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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Correção não avança e café tem dia de fortes perdas na ICE Futures

Correção não avança e café tem dia de fortes perdas na ICE Futures
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com fortes perdas, em uma sessão caracterizada por liquidações de especuladores e fundos, com as cotações voltando a se mostrar consideravelmente pressionadas. A expectativa pelas correções, que cresceu após a sessão de terça-feira, se desfez rapidamente. A abertura dos negócios se deu em alta, com o nível de 185,00 centavos conseguindo ser rompido. No entanto, um fundo teria emitido ordens de vendas mais significativas e, rapidamente, novas liquidações foram verificadas e outros stops de venda, o que fez com que perdas consideráveis pudessem ser observadas. As quedas vieram em um dia de cenário externo positivo, com altas expressivas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e com ganhos para a maior parte das commodities, com o dólar recuando em relação a uma cesta de moedas internacionais. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve baixa de 675 pontos, com 176,75 centavos, sendo a máxima em 185,70 e a mínima em 175,25 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 655 pontos, com a libra a 179,25 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve queda de 24 dólares com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, com 2.028 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi negra para o café na bolsa nova-iorquina. Vários players que esperavam um comportamento corretivo viram suas expectativas plenamente frustradas. Os participantes indicaram que, por bom tempo o mercado se manteve acima do nível psicológico de 200,00 centavos por libra, devido, principalmente, ao fato de a disponibilidade global se manter estreita. Agora, avaliaram os analistas, com a aproximação da chegada da nova safra brasileira às mesas de comercialização, muitos operadores trabalham com a expectativa de que a disponibilidade esteja normalizada. As estimativas iniciais, principalmente de órgãos particulares, avaliam que a safra brasileira poderá ser recorde e isso é refletido diretamente nas cotações, que nos últimos dias atingiu a mínima de 18 meses, em 171,90 centavos por libra. Diante desse quadro, muitos players que estavam long no mercado estão fechando suas posições. O mais recente relatório dos traders da CFTC indicou um nível próximo de posições líquidas short no segmento arábica, conforme avaliou o Goldman Sachs. Nesta quarta-feira, uma liquidação mais intensa foi empreendida, com stops sendo acionados a partir de 180,00 centavos, o que levou os preços a caírem de forma mais intensa. Nas baixas do dia, em 175,25 centavos, alguns participantes viram uma boa oportunidade de compra, disse Hector Galvan, analista sênior da R. J. O'Brien Futures, em Chicago, que avaliou que o mercado tende a flutuar próximo da mínima de 18 meses, em 171,90 centavos, sendo que, com a entrada da nova safra brasileira, esse nível deverá ser rompido e baixas mais significativas podem ser buscadas. "Acho que um rally neste momento seria insustentável", sustentou Galvan, ao indicar que o mercado espera ansioso pelos números definitivos da safra brasileira e pelo alto número de posições short na bolsa nova-iorquina, o que inviabilizaria uma busca por níveis mais altos. "A safra brasileira não começa a chegar antes do mês que vem e muitos players estão incertos quanto ao seu volume", complementou. A safra de café da Costa Rica deverá cair 5% em 2012/2013, frente ao estimado para a atual temporada, devido ao ciclo bianual da cultura, indicou o Icafé (Instituto de Café da Costa Rica). Segundo a entidade, a safra do referido ano atingiria a marca de 1,70 milhão de sacas, contra 1,79 milhão de sacas projetadas para a corrente temporada de 2011/2012, cuja conclusão se dará em setembro. "Não vamos notar muito essa mudança, já que para nós essa safra que vai ser encerrada será muito boa", indicou Jorge Ramírez, diretor técnico do Instituto. O país centro-americano espera que a produção de café na temporada atual é 12% superior à verificada no ano anterior. As exportações do país, entre outubro de 2011 e março passado, registraram um aumento de 4,6%, com 691.854 sacas. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 24, somaram 1.273.223 sacas, contra 1.132.397 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.806 sacas, indo para 1.524.077 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 29.955 lotes, com as opções tendo 3.735 calls e 1.356 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 185,70, 186,00, 186,50, 187,00, 187,10, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,25, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90, 171,50, 171,00 e 170,50 centavos por libra.

 NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 3,7% COM LIQUIDAÇÃO DE POSIÇÕES
 Nova York, 25 - Os contratos futuros do café arábica encerraram a quarta-feira com perdas na bolsa ICE Futures US, em Nova York, com um aumento da liquidação de posições compradas. Os lotes para entrega em julho recuaram 655 pontos, ou 3,68%, e fecharam a 176,75 cents/lb. Os detentores de posições compradas, ou aqueles que apostaram na alta dos preços, estão liquidando suas posições nas últimas semanas. A máxima de preços no ano, de 238,50 cents/lb em 12 de janeiro, e a especulação de que a safra brasileira alcançaria números recordes de produção retirou os incentivos para os traders mantivessem posições compradas. O último relatório de Comprometimento dos Traders revelou que os especuladores mantinham saldo vendido quase recorde no mercado futuro de café arábica, disse o Goldman Sachs em nota. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.
 NY DESPENCA COM VENDA DE ORIGENS E LIQUIDAÇÃO DE POSIÇÕES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. O mercado despencou diante de vendas por parte de origens e com liquidação de posições, com NY tecnicamente rompendo suportes e sucumbindo no dia. A sessão foi de muita volatilidade, com o mercado chegando a ter ganhos nodia e depois sofrendo com fortes perdas. Vendas de origens pressionaram o mercado, que reverteu ao território negativo e foi caindo e atingindo stops de venda, o que acelerou o movimento de baixa, em meio a liquidação de posições. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 175,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 6,55 centavos,ou de 3,6%. A posição julho fechou a 176,75 cents, queda de 6,75 cents, ou de3,7%. Londres tem dia de maior volatilidade e registra quedas Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com quedas, relativamente mais pronunciadas que as observadas ao longo das últimas sessões, mas com o julho conseguindo manter, por exemplo, o intervalo de 1.800 dólares. As influências externas, notadamente as perdas incisivas dos arábicas em Nova Iorque, tiveram relação direta com as perdas do dia na bolsa britânica. De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa londrina foi consideravelmente volátil, diferentemente daquilo que vinha sendo observado ao longo dos últimos dias. A posição julho chegou a registrar ganhos interessantes, ao bater na máxima de 2.062 dólares. No entanto, com o aumento da pressão no segmento de arábicas, algumas vendas passaram a ser registradas também em Londres e uma inversão do quadro foi registrada, com a mínima chegando a 2.014 dólares. Nesse nível, algumas aquisições de comerciais foram identificadas. "Não tivemos a influência direta dos mercados internacionais, que, por sinal, tiveram um dia de valorização, com ganhos expressivos em várias bolsas de valores internacionais e com algum recuo do dólar. Mas a pressão das baixas intensas dos arábicas em Nova Iorque abriu espaço para que alguns vendedores buscassem se alinhar nas operações de arbitragem e, assim, recuamos", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 9,8 mil contratos em aberto, contra 54,9 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,34 mil lotes, com o julho tendo 7,50 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 25 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 24 dólares com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, com 2.028 dólares por tonelada.












quarta-feira, 25 de abril de 2012

Estoques reduzidos deverão manter preços do café em alta

Estoques reduzidos deverão manter preços do café em alta






Sabe-se que os preços das commodities são muito sensíveis ao movimento de

aversão ao risco dos mercados financeiros. Em períodos de desaceleração da

economia, como se observa na Europa e nos Estados Unidos, a demanda dos

investidores por ativos de risco tende a reduzir bastante.

De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, as cotações das

commodities devem apresentar uma trajetória declinante nos próximos anos. O

café, como uma das principais commodities agrícolas comercializadas

mundialmente, seguiria a mesma tendência.

O grau de incerteza com relação à capacidade de recuperação das economias dos

países desenvolvidos daria o tom baixista das cotações internacionais.

Além disso, a história mostra que os mercados futuros, como o próprio nome

indica, agem prospectivamente. Só que olham para o futuro próximo: no caso, as

estimativas da safra 2012/13.

Esse mercado atenta que as condições atuais de fragilidade da oferta e demanda se

contrapõem às previsões de que a safra do Brasil, o maior produtor mundial, pode

chegar a 52 milhões de sacas no próximo período, ante 43 milhões produzidos no

anterior.

Mesmo que essa estimativa não se realize, já que ainda é muito cedo para saber se

não haverá problemas climáticos no caminho, ela é um prato cheio para quem vive

de especulação!

A lente de médio prazo dos agentes desse mercado só permite enxergar a grande

safra para 2011/12 e a crise mundial que deve restringir a demanda pelas

commodities de uma forma geral. No entanto, esse argumento não considera as

evidências atuais que fundamentam a relação entre oferta e demanda de café no

longo prazo.

Ao longo das últimas décadas, o crescimento da demanda tem levado a um ajuste

"forçado" da oferta com redução dos estoques mundiais. O nível de estoques nos

países exportadores alcançou 17,4 milhões de sacas de café, o menor já registrado.

Isso tem refletido, como aponta a Organização Internacional do Café, no

crescimento dos preços do produto no varejo nos principais mercados consumidores

nos últimos quatro anos.

Diante disso, não parece difícil imaginar que os preços devem se manter em

patamares elevados, apesar das especulações baixistas, uma vez que para a

commodity café há uma relação bastante tênue entre a oferta e a demanda do

produto no longo prazo.

Além disso, a expectativa de aumentos significativos da produção, conforme se

verificou na última década, é limitada em decorrência das elevações dos custos de

mão de obra e dos insumos.

Portanto, vemos que, embora o agravamento do cenário econômico internacional

seja relevante para o comportamento das cotações, os motivos para a sustentação

ou para a queda de preços são mais complexos quando procuramos observar as

tendências de longo prazo. (SYLVIA SAES é professora do Departamento de

Administração da FEA-USP e coordenadora do Cors. Folha S.Paulo)

Sem pressão, café tem boa alta e busca correções na ICE

Sem pressão, café tem boa alta e busca correções na ICE
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com altas expressivas, em uma sessão caracterizada pela retomada da expectativa de que um processo de correção possa ser experimentado, diante do quadro sobrevendido, formado há semanas, quando a primeira posição chegou a atingir os menores níveis de preço em 18 meses.  Com as altas do dia, o mercado tem uma ligeira recuperação, mas ainda se mostra pressionado pelo clima baixista, que vigora há várias semanas. A expectativa de uma correção passou a ser mais aventada a partir do final da semana, após uma nova ação vendedora ter sido empreendida, o que permitiu que os gráficos, principalmente de linhas diárias, indicassem uma divergência bullish (altista) no Índice de Força Relativa de nove dias. Tal indicador, na leitura dos especialistas, abre espaço para uma reversão de quadro, com a possibilidade de correções, que foram ainda tímidas na semana anterior, inexistentes na segunda-feira, por influência do quadro externo. Nesta terça, sem a pressão de baixas em mercados macroeconômicos, as altas mais consistentes foram observadas.  O número de mortos em conseqüência das chuvas que afetam a Colômbia desde o último dia 15 de março subiu para 36, segundo a Unidade Nacional de Gestão de Risco. As últimas mortes foram registradas em Florencia, capital do departamento (Estado) de Caquetá, sendo que quatro pessoas da mesma família faleceram com desabamento de terra sobre a casa em que habitavam. A Unidade apontou que 288 municípios foram afetados pelas chuvas em 28 dos 32 departamentos do país. O temor do setor cafeeiro colombiano é que as chuvas permitam um novo ataque de ferrugem e fungos nas lavouras, tal qual no ano passado.  No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 455 pontos, com 183,50 centavos, sendo a máxima em 184,50 e a mínima em 179,00 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 440 pontos, com a libra a 185,80 centavos, sendo a máxima em 186,75 e a mínima em 181,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 5 dólares com 2.049 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.049 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, os contratos de arábica conseguiram uma recuperação, após ter batido no suporte de 18 meses na última semana. O bom comportamento do dia foi também influenciado pelo cenário externo, que mostrou o dólar em queda em relação a uma cesta de moedas internacionais e valorização para bolsas e para a maior parte do complexo de commodities. Com isso, algumas coberturas de posição short e compras especulativas foram experimentadas, com os ganhos se consolidando.  "As expectativas, ao menos no curto prazo, mudam de figura e poderemos ter uma continuidade das compras. Vimos os bears (baixistas) bastante reticentes, o que pode abrir espaço para essa aguardada recuperação. Deveremos buscar, agora, algumas resistências básicas, como 187,10, 187,60 e 193,00 centavos", disse um trader.  As vendas de café da Alemanha tiveram queda de 1,1% em 2011, com a demanda pelo tradicional café torrado e moído ainda se mostrando pressionada. Por sua vez, o entusiasmo por novas bebidas à base do grão ajudaram ao setor a equilibrar os volumes comercializados, indicou a Associação da Indústria Cafeeira da Alemanha.  O preço das ações da Green Mountain Coffee Rosters se moveu entre a alta de 52 semanas em 115,98 dólares na Nasdaq e a baixa de 52 semanas em 31,21 dólares, sendo que agora atinge os 41% acima da baixa, em 43,93 dólares por ação. Nos últimos cinco dias de mercado, a média móvel de 200 dias foi 1% além da média de 50%, que declinou 2,3%, informaram fontes de mercado. A Green Montain oferece no mercado uma grande seleção de cafés arábicas, como single-origin, certificado orgânico, fair trade e tem presença em supermercados, lojas de conveniência nos Estados Unidos.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 23, somaram 1.098.106 sacas, contra 1.425.558 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.675 sacas, indo para 1.526.883 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.170 lotes, com as opções tendo 3.338 calls e 1.283 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 184,50, 184,90-185,00, 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,10, 187,50, 188,00, 188,50 e 189,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 179,00, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,60-176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90 e 171,50 centavos por libra.   

  CAFÉ: NY FECHA EM ALTA FORTE, MAS PODE CEDER COM SAFRA DO BRASIL
Nova York, 24 -
 Os preços futuros do café arábica subiram na bolsa ICE Futures US, em Nova York, em dia de poucos negócios. Os contratos com vencimento em julho fecharam em alta de 455 pontos ou 2,54%, cotados a 183,50 cents/lb. Mas, segundo analistas, os ganhos podem ser limitados pela entrada da safra do Brasil. "Parece que temos um pouco mais vendas por vir", disse o analista Hernando de la Roche, da corretora INTL Hencorp. Depois da pressão das vendas do México, da América Central e da Colômbia, as colheitas podem pesar mais no mercado e conter eventuais ralis. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.  
  NY FECHA COM FORTE VALORIZAÇÃO
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Em um dia de moderado volume negociado, o mercado reagiu com força diante de cobertura de posições vendidas, em meio a fatores técnicos.    O recuo do dólar contra outras moedas e o dia mais positivo nas bolsas de valores e de mercadorias em geral contribuiu para o avanço do café em NY. Entretanto, espera-se por declínios futuros, ante a entrada da nova safra brasileira de arábica. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 182,50 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 4,80 centavos, oude 2,7%. A posição julho fechou a 183,50 cents, elevação de 4,55 cents, ou de 2,5%. 
   Londres mantém firmeza e fecha dia com altas modestas
Os contratos futuros de cafés da variedade robusta encerraram as negociações desta terça-feira em Londres, na Euronext/Liffe, com ganhos ligeiros. Mais uma vez, a casa de negociação britânica não experimentou nenhuma novidade considerável: os preços continuaram presos em um range que já vem sendo observado há várias sessões, com a posição julho consolidada acima do nível psicológico de 2.000 dólares. Analistas internacionais sustentaram que o dia foi caracterizado por ações de rolagens de posição, ainda que de maneiro moderada, uma vez que o maio já está consideravelmente "esvaziado" na bolsa londrina. Por sua vez, algumas ações de compra especulativas também foram desenvolvidas, o que permitiu que o julho experimentasse a máxima de 2.054 dólares por tonelada. Nas máximas, pequenas realizações foram registradas, que fizeram com que os ganhos não avançassem de forma mais considerável. Os ganhos foram estimulados, também, pelos mercados externos e pelos arábicas negociados na bolsa de Nova Iorque. "Tivemos um cenário externo positivo e, isso somado à oferta limitada das origens, permitiu que, com tranqüilidade, o intervalo atual fosse mantido e que até que alguns avanços pudessem ser experimentados", disse um broker. O maio na bolsa londrina tem 10,2 mil contratos em aberto, contra 54,8 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 1,80 mil lotes, com o julho tendo 5,36 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 24 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 5 dólares com 2.049 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.049 dólares por tonelada. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mesmo com mercado externo negativo, café fica estável na ICE

Mesmo com mercado externo negativo, café fica estável na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com estabilidade, em um dia caracterizado pela interrupção da recuperação esboçada ao final da semana passada e pela influência dos segmentos externos. Ao longo de toda a segunda, as bolsas internacionais e os mercados de risco registraram quedas consistentes, devido aos problemas políticos na Holanda, que deve ter o atual gabinete parlamentar destituído, aos resultados das eleições na França e também aos números relativamente fracos da atividade econômica na China. Diante disso, o dólar voltou a ganhar consistência, o que fez com que segmentos de maior risco, como o café, tivessem um dia de pressão. Os negócios foram abertos com a expectativa de que as correções voltassem a ocorrer. A posição julho chegou a flutuar acima do nível de 180,00 centavos de dólar por lira peso. Entretanto, com os índices negativos de vários outros mercados, as baixas voltaram a ser registradas, mas, antes do final dos negócios, algumas recompras foram observadas, o que possibilitou a estabilização das cotações. Fundamentalmente, o mercado continua atenta à questão climática. O Brasil começa a sentir a chegada das primeiras massas de ar frio e o temor, que normalmente ocorre neste período, com as geadas, continua ativo entre muitos players. Além disso, as chuvas na Colômbia se mantêm constantes e, apesar de os volumes de precipitação serem menores que no ano passado, muitas enchentes já foram registradas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve estabilidade, com 178,95 centavos, sendo a máxima em 180,60 e a mínima em 176,60 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 5 pontos, com a libra a 181,40 centavos, sendo a máxima em 183,00 e a mínima em 179,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 8 dólares, com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 12 dólares, com 2.044 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela pressão externa, contudo, os bears (baixistas) não se mostraram tão incisivo como em oportunidades recentes, o que deu oportunidade para a desaceleração das perdas e o encerramento estável dos negócios. "Algumas commodities conseguiram, na parte da tarde, diminuir os impactos das baixas iniciais, como foi o caso do café, que seguiu também o petróleo, que encerrou também com estabilidade. A pergunta é: será que vamos ter um bom comportamento com os mercados externos mais positivos e, assim, ampliar as correções?", sustentou um trader. A figura técnica ainda encoraja os baixistas, mas a indústria deve continuar aproveitando para estender suas coberturas. Aos produtores que precisam de caixa parece que infelizmente não há muitas alternativas", apontou Rodrigo Corrêa da Costa, colaborador da Archer Consulting. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 23, somaram 1.098.106 sacas, contra 1.425.558 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 545 sacas, indo para 1.528.013 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.293 lotes, com as opções tendo 2.092 calls e 1.436 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 180,60, 181,00, 181,30, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00 e 185,30 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 176,60-176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50 e 169,00 centavos por libra.

NY FECHA SEM ALTERAÇÕES NESTA SEGUNDA-FEIRA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços praticamente inalterados. O mercado teve uma sessão errática, operando ora no território negativo, ora no positivo, com dificuldades para um melhor direcionamento. Na sexta-feira, o mercado teve uma boa recuperação, mas não houve o sentimento geral de que há forças para ocorrer uma sequência nessa reação. O mercado parece buscar uma consolidação técnica. A firmeza do dólar contra outras moedas e perdas em bolsas de valores e para outras commodities pressionaram para baixo as cotações do arábica em NY. As informações partemde agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 177,70 centavos de dólar por libra-peso, estável. A posição julho fechou a 178,95 cents, inalterado.
 Em dia de pouca variação, Londres fecha com ligeiras perdas
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia caracterizado pela pequena oscilação dos preços, que se mantêm dentro de um range construído recentemente na bolsa londrina. O cenário se mantém inalterado. As ofertas de origens se mostram bastante dosadas e permitem, assim, fazer com que os preços continuem consistentes, ao passo que os comerciais se mostram compradores apenas em níveis mais baixos. De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico e as baixas, ainda que modestas, refletiram, principalmente, o comportamento negativo dos mercados externos. As bolsas na Europa e nos Estados Unidos caíram consideravelmente, ao refletir dados do setor manufatureiro da China abaixo da expectativa de economistas, assim como ao especular sobre a crise política na Holanda, que deve fazer com que o gabinete atual caia, assim como os resultados das urnas na França, que deram vantagem à oposição socialista. "Foi um dia negativo para bolsas e segmentos de risco, mas o reflexo no mercado de café robusta foi apenas pontual. Caímos muito pouco e ficamos dentro de um intervalo curto, entre 2.042 e 2.055 dólares para o julho, num indicativo de que os contratos continuam a ter uma força considerável. O cenário para os robustas, no curto prazo, ainda é positivo", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 11,5 mil contratos em aberto, contra 53,8 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,50 mil lotes, com o julho tendo 5,68 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 8 dólares, com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 12 dólares, com 2.044 dólares por tonelada.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Market Views Diverge On Direction Of World Coffee Prices

Market Views Diverge On Direction Of World Coffee Prices
DOW JONES
 - Neena Rai LONDON - The recent erratic behavior of global coffee prices,namely the extreme divergences between arabica and robusta coffee blends, isleading observers of the market to differ on expectations of price developmentsfor further out this year. While arabica--the most widely consumed blend variety--has been one of theworst performing soft commodities this year, robusta has been one of thestrongest. Robusta is an easier to grow variety that is less expensive becauseits taste is considered to be more bitter than that of arabica. Arabica prices have declined 21% since the start of the year to recently hit18-month lows, as Brazil--the source of around one-third of the world's coffeebeans--was expecting to reap one of its largest crops on record. But the potential size of the country's harvest is now in doubt after arecent spell of dry weather, say market participants. Mark Horn, Brasilia-based independent agribusiness consultant, warned thatthe Brazilian government's forecast of a record 2012-13 coffee harvest mayprove overly optimistic due to the weather, especially as Minas Gerais statecoffee plantations experienced drought in 2011 and again this year. The world's top coffee grower, Brazil is on target to produce a record 50.6million 60 kilogram bags of coffee in the 2012-13 harvest which is due to startshortly, according to the International Coffee Organization. Roberio Oliveira Silva, the head of the London-based ICO, agreed that bullishfactors will come into play for the coffee market in the latter six months ofthe year. "Obviously, the second half of 2012 will be characterized by the onsets ofthe global coffee harvests and it's in fact at this point everyone will realizethat there is less coffee available than anticipated," said the ICO head. "I personally am optimistic for the coffee market during the second-half ofthis year. There is strong demand, but actually, we're not seeing much coffeeon the market. And I don't think the Brazil crop will bring loads of coffee.So, the future is definitely brighter," added Silva. But not all market participants share such optimism for the sector's outlook. Keith Flury, senior soft commodities analyst at Rabobank, expects that bettersupply during the upcoming 2012-13 crop year will temper any pricing rally andthat the second-half of 2012 could even see coffee prices revisit current lowlevels. Demand has shifted from washed arabica to robusta, which means there is lessneed for the washed crops to meet all increases in consumption this year, saidFlury. "And on the robusta side, prices are also expected to correct lower dueto the coming Brazilian and Indonesian harvests--the supplies of which areforecast to reach the market in coming months." Barclay's Capital--which issues quarterly forecasts for the coffeemarket--estimates that ICE arabica prices during the fourth-quarter 2012 couldfall to average $1.70 a pound and also predicts global coffee consumption thisseason will also fall by 1.3%. Emerging market economies are seen responsible for the slowdown, SudakshinaUnnikrishnan, agricultural analyst at Barclays' Capital, said. While demand for coffee does remain strong, Unnikrishnan said emerging marketeconomies are particularly sensitive to increases in prices as they are stillvery young consumers. "Should the price of arabica coffee rise in theseeconomies, we see consumers switching even to instant coffee."





domingo, 22 de abril de 2012

Martelinho de fundo é agora ou nunca.

Martelinho de fundo é agora ou nunca.




O termo no diminutivo, martelinho demonstra a desaceleração na queda e uma tímida tentativa de recuperação.

A troca de posição do contrato maio para julho foi tão rápida e nem comprados nem vendidos nem comprados com disposição para aumentar posições consideravelmente.

No auge da entre safra brasileira e empresas que estão à descoberto no físico sentem a pressão e a dificuldade em encontrar vendedores.

A indústria acredita que os preços estão relativamente baratos, perto dos preços que tivemos no ano passado e também aproveitam para ir às compras, os produtores que precisam de dinheiro não encontram dificuldades para venda.

A consolidação de fundo perto da media de 305 períodos mostra que o mercado, apesar de estar em tendência de baixa precisa de uma correção, mesmo que esta correção seja lateral por alguns dias a espera da safra brasileira, para que haja força para novos fundos.

As vésperas do inverno brasileiro, mesmo na tendência de baixa, não acredito que seja prudente aumentar os níveis para os vendidos, que deveremos ver este aumento assim que o temor para algum problema climático estiver dissipado.

O dinheiro anunciado pelo governo brasileiro para colheita esta recheando os cofres do Banco do Brasil e Bancos particulares nas regiões produtoras a disposição do produtor brasileiro, e que também haverá dinheiro dentro do olho da safra, ou seja, em julho devera impactar novas baixas e baixas muito acentuadas, portanto não sou comprador não tenho nenhum trade aberto, mas acredito em uma recuperação do mercado.

Algumas commodities como a soja teve recuperação exatamente pelo fator fundamentalista, e o café no auge da entre safra, com dinheiro nos Bancos, esta na hora de se recuperar, é agora ou nunca.

Outra leitura que leva também para este raciocínio, é que a venda de café por parte das casas comercias a descoberto no físico, seria Recorde, o que pode levar uma disputa interessante por mercadoria no começo da safra.

A crise mundial continua forte, mas ninguém esta disposto para um novo Leman Brother, a briga cambial pode trazer surpresas boas para os produtores onde acredito em dólar na casa de R$2,10, em alvo gráfico, o que ajudaria para que os preços do café se a bolsa continuar a cair não acompanhar a queda, sendo o dólar uma variante importante na formação dos preços fiquem atento a ele.

As fichas estão lançadas a tendência continua de baixa, mas uma possível recuperação seria possível.

Vamos esperar uma boa semana a todos e que Deus os abençoe

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

VIETNÃ EMBARCA MAIS DE 3 MILHÕES DE SACAS

VIETNÃ EMBARCA MAIS DE 3 MILHÕES DE SACAS

Países membros do FMI se comprometeram a contribuir 430 bilhões de dólares, aumentando assim as reservas para combater a crise européia.
Especulações de que a China diminua os níveis de depósitos compulsórios dos bancos também ajudaram os ativos de risco, assim como resultados melhores no primeiro trimestre de algumas empresas americanas.
Investidores entretanto ainda não estão convencidos em “baratear” o financiamento das dívidas da Espanha e Itália, e portanto os títulos destes países continuam sobre pressão.
As bolsas tiveram desempenhos levemente positivos, e as commodities conseguiram recuperar um pouco, mas apenas na sexta-feira.
O mercado de café em Nova Iorque começou a semana fazendo mínimas vistas apenas em outubro de 2010. Depois ficou negociando de lado, enfadonhamente, e então puxou US$ 3.30 centavos por libra no último pregão, fechando o período de cinco dias com perdas de US$ 1.65 por saca (base o contrato de julho de 2012). Na BM&F a queda foi similar, US$ 1.75 por saca, enquanto o robusta em Londres mais uma vez se mostrou firme, com ganhos de US$ 2.64 por saca.
A performance em geral até que foi “positiva” frente à desvalorização do Real brasileiro (que tudo indica caminha para o nível de R$ 1.90), e notícias de corte dos preços do torrado e moído na Europa e nos Estados Unidos.
No mercado físico viu-se poucos negócios, e os diferenciais estão nos mesmos patamares da semana passada.
Impressionante foi o número de exportações do Vietnã em março, que totalizou 3.12 milhões de sacas, volume que se aproxima do recorde do Brasil e que espelha a demanda forte pelo produto.
Um amigo e colaborador da Alemanha esboçou o quadro de forma muito clara em seu relatório recente, demonstrando que entre março de 2011 e fevereiro deste ano o aumento das exportações do robusta foi de 6,187,284 sacas, mais do que compensando a queda de 3,163,467 sacas de Brasil, e de 876,888 sacas de Colômbia (dados extraídos da Organização Internacional do Café).
O perfil de utilização dos estoques visíveis corrobora para a tese de maior utilização do robusta.
De volta ao Brasil a safra do conillon já está sendo colhida em algumas áreas, e dentro de um mês devemos ver alguns lotes novos de arábica.
No relatório de posicionamento dos traders os fundos não colocaram novas vendas nos livros (será o limite?), mas os que estavam comprados perderam a paciência e liquidaram 3,405 lotes – incrementando a posição líquida vendida para um novo recorde (considerando o “CIT report”).
A figura técnica ainda encoraja os baixistas, mas a indústria deve continuar aproveitando para estender suas coberturas. Aos produtores que precisam de caixa parece que infelizmente não há muitas alternativas.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Café tem ligeira alta na ICE e players aguardam correção

Café tem ligeira alta na ICE e players aguardam correção 
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram a sessão desta quinta-feira com ligeiros ganhos. em uma sessão técnica, com predomínio das ações de rolagens de posição. Ao contrário do restante da semana, os baixistas foram bem mais reticentes, o que abriu espaço para que os compradores conseguissem fazer com que algum avanço, ainda que consideravelmente tímido, pudesse ser observado nos terminais.  Operadores indicaram que os ganhos do dia foram limitados e não podem sinalizar uma correção diante do quadro sobrevendido atual. Os mercados externos não influenciaram no desempenho do café ao longo do dia. Apesar das quedas nas bolsas de valores internacionais, as commodities, medidas pelo índice CRB, ficaram estáveis, assim como o dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 165 pontos com 173,65 centavos, sendo a máxima em 175,00 e a mínima em 172,05 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 65 pontos, com a libra a 175,65 centavos, sendo a máxima em 177,30 e a mínima em 174,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 9 dólares, com 2.010 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.023 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o contrato de julho teve uma quinta-feira de consolidação, depois de o mercado, ao longo da semana, ter tocado no menor nível de preço de 2012 em 173,90 centavos de dólar por libra, no último dia 16 de abril. A tendência dominante no longo prazo é baixista e continua intacta, mas os indicadores atuais indicam que uma modesta correção pode ser empreendida no curto prazo.  Avaliando o gráfico diário, os analistas apontaram que o potencial baixista começou a se tornar mais incisivo em setembro de 2011, após atingir o nível de 290,75 centavos por libra. No entanto, ao final de março as desvalorizações passaram a se tornar menos intensas, com alguns recuos potenciais. No dia 16 de abril, o mercado deixou de lado uma flutuação dentro de um intervalo anteriormente construído e experimentou baixas mais fortes, mas, nesse momento, se verificou a formação de uma divergência bullish (altista) no Índice de Força Relativa de nove dia. Esse indicador é muito utilizado por players para avaliar o momento do mercado. Uma divergência bullish ocorre quanto os preços do grão atingem uma nova mínima, mas o "momentum" tem uma leitura de alta. O Índice bateu em 33% no dia 16 de abril, contra uma leitura de 17% na metade de março. Com esses sinais, em geral, há uma possibilidade de os preços se moverem para cima.  John Isaacson, analista técnico da Hightower Report, disse que "olhando o gráfico diário, o café, claramente, está numa tendência de baixa. No entanto, esse viés baixista poderia ter uma certa descontinuidade, em um momento em que o julho se aproxima do suporte de outubro de 2010 em 171,60 centavos. "A combinação de um momento sobrevendido e um suporte como esse pode abrir as portas para uma correção para cima", disse Isaacson. O especialista sustentou que o julho tem várias resistências básica de curto prazo, incluindo 181,35, 187,10 e 193,00 centavos. "Se atingirmos esses níveis será efetivamente por uma ação de correção", complementou.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 18, somaram 781.785 sacas, contra 676.846 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.300 sacas, indo para 1.528.323 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.506 lotes, com as opções tendo 454 calls e 1.258 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,30, 177,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,50, 179,00, 179,50 e 179,90-180,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 172,05-172,00, 171,90, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50, 167,00, 167,50 e 166,00 centavos por libra.  
  CAFÉ: NOVA YORK FECHA EM ALTA DIANTE DA ESTABILIDADE DO DÓLAR
Nova York, 19 - Os contratos futuros de café arábica encerraram o pregão de hoje em alta na bolsa ICE Futures US, em Nova York, com pouca oscilação no dólar e apesar das perdas de outras soft commodities. Os lotes para entrega em maio subiram 100 pontos ou 0,58%, para 173,65 cents/lb. "A maioria das pessoas teme comprar neste nível", disse o analista Hector Galvan, da corretora RJO Futures, argumentando que alguns no mercado espera que os preços caiam ainda mais. "O temor está controlando esse mercado." Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones. 
  NY FECHA COM MODERADA VALORIZAÇÃO
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços moderadamente mais altos. As cotações voltaram a oscilar dentro de margens mais estreitas. Traders destacaram que não pode-se considerar os ganhos do dia como uma sensível recuperação técnica, porque há temores em se adotar uma postura compradora neste momento, diante da chegada de uma grande safra brasileira. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 173,65 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,00 centavo, ou de 0,6%. A posição julho fechou a 175,65 cents, com alta de 0,65 cent, ou de 0,4%.    Café em Londres tem queda, mas mantém intervalo intacto Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com baixas, estimuladas por vendas especulativas. Apesar das retrações, o maio conseguiu permanecer, ao longo de todo dia, dentro do range acima de 2.000 dólares e também inserido no intervalo que já vem sendo observado há várias sessões na casa de comercialização londrina. De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada pela falta de novidades e por negócios focados em aspectos meramente técnicos, com um volume de contratos negociados dentro da média da bolsa britânica. As rolagens de posição continuaram a ser efetivas, notadamente no intervalo de maio para julho. Fundamentalmente, sustentaram os analistas, o mercado não conta com maiores novidades, com fatores como as safras de Brasil e Vietnã já estando, há tempos, precificados. "Mantemos o rigor daquela situação que já perdura por um bom tempo. Estamos gravitando por volta do patamar de 2.000 dólares, com alguns compradores e vendedores se revezando. Com a oferta limitada das origens conseguimos manter importantes intervalos e também diminuir os intervalos para Nova Iorque", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 14,1 mil contratos em aberto, contra 50,8 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,18 mil lotes, com o julho tendo 5,01 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 13 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 9 dólares, com 2.010 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.023 dólares por tonelada.  

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Em meio a rolagens, café fecha próximo da estabilidade na ICE

Em meio a rolagens, café fecha próximo da estabilidade na ICE 
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US fecharam esta quarta-feira próximos da estabilidade, em uma sessão em que predominaram as rolagens de posição, antes do início da notificação do maio, na próxima sexta-feira.  Ao longo da primeira parte do dia, as cotações variaram entre altas e baixas, sem um direcionamento mais concreto. O maio chegou a flutuar abaixo do nível de 172,00 centavos, batendo em uma nova mínima em 18 meses. Entretanto, as baixas não tiveram continuidade e, na segunda metade do dia, os preços se estabilizaram, com o maio flutuando ao redor do nível de 172,00 centavos. O dia foi técnico, com os baixistas se mostrando ainda bastante ativos. Nas tentativas de se buscar algum avanço, os compradores demonstram um "fôlego" bastante limitado, não permitindo que intervalos básicos possam ser testados.  Fundamentalmente, o mercado continua atento à questão climática. A temporada de frio no Brasil ainda não se iniciou, mas nas próximas semanas os temores com quedas de temperaturas no centro-sul do país deverão se intensificar e tais temores, em geral, são refletidos nos terminais de preço. Por outro lado, a Colômbia tem mais uma temporada de chuvas intensas. Várias localidades do país sofrem com inundações e dados mais recentes do governo local indicam que 19 pessoas morreram nos últimos dias devido às precipitações. As chuvas ainda não afetam diretamente as lavouras de café, mas poderão estimular uma nova onda de ataque de ferrugem e de fungos, a exemplo do observado em 2011.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 40 pontos com 172,65 centavos, sendo a máxima em 174,00 e a mínima em 171,90 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 30 pontos, com a libra a 175,00 centavos, sendo a máxima em 176,15 e a mínima em 174,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 16 dólares, com 2.019 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 15 dólares, com 2.029 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o mercado se voltou para um aspecto consolidativo, após as fortes perdas recentes. Apesar de a verificação gráfica continuar a demonstrar um cenário sobrevendido, os compradores ainda são extremamente reticentes alguns dos analistas avaliam que a tendência, no curto prazo, seria o maio buscar um intervalo próximo de 170,00 centavos.  "Nós sofremos com a fraqueza no complexo de commodities, com o índice CRB recuando quase 1%. Diante desse cenário, verificamos alguns dealers hesitantes em puxar baixas ainda mais consideráveis. O mercado é baixista e a tendência é de mantermos os atais patamares ou até mesmo buscarmos níveis abaixo das mínimas de 18 meses", disse um trader.  A receita com café de Ruanda cresceu 84% no primeiro quarto do ano, indicou o Escritório de Exportação da Agricultura Nacional do país. No período, o país teve a entrada de 5,9 milhões de dólares com a venda de café, de acordo com Celestin Gatarayiha, diretor da entidade. No ano passado, Ruanda faturou 75 milhões de dólares com o embarque de café, contra 56 milhões der 2010.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 17, somaram 738.316 sacas, contra 676.846 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 600 sacas, indo para 1.529.623 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.368 lotes, com as opções tendo 926 calls e 1.671 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 174,00, 174,50, 174,90-175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,30, 177,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,50, 179,00, 179,50 e 179,90-180,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 171,90, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50, 167,00, 167,50 e 166,00 centavos por libra.  
   NY FECHA COM POUCAS MUDANÇAS NAS COTAÇÕES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com cotações pouco alteradas. O mercado oscilou dentro de margens mais estreitas no dia, buscando uma consolidação técnica depois das últimas quedas.    A firmeza do dólar contra outras moedas, as perdas nas bolsas de valores europeias e americanas, com as commodities caindo em outras bolsas, exerceram pressão negativa sobre o arábica em NY. Entretanto, após recentes baixas, o mercado parece suscetível a uma correção técnica para cima, daí o equilíbrio no dia e os moderados ganhos da maior parte dos contratos. Na sessão, NY voltou a tocar nos patamares mais baixos em 18 meses, mas reagiu dasmínimas. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 172,65 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 0,40 centavo, ou de 0,2%. A posição julho fechou a 175,00 cents, com alta de 0,30 cent, ou de 0,2%. 

  Londres volta a mostrar força e fecha quarta com valorização
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão com um volume expressivo de posições comercializadas, com a predominância das rolagens de posição, principalmente entre maio e julho. Dissociando-se, inclusive, dos segmentos macroeconômicos, os robustas voltaram a demonstrar consistência, principalmente com a oferta curta por parte das origens. Assim, o maio conseguiu voltar a se consolidar acima do nível de 2.000 dólares. De acordo com analistas internacionais, Londres manteve o comportamento que vem sendo característico ao longo das últimas semanas. As origens ofertam pouco e as indústrias de torrefação continuam a se mostrar boas compradoras, o que dá sustentação ao intervalo atual. Os diferenciais para Nova Iorque se tornam cada vez menores. "Há uma demanda interessante pelo café robusta e isso o mercado já assimilou de forma positiva. Nesta quarta-feira tivemos boas rolagens de posição, com o maio registrando uma diminuição gradativa dos contratos em aberto. Ao contrário dos arábicas em Nova Iorque, os robustas vivem um momento consistente", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 20,8 mil contratos em aberto, contra 45,9 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 8,66 mil lotes, com o julho tendo 12,0 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 10 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 16 dólares, com 2.019 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 15 dólares, com 2.029 dólares por tonelada.