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sábado, 3 de março de 2012

Escritório Carvalhaes

No curto prazo continuaram pressionando as cotações do café   

  A situação da crise europeia aparenta ter melhorado com as operações do Banco Central Europeu (BCE), que na quarta-feira injetou mais 529,5 bilhões de euros em 800 bancos, totalizando 1,1 trilhão de empréstimos para os bancos da zona do euro. O governo brasileiro agiu rapidamente em relação à forte liquidez criada pelo BCE adotando medidas cambiais preventivas. O excesso de liquidez tem tudo para aumentar o apetite dos investidores por ativos de maior risco, entre eles as commodities. Os fundamentos positivos do café devem atrair parte desses capitais. Mesmo assim, interesses de curto prazo continuaram pressionando as cotações do café nas bolsas de futuro e dificultando os negócios no mercado físico brasileiro. Em nossa opinião essa pressão não é saudável e não reflete o quadro dos fundamentos do mercado de café. Os últimos números divulgados pela OIC – Organização Internacional do Café confirmam o precário equilíbrio entre a produção e o consumo mundial de café, bem como as dificuldades encontradas por importantes países produtores para aumentar ou até mesmo manter seus níveis de produção. A OIC também projetou três cenários para a demanda mundial por café, nos próximos dez anos: - Crescimento baixo, mais 1,5% ao ano, levando consumo mundial de café para 156,7 milhões de sacas. - Crescimento médio, mais 2% ao ano, levando o consumo mundial para 164,6 milhões de sacas. - Crescimento alto, mais 2,5% ao ano, correspondendo a um consumo mundial de 172,8 milhões de sacas. A situação é crítica mesmo adotando o cenário de crescimento mais conservador: aumento do consumo mundial em dez anos para 156,7 milhões de sacas. A OIC estima a produção global de café 2011/2012 em 128,5 milhões de sacas de 60 kg. Para atingirmos 156,7 milhões, a produção mundial precisará crescer 28,2 milhões de sacas em dez anos! Quem acompanha o mercado de café sabe como é difícil um crescimento como este. Mudanças climáticas, custos de investimento, competição por terras agriculturáveis e alternativas de menos risco para os agricultores, turvam ainda mais o cenário. A queda das cotações neste início de ano é mais um obstáculo ao aumento da produção. No Brasil, mesmo com os níveis de preço atingidos no ano passado, não houve uma corrida por terras para produzir café. O recuo das cotações traz mais insegurança e dúvidas aos cafeicultores. Não existe lógica na baixa de preços que ocorre atualmente. O tamanho da próxima safra brasileira, se vier a se confirmar, evitará uma situação caótica no fornecimento mundial de café, mas esta longe de significar um novo período de tranquilidade para o mercado cafeeiro. Até o dia 29, os embarques de fevereiro estavam em 1.562.266 sacas de café arábica, 49.334 sacas de café conillon, somando 1.611.600 sacas de café verde, mais 192.917 sacas de solúvel, contra 1.504.058 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 29, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro totalizavam 2.255.020 sacas, contra 2.053.468 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 24, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 2, caiu nos contratos para entrega em maio próximo, 180 pontos ou US$ 2,38 (R$ 4,10) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 24 a R$ 459,46/saca e hoje, dia 2, a R$ 460,74/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 230 pontos.
 Escritório Carvalhaes
Café tem novo recuo na ICE e gráficos indicam formação baixista  
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, com a retomada das vendas especulativas. Apesar da retração, o intervalo construído recentemente, após as fortes baixas, conseguiu ser preservado e o maio não testou o nível psicológico de 200,00 centavos por libra peso. Os fatores externos também contribuíram para o desempenho negativo do café no dia. O dólar subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que abriu espaço para que muitos players operassem liquidando no segmento de matérias-primas, visando obtenção de lucros em outras moedas. O índice CRB, com isso, fechou a sexta com perda de 0,82%.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 230 pontos com 201,80 centavos, sendo a máxima em 204,75 e a mínima em 200,75 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 230 pontos, com a libra a 204,45 centavos, sendo a máxima em 207,60 e a mínima em 203,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 2 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 1 dólar, com 1.999 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o maio para o café experimenta um movimento consolidativo, depois das recentes quedas. porém, formando uma potencial "bandeira baixista" no gráfico diário. Tal padrão, na visão dos analistas, ainda não havia sifo confirmado, mas tradicionalmente a continuidade desse modelo sugere retrações. Avaliando o mercado no longo prazo, operadores indicam que o contrato de maio registra uma longa tendência baixista desde maio de 2011, quando chegou a ir acima dos 311,00 centavos. Atualmente, o mercado se posiciona abaixo da média móvel de 200 dias, que hoje está em 245,13 centavos. Muitos traders usam esse referencial, sendo que cotações abaixo da referida média é uma sinalização baixista. Após consolidar posição entre dezembro e fevereiro, os baixistas forçaram uma nova baixa em 13 de fevereiro. Por vários dias, o mercado foi consideravelmente pressionado, permitindo uma formação gráfica denominada "mastro", de propensão bear (baixista). A recente consolidação seria a formação da "bandeira baixista", sendo que players avaliam que se as mínimas de 16 e 29 de fevereiro sejam atingidas seria possível afirmar o potencial de baixa do atual mercado.  John Isaacson, analista do Highrower Report, em Chicago, sustentou que a formação atual é desfavorável. "Estamos tendo um desenho gráfico baixista bastante maduro, consistente", ressaltou. Para o especialista, o mercado pode ganhar alguma força se testar um patamar próximo de 220,00 centavos por libra, indo até ao nível de 7 de fevereiro, em 225,00 centavos, ao passo que o alvo de baixa estaria em 190,00 centavos. "O excesso de liquidez tem tudo para aumentar o apetite dos investidores por ativos de maior risco, entre eles as commodities. Os fundamentos positivos do café devem atrair parte desses capitais. Mesmo assim, interesses de curto prazo continuaram pressionando as cotações do café nas bolsas de futuro e dificultando os negócios no mercado físico brasileiro. Em nossa opinião essa pressão não é saudável e não reflete o quadro dos fundamentos do mercado de café", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.  As exportações de café da Costa Rica, até 27 de fevereiro, apresentavam queda de 8% na temporada, com 389.986 sacas, indicou o Icafé (Instituto de Café da Costa Rica). Esse país centro-americano exportou 422.189 sacas durante o mesmo período de 2010/2011. As vendas totais de café para o exterior tiveram baixa de 24% nos 12 meses encerrados em fevereiro, com 875.714 sacas, com preço médio de 2,48 dólares por libra. O Icafé estimou o consumo local em 53.997 sacas, volume menor que o observado no mesmo período do ano anterior — 97.051 sacas.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.030 sacas, indo para 1.571.619 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.903 lotes, com as opções tendo 1.737 calls e 467 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00 e 211,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 200,75, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.   
  Londres chega a romper 2 mil dólares, mas fecha com alta   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com altas mínimas para os contratos de maior liquidez e retração ligeira para as posições mais a futuro, em um dia extremamente calmo. Num primeiro momento, o mercado se viu com altas e as expectativas eram de garantia de que novos avanços poderiam ser experimentados. No entanto, seguindo o mau humor de Nova Iorque, algumas baixas chegaram a ser reportadas, com o maio rompendo os 2.000 dólares. Nesse nível, contudo, os comerciais se mostram bons compradores e, ao final do dia, uma recuperação pôde ser experimentada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizada pelo volume exíguo de lotes comercializados e pela manutenção do intervalo construído recentemente, ainda que a mínima para o maio tenha atingido os 1.999 dólares. "Essa pequena 'derivação' não é indicativo de uma mudança de tendência. Os baixistas não conseguiram pressionar mais o mercado e, diante da oferta bastante limitada das origens, voltamos a ter um dia de altas, ainda que mínimas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 3,01 mil lotes, com o julho tendo 1,20 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 21 dólar. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 2 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 1 dólar, com 1.999 dólares por tonelada.  
    CAFÉ: NOVA YORK FECHA EM QUEDA COM PRESSÃO DE ESPECULADORES  Nova York, 2 - Os contratos futuros de café arábica terminaram o dia com perdas na bolsa ICE Futures US, em Nova York, pressionados pela força do dólar. Os lotes para entrega em maio caíram 230 pontos ou 1,13%, cotados a 201,80 cents/lb - menor nível em duas semanas. O movimento foi conduzido principalmente por vendas de especuladores. Além disso, torrefadoras continuam esperando que os preços caiam mais antes de entrar comprando, disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. "Não há muito acontecendo no lado dos fundamentos e estamos vulneráveis a qualquer novidade nos fundamentos", acrescentou. "Parece que torrefadoras não estão comprando agressivamente aqui." Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 2 de março de 2012

ESPECIALISTAS DEFENDEM MAIS MEDIDAS PARA SEGURAR CÂMBIO

ESPECIALISTAS DEFENDEM MAIS MEDIDAS PARA SEGURAR CÂMBIO 
São Paulo, 1 -
 A decisão do governo de elevar de dois para três anos a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos no exterior foi bem recebida por especialistas, mas eles ponderam que é necessário a adoção de medidas adicionais, que vão desde o BC ter que fazer uma supervisão mais forte sobre o cumprimento das obrigações dos Investimentos Estrangeiros Diretos, a fim de evitar arbitragem de empresas, até ampliar a atividade do Fundo Soberano Brasileiro para alocar melhor os recursos das reservas cambiais, inclusive para reduzir os custos de crédito para exportações e importações. O ex-secretário de Política Econômica Luiz Gonzaga Belluzzo diz que é correta a decisão do governo de estender a cobrança de IOF, mas ressaltou que seria interessante a implementação de mais medidas. "É preciso adotar quarentena para recursos externos que ingressam no País por um prazo acima de seis meses", defendeu. Belluzzo avalia que sem medidas adicionais "o real vai se valorizar muito mais, com o tsunami de dinheiro que já está ocorrendo no Brasil, especialmente após a decisão de ontem do BCE de liberar 529 bilhões de euros para 800 bancos que atuam na Europa". Segundo Belluzzo, seria relevante também o governo fazer uma triagem bem mais seletiva sobre os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), a fim de evitar "o misto de arbitragem e especulação" que, na sua opinião, ocorre no Brasil há um bom tempo por vários mecanismos, especialmente por empréstimos intercompanhias. "O Banco Central poderia fazer esse trabalho de supervisão, talvez com o auxílio técnico do BNDES, que tem expertise na aferição da comprovação de cronogramas de investimentos de empresas", disse. Janela Segundo o diretor da NGO Corretora Sidnei Nehme, para que o governo torne eficiente a cobrança do IOF anunciada hoje seria relevante adotar uma medida adicional, como não permitir que tais recursos sejam reenviados para fora, para uma conta da empresa num banco, a titulo de disponibilidade no exterior. Outro ponto relevante é obrigar quem faz investimentos diretos estrangeiros no Brasil a comprovar ao Banco Central que está aplicando os recursos de acordo com um cronograma previamente manifestado ao BC. "Seria necessário que a empresa que traz recursos de fora, via essa modalidade de financiamento, tenha fechada uma janela de oportunidade que existe hoje", disse Nehme. A brecha, segundo ele, está justamente no fato de a empresa poder remeter esse dinheiro para o exterior numa conta aberta - como disponibilidade externa - e em seguida poder trazer os recursos novamente ao Brasil e investi-los como bem entender. Fundo Soberano Para Natan Blanche, sócio da Tendências Consultoria, o mecanismo mais eficiente para o governo conter a tendência de valorização do câmbio decorrente da excessiva liquidez internacional seria ampliar ainda mais a atuação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). "Medidas como o uso do IOF para empréstimos externos podem ser eficientes de maneira pontual, mas não serão úteis para atacar questões estruturais, como a injeção monumental de recursos pelos principais bancos centrais do mundo. "É preciso buscar soluções duradouras, com menor impacto para as contas públicas", destacou. Pelas contas do especialista, o Brasil dispõe de US$ 356,3 bilhões em reservas cambiais. Desse total, há um excesso aproximado de US$ 156 bilhões, que, a um custo fiscal de 7%, implicariam despesas para o Tesouro equivalentes a US$ 10,5 bilhões ao ano. "Seria melhor para as contas públicas e para geração de milhares de empregos na economia nacional que US$ 100 bilhões fossem aplicados no FSB, a fim de financiar exportações e importações, que têm boa base de financiamento no exterior", afirmou. Para Blanche, uma das formas para se chegar ao montante do excesso de reservas próximo a US$ 156 bilhões é avaliar que desde que as reservas atingiram US$ 200 bilhões em 2009, o CDS, indicador que mede o risco soberano de default, não variou muito desde então. Um outro parâmetro é o nível de reservas ante a dívida externa do País, que segundo ele está perto de 115%. "O Fundo Soberano hoje tem R$ 14 bilhões. Se esse montante subisse para o equivalente a US$ 100 bilhões, boa parte das importações de equipamentos necessários para explorar a camada do pré-sal nos próximos anos poderia sair dessa fonte nacional, em vez de empréstimos em bancos lá fora", afirmou. Segundo ele, o conselho deliberativo do FSB, composto pelos ministérios da Fazenda, Planejamento e BC, poderiam definir que uma parcela desses recursos poderia ser dedicado a Adiantamentos de Contratos de Câmbio para exportadores, que seriam distribuídos a bancos, inclusive o BB, para torná-los disponíveis comercialmente.

BC limita financiamento à exportação para proteger câmbio

BC limita financiamento à exportação para proteger câmbio


quinta-feira, 1 de março de 2012 22:31

Por Patrícia Duarte



SÃO PAULO, 1 Mar (Reuters) - Como mais uma medida para proteger o mercado cambial e evitar uma valorização excessiva do real frente ao dólar, o Banco Central divulgou na noite desta quinta-feira medida que impõe limitações a financiamento de exportações.



De acordo com o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, a decisão vale para a modalidade de pagamento antecipado de exportações, que tem prazo ilimitado sem taxação e, agora, passa a contar com esse benefício apenas com operações de prazos de até 360 dias. As que ultrapassarem esse prazo, passarão a ter a cobrança de alíquota de 6 por cento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).



"É mais uma medida sim (para atuar no mercado cambial)... A grande maioria das exportações tem ciclo produtivo de até 360 dias", afirmou o diretor à Reuters.



Nesta quinta-feira, o governo anunciou outra ação para evitar que o dólar perca ainda mais força frente ao real, ao ampliar de 2 para 3 anos os prazos de empréstimos feitos no exterior pelas empresas e bancos no país e que sofram a incidência de um IOF de 6 por cento. Além disso, o próprio BC tem atuado no mercado cambial, com leilões de compra de dólares.



Mendes explicou ainda que a nova medida, além de limitar o prazo das operações de pagamento antecipado em 360 dias sem tributos, ela também obriga que apenas o importador possa fazer o financiamento das vendas externas. Ou seja, o exportador brasileiro somente poderá usar essa linha com o importador com o qual está fazendo o negócio, e não mais recorrer a terceiros, como bancos.



Segundo o diretor, em 2011, essa modalidade de financiamento chegou a 54,4 bilhões de dólares e, neste ano, já está em 8 bilhões de dólares. Do total do ano passado, 31 bilhões de dólares eram de curto prazo, de 360 dias.



Para Mendes, as operações acima desse prazo são legítimas e fazem parte do dia a dia das empresas, mas a avaliação dentro do governo é de que o ciclo de produção da exportação no Brasil está dentro do prazo de 360 dias e, por isso, a decisão de colocar limitações para evitar mais fluxos ao país.



"Essa é uma modalidade de ingresso de recursos no país", afirmou ele.



O governo está preocupado em proteger o dólar para evitar que as empresas brasileiras percam competitividade no exterior. Com a liquidez no mercado internacional cada vez mais elevada, investidores estrangeiros têm buscado alternativas mais rentáveis de aplicação nos mercados emergentes, como o Brasil, que oferecem bons retornos. Atualmente, o dólar está próximo a 1,70 real e a ação do governo tem sido a de evitar que ele caia abaixo desse patamar.

CAFÉ/BARCLAYS: PREÇO DEVE CAIR COM DEMANDA FRACA E PRODUÇÃO MAIOR

CAFÉ/BARCLAYS: PREÇO DEVE CAIR COM DEMANDA FRACA E PRODUÇÃO MAIOR  Londres, 1 - Os futuros do café arábica devem cair ainda mais na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devido ao aumento da oferta mundial e ao retorno do Brasil para um ciclo de alta produção, informou hoje o Barclays Capital. O banco citou ainda um fraco crescimento do consumo, já que a demanda por café depende mais de economias maduras do que outras commodities. O Barclays estima uma expansão adicional de 1,5% na colheita global em 2011/12, ante alta de 6,3% em 2010/11. Embora o Brasil tenha enfrentado um ciclo de baixa produção em 2011/12, o Barclays Capital revelou que a safra tende a alcançar um recorde de 44,5 milhões de sacas de 60 quilos cada, ante 39,5 milhões de sacas em 2009/10. As perspectivas para 2012/13 parecem favoráveis, segundo o banco, com o Brasil voltando para um ciclo de alta da produção, o que potencial resultará em um aumento porcentual de dois dígitos na oferta global, sem considerar condições climáticas adversas. No entanto, o Barclays Capital informou que o consumo pode ser fraco por causa da desaceleração dos mercados europeu, japonês e norte-americano, que respondem por 50% da demanda mundial, enquanto a China contabiliza menos de 1%. O banco estima um crescimento de 1,3% para 2011/12, ante média de 2,1% nos últimos quatro anos. Na União Europeia (UE), o consumo deve ter retração, enquanto nos Estados Unidos deve subir lentamente. As informações são da Dow Jones.

Café na ICE fecha com ganhos e mantém intervalo da semana

Café na ICE fecha com ganhos e mantém intervalo da semana  
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, em uma sessão em que os intervalos da semana continuaram a ser preservados. Ao longo do dia, o café flutuou entre altas e baixas, sem um direcionamento mais claro. Na parte da manhã, alguns ganhos foram aferidos, no entanto, após a divulgação de um relatório por parte da Organização Internacional do Café sobre a safra brasileira foi lida como negativa e contribuiu, também, para interromper as ações de compras. De acordo com a entidade, o Brasil deverá ter uma safra recorde nesta temporada, no nível de 50,6 milhões de sacas. Entretanto, na parte da tarde, muitos participantes voltaram a atuar com mais tranqüilidade e isso abriu espaço para algumas recompras, com a finalização do pregão se dando no campo positivo.  Tecnicamente, o mercado não teve novidades. As cotações se mantiveram dentro de um range que vem sendo praticado desde o final da semana passada, com suportes e resistências mais incisivos conseguindo ser preservados. Operadores indicaram que esse é um comportamento de consolidação, ao menos no curto prazo, já que, fundamentalmente, o mercado não oferece maiores novidades. No longo prazo, por sua vez, a tendência baixista continua efetiva, principalmente quando se comparado com os níveis atuais são confrontados com a média móvel de 200 dias, por exemplo.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 85 pontos com 204,10 centavos, sendo a máxima em 205,10 e a mínima em 201,85 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 75 pontos, com a libra a 206,75 centavos, sendo a máxima em 207,60 e a mínima em 204,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 8 dólares, com 2.017 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 9 dólares, com 2.018 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, a sessão desta quinta-feira foi, mais uma vez, caracterizada pela calma, sem que níveis mais expressivos de preço fossem testados. Em um processo de consolidação, o patamar de 200,00 centavos por libra não foi novamente buscado pelos baixistas, que, assim, continuam relativamente distante de seu primeiro maior suporte, em 197,80 centavos por libra. Por outro lado, os altistas encontram áreas básicas que têm se mostrado complexas de serem rompidas, com o o nível de 205,00 centavos, bem distante da primeira resistência de maior consistência, em 216,00 centavos. "Tivemos uma sessão técnica, repondo parte daquilo que perdemos na quarta-feira. O anúncio sobre a safra brasileira pesou num primeiro momento, mas essa é uma questão que parece estar bem 'precificada' e, assim, à tarde já retomamos as ações compradoras", disse um trader, que ressaltou que os mercados externos não representaram maior influência para o comportamento do café ao longo do dia.  As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o dia 27, totalizaram 1.512.795 sacas de café, queda de 9,31% em relação às 1.383.940 sacas registradas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.100 sacas, indo para 1.569.589 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.921 lotes, com as opções tendo 1.843 calls e 691 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00 e 211,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 201,85, 201,50, 201,30, 201,00, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Café na ICE volta a recuar, mas suportes são preservados

Café na ICE volta a recuar, mas suportes são preservados  
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em uma sessão caracterizada por vendas especulativas e, em menor grau, de fundos, que perduraram por praticamente todo o dia. Apesar das vendas, o nível psicológico de 200,00 centavos para o maio conseguiu ser preservado. As baixas foram observadas também com a influência dos segmentos externos, notadamente o dólar. Invertendo a tendência recente, a divisa norte-americana teve um dia de ganhos consideráveis em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que estimulou alguns vendedores a liquidar em busca de realização de lucros no câmbio. Por sua vez, as bolsas de valores também tiveram um dia de retração, ao passo que o índice CRB recuou, mesmo com o petróleo tendo registrado uma ligeira recuperação.  Tecnicamente, o dia não alterou o quadro construído recentemente na bolsa norte-americana. O patamar de baixa continua preservado e o nível de suporte de 200,00-197,80 centavos não foi testado, o que limita retrações mais consideráveis. Por sua vez, na alta se nota uma dificuldade considerável em se buscar novos níveis e, ao longo desta quarta, o maio nem sequer conseguir buscar as máximas da sessão passada. Já numa perspectiva de longo prazo o quadro é conhecido: a tendência é baixista, com os preços atual se posicionando longe de parâmetros importantes, como, por exemplo, a média móvel de 200 dias.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 300 pontos com 203,25 centavos, sendo a máxima em 206,25 e a mínima em 201,50 centavos por libra, com o julho tendo retração de 305 pontos, com a libra a 206,00 centavos, sendo a máxima em 208,95 e a mínima em 204,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi novamente técnico, com a predominância clara dos vendedores, que buscaram forçar alguns níveis de baixa, no entanto, encontraram no intervalo de 201,00 centavos uma limitação para ampliar as perdas. Assim, as cotações flutuaram dentro de um intervalo já praticado ao longo das sessões passadas, porém, com as perspectivas técnicas inalteradas. "Tivemos um dia com influência clara dos segmentos externos e com mais um demonstrativo que o mercado continua pressionado, sem forças para buscar níveis mais consistentes de alta. Os vendedores ofertaram, mas sem uma motivação mais intensa para buscar suportes mais efetivos, por outro lado, os comerciais estão bastante reticentes e só deverão ampliar suas aquisições abaixo dos 2 dólares por libra", disse um trader.  As exportações mundiais de café caíram 10% em janeiro, ao atingir 7,99 milhões de sacas, indicou a Organização Internacional do Café. Entre outubro (início da safra 2011/2012) e janeiro, as remessas experimentaram queda de 3%, com 32,59 milhões de sacas, contra 33,61 milhões de sacas do ano anterior. Nos 12 meses encerrados em janeiro, as exportações de arábica totalizaram 65,96 milhões de sacas, contra 66,18 milhões de sacas do mesmo período do ano anterior. As remessas de robustas somaram 37,53 milhões de sacas, contra 31,98 milhões do ano anterior.  Segundo dados divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), as exportações brasileiras de café até dia 29 de fevereiro atingiram 1.694.275 sacas, queda de 13,20% em relação a janeiro — 1,952 milhão de sacas de acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 549 sacas, indo para 1.571.689 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.727 lotes, com as opções tendo 1.932 calls e 520 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00, 211,50 e 212,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 201,50, 201,30, 201,00, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.     

Londres tem dia de estabilidade e rolagens de posições   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a quarta-feira com poucas oscilações, com a posição maio conseguindo se manter dentro d intervalo acima de 2.000 dólares por tonelada. As ações do dia foram caracterizadas, principalmente, por rolagens de posição, em um ambiente de pouca volatilidade, com o maio oscilando menos de 30 dólares ao longo do dia. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi caracterizado por ações meramente técnicas, com o intervalo construído há alguns dias conseguindo ser preservado. O foco continua sendo em questões como oferta limitada, vendas escalonadas do Vietnã e retração de estoques em portos europeus e japoneses, o que dá algum suporte para que os ganhos se efetivem. "Tivemos uma oscilação muito menor e os negócios foram baseados num quadro técnico. Os robustas parecem ter um cenário melhor que os arábicas no momento e a expectativa é de que, ao menos no curto prazo, possamos manter alguns intervalos por volta do nível de 2.000 dólares", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de março com uma movimentação de 10,6 mil lotes, com o maio tendo 4,16 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou estável. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição março registrou alta de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada.   

 CAFÉ: NOVA YORK DEVOLVE GANHOS E FECHA EM BAIXA Nova York, 29 -
Os contratos futuros de café arábica caíram nesta quarta-feira na bolsa ICE Futures US, em Nova York, devolvendo ganhos recentes, mas a oferta ainda parece limitada. Os lotes para entrega em maio, os mais movimentados, encerraram o dia em baixa de 300 pontos ou 1,45%, cotados a 203,25 cents/lb.A Organização Internacional de Café (OIC) registrou queda de 10% nas exportações de café no período de outubro a janeiro, pois a produção caiu em grandes produtores como Brasil e Colômbia, ao ano anterior, o que podem manter um piso no mercado.Enquanto isso, muitos produtores de café estão aguardando preços melhores, o que também pode limitar as perdas. "Não há vendas do Brasil", disse Thiago Cazarini, da corretora Cazarini Trading. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.

Banco Credit Suisse prêve queda nos preços do café

Banco Credit Suisse prêve queda nos preços do café 
    O banco Credit Suisse prêve queda nos preços do café , citando uma safra 2012-13 grande safra do Brasil provável queda de consumo. Os analistas do banco preços média provavelmente deve chegar entre 180 cents a 190 cents. O banco atribuiu a fraqueza recente do preço no mercado de café a um consenso crescente entre os investidores de que a cultura do café Brasil 2012-13 vai aliviar tensão mercado. Credit Suisse disse que as condições meteorológicas melhoraram desde último trimestre, somando-se as desvantagem entre os preços do café mais fraco consumo de variedades mais suaves. Ainda assim, o banco disse que espera tensão física no mercado do café continuar até o início da colheita no Brasil, mas que a pressão para baixo depois de Intensificar a vontade provável. Também indicadores técnicos apontam para uma correção para baixo.

Cepea: Produtores de Rondônia iniciaram a colheita de robusta

Cepea: Produtores de Rondônia iniciaram a colheita de robusta  
   A colheita de robusta da safra 2012/13 em Rondônia foi iniciada há poucas semanas, segundo relatos de agentes consultados pelo Cepea. A região apresenta desenvolvimento relativamente mais adiantado quando comparado ao Espírito Santo. A qualidade dos grãos é considerada satisfatória, mas o volume colhido ainda é pequeno. Com isso, as negociações para entrega imediata ainda não têm sido realizadas. Para entrega futura, entre abril e maio, alguns negócios estão sendo fechados entre R$ 230,00 e R$ 240,00/saca de 60 kg posto em São Paulo. Com relação ao mercado de robusta no Espírito Santo, os preços seguiram firmes nessa terça-feira. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou o dia a R$ 274,82/saca de 60 kg, aumento de 0,3% em relação ao dia anterior. O tipo 7/8 finalizou a R$ 264,65/sc, recuo de 0,1% no mesmo período – a retirar no Espírito Santo.