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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Cotton, Raw Sugar and Arabica Coffee Rebound

Alexandra Wexler
  NEW YORK--Cotton, raw-sugar and arabica coffee prices recovered from slumps during the previous
session, climbing Wednesday as traders and investors saw opportunities to buy.
  Cotton futures fell 1.6% Tuesday after the U.S. Department of Agriculture's revised estimate for
production trounced market expectations for a second consecutive month. Federal forecasters
increased their estimate for U.S. cotton production to the highest in four years, up 6.1% from the
previous report to 17.5 million 480-pound bales during the season that began Aug. 1.
  Cotton for delivery in December on the ICE Futures U.S. exchange was recently up 1% at 63.99 cents
a pound, near the level before the report's release during the previous session.
  "How quickly inventory builds will drive prices, which may or may not be offset by stronger mill
demand and talk of lower cotton planted area in 2015," said Sharon Johnson, senior cotton specialist
and introducing broker for KCG Futures in Atlanta. "There are considerable headwinds for cotton and
the picture is bearish, but weather will have the final word."
  Higher production of the fiber is expected to lead to more cotton left over in U.S. warehouses at
the end of the 2014-15 season. The USDA projects 5.6 million bales of ending stocks, the highest in
six years, and more than double the amount of the fiber left over from the season that ended July
31.
  Raw sugar for October delivery was recently up 0.8% at 16.17 cents a pound, up from Tuesday's tie
of a six-month low settlement from last week.
  The sugar harvest in Brazil, the top grower and exporter, slowed at the end of last month. Mills
in the center-south region, where 90% of Brazil's crop is grown, crushed nearly 36 million metric
tons of cane in the period, down 19% from a year earlier. Sugar output dropped 12% to 2.2 million
tons in the second half of July from a year earlier, industry group Unica said.
  "Yields figures for the second half of the season are certain to be worse, not better, because the
most stressed and least developed cane of the harvesting cycle will comprise virtually all of the
volume that will be crushed," said Phil Pia, a broker at Newedge in New York. "The probability is
increasing that the present crushing season ends abruptly sometime in the middle of October, that
is, about one month earlier than normal."
  Thus far, however, mills have processed more cane than last year, with center-south mills crushing
280.4 million tons of cane, up 3.8%, and producing 15.1 million tons of sugar, up 8.8% from a year
ago, according to Unica.
  Arabica coffee for delivery in September was up 1.5% at $1.8730 a pound as that market continued
to stabilize after a pop above $2 a pound earlier this month.
  Brazil's worst drought in decades earlier this year also stunted the growth of coffee cherries,
which contain the seeds that are roasted and ground before they are brewed to make the beverage. The
extremely dry weather in Brazil, the source of one-third of the world's coffee beans, also hurt
trees' development for next year's harvest, according to some forecasts. That is keeping futures for
the beans supported.
  Orange juice for September delivery was recently 0.3% lower at $1.4350, while December-delivery
cocoa was down 0.5% at $3,222 a ton.


COTAÇÃO DO CAFÉ N.Y. finalizaram a terça-feira em queda



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MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 450,00 R$ 430,00
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 450,00 R$ 430,00 Setembro/2014 184,60 -4,55
Alta Paulista/Paranaense R$ 440,00 R$ 420,00   Dezembro/2014 188,90 -4,45
Cerrado R$ 460,00 R$ 440,00 Março/2015 192,55 -4,40
Bahiano R$ 440,00 R$ 420,00
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Setembro/2014 220,45 -5,65
Dezembro/2014 230,30 -5,55
Dólar Comercial: R$ 2,2790 Março/2015 233,85 -5,50


As operações em N.Y. finalizaram a terça-feira em queda,   a posição setembro atingiu na mínima do dia -6,15 pontos finalizando com -4,55.

O dólar comercial fechou em alta de 0,18%), cotado a R$ 2,2790. As atuações do Banco Central brasileiro amenizaram a alta devido a preocupações com a crise na Ucrânia. Sanções trocadas entre países do Ocidente e a Rússia levam investidores a temerem possíveis impactos sobre a economia global. Também há pessimismo em relação à situação no Iraque.

A cooperativa de café Minasul prevê uma colheita de 750 mil sacas de café pelo seus cooperados em 2014, recuo de 40 por cento na comparação com o total obtido em 2013 (1,25 milhão de sacas), por conta da severa estiagem no último verão, disse à Reuters o diretor da instituição Guilherme Salgado Rezende. A Minasul avalia ainda que a safra de café do ano que vem deverá cair 25 por cento ante 2013, ainda por conta dos efeitos da seca do início do ano. O volume seria de 937,5 mil sacas, se confirmada a estimativa. A Minasul é a segunda maior cooperativa do principal estado produtor do país, Minas Gerais. Fonte: Reuters.

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) firmou uma parceria com o Coffee Quality Institute (CQI), tornando-se In Country Partner – ICP da entidade, para a realização de treinamentos e certificação de café Q-Grader no Brasil. Para se tornar um ICP, a instituição deve ser neutra e manter a integridade na manipulação do sistema de certificação de café e no cumprimento do protocolo e na confidencialidade do processo. Como a BSCA trabalha há muitos anos com certificação de qualidade, é uma entidade imparcial no mercado local e possui knowhow e experiência para a execução do trabalho, foi considerada a instituição ideal pelo CQI. Com a parceria, a BSCA passou a ser o ponto focal de recebimento, codificação e envio de resultados ao banco de dados do Instituto no Brasil e está preparada, oficialmente, a partir deste mês, para o recebimento das amostras para a Certificação Q-Grader. Para acessar a lista completa de ICP’s, acesse o link http://www.coffeeinstitute.org/the-q-coffee-system/icps .

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café, sediado na Universidade Federal de Lavras – UFLA, inicia suas articulações em torno de uma nova proposta que vai direcionar as pesquisas nos próximos seis anos (2015/2021). O grande diferencial desta vez está na aproximação com o mercado, tendo sido já oficializado o apoio de cinco empresas para o cofinanciamento de diferentes linhas de pesquisa previstas na nova proposta. Sob a coordenação do professor Mário Lúcio Vilela de Resende (DFP/UFLA), várias reuniões estão sendo realizadas para definição de novas parcerias e linhas prioritárias de pesquisa. O objetivo é reunir um time diversificado de pesquisadores e o apoio de instituições públicas e privadas para atender a chamada INCT – MCTI/CNPq/ CAPES/FAPs nº 16/2014, que tem por objetivo apoiar atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas e/ou na fronteira do conhecimento. Para ter acesso a matéria completa acessem http://goo.gl/z0dMbw . Fonte: UFLA / ASCOM.

       

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
COLHEITA DE CAFÉ DO BRASIL ATINGE 86% DA PRODUÇÃO PARA 



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  Café: estimativa da Safras para a produção de café do Brasil em 2014/15 é de 48,9 milhões de sacas de 60 quilos A colheita de café do Brasil, até o dia 7 de agosto, atingiu 86 por cento da produção prevista na safra 2014/15, contra 74 por cento do mesmo período do ano anterior, informou a consultoria Safras & Mercado nesta segunda-feira.

O percentual também está à frente se comparado à média dos últimos 5 anos, de 81 por cento para esta época do ano.

Na comparação com a semana anterior, a colheita avançou três pontos percentuais e segue avançada graças ao tempo seco do início do ano que acelerou o desenvolvimento das plantas.

Esta seca, porém, deve provocar uma quebra de cerca de 8 por cento ante a produção da safra anterior, segundo estimativa da Safras.

A estimativa da Safras para a produção de café do Brasil em 2014/15 é de 48,9 milhões de sacas de 60 quilos, sendo que 41,97 milhões de sacas já foram colhidas.

Minas Gerais, o principal produtor do país, já colheu 80 por cento de sua produção prevista, contra 66 por cento colhidos no mesmo período do ano passado.

Até o momento, os produtores do Estado colheram 18,5 milhões de sacas, de uma produção estimada em 23,10 milhões de sacas. 

Fonte: Reuters
Cotton, Raw-Sugar Futures Sink on Expectations of Ample Supplies
Leslie Josephs

  NEW YORK-Cotton and sugar prices eased Tuesday after new figures showed ample supplies of both
commodities.
  Cotton for delivery in December on the ICE Futures U.S. exchange fell 1.6% to 63.37 cents a pound,
after the U.S. Department of Agriculture raised its forecast for the U.S. crop this year by 6% from
its previous estimate.
  In its monthly supply-and-demand report, the USDA said U.S. growers would likely reap a 17.5
million-bale crop this season, which would be the largest crop in four years.
  "The U.S. number is bearish, you can't get around that," said Sharon Johnson, a senior cotton
specialist and introducing broker at KCG Futures in Atlanta.
  Growers increased production as prices hit a more than two-year high this spring. Futures prices
have fallen by a third since peaking at 94.75 cents a pound in May.
  Raw sugar for October delivery fell 1.2% to 16.05 cents a pound, tying with the nearly six-month
low that the contract reached Thursday.
  Prices fell even after industry figures showed a slowdown in sugar-cane processing in top producer
Brazil last month.
  Mills in the center-south region, where 90% of Brazil's crop is grown, crushed nearly 36 million
metric tons of cane in the period, down 19% from a year earlier. Sugar output dropped 12% to 2.2
million tons in the second half of July from a year earlier, industry group Unica said. Ethanol
production fell 16% to 1.6 billion liters. "This decline is due to the rains that occurred in part
of the sugar-cane-producing region and the lower crushing rate at various mills due to the prospect
of reduced supply of raw material," said Antonio de Padua Rodrigues, Unica's technical director.
  Mills are concerned that a drought earlier this year hurt the development of the crop and is
expected to dent the size of this year's crop. Thus far, however, mills have processed more cane
than last year, with center-south mills crushing 280.4 million tons of cane, up 3.8%, and producing
15.1 million tons of sugar, up 8.8% from a year ago, according to Unica data, as they rushed to
process all the cane they could. But analysts say the harvest could come to an abrupt end due to the
effects of the drought.
In addition, there isn't a home for Brazil's sugar, analysts say.
  "Offtake is still very slow," said Newedge analyst Phil Pia. The sugar is adding to global
supplies, he said. The International Sugar Organization expects global production to outpace demand
at the season's end in September for a fourth consecutive year. In other markets, cocoa futures hit
a new more-than-three-year high, with December cocoa gaining 0.5% to end at $3,238 a ton, the
highest active-month settlement since May 3, 2011.
  Arabica coffee for September delivery fell 2.4% to end at $1.8460 a pound, giving up more than
half of the previous session's gains, while the September contract for orange-juice concentrate was
nearly flat at $1.4390 a pound.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Arabica Coffee Snaps 3-Week Winning Streak; Cocoa Eases
Leslie Josephs

  NEW YORK--Arabica-coffee prices posted their first weekly drop in four weeks, as exports surged
from Brazil, easing worries over supplies from the source of one-third of the world's coffee.
  Arabica coffee for delivery in September fell 1.7% to $1.8085 a pound, the lowest settlement since
July 29.
  Prices are down 13% since hitting a nearly three-month peak of $2.0740 a pound last week after wet
weather in Brazil fueled concerns that premature flowering would hurt next year's crop.
  But robust stockpiles have helped Brazilian exporters meet strong demand for coffee, figures
released this week showed.
  Brazil exported 2.98 million 60-kilogram bags of coffee in July, a third more than in the same
month of 2013, the Coffee Exporters Council of Brazil, known as CeCafe, said Thursday.
  Of those bags, 2.24 million contained green, or unroasted, arabica beans, the variety used by
roasters such as Starbucks Corp. The number of bags of green arabica rose 29% from a year ago.
  Since the start of 2014, Brazil's coffee exports have totaled 20.56 million bags, nearly 19% more
than the year-earlier period, CeCafe said.
  It wasn't clear whether the pace would continue as exporters and growers worked through stockpiled
coffee from the previous harvest.
  "The continuation of this favorable performance for the following months is subject to the harvest
in progress," said CeCafe Director-general Guilherme Braga.
  Cocoa futures eased from a more than three-year high. September cocoa ended 0.1% lower at $3,228 a
ton, but futures still notched their third consecutive weekly gain, rising 0.7%.
  This year's rise in cocoa prices has eaten into profit margins at candy companies including Nestle
SA.
  The "cocoa price is putting pressure on all chocolate, on all confectionery players' margins, and
we're no exception," said Nestle's chief financial officer, Wan Ling Martello, in an earnings call
this week.
  Raw sugar for October ended 0.6% higher at 16.14 cents a pound, rebounding from a more than
five-month settlement low. Orange-juice concentrate firmed from a six-month settlement low to end
0.6% higher at $1.40 a pound.
Cotton for December gained 0.3% to settle at 64.21 cents a pound.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ICE Coffee Testing 20-Day Moving Average -- Technical Analysis
Kira Brecht

  ICE September coffee futures fell Friday toward 20-day moving average support at 178.38. The bears
marked out a minor top at the Aug. 1 high and have pressured coffee prices lower in recent days. In
the very short-term, the 20-day moving average support zone will be a critical area to monitor.
ICE September coffee recently traded down 320 points at $1.8080 a pound.
  Looking at action in recent weeks, ICE September coffee posted a decent rally move off the
mid-July low. However, the bulls ran into a trouble on a push above the $2.0000 ceiling. Daily
action on Aug. 1 saw a large range day, which formed a "bearish shooting star" on the daily
candlestick chart. That formation confirms a minor top at the $2.0740 high from that day.
  From the Aug. 1 high at $2.0740, the bears have pressed ICE coffee lower into Friday's low at
$1.7940, which is for now holding above 20-day moving average support. The September coffee contract
has been trading above the 20-day moving average since July 23. If sustained declines are achieved
under that area, it would trigger another bearish chart signal and open the door to continuing near
term declines.
  Daily momentum studies have turned bearish in recent days. The nine-day relative strength index,
or RSI, a widely watched momentum tool has turned down from previously overbought levels and is
pointing lower. The nine-day RSI touched a high at 80% on July 31, before turning down to Friday's
reading at 48%.
  In the very short-term the 20-day moving average could act as support for the market. Initial
resistance lies at $1.8635. If the bulls can reclaim that ceiling it would open the door to near
term sideways consolidation, following the recent declines.
  However, if the bears are successful in forcing a settlement under the 20-day moving average over
the next several days, it would be a weak signal that would ultimately leave coffee prices
vulnerable to declines back toward the mid-July low at $1.5925 a pound.
  On a larger multi-month basis, the trend outlook remains neutral within a very large range. Since
March, ICE September coffee has been trading higher and lower with in a sideways band bordered by
$2.2060 on the topside and $1.6600/$1.5925 on the downside. The Aug. 1 rally move represented a push
toward the upper end of the trading range, which was quickly rejected. The near term outlook is
sideways to lower.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cresce o consumo de café em grandes países produtores


Por Leslie Josephs | The Wall Street Journal

Os maiores produtores mundiais de café estão se transformando em seus melhores clientes, mudança que está elevando o preço do cafezinho de São Paulo até San Francisco, na Califórnia. O consumo de café está aumentando a um ritmo vertiginoso no Brasil, Vietnã e Colômbia que, juntos, produzem 60% dos grãos de café do mercado mundial.
No Brasil, as compras de café industrializado deverão totalizar 1,03 milhão de toneladas este ano, superando os Estados Unidos como maior consumidor mundial de café pela primeira vez pelo menos desde 1999, segundo a empresa de pesquisas de mercado Euromonitor International. Com o aumento da renda disponível, os consumidores abandonam bebidas mais baratas, como o chá, para adotar o café. Eles também estão exigindo grãos de alta qualidade, com frequência as mesmas variedades utilizadas por grandes torrefadoras dos EUA e Europa.
http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/14/08/arte06agr-301-cafe-b11.jpg

Globalmente, a demanda deve bater um recorde este ano, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A Organização Internacional do Café, um grupo do setor, informa que o consumo está crescendo duas vezes mais rápido em países exportadores de café do que em países importadores como EUA e Itália. Os cafeicultores estão lutando para atender à demanda crescente, interna e externa, contribuindo para um aumento de cerca de 75% nos preços dos contratos futuros de café este ano, de acordo com analistas.
Atender à demanda pode ser difícil, dizem pessoas do setor, porque uma doença causada por fungos atingiu o café na América Central e uma grave seca está prejudicando a safra no Brasil, o maior produtor mundial. Grandes torrefadoras como a Starbucks e a JM Smucker Co. elevaram os preços. Os contratos futuros de café arábica fecharam ontem a US$ 1,894 por libra-peso na bolsa ICE Futures U.S. Os preços atingiram o seu maior nível em dois meses e meio na quinta-feira passada, de US$ 1,9505 por libra-peso, depois que as previsões do setor para a safra brasileira ficaram mais pessimistas.
Os países produtores "estão fornecendo um café melhor para sua população", diz Steven C. Topik, professor de História Latino-Americana da Universidade da Califórnia em Irvine, que estuda a história do café e de outras commodities. "Agora [os habitantes locais] estão ganhando o suficiente para pagar por isso". O aumento da renda permite que os consumidores em países produtores como o Vietnã, que tem tradição de tomar café forte, a consumir mais grãos. Nesse país, as vendas de café industrializado, em pó e instantâneo, mais que duplicaram na última década, segundo a Euromonitor.
No Brasil, a cultura do café data do século XVIII. Mas nos últimos anos a demanda por melhores grãos aumentou, acompanhando a elevação da renda, segundo produtores e donos de bares e cafés. "Meus negócios estão crescendo muito rápido", disse Isabela Raposeiras, dona do Coffee Lab, um café em São Paulo, onde uma xícara da bebida feita com um grão especial brasileiro pode chegar a R$ 12. "Isso mostra que a boa qualidade está se tornando um hábito e as pessoas não vão voltar para o [café] de má qualidade."
As vendas da sua empresa, fundada há cinco anos, quase triplicaram no ano passado, diz ela. O consumo de grãos de melhor qualidade está modificando os padrões do comércio global de café. Na última década, a produção brasileira de café cresceu 61%, mas as exportações aumentaram 34%, com o restante do crescimento atendendo ao mercado interno. Cinco anos atrás, a Minasul, uma cooperativa de 5.000 produtores do Sul de Minas Gerais, vendia cerca de 20% do seu café para compradores brasileiros. Agora ela vende de 30% a 35% para o mercado interno, afirma o diretor Marcos Mendes Reis.
A cooperativa vende apenas grãos arábica, variedade de sabor suave que é usada por torrefadoras como Starbucks e illycaffè. Importadores americanos de grãos brasileiros dizem que estão pagando preços mais altos porque estão competindo com os compradores do Brasil. "Toda vez que o mercado interno tem falta da qualidade de que eles necessitam, os preços sobem", diz Christian Wolthers, presidente da Wolthers Douqué, importadora de café de Fort Lauderdale, na Flórida, que compra grãos de produtores brasileiros. Empresas como a Starbucks e a Nestlé estão tentando atrair a classe média em ascensão nesses países.
Em julho, a Starbucks abriu sua primeira loja na Colômbia, no moderno bairro Parque de la 93, em Bogotá, onde servirá apenas café colombiano. A empresa planeja abrir 50 lojas na Colômbia nos próximos cinco anos. Os colombianos vão comprar um recorde de 72.500 toneladas de café este ano, segundo a Euromonitor. Por enquanto, a maior parte da demanda dos consumidores em países cafeicultores ainda é para os grãos de qualidade inferior.
Mas os que servem café ao público, como a Raposeiras, estão mudando esse cenário. Ela já trabalhou junto a produtores para melhorar a qualidade e, na sua cafeteria, realiza oficinas sobre preparação e mistura. As cafeterias também estão surgindo em algumas das cidades menores no vizinho Peru, onde os agricultores cultivam os grãos para a Starbucks e outras grandes torrefadoras.
Durante o ano passado o Café Q'ulto, aberto há um ano, na cidade de Tingo Maria, no altiplano do Peru, aumentou sua utilização de cerca de 11 quilos de grãos por mês para em torno de 80 quilos, para preparar bebidas como cappuccinos e lattes, segundo seu gerente, Julian Aucca Echarre. A firma usa grãos de uma cooperativa local que, segundo ele, também fornece para a Keurig Green Mountain. Os consumidores locais agora "conhecem a boa qualidade", diz Aucca Echarre. "O poder aquisitivo aumentou no Peru. As pessoas estão ficando sofisticadas".

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

“GET ME OUT OF IT” – ME TIRA DESTE MERCADO

Ativos de risco caíram durante a semana, com ingredientes negativos como as novas sanções à Rússia; resultados aquém do esperado de empresas listadas nos Estados Unidos e Europa; a suspensão de negociação dos papéis do Banco Espírito Santo – após suas ações desvalorizarem 73% –; e pelo segundo calote da argentina desde 2001 – que ativou o pagamento de US$ 1 bilhão em seguros sobre os títulos do país (os chamados CDSs, ou credit default swap).

Os investidores nos mercados acionários também resolveram colocar algum lucro no bolso, mesmo com o crescimento do PIB americano de 4% no segundo trimestre de 2014. A leitura fina do número não sugere tanta robustez dada a grande contribuição que veio do incremento de estoques. O aumento modesto do desemprego no país para 6.2%, juntamente com uma menor criação de postos de trabalho, diminuiu a resiliência no mercado, zerando os ganhos do Dow Jones no ano. Apenas para registrar: os principais índices acionários caíram entre 1% e 4% nos últimos cinco dias, sendo que os indicadores asiáticos foram exceções.

Os três principais índices de commodities tomaram um tombo de 2%, e dentre as matérias-primas que compõe o CRB o café foi o único que subiu respeitáveis 7.37%, já que o cacau, o gás natural e a soja todos tiveram alta menor que 0.5%.

O contrato do arábica da ICE fechou o mês de julho com ganhos acumulados no ano de 12.7%, e de sexta passada para esta teve uma alta de US$ 17.46 por saca. Londres subiu menos, US$ 4.80 a saca, reflexo da proximidade da safra e dos diferenciais barateados do Vietnã.

Nova Iorque teve uma correria logo cedo no pregão de quinta-feira, respondendo ao relatório da Terra Forte que apontou uma safra 2014/2015 em 45,78 milhões de sacas, 1.62 milhões de sacas a menos do que sua última previsão. A empresa deu ainda mais credibilidade à sua análise ao não mencionar o tamanho da próxima safra, mas sim em alertar para a situação das lavouras que pode resultar em uma produção ainda menor. Na sequência um diretor da OIC deu uma entrevista dizendo que o déficit mundial deste ciclo pode chegar à 10 milhões de sacas. O resultado foi uma enxurrada de cobertura de posições vendidas, tanto em futuros, como em opções de compra (calls), sendo muitas que vencem dia 8 de agosto.

Traders que estavam vendidos nas calls dos strikes de 195, 200, 205, e 210, sofreram com a conhecida exposição ao gamma, sendo forçados a recomprar suas posições, ou os futuros, para diminuírem suas perdas, pois muitos não acreditavam que em sete sessões o mercado fosse subir tanto.

A natureza do rally foi em grande parte de liquidação de posições, e menos de novos comprados, comprovada no pequeno incremento do número de contratos em abertos. A queda forte na sexta-feira também demonstra a atitude do “get me out of it” (me tira deste mercado), pois tão logo acabaram as recompras dos shorts que levou o contrato de setembro a US$ 207.40 centavos no dia, a cotações desmoronaram e encerraram a apenas 0,75 centavos da mínima, a US$ 192.35.

O fluxo de café físico no Brasil serviu para mostrar ao mercado que os produtores não querem perder a oportunidade de vender café próximo a R$ 500.00 a saca. A desvalorização da moeda brasileira (impacto do default da Argentina) fez Nova Iorque negociar a R$ 470 centavos por libra, nível visto no começo de maio último.

Vale mencionar que o volume de contratos que trocaram de mão na bolsa foi relativamente pequeno se comparado ao dilatado intervalo de preços, mostrando leveza e continuação da volatilidade. O relatório de posicionamento dos traders (COT) apontou que os comerciais tem interesse em comprar futuro próximo de US$ 170 centavos, pouco mais de 20 centavos abaixo do fechamento. Vendedores, ainda segundo o COT, apareceram na venda acima de US$ 180 centavos, e certamente venderam ainda mais entre 190 e 200 centavos – como deve aparecer no relatório da semana seguinte.

Tecnicamente o gráfico sugere uma rejeição da alta (jargão do candlestick que se chama: “shooting star”) e pode trazer mais vendas na segunda-feira, para testar o suporte à 185.50 centavos – média-móvel de 100 dias.

Claro que o movimento trouxe ao noticiário aqueles que dizem que o mercado vai a US$ 400.00 centavos, uma possibilidade que para se tornar provável precisa de uma deterioração muito grande do quadro fundamental.

A performance das últimas duas semanas corroboram para o argumento que usei neste espaço, de que era prematuro devolver o prêmio de incerteza como o mercado vinha fazendo.

As cotações devem encontrar um piso acima de US$ 170 centavos até que se possa avaliar a florada e o estado do cafezal em Novembro e Dezembro.

Boa semana e muito bons negócios a todos.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

domingo, 3 de agosto de 2014

Café recua após máxima de 3 meses em NY

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 18:29 BRT
 
[-] Texto [+]
NOVA YORK/LONDRES (Reuters) - Os contratos futuros do café arábica saíram das máximas de 3 meses na bolsa de Nova York (ICE), registradas mais cedo, e fecharam com queda nesta sexta-feira, com vendas de produtores e realização lucro no final da sessão.
O contrato referência base setembro do café arábica subiu até a máxima de 2,074 dólares por libra-peso, antes de devolver os ganhos, em meio a menos coberturas de vendidos e a desaceleração de novas compras.
Os produtores também aproveitaram para vender quando os preços atingiram os maiores patamares desde o final de abril. A alta inicial foi puxada por expectativas de que os estragos à safra do Brasil, maior produtor global, podem ser maiores que o inicialmente previsto.
O contrato setembro fechou com queda de 1,4 por cento, a 1,9235 dólar por libra-peso, depois de oscilar em amplo intervalo de quase 16 centavos em pesadas negociações.
Mesmo com as perdas de sexta-feira, o vencimento teve o terceiro ganho semanal seguido, encerrando com alta de 7,4 por cento.
O contrato setembro do café robusta da bolsa de Londres (Liffe) recuou 0,3 por cento, a 2.097 dólares por tonelada.
O açúcar bruto afundo para mínimas de 5 meses e meio, de 16,20 centavos, pressionados por ampla oferta no curto prazo em meio ao pico da colheita no Brasil.
O vencimento para outubro do açúcar bruto da ICE fechou com queda de 0,7 por cento, a 16,35 centavos por libra-peso.
O açúcar branco da Liffe, para entrega em outubro, caiu 2 dólares e fechou a 435,70 dólares a tonelada.
(Por Chris Prentice e David Brough)