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quarta-feira, 6 de março de 2013


Em dia estável, café preserva suporte de 140 centavos na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com estabilidade, demonstrando que o fôlego observado até a última segunda-feira não conseguiu ter continuidade. Os preços operaram a maior parte da manhã no lado negativo da escala de preços, até que o maio não conseguir avançar além do suporte de 140,00 centavos. Diante disso, algumas recompras ligeiras foram observadas, mas não houve força mais relevante para os altistas e, ao final do pregão, os preços permaneceram nos mesmos níveis construídos na terça-feira.

Tecnicamente, o mercado flutua num viés baixista-neutro, dentro de uma escala que não apresenta oscilações mais relevantes que aquelas verificadas ao longo da semana passada, quando o mercado teve um mercado bem mais moroso e preso dentro de um range efetivamente mais curto.

Fundamentalmente, o mercado se volta ainda para a Colômbia, que vive a segunda semana de uma paralisação dos cafeicultores. Nesta quarta-feira uma nova reunião entre manifestantes e governo estava programada, sendo que um acordo para interromper o movimento era esperado pelos comerciantes e exportadores do país sul-americano.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 10 pontos, com 141,25 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 142,35 centavos e a mínima de 140,00 centavos, com o julho tendo ganho de 20 pontos, com 143,95 centavos por libra, com a máxima em 145,00 centavos e a mínima em 142,80 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 23 dólares, com 2.113 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 20 dólares, no nível de 2.120 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma pressão inicial dos vendedores e até uma tentativa de ganhos, sem que nenhuma das duas tendências tenha conseguido se sobrepor. A recuperação dos preços foi impedida, em parte, pelo mercado externo, que voltou a ter um dia com pressão para segmentos de risco. Isso ocorreu efetivamente diante do comportamento do dólar, que subiu mais de meio por cento ao longo do dia em relação a uma cesta de moedas internacionais.

"A preservação do nível de 140,00 centavos pode ser avaliada como um movimento positivo. Os compradores se mostraram reticentes, mas próximo desse suporte exerceram alguma força, o que permitiu que, ao menos temporariamente, novos stops de venda não fossem acionados e mínimas mais efetivas fossem buscadas. Mesmo assim, o mercado não suscita uma confiança mais considerável e a tendência deve ser de muitos players pressionarem para romper essa marca psicológica", disse um trader.

O Citigroup emitiu nota nesta quarta-feira na qual avalia que os preços do café arábica, no curto prazo, continuarão pressionados e sem uma perspectiva de recuperação mais efetiva. Para o banco, essa tendência se deve a fluxos de negociação baixista por parte de especuladores e estoques elevados do produto. A instituição, no entanto, não avalia ainda qual deve ser o impacto da infestação da ferrugem do colmo nas lavouras da América Central.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.222 sacas, indo para 2.709.562 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.539 lotes, com as opções tendo 4.729 calls e 1.452 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 142,35, 142,50, 143,00, 143,50, 144,00, 144,50, 144,90-145,00, 145,50, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00 e 148,50 com o suporte em 140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50 e 134,00 centavos.




Robustas voltam a demonstrar consistência e rompem US$ 2.100
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com bons ganhos, permitindo que a posição maio rapidamente voltasse a se posicionar acima do nível psicológico de 2.100 dólares. A sessão desenvolvida ao longo do dia foi marcada por compras especulativas, com o fechamento conseguindo se dar próximo da máxima da sessão, em 2.115 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um movimento inverso àquele observado na terça-feira, quando os robustas seguiram o mau humor dos arábicas em Nova Iorque e até mesmo o suporte de 2.100 dólares foi rompido. No entanto, confirmando o momento consistente, novas ordens de compra foram empreendidas, com o fechamento se dando próximo do patamar verificado ao final da última semana.

"Com a demanda ainda aquecida e com os temores relativos à safra do Vietnã neste ano, os robustas conseguem se 'movimentar' muito mais tranqüilamente que os arábicas. Observamos consistência para esse mercado e isso foi demonstrado na sessão de hoje que, mesmo com o segmento externo se mostrando pressionado, tivemos espaço para bons ganhos", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 7,24 mil contratos, contra 3,19 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 7 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 23 dólares, com 2.113 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 20 dólares, no nível de 2.120 dólares por tonelada.




OIC analisa tendências de consumo nos novos mercados consumidores
   
  - Analistas detectam crescimento de café robusta nos blends em quase todos os mercado s Na tarde de terça-feira, 5 de março, segundo dia de reuniões do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC), em Londres (ING), foi realizado o "Seminário sobre tendências nos novos mercados consumidores de café", no qual analistas internacionais fizeram explanações focando, principalmente, os países com consumo emergente, como Ásia e Europa Oriental. O impacto dos novos mercados sobre o equilíbrio entre oferta e demanda mundiais foi apresentado por Rob Simmons, diretor de pesquisas em café e cacau na LMC International. Segundo ele, o crescimento nos mercados tradicionais foi bastante pequeno, mas, por outro lado, nas nações emergentes o consumo dobrou nos últimos vinte anos, chegando, recentemente, a 40 milhões de sacas anuais. Simmons relatou que o consumo global cresce, atualmente, cerca de 2,5% ao ano, impulsionado pelos mercados emergentes, onde este índice supera os quatro pontos percentuais. Apesar disso, o consumo mundial per capita ainda é bastante baixo, uma vez que grande parte da população não consome café. Portanto, para o futuro, ainda se prevê um importante crescimento no número de pessoas que bebam o produto devido ao potencial de ingresso desses potenciais consumidores. Na outra ponta, acredita-se que haverá estagnação no nível de consumo de café nos países desenvolvidos. O diretor de pesquisas da LMC também salientou que os mercados emergentes possuem um alto nível de absorção do café robusta devido ao alto consumo de solúvel e, especificamente no caso brasileiro, em função da alta disponibilidade e dos menores preços desta variedade. Nos mercados “maduros”, também foi verificado um aumento na quantidade de conilon em seus blends, cuja proporção saltou de 35% para 45% nos últimos cinco anos. Por fim, Simmons citou que o consumo tem aumentado 2,5 milhões de sacas ao ano, das quais 2,0 milhões seriam referentes a absorção de robustas nos novos mercados. Também ministrando palestra no seminário, a analista Judy Ganes-Chase, CEO da J. Ganes Consulting, mantém a mesma linha de raciocínio, pois espera que o consumo mundial continue aquecido, alicerçado pelos mercados emergentes, com tendência de maior aquisição da variedade robusta, já que estas nações iniciam seus movimentos pelo café solúvel. Ela frisou, ainda, que o processo de limpeza a vapor, iniciado em 2007, também contribuiu para o aumento da utilização de conilon por parte da indústria. Judy analisou que o aumento dos preços do café arábica nos últimos anos foi outro fator que ajudou a impulsionar o consumo de robusta. Ela apontou que, se nos mercados maduros o aumento da participação do conilon nos blends saltou de 35% para 45%, nos emergentes o crescimento é ainda maior, principalmente pelo alto consumo da bebida em seu formato solúvel. Estes fatos explicam, em grande medida, a frustração de expectativas, que existiam há um ano, para a recuperação dos preços dos arábicas em função da escassez prevista na oferta mundial. Ou seja, o incremento da utilização de robustas “abortou” tal prognóstico. Em sua apresentação sobre o consumo fora de casa, o brasileiro Carlos Brando, diretor da P&A International Marketing, citou que o ato de beber o produto em cafeterias é um fenômeno impulsionado pelo crescente aumento da classe média em todo o planeta e que está associado a um ambiente agradável, onde as pessoas se encontram. Conforme ele, a Starbucks segue como o maior fenômeno mundial, mas há outros exemplos a serem considerados, como a rede Coffee Day, muito popular na Índia, que atende 400 mil consumidores diariamente, oferecendo xícaras de café a preços mais acessíveis que as redes internacionais. “Bom produto, bom café e bom ambiente promovendo a interação social. Estes são os principais fator es que tem levado o crescimento das cafeterias no mundo inteiro”, explica. Brando também pontua que outra importante forma de consumo fora de casa é a que ocorre em escritórios comerciais, com destaque para a crescente degustação de cafés solúvel e de máquinas. Entretanto, ele cita que a qualidade não é tão visível nesses ambientes. No Brasil, ele calcula que o consumo fora de casa represente 30% do total. Por fim, o diretor da P&A acredita que um dos desafios que se tem é trazer o consumo de fora para dentro dos lares. Após as apresentações feitas no “Seminário sobre tendências nos novos mercados consumidores” da OIC, acreditamos que se deva fazer ao menos uma reflexão para a revisão de estratégias dos produtores de café no Brasil.




Futura produção do Brasil e Colômbia pressiona a bolsa de NY
   
  As perdas prolongadas no café em Nova York vão continuar com investidores continuando a vender os futuros como o prinicpal produtor o Brasil terá uma safra recorde histórico para um ano de baixa produtividade e como produção na Colômbia recuperando. Produtores no Brasil vão colher uma safra recorde para um ano em que as árvores entram no ano inferior do rendimento de um ciclo de dois anos, de acordo com a cooperativa Cooparaíso em São Sebastião do Paraíso, no estado de Minas Gerais. A produçõ na Colômbia vai subir 30 por cento este ano, Luis Genaro Muñoz, diretor da Federação Nacional de Cafeicultores, estimou. Pequenas e grandes especuladores excluindo fundos de índice estão com posições líquida vendida, apostando em preços mais baixos, por 32.627 contratos na semana encerrada em 26 de fevereiro, de acordo com dados dos EUA Commodity Futures Trading Commission compilados pela Bloomberg. Isso é acima de uma pequena rede de 14.113 contratos na semana encerrada 28 de fevereiro do ano passado. As apostas dos investidores sobre os preços mais baixos atingiram um recorde na semana encerrada em 19 de fevereiro. "Arábica tem fundamentos de baixa, sabemos que," disse Jerome Jourquin, diretor de derivativos de commodities agrícolas da corretora Aurel BGC, em Paris. "Tem havido especulação já há algum tempo que os fundos vão comprar novamente, mas o problema é que precisamos de um cenário para criar uma tendência de alta e nós não temos isso. Qualquer movimento de cabeça em primeiro lugar gerar origens e comerciantes que vendem. Espero que o mercado para o comércio dentro de um intervalo de  $ 1,35 e US $ 1,45 nas próximas semanas. "




Preços do café arábica será limitado no curto prazo, diz Citigroup
   
  Os preços do café arábica será limitado no curto prazo por fluxos de baixa negociação especulativa, estoques elevados e armazém fortemente abastecimento, disse o Citigroup nesta quarta-feira, depois de futuros caírem quase 4% na sessão de terça feira. Mercados até agora ignorado questões de ferrugem na América Central, disse o banco, e os níveis de negociação em Nova York continuam a lutar ainda em curso reuniões Organização Internacional do Café, que pode lançar mais luz sobre a extensão de qualquer dano cultura regional, possivelmente aumentando o outlook novo preço cultura. Café arábica para entrega em maio o ICE Futures EUA câmbio encerrou 3,8% inferior terça-feira em 1,4115 dólares por libra - o menor fechamento desde 19 de fevereiro – com stops venda -, ou pré-encomendas para vender quando os preços tocar um determinado nível, foram acionados como investidores fechou posições compradas e vendidas agregado. O Citigroup informou posicionamento especulador deve ajudar a manter uma tampa sobre os preços como dados da CFTC mostram a rede de gerente de dinheiro vendidos média de 22 mil lotes, desde o início de novembro, "bem ao sul" de faixas históricas e sazonal, enquanto curto cobrindo comícios foram poucos e distantes entre si. Os analistas do banco disse em um relatório que os estoques amplos irá agravar esta tendência, os estoques certificados da ICE subiram para máximos de dois anos perto de 2,7 milhões de sacas, em contraste com um rápido declínio nos estoques de café robusta na Liffe. Prêmios para os contratos da Liffe estão enfraquecido a entre 40 e 50 centavos de dólar por libra dado o preço da ação lento que está a impulsionar arabica em relação ao robusta, o Citigroup acrescentou, mais estreito que a arbitragem foi negociado menos desde 2009. Citigroup disse que o registro do Brasil 2012-13 cultura está combinando com uma iminente 2013-14 colheita fora de ciclo - que começa em julho e pode ser tão grande quanto 48 milhões de sacas - para pressionar o mercado de consumo em meio arabica fraca dos países desenvolvidos. No entanto, o banco acrescentou que a medida em que os retornos de demanda arábica em um mercado potencialmente mais apertado fundamental é o que pode sustentar os preços para baixo da linha, com queda da produção prováveis na América Latina. Produção de países exportadores pode cair 10% no ano, para 130 milhões de sacas olhando declínios históricos fora de ciclo de produção, disse o Citigroup com retração principalmente fora da América Latina.



Liberação do bloqueio para atendimentos médicos, primeiro ponto do diálogo
   
  A duas horas começou a reunião entre produtores eo Governo, liderado pelo vice-presidente Angelino Garzón, no Movich Hotel na cidade de Pereira, para buscar uma solução para a greve de hoje de completa dez dias. A reunião e juntou os ministros das Finanças, do Trabalho e do Interior, Mauricio Cardenas Santamaria, Rafael Pardo e Fernando Carrillo, respectivamente, que se juntou a seus colegas do Ministério da Saúde, Alejandro Gaviria, e ministro da Agricultura, Juan Camilo Restrepo, e de alta conselheiro para o diálogo social, Luis Eduardo Garzón. A reunião continuou a portas fechadas, enquanto os repórteres estão esperando do lado de fora do salão. Luis Gonzaga Cadavid, represente do café de Caldas, disse que parte do diálogo, revelou que na parte da manhã ele deu uma visão geral da situação do café, mas "ainda sem luz verde". Alguns comitês foram formados, acrescentou o café para discutir algumas questões, mas não tem ido mais longe. Sem ser planejado, o primeiro ponto de discussão foram os danos que o grevista sobre o cuidado de pessoas doentes que não podiam superar os bloqueios nas estradas e na transferência de medicamentos e materiais, tais como oxigênio para centros médicos. O ministro da Saúde, Alejandro Gaviria, disse que relatou uma mulher morta e caso ainda não provado pelo Governo, de uma criança que teria morrido. Ele afirmou ainda que oito ambulâncias foram temporariamente detidos por manifestantes, dois deles apedrejado. "O fornecimento de oxigênio para centros médicos de Popayán está se esgotando", denunciou Gaviria. Guillermo Gaviria, como porta-voz para os produtores, disse que a ordem dos blocos é deixar ambulâncias passar.



segunda-feira, 4 de março de 2013


Café ganha força na ICE e fecha nos melhores níveis em mais de um mês
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com bons ganhos, com a posição maio finalmente se posicionando acima do nível psicológico de 145,00 centavos, tocando nos melhores patamares em mais de um mês na bolsa norte-americana.

A sessão foi marcada por um início morno e com poucas alterações nos preços. No entanto, na segunda metade do dia, com uma pressão menor dos mercados externos, os ganhos começaram a ganhar força e o fechamento se deu num patamar acima do intervalo psicológico.

Os protestos de cafeicultores na Colômbia chegou, nesta segunda-feira, ao seu oitavo dia e os players na bolsa nova-iorquina já começam a se inquietar. Algumas regiões do país registraram quedas de até 50% nas vendas de cafés. Muitas sacas estão paradas em estradas fechadas pelos cafeicultores manifestantes e ainda não se vê uma solução para o problema. Os produtores querem remuneração mais adequada e um preço base para o café, enquanto o governo e a principal entidade cafeeira da Colômbia destacam que uma ajuda efetiva vem sendo dada com o aumento do abono sobre a cotação da saca do grão. Por sua vez, o governo define o movimento como um ato político, enquanto os líderes da "greve" pedem renovação da política cafeeira local.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 330 pontos, com 146,65 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 146,95 centavos e a mínima de 142,50 centavos, com o julho tendo ganho de 320 pontos, com 149,20 centavos por libra, com a máxima em 149,50 centavos e a mínima em 145,25 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 7 dólares, com 2.122 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 9 dólares, no nível de 2.132 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por ações técnicas, com a pressão dos vendedores continuando a se mostrar mais lenta, tal qual observado na semana passada. Os mercados externos operaram em baixa pela manhã, pressionados pela fraqueza das bolsas asiáticas. No entanto, no decorrer do dia o mau humor foi se dissipando e as bolsas dos Estados Unidos operaram com ganhos, ainda que alguns segmentos de risco ainda sofressem pressões.

"Tivemos, finalmente, o rompimento do nível de 145,00 centavos para o maio e isso abriu espaço para alguns stops, ainda que contidos, de compra, mas suficientes para fecharmos o dia com consistência. Alguns intervalos e médias móveis estão conseguindo ser transpassados, o que é um sinal importante de força", sustentou um trader.

"Se o contrato 'C'” não romper logo os 145 centavos, pode voltar a testar os 139,30 centavos e, quebrando esse ponto, desencadear um desmonte de posição dos novos comprados. O efeito então pode ser de novas mínimas. A performance do robusta, com uma figura técnica mais altista, pode dar suporte para que o arábica não volte a cair", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.425 sacas, indo para 2.296.070 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.862 lotes, com as opções tendo 5.803 calls e 4.363 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 146,95-147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50 e 154,00 com o suporte em 142,50, 142,20, 142,00, 141,80, 141,50, 141,10-141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50 e 134,00 centavos.



Londres “segura” suporte e volta a registrar ganho para café
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com leves altas, em uma sessão calma e que teve a posição maio apresentando considerável solidez, ao conseguir evitar que o nível psicológico de 2.100 dólares fosse rompido.

De acordo com analistas internacionais, o café conseguiu manter a sustentação dos preços, assim como já observado ao longo da última semana. Durante o pregão, no entanto, alguns players estiveram mais ativos na área vendedora e o maio chegou a tocar nos 2.100 dólares. Sem o rompimento desse referencial, novas aquisições foram verificadas e o fechamento da sessão se deu próximo da máxima do dia, que foi de 2.125 dólares por tonelada.

"Tivemos algumas vendas especulativas e de origens, mas o mercado conseguiu reverter, seguindo, principalmente, a referência de Nova Iorque, que, na parte da tarde, conseguiu 'colecionar' bons ganhos e fechou em um nível consistente. A preocupação com a produção menor do Vietnã continua a ser também um importante item para a manutenção de preços convidativos para os robustas", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 4,36 mil contratos, contra 1,56 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 10 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 7 dólares, com 2.122 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 9 dólares, no nível de 2.132 dólares por tonelada.



Governo da Colômbia continua a creditar movimento cafeeiro a pressão política
   
  O governo da Colômbia informou que as ofertas concedidas nos últimos dias poderão ser as últimas para tentar pôr fim à paralisação dos cafeicultores. No entanto, continua a insistir o Executivo que, por trás do movimento, existem interesses políticos. Apesar do aumento dos subsídios para os cafeicultores, anunciado no início das manifestações, em algumas zonas do país a "greve" ainda continua e se argumenta que o reajuste do AIC (Apoio de Receita do Cafeicultor), que é um bônus pago para carga de 125 quilos do grão, ainda não é suficiente para resolver os problemas do setor. Logo que foi ratificada a mobilização, o ministro do Interior, Fernando Carrillo, expressou que ficaram claros os interesses políticos por trás dessas manifestações. Em sua conta no Twitter, o dirigente da carteira política escreveu: "a direita e a esquerda extremas não estão interessadas no pequeno produtor de café". Além disso, assinalou que a "oferta de aumento de receita do pequeno produtor não interessa aos extremos políticos, hoje unidos em bloqueio das estradas." Ao celebrar o aumento do subsídio cafeeiro, Carrillo também indicou que aos camponeses serve muito esse incremento, porém "aos extremistas nada, já que esses últimos só querem incendiar o país", ressaltou. Dias antes, Carrillo havia lamentado que alguns dirigentes cafeeiros assumissem uma posição "intransigente, rígida e inflexível". Outro dos ministros que insistem na questão de outros interesses por trás da paralisação é o da Agricultura, Juan Camilo Restrepo, que, sem mencionar nomes, disse que se trata de uma movimentação com intenções "politiqueiras e oportunistas". Depois do Comitê Nacional Cafeeiro, o chefe da pasta da Fazenda, Mauricio Cárdenas, assinalou, também no Twitter: "Paralisação cafeeira: não é a hora dos triunfalismos, é o momento do patriotismo".



Diretor da Federacafe exime entidade de culpa pela crise cafeeira
   
  "O diretor executivo é escolhido pelo Congresso Cafeeiro e se é verdade que os cafeicultores querem que eu saia, eu não sou o problema." A afirmação é de Luis Genaro Muñoz, diretor executivo da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia). Para o dirigente, "o que tem de se deixar claro é qual é o problema e o problema é que havia um quadro de preços e receitas deprimidos ao produtor, que tem respondido de maneira contundente e séria, sendo o que o governo tem feito sua parte e isso, em termos gerais, nos deixa bem plantados", sustentou. Muñoz recordou que o novo AIC (Apoio de Receita ao Cafeicultor) atinge 95% dos produtores locais e esse apoio chega a 22% do preço vigente para o café no último final de semana, ou seja, seria um apoio realmente consistente para o cafeicultor enfrentar a crise. Francisco Estupiñán, presidente do Banco Agrário, explicou que os cafeicultores contam com um novo crédito para o pagamento de capital e de juros de obrigações cafeeiras que vencem neste ano, o que deverá beneficiar cerca de 200 mil produtores, com um crédito considerável por hectare para a realização, principalmente, da fertilização de lavouras. Por sua vez, Orlando Beltrán, promotor da paralisação dos cafeicultores no Estado de Huila, declarou que a oferta apresentada pelo governo do país ao longo do final de semana apenas estimulou os cafeicultores a continuar o movimento e ampliar a manifestação, sendo que muitas outras pessoas devem se somar a ela. "Com o aumento do AIC o que tentaram foi dividir os cafeicultores e já temos o dobro de camponeses protestando nas vias do país. Os apoios oferecidos não são suficientes. Não queremos voltar às lavouras e continuar a perder dinheiro" expressou Beltrán.




Eu não sou o problema do café, diz Luis Genaro Muñoz
   
  "O gerente é eleito pelo Congresso e se de fato cafeicultores quer que eu vá, eu não sou o problema", disse ontem Luis Genaro Muñoz Ortega, gerente da Federação de Cafeicultores da Colômbia. Para o líder coisa "para deixar claro é que o problema e o problema é que havia um preço renda do produtor squeeze e respondeu com força e com recursos que teria colocado o governo e que, em termos geralmente nos deixa firmemente plantada. " Muñoz disse que o nível de apoio nova renda de agricultor (AIC) de 95 por cento dos produtores nacionais para pesos 115.000 por carga de café em pergaminho, ou seja, 22 por cento do preço corrente de base para o fim de semana , atingindo um nível de 636 mil pesos de carga. Além disso, para os produtores com café, mais de 20 hectares, a AIC novo foi para 95.000 pesos por carga, ante a 60.000 pesos até sábado. Estupiñán Francisco, presidente do Banco Agrário, explicou que os produtores têm novo crédito para o pagamento do principal e dos juros sobre títulos que o café maduro este ano, o que vai beneficiar cerca de 200 mil produtores e um crédito de um milhão de pesos por acre para a fertilização de café. Enquanto isso, Orlando Beltran, promotor de desemprego na Huíla, disse que a oferta do governo no fim de semana, o que ele fez foi incentivar mais produtores a continuar a greve e disse muitas outras se juntou à paralisação. "Com o aumento da AIC, que foi tentado dividir os agricultores e temos duas vezes mais agricultores protestavam contra as estradas do país. Oferecido Chaves não são suficientes, porque nós não queremos é voltar para as fazendas de continuar a perder dinheiro ", disse Beltran.



Cocatrel lança carta sobre falta de normatização de cafés no país
   
  Apreensão no que tange a atual falta de normatização em relação à necessária fiscalização da qualidade dos cafés vendidos no país. A Cocatrel (Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas Ltda), por meio de seu diretor presidente, Francisco Miranda de Figueiredo Filho, gostaria de externar a enorme preocupação de grande parte dos produtores de café com a revogação da Instrução Normativa número 16, de 24 de maio de 2010, que regulamentava a análise e classificação técnica do café torradoo. Sem dúvida alguma tal IN realmente precisava de alguns ajustes, porém, a finalidade da mesma era e ainda é muito boa, pois é de conhecimento notório a grande diferença na qualidade dos cafés torrados vendidos no mercado nacional, como também a existência de cafés torrados em conjunto com palhas, paus, sementes de açaí, milhetos e outros "corpos estranhos" voltados para se diminuir o custo final do produto colocado à venda (e que, apesar disso, é vendido normalmente, como se fosse "café puro"). Ora, a atual falta de regulamentação, com a revogação da IN 16 prejudica os produtores, pois o ato de se misturar, no momento da torra, outros elementos, diminui o volume de café efetivamente torrado; além de prejudicar enormemente os consumidores que continuarão "comprando gato por lebre". Não existe nenhum outro alimento com tanto diferencial de preço nas gôndolas dos supermercados e, certamente, essa situação somente irá mudar quando houver uma regulamentação técnica clara e uma fiscalização efetiva quanto ao respeito a tal regulamentação.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Sem novidades, café fecha com ligeira retração na ICE 28/02/2013
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NetcaféBR
21:08 (0 minutos atrás)
para NetcaféBR
Sem novidades, café fecha com ligeira retração na ICE
   
  Os contratos futuros de café tiveram uma sessão de ligeiras baixas nesta quinta-feira na ICE Futures US. Com os preços dentro do intervalo construído ao longo da semana, poucas mudanças foram observadas na bolsa norte-americana, o que permitiu a manutenção do perfil atualmente em vigor.

Tecnicamente, os gráficos ainda apontam para uma tendência de baixista a neutra, sendo que patamares de alta básicos não conseguem ser testados. O nível de 145,00 centavos para o maio não conseguiu ser testado ao longo de toda a semana, apesar de, em vários pregões recentes, os preços tenham flutuado no range de 144,00 centavos. Para muitos operadores, o que se depreende do quadro atual é a falta de "fôlego" dos compradores, ainda que, por outro lado, se observe uma preservação de suportes importantes, o que permitiu que, ao longo de toda a semana o referencial de 140,00 centavos por libra não tenha sido nem sequer testado.

Fundamentalmente, o mercado ficou atento nesta quinta aos números das remessas mundiais para todos os destinos, informados pela Organização Internacional do Café. Em janeiro elas totalizaram 9,67 milhões de sacas, contra 8,09 milhões em janeiro de 2012. Nos quatro primeiros meses do ano cafeeiro de 2012/2013, os embarques aumentaram 15,8% em relação às exportações do mesmo período do ano cafeeiro passado, totalizando 37,87 milhões de sacas, ante 32,69 milhões.

No encerramento do dia, o maio, na ICE Futures, teve queda de 25 pontos, com 143,20 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 144,35 centavos e a mínima em 141,65 centavos de dólar. O julho recuou 25 pontos, com 145,90 centavos por libra, com a máxima em 147,00 centavos por libra e com a mínima em 144,40 centavos de dólar. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 7 dólares, com 2.058 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 10 dólares, no nível de 2.108 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia no mercado de café seguiu algumas outras commodities, como o petróleo e o ouro, que recuaram, pressionadas pelo dólar em alta em relação a uma cesta internacional de moedas. O macromercado continua temeroso, principalmente diante de alguns números de economias importantes e do vagar em uma recuperação mais efetiva ser verificada em mercados como os da União Européia.

"Tivemos um dia sem novidades. Fomos pressionados ao longo do dia e experimentamos alguns recuos mais efetivos que, no entanto, foram contidos com algumas recompras especulativas na segunda metade da sessão. O mercado parece confortável nesse range entre 140,00 e 145,00 centavos", disse um trader.

A Associação Colombiana de Caminhoneiros analisou unir forças com os cafeicultores do país, que realizam uma paralisação. Representantes se reuniram com a ministra dos Transportes do país, Cecilia Álvarez, e definiram não iniciar uma greve neste momento. No entanto, a entidade continua a sustentar que o Executivo não cumpriu vários acordos, como a regulamentação de veículos, regulação de preços de combustíveis e uma tabela ajustável de fretes.

As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 27, somaram 1.551.666 sacas, contra 1.589.172 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.903 sacas, indo para 2.688.733 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.944 lotes, com as opções tendo 4.136 calls e 1.354 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 144,35, 144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00 e 150,50 com o suporte em 141,65, 141,50, 141,10-141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50 e 134,00 centavos.




Londres volta a demonstrar consistência e fica acima dos US$ 2.100
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com ganhos, em uma sessão caracterizada pelo predomínio das compras especulativas e com a posição maio conseguindo, finalmente, se posicionar acima do nível psicológico de 2.100 dólares.

De acordo com analistas internacionais, desde a abertura o mercado apresentou consistência e já no nível de 2.103 dólares. Algumas vendas de origens e realizações chegaram a ser empreendidas, com a mínima tocando os 2.094 dólares, no entanto, nesse nível as recompras passaram a ser observadas e o fechamento da sessão se deu no lado positivo da escala de preços.

"Mais uma vez, os robustas dão demonstração de consistência e conseguem se posicionar acima do nível psicológico. Ao contrário dos arábicas, que ainda patinam em tentar buscar um patamar mais consistente de preços, os robustas conseguem evoluir e ainda mantém um diferencial consideravelmente curto em relação aos preços praticados do outro lado do Atlântico", disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 5,71 mil contratos, contra 12,16 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 50 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 7 dólares, com 2.058 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 10 dólares, no nível de 2.108 dólares por tonelada.




Dólar tem leva alta ante real, mas fecha mês em queda de 0,6%

SÃO PAULO, 28 Fev (Reuters) - O dólar fechou esta quinta-feira com leve alta frente ao real, após operar perto do zero a zero durante a maior parte da sessão. De olho nas incertezas do cenário externo, investidores preferiram manter as cotações dentro dos limites de uma banda cambial informal que parece ter sido imposta pelo governo.

A moeda norte-americana fechou com alta de 0,22 por cento, a 1,9782 real na venda, após registrar queda de 0,61 por cento na véspera. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 2,425 bilhões de dólares.

No mês, o dólar recuou 0,59 por cento ante a divisa brasileira, consolidando-se na faixa de 1,95 real e 2 reais que o mercado acredita ser a nova banda cambial imposta pelo Banco Central para ajudar no combate à inflação.

"Isso é vontade do governo", disse o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme. "Por enquanto, ele vai conseguir controlar isso, já que os bancos também estão vendidos".

Desde o fim de janeiro, o dólar recuou do nível de 2 reais, que à época era considerado pelo mercado como o piso informal definido pelo governo para a moeda, para patamares mais baixos, pressionado por intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.

Analistas especulam que o movimento em direção a um real mais fortalecido tem como objetivo baratear produtos importados e conter pressões inflacionárias, embora o governo afirme que o câmbio não é ferramenta para lidar com os preços, e sim os juros.

A perspectiva de um dólar mais baixo para conter a inflação levou instituições financeiras a assumirem posições vendidas no mercado de câmbio, mesmo com o país registrando saída líquida de 2,840 bilhões de dólares no mês até o dia 22 de fevereiro.

"Enquanto houver a percepção de que a inflação ameaça impor um teto para a taxa de câmbio, os bancos locais não devem se apressar para cobrir essa posição", escreveu a estrategista de câmbio da América Latina do RBS, Flavia Cattan-Naslausky, em relatório.

Analistas apontavam, no entanto, que a estabilidade da moeda norte-americana nos patamares atuais deve ser auxiliada por uma reversão no fluxo cambial, que deve se tornar positivo com as safras de commodities agrícolas que começam em fevereiro e ganham fôlego nos meses seguintes.

"Normalmente, os grandes embarques só começam no fim de fevereiro", disse o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros. "É como dizem: o Brasil começa a trabalhar depois do Carnaval".

Além desses fatores, um cenário externo incerto conteve grandes variações nas cotações do dólar na sessão. Sinais de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, continuará injetando dólares na economia ajudaram na queda da moeda norte-americana mais cedo na semana.

No entanto, dados de crescimento da maior economia do mundo decepcionaram o mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos expandiu a uma taxa anual de 0,1 por cento no quarto trimestre, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, ante alta de 0,5 por cento previsto por analistas em pesquisa da Reuters.

No início do pregão, o dólar operou em baixa e chegou a atingir 1,9677 real na mínima do dia, com investidores tentando pressionar para baixo a cotação da divisa antes da formação da Ptax de fevereiro, uma taxa média do dólar calculada pelo Banco Central que serve de referência para vários contratos de câmbio e derivativos. Após a divulgação da taxa, no entanto, a moeda anulou as perdas e passou a operar com leve variação positiva frente ao real.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DIs abrirão em queda ainda repercutindo Dilma
   São Paulo, 28 de fevereiro de 2013 - Ainda refletindo as declarações da
presidente da República, Dilma Rousseff, os contratos de Depósitos
Interfinanceiros (DIs) devem abrir o pregão de amanhã em queda, com a
perspectiva de que os sinais apontam para a manutenção do cenário da Selic
(taxa básica de juros), na próxima reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom).
   "O mercado avalia que a política monetária não será mudada no curto
prazo e que ainda vale a última ata do Copom. A presidente também acredita que
o mercado está exagerando nas avaliações sobre a inflação. Aparentemente o
mês de fevereiro terá inflação de, no mínimo, metade do que foi em
janeiro", avalia Paulo Nepomuceno, estrategista de renda fixa da Coinvalores.
   Ontem à tarde, Dilma Rousseff declarou que o governo tem tomado diversas
medidas para resolver seus gargalos e que mantém "todos os compromissos com os
pilares da estabilidade", como manter a inflação sob controle, uma política
de câmbio flexível e a robustez fiscal.
   A declaração ainda pesava sobre os negócios do pregão de hoje e os DIs
encerraram em patamar negativo. Nepomuceno avalia ainda que o otimismo
internacional impediu que a queda dos DIs fosse ainda mais acentuada. "O
mercado ajudou, os contratos poderiam ter caído muito mais se não fosse o
mercado internacional", afirma.
  A taxa do contrato mais líquido, com giro financeiro de R$ 65 bilhões, com
vencimento em janeiro de 2014, caiu de 7,73% para 7,65%, seguido do DI para
julho de 2013, que recuou de 7,29%, para 7,22%, movimentando R$ 36,898 bilhões,
e pelo DI com vencimento em janeiro de 2015, que caiu de 8,39% para 8,33%, com
giro de R$ 29,368 bilhões.
  As taxas dos contratos com vencimento em janeiro de 2017 caíram de 9,11%
para 9,09%, com giro financeiro de R$ 12,021 bilhões. O DI para julho de 2014
caiu de 8,04% para 7,95%, com movimentação financeira R$ 7,817 bilhões e o
para abril de 2013, saiu de 7,04% para 7,02%, R$ 6,452 bilhões.

  O número de contratos negociados hoje chegou a 2.062.998, número 30,5%
inferior ao verificado no pregão de ontem. O volume financeiro das operações
chegou a R$ 177,551 bilhões.
    Câmbio
   O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com leve valorização
de 0,20%, cotado a R$ 1,9760 para compra e R$ 1,9780 para venda. Durante o dia a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,9680 e a máxima de R$
1,9800. A moeda acumula recuo de 0,60% no mês.
   No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em março subiu
0,10%, para R$ 1.975,500, e o contrato com vencimento em abril avançou 0,22%,
cotado a R$ 1.985,500.

   De acordo com Nepomuceno, o pregão foi marcado por uma corrida no período
da manhã para a formação de PTax, média das cotações do dólar apuradas
pelo Banco Central (BC), no mês. A PTax de hoje ficou em R$ 1,9749 para compra
e R$ 1,9754 para venda.
   Sem novidades, o câmbio deve acompanhar o movimento das moedas
internacionais amanhã.



Dólar sobe em reação a indicadores positivos nos EUA

O dólar subiu frente às principais moedas, em reação a indicadores positivos divulgados nos EUA. A estimativa preliminar do PIB do quarto trimestre foi revisada para cima, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada e o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago subiu para o nível mais alto desde março do ano passado.

O desempenho do mercado de ações, que operou em alta durante quase toda a sessão, também contribuiu para o avanço do dólar. No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,3055, de US$ 1,3139 ontem; o iene estava cotado a 92,55 por dólar, de 92,23 por dólar ontem




“Desligado do mundo”, Ibovespa fecha em alta sustentado por Vale

A alta das ações da Vale sustentou o Índice Bovespa em território positivo no pregão de hoje. A principal carteira teórica de ações da bolsa brasileira terminou o dia em alta de 0,26%, aos 57.424 pontos.
Segundo o operador de uma grande corretora, que preferiu não ser identificado, “não fosse a alta da Vale, a bolsa teria fechado no vermelho”. De acordo com ele, “o mercado brasileiro está totalmente desligado do mundo”, já que as principais bolsas dos Estados Unidos e da Europa tiveram bom desempenho no pregão de hoje.
O principal motivo para esse “desligamento”, na opinião desse operador, a interferência do governo no mercado, que tem prejudicado empresas como a Petrobras e as do setor de energia elétrica. “Nossa bolsa está na mão de quem quer mexer com ela no curto prazo”, explica. “O investidor de longo prazo não vem mais, porque, para isso, é preciso ter confiança no mercado, e isso está em baixa atualmente.”
As ações da Petrobras, uma das que estão sob o olhar desconfiado dos investidores, principalmente os internacionais, tiveram mais um dia de queda. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) da estatal recuaram 1,18% e os ordinários (ON, com voto) caíram 1,62%.
Já as ações da Vale fecharam em forte alta, segurando o Ibovespa. Os papéis ON subiram 2,16% e os PNA tiveram 3,10% de valorização. Apesar dos resultados ruins no quarto trimestre, segundo um operador, “a empresa é boa, bem vista pelo mercado, e tem perspectiva de entregar bons resultados nos próximos trimestres”.




PERSPECTIVA: Ibovespa seguirá sem tendência definida em dia de agenda cheia
   São Paulo, 28 de fevereiro de 2013 - O Ibovespa, principal índice da
BM&FBovespa, seguirá sem tendência definida para o pregão de amanhã, apesar
de contar com uma agenda econômica cheia. O início da manhã será
influenciado por dados da Europa e Ásia, enquanto, no final da manhã, os
indicadores dos Estados Unidos devem movimentar o mercado. No Brasil, amanhã
tem divulgação do Produto Interno Bruto (PIB), que mesmo já precificado pelo
mercado, pode influenciar caso fique fora do previsto.
   "Não estou muito otimista. O investidor estrangeiro não está comprando.
Se o mercado subir é por causa das recentes perdas, mas não dá para afirma
que estamos em tendência de alta ou de queda. A Vale acabou 'limpando' o
balanço de 2012 com as baixas que publicou, com isso, temos boas perspectivas
para a empresa", afirmou Alexandre França, gestor da Beta Gestora de Recursos.
   Para Sergio Machado, diretor da Vetorial Asset Management, o mercado
seguirá sem tendência, esperando pelos indicadores econômicos. "Amanhã a
agenda está bem carregada. Teremos muitos indicadores que poderão criar
expectativas positivas e negativas para o mercado", disse o especialista.
   Entre os indicadores destacados por Machado está, nos Estados Unidos, a
leitura final do índice de confiança do consumidor de fevereiro, que será
anunciada pela Universidade de Michigan e a Thomson Reuters. Dados preliminares
indicam alta para 76,3 pontos, após leitura de 73,8 pontos em janeiro. A
expectativa é de alta para 76,3 pontos.
   Ainda nos EUA, o Markit Economics divulga os dados finais do índice dos
gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de fevereiro.
Os dados preliminares apontaram queda para 55,2 pontos. Em janeiro, houve alta
para 55,8 pontos. E o Instituto de Gerência e Oferta (ISM, na sigla em inglês)
vai informar o resultado do índice que mede a atividade do segmento industrial
do país em fevereiro. Em janeiro, o índice registrou alta para 53,1 pontos.
Analistas estimam leitura de 52,4 pontos.
   Na Ásia, ainda hoje, na China, será divulgado pelo departamento de
estatísticas e pela Associação de Logística e Compras da China (CFLP, na
sigla em inglês) o PMI de atividade do setor industrial referente a fevereiro.
Em janeiro, o índice recuou para 50,4 pontos. Será informado também o PMI
revisado sobre a atividade do setor industrial referente a fevereiro será
divulgado pelo instituto de pesquisas Markit Economics e pelo HSBC. Na leitura
preliminar, o indicador caiu para 50,4 pontos.
   Amanhã, na Alemanha, será anunciado o PMI revisado sobre a atividade do
setor industrial referente a fevereiro. Na leitura preliminar, o índice subiu
para 50,1 pontos. Na eurozona, tem o PMI revisado sobre a atividade do setor
industrial referente a fevereiro. Na leitura preliminar, o índice caiu para
47,8 pontos.
   No Reino Unido, tem o PMI sobre a atividade do setor industrial referente a
fevereiro. Em janeiro, o índice caiu para 50,8 pontos. Na Itália, será
anunciada a leitura revisada do PIB do quarto trimestre do ano passado. A
versão preliminar apontou queda de 0,9% ante o terceiro trimestre e de 2,7%
ante o quarto trimestre de 2011.
   No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
divulga, às 9h, os dados das Contas Nacionais Trimestrais, referente ao quarto
trimestre e do ano de 2012, com a variação do PIB no período. O mercado
estima que o crescimento do PIB para o ano de 2012 tenha sido de 0,90%, segundo
a mediana das projeções coletadas pela Agência CMA para o Termômetro CMA.
Para o quarto trimestre do ano de 2012, o mercado projeta elevação de 0,70% na
comparação com o trimestre anterior e, na comparação com o quarto trimestre
de 2011, o mercado prevê que a atividade econômica do País tenha crescido
1,50% no mesmo intervalo do ano passado.
   No pregão de hoje, o Ibovespa encerrou com alta de 0,26% aos 57.424 pontos.
O volume financeiro do mercado foi de R$ 8,720 bilhões. No segmento futuro, o
contrato de Ibovespa com vencimento para abril encerrou com desvalorização de
0,17% aos 57.400 pontos.
   Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, a PNA da Vale (VALE5) girou R$
734,1 milhões, o papel preferencial da Petrobras (PETR4) obteve volume
financeiro de R$ 198,8 milhões e a ação ordinária da JBS (JBSS3) movimentou
R$ 114,1 milhões. O papel da Vale finalizou o pregão com avanço de 3,10% a R$
36,55, enquanto o papel da Petrobras recuou 1,19% a R$ 16,61 e a ação da JBS
desvalorizou 2,14% a R$ 6,86.
   Entre as maiores altas do Ibovespa, a ação ordinária da Vanguarda Agro
(VAGR3) subiu 6,81% a R$ 0,47, o papel preferencial da Bradespar (BRAP4)
valorizou 3,67% a R$ 29,05 e o papel PN da GOL (GOLL4) elevou 3,62% a
R$ 12,57. Entre as maiores quedas, a ação ordinária da MMX Mineração
(MMXM3) recuou 6,44% a R$ 3,34,  a ação ON da OGX Petróleo (OGXP3) cedeu
4,25% a R$ 3,15 e o papel ON da Brookfield (BISA3) retraiu 3,07% a R$ 3,15.




MERCADO EUA: Indices caem; volume de Dow Jones se aproxima de recorde
   São Paulo, 28 de fevereiro de 2013 - Os índices de ações dos Estados
Unidos encerraram esta quinta-feira em leve queda. O volume do Dow Jones se
aproximou do recorde registrado em 2007 (14.164,53 pontos), sendo o segundo
maior desde a ocasião, chegando a operar em 14.142,03 pontos no pregão de
hoje.

   O Dow Jones perdeu 0,15%, em 14.054,49 pontos; o S&P 500 recuou 0,09%, em
1.514,68 pontos; e o Nasdaq Composto teve variação negativa de 0,07%, em
3.160,19 pontos. Em fevereiro, o Dow Jones acumulou alta de 1,4%, o S&P 500
subiu 1,1%, e o Nasdaq Composto ganhou 0,57%.
   Embora os dados econômicos nos Estados Unidos tenham animado os
investidores durante esta quinta-feira, o mercado reverteu a tendência no final
do pregão, após o Senado norte-americano ter rejeitado as duas alternativas
para substituir os cortes automáticos que devem entrar em vigor amanhã.
   No cenário econômico, a leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do país no
quarto trimestre de 2012 foi revisada para o campo positivo, com alta de 0,1%,
mas ainda abaixo das expectativas do mercado. Os pedidos de seguro-desemprego na
semana passada caíram para mais que o esperado, em 344 mil e  a atividade
industrial de Chicago também apresentou melhora no mês de fevereiro, subindo a
56,8 pontos.
   Por outro lado, no campo político, os líderes norte-americanos continuam
em conflito e sem solução para evitar os cortes no gastos de programas
essenciais do governo previstos para ocorrerem amanhã. O Senado vetou as
propostas alternativas de republicanos e democratas para substituir as
reduções de despesas e  o Congresso se encontrará, amanhã, com o presidente
Barack Obama para discutir mais uma vez o assunto.




PETRÓLEO: Dados econômicos positivos seguram queda maior dos contratos
    São Paulo, 28 de fevereiro de 2013 - Os contratos futuros do petróleo
internacional encerraram as operações de hoje em campo negativo, influenciados
pela forte valorização do dólar. Os dados econômicos positivos divulgados
hoje nos Estados Unidos, no entanto, impediram uma retração maior nos
contratos.

   Na Nymex, os contratos futuros do WTI com vencimento em abril caíram 0,62%,
a US$ 92,05 o barril. Na plataforma ICE, os futuros do Brent para o mesmo mês
caíram 0,43%, a US$ 111,87 por barril.

   O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos  subiu 0,1% no quarto
trimestre de 2012 na comparação com o trimestre anterior, após revisão. Na
leitura preliminar, o PIB havia caído 0,1%. Analistas esperavam alta de 0,5%.
No terceiro trimestre, o PIB teve alta de 3,1%.

   A leve aceleração na atividade econômica refletiu as contribuições
positivas dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla inglês), investimentos
residenciais e não residenciais, que foram parcialmente compensados pela
contribuição negativa dos investimento em estoques privados, gastos do governo
federal e de governos locais e exportações. As importações, que são
subtraídas no cálculo do PIB, caíram.
   O índice de atividade industrial de Chicago (ISM, na sigla em inglês)
subiu para 56,8 pontos em fevereiro, de 55,6 pontos em janeiro, acima da
previsão de economistas, de uma leitura de 54 pontos .
   No mercado de trabalho, o número de novos pedidos de seguro-desemprego nos
Estados Unidos caiu em 22 mil na semana encerrada em 23 de fevereiro, para 344
mil, após ter registrado 366 mil na semana anterior (dado revisado). Analistas
esperavam uma queda para 360 mil pedidos, de 362 mil pedidos anunciados
originalmente para a semana passada.



BC cita 'contribuição do câmbio' para resultado em 2012

O diretor de Administração do Banco Central, Altamir Lopes, avalia que o resultado da autarquia no ano passado foi positivo, mas não deve ser atribuído exclusivamente à variação cambial. "Foi bastante positivo devido, evidentemente, em alguma medida a operações em moedas estrangeiras", considerou. "Isso deu uma boa contribuição, sem dúvida, mas é uma composição de todas as coisas, não é só isso", declarou a jornalistas. O BC divulgou no fim da tarde desta quinta-feira um lucro de R$ 24,615 bilhões em 2102, balanço que foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O ganho do Banco Central com operações de swap cambial foi de R$ 1,124 bilhão em 2012. Na primeira metade do ano, o resultado ficou positivo em R$ 809,627 milhões e, na segunda, em R$ 314,780 milhões.

Altamir informou que o BC teve um ganho de R$ 21,2 bilhões com o carregamento das reservas internacionais em 2012, considerando a correção cambial. O ganho foi de R$ 31,4 bilhões no primeiro semestre, o que compensou o custo de carregamento de R$ 10,2 bilhões no segundo semestre do ano passado.

Segundo ele, o resultado foi positivo nos primeiros seis meses de 2012 em função da depreciação cambial de 7,8%. Por outro lado, no segundo semestre, a depreciação foi de apenas 1,1%, o que explica o resultado negativo do período. "Esta é basicamente a diferença de rentabilidade de um semestre para o outro", disse Altamir. Em 2011, o BC havia registrado um ganho expressivo com o carregamento das reservas de R$ 23,471 bilhões.

Depósitos compulsórios

De acordo com do diretor do BC, a quantidade de depósitos compulsórios diminuiu em R$ 104,82 bilhões no ano passado na comparação com 2011. "Essa redução foi devida, em sua maior parte, à variação negativa de compulsório sobre depósito a prazo", citou. A diminuição foi de R$ 66,016 bilhões e decorreu, principalmente, segundo ele, do aumento das deduções para aquisição de veículos e motos.


Outra parcela significativa relacionada à diminuição dos R$ 104,82 bilhões de compulsório está ligada, conforme Altamir, à redução de exigibilidade adicional. Neste caso, pesou a redução de alíquotas sobre recursos à vista e a prazo. O diretor mencionou também que, no ano passado, houve elevação de R$ 246,036 bilhões de operações compromissadas tradicionais.




BC passa a oferecer redesconto a corretoras e cooperativas de crédito
Brasília, DF - O Conselho Monetário Nacional (CMN) estendeu o
acesso de sua linha de liquidez de um dia útil --o chamado redesconto-- para
corretoras, cooperativas de crédito e distribuidoras.
Essas instituições já estavam autorizadas a fazer empréstimos com o Banco
Central (BC) durante o dia, mas, ao contrário dos bancos, não poderiam estender
o empréstimo até o dia seguinte.
Este empréstimo possuiu a taxa de juro de Selic mais 1% ao ano.
Se, por algum problema operacional da instituição financeira, o empréstimo não
for honrado, a garantia dessa operação --no caso, títulos públicos-- passa a
ser propriedade do BC.
Segundo Altamir Lopes, diretor de administração do Banco Central, a intenção da
medida é contribuir para aumentar a competitividade das instituições
financeiras. "Você dá mais liquidez ao permitir que se façam essas operações,
ao invés de entregar o titulo, pode só rolar [a dívida]".
Ainda segundo o BC, o volume desse tipo de operação é pouco significativo e
normalmente resulta de problemas operacionais.