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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Café reverte pressão inicial e fecha dia com ganhos ligeiros na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um dia marcado por ações nos dois lados na escala de preços. Pela manhã, pressionadas pelo clima desfavorável dos mercados internacionais, as cotações registraram perdas consideráveis e o maio rapidamente se posicionou abaixo do nível de 140,00 centavos por libra. No entanto, diferentemente do que se observa ao longo das últimas sessões, o mercado apresentou um poder de reação e conseguiu registrar algumas recompras, que permitiram fazer com que os preços voltassem a subir, ainda que, ao final do pregão, os ganhos tenham sido extremamente tímidos. As recompras foram registradas após o maio não conseguir buscar um suporte básico, como o nível de 138,10 centavos, que foi a mínima da sessão anterior. Diante disso, alguns players se animaram e permitiram que ao menos os patamares conquistados no pregão passado fossem preservados.
Tecnicamente, os gráficos ainda não mostram uma mudança de tendência para o café, que continua sendo baixista no curto e no longo prazo. No entanto, o quadro sobrevendido é evidente e algumas correções podem ser buscadas.
Fundamentalmente, o mercado não apresenta grandes novidades, sendo que a safra brasileira continua sendo a principal motivação vendedora dos baixistas, que acreditam que a produção do país permitirá equalizar a disponibilidade internacional do grão.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 10 pontos, com 141,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 141,95 centavos e a mínima de 139,30 centavos, com o julho tendo avanço de 10 pontos, com 144,40 centavos por libra, com a máxima em 144,50 centavos e a mínima em 142,00 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 9 dólares, com 2.030 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 6 dólares, no nível de 2.069 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado, em sua primeira parte, pela influência mais significativa dos indicadores externos. Os bons ganhos do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais pressionou vários segmentos e as commodities foram afetadas. O petróleo, por exemplo, recuou mais de 2,3% no dia, com recuos também sendo observados no trigo, milho, algodão, açúcar, entre outras matérias-primas.
"O café, no entanto, conseguiu, de novo, se dissociar dessa tendência negativa externa e, com isso, conseguimos fechar o dia próximos da estabilidade, sem, no entanto, experimentarmos mais perdas. O quadro ainda é negativo e ainda é cedo para se falar em mudança de tendência, principalmente pelo fato de os compradores se mostrarem consideravelmente reticentes e as resistências dificilmente serem testadas", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 20, somaram 1.097.046 sacas, contra 1.047.657 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.026 sacas, indo para 2.676.003 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.396 lotes, com as opções tendo 10.438 calls e 2.090 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 141,95-142,00, 142,50-142,60, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50 e 147,00 com o suporte em 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00 e 132,50 centavos.
Londres tem recompras e consegue fechar dia no lado positivo
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quinta-feira caracterizada por altas ligeiras para os preços. A posição maio chegou a registrar perdas e se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.050 dólares, no entanto, na parte final da sessão, algumas recompras foram observadas e o fechamento conseguiu se dar com alguma valorização.
De acordo com analistas internacionais, as perdas iniciais se deram na esteira das quedas observadas em Nova Iorque. No entanto, seguindo o comportamento dos arábicas, que também inverteram de lado, compras passaram a ser registradas e o fechamento do dia conseguiu se dar no lado positivo da escala de preços. Mais uma vez, as rolagens foram registradas, principalmente entre março e maio. a primeira posição vai diminuindo gradativamente seu total de contratos em aberto — hoje em cerca de 18,8 mil —, ao passo que a segunda posição já ostenta 49,2 mil.
"Tivemos uma tentativa de pressão, com a mínima tocando nos 2.043 dólares. No entanto, gradativamente as recompras foram processadas e conseguimos finalizar o dia próximo das máximas. Ainda não estamos nos patamares experimentados no início de fevereiro, mas o mercado volta a demonstrar consistência e os diferenciais para os arábicas se mantêm curtos", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 4,91 mil contratos, contra 5,51 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 39 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 9 dólares, com 2.030 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 6 dólares, no nível de 2.069 dólares por tonelada.
Dólar acompanha mercado externo e fecha em alta
SÃO PAULO - O dólar comercial fechou esta quinta-feira em alta, acompanhando o
mercado externo, influenciado pela divulgação de indicadores econômicos ruins
na Europa e nos Estados Unidos e ainda sob o impacto da sinalização de ontem do
Federal Reserve (fed, banco central americano) de que pode antecipar o fim de
seu programa de estímulos.
A moeda americana subiu 0,36%, a R$ 1,973, após chegar a bater R$ 1,980, maior
cotação intradia em quase duas semanas. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros
(BM&F), o contrato de dólar futuro para março subia 0,58%, a R$ 1,9750, antes
do ajuste final.
"O real hoje se comportou como uma moeda normal, e seguiu o clima de aversão a
risco que se viu lá fora", disse Luís Otávio de Souza Leal, economista-chefe do
Banco ABC Brasil. Segundo ele, a valorização do dólar ainda reflete, em parte,
o nervosismo do mercado causado pela ata do Fed divulgada ontem, acentuado hoje
por declarações de presidentes regionais do BC americano "até mais fortes que o
que foi dito na ata".
Durante a tarde, em entrevista a jornalistas estrangeiros, o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, disse que não serão mais necessárias medidas cambiais
no país, dada a estabilidade do real. A fala serviu para conter o ritmo de alta
do dólar, mas não foi suficiente para reverter tendência, uma vez que o mercado
já vinha apostando numa pausa nas medidas do governo para o câmbio.
"O mercado até recebeu como equilibradas as declarações do Mantega. Mas o que
prevaleceu mesmo foi o cenário externo", disse Souza Leal. "A variação do real
ficou parecida com as do dólar canadense, neozelandês. Não houve um movimento
exagerado por aqui."
Com valorização de quase 1% apenas nos últimos dois dias, o mercado fica mais
atento à possibilidade de intervenções do BC para limitar a alta do dólar ante
o real. Isso, na prática, significaria mais uma virada de mão da autarquia que,
nas últimas intervenções, atuou para conter baixas exageradas da moeda
americana.
"Se a gente for olhar apenas para a taxa, nos níveis de agora não acho que o BC
entra. Para mim, o número a se guardar é R$ 2,04, porque foi nesse ponto que o
BC fez swap tradicional pela última vez", disse Jayro Rezende, gerente de
derivativos de câmbio da CDG Investimentos.
Souza Leal, do ABC, porém, acredita que muito mais que um patamar, o BC busca
evitar movimentos exagerados no câmbio, tanto para cima quanto para baixo. Para
ele, a banda cambial realmente teria limites, mas que seriam muito mais
relativos que absolutos.
"Entre R$ 1,95 e R$ 2 o BC se sente confortável, mas se o câmbio passar um
pouco de R$ 2 ou cair um pouco abaixo de R$ 1,95, sem exageros, ele deixaria
passar para depois avaliar", disse o economista.
No exterior, o Dollar Index, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta
de seis moedas, subia 0,38%, a 81,39 pontos, enquanto o euro, principal
componente dessa cesta, caía 0,70%, a US$ 1,318. Ante o dólar canadense, a
moeda americana subia 0,20% e, em relação à neozelandesa, avançava 0,19%.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DI cairá se confirmada desaceleração do IPCA-15
São Paulo, 21 de fevereiro de 2013 - O mercado de contratos futuros de
Depósito Interfinanceiro (DI) deve ser influenciado amanhã (22) pela
divulgação do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15)
referente a fevereiro. Se for comprovada a desaceleração do indicador, como o
mercado espera, é possível que os contratos tenham tendência de queda. O
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA-15 às
9h.
O mercado estima que a inflação medida pelo IPCA-15 seja de 0,61% em
fevereiro, segundo o cálculo da mediana das projeções coletadas pela Agência
CMA para o Termômetro CMA. Se confirmado o resultado, o índice terá
desacelerado em relação a janeiro, quando a inflação registrada foi de
0,88%.
"Estamos esperando que o IPCA-15 fique em 0,62%, apresentando
desaceleração, influenciado pela redução na conta da energia elétrica. Se
confirmado o recuo da inflação, o mercado passa a reduzir as apostas de
elevação da Selic [taxa básica de juros] na reunião de abril do Copom
[Comitê de Política Monetária]", explicou Luciano Rostagno,
estrategista-chefe do Banco WestLB.
Segundo Paulo Petrassi, chefe de renda fixa da Leme Investimentos, não há
indicadores relevantes para o pregão de amanhã. "A agenda interna é fraca,
por isso, acredito que os DIs devem seguir sem uma tendência definida",
afirmou o especialista.
Rostagno disse ainda que amanhã terá divulgação de dados de conta
corrente e investimentos esterno direto, podendo pesar um pouco sobre os DIs.
"Não acho que faz tanto preço nos juros, mas é bom ficar de olho, pois
qualquer movimento atípico pode mexer", acrescentou o estrategista-chefe do
Banco WestLB. O Banco Central (BC) divulga, às 10h30, nota do setor externo
referente a janeiro.
Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram em
sentidos opostos no pregão de hoje da BM&FBovespa. Os contratos para janeiro e
julho de 2014 apresentaram queda, passando de 7,68% para 7,69% e 8,03% para
8,04%, respectivamente, com volume financeiros de R$ 44,807 bilhões e R$ 7,049
bilhões, na mesma ordem.
No sentido oposto, o vencimento para janeiro de 2017 avançou de 9,14% para
9,16%, com volume financeiro de R$ 8,555 bilhões, enquanto o contrato para
outubro de 2013 subiu de 7,47% para 7,48%, com giro financeiro de R$ 6,996
bilhões e o vencimento para janeiro de 2016 saltou de 8,87% para 8,89% (R$
6,525 bilhões).
Os vencimentos para julho de 2013 e janeiro de 2015 encerraram as
negociações na estabilidade, a 7,19% e 8,39%, com movimentação financeira de
R$ 35,790 bilhões e R$ 35,451 bilhões, respectivamente.
O número de contratos negociados neste pregão chegou a 1.782.635, número
31,75% inferior ao verificado no pregão de ontem. O volume financeiro das
operações atingiu R$ 160,550 bilhões.
No mercado de câmbio, a influência deve vir da divulgação do índice
sobre a confiança do empresário da Alemanha, medido pelo instituto CESifo
referente a fevereiro. O dado será divulgado às 6h. Em janeiro, o índice
subiu para 104,2 pontos. "O último dado econômico divulgado na Europa acabou
animando os investidores. Isso pode fazer a bolsa subir e trazer uma
valorização para o dólar comercial. Mas isso só acontecerá se o número for
positivo", disse Rostagno.
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,35%,
cotado a R$ 1,9710 na compra e a R$ 1,9730 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou ente a mínima de R$ 1,9650 e a máxima de R$ 1,98. No
mercado futuro, os contratos de dólar com vencimento para março e abril de
2013 valorizaram 0,58% a R$ 1.975,000 e R$ 1.983,500, respectivamente.
Bolsa segue queda dos mercados externos e renova menor nível em 3 meses
São Paulo, SP (FolhaNews) - A divulgação de indicadores negativos tanto nos
Estados Unidos quanto na Europa alimentou um sentimento de cautela entre os
investidores, que ainda temem um possível corte nos estímulos econômicos do
governo americano.
Com isso, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, seguiu o
desempenho dos principais mercados internacionais e fechou esta quinta-feira
(21) em baixa de 0,04%, aos 56.154 pontos. Esta foi a sétima queda seguida
registrada pelo índice, que soma perda de 7,83% em 2013.
Ajudando a puxar o desempenho do índice para baixo, os papéis preferenciais
(mais negociados e sem direito a voto) da Petrobras, que possuem forte peso no
índice, registraram queda de 1,7%.
Na contramão, as ações ordinárias (com direito a voto) do Banco do Brasil
subiram 4,07%. O movimento reflete a divulgação de resultados do banco,
mostrando um lucro líquido recorde de R$ 12,2 bilhões em 2012.
Os papéis da OGX, empresa do ramo de petróleo de Eike Batista, também fecharam
em forte alta, de 11,8%, corrigindo as perdas recentes.
INFLAÇÃO
Por aqui, o mercado se atentou à declaração do ministro da Fazenda, Guido
Mantega, de que a inflação no Brasil está sob controle e que deve desacelerar
este ano em relação ao ano passado, mas ficando ainda acima do centro da meta
oficial.
Segundo ele, a inflação deve encerrar 2013 em torno de 5,5%. A meta de inflação
é de 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais para mais ou para menos.
CENÁRIO EXTERNO
Na zona do euro, o Indice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) caiu
para 47,3 em fevereiro, ante 48,6 no mês anterior, mostrando uma piora
inesperada nas condições empresariais da região, especialmente na França.
As referências econômicas vindas dos Estados Unidos também não ajudaram as
Bolsas internacionais, inclusive a BM&F Bovespa, a se recuperarem.
Por lá, o ritmo de crescimento da indústria desacelerou em fevereiro, mas
permaneceu perto da máxima de nove meses graças a uma forte demanda doméstica,
mostrou nesta quinta-feira o Indice de Gerentes de Compras.
Por outro lado, as vendas de moradias usadas nos Estados Unidos avançaram em
janeiro, deixando a oferta de imóveis em seu maior nível em 13 anos.
Também em janeiro, os preços ao consumidor nos EUA ficaram inalterados pelo
segundo mês seguido, dando espaço ao banco central do país para manter sua
postura de política monetária acomodativa com o objetivo de estimular a
economia.
O Indice Econômico Antecedente, que compila o desempenho dos principais
indicadores econômicos dos EUA e dá uma noção da atividade econômica futura,
avançou modestamente em janeiro, indicando crescimento estável nos próximos
meses.
PERSPECTIVA: Alemanha e IPCA-15 devem determinar rumo do Ibovespa amanhã
São Paulo, 21 de fevereiro de 2013 - A divulgação de números relativos
ao Produto Interno Bruto (PIB) alemão e à inflação, no ambiente doméstico,
devem orientar os negócios na BM&FBovespa amanhã. Também no cenário externo,
os investidores estarão atentos aos discursos de representantes do Federal
Reserve (Fed, banco central norte-americano).
Nastássia Romanó Leite de Castro, economista Omar Camargo Corretora,
destaca que os dados da economia alemã trarão uma referência ao mercado sobre
como está evoluindo a economia na Europa. Às 4h, será divulgada a segunda
leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2012 da Alemanha.
Na versão preliminar, houve queda de 0,6% ante o terceiro trimestre.
Além disso, os comentários de membros da autoridade monetária
norte-americana também podem influenciar os investidores, depois de um aumento
da aversão ao risco no exterior com a ata da última reunião do Comitê
Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed. "O mercado vai
estar de olho nesses discursos", afirma Leandro Silvestini, assessor de
investimentos da Intrader.
No cenário interno, destaque para números de inflação, segundo
Nastássia. "O indicador nacional mais importante será o Indice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), com a previsão é de que desacelere a
inflação. Isso pode influenciar positivamente a bolsa, pois o mercado está
receoso com pressão inflacionária".
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o
Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) referente a
fevereiro. O mercado estima que a inflação medida pelo IPCA-15 seja de 0,61%
em fevereiro, segundo o cálculo da mediana das projeções coletadas pela
Agência CMA para o Termômetro CMA. Se confirmado o resultado, o índice terá
desacelerado em relação a janeiro, quando a inflação registrada foi de
0,88%.
Silvestrini acredita que o Ibovespa pode apresentar alta no pregão de
amanhã, mas destaca que o índice se manteve abaixo dos 57 mil pontos.
"Graficamente, existe uma resistência muito importe nos 55 mil pontos. Se cair
desse patamar nos próximos pregões, isso poderia criar um movimento forte
saída dos papéis", explica.
No pregão de hoje, o Ibovespa fechou o pregão de hoje praticamente
estável, com ligeira variação negativa de 0,04%, aos 56.154 pontos. O volume
negociado na bolsa foi de R$ 8,1 bilhões. A maior alta entre os papéis que
compõem o índice foi da petrolífera OGX, do Grupo EBX, após novos rumores
sobre a venda de participação da companhia, desta vez para a Petronas, da
Malásia. Os papéis da companhia (OGXP3) encerraram as negociações de hoje
com alta de 11,8%, a R$ 3,60.
Silvestrini ressalta que o movimento refletiu essas especulações sobre a
venda, com os investidores "pensando em conseguir algum lucro futuro depois de
tantas quedas registradas pelo papel". Por outro lado, ressalta, as ações da
empresa ainda estão muito longe do patamar em que encontravam no começo do
ano passado e que "apostar em uma recuperação ainda é loteria".
Também entre os destaques positivos do dia, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu
4,07%, a R$ 25,29, depois de a instituição reportar lucro líquido ajustado
de R$ 3,180 bilhões, alta de 5,1% ante os R$ 3,025 bilhões de igual período
de 2011, acima os dos R$ 2,794 bilhões estimados.
Do lado negativo, a maior perda foi da Gafisa (GFSA3), que recuou 3,69%, a
R$ 3,91, seguida da Rossi (RSID3) com perda de 3,62%, a R$ 3,46.
Entre as blue chips, as PNAs da Vale (VALE5) fecharam praticamente
estáveis, com leve alta de 0,05%, a R$ 34,82, com o maior volume financeiro do
dia, de R$ 730,557 milhões. As preferenciais da Petrobras (PETR4), no sentido
inverso, caíram 1,70%, a R$ 17,32, movimentando R$ 523,733 milhões.
Os índices do mercado de ações dos Estados Unidos encerraram as
negociações dessa quinta-feira em campo negativo. O Dow Jones teve queda de
0,34%, para 13.880,62 pontos, o S&P 500 caiu 0,63%, para 1.502,42 pontos, e o
Nasdaq Composto perdeu 1,04%, para 3.131,49 pontos.
Com queda da Selic, BC reduz taxas cobradas em linhas de liquidez
BRASILIA - O Banco Central (BC) reduziu as taxas cobradas em linhas de liquidez
e também o custo financeiro para as instituições financeiras que deixarem de
cumprir a obrigatoriedade dos recolhimentos de compulsórios.
A autoridade monetária informou que as alterações têm como objetivo alinhar as
despesas ao novo patamar da taxa básica de juros (Selic), que está em 7,25% ao
ano. Antes, as normas vigentes eram de 2002, quando a Selic variou de 18% a 25%
ao ano. Apesar de representarem um alívio financeiro para os bancos, o BC
afirma que as medidas das circulares 3.631, 3.632 e 3.633 não têm impacto
econômico ou de liquidez.
Os ajustes nas taxas de liquidez foram os seguintes: nas operações de um dia
útil, o custo foi reduzido de Selic mais 6% ao ano para Selic mais 1% ao ano; a
taxa de operações de até 15 dias úteis caiu de Selic mais 4% ao ano para Selic
mais 2% ao ano. Essas medidas entram em vigor na terça-feira da semana que vem.
Já o custo financeiro cobrado das instituições que deixam de cumprir com o
recolhimento compulsório foi reduzido de Selic mais 14% para Selic mais 4% ao
ano. A medida, segundo a autoridade monetária, não vai ter impacto no volume de
compulsórios que deixaram de ser recolhidos ao BC. Para a instituição, continua
ainda sendo um "custo alto, adequado e reparatório". A nova norma passa a
vigorar em 3 de abril.
Compulsório
A diretoria colegiado do BC também aprovou uma "simplificação" e
"uniformização" nos procedimentos operacionais para cálculo e movimentação do
recolhimento dos compulsórios. Essas medidas fazem parte do programa "BC
Otimiza", na terça-feira pela autarquia, com o objetivo de reduzir os custos
que as instituições financeiras possuem para cumprir às exigências de
observância e envio de informações estipuladas pelo BC e pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN).
A principal alteração divulgada nesta quinta-feira diz respeito à eliminação da
sobreposição de três dias entre os períodos de cálculo e de movimentação dos
recolhimentos compulsórios.
Dessa forma, o cálculo e movimentação dos compulsórios serão feitos em períodos
distintos. Para as instituições financeiras do chamado grupo A, o cálculo será
feito de 15 a 19 de abril e o recolhimento, de 24 de abril a 7 de maio. As
instituições do grupo B farão o cálculo entre 22 e 26 de abril e movimentarão o
compulsório de 2 a 14 de maio.
MERCADO EUA: Ata do Fed ainda preocupa e índices encerram em queda
São Paulo, 21 de fevereiro de 2013 - Os índices de ações dos Estados
Unidos fecharam pelo segundo dia consecutivo em queda, com uma piora além do
esperado na atividade industrial regional e ainda refletindo as incertezas sobre
os próximos movimentos do Federal Reserve (Fed, banco central do país). O Dow
Jones teve queda de 0,34%, para 13.880,62 pontos, o S&P 500 caiu 0,63%, para
1.502,42 pontos, e o Nasdaq Composto perdeu 1,04%, para 3.131,49 pontos.
A ata do Fed divulgada ontem sobre os próximos passos da política
monetária dos Estados Unidos ainda pesa hoje sobre o mercado, com dúvidas
sobre a continuação ou não de medidas de estímulo a liquidez em 2013.
No campo econômico, o índice de atividade industrial regional medido pelo
Federal Reserve Bank da Filadélfia caiu de -5,8 pontos em janeiro para -12,5
pontos em fevereiro, número muito inferior à expectativa do mercado, de alta
de 1,5 ponto. Segundo a instituição, o subíndice de empregos subiu de -5,2
pontos para 0,9 ponto, com aproximadamente 15% das empresas relatando aumento de
contratações e 14% reportando queda.
Os outros dados econômicos do país também contribuíram para o clima
pessimista dos investidores. O número de pessoas que pedem o benefício do
governo em razão de desemprego aumentou 20 mil para 362 mil na semana passada,
o índice de gerente de compras (PMI) sobre a atividade industrial
norte-americana caiu para 55,2 pontos em fevereiro e os indicadores antecedentes
em janeiro tiveram alta de 0,2%, levemente abaixo da expectativa de 0,3%.
Com aumento dos estoques nos EUA, preço do petróleo fecha em queda
São Paulo, SP - Os preços do petróleo fecharam em queda nesta
quinta-feira (21), refletindo o aumento nos estoques da commodity nos Estados
Unidos e a preocupação dos investidores com um possível corte nos estímulos
econômicos do governo americano.
O contrato de petróleo mais negociado na Bolsa de Nova York, com vencimento em
março deste ano, fechou cotado a US$ 93,01, queda de 2,33% em relação ao
fechamento de ontem.
Já o principal contrato do barril de petróleo Brent, negociado no mercado de
Londres, teve perda de 1,57% nesta quinta-feira, para US$ 113,78.
A AIE (Administração de Informação de Energia) divulgou hoje que os estoques de
petróleo subiram 4,14 milhões barris na semana passada nos EUA, para 376,39
milhões de barris. A previsão do mercado era de alta de 1,8 milhão de barris.
Já as reservas de gasolina do país caíram em 2,88 milhões de barris, para
230,35 milhões de barris. A estimativa era de queda de 700 mil barris.
Estoques em poder do produtor estavam em 28,4 milhões de sacas em 01/01/2013
Estoques de café em poder do produtor Brasileira estão cerca de 20% maior do que um ano antes, segundo a Terra Forte Exportação e Importação Ltda Estoques cafe ficou em 28,4 milhões de sacas em 01 de janeiro, contra 23,750 milhões de sacas no mesmo período um ano anteriormente, disse Jayme Leme Neto, gerente de exportação da empresa em São João da Boa Vista. Bloomberg
Sugar Falls on Ample Supplies; Cotton Slides; Coffee,Cocoa Gain
Bloomberg - Oliver Renick
Feb. 21 - Sugar slid on a report that a global surplus will be larger than expected, partly because of more production in Brazil, the world’s largest grower. Cotton also dropped, while coffee, cocoa and orange juice advanced.
The global surplus for the 12 months started Oct. 1 will be 38 percent larger than estimated in November, the International Sugar Organization said today. Brazilian millers will produce 40.3 million tons of the sweetener, compared with 35.2 million a year earlier, according to the report. Prices in New York dropped to 17.67 cents a pound on Feb. 15, the lowest since August 2010.
“Anytime you see talk about bigger world supplies it reminds everyone why it got to 18 cents in the first place,” Jack Scoville, vice president at Chicago-based Price Futures Group Inc. said in a telephone interview. “There’s some reactionary sell-out.”
Raw-sugar futures for delivery in May dropped 1.3 percent to settle at 17.9 cents at 2:00 p.m. on ICE Futures U.S. in New York. Prices are down 8.3 percent this year.
Also on ICE, cotton futures for May delivery slumped 1.5 percent to 83.23 cents a pound, the first loss in a week.
Arabica-coffee futures for May delivery gained 0.1 percent to $1.4175 a pound in New York.
Also on ICE, cocoa futures for delivery in May advanced 0.9 percent to $2,133 a metric ton, the first increase since Feb. 7. Orange-juice futures for delivery in May added 1.9 percent to $1.289 a pound, the biggest gain since Feb.
Cepea: Preço do café rio está firme, sobretudo no Paraná
Os preços do café arábica do tipo 7 bebida rio têm se mantido em patamares firmes nesta semana. Segundo agentes consultados pelo Cepea, o motivo é a retração vendedora, combinada à demanda elevada por parte de torrefadores nacionais. No Paraná, os principais compradores são empresas de torrefação locais, e a procura por esse tipo de grão é considerada alta. Agentes comentam, inclusive, que a procura tem superado o volume de arábica rio disponível para comercialização no estado. Assim, nessa quarta-feira, 20, o rio foi cotado entre R$ 270,00 e R$ 280,00/sc de 60 kg no Noroeste do Paraná, cerca de 10 reais acima do observado no Sul de Minas, por exemplo. Quanto ao arábica de melhor qualidade, a comercialização segue lenta, segundo pesquisadores do Cepea. Ainda há considerável volume de café retido por parte de produtores, mas a maioria aguarda valorização do grão para negociar. No entanto, com a proximidade da safra nova, as apostas em aumento de preços começam a se dissipar. Segundo colaboradores, aparentemente não há intenção em formar estoques do grão, e assim, a expectativa é que produtores de arábica comecem a ofertar volumes maiores nas próximas semanas, desde que as cotações não tenham forte queda.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Após início da notificação do março, café consegue bons ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US respiraram nesta quarta-feira e conseguiram experimentar ganhos interessantes, com a posição maio conseguindo voltar a se posicionar acima do nível psicológico de 140,00 centavos de dólar por libra peso. O dia foi caracterizado pela predominância das compras especulativas. a sessão também foi marcada pelo início da notificação do contrato de março. Diante da menor pressão para esse tipo de procedimento, o que se observou foram players mais dispostos a realizarem algumas correções, o que permitiu que os ganhos se mantivessem constantes ao longo de grande parte do pregão.
Com os ganhos do dia, o mercado consegue efetuar ligeiras correções no seu quadro sobrevendido, ainda que a tendência técnica, expressa nos vários gráficos, continue ser baixista, tanto no curto como no longo prazo. Alguns operadores avaliam que o mercado ainda continua focado fortemente no Brasil, que colheu uma safra muito expressiva em 2012 e pode ter uma produção considerável também em 2013, ano de baixa, dentro do quadro de bienalidade.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve alta de 450 pontos, com 141,00 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 141,70 centavos e a mínima de 136,55 centavos, com o maio tendo avanço de 325 pontos, com 141,65 centavos por libra, com a máxima em 142,40 centavos e a mínima em 138,10 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 15 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 19 dólares, no nível de 2.063 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi de consistência para o café na bolsa nova-iorquina, ainda que o segmento externo se mostrasse bastante negativo para segmentos como o de commodities. O dólar experimentou altas em relação a uma cesta de moedas internacionais, abrindo espaço para liquidações em mercados de risco. O petróleo, por exemplo, fechou o dia com perdas de quase 2%.
"Tivemos uma sessão de altas que, em parte, foram estimuladas pela amenização do quadro de rolagens antes do início da notificação do março. Não podemos avaliar essa alta como uma mudança de cenário. Infelizmente, ele continua negativo e poderemos voltar a sentir o peso da mão dos vendedores nos próximos dias. Os baixistas ainda dominam e antes de avaliarmos uma mudança de cenário seria interessante termos correções mais efetivas diante do quadro sobrevendido", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 19, somaram 1.055.454 sacas, contra 808.098 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 38 sacas, indo para 2.672.007 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 48.927 lotes, com as opções tendo 10.184 calls e 3.645 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 141,70, 142,00, 142,50-142,60, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50 e 147,00 com o suporte em 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 131,00, 130,50 e 130,10-130,00 centavos.
Londres volta a ganhar corpo e maio fica acima dos US$ 2.050
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira de recuperação e conseguiram encerrar o pregão com ganhos, consolidando a posição maio acima do nível psicológico de 2.050 dólares.
O dia foi caracterizado por compras técnicas, principalmente por parte dos especuladores. Nas máximas, em 2.072 dólares, algumas vendas de origens foram identificadas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela dissociação em relação ao mercado externo, já que a maior parte das commodities amargou uma quarta-feira de perdas consideráveis e dólar em elevação a uma cesta de moedas internacionais. Assim como nos demais dias da semana, as rolagens de posição continuaram efetivas, principalmente entre março e maio. A primeira posição tem cerca de 23 mil contratos em aberto, contra aproximadamente 48 mil da segunda.
"Seguimos o bom desempenho dos arábicas em Nova Iorque e, com isso, conseguimos minimizar as perdas recentes. O mercado de robusta está calmo e, mesmo com as baixas dos últimos dias, se mostra consistente, com os diferenciais para os arábicas ainda se mantendo curtos", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 2,84 mil contratos, contra 5,60 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 42 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 15 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 19 dólares, no nível de 2.063 dólares por tonelada.
Dólar fecha com firme alta após ata do Fed e ajuste técnico
SÃO PAULO - O dólar disparou durante a tarde e fechou perto das máximas do dia
ante o real nesta quarta-feira, perto de R$ 1,97. As operações domésticas
seguiram a ampla valorização da divisa americana no exterior, em meio a um
robusto volume de negócios.
A leve correção técnica iniciada no início da manhã, depois que a moeda flertou
com mínimas em mais de nove meses ontem, transformou-se em firme demanda depois
da notícia de que membros do Federal Reserve (Fed, banco central americano)
expressaram em sua última reunião de política monetária crescente desconforto
com suas políticas de alívio monetário.
No fechamento, o dólar comercial subiu 0,56%, para R$ 1,966, bem perto da
máxima do dia, de R$ 1,968. Na mínima, a divisa caiu a R$ 1,954 (-0,05%). No
mercado futuro, onde os negócios vão até as 18h, o dólar para março avançava
0,51%, a R$ 1,967.
Na prática, uma eventual retirada de parte dos estímulos em curso pelo Fed
reduziria a oferta global de dólares, o que por tabela tenderia a valorizar a
moeda americana em todo o mundo. A ata do Fed, divulgada nesta tarde,
referendou essa expectativa na medida em que mostrou preocupação entre os
membros do comitê de política monetária de que as injeções de liquidez pelo
banco central americano possam gerar instabilidade nos mercados financeiros e
se tornem difíceis de ser retiradas no futuro.
O gerente da mesa de derivativos cambiais de uma corretora ponderou, contudo,
que a reação à ata do Fed foi "exagerada". Segundo ele, os ganhos da moeda
americana no Brasil só tiveram respaldo por uma questão técnica, uma vez que o
mercado já havia testado, sem sucesso hoje, a taxa de R$ 1,95, considerada por
muitos agentes uma espécie de piso informal definido pelo Banco Central.
"Tinha um receio desde o início do dia de que o BC atuasse. Isso segurou um
pouco as vendas. O mercado precisava de um motivo para comprar, e esse motivo
veio com o Fed", diz o profissional, referindo-se à possibilidade de o BC
anunciar leilões de swap cambial reverso, o que não se confirmou hoje.
De todo modo, muitos profissionais afirmam que o dólar ainda tende, por ora, a
testar novas mínimas, com o mercado forçando esse movimento na tentativa de
confirmar se o governo tolerará um câmbio ainda mais apreciado. "É um movimento
que vai se repetir. [O dólar] já foi três vezes em R$ 1,95 e voltou. Das
últimas vezes o BC atuou, hoje, não. Sem uma atuação, o mercado pode ficar
menos cauteloso nos próximos dias e voltar a mirar essa mínima", diz o operador
de câmbio de um banco.
Mais cedo, profissionais comentaram ainda que a firme demanda de importadores e
saídas de recursos pela conta financeira foram mais um catalisador para a alta
do dólar, cenário que se manteve na semana passada e persitiu hoje.
Segundo o BC, o fluxo cambial ficou negativo na semana passada em US$ 750
milhões, pior leitura desde a semana encerrada no dia 25 de janeiro, quando o
déficit de moeda totalizou US$ 1,379 bilhão.
No exterior, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante uma
cesta de divisas, saltava 0,78%, a 81,19 pontos. O euro aprofundava as perdas a
0,81%, cotado a US$ 1,3281, enquanto a libra esterlina afundava 1,23%, a US$
1,5237.
O dólar subia forte também em relação a divisas de perfil semelhante ao real. O
dólar australiano, por exemplo, despencava 1,12%, a US$ 1,0241, enquanto a
moeda da Nova Zelândia afundava 1,66%, a US$ 0,8330. Entre as emergentes, o
peso mexicano perdia 0,79%, a 12,7295 por dólar; enquanto a lira turca cedia
0,53%, a 1,7861 por dólar.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Mercado seguirá sem tendência amanhã
São Paulo, 20 de fevereiro de 2013 - O mercado de câmbio e de contratos
futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) seguiré sem tendência definida para
as negociações de amanhã. Para Décio Pereira Filho, operador da Socopa
Corretora, o mercado não tem sido influenciado por dados econômicos, mas sim
por declarações de autoridades ligadas ao governo.
"O mercado está muito em cima do que é falado ao longo do dia, tanto com
declarações do presidente do Banco Central [BC], Alexandre Tombini, quanto do
ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os DIs estão muito sensíveis às
declarações da autoridade monetária", explicou o especialista da Socopa.
No Brasil, entre os indicadores internos que podem refletir mais sobre a
negociação dos contratos futuros de DI tem a divulgação da prévia da
Sondagem da Indústria referente a fevereiro, que será informado pela
Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Indice de Confiança do Empresário
Industrial (ICEI), que será informado pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI).
Hoje, os contratos futuros de DI encerraram o pregão da BM&FBovespa em
queda, apontando para uma manutenção prolongada da Selic (taxa básica de
juros) no patamar atual. O contrato com maior liquidez, com movimentação
financeira de R$ 72,007 bilhões e vencimento para janeiro de 2014 caiu de 7,77%
para 7,69%.
O contrato com vencimento para julho de 2013 cedeu de 7,21% para 7,19%, com
volume financeiro de R$ 53,957 bilhões, enquanto o vencimento para janeiro de
2015 passou de 8,47% para 8,39%, com giro financeiro de R$ 41,675 bilhões e o
contrato para janeiro de 2017 retraiu de 9,18% para 9,14%
(R$ 16,283 bilhões).
O vencimento para abril de 2013 passou de 7,01% para 6,99%, com
movimentação financeira de R$ 15,513 bilhões, enquanto o contrato para
outubro de 2013 cedeu de 7,52% para 7,47%, com volume financeiro de R$ 12,595
bilhões e o vencimento para janeiro de 2016 passou de 8,93% para 8,87%, com
giro de R$ 6,855 bilhões.
O número de contratos negociados neste pregão chegou a 2.611.750, número
22,7% inferior ao verificado no pregão de ontem. O volume financeiro das
operações atingiu R$ 235,727 bilhões.
O dólar também segue sem tendência definida e sem indicadores que possam
influenciar o desempenho da moeda norte-americana. "O dólar tem trabalhado
muito pressionado pelas decisões do BC. Acho que a moeda segue sem uma
tendência", afirmou Geraldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora
de Câmbio.
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,56%,
cotado a R$ 1,9640 na compra e a R$ 1,9660 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,9540 e a máxima de R$ 1,9680.
No mercado futuro, o contrato de dólar comercial com vencimento para março
deste ano valorizou 0,33% a R$ 1.963,500 e o vencimento para abril apresentava
elevação de 0,35% a R$ 1.972,000.
Bovespa fecha em queda e já acumula perda de 6% em fevereiro
SÃO PAULO - A Bovespa caiu com força nesta quarta-feira, vítima de uma
combinação de notícias nada favoráveis ao mercado de ações. No cenário
doméstico, os dados do IBC-Br reforçaram a avaliação de que a economia segue a
passos lentos e, consequentemente, as empresas listadas na bolsa brasileira
tendem a refletir um crescimento menor em seus lucros. A discussão sobre um
aperto monetário por aqui continuou na pauta do dia, mas investidores também
prestaram atenção à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco
central americano).
O Ibovespa fechou em baixa de 1,98%, aos 56.177 pontos, com forte volume de R$
8,159 bilhões. Trata-se do menor patamar do índice desde 16 de novembro de
2012 (55.402 pontos). Somente nesta semana, o mercado já recuou 3%. No mês, a
perda chega a 6%, e no ano, a 7,8%.
A queda do mercado local foi mais acentuada na última hora de pregão,
acompanhando a piora em Wall Street. Por lá, o índice Dow Jones caiu 0,77%, o
Nasdaq perdeu 1,53% e o S&P 500 fechou em baixa de 1,24%.
No documento, os membros da autoridade monetária americana voltaram a expressar
preocupação sobre o momento mais adequado para iniciar a redução dos programas
de estímulo à economia. Entre os temas levantados, estão os possíveis impactos
das recompras de títulos sobre o mercado financeiro e se o Fed deve ou não
esperar uma melhora substancial na geração de emprego para iniciar um aperto
monetário.
"A ata mostrou uma divergência grande entre os membros do Fed", avalia o
estrategista da Futura Corretora, Luis Gustavo Pereira. "O documento trouxe um
tom diferente, de desconforto. Um número maior de membros já está falando em
retirar os estímulos." Para o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala,
"essa foi a ata em que a divergência entre os diretores do Fed ficou mais
clara."
As ações da Vale tiveram grande parcela de culpa na queda da bolsa brasileira.
O papel PNA, principal componente do Ibovespa, perdeu 3,57%, para R$ 34,80. O
mercado aguarda a retomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do julgamento
sobre tributação de lucros de empresas coligadas no exterior. A votação estava
empatada em quatro a quatro na última sessão da corte. Hoje, o ministro Joaquim
Barbosa deve anunciar o seu voto. A Receita Federal cobra cerca de R$ 30,5
bilhões de IR e CSLL da mineradora.
As ações da Vale também sentiram o fraco desempenho de sua concorrente
anglo-australiana BHP Billiton, que registrou queda de 58% no lucro semestral,
para US$ 4,24 bilhões. Analistas esperavam um recuo de 43% no resultado. O
presidente da companhia deixou o cargo. Em Nova York, os ADRs (recibos de
ações) da BHP caíram 4,2%.
Petrobras PN (-2,65%, a R$ 17,62) também não colaborou. O Morgan Stanley
reduziu o preço-alvo para os ADRs (recibos de ações negociados no exterior) da
companhia, de US$ 26,50 para US$ 22,50. Os analistas ressaltam que, apesar de o
preço dos combustíveis já ter subido três vezes desde o início da administração
de Maria das Graças Foster, eles ainda são insuficientes para compensar os
custos de importação de derivados.
"Com a inflação brasileira acima de 6%, achamos que é improvável um novo
aumento no curto prazo", afirmaram os analistas em relatório. A estatal sofreu
influência ainda da forte queda do petróleo, que hoje fechou cotado abaixo de
US$ 95 por barril na Nymex.
A lista de maiores baixas do dia trouxe construtoras, siderúrgicas e também
elétricas. PDG Realty ON (-5,82%) liderou as perdas, seguida de Rossi ON
(-5,52%) e Braskem PNA (-4,30%). Na outra ponta da bolsa ficaram apenas oito
das 69 ações que compõem o Ibovespa, entre elas OGX ON (2,22%), Ultrapar ON
(2,02%) e MRV ON (1,62%). Operadores comentam que houve um movimento de
cobertura de posições vendidas em OGX. Além disso, a petroleira do empresário
Eike Batista anunciou a descoberta de indícios de gás em um poço na Bacia do
Parnaíba.
PERSPECTIVA: Balanços no Brasil e EUA vão influenciar movimento do Ibovespa
São Paulo, 20 de fevereiro de 2013 - Resultados corporativos que serão
divulgados no Brasil e nos Estados Unidos, pela manhã, deverão influenciar a
abertura do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa. No mercado doméstico,
os investidores estarão atentos aos números do Banco do Brasil e Gerdau, cujas
prévias indicam retrações no lucro líquido dessas companhias. Já os
índices acionários em Wall Street vão refletir os balanços da varejista
Walmart e da fabricante de eletrônicos Hewlett-Packard, que por sua vez,
servirão de referência para o mercado brasileiro.
Waldney Trindade Nery, analista da Uniletra Corretora, diz que se os
resultados das empresas no território norte-americano não vierem em linha com
o mercado, é provável que aconteça um "efeito cascata" e que o índice
brasileiro correrá o risco de sofrer mais uma queda. Hoje, o Ibovespa caiu
1,98%, a 56.177 pontos, com volume financeiro de R$ 8,159 bilhões. Os contratos
futuros do índice que expiram em abril terminaram o pregão com queda de
2,23%, a 56.345 pontos.
Para o Banco do Brasil, a média das projeções coletadas pela Agência CMA
indica um lucro líquido ajustado de R$ 2,794 bilhões para o quarto trimestre
do ano passado, recuo de 6% ante o mesmo período de 2011. Para a Gerdau, o
cenário é mais pessimista, com as prévias dos analistas sinalizando uma queda
de 55,97% no lucro líquido entre outubro e dezembro de 2012, para R$ 472
milhões.
Na agenda econômica internacional, os números mais importantes serão dos
índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e
Europa, além dos tradicionais dados de pedidos de seguro-desemprego pela
população norte-americana na semana anterior. "O mercado também pode
continuar se refletindo a divulgação da ata do Fomc [Comitê Federal de
Mercado Aberto] sobre as perspectivas para os Estados Unidos. O documento
mostrou muita divergência entre os membros sobre a possibilidade de mais
estímulos ou não à economia do país", afirma Luis Gustavo Pereira,
estrategista da Futura Corretora.
Sobre o pregão de hoje, Nery destaca que houve influência tanto de fatos
externos como domésticos para que o principal índice da bolsa brasileira
fechasse com queda acentuada, registrando a menor pontuação desde 15 de
novembro do ano passado, de 55.402 pontos. "No exterior pesaram os dados do
mercado imobiliário [com a construção de residências caindo 8,5% em janeiro,
para 890 mil casas] e a ata do Fomc. Internamente, a queda foi relacionada aos
setores de commodities, bancos e construtoras."
A Vale (VALE5; a R$ 34,80) viu seus papéis desvalorizarem 3,57% diante da
reunião de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia com Gleisi Hoffmann,
ministra-chefe da Casa Civil para discutir o novo marco regulatório de
mineração, com a expectativa de que a cobrança dos royalties aumentem. A
Petrobras (PETR4; -2,65%, a R$ 17,62) caiu com a desconfiança do mercado com a
estatal e a questão do caixa pressionado com a importação de combustíveis.
No setor financeiro a desvalorização foi generalizada, com BM&FBovespa (BVMF3
-2,80%, a R$ 13,15), Bradesco (BBDC4; -2,26%, a R$ 35,34) e Itapu Unibanco
(ITUB4; -1,74%, a R$ 34,25) entre as principais perdas.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones teve queda de 0,77%, a 13.927,54 pontos, o
S&P 500 caiu 1,24%, a 1.511,95 pontos, e o Nasdaq Composto perdeu 1,53%, a
3.164,41 pontos.
MERCADO EUA: Indices fecham em queda, após dúvidas sobre ata do Fed
São Paulo, 20 de fevereiro de 2013 - Os índices de ações dos Estados
Unidos encerraram esta quarta-feira em campo negativo, registrando a maior queda
desde o dia 4 deste mês, após a ata do Comitê do Federal Reserve (Fed, banco
central do país) ter divulgado visões conflitantes sobre a continuação de
estímulos à economia. O Dow Jones teve queda de 0,77%, para 13.927,54 pontos,
o S&P 500 caiu 1,24%, para 1.511,95 pontos, e o Nasdaq Composto perdeu 1,53%,
para 3.164,41 pontos.
Os membros do comitê de política monetária do Fed demonstraram
preocupações com os riscos impostos pelo programa de compra de ativos da
instituição na reunião ocorrida entre os dias 29 e 30 de janeiro, de acordo
com a ata do encontro. Entre os problemas mencionados, eles citaram a
dificuldade de encerrar o ciclo acomodatício da política monetária, o risco
inflacionário e o estímulo a comportamentos capazes de minar a estabilidade
financeira.
Vários participantes do comitê também disseram também que o grande
volume de ativos de longa duração no balanço do Federal Reserve deixaria o
banco central exposto a perdas quando esses papéis fossem liquidados, enquanto
outros argumentaram que isso não impediria o funcionamento da política
monetária.
"A ata mostra que as preocupações sobre os efeitos negativos das medidas
de estímulo aumentaram em janeiro, podendo reduzir ou até interromper as
compras mensais de ativos mais cedo do que o mercado esperava", disse Paul
Ashworth, economista-chefe da consultoria Capital Economics. "Ao menos que
ocorra uma nova emergência na eurozona este ano, é mais provável que o Fed
segure as medidas de estímulo agora na segunda metade deste ano do que no
começo de 2014", acrescentou.
Já para o economista da consultoria Brown Brothers Harriman, Chandler Marc,
"não se pode concluir nada ainda da ata do Fed, uma vez que as opiniões
foram muito distintas e o grupo de liderança do comitê, Bernanke, Yellen e
Dudley, continua com a mesma visão e ainda abertos a mais medidas". Ele diz
que a próxima reunião será mais importante, pois o Fed terá avaliado o
impacto das compras de ativos de longo prazo.
Controladora da JBS, J&F anuncia compra do Canal Rural
São Paulo, SP - A J&F Investimentos, controladora do frigorífico
JBS, fechou a compra do canal de televisão Canal Rural, segmentado em
agronegócio, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (20).
A emissora foi vendida pela RBS, maior grupo de comunicação do Rio Grande do
Sul e de Santa Catarina. O valor do negócio não foi informado.
O canal tem distribuição nacional, com programação de jornalismo,
entretenimento, telecursos e transmissões de leilões de gado de elite.
Joesley Batista, presidente executivo da J&F, afirmou em nota que o canal vai
agregar valor ao grupo, "que já tem uma importante atuação no agronegócio
brasileiro".
Além da JBS, maior processadora de proteína animal do mundo, o grupo J&F possui
a Vigor (produtos lácteos), a Eldorado (celulose) e o Banco Original, voltado
ao agronegócio.
Cepea: Vendedores de café brasileiro seguem retraídos
A disponibilidade de grãos de café no mercado brasileiro continua limitada, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta terça-feira. Segundo o Cepea, a retração dos vendedores reduz a oferta e gera uma grande expectativa sobre a entrada da nova safra no mercado. A colheita do arábica deve começar entre maio e junho, enquanto que a colheita de robusta deve ter início entre o final de março e começo de abril.
Preços do café caindo, mas não no copo da manhã
A escassez mundial de grãos de café levaram o preçoeço até cerca de US$ 3 a libra em 2011. Mas, uma vez que o pico, os preços do café não pararam de cair. De acordo com Brian Murphy na Rede Small Cap, que está sendo negociado atualmente em torno de US $ 1,40 o quilo. A queda de preço está sendo, em parte, atribuída a vários recordes recentes colheitas de café no Brasil, que produz cerca de um terço de café do mundo. Que os relatórios do café arábica Reuters, o tipo mais usado em misturas de moer, caíram para seus níveis mais baixos em dois anos e meio. Na verdade, J.M. Smucker (SJM), que produz a Folgers e marcas Dunkin 'Donuts de café, anunciou na terça-feira que estava diminuindo o preço do seu café embalado a maioria dos produtos vendidos em os EUA em uma média de 6%, "em resposta ao declínio sustentados em verde custos de café. " Outros vendedores de café devem seguir o mesmo caminho - embora Kraft Foods o que torra o café Maxwell House, disse à Reuters que tem "nenhuma notícia para compartilhar neste momento" sobre possíveis mudanças para os seus preços de café. Mas mais baixos os preços de varejo provavelmente não afetará o preço do seu copo da manhã no Starbucks , Caribou Coffee ou outras lojas de café e restaurantes. Brian Murphy diz que é porque as empresas de café são como postos de gasolina. "Uma vez que você se acostumar com um preço mais elevado", eu aviso ", eles nunca remover inferior de volta ao nível anterior de baixas ... mesmo se a mercadoria subjacente (como o gás, café, ou qualquer outro) não cair para mínimos anteriores." Nesse meio tempo, o The Wall Street Journal cita analistas da indústria do café como previsão que excesso de oferta vai continuar a queda dos preços, pelo menos, o primeiro semestre de 2013. Mas um também a um coringa no jogo - um fungo está destruindo que está se espalhando crecendo para outra região cafeeira importante, a América Central. Honduras, Guatemala e Costa Rica estão todos esperando quedas significativas na produção de café devido à doença. E essa redução poderia ser sentida no mercado de largura por outubro, quando a temporada começa café próximo.