Consumo global resiste às turbulências econômicas
O consumo mundial de café parece não sucumbir às recentes turbulências econômicas. Para a Organização Internacional do Café (OIC) o produto tem resistido bem à crise europeia. E apesar da queda recente das cotações do produto, a entidade diz que os fundamentos ainda não indicam excesso de oferta. Observação ratificada pelo recuo, nos últimos anos, da taxa de estoque sobre o consumo. Os estoques totais de café nos países exportadores são estimados em 17,6 milhões de sacas em 2011, contra 18,5 milhões em 2010, e 20,5 milhões de sacas em 2009, de acordo com a OIC. Apesar de não ter ainda os números finais do ano passado, a OIC faz três estimativas para o consumo mundial do grão em 2020. O cenário otimista indica uma demanda de 172,8 milhões de sacas; o intermediário aponta para 164,6 milhões de sacas; e o baixista, para 156,7 milhões. Em 2010, foram consumidas 135 milhões de sacas. Os incrementos previstos para 2020 na comparação com 2010, segundo as mesmas três divisões, são de 28%, 21,9% e 16,07%, respectivamente. De 2000 a 2010, o consumo mundial do café subiu 27,4%, a uma taxa anual de crescimento de 2,5%. Em 2000, foram consumidas 105,96 milhões de sacas. Nos mercados tradicionais, a taxa de expansão foi de 1,1% no período, enquanto que nos países produtores da commodity foi de 4,6% e nos países emergentes chegou a 3,6%. O diretor-executivo da OIC, Robério Silva, disse que a tendência é os países produtores e os emergentes continuarem a responder pela maior expansão do consumo. "Projetamos um aumento maior do consumo nos emergentes, mas os planos também incluem um maior dinamismo nos países tradicionais", afirma. A produção mundial saltou de 113 milhões de sacas, em 2000/01, para 128,5 milhões de sacas em 2011/12 (ainda uma projeção). Na temporada anterior, a 2010/11, foram colhidas 134,3 milhões de sacas. O avanço da produção na década é de 13,71%. Na semana passada, foi realizada mais uma sessão do Conselho Internacional do Café, em Londres. Robério Silva evidenciou, durante o evento, que a produção de café tem de levar em conta o equilíbrio entre oferta e demanda e que os cafeicultores têm de tomar cuidado para não inundar o mercado. "A produção não pode crescer desmesuradamente", disse. A queda das cotações em Nova York, segundo ele, está no "cerne da preocupação" da OIC. Ele explica que o recuo dos preços futuros é reflexo do aumento das exportações, mas não existe excesso nos estoques dos países produtores e exportadores. "Certamente é algo temporário. A taxa de estoque sobre o consumo vem caindo ao longo do tempo, é uma situação de preços a curto prazo".
sexta-feira, 16 de março de 2012
Café tem dia de alta na ICE em mercado consolidativo
Café tem dia de alta na ICE em mercado consolidativo
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US enceraram esta quinta-feira com altas, em um dia caracterizado por algumas recompras especulativas, em um mercado que assume um viés de consolidação, após as fortes perdas observadas ao longo das últimas sessões. As cotações, mais uma vez, não testaram nem as mínimas nem as altas da semana, ficando dentro de um intervalo relativamente estreito. O cenário externo também não afetou o comportamento do café, com o dólar voltando a registrar perdas em relação a várias moedas internacionais e com as commodities tendo um dia de altas modestas. Tecnicamente, o mercado se mantém baixista, mas os gráficos demonstram que o momento é sobrevendido para o café. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 170 pontos com 185,30 centavos, sendo a máxima em 185,80 e a mínima em 182,55 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 170 pontos, com a libra a 188,00 centavos, sendo a máxima em 188,35 e a mínima em 185,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 31 dólares, com 2.034 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 26 dólares, com 2.004 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado vive um cenário de consolidação, após a mais recente ação de liquidação, que permitiu que o maio batesse na mínima de 181,05 centavos por libra, o menor preço desde o mês de outubro de 2010. No entanto, o mercado cafeeiro ainda se mantém dentro de um forte tendência baixista, mas o momento sobrevendido, indicado nos gráficos, sugere que Nova Iorque está vulnerável a uma ação corretiva no curto prazo. Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, indicou que "nós estamos tendo muita força baixista no café e isso faz que com as perdas sejam inexoráveis." Contudo, "no curto prazo, nas bases diárias e semanais, nos agora atingimos nível sobrevendido muito profundo no estocástico", apontou Gabriel, que ressaltou que o estocástico é um parâmetro amplamente utilizado no mercado. Adicionalmente, o especialista notou que o maio está se aproximando da maior queda de longo prazo do suporte Fibonacci, na região de 179,00/174,00. Isso representa 76,4% e 78,6%, respectivamente, das baixas de junho de 2010 ao rally de maio de 2011. A combinação do suporte Fibonacci com o momento sobrevendido faz com que "o mercado se prepare para uma contra-tendência", sustentou. "Eu avalio que essa correção seria uma oportunidade de venda posterior, já que não creio que o declínio de longo prazo tenha terminado", complementou Gabriel que, no curto prazo, vê uma perspectiva de alta na resistência inicial de 197,80 centavos. "Minha expectativa é que o padrão de altas e baixas se mantenha e que o mercado poderia flutuar entre 197,80 e 207,35 centavos", sustentou o especialista que lembrou que se o viés sobrevendido for ignorado pelos players e o suporte Fibonacci for quebrado, a tendência é de se buscar a área de 179,00/174,00 centavos. No longo prazo, num horizonte de três a seis meses, Gabriel vê potencial para o café voltar aos níveis próximos de junho de 2010, na região de 137,00 centavos por libra. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram queda de 6.793 sacas no final de fevereiro, totalizando 4.500.017 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de janeiro os estoques do país eram de 4.506.810 sacas. No final de fevereiro de 2011, os estoques nos EUA estavam em 4.127.793 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de São Francisco , com aumento de 32.513 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Nova Orleans, com baixa de 83.351 sacas. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 14, totalizaram 537.308 sacas de café, queda de 18% em relação às 655.215 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 5.320 sacas, indo para 1.552.314 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.749 lotes, com as opções tendo 1.806 calls e 960 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,80, 186,00, 186,30, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,55-182,50, 182,00, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US enceraram esta quinta-feira com altas, em um dia caracterizado por algumas recompras especulativas, em um mercado que assume um viés de consolidação, após as fortes perdas observadas ao longo das últimas sessões. As cotações, mais uma vez, não testaram nem as mínimas nem as altas da semana, ficando dentro de um intervalo relativamente estreito. O cenário externo também não afetou o comportamento do café, com o dólar voltando a registrar perdas em relação a várias moedas internacionais e com as commodities tendo um dia de altas modestas. Tecnicamente, o mercado se mantém baixista, mas os gráficos demonstram que o momento é sobrevendido para o café. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 170 pontos com 185,30 centavos, sendo a máxima em 185,80 e a mínima em 182,55 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 170 pontos, com a libra a 188,00 centavos, sendo a máxima em 188,35 e a mínima em 185,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 31 dólares, com 2.034 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 26 dólares, com 2.004 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado vive um cenário de consolidação, após a mais recente ação de liquidação, que permitiu que o maio batesse na mínima de 181,05 centavos por libra, o menor preço desde o mês de outubro de 2010. No entanto, o mercado cafeeiro ainda se mantém dentro de um forte tendência baixista, mas o momento sobrevendido, indicado nos gráficos, sugere que Nova Iorque está vulnerável a uma ação corretiva no curto prazo. Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, indicou que "nós estamos tendo muita força baixista no café e isso faz que com as perdas sejam inexoráveis." Contudo, "no curto prazo, nas bases diárias e semanais, nos agora atingimos nível sobrevendido muito profundo no estocástico", apontou Gabriel, que ressaltou que o estocástico é um parâmetro amplamente utilizado no mercado. Adicionalmente, o especialista notou que o maio está se aproximando da maior queda de longo prazo do suporte Fibonacci, na região de 179,00/174,00. Isso representa 76,4% e 78,6%, respectivamente, das baixas de junho de 2010 ao rally de maio de 2011. A combinação do suporte Fibonacci com o momento sobrevendido faz com que "o mercado se prepare para uma contra-tendência", sustentou. "Eu avalio que essa correção seria uma oportunidade de venda posterior, já que não creio que o declínio de longo prazo tenha terminado", complementou Gabriel que, no curto prazo, vê uma perspectiva de alta na resistência inicial de 197,80 centavos. "Minha expectativa é que o padrão de altas e baixas se mantenha e que o mercado poderia flutuar entre 197,80 e 207,35 centavos", sustentou o especialista que lembrou que se o viés sobrevendido for ignorado pelos players e o suporte Fibonacci for quebrado, a tendência é de se buscar a área de 179,00/174,00 centavos. No longo prazo, num horizonte de três a seis meses, Gabriel vê potencial para o café voltar aos níveis próximos de junho de 2010, na região de 137,00 centavos por libra. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram queda de 6.793 sacas no final de fevereiro, totalizando 4.500.017 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de janeiro os estoques do país eram de 4.506.810 sacas. No final de fevereiro de 2011, os estoques nos EUA estavam em 4.127.793 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de São Francisco , com aumento de 32.513 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Nova Orleans, com baixa de 83.351 sacas. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 14, totalizaram 537.308 sacas de café, queda de 18% em relação às 655.215 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 5.320 sacas, indo para 1.552.314 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.749 lotes, com as opções tendo 1.806 calls e 960 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,80, 186,00, 186,30, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,55-182,50, 182,00, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Governo reduz a zero IOF em hedge de exportação
Governo reduz a zero IOF em hedge de exportação
governo reduziu a zero a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre contratos derivativos de hedge de exportação. A medida está no decreto 7.699 publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. Segundo o decreto, a alíquota de IOF fica reduzida a zero “nas operações com contratos de derivativos para cobertura de riscos, inerentes à oscilação de preço da moeda estrangeira, decorrentes de contratos de exportação firmados por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no país”. A alíquota zero está condicionada ao limite de alavancagem para exposição cambial vendida em derivativos até 1,2 vezes o valor total das operações com exportação realizadas no ano anterior por pessoa física ou jurídica titular dos contratos de derivativos. No fim de julho do ano passado, o governo introduziu o IOF sobre as posições vendidas em derivativos cambiais. A alíquota em vigor desde então é de 1%, podendo chegar a 25%
governo reduziu a zero a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre contratos derivativos de hedge de exportação. A medida está no decreto 7.699 publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. Segundo o decreto, a alíquota de IOF fica reduzida a zero “nas operações com contratos de derivativos para cobertura de riscos, inerentes à oscilação de preço da moeda estrangeira, decorrentes de contratos de exportação firmados por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no país”. A alíquota zero está condicionada ao limite de alavancagem para exposição cambial vendida em derivativos até 1,2 vezes o valor total das operações com exportação realizadas no ano anterior por pessoa física ou jurídica titular dos contratos de derivativos. No fim de julho do ano passado, o governo introduziu o IOF sobre as posições vendidas em derivativos cambiais. A alíquota em vigor desde então é de 1%, podendo chegar a 25%
Preço do café deve seguir longe das máximas
Preço do café deve seguir longe das máximas
Depois da escalada registrada entre 2010 e 2011, os preços internacionais do café perderam força e acentuaram a queda neste primeiro trimestre. Entre analistas e representantes do setor, prevalece a aposta em uma recuperação, mas nada indica um retorno aos níveis observados em maio do ano passado, quando a commodity atingiu a marca de US$ 3,0615 em Nova York.De acordo com o Valor Data, do início de dezembro até ontem, o valor dos contratos de café de segunda posição (normalmente os mais negociados) recuou 21,78 % na bolsa americana, para US$ 1,8530 a libra-peso. O indicador Cepea/Esalq, que apura o comportamento dos preços no mercado físico brasileiro, desabou mais de 23% no mesmo período, para o menor nível desde dezembro de 2010.Os cafés de melhor qualidade, que em janeiro eram negociados na faixa entre R$ 510 e R$ 520 a saca, hoje oscilam entre R$ 400 e R$ 420, conta Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Em março do ano passado, quando o mercado atingiu um pico de preço, a mesma saca era comercializada entre R$ 550 e R$ 570. Os cafés mais finos chegaram a valer R$ 600 a saca.Apesar disso, Carvalhaes avalia que os fundamentos do mercado são positivos, com uma oferta apertada e um consumo aparentemente indiferente às turbulências na economia mundial. Segundo ele, três fatores explicam as perdas recentes. O primeiro é o agravamento da crise na zona do euro, que derrubou o preço de várias commodities no semestre passado. O segundo é o fortalecimento do dólar diante do real, que estimulou as vendas de contratos de café em Nova York e no Brasil. O terceiro é a perspectiva de uma grande colheita no país a partir de maio próximo.Ainda há muita especulação sobre o tamanho da produção no Brasil, principal player do mercado global. De acordo com o Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2012/13 deve somar entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas, mas o mercado projeta números maiores. Na última segunda-feira, o banco holandês Rabobank estimou uma colheita de 57 milhões de sacas, o que ajudou a derrubar o preço da commodity para o menor nível em 17 meses em Nova York, a US$ 1,8360 a libra-peso, na quarta-feira."Com a safra maior e a economia em crise, os participantes do mercado não querem ficar no contrato de café", explica Carvalhaes. Ele pondera, porém, que o equilíbrio do mercado continua "precário", com uma demanda total próxima de 55 milhões de sacas para abastecer os mercados doméstico e de exportação. "Não tem café sobrando", resume.Rodrigo Costa, analista da Caturra Coffee, afirma que os preços do café estão próximos de um patamar de equilíbrio em Nova York. Segundo ele, as cotações não devem ceder muito além dos níveis atuais e podem até retornar à faixa dos US$ 2 por libra-peso, a menos que haja novos abalos nos mercados financeiros.Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), também prevê uma reação, motivada pelos baixos estoques do grão. "Quando o preço começa a cair, o produtor sente que a situação pode piorar e corre para vender, o que faz com que o preço caia ainda mais. Nós aconselhamos o produtor a não continuar nessa corrida", explica.A queda preocupa os cafeicultores, embora a maior parte da última safra tenha sido negociada a preços elevados. Segundo Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooxupé, a maior cooperativa de produtores de café do Brasil, os cerca de 12 mil produtores associados venderam praticamente todo o café de que dispunham até o fim de 2011. Os estoques da cooperativa são hoje 32% menores do que os registrados no mesmo período do ano passado. O momento, diz Dias, é de "calmaria".Dias pondera que a rentabilidade neste ano não vai alcançar os patamares de 2011. No ano passado, o preço médio pago pela mineira Cooxupé ao produtor foi de 477,86 a saca. Nesta semana, o valor oscilou em torno de R$ 385. "O produtor terá de reduzir despesas com gastos e investimentos", alerta.De acordo com Silas Bras Depois da escalada registrada entre 2010 e 2011, os preços internacionais do café perderam força e acentuaram a queda neste primeiro trimestre. Entre analistas e representantes do setor, prevalece a aposta em uma recuperação, mas nada indica um retorno aos níveis observados em maio do ano passado, quando a commodity atingiu a marca de US$ 3,0615 em Nova York.De acordo com o Valor Data, do início de dezembro até ontem, o valor dos contratos de café de segunda posição (normalmente os mais negociados) recuou 21,78 % na bolsa americana, para US$ 1,8530 a libra-peso. O indicador Cepea/Esalq, que apura o comportamento dos preços no mercado físico brasileiro, desabou mais de 23% no mesmo período, para o menor nível desde dezembro de 2010.Os cafés de melhor qualidade, que em janeiro eram negociados na faixa entre R$ 510 e R$ 520 a saca, hoje oscilam entre R$ 400 e R$ 420, conta Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Em março do ano passado, quando o mercado atingiu um pico de preço, a mesma saca era comercializada entre R$ 550 e R$ 570. Os cafés mais finos chegaram a valer R$ 600 a saca.Apesar disso, Carvalhaes avalia que os fundamentos do mercado são positivos, com uma oferta apertada e um consumo aparentemente indiferente às turbulências na economia mundial. Segundo ele, três fatores explicam as perdas recentes. O primeiro é o agravamento da crise na zona do euro, que derrubou o preço de várias commodities no semestre passado. O segundo é o fortalecimento do dólar diante do real, que estimulou as vendas de contratos de café em Nova York e no Brasil. O terceiro é a perspectiva de uma grande colheita no país a partir de maio próximo.Ainda há muita especulação sobre o tamanho da produção no Brasil, principal player do mercado global. De acordo com o Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2012/13 deve somar entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas, mas o mercado projeta números maiores. Na última segunda-feira, o banco holandês Rabobank estimou uma colheita de 57 milhões de sacas, o que ajudou a derrubar o preço da commodity para o menor nível em 17 meses em Nova York, a US$ 1,8360 a libra-peso, na quarta-feira."Com a safra maior e a economia em crise, os participantes do mercado não querem ficar no contrato de café", explica Carvalhaes. Ele pondera, porém, que o equilíbrio do mercado continua "precário", com uma demanda total próxima de 55 milhões de sacas para abastecer os mercados doméstico e de exportação. "Não tem café sobrando", resume.Rodrigo Costa, analista da Caturra Coffee, afirma que os preços do café estão próximos de um patamar de equilíbrio em Nova York. Segundo ele, as cotações não devem ceder muito além dos níveis atuais e podem até retornar à faixa dos US$ 2 por libra-peso, a menos que haja novos abalos nos mercados financeiros.Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), também prevê uma reação, motivada pelos baixos estoques do grão. "Quando o preço começa a cair, o produtor sente que a situação pode piorar e corre para vender, o que faz com que o preço caia ainda mais. Nós aconselhamos o produtor a não continuar nessa corrida", explica.A queda preocupa os cafeicultores, embora a maior parte da última safra tenha sido negociada a preços elevados. Segundo Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooxupé, a maior cooperativa de produtores de café do Brasil, os cerca de 12 mil produtores associados venderam praticamente todo o café de que dispunham até o fim de 2011. Os estoques da cooperativa são hoje 32% menores do que os registrados no mesmo período do ano passado. O momento, diz Dias, é de "calmaria".Dias pondera que a rentabilidade neste ano não vai alcançar os patamares de 2011. No ano passado, o preço médio pago pela mineira Cooxupé ao produtor foi de 477,86 a saca. Nesta semana, o valor oscilou em torno de R$ 385. "O produtor terá de reduzir despesas com gastos e investimentos", alerta.De acordo com Silas Brasileiro, a margem de lucro do produtor girou em torno de 30% a 35% no ano passado. "Estamos trabalhando para conseguir a mesma rentabilidade de 2011", afirma ele. O executivo diz que, com o custo de produção em torno de R$ 330 a R$ 370 a saca, os atuais preços recebidos pelo produtor não são remuneradores.
Depois da escalada registrada entre 2010 e 2011, os preços internacionais do café perderam força e acentuaram a queda neste primeiro trimestre. Entre analistas e representantes do setor, prevalece a aposta em uma recuperação, mas nada indica um retorno aos níveis observados em maio do ano passado, quando a commodity atingiu a marca de US$ 3,0615 em Nova York.De acordo com o Valor Data, do início de dezembro até ontem, o valor dos contratos de café de segunda posição (normalmente os mais negociados) recuou 21,78 % na bolsa americana, para US$ 1,8530 a libra-peso. O indicador Cepea/Esalq, que apura o comportamento dos preços no mercado físico brasileiro, desabou mais de 23% no mesmo período, para o menor nível desde dezembro de 2010.Os cafés de melhor qualidade, que em janeiro eram negociados na faixa entre R$ 510 e R$ 520 a saca, hoje oscilam entre R$ 400 e R$ 420, conta Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Em março do ano passado, quando o mercado atingiu um pico de preço, a mesma saca era comercializada entre R$ 550 e R$ 570. Os cafés mais finos chegaram a valer R$ 600 a saca.Apesar disso, Carvalhaes avalia que os fundamentos do mercado são positivos, com uma oferta apertada e um consumo aparentemente indiferente às turbulências na economia mundial. Segundo ele, três fatores explicam as perdas recentes. O primeiro é o agravamento da crise na zona do euro, que derrubou o preço de várias commodities no semestre passado. O segundo é o fortalecimento do dólar diante do real, que estimulou as vendas de contratos de café em Nova York e no Brasil. O terceiro é a perspectiva de uma grande colheita no país a partir de maio próximo.Ainda há muita especulação sobre o tamanho da produção no Brasil, principal player do mercado global. De acordo com o Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2012/13 deve somar entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas, mas o mercado projeta números maiores. Na última segunda-feira, o banco holandês Rabobank estimou uma colheita de 57 milhões de sacas, o que ajudou a derrubar o preço da commodity para o menor nível em 17 meses em Nova York, a US$ 1,8360 a libra-peso, na quarta-feira."Com a safra maior e a economia em crise, os participantes do mercado não querem ficar no contrato de café", explica Carvalhaes. Ele pondera, porém, que o equilíbrio do mercado continua "precário", com uma demanda total próxima de 55 milhões de sacas para abastecer os mercados doméstico e de exportação. "Não tem café sobrando", resume.Rodrigo Costa, analista da Caturra Coffee, afirma que os preços do café estão próximos de um patamar de equilíbrio em Nova York. Segundo ele, as cotações não devem ceder muito além dos níveis atuais e podem até retornar à faixa dos US$ 2 por libra-peso, a menos que haja novos abalos nos mercados financeiros.Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), também prevê uma reação, motivada pelos baixos estoques do grão. "Quando o preço começa a cair, o produtor sente que a situação pode piorar e corre para vender, o que faz com que o preço caia ainda mais. Nós aconselhamos o produtor a não continuar nessa corrida", explica.A queda preocupa os cafeicultores, embora a maior parte da última safra tenha sido negociada a preços elevados. Segundo Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooxupé, a maior cooperativa de produtores de café do Brasil, os cerca de 12 mil produtores associados venderam praticamente todo o café de que dispunham até o fim de 2011. Os estoques da cooperativa são hoje 32% menores do que os registrados no mesmo período do ano passado. O momento, diz Dias, é de "calmaria".Dias pondera que a rentabilidade neste ano não vai alcançar os patamares de 2011. No ano passado, o preço médio pago pela mineira Cooxupé ao produtor foi de 477,86 a saca. Nesta semana, o valor oscilou em torno de R$ 385. "O produtor terá de reduzir despesas com gastos e investimentos", alerta.De acordo com Silas Bras Depois da escalada registrada entre 2010 e 2011, os preços internacionais do café perderam força e acentuaram a queda neste primeiro trimestre. Entre analistas e representantes do setor, prevalece a aposta em uma recuperação, mas nada indica um retorno aos níveis observados em maio do ano passado, quando a commodity atingiu a marca de US$ 3,0615 em Nova York.De acordo com o Valor Data, do início de dezembro até ontem, o valor dos contratos de café de segunda posição (normalmente os mais negociados) recuou 21,78 % na bolsa americana, para US$ 1,8530 a libra-peso. O indicador Cepea/Esalq, que apura o comportamento dos preços no mercado físico brasileiro, desabou mais de 23% no mesmo período, para o menor nível desde dezembro de 2010.Os cafés de melhor qualidade, que em janeiro eram negociados na faixa entre R$ 510 e R$ 520 a saca, hoje oscilam entre R$ 400 e R$ 420, conta Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Em março do ano passado, quando o mercado atingiu um pico de preço, a mesma saca era comercializada entre R$ 550 e R$ 570. Os cafés mais finos chegaram a valer R$ 600 a saca.Apesar disso, Carvalhaes avalia que os fundamentos do mercado são positivos, com uma oferta apertada e um consumo aparentemente indiferente às turbulências na economia mundial. Segundo ele, três fatores explicam as perdas recentes. O primeiro é o agravamento da crise na zona do euro, que derrubou o preço de várias commodities no semestre passado. O segundo é o fortalecimento do dólar diante do real, que estimulou as vendas de contratos de café em Nova York e no Brasil. O terceiro é a perspectiva de uma grande colheita no país a partir de maio próximo.Ainda há muita especulação sobre o tamanho da produção no Brasil, principal player do mercado global. De acordo com o Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2012/13 deve somar entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas, mas o mercado projeta números maiores. Na última segunda-feira, o banco holandês Rabobank estimou uma colheita de 57 milhões de sacas, o que ajudou a derrubar o preço da commodity para o menor nível em 17 meses em Nova York, a US$ 1,8360 a libra-peso, na quarta-feira."Com a safra maior e a economia em crise, os participantes do mercado não querem ficar no contrato de café", explica Carvalhaes. Ele pondera, porém, que o equilíbrio do mercado continua "precário", com uma demanda total próxima de 55 milhões de sacas para abastecer os mercados doméstico e de exportação. "Não tem café sobrando", resume.Rodrigo Costa, analista da Caturra Coffee, afirma que os preços do café estão próximos de um patamar de equilíbrio em Nova York. Segundo ele, as cotações não devem ceder muito além dos níveis atuais e podem até retornar à faixa dos US$ 2 por libra-peso, a menos que haja novos abalos nos mercados financeiros.Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), também prevê uma reação, motivada pelos baixos estoques do grão. "Quando o preço começa a cair, o produtor sente que a situação pode piorar e corre para vender, o que faz com que o preço caia ainda mais. Nós aconselhamos o produtor a não continuar nessa corrida", explica.A queda preocupa os cafeicultores, embora a maior parte da última safra tenha sido negociada a preços elevados. Segundo Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooxupé, a maior cooperativa de produtores de café do Brasil, os cerca de 12 mil produtores associados venderam praticamente todo o café de que dispunham até o fim de 2011. Os estoques da cooperativa são hoje 32% menores do que os registrados no mesmo período do ano passado. O momento, diz Dias, é de "calmaria".Dias pondera que a rentabilidade neste ano não vai alcançar os patamares de 2011. No ano passado, o preço médio pago pela mineira Cooxupé ao produtor foi de 477,86 a saca. Nesta semana, o valor oscilou em torno de R$ 385. "O produtor terá de reduzir despesas com gastos e investimentos", alerta.De acordo com Silas Brasileiro, a margem de lucro do produtor girou em torno de 30% a 35% no ano passado. "Estamos trabalhando para conseguir a mesma rentabilidade de 2011", afirma ele. O executivo diz que, com o custo de produção em torno de R$ 330 a R$ 370 a saca, os atuais preços recebidos pelo produtor não são remuneradores.
"A produção brasileira vai abastecer o mercado mundial e recompor estoques" Andrea Illy,
Andrea Illy -
"A produção brasileira vai abastecer o mercado mundial e recompor estoques" Andrea Illy, CEO da Torrefadora italiana Illy Caffe, afirmou nesta sexta-feira em São Paulo que os preços do café estão caindo no mercado internacional por causa de uma antecipação da safra brasileira, que será abundante. "O volume será superior a 50 milhões de sacas de 60 quilos cada. A produção brasileira vai abastecer o mercado mundial e recompor estoques", disse. O executivo está no Brasil para divulgar o resultado do concurso de qualidade que a empresa promove anualmente. O vencedor da 21ª edição do concurso Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café sairá amanhã. Integrante do comitê da Organização Internacional do Café (OIC), Illy revelou que a instituição pretende estimular o consumo do produto de qualidade, promovendo a sustentabilidade do preço do café por meio de uma rede de parceiros da cadeia produtiva. No ano passado, começou a funcionar em São Paulo um showroom da Illy Caffe, chamado Illy Caffe Sud America. "As vendas têm alcançado ótimo crescimento", comemorou o executivo, sem revelar os números. "A Illy pretende levar a marca para outras capitais do País, como Salvador e Porto Alegre", disse. A partir de 2013, o prêmio será dividido em duas partes. A primeira, selecionará os melhores em diferentes regiões. Na segunda, os vencedores regionais disputarão o concurso nacional. "É uma forma de ter todas regiões representadas no concurso, com participantes do mesmo nível", disse Illy.
"A produção brasileira vai abastecer o mercado mundial e recompor estoques" Andrea Illy, CEO da Torrefadora italiana Illy Caffe, afirmou nesta sexta-feira em São Paulo que os preços do café estão caindo no mercado internacional por causa de uma antecipação da safra brasileira, que será abundante. "O volume será superior a 50 milhões de sacas de 60 quilos cada. A produção brasileira vai abastecer o mercado mundial e recompor estoques", disse. O executivo está no Brasil para divulgar o resultado do concurso de qualidade que a empresa promove anualmente. O vencedor da 21ª edição do concurso Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café sairá amanhã. Integrante do comitê da Organização Internacional do Café (OIC), Illy revelou que a instituição pretende estimular o consumo do produto de qualidade, promovendo a sustentabilidade do preço do café por meio de uma rede de parceiros da cadeia produtiva. No ano passado, começou a funcionar em São Paulo um showroom da Illy Caffe, chamado Illy Caffe Sud America. "As vendas têm alcançado ótimo crescimento", comemorou o executivo, sem revelar os números. "A Illy pretende levar a marca para outras capitais do País, como Salvador e Porto Alegre", disse. A partir de 2013, o prêmio será dividido em duas partes. A primeira, selecionará os melhores em diferentes regiões. Na segunda, os vencedores regionais disputarão o concurso nacional. "É uma forma de ter todas regiões representadas no concurso, com participantes do mesmo nível", disse Illy.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Café cai novamente na ICE; baixista continuam a dar as cartas
Café cai novamente na ICE; baixista continuam a dar as cartas
Os contratos futuros de café arábica encerraram esta segunda-feira com quedas na ICE Futures US, com o predomínio das vendas especulativas e de fundos. Operadores ressaltaram que o Brasil também se mostrou ativo ao longo do dia, com os vendedores dessa origem aproveitando as altas do dólar em relação ao real para também promover algumas liquidações. Ao longo do dia, perdas consideráveis foram registradas, no entanto, essas baixas desaceleraram antes do encerramento da sessão e as perdas finais foram relativamente modestas. Tecnicamente, o mercado continua se mostrando efetivamente baixista. Os compradores mantêm-se reticentes e nem sequer resistências mais básicas conseguem ser suplantadas. Fundamentalmente, o mercado não registra maiores novidades, com os players continuando a avaliar a safra brasileira como um ponto de referência para as perdas recentes. Alguns desses participantes trabalham com números consideravelmente altos para a produção do país, o que permitiria desatar o nó da oferta curta do grão. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 135 pontos com 184,85 centavos, sendo a máxima em 185,75 e a mínima em 181,05 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 145 pontos, com a libra a 187,45 centavos, sendo a máxima em 188,20 e a mínima em 183,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 64 dólares, com 1.986 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 40 dólares, com 1.971 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas liquidações especulativas, com os preços atingindo os menores níveis em 17 meses. Os players trabalham com projeções baixistas, com perspectivas de que um patamar entre 180,00 e 175,00 centavos podendo ser testado. "Continuamos a ver uma fraqueza por parte dos compradores, que não se animam em buscar resistências básicas. Ao longo do dia, também sofremos com a pressão dos mercados externos, com quedas do índice CRB e do petróleo, por exemplo", indicou um trader, que ressaltou que algumas vendas mais significativas do Brasil sendo reportadas, principalmente por conta da alta do dólar em relação ao real, após medidas anunciada pelo governo do país para valorização do câmbio. "com a forte queda do terminal das últimas semanas, vimos os diferenciais enfraquecerem, o contrário do imaginado e do que sempre aconteceu, e o que faz os baixistas ficarem ainda mais baixistas, dizendo estarmos longe de uma recuperação dos preços. Se o custo da mercadoria serve como divisor de águas para uma análise de longo prazo, assim como o volume de estoques e as perspectivas de mudanças do mesmo, então tudo indica que podemos ver Nova Iorque achando um equilíbrio ao redor de 180,00 centavos, com variações talvez de 20 a 30 centavos para um ou outro lado", indicou Rodrigo Corrêa da Costa consultor da Archer Consulting. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 8, somaram 242.095 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 17.697 sacas, indo para 1.560.099 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 26.148 lotes, com as opções tendo 3.467 calls e 2.100 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,75, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra. CAFÉ: NOVA YORK SE RECUPERA NAS MÍNIMAS MAS AINDA FECHA EM BAIXA Nova York, 12 - Os contratos futuros do café arábica registraram hoje mais uma vez o menor fechamento em 17 meses na bolsa ICE Futures US, em Nova York. Mas a uma rápida recuperação dos preços durante a sessão sinalizou que a tempestade de vendas pode perder força. O contrato maio atingiu a mínima de 181,05 cents/lb, mas fechou a 184,85 cents/lb, em baixa de 135 pontos ou 0,73%. "Acho que isso ficou muito ridículo", disse o analista Jack Scoville, da corretora Price Futures, sobre a queda dos preços. Ele especula que as torrefadoras provavelmente contribuíram para a recuperação observada durante o pregão nesta segunda-feira. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones. NYA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços mais baixos mais uma vez, mantendo as cotações nos patamares mais baixos em 17 meses. Mas, o mercado teve uma notável reação em relação às mínimas do dia, sugerindo que o momento pode ser de reação técnica. Fatores técnicos/gráficos e o desempenho de outros mercados pressionaram as cotações em NY. Por outro lado, a recuperação veio de sinais de que o mercado está sobrevendido e que é iminente uma recuperação. Compras do setortorrefador contribuíram para a sustentação. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,85 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,35 centavo, ou de 0,7%. A posição julho fechou a 187,45 cents, com queda de 1,45 cent, ou de 0,8%.
Londres cai forte e volta a se posicionar abaixo dos US$ 2 mil
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas consistentes, com a posição maio voltando a se posicionar abaixo dos 2.000 dólares. Vendas generalizadas de especuladores e fundos foram observadas, com a mínima do dia chegando aos 1.980 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia interrompeu uma boa tendência de altas, sendo que os especuladores passaram a liquidar com mais efetividade, num movimento de realização de lucros. As perdas também seguiram a tendência negativa de Nova Iorque. "Tivemos uma ampliação das vendas e o mercado continua a girar por volta do patamar de 2.000 dólares. É um nível interessante e parece ser um patamar que vem sendo 'perseguido' pelas origens, notadamente o Vietnã", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 5,92 mil lotes, com o julho tendo 2,12 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 64 dólares, com 1.986 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 40 dólares, com 1.971 dólares por tonelada.
BC ALTERA IOF DE NOVO E DÓLAR ASSUME PATAMAR DE R$ 1,80
São Paulo, 12 - A ampliação de três para até cinco anos do prazo de cobrança de IOF de 6% sobre empréstimos externos, válida a partir de hoje, provocou um movimento em manada de zeragem de posições vendidas em dólar, que garantiu a subida da moeda norte-americana ante o real pela sétima sessão consecutiva, na contramão da queda externa. O dólar à vista e os contratos futuros oscilaram em alta durante toda a sessão, refletindo a percepção do mercado de que a divisa assumiu um novo patamar de negociação, acima de R$ 1,80, disse o economista Ítalo Abucater, gerente da mesa de câmbio da Icap Brasil. Desse modo, o dólar à vista fechou a R$ 1,8050, em alta de 1,18%, no balcão, após mover-se da mínima de R$ 1,8010 (+0,95%) à máxima de R$ 1,8210 (+2,07%). O resultado ampliou a valorização acumulada nestas sete sessões em campo positivo para 5,43%. Em março, o ganho contabilizado é de 5,19% mas, no ano, a desvalorização do dólar ainda é de 3,42%. Na BM&F, o dólar spot encerrou a R$ 1,8094 (+1,48%). O giro financeiro total à vista registrado até 16h56 na clearing de câmbio somava US$ 1,783 bilhão, sendo US$ 1,537 bilhão em D+2. No mercado futuro, nesse mesmo horário, os quatro vencimentos de dólar negociados projetavam taxas em alta, com giro de US$ 22,660 bilhões. O contrato para abril de 2012 avançava 0,78%, a R$ 1,8160, com giro de US$ 22,472 bilhões; e o dólar maio subia 0,99%, a R$ 1,8350. A medida de hoje é a segunda adotada este ano a fim de alargar o prazo de incidência de IOF sobre as captações externas, que até 1º de março atingia apenas operações de até dois anos. Para Italo Abucater, o governo ajustou a medida anterior porque grande parte das captações que vêm sendo internalizadas desde o começo do ano têm prazos entre cinco e dez anos. "Agora, as operações externas de prazos maiores passam a estar dentro de um radar mais amplo do governo, uma vez que a medida anterior não era tão abrangente e excluía a maior parte das emissões fechadas recentemente", avaliou. "O impacto da nova medida tende a ser maior que o da anterior", avalia, justificando que agora a tributação deve atingir um perfil de captação mais usual no mercado. Do ponto de vista do mercado, segundo Abucater, também é vantajosa a subida do dólar. "Como as instituições financeiras e estrangeiros estão comprados em dólar à vista e no mercado futuro, a oferta de moeda ao mercado (sobretudo ao BC nos leilões de compra de dólares) passa a ser feita com o preço num nível bem melhor, acima de R$ 1,80", observou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 1,12%, a R$ 1,8030 para compra e R$ 1,8050 para venda. Na sexta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 1,3%, cotada a R$ 1,7850. A cotação de hoje é a maior desde o dia 9 de janeiro deste ano, quando odólar havia finalizado a R$ 1,8350 na venda. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,8020 e a máxima de R$ 1,8340. No mercado futuro, há pouco, o contrato de dólar com vencimento para abril de 2012 valorizava 0,77% a R$ 1.815,000, enquanto o vencimento para maio deste ano elevava 0,99% a R$ 1.825,500. O governo estendeu, por meio de decreto publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU), a cobrança de 6% da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os empréstimos externos com prazo médio de até 1.800 dias, ou cinco anos. Essa alíquota era cobrada nos empréstimos de até três anos. Segundo o governo, a medida se aplica tanto aos financiamentos diretos, como aos realizados mediante emissão de títulos no mercado internacional.
BIS: MOVIMENTO CAMBIAL MUNDIAL DEVERÁ TER QUEDA FORTE EM 2012
Nova York, 12 - Os volumes de negociação cambial caíram acentuadamente no fim de 2011, à medida que a crise da dívida soberana da Grécia se aprofundou e os bancos europeus reduziram os empréstimos ao redor do mundo, afirmou o Banco de Compensações Internacionais (BIS, em inglês) em seu relatório trimestral. Os bancos não europeus e as emissões de bônus de mercados emergentes ajudaram a compensar as lacunas de financiamento, enquanto os credores europeus se retiravam dos mercados globais na parte final do ano passado, declaro o BIS. O movimento diário nos mercados cambiais mundiais provavelmente atingiu US$ 4,7 trilhões em média em outubro de 2011, mas os volumes devem ter caído acentuadamente no fim do ano passado e no começo deste ano, escreveu o pesquisador do BIS Morton Bech. Os volumes cambiais foram duramente afetados durante 2011 pela crise da dívida da zona do euro, enquanto a volatilidade manteve os investidores de lado. Números de uma série de centros de negociação mostram que os volumes caíram pela primeira vez desde 2009 em outubro, quando os mercados estavam se recuperando do colapso do banco de investimentos Lehman Brothers nos EUA. A última vez que o BIS mediu os volumes de negociação cambial diários foi em abril de 2010, em seu relatório trienal. Na época, o banco previu que um movimento diário de US$ 4 trilhões. Um número de corretores e plataformas de negociação reportou um declínio dos volumes cambiais durante os últimos meses.
A ICAP, que opera a plataforma EBS, disse na semana passada que os volumes cambiais diários médios no mercado à vista para fevereiro foram de US$ 126,7 bilhões, uma alta de 9% em relação a janeiro, mas ainda 9% menor que os volumes observados em fevereiro do ano passado. Além do impacto negativo da crise europeia, a intervenção de bancos centrais também tem desempenhado um papel na queda dos volumes desde outubro do ano passado. O diretor de fundo de hedge para a região da Ásia e do Pacífico da FX Concepts, Bernard Lock, afirmou que a intervenção do Japão e da Suíça nos mercados para enfraquecer suas respectivas moedas fez com que os volumes subissem forte inicialmente, enquanto os traders correram para desfazer posições. "No começo, as pessoas tentaram ir contra isso mas, em seguida, elas correram para cobrir as suas posições e, depois, em última análise, eles tiveram que se render", disse ele. "US$ 4,7 trilhões é um número bastante especial. Nós não podemos contar que veremos isso de novo em breve", disse Lock. Os pesquisadores também indicaram que um aumento de aproximadamente 50% da emissão de bônus de mercados emergentes no quarto trimestre de 2011, na comparação com o trimestre anterior, ajudou a compensar a queda do crédito disponível pelos bancos como um resultado da desalavancagem europeia. Isso ajudou a dar suporte aos preços dos ativos e manteve o fluxo de financiamento do comércio, apesar dos bancos europeus terem vendido ativos e reduzido os empréstimos, afirmou o BIS. "Uma questão em aberto é se outras instituições financeiras poderão substituir os bancos europeus, visto que esses continuam a se desalavancar", escreveu o BIS em se relatório. As informações são da Dow Jones.
Os contratos futuros de café arábica encerraram esta segunda-feira com quedas na ICE Futures US, com o predomínio das vendas especulativas e de fundos. Operadores ressaltaram que o Brasil também se mostrou ativo ao longo do dia, com os vendedores dessa origem aproveitando as altas do dólar em relação ao real para também promover algumas liquidações. Ao longo do dia, perdas consideráveis foram registradas, no entanto, essas baixas desaceleraram antes do encerramento da sessão e as perdas finais foram relativamente modestas. Tecnicamente, o mercado continua se mostrando efetivamente baixista. Os compradores mantêm-se reticentes e nem sequer resistências mais básicas conseguem ser suplantadas. Fundamentalmente, o mercado não registra maiores novidades, com os players continuando a avaliar a safra brasileira como um ponto de referência para as perdas recentes. Alguns desses participantes trabalham com números consideravelmente altos para a produção do país, o que permitiria desatar o nó da oferta curta do grão. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 135 pontos com 184,85 centavos, sendo a máxima em 185,75 e a mínima em 181,05 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 145 pontos, com a libra a 187,45 centavos, sendo a máxima em 188,20 e a mínima em 183,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 64 dólares, com 1.986 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 40 dólares, com 1.971 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas liquidações especulativas, com os preços atingindo os menores níveis em 17 meses. Os players trabalham com projeções baixistas, com perspectivas de que um patamar entre 180,00 e 175,00 centavos podendo ser testado. "Continuamos a ver uma fraqueza por parte dos compradores, que não se animam em buscar resistências básicas. Ao longo do dia, também sofremos com a pressão dos mercados externos, com quedas do índice CRB e do petróleo, por exemplo", indicou um trader, que ressaltou que algumas vendas mais significativas do Brasil sendo reportadas, principalmente por conta da alta do dólar em relação ao real, após medidas anunciada pelo governo do país para valorização do câmbio. "com a forte queda do terminal das últimas semanas, vimos os diferenciais enfraquecerem, o contrário do imaginado e do que sempre aconteceu, e o que faz os baixistas ficarem ainda mais baixistas, dizendo estarmos longe de uma recuperação dos preços. Se o custo da mercadoria serve como divisor de águas para uma análise de longo prazo, assim como o volume de estoques e as perspectivas de mudanças do mesmo, então tudo indica que podemos ver Nova Iorque achando um equilíbrio ao redor de 180,00 centavos, com variações talvez de 20 a 30 centavos para um ou outro lado", indicou Rodrigo Corrêa da Costa consultor da Archer Consulting. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 8, somaram 242.095 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 17.697 sacas, indo para 1.560.099 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 26.148 lotes, com as opções tendo 3.467 calls e 2.100 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,75, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra. CAFÉ: NOVA YORK SE RECUPERA NAS MÍNIMAS MAS AINDA FECHA EM BAIXA Nova York, 12 - Os contratos futuros do café arábica registraram hoje mais uma vez o menor fechamento em 17 meses na bolsa ICE Futures US, em Nova York. Mas a uma rápida recuperação dos preços durante a sessão sinalizou que a tempestade de vendas pode perder força. O contrato maio atingiu a mínima de 181,05 cents/lb, mas fechou a 184,85 cents/lb, em baixa de 135 pontos ou 0,73%. "Acho que isso ficou muito ridículo", disse o analista Jack Scoville, da corretora Price Futures, sobre a queda dos preços. Ele especula que as torrefadoras provavelmente contribuíram para a recuperação observada durante o pregão nesta segunda-feira. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones. NYA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços mais baixos mais uma vez, mantendo as cotações nos patamares mais baixos em 17 meses. Mas, o mercado teve uma notável reação em relação às mínimas do dia, sugerindo que o momento pode ser de reação técnica. Fatores técnicos/gráficos e o desempenho de outros mercados pressionaram as cotações em NY. Por outro lado, a recuperação veio de sinais de que o mercado está sobrevendido e que é iminente uma recuperação. Compras do setortorrefador contribuíram para a sustentação. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,85 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,35 centavo, ou de 0,7%. A posição julho fechou a 187,45 cents, com queda de 1,45 cent, ou de 0,8%.
Londres cai forte e volta a se posicionar abaixo dos US$ 2 mil
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas consistentes, com a posição maio voltando a se posicionar abaixo dos 2.000 dólares. Vendas generalizadas de especuladores e fundos foram observadas, com a mínima do dia chegando aos 1.980 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia interrompeu uma boa tendência de altas, sendo que os especuladores passaram a liquidar com mais efetividade, num movimento de realização de lucros. As perdas também seguiram a tendência negativa de Nova Iorque. "Tivemos uma ampliação das vendas e o mercado continua a girar por volta do patamar de 2.000 dólares. É um nível interessante e parece ser um patamar que vem sendo 'perseguido' pelas origens, notadamente o Vietnã", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 5,92 mil lotes, com o julho tendo 2,12 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 64 dólares, com 1.986 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 40 dólares, com 1.971 dólares por tonelada.
BC ALTERA IOF DE NOVO E DÓLAR ASSUME PATAMAR DE R$ 1,80
São Paulo, 12 - A ampliação de três para até cinco anos do prazo de cobrança de IOF de 6% sobre empréstimos externos, válida a partir de hoje, provocou um movimento em manada de zeragem de posições vendidas em dólar, que garantiu a subida da moeda norte-americana ante o real pela sétima sessão consecutiva, na contramão da queda externa. O dólar à vista e os contratos futuros oscilaram em alta durante toda a sessão, refletindo a percepção do mercado de que a divisa assumiu um novo patamar de negociação, acima de R$ 1,80, disse o economista Ítalo Abucater, gerente da mesa de câmbio da Icap Brasil. Desse modo, o dólar à vista fechou a R$ 1,8050, em alta de 1,18%, no balcão, após mover-se da mínima de R$ 1,8010 (+0,95%) à máxima de R$ 1,8210 (+2,07%). O resultado ampliou a valorização acumulada nestas sete sessões em campo positivo para 5,43%. Em março, o ganho contabilizado é de 5,19% mas, no ano, a desvalorização do dólar ainda é de 3,42%. Na BM&F, o dólar spot encerrou a R$ 1,8094 (+1,48%). O giro financeiro total à vista registrado até 16h56 na clearing de câmbio somava US$ 1,783 bilhão, sendo US$ 1,537 bilhão em D+2. No mercado futuro, nesse mesmo horário, os quatro vencimentos de dólar negociados projetavam taxas em alta, com giro de US$ 22,660 bilhões. O contrato para abril de 2012 avançava 0,78%, a R$ 1,8160, com giro de US$ 22,472 bilhões; e o dólar maio subia 0,99%, a R$ 1,8350. A medida de hoje é a segunda adotada este ano a fim de alargar o prazo de incidência de IOF sobre as captações externas, que até 1º de março atingia apenas operações de até dois anos. Para Italo Abucater, o governo ajustou a medida anterior porque grande parte das captações que vêm sendo internalizadas desde o começo do ano têm prazos entre cinco e dez anos. "Agora, as operações externas de prazos maiores passam a estar dentro de um radar mais amplo do governo, uma vez que a medida anterior não era tão abrangente e excluía a maior parte das emissões fechadas recentemente", avaliou. "O impacto da nova medida tende a ser maior que o da anterior", avalia, justificando que agora a tributação deve atingir um perfil de captação mais usual no mercado. Do ponto de vista do mercado, segundo Abucater, também é vantajosa a subida do dólar. "Como as instituições financeiras e estrangeiros estão comprados em dólar à vista e no mercado futuro, a oferta de moeda ao mercado (sobretudo ao BC nos leilões de compra de dólares) passa a ser feita com o preço num nível bem melhor, acima de R$ 1,80", observou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 1,12%, a R$ 1,8030 para compra e R$ 1,8050 para venda. Na sexta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 1,3%, cotada a R$ 1,7850. A cotação de hoje é a maior desde o dia 9 de janeiro deste ano, quando odólar havia finalizado a R$ 1,8350 na venda. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,8020 e a máxima de R$ 1,8340. No mercado futuro, há pouco, o contrato de dólar com vencimento para abril de 2012 valorizava 0,77% a R$ 1.815,000, enquanto o vencimento para maio deste ano elevava 0,99% a R$ 1.825,500. O governo estendeu, por meio de decreto publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU), a cobrança de 6% da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os empréstimos externos com prazo médio de até 1.800 dias, ou cinco anos. Essa alíquota era cobrada nos empréstimos de até três anos. Segundo o governo, a medida se aplica tanto aos financiamentos diretos, como aos realizados mediante emissão de títulos no mercado internacional.
BIS: MOVIMENTO CAMBIAL MUNDIAL DEVERÁ TER QUEDA FORTE EM 2012
Nova York, 12 - Os volumes de negociação cambial caíram acentuadamente no fim de 2011, à medida que a crise da dívida soberana da Grécia se aprofundou e os bancos europeus reduziram os empréstimos ao redor do mundo, afirmou o Banco de Compensações Internacionais (BIS, em inglês) em seu relatório trimestral. Os bancos não europeus e as emissões de bônus de mercados emergentes ajudaram a compensar as lacunas de financiamento, enquanto os credores europeus se retiravam dos mercados globais na parte final do ano passado, declaro o BIS. O movimento diário nos mercados cambiais mundiais provavelmente atingiu US$ 4,7 trilhões em média em outubro de 2011, mas os volumes devem ter caído acentuadamente no fim do ano passado e no começo deste ano, escreveu o pesquisador do BIS Morton Bech. Os volumes cambiais foram duramente afetados durante 2011 pela crise da dívida da zona do euro, enquanto a volatilidade manteve os investidores de lado. Números de uma série de centros de negociação mostram que os volumes caíram pela primeira vez desde 2009 em outubro, quando os mercados estavam se recuperando do colapso do banco de investimentos Lehman Brothers nos EUA. A última vez que o BIS mediu os volumes de negociação cambial diários foi em abril de 2010, em seu relatório trienal. Na época, o banco previu que um movimento diário de US$ 4 trilhões. Um número de corretores e plataformas de negociação reportou um declínio dos volumes cambiais durante os últimos meses.
A ICAP, que opera a plataforma EBS, disse na semana passada que os volumes cambiais diários médios no mercado à vista para fevereiro foram de US$ 126,7 bilhões, uma alta de 9% em relação a janeiro, mas ainda 9% menor que os volumes observados em fevereiro do ano passado. Além do impacto negativo da crise europeia, a intervenção de bancos centrais também tem desempenhado um papel na queda dos volumes desde outubro do ano passado. O diretor de fundo de hedge para a região da Ásia e do Pacífico da FX Concepts, Bernard Lock, afirmou que a intervenção do Japão e da Suíça nos mercados para enfraquecer suas respectivas moedas fez com que os volumes subissem forte inicialmente, enquanto os traders correram para desfazer posições. "No começo, as pessoas tentaram ir contra isso mas, em seguida, elas correram para cobrir as suas posições e, depois, em última análise, eles tiveram que se render", disse ele. "US$ 4,7 trilhões é um número bastante especial. Nós não podemos contar que veremos isso de novo em breve", disse Lock. Os pesquisadores também indicaram que um aumento de aproximadamente 50% da emissão de bônus de mercados emergentes no quarto trimestre de 2011, na comparação com o trimestre anterior, ajudou a compensar a queda do crédito disponível pelos bancos como um resultado da desalavancagem europeia. Isso ajudou a dar suporte aos preços dos ativos e manteve o fluxo de financiamento do comércio, apesar dos bancos europeus terem vendido ativos e reduzido os empréstimos, afirmou o BIS. "Uma questão em aberto é se outras instituições financeiras poderão substituir os bancos europeus, visto que esses continuam a se desalavancar", escreveu o BIS em se relatório. As informações são da Dow Jones.
domingo, 11 de março de 2012
O canto da sereia.
O canto da sereia.
A sereia um personagem mitológico, onde possuía metade do corpo de mulher e metade peixe, e tinha um canto tão doce que encantava e atraía os marinheiros levando os navios a colidir com as rochas provocando naufrágios.
Uma tendência de alta como tivemos nos mercados como aconteceu entre 2.010 e 2.011, digo mercados, pois, esta tendência não foi apenas no mercado de café, mas sim em todos os mercados ao redor do mundo financeiro, como DJI, Bovespa, petróleo, algodão, cacau, ouro entre outros teve o efeito para alguns como um canto da sereia, a ilusão de que o mercado não mais pararia de subir.
Este efeito no mercado de café fez com que alguns participantes acreditassem que o preço acima de R$500,00 seria pouco e que o mercado iria continuar a subir e desta forma não acharam que neste preço não seria o momento ideal para a desova de suas safras e esperando por preços ainda melhores.
O mercado seguiu sua trajetória subiu a níveis vistos na historia do café apenas 4 vezes acima de $3,00 dólares a libra peso e como todas as outras vezes o canto da seria deixou alguns produtores iludidos e por esta razão , como se diz no mercado, ficaram com o mico na mão, ou seja, não venderam acreditando em um preço superior ao que o mercado já tinha alcançado.
Todos os cantos, ou todas as vezes que o mercado deu esta disparada foi porque teria acontecido algum fator climático de grandes proporções, o que atrapalharia o fluxo de café, mas desta fez a alta também se deu por um problema, mas este problema não teria sido como das outras 3 vezes no maior produtor de café do mundo, o Brasil, mas na Colômbia, portanto não houve interrupção no fluxo de café por parte do Brasil e ao contrario batemos recorde de exportação, portanto mesmo que o produtor tenha segurado café não houve desabastecimento e os estoques dos países consumidores teria se mantido.
Para uma tendência seguir forte ela tem que ter participantes de todos os tamanhos e o canto tem que ecoar realmente forte para que se tenha consistência, mas o pano de fundo desta fez, a falta de café de qualidade, os lavados colombianos, não teria tanta força para isto, que foi ajudado pelo incentivo por parte do governo Norte Americano o que foi batizado de Q.E ou quantitative easy que na realidade foi uma verdadeira avalanche de dinheiro, ou parafraseando a nossa presidente uma Tsunami monetária, colocado nos mercados para que reagissem e saíssem da crise que começou em 2.007 e estourou em 2.008 se alastrando mundo afora.
O canto continuou iludindo a alguns participantes ao invés de realizar lucro, ficaram segurando seus cafés e esperando por preços ainda melhores e agora na boca da safra2. 012 o que assusta o mercado é que apesar do recorde de exportação em 2010 e 2011 , existe uma grande quantidade de mercadoria ainda para ser comercializada o que esta fazendo os analistas voltar a refazer suas estimativas de safra de 2.011 e 2012, pois se existe ainda muito café para ser comercializado a safra de 2.011 foi maior do que o previsto o que leva a concluir que a de 2.012 também será maior do que esta se divulgando.
Nas ultimas semanas o que se tem observado é que algumas casas comerciais tem trocado figurinhas entre elas fazendo com que a necessidade de compra seja menor deixando ainda uma dificuldade maior para o produtor desovar sua mercadoria.
Safra maior, estoque de passagem maior, mostra que a realidade para 2.012 não será tão fácil para o produtor como 2.011, que para salgar a situação teve um aumento de custo grande com a subida do salário, portanto os ventos não estão a favor.
Os preços no mercado físico no Brasil praticados no final da semana para os cafés de bebida boa abaixo de R$400,00 já mostra que 2.012 vai ser bem mais complicado que o ano passado, mas estes preços volto a repetir ainda remunera a produção com lucro.
Tecnicamente o rompimento ombro cabeça ombro teve ser alvo já alcançado em 186,00cents de dolar, e como trabalho com tamanhos de movimento o mercado deveria fazer um pit stop nestes níveis, mas o fechamento praticamente na mínima da semana mostra que o movimento pode ser um movimento de tamanho 5 que é de 3.000 pontos no café e não um movimento de 3 que seria de 2.000 pontos, movimento este que teria começado em 207,35 no dia 28 de fevereiro ultimo com alvo inicial em 187,35 e se continuar a cair passa a ser 177,35.
Na procura da perfeição dos movimentos trabalho com medias moveis exponenciais de phi ao cubo, que seria 17, 34, 72, 144, 305as principais, portanto phi ao cubo seria aproximadamente 4, a primeira media seria de 17 períodos , pois é a razão perfeita de 13 e 21 , 4 a mais e 4 a menos, que são sequencia de Fibonacci, 34 é o dobr0 de 17 e também sequencia de Fibonacci,72 com o mesmo raciocínio da media 17 uma razão prefeita entre 55 e 89, também procurando as perfeiçoes, 17 a mais e 17 a menos da sequencia de Fibonacci, 144 que é sequencia de Fibonacci, e 305 também mesmo raciocínio que seria 72 a mais 233 e 72 a menos que 377 da sequencia de Fibonacci, bom esta explicação é para mostrar que temos a partir desta semana um leque 305 para baixo que joga um alvo de 261% da projeção da ultima perna de baixa que seria $1,45 cents de dólar por libra peso, mandando mercado exatamente para o lugar que teria saído quando o canto da seria teria começado, portanto realmente não temos ventos a favor.
Com a crise impactando os crescimentos dos países, com uma disposição maior de mercadoria para o mercado por causa do tamanho das safras teremos que esperar para que tenhamos uma nova tendência forte de alta como a que vimos no ano passado e espero que da próxima vez o canto da seria não atrapalhe e o produtor entenda que a $3,00 por libra peso ou perto deste valor não é preço para se segurar café, mas para vender até o que ainda não foi colhido.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
A sereia um personagem mitológico, onde possuía metade do corpo de mulher e metade peixe, e tinha um canto tão doce que encantava e atraía os marinheiros levando os navios a colidir com as rochas provocando naufrágios.
Uma tendência de alta como tivemos nos mercados como aconteceu entre 2.010 e 2.011, digo mercados, pois, esta tendência não foi apenas no mercado de café, mas sim em todos os mercados ao redor do mundo financeiro, como DJI, Bovespa, petróleo, algodão, cacau, ouro entre outros teve o efeito para alguns como um canto da sereia, a ilusão de que o mercado não mais pararia de subir.
Este efeito no mercado de café fez com que alguns participantes acreditassem que o preço acima de R$500,00 seria pouco e que o mercado iria continuar a subir e desta forma não acharam que neste preço não seria o momento ideal para a desova de suas safras e esperando por preços ainda melhores.
O mercado seguiu sua trajetória subiu a níveis vistos na historia do café apenas 4 vezes acima de $3,00 dólares a libra peso e como todas as outras vezes o canto da seria deixou alguns produtores iludidos e por esta razão , como se diz no mercado, ficaram com o mico na mão, ou seja, não venderam acreditando em um preço superior ao que o mercado já tinha alcançado.
Todos os cantos, ou todas as vezes que o mercado deu esta disparada foi porque teria acontecido algum fator climático de grandes proporções, o que atrapalharia o fluxo de café, mas desta fez a alta também se deu por um problema, mas este problema não teria sido como das outras 3 vezes no maior produtor de café do mundo, o Brasil, mas na Colômbia, portanto não houve interrupção no fluxo de café por parte do Brasil e ao contrario batemos recorde de exportação, portanto mesmo que o produtor tenha segurado café não houve desabastecimento e os estoques dos países consumidores teria se mantido.
Para uma tendência seguir forte ela tem que ter participantes de todos os tamanhos e o canto tem que ecoar realmente forte para que se tenha consistência, mas o pano de fundo desta fez, a falta de café de qualidade, os lavados colombianos, não teria tanta força para isto, que foi ajudado pelo incentivo por parte do governo Norte Americano o que foi batizado de Q.E ou quantitative easy que na realidade foi uma verdadeira avalanche de dinheiro, ou parafraseando a nossa presidente uma Tsunami monetária, colocado nos mercados para que reagissem e saíssem da crise que começou em 2.007 e estourou em 2.008 se alastrando mundo afora.
O canto continuou iludindo a alguns participantes ao invés de realizar lucro, ficaram segurando seus cafés e esperando por preços ainda melhores e agora na boca da safra2. 012 o que assusta o mercado é que apesar do recorde de exportação em 2010 e 2011 , existe uma grande quantidade de mercadoria ainda para ser comercializada o que esta fazendo os analistas voltar a refazer suas estimativas de safra de 2.011 e 2012, pois se existe ainda muito café para ser comercializado a safra de 2.011 foi maior do que o previsto o que leva a concluir que a de 2.012 também será maior do que esta se divulgando.
Nas ultimas semanas o que se tem observado é que algumas casas comerciais tem trocado figurinhas entre elas fazendo com que a necessidade de compra seja menor deixando ainda uma dificuldade maior para o produtor desovar sua mercadoria.
Safra maior, estoque de passagem maior, mostra que a realidade para 2.012 não será tão fácil para o produtor como 2.011, que para salgar a situação teve um aumento de custo grande com a subida do salário, portanto os ventos não estão a favor.
Os preços no mercado físico no Brasil praticados no final da semana para os cafés de bebida boa abaixo de R$400,00 já mostra que 2.012 vai ser bem mais complicado que o ano passado, mas estes preços volto a repetir ainda remunera a produção com lucro.
Tecnicamente o rompimento ombro cabeça ombro teve ser alvo já alcançado em 186,00cents de dolar, e como trabalho com tamanhos de movimento o mercado deveria fazer um pit stop nestes níveis, mas o fechamento praticamente na mínima da semana mostra que o movimento pode ser um movimento de tamanho 5 que é de 3.000 pontos no café e não um movimento de 3 que seria de 2.000 pontos, movimento este que teria começado em 207,35 no dia 28 de fevereiro ultimo com alvo inicial em 187,35 e se continuar a cair passa a ser 177,35.
Na procura da perfeição dos movimentos trabalho com medias moveis exponenciais de phi ao cubo, que seria 17, 34, 72, 144, 305as principais, portanto phi ao cubo seria aproximadamente 4, a primeira media seria de 17 períodos , pois é a razão perfeita de 13 e 21 , 4 a mais e 4 a menos, que são sequencia de Fibonacci, 34 é o dobr0 de 17 e também sequencia de Fibonacci,72 com o mesmo raciocínio da media 17 uma razão prefeita entre 55 e 89, também procurando as perfeiçoes, 17 a mais e 17 a menos da sequencia de Fibonacci, 144 que é sequencia de Fibonacci, e 305 também mesmo raciocínio que seria 72 a mais 233 e 72 a menos que 377 da sequencia de Fibonacci, bom esta explicação é para mostrar que temos a partir desta semana um leque 305 para baixo que joga um alvo de 261% da projeção da ultima perna de baixa que seria $1,45 cents de dólar por libra peso, mandando mercado exatamente para o lugar que teria saído quando o canto da seria teria começado, portanto realmente não temos ventos a favor.
Com a crise impactando os crescimentos dos países, com uma disposição maior de mercadoria para o mercado por causa do tamanho das safras teremos que esperar para que tenhamos uma nova tendência forte de alta como a que vimos no ano passado e espero que da próxima vez o canto da seria não atrapalhe e o produtor entenda que a $3,00 por libra peso ou perto deste valor não é preço para se segurar café, mas para vender até o que ainda não foi colhido.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
sexta-feira, 9 de março de 2012
CENÁRIO MACROECONÔMICO: FINANÇAS E COMMODITIES
CENÁRIO MACROECONÔMICO: FINANÇAS E COMMODITIES
O euro cai frente ao dólar, após a Grécia dizer que usou uma cláusula para pressionar os credores a participarem da reestruturação da dívida. As ações européias caminham para baixa na semana. O petróleo e o cobre avançam com a aposta em estímulos com a desaceleração da inflação da China. A agenda do dia destaca dados de inflação no Brasil como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de fevereiro, enquanto nos Estados Unidos sai o relatório de emprego do mesmo mês.
Boi
Com dinâmica negativa em todos os tempos gráficos analisados, em região de sobre venda e operando abaixo do bollinger inferior, monta fundo nos curtos e abre espaço para pullback voltando para cima de 93.45 e levando junto o 93.75, com gap para fechar nos 94.15/94.80. Para baixo, suporte mais forte no diário em 92.15.
Soja
Com compra em todos os gráficos estudados, no ultimo pregão conseguiu romper com candle de forca resistência importante no diário em 1333. Para cima, tem caminho livre para ir testar 1385/1402. Boa região de suporte entre 1329/1315.
Milho
Com compra nos curtos e no diário, segue firme na recuperação ficando acima de 28.85, com teste para ir fazer nos 29.25/29.65. Para baixo, volta a ganhar dinâmica negativa perdendo 28.65, com suporte mais importante imediato em 27.95.
Café
Com dinâmica negativa em todos os tempos gráficos estudados, segue mostrando fraqueza enquanto abaixo de 192.10, com suporte mais importante nos 185.65. Monta fundo no diário e abre caminho para pullback voltando para cima de 197.30/202.70, com gap para ser fechado nos 207.35.
Petróleo
Com fundo no gráfico diário bem em cima da mm de 21 dias, em 105.20, segue no pullback enquanto acima de 106.20, com boa região de resistência entre 108.75/110.00. Para baixo, suporte forte nos 104.35.
O euro cai frente ao dólar, após a Grécia dizer que usou uma cláusula para pressionar os credores a participarem da reestruturação da dívida. As ações européias caminham para baixa na semana. O petróleo e o cobre avançam com a aposta em estímulos com a desaceleração da inflação da China. A agenda do dia destaca dados de inflação no Brasil como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de fevereiro, enquanto nos Estados Unidos sai o relatório de emprego do mesmo mês.
Boi
Com dinâmica negativa em todos os tempos gráficos analisados, em região de sobre venda e operando abaixo do bollinger inferior, monta fundo nos curtos e abre espaço para pullback voltando para cima de 93.45 e levando junto o 93.75, com gap para fechar nos 94.15/94.80. Para baixo, suporte mais forte no diário em 92.15.
Soja
Com compra em todos os gráficos estudados, no ultimo pregão conseguiu romper com candle de forca resistência importante no diário em 1333. Para cima, tem caminho livre para ir testar 1385/1402. Boa região de suporte entre 1329/1315.
Milho
Com compra nos curtos e no diário, segue firme na recuperação ficando acima de 28.85, com teste para ir fazer nos 29.25/29.65. Para baixo, volta a ganhar dinâmica negativa perdendo 28.65, com suporte mais importante imediato em 27.95.
Café
Com dinâmica negativa em todos os tempos gráficos estudados, segue mostrando fraqueza enquanto abaixo de 192.10, com suporte mais importante nos 185.65. Monta fundo no diário e abre caminho para pullback voltando para cima de 197.30/202.70, com gap para ser fechado nos 207.35.
Petróleo
Com fundo no gráfico diário bem em cima da mm de 21 dias, em 105.20, segue no pullback enquanto acima de 106.20, com boa região de resistência entre 108.75/110.00. Para baixo, suporte forte nos 104.35.
Café tem dia de oscilações na ICE e fecha com altas modestas
Café tem dia de oscilações na ICE e fecha com altas modestas
Os contratos futuros de café arábica tiveram um dia de volatilidade na ICE Futures US, com altas e baixas se alternando e, ao final, alguns ganhos puderam ser observados, interrompendo um sequência de perdas consideráveis. A abertura da sessão se deu com tendência de alta e a expectativa dos players era de uma trajetória corretiva. No entanto, no final da manhã, algumas novas ordens de venda começaram a ser registradas, com perdas sendo detectadas e com a posição maio chegando a bater no nível de 185,00 centavos por libra. Nesse nível, no entanto, recompras foram verificadas, assim como algumas aquisições de comerciais, o que permitiu que algumas altas ocorressem e o fechamento, finalmente, se desse no lado positivo. Entretanto, os ganhos foram ainda bastante discretos, com a tendência baixista se mantendo ativa. Tecnicamente, operadores avaliam que o mercado está sobrevendido, entretanto, alguns players continuam demonstrando um "apetite" considerável pelas liquidações, sendo que há, inclusive, informações de alguns participantes zerando posições. A expectativa é que, diante do cenário de sobrevenda, correções possam ser registradas, o que permitiria que ao menos parte das perdas da semana fossem recompostas. No segmento externo, o dia foi positivo para as commodities — índice CRB com alta de 0,50% —, com o dólar voltando a registrar perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais e as bolsas de valores com ganhos, amenizando os temores em relação à situação européia, ao menos temporariamente. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 80 pontos com 189,40 centavos, sendo a máxima em 192,00 e a mínima em 185,10 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 85 pontos, com a libra a 192,10 centavos, sendo a máxima em 194,55 e a mínima em 187,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 57 dólares, com 2.088 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 45 dólares, com 2.040 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por alternativas de ganhos e perdas. Os baixistas, animados com os rompimentos sucessivos de suportes, voltaram a se mostrar efetivos e encontrara, finalmente, uma "barreira" relativamente mais consistente no nível de 185,10 centavos. A pergunta de muitos dos players é se esse será um nível de contenção para o mercado que, em uma semana, conseguiu "derreter" grande parte dos ganhos conquistados durante um período relativamente largo e de desempenho bastante favorável para o grão. "Ainda notamos uma 'timidez' dos compradores, que não conseguiram levar o maio para além de 192,00 centavos. Entretanto, o mercado dá demonstrações de estar sobrevendido e isso deverá dar algum fôlego para recompras, mas não acreditamos em uma recuperação mais efetiva de preços", indicou um trader. Minas Gerais, principal Estado produtor de café do Brasil, deve produzir este ano 24,6 milhões de sacas do grão. A estimativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais, que efetuou pesquisa em fevereiro em 520 municípios. Segundo o levantamento, é esperado um aumento na produção mineira de café em relação à safra anterior de 7,5%, quando foram produzidas 22,9 milhões sacas. Uma das preocupações da Empresa é com relação às condições climáticas. De acordo com a entidade, o clima seco em fevereiro, com baixos índices de chuvas associado a altas temperaturas levaram a uma redução nos níveis de água nos solos, o que poderá afetar a produção. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 7, somaram 161.811 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.025 sacas, indo para 1.578.696 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.821 lotes, com as opções tendo 2.708 calls e 1.875 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50 e 199,90-200,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,30, 182,00, 181,50 e 181,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica tiveram um dia de volatilidade na ICE Futures US, com altas e baixas se alternando e, ao final, alguns ganhos puderam ser observados, interrompendo um sequência de perdas consideráveis. A abertura da sessão se deu com tendência de alta e a expectativa dos players era de uma trajetória corretiva. No entanto, no final da manhã, algumas novas ordens de venda começaram a ser registradas, com perdas sendo detectadas e com a posição maio chegando a bater no nível de 185,00 centavos por libra. Nesse nível, no entanto, recompras foram verificadas, assim como algumas aquisições de comerciais, o que permitiu que algumas altas ocorressem e o fechamento, finalmente, se desse no lado positivo. Entretanto, os ganhos foram ainda bastante discretos, com a tendência baixista se mantendo ativa. Tecnicamente, operadores avaliam que o mercado está sobrevendido, entretanto, alguns players continuam demonstrando um "apetite" considerável pelas liquidações, sendo que há, inclusive, informações de alguns participantes zerando posições. A expectativa é que, diante do cenário de sobrevenda, correções possam ser registradas, o que permitiria que ao menos parte das perdas da semana fossem recompostas. No segmento externo, o dia foi positivo para as commodities — índice CRB com alta de 0,50% —, com o dólar voltando a registrar perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais e as bolsas de valores com ganhos, amenizando os temores em relação à situação européia, ao menos temporariamente. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 80 pontos com 189,40 centavos, sendo a máxima em 192,00 e a mínima em 185,10 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 85 pontos, com a libra a 192,10 centavos, sendo a máxima em 194,55 e a mínima em 187,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 57 dólares, com 2.088 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 45 dólares, com 2.040 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por alternativas de ganhos e perdas. Os baixistas, animados com os rompimentos sucessivos de suportes, voltaram a se mostrar efetivos e encontrara, finalmente, uma "barreira" relativamente mais consistente no nível de 185,10 centavos. A pergunta de muitos dos players é se esse será um nível de contenção para o mercado que, em uma semana, conseguiu "derreter" grande parte dos ganhos conquistados durante um período relativamente largo e de desempenho bastante favorável para o grão. "Ainda notamos uma 'timidez' dos compradores, que não conseguiram levar o maio para além de 192,00 centavos. Entretanto, o mercado dá demonstrações de estar sobrevendido e isso deverá dar algum fôlego para recompras, mas não acreditamos em uma recuperação mais efetiva de preços", indicou um trader. Minas Gerais, principal Estado produtor de café do Brasil, deve produzir este ano 24,6 milhões de sacas do grão. A estimativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais, que efetuou pesquisa em fevereiro em 520 municípios. Segundo o levantamento, é esperado um aumento na produção mineira de café em relação à safra anterior de 7,5%, quando foram produzidas 22,9 milhões sacas. Uma das preocupações da Empresa é com relação às condições climáticas. De acordo com a entidade, o clima seco em fevereiro, com baixos índices de chuvas associado a altas temperaturas levaram a uma redução nos níveis de água nos solos, o que poderá afetar a produção. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 7, somaram 161.811 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.025 sacas, indo para 1.578.696 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.821 lotes, com as opções tendo 2.708 calls e 1.875 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50 e 199,90-200,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,30, 182,00, 181,50 e 181,00 centavos por libra.
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