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sábado, 30 de outubro de 2010

Colheita de café no Vietnã pode aumentar devido a condições climáticas favoráveis e aumento da área

Por Bloomberg News -25 de outubro de 2010

A produção de café no Vietnã, o maior produtor de robusta, pode subir neste ano, após condições climáticas favoráveis eo plantioexpandiu impulsionou a colheita, potencialmente facilitando uma escassez global que é conduzido a uma elevação dos preços de dois anos.

A cultura pode totalizar 1,2 milhões de toneladas, ou 20 milhões de sacas de 60 quilos, no ano de 01 de outubro, de acordo com amediana de uma pesquisa da Bloomberg News, de 10 produtores, analistas e traders.

Isso se compara com a colheita do ano passado de 1,05 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. Separadamente, os funcionários em três maiores províncias do Vietnã crescendo -Dak Lak, Lam Dong e Gia Lai -todos os ganhos previstos.O aumento da produção de grãos utilizados na espressos e bebidas instantâneas podem ajudar a conter o avanço nos contratos derobusta, a negociação no seu mais elevado desde 2008.

Indonésia, um produtor de robusta rival, pode aumentar a produção tanto quanto 3 por cento para 10 milhões de sacas este ano, de acordo com a Organização Internacional do Café.\"A cultura olhou positiva, com algum aumento na produção\", disse Pham Dinh Khai, diretor do ramo Um Giang Coffee Co. \'s em Buon Ma Thuot, a capital de Dak Lak.

Khai, um dos participantes da pesquisa, previu que a produção nacional seria \"pelo menos\" 1,2 milhões de toneladas.Robusta RallyRobusta avançou 34 por cento sobre o ano passado em meio ao que Nestor Osorio, diretor-executivo cessante da Organização Internacional do Café, disse em 7 de setembro foi uma \"situação muito apertada entre oferta e demanda.\" O contrato mais ativo na NYSE Liffe em Londres tocou $ 1.910 por tonelada em 21 de outubro, o maior desde 14 de outubro de 2008, e terminou em US $ 1.826 semana passada.Arábica atingiram $ 2,035 a libra na ICE Futures EUA em 21 de outubro, o preço mais alto em 13 anos.

Saída do Brasil, o maiorprodutor, pode cair para o menor nível em quatro anos, em 2011, após uma seca que prejudicou a floração e plantas entram na metade de baixo rendimento de um ciclo de dois anos, o Conselho Nacional do Café, um grupo de produtores \", disse 22 de outubro.\"Clima favorável ajudou a bóia da cultura\", disse Bui Manh Hung, chefe do departamento de negócios da Tay Nguyen Café investimento, importação e exportação co, referindo-se às chuvas adequadas, o que ajuda a floração ea frutificação. \"Algumas novas áreas de plantação de café começaram a produzir grãos desta cultura também.\"Previsões na pesquisa da Bloomberg, realizado entre 11 de outubro e 22 de outubro, variaram de 17.7 a 22 milhões de sacas, com dois previsão de uma queda e oito procurando um ganho.

A previsão do USDA para a safra do ano passado, foi publicado em um relatório de junho.\"As chuvas razoáveis \'arbustos de café no Vietnã flores e frutos normalmente se formam entre janeiro e março, de acordo com os produtores. \"O Vietnã de chuvas razoáveis durante a floração, que foi seguido por boa produção de frutos cereja e desenvolvimento\", disse o USDA no relatório de junho.

A colheita geralmente começa 01 de outubro\"Graças às boas condições meteorológicas durante o período de floração, as árvores têm as cerejas mais este ano\", disse Pham VanAn, chefe do departamento de Lam Dong agrícolas. Um, que não contribuem com o levantamento, previsão de saída de Lam Dong, na província segundo maior crescimento, pode ganhar 10 por cento para cerca de 330 mil toneladas.

Van Phu Bo, chefe do escritório do cultivo em área agrícola Gia Lai, prevê um aumento na produção local de 4,3 por cento, para 146.000 toneladas. Van Nguyen Sinh, diretor-adjunto do departamento de agricultura de Dak Lak, uma previsão de ganho de 5,3 por cento para 400.000 toneladas.

Café empresas esperam que o governo para fornecer empréstimos a juros baixos nesta temporada para ajudá-los a estocar feijão, doCafé e Cacau do Vietnã associação disse em 11 de outubro. O plano, semelhante ao apoio estatal oferecido tarde durante a última safra, poderá permitir-lhes reter 300.000 a 500.000 toneladas 2010-2011 saída,disse Luong Van Tu, presidente do grupo conhecido como VICOFA.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

mercado fecha semana em alta

mercado fecha semana em alta
O mercado pega forca novamente depois de uma semanal lateral.
o fechamento na casa de 203.45 com 685 ontos de alta reforca a tendencia abrindo novos alvos acima de 212.00.
O produtor que correu para vender seu cafe no inicio da safra, pois, ha muito nao via o mercado com tanta forca agora recua diminuindo a oferta , e revendo sua espectativa de safra e que ela nao teve o tamanho especulado pelas empresas comercias e sabendo que no proximo ano a safra sera de tamanho menor agora por sua vez especula ate onde o mercadoira subir.
A proxima semana teremos feriado no Brasil ,portanto menos operadores e menos volume em uma semana mais curta podemos aguardar novos precos em um mercado em tendencia de alta.
Bom fim de semana a todos.
wagner pimentel

TEMPO NUBLADO EM MINAS GERAIS E ESPÍRITO SANTO

REGIÃO SUDESTE

29/10/2010 - Sexta-Feira
PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO EM MINAS GERAIS E ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A CLARO NO RIO DE JANEIRO. CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO COM NÉVOA SECA EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 38 °C min.: 8 °C

30/10/2010 - Sábado
PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA E TROVOADAS ISOLADAS EM MINAS GERAIS. PARCIALMENTE NUBLADO NO ESPIRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A CLARO NO RIO DE JANEIRO. NUBLADO A PARCIALMENTE NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA, POR VEZES FORTE, EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 37 °C min.: 8 °C

31/10/2010 - Domingo
NUBLADO A ENCOBERTO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS NO RIO DE JANEIRO. ENCOBERTO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA, POR VEZES FORTE, EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 34 °C min.: 10 °C

01/11/2010 - Segunda-Feira
NUBLADO A ENCOBERTO COM CHUVA EM MINAS GERAIS E RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA NO ESPÍRITO SANTO. NUBLADO COM CHUVAS ISOLADAS PASSANDO A PARCIALMENTE NUBLADO EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 32 °C min.: 9 °C

Café-XP: Preços encerram a quinta-feira em forte baixa

Abriu o dia positivo, indo junto com outras commodities e a queda do dólar frente outras moedas, porém não conseguiu se sustentar. Em NY a perda dos 200,00 fez o mercado acelerar, vindo a quase 2% de baixa. Na BMF veio buscar o patamar de 231,50 e fechou com 1,50% de queda. Nem com petróleo, ouro, prata, trigo, açúcar em alta e índice dólar com mais de 1% de baixa o café se segurou. Mas não é uma queda para assustar. Após fortes dias de alta, nada mais justo que uma realização de lucros. E ainda existe espaço para ceder um pouco mais antes de voltar a subir.

A tendência de alta para prazo mais longo ainda está mantida, com fundamentos firmes na escassez de cafés e fundos bem comprados. Clima no Vietnã e América Central também segue nas manchetes. Graficamente em NY veio buscar suporte importante em 196,20 e segurou. Na BMF também encontrou forte suporte em 231,50. São zonas de preços sensíveis para amanhã. Se forem perdidas o café pode vir mais abaixo. Então repetindo, tendência é de alta, mas ainda temos espaço para correção. Vamos ficar atentos.

Fonte: XP Agro

OPINIÃO - Café está mais para ir a U$2,20/40 por libra peso, Por Fernando Souza Barros

Fernando Souza Barros comentou em: 28/10/2010 21:45



Os embarques até Dez/2010 estão garantidos. Agora as vendas já efetuadas para o ano que vem é que são elas! A possibilidade de café cair para R$1,70 é remota e acho que ele está mais para ir a U$2,20/40 por libra peso.

O produtor já vendeu o que tinha e alguns o que não tinham portanto ficaram aborrecidos apesar de que a nossa recomendação sempre foi de que não se deve vender mais do que 20/25% daquilo de que se tem certeza que vai produzir! É hora de tomar cuidado, esperar ver a pega da florada em janeiro e aguardar para vender o saldinho que ficou a partir de março!

Quanto a maior preço dos ultimos treze anos isto pode ser em dolares mas como o dolar está se depreciando muito perante as outras coisas e o nosso negócio é em reais estes preços estão muito aquem do necessário para o produtor ganhar dinheiro,capitalizar,pagar suas contas e ficar independente parando de ser manipulado com informações fora de base.

Aonde está a safra de 60 milhões que o pessoal queria que fosse?

Induziram o produtor a vender seu produto aquem das perspectivas futuras! Agora estào dizendo que é para fazer média de venda que o mercado vai subir e tal. Depois que a maioria já vendeu! Agora vai ser a hora da verdade! quanto menos se vender inclusive futuros! e quanto mais se diluir a venda a partir de marcó maior será a alta!!

O Ministério da Agricultura me informou hoje que o dinheiro da estocagem está a disposição R$261,00 p/ saca a 6,75% ao ano!! Assim como o Pronamp 175 (recurssos obrigatórios) com 2 anos de carencia e 3 para pagar a juros de 6,75% ao ano e R$200000,00 por CPF. -isto para esqueletamento. Dinheiro dizem que tem! exijam!! Abraço e até mais.

Espera pelo Fed mantém incertezas e dólar tem nova rodada global de queda

Espera pelo Fed mantém incertezas e dólar tem nova rodada global de queda

O dólar devolveu ontem parte de seus ganhos recentes e os títulos do Tesouro
dos Estados Unidos registraram um rali. Isso aconteceu os movimentos do mercado
continuaram sendo dominados pelas incertezas quanto ao provável alcance das
novas medidas de estímulo que deverão ser anunciadas pelo Federal Reserve (Fed).
A moeda americana caiu 1,1% ponderada pelo comércio exterior e recuou 1% em
relação ao euro, enquanto o rendimento do bônus do governo americano de 10 anos
caiu 5 pontos-base para 2,67%.
Na quarta-feira, o dólar e os rendimentos dos Treasuries haviam subido
bastante, depois que o mercado reduziu suas expectativas em relação a um novo
afrouxamento quantitativo, na reunião de política monetária que o Fed realizará
na semana que vem.
No entanto, analistas disseram ontem que o Fed desencadeou especulações de que
poderá anunciar aquisições consideráveis de ativos, após ter questionado
negociadores primários de bônus sobre a provável resposta do mercado às suas
ações.
"Esse não é um passo comum e as respostas vão ajudar o comitê de política
monetária a estimar melhor como medir e desenvolver suas atividades", disse
Andrew Wilkinson da Interactive Brokers.
Mas o Commerzbank disse: "Essa postura é no mínimo surpreendente, uma vez que
demonstra que o Fed parece estar querendo que as expectativas do mercado
determinem o tamanho das compras. Segundo essa lógica, se todos esperarem muita
coisa, o Fed terá que se esforçar ainda mais".
O rali dos preços dos Treasuries de 10 anos ocorreu depois de dois dias
seguidos de queda, em que o rendimento aumentou cerca de 14 pontos-base -
levando sua alta desde o patamar de baixa de 2,41% atingido este mês, para 30
pontos-base.
Ed Yardeni, da Yardeni Research, disse que o mercado vem emitindo uma mensagem
confusa para o banco central americano. "Será que o rendimento está subindo
porque a euforia inicial com o afrouxamento quantitativo está cedendo lugar
para temores de que o Fed não vá fazer o suficiente?", perguntou ele. "Ou os
rendimentos estão subindo por causa dos temores de que outra rodada de
afrouxamento venha a estimular a inflação? Estou mais inclinado para o segundo
ponto de vista."
Novas pistas sobre o que o Fed poderá fazer na reunião do comitê de mercado
aberto (FOMC) na semana que vem, poderão vir do número do crescimento do PIB no
terceiro trimestre, que deverá ser anunciado nesta sexta-feira.
Enquanto isso, o Banco do Japão (BoJ) se conteve na reunião de política
monetária de ontem, embora tenha remarcado a próxima reunião para um dia depois
da reunião do Fomc.
Julian Jessop, da Capital Economics, disse que isso levanta a intrigante
possibilidade de que o BoJ pretende responder a qualquer afrouxamento
quantitativo eventual pelos EUA, com um afrouxamento próprio.
"Se o Banco do Japão quer se esforçar mais para conter a valorização do iene,
ele poderá ser esperto e anunciar um aumento significativo em suas próprias
compras de ativos, na esteira de uma decisão do Fed", disse Jessop.
No entanto, Jessop reconhece que alguns funcionários do governo japonês estão
preocupados com a possibilidade do afrouxamento quantitativo alimentar bolhas
nos preços dos ativos, ou que ele represente a monetização da dívida do governo.
Na zona do euro, novas preocupações com o déficit fiscal voltaram a pesar sobre
os preços dos títulos de dívidas dos países periféricos da região - embora as
perdas tenham sido limitadas por rumores de que o Banco Central Europeu (BCE)
poderá retomar as compras de bônus.
Em Portugal, a incapacidade do governo e do principal partido de oposição de
chegarem a um acordo sobre o orçamento de 2011 do país, afetou o mercado,
aumentando o spread do rendimento dos papéis de 10 anos sobre os Bunds alemães
em até 20 pontos-base, para 362 pontos-base.
O spread irlandês-alemão chegou a 462 pontos-base, o maior em um mês, enquanto
os swaps de defaults de crédito irlandeses de cinco anos subiram 21 pontos-base
para 465 pontos-base.
Os mercados de ações globais tiveram dificuldades para progredir ontem, apesar
dos dados animadores sobre os pedidos de auxílio desemprego nos EUA e
relatórios de lucros corporativos bem recebidos na Europa.
Por volta do meio-dia em Nova York, o índice Standard & Poor's 500 (S&P 500)
caía 0,2%, com a ação da 3M recuando bastante depois que a companhia alertou
que os lucros de 2010 ficarão na ponta mais baixa das previsões feitas
anteriormente.
Os preços das commodities subiram moderadamente, em linha com o dólar mais
fraco. Os preços do petróleo bruto no mercado futuro ficaram acima de US$ 82 o
barril, enquanto o cobre subiu 1,2%. O ouro foi cotado em US$ 1.340 a onça no
fim dos negócios em Londres, bem acima do ponto mais baixo registrado no dia,
de US$ 1.323.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dólar sobe com força e já mira R$ 1,75

Dólar sobe com força e já mira R$ 1,75

Desde a mínima de 13 de outubro o dólar já subiu 4,05%
A moeda americana teve um pregão de firme valorização na quarta-feira,
retomando a linha de R$ 1,72 pela primeira vez em mais de um mês.
Parte da alta pode ser atribuída à piora de humor externo, que deu fôlego ao
dólar e tirou força dos ativos de risco. No entanto, as ordens de compra por
aqui não recuaram mesmo com o pessimismo perdendo força no fim no pregão.
O assunto em pauta no campo externo era o tamanho do plano de ajuda que o
Federal Reserve (Fed), banco central americano, poderá adotar para estimular a
economia.
Cabe lembrar que muito do tom positivo das últimas semanas, que foram pautadas
pela venda do dólar e aportes em ativos de risco, foi estimulado pelas
expectativas de uma firme atuação da autoridade monetária americana na compra
de títulos do Tesouro como forma de derrubar os juros e, assim, estimular a
economia.
No entanto, reportagem do The Wall Street Journal indicou que o Fed estaria
estudando a compra de algumas centenas de bilhões de dólares em títulos,
enquanto alguns agentes pensavam em trilhão de dólares.
A contribuição doméstica para essa puxada no preço da moeda americana foi
incerta.
O volume no mercado à vista foi baixo, o que exclui a ocorrência de remessas
relevantes de dólares para fora do país.
Alguns operadores chamaram a atenção à movimentação de corretoras que
tipicamente operam para estrangeiros, que estariam em firme movimento de
compra, indicando zeragem de posições vendidas.
Há quem que enxergue, também, uma cautela pré-eleições, já que as últimas
pesquisas contrariaram os rumores de mercado e mostraram crescimento da
candidata governista, Dilma Rousseff.
Os operadores mais técnicos chamam atenção para o fato de o dólar ter rompido
pontos gráficos importantes, que caso confirmados, colocariam a moeda rumo a R$
1,75.
Quanto mais explicações para um mesmo fato, maior a percepção de que esse
mercado "tem dono", ou seja, há grandes agentes defendendo ou mudando sua
posição.
Ontem, o dólar comercial chegou a cair a R$ 1,703, mas encerrou o dia R$ 1,722,
o que representa uma alta de 0,93% (veja gráfico abaixo) e a maior cotação de
fechamento desde 20 de setembro, quando valia R$ 1,728. Chamou atenção o baixo
volume estimado para o mercado interbancário, apenas US$ 1,4 bilhão.
Desde 13 de outubro, quando encerrou o dia a R$ 1,655 (menor preço desde 1 de
setembro de 2008) o dólar comercial já subiu 4,05%.
Mérito das medidas do governo? Segundo o analista de câmbio da BGC Liquidez,
Mário Paiva, é muito difícil medir a contribuição das atuações do governo via
aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nessa rodada de
valorização da moeda americana.
"As medidas ajudam, mas a influência do governo é pequena com relação ao
tamanho do mercado."
Para o analista, a tendência para o dólar segue a mesma, ou seja, perdendo
força no mundo todo. "Mas é óbvio que se o ambiente global se deteriorar, o
dólar pode subir um pouco mais."
Hoje, atenção à ata do Copom. Não é esperada alteração no viés de estabilidade
do juro básico em 10,75%. Com isso, ganha peso a leitura dos comentários do
Banco Central sobre o comportamento da inflação, demanda doméstica e ambiente
internacional.

Ricardo Borges - 7 anos de vacas gordas e 7 anos de vacas magras - 28/10/2010 - Sobre o artigo "Quem fixa a taxa Selic?"

Tem um artigo escrito por Pedro C. Ferreira e Renato Fragelli com o título “Quem fixa a taxa Selic?”(que se encontra no final deste comentário) que saiu no Valor Econômico de ontem(27/10) caderno opiniões. O artigo é bom e deve ser lido, embora eu discorde de alguns pontos dos autores

Eles dizem no artigo que o BC sobe a taxa de juros para conter a inflação e explica o porque da existência desta.

Eles explica, (finalmente) que o real está se valorizando devido aos juros reais muito elevados. É importante lembrar que até pouco tempo todos os artigos dos jornais negavam este fato que agora é inquestionável.

Eles citam no artigo também que pode haver desindustrialização no Brasil, o que quase todos os artigos nos jornais anteriormente, principalmente vindos de economistas de bancos, negavam. Havia inclusive artigos provando estatisticamente que o câmbio não influencia o desenvolvimento industrial... O que acho engraçado é que precisou um ministro brasileiro citar “guerra fiscal” e os países do mundo admiti-la para que estes economistas normalmente ligados ao setor bancário começassem a também admitir esta verdade inquestionável da teoria macroeconômica, o câmbio INFLUENCIA FORTEMENTE a competitividade da indústria e de vários serviços e que, se uma moeda de um país está muito valorizada, pode sim haver desindustrialização e um aumento de desemprego no futuro... Fica claro, evidente, quando vemos a discussão sobre o assunto no G20.

No artigo eles citam que o BC tem de agir contra a inflação subindo os juros e que o BACEN não pode mais aumentar os compulsórios, pois “já foram utilizados ao limite extremo.” Este discurso parece ter sido encomendado pelos bancos, pois o que leva a crer que os atuais níveis de compulsórios são extremos? O BC pode elevar o depósito compulsório até 100% no extremo, nível que, no Brasil, está longe de ser atingido. Quem ficaria prejudicado com um aumento do nível de depósito compulsório e quem ganharia? Os bancos certamente seriam os prejudicados. Se os juros se reduzirem, ganham as empresas e os brasileiros. Fica óbvio o caminho que o BACEN deveria ter tomado e que ainda pode tomar antes que seja tarde demais...

Como o aumento da Selic ajuda a controlar os juros? Quando o BC aumenta a taxa básica de juros (Selic), o mercado (bancos, etc) repassam este aumento de custo para a taxa para empréstimo a empresas e pessoas físicas, tornando os mais caros. Como passa a ficar mais caro pegar emprestado o dinheiro, as pessoas e empresas param de consumir / investir e passam a poupar aplicando seus recursos em títulos.

O que está ocorrendo no Brasil? A Selic tem aumentado, entretanto como os bancos estatais (BNDES, BB e Caixa Econômica Federal) estão baixando os juros para empréstimos as empresas e as pessoas físicas, os bancos comerciais estão seguindo.

Como eles fazem isto se o custo de captação dos bancos está aumentando (atrelado a selic)? O spread de juros no Brasil é absurdamente alto devido ao oligopólio dos bancos comerciais e dos juros reais extraordinários altos pagos pelo governo brasileiro tornando desinteressante ao setor privado emprestar correndo risco a outros que não o governo, isto permite uma margem de manobra grande para política de empréstimos dos bancos comerciais. Por este motivo, o governo tem aumentado a selic e mesmo assim os bancos privados tem diminuído os juros.

Como conclusão, podemos observar que aumento na selic não tem em absoluto ajudado a controlar a inflação. É possível causar o efeito inverso, ou seja, provocar o aumento inflacionário? É, desde que ao aumentar os juros básicos (selic), especuladores externos (ou internos) tragam dólares do exterior e ao internalizar estes recursos, estes, ou parte destes, acabem indo parar na economia real.

Vamos ver como funciona o processo. No Brasil atualmente a taxa de juros está muito atrativa (absurdamente alta) para um país, POR ENQUANTO, com risco baixo. Isto faz com que especuladores externos e internos, bancos comerciais por exemplo, captem recursos no exterior a taxas de juros muito baixas (próximas de zero) para emprestar no Brasil, por exemplo ao governo, a taxas de juros reais muito elevadas. Se o governo não entrar comprando estes dólares que estão entrando, o real irá se valorizar rapidamente e a indústria nacional irá acabar na mesma velocidade. Obviamente neste contexto não haverá investimentos produtivos...

Para evitar isto, o governo através do BACEN (reservas cambiais), Fundo Soberano, estatais, financiamento para empresas nacionais comprarem empresas no exterior (BNDES), procura criar uma demanda para estes recursos que vem do exterior, no intuito de diminuir a velocidade de valorização do real. Os recursos internalizados vão para a economia e podem virar investimentos ou aplicações financeiras, que posteriormente podem virar mais investimentos e consumo, ou seja inflação. Como podemos constatar, o aumento da selic está PROVOCANDO INFLAÇÃO e não o contrário como os economistas dos bancos procuram nos fazer crer.

Para evitar o aumento inflacionário o BACEN tem de emitir títulos, ou seja, aumentar dívida, para tirar este dinheiro do mercado. Já podemos observar o risco Brasil aumentando o que posteriormente poderá nos levar a uma crise com possibilidade de levar uma década para ser resolvida.

O que poderia ser feito para não partirmos em RUMO AO ABISMO? O BACEN poderia ELEVAR o DEPÓSITO COMPULSÓRIO e REDUZIR os JUROS. Porque então isto não está sendo feito? Pode haver um ou vários motivos possíveis. Primeiro, os bancos tem uma influencia muito grande e conseguem convencer o governo e o BACEN de aumentar os juros e não o compulsório. Será? Não sei...

Outro motivo é que o governo quer gastar cada vez mais e precisa de recursos para isto, então ele aumenta os juros reais, atrai o capital especulativo, emite títulos e depois pega o dinheiro e gasta ele todo em investimentos como o PAC e em benesses tradicionais como bolsa família, reajustes nas aposentadorias, desvios de recursos, contratações de funcionários públicos mesmo sem a necessidade, mas com a finalidade de se perpetuar no poder, pois a cada vaga oferecida, o governo consegue votos de milhões de sonhadores em se tornar funcionários públicos.

É triste... Estou muito decepcionado com o governo atual e bastante preocupado com o futuro do país. É fácil compreender o que acontecerá se você imaginar o país como sendo a sua família. Imagina se você, provedor do lar, pegar empréstimo em instituições financeiras para gastar com viagens de lazer com a família e aumentar a mesada dos filhos? No início, todos eles votarão em você e dirão que é o melhor pai do mundo, mas depois quando o banco vier cobrar a conta e você não tiver recursos para pagar... Venderá os bens da família e a levará para morar debaixo da ponte, não é? É bem pior se visualizarmos que não é você e sim o seu padrasto agindo com os bens deixados pelo seu falecido pai... Quando o banco vier, ele simplesmente abandonará a sua família debaixo da ponte e irá morar nos EUA com o dinheiro conseguido dos otários...

Espero que o texto tenha sido útil para elucidar a situação que o país se encontra e lembre-se da bíblia, pois agora será mais importante do que pode imaginar... “7 anos de vacas gordas e 7 anos de vacas magras.” O que você tem de fazer agora para se precaver de crises futuras?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lavazza vai investir no Brasil para fazer café

Lavazza vai investir no Brasil para fazer café

Giuseppe Lavazza pode ser considerado um xeque como os magnatas árabes do
petróleo. Mas seu "ouro negro" não é o mesmo que brota dos países do Oriente
Médio. Ele é o "príncipe herdeiro" da italiana Lavazza, a maior empresa
familiar de café expresso do mundo, e está ampliando a operação no Brasil, onde
a companhia chegou há cinco anos.
A Lavazza foi fundada em 1895 como uma pequena lojinha de secos e molhados por
Luigi Lavazza, bisavô de Giuseppe, na cidade de Turim, a capital italiana do
sorvete, do chocolate e, claro, do café. Agora, a Lavazza está prestes a
incrementar o café do consumidor brasileiro com um investimento de € 10
milhões de em uma fábrica em Queimados, no Estado do Rio de Janeiro.
"Queremos que o brasileiro aprecie seu cafezinho de um modo muito mais
especial", diz Giuseppe Lavazza, de 54 anos - um italiano magro, alto,
simpático. "Afinal, o café é a a commodity mais valiosa do mundo, só ficando
atrás do petróleo. É uma bebida muito importante e há muito mais maneiras de
tomá-la do que se possa imaginar" , diz, tentando pronunciar a palavra
"cafezinho" em português, sem o sotaque italiano.
Em Turim, nos pequenos e charmosos cafés que servem a marca Lavazza, há
cardápios com mais de 30 tipos da bebida, quentes ou frios. Junto com as também
italianas Illy e Segafredo, a Lavazza disputa ombro a ombro a liderança do
mercado "de balcão" na terra do "espresso".
Não é à toa que do faturamento de € 1,2 bilhão, 60% vêm do consumo
italiano. O restante vem dos 90 países onde a empresa atua, entre eles o
Brasil, que por enquanto ainda responde por 1% das vendas.
Processando 38 bilhões de quilos de café ao ano, a Lavazza é conhecida pela
qualidade de seu café, misturado, torrado e moído em quatro fábricas italianas,
sendo a maior delas em Turim.
A unidade brasileira, que vai torrar, moer e produzir cafés da marca Lavazza,
será a primeira fora da Itália e deverá ser tão moderna quanto a da sede, onde
o aroma de café domina os 85 mil metros quadrados de área. "De todo café que
compramos, 40% vêm do Brasil. Fazemos os 'blends' [mistura] aqui em Turim, em
Gattinara, Verres e Pozzilli. Fornecemos para cafeterias que usam nossas
máquinas, para o mercado 'office' [de cafeteiras automáticas em escritórios] e
também vendemos no varejo, para o preparo doméstico com máquinas Lavazza", diz
Giuseppe, vice-presidente executivo. Emilio Lavazza, seu pai, presidia a
companhia e faleceu em fevereiro. Giuseppe deve assumir o cargo.
No Brasil, a Lavazza não atua no varejo, nem com suas máquinas, nem com seus 25
tipos diferentes de cápsulas de café - negócios que somam € 250 milhões ao
ano. No país que é o maior produtor mundial de café em grão, seu foco está no
café e nas máquinas profissionais para bares, restaurantes e padarias, além do
mercado corporativo, de cafeteiras para escritórios.
"O mercado doméstico ainda é muito pequeno e muito 'de moda'. As pessoas
compram as máquinas mas não têm o hábito de comparar as cápsulas regularmente,
para tomar o expresso todo dia", diz Massimo Locatelli, diretor da Lavazza no
Brasil (ver abaixo).
Sendo assim, a meta da companhia de Turim é crescer ainda mais no mercado de
"food service". Há cinco anos no país, a Lavazza já soma 1 mil clientes, entre
padarias, escritórios e restaurantes. Na Itália, por exemplo, são 9 mil e na
França, 5 mil. "O Brasil é um dos países onde mais crescemos, assim como a
India, onde estamos desenvolvendo o mercado", diz Giuseppe. Os indianos tomam
mais chá do que café - para estimular as vendas, a companhia tem uma rede
própria de 170 cafeterias. Na Itália, onde o hábito é antigo, mantém cerca de
meia dúzia. Nos Estados Unidos, a Lavazza desembarcou há apenas um mês.
A nova fábrica no Brasil deverá ficar pronta dentro de dois anos. Por enquanto,
a companhia opera no mercado brasileiro via importações. Com mais café e
melhores preços, a ideia é cada vez mais popularizar o tradicional "caffe
espresso" italiano.
Para Giuseppe Lavazza, entretanto, popularizar não tem nada a ver com cafés
mais simples. Ao contrário. A companhia vai muito além da água quente, do pó e
do coador. Os baristas (profissionais especializados em cafés de alta
qualidade) treinados pelo moderno centro de treinamento da companhia, há poucos
quilômetros de Turim, são capazes de preparar os mais diferentes, e
espetaculares, tipos da bebida. Alguns foram criados pelo chef de cozinha
espanhol Ferran Adrià, um dos maiores nomes da gastronomia da atualidade. É do
fundador da "cozinha molecular", por exemplo, o "Lavazza Espesso", uma das
bebidas da marca Lavazza mais pedidas nas cafeterias da Europa.
Em um dos pequenos cafés das ruinhas estreitas de Turim, o "Espesso" é colocado
na xícara com uma espécie de "spray", na frente do cliente, ao qual é dado uma
colherinha furada - afinal, a bebida assume a forma de uma espuma quase sólida,
que se quer cai da xícara se virada de ponta-cabeça, manobra que o barista faz
questão de mostrar. Há também o "Bicerin Secondo Lavazza", uma versão do café
criado em 1763 na cidade italiana de Turim. Leva chocolate quente com café
expresso gelado em estado cremoso. Essas bebidas devem chegar ao Brasil em
breve.