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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Espera pelo Fed mantém incertezas e dólar tem nova rodada global de queda

Espera pelo Fed mantém incertezas e dólar tem nova rodada global de queda

O dólar devolveu ontem parte de seus ganhos recentes e os títulos do Tesouro
dos Estados Unidos registraram um rali. Isso aconteceu os movimentos do mercado
continuaram sendo dominados pelas incertezas quanto ao provável alcance das
novas medidas de estímulo que deverão ser anunciadas pelo Federal Reserve (Fed).
A moeda americana caiu 1,1% ponderada pelo comércio exterior e recuou 1% em
relação ao euro, enquanto o rendimento do bônus do governo americano de 10 anos
caiu 5 pontos-base para 2,67%.
Na quarta-feira, o dólar e os rendimentos dos Treasuries haviam subido
bastante, depois que o mercado reduziu suas expectativas em relação a um novo
afrouxamento quantitativo, na reunião de política monetária que o Fed realizará
na semana que vem.
No entanto, analistas disseram ontem que o Fed desencadeou especulações de que
poderá anunciar aquisições consideráveis de ativos, após ter questionado
negociadores primários de bônus sobre a provável resposta do mercado às suas
ações.
"Esse não é um passo comum e as respostas vão ajudar o comitê de política
monetária a estimar melhor como medir e desenvolver suas atividades", disse
Andrew Wilkinson da Interactive Brokers.
Mas o Commerzbank disse: "Essa postura é no mínimo surpreendente, uma vez que
demonstra que o Fed parece estar querendo que as expectativas do mercado
determinem o tamanho das compras. Segundo essa lógica, se todos esperarem muita
coisa, o Fed terá que se esforçar ainda mais".
O rali dos preços dos Treasuries de 10 anos ocorreu depois de dois dias
seguidos de queda, em que o rendimento aumentou cerca de 14 pontos-base -
levando sua alta desde o patamar de baixa de 2,41% atingido este mês, para 30
pontos-base.
Ed Yardeni, da Yardeni Research, disse que o mercado vem emitindo uma mensagem
confusa para o banco central americano. "Será que o rendimento está subindo
porque a euforia inicial com o afrouxamento quantitativo está cedendo lugar
para temores de que o Fed não vá fazer o suficiente?", perguntou ele. "Ou os
rendimentos estão subindo por causa dos temores de que outra rodada de
afrouxamento venha a estimular a inflação? Estou mais inclinado para o segundo
ponto de vista."
Novas pistas sobre o que o Fed poderá fazer na reunião do comitê de mercado
aberto (FOMC) na semana que vem, poderão vir do número do crescimento do PIB no
terceiro trimestre, que deverá ser anunciado nesta sexta-feira.
Enquanto isso, o Banco do Japão (BoJ) se conteve na reunião de política
monetária de ontem, embora tenha remarcado a próxima reunião para um dia depois
da reunião do Fomc.
Julian Jessop, da Capital Economics, disse que isso levanta a intrigante
possibilidade de que o BoJ pretende responder a qualquer afrouxamento
quantitativo eventual pelos EUA, com um afrouxamento próprio.
"Se o Banco do Japão quer se esforçar mais para conter a valorização do iene,
ele poderá ser esperto e anunciar um aumento significativo em suas próprias
compras de ativos, na esteira de uma decisão do Fed", disse Jessop.
No entanto, Jessop reconhece que alguns funcionários do governo japonês estão
preocupados com a possibilidade do afrouxamento quantitativo alimentar bolhas
nos preços dos ativos, ou que ele represente a monetização da dívida do governo.
Na zona do euro, novas preocupações com o déficit fiscal voltaram a pesar sobre
os preços dos títulos de dívidas dos países periféricos da região - embora as
perdas tenham sido limitadas por rumores de que o Banco Central Europeu (BCE)
poderá retomar as compras de bônus.
Em Portugal, a incapacidade do governo e do principal partido de oposição de
chegarem a um acordo sobre o orçamento de 2011 do país, afetou o mercado,
aumentando o spread do rendimento dos papéis de 10 anos sobre os Bunds alemães
em até 20 pontos-base, para 362 pontos-base.
O spread irlandês-alemão chegou a 462 pontos-base, o maior em um mês, enquanto
os swaps de defaults de crédito irlandeses de cinco anos subiram 21 pontos-base
para 465 pontos-base.
Os mercados de ações globais tiveram dificuldades para progredir ontem, apesar
dos dados animadores sobre os pedidos de auxílio desemprego nos EUA e
relatórios de lucros corporativos bem recebidos na Europa.
Por volta do meio-dia em Nova York, o índice Standard & Poor's 500 (S&P 500)
caía 0,2%, com a ação da 3M recuando bastante depois que a companhia alertou
que os lucros de 2010 ficarão na ponta mais baixa das previsões feitas
anteriormente.
Os preços das commodities subiram moderadamente, em linha com o dólar mais
fraco. Os preços do petróleo bruto no mercado futuro ficaram acima de US$ 82 o
barril, enquanto o cobre subiu 1,2%. O ouro foi cotado em US$ 1.340 a onça no
fim dos negócios em Londres, bem acima do ponto mais baixo registrado no dia,
de US$ 1.323.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dólar sobe com força e já mira R$ 1,75

Dólar sobe com força e já mira R$ 1,75

Desde a mínima de 13 de outubro o dólar já subiu 4,05%
A moeda americana teve um pregão de firme valorização na quarta-feira,
retomando a linha de R$ 1,72 pela primeira vez em mais de um mês.
Parte da alta pode ser atribuída à piora de humor externo, que deu fôlego ao
dólar e tirou força dos ativos de risco. No entanto, as ordens de compra por
aqui não recuaram mesmo com o pessimismo perdendo força no fim no pregão.
O assunto em pauta no campo externo era o tamanho do plano de ajuda que o
Federal Reserve (Fed), banco central americano, poderá adotar para estimular a
economia.
Cabe lembrar que muito do tom positivo das últimas semanas, que foram pautadas
pela venda do dólar e aportes em ativos de risco, foi estimulado pelas
expectativas de uma firme atuação da autoridade monetária americana na compra
de títulos do Tesouro como forma de derrubar os juros e, assim, estimular a
economia.
No entanto, reportagem do The Wall Street Journal indicou que o Fed estaria
estudando a compra de algumas centenas de bilhões de dólares em títulos,
enquanto alguns agentes pensavam em trilhão de dólares.
A contribuição doméstica para essa puxada no preço da moeda americana foi
incerta.
O volume no mercado à vista foi baixo, o que exclui a ocorrência de remessas
relevantes de dólares para fora do país.
Alguns operadores chamaram a atenção à movimentação de corretoras que
tipicamente operam para estrangeiros, que estariam em firme movimento de
compra, indicando zeragem de posições vendidas.
Há quem que enxergue, também, uma cautela pré-eleições, já que as últimas
pesquisas contrariaram os rumores de mercado e mostraram crescimento da
candidata governista, Dilma Rousseff.
Os operadores mais técnicos chamam atenção para o fato de o dólar ter rompido
pontos gráficos importantes, que caso confirmados, colocariam a moeda rumo a R$
1,75.
Quanto mais explicações para um mesmo fato, maior a percepção de que esse
mercado "tem dono", ou seja, há grandes agentes defendendo ou mudando sua
posição.
Ontem, o dólar comercial chegou a cair a R$ 1,703, mas encerrou o dia R$ 1,722,
o que representa uma alta de 0,93% (veja gráfico abaixo) e a maior cotação de
fechamento desde 20 de setembro, quando valia R$ 1,728. Chamou atenção o baixo
volume estimado para o mercado interbancário, apenas US$ 1,4 bilhão.
Desde 13 de outubro, quando encerrou o dia a R$ 1,655 (menor preço desde 1 de
setembro de 2008) o dólar comercial já subiu 4,05%.
Mérito das medidas do governo? Segundo o analista de câmbio da BGC Liquidez,
Mário Paiva, é muito difícil medir a contribuição das atuações do governo via
aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nessa rodada de
valorização da moeda americana.
"As medidas ajudam, mas a influência do governo é pequena com relação ao
tamanho do mercado."
Para o analista, a tendência para o dólar segue a mesma, ou seja, perdendo
força no mundo todo. "Mas é óbvio que se o ambiente global se deteriorar, o
dólar pode subir um pouco mais."
Hoje, atenção à ata do Copom. Não é esperada alteração no viés de estabilidade
do juro básico em 10,75%. Com isso, ganha peso a leitura dos comentários do
Banco Central sobre o comportamento da inflação, demanda doméstica e ambiente
internacional.

Ricardo Borges - 7 anos de vacas gordas e 7 anos de vacas magras - 28/10/2010 - Sobre o artigo "Quem fixa a taxa Selic?"

Tem um artigo escrito por Pedro C. Ferreira e Renato Fragelli com o título “Quem fixa a taxa Selic?”(que se encontra no final deste comentário) que saiu no Valor Econômico de ontem(27/10) caderno opiniões. O artigo é bom e deve ser lido, embora eu discorde de alguns pontos dos autores

Eles dizem no artigo que o BC sobe a taxa de juros para conter a inflação e explica o porque da existência desta.

Eles explica, (finalmente) que o real está se valorizando devido aos juros reais muito elevados. É importante lembrar que até pouco tempo todos os artigos dos jornais negavam este fato que agora é inquestionável.

Eles citam no artigo também que pode haver desindustrialização no Brasil, o que quase todos os artigos nos jornais anteriormente, principalmente vindos de economistas de bancos, negavam. Havia inclusive artigos provando estatisticamente que o câmbio não influencia o desenvolvimento industrial... O que acho engraçado é que precisou um ministro brasileiro citar “guerra fiscal” e os países do mundo admiti-la para que estes economistas normalmente ligados ao setor bancário começassem a também admitir esta verdade inquestionável da teoria macroeconômica, o câmbio INFLUENCIA FORTEMENTE a competitividade da indústria e de vários serviços e que, se uma moeda de um país está muito valorizada, pode sim haver desindustrialização e um aumento de desemprego no futuro... Fica claro, evidente, quando vemos a discussão sobre o assunto no G20.

No artigo eles citam que o BC tem de agir contra a inflação subindo os juros e que o BACEN não pode mais aumentar os compulsórios, pois “já foram utilizados ao limite extremo.” Este discurso parece ter sido encomendado pelos bancos, pois o que leva a crer que os atuais níveis de compulsórios são extremos? O BC pode elevar o depósito compulsório até 100% no extremo, nível que, no Brasil, está longe de ser atingido. Quem ficaria prejudicado com um aumento do nível de depósito compulsório e quem ganharia? Os bancos certamente seriam os prejudicados. Se os juros se reduzirem, ganham as empresas e os brasileiros. Fica óbvio o caminho que o BACEN deveria ter tomado e que ainda pode tomar antes que seja tarde demais...

Como o aumento da Selic ajuda a controlar os juros? Quando o BC aumenta a taxa básica de juros (Selic), o mercado (bancos, etc) repassam este aumento de custo para a taxa para empréstimo a empresas e pessoas físicas, tornando os mais caros. Como passa a ficar mais caro pegar emprestado o dinheiro, as pessoas e empresas param de consumir / investir e passam a poupar aplicando seus recursos em títulos.

O que está ocorrendo no Brasil? A Selic tem aumentado, entretanto como os bancos estatais (BNDES, BB e Caixa Econômica Federal) estão baixando os juros para empréstimos as empresas e as pessoas físicas, os bancos comerciais estão seguindo.

Como eles fazem isto se o custo de captação dos bancos está aumentando (atrelado a selic)? O spread de juros no Brasil é absurdamente alto devido ao oligopólio dos bancos comerciais e dos juros reais extraordinários altos pagos pelo governo brasileiro tornando desinteressante ao setor privado emprestar correndo risco a outros que não o governo, isto permite uma margem de manobra grande para política de empréstimos dos bancos comerciais. Por este motivo, o governo tem aumentado a selic e mesmo assim os bancos privados tem diminuído os juros.

Como conclusão, podemos observar que aumento na selic não tem em absoluto ajudado a controlar a inflação. É possível causar o efeito inverso, ou seja, provocar o aumento inflacionário? É, desde que ao aumentar os juros básicos (selic), especuladores externos (ou internos) tragam dólares do exterior e ao internalizar estes recursos, estes, ou parte destes, acabem indo parar na economia real.

Vamos ver como funciona o processo. No Brasil atualmente a taxa de juros está muito atrativa (absurdamente alta) para um país, POR ENQUANTO, com risco baixo. Isto faz com que especuladores externos e internos, bancos comerciais por exemplo, captem recursos no exterior a taxas de juros muito baixas (próximas de zero) para emprestar no Brasil, por exemplo ao governo, a taxas de juros reais muito elevadas. Se o governo não entrar comprando estes dólares que estão entrando, o real irá se valorizar rapidamente e a indústria nacional irá acabar na mesma velocidade. Obviamente neste contexto não haverá investimentos produtivos...

Para evitar isto, o governo através do BACEN (reservas cambiais), Fundo Soberano, estatais, financiamento para empresas nacionais comprarem empresas no exterior (BNDES), procura criar uma demanda para estes recursos que vem do exterior, no intuito de diminuir a velocidade de valorização do real. Os recursos internalizados vão para a economia e podem virar investimentos ou aplicações financeiras, que posteriormente podem virar mais investimentos e consumo, ou seja inflação. Como podemos constatar, o aumento da selic está PROVOCANDO INFLAÇÃO e não o contrário como os economistas dos bancos procuram nos fazer crer.

Para evitar o aumento inflacionário o BACEN tem de emitir títulos, ou seja, aumentar dívida, para tirar este dinheiro do mercado. Já podemos observar o risco Brasil aumentando o que posteriormente poderá nos levar a uma crise com possibilidade de levar uma década para ser resolvida.

O que poderia ser feito para não partirmos em RUMO AO ABISMO? O BACEN poderia ELEVAR o DEPÓSITO COMPULSÓRIO e REDUZIR os JUROS. Porque então isto não está sendo feito? Pode haver um ou vários motivos possíveis. Primeiro, os bancos tem uma influencia muito grande e conseguem convencer o governo e o BACEN de aumentar os juros e não o compulsório. Será? Não sei...

Outro motivo é que o governo quer gastar cada vez mais e precisa de recursos para isto, então ele aumenta os juros reais, atrai o capital especulativo, emite títulos e depois pega o dinheiro e gasta ele todo em investimentos como o PAC e em benesses tradicionais como bolsa família, reajustes nas aposentadorias, desvios de recursos, contratações de funcionários públicos mesmo sem a necessidade, mas com a finalidade de se perpetuar no poder, pois a cada vaga oferecida, o governo consegue votos de milhões de sonhadores em se tornar funcionários públicos.

É triste... Estou muito decepcionado com o governo atual e bastante preocupado com o futuro do país. É fácil compreender o que acontecerá se você imaginar o país como sendo a sua família. Imagina se você, provedor do lar, pegar empréstimo em instituições financeiras para gastar com viagens de lazer com a família e aumentar a mesada dos filhos? No início, todos eles votarão em você e dirão que é o melhor pai do mundo, mas depois quando o banco vier cobrar a conta e você não tiver recursos para pagar... Venderá os bens da família e a levará para morar debaixo da ponte, não é? É bem pior se visualizarmos que não é você e sim o seu padrasto agindo com os bens deixados pelo seu falecido pai... Quando o banco vier, ele simplesmente abandonará a sua família debaixo da ponte e irá morar nos EUA com o dinheiro conseguido dos otários...

Espero que o texto tenha sido útil para elucidar a situação que o país se encontra e lembre-se da bíblia, pois agora será mais importante do que pode imaginar... “7 anos de vacas gordas e 7 anos de vacas magras.” O que você tem de fazer agora para se precaver de crises futuras?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lavazza vai investir no Brasil para fazer café

Lavazza vai investir no Brasil para fazer café

Giuseppe Lavazza pode ser considerado um xeque como os magnatas árabes do
petróleo. Mas seu "ouro negro" não é o mesmo que brota dos países do Oriente
Médio. Ele é o "príncipe herdeiro" da italiana Lavazza, a maior empresa
familiar de café expresso do mundo, e está ampliando a operação no Brasil, onde
a companhia chegou há cinco anos.
A Lavazza foi fundada em 1895 como uma pequena lojinha de secos e molhados por
Luigi Lavazza, bisavô de Giuseppe, na cidade de Turim, a capital italiana do
sorvete, do chocolate e, claro, do café. Agora, a Lavazza está prestes a
incrementar o café do consumidor brasileiro com um investimento de € 10
milhões de em uma fábrica em Queimados, no Estado do Rio de Janeiro.
"Queremos que o brasileiro aprecie seu cafezinho de um modo muito mais
especial", diz Giuseppe Lavazza, de 54 anos - um italiano magro, alto,
simpático. "Afinal, o café é a a commodity mais valiosa do mundo, só ficando
atrás do petróleo. É uma bebida muito importante e há muito mais maneiras de
tomá-la do que se possa imaginar" , diz, tentando pronunciar a palavra
"cafezinho" em português, sem o sotaque italiano.
Em Turim, nos pequenos e charmosos cafés que servem a marca Lavazza, há
cardápios com mais de 30 tipos da bebida, quentes ou frios. Junto com as também
italianas Illy e Segafredo, a Lavazza disputa ombro a ombro a liderança do
mercado "de balcão" na terra do "espresso".
Não é à toa que do faturamento de € 1,2 bilhão, 60% vêm do consumo
italiano. O restante vem dos 90 países onde a empresa atua, entre eles o
Brasil, que por enquanto ainda responde por 1% das vendas.
Processando 38 bilhões de quilos de café ao ano, a Lavazza é conhecida pela
qualidade de seu café, misturado, torrado e moído em quatro fábricas italianas,
sendo a maior delas em Turim.
A unidade brasileira, que vai torrar, moer e produzir cafés da marca Lavazza,
será a primeira fora da Itália e deverá ser tão moderna quanto a da sede, onde
o aroma de café domina os 85 mil metros quadrados de área. "De todo café que
compramos, 40% vêm do Brasil. Fazemos os 'blends' [mistura] aqui em Turim, em
Gattinara, Verres e Pozzilli. Fornecemos para cafeterias que usam nossas
máquinas, para o mercado 'office' [de cafeteiras automáticas em escritórios] e
também vendemos no varejo, para o preparo doméstico com máquinas Lavazza", diz
Giuseppe, vice-presidente executivo. Emilio Lavazza, seu pai, presidia a
companhia e faleceu em fevereiro. Giuseppe deve assumir o cargo.
No Brasil, a Lavazza não atua no varejo, nem com suas máquinas, nem com seus 25
tipos diferentes de cápsulas de café - negócios que somam € 250 milhões ao
ano. No país que é o maior produtor mundial de café em grão, seu foco está no
café e nas máquinas profissionais para bares, restaurantes e padarias, além do
mercado corporativo, de cafeteiras para escritórios.
"O mercado doméstico ainda é muito pequeno e muito 'de moda'. As pessoas
compram as máquinas mas não têm o hábito de comparar as cápsulas regularmente,
para tomar o expresso todo dia", diz Massimo Locatelli, diretor da Lavazza no
Brasil (ver abaixo).
Sendo assim, a meta da companhia de Turim é crescer ainda mais no mercado de
"food service". Há cinco anos no país, a Lavazza já soma 1 mil clientes, entre
padarias, escritórios e restaurantes. Na Itália, por exemplo, são 9 mil e na
França, 5 mil. "O Brasil é um dos países onde mais crescemos, assim como a
India, onde estamos desenvolvendo o mercado", diz Giuseppe. Os indianos tomam
mais chá do que café - para estimular as vendas, a companhia tem uma rede
própria de 170 cafeterias. Na Itália, onde o hábito é antigo, mantém cerca de
meia dúzia. Nos Estados Unidos, a Lavazza desembarcou há apenas um mês.
A nova fábrica no Brasil deverá ficar pronta dentro de dois anos. Por enquanto,
a companhia opera no mercado brasileiro via importações. Com mais café e
melhores preços, a ideia é cada vez mais popularizar o tradicional "caffe
espresso" italiano.
Para Giuseppe Lavazza, entretanto, popularizar não tem nada a ver com cafés
mais simples. Ao contrário. A companhia vai muito além da água quente, do pó e
do coador. Os baristas (profissionais especializados em cafés de alta
qualidade) treinados pelo moderno centro de treinamento da companhia, há poucos
quilômetros de Turim, são capazes de preparar os mais diferentes, e
espetaculares, tipos da bebida. Alguns foram criados pelo chef de cozinha
espanhol Ferran Adrià, um dos maiores nomes da gastronomia da atualidade. É do
fundador da "cozinha molecular", por exemplo, o "Lavazza Espesso", uma das
bebidas da marca Lavazza mais pedidas nas cafeterias da Europa.
Em um dos pequenos cafés das ruinhas estreitas de Turim, o "Espesso" é colocado
na xícara com uma espécie de "spray", na frente do cliente, ao qual é dado uma
colherinha furada - afinal, a bebida assume a forma de uma espuma quase sólida,
que se quer cai da xícara se virada de ponta-cabeça, manobra que o barista faz
questão de mostrar. Há também o "Bicerin Secondo Lavazza", uma versão do café
criado em 1763 na cidade italiana de Turim. Leva chocolate quente com café
expresso gelado em estado cremoso. Essas bebidas devem chegar ao Brasil em
breve.

sábado, 23 de outubro de 2010

Tomem seus acentos o mercado vai decolar

Tomem seus acentos o mercado vai decolar

O mercado de café depois de ter feito um topo na casa de 198.65 centavos de dólar por libra peso no dia 10/09/2010, aonde alguns analistas chegaram a dizer que seria o topo do ano fez um recuo de duas semanas encontrou suporte na media de 72 do gráfico diário fazendo um fundo duplo no gráfico de 60 minutos onde fizemos uma entrada de compra na casa de 172.00 centavos de dólar por libra com stop curtíssimo em 170.5, posição mantida ainda até hoje. O café fechou na sexta em 198,85 depois de romper a casa de 2.00 dólares por libra peso uma barreira psicológica muitíssimo importante e fazer um novo topo do ano em 203.50.
A economia mundial, depois de 2.008, onde tivemos o estouro de uma bolha financeira nos EUA, sustentada por hipotecas imobiliárias, passou a ter um novo cenário, houve o enfraquecimento do dólar por sua emissão em escala nunca vista pelo seu governo e também dos paises da zona do Euro.
Com uma quantidade de moeda circulante pelo mundo sem lastro de produção nem de suas reservas, o que estamos assistindo é uma corrida por ativos como as comodities, e nesta o ouro se destaca por já esta fazendo topo histórico acima de 1300 dólares a onça o que mostra a preocupação dos investidores com a saúde das moedas. Quando isto acontece a grande vedete do mercado são as comodities,e vemos os grandes fundos de hedge entrarem pesadamente nestes mercados mexendo com todo estrutura dos mercados , eles vêem as comodities como um lugar seguro pra se investir e vêem uma grande oportunidade de ganhar caminhões de dinheiro já que são fundados para exatamente fazerem isto, mobilizar grandes quantidades de dinheiro. Estas posições costumam deixar as empresas que são especialistas em alguns setores, como o nosso café, em uma grande cilada deixando vários milhões de dólares de prejuízos, pois normalmente estas empresas do setor acreditam que ditam o mercado e quando isto acontece sempre estão posicionados do lado errado a esta onda.
Desde junho deste ano as comodities agrícolas subiram em torno de 30% nas bolsas algumas subiram mais que as outras, mas o que tiramos disto é que a grande quantidade de capital circulante nos mercados já esta provocando inflação e ninguém mais sabe prever onde ira parar, pois quando isto acontece à especulação leva os mercados a fazer uma bolha inflacionaria com cotações acima do esperado.
Para salgar este mercado esta quantidade de dinheiro espalhado pelo mundo a fora faz com economias que estavam décadas estagnadas comecem a crescer trazendo novos consumidores com poder de pagar por produtos que não tinham no passado, caso como paises chamado de BRICs, Brasil, Rússia, Índia e principalmente a China a maior população do mundo onde na ultima década tirou 400 milhões de pessoas da faixa de miséria e as trouxe para uma classe media com fome de consumir.
Com isso mercados que estavam em banho Maria como o do café começaram a subir, a falta de sensibilidade das grandes casas comercias em ver que o outro lado, o produtor também precisa ter lucro para fazer parte desta massa consumidora vem a anos manipulando o mercado deixando o produtor desanimado e a beira da falência, agora eles é que estão em situação não muito confortável com a nova realidade de mercado.
Em 2.007 começamos a ver este ensaio, mas com a quebra do Banco Leman Brothers e o aparecimento da crise em 2.008 estes mercados passou por uma correção, mas esta voltando com muito mais força.
No lado fundamentalista temos problemas climáticos que fizeram uma quebra na produção de café em alguns paises, de qualidade no Brasil, e de quantidade aliado a qualidade como o caso da Colômbia. Os estoques mundiais caindo como um todo, expansão no consumo nos paises consumidores, novos paises consumidores, e no Brasil que devera ser em 2.011/2.012 o maior produtor e consumidor de café no mundo vão mover este mercado.
O que temos neste cenário são economias em expansão, consumo em expansão, uma produção que não acompanha esta expansão, problemas climáticos e produtores desanimados e mal remunerados pelo mercado, uma formula uma quanto tanto explosiva o que com certeza teremos preços bem acima do que esta sendo pago para os produtores para um futuro próximo. Esta será a única forma de trazer equilíbrio para o mercado pagar preços mais atrativos aos produtores para que se invista em novas áreas produtoras para se ter um excesso de mercadoria para fazer um novo cenário baixista, mas para nos operadores e produtores de café sabemos que para que isto aconteça demanda de certo tempo, pois uma lavoura demora em torno de 4 anos para se encher as tulhas, portanto amigos produtores tomem seus acentos porque o mercado vai decolar.
Apesar de o mercado ter fechado com força na ultima semana podemos esperar uma correção no mercado nos próximos dias para depois uma nova investida de alta fazendo novo pivot de alta onde acredito para o fim de novembro teremos valores entre 2.20 e 2.3 cents de dólar por libra peso, alvos encontrado através de projeções gráficas e onde o mercado já esta pagando pelo mercado físico Colombiano, café lavado dominante no contrato C da Ice. Este recuo esperado me fará entrar aumentando a posição de comprado que estamos já há alguns dias.
Uma boa semana a todos, bons negócios, e que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com


O mercado de café depois de ter feito um topo na casa de 198.65 centavos de dólar por libra peso no dia 10/09/2010, aonde alguns analistas chegaram a dizer que seria o topo do ano fez um recuo de duas semanas encontrou suporte na media de 72 do gráfico diário fazendo um fundo duplo no gráfico de 60 minutos onde fizemos uma entrada de compra na casa de 172.00 centavos de dólar por libra com stop curtíssimo em 170.5, posição mantida ainda até hoje. O café fechou na sexta em 198,85 depois de romper a casa de 2.00 dólares por libra peso uma barreira psicológica muitíssimo importante e fazer um novo topo do ano em 203.50.
A economia mundial, depois de 2.008, onde tivemos o estouro de uma bolha financeira nos EUA, sustentada por hipotecas imobiliárias, passou a ter um novo cenário, houve o enfraquecimento do dólar por sua emissão em escala nunca vista pelo seu governo e também dos paises da zona do Euro.
Com uma quantidade de moeda circulante pelo mundo sem lastro de produção nem de suas reservas, o que estamos assistindo é uma corrida por ativos como as comodities, e nesta o ouro se destaca por já esta fazendo topo histórico acima de 1300 dólares a onça o que mostra a preocupação dos investidores com a saúde das moedas. Quando isto acontece a grande vedete do mercado são as comodities,e vemos os grandes fundos de hedge entrarem pesadamente nestes mercados mexendo com todo estrutura dos mercados , eles vêem as comodities como um lugar seguro pra se investir e vêem uma grande oportunidade de ganhar caminhões de dinheiro já que são fundados para exatamente fazerem isto, mobilizar grandes quantidades de dinheiro. Estas posições costumam deixar as empresas que são especialistas em alguns setores, como o nosso café, em uma grande cilada deixando vários milhões de dólares de prejuízos, pois normalmente estas empresas do setor acreditam que ditam o mercado e quando isto acontece sempre estão posicionados do lado errado a esta onda.
Desde junho deste ano as comodities agrícolas subiram em torno de 30% nas bolsas algumas subiram mais que as outras, mas o que tiramos disto é que a grande quantidade de capital circulante nos mercados já esta provocando inflação e ninguém mais sabe prever onde ira parar, pois quando isto acontece à especulação leva os mercados a fazer uma bolha inflacionaria com cotações acima do esperado.
Para salgar este mercado esta quantidade de dinheiro espalhado pelo mundo a fora faz com economias que estavam décadas estagnadas comecem a crescer trazendo novos consumidores com poder de pagar por produtos que não tinham no passado, caso como paises chamado de BRICs, Brasil, Rússia, Índia e principalmente a China a maior população do mundo onde na ultima década tirou 400 milhões de pessoas da faixa de miséria e as trouxe para uma classe media com fome de consumir.
Com isso mercados que estavam em banho Maria como o do café começaram a subir, a falta de sensibilidade das grandes casas comercias em ver que o outro lado, o produtor também precisa ter lucro para fazer parte desta massa consumidora vem a anos manipulando o mercado deixando o produtor desanimado e a beira da falência, agora eles é que estão em situação não muito confortável com a nova realidade de mercado.
Em 2.007 começamos a ver este ensaio, mas com a quebra do Banco Leman Brothers e o aparecimento da crise em 2.008 estes mercados passou por uma correção, mas esta voltando com muito mais força.
No lado fundamentalista temos problemas climáticos que fizeram uma quebra na produção de café em alguns paises, de qualidade no Brasil, e de quantidade aliado a qualidade como o caso da Colômbia. Os estoques mundiais caindo como um todo, expansão no consumo nos paises consumidores, novos paises consumidores, e no Brasil que devera ser em 2.011/2.012 o maior produtor e consumidor de café no mundo vão mover este mercado.
O que temos neste cenário são economias em expansão, consumo em expansão, uma produção que não acompanha esta expansão, problemas climáticos e produtores desanimados e mal remunerados pelo mercado, uma formula uma quanto tanto explosiva o que com certeza teremos preços bem acima do que esta sendo pago para os produtores para um futuro próximo. Esta será a única forma de trazer equilíbrio para o mercado pagar preços mais atrativos aos produtores para que se invista em novas áreas produtoras para se ter um excesso de mercadoria para fazer um novo cenário baixista, mas para nos operadores e produtores de café sabemos que para que isto aconteça demanda de certo tempo, pois uma lavoura demora em torno de 4 anos para se encher as tulhas, portanto amigos produtores tomem seus acentos porque o mercado vai decolar.
Apesar de o mercado ter fechado com força na ultima semana podemos esperar uma correção no mercado nos próximos dias para depois uma nova investida de alta fazendo novo pivot de alta onde acredito para o fim de novembro teremos valores entre 2.20 e 2.3 cents de dólar por libra peso, alvos encontrado através de projeções gráficas e onde o mercado já esta pagando pelo mercado físico Colombiano, café lavado dominante no contrato C da Ice. Este recuo esperado me fará entrar aumentando a posição de comprado que estamos já há alguns dias.
Uma boa semana a todos, bons negócios, e que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

domingo, 26 de setembro de 2010

Uma semana de correção

Uma semana de correção

O mercado de café esta semana após ter tentado ultrapassar a barreira dos $2.00 dólar por libra peso na semana passada e não conseguir entrou em uma semana de correção e rompeu os três primeiros suportes técnicos, testando os últimos dois na casa 180.50 e 177.5 e fechou a semana em 180,60 antes do maior suporte técnico que seria a media de 72 períodos do gráfico diário, onde acredito que esta o alvo desta correção onde deverá parar na casa 172.0, portanto ainda temos mais queda pela frente até encontrar este suporte técnico.
Uma posição dos comprados muito alta, a distancia do término do contrato do mês de dezembro, que é o contrato em vigência na atualidade, a chegada da primavera brasileira trazendo chuvas, flor do cafeeiro que esta próxima renovando a esperança do produtor, a chegada da safra nova dos paises da América Central deram combustível a esta correção do mercado.
O cenário continua o mesmo, estoque baixo, consumo em acedência, principalmente de café de qualidade, com bebida superior, que é o mercado que mais cresce o consumo no mundo, portanto a safra brasileira não irá mudar em nada este cenário que não teve café de qualidade este ano, e também com a safra dos paises centrais que não tem o tamanho necessário para resolver o problema, ou seja, esta safra dos Centrais que entra no curto prazo poderá amenizar este cenário, mas não muda-lo.
Este cenário de aperto de mercadoria de café de qualidade, que é o único tipo de café que esta faltando no mercado, só terá uma nova tendência quando estes preços que estamos vendo na bolsa realmente chegar ao bolso do produtor porque por enquanto este preço ainda não chegou e poucos produtores tiveram o prazer de recebê-lo o que também não muda em nada o cenário do campo. O alto custo para produzir, leis ambientais cada vez mais rígidas e leis trabalhistas, estão tornando inviável a prática de produzir café, trazendo um desanimo ao produtor que não consegue saldar suas dividas com as entidades financeiras.
A bi anualidade na produção do café que faz parte do seu ciclo produtivo traz pimenta para este cenário, pois a safra brasileira de café do ano que vem que será um ano de ciclo baixo o que trará para o mercado novo aperto na oferta, hoje em dia a produção brasileira tem que ser no mínimo de 50 milhões de sacas para abastecer o mercado interno e externo.
A única forma que tem o mercado de mudar este cenário é encontrar um equilíbrio entre produção e consumo e isto se dará com a conscientização do mercado que se quiser tomar um café de qualidade com o comprimento das leis ambientais e trabalhistas terá que pagar este preço, preço que esta defasado para cobrir estes custos, e para que isto aconteça à forma encontrada será de aumentar o preço trazendo lucro e tranqüilidade para a classe produtora que nos últimos anos só fecha balanço no vermelho.
O mercado físico de café teve uma semana mais lenta de negociação com esta correção, e os produtores recuaram esperando por cotações melhores.
O empurrão que deram na crise mundial emitindo papel moeda, leia se emitindo dólar, jogaram a crise para frente, e ninguém ainda sabe dizer quando ela voltara a afetar os mercados, mas uma hora isto irá acontecer, e espero que de tempo para a capitalização do setor produtivo para agüentar a terceira onda desta crise que será maior e mais grave do que a de 2.008, tomara que este empurrão seje grande o bastante e de tempo para a procura de novos mercados consumidores, para que esta onda não afete o mercado cafeeiro, pois todos nós brasileiros lembramos de quando o governo brasileiro emitia papel moeda e trocava o nome do dinheiro, e todos sabemos que não resolveu em nada esta operação de emissão de dinheiro.
Um cenário com tendência altista a procura de um equilíbrio e longe de se resolver, e a única coisa a se fazer agora é esperar esta correção e depois veremos novos picos de preços acima da casa de $2.00 dólar por libra peso.
Para quem não está posicionado em bolsa, é esperar para uma entrada na ponta compradora, para quem tem café no físico administrar a alta e os estoques que teremos muita novidade pela frente.
Bons negócios a todos e boa semana, que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel

domingo, 12 de setembro de 2010

CFTC: Fundos aumentaram suas posições compradas

CFTC: Fundos aumentaram suas posições compradas

Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira mostram que os fundos aumentaram as suas posições compradas em 3.058 lotes e as posições em aberto cresceram 6.881 lotes . Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 40.757 posições líquidas long (52.205 posições long — compradas — e 11.448 posições short — vendidas) no último dia 07 de setembro. No relatório anterior, referente a 31 de agosto, eles tinham em mãos 37.699 posições líquidas long (48.674 posições long — compradas — e 10,975 posições short — vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 07, um saldo de 42.223 posições líquidas short (63.501 posições compradas e 105.724 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 39.099 posições líquidas short (62.944 posições compradas e 102.043 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 1.534 posições líquidas compradas, sendo 8.454 compradas e 6.988 vendidas. No relatório referente a 31, por sua vez, eles apresentavam 1.400 posições líquidas compradas, sendo 7.223 compradas e 5.823 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 147.717 lotes no dia 07 de setembro, ao passo que na semana anterior elas somaram 140.836 lotes.

Café a procura do equilíbrio

Café a procura do equilíbrio

O mercado de café nesta semana novamente testa novo patamar levando a cotação máxima da semana em 198,65 indo no exato alvo de uma projeção de Fibonacci de três pernas, desta vez foi onde graficamente teria que ter ido. Este alvo alcançado nos leva as cotações do ano de 1.997 épocas onde o mercado se recuperava de uma geada do ano de 1.994 e uma seca de 1.996, nesta época ainda tínhamos estoques do governo e tínhamos já uma recuperação de preço provocada pela ultima geada mencionada há pouco.
O governo brasileiro nesta época não tinha um cambio flutuante e o dólar perto da paridade fez com que os lucros nas lavouras fora visto rápido, o salário mínimo ainda rodava na casa dos $100, 00, o fertilizante na casa dos $10,00 a saca, nesta época o avanço no plantio foi rápido o consumo mundial não tinha um crescimento tão rápido como o de hoje e animo dos produtores era outro, portanto um cenário diferente do de hoje.
Depois deste período tivemos um ciclo de baixa onde culminou com uma grande safra brasileira de 2.002 um cambio maluco na mudança de governo e muita incerteza no ar.
De lá para cá muita coisa mudou o Brasil se fortaleceu o real é realidade o cambio flutuante traz segurança e a safra de 50 milhões de sacas não é mais uma super safra, e sim uma necessidade para abastecimento do mercado cafeeiro.
As dividas contraída pelos produtores por um ciclo de preços baixos e/ou por uma má gestão de excesso de créditos como os créditos em forma de CPR (que devem ser usados para garantia de lucro e não para se levantar dinheiro) deixaram a cafeicultura com as calças na mão, não havendo também uma política agrícola há altura de sua importância econômica para tentar remunerar o produtor.
Mesmo com todas as adversidades os produtores brasileiros, como sempre, conseguiram aumentar a produtividade e continuam batendo recordes de produção na tentativa alucinada de quitar suas dividas.
O consumo mundial veio aumentando junto com o crescimento das economias mundiais onde uma maior massa salarial pago para uma população que estava à margem do consumo, fez o equilíbrio entre a produção e consumo, o aumento do consumo ultrapassou ao aumento da produção trazendo para o mercado este desequilíbrio que vemos no momento.
Outro desequilíbrio que entrou neste cenário foi o climático onde secas ou chuvas fora do padrão está trazendo prejuízos de qualidade e na produção cafeeira ao redor do mundo, desequilíbrio este que não pode ser revertida pelo homem a não ser pedir para São Pedro não virar o penico em demasia ou esquece-lo do lado da cama.
O mercado agora procura um novo patamar de preços para amenizar este desequilíbrio provocado pelo cenário exibido e vem a exato três meses fazendo novos topos, desde o dia 11/6/2010 quando rompeu a barreira dos 140.00 dólares por libra e fechou a 148.50 (números que eram sonho e viraram realidade), nesta semana chegou a 198.65 com mais de 5.000 pontos acima deste rompimento ou $ 66,13 dólares a mais por sacas de café lavado um aumento de 25.25% em apenas 90 dias em suas cotações.
A cotação de 2.00 por libra é uma barreira psicológica difícil de ser ultrapassada, mas este ano ela será?
O certo que a safra brasileira esta perto de acabar de se colher, uma safra de bom tamanho em quantidade, e sua comercialização esta sendo mais rápida do que o normal, pelos preços estar acima do esperado, os estoques ainda não deram sinal de estarem sendo reposto até agora, e a safra dos centrais se aproxima com muitas duvidas e especulações, a safra do Vietnam segundo maior produtor mundial também se aproxima.
As cotações do café robustas acompanharam a queda da Ice no dia 24/08/2010 e continuaram a cair mostrando também desequilíbrio nos preços.
Por um lado existe uma boa quantidade de café para abastecer o mercado, por outro lado uma falta de café de qualidade elevando as cotações a níveis não esperado para o momento, um cenário de contrastes aliado a um aumento de consumo em todas as comodities, trazendo uma nova realidade.
A falta de investimento em novas áreas limitando o aumento de produção, leis ambientais, leis trabalhistas, avanço da produção de cana-de-açúcar e de soja o aumento de pastagem são fatores limitantes desta produção, o mercado precisa achar logo o equilíbrio para trazer tranqüilidade para o setor produtivo, tanto na área rural como industrial, um aumento muito drástico de preço trará outro desequilíbrio, e desta vez será do lado inversao deste que estamos presenciando trazendo um ciclo novo de baixa.
O produtor tem que entender o momento e saber administra-lo com sabedoria para não sair plantando café em demasia e no futuro próximo não venha sofrer com cotações abaixo do custo.
Equilíbrio é a palavra para a tomada das decisões neste mercado que se mostra mais nervoso e perigoso do que o normal.
Uma boa semana a todos bons negócios que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel

domingo, 5 de setembro de 2010

Mercado buscando novos alvos.

Mercado buscando novos alvos.

O mercado de café nesta semana consolidou a marca dos 180.00 cents de dólar por libra peso e fechou perto da máxima em 188.35 o maior fechamento desde 1.997 mostrando força no mercado que ainda ninguém tem noção onde devera ser o nível de preço que devera conseguir fazer.
A expansão das economias vem trazendo junto o que será inevitável à destruição da natureza , para alimentar uma população crescente e com fome de consumir.
Os problemas climáticos que assistimos diariamente em reportagens pela televisão deixam claro que o planeta Terra esta agonizando, mas também deixa claro que as pessoas só ficam sensíveis ao fato que esta acontecendo se estiver acontecendo dentro de suas próprias vidas, portanto após verem o noticiário as pessoas se fecham em sues mundos e continua sua rotina de consumo.
Esta mudança no clima que vemos ,aliada, sem discutir se a mudança esta acontecendo por era glacial, ou por interferência humana, pois não sou cientista, interfere diariamente na produção de produtos agrícolas, junto temos uma economia com maior poder de consumir e uma geração nova de consumidores com fome disto.
No café este problema climático veio simplesmente trazer uma realidade que apareceria de qualquer forma, estes consumidores não se interessam se a produção agrícola traz resultado positivo para o produtor, e vem esmagando a classe com preços cada vez menores, pois o mercado esta fazendo máximas nas bolsas agora e comparar o preço ao preço de 1.997 achando que este preço traria remuneração é simplesmente tampar o sol com a peneira, a cafeicultura brasileira esta quebrada, devendo, não fazendo grandes investimentos há anos, o que traria mais cedo ou mais tarde esta nova realidade à tona.
Realidade esta que é estoque baixo e alto custo de produção e abandono de lavouras para troca de culturas como eucalipto soja ou cana de açúcar.
Analistas falam que a crise financeira ainda traria uma nova onda e para mim que gosto de estudar gráficos sei que seria uma onda 3 de Elliot que normalmente tem no mínimo o mesmo tamanho da onda 1 que foi no ano de 2.008 e esta onda estaria perto de acontecer, levando o caos e o desemprego, agora como ela seria maior ,pegaria não os EUA mas também atingiria a Europa, os grandes consumidores em geral e também de café, o único fator que poderia trazer preços mais baixos do que estamos vendo e prevendo maiores em breve.
A Colômbia terceiro maior produtor de café mundial e maior produtor de cafés suaves descascado, passa pelo mesmo problema do brasileiro, produtores desanimados, descapitalizados, junto com o fator climático, fizeram aparecer à ponta do Iceberg o primeiro deles onde a baixa produtividade mostrou um hiato entre um crescente consumo deste tipo de café e a produção, mas teríamos esta falta de café mais cedo ou mais tarde.
Alguns investidores localizaram uma grande jogada para se ganhar uma verdadeira montanha de dólares, pois, já tinha 26 meses que ninguém fazia nem um certificado de café na Ice bolsa de mercadorias de Nova Iorque onde se comercializa o contrato C, não se certificava nenhum contrato, porque pagasse um preço melhor ou maior fora da bolsa, no mercado físico, enxergando isto entraram comprando justamente na hora em que esperava uma queda muito grande, pois o Brasil estaria colhendo uma grande safra de café pegando as grandes trades vendidas no contra pé e tendo elas que disponibilizar enormes margens de dinheiro para o mercado.
Na Bmf bolsa brasileira de mercadoria algo parecido aconteceu só que na grande maioria das pessoas que estão tendo de deixar suas margens são produtores brasileiros que jogaram contra o próprio patrimônio vendendo e não acreditando na alta de preços e estão perdendo suas safras na bolsa, também bolsa não é para quem não tem uma noção de mercado delas.
A falta de cafés suaves que movem estas duas bolsas está trazendo a tristeza de quem não acreditou no que estava acontecendo e não entendeu a própria realidade, e a alegria de quem esta vendo este mercado de uma forma diferente.
O próximo passo que deveremos ver na bolsa seria o mercado fazer um novo topo, depois poderá na seqüência como vem acontecendo uma correção onde investidores estão aproveitando estes mergulhos para aumentar suas posições de comprado este é o ciclo que estamos observando na bolsa.
Esta alta é o fator que regulará este mercado trazendo novos preços, lucros e investimentos de plantio para novamente termos um novo ciclo de baixa, mas isto será para um outro momento agora temos que apreciar este momento que a cada semana nos traz novos preços e alegrias para o setor produtivo.
Os trade da semana tivemos um negativo na ponta vendedora onde fomos stopados, vendido a 180.00 stopado a 182.50 com prejuízo de 250 pontos, nova entrada na ponta vendedora a 182.00 e fechamos o trade no mesmo dia a 179.00 onde era o alvo, com lucro de 300 pontos, entramos comprado a 181.00 e saímos na sexta feira a 187.00 com lucro de 600 pontos fechando a semana líquidos e com lucro de 750 pontos de lucro em quatro contratos. Na seqüência de trader, respeitando uma técnica que desenvolvi, da media de phi ao cubo, que esta me trazendo bons resultados e me mantendo dentro do mercado uma maior parte do tempo.
Tecnicamente o mercado fez nos últimos pregões três uma figura chamada de 3 soldados brancos uma configuração de alta e de continuação da tendência, mas também esta configuração mostra um mercado sobre comprado podendo fazer amanha uma candle de indefinição doji ou uma estrela mostrando reversão, mas isto é simplesmente um exercício de imaginação tentando adivinhar o futuro, mas a media de phi ao cubo na sexta me tirou do trade comprado e me põe na posição de vendido a 187.00 com stop acima do topo em 189.00.
Uma boa semana a todos bom feriado que Deus os abençoe
Wagner Pimentel