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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Café tem ligeira alta, mas se mantém próximo dos 140 cents na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociado na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas, em um dia de recuperação discreta dos preços, mas com o março continuando a gravitar muito proximamente do patamar de 140,00 centavos por libra. Ao longo da sessão, as cotações chegaram a experimentar novas perdas, com a primeira posição tocando níveis abaixo do referencial psicológico, mas com algumas recompras, ao longo da segunda metade do dia, permitindo fazer com que uma recuperação modesta fosse promovida.
Tecnicamente, o mercado dá claras demonstrações de continuar bastante fragilizado, experimentando níveis próximos das mínimas do ano passado. A sexta-feira teve um viés ligeiramente corretivo, mas não mudou o curso dos negócios, que são efetivamente negativos (baixistas).
Fundamentalmente, o mercado não apresenta novidades. Traders destacaram uma nova temporada de chuvas no centro sul brasileiro, ressaltando que essas precipitações serão importantes para um bom desenvolvimento da safra de 2013, que será de ciclo baixo, porém com um volume consideravelmente alto, dadas as boas condições produtivas e de sanidade da maior parte do parque cafeeiro do Brasil. Por outro lado, continua a existir a preocupação com a América Central, que sofre com uma forte infestação da ferrugem do colmo e especialistas locais, quase unanimemente, indicam que serão observadas quebras na atual temporada, assim como as perdas para 2014 poderão ser ainda mais forte, devido ao desfolhamento das árvores.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve alta de 75 pontos, com 141,05 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 142,05 centavos e a mínima de 139,40 centavos, com o maio tendo ganho de 70 pontos, com 144,20 centavos por libra, com a máxima em 145,10 centavos e a mínima em 142,60 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março apresentou alta de 25 dólares, com 2.123 dólares por tonelada, com o maio registrando valorização de 40 dólares, com 2.119 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela consolidação dos preços num nível próximo dos 140,00 centavos, após as fortes retrações observadas ao longo dos últimos dias. O mercado teve um ligeiro espasmo de alta ao final do dia, mas nada que fosse suficiente para inverter a tendência baixista atual e possibilitasse ao março buscar patamares mais efetivos de preço. Assim, ao final da sessão, os preços se mantiveram dentro de um intervalo de baixa e a expectativa da maior parte desses analistas é de que novas retrações podem ser observadas.
"Observamos um quadro técnico de baixa para o café, principalmente com as especulações em cima da safra brasileira de café. Além disso, os arábicas parecem perder fôlego nas compras dos comerciais, que estão ativos no mercado de robusta. Com isso, o diferencial entre essas das variedades é a maior em quase quatro anos. O mercado se mantém baixista no curto prazo e, efetivamente, também no longo prazo, se posicionando distante de médias móveis como de 100 ou 200 dias", disse um trader.
"A semana não poderia ser mais negativa para o mercado de café. Os contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque fecharam em baixa todos os dias com a exceção de hoje, quando trabalharam em baixa por praticamente todo o pregão, virando para alta quando se aproximou o fechamento. Os contratos com vencimento em março próximo terminam a semana pouco acima de 1,4 dólares por libra peso. 'Expectativas' de uma oferta volumosa do grão este ano pressionaram as cotações mais uma vez. As informações e números que chegaram ao mercado nas últimas semanas não apontam nesse sentido. Estoques baixos nos países consumidores, consumo em alta em diversos países produtores, surto de ferrugem nos cafezais da América Central e México, safra de ciclo baixo em 2013 no Brasil e embarques atuais com volumes baixos para safra de ciclo alto", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.
As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 7, somaram 174.794 sacas, contra 185.477 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.879 sacas, indo para 2.651.953 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 51.113 lotes, com as opções tendo 7.108 calls e 4.142 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência em 142,05, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00-148,05, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00 e 150,50 com o suporte em 139,40, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50 e 134,00 centavos.
Londres mantém força e março rompe nível de US$ 2.100
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com bons ganhos, coroando uma semana das mais positivas para o grão. Fortes rolagens de posição foram verificadas principalmente entre o março e o maio. A primeira posição conta atualmente com cerca de 39 mil contratos em aberto, contra 30 mil do maio.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela predominância de compras especulativas e pela facilidade de o março conseguir romper o nível psicológico de 2.100 dólares. Ao contrário da sessão passada, o maio ganhou corpo em relação à primeira posição e, com isso, o spread voltou a diminuir. Os mercados externos não exerceram pressões mais efetivas sobre segmentos de risco nesta sexta e isso também contribuiu para o avanço dos preços. O dólar, por exemplo, teve um dia de estabilidade.
"Conseguimos avançar, já que os compradores se mantém cada vez mais ativos, ao passo que as origens são reticentes e aguardam preços mais consistentes para apresentar ofertas. O mercado está sustentado e o diferencial para os arábicas em Nova Iorque cai cada vez mais", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 7,04 mil contratos, contra 10,5 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 4 dólares. No encerramento do dia, o março apresentou alta de 25 dólares, com 2.123 dólares por tonelada, com o maio registrando valorização de 40 dólares, com 2.119 dólares por tonelada.
BC retira dólar da faixa de R$ 1,95 após fala de Mantega
O mercado, mais uma vez, mostrou-se confuso diante das sinalizações vindas de Brasília em relação ao câmbio. Comentários feitos na quinta-feira (07) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo não deixará o dólar voltar para o patamar de R$ 1,85, fizeram a moeda americana recuar de forma consistente na manhã desta sexta-feira, para a faixa de R$ 1,95. Investidores afirmaram que, ao citar o patamar de R$ 1,85, Mantega poderia estar indicando um novo piso informal para a moeda. O ministro tentou minimizar nesta sexta o movimento, ao afirmar, por meio de sua assessoria de imprensa, que a política cambial não havia mudado. Porém, foi apenas quando o Banco Central (BC) entrou no mercado, por meio de um leilão de swap cambial reverso, que a queda da moeda americana foi contida.
O dólar à vista acabou fechando o dia estável ante o real no balcão, cotado a R$ 1,9720. Na mínima, vista às 10h09, a moeda marcou R$ 1,9530, em baixa de 0,96% e na menor cotação intraday desde 11 de maio de 2012. Na máxima, já durante a tarde, o dólar atingiu R$ 1,9790 (alta de 0,35%). Da mínima para a máxima, a oscilação foi de 1,33%.
Às 16h41 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,163 bilhões, sendo US$ 1,750 bilhões. O dólar pronto da BM&F não registrou negócios nesta sexta-feira. No mercado futuro, o dólar para março era cotado a R$ 1,9780, em alta de 0,25%.
"O discurso novamente foi confuso. O Mantega, até há pouco tempo, defendia um câmbio em R$ 2,00. Agora ele fala em R$ 1,85", comentou João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba. "Com isso, o mercado começou a especular em cima de uma taxa de R$ 1,85, vendendo no mercado futuro. Então, Banco Central e Ministério da Fazenda voltaram a trabalhar em linha para segurar o dólar."
Mantega afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a política cambial não mudou e que não permitirá desvalorização especulativas no dólar. Já o BC fez um leilão de swap cambial reverso, que equivale à compra de dólares no mercado futuro. Embora não tenha vendido tudo o que se dispunha no leilão, o BC conseguiu fazer o dólar reduzir a queda e até operar, no início da tarde, no território positivo.
No leilão, o BC vendeu 10 mil contratos de swap cambial reverso com vencimento em 1º de março de 2013. O volume financeiro foi de US$ 502 milhões. O resultado, porém, ficou bastante abaixo do que era oferecido: até 37 mil contratos ou cerca de US$ 1,850 bilhão.
"Isso mostra que não houve demanda para tudo. O BC não entrou sondando o mercado antes de fazer o leilão, foi uma ação de surpresa, então apenas R$ 502 milhões foram vendidos. Mas a qualquer momento ele pode voltar para colocar mais US$ 1 bilhão, puxando novamente a taxa", comentou durante a tarde Luiz Carlos Baldan, diretor da Fourtrade Corretora de Câmbio. Na prática, o BC ficou com uma "carta na manga", podendo voltar a fazer leilões de swap nos próximos dias caso seja necessário - algo que ocorreu no passado. Este receio com novas atuações contribuiu para o dólar chegar a subir ante o real e para o discurso da quinta-feira de Mantega ser deixado de lado.
No exterior, o euro recuava ante o dólar americano, que mostrava movimentos mistos em relação a outras divisas com elevada correlação com as commodities. Às 17h09, o euro era cotado a US$ 1,3361, ante US$ 1,3398 do fim da tarde desta sexta-feira.
Mantega derruba dólar, mas BC atua e moeda tem leve alta ante o real
SÃO PAULO, 8 Fev - Após declarações à Reuters do ministro da Fazenda, Guido Mantega, fazerem o dólar despencar para 1,95 real logo no início da sessão, uma intervenção do Banco Central fez a divisa norte-americana encerrar esta sexta-feira praticamente estável.
O dólar encerrou em leve alta de 0,05 por cento, para 1,9730 real na venda, mantendo-se no menor nível de fechamento desde 11 de maio de 2012, quando a divisa encerrou a 1,9560 real. O dólar chegou a ser cotado a 1,9510 real na mínima do dia e a 1,9795 real na máxima da sessão.
Mantega afirmou que o governo não deixaria o dólar ceder a 1,85 real, fazendo o mercado testar novos patamares de mínima na tentativa de descobrir qual seria o limite tolerado pelo BC. Este, por sua vez, indicou com sua intervenção no final da manhã que 1,95 real pode ser esse novo piso informal.
Fazenda nega mudar política cambial, mas admite intenção de conter queda do dólar
Brasília – O Ministério da Fazenda negou hoje (8) a intenção de mudar os rumos da política cambial. No entanto, o ministério admitiu que continuará a agir para conter a queda do dólar e descartou qualquer contradição entre eventuais medidas para elevar a cotação da moeda norte-americana e a atuação do governo nos últimos anos.
“A política cambial não mudou e não permitiremos a desvalorização especulativa do dólar frente ao real”, disse o ministro Guido Mantega, por meio da assessoria da Fazenda.
Em entrevista publicada hoje pela agência Reuters, o ministro disse que não permitirá que o dólar volte a ser cotado a menos de R$ 1,85, intervindo no mercado se necessário. Entre as medidas que podem ser tomadas, estão a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a entrada de divisas no país e a compra direta de dólares no mercado financeiro.
Na mesma entrevista, Mantega avaliou que a atual situação do câmbio, pouco abaixo de R$ 2, traz equilíbrio para exportadores e importadores. Ele negou ainda que o governo tenha permitido que a moeda norte-americana caísse nos últimos dias para conter a inflação.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DIs devem seguir sem tendência definida
São Paulo, 8 de fevereiro de 2013 - A agenda econômica fraca na próxima
semana deve fazer o mercado futuro de Depósito Interfinanceiro (DI) seguir sem
tendência definida, refletindo as notícias ao longo dos próximos quatro dias,
já que não haverá negociação de contratos na BM&FBovespa. Os negócios
voltam na quarta-feira, mas a agenda de indicadores também não terá nenhum
dado relevante no dia.
"O mercado segue sem tendência definida, esperando por notícias,
principalmente do Banco Central [BC], que mudou o tom do discurso nos últimos
dias, mostrando uma preocupação maior com a inflação", explicou Paulo
Petrassi, chefe de renda fixa da Leme Investimentos.
No pregão de hoje da BM&FBovespa, a maioria dos contratos futuros de DI
encerrou apontando para a retração da Selic (taxa básica de juros). Ainda
entre os contratos com maior liquidez, os demais fecharam na estabilidade. O
vencimento para janeiro de 2014 passou de 7,42% para 7,41%, com movimentação
financeira de R$ 56,676 bilhões.
Os contratos com vencimento para janeiro de 2015 e 2017 permaneceram
estáveis a 8,18% e 9,07% com volume financeiro de R$ 39,991 bilhões e
R$ 15,989 bilhões, respectivamente. O vencimento para julho de 2013 apresentou
retração, caindo de 7,14% para 7,13%, com giro financeiro de
R$ 15,374 bilhões.
O vencimento para julho de 2014 cedeu de 7,75% para 7,74%, com
movimentação financeira de R$ 7,187 bilhões, enquanto o contrato para abril
de 2013 recuou de 7,02% para 7,01%, com volume financeiro de 5,242 bilhões e o
vencimento para janeiro de 2016 passou de 8,74% para 8,73%, com giro financeiro
de R$ 4,236 bilhões.
O número de contratos negociados hoje atingiu 1.827.136, representando uma
queda de 32% em relação à quantidade de contratos negociados no pregão de
ontem. O volume financeiro das operações atingiu R$ 161,482 bilhões.
Em relação ao dólar comercial, a moeda encerrou as negociações de hoje
estável, cotada a R$ 1,97 na compra e a R$ 1,9720 na venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,9520 e a máxima de
R$ 1,98. Na semana, o dólar registrou queda de 0,85%. O BC acabou intervindo,
hoje, no mercado de câmbio com a oferta de 37 mil contratos de swap reverso,
com vencimento em 1 de março. Foram vendidos dez mil contratos, movimentando
US$ 502 milhões.
No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento para março de 2013
valorizou 0,27% a R$ 1.978,500 e o vencimento para abril também avançou 0,22%
a R$ 1.984,500.
Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio,
o BC teve que intervir por causa da forte queda que apresentava hoje, fora dos
parâmetros estipulados pela autoridade monetária. "O mercado entendeu o
recado e podemos ver uma alta da cotação na próxima semana", explicou o
especialista.
Em relatório, a Leme Investimentos, disse que a aceleração da inflação
em janeiro trouxe forte pressão de baixa para o dólar ante o real, em sintonia
com a alta das taxas dos contratos futuros de juros no Brasil. "Este
movimento, que ficou na contramão do exterior, foi motivado pela percepção de
que o avanço de preços preocupa e o Banco Central vai utilizar, de fato, o
câmbio como ferramenta para conter a inflação", destacou o documento.
Bovespa fecha com leve alta com cautela antes do Carnaval
SÃO PAULO - A Bovespa operou sem rumo nesta sexta-feira de Carnaval, com os
investidores preferindo manter cautela diante do feriado prolongado no Brasil,
ignorando o clima positivo das bolsas americanas. No horizonte, além das
festas, está o vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro, que
acontece na quarta-feira de Cinzas.
O Ibovespa fechou com leve alta de 0,21%, aos 58.497 pontos, e giro de R$
7,144 bilhões. Desta forma, a bolsa brasileira acumulou perda de 3,07% na
semana. Em 2013, a perda acumulada já alcança 4,03%.
Os "vendidos" (que apostam na baixa do mercado) devem ganhar a briga com larga
vantagem, com as apostas concentradas na linha de 58 mil pontos. Porém,
operadores afirmam que os investidores já rolaram um grande volume de contratos
de índice para o próximo vencimento, em abril, sinalizando que o mercado
continua apostando na tendência de queda nos próximos meses.
"Essa aposta é reflexo da postura do governo. O mercado anda um pouco ansioso
com tudo o que vem acontecendo nos últimos meses. Os investidores querem saber
quando e onde essas medidas todas vão parar", afirma Arnaldo Puccinelli, da
Planner Corretora, referindo-se às incertezas sobre a condução da política
monetária e outras medidas envolvendo a Petrobras, o setor elétrico, os bancos,
entre outros segmentos.
Em Wall Street, próximo ao fechamento, o índice Dow Jones subia 0,35%, Nasdaq
ganhava 0,91% e S&P 500 tinha alta de 0,57%. Dados positivos das economias da
China e dos Estados Unidos deixaram os investidores mais animados lá fora hoje.
Entre as mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA subiu 0,74%, a R$ 37,74,
Petrobras PN ganhou 1,37%, a R$ 17,74, e OGX ON ganhou 1,32%, a R$ 3,83.
As maiores altas ficaram com Vanguarda Agro ON (2,17%), Duratex ON (2,05%),
Brookfield ON (2,04%) e Bradesco PN (2,00%). Na outra ponta apareceram Fibria
ON (-3,40%), Oi ON (-3,26%) e Gol PN (-3,15%). O Ministério da Justiça multou a
Gol e a TAM em R$ 3,5 milhões cada por realizarem a venda casada de passagens
com seguro de viagem.
Fora do índice, o destaque ficou com a estreante Linx. A empresa de software
fechou em forte alta de 18,51% em seu primeiro pregão, para R$ 32,00, com forte
giro de R$ 251 milhões, o quinto maior volume do dia. Como a oferta inicial da
companhia somou R$ 528 milhões, praticamente metade das ações colocadas no
mercado trocaram de mãos hoje.
Já Multiplus ON chamou atenção pela forte baixa, de 8%, para R$ 38,50. O papel
despencou após o BTG Pactual emitir um alerta aos seus clientes sobre a
empresa. O banco Itaú mudou os critérios de conversão de pontos de seus cartões
de crédito, de uma proporção de 1 para 1, agora para 1,25 para 1. Segundo o
analista Renato Mimica, o Itaú representa cerca de 20% das receitas da
Multiplus. Logo, pelas suas contas, a mudança na conversão de pontos deve
reduzir a receita da empresa em cerca de 4%.
PERSPECTIVA: Na volta após Carnaval, Ibovespa pode ter ânimo para subir
São Paulo, 8 de fevereiro de 2013 - O Ibovespa pode voltar a encontrar
força para avançar na quarta-feira, depois de não operar nos dois primeiros
dias da semana devido ao feriado de Carnaval. O desempenho vai depender, no
entanto, do comportamento das bolsas norte-americanas neste intervalo e do
vencimento de opções e sobre contratos futuros do índice. O pregão será
também mais curto, começando a partir das 13h.
O assessor de investimentos da Intrader, Leandro Silvestrini, afirma que as
principais bolsas no exterior andaram registrando ganhos mais acentuados, mas o
Ibovespa não conseguiu acompanhar. "Ao longo desses dias, se o mercado lá
fora continuar em campo positivo, o Ibovespa pode abrir positivo quando voltarem
as operações na quarta", diz.
Considerando que o índice brasileiro acumulou queda superior a 3% nesta
semana, o especialista em renda variável da Icap Brasil, Rogério Oliveira,
também espera por um pregão positivo na segunda-feira. No entanto, acrescenta,
que o rumo dos negócios tem sido incerto. "Em alguns dias vemos altas no
mercado externo, mas aqui nem sempre está seguindo esse movimento. O problema
é que quando lá há queda aqui acaba caindo também".
O vencimento de opções e contratos futuros do Ibovespa também pode
influenciar, conforme se desenrolar a disputa entre os investidores com
posições de compra e de venda. "Espero que esse vencimento seja mais ou menos
tranquilo. Por causa do feriado, muitos contratos já foram rolados", afirma.
Entre os indicadores externos que poderão influenciar o mercado na
quarta-feira, Silvestrini destaca os números da produção industrial de
dezembro na eurozona. "Na segunda e na terça, não teremos números muitos
fatos relevantes. O mais importante serão os dados da indústria europeia, que
trazem uma sinalização sobre a economia do continente", diz. Em novembro,
houve queda de 0,3% em termos mensais na produção industrial e de 3,7% em base
anual.
A atenção dos investidores também vai estar voltada para o mercado
interno, com preocupações com a política econômica e com o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o especialista da Icap Brasil. "Essa
possibilidade de o câmbio e os juros serem usados para controlar a inflação,
além das intervenções do governo no setor elétrico e no preço do
combustível, têm atrapalhado o mercado de renda variável".
No pregão de hoje, o Ibovespa operou com volatilidade ao longo do dia, mas
fechou com alta de 0,21%, aos 58.497 pontos. O volume negociado na bolsa foi de
R$ 7,1 bilhões. A proximidade do vencimento de opções estimulou o índice a
andar de lado ao longo do dia, pois, apesar inverter o sinal algumas vezes, a
oscilação foi reduzida, de acordo com Oliveira. As blue chips Vale e
Petrobras, por sua vez, oscilaram mais ao longo do pregão, justamente pelo
vencimento.
As PNAs da Vale (VALE5) subiram 0,74%, negociados a R$ 37,74, com o maior
volume financeiro do dia, de R$ 705,701 milhões, e as preferenciais da
Petrobras (PETR4) avançaram 1,37%, a R$ 17,74, movimentando R$ 537,961
milhões. No sentido inverso, as ordinárias da petrolífera (PETR3) caíram
0,62%, a R$ 16.
A divulgação de dados positivos da economia da China acabou não tendo
grande influência no pregão, de acordo com Silvestrini. "Os números vieram
bons, mas o fato de atenção principal dos investidores estar no mercado
interno acabou reduzindo essa influência", diz. O superávit comercial chinês
em janeiro somou US$ 29,2 bilhões, resultado 7,7% maior que o registrado em
igual período do ano passado.
Do lado positivo, destaque ainda para os papéis do setor bancário, com o
Bradesco (BBDC4) subindo 2%, a R$ 35,60, e o Itaú Unibanco (ITUB4) avançando
1,80%, a R$ 33,87.
Bolsas dos EUA sobem; Nasdaq fecha no maior nível em 12 anos
São Paulo, SP (FolhaNews) - Na Bolsa de Nova York, o índice Nasdaq encerrou em
sua máxima em 12 anos e o S&P 500, no maior nível em cinco anos, sob fortes
indicadores dos Estados Unidos e do exterior que aumentaram o otimismo sobre a
economia.
O índice Dow Jones, referência de Wall Street, avançou 0,35% (13.992 pontos), o
Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,57% (1.517 pontos) e o termômetro
de tecnologia Nasdaq subiu 0,91% (3.193 pontos).
Na semana, o Dow Jones acumulou perda de 0,1%, o S&P 500 avançou 0,3% e o
Nasdaq subiu 0,5%. Foi a sexta semana consecutiva de ganhos do S&P, feito que
não ocorre desde agosto.
Dados mostraram que as exportações chinesas cresceram mais do que o esperado e
um relatório indicou que o deficit comercial dos EUA recuou em dezembro,
sinalizando melhora na demanda mundial.
"Isso pode ter enviado um raio de otimismo", disse o estrategista-chefe de
mercado do D.A. Davidson em Lake Oswego, Oregon, Fred Dickson.
2013
O setor tecnológico liderou os ganhos do dia, com o índice de tecnologia do S&P
500 avançando 1%. Ganhos da rede social LinkedIn e da AOL após a publicação de
seus respectivos resultados ajudaram o setor.
O mercado tem registrado fortes ganhos desde o início do ano, com o S&P 500
acumulando alta de 6,4% em 2013. Mas o avanço foi mais difícil nos últimos
dias, com o fim dos resultados corporativos e menos incentivos no horizonte.
"Eu acho que estamos no meio de uma faixa de negociação, e eu colocaria mais ou
menos 5% em torno dela. Fatores fundamentais são mais bem descritos como
neutros", afirmou Dickson.
PERSPECTIVA SEMANAL:Vencimento de opções,EUA e Draghi influenciarão mercado
São Paulo, 8 de fevereiro de 2013 - Com a semana mais curta no Brasil,
devido ao não funcionamento da bolsa com as festas de Carnaval na segunda e
terça-feira, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, abre na
quarta-feira, às 13h, influenciados pelo vencimento de opções e sobre
contratos futuros do índice, aponta José Costa, diretor da Máxima Corretora.
"Temos o vencimento na quarta-feira, em um dia curto, começando as
negociações só às 13h. O sentido do mercado vai depender muito do movimento
dos estrangeiros. Havia 90 mil contratos futuros vendidos. Precisamos saber se
eles vão rolar para contratos futuros ou sair do Brasil", explica Costa.
Ao longo da semana, o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario
Draghi, na terça e na sexta-feira, assim como os dados de produção
industrial norte-americana, na sexta-feira, devem se destacar como principais
fatores que devem influenciar os índices.
Na terça-feira, Draghi participa de uma audiência no parlamento da Espanha
e concederá uma entrevista coletiva às 12h30. Na sexta-feira, começa uma
reunião de dois dias dos ministros de Finanças e representantes dos bancos
centrais dos países do G-20 na Rússia. Draghi concede uma entrevista coletiva
às 7h15 na Rússia.
Também na sexta-feira, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco
central norte-americano) divulga, às 12h15, os dados da produção industrial e
do uso da capacidade instalada de janeiro.
"Temos que ficar de olho nesses discursos do Draghi e nos Estados Unidos,
ainda mais em uma semana que também não teremos a China influenciando, com os
festejos do Ano Novo Chinês a semana toda. O Ibovespa permanece com uma
tendência de queda trazida pela insegurança do estrangeiro em investir aqui,
onde o dólar e as taxas de juros não tem um horizonte claro para se
trabalhar", observa o diretor da Máxima Corretora.
O Ibovespa fechou o pregão de hoje em alta de 0,21%, aos 58.497 pontos,
fechando a semana com uma queda acumulada de 3,07%. O resultado da Petrobras e
as declarações da presidente da estatal, Graça Foster, foram o que mais
penalizou as perdas do índice ao longos dessa semana.
Após reportar um lucro líquido de 2012 de R$ 21,182 bilhões, queda de
36%, na comparação com R$ 33,313 bilhões registrados em 2011, abaixo das
expectativas do mercado, a Petrobras propôs pagamento de R$ 8,876 bilhões em
dividendos, dos quais R$ 2,609 bilhões foram pagos ao longo de 2012, nível
menor que os R$ 12,001 bilhões em dividendos em 2011.
Na terça-feira, Foster afirmou que o primeiro semestre de 2013 será mais
difícil do que foi o ano de 2012. "Não existem novos projetos. A produção
média vai ficar no mesmo patamar de 2012. Não teremos condições de fazer
produção adicional. É fisicamente impossível. Estaremos mais próximos do
piso da meta de produção", comentou.
Graça disse ainda que, apesar do reajuste ocorrido recentemente no preço
dos combustíveis, ainda há defasagem quando comparado ao praticado no mercado
internacional. "Esses reajustes não foram suficientes para equilibrar preços
internos e internacionais em virtude da elevação do preço do óleo e da
variação cambial", comentou.
PETRÓLEO: Futuros fecham sem tendência definida
São Paulo, 8 de fevereiro de 2013 - Os contratos futuros do petróleo
internacional encerraram as negociações dessa sexta-feira em alta, com os
fortes indicadores econômicos na China apontando uma alta na demanda pela
commodity e com as preocupações do mercado com a aproximação de tempestade
de neve nos Estados Unidos.
Na Nymex, os contratos futuros do WTI com vencimento em março tiveram queda
de 0,9%, a US$ 95,72. Na plataforma ICE, os futuros do Brent para o mesmo mês
ganharam 1,8%, a US$ 118,90 o barril.
O superávit comercial da China em janeiro somou US$ 29,2 bilhões,
resultado 7,7% maior que o registrado em igual período do ano passado, enquanto
as exportações do país aumentaram 25% em termos de comparação anual -
expansão mais acentuada desde abril de 2011.
A agência Serviço Nacional de Clima dos Estados Unidos informou hoje que
uma tempestade "histórica" de neve deve atingir a costa leste do país na
noite desta sexta para sábado, alcançando as regiões dos Grandes Lagos e de
New England.
De acordo com as notícias internacionais, a tempestade deve gerar cortes em
energia, muitos voos já foram cancelados e as pessoas começaram a armazenar
comida e suprimentos.
Exportação de café no Vietnã sobe 85,8% em janeiro
O Vietnã exportou 219 mil toneladas de café em janeiro, crescimento de 34,7% na comparação com dezembro, e de 85,8% ante igual mês de 2012, informou nesta sexta-feira o departamento alfandegário do país. Em receita, os embarques totalizaram US$ 455 milhões, 37,6% em relação ao mês anterior. Desde o início do ano safra, em 1º de outubro, o Vietnã já vendeu ao exterior 606 mil toneladas, bem mais que as 371 mil toneladas de igual período do ciclo passado. As informações são da Dow Jones.
Preço do café na Colômbia rompe mínima de 500 mil pesos
A Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) informou que o preço de referência da carga de 125 quilos nas principais praças cafeeiras desse país sul-americano está situado hoje, em média, no nível de 496.800 pesos (277,36 dólares), o que aumenta, ainda mais, a preocupação dos produtores, que na última quarta-feira, 6 de fevereiro, após um encontro com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, na cidade de Chinchiná, no departamento (Estado) de Caldas, saíram inconformados e desiludidos com um pacote de ajuda anunciado pelo governo federal. Os cafeicultores locais consideraram que essas medidas apresentadas não aliviam a crise de receita atravessada pelo setor atualmente. Nessa queda livre das cotações internas do preço do café colombiano existe a influência da queda das cotações do produto na bolsa de Nova Iorque, que fechou a última quinta-feira, 7 de fevereiro, no nível de 140,00 centavos. Além disso, os preços se mostram ainda mais pressionados com o câmbio, já que o peso local ganha corpo em relação ao dólar. Diante desse quadro, os suaves colombianos experimentam sua cotação mais baixa em mais de um mês. Nos últimos 30 dias, a carga de café no mercado colombiano registrou uma retração de cerca de 30 mil pesos (16,75 dólares). Se comparado o preço médio de janeiro de 2012 com o do mesmo mês de 2013, observa-se que os cafeicultores tiveram uma perda de aproximadamente 350 mil pesos (195,40 dólares) por carga. Há um ano, uma cota de 125 quilos de café tinha uma cotação de 850 mil pesos (474,55 dólares). Caso seja feita a adição ao preço base de hoje do subsídio direto dado pelo governo colombiano ao setor cafeeiro, que na última quarta-feira teve sua vigência prorrogada até o próximo dia 31 de julho, de 60 mil pesos (33,50 dólares), a carga de 125 quilos terá um preço para os produtores de 557 mil pesos (310,97 dólares), com o que, segundo os produtores, se tem uma perda de 143 mil pesos (79,84 dólares), já que os cálculos de entidades representativas do setor produtor afirmam que o custo de produção atual do café do país é de ao menos 700 mil pesos (390,81 dólares) por carga. "O governo disse que se o preço tivesse baixa poderia aumentar o auxílio e essa é a discussão que tem de voltar a ser feita e colocar sobre a mesa do Executivo. O preço abaixo dos 500 mil pesos (279,15 dólares) é terrível e o subsídio modesto continuam a montar um quadro de preço insuficiente para o café", declarou o presidente do Comitê de Cafeicultores de Caldas, Marcelo Salazar.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Café mantém quadro debilitado e passa a gravitar próximo dos 140 cents na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com baixas, tocando as mínimas de sete semanas e meia, em uma sessão em que a posição março chegou a flutuar abaixo do nível psicológico de 140,00 centavos por libra.
O volume negociado no dia surpreendeu e foi praticamente o dobro da média normal da bolsa nova-iorquina. A sessão foi caracterizada pela predominância das vendas especulativas, com os players seguindo o mal humor generalizado verificado nos mercados externos.
O dólar subiu fortemente em relação a várias moedas internacionais, o que abriu espaço para que liquidações mais incisivas fossem produzidas nos mercados de maior risco. Os mercados tiveram quedas mais efetivas após uma declaração apresentada pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que sustentou que a recuperação econômica da União Européia só deverá ter início efetivo ao final deste ano. Anteriormente, o Banco trabalhava com a perspectiva de que tal recuperação se desse nos primeiros meses deste ano.
Tecnicamente, o café mostra pouca consistência e flutua num viés claramente baixista. As informações de pequena disponibilidade do grão, de estoques limitadíssimos em países compradores e exportadores e a safra com quebra do Vietnã ainda não conseguem inverter a tendência dos negócios, dominados, principalmente, por especuladores, ativos no quadro técnico e sem um contato mais real com a situação vivida pelo café.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 180 pontos, com 140,30 centavos, sendo a máxima em 143,30 e a mínima em 139,65 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 175 pontos, com a libra a 143,50 centavos, sendo a máxima em 146,45 e a mínima em 142,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 3 dólares, com 2.069 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 1 dólar, com 2.072 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por vendas técnicas, com os diferenciais entre arábicas e robustas se estreitando cada vez mais. Enquanto o mercado londrino se mostra consistente, com os compradores significativamente ativos, em Nova Iorque as ações estão nas mãos dos bears (baixistas), que conseguiram, nesta quinta-feira, testar as mínimas de 2012, numa demonstração de que o mercado assumiu seu viés negativo. No longo prazo, o quadro continua baixista e inalterado, com as cotações se posicionando distantes de médias móveis importantes, como de 100 ou 200 dias.
"Tivemos uma sessão que demonstrou uma fragilidade considerável para o café. Com o mercado externo desfavorável, refletindo as declarações negativas sobre a economia européia e também alguns índices desfavoráveis da economia dos Estados Unidos, seguimos caindo e novos níveis de baixa foram experimentados. A tendência do mercado se mantém baixista no curto prazo e poderemos avançar no nível de 130,00 centavos, já que não encontramos um 'contra-ataque' por parte dos compradores", disse um trader.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aferiu uma queda de 9,1% na produção de café arábica em 2013 no Brasil, frente ao registrado no ano passado. A expectativa é que o Brasil produza 2 milhões de toneladas, o que equivale a 34,9 milhões de sacas. Já a produção de conillon está estimada em 774,6 mil toneladas (12,9 milhões de sacas), sendo 2,3% maior do que a registrada no ano passado. Com isso, a safra do país totalizaria 47,8 milhões de sacas em 2013, ou 2.870.969 toneladas.
As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 6, somaram 131.820 sacas, contra 130.517 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.116 sacas, indo para 2.648.074 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 60.689 lotes, com as opções tendo 6.183 calls e 6.156 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência em 143,30, 143,50, 144,00, 144,45-144,50, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00-148,05, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,50 e 153,00 com o suporte em 139,65, 139,50, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00, 134,50 e 134,00 centavos.
Londres ignora cenário externo e tem dia de ganhos para café
Os diferenciais entre robustas e arábicas se estreitam ainda mais. Ao longo desta quinta-feira, os contratos negociados em Londres para cafés do tipo robusta experimentaram ganhos, sendo que a valorização mais efetiva esteve concentrada na posição março, o que permitiu um alargamento do spread em relação ao maio. Enquanto Londres continua a demonstrar consistência, os arábicas em Nova Iorque voltaram a apresentar retração.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas compras especulativas, com a posição março chegando, ao longo do dia a tocar num nível superior ao de 2.100 dólares. No entanto, nas máximas algumas realizações e vendas de origens foram detectadas e o fechamento se deu abaixo desse nível psicológico.
"Os robustas continuam a demonstra boa consistência e conseguem operar dissociados até mesmo do clima negativo dos mercados externos, que fecharam no vermelho em diversos segmentos, em um dia em que o dólar teve um avanço bastante relevante em relação a várias moedas internacionais. Ao contrário dos arábicas, os robustas mostram um bom fôlego comprador e se situando nos melhores patamares desde setembro. Uma resistência importante está no patamar de 2.208 dólares", disse um trader.
O março teve uma movimentação ao longo do dia de 13,2 mil contratos, contra 12,8 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 21 dólares. No encerramento do dia, o março apresentou alta de 29 dólares, com 2.062 dólares por tonelada, com o maio registrando valorização de 7 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
Dólar cai 0,85% e atinge menor nível desde maio de 2012
A aceleração da inflação em janeiro, confirmada nesta quinta-feira pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), trouxe forte pressão de baixa para o dólar ante o real, em sintonia com a alta das taxas dos contratos futuros de juros no Brasil. Este movimento, que ficou na contramão do exterior, foi motivado pela percepção de que o avanço de preços preocupa e o Banco Central (BC) vai utilizar, de fato, o câmbio como ferramenta para conter a inflação. Declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, expondo preocupações com os preços, reforçaram esta análise. O dólar à vista fechou em baixa de 0,85% no balcão, cotado a R$ 1,9720 - a menor cotação de fechamento desde 11 de maio de 2012, quando marcou R$ 1,9520, e a maior baixa porcentual desde 28 de janeiro deste ano.
Na máxima da sessão, a moeda americana marcou R$ 1,9900 (+0,05%) e, na mínima, vista perto das 12h30, atingiu R$ 1,9600 (-1,46%) - também o menor patamar intraday desde 11 de maio do ano passado, quando a moeda chegou a recuar a R$ 1,940 durante a sessão. Perto das 17h (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 3,906 bilhões, sendo US$ 3,401 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F registrou apenas dois negócios nesta quinta, marcando queda de 0,90%, a R$ 1,9698. No mercado futuro, o dólar para março era cotado a R$ 1,9760, em baixa de 1,05%.
Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação em janeiro foi de 0,86%, acumulando alta de 6,15% em 12 meses. A taxa mensal ficou acima da mediana prevista pelo mercado, de 0,83%, e da inflação vista em dezembro, de 0,79%.
Declarações de Tombini à imprensa reforçaram o viés de baixa para o dólar ante o real. Segundo o presidente do BC, "a inflação nos preocupa no curto prazo, está mostrando uma resiliência forte, mas não é o caso de descontrole inflacionário". "No entanto, a nossa expectativa é de que ela continue pressionada neste primeiro semestre, ficando em 6% em 12 meses", completou.
"A inflação veio em um patamar bem alto e há a indicação de que ela permanecerá acima de 6% no acumulado de 12 meses durante o primeiro semestre. Com isso, o mercado interpreta que o Banco Central deixará o câmbio abaixo de R$ 2,00, para ajudar no combate à inflação", comentou Mauricio Nakahodo, consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ. A baixa desta quinta-feira da moeda americana, conforme João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, também respondeu ao movimento das taxas dos DIs, que tiveram forte alta no mercado futuro. "Com os números de inflação assustando, as mesas refazem os cálculos sobre os juros, o que também se reflete no dólar", disse.
Se por um lado o câmbio abaixo de R$ 2,00 pode ajudar no combate à inflação, por outro a queda do dólar ante o real parece ter limites. Profissionais citam a intenção do governo de manter a moeda em um patamar favorável aos exportadores e, ao mesmo tempo, o fluxo negativo de dólares para o Brasil como fatores que podem limitar a queda. "O dólar bateu hoje em R$ 1,96 (durante o dia). Abaixo disso, já começa a ficar ruim para o exportador. A balança comercial está deficitária, então não pode cair tanto", disse Corrêa.
Inflação pesa e dólar cai 0,82% ante o real, ao menor patamar em 9 meses
SÃO PAULO, 7 Fev (Reuters) - O dólar encerrou no menor nível de fechamento ante o real em quase nove meses nesta quinta-feira, depois que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, explicitou preocupações com a inflação, levando o mercado a interpretar que o câmbio poderá ser uma ferramenta de combate à aceleração dos preços.
A moeda norte-americana fechou em queda de 0,82 por cento, a 1,9720 real na venda, a menor cotação de fechamento desde 11 de maio de 2012, quando a divisa encerrou a 1,9560 real. O dólar bateu 1,9610 real na mínima, depois de atingir 1,9905 real na máxima do dia, logo no início da sessão.
Segundo dados da BM&F, o volume negociado ficou em cerca de 4 bilhões de dólares.
"Mudou o racional todo do dólar... O governo está sacrificando o câmbio em detrimento da inflação", afirmou o especialista em câmbio da Icap Corretora, Italo dos Santos.
Tombini disse em entrevista à jornalista Miriam Leilão que a situação atual não é confortável e que a inflação deverá ficar na casa de 6 por cento em 12 meses durante o primeiro semestre, o que fez os contratos de juros futuros dispararem no final da manhã, levando a uma consequente venda de dólares no mercado doméstico.
"Só pelo movimento do DI, independentemente de o governo deixar ou não o dólar cair, já faria o mercado vender dólar", afirmou o operador de renda fixa da Ativa Corretora Vitor Pericles de Carvalho.
A fala de Tombini seguiu à divulgação dos dados oficiais de inflação de janeiro, quando o IPCA subiu 0,86 por cento, acumulando alta de 6,15 por cento em 12 meses. Foi a maior alta mensal desde abril de 2005 e o maior acumulado em 12 meses desde janeiro de 2012.
O dólar rompeu no final de janeiro o piso de uma banda informal de 2,00 a 2,10 reais que vigorou durante boa parte de 2012, estimulado por intervenções do próprio BC, e o mercado interpretou esse movimento como um sinal de preocupação com a inflação.
Desde então, o mercado de câmbio ficou "engessado" em torno de 1,98 real, nível que embora não seja suficiente para diminuir a inflação, ajuda a ancorar as expectativas de que o dólar não será mais um fator de pressão este ano.
Uma fonte da diretoria do BC afirmou à Reuters nesta quinta-feira que a autoridade monetária trabalha com um cenário cambial "menos volátil" do que em 2012, quando o dólar acumulou valorização de cerca de 20 por cento entre o fim de fevereiro passado e dezembro, exercendo forte influência sobre os preços.
No entanto, agentes do mercado ponderam que talvez apenas medidas macroprudenciais, como desonerações e uma taxa de câmbio mais estável, já não sejam mais suficientes para conter a inflação sem uma mudança da atual política monetária, que indica manutenção da Selic na mínima histórica de 7,25 por cento ao longo do ano.
"O BC pode usar o câmbio para não subir os juros num primeiro momento. Mas uma hora vai ser necessário elevá-los, talvez no terceiro trimestre", avaliou Santos, da Icap.
Segundo o especialista, o mercado deverá voltar a testar patamares de mínima da taxa de câmbio após o feriado de Carnaval, provavelmente buscando 1,95 real e sinalizações de como o BC encaminhará a política monetária daqui para frente.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS:Dólar deve seguir em queda após declaração do BC
São Paulo, 7 de fevereiro de 2013 - O dólar comercial deve seguir em queda
na sessão de amanhã após as declarações do presidente do Banco Central,
Alexandre Tombini, confirmando que o BC usará o câmbio como ferramenta para
segurar a inflação, aponta Vladmir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit
Agricole.
"Essa queda de hoje está relacionada com essas indicações do BC de que
está incomodado com a inflação, que ganhou força depois da entrevista de
Tombini para Miriam Leitão e deve continuar pressionando o dólar amanhã até
que o BC sinalize um limite para essa queda e atue no câmbio novamente", diz
Caramaschi.
Em entrevista à jornalista, Tombini disse que a expectativa do BC é de que
a inflação continue pressionada no primeiro semestre do ano. "A inflação
nos preocupa no curto prazo, está mostrando uma resiliência forte, mas não é
o caso de descontrole inflacionário. No entanto, a nossa expectativa é de que
ela continue pressionada neste primeiro semestre, ficando em 6% em 12 meses",
disse.
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em queda de 0,80% a
R$ 1,9700 para compra e R$ 1,9720 para venda. Durante o dia a divisa oscilou
entre a mínima de R$ 1,9610 e a máxima de R$ 1,9910. No mercado futuro, o
contrato com vencimento em março de 2013 caiu 1,20%, a R$ 1.973,00
Juros
Os contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) encerram hoje na
BM&FBovespa em alta, reagindo aos dados do Indice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) - indicador oficial de inflação do País - que
acelerou para 0,86% em janeiro, acima da taxa de 0,79% registrada em dezembro, e
acima da estimativa do mercado, que projetava alta de 0,83% em janeiro, segundo
a mediana das projeções do Termômetro CMA, pesquisa feita com instituições
de mercado com as estimativas para os principais indicadores econômicos do
País.
O resultado do IPCA veio um pouco ruim. Junto com esse discurso do Tombini
reforça a tendência de alta dos juros, com um reajuste devendo ser feito ainda
neste ano e pressionando as taxas principalmente de médio prazo", diz
Caramaschi.
Com isso, o contrato mais líquido foi o DI para janeiro de 2014 subindo de
7,35% para 7,42%, com giro financeiro de R$ 81,530 bilhões, seguido pelo
contrato para janeiro de 2015, avançando de 8,08% para 8,18%, movimentando
R$ 63,996 bilhões e para julho de 2013 de 7,09% para 7,14%, com R$ 34,187
bilhões.
Também se destacam entre os mais negociados o DI para janeiro de 2017 que
subiu de 9,02% para 9,07% (R$ 19,964 bilhões) e o para abril de 2013 que
avançou de 7,00% para 7,02% (R$ 12,652 bilhões).
Euro cai abaixo de US$ 1,34 após comentários do BCE
O euro caiu abaixo de US$ 1,34 nesta quinta-feira após o Banco Central (BCE) ter citando o fortalecimento da moeda como um risco para a economia da zona do euro. O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que a apreciação recente do euro é um dos fatores que pesam sobre a inflação, acrescentando que a taxa de câmbio do euro, embora não faça parte da política de metas do BCE, é importante para o crescimento e estabilidade dos preços. Ele também repetiu que a política monetária do BCE continua "acomodatícia".

Os comentários de Draghi foram feitos à imprensa após a reunião do BC da zona do euro ter deixado a taxa básica de juros inalterada em 0,75%. Analistas disseram que o BCE pode precisar cortar juros no fim deste ano se a economia da zona do euro piorar.
O euro vem se apreciando rapidamente nos últimos seis meses, conduzido pelo enfraquecimento nas tensões financeiras referentes à crise de dívida da região. Entretanto, a alta rápida da moeda comum eleva a preocupação com a possibilidade risco para a recuperação já fraca da economia ao tornar as exportações da zona do euro menos competitivas.
No final do dia em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,3398, 1% abaixo de US$ 1,3525 no final da quarta-feira, e cotado a 125,45 ienes, de 126,58 ienes no mesmo comparativo. As informações são da Dow Jones.
Bovespa marca quarta baixa seguida pressionada por exportadoras
SÃO PAULO - A Bovespa marcou sua quarta baixa seguida, reagindo indiretamente
ao dado da inflação brasileira em janeiro, que mostrou alta de 0,86%. A reação
se deu por meio das ações de empresas exportadoras, que lideraram as perdas do
dia, acompanhando a forte desvalorização do dólar perante o real. O Ibovespa
fechou em baixa de 0,98%, aos 58.372 pontos, com volume expressivo de R$ 8,061
bilhões.
"O IPCA e as declarações do [presidente do Banco Central, Alexandre] Tombini
tiveram um impacto psicológico sobre a cotação do dólar, o que acabou
pressionando as exportadoras", avalia o estrategista da Fator Corretora, Paulo
Gala. "O fato é que nada mudou na política monetária, por enquanto", diz o
especialista, que acredita que o governo não deixará o dólar ir abaixo de R$
1,95.
Em entrevista ao Valor PRO, serviço em tempor real do Valor, Tombini reforçou
que "a comunicação da última ata do Copom não foi alterada".
As exportadoras concentraram a lista de maiores baixas do Ibovespa no dia:
Suzano Papel PNA (-5,42%), Fibria ON (-3,25%), Vale ON (-2,78%), Vale PNA
(-2,70%) e Embraer ON (-1,62%).
Paulo Gala lembra, no entanto, que a Bovespa vem de uma "ressaca" das diversas
mudanças anunciadas pelo governo nos últimos meses em setores como o elétrico,
o bancário, além da recente redução do dividendo pago às ações ordinárias da
Petrobras.
Junta-se a isso o clima negativo nas bolsas internacionais hoje e a grande
pressão vendedora dos estrangeiros sobre os contratos de Ibovespa Futuro que
vencem na quarta-feira de Cinzas (13).
Pouco antes do fechamento, em Wall Street, o índice Dow Jones recuava 0,34%, o
Nasdaq perdia 0,23% e o S&P 500 registrava baixa de 0,33%, com investidores
tentando assimilar dados díspares da economia americana, ao mesmo tempo em que
reagem ao discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi
Além do recuo do dólar frente ao real, outros fatores pesaram para a queda
maior das ações de Fibria e Suzano. O Valor informou hoje que o Ministério do
Comércio da China (Mofcom, sigla em inglês) anunciou na quarta-feira a abertura
de uma investigação antidumping referente a um tipo específico de celulose que
tem como alvo produtores que exportam a matéria-prima ao mercado chinês a
partir dos Estados Unidos, Canadá e Brasil. A iniciativa pode acender, mais uma
vez, a luz amarela nas relações entre as indústrias de celulose e papel do
Brasil e da China.
Destaques corporativos
Na ponta positiva do Ibovespa ficaram as empresas que divulgaram balanços ou
prévia de seus resultados, como ALL ON (4,14%), Cosan ON (3,16%) e Natura ON
(2,71%). A ALL divulgou um Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação
e amortização, na sigla em inglês) de R$ 332 milhões no quarto trimestre de
2012, 10,4% maior que no mesmo período de 2011. A Cosan triplicou seu lucro no
terceiro trimestre fiscal para R$ 342,3 milhões. O resultado foi quase 50%
maior que o esperado.
Já a Natura trouxe queda no lucro 11,5% no quarto trimestre, para R$ 257,3
milhões. Ainda assim, o resultado foi elogiado por analistas, que citaram a
ampliação das vendas e o aumento da produtividade da fabricante de cosméticos.
Segundo o presidente da empresa, Alessandro Carlucci, a queda no lucro foi
provocada por efeitos não recorrentes, "que não estão ligados à gestão
operacional da empresa".
OGX ON (1,88%) também figurou entre os destaques de alta, quebrando uma longa
sequência de baixas. O movimento, segundo operadores, foi uma correção técnica.
O papel acumula perda de 13,7% no ano.
Petrobras PN chegou a subir no início do pregão, mas terminou com baixa de
0,56%, a R$ 17,50. O papel ON da estatal voltou a recuar com mais força, de
1,76%, para R$ 16,10. O papel ainda sofre os efeitos da decisão da empresa de
pagar dividendo menor a essa classe de ação.
PERSPECTIVA: Ibovespa pode apresentar melhora, após quatro quedas seguidas
São Paulo, 7 de fevereiro de 2013 - Depois de registrar sua quarta queda
consecutiva, o Ibovespa pode apresentar melhora amanhã, no último pregão
antes do feriado prolongado de Carnaval. Sem uma agenda com muitos indicadores
relevantes, o principal índice da BM&FBovespa pode ensaiar uma recuperação.
Eduardo Cavalheiro, sócio da Rio Verde Investimentos, afirma que o rumo da
bolsa brasileira amanhã está indefinido, mas espera que o cenário seja mais
positivo. "Acredito que podemos ver uma melhora amanhã, pois a bolsa já caiu
muito", diz.
Entre os indicadores que serão analisados pelos investidores amanhã, está
prevista a divulgação da balança comercial chinesa e os índices de preços
ao consumidor e ao produtor do país asiático, todos referentes a janeiro.
Apesar de reconhecer a importância de números da economia da China,
especialmente para as empresas brasileiras exportadoras de commodities,
Cavalheiro considera que o impacto deve ser reduzido na bolsa brasileira, a
menos que os números venham muito fora do previsto.
"Neste início de ano, estamos vendo pesarem mais questões relacionadas à
economia interna. As seguidas intervenções do governo minaram a confiança do
investidor de modo geral, inclusive os que estão no exterior", afirma.
No pregão de hoje, o Ibovespa encerrou com queda de 0,98%, aos 58.372
pontos. O volume negociado na bolsa foi de R$ 8,1 bilhões.
A aceleração do indicador oficial de inflação do País, que atingiu o
maior nível mensal desde abril de 2005, contribuiu para puxar a bolsa para
baixo. O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para
0,86% em janeiro, acima da taxa de 0,79% registrada em dezembro.
O aumento da inflação estimulou ainda a queda do dólar e de empresas
exportadoras, como a Vale, considera Cavalheiro. As PNAs da mineradora (VALE5)
caíram 2,70%, negociadas a R$ 37,46, registrando o maior volume financeiro do
dia, de R$ 702,525 bilhões.
Ainda entre as blue chips, as preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram
0,56%, a R$ 17,50, movimentando R$ 643,431 milhões. "No início do dia os
papéis até ensaiaram uma melhora, mas a preocupação com a inflação mais
alta deve afastar a possibilidade de novos reajustes no combustível, o que
penaliza a empresa", afirma o sócio da Rio Verde.
Do lado positivo, destaque para a América Latina Logística (ALL), que
registrou a maior alta de hoje do Ibovespa. Os papéis da empresa (ALLL3)
subiram 4,14%, a R$ 9,05. A companhia informou hoje que registrou Ebitda (lucro
antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado R$
1,684 bilhão em 2012, alta de 6,8% ante o ano anterior.
A analista Karina Freitas, da Concórdia, afirmou que a prévia divulgada
foi positiva, apesar de um desempenho ainda abaixo do esperado na Argentina.
"As demais operações mostraram um bom desempenho, com destaque para a ALL
Brasil, que se recuperou de um primeiro semestre fraco e mais do que
compensando a unidade argentina".
Também entre os maiores ganhos, a Cosan (CSAN3) subiu 3,16%, a R$ 47,85. A
companhia informou ontem, após o fechamento do mercado, que registrou lucro
líquido de R$ 342,3 milhões no terceiro trimestre do ano fiscal 2013 (3T13
fiscal), valor mais de três vezes superior ao registrado em igual período do
ano fiscal anterior.
Outro destaque positivo foi a Natura (NATU3), com alta de 2,71%, a
R$ 53,30. A empresa reportou lucro líquido de R$ 257,3 milhões no quarto
trimestre do ano passado, queda de 11,55% ante igual período de 2011. Apesar do
recuo, o desempenho de 2012 tem viés positivo, de acordo com Karina, excluindo
efeitos não-recorrentes que favoreceram o resultado da empresa em 2011. "No
ano, a companhia obteve melhorias operacionais que merecem destaque, o que se
reflete direta ou indiretamente em seu desempenho e nas suas perspectivas
futuras", diz a analista.
Os índices do mercado de ações dos Estados Unidos encerraram as
negociações dessa quinta-feira em queda, segundo dados preliminares. O Dow
Jones caiu 0,31%, em 13.944,05 pontos, o S&P 500 perdeu 0,18%, em 1.509,36
pontos, e o Nasdaq Composto teve queda 0,11%, em 3.165,13 pontos.
Os contratos futuros do petróleo encerraram sem direção definida. Na
Nymex, os contratos futuros do WTI terminaram com queda de 0,81%, a
US$ 95,83. Na plataforma ICE, os futuros do Brent para o mesmo mês avançaram
0,43%, a US$ 117,24 o barril.
MERCADO EUA: Indices caem, com indicadores fracos e discurso do BCE
São Paulo, 6 de fevereiro de 2013 - O mercado norte-americano de ações
encerrou o pregão de hoje em queda, influenciados pelos resultados negativos da
produtividade no país e por novas preocupações na Europa. O Dow Jones caiu
0,30%, em 13.944,05 pontos, o S&P 500 perdeu 0,18%, em 1.512,12 pontos, e o
Nasdaq Composto recuou 0,11%, em 3.165,13 pontos.
A produtividade nos Estados Unidos caiu 2% na taxa anualizada no quarto
trimestre na comparação com o terceiro trimestre, quando foi reportada alta de
3,2%. No quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2011, houve um
aumento de 0,6%. A estimativa era de queda de 1,2% para a produtividade no
quarto trimestre ante o terceiro, depois que os dados preliminares mostraram
alta de 2,9% no trimestre.
Entre os outros indicadores, os pedidos de seguro-desempregos na última
semana caíram em 5 mil para 366 mil, menos que a expectativa do mercado, 360
mil, enquanto o crédito ao consumidor nos Estados Unidos registrou alta de US$
14,6 bilhões em dezembro, para a taxa anualizada de US$ 2,778 trilhões
Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), disse hoje, após
anunciar a manutenção da taxa de juros da zona do euro, que apesar de todas as
ações monetárias da instituição o fraco fluxo de crédito ainda afeta os
setores financeiros e as empresas na região. "Nossa política é sim
acomodatícia, tivemos muita melhora e estamos provendo liquidez o quanto
necessário, mas nos perguntamos por que os fluxos de crédito ainda estão
contidos", afirmou.
PETRÓLEO: Futuros encerram sem tendência definida, com notícias do Irã
São Paulo, 7 de fevereiro de 2013 - Os contratos futuros do petróleo
encerraram as negociações dessa quinta-feira sem direção definida com
notícias do programa nuclear do Irã.
Na Nymex, os contratos futuros do WTI com vencimento em março perderam seus
ganhos ao longo da sessão e terminaram com queda de 0,81%, a US$ 95,83, após
as ações do mercado internacional passarem a registrar queda e depois da
recuperação do dólar em relação ao euro, quando o presidente do Banco
Central Europeu (BCE) comentou sobre a valorização excessiva da moeda
europeia.
Já na plataforma ICE, os futuros do Brent para o mesmo mês ganharam 0,43%,
a US$ 117,24 o barril, influenciados pelas notícias de que o Irã rejeitou as
conversas diretas com os Estados Unidos sobre o programa nuclear e pela
intensificação das sanções contra o país.
Café deve aumentar de preço devido a quebra de safra, diz dirigente hondurenho
O preço do café deve aumentar no mercado internacional por causa da quebra registada nos principais países produtores, devido ao fungo da ferrugem, informou hoje o site de latribuna.hn digital de Honduras O site lembra que contratos assinados há várias semanas, permanecem em cerca de 140 dólares, mas o gerente do Instituto do Café de Honduras (Ihcafé), Victor Hugo Molina, mantém a expectativa de que o custo poderia mover-se entre 150 a 170 dólares devido as perdas. Por causa do fungo da ferrugem haverá escassez e preços possivelmente melhores, disse Molina ao site e lembrou que toda a América Central está deixando de exportar grandes quantidades como eles concordaram em trabalhar em uma frente comum. As notas Tribune que Honduras é o maior produtor de café na região e tinha calculado para exportar mais de 8 milhões de quintais e receber 1,5 bilhões de dólares, mas os danos em 70,422 ha, a nação pode perder cerca de 500 milhões.