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terça-feira, 6 de março de 2012

Após pressão, café fecha próximo da estabilidade na ICE

Após pressão, café fecha próximo da estabilidade na ICE     

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US enceraram esta segunda-feira próximos da estabilidade, em um dia em que a posição maio chegou a romper o nível psicológico de 200,00 centavos de dólar por libra. Entretanto, abaixo desse nível de preço, mais uma vez, foi observada a ação de comerciais, que entraram comprando. Com isso, as perdas desaceleraram consideravelmente e o encerramento das operações do pregão se deu praticamente no mesmo patamar do final da semana anterior. Além disso, o primeiro grande suporte para o contrato de maio na bolsa, em 197,80 centavos de dólar por libra peso, não foi testado, o que abriu espaço para as recompras e aquisições, reequilibrando o mercado.  O mercado externo também contribuiu para a pressão. As bolsas de valores nos Estados Unidos voltaram a cair, ao passo que a maior parte das commodities também teve perdas, refletidas no fechamento negativo do índice CRB. Tecnicamente, o mercado vive entre o neutro e o baixista, ao passo que as perspectivas de longo prazo continuam negativas, principalmente quando confrontados os níveis atuais de preço com um referencial importante, como a média móvel de 200 dias. Fundamentalmente, o mercado também não conta com maiores novidades. Questões como oferta da Colômbia e safra no Brasil, apesar de suscitarem alguns comentários mais efetivos entre os players, já estão devidamente precificadas.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 10 pontos com 201,70 centavos, sendo a máxima em 202,50 e a mínima em 199,05 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 15 pontos, com a libra a 204,30 centavos, sendo a máxima em 205,05 e a mínima em 201,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 17 dólares, com 2.003 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 14 dólares, com 1.985 dólares por tonelada.  Segundo analistas internacionais, o dia já se iniciou pressionado, com queda de 80 pontos, que foi se acentuando, até o nível de 200,00 centavos ser rompido. O mercado atingiu a mínima de 199,05 centavos, nesse nível, no entanto, algumas recompras e aquisições de comerciais passaram a ser verificadas e, rapidamente, o nível de 200,00 centavos foi "recuperado". "Ainda temos alguns obstáculos para que os suportes possam ser testados. É possível que, caso os 197,80 centavos seja rompido, tenhamos uma ampliação nas liquidações", disse um trader. "A consolidação acima de US$ 200.00 centavos em Nova Iorque ainda é frágil tecnicamente para que anime os altistas, ainda mais com um gráfico que forma uma bandeira de baixa, e com um fundamento um pouco menos firme. Ou seja, os altistas vão ter que ter um pouco mais de paciência e se precaver com suas posições", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting.  As exportações de café do Equador em janeiro tiveram queda de 12%, indicou o Conselho Nacional do Café do país. Naquele mês, o país remeteu 89.683 sacas ao exterior, contra 102.074 sacas de janeiro de 2011. Os embarques de café verde totalizaram 30.589 sacas, contra 59.094 sacas de solúvel. Essas remessas resultaram em uma receita de 15,55 milhões de sacas, 3% menor que os 16,06 milhões de sacas de janeiro do ano passado.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 915 sacas, indo para 1.572.534 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.753 lotes, com as opções tendo 662 calls e 1.325 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50 e 209,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 199,05-199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra. 

Todos contra Margarita

Todos contra Margarita    
 A vida não está fácil para a bilionária russa Margarita Louis-Dreyfus.

Há três anos, ela é a mulher mais poderosa da agricultura mundial — sob seu comando, está a centenária Louis Dreyfus, uma das maiores vendedoras de commodities agrícolas do planeta, com faturamento de 60 bilhões de dólares. Sua vida mudou em 1988, quando, num voo entre Zurique e Londres, a então vendedora de equipamentos eletrônicos conheceu seu futuro marido, Robert Louis-Dreyfus. Casaram, tiveram três filhos e, após a morte de Robert, em 2009, coube a Margarita tocar os negócios.  O resto da família, como é típico em situações dessa natureza, não vai com sua cara — Margarita e os parentes franceses só se encontram em reuniões de acionistas da empresa. Desde que assumiu, Margarita vem enfrentando um mercado tumultuado: com a queda no preço dos grãos, o lucro caiu cerca de 30% em 2011. Diante das dificuldades, o mercado começou a especular se a empresa seria vendida ou se abriria o capital em busca de recursos.  Mas, no início de 2012, é o Brasil, país em que a Dreyfus tem sua maior unidade de produção, que está no topo de sua lista de problemas. Em 2 de fevereiro, Margarita desembarcou em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para tentar acalmar os sócios da segunda maior usina de açúcar e álcool do país: a Santelisa Vale, um colosso com capacidade de moer 40 milhões de toneladas de cana por ano. Comprada em outubro de 2009 pela Dreyfus, a Santelisa Vale vive um período conturbado. Nascida após a fusão entre a Santelisa e a Vale do Rosário, em 2007, a empresa entrou em crise logo depois e, mergulhada em dívidas impagáveis, acabou vendida aos franceses. Era mais uma multinacional investindo no então promissor mercado de energias renováveis — BP, Shell e Bunge seguiram trilha semelhante. Na nova composição acionária da Santelisa Vale, a família Biagi, ex-controladora da empresa, ficou com uma participação de cerca de 15%. O bilionário saudita Wafic Saïd, amigo dos Dreyfus, com outros 9%. Todos confiavam que, sob o comando da gigante francesa, a usina finalmente atingiria seu potencial. Mas, passados três anos, o que se vê é o oposto disso.  Com capacidade ociosa, um relacionamento difícil com plantadores de cana e minoritários insatisfeitos, a Santelisa Vale voltou a ser o que era até 2009: uma usina de problemas para seus controladores. Os maus resultados vêm na pior hora possível para Margarita: pelo contrato assinado três anos atrás, os minoritários têm o direito de vender suas participações em 2012. Na época do acordo, o caminho imaginado para a saída deles era a abertura de capital da Santelisa. Mas, com os atuais resultados e a tentativa frustrada de emissão de ações da rival Copersucar em 2011, essa é, hoje, uma possibilidade tida como remota. A solução seria a Dreyfus comprar as ações — mas, como Margarita também está precisando de dinheiro, essa é uma saída improvável. Diante disso, os minoritários decidiram se armar. Os Biagi contrataram a Arion Capital para buscar um comprador para sua participação. Saïd deu ao banco de investimento BR Partners mandato semelhante. Com base no valor total das usinas da Louis Dreyfus, calculado pelo analista Salim Morsy, da consultoria Bloomberg New Energy Finance, a fatia de 25% dos sócios pode valer até 1,3 bilhão de reais. Enquanto não conseguem vender, executivos dos dois lados não escondem sua insatisfação com a Dreyfus. Para os minoritários, o tempo é um inimigo. Se por um lado a associação com a Dreyfus resolveu o problema de endividamento da empresa, por outro a gestão da multinacional foi uma decepção para os sócios.  A última safra brasileira de cana não foi boa para ninguém, é preciso dizer. Pela primeira vez em dez anos, a produção caiu, devido principalmente a fatores climáticos. Mas para a Dreyfus a escassez de matéria-prima foi especialmente ruim. Na última safra, suas usinas moeram 17% menos cana do que no ano anterior, enquanto a média da quebra no Centro-Sul do país ficou em 11%. Por que isso aconteceu? De acordo com executivos e produtores ouvidos por EXAME, pesou contra a companhia a dificuldade de relacionamento com os plantadores de cana. Desde que assumiu as usinas da Santelisa Vale e trocou as equipes de compra da matéria-prima, a multinacional adotou aquilo que é considerado pelos produtores um estilo pouco amigável de negociação, muito mais preocupado com detalhes, como o custo do frete Para fazendeiros habituados a negociar diretamente com donos de usinas, o jeitão profissional dos jovens traders da Dreyfus foi difícil de engolir. Como havia pouca cana disponível, muitos desviaram a produção para outras usinas. “A Santelisa era meu maior comprador, mas hoje vendo só 10% da cana para ela”, diz um produtor de Sertãozinho, cidade próxima a Ribeirão Preto. Com 30% de ociosidade nas usinas, é inevitável que a companhia reduza sua rentabilidade (os números de 2011 ainda não foram divulgados). “Se essa situação se agravar, o valor da Santelisa Vale, e, por consequência, da fatia dos minoritários, tende apenas a cair”, afirma um executivo próximo à negociação. “É melhor vender o mais rápido possível.” Irritado, o saudita Saïd enviou no ano passado uma carta para Margarita em que pedia a cabeça dos principais executivos da empresa.  Em janeiro, a Dreyfus demitiu Bruno Melcher da presidência. Em seu lugar entrou o argelino Christophe Akli, até então vice-presidente de operações. “As mudanças tiveram motivos pessoais”, diz Akli. “Estamos buscando uma aproximação maior com os fornecedores.” Foi em missão diplomática que Margarita aterrissou no Brasil em fevereiro. Ela jantou na fazenda da família Biagi em Pontal, a 350 quilômetros de São Paulo. No encontro para 30 convidados, entre garfadas no cordeiro à caçadora (receita da matriarca Edilah Biagi), Margarita pediu mais tempo. Disse que pode encontrar uma saída caso os minoritários aceitem esperar mais um ano. No final de 2011, a Dreyfus contratou os bancos Bradesco e JP Morgan para preparar seu IPO ou encontrar um novo sócio. De acordo com executivos próximos à operação, a companhia já conversou com a Petrobras. A estatal é sócia da francesa Tereos na Açúcar Guarani, e a Dreyfus aceitaria uma estrutura semelhante. Dada a situação financeira da Dreyfus, não se descarta que a empresa venda também parte de suas ações numa eventual transação. Seria um problema a menos para Margarita.  Revista Exame

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ice eu te pego

Ice eu te pego




Delicia, delicia...

Ice eu te pego, Ice eu te pego...

Uma delicia é nadar a favor da correnteza, ou seguir a tendência.

No ano 2010 a Ice fez uma bela tendência de alta com topos e fundos ascendentes indo nos alvos, e surfar a onda realmente uma delicia, fez um topo em maio de 2.011 acima de $3,00 dólares por libra peso coisa que na historia moderna do café só fez 4 vezes , mas não conseguiu completar a onda 5 que vinha direcional com alvo acima de $3,45, e começou a descer, aonde veio fazendo topos e fundos descendentes e estamos hoje no teste dos $2,00 dólares por libra peso.

Para a tendência de alta tínhamos como pano de fundo a fala de mercadorias de alta qualidade, ou seja, não havia falta de café, mas sim a falta de um determinado tipo de café, o café descascado da América Central, chamado dos centrais, e principalmente do café Colombiano.

Tínhamos também o que o mercado chamou de afrouxamento monetário por parte do governo norte americano chamado de quantitative easy 2 ou simplesmente Q.E 2, que na pratica jogou uma montanha de dólares no mercado que os seus beneficiários, digam-se bancos e grandes fundos, foram à procura de ganho rápido e encontraram vários ativos defasados por causa da crise onde eles entraram comprando fazendo uma bela recuperação destes ativos, e alguns ativos chamados de risco como o café encontraram fundamento e fizeram topo, como algodão, cacau e o nosso café.

Quando este estímulo acabou em maio de 2.011, que não é coincidência nosso mercado perdeu força para subir e começou a queda, um rumor de que teríamos um novo estimulo deste, oque seria o Q.E3, em agosto de 2.011 fez o mercado acreditar que poderíamos romper o topo deixado em maio e fazer novo topo, foram 17 pregoes consecutivos de alta, mas o negativo do estimulo por parte do governo norte americano, fez com o mercado voltasse a cair.

Graficamente o mercado esta fazendo um pit stop no 61,8% de Fibonacci na perna de alta de 2010/2011, tecnicamente o lugar de parar e existe a possibilidade de uma alta,

Delicia, delicia, Ice eu te pego...

Realmente seria uma delicia, mas temos fundamento para isso?

A crise no hemisfério norte começado nos EUA em 2007 e alastrado ao redor do mundo ainda esta longe de terminar e o método adotado por eles, de emissão de moeda, ou seja, criar inflação para que a divida não represente mais o mesmo tamanho simplesmente é o que chamamos na roça de empurrar com a barriga ou tapar o sol com a peneira, portanto a crise esta longe de terminar, e o que é pior com alto índice de desemprego, portanto para nós produtores um serio problema que é a perda do poder aquisitivo do consumidor final, pelo desemprego e inflação, portanto um agravante para acreditar em uma nova tendência de alta.

As indústrias nacionais e internacionais com uma escala media de estoque para 4 meses outro agravante nos fundamentos e uma safra maior pela bi anualidade do café o que é natural também interfere nesta possibilidade de alta.

Outra variante importante que é a taxa de cambio, que hoje reflete a grande quantidade de dinheiro no mercado, vemos isto claramente onde a entrada de capital estrangeiro em busca de rentabilidade fácil e um porto seguro, o governo com medidas desesperadas tenta segurar entrada deste capital e da cotação com aumento de impostos, que ilusão, mas ainda medidas improdutivas, e a tendência de valorização do nosso real continua o que também atrapalha em muito a cotação do café.

Desta forma o mercado não possui o pano e fundo necessário para uma recuperação da ICE, mas possui pano de fundo para queda, como o mercado adora uma surfar uma onda a favor, para os produtores que ainda precisam vender sua produção, é possível que o melhor momento já tenha passado.

Alguns países produtores de café de qualidade, que estão ainda em safra, pois começam sua colheita em outubro e novembro de cada ano, estão comercializando seu estoque abaixo do preço da tela da Ice, e o Brasil esta ainda tendo ágio da tela, portanto a dificuldade que o produtor enfrenta hoje é simples, tem quem vende mais barato e com mais qualidade, desta forma como o abastecimento esta dentro da escala não existe pressão compradora e os compradores esperam por uma melhor hora e preço para repor seus estoques o que devera dentro da safra brasileira, onde o produtor não tem escolha e precisa de capital de giro para a colheita.

Tecnicamente o mercado continua dentro de uma bandeira de baixa, testa nesta segunda feira o patamar abaixo de $2,00, se não conseguir fechar abaixo deste nível pode novamente flamular para cima e buscar o rompimento de 2,06 tendo alvo final em 2,1950, se mercado fizer este percurso pode melhorar os níveis de preço dando uma boa oportunidade de venda par ao produtor, mas isto devemos aguardar, mas lembrar de que café acima de R$400,00 ainda remunera o produtor com o lucro e lucro nunca quebrou ninguém, é um conceito que o produtor deve ter agora.

Como é difícil pegar esta onda, delicia delicia , Ice eu pego, ice eu te pego hein?

Uma boa semana a todos e bons negócios

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

domingo, 4 de março de 2012

DJones - Technical Special: ICE May Coffee Forming Potential Bear
 Pennant ICE May coffee futures have been consolidating in a sideways fashion fornearly two weeks, forming a potential "bear pennant" formation on the dailychart. That pattern hasn't yet been confirmed, but it is a traditionalcontinuation pattern, which would suggest downside losses on a confirmedbreakout. ICE May coffee recently traded down 190 points at $2.0220 a pound. Taking a look at the longer-term trend, the ICE May coffee contract has beenin a larger bear trend off the May 2011 peak above $3.1100 a pound. The marketis below the key 200-day moving average, currently at $2.4513. Trend-followingtraders generally interpret that as a bearish signal when price is below the200-day moving average. After consolidating for several months from December into February, the bearsforced a downside break to new 2012 lows on Feb. 13. For several days themarket dived lower, forming the so-called "flagpole" portion of the bearpennant. The recent consolidation sideways is forming the actual pennant. But,now a downside break below the lower trendline drawn off the Feb. 16 and Feb.29 daily lows would be needed to confirm the bearish potential of this downsidecontinuation pattern. That trendline comes in around $2.0193. Two consecutive settlements belowthat trendline would provide bearish confirmation of a fresh downswing ofmarket action. John Isaacson, analyst at the Hightower Report in Chicago, pointed to thebigger picture in the coffee market. "From the April peak, it has been in anice downtrend. It is a mature downtrend," he noted. Pointing to the recent sideways action, Isaacson added that "it is laboring"with little progress on the upside seen. He pointed to a potential trading opportunity. "Look to sell strength in the$2.2000 area, risking to the Feb. 7 high at $2.2500, with a target at $1.9000,"he concluded.

DIFERENCIAIS TESTAM A PACIÊNCIA DOS ALTISTAS

Mercado de Café – Comentário Semanal - de 27 de fevereiro a 02 de março de 2012
DIFERENCIAIS TESTAM A PACIÊNCIA DOS ALTISTAS

O Banco Central Europeu emprestou 529.5 bilhões de euros a 800 instituições financeiras na quarta-feira, com prazo de pagamento de três anos e juros de 1% – mais dinheiro do que havia emprestado em dezembro, e um recorde de participação, quase 1/3 das instituições registradas. A liquidez provida ajuda o financiamento de títulos de países da zona do euro, uma relação um tanto incestuosa.Nos Estados Unidos o presidente do FED esfriou os ânimos de quem tem apostado em mais injeção de liquidez (Quantitative Easing III).A mistura das duas informações fez com que o euro se desvalorizasse quase 2% durante a semana, e pesou um pouco mais para as commodities com a queda dos três principais índices entre 0.5% e 1.5%.O mercado de café em Nova Iorque caiu US$ 2.38 por saca no período, e em Londres a perda foi de US$ 2.16 por saca. Em São Paulo, o contrato negociado na BM&F escorregou mais, US$ 5.70 a saca, refletindo o melhor fluxo do físico internamente, que transpirou em mais vendas para o mercado externo com os diferenciais mais baratos – embora longe de estarem mais atrativos do que outros cafés disponíveis.Entre as origens exportadoras do arábica o destaque de venda continua sendo Honduras, cujas ofertas têm baixado tanto que já tem provocado a certificação contra o “C”. Por falar sobre os certificados, a ICE na semana divulgou que as atuais 1,571,689 sacas em estoque terão uma idade média de 1,487 dias (isto mesmo, quatro anos e quarenta e sete dias), e um desconto médio de 12.63 centavos de dólar por libra-peso no começo do próximo período de entrega. Vale notar que há cafés que podem ser comprados com desconto de quase US$ 60 por saca.Cafés da Etiópia tem atraído o interesse de compradores, como uma alternativa mais barata de substituição dos naturais mais caros no momento – leia-se Brasil – muito embora a “substituição” é temporária e limitada – até porquê não há nenhum outro país que possa abastecer o mercado com tanto café.Do lado do robusta o Vietnã continua firme no objetivo de apenas vender à preços mais altos, fazendo com que a utilização dos certificados da LIFFE aumentem. Na entrega do contrato de março, que começou na quinta-feira última, mais de 50% do volume dos estoques trocaram de mão, aparentemente envolvendo apenas dois grandes operadores.O relatório de posicionamento dos traders divulgado pelo CFTC na sexta-feira demonstrou um equilíbrio de compras e vendas dentro de cada uma das categorias que o órgão classifica os players. Em outras palavras há um equilíbrio maior entre os que acham que o mercado vai subir e cair. Opiniões de alguns analistas que apontam para uma posição grande vendida dos fundos (bruta) se concentram em uma observação de um período de tempo mais curto, pois os mesmos já estiveram com uma posição vendida de 54,449 lotes em 8 de maio de 2007 quando o número de contratos em aberto era de 209,466 lotes – comparados com os atuais 35,218 contratos e 181,316 lotes respectivamente.A consolidação acima de US$ 200.00 centavos em Nova Iorque ainda é frágil tecnicamente para que anime os altistas, ainda mais com um gráfico que forma uma bandeira de baixa, e com um fundamento um pouco menos firme.  Ou seja, os altistas vão ter que ter um pouco mais de paciência e se precaver com suas posições.Tenham uma excelente semana e muito bons negócios
,Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

sábado, 3 de março de 2012

Escritório Carvalhaes

No curto prazo continuaram pressionando as cotações do café   

  A situação da crise europeia aparenta ter melhorado com as operações do Banco Central Europeu (BCE), que na quarta-feira injetou mais 529,5 bilhões de euros em 800 bancos, totalizando 1,1 trilhão de empréstimos para os bancos da zona do euro. O governo brasileiro agiu rapidamente em relação à forte liquidez criada pelo BCE adotando medidas cambiais preventivas. O excesso de liquidez tem tudo para aumentar o apetite dos investidores por ativos de maior risco, entre eles as commodities. Os fundamentos positivos do café devem atrair parte desses capitais. Mesmo assim, interesses de curto prazo continuaram pressionando as cotações do café nas bolsas de futuro e dificultando os negócios no mercado físico brasileiro. Em nossa opinião essa pressão não é saudável e não reflete o quadro dos fundamentos do mercado de café. Os últimos números divulgados pela OIC – Organização Internacional do Café confirmam o precário equilíbrio entre a produção e o consumo mundial de café, bem como as dificuldades encontradas por importantes países produtores para aumentar ou até mesmo manter seus níveis de produção. A OIC também projetou três cenários para a demanda mundial por café, nos próximos dez anos: - Crescimento baixo, mais 1,5% ao ano, levando consumo mundial de café para 156,7 milhões de sacas. - Crescimento médio, mais 2% ao ano, levando o consumo mundial para 164,6 milhões de sacas. - Crescimento alto, mais 2,5% ao ano, correspondendo a um consumo mundial de 172,8 milhões de sacas. A situação é crítica mesmo adotando o cenário de crescimento mais conservador: aumento do consumo mundial em dez anos para 156,7 milhões de sacas. A OIC estima a produção global de café 2011/2012 em 128,5 milhões de sacas de 60 kg. Para atingirmos 156,7 milhões, a produção mundial precisará crescer 28,2 milhões de sacas em dez anos! Quem acompanha o mercado de café sabe como é difícil um crescimento como este. Mudanças climáticas, custos de investimento, competição por terras agriculturáveis e alternativas de menos risco para os agricultores, turvam ainda mais o cenário. A queda das cotações neste início de ano é mais um obstáculo ao aumento da produção. No Brasil, mesmo com os níveis de preço atingidos no ano passado, não houve uma corrida por terras para produzir café. O recuo das cotações traz mais insegurança e dúvidas aos cafeicultores. Não existe lógica na baixa de preços que ocorre atualmente. O tamanho da próxima safra brasileira, se vier a se confirmar, evitará uma situação caótica no fornecimento mundial de café, mas esta longe de significar um novo período de tranquilidade para o mercado cafeeiro. Até o dia 29, os embarques de fevereiro estavam em 1.562.266 sacas de café arábica, 49.334 sacas de café conillon, somando 1.611.600 sacas de café verde, mais 192.917 sacas de solúvel, contra 1.504.058 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 29, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro totalizavam 2.255.020 sacas, contra 2.053.468 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 24, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 2, caiu nos contratos para entrega em maio próximo, 180 pontos ou US$ 2,38 (R$ 4,10) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 24 a R$ 459,46/saca e hoje, dia 2, a R$ 460,74/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 230 pontos.
 Escritório Carvalhaes
Café tem novo recuo na ICE e gráficos indicam formação baixista  
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, com a retomada das vendas especulativas. Apesar da retração, o intervalo construído recentemente, após as fortes baixas, conseguiu ser preservado e o maio não testou o nível psicológico de 200,00 centavos por libra peso. Os fatores externos também contribuíram para o desempenho negativo do café no dia. O dólar subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que abriu espaço para que muitos players operassem liquidando no segmento de matérias-primas, visando obtenção de lucros em outras moedas. O índice CRB, com isso, fechou a sexta com perda de 0,82%.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 230 pontos com 201,80 centavos, sendo a máxima em 204,75 e a mínima em 200,75 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 230 pontos, com a libra a 204,45 centavos, sendo a máxima em 207,60 e a mínima em 203,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 2 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 1 dólar, com 1.999 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o maio para o café experimenta um movimento consolidativo, depois das recentes quedas. porém, formando uma potencial "bandeira baixista" no gráfico diário. Tal padrão, na visão dos analistas, ainda não havia sifo confirmado, mas tradicionalmente a continuidade desse modelo sugere retrações. Avaliando o mercado no longo prazo, operadores indicam que o contrato de maio registra uma longa tendência baixista desde maio de 2011, quando chegou a ir acima dos 311,00 centavos. Atualmente, o mercado se posiciona abaixo da média móvel de 200 dias, que hoje está em 245,13 centavos. Muitos traders usam esse referencial, sendo que cotações abaixo da referida média é uma sinalização baixista. Após consolidar posição entre dezembro e fevereiro, os baixistas forçaram uma nova baixa em 13 de fevereiro. Por vários dias, o mercado foi consideravelmente pressionado, permitindo uma formação gráfica denominada "mastro", de propensão bear (baixista). A recente consolidação seria a formação da "bandeira baixista", sendo que players avaliam que se as mínimas de 16 e 29 de fevereiro sejam atingidas seria possível afirmar o potencial de baixa do atual mercado.  John Isaacson, analista do Highrower Report, em Chicago, sustentou que a formação atual é desfavorável. "Estamos tendo um desenho gráfico baixista bastante maduro, consistente", ressaltou. Para o especialista, o mercado pode ganhar alguma força se testar um patamar próximo de 220,00 centavos por libra, indo até ao nível de 7 de fevereiro, em 225,00 centavos, ao passo que o alvo de baixa estaria em 190,00 centavos. "O excesso de liquidez tem tudo para aumentar o apetite dos investidores por ativos de maior risco, entre eles as commodities. Os fundamentos positivos do café devem atrair parte desses capitais. Mesmo assim, interesses de curto prazo continuaram pressionando as cotações do café nas bolsas de futuro e dificultando os negócios no mercado físico brasileiro. Em nossa opinião essa pressão não é saudável e não reflete o quadro dos fundamentos do mercado de café", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.  As exportações de café da Costa Rica, até 27 de fevereiro, apresentavam queda de 8% na temporada, com 389.986 sacas, indicou o Icafé (Instituto de Café da Costa Rica). Esse país centro-americano exportou 422.189 sacas durante o mesmo período de 2010/2011. As vendas totais de café para o exterior tiveram baixa de 24% nos 12 meses encerrados em fevereiro, com 875.714 sacas, com preço médio de 2,48 dólares por libra. O Icafé estimou o consumo local em 53.997 sacas, volume menor que o observado no mesmo período do ano anterior — 97.051 sacas.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.030 sacas, indo para 1.571.619 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.903 lotes, com as opções tendo 1.737 calls e 467 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00 e 211,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 200,75, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.   
  Londres chega a romper 2 mil dólares, mas fecha com alta   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com altas mínimas para os contratos de maior liquidez e retração ligeira para as posições mais a futuro, em um dia extremamente calmo. Num primeiro momento, o mercado se viu com altas e as expectativas eram de garantia de que novos avanços poderiam ser experimentados. No entanto, seguindo o mau humor de Nova Iorque, algumas baixas chegaram a ser reportadas, com o maio rompendo os 2.000 dólares. Nesse nível, contudo, os comerciais se mostram bons compradores e, ao final do dia, uma recuperação pôde ser experimentada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizada pelo volume exíguo de lotes comercializados e pela manutenção do intervalo construído recentemente, ainda que a mínima para o maio tenha atingido os 1.999 dólares. "Essa pequena 'derivação' não é indicativo de uma mudança de tendência. Os baixistas não conseguiram pressionar mais o mercado e, diante da oferta bastante limitada das origens, voltamos a ter um dia de altas, ainda que mínimas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 3,01 mil lotes, com o julho tendo 1,20 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 21 dólar. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 2 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 1 dólar, com 1.999 dólares por tonelada.  
    CAFÉ: NOVA YORK FECHA EM QUEDA COM PRESSÃO DE ESPECULADORES  Nova York, 2 - Os contratos futuros de café arábica terminaram o dia com perdas na bolsa ICE Futures US, em Nova York, pressionados pela força do dólar. Os lotes para entrega em maio caíram 230 pontos ou 1,13%, cotados a 201,80 cents/lb - menor nível em duas semanas. O movimento foi conduzido principalmente por vendas de especuladores. Além disso, torrefadoras continuam esperando que os preços caiam mais antes de entrar comprando, disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. "Não há muito acontecendo no lado dos fundamentos e estamos vulneráveis a qualquer novidade nos fundamentos", acrescentou. "Parece que torrefadoras não estão comprando agressivamente aqui." Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 2 de março de 2012

ESPECIALISTAS DEFENDEM MAIS MEDIDAS PARA SEGURAR CÂMBIO

ESPECIALISTAS DEFENDEM MAIS MEDIDAS PARA SEGURAR CÂMBIO 
São Paulo, 1 -
 A decisão do governo de elevar de dois para três anos a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos no exterior foi bem recebida por especialistas, mas eles ponderam que é necessário a adoção de medidas adicionais, que vão desde o BC ter que fazer uma supervisão mais forte sobre o cumprimento das obrigações dos Investimentos Estrangeiros Diretos, a fim de evitar arbitragem de empresas, até ampliar a atividade do Fundo Soberano Brasileiro para alocar melhor os recursos das reservas cambiais, inclusive para reduzir os custos de crédito para exportações e importações. O ex-secretário de Política Econômica Luiz Gonzaga Belluzzo diz que é correta a decisão do governo de estender a cobrança de IOF, mas ressaltou que seria interessante a implementação de mais medidas. "É preciso adotar quarentena para recursos externos que ingressam no País por um prazo acima de seis meses", defendeu. Belluzzo avalia que sem medidas adicionais "o real vai se valorizar muito mais, com o tsunami de dinheiro que já está ocorrendo no Brasil, especialmente após a decisão de ontem do BCE de liberar 529 bilhões de euros para 800 bancos que atuam na Europa". Segundo Belluzzo, seria relevante também o governo fazer uma triagem bem mais seletiva sobre os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), a fim de evitar "o misto de arbitragem e especulação" que, na sua opinião, ocorre no Brasil há um bom tempo por vários mecanismos, especialmente por empréstimos intercompanhias. "O Banco Central poderia fazer esse trabalho de supervisão, talvez com o auxílio técnico do BNDES, que tem expertise na aferição da comprovação de cronogramas de investimentos de empresas", disse. Janela Segundo o diretor da NGO Corretora Sidnei Nehme, para que o governo torne eficiente a cobrança do IOF anunciada hoje seria relevante adotar uma medida adicional, como não permitir que tais recursos sejam reenviados para fora, para uma conta da empresa num banco, a titulo de disponibilidade no exterior. Outro ponto relevante é obrigar quem faz investimentos diretos estrangeiros no Brasil a comprovar ao Banco Central que está aplicando os recursos de acordo com um cronograma previamente manifestado ao BC. "Seria necessário que a empresa que traz recursos de fora, via essa modalidade de financiamento, tenha fechada uma janela de oportunidade que existe hoje", disse Nehme. A brecha, segundo ele, está justamente no fato de a empresa poder remeter esse dinheiro para o exterior numa conta aberta - como disponibilidade externa - e em seguida poder trazer os recursos novamente ao Brasil e investi-los como bem entender. Fundo Soberano Para Natan Blanche, sócio da Tendências Consultoria, o mecanismo mais eficiente para o governo conter a tendência de valorização do câmbio decorrente da excessiva liquidez internacional seria ampliar ainda mais a atuação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). "Medidas como o uso do IOF para empréstimos externos podem ser eficientes de maneira pontual, mas não serão úteis para atacar questões estruturais, como a injeção monumental de recursos pelos principais bancos centrais do mundo. "É preciso buscar soluções duradouras, com menor impacto para as contas públicas", destacou. Pelas contas do especialista, o Brasil dispõe de US$ 356,3 bilhões em reservas cambiais. Desse total, há um excesso aproximado de US$ 156 bilhões, que, a um custo fiscal de 7%, implicariam despesas para o Tesouro equivalentes a US$ 10,5 bilhões ao ano. "Seria melhor para as contas públicas e para geração de milhares de empregos na economia nacional que US$ 100 bilhões fossem aplicados no FSB, a fim de financiar exportações e importações, que têm boa base de financiamento no exterior", afirmou. Para Blanche, uma das formas para se chegar ao montante do excesso de reservas próximo a US$ 156 bilhões é avaliar que desde que as reservas atingiram US$ 200 bilhões em 2009, o CDS, indicador que mede o risco soberano de default, não variou muito desde então. Um outro parâmetro é o nível de reservas ante a dívida externa do País, que segundo ele está perto de 115%. "O Fundo Soberano hoje tem R$ 14 bilhões. Se esse montante subisse para o equivalente a US$ 100 bilhões, boa parte das importações de equipamentos necessários para explorar a camada do pré-sal nos próximos anos poderia sair dessa fonte nacional, em vez de empréstimos em bancos lá fora", afirmou. Segundo ele, o conselho deliberativo do FSB, composto pelos ministérios da Fazenda, Planejamento e BC, poderiam definir que uma parcela desses recursos poderia ser dedicado a Adiantamentos de Contratos de Câmbio para exportadores, que seriam distribuídos a bancos, inclusive o BB, para torná-los disponíveis comercialmente.

BC limita financiamento à exportação para proteger câmbio

BC limita financiamento à exportação para proteger câmbio


quinta-feira, 1 de março de 2012 22:31

Por Patrícia Duarte



SÃO PAULO, 1 Mar (Reuters) - Como mais uma medida para proteger o mercado cambial e evitar uma valorização excessiva do real frente ao dólar, o Banco Central divulgou na noite desta quinta-feira medida que impõe limitações a financiamento de exportações.



De acordo com o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, a decisão vale para a modalidade de pagamento antecipado de exportações, que tem prazo ilimitado sem taxação e, agora, passa a contar com esse benefício apenas com operações de prazos de até 360 dias. As que ultrapassarem esse prazo, passarão a ter a cobrança de alíquota de 6 por cento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).



"É mais uma medida sim (para atuar no mercado cambial)... A grande maioria das exportações tem ciclo produtivo de até 360 dias", afirmou o diretor à Reuters.



Nesta quinta-feira, o governo anunciou outra ação para evitar que o dólar perca ainda mais força frente ao real, ao ampliar de 2 para 3 anos os prazos de empréstimos feitos no exterior pelas empresas e bancos no país e que sofram a incidência de um IOF de 6 por cento. Além disso, o próprio BC tem atuado no mercado cambial, com leilões de compra de dólares.



Mendes explicou ainda que a nova medida, além de limitar o prazo das operações de pagamento antecipado em 360 dias sem tributos, ela também obriga que apenas o importador possa fazer o financiamento das vendas externas. Ou seja, o exportador brasileiro somente poderá usar essa linha com o importador com o qual está fazendo o negócio, e não mais recorrer a terceiros, como bancos.



Segundo o diretor, em 2011, essa modalidade de financiamento chegou a 54,4 bilhões de dólares e, neste ano, já está em 8 bilhões de dólares. Do total do ano passado, 31 bilhões de dólares eram de curto prazo, de 360 dias.



Para Mendes, as operações acima desse prazo são legítimas e fazem parte do dia a dia das empresas, mas a avaliação dentro do governo é de que o ciclo de produção da exportação no Brasil está dentro do prazo de 360 dias e, por isso, a decisão de colocar limitações para evitar mais fluxos ao país.



"Essa é uma modalidade de ingresso de recursos no país", afirmou ele.



O governo está preocupado em proteger o dólar para evitar que as empresas brasileiras percam competitividade no exterior. Com a liquidez no mercado internacional cada vez mais elevada, investidores estrangeiros têm buscado alternativas mais rentáveis de aplicação nos mercados emergentes, como o Brasil, que oferecem bons retornos. Atualmente, o dólar está próximo a 1,70 real e a ação do governo tem sido a de evitar que ele caia abaixo desse patamar.