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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Após início da notificação do março, café consegue bons ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US respiraram nesta quarta-feira e conseguiram experimentar ganhos interessantes, com a posição maio conseguindo voltar a se posicionar acima do nível psicológico de 140,00 centavos de dólar por libra peso. O dia foi caracterizado pela predominância das compras especulativas. a sessão também foi marcada pelo início da notificação do contrato de março. Diante da menor pressão para esse tipo de procedimento, o que se observou foram players mais dispostos a realizarem algumas correções, o que permitiu que os ganhos se mantivessem constantes ao longo de grande parte do pregão.
Com os ganhos do dia, o mercado consegue efetuar ligeiras correções no seu quadro sobrevendido, ainda que a tendência técnica, expressa nos vários gráficos, continue ser baixista, tanto no curto como no longo prazo. Alguns operadores avaliam que o mercado ainda continua focado fortemente no Brasil, que colheu uma safra muito expressiva em 2012 e pode ter uma produção considerável também em 2013, ano de baixa, dentro do quadro de bienalidade.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve alta de 450 pontos, com 141,00 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 141,70 centavos e a mínima de 136,55 centavos, com o maio tendo avanço de 325 pontos, com 141,65 centavos por libra, com a máxima em 142,40 centavos e a mínima em 138,10 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 15 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 19 dólares, no nível de 2.063 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi de consistência para o café na bolsa nova-iorquina, ainda que o segmento externo se mostrasse bastante negativo para segmentos como o de commodities. O dólar experimentou altas em relação a uma cesta de moedas internacionais, abrindo espaço para liquidações em mercados de risco. O petróleo, por exemplo, fechou o dia com perdas de quase 2%.
"Tivemos uma sessão de altas que, em parte, foram estimuladas pela amenização do quadro de rolagens antes do início da notificação do março. Não podemos avaliar essa alta como uma mudança de cenário. Infelizmente, ele continua negativo e poderemos voltar a sentir o peso da mão dos vendedores nos próximos dias. Os baixistas ainda dominam e antes de avaliarmos uma mudança de cenário seria interessante termos correções mais efetivas diante do quadro sobrevendido", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 19, somaram 1.055.454 sacas, contra 808.098 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 38 sacas, indo para 2.672.007 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 48.927 lotes, com as opções tendo 10.184 calls e 3.645 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 141,70, 142,00, 142,50-142,60, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50 e 147,00 com o suporte em 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 131,00, 130,50 e 130,10-130,00 centavos.
Londres volta a ganhar corpo e maio fica acima dos US$ 2.050
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira de recuperação e conseguiram encerrar o pregão com ganhos, consolidando a posição maio acima do nível psicológico de 2.050 dólares.
O dia foi caracterizado por compras técnicas, principalmente por parte dos especuladores. Nas máximas, em 2.072 dólares, algumas vendas de origens foram identificadas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela dissociação em relação ao mercado externo, já que a maior parte das commodities amargou uma quarta-feira de perdas consideráveis e dólar em elevação a uma cesta de moedas internacionais. Assim como nos demais dias da semana, as rolagens de posição continuaram efetivas, principalmente entre março e maio. A primeira posição tem cerca de 23 mil contratos em aberto, contra aproximadamente 48 mil da segunda.
"Seguimos o bom desempenho dos arábicas em Nova Iorque e, com isso, conseguimos minimizar as perdas recentes. O mercado de robusta está calmo e, mesmo com as baixas dos últimos dias, se mostra consistente, com os diferenciais para os arábicas ainda se mantendo curtos", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 2,84 mil contratos, contra 5,60 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 42 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 15 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 19 dólares, no nível de 2.063 dólares por tonelada.
Dólar fecha com firme alta após ata do Fed e ajuste técnico
SÃO PAULO - O dólar disparou durante a tarde e fechou perto das máximas do dia
ante o real nesta quarta-feira, perto de R$ 1,97. As operações domésticas
seguiram a ampla valorização da divisa americana no exterior, em meio a um
robusto volume de negócios.
A leve correção técnica iniciada no início da manhã, depois que a moeda flertou
com mínimas em mais de nove meses ontem, transformou-se em firme demanda depois
da notícia de que membros do Federal Reserve (Fed, banco central americano)
expressaram em sua última reunião de política monetária crescente desconforto
com suas políticas de alívio monetário.
No fechamento, o dólar comercial subiu 0,56%, para R$ 1,966, bem perto da
máxima do dia, de R$ 1,968. Na mínima, a divisa caiu a R$ 1,954 (-0,05%). No
mercado futuro, onde os negócios vão até as 18h, o dólar para março avançava
0,51%, a R$ 1,967.
Na prática, uma eventual retirada de parte dos estímulos em curso pelo Fed
reduziria a oferta global de dólares, o que por tabela tenderia a valorizar a
moeda americana em todo o mundo. A ata do Fed, divulgada nesta tarde,
referendou essa expectativa na medida em que mostrou preocupação entre os
membros do comitê de política monetária de que as injeções de liquidez pelo
banco central americano possam gerar instabilidade nos mercados financeiros e
se tornem difíceis de ser retiradas no futuro.
O gerente da mesa de derivativos cambiais de uma corretora ponderou, contudo,
que a reação à ata do Fed foi "exagerada". Segundo ele, os ganhos da moeda
americana no Brasil só tiveram respaldo por uma questão técnica, uma vez que o
mercado já havia testado, sem sucesso hoje, a taxa de R$ 1,95, considerada por
muitos agentes uma espécie de piso informal definido pelo Banco Central.
"Tinha um receio desde o início do dia de que o BC atuasse. Isso segurou um
pouco as vendas. O mercado precisava de um motivo para comprar, e esse motivo
veio com o Fed", diz o profissional, referindo-se à possibilidade de o BC
anunciar leilões de swap cambial reverso, o que não se confirmou hoje.
De todo modo, muitos profissionais afirmam que o dólar ainda tende, por ora, a
testar novas mínimas, com o mercado forçando esse movimento na tentativa de
confirmar se o governo tolerará um câmbio ainda mais apreciado. "É um movimento
que vai se repetir. [O dólar] já foi três vezes em R$ 1,95 e voltou. Das
últimas vezes o BC atuou, hoje, não. Sem uma atuação, o mercado pode ficar
menos cauteloso nos próximos dias e voltar a mirar essa mínima", diz o operador
de câmbio de um banco.
Mais cedo, profissionais comentaram ainda que a firme demanda de importadores e
saídas de recursos pela conta financeira foram mais um catalisador para a alta
do dólar, cenário que se manteve na semana passada e persitiu hoje.
Segundo o BC, o fluxo cambial ficou negativo na semana passada em US$ 750
milhões, pior leitura desde a semana encerrada no dia 25 de janeiro, quando o
déficit de moeda totalizou US$ 1,379 bilhão.
No exterior, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante uma
cesta de divisas, saltava 0,78%, a 81,19 pontos. O euro aprofundava as perdas a
0,81%, cotado a US$ 1,3281, enquanto a libra esterlina afundava 1,23%, a US$
1,5237.
O dólar subia forte também em relação a divisas de perfil semelhante ao real. O
dólar australiano, por exemplo, despencava 1,12%, a US$ 1,0241, enquanto a
moeda da Nova Zelândia afundava 1,66%, a US$ 0,8330. Entre as emergentes, o
peso mexicano perdia 0,79%, a 12,7295 por dólar; enquanto a lira turca cedia
0,53%, a 1,7861 por dólar.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Mercado seguirá sem tendência amanhã
São Paulo, 20 de fevereiro de 2013 - O mercado de câmbio e de contratos
futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) seguiré sem tendência definida para
as negociações de amanhã. Para Décio Pereira Filho, operador da Socopa
Corretora, o mercado não tem sido influenciado por dados econômicos, mas sim
por declarações de autoridades ligadas ao governo.
"O mercado está muito em cima do que é falado ao longo do dia, tanto com
declarações do presidente do Banco Central [BC], Alexandre Tombini, quanto do
ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os DIs estão muito sensíveis às
declarações da autoridade monetária", explicou o especialista da Socopa.
No Brasil, entre os indicadores internos que podem refletir mais sobre a
negociação dos contratos futuros de DI tem a divulgação da prévia da
Sondagem da Indústria referente a fevereiro, que será informado pela
Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Indice de Confiança do Empresário
Industrial (ICEI), que será informado pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI).
Hoje, os contratos futuros de DI encerraram o pregão da BM&FBovespa em
queda, apontando para uma manutenção prolongada da Selic (taxa básica de
juros) no patamar atual. O contrato com maior liquidez, com movimentação
financeira de R$ 72,007 bilhões e vencimento para janeiro de 2014 caiu de 7,77%
para 7,69%.
O contrato com vencimento para julho de 2013 cedeu de 7,21% para 7,19%, com
volume financeiro de R$ 53,957 bilhões, enquanto o vencimento para janeiro de
2015 passou de 8,47% para 8,39%, com giro financeiro de R$ 41,675 bilhões e o
contrato para janeiro de 2017 retraiu de 9,18% para 9,14%
(R$ 16,283 bilhões).
O vencimento para abril de 2013 passou de 7,01% para 6,99%, com
movimentação financeira de R$ 15,513 bilhões, enquanto o contrato para
outubro de 2013 cedeu de 7,52% para 7,47%, com volume financeiro de R$ 12,595
bilhões e o vencimento para janeiro de 2016 passou de 8,93% para 8,87%, com
giro de R$ 6,855 bilhões.
O número de contratos negociados neste pregão chegou a 2.611.750, número
22,7% inferior ao verificado no pregão de ontem. O volume financeiro das
operações atingiu R$ 235,727 bilhões.
O dólar também segue sem tendência definida e sem indicadores que possam
influenciar o desempenho da moeda norte-americana. "O dólar tem trabalhado
muito pressionado pelas decisões do BC. Acho que a moeda segue sem uma
tendência", afirmou Geraldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora
de Câmbio.
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,56%,
cotado a R$ 1,9640 na compra e a R$ 1,9660 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,9540 e a máxima de R$ 1,9680.
No mercado futuro, o contrato de dólar comercial com vencimento para março
deste ano valorizou 0,33% a R$ 1.963,500 e o vencimento para abril apresentava
elevação de 0,35% a R$ 1.972,000.
Bovespa fecha em queda e já acumula perda de 6% em fevereiro
SÃO PAULO - A Bovespa caiu com força nesta quarta-feira, vítima de uma
combinação de notícias nada favoráveis ao mercado de ações. No cenário
doméstico, os dados do IBC-Br reforçaram a avaliação de que a economia segue a
passos lentos e, consequentemente, as empresas listadas na bolsa brasileira
tendem a refletir um crescimento menor em seus lucros. A discussão sobre um
aperto monetário por aqui continuou na pauta do dia, mas investidores também
prestaram atenção à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco
central americano).
O Ibovespa fechou em baixa de 1,98%, aos 56.177 pontos, com forte volume de R$
8,159 bilhões. Trata-se do menor patamar do índice desde 16 de novembro de
2012 (55.402 pontos). Somente nesta semana, o mercado já recuou 3%. No mês, a
perda chega a 6%, e no ano, a 7,8%.
A queda do mercado local foi mais acentuada na última hora de pregão,
acompanhando a piora em Wall Street. Por lá, o índice Dow Jones caiu 0,77%, o
Nasdaq perdeu 1,53% e o S&P 500 fechou em baixa de 1,24%.
No documento, os membros da autoridade monetária americana voltaram a expressar
preocupação sobre o momento mais adequado para iniciar a redução dos programas
de estímulo à economia. Entre os temas levantados, estão os possíveis impactos
das recompras de títulos sobre o mercado financeiro e se o Fed deve ou não
esperar uma melhora substancial na geração de emprego para iniciar um aperto
monetário.
"A ata mostrou uma divergência grande entre os membros do Fed", avalia o
estrategista da Futura Corretora, Luis Gustavo Pereira. "O documento trouxe um
tom diferente, de desconforto. Um número maior de membros já está falando em
retirar os estímulos." Para o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala,
"essa foi a ata em que a divergência entre os diretores do Fed ficou mais
clara."
As ações da Vale tiveram grande parcela de culpa na queda da bolsa brasileira.
O papel PNA, principal componente do Ibovespa, perdeu 3,57%, para R$ 34,80. O
mercado aguarda a retomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do julgamento
sobre tributação de lucros de empresas coligadas no exterior. A votação estava
empatada em quatro a quatro na última sessão da corte. Hoje, o ministro Joaquim
Barbosa deve anunciar o seu voto. A Receita Federal cobra cerca de R$ 30,5
bilhões de IR e CSLL da mineradora.
As ações da Vale também sentiram o fraco desempenho de sua concorrente
anglo-australiana BHP Billiton, que registrou queda de 58% no lucro semestral,
para US$ 4,24 bilhões. Analistas esperavam um recuo de 43% no resultado. O
presidente da companhia deixou o cargo. Em Nova York, os ADRs (recibos de
ações) da BHP caíram 4,2%.
Petrobras PN (-2,65%, a R$ 17,62) também não colaborou. O Morgan Stanley
reduziu o preço-alvo para os ADRs (recibos de ações negociados no exterior) da
companhia, de US$ 26,50 para US$ 22,50. Os analistas ressaltam que, apesar de o
preço dos combustíveis já ter subido três vezes desde o início da administração
de Maria das Graças Foster, eles ainda são insuficientes para compensar os
custos de importação de derivados.
"Com a inflação brasileira acima de 6%, achamos que é improvável um novo
aumento no curto prazo", afirmaram os analistas em relatório. A estatal sofreu
influência ainda da forte queda do petróleo, que hoje fechou cotado abaixo de
US$ 95 por barril na Nymex.
A lista de maiores baixas do dia trouxe construtoras, siderúrgicas e também
elétricas. PDG Realty ON (-5,82%) liderou as perdas, seguida de Rossi ON
(-5,52%) e Braskem PNA (-4,30%). Na outra ponta da bolsa ficaram apenas oito
das 69 ações que compõem o Ibovespa, entre elas OGX ON (2,22%), Ultrapar ON
(2,02%) e MRV ON (1,62%). Operadores comentam que houve um movimento de
cobertura de posições vendidas em OGX. Além disso, a petroleira do empresário
Eike Batista anunciou a descoberta de indícios de gás em um poço na Bacia do
Parnaíba.
PERSPECTIVA: Balanços no Brasil e EUA vão influenciar movimento do Ibovespa
São Paulo, 20 de fevereiro de 2013 - Resultados corporativos que serão
divulgados no Brasil e nos Estados Unidos, pela manhã, deverão influenciar a
abertura do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa. No mercado doméstico,
os investidores estarão atentos aos números do Banco do Brasil e Gerdau, cujas
prévias indicam retrações no lucro líquido dessas companhias. Já os
índices acionários em Wall Street vão refletir os balanços da varejista
Walmart e da fabricante de eletrônicos Hewlett-Packard, que por sua vez,
servirão de referência para o mercado brasileiro.
Waldney Trindade Nery, analista da Uniletra Corretora, diz que se os
resultados das empresas no território norte-americano não vierem em linha com
o mercado, é provável que aconteça um "efeito cascata" e que o índice
brasileiro correrá o risco de sofrer mais uma queda. Hoje, o Ibovespa caiu
1,98%, a 56.177 pontos, com volume financeiro de R$ 8,159 bilhões. Os contratos
futuros do índice que expiram em abril terminaram o pregão com queda de
2,23%, a 56.345 pontos.
Para o Banco do Brasil, a média das projeções coletadas pela Agência CMA
indica um lucro líquido ajustado de R$ 2,794 bilhões para o quarto trimestre
do ano passado, recuo de 6% ante o mesmo período de 2011. Para a Gerdau, o
cenário é mais pessimista, com as prévias dos analistas sinalizando uma queda
de 55,97% no lucro líquido entre outubro e dezembro de 2012, para R$ 472
milhões.
Na agenda econômica internacional, os números mais importantes serão dos
índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e
Europa, além dos tradicionais dados de pedidos de seguro-desemprego pela
população norte-americana na semana anterior. "O mercado também pode
continuar se refletindo a divulgação da ata do Fomc [Comitê Federal de
Mercado Aberto] sobre as perspectivas para os Estados Unidos. O documento
mostrou muita divergência entre os membros sobre a possibilidade de mais
estímulos ou não à economia do país", afirma Luis Gustavo Pereira,
estrategista da Futura Corretora.
Sobre o pregão de hoje, Nery destaca que houve influência tanto de fatos
externos como domésticos para que o principal índice da bolsa brasileira
fechasse com queda acentuada, registrando a menor pontuação desde 15 de
novembro do ano passado, de 55.402 pontos. "No exterior pesaram os dados do
mercado imobiliário [com a construção de residências caindo 8,5% em janeiro,
para 890 mil casas] e a ata do Fomc. Internamente, a queda foi relacionada aos
setores de commodities, bancos e construtoras."
A Vale (VALE5; a R$ 34,80) viu seus papéis desvalorizarem 3,57% diante da
reunião de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia com Gleisi Hoffmann,
ministra-chefe da Casa Civil para discutir o novo marco regulatório de
mineração, com a expectativa de que a cobrança dos royalties aumentem. A
Petrobras (PETR4; -2,65%, a R$ 17,62) caiu com a desconfiança do mercado com a
estatal e a questão do caixa pressionado com a importação de combustíveis.
No setor financeiro a desvalorização foi generalizada, com BM&FBovespa (BVMF3
-2,80%, a R$ 13,15), Bradesco (BBDC4; -2,26%, a R$ 35,34) e Itapu Unibanco
(ITUB4; -1,74%, a R$ 34,25) entre as principais perdas.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones teve queda de 0,77%, a 13.927,54 pontos, o
S&P 500 caiu 1,24%, a 1.511,95 pontos, e o Nasdaq Composto perdeu 1,53%, a
3.164,41 pontos.
MERCADO EUA: Indices fecham em queda, após dúvidas sobre ata do Fed
São Paulo, 20 de fevereiro de 2013 - Os índices de ações dos Estados
Unidos encerraram esta quarta-feira em campo negativo, registrando a maior queda
desde o dia 4 deste mês, após a ata do Comitê do Federal Reserve (Fed, banco
central do país) ter divulgado visões conflitantes sobre a continuação de
estímulos à economia. O Dow Jones teve queda de 0,77%, para 13.927,54 pontos,
o S&P 500 caiu 1,24%, para 1.511,95 pontos, e o Nasdaq Composto perdeu 1,53%,
para 3.164,41 pontos.
Os membros do comitê de política monetária do Fed demonstraram
preocupações com os riscos impostos pelo programa de compra de ativos da
instituição na reunião ocorrida entre os dias 29 e 30 de janeiro, de acordo
com a ata do encontro. Entre os problemas mencionados, eles citaram a
dificuldade de encerrar o ciclo acomodatício da política monetária, o risco
inflacionário e o estímulo a comportamentos capazes de minar a estabilidade
financeira.
Vários participantes do comitê também disseram também que o grande
volume de ativos de longa duração no balanço do Federal Reserve deixaria o
banco central exposto a perdas quando esses papéis fossem liquidados, enquanto
outros argumentaram que isso não impediria o funcionamento da política
monetária.
"A ata mostra que as preocupações sobre os efeitos negativos das medidas
de estímulo aumentaram em janeiro, podendo reduzir ou até interromper as
compras mensais de ativos mais cedo do que o mercado esperava", disse Paul
Ashworth, economista-chefe da consultoria Capital Economics. "Ao menos que
ocorra uma nova emergência na eurozona este ano, é mais provável que o Fed
segure as medidas de estímulo agora na segunda metade deste ano do que no
começo de 2014", acrescentou.
Já para o economista da consultoria Brown Brothers Harriman, Chandler Marc,
"não se pode concluir nada ainda da ata do Fed, uma vez que as opiniões
foram muito distintas e o grupo de liderança do comitê, Bernanke, Yellen e
Dudley, continua com a mesma visão e ainda abertos a mais medidas". Ele diz
que a próxima reunião será mais importante, pois o Fed terá avaliado o
impacto das compras de ativos de longo prazo.
Controladora da JBS, J&F anuncia compra do Canal Rural
São Paulo, SP - A J&F Investimentos, controladora do frigorífico
JBS, fechou a compra do canal de televisão Canal Rural, segmentado em
agronegócio, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (20).
A emissora foi vendida pela RBS, maior grupo de comunicação do Rio Grande do
Sul e de Santa Catarina. O valor do negócio não foi informado.
O canal tem distribuição nacional, com programação de jornalismo,
entretenimento, telecursos e transmissões de leilões de gado de elite.
Joesley Batista, presidente executivo da J&F, afirmou em nota que o canal vai
agregar valor ao grupo, "que já tem uma importante atuação no agronegócio
brasileiro".
Além da JBS, maior processadora de proteína animal do mundo, o grupo J&F possui
a Vigor (produtos lácteos), a Eldorado (celulose) e o Banco Original, voltado
ao agronegócio.
Cepea: Vendedores de café brasileiro seguem retraídos
A disponibilidade de grãos de café no mercado brasileiro continua limitada, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta terça-feira. Segundo o Cepea, a retração dos vendedores reduz a oferta e gera uma grande expectativa sobre a entrada da nova safra no mercado. A colheita do arábica deve começar entre maio e junho, enquanto que a colheita de robusta deve ter início entre o final de março e começo de abril.
Preços do café caindo, mas não no copo da manhã
A escassez mundial de grãos de café levaram o preçoeço até cerca de US$ 3 a libra em 2011. Mas, uma vez que o pico, os preços do café não pararam de cair. De acordo com Brian Murphy na Rede Small Cap, que está sendo negociado atualmente em torno de US $ 1,40 o quilo. A queda de preço está sendo, em parte, atribuída a vários recordes recentes colheitas de café no Brasil, que produz cerca de um terço de café do mundo. Que os relatórios do café arábica Reuters, o tipo mais usado em misturas de moer, caíram para seus níveis mais baixos em dois anos e meio. Na verdade, J.M. Smucker (SJM), que produz a Folgers e marcas Dunkin 'Donuts de café, anunciou na terça-feira que estava diminuindo o preço do seu café embalado a maioria dos produtos vendidos em os EUA em uma média de 6%, "em resposta ao declínio sustentados em verde custos de café. " Outros vendedores de café devem seguir o mesmo caminho - embora Kraft Foods o que torra o café Maxwell House, disse à Reuters que tem "nenhuma notícia para compartilhar neste momento" sobre possíveis mudanças para os seus preços de café. Mas mais baixos os preços de varejo provavelmente não afetará o preço do seu copo da manhã no Starbucks , Caribou Coffee ou outras lojas de café e restaurantes. Brian Murphy diz que é porque as empresas de café são como postos de gasolina. "Uma vez que você se acostumar com um preço mais elevado", eu aviso ", eles nunca remover inferior de volta ao nível anterior de baixas ... mesmo se a mercadoria subjacente (como o gás, café, ou qualquer outro) não cair para mínimos anteriores." Nesse meio tempo, o The Wall Street Journal cita analistas da indústria do café como previsão que excesso de oferta vai continuar a queda dos preços, pelo menos, o primeiro semestre de 2013. Mas um também a um coringa no jogo - um fungo está destruindo que está se espalhando crecendo para outra região cafeeira importante, a América Central. Honduras, Guatemala e Costa Rica estão todos esperando quedas significativas na produção de café devido à doença. E essa redução poderia ser sentida no mercado de largura por outubro, quando a temporada começa café próximo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Café não se sustenta e marca novas mínimas na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US voltaram a cair fortemente nesta terça-feira, primeira sessão da semana, depois do feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos. Novamente, os especuladores e fundos se posicionaram no lado vendedor e pressionaram as cotações, principalmente após o maio esboçar alguma reação e chegar a se posicionar acima do nível de 142,00 centavos.
Sem a manutenção do potencial comprador, paulatinamente as ordens de venda começaram a ser emitidas e o encerramento do dia se deu próximo das mínimas de 27 meses na bolsa nova-iorquina. Os compradores, mais uma vez, não demonstram fôlego consistente e abrem espaço para que o clima baixista continue preponderante, mesmo com um quadro abertamente baixista na bolsa norte-americana.
Tecnicamente, o mercado dá sinais de que pode ampliar as mínimas, ainda mais após o maio ter rompido com facilidade o patamar de 140,00 centavos. A tendência natural será o posicionamento desse contrato entre os níveis de 135,00 e 130,00 centavos.
Fundamentalmente, o mercado não apresenta novidades significativas e continua a especular com as safras do Brasil, que, na visão de alguns players, poderia garantir um abastecimento considerável de café ao mercado para as próximas temporadas.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve queda de 45 pontos, com 136,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 139,40 centavos e a mínima de 136,00 centavos, com o maio tendo retração de 180 pontos, com 138,40 centavos por libra, com a máxima em 142,60 centavos e a mínima em 137,65 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve baixa de 13 dólares, com 2.006 dólares por tonelada, com o maio tendo perda de 13 dólares, no nível de 2.044 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por ações técnicas e pela consolidação, cada vez maior, da fraqueza do café. Os mercados externos mostraram um quadro favorável para segmentos de risco, com queda do dólar em relação a várias moedas internacionais e altas para as bolsas de valores nos Estados Unidos. No entanto, esse comportamento não conseguiu mudar a pressão vendedora existente sobre o grão e o fechamento do dia novamente se deu no lado negativo da escala.
"As rolagens foram predominantes no dia, principalmente no março e maio, já que nesta quarta iniciamos a notificação do primeiro contrato. Com isso, tivemos um encurtamento do spread entre os dois contratos. O mercado se mostra sem atrativo, muito vendido e com os compradores totalmente reticentes, o que redunda em um quadro de pouca perspectiva para os preços, com os baixistas dando as cartas com tranqüilidade", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 18, somaram 754.482 sacas, contra 808.098 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.172 sacas, indo para 2.672.045 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 56.707 lotes, com as opções tendo 5.353 calls e 2.544 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 142,60, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00-148,05, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50 e 153,00 com o suporte em 137,65, 137,50, 137,00, 136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 131,00, 130,50 e 130,10-130,00 centavos.
Londres volta a ter pressão vendedora e tem nova retração
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão relativamente calma e que, mais uma vez, esteve baseada em rolagens de posição, notadamente entre a posição março e maio. Ao longo do dia, algumas compras ligeiras chegaram a ser observadas e o maio tocou o nível de 2.07 dólares, mas as compras não se sustentaram. Os vendedores voltaram a tomar conta dos negócios e o fechamento da sessão se deu praticamente nas mínimas do dia.
De acordo com analistas internacionais, as ofertas de origens se tornaram ligeiramente mais agudas ao longo dos últimos dias, principalmente por parte dos asiáticos, com isso, os preços não conseguiram deslanchar e patinam perigosamente próximos do patamar de 2.000 dólares para o maio. Apesar disso, os diferenciais para os arábicas em Nova Iorque continuam curtos. "Tivemos mais uma sessão técnica e com a predominância das liquidações especulativas na segunda parte do dia. Apesar das retrações, alguns intervalos psicológicos são preservados, o que abre uma perspectiva positiva para o mercado", sustentou um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 3,59 mil contratos, contra 6,23 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 38 dólares. No encerramento do dia, o março teve baixa de 13 dólares, com 2.006 dólares por tonelada, com o maio tendo perda de 13 dólares, no nível de 2.044 dólares por tonelada.
Dólar renova mínima em nove meses com mercado testando BC
SÃO PAULO - O dólar fechou nas mínimas em mais de nove meses ante o real nesta
terça-feira, com o mercado usando como argumento a fraqueza da moeda no
exterior para testar a disposição do Banco Central em confirmar limites para a
queda da cotação. Os agentes querem confirmar se, de fato, o patamar de R$ 1,95
pode ser considerado um piso ou se o Banco Central deixará a moeda "escorregar"
um pouco mais.
No fechamento, o dólar comercial recuou 0,41%, a R$ 1,9550, menor patamar
intradia desde maio do ano passado. Mais cedo, a moeda chegou a subir a R$
1,965. No mercado futuro, no qual as operações vão até as 18h, o dólar para
março recuava 0,46%, a R$ 1,9575.
As dúvidas sobre qual o posicionamento do BC no câmbio persistiram hoje, depois
que o mercado interpretou nos comentários do presidente da instituição,
Alexandre Tombini, que um aperto monetário, se houver, ocorrerá num ritmo mais
brando do que o antecipado.
Essa percepção dá margem a apostas de que o câmbio continuará entre as
principais opções do governo para conter pressões inflacionárias, visão que
está por trás do tombo de mais de 8% do dólar desde o fim de novembro passado.
No entanto, a ideia de que o cenário inflacionário levaria o governo a tolerar
um dólar abaixo inclusive de R$ 1,95 sofreu um revés nas últimas duas semanas,
após o Banco Central anunciar swaps cambiais reversos (operação que equivale a
uma compra futura de dólares) quando a taxa encostou nesse nível.
Com as intervenções, na prática o BC zerou a posição junto ao mercado em swaps.
A questão agora é se o BC fará oferta líquida de swaps reversos, o que levaria
a autoridade monetária a manter posição comprada em dólar pela primeira vez
desde o início de dezembro, mês a partir do qual a autoridade monetária
inverteu a mão e passou a intervir para evitar uma alta excessiva do dólar. "O
mercado está de um jeito que basta não ter saída [fluxo negativo] para o dólar
cair", disse o profissional da área de câmbio de uma corretora.
Já o operador de um banco afirmou que as movimentações no mercado futuro já
sinalizam que as rolagens de derivativos cambiais na BM&F, que devem se
intensificar nesta semana, provavelmente vão exercer pressão de baixa sobre o
dólar. "O mercado está pesando a mão para saber até onde o BC aguenta. Os
vendidos vão pressionar, mas é um risco, porque o BC pode vir e ?estragar' a
festa", disse.
Na visão do gerente de tesouraria de um banco, a queda do dólar às mínimas do
dia hoje também tem como argumento as declarações do presidente do BC. Ao
participar de evento em Brasília, Tombini fez comentários sobre a política
monetária, mas não chegou a dar força a novas apostas numa elevação da Selic.
O entendimento é que, dessa forma, o câmbio seguirá como importante ferramenta
de alívio na inflação, percepção que havia perdido um pouco de força nos
últimos dias depois que o BC atuou para evitar uma depreciação adicional da
moeda americana.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: IBC-Br influenciará taxas dos contratos de DI
São Paulo, 19 de fevereiro de 2013 - O desempenho da economia brasileira,
medida pelo Indice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br),
determinará o viés para as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) na
sessão de amanhã da BM&FBovespa. A perspectiva de aumento de 0,4% em dezembro
ante novembro, conforme projeção da LCA Consultores, poderá manter em
expansão as taxas dos contratos de juros futuros.
Nesta terça-feira, o mercado operou com forte volatilidade, sendo
influenciado negativamente na primeira etapa da sessão pelos dados de vendas no
varejo que caíram 0,5% em dezembro e ainda pelo discurso de Alexandre Tombini,
presidente do Banco Central, a respeito da manutenção da Selic (taxa básica
de juros), pois não existe risco de "descontrole da inflação". À tarde, o
cenário mudou completamente e os DIs inverteram o sinal. "Durante almoço com
senadores, o Tombini afirmou que os juros deverão subir ao longo do primeiro
semestre, devido à pressão inflacionária. Com isso, as taxas registraram as
maiores altas desde setembro", disse Rodrigo Melo, economista da Mauá
Investimentos.
Segundo o economista, a mensagem mais austera da autoridade monetária
afirmando que usará todos os instrumentos cabíveis para conter o aumento nos
preços animou os investidores, pois muitos agentes de mercado apostavam que a
Selic não aumentaria pelo menos no curto prazo. Hoje, as taxas dos contratos
com vencimento em janeiro de 2014 e 2015 encerram as negociações com a maior
taxa desde setembro do ano passado. Os papéis com vencimento em janeiro de 2014
subiram de 7,72% para 7,77%, com volume financeiro de R$ 87,917 bilhões.
Para janeiro de 2015, as taxas dos contratos avançaram de 8,42% para 8,47%,
com movimentação de R$ 53,817 bilhões. Os papéis com terceiro maior volume
financeiro foram os que expiram em abril deste ano, que, caíram de 7,02% para
7,01%, com volume financeiro de R$ 37,196 bilhões. Ainda no longo prazo, os
papéis para janeiro de 2017 tiveram alta de 9,10% para 9,18%, com
movimentação de R$ 17,392 bilhões, e os taxas dos contratos que expiram em
janeiro de 2016 subiram de 8,85% para 8,93%, a R$ 10,275 bilhões.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,40%,
cotado a R$ 1,9530 para compra e R$ 1,9550 para venda, na mínima do dia. Essa
foi o menor patamar da divisa desde 10 de maio do ano passado, quando fechou a
R$ 1,9520.
Durante o dia a moeda norte-americana chegou à máxima de R$ 1,9650. No
mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em março caiu 0,48%, a
R$ 1.957,000, e o contrato com vencimento em abril de 2013 recuou 0,45%, para R$
1.965,000.
Tombini e empresas "X" levam Bovespa à décima baixa no mês
SÃO PAULO - A Bovespa ignorou a alta das bolsas americanas, que marcaram novas
máximas em cinco anos nesta terça-feira com investidores otimistas com uma
possível onda de fusões e aquisições por lá. O mercado brasileiro, no entanto,
foi pressionado pelas ações das empresas "X", de siderúrgicas e de bancos.
O noticiário interno, especialmente as declarações do presidente do Banco
Central, Alexandre Tombini, direcionaram os papéis e levaram a bolsa
brasileira a registrar a décima queda em 11 pregões. A única alta do período
foi no dia 8 (-0,21%). Neste mês, o recuo do Ibovespa já chega a 4,1%.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,52%, aos 57.314 pontos, com volume de R$ 6,906
bilhões. Entre as ações mais negociadas, Petrobras PN (1,11%, a R$ 18,10)
continuou na trajetória de recuperação das fortes quedas deste mês, enquanto
Vale PNA recuou 0,90%, para R$ 36,09.
Ao discursar durante evento na sede do BC e em almoço com senadores, em
Brasília, Tombini passou um recado ao mercado, de que a Selic "oscilará em
patamares mais baixos do que no passado" e que o governo não vai perder o
controle da inflação.
Com uma expectativa de alta mais moderada nos juros, os investidores revisaram
novamente suas apostas e corrigiram ações que haviam dispararado nos últimos
pregões, após o ministro Guido Mantega sinalizar que o governo usaria os juros,
e não o câmbio, para conter o avanço da inflação.
Entre os bancos, Bradesco PN recuou 2,13%, para R$ 36,16, Itaú PN perdeu 1,94%,
cotado a R$ 34,86, enquanto Banco do Brasil ON seguiu na direção contrária, com
alta de 1,86%, para R$ 24,53, embalada pela expectativa sobre seu balanço de
2012, que sai nesta semana.
A lista de maiores altas do Ibovespa trouxe Braskem PNA (7,05%), B2W ON (2,64%)
e Brasil Foods ON (2,44%). O Credit Suisse elevou a recomendação das ações da
Braskem, de neutro para "outperform" (desempenho acima da média do mercado),
citando o bom resultado apresentado pela petroquímica, entre outras razões.
Na outra ponta do índice ficaram as empresas de Eike Batista: OGX ON (-4,83%)
liderou as perdas, seguida por LLX ON (-4,45%) e MMX ON (-2,40%). Os papéis
continuam sofrendo com a crise de confiança do mercado com o empresário. Essa
crise ganhou nova dimensão após rumores de que Eike colocou à venda o seu braço
de energia elétrica, a MPX, cujas ações subiram 4,4% hoje em função disso.
Também caíram Usiminas ON (-2,48%) e PNA (-0,30%), após a siderúrgica mineira
apresentar um prejuízo de R$ 283 milhões no quarto trimestre, uma perda maior
do que a pior das expectativas dos analistas ouvidos pelo Valor.
PERSPECTIVA: Dados dos EUA e IBC-Br devem influenciar pregão amanhã
São Paulo, 19 de fevereiro de 2013 - Os dados do mercado imobiliário dos
Estados Unidos e o número de atividade econômica do País, medida pelo Indice
de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC), deverão nortear os
rumos do pregão de amanhã da BM&FBovespa, segundo André Perfeito, economista
da Gradual Investimentos. Os balanços da BM&FBovespa e do Pão de Açúcar
também devem trazer volatilidade ao mercado nesta quarta-feira.
"Os dados do mercado imobiliário norte-americano devem apresentar queda de
3,6% em janeiro. Isso deve deixar o dia mais pesado, se o índice vier em linha
ou pior que a estimativa", diz Perfeito. "Aliado a isso, será divulgada à
tarde a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). O
que o mercado quer ver nesse documento é quando o governo vai parar de
estimular a economia dos Estados Unidos", comenta o economista da Gradual
Investimentos.
O Departamento do Comércio dos Estados Unidos informa, às 10h30, o índice
de construção de imóveis residenciais de janeiro. Em dezembro, houve alta de
12,1% em relação a novembro, para 954 mil residências. A expectativa é de
baixa para 914 mil residências em janeiro.
O Fed divulga, às 16h, a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado
Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do dia 30 de janeiro, quando decidiu manter a
taxa de juros do país entre zero e 0,25% e continuar com as compras mensais de
US$ 85 bilhões em títulos.
No mercado doméstico, o Banco Central divulgará nesta quarta-feira
(20/02), às 8h30, o Indice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br)
referente a dezembro de 2012. "Isso também deve pesar no mercado amanhã,
embora seja esperada uma melhora ante novembro, em 12 meses ainda deve registrar
uma desaceleração", diz Perfeito.
Segundo Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW, os balanços da BM&FBovespa
e do Pão de Açúcar, divulgados hoje à noite, devem também mexer com a bolsa
amanhã, devido ao peso das companhias no índice.
Hoje o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, encerrou o pregão com
queda de de 0,52%, aos 57.314 pontos. O volume negociado na bolsa foi de R$ 6,9
bilhões. Os papéis mais líquidos encerraram em sentidos opostos, com as
ações preferenciais da Vale (VALE5) caindo 0,91%, a R$ 36,09 e as da Petrobras
(PETR4) subindo 1,12% a R$ 18,10. Entre os destaques do dia estiveram a
Usiminas e a Oi, que valorizaram após a divulgação de balanços. Os papéis
do Grupo EBX colaboraram com a queda, com as ações da OGX (OGXP3) caindo
4,83%, a R$ 3,15 e os da LLX (LLXL3) recuando 4,46%, a R$ 1,93.
MERCADO EUA:Indices fecham em alta, com expectativa de fusão da OfficeDepot
São Paulo, 19 de fevereiro de 2013 - Com a agenda de indicadores
econômicos fraca nesta terça-feira, os investidores apostaram na confirmação
da fusão entre as norte-americanas OfficeMax e Office Depot. O Dow Jones teve
alta de 0,39%, para 14.035,67 pontos, o S&P 500 subiu 0,73%, para 1.530,94
pontos, e o Nasdaq Composto ganhou 0,68%, para 3.213,60 pontos
Ontem, a mídia internacional divulgou que a OfficeMax e Office Depot estão
negociando para uma possível fusão e que as conversas sobre o acordo estão
em estágio avançado, mas nenhuma das duas empresas confirmou ainda a notícia.
Ainda no setor coorporativo, as ações do Google subiram e superaram US$
800 pela primeira vez na história. Por volta das 12h45, os papéis da empresa
subiam 1,03%, para US$ 801,03, com máxima intraday de US$ 804. No final do
pregão, as ações fecharam com queda de 0,10%, a US$ 806,85.
O único indicador econômico nos Estados Unidos hoje foi o índice de
confiança das construtoras de moradias, que registrou uma leve piora no mês de
fevereiro, caindo um ponto, para 46 pontos. Analistas previam alta para 48
pontos.
Vietnã negociou cerca de 50% da safra antes do feriado
No Vietnã, os agricultores venderam cerca de 50 por cento de sua safra antes das férias Tet, que marcam Ano Lunar do País a e terminou ontem, Nedcoffee estimativas. Preços locais estavam em 40,800 dong ($ 1,96) por quilo (2,2 libras) em 6 de fevereiro, antes das férias, que datam do Comércio Daklak & Centro de Turismo. "Espera-se que seriam necessários 42,000 dong um quilo de desencadear vender novamente", disse o comerciante, que também tem escritórios na cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, disse no relatório. Vietnã ainda tem 1 milhão de toneladas de café para exportação ( 16,660 milhões de sacas)e quase 260.000 toneladas já estão em armazéns de comerciantes, de acordo com o relatório.
Empresa faz reposicionamento de marca de café do tipo premium
Com o intuito de mostrar cada vez mais seu expertise em café no mercado brasileiro, a D.E Master Blenders 1753 anuncia o reposicionamento de sua marca premium Café do Ponto. Reconhecida pelos seus cafés de alta qualidade, a marca traz muitas novidades este ano: o relançamento de seu portifólio de cafés no varejo com novas embalagens, novo design e novos blends, a parceria com a Francap, empresa especializada em gestão de Franquias, para expansão de sua rede de cafeterias e lança Café do Ponto L’OR Espresso, cápsulas de café espresso compatíveis com as máquinas de Nespresso. Para reforçar ainda mais o posicionamento premium da marca Café do Ponto, a D.E Master Blenders 1753 lança em Fevereiro, Café do Ponto L´OR EspressO, cápsulas de café espresso compatíveis com as máquinas de Nespresso. L´OR EspressO já é sucesso em vários países da Europa e na Austrália, agora chega ao país, trazendo seis opções de blends: Supremo, Decaffeinnato, Splendente, Sontuoso, Forza e Fortissimo. A NewStyle assina toda a estratégia para promover o lançamento da marca, que contempla a criação dos materiais de comunicação e displays de Café do Ponto L'OR para o Brasil, a produção e execução da nova campanha. “Desenhamos displays exclusivos com o objetivo de levar mais destaque e valor ao lançamento, além de entregar, do ponto de vista de comunicação e design, toda sofisticação da marca Café do Ponto L’OR. Além disso, implementamos ações específicas de demonstração do produto e degustação dos blends”, comenta o diretor geral de criação da NewStyle, Thomas Tagliaferro. Todos os blends foram elaborados com a expertise de mais de 250 anos da D.E Master Blenders 1753, sendo 100% café Arábica e 100% UTZ Certified, o que garante que os cafés foram plantados e colhidos de forma socialmente e ambientalmente sustentável. Os lançamentos poderão ser encontrados em todas as lojas da rede Café do Ponto no país. “Essa novidade faz parte da nossa estratégia de agregar mais valor à categoria de café. As cápsulas serão mais uma opção para os apreciadores do café espresso”, diz Ricardo Souza, diretor de marketing da D.E Master Blenders 1753. Atualmente, Café do Ponto tem um portfólio extenso de cafés para agradar o paladar do brasileiro tanto em torrado e moído como em grãos. Como opção o consumidor pode encontrar o Café do Ponto Tradicional, Extra Forte,

Rombo financeiro da Copacafé em Perdões pode chegar a R$ 12 milhões

Rombo financeiro da Copacafé em Perdões pode chegar a R$ 12 milhões
G1 Sul de Minas
O rombo financeiro na Cooperativa dos Cafeicultores de Perdões (MG) (Copacafé) pode chegar a R$ 12 milhões, de acordo com cálculos da comissão executiva da cooperativa. Desde o final de janeiro deste ano, a Polícia Civil investiga a suspeita de desvio de dinheiro e mercadorias da instituição. Num primeiro momento, acreditava-se que cerca de R$ 400 mil haviam sido desviados da cooperativa. O principal suspeito é o diretor executivo da empresa, Flávio Castello Branco, que está desaparecido desde dezembro do ano passado.Segundo o presidente da comissão executiva da Copacafé, Pedro Junqueira, um extrato bancário da cooperativa durante a administração da antiga diretoria revela uma transferência de R$ 430 mil para uma segunda conta, e que este valor estaria desaparecido. A cópia do extrato foi encaminhada para a Polícia Civil. Além disso, a comissão da cooperativa registrou boletins de ocorrência sobre o desaparecimento de 7 mil sacas de café e de dois caminhões, registrados na Polícia Rodoviária Federal.Junqueira afirma ainda que produtores de leite de Manhuaçu (MG), cooperados da Copacafé de Perdões, não receberam cerca de R$ 3 milhões referente à produção de leite. Cerca de R$ 1,2 milhões também não teriam sido repassados para a conta de produtores de café da cooperativa. Três inquéritos policiais foram instaurados para investigação do caso.