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sexta-feira, 2 de março de 2012

CAFÉ/BARCLAYS: PREÇO DEVE CAIR COM DEMANDA FRACA E PRODUÇÃO MAIOR

CAFÉ/BARCLAYS: PREÇO DEVE CAIR COM DEMANDA FRACA E PRODUÇÃO MAIOR  Londres, 1 - Os futuros do café arábica devem cair ainda mais na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devido ao aumento da oferta mundial e ao retorno do Brasil para um ciclo de alta produção, informou hoje o Barclays Capital. O banco citou ainda um fraco crescimento do consumo, já que a demanda por café depende mais de economias maduras do que outras commodities. O Barclays estima uma expansão adicional de 1,5% na colheita global em 2011/12, ante alta de 6,3% em 2010/11. Embora o Brasil tenha enfrentado um ciclo de baixa produção em 2011/12, o Barclays Capital revelou que a safra tende a alcançar um recorde de 44,5 milhões de sacas de 60 quilos cada, ante 39,5 milhões de sacas em 2009/10. As perspectivas para 2012/13 parecem favoráveis, segundo o banco, com o Brasil voltando para um ciclo de alta da produção, o que potencial resultará em um aumento porcentual de dois dígitos na oferta global, sem considerar condições climáticas adversas. No entanto, o Barclays Capital informou que o consumo pode ser fraco por causa da desaceleração dos mercados europeu, japonês e norte-americano, que respondem por 50% da demanda mundial, enquanto a China contabiliza menos de 1%. O banco estima um crescimento de 1,3% para 2011/12, ante média de 2,1% nos últimos quatro anos. Na União Europeia (UE), o consumo deve ter retração, enquanto nos Estados Unidos deve subir lentamente. As informações são da Dow Jones.

Café na ICE fecha com ganhos e mantém intervalo da semana

Café na ICE fecha com ganhos e mantém intervalo da semana  
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, em uma sessão em que os intervalos da semana continuaram a ser preservados. Ao longo do dia, o café flutuou entre altas e baixas, sem um direcionamento mais claro. Na parte da manhã, alguns ganhos foram aferidos, no entanto, após a divulgação de um relatório por parte da Organização Internacional do Café sobre a safra brasileira foi lida como negativa e contribuiu, também, para interromper as ações de compras. De acordo com a entidade, o Brasil deverá ter uma safra recorde nesta temporada, no nível de 50,6 milhões de sacas. Entretanto, na parte da tarde, muitos participantes voltaram a atuar com mais tranqüilidade e isso abriu espaço para algumas recompras, com a finalização do pregão se dando no campo positivo.  Tecnicamente, o mercado não teve novidades. As cotações se mantiveram dentro de um range que vem sendo praticado desde o final da semana passada, com suportes e resistências mais incisivos conseguindo ser preservados. Operadores indicaram que esse é um comportamento de consolidação, ao menos no curto prazo, já que, fundamentalmente, o mercado não oferece maiores novidades. No longo prazo, por sua vez, a tendência baixista continua efetiva, principalmente quando se comparado com os níveis atuais são confrontados com a média móvel de 200 dias, por exemplo.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 85 pontos com 204,10 centavos, sendo a máxima em 205,10 e a mínima em 201,85 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 75 pontos, com a libra a 206,75 centavos, sendo a máxima em 207,60 e a mínima em 204,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 8 dólares, com 2.017 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 9 dólares, com 2.018 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, a sessão desta quinta-feira foi, mais uma vez, caracterizada pela calma, sem que níveis mais expressivos de preço fossem testados. Em um processo de consolidação, o patamar de 200,00 centavos por libra não foi novamente buscado pelos baixistas, que, assim, continuam relativamente distante de seu primeiro maior suporte, em 197,80 centavos por libra. Por outro lado, os altistas encontram áreas básicas que têm se mostrado complexas de serem rompidas, com o o nível de 205,00 centavos, bem distante da primeira resistência de maior consistência, em 216,00 centavos. "Tivemos uma sessão técnica, repondo parte daquilo que perdemos na quarta-feira. O anúncio sobre a safra brasileira pesou num primeiro momento, mas essa é uma questão que parece estar bem 'precificada' e, assim, à tarde já retomamos as ações compradoras", disse um trader, que ressaltou que os mercados externos não representaram maior influência para o comportamento do café ao longo do dia.  As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o dia 27, totalizaram 1.512.795 sacas de café, queda de 9,31% em relação às 1.383.940 sacas registradas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.100 sacas, indo para 1.569.589 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.921 lotes, com as opções tendo 1.843 calls e 691 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00 e 211,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 201,85, 201,50, 201,30, 201,00, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Café na ICE volta a recuar, mas suportes são preservados

Café na ICE volta a recuar, mas suportes são preservados  
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em uma sessão caracterizada por vendas especulativas e, em menor grau, de fundos, que perduraram por praticamente todo o dia. Apesar das vendas, o nível psicológico de 200,00 centavos para o maio conseguiu ser preservado. As baixas foram observadas também com a influência dos segmentos externos, notadamente o dólar. Invertendo a tendência recente, a divisa norte-americana teve um dia de ganhos consideráveis em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que estimulou alguns vendedores a liquidar em busca de realização de lucros no câmbio. Por sua vez, as bolsas de valores também tiveram um dia de retração, ao passo que o índice CRB recuou, mesmo com o petróleo tendo registrado uma ligeira recuperação.  Tecnicamente, o dia não alterou o quadro construído recentemente na bolsa norte-americana. O patamar de baixa continua preservado e o nível de suporte de 200,00-197,80 centavos não foi testado, o que limita retrações mais consideráveis. Por sua vez, na alta se nota uma dificuldade considerável em se buscar novos níveis e, ao longo desta quarta, o maio nem sequer conseguir buscar as máximas da sessão passada. Já numa perspectiva de longo prazo o quadro é conhecido: a tendência é baixista, com os preços atual se posicionando longe de parâmetros importantes, como, por exemplo, a média móvel de 200 dias.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 300 pontos com 203,25 centavos, sendo a máxima em 206,25 e a mínima em 201,50 centavos por libra, com o julho tendo retração de 305 pontos, com a libra a 206,00 centavos, sendo a máxima em 208,95 e a mínima em 204,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi novamente técnico, com a predominância clara dos vendedores, que buscaram forçar alguns níveis de baixa, no entanto, encontraram no intervalo de 201,00 centavos uma limitação para ampliar as perdas. Assim, as cotações flutuaram dentro de um intervalo já praticado ao longo das sessões passadas, porém, com as perspectivas técnicas inalteradas. "Tivemos um dia com influência clara dos segmentos externos e com mais um demonstrativo que o mercado continua pressionado, sem forças para buscar níveis mais consistentes de alta. Os vendedores ofertaram, mas sem uma motivação mais intensa para buscar suportes mais efetivos, por outro lado, os comerciais estão bastante reticentes e só deverão ampliar suas aquisições abaixo dos 2 dólares por libra", disse um trader.  As exportações mundiais de café caíram 10% em janeiro, ao atingir 7,99 milhões de sacas, indicou a Organização Internacional do Café. Entre outubro (início da safra 2011/2012) e janeiro, as remessas experimentaram queda de 3%, com 32,59 milhões de sacas, contra 33,61 milhões de sacas do ano anterior. Nos 12 meses encerrados em janeiro, as exportações de arábica totalizaram 65,96 milhões de sacas, contra 66,18 milhões de sacas do mesmo período do ano anterior. As remessas de robustas somaram 37,53 milhões de sacas, contra 31,98 milhões do ano anterior.  Segundo dados divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), as exportações brasileiras de café até dia 29 de fevereiro atingiram 1.694.275 sacas, queda de 13,20% em relação a janeiro — 1,952 milhão de sacas de acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 549 sacas, indo para 1.571.689 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.727 lotes, com as opções tendo 1.932 calls e 520 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00, 211,50 e 212,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 201,50, 201,30, 201,00, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.     

Londres tem dia de estabilidade e rolagens de posições   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a quarta-feira com poucas oscilações, com a posição maio conseguindo se manter dentro d intervalo acima de 2.000 dólares por tonelada. As ações do dia foram caracterizadas, principalmente, por rolagens de posição, em um ambiente de pouca volatilidade, com o maio oscilando menos de 30 dólares ao longo do dia. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi caracterizado por ações meramente técnicas, com o intervalo construído há alguns dias conseguindo ser preservado. O foco continua sendo em questões como oferta limitada, vendas escalonadas do Vietnã e retração de estoques em portos europeus e japoneses, o que dá algum suporte para que os ganhos se efetivem. "Tivemos uma oscilação muito menor e os negócios foram baseados num quadro técnico. Os robustas parecem ter um cenário melhor que os arábicas no momento e a expectativa é de que, ao menos no curto prazo, possamos manter alguns intervalos por volta do nível de 2.000 dólares", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de março com uma movimentação de 10,6 mil lotes, com o maio tendo 4,16 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou estável. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição março registrou alta de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 1 dólar, com 2.009 dólares por tonelada.   

 CAFÉ: NOVA YORK DEVOLVE GANHOS E FECHA EM BAIXA Nova York, 29 -
Os contratos futuros de café arábica caíram nesta quarta-feira na bolsa ICE Futures US, em Nova York, devolvendo ganhos recentes, mas a oferta ainda parece limitada. Os lotes para entrega em maio, os mais movimentados, encerraram o dia em baixa de 300 pontos ou 1,45%, cotados a 203,25 cents/lb.A Organização Internacional de Café (OIC) registrou queda de 10% nas exportações de café no período de outubro a janeiro, pois a produção caiu em grandes produtores como Brasil e Colômbia, ao ano anterior, o que podem manter um piso no mercado.Enquanto isso, muitos produtores de café estão aguardando preços melhores, o que também pode limitar as perdas. "Não há vendas do Brasil", disse Thiago Cazarini, da corretora Cazarini Trading. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.

Banco Credit Suisse prêve queda nos preços do café

Banco Credit Suisse prêve queda nos preços do café 
    O banco Credit Suisse prêve queda nos preços do café , citando uma safra 2012-13 grande safra do Brasil provável queda de consumo. Os analistas do banco preços média provavelmente deve chegar entre 180 cents a 190 cents. O banco atribuiu a fraqueza recente do preço no mercado de café a um consenso crescente entre os investidores de que a cultura do café Brasil 2012-13 vai aliviar tensão mercado. Credit Suisse disse que as condições meteorológicas melhoraram desde último trimestre, somando-se as desvantagem entre os preços do café mais fraco consumo de variedades mais suaves. Ainda assim, o banco disse que espera tensão física no mercado do café continuar até o início da colheita no Brasil, mas que a pressão para baixo depois de Intensificar a vontade provável. Também indicadores técnicos apontam para uma correção para baixo.

Cepea: Produtores de Rondônia iniciaram a colheita de robusta

Cepea: Produtores de Rondônia iniciaram a colheita de robusta  
   A colheita de robusta da safra 2012/13 em Rondônia foi iniciada há poucas semanas, segundo relatos de agentes consultados pelo Cepea. A região apresenta desenvolvimento relativamente mais adiantado quando comparado ao Espírito Santo. A qualidade dos grãos é considerada satisfatória, mas o volume colhido ainda é pequeno. Com isso, as negociações para entrega imediata ainda não têm sido realizadas. Para entrega futura, entre abril e maio, alguns negócios estão sendo fechados entre R$ 230,00 e R$ 240,00/saca de 60 kg posto em São Paulo. Com relação ao mercado de robusta no Espírito Santo, os preços seguiram firmes nessa terça-feira. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou o dia a R$ 274,82/saca de 60 kg, aumento de 0,3% em relação ao dia anterior. O tipo 7/8 finalizou a R$ 264,65/sc, recuo de 0,1% no mesmo período – a retirar no Espírito Santo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Comentário diário 29/02/2012

Comentário diário 29/02/2012




Em seção de volatilidade mercado de café ontem, teve a mínima em 202,15 e a máxima em 207,35, com fechamento em formato de martelo em 206,25.

Após fazer uma bandeira de baixa mercado faz sua trajetória normal subindo em contra tendência, e hoje o rompimento de 206,25 abre alvo para rompimento da máxima de ontem, e alvo final para hoje em 209,50.



Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Café na ICE tem aumento de volatilidade e volta a fechar em alta

Café na ICE tem aumento de volatilidade e volta a fechar em alta     
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com novas altas, em um dia caracterizado pelo aumento da volatilidade, com bons ganhos reportados na primeira metade da sessão, seguindo por quedas e pela retomada das altas, com ações mais efetivas de compradores especulativos. Entretanto, resistência mais efetivas continuam preservas, assim como as tentativas de baixas foram apenas pontuais, com níveis referenciais, como os 200,00 centavos de dólar por libra para maio, conseguindo ser preservados. Os mercados externos, mais uma vez, não influenciaram diretamente no humor dos contratos de café. Algumas commodities experimentaram baixas ao longo do dia, o que abriu espaço ára que o índice CRB encerrasse a terça-feira com retração de meio por cento, influenciado, notadamente, pelo petróleo, que caiu quase 2% ao dia, refletindo, principalmente, a situação de saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Por sua vez, as bolsas de valores nos Estados Unidos experimentaram ganhos e o dólar voltou a cair em relação a uma cesta de moedas internacionais. Fundamentalmente, o mercado também não conta com maiores novidades. Questões como oferta da Colômbia e safra no Brasil, apesar de suscitarem alguns comentários mais efetivos entre os players, já estão devidamente precificadas. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 165 pontos com 206,25 centavos, sendo a máxima em 207,,35 e a mínima em 202,15 centavos por libra, com o julho tendo ganho de 170 pontos, com a libra a 209,05 centavos, sendo a máxima em 210,00 e a mínima em 205,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 7 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.008 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, apesar da relativa volatilidade do dia, o mercado ainda se mantém dentro de um range construído após as fortes oscilações de baixa dos últimos dias. Para esses analistas, a tendência baixista se mantém e a expectativa de uma recuperação mais efetiva se daria apenas se o patamar de 216,00 centavos no maio fosse rompido, o que poderia abrir a perspectiva de novas compras e de busca de novos níveis de ganho. Por sua vez, um suporte efetivo no maio se verifica em 200,00-197,80 centavos, patamar que também não vem sendo testado. "A pressão baixista até tentou forçar o mercado ao longo do dia, mas encontramos uma linha compradora interessante nos 202,00 centavos. Alguns operadores trabalham com a perspectiva de que o maio teria um perfil, no curto prazo, dentro de um range entre 200,00 e 220,00 centavos, ainda que, no longo prazo, as perspectivas continuem baixistas, como verificado, por exemplo, no comparativo com a média móvel de 200 dias", disse um trader. A Nicarágua poderá ter uma produção de 1,53 milhão de sacas em 2011/2012, mesmo com os problemas decorrentes da chuva, indicou a empresa Nicarágua Peralta Cafés, uma das principais do país. Na temporada anterior, o país teve uma safra de 1,23 milhão de sacas. De acordo com a empresa, em decorrência das chuvas, muitos colhedores estariam encontrando dificuldades para entrar nas zonas produtoras. As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o dia 27, totalizaram 1.512.795 sacas de café, queda de 9,31% em relação às 1.383.940 sacas registradas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 310 sacas, indo para 1.571.140 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.359 lotes, com as opções tendo 1.862 calls e 1.448 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 207,35, 207,50, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,90-210,00, 210,50, 211,00, 211,50, 212,00, 212,50 e 213,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 202,15, 202,00, 201,50, 201,30, 201,00, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50,198,00, 197,80, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50 e 195,10-195,00 centavos por libra.

Fundos soberanos avançam sobre tradings de commodities

Fundos soberanos avançam sobre tradings de commodities 
  O anúncio feito na sexta-feira pela Corporação de Investimento do Governo de Cingapura (GIC, na sigla em inglês), dando conta de que adquiriu uma fatia da americana Bunge, apenas confirma o crescente interesse dos países asiáticos pelas firmas globais de commodities. Com US$ 248 bilhões em sua carteira, o GIC comprou 5% das ações da companhia americana por um valor estimado em US$ 500 milhões. Nos últimos anos, a Corporação de Investimento da China (CIC) e a da Coreia (KIC) adquiriram fatias na Noble, maior trading de commodities da Ásia, e a Temasek Holdings, também de Cingapura, entrou no capital da Olam, trading agrícola com sede no mesmo país. A própria GIC já tinha participação em outra gigante do setor, a suíça Glencore. Mas a compra de ações da Bunge tem um peso simbólico. Marca a entrada do capital asiático em uma empresa do seleto grupo das "ABCD" - formado também pelas tradings americanas ADM e Cargill, além da francesa Louis Dreyfus -, que domina o comércio global de produtos agrícolas. Com vendas de US$ 58 bilhões, a Bunge movimentou quase 142 milhões de toneladas entre grãos, açúcar e adubos em 2011. A Dreyfus pode ser a próxima a ter um investidor estatal asiático. A empresa já informou que um aporte de um fundo soberano pode ser uma saída para atrair recursos em um desejado processo de capitalização. Os fundos soberanos, ligados a governos de países com grandes superávits comerciais, detêm mais de US$ 4,8 trilhões em ativos espalhados pelo mundo. Cerca de 75% desses fundos estão na Ásia e no Oriente Médio. Papéis lastreados em recursos naturais ainda têm um espaço pequeno nessa carteira - no caso da GIC, não passam de 3% - mas são uma aposta cada vez mais evidente. Os governos asiáticos têm procurado ampliar o controle sobre fontes de alimentos, metais e energia, com o objetivo de sustentar o rápido crescimento de suas economias e populações. Como a compra direta de terras por estrangeiros vem sendo combatida em países que ainda têm condição de expandir a produção agrícola, a participação acionária em empresas do segmento pode ser uma alternativa. No Brasil, a legislação carece de definições claras sobre a participação de estrangeiros nesse tipo de ativo. Algumas concessões devem ser feitas, mas a tendência é os fundos soberanos ficarem de fora. "Fizemos todas as consultas e análises possíveis e nos convencemos de que a lei não permite, em nenhum caso, a participação de fundos soberanos na propriedade de terras no Brasil", disse Arlindo Moura, presidente da SLC Agrícola, ao Valor no fim de fevereiro. À frente da maior companhia agrícola do país, Moura negociou durante todo o ano de 2011 a entrada de fundos soberanos no capital da Land Co., uma subsidiária da SLC Agrícola com foco em compra e venda de terras. Na época, a proposta era vender 49% da empresa de terras por US$ 220 milhões. "Estávamos com o cheque na mão. Mas, na última hora, se percebeu que, apesar de a legislação brasileira fazer concessões, elas não existiriam para os fundos soberanos", relata Moura, que agora negocia com fundos de investimentos nacionais para a Land Co. Mas a compra de pequenas participações em companhias de commodities por fundos soberanos pode indicar tão somente uma aposta no retorno financeiro desses ativos ou uma estratégia para minimizar os prejuízos com a desvalorização do dólar. Apesar da queda no segundo semestre de 2011, os preços das commodities devem seguir pressionados para cima frente ao aumento da demanda, o excesso de liquidez nos mercados financeiros e as restrições ao aumento da oferta no médio prazo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

70 milhões de sacas, tá ruim? pode piorar.

70 milhões de sacas, tá ruim? pode piorar.


Este é a quantidade de sacas disponível pelo mercado para o ano de 2012 e entre safra de 2013.

Segundo levantamentos a safra de 2012 que deve ter ficado em torno de 45 milhões de sacas e que ainda temos para ser comercializado em torno de 30 %, portanto teríamos em torno de 13 milhões de sacas ainda para ser comercializada, somando com o estoque de passagem, que também segundo dados do mercado estava em maio de 2011 em torno de 9 milhões de sacas que somados temos em torno de 22 milhões de sacas e também somando a previsão para 2012 de 50 milhões de sacas chegamos ao numero acima mencionado em torno de 70 milhões de sacas.

O mercado precisa para manter o fluxo de 30 milhões de sacas para exportar e 19 milhões para o consumo que é o número aproximados de nossa realidade de consumo e exportação, nos mostra a realidade em que o mercado vive hoje, preços em baixa e compradores arredios ao mercado.

A entrada de dólar no país a procura de investimentos seguros acreditem, o Brasil passou a ser investimento seguro, e com melhor rentabilidade, mostra outra realidade, que mesmo com impostos mais caros o governo com sua politica de cambio flutuante não conseguem segurar as cotações acima de $1,75, outro problema para os produtos exportáveis como o café, e ajudando para este fato o governo norte americano do Sr.Obama desvalorizou esta semana o dólar para incentivar sua economia e suas exportações, pois é será que só a politica cambial brasileira esta certa e as outras do mundo inteiro errada.

O bom trato nas lavouras de café praticado no ultimo ano mundo a fora e novos plantios, pois matemática é igual em qualquer parte do mundo e lucro não se joga fora pela janela, mostra para um futuro próximo um afrouxamento na oferta de café ,mas ainda não traz conforto necessário que a indústria precisa, um único fator a favor ao produtor.

O cenário, portanto não esta favorável para o produtor o quanto já teve a um ano atrás, e para contribuir com o cenário a canetada da presidente Dilma subindo o salario em janeiro e acabando com a Pis/Cofins, trouxe aumento no custo da produção e o incentivo fiscal ter acabado o que entrava como lucro nos livros contábeis das casas comercias brasileiras ajudam a enegrecer o cenário.

A indústria domestica e internacional possui uma escala na casa de 4 meses o que a 1 ano atrás seria de apenas 1 mês e meio, portanto esperando para um oportunidade de compra melhor que ela tem hoje.

A Ice bolsa de mercadorias de Nova Iorque, onde é cotado o nosso café vem em tendência clara de baixa desde maio do ano passado onde atingimos cotações acima de $3,00 dólares por libra peso e trabalha hoje na casa de $2,00, ou seja, 10.000 pontos abaixo do pico , onde eu , vinha neste espaço alertando aos leitores e produtores que o mercado poderia trazer surpresas não agradáveis aos participantes do mercado, e para os que acreditavam piamente, que o mercado só tem um lado e que a alta poderia ser mais duradoura e maior do que já vinha sendo .O mercado financeiro antecipa o que irá acontecer no futuro, portanto já estava previsto nos gráficos que o mercado poderia fazer este recuo .

Esta semana alguns participantes do mercado pediram calma para o amigo produtor para não vender e não forçar a baixa e escalonar as vendas, pois bem quando vim neste espaço e disse que vender café com lucro perto dos R$500,00 ou acima fui ameaçado com telefonemas e emails onde poderia ser processado por incentivar o produtor ter lucro a vender sua mercadoria em patamares bem acima dos praticados hoje, mas como a safra foi comercializada em 70% acredito que a maioria ouviu o bom senso e não esta chorando junto com as viúvas.

Tecnicamente estamos em mais um bandeira de baixa , onde após uma queda brusca o mercado tem a tendência de trabalhar contra tendência e flamular , esta flamula possui alvos se tiver força para o rompimento de $206,00 de ir para 212,00, 218,00, podendo chegar até a 222,00 cents de dólar, e caso isto aconteça e o mercado traduza isto em cotações maiores é uma oportunidade para uma realização parcial deste restante de safra em poder dos produtores.

Bom este é o cenário que vejo para o café , é minha humilde opinião , não deve ser levada em consideração para tomadas de decisões financeiras, mas se está ruim pode piorar.

Tenham todos uma boa semana e que Deus os abençoe.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com