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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Café: NY encerra em baixa com alta do dólar e previsões climáticas 



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Café: NY encerra em baixa com alta do dólar e previsões climáticas
Nesta segunda-feira (15), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou suas operações em baixa, influenciada pelavalorização do dólar ante o real. O vencimento dezembro/14 registrou 181,75 cents de dólar por libra peso, o março/15 fechou com 185,80 cents/lb, ambos com queda de 280 pontos. O vencimento maio/15 anotou 188,75 cents/lb e 225 pontos negativos e o julho/15 fechou 190,50 cents/lb e baixa de 220 pontos.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, o  mercado permanece em queda influenciado pela questão cambial em meio à questões políticas e no longo prazo deve manter os números negativos com previsão de melhora nas condições climáticas. “O dólar mais alto estimula as exportações e o fator climático também deve ser dominante na segunda quinzena do mês, com chuvas previstas para esse período e as floradas chegando”, afirma.
Nas últimas semanas o arábica na Bolsa de Nova York teve quedas expressivas e agora busca acomodação. Segundo o analista, a força baixista vem perdendo o embalo sem novidades.
Segundo o analista, a divulgação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última quinta-feira (18), que elevou a safra de 2015, atingindo 48,83 milhões de sacas de 60 kg, com aumento da produção de 9,6 por cento, também teve influência na Bolsa. “O mercado leu que a safra 2015 será maior que a safra atual e não que as estimativas tiveram aumento até porque esse número é bem menor que safras anteriores”, ressalta.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga nesta terça-feira (16), o terceiro levantamento oficial da safra 2014, que já foi colhida. O levantamento é realizado com base em visitas de campo aos produtores rurais, diferente da perspectiva realizada pela Companhia na quinta.
Fonte: Notícias Agrícolas // Jhonatas Simião

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Real fraco afeta psicologicamente o café, por Rodrigo Costa

Os investidores retraíram em seu entusiasmo de continuar adicionando ativos de risco em suas carteiras, provocando baixas nas principais bolsas de ações e dos índices de commodities.
Dados econômicos americanos animadores, juntamente com um comentário do FED de São Francisco-Califórnia dizendo que o mercado está subestimando uma rápida resposta da autoridade monetária em aumentar o custo do dinheiro no país, trouxeram uma tomada de lucro do Dow Jones, S&P500 e do Nasdaq.
Na Europa o efeito negativo foi fruto de novas sanções impostas à Rússia, do risco que parecia remoto da Escócia se tornar independente do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, e dúvidas quanto à efetividade do plano de compra de títulos-colateralizados do BCE (Banco Central Europeu).
No Brasil a bolsa tomou um tombo feio com a revisão da Moody’s sobre a perspectiva da nota dos títulos do governo de estável para negativa, e com a subida das intenções de voto à Dilma no primeiro turno. As perdas do IBOVESPA foram de 6.19% e do Real de 4.36%, com a moeda negociando na pior cotação desde março último.
O café em Nova Iorque despencou em simpatia com quase todos os componentes do CRB (exceção feita apenas ao algodão e ao suíno magro) com perdas de US$ 17.46 por saca em cinco dias. Londres caiu US$ 4.92 a saca, e como consequência a arbitragem estreitou para US$ 93.97 centavos por libra – nível ainda bastante descontado entre as duas variedades.
As liquidações de uma pequena parte das posições dos fundos em um cenário tecnicamente negativo, misturado com um quadro climático que indica chuvas melhores a partir do próximo final de semana, serviram de pano de fundo para a acentuada queda que pode atrair ainda mais vendas caso haja um fechamento abaixo de US$ 180 centavos por libra.
A movimentação do físico nas origens minguou mantendo os diferenciais nominalmente inalterados, justamente uma semana depois de muito café colombiano ser vendido a prêmios próximos de zero, e em volume significativo. Para a Colômbia há a vantagem dos produtores terem o preço mínimo, que se traduz à níveis muito próximos de onde o contrato “C” achou suporte na quinta e sexta-feira.
As exportações de café brasileiras em agosto totalizaram 3,016,317 sacas – o maior volume registrado neste mês do ano – acumulando um recorde de embarques nos últimos 12 meses. Esta contínua migração de cafés para o destino (registre-se: que não é apenas do Brasil) e uma demanda internacional que todos os comerciantes e exportadores reclamam dizendo que praticamente não existe, continuam sendo sinais negativos para o curto-prazo.
Por outro lado, a cobertura do flat-price (bolsa) dos comerciais está nos menores patamares desde fevereiro, quando o rally mal tinha começado e NY estava em 120 centavos por libra. A decisão, por ora, acertada de quem fica mais vendido cada dia que passa, leia-se a indústria, fica menos perigosa com a performance que vimos nesta semana, mas deve prover um amortecimento à novas quedas.
Dados de estoques mundiais apontaram aumento nos portos europeus em julho de 570 mil sacas, para 11,65 milhões de sacas, e nos armazéns japoneses uma leve baixa de 10 mil sacas, para 3,08 bilhões de sacas. Os certificados da ICE no ano acumulam uma queda de 331,043 sacas, mas ainda estão em 2,378,013 sacas – níveis similares à outubro de 2012.
A CONAB divulgou um relatório extenso sobre as perspectivas agropecuárias brasileiras, mencionando nas páginas iniciais destinadas ao café que a safra 15/16 deverá ser menor do que a atual (44,57 milhões), em função da seca. Entretanto nas tabelas o volume indicado é de uma safra de 48,83 milhões de sacas – ou seja, acima da atual. Parece que na tabela o que fizeram foi apenas aplicar o percentual de incremento do histórico recente, sem ser descontado o fator climático.
O clima indica que chuvas podem cair em maior volume a partir do dia 21 de setembro, o que se acontecer trará mais liquidação de Nova Iorque, ou a grande oportunidade que então veremos se os altistas terão coragem de aproveitar.
Uma boa semana e muito bons negócios a todos.
Rodrigo Costa*

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cocoa Falls to Lowest Since July 18; Arabica Coffee Slips
Leslie Josephs

  NEW YORK--Cocoa futures fell to the lowest level in seven weeks on Monday as higher-than-expected
supplies cooled prices.
  The December cocoa contract on the ICE Futures U.S. exchange fell to $3,069 a ton, the lowest
since July 18. The contract was recently trading 1% lower at $3,070 a ton.
  Cocoa prices are down 4.7% since the International Cocoa Organization issued a new forecast late
last month showing global cocoa production would outpace demand by 40,000 metric tons this year,
instead of falling short by 75,000 tons.
  Another sign of weaker demand for the beans: cocoa butter prices have declined. Prices for the
substance that gives chocolate its creamy texture were trading at $8,003 a ton as of Sept. 5, the
lowest since May 23, according to data from the Cocoa Merchants' Association of America, a trade
group.
  Arabica-coffee futures also fell, trading sharply lower ahead of closely watched Brazilian
coffee-export figures for August, due out after the market closes Monday.
  While growers, exporters and other industry members expect the worst drought in decades hurt
production in Brazil, the world's top coffee producer, the nation's coffee exports this year have
been advancing at a strong pace, as traders work through stockpiles built up from previous bumper
crops.
December arabica was down 2.8% at $1.9250 a pound, the lowest since Aug. 26.
  Raw sugar for October was up 0.1% at 15.04 cents a pound, near a seven-month low. Prices entered a
bear market on Friday as global production was set to outpace demand for the fourth consecutive
year, according to the International Sugar Organization's forecast. The current crop year wraps up
on Sept. 30.
  Cotton for December was up 0.1% at 64.39 cents a pound. Orange-juice concentrate was down 0.7% at
$1.48 a pound.
CLIMA DITA A MOVIMENTAÇÃO, MESMO SINALIZANDO NORMALIDADE

O BCE (Banco Central Europeu) cortou a taxa de juros de 0.15% para 0.05%, tornou ainda mais negativa a taxa de depósito, e anunciou um programa de compra de títulos que deve ser de no mínimo 700 bilhões de Euros. As medidas tentam evitar uma nova recessão generalizada na zona do euro e afugentar a eminente deflação.

As bolsas de ações responderam com altas fortes, incluindo a americana que deu mais atenção à expansão monetária europeia e aos índices mais fortes das atividades de manufaturados e de serviço dos Estados Unidos do que à menor criação de postos de trabalhos do ano, divulgada na sexta-feira.

O Euro desvalorizou 1.39% na semana, com o índice do dólar atingindo o mais alto patamar desde julho de 2014, o que normalmente acaba sendo negativo para as commodities – dado o encarecimento das matérias-primas que são precificadas na moeda estadunidense.

O mercado de café na semana começou subindo forte depois do final de semana seco no Brasil, para então descontar as chuvas de maior volume do que antecipado, encerrando o período com perdas de US$ 4.17 por saca em Nova Iorque, e com alta de US$ 1.44 a saca em Londres.

A oscilação do terminal permitiu que as origens aproveitassem para fazer mais uma rodada de vendas, enquanto alguns novos especuladores recompraram parte de suas posições vendidas de curto-prazo – os comerciais participaram menos na compra como mostrado no COT.

Os diferenciais não se alteraram muito, mas a alta principalmente do robusta deu oportunidade para negociantes e produtores do Vietnã movimentar maior volume no mercado doméstico – assim como a puxada do arábica fez fluir mais negócios no Brasil.

As percepções do tamanho da safra 14/15 brasileira tem convergido para uma concentração de estimativas entre 47 e 51 milhões de sacas, com muitos agentes trabalhando inicialmente com uma safra menor para o ciclo 15/16 em função da condição ruim dos cafezais – que mais uma vez diversos agrônomos dizem estar em um ponto de difícil recuperação.

Há também os que apostam uma safra de 55 milhões, e os números oficiais que ficam abaixo de 45 milhões de sacas – o que dependendo do que seja considerado o consumo interno (15 ou 21 milhões de sacas?) acaba resultando em um excedente para exportação/estocagem não tão diferente (usando números que façam sentido, claro).

Fato é que ninguém mais acredita que o próximo ciclo seja de uma produção igual e menos ainda maior do que o atual, e dependendo do quão tarde cheguem as chuvas, deverá causar um aumento no déficit para níveis que baixarão os estoques mundiais para níveis apertados. Tudo isto, entretanto, está longe de acontecer, e o fator de swing no momento é o clima, que torna a tarefa dos operadores de bolsa desafiadora diante da fácil oscilação dos preços – que deve encontrar menos vendas nas próximas subidas.

Difícil dizer muito em um mercado de clima, que prematuramente tenta antecipar as chuvas, já que bem ou mal ainda não estão na época de chegar com regularidade. Por outro lado as frequentes frentes frias e um quadro que gradativamente está ficando mais úmido, levam-nos a crer que tudo caminha para uma proximidade do período das chuvas. Mas depois de muitos terem apanhado na seca do começo do ano, é natural que muitos estejam ansiosos.

É bom lembrar que o potencial explosivo de agora em diante, se vier a acontecer, será à custa dos comerciais que estão vendidos, já que os fundos não estão mais short, pelo contrário, estão muito comprados. Em outras palavras, uma eventual demora das chuvas, ou irregularidade das mesmas, trará primeiro um volume de compras dos compradores naturais, ou seja, as indústrias, para então apertar mais uma vez o fluxo de caixa dos vendedores naturais (origens e trades que fixam para exportadores/produtores/dealers) – o que não aconteceu este ano, mas foi o motivo da última pernada da alta do movimento que levou Nova Iorque a US$ 300 centavos em 2011.

Tecnicamente o fechamento da semana deixa desconfortável quem está comprado, mas pode não significar nada se o tempo não voltar a fechar.

Uma boa semana e muito bons negócios a todos.

Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

sábado, 6 de setembro de 2014

Previsão da Volcafé sobe de 45,5 para 47 milhões de sacas
A Volcafe elevou sua previsão para a safra brasileira de café 2014/15 para 47 milhões de sacas de 60 kg, disse a divisão de café da trading de commodities ED&F Man em um relatório nesta sexta-feira.A empresa, com sede na Suíça, havia estimado em abril a safra em 45,5 milhões de sacas.
"Nós ajustamos a nossa previsão de produção brasileira levemente para 47 milhões de sacas, refletindo produtividades melhores que as esperadas em Minas Gerais e uma maior safra de café conillon (robusta)", disse a Volcafe.
"Em geral, as produtividades da colheita confirmaram nossas preocupações iniciais e a safra de arábica será de 29,5 milhões de sacas, a menor desde 2007."
A Volcafe disse que a safra do Brasil deverá ficar 18 por cento abaixo da temporada anterior, resultando no maior déficit no mercado global de café desde 2005/06.
O relatório disse, no entanto, que há uma possibilidade de um déficit ainda maior em 2015/16, o que está sustentando os preços do café e mantendo o mercado em alerta.
"Mesmo que seja muito cedo para fazer uma estimativa para 2015, está claro que as condições das árvores de café no Brasil está ruim antes da principal florada", disse a Volcafe.
Caso se confirme a ampliação do déficit global em 2015/16, a relação entre estoque e consumo cairia para uma taxa sem precedentes, disse a empresa.
A Volcafe previu a safra 2014/15 do Vietnã, maior produtor global de café robusta, em 28,5 milhões de sacas, queda ante os 30 milhões da temporada passada.
"Embora a substituição pela produção de pimenta e uma geada no norte do país tenham sido negativas para a produção da próxima temporada, os bons preços do robusta têm sustentado amplamente o uso de insumos e a renovação dos cafezais", disse o relatório.Reuters 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

World Coffee Weather
Brazil Mostly Dry, Warm Through Sep. 13

By Andy Karst

           Kansas City, September 5 (World Weather, Inc.) – Mostly dry and warm weather will occur in Brazil coffee production regions during the coming eight days. The earliest that showers and thunderstorms can develop over any part of the region would be September 14 and most of those are expected to be light while concentrated in the south.  Coffee areas in west-central Africa will see regular rounds of showers and thunderstorms through the next week that should promote favorable conditions for coffee. 


BRAZIL
        






















    An erratic distribution of light showers occurred in coffee areas Thursday. Most of the resulting rainfall was insignificant in relation to evaporation. A few areas received between 1 and 8 millimeters, but coverage was well below 15% leaving most areas dry. High temperatures cooled in southern coffee areas with middle and upper 20s Celsius common except in coastal Sao Paulo where a few upper teens were noted. Highs further north were in the upper 20s and lower 30s except from northern Minas Gerais to central Bahia where readings were 35 to 38.  Lows this morning were 10 to 16 in most areas with readings of 19 to 25 in some northern and eastern areas. 
            Mostly dry weather is expected through Saturday, September 13. Any showers that evolve will be extremely brief and generally insignificant while temperatures are mild to warm. Daily highs will range in the middle 20s and lower 30s most often with a few lower 20s south and a few middle 30s north. Most northernmost crop areas will report extreme high temperatures no warmer than 36. Lowest morning temperatures over the coming week will be 11 to 16 in the south and 14 to 21 in the north. 
            Rain chances will increase after September 13, but most of the precipitation is expected to be light and erratically distributed across parts of coffee country. Southern areas will be influenced initially. Temperatures will not change much from September 13-18. 


Volcafé: Produção mundial cai 8,10% e déficit será de 8,8 milhões de sacas

Café terá a maior escassez em nove anos como a seca reduz a cultura no Brasil, o maior produtor, de acordo com Volcafe Ltd.
A demanda vai exceder a produção em 8,8 milhões de sacas em 12 meses a partir 01 de outubro, o maior desde 2005-06, a unidade com sede na Suíça Winterthur, das commodities trader ED & F Man Holdings Ltd., disse em um relatório por e-mail hoje. O superávit foi de 7 milhões de sacas em 2013-14. Safra de arábica do Brasil será 29,5 milhões de sacas em 2014-15, a menor em sete anos.
"A condição das árvores de café no Brasil, à frente da florada principal, é pobre", disse Volcafe, referindo-se a colheita do ano seguinte. "A grande déficit de chuvas nas áreas de arábica do Brasil tem impactado negativamente o crescimento vegetativo e potencial de rendimento."
Os preços do café arábica saltou 83 por cento este ano, como tempo danificado árvores secas que transportam a safra deste ano. O aumento forçado os compradores, incluindo JM Smucker Co., fabricante de Folgers, a marca mais vendida dos EUA, para aumentar os preços de varejo.
A produção mundial cairá 8,1 por cento, para 142,7 milhões de sacas, uma baixa de três anos, o consumo sobe 2 por cento, para 151,5 milhões de sacas, disse Volcafe.
A estimativa da safra Brasil foi elevado para 47 milhões de sacos de 45,5 milhões de sacas em maio, em parte por causa de uma safra robusta maior, de acordo com o relatório. O déficit de arábica será 6,9 milhões de sacas de robusta e 1,9 milhões de sacos.
A estimativa de produção robusta do Brasil foi elevada para 17,5 milhões de sacas de 17,1 milhões de sacas, enquanto a produção robusta da Indonésia é visto caindo para 7,5 milhões de sacas de 10,5 milhões de sacas no ano passado. Vietnã, maior produtor de robusta do mundo, produzirá 27,5 milhões de sacas de feijão, uma queda de 28,8 milhões de sacas no ano anterior, disse Volcafe.
Produção na Colômbia, o segundo maior produtor de arábica, subirá para 12 milhões de sacos a partir de uma estimativa anterior de 11,5 milhões de sacas, disse. A próxima safra está a beneficiar de melhores condições em seis temporadas, depois de um programa de renovação árvore impulsionou a saída de 7 milhões de sacas em 2011-12, disse Volcafe.

Previsão da Volcafé sobe de 45,5 para 47 milhões de sacas
A Volcafe elevou sua previsão para a safra brasileira de café 2014/15 para 47 milhões de sacas de 60 kg, disse a divisão de café da trading de commodities ED&F Man em um relatório nesta sexta-feira.A empresa, com sede na Suíça, havia estimado em abril a safra em 45,5 milhões de sacas.
"Nós ajustamos a nossa previsão de produção brasileira levemente para 47 milhões de sacas, refletindo produtividades melhores que as esperadas em Minas Gerais e uma maior safra de café conillon (robusta)", disse a Volcafe.
"Em geral, as produtividades da colheita confirmaram nossas preocupações iniciais e a safra de arábica será de 29,5 milhões de sacas, a menor desde 2007."
A Volcafe disse que a safra do Brasil deverá ficar 18 por cento abaixo da temporada anterior, resultando no maior déficit no mercado global de café desde 2005/06.
O relatório disse, no entanto, que há uma possibilidade de um déficit ainda maior em 2015/16, o que está sustentando os preços do café e mantendo o mercado em alerta.
"Mesmo que seja muito cedo para fazer uma estimativa para 2015, está claro que as condições das árvores de café no Brasil está ruim antes da principal florada", disse a Volcafe.
Caso se confirme a ampliação do déficit global em 2015/16, a relação entre estoque e consumo cairia para uma taxa sem precedentes, disse a empresa.
A Volcafe previu a safra 2014/15 do Vietnã, maior produtor global de café robusta, em 28,5 milhões de sacas, queda ante os 30 milhões da temporada passada.
"Embora a substituição pela produção de pimenta e uma geada no norte do país tenham sido negativas para a produção da próxima temporada, os bons preços do robusta têm sustentado amplamente o uso de insumos e a renovação dos cafezais", disse o relatório.Reuters 


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cocoa Ends at 6-Week Low; Arabica Coffee Slides 3.4%
Leslie Josephs

  NEW YORK--Cocoa prices ended at a six-week low Wednesday, as traders prepared for
larger-than-expected supplies of the chocolate ingredient this year.
  The cocoa contract that expires in December fell $19, or 0.6%, to $3,146 a ton on the ICE Futures
U.S. exchange. It was the lowest closing price for the most actively traded cocoa contract since
July 22.
  Prices have dropped 2.5% since the International Cocoa Organization revised its forecast from a
supply shortfall to a surplus last week. Cocoa production will likely outpace demand by 40,000
metric tons in the season that ends Sept. 30, the London-based industry group said, compared with
its previous forecast for production to fall short by 75,000 tons.  Worldwide, cocoa production will
likely reach a record 4.345 million metric tons this season, the ICCO said, up 4.4% from its
previous forecast and 10% more than last season.
  Traders are likely taking profits from bets that prices would rise, but prices are set to rebound,
said Hector Galvan, senior market strategist at RJO Futures in Chicago.
  "The news from last week on the surplus in cocoa could also be a contributing factor," he said,
referring to the sell-off. "Nonetheless, this is still a bull market and I would not be quick to
turn my back to it."
  Cocoa futures last month rose to the highest point in more than three years, amid strong demand
for chocolate. Globally, retail chocolate sales will likely hit a record 7.3 million metric tons
this year, according to market-research firm Euromonitor International.
  In other markets, cotton for December rose 1% to 65.96 cents a pound. In a weekly report released
after the market closed on Tuesday, the U.S. Department of Agriculture rated 50% of the U.S. cotton
crop as "good" or "excellent" in the week ended Aug. 31, down one percentage point from the previous
week. The report was released Tuesday instead of Monday because of the Labor Day holiday.
  Arabica coffee for December ended down 3.4% at $2.0230 a pound, after rising to a four-month high
in the previous session. It was the largest one-day percentage drop for the most actively traded ICE
coffee contract since Aug. 19.
  Orange-juice concentrate for November was 0.3% higher at $1.4940 a pound, while October raw sugar
was 1.3% lower at 15.62 cents a pound.
Cocoa Falls to 6-Week Low; Arabica Coffee Eases From High
Leslie Josephs

  NEW YORK--Cocoa prices fell to the lowest point in six weeks on Wednesday, after a closely watched
forecast showed global supplies would be higher than expected this year.
  The cocoa contract that expires in December fell to $3,144 a ton on the ICE Futures U.S. exchange.
It was the lowest for the most actively traded cocoa contract since July 23. December cocoa was
recently down 0.4% at $3,153 a ton.
  Cocoa production will likely outpace demand by 40,000 metric tons in the season that ends Sept.
30, the International Cocoa Organization said last week. The London-based industry group had
previously expected production to fall short by 75,000 tons. Worldwide, cocoa production will likely
reach a record 4.345 million metric tons this season, the ICCO said, up 4.4% from its previous
forecast and 10% more than last season.
  Traders are likely taking profits from bets that prices would rise, but prices are set to rebound,
said Hector Galvan, senior market strategist at RJO Futures in Chicago.
  "The news from last week on the surplus in cocoa could also be a contributing factor," he said,
referring to the sell-off. "Nonetheless, this is still a bull market and I would not be quick to
turn my back to it."
  Cocoa futures last month rose to the highest point in more than three years, amid strong demand
for chocolate. Globally, retail chocolate sales will likely hit a record 7.3 million metric tons
this year, according to market-research firm Euromonitor International.
  Arabica coffee for December was down 2.7% at $2.0370 a pound, after rising to a four-month high in
the previous session.
  Orange-juice concentrate for November was 0.5% lower at $1.4820 a pound, while October raw sugar
was 0.8% lower at 15.70 cents a pound. Cotton for December was 0.1% lower at 65.28 cents a pound.