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quarta-feira, 7 de março de 2012

Arabica Coffee For May Delivery Drops To Near 15-Month Low

Arabica Coffee For May Delivery Drops To Near 15-Month Low
  Mar 06, 2012 May contract settles at lowest point since December 2010  --Stronger dollar encourages selling  --Upcoming Brazil harvest continues to weigh on market  By Alexandra Wexler and Leslie JosephsDOW JONES NEWSWIRES NEW YORK (Dow Jones)--Arabica coffee for May delivery settled at its lowest point since December 2010 as a weaker Brazilian currency and lower robusta prices sparked a flurry of selling.  Arabica for May delivery, the most actively traded coffee contract on the ICE U.S. Futures exchange, fell 4.3% to $1.9305 a pound on Tuesday.  "The market held over $2 [a pound] longer than it ever has, and at some point the support was bound to give way," said Judy Ganes-Chase, president of J. Ganes Consulting. "It's March. Brazil's new crop is just around the corner."  Top coffee producer Brazil is expected to begin harvesting what private and government forecasters expect to be close to a record arabica crop in late April or early May. The 2012-13 harvest in Brazil is an on-year cycle, in which coffee plants yield more beans.  On top of those expectations, the Brazilian real weakened against the dollar Tuesday, giving coffee growers an incentive to sell into the market. Producers will receive more reais for their dollar-priced coffee, said Hernando de la Roche, senior vice president at INTL Hencorp Futures.  As prices slipped, growers in other countries sold, fearing further losses.  "One of the strengths of the market has been a lack of pressure from origin, and it looks like origin selling is behind this," said a major commercial coffee trader. "There is more selling at lower levels than before."  The dollar's strength also weighed on robusta coffee futures traded on London's Liffe. As robusta slid, eventually settling 2.4% lower, speculators in arabica started pulling out of the market.  "The primary support in the arabica market has been the London market" because of a lack of fundamental news, said Jack Scoville, vice president at Price Futures Group.  Scoville says $1.91/lb. is a near-term price target

terça-feira, 6 de março de 2012

Café rompe suportes e preços despencam na ICE Futures

Café rompe suportes e preços despencam na ICE Futures  
   Uma terça-feira desesperadora para o café. Como já vinha se avizinhando, o primeiro grande suporte na ICE Futures US foi rompido, o que permitiu que vários stops de venda fossem acionados e, assim, perdas consideráveis fossem produzidas, com as cotações batendo nos menores níveis desde 1 de novembro de 2010.  O dia foi iniciado com pressão sobre os preços, refletindo o clima negativo dos mercados externos. Passo a passo, o nível de 200,00 centavos por libra foi rompido, entretanto, o contrato de maio ainda contava com uma "barreira" que impedia que o nível de 197,80 centavos, que era o primeiro grande suporte atual, fosse testado. No entanto, na parte da tarde, especuladores e fundos ampliaram sua pressão vendedora e o patamar foi rompido, o que deu espaço para que os stops de venda ocorressem e as perdas se acentuassem consideravelmente.  O clima baixista já vem se mostrando no segmento café desde maio do ano passado. Após ter conseguido testar um nível próximo de 300,00 centavos de dólar, os preços passaram a experimentar quedas sucessivas, com alguns momentos de recuperação, mas sem conseguir se firmar e buscar romper resistências mais expressivas. Os preços praticados ao longo dos últimos meses invariavelmente se situaram abaixo da linha da média móvel de 200 dias, o que é uma sinalização clara de um cenário baixista. Ao longo de fevereiro, novos suportes foram testados, mas algumas compras de comerciais impediram de esses níveis serem rompidos, algo que agora ocorre e faz com que o mercado se posicione nos piores níveis em 17 meses.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 865 pontos com 193,05 centavos, sendo a máxima em 201,60 e a mínima em 192,55 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 850 pontos, com a libra a 195,80 centavos, sendo a máxima em 204,00 e a mínima em 195,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 48 dólares, com 1.955 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 41 dólares, com 1.944 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi negro. Bolsas de valores e a maior parte das commodities tiveram perdas, ao passo que o dólar subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nesse cenário, o café sofreu com as vendas especulativas. O mau humor externo esteve relacionado a uma sério de notícias negativas, como a revisão para baixo da meta de crescimento da China, a retomada do temor de um calote da Grécia e os números de crescimento considerados fracos da economia do Brasil em 2011.  Assim, uma somatória de mercados externos nervosos e situação técnica fraca fez com que o café sofresse ainda mais pressão. "Foi um novo massacre sobre os preços e as perspectivas que existiam de alguma recuperação vão se esvaindo cada vez mais. O cenário é negativo, baixista e poderemos ampliar ainda mais essas perdas. Num primeiro momento, deveremos ver os baixista buscando se posicionar nos níveis de 191,25, 190,00 e 187,50 centavos", disse um trader.  O Ecobank emitiu relatório nesta terça-feira no qual indica que os preços do café tendem a se manter firmes nos próximos meses, antecipando um balaço do mercado global, que deve se manter apertado, conforme indicado pelas exportações globais em janeiro, que recuaram 9,0%. Para a instituição, a atual força dos robustas refletem a menor oferta do grão, por conta das vendas mais modestas do Vietnã.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 732 sacas, indo para 1.571.802 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 30.644 lotes, com as opções tendo 2.601 calls e 2.110 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 201,60, 201,80, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50 e 209,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 192,55-192,50, 192,00, 191,50, 191,25, 191,00, 190,50, 190,10-190,00, 189,50, 189,00, 188,50, 188,00 e 187,50 centavos por libra.  

Coffee Crop in Indonesia Poised for Highest in 3 YearsYoga Rusmana and Eko Listiyorini -

Coffee Crop in Indonesia Poised for Highest in 3 YearsYoga Rusmana and Eko Listiyorini -
Bloomberg
The coffee harvest in Indonesia, the third-biggest grower of the robusta variety used in instant drinks and espressos, is set to climb to the largest in three years, potentially capping an 11 percent rally. Production may increase 20 percent to 10 million bags this year from 8.3 million bags a year earlier, according to the median estimate in a Bloomberg survey of seven exporters, two traders and a roaster. That’s the most since 2009, according to U.S. government figures, and more than the 9.1 million bags predicted by Volcafe, a unit of ED&F Man Holdings Ltd. Robusta futures jumped to a five-month high in February as Vietnamese growers, the world’s biggest, held back supplies. The harvest from Indonesia starting in April may help replenish inventories, limiting gains and containing costs for Nestle SA (NESN), maker of Nescafe and Nespresso. Prices may drop as low as $1,700 a metric ton from $2,015 now, according to INTL FCStone Inc. “The tightness in the robusta market will be here for at least another month,” said Oscar L. Schaps, managing director of global soft commodities at INTL FCStone in Miami. “The recent rise will attract more exports from Vietnam.” Global coffee exports fell 9.9 percent to 7.99 million bags in January from a year earlier, the International Coffee Organization said Feb. 29. Shipments from Vietnam fell 19 percent to 292,000 tons in the first two months, according to the General Statistics Office in Hanoi. Farmers withheld beans after prices plunged 14 percent last year, forcing roasters to tap European stockpiles. ‘Lone Supplier’ “Vietnam is almost the lone supplier of volume robusta these last couple of months, until India, Uganda, Indonesia, Ivory Coast or even Brazil start to ship more volume come April and May,” Volcafe said in a report. Global robusta output will exceed demand by 2.5 million bags this season, compared with a 700,000-bag shortage last year, Macquarie Group Ltd. said Dec. 13. Expanding robusta harvests contrast with an anticipated shortage in the arabica variety favored by Starbucks Corp. (SBUX), after the heaviest rains in two decades damaged Central American plantations. The May-delivery robusta contract dropped as much as 0.5 percent to $2,010 a ton before trading at $2,015 a ton on the NYSE Liffe Exchange at 7:51 p.m. Singapore time. Prices for the most active contract have gained 11 percent this year. Exports may climb 14 percent to about 400,000 tons, said Suyanto Hussein, chairman of the Association of Indonesian Coffee Exporters and Industries. Local consumption may increase to 250,000 tons from 200,000 tons, he said. Output declined last year as a longer-than-usual rainy season damaged crops. ‘Enough Sunlight’ “The weather is relatively good for the coffee harvest this year,” Isdarmawan Asrikan, director at Surabaya, East Java-based exporter PT Lintas Utama said by phone on Feb. 27. The monsoon season was not as wet as a year earlier and “this is good for the drying process as we should get enough sunlight, resulting in good quality beans.” Robusta, which is mostly grown in Lampung, Bengkulu and South Sumatra provinces, represents about 75 percent of Indonesia’s production. The harvest runs from April to July, with a smaller crop through September. Each bag weighs 60 kilograms (132 pounds). Exports from southern Sumatra fell to 5,358 tons in February from 6,306 tons a month earlier, according to data released by Lampung’s trade office today.

Colheita de café na Indonésia deve crescer ao maior nível em três anos

Colheita de café na Indonésia deve crescer ao maior nível em três anos
 A colheita de café na Indonésia, a terceira maior produtora mundial da variedade robusta, deve subir ao mais alto nível em três anos. A produção deve aumentar 20% para 10 milhões de sacas este ano contra 8,3 milhões no período anterior, de acordo com pesquisa da Bloomberg.Esta deve ser a maior safra desde 2009, segundo dados do governo dos Estados Unidos. A produção também deve superar as 9,1 milhões de sacas previstas pela Volcafe, uma unidade da ED&F Man Holdings Ltd.Os preços futuros do grão robusta saltaram para uma máxima de cinco meses em fevereiro com a retenção das exportações dos produtores do Vietnã, o maior produtor mundial da variedade.A safra da Indonésia, que começa em abril, pode aliviar essa queda na oferta, limitando os ganhos e reduzindo os custos para a Nestlé SA. Os preços podem recuar para US$ 1.700 ante US$ 2.012 a tonelada, assim que a oferta começar a fluir, diz a INTL FCStone Inc.'O aperto no mercado de robusta vai continuar por pelo menos mais um mês', afirmou Oscar L. Schaps, diretor global de soft commodities da INTL FCStone.

Após pressão, café fecha próximo da estabilidade na ICE

Após pressão, café fecha próximo da estabilidade na ICE     

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US enceraram esta segunda-feira próximos da estabilidade, em um dia em que a posição maio chegou a romper o nível psicológico de 200,00 centavos de dólar por libra. Entretanto, abaixo desse nível de preço, mais uma vez, foi observada a ação de comerciais, que entraram comprando. Com isso, as perdas desaceleraram consideravelmente e o encerramento das operações do pregão se deu praticamente no mesmo patamar do final da semana anterior. Além disso, o primeiro grande suporte para o contrato de maio na bolsa, em 197,80 centavos de dólar por libra peso, não foi testado, o que abriu espaço para as recompras e aquisições, reequilibrando o mercado.  O mercado externo também contribuiu para a pressão. As bolsas de valores nos Estados Unidos voltaram a cair, ao passo que a maior parte das commodities também teve perdas, refletidas no fechamento negativo do índice CRB. Tecnicamente, o mercado vive entre o neutro e o baixista, ao passo que as perspectivas de longo prazo continuam negativas, principalmente quando confrontados os níveis atuais de preço com um referencial importante, como a média móvel de 200 dias. Fundamentalmente, o mercado também não conta com maiores novidades. Questões como oferta da Colômbia e safra no Brasil, apesar de suscitarem alguns comentários mais efetivos entre os players, já estão devidamente precificadas.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 10 pontos com 201,70 centavos, sendo a máxima em 202,50 e a mínima em 199,05 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 15 pontos, com a libra a 204,30 centavos, sendo a máxima em 205,05 e a mínima em 201,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 17 dólares, com 2.003 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 14 dólares, com 1.985 dólares por tonelada.  Segundo analistas internacionais, o dia já se iniciou pressionado, com queda de 80 pontos, que foi se acentuando, até o nível de 200,00 centavos ser rompido. O mercado atingiu a mínima de 199,05 centavos, nesse nível, no entanto, algumas recompras e aquisições de comerciais passaram a ser verificadas e, rapidamente, o nível de 200,00 centavos foi "recuperado". "Ainda temos alguns obstáculos para que os suportes possam ser testados. É possível que, caso os 197,80 centavos seja rompido, tenhamos uma ampliação nas liquidações", disse um trader. "A consolidação acima de US$ 200.00 centavos em Nova Iorque ainda é frágil tecnicamente para que anime os altistas, ainda mais com um gráfico que forma uma bandeira de baixa, e com um fundamento um pouco menos firme. Ou seja, os altistas vão ter que ter um pouco mais de paciência e se precaver com suas posições", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting.  As exportações de café do Equador em janeiro tiveram queda de 12%, indicou o Conselho Nacional do Café do país. Naquele mês, o país remeteu 89.683 sacas ao exterior, contra 102.074 sacas de janeiro de 2011. Os embarques de café verde totalizaram 30.589 sacas, contra 59.094 sacas de solúvel. Essas remessas resultaram em uma receita de 15,55 milhões de sacas, 3% menor que os 16,06 milhões de sacas de janeiro do ano passado.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 915 sacas, indo para 1.572.534 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.753 lotes, com as opções tendo 662 calls e 1.325 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50 e 209,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 199,05-199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra. 

Todos contra Margarita

Todos contra Margarita    
 A vida não está fácil para a bilionária russa Margarita Louis-Dreyfus.

Há três anos, ela é a mulher mais poderosa da agricultura mundial — sob seu comando, está a centenária Louis Dreyfus, uma das maiores vendedoras de commodities agrícolas do planeta, com faturamento de 60 bilhões de dólares. Sua vida mudou em 1988, quando, num voo entre Zurique e Londres, a então vendedora de equipamentos eletrônicos conheceu seu futuro marido, Robert Louis-Dreyfus. Casaram, tiveram três filhos e, após a morte de Robert, em 2009, coube a Margarita tocar os negócios.  O resto da família, como é típico em situações dessa natureza, não vai com sua cara — Margarita e os parentes franceses só se encontram em reuniões de acionistas da empresa. Desde que assumiu, Margarita vem enfrentando um mercado tumultuado: com a queda no preço dos grãos, o lucro caiu cerca de 30% em 2011. Diante das dificuldades, o mercado começou a especular se a empresa seria vendida ou se abriria o capital em busca de recursos.  Mas, no início de 2012, é o Brasil, país em que a Dreyfus tem sua maior unidade de produção, que está no topo de sua lista de problemas. Em 2 de fevereiro, Margarita desembarcou em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para tentar acalmar os sócios da segunda maior usina de açúcar e álcool do país: a Santelisa Vale, um colosso com capacidade de moer 40 milhões de toneladas de cana por ano. Comprada em outubro de 2009 pela Dreyfus, a Santelisa Vale vive um período conturbado. Nascida após a fusão entre a Santelisa e a Vale do Rosário, em 2007, a empresa entrou em crise logo depois e, mergulhada em dívidas impagáveis, acabou vendida aos franceses. Era mais uma multinacional investindo no então promissor mercado de energias renováveis — BP, Shell e Bunge seguiram trilha semelhante. Na nova composição acionária da Santelisa Vale, a família Biagi, ex-controladora da empresa, ficou com uma participação de cerca de 15%. O bilionário saudita Wafic Saïd, amigo dos Dreyfus, com outros 9%. Todos confiavam que, sob o comando da gigante francesa, a usina finalmente atingiria seu potencial. Mas, passados três anos, o que se vê é o oposto disso.  Com capacidade ociosa, um relacionamento difícil com plantadores de cana e minoritários insatisfeitos, a Santelisa Vale voltou a ser o que era até 2009: uma usina de problemas para seus controladores. Os maus resultados vêm na pior hora possível para Margarita: pelo contrato assinado três anos atrás, os minoritários têm o direito de vender suas participações em 2012. Na época do acordo, o caminho imaginado para a saída deles era a abertura de capital da Santelisa. Mas, com os atuais resultados e a tentativa frustrada de emissão de ações da rival Copersucar em 2011, essa é, hoje, uma possibilidade tida como remota. A solução seria a Dreyfus comprar as ações — mas, como Margarita também está precisando de dinheiro, essa é uma saída improvável. Diante disso, os minoritários decidiram se armar. Os Biagi contrataram a Arion Capital para buscar um comprador para sua participação. Saïd deu ao banco de investimento BR Partners mandato semelhante. Com base no valor total das usinas da Louis Dreyfus, calculado pelo analista Salim Morsy, da consultoria Bloomberg New Energy Finance, a fatia de 25% dos sócios pode valer até 1,3 bilhão de reais. Enquanto não conseguem vender, executivos dos dois lados não escondem sua insatisfação com a Dreyfus. Para os minoritários, o tempo é um inimigo. Se por um lado a associação com a Dreyfus resolveu o problema de endividamento da empresa, por outro a gestão da multinacional foi uma decepção para os sócios.  A última safra brasileira de cana não foi boa para ninguém, é preciso dizer. Pela primeira vez em dez anos, a produção caiu, devido principalmente a fatores climáticos. Mas para a Dreyfus a escassez de matéria-prima foi especialmente ruim. Na última safra, suas usinas moeram 17% menos cana do que no ano anterior, enquanto a média da quebra no Centro-Sul do país ficou em 11%. Por que isso aconteceu? De acordo com executivos e produtores ouvidos por EXAME, pesou contra a companhia a dificuldade de relacionamento com os plantadores de cana. Desde que assumiu as usinas da Santelisa Vale e trocou as equipes de compra da matéria-prima, a multinacional adotou aquilo que é considerado pelos produtores um estilo pouco amigável de negociação, muito mais preocupado com detalhes, como o custo do frete Para fazendeiros habituados a negociar diretamente com donos de usinas, o jeitão profissional dos jovens traders da Dreyfus foi difícil de engolir. Como havia pouca cana disponível, muitos desviaram a produção para outras usinas. “A Santelisa era meu maior comprador, mas hoje vendo só 10% da cana para ela”, diz um produtor de Sertãozinho, cidade próxima a Ribeirão Preto. Com 30% de ociosidade nas usinas, é inevitável que a companhia reduza sua rentabilidade (os números de 2011 ainda não foram divulgados). “Se essa situação se agravar, o valor da Santelisa Vale, e, por consequência, da fatia dos minoritários, tende apenas a cair”, afirma um executivo próximo à negociação. “É melhor vender o mais rápido possível.” Irritado, o saudita Saïd enviou no ano passado uma carta para Margarita em que pedia a cabeça dos principais executivos da empresa.  Em janeiro, a Dreyfus demitiu Bruno Melcher da presidência. Em seu lugar entrou o argelino Christophe Akli, até então vice-presidente de operações. “As mudanças tiveram motivos pessoais”, diz Akli. “Estamos buscando uma aproximação maior com os fornecedores.” Foi em missão diplomática que Margarita aterrissou no Brasil em fevereiro. Ela jantou na fazenda da família Biagi em Pontal, a 350 quilômetros de São Paulo. No encontro para 30 convidados, entre garfadas no cordeiro à caçadora (receita da matriarca Edilah Biagi), Margarita pediu mais tempo. Disse que pode encontrar uma saída caso os minoritários aceitem esperar mais um ano. No final de 2011, a Dreyfus contratou os bancos Bradesco e JP Morgan para preparar seu IPO ou encontrar um novo sócio. De acordo com executivos próximos à operação, a companhia já conversou com a Petrobras. A estatal é sócia da francesa Tereos na Açúcar Guarani, e a Dreyfus aceitaria uma estrutura semelhante. Dada a situação financeira da Dreyfus, não se descarta que a empresa venda também parte de suas ações numa eventual transação. Seria um problema a menos para Margarita.  Revista Exame

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ice eu te pego

Ice eu te pego




Delicia, delicia...

Ice eu te pego, Ice eu te pego...

Uma delicia é nadar a favor da correnteza, ou seguir a tendência.

No ano 2010 a Ice fez uma bela tendência de alta com topos e fundos ascendentes indo nos alvos, e surfar a onda realmente uma delicia, fez um topo em maio de 2.011 acima de $3,00 dólares por libra peso coisa que na historia moderna do café só fez 4 vezes , mas não conseguiu completar a onda 5 que vinha direcional com alvo acima de $3,45, e começou a descer, aonde veio fazendo topos e fundos descendentes e estamos hoje no teste dos $2,00 dólares por libra peso.

Para a tendência de alta tínhamos como pano de fundo a fala de mercadorias de alta qualidade, ou seja, não havia falta de café, mas sim a falta de um determinado tipo de café, o café descascado da América Central, chamado dos centrais, e principalmente do café Colombiano.

Tínhamos também o que o mercado chamou de afrouxamento monetário por parte do governo norte americano chamado de quantitative easy 2 ou simplesmente Q.E 2, que na pratica jogou uma montanha de dólares no mercado que os seus beneficiários, digam-se bancos e grandes fundos, foram à procura de ganho rápido e encontraram vários ativos defasados por causa da crise onde eles entraram comprando fazendo uma bela recuperação destes ativos, e alguns ativos chamados de risco como o café encontraram fundamento e fizeram topo, como algodão, cacau e o nosso café.

Quando este estímulo acabou em maio de 2.011, que não é coincidência nosso mercado perdeu força para subir e começou a queda, um rumor de que teríamos um novo estimulo deste, oque seria o Q.E3, em agosto de 2.011 fez o mercado acreditar que poderíamos romper o topo deixado em maio e fazer novo topo, foram 17 pregoes consecutivos de alta, mas o negativo do estimulo por parte do governo norte americano, fez com o mercado voltasse a cair.

Graficamente o mercado esta fazendo um pit stop no 61,8% de Fibonacci na perna de alta de 2010/2011, tecnicamente o lugar de parar e existe a possibilidade de uma alta,

Delicia, delicia, Ice eu te pego...

Realmente seria uma delicia, mas temos fundamento para isso?

A crise no hemisfério norte começado nos EUA em 2007 e alastrado ao redor do mundo ainda esta longe de terminar e o método adotado por eles, de emissão de moeda, ou seja, criar inflação para que a divida não represente mais o mesmo tamanho simplesmente é o que chamamos na roça de empurrar com a barriga ou tapar o sol com a peneira, portanto a crise esta longe de terminar, e o que é pior com alto índice de desemprego, portanto para nós produtores um serio problema que é a perda do poder aquisitivo do consumidor final, pelo desemprego e inflação, portanto um agravante para acreditar em uma nova tendência de alta.

As indústrias nacionais e internacionais com uma escala media de estoque para 4 meses outro agravante nos fundamentos e uma safra maior pela bi anualidade do café o que é natural também interfere nesta possibilidade de alta.

Outra variante importante que é a taxa de cambio, que hoje reflete a grande quantidade de dinheiro no mercado, vemos isto claramente onde a entrada de capital estrangeiro em busca de rentabilidade fácil e um porto seguro, o governo com medidas desesperadas tenta segurar entrada deste capital e da cotação com aumento de impostos, que ilusão, mas ainda medidas improdutivas, e a tendência de valorização do nosso real continua o que também atrapalha em muito a cotação do café.

Desta forma o mercado não possui o pano e fundo necessário para uma recuperação da ICE, mas possui pano de fundo para queda, como o mercado adora uma surfar uma onda a favor, para os produtores que ainda precisam vender sua produção, é possível que o melhor momento já tenha passado.

Alguns países produtores de café de qualidade, que estão ainda em safra, pois começam sua colheita em outubro e novembro de cada ano, estão comercializando seu estoque abaixo do preço da tela da Ice, e o Brasil esta ainda tendo ágio da tela, portanto a dificuldade que o produtor enfrenta hoje é simples, tem quem vende mais barato e com mais qualidade, desta forma como o abastecimento esta dentro da escala não existe pressão compradora e os compradores esperam por uma melhor hora e preço para repor seus estoques o que devera dentro da safra brasileira, onde o produtor não tem escolha e precisa de capital de giro para a colheita.

Tecnicamente o mercado continua dentro de uma bandeira de baixa, testa nesta segunda feira o patamar abaixo de $2,00, se não conseguir fechar abaixo deste nível pode novamente flamular para cima e buscar o rompimento de 2,06 tendo alvo final em 2,1950, se mercado fizer este percurso pode melhorar os níveis de preço dando uma boa oportunidade de venda par ao produtor, mas isto devemos aguardar, mas lembrar de que café acima de R$400,00 ainda remunera o produtor com o lucro e lucro nunca quebrou ninguém, é um conceito que o produtor deve ter agora.

Como é difícil pegar esta onda, delicia delicia , Ice eu pego, ice eu te pego hein?

Uma boa semana a todos e bons negócios

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

domingo, 4 de março de 2012

DJones - Technical Special: ICE May Coffee Forming Potential Bear
 Pennant ICE May coffee futures have been consolidating in a sideways fashion fornearly two weeks, forming a potential "bear pennant" formation on the dailychart. That pattern hasn't yet been confirmed, but it is a traditionalcontinuation pattern, which would suggest downside losses on a confirmedbreakout. ICE May coffee recently traded down 190 points at $2.0220 a pound. Taking a look at the longer-term trend, the ICE May coffee contract has beenin a larger bear trend off the May 2011 peak above $3.1100 a pound. The marketis below the key 200-day moving average, currently at $2.4513. Trend-followingtraders generally interpret that as a bearish signal when price is below the200-day moving average. After consolidating for several months from December into February, the bearsforced a downside break to new 2012 lows on Feb. 13. For several days themarket dived lower, forming the so-called "flagpole" portion of the bearpennant. The recent consolidation sideways is forming the actual pennant. But,now a downside break below the lower trendline drawn off the Feb. 16 and Feb.29 daily lows would be needed to confirm the bearish potential of this downsidecontinuation pattern. That trendline comes in around $2.0193. Two consecutive settlements belowthat trendline would provide bearish confirmation of a fresh downswing ofmarket action. John Isaacson, analyst at the Hightower Report in Chicago, pointed to thebigger picture in the coffee market. "From the April peak, it has been in anice downtrend. It is a mature downtrend," he noted. Pointing to the recent sideways action, Isaacson added that "it is laboring"with little progress on the upside seen. He pointed to a potential trading opportunity. "Look to sell strength in the$2.2000 area, risking to the Feb. 7 high at $2.2500, with a target at $1.9000,"he concluded.

DIFERENCIAIS TESTAM A PACIÊNCIA DOS ALTISTAS

Mercado de Café – Comentário Semanal - de 27 de fevereiro a 02 de março de 2012
DIFERENCIAIS TESTAM A PACIÊNCIA DOS ALTISTAS

O Banco Central Europeu emprestou 529.5 bilhões de euros a 800 instituições financeiras na quarta-feira, com prazo de pagamento de três anos e juros de 1% – mais dinheiro do que havia emprestado em dezembro, e um recorde de participação, quase 1/3 das instituições registradas. A liquidez provida ajuda o financiamento de títulos de países da zona do euro, uma relação um tanto incestuosa.Nos Estados Unidos o presidente do FED esfriou os ânimos de quem tem apostado em mais injeção de liquidez (Quantitative Easing III).A mistura das duas informações fez com que o euro se desvalorizasse quase 2% durante a semana, e pesou um pouco mais para as commodities com a queda dos três principais índices entre 0.5% e 1.5%.O mercado de café em Nova Iorque caiu US$ 2.38 por saca no período, e em Londres a perda foi de US$ 2.16 por saca. Em São Paulo, o contrato negociado na BM&F escorregou mais, US$ 5.70 a saca, refletindo o melhor fluxo do físico internamente, que transpirou em mais vendas para o mercado externo com os diferenciais mais baratos – embora longe de estarem mais atrativos do que outros cafés disponíveis.Entre as origens exportadoras do arábica o destaque de venda continua sendo Honduras, cujas ofertas têm baixado tanto que já tem provocado a certificação contra o “C”. Por falar sobre os certificados, a ICE na semana divulgou que as atuais 1,571,689 sacas em estoque terão uma idade média de 1,487 dias (isto mesmo, quatro anos e quarenta e sete dias), e um desconto médio de 12.63 centavos de dólar por libra-peso no começo do próximo período de entrega. Vale notar que há cafés que podem ser comprados com desconto de quase US$ 60 por saca.Cafés da Etiópia tem atraído o interesse de compradores, como uma alternativa mais barata de substituição dos naturais mais caros no momento – leia-se Brasil – muito embora a “substituição” é temporária e limitada – até porquê não há nenhum outro país que possa abastecer o mercado com tanto café.Do lado do robusta o Vietnã continua firme no objetivo de apenas vender à preços mais altos, fazendo com que a utilização dos certificados da LIFFE aumentem. Na entrega do contrato de março, que começou na quinta-feira última, mais de 50% do volume dos estoques trocaram de mão, aparentemente envolvendo apenas dois grandes operadores.O relatório de posicionamento dos traders divulgado pelo CFTC na sexta-feira demonstrou um equilíbrio de compras e vendas dentro de cada uma das categorias que o órgão classifica os players. Em outras palavras há um equilíbrio maior entre os que acham que o mercado vai subir e cair. Opiniões de alguns analistas que apontam para uma posição grande vendida dos fundos (bruta) se concentram em uma observação de um período de tempo mais curto, pois os mesmos já estiveram com uma posição vendida de 54,449 lotes em 8 de maio de 2007 quando o número de contratos em aberto era de 209,466 lotes – comparados com os atuais 35,218 contratos e 181,316 lotes respectivamente.A consolidação acima de US$ 200.00 centavos em Nova Iorque ainda é frágil tecnicamente para que anime os altistas, ainda mais com um gráfico que forma uma bandeira de baixa, e com um fundamento um pouco menos firme.  Ou seja, os altistas vão ter que ter um pouco mais de paciência e se precaver com suas posições.Tenham uma excelente semana e muito bons negócios
,Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting