, indicador do aquecimento da
demanda por essa variedade, e os problemas climáticos que tendem a afetar a
safra 2013/14 do Vietnã, motivaram a alta do contrato com vencimento em maio,
até a segunda semana do mês. Porém, com o início das precipitações nas
regiões produtoras vietnamitas (consideradas insuficientes para reverter a
situação de déficit hídrico) e o aumento das exportações, as cotações
sofreram queda significativa, atingindo níveis inferiores aos negociados no
início do mês.
    O Vietnã, maior produtor mundial de conillon, enfrenta uma severa estiagem
que afeta cinco províncias produtoras, incluindo Dak Lak, que concentra cerca
de 34% da área ocupada com a cafeicultura no país. Embora tenham ocorrido
precipitações nas regiões produtoras no final de março, o Centro Nacional de
Previsões Hidrometeorológicas do Vietnã estima que o déficit hídrico tenda
a continuar nos próximos meses, podendo durar até julho e agosto nas áreas
do Planalto Central (região produtora de café). Como o déficit de
precipitações foi muito elevado em 2012 (de 500 a 1.300 mm), a quantidade de
chuva prevista a partir de março de 2013 não será suficiente para compensar a
perda do ano anterior. Agentes de mercado consultados pela Bloomberg estimam
que a safra 2013/14 vietnamita terá uma quebra de 30%, devido às condições
climáticas adversas, devendo atingir 17 milhões de sacas. Caso essas
previsões se concretizem, o país terá o segundo ano consecutivo de retração
na quantidade produzida de café, com redução de 24% em relação à
temporada 2012/13.
    O Ministério da Agricultura do Vietnã divulgou que as exportações de
março deverão atingir 2,13 milhões de sacas, volume 28% superior ao de
fevereiro. No acumulado de outubro de 2012 a março de 2013, o volume exportado
pelo país está estimado em 14 milhões de sacas, 11% a mais do que no mesmo
período da temporada anterior. Esse aumento de oferta ajudou a pressionar as
cotações do robusta na Liffe, a partir do final do mês.
    A arbitragem entre as bolsas continuou no menor nível dos últimos quatro
anos, encontrando-se abaixo dos 45 centavos de dólar/libra-peso. Devido à
pequena diferença entre os preços das variedades de café, as torrefadoras
passaram a adquirir mais arábica, usado em blends gourmet, permitindo leve
recuperação das cotações na ICE US na última semana de março. A
divulgação de dados que mostram o reaquecimento da economia norte-americana
também contribuiu para esse cenário. Porém, o principal fator de alta,
conforme já previsto pelo CNC, é o impacto dos problemas fitossanitários nos
cafezais da América Central na entrega da safra 2013/14 em Nova York. Apenas
nos últimos dias do mês de março os traders voltaram a atenção para o
impacto da retração da quantidade ofertada por esses países nos estoques da
bolsa nova-iorquina da próxima temporada.
    Mas, como a demanda pelo robusta mantém-se fortemente aquecida, e com a
pressão especulativa frente à proximidade da colheita brasileira e da safra
intermediária colombiana - com o agravante de que a Colômbia produzirá um
volume 30% superior ao da safra 2012/13 -, o Contrato C do arábica com
vencimento em maio não conseguiu alcançar o suporte de US$ 1,40/lb no
fechamento do mês passado.
    Dados da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla
em inglês) demonstram que a posição líquida de vendas para o café arábica
em Nova York era de 28.769 contratos futuros e de opções em 26 de março,
contra uma média de 22 mil entre novembro e fevereiro. Frente à maior aposta
especulativa na queda das cotações, torna-se imprescindível a adoção de
instrumentos de política pública pelo governo brasileiro para a recuperação
dos preços domésticos.
    O primeiro passo foi dado na última quinta-feira, 28 de março, quando o
Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução 4208/2013, que
reprograma o prazo de reembolso do crédito para a estocagem de café para até
12 parcelas mensais, vencendo a primeira em junho de 2013. A medida é
importante, uma vez que os vencimentos são semestrais e metade das parcelas
venceria em abril, forçando a venda do café estocado para sua quitação.
Dessa forma, será permitido melhor ordenamento da oferta de café, com a
entrada da safra 2013/14.
    O setor continua aguardando o reajuste do preço mínimo. Nesse ínterim,
é fundamental que os cafeicultores mantenham um acompanhamento contínuo dos
custos de produção e estimativa das margens almejadas, para que possam efetuar
a venda no momento adequado à sua realidade, garantindo o sucesso da
comercialização.
Quadro Resumo do Voto Aprovado pelo CMN para o setor café, em 28 de março de
2013.
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Resolução 
4208/2013
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Disposições
Autoriza a reprogramação do reembolso de operações de crédito rural para
estocagem de café contratadas no período de 1/1/2012 a 28/3/2013, ao amparo
de recursos do Funcafé, dos Recursos Obrigatórios ou da Poupança Rural.  A
reprogramação também abrange as operações com prazos de reembolso
alongados, conforme Resolução 4183/2013.
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Prazo de Reembolso
Até 12 parcelas mensais, vencendo a primeira em junho de 2013.
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Prazo de contratação
Até 31/5/2013
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Material elaborado pela assessoria técnica do Conselho Nacional do Café

terça-feira, 19 de março de 2013


E a erosão continua, café experimenta novo dia de perdas na ICE Futures
   
  E a erosão continua. Os preços do café na ICE Futures US mantém o cenário de queda livre e nesta terça-feira atingiram a sétima sessão de perdas. Depois de uma abertura estável, sem um direcionamento concreto, novas vendas especulativas foram executadas na segunda metade da sessão e, mais uma vez, o maio experimentou retrações, chegando a flutuar no range de 132,00 centavos, nos menores patamares em mais de 33 meses.

Os bears (baixistas) se mostram ativos, amparados, principalmente, na perspectiva de uma safra grande do Brasil em 2013, mesmo com o ano sendo de ciclo bianual de baixa. Diante dessa expectativa, muitos players avaliam que o cenário de aperto da disponibilidade continuará sendo afastado, principalmente diante de alguns cálculos que mostram que os estoques do grão se encontram consideravelmente altos. Com isso, os produtores, mais cedo ou mais tarde, deverão passar a ofertar mais fortemente. Com isso, as perdas atuais já seriam a precificação desse cenário por parte dos especuladores e fundos. Tecnicamente, o café vive um cenário baixista de curto, médio e longo prazo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 125 pontos, com 133,10 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 132,55 centavos e a mínima de 135,45 centavos, com o julho tendo retração de 120 pontos, com 135,90 centavos por libra, com a máxima em 138,00 centavos e a mínima em 135,35 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve queda de 21 dólares, com 2.155 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, no nível de 2.158 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi de continuidade do cenário negro que se abate sobre o café. Numa escalada baixista que vem se desencadeando desde maio de 2011, quando os preços conseguiram bater nas máximas de 14 anos, o café vem rompendo suporte sobre suporte e atingindo novas baixas. Com os compradores se mostrando amplamente reticentes, as perdas se sucedem sem dificuldades. Nesta terça, ainda com o temor sobre a economia do Chipre na pauta, o segmento macro também contribuiu para as baixas da sessão, com o dólar em alta e pressão sobre segmentos de risco.

"Não há muito o que fazer. Diante de um quadro dominado pelos especuladores o que se vê é a predominância das liquidações e a retração constante dos preços. A perspectiva é que a primeira posição passe a flutuar entre 120 e 130 centavos antes do início da safra brasileira de café, cuja colheita começa no mês de maio. Mesmo com os problemas climáticos no Vietnã e as perdas decorrentes da ferrugem na América Central, parece não haver um dínamo para impulsionar ao menos uma correção", disse um trader.

As exportações brasileiras de café de março, até o último dia 15, somaram 816.197 sacas, contra 754.482 sacas do mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.350 sacas, indo para 2.743.689 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 20.549 lotes, com as opções tendo 5.881 calls e 5.973 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 135,45-135,50, 136,00, 136,50, 137,00, 137,40-137,50, 1380,,0 138,50, 139,00, 139,50, 139,80, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,40-141,50, 142,00, 142,50, 143,00, 143,50, 144,00, 144,25, 144,50, 144,85, 144,90-145,00 e 145,50 com o suporte em 132,55-132,50, 132,00, 131,50, 131,00, 131,50, 131,00, 130,50, 130,10-130,00, 129,50, 129,00 e 128,50 centavos por libra.




Londres volta a ter vendas especulativas e fecha próximo das mínimas
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão com um volume dentro da média atual da bolsa inglesa, e na qual os preços flutuaram integralmente abaixo do referencial de 2.200 dólares por tonelada. A predominância das ações do dia foi de vendas especulativas, com a mínima atingindo 2.153 dólares, nível muito próximo do fechamento do pregão.

De acordo com analistas internacionais, o dia chegou a ter um esboço de reação, mas no patamar de 2.180 dólares foram observados acionamentos de ordens de venda e as perdas se consolidaram. Alguns desses analistas ressaltaram que as perdas estiveram relacionadas com a fraqueza de Nova Iorque. Players atuando nas arbitragens pressionaram mais efetivamente o mercado e as baixas se consolidaram.

"O mercado de robustas, bem ao contrário dos arábicas, se mostra consistente e as perdas ainda são pontuais. Tivemos notícias de que algumas áreas do Vietnã voltaram a registrar chuvas, o que pode fazer com que os problemas climáticos verificados até o momento sejam minimizados. No entanto, a percepção de que o prejuízo será considerável perdura e essa é uma das colunas para a sustentação do atual quadro", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 6,24 mil contratos, contra 3,16 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 3 dólares. No encerramento do dia, o maio teve queda de 21 dólares, com 2.155 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, no nível de 2.158 dólares por tonelada.




STARBUCKS ADQUIRE PRIMEIRA FAZENDA NA COSTA RICA
A Starbucks Corp. adquiriu sua primeira fazenda de café,
com planos de utilizar a propriedade de 600 acres na Costa Rica para o
desenvolvimento de novas variedades de café e o teste de métodos de
erradicação da doença fúngica conhecida como ferrugem, que perturba a
indústria.
    A empresa, que encerrou a compra nesta sexta-feira, dia 15, decidiu
adquirir a fazenda devido a sua locação, que permitirá o teste de diferentes
métodos de cultivo, de modo a compreender o que faz as plantas de café
prosperar em diferentes elevações.
    "Nós estamos falando em fazer coisas inovadoras que não conseguiríamos
fazer sem essa fazenda", afirmou o diretor executivo da Starbucks, Howard
Schultz, completando que não descarta a possibilidade de aquisição de outras
fazendas para pesquisa.
    O valor da compra não foi divulgado, mas fontes familiares com o assunto
afirmam que fazendas de igual tamanho na Costa Rica geralmente atingem entre US$
5 milhões e US$ 10 milhões.




QUEREMOS RESOLVER PROBLEMAS EFETIVOS DA INDÚSTRIA E PRODUTORES - OIC
Comemorar os 50 anos e de relançar os objetivos da
Organização Internacional do Café (OIC) para os próximos 50 anos. Esta é a
idéia por trás da Semana Internacional do Café, segundo afirmou o diretor
executivo da entidade, Roberio Silva, no lançamento do evento que ocorrerá em
setembro em Belo Horizonte (MG).
    "Queremos trazer não só os representantes dos países produtores, mas
eu estou me empenhando pessoalmente para trazer os líderes da indústria e os
líderes dos importadores. Porque, através desse diálogo com os produtores, é
que nós podemos relançar o pacto cafeeiro", disse o diretor executivo.
    Além disso, a expectativa é de trazer uma visão da sustentabilidade nas
suas três esferas: econômica, social e de meio ambiente, assim como a
sustentabilidade dos preços internacionais do grão, que têm declinado
significativamente nos últimos meses.
    "Nós precisamos entender que, sem o preço, o produtor não tem
condições de se manter. Então quando se trata de fazer uma reunião para
comemorar os 50 anos, se trata muito mais de fazer uma reunião para resolver os
problemas efetivos da indústria e dos produtores", apontou Silva.
    Promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a OIC,
Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Sebrae,
Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Café Editora, a
Semana Internacional do Café, será um dos maiores eventos mundiais do setor
cafeeiro em 2013.
    Programado para o período de 9 a 13 de setembro, no Expominas, em Belo
Horizonte, o evento receberá a reunião de 50 anos da Organização
Internacional do Café (OIC) e a 8a edição do Espaço Café Brasil. Ela se
insere nos esforços de internacionalização do Estado empreendidos pelo
Governo de Minas, que vem alcançando bons resultados em acordos bilaterais,
atração de investimentos e fomento ao turismo.




PRECISAMOS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA COMBATER FERRUGEM - OIC
"Esse é um problema sério e que exige toda a
solidariedade internacional", alerta o diretor executivo da Organização
Internacional do Café (OIC), Roberio Silva, comentando o recente surto de
ferrugem que assola os cafezais da América Central nos bastidores do evento que
lançou a Semana Internacional do Café - evento que marca os 50 anos da OIC -
que ocorrerá em setembro em Belo Horizonte.
    Para Silva, infelizmente, o problema da América Central é mais sério do
que se imagina, não só do ponto de vista produtivo, mas também social, já
que a cultura é uma importante fonte de renda local. "Eu recebi um mandato do
conselho da OIC para realizar uma visita a cada um dos países da região, pois
a situação é séria. A estimativa que nós temo é de perdas na faixa de 3
milhões de sacas, mas o mercado fala de 5 milhões. Quer dizer, é uma
emergência social também.", explica.
    De acordo com o diretor executivo, o Brasil e a Colômbia, dois importantes
países produtores de café, tem um papel a cumprir neste contexto, ia que os
dois já sofreram com a doença em anos anteriores. "Nós precisamos colocar a
solidariedade internacional a favor de combater a ferrugem. Esta é uma
emergência fitossanitária e nós não podemos deixar nossos cafezais a mercê
de um problema como a ferrugem", concluiu.




Preços e tarifas amargam o café
   
  A despeito do crescimento do consumo de café no mundo, estimado em 2,5% neste ano pela Organização Internacional do Café (OIC), o cafeicultor brasileiro enfrenta duplo desafio diante dos baixos preços do café do tipo arábica – variedade de melhor qualidade e que representa 75% da produção nacional – e das barreiras tarifárias às exportações. A queda das cotações da commodity, que chegou a 40% nos últimos dois anos, já ameaça a sustentabilidade da atividade, segundo o diretor-executivo da OIC, Robério Silva, que esteve ontem em Belo Horizonte, no evento de lançamento da Semana Internacional do Café, marcada para 9 a 13 de setembro na capital mineira. Ele afirmou, ainda, que as barreiras tarifárias aplicadas nos países desenvolvidos impedem a exportação do café brasileiro torrado e moído e na forma solúvel, em lugar do produto em bruto (em grãos). “Há uma escalada tarifária nos países desenvolvidos e o Brasil é discriminado em relação à tarifa que se aplica ao café solúvel nas capitais europeias e nos Estados Unidos”, disse o diretor-executivo da OIC. Robério Silva pregou que o Brasil defenda os seus interesses por meio da política de relações internacionais para ter condições de exportar o café de maior valor, em lugar do grão. O problema dos baixos preços consiste na maior dificuldade para os cafeicultores e por isso será tema central da 50ª reunião da OIC em BH, como parte da Semana Internacional do Café. A variedade arábica, considerada o padrão de mercado, que concentra mais de 90% da safra de Minas Gerais, maior produtor brasileiro, encerrou a semana passada cotada entre R$ 295 e R$ 310 por saca de 60 quilos. A cotação do café robusta estava em R$ 260 por saca. Principal instituição do setor no mundo, representando 98% da produção e 90% do consumo, a OIC pretende relançar, na capital mineira, um “pacto pela sustentabilidade econômica, social e do meio ambiente da cafeicultura”, de acordo com Robério Silva. Medidas de apoio Em busca de reação dos preços, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, seguiu ontem a Brasília, para pedir medidas de apoio aos produtores, num périplo das entidades do setor pelos gabinetes dos ministros Antônio Andrade, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “Vamos tentar negociar medidas de garantia de preço mínimo e, principalmente, a opção de compra. Basta que o governo dê o sinal ao mercado”, afirmou. O secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Elmiro Nascimento, informou que a Semana Internacional do Café receberá delegações de mais de 70 países e vai abrigar a 8ª edição do Espaço Café Brasil, maior feira de cafés da América Latina, que no ano passado atraiu 6,5 mil visitantes de 18 países. Os representantes da OIC, com sede em Londres, farão visitas técnicas às regiões produtoras do Sul de Minas e do cerrado. “A expectativa da OIC é conhecer o café de melhor qualidade, mas que precisa ser divulgado no exterior, para a valorização do produto”, afirmou Nascimento.




MCDONALD'S INVESTE US$ 6,5 MI EM ASSISTENCIA TÉCNICA NA GUATEMALA
O McDonald's investirá mais de US$ 6,5 milhões durante
quatro anos e meio em um programa de assistência técnica para ajudar
aproximadamente 13.000 cafeicultores na América Central a produzir e processar
de forma mais sustentável. A medida reflete o compromisso da companhia com os
acionistas de começar a partir desse mês a usar somente cafés 100%
certificados pela Rainforest Alliance para suas bebidas de café espresso nos
Estados Unidos e no Canadá.
    "Estamos confiantes de que investir em certificação e treinamento de
agricultura sustentável resolverá a necessidade imediata de assistência aos
produtores hoje, expandirá a capacidade para uma produção maior de café
sustentável no futuro e ajudará a garantir a nossos clientes que continuaremos
fornecendo o perfil de sabor que eles adoram e esperam do McDonald's",
disse a vice-presidente de sustentabilidade do McDonald's, Susan Forsell.
    A linha de expressos do McCafe, que dobrou as vendas de café da companhia
nos últimos cinco anos, incorporou tipicamente cafés de Colômbia, Guatemala,
Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Brasil e Sumatra. No Canadá, 100% do café
usado nas bebidas de café espresso do McDonald's são certificados por
alguma agência de certificação de sustentabilidade, enquanto somente uma
parte dos cafés do McDonald's vendidos nos Estados Unidos são certificados
por grupos como Rainforest Alliance, UTZ Certified e Fair Trade USA.
    Para sua mais recente iniciativa, o McDonald's está trabalhando com a
TechnoServe, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve soluções de
negócios à pobreza, e com a Rede de Assistência a Commodity Sustentável
(SCAN), uma colaboração global que fornece assistência técnica em
sustentabilidade. Com esses grupos, o McDonald's vem apoiando um programa de
assistência técnica para fazendas de café na Guatemala desde 2011.
    "O programa capacita os produtores a implementar práticas que forneçam
maiores rendimentos que contribuem para o sustento individual e para a economia
local, enquanto simultaneamente protege o meio-ambiente para gerações
futuras", disse o vice-presidente da TechnoServe, David Browning. "Maiores
rendimentos se traduzem em maiores rendas que ajudarão os produtores a quebrar
o ciclo da pobreza e investir em melhores cuidados de saúde e educação de
suas crianças".

domingo, 17 de março de 2013


India's Taste For Coffee To Affect Prices
WSJ - Neena Rai(London) and Debi Nayak(Mumbai)

  "I used to drink tea every day. But, these days, after the arrival of coffee
retail outlets, I am going to those places to have a cup of coffee," says
Jovinson Duarte, a 29-year-old brand service manager at an advertising agency
in Mumbai.
  Mr. Duarte, who says a new Starbucks gives him and his friends a place to
meet and use free Wi-Fi, is part of a growing number of young Indians
increasingly drinking coffee.
  Booming coffee demand in India is prompting international companies such as
Italy's Lavazza SpA, Switzerland's Nestle SA and U.S.-based Starbucks Corp. to
set up shop in the traditionally tea-drinking subcontinent, offering growth
when returns are harder to come by in more developed markets.
  Rising consumption in India also is likely to support world coffee prices,
with analysts forecasting a decrease in bean exports from the country as
domestic demand rises.
  While India only represents 1.4% of global demand, the subcontinent's coffee
market is forecast to grow almost 9% to $486.6 million this year, according to
market-research firm Euromonitor International. That would follow growth of
almost 80% over the past five years.
  India's annual coffee consumption of about 85 grams per capita is tiny
compared with the 4.1 kilograms consumed in the U.S., according the
International Coffee Organization, an intergovernmental group of coffee
importing and exporting countries. But in a population of 1.2 billion people,
it is the expanding middle class of 300 to 400 million that lures
multinationals.
  "The size of the Indian economy and the rate of growth of the cafe sector,
combined with rising spending power and shift in consumer preferences present a
tremendous opportunity," says Avani Saglani Davda, chief executive of Tata
Starbucks Ltd., a venture between the Seattle-based coffee chain and India's
Tata Global Beverages Ltd.
  Ms. Davda says there is a trend in India toward out-of-home consumption and a
steady shift in consumer preferences, with coffee changing from a beverage that
was consumed mostly in South India to one sipped nationwide.
  Starbucks, as part of its venture with Tata, opened its first Indian stores
in October and now has seven outlets in Mumbai and New Delhi.
  Lavazza, which sells coffee under its brand to other retailers, recently
opened a coffee shop in Bangalore. Attilio Capuano, the company's Asia and
Pacific director, says opening stores in India's main cities is part of as
strategy to strengthen its brand in the country.
  Demand for instant coffee also is growing here. Nestle set up demonstration
farms in South India last year to help farmers improve productivity to help
meet demand for the company's instant Nescafe products across the country.
  India's large population means that even a small increase in coffee
consumption by individuals can affect global supply and demand for the
commodity. India's status as the world's fourth-largest exporter of robusta
beanscould be changed by domestic demand.
  "As more production is consumed domestically, it leaves less for exports,
supporting international prices," says Keith Flury, a commodity analyst at
Rabobank in London.
  India is expected to produce around 315,500 metric tons of coffee during the
2012-13 crop year, according to the state-run Indian Coffee Board. Around 70%
of production is the robusta type of beans, the more bitter and cheaper variety
than arabica. Shipments of Indian coffee fell about 9% last year to 310,021
tons, according to the coffee board.
  Anil Bhandari, president of the India Coffee Trust trade group, says India
could stop exporting most coffee in the next five to 10 years because of rising
domestic use. "Coffee consumption in India started around the coffee-producing
areas,. . .but now things are changing as more and more Indian coffees are
consumed domestically." He says India will become an importer of Arabica beans.
  "The market is already suffering from a lack of Indian coffee beans, so if
more is consumed domestically, high-end coffee will suffer," says Rachel
Hamburger, chief executive of Portofino Coffee Ltd., a roaster which buys
Indian beans.