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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Liquidações especulativas fazem café despencar 4,9% na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com fortes perdas, de 4,9%. Praticamente a metade dos ganhos obtidos ao longo de todo o mês de janeiro — quando uma recuperação coordenada foi registrada para o produto —, se esvaiu nas duas últimas horas da sessão.
Especuladores e fundos entraram liquidando mais fortemente e o março, que buscava se posicionar acima dos 156,00 centavos, rapidamente se viu operando, mais uma vez, abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos por libra. As perdas produzidas estiveram baseadas em aspectos técnicos, já que no campo fundamental não se observou nenhuma novidades mais consistente. Adicionalmente, as perdas tiveram a influência, ainda que em menor grau, de alguns números sobre a economia dos Estados Unidos que se mostraram menos animadores que os especulados anteriormente pelo mercado. Operadores indicaram que a resistência de 156,40 centavos para o março foi testada ao longo da sexta-feira, mas sem que houvesse uma sustentação para o fechamento acima desse nível. Nesta terça-feira, mais uma vez, isso ocorreu. Alguns desses operadores sustentaram que essa dupla tentativa abriu as perspectivas para certos vendedores, que liquidaram efetivamente e encontraram alguns stops de venda, que permitiram que o fechamento se desse com uma retração considerável.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 770 pontos, com 148,60 centavos, sendo a máxima em 156,45 e a mínima em 148,20 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 760 pontos, com a libra a 151,50 centavos, sendo a máxima em 159,20 e a mínima em 151,15 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve queda de 32 dólares, com 1.938 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 30 dólares, com 1.955 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado inicialmente por um quadro de volatilidade, sem um direcionamento mais claro. Algumas baixas foram produzidas para, na sequência, recompras serem efetivas e permitirem à primeira posição tocar na máxima de 156,45. A partir daí, uma desaceleração modesta foi observadas, sendo que, na sequência, ordens mais efetivas de vendas, com consequentes stops, ocorreram, garantindo, ao final do pregão, perdas consideráveis e o posicionamento do março no intervalo de 148,00 centavos por libra.
Alguns dados da economia dos Estados Unidos foram lidos como negativos ao longo do dia, como o índice de atividade do Federal Reserve, que ficou abaixo do verificado em dezembro. Outro indicador lido como negativo foi o de venda de imóveis. O mercado trabalhava com a perspectiva de uma alta de 2% em dezembro, mas o registro foi de uma retração de 1%. "Foi uma ducha de água gelada após o feriado. Tivemos uma ação rápida de liquidações mais intensas, com especuladores e fundos vendendo, e abrindo espaço para o março romper, com significativa facilidade, o patamar de 150,00 centavos. Acreditamos numa ação mais técnica, numa liquidação de fundos que permitiu os sell-stops, do que realmente uma influência mais efetiva dos mercados externos, tanto que outras commodities e alguns mercados de maior risco conseguiram operar próximos da estabilidade nesta tarde", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em janeiro, até o dia 21, somaram 1.047.657 sacas, contra 1.081.560 sacas registradas no mesmo período de dezembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.005 sacas, indo para 2.605.581 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.301 lotes, com as opções tendo 6.621 calls e 4.102 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 156,45-156,50, 157,00, 157,50, 158,00, 158,50, 159,00, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,50, 162,00, 162,50 e 163,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 148,20, 148,00, 147,75, 147,00, 146,50, 146,00-145,95, 145,65, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.
Londres segue outros mercados e cai mais fortemente
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram um dia de quedas mais consideráveis, o que permitiu fazer com que o intervalo informal construído ao longo das últimas sessões na bolsa londrina não fosse respeitado. A posição março foi pressionada e encerrou o dia abaixo do nível psicológico de 1.950 dólares.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um período sem maiores pressões, com a primeira posição girando próximo dos 1.970 dólares. No entanto, na segunda metade do dia, seguindo as notícias ruins sobre a economia nos Estados Unidos e a fraqueza dos contratos de café arábica em Nova Iorque, os especuladores passaram a ofertar mais significativamente e as perdas foram produzidas. A posição março chegou a bater na mínima de 1.933 dólares, sendo que nas mínimas foram observadas algumas compras esporádicas de comerciais. "Tivemos uma sessão com dois momentos distintos. O primeiro, com o direcionamento dentro do intervalo que já vinha sendo praticado e o segundo com a 'reflexo' de outros segmentos, o que permitiu que tivéssemos as perdas finais. Não podemos falar de tendência. O que tivemos foram perdas efetivas no segmento arábica e elas atingiram os robustas, que podem, diante da oferta limitada das origens, se recuperarem de pronto", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de março com uma movimentação de 9,14 mil lotes, com o maio tendo 4,03 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 17 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição março teve queda de 32 dólares, com 1.938 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 30 dólares, com 1.955 dólares por tonelada.
Dólar atinge R$ 2,05 mas reduz alta no fechamento
O dólar à vista no balcão chegou a superar os R$ 2,05 no início da tarde desta terça-feira e acabou retornando para patamar inferior, em meio à percepção de que o Banco Central (BC) poderia agir para segurar as cotações, o que não ocorreu. O fluxo negativo de dólares determinou o viés de alta na maior parte do dia, mas perto do fechamento a relativa melhora externa fez o dólar encerrar a R$ 2,0440, em alta de 0,10%.
Na mínima do dia, vista na abertura, a moeda norte-americana marcou R$ 2,0410, em baixa de 0,05%. Na máxima, atingiu R$ 2,0510 (+0,44%), a maior cotação intraday desde 27 de dezembro último. No mês passado, a autoridade monetária fez várias intervenções no câmbio para conduzir a divisa para níveis mais baixos, considerados confortáveis para o controle de preços.
Agora, a preocupação com a inflação - verbalizada inclusive pelo Comitê de Política Monetária (Copom), no comunicado distribuído na semana passada - volta a influenciar o mercado de câmbio. Quando a moeda superou os R$ 2,05 um sinal de alerta acendeu nas mesas de operação. "Isso porque o mercado está trabalhando com a ideia de que o governo quer a moeda até o limite de R$ 2,05", comentou Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK. "Mas o BC não atuou, porque a moeda voltou a cair após superar este nível", completou.
Como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na quarta-feira (24) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), analistas veem novas pressões de alta sobre o dólar, dependendo do resultado, com o mercado testando a disposição do BC para intervir. "Se o IPCA-15 vier muito alto, o mercado pode testar o BC", declarou Maurício Nakahodo, consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ.
Outro operador acredita, contudo, que o BC somente voltará a atuar se a cotação da moeda se aproximar dos R$ 2,10 ou houver variações abruptas. "A cotação de R$ 2,04 está boa para o governo. E se operar acima de R$ 2,05, ainda assim isso não justificaria uma atuação do BC", opinou.
Nesta sessão o volume de negócios também foi mais consistente, com a retomada do mercado norte-americano aos negócios. Às 17h20, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,030 bilhões. O dólar pronto da BM&F, com apenas três negócios, fechou em alta de 0,27%, a R$ 2,0480. No mercado futuro, o dólar com vencimento em fevereiro era cotado a R$ 2,0455, em alta de 0,05%.
Assim como ocorreu nas transações de balcão, o mercado futuro de dólar desacelerou os ganhos em função da melhora do cenário externo. O movimento foi motivado pela informação, dada pela Casa Branca, de que o presidente Barack Obama aprovaria o projeto para estender o teto da dívida dos EUA no curto prazo, caso seja aprovado no Congresso.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DIs sobem à espera de dados de inflação amanhã
São Paulo, 22 de janeiro de 2013 - Os contratos de Depósitos
Interfinanceiros (DI) encerraram o pregão de hoje em alta, em compasso de
espera pelos dados de inflação que devem ser divulgados amanhã. A Fundação
Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o Indice de Preços ao Consumidor Semanal
(IPC-S) referente à terceira quadrissemana de janeiro. Às 9h, o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Indice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) referente a janeiro.
De acordo com Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB, esses
indicadores, somados ao resultado da reunião que ocorre amanhã com
congressistas nos Estados Unidos para avaliar a proposta de elevação do teto
do endividamento norte-americano, devem orientar as negociações no próximo
pregão.
A alta de hoje nos DIs, além de buscar "proteção" quanto a uma
expectativa de elevação dos índices inflacionários, também refletiram dados
da economia alemã e da indústria brasileira. O índice que mede a confiança
da economia alemã entre os analistas financeiros e investidores institucionais
saltou 24,6 pontos em janeiro, para 31,5 pontos, ante os 6,9 pontos registrados
em dezembro, sinalizando melhora na economia local.
No mercado interno, o Indice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela
Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,2% na prévia de janeiro em relação
ao resultado final de dezembro, para 106,6 pontos. Se confirmado o resultado, o
ICI alcançará o maior patamar desde junho de 2011 (107,1 pontos), mantendo-se
acima da média histórica recente, de acordo com a instituição.
Destaque também para o Nível de Utilização da Capacidade Instalada
(NUCI), que avançou 0,4 ponto porcentual (pp) na prévia de janeiro, passando
de 84,1% para 84,5%, o maior patamar desde janeiro de 2011.
"Houve alta significativa do Nuci e a confiança na economia da Alemanha
deu um salto em dezembro atingindo o maior nível desde maio de 2010. Hoje o
mercado também operou buscando se proteger com o IPCA 15 e o IPC-S amanhã",
avalia Rostagno.
O mercado estima que a inflação medida pelo IPCA-15 fique em 0,83% em
janeiro, segundo as projeções do Termômetro CMA. Se confirmada a projeção,
o índice terá registrado aceleração em relação a dezembro, quando foi
apurada inflação de 0,69%.
Em um cenário externo mais otimista e expectativa de maior pressão
inflacionária, o contrato mais líquido foi aquele com vencimento em janeiro de
2015, com alta de 7,82% para 7,88%, movimentando R$ 16,488 bilhões, seguido do
DI para janeiro de 2014, que avançou de 7,14% para 7,17%, com giro financeiro
de R$ 10,105 bilhões. O contrato para janeiro de 2017 subiu de 8,63% para
8,67%, movimentando R$ 5,906 bilhões.
Entre os contratos de curto prazo, aquele com vencimento em julho de 2014
subiu de 7,39% para 7,44%, com giro financeiro de R$ 3,873 bilhões e o DI com
vencimento para julho de 2013 avançou de 7,04% para 7,06%, movimentando
R$ 3,107 bilhões.
O número de contratos negociados atingiu 566.593, queda de 2,2% em
relação aos negócios realizados no pregão de ontem. O volume financeiro das
operações atingiu R$ 46,373 bilhões.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje praticamente estável,
com variação positiva de 0,04%, cotado a R$ 2,0410 para compra e a R$ 2,0430
para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana atingiu a mínima do dia de
R$ 2,0400 e a máxima de R$ 2,0510.
No mercado futuro, o contrato com vencimento em fevereiro subiu 0,07%, a R$
2.046,000 e o contrato com vencimento em março avançou 0,04%, cotado a
R$ 2.054,000.
"O câmbio seguiu o movimento do euro, em um primeiro momento se
valorizando com decepção com o Banco Central japonês ter anunciado mudança
para compra de títulos e depois, com os dados da Alemanha, acabou se
equilibrando e ficando praticamente estável", avalia Rostagno, que destaca o
fato da moeda norte-americana ter testado o patamar de R$ 2,05, valor no qual o
Banco Central fez sua última intervenção sobre o câmbio.
Bovespa tem 3ª queda seguida; Oi desaba 8% e CCX dispara 22%
São Paulo, SP - A Bovespa caiu pelo terceiro pregão consecutivo
nesta terça-feira (22), com as ações da Oi liderando as perdas do dia após a
empresa confirmar a troca de seu presidente, que estava há apenas um ano e meio
no cargo.
Principal índice de ações da Bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 0,34%, para
61.692 pontos, em um pregão dominado pelo noticiário corporativo doméstico.
"O mercado está querendo enxergar um ano melhor, mas ainda estamos vendo poucas
apostas mais pronunciadas em Bolsa", disse o economista Daniel Cunha, da XP
Investimentos em São Paulo.
O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,44 bilhões de reais, abaixo da média
diária do ano, de 7,3 bilhões de reais.
DESCE
As ações da Oi lideraram as perdas do Ibovespa --a preferencial perdeu 7,9%, a
R$ 8,01, e a ordinária recuou 6,6%, para R$ 9,00--, com o mercado reagindo mal
à demissão de seu presidente-executivo, Francisco Valim, e a nomeação do
presidente do conselho de administração, José Mauro Carneiro da Cunha, para o
posto.
A preferencial da Usiminas também pesou no mercado, com queda de 6,1%, após
analistas do banco BTG Pactual rebaixarem a recomendação para as ações da
siderúrgica, de "neutra" para "venda", em relatório divulgado hoje.
A unit do Santander caiu 3,24%, para R$ 14,94, após o presidente mundial do
banco espanhol, Emilio Botín, descartar a venda da filial brasileira do grupo.
SOBE
Fora do Ibovespa, o destaque foi para a alta de 22,36% da CCX, para R$ 3,83,
após o empresário Eike Batista ter manifestado a intenção de fechar o capital
de sua empresa de carvão e pagar até R$ 4,31 por papel.
As ações da Eletrobras lideraram os ganhos do Ibovespa, com destaque para a
preferencial B, que subiu 6,2%. Foi o décimo pregão consecutivo de alta para o
papel, acumulando valorização de 41,4% desde 8 de janeiro.
Fontes do grupo Eletrobras afirmaram que, diante da perspectiva de receitas
menores pela renovação de suas concessões, algumas subsidiárias da Eletrobras
já iniciaram programas de redução de despesas antes mesmo de o comando da
holding aprovar o novo plano de negócios.
"BLUE CHIPS"
Entre as "blue chips" (ações mais negociadas da Bolsa), a OGX recuou 3,25%,
para R$ 4,77, a preferencial da Petrobras subiu 0,98%, para R$ 19,58, e a
preferencial da Vale teve alta de 1,12%, para R$ 39,59.
Em Wall Street, o índice Dow Jones tinha alta de 0,26% e o S&P 500 subia 0,24%
às 18h22 (horário de Brasília). Mais cedo, o principal índice europeu de ações
fechou em queda de 0,09%.
PERSPECTIVA: Agenda com poucos indicadores pode favorecer alta do Ibovespa
São Paulo, 22 de janeiro de 2013 - O Ibovespa pode registrar alta amanhã,
em um pregão em que a agenda de indicadores econômicos apresentará poucos
indicadores relevantes. Diante disso, os investidores estarão atentos à
possibilidade de avanço na negociação sobre o aumento do teto da divida nos
Estados Unidos.
O gerente de investimentos Gillmor Monteiro, da Intrader, lembra que amanhã
não há indicadores previstos nos Estados Unidos. "Com isso, o mercado pode
reagir a alguma novidade sobre a discussão sobre o teto da dívida.
Considerando que o mercado de renda fixa perdeu atratividade, a bolsa pode
aproveitar o dia para subir", diz. Congressistas norte-americanos devem se
reunir para avaliar a proposta de elevação do teto do endividamento.
Marc Sauerman, gestor de fundos da JMalucelli Investimentos, acredita que o
Ibovespa e os índices internacionais não devem registrar variações de 1%,
ainda assim vê o mercado amanhã como indefinido. "Como a agenda não
apresenta muita coisa, os investidores podem se orientar pela divulgação de
algum balanço corporativo nos Estados Unidos. Se não houver nenhuma surpresa
nos números, devemos ter um dia calmo".
Em relação à Europa, a agenda de indicadores também será fraca. Entre
os números previstos, será divulgada a versão preliminar do índice de
confiança do consumidor referente a janeiro. Em dezembro, o índice subiu para
-26,5 pontos. "Com isso, o que pode influenciar mais seria alguma notícia
relacionada à economia da região".
Sauerman lembra ainda que começa amanhã o Fórum Econômico Mundial, em
Davos, na Suíça. O evento reúne líderes empresariais e chefes de Estado e
deve oferecer debates sobre temas como a recuperação da economia da zona do
euro e sobre o endividamento dos Estados Unidos. "Ainda assim, não deve ter
muita influência para os mercados amanhã", aponta.
O principal índice da BM&FBovespa caiu hoje 0,34%, aos 61.692 pontos. O
volume negociado na bolsa foi de R$ 6,3 bilhões.
O principal destaque negativo do pregão hoje foram dos papéis da Oi, que
registraram a maior perda do Ibovespa. A companhia anunciou hoje a saída do
presidente, Francisco Valim. O conselho de administração da Telemar aprovou a
indicação de José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha para ocupar o cargo de
Valim. As preferenciais da companhia (OIBR4) caíram 7,93%, a R$ 8,01, e os
ordinários (OIBR3) cederam 6,63%, a R$ 9.
As ações da Usiminas também registraram fortes perdas, após o banco BTG
Pactual recomendar que os investidores vendam as ações da siderúrgica. As
PNAs da companhia (USIM5) caíam 6,06%, a R$ 11,30, e as ordinárias (USIM3)
perderam 5,58%, a R$ 12,35.
Sauerman aponta ainda que as construtoras contribuíram para a queda do
Ibovespa, refletindo uma insatisfação com prévias operacionais divulgadas
pela Cyrela e pela Eztec. Os números influenciaram perdas na maioria das
ações do setor, como no cado da Brookfield (BISA3), que perdeu 5,57%, a
R$ 3,55, e da Gafisa (GFSA3), com recuo de 3,44%, a R$ 5,06.
Por outro lado, as blue chips fecharam em campo positivo. As PNAs da Vale
(VALE5) avançaram 1,12%, a R$ 39,59, com o maior giro financeiro do dia, de R$
546,204 milhões. Em seguida, as preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram
0,97%, a R$ 19,58, movimentando R$ 453,855 milhões, e as preferenciais do Itaú
Unibanco (ITUB4) valorizaram 1,11%, a R$ 36,20.
Fora do índice, destaque para os papéis da CCX Carvão da Colômbia
(CCXC3), que expandiram 22,36%, a R$ 3,83. O movimento ocorreu após o acionista
controlador da empresa, Eike Batista, propor uma Oferta Pública de Aquisição
de Ações (OPA), mediante permuta por ações das demais companhias do Grupo
EBX, para fechamento de capital da companhia.
Os índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam as
negociações em alta. O Dow Jones subiu 0,46%, em 13.712,2; o S&P 500 avançou
0,44%, em 1.492,56 pontos; e o Nasdaq Composto ganhou 0,27%, em 3.143,18 pontos.
MERCADO EUA: Otimismo com voto de teto da dívida amanhã impulsiona ganhos
São Paulo, 22 de janeiro de 2013 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam as negociações de hoje em alta, refletindo resultados
corporativos que superaram as expectativas de analistas, e também o otimismo
dos agentes de mercado em relação à lei que será votada amanhã no Congresso
norte-americano para elevar temporariamente o teto da dívida do país. O Dow
Jones subiu 0,46%, em 13.712,2 pontos; o S&P 500 avançou 0,44%, em 1.492,56
pontos; e o Nasdaq Composto ganhou 0,27%, em 3.143,18 pontos.
O secretário de Imprensa da Casa Branca, Jay Carney, afirmou hoje que o
presidente Barack Obama não bloqueará o projeto de lei dos republicanos que
suspende em três meses o limite de endividamento do país caso o plano seja
aprovado amanhã pelo Congresso.
O projeto de lei dos republicanos suspende até 18 de maio o limite de
endividamento, atualmente em US$ 16,394 trilhões, e prevê que ele volte a
vigorar um dia depois, adaptado a quaisquer empréstimos que o governo
norte-americano precise tomar para honrar compromissos que exijam pagamento
antes de 19 de maio.
No campo corporativo, os resultados financeiros das empresas impulsionaram
os ganhos de hoje. A empresa de produtos químicos norte-americana DuPont
anunciou hoje que obteve no quarto trimestre de 2012 um lucro líquido
atribuível a si própria de US$ 111 milhões (US$ 0,12 por ação),
representando uma queda de 70% em relação aos US$ 373 milhões (US$ 0,40 por
ativo) apresentados no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, foi
melhor que o esperado por analistas, que previam uma queda maior do lucro. As
ações fecharam com alta de 1,77%.
Outro balanço financeiro que foi bem recebido hoje foi o da Travelers, que
teve um lucro líquido de US$ 304 milhões (US$ 0,78 por ação) no quarto
trimestre de 2012, o que representa uma queda de 50,8% em relação ao mesmo
período de 2011, quando teve lucro de US$ 618 milhões (US$ 1,51 por ação). A
receita total da empresa subiu 1,63% no trimestre, passando de US$ 6,373
bilhões para US$ 6,477 bilhões. Analistas esperavam uma queda muito maior no
lucro da seguradora, devido aos impactos do furacão Sandy no final do ano
passado, e os papéis fecharam com alta de 2,15%.
Produtores do Vietnã estão retendo as vendas de café
Produtores de café do Vietnã estão desacelerando as vendas de robusta à espera de preços domésticos mais altos, uma vez que as projeções são de uma safra menor e uma demanda maior este ano. Muitos cafeicultores esperam que a produção de grãos de robusta no atual ano-safra seja entre 20% e 25% menor que a do ciclo anterior.
Segundo analistas, a produção deve ser menor devido ao clima seco, que afetou os grãos de robusta durante o período de floração. Agricultores estão esperando que os preços domésticos de robusta atinjam 42 mil dong (US$ 2,05) por kg, ou cerca de US$ 2.050 por tonelada no contrato futuro referencial negociado na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), segundo participantes de mercado. Essa meta está cerca de 3 mil dong (US$ 0,14) acima dos preços atuais no Vietnã. Os futuros de robusta, atualmente negociados a cerca de US$ 1.968/t, devem se beneficiar no longo prazo da crescente demanda pelo grão - uma variedade mais barata do que o café arábica.
No final do ano passado, muitos cafeicultores no Vietnã - o maior produtor mundial de robusta - estavam esperando os preços atingirem 40 mil dong/kg, mas a alta demanda fez com que eles desacelerassem as vendas à espera de preços próximos a 42 mil dong/kg. 'Os preços domésticos estão ligeiramente acima de 39 mil dong/kg, o que não é atraente para nenhum produtor aqui', disse o cafeicultor Vu Duc Hanh. O Rabobank também prevê que os preços de robusta subam neste trimestre, por causa da forte demanda e da safra menor de robusta no país asiático. Segundo James Hearn, chefe de Agricultura da corretora Marex Spectron, existe uma chance real de que os preços se aproximem de 42 mil dong/kg. Mesmo assim, nem todos os produtores estão otimistas, já que a Indonésia pode deixar o mercado bem abastecido com grãos de robusta. A Indonésia produz cerca de 10 milhões de sacas de 60 kg de robusta por ano, o que representa 15% da produção mundial.
A crescente demanda por robusta deve afetar o café arábica este ano, embora seja esperada uma queda na produção desta variedade no Brasil, o maior produtor mundial, disse o banco Macquarie. O Vietnã exportou cerca de 1,6 milhão de toneladas de café na safra 2011-12, um aumento de 36,4% ante o ano-safra anterior, de acordo com dados do governo. Segundo produtores, isso reflete a forte procura por robusta entre torrefadores, depois que muitos deles elevaram o porcentual dessa variedade nos blends no ano passado, quando os preços de arábica atingiram os patamares mais altos em muitos anos.
Colômbia quer ampliação do Apoio da Receita do Cafeicultor
Em vista de que os preços do café não conseguem atingir o mínimo estabelecido para cumprir com, ao menos, os custos de produção, a Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) levará ao governo do país as solicitações para que medidas sejam tomadas para reverter a crítica situação. Segundo Luis Genaro Muñoz, diretor executivo da Federação, uma das primeiras medidas apresentadas será a execução de um estudo para avaliar a possibilidade de estabelecer um preço fixo de compra, ou de sustentação, de ao menos 650 mil pesos (366 dólares) para a carga de 125 quilos, montante que a entidade acredita ser suficiente para cobrir o custo de produção desse volume, ainda que não se observasse um lucro efetivo para a comercialização dessa carga. Em segundo lugar, a entidade representativa dos milhares de cafeicultores do país, indicou que seria imprescindível que existisse a alocação de mais recursos para que se mantenha, por um tempo maior do chamado AIC (Apoio da Receita do Cafeicultor), programa de apoio e sustentação do setor e que existe desde 17 de outubro de 2012. De acordo com dados da própria Federação, até o último dia 16 de janeiro haviam sido executados, junto ao AIC, 72 bilhões de pesos (40,5 milhões de dólares), de um montante originalmente fixado pelo governo de 78 bilhões de pesos (43,9 milhões de dólares). Os temas propostos serão discutidos ainda nesta semana com comitês diretores e também no Comitê Nacional de Café do país. "Teríamos de ter uma segurança com os recursos em mãos para efetuar os investimentos necessários. A cafeicultura não é viável nos atuais níveis de preço e, diante disso, é que precisamos do apoio governamental", observou o dirigente da Federação. Genaro Muñoz ressaltou que as solicitações apresentadas pelo setor cafeeiro é uma postulação diante de um período difícil, mas que a cafeicultura vem permitindo o desenvolvimento econômico da Colômbia ao longo de décadas e décadas. "O que necessitamos é apenas passar por esse período de vacas magras", concluiu. Sob esse programa, acordado entre a Federacafe e o governo, os produtores de café recebem 60 mil pesos (33,7 dólares) adicionais por carga de café de 125 quilos, com compensação das baixas cotações internacionais do café e também devido à queda do dólar em relação ao peso colombiano, variáveis que afetaram fortemente o preço do grão no mercado interno do país sul-americano. Por outro lado, também funciona o chamado CPP (Contrato de Proteção do Preço), desenhado para que os cafeicultores protejam o preço que vende o café, que não envolve o desembolso de recursos por parte do setor
Muñoz: tendência do café da Colômbia é aumento da produtividade
A Colômbia espera aumentar, entre 80% e 90%, seus cafezais renovados em 2016 para aumentar paulatinamente sua produção e voltar a atingir os níveis históricos de 11 milhões de sacas anuais. A afirmativa é do diretor executivo da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), Luis Genaro Muñoz. Conjuntamente o plano inclui incrementar a área plantada para 1 milhão de hectares, contra os atuais 930 mil hectares, com o propósito de elevar a produção de café para 18 milhões de sacas anuais no futuro e ter uma maior participação no mercado. O país, famoso por seus cafés suaves e de alta qualidade, registrou em 2012 a sua pior safra em mais de três décadas, com 7,74 milhões de sacas, como conseqüência do mesmo programa de renovação e das fortes chuvas que não permitiram o adequado cumprimento das metas de produção. Muñoz sustentou que cerca de 500 mil sacas não saíram ao mercado ao final do ano passado no aguardo de preços melh0res, o que impediu de alcançar a meta fixada. Desde a década de 80 até 2008, a Colômbia registrava uma média de produção de 11 milhões de sacas, o que permitia que ele se posicionasse, juntamente com o Brasil e o Vietnã, como os maiores produtores mundiais do grão. O dirigente cafeeiro reconheceu que o objetivo imediato é elevar a produção que era comum ao mercado. "Daí em diante iremos crescendo em produtividade e produção, até números mais importantes que os tradicionais e se o mercado nos dá, por que não ampliar as áreas de cultivo e superar 1 milhão de hectares para buscar 18 milhões de sacas?", questionou. Para 2013, a Colômbia aspira obter uma safra de dois dígitos e a manter nos próximos anos na medida em que se incorporam à produção os cafezais renovados. "Se não tivéssemos renovado, teríamos uma tragédia nacional", sustentou o diretor, ao defender o programa e revelar que, quando ele foi iniciado, 70% das lavouras estavam envelhecidas, com uma baixa produtividade, o que ocasionava uma queda mais drástica na safra, sem possibilidade de recuperação. "A meta deste ano é de cerca de 100 mil hectares renovados, que seria um número que se comportaria bem para a meta que temos colocado para o qüinqüênio que está em curso", afirmou Muñoz. A Colômbia tem atualmente 400 mil hectares renovados, o que significa um pouco mais de 40% de suas lavouras. Entre 2011 e 2012, foram renovados 244 mil hectares e o propósito ao final de três anos é que 90% dos cafezais atendam três requisitos básicos: "Sejam tecnificados, jovens e com variedades resistentes às mudanças climáticas", complementou o dirigente.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

22nd. January, 2013
The latest Commitment of Traders report from the London robusta coffee market has seen the Non Commercial Speculative sector of this market increase its net long position within this market by 264,167 bags or 20.79% in the week of trade leading up to Tuesday 15th. January, to register a net long of 9,208 Lots or 1,534,667 bags, on the day. This rising net long within the London market which is no doubt benefiting from the general fund move into increasing exposure within the commodity markets, is also influenced by the perspective for tighter robusta coffee supply later in the year.

The Coffee Board in Tanzania have reported that the countries June 2012 to May 2013 coffee year’s crop which they had forecasted to total 916,667 bags, has already surpassed this forecasted improved crop level. In this respect they are now predicting that this present crop has the potential to close off at a respectable level of 1,016,667 bags, which in terms of much improved volume following their previous year’s dismal crop, to counter in terms of income some of the negative effects of the significantly lower prices for this present crop.

This confirmation of a crop in excess of 1 million bags also assists the country to set its place as the African continents fourth largest producer, but well behind and in order of size of crop Ethiopia, Uganda and the Ivory Coast. The country meanwhile has a host of state and private industry programs in play, to encourage both improved farm husbandry on the part of their large small scale farming community and to introduce new farmers and districts to the industry, but they are unlikely to raise production above the Ivory Coast for the foreseeable future and look to retain their forth position within African production, for some time to come.

The National Federation of Colombia Coffee Growers who have been sponsoring a farm rejuvenation program for their approximately 563,000 farmers over the past decade, are confident that by 2016 the country shall see 90% of the country’s 930,000 hectares of coffee farms sporting new coffee trees. This program is mostly related to providing support for farmers to replace aged low yielding coffee trees with new disease resistant and high yielding trees, they foresee shall see this leading fine washed arabica coffee country target annual crops that shall well exceed 16 million bags per annum.

Meanwhile following the past three years of dismal weather affected crops that have suffered from the negative influences of an El Nino and followed by a La Nina in the Pacific Ocean that had seen coffee production dip below 8 million bags per annum, the federation is talking in terms of an excess of 10 million bags of production for the present October 2012 to September 2013 coffee year. This production with many earlier rejuvenated coffee farms already seeing their trees coming to full yield maturity and with unforeseen weather issues aside, is likely to steadily increase in the coming years and in terms of the areas under coffee and with even an average yield of 1,000 Kgs. per hectare indicating a crop of 15.5 million bags, the 16 million bags target would seem to be very much a realistic target.

Trade in arabica coffees was stalled yesterday, with the New York market closed for the Martin Luther Day holiday, but there was nevertheless steady trade for robusta coffees, which is being further inspired by the now relative short window of opportunity to take on new crop supply from Vietnam, ahead of the seven to ten day break in Vietnam for the Tet New Year holiday. This holiday that effectively shall start on the 8 th. February now only allows for twelve full trading days of trade, prior to the holiday and one might expect to see some degree of vibrancy for robusta coffee trade in the interim. Followed perhaps by some degree of buoyancy for the London robusta coffee market during mid-February, as lacking active producer price fixation hedge selling over this market during the Tet holidays, it shall benefit from good underlying buying support.

The Certified washed arabica coffee stocks held against the New York market decreased by 1,005 bags yesterday, to register these stocks at 2,605,581 bags. There was meanwhile a sharper 8,230 bags decrease in the number of bags pending grading for the exchange, which were registered at 51,575 bags.

The commodity markets were mostly closed yesterday, with the public holiday in the U.S.A. and likewise, there was not much in the way of striking economic news forthcoming. Albeit for the short term at least and with the exuberance that surrounds the start of the new presidential term for Barak Obama and the present evidence of prospects for reasonable growth this year for the U.S.A. economy, there is some degree of support for the markets. Therefore with the markets closed there was no change for the Reuters Equal Weight Continuous Commodity Index that is made up from 17 markets which remained at its Friday close, which saw this Index registered at 566.74, for the day. The day starts with a steady U.S. Dollar trading at 1.586 to Sterling and 1.334 to the Euro, while Brent Crude is showing some early buoyancy and is selling at US$ 112.95 per barrel.

The New York market was closed but the London markets opened the day yesterday on a hesitantly softer note, which remained very much the track for the day’s trade. The day ended with the London market setting a modestly softer close, but having recovered 40% of its earlier losses of the day and thus setting little in the way of indication for early trade today, for the markets. There is however in terms of the news late on Friday of the significant reduction of the managed money funds and the non-commercial speculative short positions within the New York market, a possibility that this shall result in some negative speculative pressure coming to this market today and with this in mind, one might think to see a steady to softer start being due for the markets for early trade today against Friday’s close in New York and yesterdays close in London, as follows:
LONDON ROBUSTA US$/MT21/01 NEW YORK ARABICA USc/Lb.18/01

JAN 2020 – 6
MAR 1970 – 6 MAR 156.30 + 0.80
MAY 1985 – 3 MAY 159.10 + 0.80
JUL 1996 – 1 JUL 161.85 + 0.75
SEP 2005 unch SEP 164.45 + 0.75
NOV 2009 unch DEC 168.00 + 0.50
JAN 2015 unch MAR 171.45 + 0.35
MAR 2026 unch MAY 173.60 + 0.30
MAY 2000 unch JUL 175.80 + 0.50
JUL 2000 unch SEP 177.85 + 0.50

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Café em Londres tem recuo em dia de pouca volatilidade

Café em Londres tem recuo em dia de pouca volatilidade
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram um dia de ligeiras retrações, com a manutenção integral dos parâmetros verificados ao longo da semana passada. A sessão teve um volume apenas razoável de negócios e, sem a referência de Nova Iorque, fechada devido ao feriado nos Estados Unidos, o mercado continuou a operar em funções técnicas.
Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma volatilidade mínima, com a posição março ficando dentro de um range estreitíssimo de 12 dólares. Diante da falta de novidades, os operadores realizaram apenas algumas vendas especulativas e também foram reportadas ofertas, ainda que extremamente limitadas, por parte de origens. "Os asiáticos voltaram ao mercado, depois dos feriados do Ano Novo Lunar, mas continuaram tão reticentes quanto antes dessa pausa tradicional. O mercado de robusta demonstra, há várias semanas, uma falta de novidade considerável. Os preços para o março parecem muito confortáveis acima dos 1.950 dólares e não demonstram maior propensão para buscar um intervalo como de 2.000 dólares. Assim, nos mantemos nesse quadro pouco emocionante. Fundamentalmente, as origens são reticentes e, mesmo com a perspectiva de boas safras de produtores como Vietnã e Indonésia, os níveis de preço se sustentam, já que a demanda continua efetivamente consistente", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de março com uma movimentação de 5,47 mil lotes, com o maio tendo 5,01 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição março teve queda de 6 dólares, com 1.970 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 3 dólares, com 1.985 dólares por tonelada.
Dólar tem leve queda em pregão esvaziado por feriado nos EUA
São Paulo, SP - O dólar comercial fechou nesta segunda-feira em
ligeira baixa, com as negociações esvaziadas pelo não funcionamento dos
mercados nos Estados Unidos por conta do feriado de Martin Luther King. A moeda
americana operou praticamente estável ao longo do dia, oscilando entre pequenas
baixas e altas, variando menos de meio centavo entre a mínima e a máxima do dia.
O dólar fechou em baixa de 0,05%, a R$ 2,042, na mínima do dia. A máxima foi de
R$ 2,044 durante a sessão.
"O mercado volta mesmo amanhã", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da
Treviso Corretora. "A liquidez já está baixa, sem Nova York, aí não acontece
nada mesmo."
Entre operadores, a expectativa para amanhã e para as próximas semanas é que o
câmbio continue travado entre R$ 2 e R$ 2,10, mais especificamente entre R$
2,02 e R$ 2,05.
O fechamento de hoje corrobora essa tese, sendo o 16 seguido dentro dessa
faixa interna do que o mercado considera ser a banda cambial do Banco Central.
Para os agentes do mercado, independentemente da tendência do dólar, se de alta
ou de baixa, a autoridade monetária deve continuar defendendo a manutenção do
câmbio dentro desses limites.
A tendência de alta da moeda, segundo alguns profissionais, se explica pelos
próximos vencimentos de swaps cambiais tradicionais (cujo efeito é o de uma
venda de dólar futuro) e das operações de recompra dos leilões de linha
compromissada do BC. Caso os swaps não sejam rolados, o mercado terá de comprar
US$ 1,85 bilhão para cumprir sua parte nesses contratos. Já as operações de
linha, se não forem estendidas, causarão uma demanda por US$ 1,2 bilhão que
deverão ser devolvidos ao BC.
Já a tendência de baixa pode vir de um aumento na preocupação com a inflação,
caso os índices de preços que serão divulgados nesta semana venham pior que o
esperado. Outro fator que pode influenciar para enfraquecer o dólar é a
divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Segundo operadores, após o comunicado da decisão da semana passada indicar
claramente uma preocupação do BC com a inflação, a expectativa é pela
sinalização na ata do papel do câmbio nos esforços da autoridade para conter
altas exageradas nos preços.
"Acho difícil que ele [BC] cite claramente o câmbio, mas o mercado vai querer
uma sinalização sobre qual ferramenta é mais provável que o BC utilize caso a
inflação continue preocupando", disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do
Banco WestLB.
No exterior, onde os negócios com moedas também perderam volume com o feriado
nos EUA, o Dollar Index, que acompanha o desempenho da moeda americana ante uma
cesta de seis moedas, subia 0,01%, a 80,05 pontos, enquanto o euro, principal
componente dessa cesta, avançava 0,05%, a US$ 1,331.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Negociação nos EUA deve influenciar DIs e dólar
São Paulo, 21 de janeiro de 2013 - O retorno das negociações no mercado
dos Estados Unidos, depois de as bolsas do país ficarem fechadas hoje devido a
um feriado, pode influenciar o movimento de amanhã dos contratos de depósitos
interfinanceiros (DIs) e do dólar comercial.
O operador Décio Pereira Filho, da corretora Socopa, afirma que os mercados
brasileiros de juros futuros e de câmbio viveram hoje um dia de baixa
liquidez. "Não tem outra explicação para isso que não seja o feriado nos
Estados Unidos", diz.
No caso dos DIs, Pereira Filho afirma que as taxas dos contratos recuaram
após encerrarem com altas fortes na semana passada. "Mesmo com o aumento das
projeções para inflação e com a diminuição das estimativas para o Produto
Interno Bruto [PIB], a Selic deve ficar estável. O governo tem dado
demonstrações de que o crescimento é mais importante que inflação, desde
que ela não ultrapasse a meta".
Com uma percepção de que a inflação ainda está "comportada" e sem
muitos indicadores econômicos, houve espaço para que os juros futuros
recuassem, explica o operador. O Indice Geral de Preços - Mercado (IGP-M),
divulgado hoje, desacelerou para 0,34% no segundo decêndio de janeiro, ante
0,69% no mesmo período do mês anterior. O decêndio compreende o intervalo
entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Para amanhã, também sem muitos indicadores relevantes, Pereira Filho
afirma que é difícil projetar a direção que as taxas dos contratos podem
tomar. "Não há nada que indique um novo recuo. No entanto, se os mercados
reabrirem mais otimistas nos Estados Unidos, os DIs também podem seguir essa
tendência".
O contrato mais líquido foi o com vencimento em janeiro de 2015, com queda
de 7,87% para 7,82%, movimentando R$ 14,626 bilhões, seguido do DI para janeiro
de 2014, que recuou de 7,18% para 7,14%, com giro financeiro de R$ 14,610
bilhões.
Em relação aos contratos mais longos, o para janeiro de 2017 caiu de 8,67%
para 8,63% (R$ 5,614 bilhões) e o para janeiro de 2016 cedeu de 8,39% para
8,33 (R$ 2,394 bilhões).
Entre os DIs com vencimento mais curto, o para julho de 2013 recuou de
7,07%para 7,04%, movimentando R$ 3,692 bilhões, o para julho de 2014 passou de
7,47% para 7,39% (R$ 3,026 bilhões).
O número de contratos negociados atingiu 579.199, queda de 50,2% em
relação aos negócios realizados no pregão de sexta-feira. O volume
financeiro das operações atingiu R$ 50,016 bilhões.
Dólar
O mercado de câmbio também sentiu efeito do feriado nos Estados Unidos.
Com fluxo reduzido, a moeda norte-americana oscilou pouco ao longo dia, fechando
praticamente estável, com leve variação negativa de 0,04%, cotado a R$
2,0400 para compra e a R$ 2,0420 para venda, mínima do dia. Na máxima do dia,
a divisa atingiu R$ 2,0440.
"O câmbio abriu se ajustando à alta registrada na sexta-feira e
praticamente não sofreu alterações no resto do dia", diz Pereira Filho.
No mercado futuro, o contrato com vencimento em fevereiro teve leve queda de
0,02%, a R$ 2.044,500, e o para março teve leve recuo de 0,04%, a
R$ 2.053,000.
Bovespa fecha em queda em dia de pequeno volume de negócios
SÃO PAULO - O vencimento de opções sobre ações salvou a bolsa brasileira do
marasmo total e garantiu algum volume para a Bovespa, num pregão que não contou
com a direção de Nova York, cujos mercados estavam fechados em função do
feriado de Martin Luther King. Depois do exercício de opções, às 13 horas, no
entanto, o mercado pouco andou.
O Ibovespa fechou em queda de 0,09%, aos 61.899 pontos. O volume financeiro
total fechou em R$ 6,652 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram do exercício
de contratos de opções sobre ações. Do volume do exercício, R$ 2,26 bilhões
foram opções de compra e R$ 439,71 milhões opções de venda. Foi o menor giro
financeiro desde o vencimento de 19 de novembro do ano passado, quando o
exercício somou R$ 2,599 bilhões.
Entre as ações mais negociadas no mercado à vista, Vale PNA recuou 0,12%, para
R$ 39,15; Petrobras PN caiu 0,97%, para R$ 19,39; OGX ON teve queda de 0,40%,
para R$ 4,93; Itaú PN recuou 0,72%, para R$ 35,80; e Bradesco PN caiu 0,41%,
para R$ 38,09.
PERSPECTIVA: Teto da dívida dos EUA e dados Eurozona influenciarão Ibovespa
São Paulo, 21 de janeiro de 2013 - A expectativa dos investidores com a
votação da proposta no congresso norte-americano para elevar o teto da dívida
do país, que acontecerá na quarta-feira, e o indicador de sentimento
econômico da Eurozona serão os principais fatores que influenciaram o
Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, no pregão de amanhã. Para
analistas ouvidos pela Agência CMA, com a volta do feriado em homenagem a
Martin Luther King, Jr., os analistas de mercado vão concentrar suas atenções
em um dos principais acontecimentos nos Estados Unidos após a negociação
para evitar o abismo fiscal.
"Na véspera de votação do teto do endividamento, os indicadores que
serão divulgados nesta terça-feira ficarão em segundo plano. A única
expectativa é que eles confirmem a recuperação da economia do país", afirma
Thiago Risso, sócio da TAO Investimentos. Amanhã serão informados o índice
sobre a atividade nacional referente a dezembro pelo Federal Reserve de Chicago
e o índice de vendas de imóveis usados de dezembro da Associação Nacional
dos Corretores.
A abertura do Ibovespa poderá ser influenciada ainda pela divulgação do
índice de sentimento econômico referente a janeiro medido pelo instituto
Zentrum für Europaische Wirtschaftsforschung (Zew), referente à Eurozona. Em
dezembro, o indicador registrou alta para 7,6 pontos. Esses números também
serão referentes à Alemanha, que em dezembro verificou avanço para 6,9
pontos.
Segunda a equipe da PAX Corretora, o indicador Zew é bastante relevante
pois mostrará como está o andamento da crise na Europa no primeiro mês de
2013, e, se for positivo, os principais mercados acionários do velho continente
deverão operar com baixa volatilitade.
No pregão de hoje, o Ibovespa encerrou com ligeira queda de 0,09%, aos
61.899 pontos, com volume financeiro de R$ 6,6 bilhões. Em dia de vencimento de
opções sobre ações da BM&FBovespa, o montante negociado foi de R$ 2,7
bilhões, sendo R$ 2,26 bilhões em opções de compra e R$ 439,71 milhões em
opções de venda. O total negociado foi 49,81% menor que os R$ 5,38 bilhões
registrados no exercício de dezembro.
Entre as empresas de commodities, os papéis preferenciais da Vale (VALE5; a
R$ 39,15) terminaram as negociações praticamente estáveis, com queda de
0,12%, entretanto, as da Petrobras (PETR4; -0,97%, a R$ 19,39) e da OGX (OGXP3;
-0,40%, a R$ 4,93) tiveram desvalorizações mais acentuadas. No setor
financeiro, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4; a R$ 35,80) cederam 0,72%,
assim como as do Banco do Brasil (BBAS3; -1,03%, a R$ 25,93) e as do Bradesco
(BBDC4; a R$ 38,09), que em menor proporção perderam 0,41%.
Nos destaques positivos do principal índice da bolsa brasileira ficou o
setor de energia, com as PNB Eletrobras (ELET6; a R$ 12,90) com ganho de 5,47%,
seguidas pelas ordinárias da empresa (ELET3; 5,19%, a R$ 7,70) e por
Eletropaulo (ELPL4; 4,72, a R$ 15,26). Os papéis da Eletropaulo reagiram à
liminar emitida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que suspendeu a
dívida cobrada pela Eletrobras referente a empréstimo concedido em 1986.
Na avaliação de Alexandre Montes, analista da corretora Lopes Filho, o
efeito da liminar foi neutro para a Eletropaulo. "Não tem muito motivo para
empolgação, pois não é nada definitivo. Para a Eletrobras, o impacto também
é muito pequeno enquanto essa questão não é definida".
Colômbia: preço atual não cobre custos de produção
Produtores colombianos estão desesperados devido danos econômicos sofridos como resultado das alterações climáticas e os preços dos grãos baixos. Rafael Gomez, que vive na aldeia de El Tambillo e ter sua fazenda de café em São Gabriel, disse que os 28 quilos de café em pergaminho seco para a venda é de 84 pesos, considerando que na safra de grãos, passou 130.000 pesos. Cajigas Aurelio de compra agente de união ocidental agricultores, disse que, devido à qualidade do café Rafael, é pago como o café regular a US $ 3.000 o quilo.
Herald Bastidas outro agricultor que tem sua fazenda na aldeia de San José, disse que o pouco que recebem de vender o produto, não o suficiente para cobrir o custo de transporte da fazenda ao beneficiadero. Os afetados dizer que no mês anterior participou de uma reunião que teve lugar em São Francisco salão comunitário e foi chamado pelos líderes café Marino Rivera, Guerrero Castulo, Chávez Luis Albeiro Botina e café membro Comitê Municipal, para analisar o os preços dos grãos caiu. Eles disseram que, na safra de 2011, um quilo de café foi vendido entre 9.000 e 10.000.
Rivera disse que a reunião também definiu o calendário de briefings cumprimento veredales desde quarta-feira e concluindo hoje no centro esportivo do povoado de San Miguel de San Miguel de café chuveiro, e San Isidro. O líder do café disse que se as negociações entre a Comissão Nacional e os Ministros da Agricultura e das Finanças e do presidente da Federação Nacional de Cafeicultores avançar não participou da greve nacional, marcada para 25 de fevereiro. Ele lembrou que os pedidos feitos pelo café da aliança para o Governo contempla para definir um preço remunerador e doméstico estável, independentemente do preço internacional e garante a compra de café pelo menos um milhão de pesos de carga (8.000 pesos quilo).
Segundo gráficos técnicos, café deve buscar 159,60 cents
Segundo gráficos técnica, o caafé rompeu a resistência em 1,5260 dólares, 23,6% a retração de Fibonacci entre a alta 03 de outubro de 2012 a 1,8930 dólar e a baixa de 31 de dezembro de 2012 em 1,4125 dólares. O próximo será em 1,5960 dólares, o retracement de 382 %, pode não haver qualquer café decente retracement atinge até este nível. A linha superior do canal de um canal de subida aponta o mesmo alvo. Outro fundamento de tendência de alta, é a forte queda de posições vendidas de fundos publicado na sexta feira.
Sistemas de irrigação por gotejamento no café cresceu de 30% a 35% em 2012
A área agrícola irrigada no país aumentou em 5% no ano passado, para 4,724 milhões de hectares, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Já o faturamento das fabricantes cresceu 26,3% e alcançou R$ 1,2 bilhão. O crescimento é impulsionado pelo bom momento vivido pela agricultura, com os preços dos grãos e a renda em patamares elevados. Diante da expectativa de manutenção do cenário positivo, as fabricantes associadas à Abimaq esperam faturar entre 20% e 25% a mais também em 2013.
Segundo Antônio Alfredo Teixeira Mendes, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Abimaq, a tendência é que as lavouras de grãos, café e hortifrutigranjeiros continuem a absorver a maior parte dos investimentos nesse tipo de equipamento. No ano passado, as vendas de pivôs centrais para plantações de grãos, principalmente para as lavouras de soja, tiveram crescimento de 50%. A adoção de sistemas de irrigação por gotejamento para as lavouras de café cresceu de 30% a 35% - considerando-se todas as culturas, esse sistema avançou 20% a 25% em 2012.
A Abimaq também chama atenção para a forte demanda por sistemas de aspersores em pastagens formadas para a pecuária leiteira. O único segmento agrícola a observar uma retração nas vendas foi a citricultura, em virtude da descapitalização do agricultor diante dos baixos preços da laranja em meio à crise de superoferta que atravessa o setor. Em relação às lavouras de cana-de-açúcar, Mendes explica que apenas os grandes grupos empresariais prosseguiram com investimentos. Na avaliação do representante, a agricultura tecnificada passou a olhar a irrigação de maneira diferente. "Deixou de ser nicho", comenta. Segundo ele, a adoção de pivôs centrais representa, em média, um custo de R$ 3.700 por hectare e o gotejamento, de R$ 3.900 por hectare. Valores que, por sua vez, são compensados com os ganhos de produtividade calculados entre 20% e 25%, ou índices maiores dependendo das condições de plantio.
Segundo Mendes, as lavouras de soja e de milho do Sul representaram a maior demanda por pivôs centrais - 230 unidades para a região entre as 1300 vendidas no país em 2012 - em virtude das secas que afetaram os Estados da região nos últimos tempos. A empresa gaúcha Focking, uma das principais do país e que atua com pivôs centrais, projeta que vai atender neste ano cerca de 30% do mercado nacional, ante os 20% atuais. Sem informar investimentos, a companhia deverá ampliar a capacidade de produção de 400 equipamentos para 550 a 600 deles. Segundo o diretor-superintendente Siegfried Kwast, as vendas da companhia cresceram 160% no ano passado, puxadas pela necessidade de irrigação das lavouras de milho no Sul, de feijão no Sudeste e Centro-Oeste, além de áreas de pastagens.
Para este ano, Kwast prevê expansão na irrigação para as lavouras de cana-de-açúcar, que registraram quebra na safra devido ao clima adverso. A empresa que atua em 11 negócios diferentes, atribui à irrigação com pivô central cerca de 30% do faturamento total do grupo, que no ano passado foi de R$ 240 milhões. Para ele, a tecnologia, antes vista como "gastadora de água", conseguiu reverter essa imagem ao reduzir o consumo por conta da maior eficiência no uso do recurso.