Análises - 21/12/2011
Café na ICE tem retração, mas não consegue ampliar perdas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em um dia caracterizado por algumas ações vendedoras por parte, especialmente, de especuladores que, no entanto, não conseguiram avançar as baixas, uma vez que encontraram uma zona compradora próxima do nível psicológico de 220,00 centavos de dólar por libra peso. A sessão foi caracterizada por um volume limitado de negócios, como vários players já tendo encerrado o ano e já projetando os negócios para 2012. A quarta foi marcada por uma tentativa dos baixistas em buscar alguns suportes, após dois dias de bons ganhos. No entanto, o que se viu foi uma limitação desses operadores em um ponto chave da escala de preço. Operadores destacaram que as ações do dia tiveram um perfil baseado, principalmente, na correção, após dois dias de bons ganhos. Tecnicamente, o mercado segue a tendência observada por vários especialistas, que previam uma correção para cima depois das fortes baixas recentes, que fez com que o mercado passasse a atuar em uma base sobrevendida. No longo prazo, no entanto, a tendência ainda é baixista, conforme alguns aspectos como a média móvel de 200 dias, que se encontra em um nível muito acima do atual patamar de preços. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve queda de 290 pontos com 219,90 centavos, sendo a máxima em 222,80 e a mínima em 218,50 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 280 pontos, com a libra a 222,70 centavos, sendo a máxima em 225,25 e a mínima em 221,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 24 dólares, com 1.823 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.868 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi caracterizada por vendas especulativas que, em significativo grau, estiveram em linha com o cenário externo. As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram uma quarta de retração, notadamente nas ações referentes a tecnologia, na Nasdaq. O índice CRB, por sua vez, conseguiu ter um relativo avanço, puxado, principalmente, pelo petróleo, que conseguiu ter um bom desempenho e avançar quase 2%. "Tivemos um dia baseado em alguma correção, após duas altas consideráveis e consecutivas. Os baixistas tentaram ampliar as baixas e testaram um nível próximo de 218,00 centavos, no entanto, uma desaceleração das perdas foi observada", sustentou um trader. "Mais uma vez não tivemos um grande volume de negócios e verificamos que os produtores estão realizando vendas bastante limitadas", observou Alex Oliveira, analista da Newedge, em Nova Iorque. O volume das exportações de um grupo de nove países produtores da América Latina registrou aumento de 6,18% em novembro, indicou a Anacafé (Associação Nacional dos Produtores de Café da Guatemala). A entidade indicou que as remessas de El Salvador, México, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Guatemala, Colômbia, Peru e República Dominicana atingiram 1.728.987 sacas no mês, sendo que dessas nações, apenas Colômbia, Nicarágua e Peru e República Dominicana tiveram queda nas exportações, com a maior retração, de 28,45%, sendo da Nicarágua. Na safra atual, iniciada em outubro, esse grupo de país remeteu 3.221.894 sacas ao exterior. Em 2010/2011, o bloco finalizou a safra com a exportação de 26.350.495 sacas. A estiagem ocorrida entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011 afetou lavouras em fase de enchimento de grãos, mas não foi tão prejudicial quanto se esperava para a safra de café 2011/2012 estimada em 43,48 milhões de sacas, informou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O melhor desempenho se deve principalmente às condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras, em conseqüência dos tratos culturais feitos pelos cafeicultores em 2009, que refletiram na safra atual, e aos bons preços do café, que permitiram mais investimentos na lavoura. A nova previsão, divulgada na manhã de hoje pela empresa, aponta também, como fator determinante para o aumento da produção, o melhor rendimento do café colhido no final da safra em Minas Gerais, Bahia e Paraná. Esse último levantamento da produção nacional de café de 2011/2012 estima uma produção 9,6 por cento menor que o volume colhido na safra anterior. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 20, somaram 1.455.898 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.175 sacas, indo para 1.525.366 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 9.240 lotes, com as opções tendo 1.296 calls e 1.983 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 222,80, 223,00, 223,50-223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Café tem novas compras na ICE e segue bom humor externo 20-12
Café tem novas compras na ICE e segue bom humor externo
O contrato futuro de arábica de março, tinha, há pouco, na ICE Futures US, alta de 400 pontos, com 223,45 centavos de dólar por libra peso, depois de bater na máxima de 223,60 centavos. O maio tinha, há instantes, valorização de 390 pontos. De acordo com analistas internacionais, o dia é de compras e recuperação na bolsa nova-iorquina. Depois de ter testado o suporte de um ano na segunda-feira, os preços se mostram em recuperação e muitos players, pressionados por um quadro sobrevendido, voltam a realizar recompras. Os bons ganhos do café também seguem o comportamento positivo dos mercados externos. As bolsas de valores nos Estados Unidos operam com altas próximas de 2%, o que permite às commodities também registrar bons ganhos, com a contrapartida das baixas do dólar. "Ao contrário do que estávamos verificando, esta terça-feira se mostra bem mais positiva. Os ganhos estão sendo observados e nos afastamos rapidamente da área de suporte testada na segunda-feira. Temos uma mistura de cenário macroeconômico positivo e recompras especulativas e, com isso, estamos ampliando ainda mais os ganhos da sessão passada", disse um trader. Um operador destacou que o mercado volta a se mostrar temeroso com a Colômbia. O país sofre com safras fracas e neste ano, quando a expectativa era de recuperação, as condições climáticas voltam a se mostrar críticas. Várias zonas do país sofrem com as chuvas, que afetam lavouras, estradas rurais e cidades. O governo do país já contabiliza 170 mortes por causa das precipitações. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 19, somaram 1.341.165 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 219,00, 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
O contrato futuro de arábica de março, tinha, há pouco, na ICE Futures US, alta de 400 pontos, com 223,45 centavos de dólar por libra peso, depois de bater na máxima de 223,60 centavos. O maio tinha, há instantes, valorização de 390 pontos. De acordo com analistas internacionais, o dia é de compras e recuperação na bolsa nova-iorquina. Depois de ter testado o suporte de um ano na segunda-feira, os preços se mostram em recuperação e muitos players, pressionados por um quadro sobrevendido, voltam a realizar recompras. Os bons ganhos do café também seguem o comportamento positivo dos mercados externos. As bolsas de valores nos Estados Unidos operam com altas próximas de 2%, o que permite às commodities também registrar bons ganhos, com a contrapartida das baixas do dólar. "Ao contrário do que estávamos verificando, esta terça-feira se mostra bem mais positiva. Os ganhos estão sendo observados e nos afastamos rapidamente da área de suporte testada na segunda-feira. Temos uma mistura de cenário macroeconômico positivo e recompras especulativas e, com isso, estamos ampliando ainda mais os ganhos da sessão passada", disse um trader. Um operador destacou que o mercado volta a se mostrar temeroso com a Colômbia. O país sofre com safras fracas e neste ano, quando a expectativa era de recuperação, as condições climáticas voltam a se mostrar críticas. Várias zonas do país sofrem com as chuvas, que afetam lavouras, estradas rurais e cidades. O governo do país já contabiliza 170 mortes por causa das precipitações. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 19, somaram 1.341.165 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 219,00, 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Futuro promissor para commodities agrícolas
Futuro promissor para commodities agrícolas
Michael Dwyer, economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), afirma
que o preço das commodities agrícolas na próxima década será "significativamente maior"
do que nos últimos 10 anos. A razão é a crescente demanda nos mercados emergentes.
Os preços mundiais dos alimentos monitorados pela Organização das Nações Unidas bateu
um recorde em fevereiro. Os futuros do milho em Chicago, por exemplo, tiveram a maior
alta de todos os tempos em junho, e os preços médios do grão e soja estão indo para as
maiores médias anuais de todos os tempos.
Já que passamos por um momento de crise e queda das cotações, não fica tão claro este
cenário de forte alta, mesmo assim Dwyer espera que de forma moderada as cotações das
commodities agrícolas subam a níveis muito mais elevados do que o mundo está acostumado
a ver.
"A fonte deste crescimento dos próximos 10 anos é a nova classe média em expansão nos
mercados emergentes, como China, Índia, Sudeste Asiático e América Latina."
Com o crescimento da nova classe média na China, maior consumidor mundial de energia
para tudo, podem surgir mais de 325 milhões de famílias com poder de consumo até 2020,
e 125 milhões já hoje. A mudança "maciça" na demanda agregada de alimentos significa
que os agricultores ao redor do mundo terão que “pedalar”.
"Se a produção não conseguir acompanhar o ritmo de crescimento da demanda, os preços
podem decolar”.
O aumento nos preços das commodities continuará impulsionando os valores de terras e a
renda do produtor. Citando a agricultura americana, que está indo muito bem, ao longo dos
próximos 10 anos, se os preços das commodities ficarem em níveis relativamente elevados
como visto nos últimos dois anos, a rentabilidade historicamente crescente das commodities
agrícolas deve continuar intacta
Michael Dwyer, economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), afirma
que o preço das commodities agrícolas na próxima década será "significativamente maior"
do que nos últimos 10 anos. A razão é a crescente demanda nos mercados emergentes.
Os preços mundiais dos alimentos monitorados pela Organização das Nações Unidas bateu
um recorde em fevereiro. Os futuros do milho em Chicago, por exemplo, tiveram a maior
alta de todos os tempos em junho, e os preços médios do grão e soja estão indo para as
maiores médias anuais de todos os tempos.
Já que passamos por um momento de crise e queda das cotações, não fica tão claro este
cenário de forte alta, mesmo assim Dwyer espera que de forma moderada as cotações das
commodities agrícolas subam a níveis muito mais elevados do que o mundo está acostumado
a ver.
"A fonte deste crescimento dos próximos 10 anos é a nova classe média em expansão nos
mercados emergentes, como China, Índia, Sudeste Asiático e América Latina."
Com o crescimento da nova classe média na China, maior consumidor mundial de energia
para tudo, podem surgir mais de 325 milhões de famílias com poder de consumo até 2020,
e 125 milhões já hoje. A mudança "maciça" na demanda agregada de alimentos significa
que os agricultores ao redor do mundo terão que “pedalar”.
"Se a produção não conseguir acompanhar o ritmo de crescimento da demanda, os preços
podem decolar”.
O aumento nos preços das commodities continuará impulsionando os valores de terras e a
renda do produtor. Citando a agricultura americana, que está indo muito bem, ao longo dos
próximos 10 anos, se os preços das commodities ficarem em níveis relativamente elevados
como visto nos últimos dois anos, a rentabilidade historicamente crescente das commodities
agrícolas deve continuar intacta
Próxima safra de café vai ser menor, mas de preços altos
Próxima safra de café vai ser menor, mas de preços altos por Gil Barabach
Impactado por um mês de outubro de seca nas regiões produtoras, o próximo ciclo de alta do café, entre julho de 2012 e junho de 2013, pode ser menor do que o anterior, sendo produzido no Brasil algo entre 52 e 55 milhões de sacas. Mas o preço dessa commodity, que se mantém aquecido por diversos fatores, entre os quais está a forte demanda mundial, deve garantir o crescimento da rentabilidade do setor. Estimativas de mercado indicavam neste ano que a próxima safra de café poderia ser excepcional, com até 60 milhões de sacas. A falta de chuva, porém, atrapalhou a produção no cerrado mineiro e na mogiana paulista e causou atrasos da florada do grão, contrariando as expectativas iniciais. "O potencial produtivo da lavoura ficou comprometido. A safra ainda vai ser grande, mas não será uma supersafra", afirmou o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado. Quanto à safra atual (2011/2012), a consultoria prevê que fechará com 47 milhões de sacas. Antes de setembro, quando terminou a colheita, o preço da medida já estava acima de R$ 500, o que revela a firmeza do mercado. "Na metade de 2010, o preço da saca estava abaixo de R$ 300. Em 2011, houve alta e acomodação da produção, mas ainda assim os preços se mantiveram pelo menos R$ 100 acima dos do ano anterior", observou Barabach. No primeiro semestre deste ano, durante a entressafra, a saca custava R$ 565. Depois do pico produtivo de maio, quando os preços costumam cair devido à oferta, essa queda não foi como se esperava. "O mercado indicava uma redução de preços", disse o analista, mas o menor nível do ano ficou entre R$ 430 e R$ 435 por saca. "A queda de preços foi atenuada." No último ciclo de alta do café, entre 2010 e 2011, a produção ficou em 54 milhões de sacas. O volume representava uma safra recorde, que, segundo Barabach, se prolongou para o ano seguinte, "consolidando o quadro positivo". Na melhor das hipóteses, a próxima colheita superará esta marca; porém, devido às adversidades climáticas que atrasaram a formação do grão, há risco de a safra ser menor - embora os preços tendam a garantir a rentabilidade dos produtores rurais. Exportações A grande incerteza atual do setor se refere à crise internacional, ou à "incógnita financeira", como disse o especialista da Safras & Mercado. Uma ruptura na zona do euro pode provocar uma queda abrupta de consumo de café, como já vem acontecendo no leste da Europa, além da fuga de investidores dessa commodity. Contudo, as exportações vão de vento em popa, favorecidas por três anos de baixa produtiva na Colômbia, o maior concorrente externo do Brasil nessa área. "Estamos aproveitando o espaço deixado pela Colômbia para nos consolidar no mercado de café com alto valor agregado", afirmou Barabach. Ou seja, na escassez do produto colombiano, que geralmente tem qualidade elevada, os produtores brasileiros têm-se ocupado em preencher a demanda por cafés especiais. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), as exportações do grão do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% maior do que a registrada no mesmo período de 2010 - US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões - e 30,4 milhões de sacas exportadas. Em novembro, a receita cambial (US$ 834,9 milhões) foi 34,6% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 620,4 milhões). "A receita cambial esperada para 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a de 2010, apesar de o volume esperado ser praticamente o mesmo do ano passado. A razão que contribuiu para este resultado foram os preços, que se mantiveram em patamares mais altos", disse o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga. DCI
Análises - 19/12/2011
Café se recupera na ICE e tem dia de ganhos consistentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de considerável volatilidade nesta segunda-feira. Mesmo com um volume modesto de contratos comercializados, as cotações foram do nível mais baixo em mais de um ano até a aferição de uma boa alta ao final dos negócios. mais uma vez, os negócios se movimentaram baseados em aspectos técnicos. Na primeira parte da sessão, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e o primeiro suporte para a posição março, em 213,75 centavos por libra, marca de 17 de dezembro do ano passado, finalmente foi rompido. No entanto, o rompimento não desencadeou o aumento do "apetite" vendedor. Pelo contrário, vários players passaram a emitir ordens de recompra e o mercado rapidamente começou a ganhar corpo, inicialmente com altas modestas, até ganhos mais consistentes se concretizarem na parte final do dia. Operadores indicaram que o mercado dá sinais de estar sobrevendido, assim, mesmo com a tentativa inicial dos baixistas de se procurar patamares abaixo do suporte, alguns outros participantes atuaram, efetivamente, para se proteger do quadro que é verificado, por exemplo, a partir da análise do Índice de Força Relativa. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia questões como a nova temporada de chuvas na Colômbia e a expectativa de operadores por uma safra menor que a anteriormente esperada no Brasil em 2012. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve alta de 435 pontos com 219,45 centavos, sendo a máxima em 219,95 e a mínima em 212,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 425 pontos, com a libra a 222,10 centavos, sendo a máxima em 222,30 e a mínima em 215,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 19 dólares, com 1.834 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.878 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos bastante distintos. De um lado a tentativa, com êxito, de finalmente se romper uma mínima que durava mais de um ano. No entanto, logo na seqüência, um ação corretiva passou a ser verificada e os preços voltaram a ganhar corpo, com boas altas se consolidando ao final dos negócios. Os mercados externos pouco influenciaram no humor do café, já que operaram grande parte do dia próximos da estabilidade. "Tivemos um dia técnico e de perspectivas distintas. Por um lado o viés baixista tentando consolidar patamares ainda mais pressionados e por outro a correção técnica, diante de um quadro sobrevendido, sendo que o segundo, ao menos por hoje, prevaleceu", disse um trader. Apesar das baixas em sessões recentes, a empresa financeira Commerzbank, de origem alemã, espera que os preços da commodity possam voltar a subir, em meio às preocupações sobre as condições de cultivo da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica. "Os problemas da safra colombiana devem relativizar a mais recente queda de preços", indicou a instituição em seu informe semanal. "Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010. Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa caíram 692.718 sacas em outubro e chegaram a 11,94 milhões de sacas, informou a Federação Européia de Café. A maior retração se deu em Antuérpia, na Bélgica, com baixa de 510.883 sacas, para 6,11 milhões de sacas. Outros portos que tiveram baixa foram de Hamburgo e Bremen, na Alemanha, além de Genova, na Itália e Le Havre, na França, sendo que apenas em Trieste, na Itália houve aumento no volume de café estocado. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 15, somaram 1.056.783 sacas, contra 939.960 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 169 sacas, indo para 1.526.083 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.780 lotes, com as opções tendo 1.717 calls e 1.642 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 219,95-220,00, 220,50, 221,00, 221,50, 222,00, 222,50, 222,90-223,00, 223,50, 224,00, 224,50, 224,90-225,00 e 225,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 212,35, 212,00, 211,50, 211,00, 210,50, 210,10-210,00, 209,50, 209,00, 208,50, 208,00, 207,50 e 207,00 centavos por libra.
Impactado por um mês de outubro de seca nas regiões produtoras, o próximo ciclo de alta do café, entre julho de 2012 e junho de 2013, pode ser menor do que o anterior, sendo produzido no Brasil algo entre 52 e 55 milhões de sacas. Mas o preço dessa commodity, que se mantém aquecido por diversos fatores, entre os quais está a forte demanda mundial, deve garantir o crescimento da rentabilidade do setor. Estimativas de mercado indicavam neste ano que a próxima safra de café poderia ser excepcional, com até 60 milhões de sacas. A falta de chuva, porém, atrapalhou a produção no cerrado mineiro e na mogiana paulista e causou atrasos da florada do grão, contrariando as expectativas iniciais. "O potencial produtivo da lavoura ficou comprometido. A safra ainda vai ser grande, mas não será uma supersafra", afirmou o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado. Quanto à safra atual (2011/2012), a consultoria prevê que fechará com 47 milhões de sacas. Antes de setembro, quando terminou a colheita, o preço da medida já estava acima de R$ 500, o que revela a firmeza do mercado. "Na metade de 2010, o preço da saca estava abaixo de R$ 300. Em 2011, houve alta e acomodação da produção, mas ainda assim os preços se mantiveram pelo menos R$ 100 acima dos do ano anterior", observou Barabach. No primeiro semestre deste ano, durante a entressafra, a saca custava R$ 565. Depois do pico produtivo de maio, quando os preços costumam cair devido à oferta, essa queda não foi como se esperava. "O mercado indicava uma redução de preços", disse o analista, mas o menor nível do ano ficou entre R$ 430 e R$ 435 por saca. "A queda de preços foi atenuada." No último ciclo de alta do café, entre 2010 e 2011, a produção ficou em 54 milhões de sacas. O volume representava uma safra recorde, que, segundo Barabach, se prolongou para o ano seguinte, "consolidando o quadro positivo". Na melhor das hipóteses, a próxima colheita superará esta marca; porém, devido às adversidades climáticas que atrasaram a formação do grão, há risco de a safra ser menor - embora os preços tendam a garantir a rentabilidade dos produtores rurais. Exportações A grande incerteza atual do setor se refere à crise internacional, ou à "incógnita financeira", como disse o especialista da Safras & Mercado. Uma ruptura na zona do euro pode provocar uma queda abrupta de consumo de café, como já vem acontecendo no leste da Europa, além da fuga de investidores dessa commodity. Contudo, as exportações vão de vento em popa, favorecidas por três anos de baixa produtiva na Colômbia, o maior concorrente externo do Brasil nessa área. "Estamos aproveitando o espaço deixado pela Colômbia para nos consolidar no mercado de café com alto valor agregado", afirmou Barabach. Ou seja, na escassez do produto colombiano, que geralmente tem qualidade elevada, os produtores brasileiros têm-se ocupado em preencher a demanda por cafés especiais. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), as exportações do grão do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% maior do que a registrada no mesmo período de 2010 - US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões - e 30,4 milhões de sacas exportadas. Em novembro, a receita cambial (US$ 834,9 milhões) foi 34,6% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 620,4 milhões). "A receita cambial esperada para 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a de 2010, apesar de o volume esperado ser praticamente o mesmo do ano passado. A razão que contribuiu para este resultado foram os preços, que se mantiveram em patamares mais altos", disse o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga. DCI
Análises - 19/12/2011
Café se recupera na ICE e tem dia de ganhos consistentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de considerável volatilidade nesta segunda-feira. Mesmo com um volume modesto de contratos comercializados, as cotações foram do nível mais baixo em mais de um ano até a aferição de uma boa alta ao final dos negócios. mais uma vez, os negócios se movimentaram baseados em aspectos técnicos. Na primeira parte da sessão, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e o primeiro suporte para a posição março, em 213,75 centavos por libra, marca de 17 de dezembro do ano passado, finalmente foi rompido. No entanto, o rompimento não desencadeou o aumento do "apetite" vendedor. Pelo contrário, vários players passaram a emitir ordens de recompra e o mercado rapidamente começou a ganhar corpo, inicialmente com altas modestas, até ganhos mais consistentes se concretizarem na parte final do dia. Operadores indicaram que o mercado dá sinais de estar sobrevendido, assim, mesmo com a tentativa inicial dos baixistas de se procurar patamares abaixo do suporte, alguns outros participantes atuaram, efetivamente, para se proteger do quadro que é verificado, por exemplo, a partir da análise do Índice de Força Relativa. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia questões como a nova temporada de chuvas na Colômbia e a expectativa de operadores por uma safra menor que a anteriormente esperada no Brasil em 2012. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve alta de 435 pontos com 219,45 centavos, sendo a máxima em 219,95 e a mínima em 212,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 425 pontos, com a libra a 222,10 centavos, sendo a máxima em 222,30 e a mínima em 215,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 19 dólares, com 1.834 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.878 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos bastante distintos. De um lado a tentativa, com êxito, de finalmente se romper uma mínima que durava mais de um ano. No entanto, logo na seqüência, um ação corretiva passou a ser verificada e os preços voltaram a ganhar corpo, com boas altas se consolidando ao final dos negócios. Os mercados externos pouco influenciaram no humor do café, já que operaram grande parte do dia próximos da estabilidade. "Tivemos um dia técnico e de perspectivas distintas. Por um lado o viés baixista tentando consolidar patamares ainda mais pressionados e por outro a correção técnica, diante de um quadro sobrevendido, sendo que o segundo, ao menos por hoje, prevaleceu", disse um trader. Apesar das baixas em sessões recentes, a empresa financeira Commerzbank, de origem alemã, espera que os preços da commodity possam voltar a subir, em meio às preocupações sobre as condições de cultivo da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica. "Os problemas da safra colombiana devem relativizar a mais recente queda de preços", indicou a instituição em seu informe semanal. "Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010. Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa caíram 692.718 sacas em outubro e chegaram a 11,94 milhões de sacas, informou a Federação Européia de Café. A maior retração se deu em Antuérpia, na Bélgica, com baixa de 510.883 sacas, para 6,11 milhões de sacas. Outros portos que tiveram baixa foram de Hamburgo e Bremen, na Alemanha, além de Genova, na Itália e Le Havre, na França, sendo que apenas em Trieste, na Itália houve aumento no volume de café estocado. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 15, somaram 1.056.783 sacas, contra 939.960 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 169 sacas, indo para 1.526.083 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.780 lotes, com as opções tendo 1.717 calls e 1.642 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 219,95-220,00, 220,50, 221,00, 221,50, 222,00, 222,50, 222,90-223,00, 223,50, 224,00, 224,50, 224,90-225,00 e 225,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 212,35, 212,00, 211,50, 211,00, 210,50, 210,10-210,00, 209,50, 209,00, 208,50, 208,00, 207,50 e 207,00 centavos por libra.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Dólar e café voltam de onde vieram
Dólar e café voltam de onde vieram | ||||
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Análises - 16/12/2011 | ||||
Em sessão esvaziada, café amplia perdas na ICE Futures US | ||||
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Artigos - 17/12/2011 | ||||
Entrada em vigor da medida provisória 545/2011 trará transparência e igualdade | ||||
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Notícias - 18/12/2011 | |||||
Coréia : importações recorde de café este ano | |||||
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domingo, 11 de dezembro de 2011
FÍSICO CALMO E FUTURO INDEFINIDO Por Rodrigo Costa
As agências de classificação de risco, que tantas críticas sofreram por não terem avaliado propriamente a situação das instituições em 2008, têm se mostrado mais ativas neste ano. Uma delas nesta semana além de rebaixar notas de alguns bancos europeus, também ameaçou diversos países da União Européia em colocá-los em revisão-negativa.
Os mercados acionários entretanto se contentaram com as medidas do Banco Central Europeu em prover crédito ilimitado durante 36 meses para os bancos da zona do Euro, cortar o requerimento de reservas bancárias em 1% e incrementar o número de ativos aceitos como colateral para empréstimos cedidos pelo próprio BCE.
O café em Nova Iorque não saiu de dentro do intervalo entre US$ 225 e US$ 240 centavos, mais uma vez devolvendo ganhos de uma sessão para a outra, com volumes negociados relativamente baixos.
Os altistas contra argumentam que o volume alto exportado até agora, tornará ainda mais apertado o quadro na primeira metade de 2012, já que as exportações cairão muito. Apenas para referência, na safra 02/03 o país exportou 29.49 milhões de sacas, número que se repetido não causa sobras significativas.
Outro país que deve exportar bastante é o Vietnã, que em dezembro deve embarcar algo próximo de 2.5 milhões de sacas.
Do lado dos suaves os números absolutos de exportação ficam pequenos, ainda que percentualmente o incremento de um ano a outro seja grande, como por exemplo Honduras, que no mês passado embarcou 123 mil sacas, bem mais do que os 40 mil exportados no ano anterior.
Como o amigo leitor pode notar, não há muito a ser falado de novo. Embora as commodities tenham aparentemente descolado um pouco do movimento de outros ativos de risco, creio que inevitavelmente o macro continuará influenciando.
Tecnicamente o mercado está vacilando demais para subir, mesmo com fundos montando uma pequena posição comprada, o que não é muito animador. Mesmo assim os US$ 220 centavos continuam intactos, e o Euro, sabe-se lá o porquê, tem se mantido firme.
Portanto, ficar vendido não parece uma posição confortável.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
*Rodrigo Corrêa da Costa
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Tampar o sol com a peneira.
Tampar o sol com a peneira.
O mercado de café esta tecnicamente dentro de uma bandeira de baixa, e em uma clara tendência de baixa na bolsa onde fica clara a força vendedora e quem desde este período esta comandando este mercado, realmente um mercado bear.
Flamula conforme os ventos vão levando, uma noticia de possível melhora nas economias o mercado tenta reagir, mas logo a realidade bate forte.
A macro economia vem dando o tom desde a ultima alta, rebaixamento de notas por agencias de risco mostram o nervosismo do mercado e quão seria e esta crise.
O relatório de que o bloco econômico europeu cresceu no ultimo trimestre apenas 0,2% do seu PIB, so não foi prior do que o relatório do IBGE onde deu valor zero para economia brasileira.
Grandes instituições econômicas como Deuche Bank ou o Creidit Suisse esta semana mostra preocupação com as commodities, onde a alavancagem usada por empresas esta ameaçada e o financiamento também.
A exportação brasileira que foi Record na safra Record do ano passado transferiu estoques para os países consumidores, o que nos leva a acreditar que o mercado pode estar abastecido para passar este inverno, o que vemos claramente o desinteresse por parte das casas comercias em comprarem no físico.
O equilíbrio do mercado tem como o Brasil seu maior produtor mundial, como ancora, mas não podemos deixar de comentar que este ano, tivemos tsunami no Japão, e desaquecimento nas mais importantes economias mundiais, inclusive internamente e acreditar que o consumo se manterá inalterado me parece uma conclusão precipitada e infantil.
Os fundamentos me parecem ameaçados, café é uma bebida que não entra na classe de alimentos indispensáveis, a florada realmente foi boa, o tempo vem correndo bem, o abortamento em parte da florada, principalmente quando ela é grande, é normal, os tratos culturais estão acima da media, o que é natural pelo preço praticado pelo mercado acima da media neste ultimo ano safra, os produtores capitalizados estão conseguindo segurar mercadoria o que pode ser uma faca de dois gumes, ou seja, segurar café pode significar a união de duas safras, o que pode ser horrível para quem produz em relação a cotações futuras.
O mercado vem tecnicamente se consolidando, e o rompimento para um dos lados desta consolidação leva o mercado com muita força para um dos dois lados, mas para mim para que haja uma nova corrida de preços devemos ter algum fator climático que não esteje calculado, como uma seca no verão brasileiro, pois as chuvas nos países centrais já foram absorvidas, e os blends devidamente alterados.
Às vezes acredito que o mercado quer é que o produtor segure o café, pois é o único que teria condição de fazê-lo a estes preços, qualquer problema sobe-se o preço e compra o café.
O ano esta acabando, os produtores deve estar envolvido com os tratos culturais, o que é a única coisa que ele deve fazer cuidar do patrimônio, pois pior do que uma queda nos preços é não ter café para vender.
A crise realmente é seria todo cuidado neste momento é pouco.
Para os trader que querem pegar a onda esperar o rompimento da Ice de $2,20 para vender ou rompimento de $2,52 para comprar no momento nada a fazer.
Boa semana, e fiquem com Deus.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blospot.com
O mercado de café esta tecnicamente dentro de uma bandeira de baixa, e em uma clara tendência de baixa na bolsa onde fica clara a força vendedora e quem desde este período esta comandando este mercado, realmente um mercado bear.
Flamula conforme os ventos vão levando, uma noticia de possível melhora nas economias o mercado tenta reagir, mas logo a realidade bate forte.
A macro economia vem dando o tom desde a ultima alta, rebaixamento de notas por agencias de risco mostram o nervosismo do mercado e quão seria e esta crise.
O relatório de que o bloco econômico europeu cresceu no ultimo trimestre apenas 0,2% do seu PIB, so não foi prior do que o relatório do IBGE onde deu valor zero para economia brasileira.
Grandes instituições econômicas como Deuche Bank ou o Creidit Suisse esta semana mostra preocupação com as commodities, onde a alavancagem usada por empresas esta ameaçada e o financiamento também.
A exportação brasileira que foi Record na safra Record do ano passado transferiu estoques para os países consumidores, o que nos leva a acreditar que o mercado pode estar abastecido para passar este inverno, o que vemos claramente o desinteresse por parte das casas comercias em comprarem no físico.
O equilíbrio do mercado tem como o Brasil seu maior produtor mundial, como ancora, mas não podemos deixar de comentar que este ano, tivemos tsunami no Japão, e desaquecimento nas mais importantes economias mundiais, inclusive internamente e acreditar que o consumo se manterá inalterado me parece uma conclusão precipitada e infantil.
Os fundamentos me parecem ameaçados, café é uma bebida que não entra na classe de alimentos indispensáveis, a florada realmente foi boa, o tempo vem correndo bem, o abortamento em parte da florada, principalmente quando ela é grande, é normal, os tratos culturais estão acima da media, o que é natural pelo preço praticado pelo mercado acima da media neste ultimo ano safra, os produtores capitalizados estão conseguindo segurar mercadoria o que pode ser uma faca de dois gumes, ou seja, segurar café pode significar a união de duas safras, o que pode ser horrível para quem produz em relação a cotações futuras.
O mercado vem tecnicamente se consolidando, e o rompimento para um dos lados desta consolidação leva o mercado com muita força para um dos dois lados, mas para mim para que haja uma nova corrida de preços devemos ter algum fator climático que não esteje calculado, como uma seca no verão brasileiro, pois as chuvas nos países centrais já foram absorvidas, e os blends devidamente alterados.
Às vezes acredito que o mercado quer é que o produtor segure o café, pois é o único que teria condição de fazê-lo a estes preços, qualquer problema sobe-se o preço e compra o café.
O ano esta acabando, os produtores deve estar envolvido com os tratos culturais, o que é a única coisa que ele deve fazer cuidar do patrimônio, pois pior do que uma queda nos preços é não ter café para vender.
A crise realmente é seria todo cuidado neste momento é pouco.
Para os trader que querem pegar a onda esperar o rompimento da Ice de $2,20 para vender ou rompimento de $2,52 para comprar no momento nada a fazer.
Boa semana, e fiquem com Deus.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blospot.com
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
mercado internacional 21-11-2011
Colombians, UGQ, were offered FOB, for Dec./Jan. shipment from 19¢ to 20¢ over Mar. “C.” Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, Dec./Jan. shipment from 23¢ to 24¢ over Mar. “C.” Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from 10¢ over the relevant months “C.” Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from 12¢ over the relevant months “C.” Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from 3¢ to 5¢ over the relevant months “C.” Santos 3/4s were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from 9¢ to 8¢ under Mar. “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Dec. shipment from 37¢ to 40¢ over Jan. London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Nov./Dec./Jan. crossing from 7¢ over Mar. “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Jan./Feb. shipment from 6¢ over Mar. “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Jan./Feb./Mar. equal shipment from 7¢ to 8¢ over the relevant months “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Jan./Feb. shipment from $5 over Mar. “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $12 to $13 over, per 46 kilos, Mar. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $16 to $18 over the relevant months “C.” Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from $18 to $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Jan. through May equal shipment from $30 to $31 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Dec. through Mar. equal shipment from $5 over the relevant months “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $9 to $10 over, per 46 kilos, Mar. “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $12 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Jan./Feb./Mar. equal shipment were offered FOB from $14 to $15 over the relevant months “C.” High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $2 over Mar. “C.” Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $7 over the relevant months “C.” Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $2 under Mar. “C.” Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $3 under Mar. “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Dec. shipment from 26¢ over Jan. London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Dec. shipment from 24¢ over Jan. London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Dec. shipment from 22¢ over Jan. London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Dec. shipment from 24¢ over Jan. London.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
aversão ao risco
O ambiente externo de aversão ao risco ficou agravado pelo pedido de concordata da corretora MF Global. O trader John Wolthers, da exportadora de café Comexim, de Santos(SP), informou que a Bolsa de Nova York liberou uma parcela do dinheiro aplicado pela Comeximem operações de hedge, por intermédio da MF Global. No entanto, os recursos para pagamentode margem diária, entre outros, ainda não foram devolvidos. Estima-se que cerca de US$ 600 milhões dos clientes da MF Global simplesmente sumirampouco antes do colapso da corretora. O trader salientou que se não houver a devolução integral atodos os clientes da corretora poderá ocorrer uma crise sistêmica.
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