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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Consolidativo, café tem dia de pouca volatilidade na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão de pouca volatilidade, na qual os preços não conseguiram reagir diante das baixas do dia anterior, se mostrando sem poder de recuperação. A posição março chegou a flutuar acima do nível de 145,00 centavos por libra, no entanto, não demonstrou fôlego mais consistente para buscar intervalos básicos de alta e, assim, abriu espaço para pequenas liquidações que, no entanto, foram suficientes para decretar as perdas ao final do dia de negociações.
No aspecto gráfico e técnico, o dia não demonstrou novidades, com os preços apresentando uma relativa acomodação, próxima do nível psicológico de 145,00 centavos. A leitura gráfica, por sua vez, indica que o mercado tem um viés baixista, não conseguindo depreender uma força ao menos relativa para testar alguns patamares de alta. Operadores avaliam que o mercado segue um padrão próximo daquele observado no último trimestre de 2012, caracterizado por quedas e momentos de ligeira acomodação.
Fundamentalmente, o mercado não apresenta maiores novidades, com notícias como safra do Brasil e a até mesmo prejuízos na América Central por conta da ferrugem sendo efetivamente assimilados e precificados.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve queda de 30 pontos, com 144,05 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 145,70 centavos e a mínima de 143,75 centavos, com o maio tendo retração de 25 pontos, com 147,10 centavos por libra, com a máxima em 148,75 centavos e a mínima em 146,80 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 30 dólares, com 2.066 dólares por tonelada, com o maio registrando valorização de 24 dólares, com 2.071 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina não apresentou maiores variações e a posição março flutuou, ao longo do dia, dentro de um range de apenas 205 dólares. Esses analistas sustentaram que o mercado, diante da fraqueza técnica, parece ter encontrado um ponto de referência próximo dos 145,00 centavos, sem demonstrar consistência para buscar ganhos mais efeitvos, como os conquistados ao longo de parte de janeiro, mas sem, também, ir muito além da mínima da sessão passada, que ficou em 143,95 centavos.
"Foi uma sessão sem maiores variações. Os preços encontraram um centro próximo dos 145,00 centavos e mesmo rompendo o suporte básico da sessão passada conseguimos manter os parâmetros e flutuar próximos da estabilidade. Tecnicamente, o cenário não apresenta mudanças e continuamos com um perfil baixista para os negócios", disse um trader.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 4.614 sacas, indo para 2.637.671 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.658 lotes, com as opções tendo 4.225 calls e 4.118 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência em 145,70, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00-148,05, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50 e 153,00 com o suporte em 143,75, 143,50, 143,00, 142,60-142,50, 142,00, 141,50, 141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,00, 138,50 e 138,00 centavos.
Londres se mostra consistente e registra dia de bons ganhos
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com bons ganhos, com a posição março se mantendo dentro do intervalo psicológico de 2.000 dólares. O movimento na bolsa londrina esteve em linha com o comportamento dos mercados externos, que tiveram um dia de recuperação, após as quedas do pregão que abriu a semana.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas, que permitiram ao março testar o nível de 2.085 dólares. Nas máximas, no entanto, uma ligeira desaceleração foi verificada, por conta de ligeiras realizações de lucro e também por vendas de origens. "Foi uma sessão relativamente tranqüila e sem grandes novidades. Os robustas estão conseguindo demonstrar força acima dos 2.000 dólares, por conta de aquisições efetivas que passaram a ser mais consistentes após os anúncios sobre a possibilidade de a safra de 2013 do Vietnã sofrer um revés considerável. Diante da demanda constante desse tipo de café, conseguimos manter preços bastante interessantes", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 7,18 mil contratos, contra 6,79 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 5 dólares. No encerramento do dia, o março apresentou alta de 30 dólares, com 2.066 dólares por tonelada, com o maio registrando valorização de 24 dólares, com 2.071 dólares por tonelada.
Dólar fecha em queda com fluxo positivo de recursos
SÃO PAULO - O mercado de câmbio teve uma terça-feira marcada por um intenso
fluxo positivo ao longo de toda a sessão que conseguiu garantir a queda do
dólar ante o real, levando a divisa estrangeira a mais do que devolver a alta
do pregão anterior e a se reaproximar das mínimas desde maio do ano passado.
O movimento do dia foi intenso, superando em cerca de 40% a média diária no ano
até ontem. Segundo profissionais de mercado, esse giro mais forte refletiu o
adiantamento de operações pelo mercado na semana que antecede o feriado de
Carnaval.
O dólar comercial fechou em queda de 0,45%, a R$ 1,9860, menor taxa de
fechamento desde 29 de janeiro de 2013 (R$ 1,985) e não muito distante da taxa
de R$ 1,983 na qual terminou no dia 28 de maio de 2012. Na mínima, a moeda foi
a R$ 1,983, não muito longe da taxa de R$ 1,980 batida na sexta-feira, que foi
o menor nível desde 3 de julho de 2012 (R$ 1,979).
O giro interbancário somava US$ 4,274 bilhões às 17h18, segundo a clearing de
câmbio da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), cerca de 70% acima da média
diária do ano até sexta-feira, de US$ 2,532 bilhões.
No mercado futuro, no qual os negócios vão até as 18h, o dólar para março cedia
0,60%, a R$ 1,9905.
O dia foi marcado ainda por comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Mas diferentemente da semana passada, a exposição não chegou a influenciar
significativamente o rumo do mercado.
Mantega disse que o objetivo do governo é evitar excessos no câmbio, reduzindo
a volatilidade na taxa do dólar. O ministro acrescentou que a taxa de juros
"civilizada" causa menos distorções no câmbio e que, nos últimos meses, o
Brasil conseguiu um nível de taxa cambial que estimula a exportação.
A fala de Mantega era bastante aguardada pelo histórico das declarações do
ministro, defensor de um real mais desvalorizado para incentivar a indústria,
mas profissionais consideraram que o tom utilizado pelo ministro hoje foi bem
mais ameno.
Na quarta-feira passada, Mantega influenciou a cotação do dólar ao dizer que o
câmbio não é instrumento de controle de preços e que não espera que o dólar
"venha a derreter". Imediatamente após as declarações, a moeda americana, que
vinha operando abaixo de R$ 2,00, superou essa marca, levando o Banco Central a
atuar por meio de um leilão de rolagem de empréstimos das reservas
internacionais. No fim do dia, a cotação fechou praticamente estável.
"Tinha que ser uma declaração muito bombástica do Mantega hoje para fazer o
dólar mudar de rumo. Ela não veio, então o mercado se sentiu mais confortável
para ?bater' no dólar [vender]", disse o especialista em câmbio da Icap
Corretora Italo Abucater.
"Os comentários de Mantega foram bem mais neutros que os da semana passada.
Isso abriu caminho para o exportador entrar com dólares, já que ele viu que a
moeda não ia subir", afirma o diretor de câmbio da Intercam Corretora, Jaime
Ferreira.
Na avaliação do gestor da Fram Capital Roberto Serra, a ênfase de Mantega ao
falar que o objetivo do governo passa por um câmbio menos volátil vai na linha
do discurso do Banco Central e referenda expectativas de que a moeda americana
opere no curto prazo com oscilações bastante moderadas.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Véspera de divulgação do IPCA influenciará DIs
São Paulo, 5 de fevereiro de 2013 - Amanhã, as taxas dos contratos de
Depósito Interfinanceiro (DI) deverão ser influenciadas pelas especulações
do mercado a respeito do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
que será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
na quinta-feira. Segundo Flávio Serrano, economista-sênior do Espírito Santo
Investment Bank, a expectativa é de que o indicador oficial de inflação do
País suba 0,86% em janeiro, sendo assim os contratos poderão verificar alta no
próximo pregão da BM&FBovespa.
"Caso sejam divulgados fatos positivos a respeito da situação
político-econômica na Europa e Estados Unidos deverá haver uma pressão
positiva nos DIs", afirma Serrano. Durante a primeira etapa, os fatos que
seguraram uma evolução mais forte nas taxas foram a presidente Dilma Rousseff
ter revelado que o governo estuda desonerar a cesta básica dos impostos
federais, inclusive do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), mas que as negociações nos estados não avançaram.
Na avaliação de Serrano, o impacto do Indice Geral de Preços -
Disponibilidade Interna (IGP-DI), que desacelerou para 0,31% em janeiro, na
comparação com a inflação de 0,66% registrada em dezembro do ano passado,
também foi limitada.
Hoje, os contratos futuros de DI encerraram o pregão da BM&FBovespa em
alta. Os papéis com maior vencimento, para janeiro de 2015, subiram de 7,97%
para 8,02%, com movimento financeiro de R$ 40,776 bilhões. O vencimento para
janeiro de 2014 avançou de 7,24% para 7,28%, com volume financeiro de R$ 36,291
bilhões, enquanto o contrato para janeiro de 2017 subiu de 8,89% para 8,99%,
com giro financeiro de R$ 13,503 bilhões.
As taxas dos papéis que expiram em janeiro de 2016, que tiveram alta de
8,54% para 8,64%, atingiram R$ 6,255 bilhões negociados. No curto prazo, entre
os contratos com maior liquidez, somente os que vão expirar em março de 2013
caíram de 6,985% para 6,975%, registrando volume financeiro de R$ 3,944
bilhões. No médio prazo, as taxas dos papéis para abril de 2014 subiram de
7,37% para 7,41%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em queda de 0,45%,
cotado a R$ 1,9840 para compra e R$ 1,9860 para venda, devolvendo percentual um
pouco superior que o ganho de 0,30% registrado ontem. A perspectiva do
economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank é de que a divisa não
registre grandes oscilações, ficando no patamar de R$ 2, mas com os agentes de
mercado testando em qual nível o Banco Central (BC) deverá atuar.
Essa queda nas cotações dos contratos à vista e futuros da divisa ocorreu
motivada pela melhora nos índice dos gerentes de compras (PMIs, na sigla em
inglês) sobre a atividade do setor de serviços na eurozona, Reino Unido e
Alemanha. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento
em março de 2013 caiu 0,54%, a R$ 1.991,500, e o contrato que expira em abril
de 2013 recuou 0,49%, para R$ 2.000,000.
Petrobras despenca e faz Bovespa fechar em baixa
SÃO PAULO - As ações da Petrobras não deixaram a Bovespa acompanhar a recuperação que tomou conta das principais bolsas mundiais nesta terça-feira. Pressionado pela queda dos papéis da estatal, o Ibovespa fechou em queda de 0,22%, para 59.444 pontos.
Petrobras ON despencou e fechou em queda de 8,28%, para R$ 16,60. As ações PN passaram o dia todo em queda, mas viraram no fim do dia e terminaram em alta de 0,44%, para R$ 18,08. Segundo operadores, foi um ajuste de arbitragem entre os dois papéis.
O giro financeiro de negócios com os papéis da empresa de petróleo foi forte. Enquanto a bolsa negociou R$ 8,6 bilhões hoje, as ações ordinárias da Petrobras giraram quase 10% desse total, ou R$ 908 milhões. O principal motivo para a queda forte das ordinárias foi a diferença do valor de dividendo a ser pago para o papel, anunciado pela empresa. Pela primeira vez, a remuneração será muito menor que a das PN: de R$ 0,47 por ação, ante R$ 0,96 das PN.
Hamilton Moreira Alves, estrategista do BB Investimentos, afirma que o balanço da Petrobras contaminou o humor do mercado. “Os números, em geral, trouxeram desconforto e levantaram a dúvida sobre como virão os demais balanços dessa temporada”, afirma. “O investidor também se pergunta: se a blue chip não vai andar, o que vai andar este ano?.” Na visão de Alves, fevereiro será um mês de escolha pontual de ações, à medida que os balanços sejam divulgados.
A queda das ações da Petrobras levou junto os demais papéis do segmento de petróleo na Bovespa. OGX ON recuou 6,22%, HRT ON caiu 6,28% e QGE Participações perdeu 1,78%.
O contraponto de Petrobras foi dado pelas ações PN do Itaú, que subiram 2,51%, para R$ 34,19. O banco apresentou lucro menor no último trimestre, em linha com as estimativas de analistas, mas deu bons sinais sobre inadimplência.
O lucro líquido recuou 6,5% no quarto trimestre de 2012, para R$ 3,502 bilhões. No acumulado do ano passado, o lucro caiu 4,1% e ficou em R$ 14,043 bilhões — ainda afetado negativamente pelo aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD).
PERSPECTIVA: Ibovespa deve seguir sem tendência definida amanhã
São Paulo, 5 de fevereiro de 2013 - O Ibovespa, principal índice da
BM&FBovespa, seguirá sem tendência definida amanhã. Com uma agenda fraca de
indicadores econômicos, os investidores ficarão focados nos resultados
financeiros das companhias no Brasil. Hoje, o Ibovespa encerrou com queda de
0,22% aos 59,444 pontos. O volume financeiro do mercado foi de R$ 8,654
bilhões. No segmento futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento para
fevereiro recuou 0,43% aos 59.300 pontos.
"Estou pessimista com o mercado, principalmente com Petrobras e Vale. Minha
perspectiva é negativa para amanhã. O mercado norte-americano vem subindo,
com S&P 500 e Dow Jones atingindo máximas históricas, enquanto o Ibovespa vem
em tendência de queda. Isso mostra que estamos mais focados no que vem sendo
divulgado internamente. O que tem sido divulgado no mercado externo não está
influenciando muito", afirmou Thiago Risso, sócio da TAO Investimentos.
Para André Perfeito, economista da Gradual Investimentos, o mercado pode
mostrar uma recuperação amanhã. "A agenda econômica será discreta. Será
divulgado os números sobre a produção industrial da Alemanha. Do ponto de
vista de agenda, o mercado será neutro", disse André. Na Alemanha,
Ministério de Economia informará, às 9h, as encomendas à indústria
referentes a dezembro. Em novembro, houve queda de 1,8% na comparação com
outubro e de 1,0% em base anual.
No pregão de hoje, a ação mais movimentada foi a preferencial da
Petrobras (PETR4), com giro financeiro de R$ 1,331 bilhão, enquanto a ação
ordinária da companhia (PETR3) teve volume financeiro de R$ 863,7 milhões, o
papel PNA da Vale (VALE5) movimentou R$ 532,6 milhões e o papel preferencial do
Itaú Unibanco (ITUB4) girou R$ 514,7 milhões.
As ações preferenciais da Petrobras encerraram o pregão com alta de 0,44%
a R$ 18,089, enquanto a ação ordinária da estatal apresentaram
desvalorização de 8,28% a R$ 16,60; o papel PNA da Vale registrou retração
de 1,67% a
R$ 38,10 e o papel preferencial do Itaú Unibanco avançou 2,51% a R$ 34,19.
"Não creio que ocorreu um exagero sobre a queda das ações da Petrobras.
Os números vieram bem ruins, deixando em evidência a intervenção do governo
na estatal", acrescentou o especialista da TAO Investimentos.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas foram
registradas pelas ordinárias da Brookfield (BISA3), com ganho de 4,59% a
R$ 3,64, enquanto a ação ordinária da Usiminas (USIM3) valorizou 4,07% a
R$ 11,25 e o papel ON da Hypermarcas (HYPE3) avançou 3,31% a R$ 18,08. Entre as
maiores quedas, as ações ON da Petrobras lideraram as perdas, com queda de
8,28% a R$ 16,60, o papel ON da OGX Petróleo (OGXP3) recuou 6,21% a R$ 3,77 e a
ação ON da MMX Mineração (MMXM3) desvalorizou 4,66% a R$ 3,27.
Juros fecham em alta com maior incerteza com inflação
SÃO PAULO - As taxas de juros projetadas nos contratos negociados na Bolsa de
Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em alta pela sexta sessão seguida, nas
máximas em dez semanas, puxadas pela maior preocupação com as recentes decisões
tomadas pelo governo para combater as pressões inflacionárias.
A sinalização dada hoje pela presidente Dilma Rousseff de que estuda a
desoneração dos itens da cesta básica foi recebida pelos agentes como mais um
exemplo de paliativo de efeito no curto prazo que tende a alimentar o quadro de
majoração dos preços por meio das cadeias produtivas.
Entre os contratos mais negociados na BM&F, os Depósitos Interfinanceiros (DI)
com vendimento em janeiro de 2014 registrava, antes dos ajustes finais, taxa de
7,27%, ante 7,24% na véspera. É apenas a segunda vez neste ano que esse
contrato supera o patamar da atual taxa básica de juros, a Selic, hoje em 7,25%
ao ano. O DI janeiro/2015 subia a 8,02%, de 7,99% ontem, enquanto o DI
janeiro/2017 avançava a 8,97%, de 8,89% ontem.
Nesta manhã a presidente Dilma Rousseff disse que o governo está estudando
desonerar a cesta básica em entrevista a rádios do Paraná. A leitura imediata
foi de que a medida vai ajudar a conter a inflação neste ano. Mas a reação mais
forte e que acabou predominando foi a de que esse tipo de ação faz parte de um
esforço coordenado do governo para evitar um aperto monetário, o que na visão
de profissionais seria a resposta mais indicada em momentos em que as
expectativas de inflação escapam do centro da meta.
"O problema é que o governo, com esse tipo de ação, não está contendo a
inflação, mas apenas o IPCA", diz o economista do BES Investment Flavio
Serrano. "Basta olhar para o fato de que, mesmo com a redução da tarifa de
energia elétrica, as projeções para o índice continuam perto de 6%. Isso
acontece porque o governo não está tratando o problema, mas apenas descolando a
escala de medida da inflação."
Operadores de mercado disseram ainda que circulou hoje nas mesas rumores de que
o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) divulga depois de amanhã, virá acima da mediana
das projeções dos analistas, de 0,85%.
Segundo esses profissionais, o mercado de juros sinaliza que ganhou espaço a
tese de que o Banco Central vai trabalhar com a parte mais alta da meta de
inflação, de 6,5%. "O problema de trabalhar no limite da meta é que qualquer
fonte adicional de pressão pode exigir do Banco Central uma medida mais forte
no médio prazo", disse o gerente de tesouraria de uma corretora.
MERCADO EUA: Indices encerram em alta, impulsionados pelo Nasdaq
São Paulo, 5 de fevereiro de 2013 - O mercado norte-americano de ações
encerrou o pregão de hoje em alta, impulsionado principalmente pelo setor de
tecnologia na bolsa, com as notícias sobre a compra da Dell e do resultado da
Zynga. O Dow Jones subiu 0,72%, em 13.979,30 pontos, o S&P 500 avançou 1,04%,
em 1.511.29 pontos, e o Nasdaq Composto ganhou 1,29%, em 3.171,58 pontos.
A Dell informou hoje que fechou um acordo para ser vendida ao atual
executivo-chefe e acionista majoritário da empresa, Michael Dell e Silver Lake
Partners, numa operação avaliada em US$ 24,4 bilhões e que terá como
objetivo fechar o capital da companhia.
Segundo um comunicado da empresa, os termos do acordo preveem que os
acionistas recebam US$ 13,65 por ação, valor que representa um prêmio de 25%
sobre o preço de fechamento do dia 11 de janeiro, de US$ 10,88 por papel.
A desenvolvedora de jogos online Zynga teve um prejuízo líquido no quarto
trimestre de 2012 de US$ 48,6 milhões, mas mesmo assim reportou uma receita -
de US$ 311 milhões - maior que o esperado pelo mercado. O lucro por ação
também foi superior ao previsto, de US$ 0,1.
No campo dos indicadores, o índice do Instituto de Gerência e Oferta (ISM,
na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços dos Estados Unidos
caiu para 55,2 pontos em janeiro, ante 55,7 pontos em dezembro.
Região da Colômbia registra diminuição de área cafeeira
Uma diminuição foi observada no parque cafeeiro de Risaralda. A retração foi de cerca de 300 hectares ao longo do último ano, de acordo com dados apresentados pela Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia). Segundo os dados da entidade, hoje o parque cafeeiro do departamento (Estado) alcança 52,3 mil hectares, com a tendência de baixa sendo verificada, ano a ano, desde 2002. Os dados refletem que há dez anos o parque cafeeiro desse país sul-americano chegava a 59,4 mil hectares e a partir dali a perda de terreno cafeeiro foi evidente, chegando, inclusive, ao nível de 52,9 mil hectares no ano de 2010. Juan Carlos Gómez Soto, líder departamental (estadual) de Extensão do Comitê de Cafeicultores de Risaralda, explicou que as perdas de área obedecem à atualização permanente que se realiza de maneira efetiva na região. "O serviço de extensão vem realizando um trabalho efetivo, temos visitado propriedades em zonas marginais e detectamos que os cultivos de café estão desaparecendo, não necessariamente no último ano, mas nas temporadas passadas", disse. No entanto, Gómez Soto foi claro ao assinalar que o principal motivo da diminuição do parque cafeeiro é a semi-urbanização e a urbanização de alguns municípios. "A eliminação das áreas cafeeiras se deveu, principalmente, à forte tendência de se construir nas zonas urbanas, o que fez com que municípios como Pereira e Dosquebradas tivessem uma perda de participação de sua área rural de quase 40%", disse. "Entretanto, nos municípios da cordilheira ocidental (oeste), as áreas de café não foram eliminadas, como em Belén de Umbría, Quinchía, Santuario e Mistrato, que chegam a ter até aumento na área de café", observou. O representante do Comitê sustentou que a linha base da cafeicultura em Risaralda está em 52 mil hectares. "Ainda vivemos um momento de crise e é evidente que as outras opções agrícolas não estão tirando terras do café. Isso ocorre realmente devido à urbanização", complementou Soto, que avaliou que é possível que o número de cafeicultores continue a crescer, ainda que as propriedades médias e pequenas passem a ser ainda mais efetivas na cafeicultura local.
Starbucks leva café chinês para o Vietnã
A informação que a Starbucks desembarcou no Vietnã fez cafeicultores ficarem feliz, porque eles acham que a Starbucks pode ajudar a aumentar o consumo de café local. No entanto, eles foram avisados de que não podem vender café para a Starbucks, porque a cadeia dos EUA usa o café de Yunnan, na China. O Vietnã é conhecido no mundo como o maior produtor de café robusta e exportador. No entanto, as empresas de café vietnamita e agricultores têm enfrentado uma série de dificuldades. Explorando as brechas das leis, empresas com capitais estrangeiros (FIES) têm se multiplicado e aumentando suas influências sobre a indústria interno de café por se envolver mais profundamente no desenvolvimento material café e cobrança. O FIES, embora não tendo investido no desenvolvimento das áreas de materiais, vêm lutando com empresas nacionais para a comprar café diretamente de agricultores. Uma vez que eles aceitam pagar preços mais elevados do que as nacionais, que recolhem a maior parte da produção de café, deixando as empresas vietnamitas sem o produto. Em 1996, Dak Lak, a "metrópole do café" do Vietnã, testemunhou o aparecimento de uma empresa estrangeira investido - Dakman. Desde então, FIES foram estabelecidas na terra. Em 2011, FIEs comprou 50% da produção de café em Dak Lak, enquanto que o valor aumentou 60%. Enquanto FIE têm vindo a desenvolver fortemente, os domésticos desapareceram do mercado. Vietnã agora tem apenas 20 empresas de café com negócios estáveis, enquanto que já teve 153 empresas na idade de ouro. Cafeicultores vietnamitas, que agora se sentem felizes, porque eles podem vender o café a preços elevados para FIES, foram avisados de que o FIES, uma vez dominando o mercado, seria forçar os preços do café para baixo, de modo a obter lucros mais elevados. Um FIES teria afirmado que o preço do café do Vietnã seria reduzido para US $ 1.500 por tonelada. Yunnan, uma província chinesa na área de fronteira com o Vietnã, tem sido conhecido como o grande centro de produção de café da China. Este é o lugar que faz a 98% dos "made in China" de café produtos. A província, que decidiu desenvolver a indústria de café como a indústria-chave, espera aumentar a produção por quatro vezes em 2020 para 200.000 toneladas por ano. Em 2011, exportou 50.000 toneladas. A coisa notável é que o forte desenvolvimento da indústria de Yunnan café tem sido apoiada pela Starbucks dos EUA, que sempre tenta controlar o valor de toda cadeia do café, desde o desenvolvimento de material para assar, processamento e servindo em lojas. Em fevereiro de 2012, a Starbucks assinaram um acordo sobre a criação de uma joint venture com grupo chinês Ni Ai que coletar e processar café em Yunnan. A partir daí, o café Yunnan seriam trazidos para muitos mercados em todo o mundo. No início de 2009, a Starbucks comercializado "Sul da Nuvem Blend" café feito de goma-arábica de Yunnan Então, quem se beneficiaria da presença do Starbucks no Vietnã? Os agricultores chineses de Yunnan ou vietnamita Central Highlands? Starbucks vai ajudar a aumentar o consumo de café do Vietnã, ou vietnamita beberia "made-in-China" café na sua terra, a área de cultivo de café? Vietnã tem 540 mil famílias de agricultores e 1,6 milhões de trabalhadores, especialmente no Planalto Central, foram ganhando a vida na indústria do café. Como eles vão ser, se eles têm que dar a sua agricultura e beber o café da China ? vietnamnet

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Café segue mau humor externo e tem queda considerável na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com perdas consideráveis, em uma sessão caracterizada pelas liquidações especulativas, que permitiram fazer com que a primeira posição se posicionasse, mais uma vez, abaixo do nível psicológico de 145,00 centavos de dólar por libra peso. A abertura da sessão se deu com uma movimentação lenta do mercado e com preços presos em um range bastante estreito. No entanto, no decorrer do dia, o março começou a sofrer com a pressão externa.
A Espanha voltou ao centro dos debates sobre a economia internacional. Um suposto caso de corrupção envolvendo o atual premiê do país e seu partido de direita fizeram com que o humor dos mercados internacionais diminuísse de forma acentuada e isso afetou diretamente o segmento de commodities. E o café não ficou imune a mais essa onda de pessimismo. A commodity recuou fortemente e chegou a tocar no nível de 143,00 centavos, atingindo a menor cotação desde o último dia 4 de janeiro. A sessão desta segunda teve um perfil efetivamente técnico, com os baixistas conseguindo se manter fortalecidos no lado vendedor, sem ter, por outro lado, um fôlego ao menos básico dos compradores.
Fundamentalmente, o mercado continua focado em questão efetivas, como a safra brasileira, que poderá ser consideravelmente alta neste ano, mesmo diante da bianualidade da cultura, assim como a infestação da ferrugem do colmo na América Central, que continua a ser uma preocupação para os produtores locais, diante de uma possível quebra na temporada.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve queda de 360 pontos, com 144,35 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 148,05 centavos e a mínima de 143,95 centavos, com o maio tendo retração de 360 pontos, com 147,35 centavos por libra, com a máxima em 151,05 centavos e a mínima em 147,00 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve baixa de 13 dólares, com 2.036 dólares por tonelada, com o maio registrando desvalorização de 8 dólares, com 2.047 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada pela influência externa mais efetiva. As notícias sobre corrupção no governo espanhol surgem em um momento delicadíssimo. O país é um dos mais afetados com a atual crise econômica e vinha sofrendo para conseguir uma recuperação ao menos modesta. No entanto, alguns analistas acreditam que, diante desse quadro de desconfiança, os problemas políticos podem "migrar" para o cenário econômico. E, uma vez que a Espanha se mostre novamente enfraquecida, o temor é que várias outras nações da zona do euro também sintam um novo impacto econômico.
"Ao final do dia, tivemos um quadro negativo, com quedas para bolsas de valores e retrações fortes para commodities, como foi o caso do petróleo, do milho ou do café. O comportamento do mercado de café continua a apresentar uma configuração que tende para o lado baixista, principalmente diante de uma nova apatia dos compradores. Isso somado a um quadro externo ruim garante um cenário como desta segunda-feira, caracterizado pela retração e por testar novas baixas", disse um trader.
O prazo adicional de 60 dias concedido pelo Conselho Monetário Nacional para reembolso da primeira parcela dos financiamentos de estocagem, e de custeio convertido em estocagem, contratados no ano passado, permitirá aos cafeicultores brasileiros reter nos próximos meses 3 milhões de sacas de café, o que evitará a pressão nos preços que estão em queda desde o final do ano passado. O cálculo é do coordenador geral de Crédito Rural do Ministério da Fazenda, Francisco Erismar. Ele explicou que a primeira parcela dos financiamentos contratados em meados do ano passado com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira começou a vencer em 1º de dezembro do ano passado e deverá ser paga até 31 de março de deste ano.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.045 sacas, indo para 2.628.818 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.658 lotes, com as opções tendo 4.225 calls e 4.118 puts — floor mais eletrônico. Fundamentalmente, o março na ICE Futures US tem resistência em 148,05, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50, 154,00 e 154,50, com o suporte em 143,95, 143,50, 143,00, 142,60-142,50, 142,00, 141,50, 141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,00, 138,50 e 138,00 centavos.
Londres encerra com quedas, mas preserva março acima dos US$ 2 mil
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, após ter experimentado ganhos ao longo de parte da sessão, sem, no entanto, conseguir sustentá-los, refletindo, principalmente, a pressão de mercados externos. O dia foi de negócios consistentes, com um volume ligeiramente acima da média recente para a bolsa londrina, mas com a manutenção do intervalo de preços acima do nível psicológico de 2.000 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma manutenção do quadro de ganhos da semana anterior. Com isso, a posição março chegou a tocar no nível de 2.068 dólares. No entanto, seguindo a fraqueza dos arábicas em Nova Iorque e de outras commodities, as cotações foram perdendo consistência e encerraram o dia flutuando no lado negativo da escala de preços. O dólar mais forte afetou os mercados de commodities em várias partes do mundo ao longo desta segunda-feira e com o café a situação não foi diferente. A pressão exercida sobre os arábicas em Nova Iorque afetou, ainda que de maneira bem menos intensa, o comportamento dos robustas. Apesar das baixas, a manutenção dos preços acima do nível de 2.000 dólares pode ser avaliada como um fato positivo", disse um trader. O março teve uma movimentação ao longo do dia de 10,1 mil contratos, contra 9,38 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 11 dólares. No encerramento do dia, o março apresentou queda de 13 dólares, com 2.036 dólares por tonelada, com o maio registrando desvalorização de 8 dólares, com 2.047 dólares por tonelada.
Dólar sobe 0,30%, a R$ 1,993, influenciado por incerteza na Europa
Pressões políticas na Espanha e Itália fizeram com que os investidores buscassem proteção na moeda americana
SÃO PAULO - A aversão ao risco no exterior, com a volta de Espanha e Itália ao centro das atenções, impulsionou o dólar em relação ao euro e a moedas com elevada correlação com commodities, como o real. Em busca de ativos mais seguros, os investidores retiraram recursos dos mercados de ações e correram para o dólar, que fechou em alta de 0,30% ante o real no balcão, cotado a R$ 1,9930. No Brasil, o movimento foi reforçado no fim da tarde por um fluxo negativo de dólares.
Na mínima do dia, vista logo cedo, o dólar à vista foi cotado a R$ 1,9870 (estável) no balcão e, na máxima, registrada perto das 16 horas, marcou R$ 1,9950 (alta de 0,40%). A moeda americana, que se manteve em sintonia com o exterior, ampliou a alta ante o real no fim da tarde em função de operação de uma companhia de petróleo que, conforme profissional do mercado, retirou do País US$ 100 milhões.
Perto das 16h40 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,345 bilhões, sendo US$ 1,934 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F não registrou negócios nesta segunda-feira. No mercado futuro, a moeda americana com vencimento em março estava acima dos R$ 2,00, cotada a R$ 2,00050, com alta de 0,28%.
"O mercado acompanhou hoje mais o movimento externo da moeda. Tivemos um dia com viés negativo na Europa e agenda americana esvaziada, com o mercado voltando a se focar no Velho Continente", comentou João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba. "Além disso, a sinalização de que o Banco Central está trabalhando em linha com o Ministério da Fazenda, vinda na sexta-feira, tranquiliza o mercado."
Na Espanha, os problemas começaram na semana passada, com a denúncia de que o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, teria se beneficiado de pagamentos irregulares operados por um ex-tesoureiro ligado ao governista Partido Popular (PP). Na Itália, pesou a promessa do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi de, caso seja eleito nas eleições gerais marcadas para os dias 24 e 25, desfazer algumas das medidas de austeridade adotadas pelo governo de Mario Monti.
Na última sexta-feira, por sua vez, notícias de que o Banco Central evitará uma apreciação excessiva do real fizeram a autoridade monetária, conforme Corrêa, aproximar-se do discurso do Ministério da Fazenda. "O BC também não quer um real supervalorizado, em linha com a Fazenda, o que traz tranquilidade", disse.
A alta do dólar ante o real, por outro lado, segue limitada pelas preocupações com a inflação. Com o atual ritmo da alta de preços, parece claro que a autoridade monetária não deixará a moeda americana avançar de forma intensa.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: IGP-DI e indicadores externos influenciarão DIs
São Paulo, 4 de fevereiro de 2013 - A primeira etapa das negociações dos
contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de terça-feira será influenciada
pela divulgação do Indice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI)
referente a janeiro, cuja estimativa do mercado é de que a inflação medida
pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registre alta de 0,26% no mês, segundo a
mediana das projeções coletadas pela Agência CMA para o Termômetro CMA. Para
Mauricio Nakahodo, consultor de pesquisas econômicas do Banco de
Tokyo-Mitsubishi, os índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês)
da área de serviços também vão interferir na curva dos contratos, assim como
os desdobramentos das tensões político-econômicas na Europa.
"Apesar de 60% do IGP-DI estar relacionado aos preços no atacado, se
ocorrer uma desaceleração na inflação do preço agropecuário, certamente
haverá um impacto maior no indicador", afirma Nakahodo, que estima avanço de
0,28% para o índice. Se a estimativa do mercado for confirmada, o IGP-DI
apresentará desaceleração em relação a dezembro do ano passado, quando a
inflação foi de 0,66%.
Os PMIs referentes ao setor de serviços na eurozona também deverão
interferir nas taxas dos papéis de curto e médio prazo, principalmente, caso
venham muito fora da expectativa dos analistas. Em dezembro, o índice subiu
para 47,8 pontos, enquanto na leitura preliminar de janeiro o indicador avançou
para 48,3 pontos. Ainda serão informados os indicadores referentes a Alemanha
e Reino Unido.
Nakahodo lembra ainda que o mercado está tenso com a possibilidade de
Silvio Berlusconi assumir o posto de primeiro-ministro da Itália no lugar de
Mario Monti. Além disso, existem rumores de que a justiça do país estaria
investigando as negociações com derivativos realizadas em cinco grandes
bancos, o Monte deiPaschi (MPS), UniCredit, Intesa Sanpaolo, BNL e Credem, sob a
suspeita de fraude nessas operações.
Outra turbulência na área política que poderá refletir no comportamento
dos DIs no País vem da Espanha, com o Partido Popular (PP), ao qual pertence
Mario Rajoy, primeiro-ministro, sendo acusado de receber propina em troca de
contratos públicos em diversas instâncias públicas em que possui
representantes. A crise política provocou alta nos yields (taxa de rendimento)
da dívida soberana da Espanha.
Hoje, Os contratos futuros de DIs encerraram o pregão sem tendência
definida. As taxas dos papéis com maior liquidez, com vencimento para janeiro
de 2015 passaram de 7,98% para 7,97%, registrando movimentação financeira de
R$ 13,061 bilhões.
O vencimento para janeiro de 2014 avançou de 7,26% para 7,24%, com volume
financeiro de R$ 8,909 bilhões, enquanto o contrato para janeiro de 2017 subiu
de 8,83% para 8,89%, com giro financeiro de R$ 7,040 bilhões. O mesmo aconteceu
com as taxas dos papéis que expiram em janeiro de 2016, que tiveram alta de
8,51% para 8,54%, atingindo R$ 2,362 bilhões negociados na bolsa brasileira.
Dentre os contratos com maior liquidez, os que vencerão em abril de 2014
apresentaram a maior queda, de 7,40% para 7,37%, com volume financeiro de R$
1,442 bilhão. No curto prazo, as taxas dos papéis que expiram em março deste
ano tiveram leve alta, de 6,980% para 6,985%, com volume de R$ 1,332 bilhão.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,30%,
cotado a R$ 1,9930 para compra e R$ 1,9950 para venda. Durante o dia, a divisa
oscilou entre a mínima de R$ 1,9860 e a máxima de R$ 1,9970. No mercado
futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em março de 2013
subiu 0,37%, a R$ 2.002,500, e o contrato que expira em abril de 2013 subiu
0,27%, para R$ 2.010,000.
Bovespa fecha em queda com preocupações com a Espanha
SÃO PAULO - Os olhares dos investidores se voltaram novamente para a Europa
nesta segunda-feira, especialmente para os riscos políticos na Espanha e
Itália, o que levaram às principais bolsas do mundo a fecharem em queda. A
Bovespa foi arrastada pelo mau humor externo e fechou em baixa. O Ibovespa
perdeu 1,28%, para 59.575 pontos. O volume financeiro somou R$ 6,399 bilhões.
"A situação é delicada. Na Espanha, teme-se que as agitações populares culminem
com a saída do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, do poder. Na Itália, a
proximidade das eleições traz temores de que Silvio Berlusconi retorne ao
poder", diz Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora. As eleições na Itália
estão marcadas para 24 e 25 de fevereiro.
Todas as principais ações do Ibovespa caíram ao redor de 2%. Vale PNA perdeu
1,14%, para R$ 38,75; Petrobras PN recuou 2,49%, para R$ 18,00; OGX ON teve
baixa de 3,13%, para R$ 4,02; Itaú PN recuou 2,34%, para R$ 33,35; e Bradesco
PN perdeu 1,34%, para R$ 35,90.
Segundo o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi, um misto de correção e do
jogo dos estrangeiros com posições vendidas no Ibovespa futuro de fevereiro
também puxou para baixo ações de peso no índice. O mercado vem comentando há
algumas semanas que os investidores estrangeiros têm comprado Bovespa, mas
estão vendidos em índice futuro que vence em 13 de fevereiro, ou seja,
apostando numa queda da bolsa. Com isso, papéis com peso no Ibovespa caem.
PERSPECTIVA: Balanços da Petrobras e Itaú Unibanco devem guiar mercado
São Paulo, 4 de fevereiro de 2013 - Os resultados financeiros da Petrobras,
que serão divulgados hoje à noite, e do Itaú Unibanco, amanhã antes da
abertura, deverão se sobrepor à agenda de indicadores, devendo ditar a
tendência do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, nesta terça-feira,
aponta Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW Corretora.
"Amanhã o Ibovespa será guiado pelo mercado interno com os balanços da
Petrobras e do Itau Unibanco, dois pesos importantes no índice", diz Galdi.
Segundo o estrategista-chefe da SLW, espera-se que a Petrobras registre o pior
resultado desde 2004, devendo cair forte se vier muito em linha ou pior que o
esperado pelo mercado.
Em 2012, a estatal deve terminar o ano com lucro de R$ 21,450 bilhões, uma
queda de 35,6%, na comparação com o resultado de 2011 (R$ 33,313 bilhões), de
acordo com a média das projeções dos analistas consultados pela Agência
CMA. No quarto trimestre de 2012, o lucro deve somar R$ 6,663 bilhões mostrando
uma alta de 31,97%, em relação ao trimestre anterior (R$ 5,049 bilhões) e um
avanço de 19,69%, ante o quarto trimestre de 2011 (R$ 5,567 bilhões).
O mercado está projetando um lucro líquido médio de R$ 3,793 bilhões
para o Itaú Unibanco, no quarto trimestre deste ano, representando um
crescimento de 1,25% se comprado com o mesmo período do ano anterior, quando a
instituição financeira havia lucrado R$ 3,746 bilhões. Em relação ao
terceiro trimestre de 2012, a evolução do lucro seria de 11,17%.
"A agenda não tem nada de muito importante, com os dados do índice dos
gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro e do índice ISM
[índice de atividade medido pelo Instituto de Gerência e Oferta] de serviços
nos Estados Unidos com peso secundário", diz Galdi.
O Instituto de Gerência e Oferta informa, às 13h, o resultado do índice
ISM que mede a atividade do setor de serviços do país referente a janeiro. Em
dezembro, o índice subiu para 56,1 pontos. A previsão é de queda para 55,6
pontos.
Na Europa, Alemanha, Reino Unidos divulgamos seus dados de PMI de serviços
referentes a janeiro às 6h55 e as 7h30 pelo instituto Markit Economics. O PMI
de serviços da Eurozona também será divulgado às 7h.
Na agenda de indicadores domésticos, a Fundação Getulio Vargas (FGV)
divulga, às 8h, o Indice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI)
referente a janeiro. O mercado estima que a inflação medida pelo IGP-DI seja
de 0,26% em janeiro, segundo a mediana das projeções coletadas pela Agência
CMA para o Termômetro CMA. Se confirmada a projeção, o índice terá
apresentado desaceleração em relação a dezembro passado, quando a inflação
foi de 0,66%.
O Ibovespa encerrou nesta sexta-feira com queda de 1,28%, aos 59.575 pontos.
O volume negociado na bolsa foi de R$ 6,4 bilhões. Com o maior giro
financeiro, as preferenciais da Petrobras (PETR4; -2,49% a R$ 18) registraram
forte queda sob a expectativa do balanço. As preferenciais da Vale (VALE5)
recuaram 1,15%, a R$ 38,75, e as do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 2,34%, a R$
33,35, também pressionando o índice, com o segundo e terceiro maiores volumes
do dia.
PETROBRAS: Lucro líquido cai para R$ 21,182 bi em 2012
São Paulo, 4 de fevereiro de 2013 - A Petrobras somou lucro líquido de R$
21,182 bilhões em 2012, queda de 36%, na comparação com R$ 33,313 bilhões
registrados em 2011. Esse resultado é um pouco abaixo das expectativas do
mercado, que previa lucro de R$ 21,450 bilhões, queda de 35,6%, de acordo com a
média das projeções dos analistas consultados pela Agência CMA.
No quarto trimestre de 2012, a estatal teve alta de 39%, no lucro líquido
do quarto trimestre de 2012, passando de R$ 5,567 bilhões, no terceiro
trimestre para R$ 7,747 bilhões nos últimos três meses do ano.
Segundo a presidente da Petrobras, a queda do lucro em 2012 é explicada
pelo aumento da importação de derivados a preços mais elevados, pela
desvalorização cambial, "que impacta tanto no resultado financeiro como
nossos custos operacionais". Além disso, a executiva destaca o aumento das
despesas com poços secos e a queda da produção, na comparação com 2011.
Em 2012, a receita de vendas somou R$ 281,379 bilhões, alta de 15,2%, na
comparação com 2011 (R$ 244,176 bilhões). No quarto trimestre, a receita teve
queda de 1%, somando R$ 73,405 bilhões, na comparação com o terceiro
trimestre de 2012 (R$ 73,793 bilhões). Analistas esperavam que a receita de
vendas tivesse alta de 15,8%.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da
estatal somou R$ 11,944 bilhões, no quarto trimestre, queda de 17%, na
comparação com R$ 14,375 bilhões, registrados no terceiro trimestre de 2012.
Em 2012, o ebitda atingiu R$ 53,439 bilhões, queda de 14,1%, ante R$ 62,246
bilhões de 2011. Analistas esperavam que o ebitda tivesse queda de 8,73%, em
2012.
Investimentos
Os investimentos da Petrobras no quarto trimestre tiveram alta de 15%,
somando R$ 24,329 bilhões, ante R$ 21,135 bilhões investidos no terceiro
trimestre de 2012. No ano passado, a estatal somou R$ 84,137 bilhões em
investimento, alta de 16%, na comparação com 2011 (R$ 72,546 bilhões). O
investimento anual ficou um pouco acima da média de investimento anual de
R$ 83,3 bilhões, prevista no plano de negócios de 2012 a 2016, da companhia.
Dividendos
Os dividendos propostos pela Petrobras para 2012 foram de R$ 8,876 bilhões
sendo R$ 0,47 para ações ordinárias e R$ 0,96 para ações preferenciais, dos
quais R$ 2,609 bilhões foram pagos no decorrer de 2012.
Poços secos
As despesas com poços secos tiveram aumento de 124,7%, em 2012, para
R$ 5,628 bilhões ante R$ 2,504 bilhões gastos em 2011. No quarto trimestre, as
despesas com poços secos somaram R$ 676 milhões, queda de 77,06%, ante o
mesmo período de 2011, e queda de 62,15%, ante o terceiro trimestre de 2012.
Indice de Bolsa dos EUA tem pior dia desde novembro
São Paulo, SP - Os principais índices de ações da Bolsa de Nova
York encerraram no vermelho nesta segunda-feira (4), no pior dia para o S&P 500
desde novembro devido aos renovados temores sobre a crise da zona do euro que
levaram o mercado a recuar de ganhos recentes.
O índice Dow Jones, referência de Wall Street, perdeu 0,93% (13.880 pontos), o
Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 1,15% (1.495 pontos) e o
termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,51% (3.131 pontos).
A ação da McGraw-Hill recuou 13,8% (US$ 50,30), no pior declínio percentual
desde o "crash" do mercado de outubro de 1987, devido a notícias de que o
Departamento de Justiça dos EUA planeja processar a Standard & Poor's, uma
unidade da companhia, por seus ratings em 2007 de operações envolvendo bônus
hipotecários.
O papel da Moody's caiu 10,7% (US$ 49,45), na pior queda diária desde agosto de
2011.
As ações da Chevron e do Walmart também exerceram forte peso sobre o Dow Jones,
após analistas reduzirem suas recomendações para os papéis.
No S&P 500, todos os dez setores componentes do índice fecharam em baixa. As
perdas vêm após o forte avanço da sexta-feira, que levou o S&P 500 a uma máxima
em cinco anos e o Dow Jones para acima do patamar de 14.000 pontos.
"O mercado está estendido e chegou a hora de um recuo. Acho que as pessoas
estão procurando uma desculpa para vender", e há preocupação vindo da Europa",
avaliou o operador-sênior Michael James, do Wedbush Morgan.
EUROPA
Na Europa, os rendimentos de bônus espanhóis e italianos avançaram hoje,
renovando temores sobre a crise da dívida soberana na zona do euro.
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, enfrenta pedidos de renúncia em
meio a um escândalo de corrupção, enquanto uma investigação sobre suposto mau
comportamento envolvendo um banco italiano deve estender-se por três semanas,
antes de uma eleição nacional.
EUA
Somando-se à pressão sobre o mercado, dados do Departamento do Comércio
americano mostrou que a quantidade de encomendas à indústria em dezembro ficou
abaixo das expectativas de economistas.
O relatório acrescentou que pedidos de bens de capital fora das indústrias de
defesa e aviação cresceram 0,3% em dezembro. A categoria é vista como uma
medida dos planos de investimento corporativo nos EUA.
Europa contamina e índices têm maior queda percentual do ano
São Paulo, 4 de fevereiro de 2013 - O mercado norte-americano teve o pior
dia de 2013 até agora, com os principais índices, seguindo a tendência
negativa do cenário europeu e registrando, em sua maioria, queda acima de 1%. O
índice S&P 500 caiu 1,15%, em 1.495,71 pontos, o Nasdaq Composto perdeu 1,51%,
em 3.131,17 pontos e o Dow Jones recuou 0,93%, a 13.880,08 pontos, após ter
superado os 14 mil pontos na sexta-feira passada, pela primeira vez desde
outubro de 2007.
A crise política relacionada a acusações de corrupção que o governo do
primeiro-ministro Mariano Rajoy enfrenta está afetando as curvas de yields dos
títulos da dívida soberana da Espanha de dois anos, cinco e dez anos, fazendo
os juros subirem.
Em paralelo, os receios com uma potencial investigação de grandes bancos
da Itália também preocupam os investidores e impulsionam os yields das
dívidas italianas.
Nos Estados Unidos, O Departamento do Tesouro divulgou hoje que estima
emitir US$ 331 bilhões em dívida no mercado no primeiro trimestre de 2013,
resultando em um saldo no final do período de US$ 30 bilhões. O valor da
emissão é US$ 11 bilhões menor que a previsão anterior,realizada em outubro
de 2012. De acordo com o Tesouro, a redução é decorrente do aumento de caixa,
parcialmente prejudicado por altas nos gastos e quedas nas receitas.
Preço do barril de petróleo fecha em baixa em Londres e em Nova York
São Paulo, SP - O preço do barril de petróleo para entrega em março
fechou em baixa nesta segunda-feira (4) em Londres e em Nova York.
Na Inglaterra, o Brent do Mar do Norte caiu 0,99% e fechou em US$ 115,60 na ICE
(International Exchange Futures), US$ 1,16 a menos que no fechamento do pregão
anterior.
O preço do barril londrino fechou em baixa após três semanas de altas que
levaram o Brent a alcançar seu máximo em quatro meses, por melhoras no
crescimento econômico mundial e pelas tensões políticas no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, o petróleo do Texas caiu 1,63% e fechou em US$ 96,17 na
Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York), queda de US$ 1,60 em relação ao preço de
sexta, em um dia marcado pela fortaleza do dólar frente a outras moedas como o
euro.
Guatemala's January Coffee Exports Up 9% on Year
Guatemala's coffee exports rose 9% in January from the same month last year,
to 265,806 bags of 60 kilograms each, the Guatemalan Coffee Association, or
Anacafe, said Monday.
That's compared with 244,090 bags in January of 2012. The Guatemalan coffee
season began Oct. 1 and runs through September of this year.
The month's figure brings the 2012-13 season's total coffee exports so far to
676,168 bags, up 8% from the same four-month period last season.
The Central American country had produced 625,590 bags of coffee between
October and January of the 2011-12 season.
CNC: mais prazo para pagar estocagem
MAIS PRAZO PARA PAGAR ESTOCAGEM — Nesta quinta-feira (31/01), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um voto que concede prazo adicional de 60 dias para o pagamento da primeira parcela das operações de estocagem e das operações de custeio convertidas em estocagem, contratadas no ano passado, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A medida compreende os financiamentos com vencimento entre 1º de dezembro de 2012 e 31 de março de 2013.
Dessa forma, o governo atendeu a um pleito do setor produtor, demandado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e as cooperativas e pela Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e os sindicatos rurais, após diversas audiências realizadas pelos presidentes Silas Brasileiro e Breno Mesquita, respectivamente, com representantes dos Ministérios da Agricultura (Mapa) e da Fazenda.
Consideramos que a prorrogação é uma medida acertada e de impacto, necessária em razão do aviltamento das cotações do café, pois não pressionará os produtores brasileiros a venderem pelos atuais preços praticados, os quais mal cobrem os custos de produção.
Agora temos o desafio, junto ao governo, de aproveitarmos os 60 dias e implantarmos uma política de renda para a safra que ainda está na mão do produtor. Nesse sentido, o CNC e a Comissão de Café da FAEMG vêm realizando, constantemente, negociações com Mapa e Fazenda para definirmos quais as melhores políticas a serem adotadas para que sejam alcançados preços remunerativos ao cafeicultor.
Frente à aprovação de nossas demandas, agradecemos o empenho e a atenção do ministro Guido Mantega e de toda a equipe do Ministério da Fazenda, e do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e dos secretários executivo, José Carlos Vaz, e de Produção e Agroenergia, Gerardo Fontelles, pois a parceria entre governo e a produção é fundamental para desenvolvermos políticas sustentáveis, gerando emprego e garantindo renda para o cafeicultor.
EFEITO “ROYA” — Em nosso boletim da semana passada, alertamos para o impacto que o ataque do fungo roya, causador da ferrugem, vem causando nos cafezais da América Central e também do México. Nesta semana, a Organização Centro-americana de Exportadores de Café (Orceca) divulgou um balanço, no qual projetou que a incidência da doença deverá causar quebra de 20% na safra 2012/13 de café do continente (não foram divulgados números referentes ao México).
A entidade calculou que a Nicarágua, durante o atual ciclo, perderá 600 mil quintais (460 mil sacas de 60 kg); Guatemala 650 mil quintais (cerca de 500 mil sacas); Honduras 1,800 milhão de quintais (1,380 milhão de sacas); El Salvador 400 mil quintais (307 mil sacas); Costa Rica 200 mil quintais (153 mil sacas); e Panamá 60 mil quintais (46 mil sacas).
Diante desse cenário, reiteramos o alerta sobre a condição de se perder o equilíbrio entre oferta e demanda mundial, de forma que passemos a vivenciar escassez de café em curto e médio prazos, haja vista que os atuais preços pagos pelo produto mal cobrem os custos de produção, impedindo, portanto, novos investimentos para que possamos ter um fornecimento normal de café.
MERCADO — Até a conclusão deste boletim, os contratos futuros do café arábica registravam leves perdas em relação ao desempenho da sexta-feira passada (25/01) na bolsa de Nova York. Na semana, foram relatadas diversas notícias de quebra de produção em países da América Central e no Vietnã. Por outro lado, o alto volume das exportações vietnamitas em 2012 vem suprindo as quedas de produção dos produtores de arábica.
De acordo com dados da OIC, as exportações do país asiático alcançaram 25,4 milhões de sacas no ano passado, o que indica que as indústrias continuam aumentando gradativamente o percentual de café robusta em seus blends. Esses números revelam, ainda, que o Vietnã reduziu significativamente seus estoques. Enquanto em 2010 e 2011 esta nação exportou menos do que produziu, no ano passado os embarques foram bem superiores ao volume colhido. Com a perspectiva de redução em sua produção na próxima safra e com estoques internos baixos, é provável que as exportações vietnamitas, em 2013, retornem aos níveis observados nos últimos anos, ao redor de 17 milhões de sacas.
Diante deste cenário e com um menor volume de vendas dos produtores de arábica devido aos baixos preços, a tendência é de recuperação nas cotações no primeiro trimestre. Essa opinião é compartilhada pelo banco holandês Rabobank. A instituição, uma das maiores financiadoras agrícolas no mundo, afirma que o mercado começa a precificar a queda da produção brasileira na safra 2013/14 e o déficit na oferta global da commodity. Além disso, considera que uma reversão da elevada posição vendida dos fundos de investimento na bolsa e a queda do diferencial entre os cafés arábica e robusta (negociado em Londres) favorecerão uma recuperação dos preços praticados em Nova York.
Entretanto, o Rabobank alerta para os volumes de estoques que vem sendo carregados por produtores brasileiros, que, se forem disponibilizados ao mercado abruptamente, poderão pressionar os valores do produto. Esse risco, contudo, foi reduzido nesta semana com a prorrogação, autorizada pelo CMN, do pagamento da primeira parcela das operações de estocagem e das operações de custeio convertidas em estocagem, contratadas no ano passado, com recursos do Funcafé. Devido a isso, acreditamos que, no curto prazo, somente uma recuperação nas cotações deverá fazer com que os cafeicultores negociem o produto que financiaram.
O Conselho Nacional do Café mantém a orientação para que o produtor brasileiro volte à comercialização quando o mercado oferecer valores remunerativos, os quais cubram os custos de produção e gerem rentabilidade.
Silas Brasileiro
Presidente Executivo do CNC