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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Café não sustenta ganhos iniciais e tem nova retração na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com novas quedas, com a posição março, mais uma vez, se posicionando abaixo do referencial de 145,00 centavos de dólar por libra.
O dia foi caracterizado por dois momentos distintos, com alguns ganhos sendo observados ao longo da manhã, com a perspectiva de que a recuperação iniciada no primeiro pregão da semana pudesse ter continuidade e que até resistências básicas, como o nível de 150,00 centavos, pudessem ser testados.
No entanto, o que se observou foi uma retomada de fôlego por parte dos baixistas, com ordens de venda efetivas sendo apresentadas e com as baixas voltando a ser notadas, com os preços, desse modo, se aproximando das baixas de 30 meses atingida na semana passada. Um operador ressaltou que as indústrias de torrefação se mostraram mais ativas abaixo do nível de 145,00 centavos por libra. No entanto, após as oscilações positivas da primeira metade do dia esses players se mostraram, mais uma vez, reticentes, o que abriu espaço para que os vendedores voltassem a se mostrar ativos e garantissem uma nova sessão de baixa, com grande parte dos ganhos da sessão anterior se perdendo.
Tecnicamente, operadores sustentam que o mercado continua engajado num viés baixista, tanto de curto, médio ou longo prazo.
Fundamentalmente, o café não apresenta novidades. O clima no Brasil continua a registrar chuvas esparsas e temperaturas relativamente altas, o que favorece o desenvolvimento dos frutos. Na Colômbia, o final de ano tem sido diferente das temporadas passadas, com a época das águas registrando precipitações bem menos intensas e, assim, sem os problemas de enchentes como os verificados em 2010 e 2011. No México, mesmo com a temporada de inverno se aproximando, as zonas cafeeiras continuam a registrar temperaturas consideravelmente altas.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 195 pontos, com 144,00 centavos, sendo a máxima em 148,00 e a mínima em 143,35 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 205 pontos, com a libra a 146,85 centavos, sendo a máxima em 150,80 e a mínima em 146,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a janeiro teve queda de 16 dólares, com 1.847 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 1 dólar, com 1.842 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, a sessão foi, mais uma vez técnica, com a "devolução" da maior parte dos ganhos registrados ao longo da sessão anterior. Os mercados externos se mostraram calmos, com o dólar voltando a registrar perdas e com o segmento acionário e os mercados de maior risco tendo algumas altas. O café, dessa forma, continuou divergindo do macro e mantém sua posição baixista.
"Tivemos mais uma sessão consideravelmente esvaziada, com muitos operadores já tendo encerrado suas ações e estando mais preocupados em fechar os números do exercício de 2012. Efetivamente, o café não conseguem empreender nem sequer uma recuperação básica. Ao atingir um nível como 148,00 centavos, pela manhã, já passamos a notar novas ordens de venda e, desse modo, os ganhos modestos não conseguiram ser sustentados e fechamos novamente no lado negativo. Alguns operadores trabalham com a perspectiva de que o março teste, ainda antes do Natal, o nível de 140,00 centavos ou até abaixo disso", apontou um trader.
As exportações de café arábica do bloco de nove países latino-americanos produtores de suave crescer 20,6% nos dois primeiros meses da safra 2012/2013, se comparado com o mesmo período do ano safra passado, informou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelas estatísticas do grupo, que reúne Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Peru e República Dominicana. As remessas ao exterior do grupo nesses dois meses somaram 3.829.476 sacas, contra 3.175.299 sacas de outubro e novembro de 2011. A Nicarágua teve uma alta nos embarques de 510% e a República Dominicana de 407%. Já as exportações do México cresceram 36%, seguidas de Guatemala (+32%), El Salvador (31%), Peru (+23%) e Honduras (+3%). As únicas baixas foram registradas na Costa Rica, recuo de 26%, e Colômbia, retração de 4%.
As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 17, somaram 1.081.560 sacas, contra 989.155 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.527 sacas, indo para 2.545.748 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.298 lotes, com as opções tendo 3.327 calls e 1.327 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 148,00, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50, 153,70, 154,00, 154,50 e 154,90-155,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 143,35, 143,10-143,00, 142,50, 142,00, 141,50, 141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,00, 138,50, 138,00 e 137,50 centavos por libra.
Londres registra diminuição de spread entre janeiro e março
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com comportamento variado, com queda para a primeira posição e avanço mínimo para as posições mais a futuro.
Em um dia em que continuaram a ser observadas ações de rolagens de posição, observou-se uma liquidação mais efetiva de especuladores e origens no contrato mais efetivo, enquanto compras mais efetivas foram verificadas nas posições mais a futuro. O março, por exemplo, chegou a bater no nível de 1.870 dólares. De acordo com analistas internacionais, a sessão marcou uma diminuição considerável do spread entre janeiro e março.
Alguns operadores já previam um possível squeeze diante desses diferenciais. No que se refere às posições mais a futuro, os analistas sustentaram que o comportamento esteve em linha com o verificado nos últimos pregões, com a manutenção dos intervalos, sem rompimento de suportes ou resistências mais efetivas.
"Tivemos uma diminuição considerável do spread, que efetivamente tinha se alargado consideravelmente nos últimos dias. Era algo até esperado. Tivemos algumas origens efetivas liquidando no janeiro e também continuamos com um volume consistente de rolagens", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 5,29 mil lotes, com o março tendo 6,74 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 5 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 16 dólares, com 1.847 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 1 dólar, com 1.842 dólares por tonelada.
Mercados de commodities podem reagir em 2013, diz Barclays
O recente calmaria nos mercados de commodities não deve persistir em 2013, aposta o banco de investimento Barclays Capital. De acordo com a instituição financeira, o provável acordo para evitar o ‘abismo fiscal’ nos Estados Unidos, a recuperação da economia chinesa e o potencial de riscos climáticos e geopolíticos devem criar um ambiente mais altista para os preços nos próximos meses.
O cenário deve despertar o apetite do investidor, que, segundo o Barclays, está pouco exposto ao segmento. O Barclays prevê ainda que os mercados de commodities devem operar de maneira mais independente, de acordo com os fundamentos específicos de cada ativo. Trata-se de uma mudança em relação à tendência observada nos últimos anos, quando houve um atrelamento entre as diferentes classes de matérias-primas.
“Os mercados de commodities comportam-se cada vez menos como uma classe monolítica de ativos.” A instituição destaca ainda que os mercados de petróleo e produtos agrícolas são aqueles mais propensos ao retorno de um “ambiente de risco idiossincrático”. Nos dois casos, “há uma grande distância entre os eventuais riscos à oferta no começo do próximo ano e a habilidade de os mercados absorverem esses choques sem uma substancial alta de preços”.
Os analistas do Barclays destacam que os estoques de grãos são “excepcionalmente baixos” e que as ameaças climáticas à safra sul-americana são “elevadas”, de modo que eventuais problemas podem provocar uma “substancial reação dos preços”.
Dólar fecha em queda após intervenções do BC no câmbio
SÃO PAULO - O dólar comercial fechou em baixa, interrompendo sequência de três
altas consecutivas - a maior desde o fim de novembro, influenciada pelos
progressos nas negociações para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos e
após atuações do Banco Central hoje.
A moeda americana fechou em baixa de 0,33%, a R$ 2,089, após chegar a subir a
R$ 2,103 na máxima do dia. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato
de dólar futuro para janeiro caía 0,47%, a R$ 2,0930, antes do ajuste final.
Antes da abertura dos mercados, o BC anunciou que vai elevar, a partir da
próxima quinta-feira, o montante das posições vendidas em câmbio sujeitas a
recolhimento de 60% de compulsório. O limite, que era de US$ 1 bilhão, passa a
ser de US$ 3 bilhões. Mais tarde, após o início dos negócios, a autarquia
realizou leilão conjugado de venda e compra de dólares, dividido em três
etapas, com três datas de recompra.
Para operadores, o fato de a moeda não ter cedido no início do dia, mesmo após
as atuações do BC, indica que o mercado espera que a autoridade monetária
ofereça liquidez ao mercado diretamente, por meio de venda à vista de moeda,
sem recompra.
"O BC está usando toda a sua munição para evitar ter de fazer um leilão de
dólar à vista, mas é isso que o mercado está pedindo", disse Sidnei Nehme,
diretor-executivo da NGO Corretora.
Alguns profissionais veem a relutância do BC em vender dólares à vista como uma
tentativa de esconder a preocupação com o crescente fluxo cambial negativo e de
evitar reduzir as reservas internacionais. Desde 2009, a autoridade monetária
não realiza leilões de venda de moeda americana à vista.
"O BC é avesso a vender dólar à vista, uma vez que os altos níveis das reservas
internacionais são consideradas como um símbolo do sucesso brasileiro", disse o
diretor de um banco estrangeiro. "Medidas como a tomada hoje têm como objetivo
induzir os bancos do setor privado a aumentar a oferta de dólar à vista."
Para esse profissional, as ações do BC para aumentar a liquidez do mercado
devem suavizar a desvalorização do real, mas não reverter essa tendência. Para
o ano que vem, ele aposta em novas altas do dólar frente a moeda brasileira.
Revertendo medidas
A expectativa no mercado é que o BC continue retirando os controles de capital
hoje em vigor para conter pressões de alta do dólar. Entre os controles que
poderiam ser revistos está inclusive a cobrança de Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) que incide sobre posições vendidas em dólar futuro e que,
para muitos profissionais, é responsável por um desequilíbrio no câmbio que tem
contribuído para a pressão sobre o real.
Fontes do setor privado ouvido por Claudia Safatle, do Valor, acreditam que o
próximo passo do BC no desmonte dos controles de capital seria flexibilizar o
limite de variação das posições vendidas em derivativos cambiais. A tributação
de 1% seria mantida, mas o limite da variação, de R$ 10 milhões, seria
aumentado.
A baixa de hoje se firmou após informações sobre avanços nas discussões sobre o
abismo fiscal americano. O presidente dos EUA, Barack Obama, teria abandonado
sua exigência de aumento de impostos para famílias com renda anual superior a
US$ 250 mil, aceitando apenas deixar vencer descontos fiscais hoje em vigor
para famílias com renda acima de US$ 400 mil por ano. Do lado dos republicanos,
o presidente da câmara, John Boehner, apresentou proposta para elevar impostos
para pessoas com renda superior a US$ 1 milhão por ano.
No exterior, o Dollar Index, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta
de seis moedas, caía 0,28%, a 79,36 pontos, enquanto o euro, principal
integrante dessa cesta, subia 0,45%, a US$ 1,322, maior patamar desde o início
de maio.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS:DIs de longo prazo sobem na espera por inflação
São Paulo, 18 de dezembro de 2012 - Os contratos de Depósitos
Interfinanceiros (DIs) fecharam o pregão de hoje da BM&FBovespa em direções
opostas, com os papéis de longo prazo esperando por novos avanços na
inflação e os de curto prazo realizando ajustes. Mais cedo, a inflação
medida pelo Indice de Preços do Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou aumento em cinco das sete capitais
pesquisadas na segunda quadrissemana de dezembro. No período, o IPC-S registrou
inflação de 0,73%, 0,10 ponto percentual (pp) acima da taxa divulgada na
última apuração.
"Hoje não vimos nenhum grande movimento, mas os últimos índices de
inflação estão vindo acima do esperado e amanhã terá IPCA-15 e o mercado
está mais receoso", avalia Bruno Eiras Martins, operador do Daycoval.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga amanhã o
Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), referente a
dezembro. O mercado estima que o índice fique em 0,64%, segundo a mediana das
projeções do Termômetro CMA, pesquisa feita com instituições de mercado com
as estimativas para os principais indicadores econômicos do País.
Nesta conjuntura, o contrato mais líquido era aquele para janeiro de 2013,
que recuou de 6,99% para 6,97%, com giro de R$ 19,485 bilhões, e o para janeiro
de 2014 saiu de 7,09% para 7,07%, movimentando R$ 19,426 bilhões.
Entre os DIs com vencimento no longo prazo, o para janeiro de 2017 subiu de
8,47% para 8,48% (R$ 9,806 bilhões) e o para janeiro de 2015 avançou de 7,64%
para 7,66% (R$ 8,729 bilhões). Em relação aos contratos mais curtos, o DI
para julho de 2013 teve recuo de 7,04% para 7,02% (R$ 5,145 bilhões).
O número de contratos negociados atingiu 936.103, avanço de 88,9% em
relação aos negócios realizados ontem. O volume financeiro somou R$ 80,735
bilhões.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com desvalorização de
0,33% a R$ 2,0870 para compra e R$ 2,0890 para venda. Durante o dia, a moeda
oscilou entre a mínima de R$ 2,0860 e a máxima de R$ 2,1030.
No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em janeiro de 2013
caiu 0,47%, aos R$ 2.093,000, e o contrato com vencimento em fevereiro de 2013
recuou 0,61%, para R$ 2.102,000.
O Banco Central (BC) alterou hoje a base do cálculo do recolhimento de
compulsório sobre a posição de câmbio vendida das instituições financeiras
para US$ 3 bilhões. A partir desse valor, as instituições terão de recolher
60% da posição vendida por meio de depósito compulsório. A medida entrou em
vigor hoje, mas só produz efeitos a partir desta quinta-feira.
"O Banco Central tomou medidas com posições vendidas para recolhimento
compulsório como meio para a manutenção do câmbio em torno de R$ 2,10",
avalia Denílson Alencastro Geral, economista-chefe da Asset Management.
PERSPECTIVA: Ibovespa deve seguir tendência de alta com otimismo nos EUA
São Paulo, 18 de dezembro de 2012 - O Ibovespa, principal índice da
BM&FBovespa, deve seguir em tendência de alta no pregão de amanhã,
influenciado pelo otimismo do mercado com a proximidade de um acordo para
resolver a questão do "abismo fiscal" nos Estados Unidos. De indicadores, o
único que pode mexer com o mercado amanhã é a divulgação do índice de
construção de imóveis residenciais de novembro no mercado norte-americano.
"Não tem muito indicador forte para amanhã. O que pode influenciar o
mercado é a construção de imóveis nos Estados Unidos. O número deve cair um
pouco em relação ao divulgado anteriormente, mas nada que o mercado não
esteja esperando. A bolsa só cai se sair algo abaixo de 700 mil residências
construídas", explicou Rafael Castro, operador da Hencorp Commcor.
Amanhã nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio informa, às 11h30
(horário de Brasília), o índice de construção de imóveis residenciais de
novembro. Em outubro, houve alta de 3,6% em relação a setembro, para 894 mil
residências. A expectativa é de queda para 875 mil residências em novembro.
Para Sandro Fernandes, operador da Corval Corretora, ale dos dados de
construção nos Estados Unidos, os investidores precisam ficar de olho em dados
que serão divulgados na Europa. "Na Alemanha tem pesquisa sobre o clima dos
negócios. No Reino Unido também tem divulgação, com a ata da reunião de
política monetária. Creio que o mercado possa se manter acima dos 60 mil
pontos", disse o especialista.
Na Alemanha, o índice de confiança do empresário na economia da Alemanha
referente a dezembro será divulgado às 7h pelo instituto de pesquisas CESifo
Group. Em novembro, o indicador avançou para 101,4 pontos. E no Reino Unido, o
banco da Inglaterra divulga às 7h30 a ata da reunião de política monetária
ocorrida em dezembro. Os horários são de Brasília.
Castro diz ainda que o índice Dow Jones, do mercado norte-americano,
ultrapassou uma resistência importante, dos 13.300 pontos, trazendo um sinal de
otimismo para os investidores. "O Dow Jones estava com dificuldades de romper
este patamar. Agora que rompeu, os analistas estão prevendo uma alta, até
atingir um novo patamar", acrescentou o operador da Hencorp Commcor.
O Dow Jones encerrou o pregão de hoje com valorização de 0,87% aos
13.350,96 pontos. Hoje, o Ibovespa finalizou com avanço de 1,50% aos 60.460
pontos. O volume financeiro do mercado foi de R$ 6,864 pontos. No segmento
futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento para fevereiro de 2013 subiu 1,70%
aos 61.075 pontos.
Os papéis com maior peso no desempenho do índice foram os PNA da Vale
(VALE5), com movimentação financeira de R$ 685,3 milhões, que subiu 1,71%,
negociada a R$ 41,00, os preferenciais da Petrobras (PETR4), com segundo maior
volume financeiro, de R$ 434,8 milhões, e alta de 1,26%, a R$ 20,17.
Entre as ações do Ibovespa, o papel PNA da Usiminas (USIM5) apresentou a
maior valorização, com ganho de 7,50% a R$ 12,32, seguida pela ação
ordinária da companhia (USIM3), com avanço de 6,11% a R$ 13,18 e a ação
ordinária da Embraer (EMBR3) elevou 5,26% a R$ 14,00. Entre as maiores quedas,
a ação ON da Souza Cruz (CRUZ3) retraiu 2,50% a R$ 32,25, enquanto o papel PNB
da Cesp (CESP6) recuou 2,37% a R$ 18,50 e a ação ON da BR Malls (BRML3) caiu
1,86% a R$ 27,30.
Bolsas dos EUA sobem por confiança sobre acordo que evite abismo fiscal
São Paulo, SP - As Bolsas americanas tiveram um rali nesta
terça-feira, dando ao índice S&P 500 sua melhor série de dois pregões em um mês
devido à confiança dos investidores de que haverá um acordo em Washington para
evitar aumentos de impostos e cortes de gastos que podem prejudicar a economia
do país.
O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, avançou 0,87%, para
13.350 pontos, o Standard & Poor's 500 teve valorização de 1,15%, para 1.446
pontos, e o termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,46%, para 3.054 pontos.
Ações de bancos, companhias elétricas e tecnológicas lideraram os ganhos. Como
investidores permanecem confiantes em relação à possibilidade de que
parlamentares cheguem a um acordo para evitar o chamado abismo fiscal, setores
cujo desempenho está intimamente ligado à performance da economia foram
beneficiados.
O índice setorial de serviços ligados ao petróleo PHLX avançou 3,1%, com oito
de seus 15 componentes fechando em alta de 3% ou mais. "A visão é de que a
economia está melhorando, e isso é sempre bom para a demanda por energia",
disse o presidente na Hackett Financial Advisors em Boynton Beach, Flórida,
Shawn Hackett.
Hackett disse que os Estados Unidos vão evitar "o que quer que signifique o
abismo" para a economia, permitindo a investidores concentrarem-se no
crescimento.
A mais recente oferta do presidente Barack Obama a republicanos nas negociações
orçamentárias em andamento dá concessões em relação a impostos e gastos com
programas sociais.
O presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, disse, por
sua vez, que a proposta "ainda não chegou lá", embora permaneça esperançoso
sobre a possibilidade de um acordo. Senadores democratas, no entanto,
expressaram preocupação em relação aos cortes a benefícios de seguridade social.
Papéis do setor financeiro dispararam, com operadores apostando em uma maior
demanda por empréstimos e em uma maior inclinação da curva de juros. O setor
financeiro do S&P 500 subiu 1,5%.
A dívida do governo dos EUA foi vendida em grandes quantidades nesta
terça-feira, com o rendimento (yield) do título referencial de dez anos
brevemente atingindo seu maior nível desde o fim de outubro.
Bolsas europeias disparam com esperanças de acordo fiscal nos EUA
São Paulo, SP - As Bolsas europeias fecharam em alta nesta
terça-feira (18), com o principal índice europeu de ações fechando poucos
pontos abaixo de sua máxima em 2012 com investidores apostando que democratas e
republicanos americanos chegarão a um acordo para evitar o "abismo fiscal".
As esperanças cresceram após o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, o
republicano John Boehner, sair de uma reunião com colegas republicanos
prometendo avançar em negociações para evitar um impasse.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em
alta de 0,56%, a 1.138 pontos, menos de 3 pontos abaixo de sua máxima de 1.141
pontos em 2012 atingida na semana passada.
Ações cíclicas estiveram entre os maiores ganhos, com a Rio Tinto fechando com
alta de 2,9% e a Anglo American avançando 2,5%. O setor bancário também teve um
rali: o UBS teve valorização de 1,9% e o Banco Santander cresceu 2%.
"O rali continua, sem volatilidade. Os mercados estão se tornando complacentes
e qualquer baixa, mesmo que pequena, serve de razão para comprar. O sentimento
lembra 2007", disse o analista Nicolas Cheron, do FXCM.
O índice de volatilidade Euro STOXX 50, ou VSTOXX, o amplamente utilizado
termômetro europeu de aversão ao risco, despencou para sua mínima em cinco anos
de 15,64 pontos.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 0,40%, a 5.935 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,64%, para 7.653 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,29%, para 3.648 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,94%, para 16.155 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 1,6%, para 8.168 pontos.
Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em alta de 0,87%, para 5.687 pontos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Em dia de recompras, café consegue registrar ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ganhos, em uma sessão em que algumas recompras foram efetuadas, após as fortes perdas observadas ao longo da semana anterior.
Desde a manhã, os vendedores se mostraram reticentes, o que abriu espaço para a emissão de algumas ordens de compra. No entanto, o nível de 150,00 centavos não conseguia ser tocado. Na parte da tarde, no entanto, a ação compradora se ampliou, esse nível foi rompido, sem, no entanto, haver uma oscilação mais forte.
Um novo patamar de curto prazo parece se formar em Nova Iorque. Até a última semana, os preços buscavam flutuar em um nível de 150,00 centavos, sendo que tal referência parece ter se alterado para os 145,00 centavos. Alguns operadores, no entanto, sustentam que o perfil do mercado, independentemente das altas desta segunda-feira, continua a ser baixista e que intervalos mais baixos, como o de 140,00 centavos, podem ainda ser buscados no curto prazo.
No longo prazo, o cenário não sofre alterações. Desde a metade do ano passado, o café vem sendo pressionado e o comparativo das cotações futuras com as médias móveis mais longas, como a de 200 dias.
Fundamentalmente, o mercado não apresenta maiores novidades. O centro-sul do Brasil viu, nos últimos dias, as fortíssimas temperaturas se amenizarem com a retomada das chuvas, o que, efetivamente, contribui, ainda mais, para o pegamento dos grãos que se formam nas árvores. O Brasil terá, em 2013, uma safra de ciclo baixo.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou alta de 280 pontos, com 145,95 centavos, sendo a máxima em 146,15 e a mínima em 143,10 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 280 pontos, com a libra a 148,90 centavos, sendo a máxima em 149,00 e a mínima em 146,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 45 dólares, com 1.863 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 31 dólares, com 1.841 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelo predomínio dos compradores, com os baixistas finalmente dando uma trégua e não se mostrando fortemente ativos como na semana anterior. Assim, as mínimas não romperam o patamar de 143,00 centavos, ao passo que, nas máximas, também não foi possível verificar um "apetite" mais consistente dos compradores.
Assim como vem sendo demonstrado ao longo de muitos meses, esses participantes são bastante reticentes e não dão o "fôlego" necessário para se buscar patamares mais consistentes. O mercado externo também contribuiu para os ganhos do dia, sendo que vários segmentos de risco, como o de commodities, conseguiram experimentar alguns ganhos, diante de um cenário mais calmo, com muitos players já focados em acertos dos livros visando o fechamento do exercício de 2012.
"Tivemos claramente uma sessão de recompras especulativas, algo básico após o mercado ter recuado tão consideravelmente na semana passada. O perfil para o café continua o mesmo com os preços recuando tal qual numa erosão, com recuperações pontuais, em níveis inferiores aos das quedas e, na seqüência, novas ações vendedoras. Por enquanto, a análise do mercado, mesmo com ele sobrevendido, é de uma tendência baixista de curto, médio e longo prazos", disse um trader.
"Não há falta de café e a sobra não é lá estas coisas. Mais uma vez a questão é a perversa mudança do blend, que faz do arábica refém das cotações de Londres. No mercado físico, o ritmo já é de festas, com pouca gente fazendo poucos negócios. Torradores, entretanto, têm aproveitado as quedas do mercado futuro para aumenta suas coberturas no flat-price (bolsa). Já para os diferenciais a aposta é de enfraquecimento, principalmente em função do baixo volume negociado das safras brasileira e vietnamita. Continuo achando que o mercado vai ficar entre 140 e 160 [centavos], com margem de erro de 10 centavos para um ou outro lado", apontou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.
Os estoques de café verde dos Estados Unidos, no final de novembro, tiveram queda de 39.345 sacas, indo para 4.902.097 sacas, de acordo com estatísticas emitidas pela CGA (Green Coffee Association). No final de outubro, os armazéns do país ostentavam um total de 4.941.442 sacas.
As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 14, somaram 1.074.406 sacas, contra 989.155 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.068 sacas, indo para 2.539.221 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 12.018 lotes, com as opções tendo 2.785 calls e 2.352 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 146,15, 146,50, 146,90-147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50, 153,70e 154,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 143,10-143,00, 142,50, 142,00, 141,50, 141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,00, 138,50 e 138,00 centavos por libra.
Londres volta a ser pressionada e janeiro fica abaixo de US$ 1.900
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas consideráveis, em mais uma sessão caracterizada pelas rolagens de posição, notadamente entre o janeiro e o março. A primeira posição, desse modo, voltou a flutuar abaixo do nível psicológico de 1.900 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada pela movimentação técnica, com os vendedores se sucedendo e permitindo que a mínima de 1.859 dólares fosse tocada. O mercado se mostrou dissociado dos arábicas em Nova Iorque, que conseguiram experimentar uma recuperação ligeira nesta primeira sessão da semana. Com isso, os diferenciais entre as duas bolsas voltaram a ter um alargamento, já que, após as quedas fortes de mais de mil pontos da semana anterior, essa convergência havia se mostrado menos incisiva.
"Tivemos um dia de vendas mais efetivas, inclusive por parte das origens, o que propiciou uma queda considerável para os preços, com a primeira posição experimentando uma perda mais forte, principalmente devido às rolagens. O dia foi amplamente negativo e só não se mostrou pior por termos conseguido preservar o nível de 1.850 dólares", disse um trader.
O contrato de janeiro atingiu a marca de 23,2 mil contratos em aberto, contra 43,7 mil do março. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 5,61 mil lotes, com o março tendo 9,42 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 22 dólares.
No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 45 dólares, com 1.863 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 31 dólares, com 1.841 dólares por tonelada.
Dólar fecha em alta apesar de atuações do BC
SÃO PAULO - O dólar comercial voltou a fechar em alta, ignorando o leilão
conjugado de venda e compra da moeda, realizado hoje pelo Banco Central, assim
como o anúncio de outra operação do tipo, a ser realizada amanhã pela
autoridade monetária.
Segundo operadores, o câmbio continua pressionado pela demanda por moeda por
importadores e empresas estrangeiras, enquanto o mercado aguarda que o BC atue
de forma diferente para oferecer liquidez, por meio de swaps cambiais ou venda
de moeda à vista.
O dólar fechou cotado a R$ 2,096, alta de 0,53%, próximo da máxima no dia, de
R$ 2,097. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de dólar futuro
para janeiro subia 0,57%, a R$ 2,1010, antes do ajuste final.
"Mesmo com os leilões de linha, o mercado quer swap, e uma alta em dia de
leilão em parte mostra que o mercado quer outro tipo de atuação do BC, senão,
vai ficar pressionando", disse uma agente do mercado.
O BC realizou hoje pela manhã seu terceiro leilão conjugado de venda e compra
de dólares, também conhecido como linha compromissada, desde o início de
dezembro. No meio da tarde, o BC anunciou nova operação do tipo para amanhã,
com oferta total de até US$ 1,5 bilhão - mesmo montante do leilão de hoje e do
realizado na semana passada. A última operação com swaps cambiais tradicionais
(que têm o efeito de uma venda de dólar futuro) ocorreu também em 3 de dezembro.
O mercado, segundo alguns profissionais, também tem aproveitado a demanda
apertada no câmbio para pressionar ainda mais e tentar provocar novas
intervenções do BC, para que a autarquia sinalize mais claramente até qual
patamar tolera que a moeda suba. "Tem uma dose aí de especulação. O pessoal
está vendo até onde o BC aguenta sem atuar", disse o operador de uma corretora
de câmbio.
A alta do dólar, entretanto, pode ter fôlego curto, já que o mercado acredita
que o BC continuará intervindo no mercado para evitar uma valorização excessiva
do dólar. Hoje, o presidente da autarquia, Alexandre Tombini, voltou a falar
sobre inflação, prevendo aumento menor dos preços em 2013. Para alguns
operadores, as recentes declarações do presidente do BC sobre inflação
sinalizam que o câmbio pode ser utilizado para servir de contraponto a pressões
sobre preços.
No exterior, o Dollar Index, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta
de seis moedas, subia 0,04%, a 79,59 pontos, enquanto o euro, principal
componente dessa cesta, caía 0,07%, a US$ 1,315.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS:Apesar de leilões, dólar fica perto de R$ 2,10
São Paulo, 17 de dezembro de 2012 - O dólar comercial encerrou o dia em
alta, mesmo após o Banco Central (BC) voltar a atuar no mercado de câmbio, por
meio de dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra. A moeda
norte-americana subiu 0,52%, registrando sua terceira valorização seguida,
cotada a R$ 2,0940 para compra e a R$ 2,0960 para venda.
O diretor-executivo e economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme,
afirma que a questão da falta de liquidez persiste no mercado de câmbio
brasileiro, mas ressalta que a operação realizada hoje "não resolve o
problema". "Estamos vendo que falta dólar no mercado, mas o BC parece estar
com um certo constrangimento em realizar leilões de dólares à vista. Leilões
como esses realizados hoje só provocam um aumento temporário de liquidez",
afirma.
Nehme lembra que, em março, a presidente Dilma Rousseff criticou o que
classificou como um "tsunami" de dólares em países emergentes, que estariam
valorizando as moedas locais e prejudicando a indústria exportadora. "Se antes
havia uma reclamação pelo excesso de dólares, agora, quando está explícito
que está faltando fluxo, o BC está apenas realizando esses leilões de
recompra. O BC não quer mostrar que está administrando a taxa de câmbio,
mas, se a liquidez não melhorar será preciso injetar dólar no mercado",
explica.
O BC realizou hoje dois leilões de venda conjugados com leilões de compra
de dólares. No leilão A, que ocorreu entre 10h20 e 10h25, a taxa de corte
ficou em R$ 2,097500. A taxa de corte do leilão B realizado entre 10h35 e 10h40
ficou em R$ 2,106600. O volume total ofertado foi de US$ 1,5 bilhão.
A autoridade monetária anunciou ainda que vai realizar amanhã mais três
leilões semelhantes, entre 10h15 e 10h20 (leilão A), 10h30 e 10h35 (leilão B)
e entre 10h45 e 10h50 (leilão C). O volume total ofertado será de US$ 1,5
bilhão.
Mesmo diante destas atuações, o dólar pode ficar ainda mais próximo de
atingir R$ 2,10, de acordo com Nehme, pois a entrada de dólares no País tem
sido menor que a saída. Além disso, ele explica que o efeito destes leilões
de recompra sobre a cotação é limitado, pois determinam a recompra conjugada.
Ainda assim, ajudam a conter um avanço maior da moeda norte-americana ante o
real.
Durante o dia, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 2,0850 e a máxima de
R$ 2,0970. No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em janeiro de
2013 subiu 0,69%, a R$ 2.103,000, e o contrato com vencimento em fevereiro de
2013 avançou 0,71%, para R$ 2.115,000.
Juros
As declarações do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de
que a inflação no próximo ano será inferior a deste ano, aumentou a
expectativa do mercado de que Selic# deve prosseguir estável no curto prazo. A
percepção fez com que a maioria dos contratos de Depósitos Interfinanceiros
(DIs) fechassem o pregão de hoje da BM&FBovespa próxima da estabilidade, de
acordo com Vladimir Caramaschi, economista-chefe do Crédit Agricole.
"No início do dia, os DIs estavam queda, após índices inflacionários
divulgados vieram acima do esperado. Por outro lado, a fala do Tombini acabou
anulando esse efeito, indicando que a Selic vai ficar estável", disse.
Entre os indicadores divulgados hoje, o Indice Geral de Preços - 10
(IGP-10) registrou inflação de 0,63%, em dezembro, ante deflação de 0,28%,
em novembro. O mercado que previa inflação 0,52% em dezembro, segundo a
mediana das projeções do Termômetro CMA, pesquisa feita pela Agência CMA com
instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do País.
O Indice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou inflação de
0,73% na segunda quadrissemana de dezembro, 0,10 ponto percentual (pp) acima da
taxa registrada na última divulgação.
Mais líquido, o contrato para janeiro de 2014 permaneceu em 7,09%, com giro
de R$ 9,958 bilhões, e o para janeiro de 2015 seguiu em 7,64%, movimentando R$
5,216 bilhões. Entre os DIs com vencimento no longo prazo, o para janeiro de
2017 subiu de 8,46% para 8,47% (R$ 4,354 bilhões) e o para janeiro de 2016
avançou de 8,15% para 8,17% (R$ 2,924 bilhões).
Em relação aos contratos mais curtos, o para abril de 2013 permaneceu em
7,05% (R$ 4,248 bilhões), o para julho de 2013 seguiu em 7,04% (R$ 3,597
bilhões) e para julho de 2014 avançou de 7,26% para 7,27% (R$ 3,512
bilhões).
O número de contratos negociados atingiu 495.584, recuo de 56,04% em
relação aos negócios realizados no pregão de sexta-feira. O volume
financeiro somou R$ 43,450 bilhões.
MERCADO EUA: Chance para acordo sobre orçamento anima mercado
São Paulo, 17 de dezembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos intensificaram seus ganhos ao longo do dia e terminaram a sessão
de hoje com altas significativas, após o republicano Boehner fazer concessões
sobre pontos críticos no orçamento de 2013. O Dow Jones ganhou 0,76%, em
13.235,39 pontos; o S&P 500 subiu 1,19%, em 1.430,36 pontos; e o Nasdaq Composto
teve alta de 1,32%, em 3.010,60 pontos.
O líder republicano John Boehner propôs hoje pela primeira vez o aumento
de impostos como parte do orçamento de 2013 e o aumento da receita em US$ 1
trilhão na próxima década. Congressistas democratas descreveram a oferta como
um obstáculo a menos para chegarem a um acordo e evitar o abismo fiscal.
Bovespa perde fôlego no fim do pregão, pressionada por Petrobras e OGX
SÃO PAULO - A Bovespa operou durante praticamente todo o dia em alta,
influenciada pelo vencimento de opções sobre ações, que aconteceu no começo da
tarde, e também pelas notícias de que as negociações para tirar os Estados
Unidos do abismo fiscal finalmente estariam deslanchando. Nos minutos finais,
porém, o mercado perdeu força por aqui e mudou de sinal, pressionado pela baixa
das ações da OGX e da Petrobras.
O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,06%, aos 59.566 pontos, com volume de R$
11,931 bilhões, montante que inclui R$ 5,38 bilhões do exercício de opções
sobre ações. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,78%, o
Nasdaq ganhou 1,33% e o S&P 500 avançou 1,16% (dados preliminares).
Nos Estados Unidos, os investidores preferiram ignorar indicadores mais fracos
da economia para dar maior atenção às negociações sobre o abismo fiscal.
Segundo disseram fontes ao jornal "The Wall Street Journal", o presidente da
Câmara de Representantes, John Boehner, teria proposto ao presidente, Barack
Obama, o aumento de impostos sobre os milionários, em troca do corte de gastos
em programas de saúde e previdência social.
Boehner e Obama tiveram uma nova reunião no meio da tarde de hoje. Após o
encontro, os dois lados se limitaram a dizer que as "discussões sobre o abismo
fiscal e uma redução equilibrada do déficit" continuam. Os dois lados também
reafirmaram que gostariam de fechar um acordo antes do Natal, na próxima semana.
Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA (1,40%, a R$ 40,31, giro
de R$ 928 milhões) sustentou os ganhos mesmo após o vencimento de opções,
encerrado às 13 horas. A alta de 1% no preço do minério de ferro spot na China,
para US$ 132,75 por tonelada, ajudou a impulsionar o papel, segundo analistas.
O mercado também repercutiu entrevista exclusiva do presidente da mineradora,
Murilo Ferreira, ao Valor. Ele disse que a Vale vai continuar cortando ativos
não estratégicos e buscando parceiros em novos negócios para reduzir despesas e
garantir caixa para tocar projetos, afirmou. Nas próximas semanas, a companhia
vai anunciar a venda de dois ativos de óleo e gás.
Já Petrobras PN (-1,43%, a R$ 19,92) e OGX ON (-5,27%, a R$ 4,31) seguiram na
mão contrária e pressionaram o Ibovespa, especialmente no fim do dia, quando
acentuaram as perdas. Operadores não viram fundamento na queda dos papéis além
de questões técnicas, como a desmontagem de posições compradas após o exercício
de opções.
No topo do índice ficaram Embraer ON (4,54%), Cetip ON (3,20%) e Dasa ON
(3,13%). Analistas atribuíram a alta de Embraer a uma correção das baixas
recentes do papel, além do fato de o ativo ainda estar com direito a um
dividendo de R$ 0,05 por ação até hoje.
Entre as maiores baixas do dia, OGX ON puxou a fila, seguida de JBS ON
(-4,03%), Hering ON (-2,33%) e Pão de Açúcar PN (-1,75%). O conselho de
administração do Pão de Açúcar rejeitou a proposta feita por Abilio Diniz para
migrar a negociação dos papéis para o Novo Mercado da Bovespa.
Um papel que subiu embalado por rumores foi Cosan ON (2,77%). Segundo
operadores, aumentaram as especulações de que seu controlador, Rubens Ometto,
poderia abrir mão da "golden share" na holding Cosan Ltd que lhe dá poder de 10
votos por cada ação que possui. O assunto circulou nas mesas após o HSBC e o
Banco do Brasil divulgaram relatórios analisando a questão.
No fim de novembro, Ometto deixou claro para uma plateia de quase 400
investidores que participaram do "Cosan Day" que o desenho de uma estrutura
acionária simplificada está em andamento, mas ainda não tem uma data definida.
PERSPECTIVA: Negociação sobre abismo fiscal ainda deve pressionar Ibovespa
São Paulo, 17 de dezembro de 2012 - A atenção dos investidores
internacionais ainda seguirá voltada para a maneira como o governo dos Estados
Unidos vai equacionar o abismo fiscal com o congresso nas próximas semanas.
Enquanto a questão não é solucionada, a perspectiva para que o Ibovespa,
principal índice da BM&FBovespa, ultrapasse a resistência dos 60 mil pontos e
mantenha-se em patamar mais elevado não é otimista por parte dos especialistas
de mercado. Para Mitsuko Kaduoka, diretora de análise de investimento da BI&P
- Indusval & Partners Corretora, a ausência de fatos e indicadores mais fortes
impede que o mercado acionário brasileiro sustente alta relevante.
Nesta segunda-feira fez dois meses que o Ibovespa atingiu os 60.087 pontos,
e desde então, a marca não foi alcançada novamente. Hoje, o índice encerrou
o pregão com queda de 0,06%, aos 59.566 pontos, e no mercado futuro, o contrato
com vencimento em janeiro de 2013 caiu 0,11%, aos 60.050 pontos. Com o
exercício de contratos de opções sobre ações da BM&FBovespa, o volume
financeiro da bolsa brasileira somou R$ 11,931 bilhões, sendo que o vencimento
de opções respondeu por R$ 5,38 bilhões.
Dentre os indicadores que serão divulgados nos Estados Unidos amanhã está
o índice de confiança do mercado de imóveis residenciais de dezembro, que
será informado no começo da tarde pela Associação Nacional dos Construtores
(NAHB, na sigla em inglês) registrou 46 pontos em novembro, e a expectativa dos
analistas é que a leitura em dezembro seja de 47 pontos. "O setor
imobiliário é um termômetro da recuperação da economia norte-americana, por
isso, esse dado poderá influenciar os investidores caso seja inferior ao que
foi previsto", afirma Eduardo Cavalheiro, sócio da Rio Verde Investimentos.
Ainda no mercado internacional, Mitsuko destaca que é importante acompanhar
o andamento da venda de títulos do governo da Grécia de três meses, que no
leilão da semana passada registrou taxas ligeiramente mais baixas quando
comparadas aos eventos anteriores. Será concluída amanhã a troca dos títulos
soberanos gregos pelos papéis do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira
(EFSF, na sigla em inglês). "Os entraves na Europa ainda não foram resolvidos
e as notícias são mais negativas que positivas, principalmente em relação
à endividada Espanha".
Hoje, o avanço das ações preferenciais da Vale (VALE5; a R$ 40,31), que
subiram 1,40% foram praticamente anulados pelas retrações da Petrobras (PETR4
-1,43%, a R$ 19,92) e OGX (OGXP3; 4,31), que terminou com queda de 5,27%. O
avanço registrado pela mineradora foi atribuído à nova alta nos preços do
minério de ferro no mercado externo, que atingiram US$ 132,20 por tonelada.
Para a retração na estatal, são apontadas como razões o vencimento de
opções, com os investidores zerando posições na companhia diante da falta de
novidades sobre aumento dos combustíveis e plano de desinvestimentos.
No setor financeiro, os principais papéis ficaram em campos opostos,
contribuindo para que o Ibovespa não tivesse sustentado alta expressiva durante
o pregão, chegando à máxima de 59.914 pontos. Com o quarto maior volume
financeiro na bolsa, as ordinárias da BM&FBovespa (BVMF3; -2,25%, a
R$ 13,44) tiveram recuo expressivo, enquanto as do Itaú Unibanco (ITUB4; a
R$ 32,70), com o terceiro maior giro, subiram 0,30%. As ações do Bradesco
(BBDC4; a R$ 35,94) ficaram estáveis.
O mercado de ações nos Estados Unidos finalizou as negociações no campo
positivo, com o índice Dow Jones subindo 0,82%, aos 13.242,18 pontos; o S&P 500
avançando 1,20%, a 1.430,51 pontos; e o Nasdaq Composto com alta de 1,32%, aos
3.010,60 pontos.
Bolsas europeias fecham em queda com perdas da KPN e Aggreko
São Paulo, SP - As Bolsas europeias caíram nesta segunda-feira, em
meio à queda das ações da grupo do setor de telecomunicações KPN e dos papéis
da companhia de energia Aggreko, e investidores embolsando lucros perto do fim
das negociações de 2012.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em
queda de 0,07%, aos 1.131 pontos. Enquanto isso, o índice de blue chips da Zona
do Euro, o Euro STOXX 50 index, caiu 0,10% para 2.628 pontos.
A queda de 14,9% das ações da KPN, depois que a empresa holandesa cortou o seus
dividendos citando altos custos de leilão de frequência no país, atingiu os
mercados europeus, arrastando a britânica Vodafone, que teve queda de 1,71%,
baixa que tomou o maior número de pontos do índice FTSEurofirst 300.
Enquanto isso, as ações da britânica fornecedora de energia Aggreko caíram
21,69%, depois que preveniu sobre o seu lucro pela segunda vez em dois meses.
As ações europeias caíram apesar de ganhos vistos mais cedo nos mercados
acionários norte-americanos, que reagiram de forma positiva aos sinais de
progresso sobre um acordo para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos --
cerca de US$ 600 bilhões de aumentos de impostos e cortes de gastos previstos
para janeiro que pode empurrar a economia do país para uma recessão.
O diretor de operações da Logic Investments, Darren Easton, disse que comprou
ações da Vodafone após o seu declínio, mas irá olhar para vendas de ações antes
do final do ano devido à incerteza das negociações sobre o abismo fiscal.
"Eu estou vendendo desde os últimos três ou quatro dias, acreditando que não
conseguiremos manter essas altas sem um acordo sobre o abismo fiscal", disse
Easton.
"Quanto mais perto chegarmos no final da semana, mais nervosas as pessoas irão
ficar e é mais provável que vendam ações no mercado", ele acrescentou.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,16%, a 5.912 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,11%, para 7.604 pontos. Em Paris, o índice
CAC-40 caiu 0,14%, para 3.638 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve
valorização de 0,61%, para 16.004 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 avançou
0,20%, para 8.040 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em alta de 0,24%,
para 5.638 pontos.
Café - com safra baixa, preços tendem a ser melhores em 2013
Preços baixos e condições dos cafezais abaixo das expectativas desanimam os produtores de Minas Gerais. Medidas anunciadas pelo Governo não funcionaram haja vista que os volumes de grãos estocados são baixos. Expectativa é que os preços melhorem em 2013 com a safra fraca de café.
A cafeicultura brasileira enfrenta um momento difícil, as cotações permanecem baixas e as condições dos cafezais estão abaixo das expectativas. Segundo o Superintendente Comercial da Cooxupé, Lúcio Dias, esse cenário desanima os cafeicultores de Minas Gerais.
Os produtores esperavam que o mercado de café registrasse um período maior de preços melhores, para que pudessem recuperar todos os investimentos feitos, conforme explica Dias. No entanto, as cotações do grão recuaram e em muitas regiões o valor está abaixo dos custos de produção.
Já em relação às medidas anunciadas pelo Governo, o superintendente sinaliza que não funcionaram uma vez que o volume de café estocado com financiamento é pequeno. “Não tem um impacto tão grande no mercado, cerca de 1,5 milhão de sacas de café viriam para o mercado para que os produtores pudessem fazer o pagamento desse primeiro lote de Funcafé, então isso não é tão relevante para impactar os preços”, afirma Dias.
E a maioria dos produtores precisa comercializar o grão para honrar os seus compromissos. Por outro lado, o superintendente destaca que a safra de 2013 deve ser baixa, devido à bianualidade, e os primeiros levantamentos realizados pela Cooxupé indicam uma quebra de 25% em comparação com a safra desse ano.
“A próxima safra é muito aquém das melhores expectativas. Então acredito que a hora que o mercado descobrir isso, na hora que cair na realidade, o mercado começa a reagir e devemos ter preços melhores. Provavelmente teremos um 2013 mais razoável”, disse o superintendente

sábado, 15 de dezembro de 2012

PRODUÇÃO MUNDIAL TERÁ TERCEIRO RECORDE SEGUIDO EM 2012/13 - USDA
A produção mundial de café em 2012/13 deverá totalizar o
volume recorde de 151 milhões de sacas de 60 quilos, crescendo quase sete
milhões de sacas em relação ao ano anterior e marcando o terceiro recorde
consecutivo, de acordo com projeção do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA) divulgada nesta sexta-feira.
O Brasil está com a produção 2012/13 (colhida em 2012) estimada em 55,9
milhões de sacas - ante as 49,2 milhões de sacas de 2011/12 -, à frente
do Vietnã, com 25 milhões de sacas, Indonésia (9,7 milhões de sacas), da
Colômbia (7,5 milhões de sacas), Etiópia (6,5 milhões de sacas) e Índia
(5,3 milhões de sacas).
O consumo total de café em 2012/13, segundo o USDA, deverá atingir
141,373 milhões de sacas, gerando um superávit entre oferta e demanda de 9,91
milhões de sacas na temporada. Os estoques finais totais de café em 2012/13
deverão atingir 27,897 milhões de sacas, e os iniciais 24,927 milhões de
sacas. Conforme nota o USDA, apesar de haver previsão de alta nos estoques
finais mundiais, "a oferta segue apertada".
O Brasil está com os estoques finais de café da temporada 2012/13
projetados em 4,543 milhões de sacas. As exportações de café em grão
brasileiras, segundo o USDA, vão atingir 32,950 milhões de sacas em 2012/13, e
o consumo doméstico poderá chegar a 20,69 milhões de sacas