Setor financeiro americano continua encolhendo
As empresas financeiras estão se tornando uma parte menor da economia dos
Estados Unidos, ao administrar um passado impossível de eliminar e um futuro de
queda da receita e do número de postos de trabalho. As taxas de juros
persistentemente baixas e a estagnação do crescimento dos empréstimos estão
diminuindo os rendimentos com juros no mesmo momento em que novas
regulamentações estão restringindo as tarifas que os bancos cobram de seus
clientes de varejo.
A receita líquida dos seis maiores bancos dos EUA - Bank of America, J.P.
Morgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Morgan Stanley - deverá
cair 3,7% no segundo trimestre, sua quarta retração ano a ano em cinco
trimestres, segundo cem estimativas de analistas reunidas pela "Bloomberg".
As regulamentações que exigem que os bancos detenham mais capital como proteção
contra prejuízos muito provavelmente comprometerão sua lucratividade. "Não é
preciso ser um cientista para imaginar que uma regulamentação mais rígida e
normas de capitalização mais opressivas, sem crescimento da economia, vão
encolher o setor", diz John Garvey, diretor de prática de assessoria ao setor
financeiro da PricewaterhouseCoopers. As empresas financeiras responderam por
29,3% dos lucros corporativos americanos no período de 12 meses encerrado a 31
de março, parcela bem distante da alta recorde de 41,7% apurada no período de
12 meses encerrado a 30 de setembro de 2002.
Os investidores não estão gostando nem um pouco do que veem. As ações de
empresas financeiras ficaram atrás do mercado como um todo por nove dos últimos
onze meses. O coeficiente dos preços do índice das empresas financeiras do
Standard & Poor's 500 em relação ao índice S&P 500 de todas as ações é inferior
a 0,16, muito inferior aos 0,36 calculados em março de 2004. O único outro
período dos últimos 20 anos em que o coeficiente caiu para menos de 0,16 foi o
de janeiro a abril de 2009, quando alguns bancos foram nacionalizados depois de
tomar empréstimos de bilhões em fundos de salvamento financeiro para sobreviver
à crise do crédito. O Bank of America, a maior instituição de crédito dos EUA
por ativos, viu suas ações alcançarem seu recorde de baixa de dois anos a 6 de
junho.
Analistas como Meredith Whitney e Glenn Schorr, este último da Nomura Holdings,
preveem que a desaceleração do crescimento resultará em cortes de postos de
trabalho em Wall Street nos próximos meses.
Os bancos se defrontam com pelo menos 15 grandes "espadas de Dâmocles" a seu
desempenho nos próximos anos, escreveram analistas da FBR Capital Markets em
nota encaminhada aos investidores em 3 de junho. Entre os fatores citados estão
novas limitações às transações proprietárias e à cobrança de tarifas sobre
furtos de cartões de débito, investigações estaduais e federais das práticas de
concessão de crédito imobiliário e exigências mais rígidas de capitalização e
de liquidez. As novas normas fixadas pelo Comitê de Supervisão Bancária da
Basileia, que começarão a entrar em vigor em 2013, deverão reduzir o retorno
sobre o patrimônio dos bancos americanos em 3 pontos percentuais, segundo
estimativas de consultores da McKinsey. "Essas são nuvens bem carregadas, sem
dúvida nenhuma", disse o principal executivo do J.P. Morgan, Jamie Dimon, em
palestra a investidores em Nova York a 2 de junho. Num seminário do banco em
Atlanta, a 7 de junho, Dimon perguntou ao presidente do Federal Reserve (Fed, o
BC dos Estados Unidos), Ben S. Bernanke, se as novas regulamentações bancárias
não foram longe demais. Bernanke respondeu que talvez seja necessário algum
tempo para que os reguladores "possam perceber em que ponto o custo ultrapassa
os benefícios".
Num esforço de aumentar a receita, os bancos estão deslocando seu foco
novamente para negócios básicos, como operações bancárias de varejo, serviços
de corretagem e administração de ativos. Eles estão requentando práticas
empregadas no passado, como a venda cruzada - convencer os atuais clientes a
comprar outros produtos. O Morgan Stanley contratou mais de 170 profissionais
de "private banking" (administração de recursos para clientes especiais) para
conceder empréstimos e oferecer produtos vinculados a depósitos para seus
clientes de corretagem de varejo. O Bank of America está tentando abocanhar
negócios bancários dos dois terços dos seus clientes da Merrill Lynch que têm
contas bancárias em outras instituições. O Wells Fargo está montando sua
corretagem de varejo de maneira que ela possa conquistar negócios junto a 5,2
milhões de clientes, que detêm de US$ 1,7 trilhão em ativos de investimento em
outras empresas. Garvey, da PricewaterhouseCoopers diz: "Neste exato momento
nos Estados Unidos, trata-se muito mais de cortar o bolo de uma maneira
diferente do que de fazer o bolo crescer".
Os maiores bancos do país estão tentando crescer no exterior, principalmente
nos mercados emergentes. O principal executivo do Citigroup, Vikram Pandit,
disse em simpósio a 9 de março que o banco realiza atualmente mais de metade de
seus lucros nos mercados emergentes. "Temos uma marca única que, acreditamos,
vai nos permitir capitalizar as tendências do crescimento mundial e gerar valor
para os nossos clientes e acionistas ao longo do tempo", diz Shannon Bell,
porta-voz do Citigroup. Seus colegas dos outros cinco bancos preferiram não
comentar, ou não deram retorno às ligações com que se tentou buscar suas
avaliações. O principal executivo do Bank of America, Brian Moynihan, disse em
fevereiro que seu banco tentará gerar aumentos de receita superiores ao
crescimento da economia dos EUA em 1 ponto percentual, puxado por suas
subsidiárias internacionais. O Gary Cohn, principal executivo do Goldman Sachs,
disse este mês que os esforços de contratação da empresa estão concentrados em
China, India e Brasil.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Roubini vê cenário sombrio para 2013
Roubini vê cenário sombrio para 2013
O economista Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, está
prevendo uma "tempestade perfeita" de infortúnio fiscal nos Estados Unidos,
desaceleração na China, reestruturação da dívida europeia e estagnação no
Japão. O cenário sombrio foi descrito numa entrevista concedida sábado em
Cingapura.
Roubini, que previu em 2006 a crise financeira global de 2008, acredita que há
33% de chances de esses fatores se combinarem para deter o crescimento a partir
de 2013. Outras possibilidades são crescimento global "anêmico, mas OK" ou um
cenário "otimista", no qual a expansão ganha terreno.
"Já há elementos de fragilidade. Todos estão indo pelo caminho de excessiva
dívida pública e privada. A situação está ficando cada vez mais pesada, a
dívida maior, e todos esses problemas podem culminar, no mais tardar, em 2013",
afirmou Roubini.
Desemprego acentuado nos Estados Unidos, uma alta nos preços de petróleo e
alimentos, taxas de juros em elevação na Ásia e interrupção no comércio devido
ao terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março ameaçam minar a economia
global. Ações no mundo inteiro perderam mais de US$ 3,3 trilhões em valor desde
o início de maio e Roubini disse que os mercados financeiros podem começar a se
preocupar no meio do ano que vem com uma convergência de riscos em 2013.
O economista Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, está
prevendo uma "tempestade perfeita" de infortúnio fiscal nos Estados Unidos,
desaceleração na China, reestruturação da dívida europeia e estagnação no
Japão. O cenário sombrio foi descrito numa entrevista concedida sábado em
Cingapura.
Roubini, que previu em 2006 a crise financeira global de 2008, acredita que há
33% de chances de esses fatores se combinarem para deter o crescimento a partir
de 2013. Outras possibilidades são crescimento global "anêmico, mas OK" ou um
cenário "otimista", no qual a expansão ganha terreno.
"Já há elementos de fragilidade. Todos estão indo pelo caminho de excessiva
dívida pública e privada. A situação está ficando cada vez mais pesada, a
dívida maior, e todos esses problemas podem culminar, no mais tardar, em 2013",
afirmou Roubini.
Desemprego acentuado nos Estados Unidos, uma alta nos preços de petróleo e
alimentos, taxas de juros em elevação na Ásia e interrupção no comércio devido
ao terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março ameaçam minar a economia
global. Ações no mundo inteiro perderam mais de US$ 3,3 trilhões em valor desde
o início de maio e Roubini disse que os mercados financeiros podem começar a se
preocupar no meio do ano que vem com uma convergência de riscos em 2013.
Alimento em um planeta aquecido
Alimento em um planeta aquecido
Por JUSTIN GILLIS
Ciudad Obregón, México
O rápido crescimento da produção agrícola no final do século 20 desacelerou tanto que não está suprindo a demanda, conduzida por aumentos da população e pela crescente afluência em países antes pobres.
O consumo dos quatro alimentos básicos que fornecem a maior parte das calorias humanas -trigo, arroz, milho e soja- superou a produção na maior parte da última década. O desequilíbrio resultou em dois grandes aumentos nos preços internacionais dos grãos desde 2007, com alguns deles mais do que duplicando de preço.
Esses aumentos agravaram a fome de dezenas de milhões de pobres, desestabilizando a política de dezenas de países, do México, passando por Usbequistão, até o Iêmen. O governo do Haiti foi deposto em 2008 em meio a revoltas por alimentos, e a carestia teve um papel nas recentes revoltas árabes.
Hoje, pesquisas sugerem que um fator antes desprezado está ajudando a desestabilizar o sistema alimentar: a mudança climática.
Muitas colheitas fracassadas da última década foram consequência de desastres climáticos, como inundações nos EUA, seca na Austrália e ondas de calor escorchante na Europa e na Rússia. Os cientistas ligam alguns desses eventos ao aquecimento global induzido pelos seres humanos.
As temperaturas estão aumentando rapidamente durante a temporada de plantio em alguns dos países agrícolas mais importantes, e um trabalho recente revelou que isso havia cortado vários pontos percentuais de colheitas potenciais, aumentando as variações de preços. Durante quase duas décadas, os cientistas haviam previsto que a mudança climática seria relativamente administrável para a agricultura, sugerindo que, provavelmente, levaria até 2080 para que os preços dos alimentos dobrassem.
Em parte, eles supuseram que o aumento dos níveis de dióxido de carbono, o principal fator do aquecimento global, atuaria como um poderoso fertilizante e compensaria muitos dos efeitos daninhos da mudança climática.
Mas a desestabilização do sistema alimentar, e o aumento dos preços abalaram muitos cientistas.
"O sucesso da agricultura foi surpreendente", disse Cynthia Rosenzweig, pesquisadora da Nasa que ajudou no estudo pioneiro da mudança climática e da agricultura. "Mas acho que começa a haver previsões de que poderá não ser para sempre."
Alguns pesquisadores que assessoram o governo sobre perspectivas agrícolas estão indicando o que consideram lacunas nas previsões dos computadores. Essas incluem uma falha ao considerar os efeitos do clima extremo que estão aumentando conforme a Terra se aquece.
Uma crescente preocupação sobre o futuro do suprimento alimentar do mundo apareceu durante entrevistas neste ano com mais de 50 especialistas agrícolas que trabalham em nove países. Eles dizem que, nas próximas décadas, os agricultores terão de suportar choques climáticos e duplicar a quantidade de alimentos que produzem para atender à demanda. E eles precisam fazer isso enquanto reduzem os danos ambientais causados pela agricultura.
A situação é longe de desesperadora. Do México à Índia, agricultores estão mostrando que talvez seja possível tornar a agricultura mais produtiva e resistente à mudança climática. Eles alcançaram enormes ganhos de produção no passado, e o aumento dos preços é um poderoso incentivo para que o façam novamente.
Mas há necessidade de novas variedades agrícolas e novas técnicas, dizem os cientistas. Apesar da urgência, eles acrescentaram, o financiamento prometido demora a se materializar, grande parte do trabalho necessário ainda não começou e, quando o fizer, é provável que leve décadas para produzir resultados.
"Existe uma tremenda desconexão, com pessoas que não compreendem que a situação em que estamos é altamente perigosa", disse Marianne Bänziger, vice-diretora do Centro Internacional de Aperfeiçoamento do Trigo e do Milho, um importante instituto de pesquisa no México que faz parte de uma rede global de centros que analisam as principais plantações do mundo. Outros ficam na China, na Colômbia, na Turquia, na Geórgia e nas Filipinas.
Agricultores veem mudança de padrões
No vale do Yaqui, no deserto de Sonora, região norte do México, plantadores de trigo, como Francisco Javier Ramos Bours, acreditam que a mudança climática poderá ser responsável por falta de água. "Todo mundo está falando sobre isso", disse Ramos.
Agricultores de toda parte enfrentam a escassez de água, assim como inundações repentinas. Suas colheitas são atacadas por pragas, por doenças emergentes e pelo calor inédito.
No nordeste da Índia, um plantador de arroz chamado Ram Khatri Yadav também se queixou. "Não chove na estação de chuvas, mas na estação da seca", ele disse. "A estação do frio também está diminuindo."
Décadas atrás, os agricultores de trigo do vale do Yaqui eram a vanguarda da Revolução Verde, que usou variedades aperfeiçoadas e métodos de agricultura intensivos para aumentar a produção de alimentos na maior parte do mundo em desenvolvimento.
Norman E. Borlaug, um agrônomo americano, começou a trabalhar aqui na década de 1940. Seus êxitos na hibridação ajudaram a aumentar em seis vezes a produção de trigo do México. Nos anos 60, ele levou seu conhecimento para a Índia e para o Paquistão, onde se temia uma fome em massa. A produção lá também disparou.
Outros países aderiram à Revolução Verde, e a produção de alimentos superou o crescimento da população na última metade do século 20. Em 1970, o doutor Borlaug tornou-se o único agrônomo a vencer o Prêmio Nobel da Paz.
Mas, em Oslo, ele fez uma dura advertência: "Podemos estar na maré alta hoje, mas a vazante poderá chegar cedo se nos tornarmos complacentes". Como ele havia previsto, os cortes de verbas para pesquisa e desenvolvimento agrícola começaram a se mostrar no sistema alimentar mundial perto do fim do século.
Esse período ocorreu exatamente quando a demanda de alimentos e rações começava a decolar, graças em parte à crescente afluência na Ásia. Milhões de pessoas acrescentaram carne e laticínios a suas dietas, exigindo a produção de grãos. A política de transformar grande parte da safra de milho americana em etanol contribuiu para a demanda.
O clima irregular, como uma onda de calor em 2003 na Europa e uma longa seca na Austrália, ambas possivelmente ligadas à mudança climática, reduziu a produção de trigo e arroz.
Em 2007-2008, com os estoques de cereais baixos, os preços duplicaram ou triplicaram. Os países começaram a acumular comida e ocorreu um pânico de compras. Tumultos alimentares irromperam em mais de 30 países.
Os agricultores reagiram plantando o máximo possível, e colheitas saudáveis em 2008 e 2009 ajudaram a reabastecer os estoques. Esse fator, ao lado da recessão global, fez cair os preços em 2009. Mas, no ano passado, mais fracassos nas colheitas ligados ao clima os fizeram disparar novamente. Neste ano, os estoques de arroz estão adequados, mas o clima ruim ameaça as safras de trigo e milho em algumas áreas.
Especialistas temem que a era da comida barata tenha terminado. "Nossa mentalidade era de excedentes", disse Dan Glickman, um ex-secretário da Agricultura dos EUA. "Isso, simplesmente, mudou do dia para a noite."
Os recentes aumentos de preços ajudaram a causar os maiores surtos de fome no mundo em décadas. A Organização de Alimentos e Agricultura (FAO) da ONU estimou o número de famintos em 925 milhões no ano passado. O Banco Mundial diz que, neste ano, poderá chegar a 940 milhões.
Hans-Joachim Braun, o atual diretor do instituto mexicano do trigo e do milho, diz que o crescimento das cidades está consumindo terra agrícola e competindo com os agricultores por água. Em alguns dos celeiros, os agricultores estão bombeando a água do subsolo muito mais depressa do que a natureza pode repor.
Os agricultores do vale do Yaqui plantam seu trigo em um semideserto. Sua água vem por aqueduto de montanhas próximas, mas, durante partes da última década, a chuva foi abaixo do normal. E o norte do México está em um cinturão global que deverá secar ainda mais por causa dos gases do efeito estufa.
O doutor Braun está liderando esforços para produzir novas variedades de trigo capazes de suportar estresse, incluindo falta de água. Mas os orçamentos estão rígidos. "Se não começarmos agora, vamos enfrentar sérios problemas", ele disse.
Crenças abaladas
Os cientistas acreditaram por muito tempo que a dependência de combustíveis fósseis, apesar de todos os seus problemas, ofereceria um enorme benefício. O dióxido de carbono, o principal gás liberado pela combustão, também é o combustível básico para o crescimento das plantas. Usando a energia da luz do sol, elas transformam o carbono do ar em substâncias densas em energia como a glicose. Toda a vida funciona com essas substâncias.
Os seres humanos já aumentaram o nível de dióxido de carbono na atmosfera em 40% desde a Revolução Industrial e estão prestes a duplicar ou triplicar o volume neste século. Estudos sugeriram por muito tempo que o gás extra daria uma sobrecarga às colheitas alimentares do mundo.
Mas muitos desses estudos foram feitos em condições artificiais. Na última década, cientistas da Universidade de Illinois colocaram o "efeito fertilizante do dióxido de carbono" em teste no mundo real.
Eles plantaram soja em um campo, depois borrifaram dióxido extra de um tanque gigante. Esperavam que o gás pudesse aumentar a produção em até 30%. Mas, na colheita, o aumento foi de apenas 15%. Seus testes com o milho, a safra mais valiosa dos EUA e a base para a produção de carne e a indústria de biocombustível, foram ainda piores. Não houve aumento.
Esse trabalho e o de outros sugere que o dióxido de carbono extra atua como fertilizante, mas os benefícios, provavelmente, ficam aquém do necessário para evitar a escassez de alimentos.
Outra evidência recente sugere que antigas suposições sobre a produção de alimentos em um planeta mais quente podem ter sido demasiado otimistas. Dois economistas, Wolfram Schlenker da Universidade Columbia, e Michael J. Roberts, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, compararam a produção de colheitas e a variabilidade da temperatura natural em uma escala fina. Seu trabalho mostra que, quando as colheitas são submetidas a temperaturas além de certo limite -cerca de 29 graus para o milho e 30 para a soja-, a produção cai acentuadamente.
Um trabalho de David B. Lobell, da Universidade Stanford na Califórnia, e do doutor Schlenker sugere que os aumentos de temperatura na França, na Rússia, na China e em outros países já estão reduzindo as colheitas.
Essa pesquisa é controversa. As conclusões vão um pouco além das de um relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, que descobriu que, embora a mudança climática provavelmente apresentasse graves desafios para a agricultura nos trópicos, ela seria benéfica em regiões mais frias do hemisfério norte, ajudada pelo efeito do dióxido de carbono.
Na Universidade de Illinois, um importante cientista por trás daquele trabalho, Stephen P. Long, criticou o relatório. "Eu achei que deveria ser muito mais honesto ao dizer: este é o nosso melhor palpite no momento", ele disse.
O grupo de ajuda internacional Oxfam projetou recentemente que os preços dos alimentos mais que duplicarão até 2030, sendo a mudança climática responsável por cerca da metade do aumento. A doutora Rosenzweig, cientista climática da Nasa, teve um papel destacado na formação do antigo consenso. Mas está fazendo uma nova análise. Ela está reunindo um consórcio global de pesquisadores cujo objetivo será produzir previsões de computador mais detalhadas e realistas.
Necessidade de dinheiro e convicção
Em junho passado, na remota aldeia indiana de Samhauta, o agricultor Anand Kumar Singh plantou uma nova variedade de arroz. Em 23 de agosto, uma enchente severa submergiu seu campo durante dez dias. No passado, essa enchente teria destruído a plantação. Mas a nova variedade produziu uma colheita robusta.
"Foi um milagre", disse Singh.
O milagre ilustrou até onde os cientistas podem ir para ajudar os agricultores a adaptar-se, mas alguns importantes pesquisadores não têm tanta certeza de que seja possível adaptar as colheitas para suportar o calor extremo, embora a engenharia genética possa eventualmente ter sucesso.
Décadas de trabalho foram necessárias para melhorar a nova variedade de arroz, e o dinheiro estava justo; a distribuição para os agricultores não foi garantida. Então, a Fundação Bill e Melinda Gates entrou com uma verba de US$ 20 milhões para financiar o desenvolvimento e a distribuição final do arroz na Índia e em outros países. Ele poderá chegar às mãos de um milhão de agricultores neste ano.
A Fundação Gates doou US$ 1,7 bilhão para projetos agrícolas desde 2006, mas os governos percebem que há necessidade de maior esforço de sua parte.
Em 2008-2009, em meio às crises provocadas pelos preços dos alimentos, os governos se superaram na oferta de apoio. Em conferência em L'Aquila, na Itália, eles prometeram cerca de US$ 22 bilhões. Mas o financiamento não se materializou totalmente. "É uma decepção", disse Gates.
O presidente Obama prometeu US$ 3,5 bilhões, mais do que qualquer outro país, e os EUA lançaram uma iniciativa para apoiar o desenvolvimento agrícola em 20 dos países mais necessitados.
Mas, em meio a dificuldades orçamentárias em Washington, o governo conseguiu US$ 1,9 bilhão do Congresso. Talvez o sinal mais esperançoso seja que os países pobres começam a investir em agricultura de maneira séria, como muitos não fizeram nos anos em que a comida era barata.
Na África, cerca de 12 países estão à beira de cumprir a promessa de dedicar 10% do orçamento ao desenvolvimento agrícola, contra 5% ou menos antes. "Em meu país, cada centavo conta", disse Agnes Kalibata, a ministra da Agricultura de Ruanda. Com dificuldade, Ruanda cumpriu a promessa de 10%, e Kalibata citou um projeto de terraços nas montanhas do país que aumentou a produção de batatas em 600%.
A ONU recentemente projetou que a população global atingirá 10 bilhões até o fim do século, 3 bilhões a mais do que hoje. As projeções significam que a produção de alimentos poderá ter de duplicar até o final do século.
Diferentemente do passado, essa demanda deve ser satisfeita de algum modo, em um planeta onde há poucas novas terras disponíveis, os suprimentos de água estão diminuindo, a temperatura aumenta, o clima se tornou imprevisível, e o sistema alimentar mostra sérios sinais de instabilidade.
"Nós já duplicamos a produção alimentar do mundo várias vezes na história, e hoje temos de fazê-lo mais uma vez", disse Jonathan A. Foley, pesquisador da Universidade de Minnesota. "A última duplicação é a mais difícil. É possível, mas não será fácil."
Colaborou Hari Kumar, de Samhauta, que fica na Índia
Por JUSTIN GILLIS
Ciudad Obregón, México
O rápido crescimento da produção agrícola no final do século 20 desacelerou tanto que não está suprindo a demanda, conduzida por aumentos da população e pela crescente afluência em países antes pobres.
O consumo dos quatro alimentos básicos que fornecem a maior parte das calorias humanas -trigo, arroz, milho e soja- superou a produção na maior parte da última década. O desequilíbrio resultou em dois grandes aumentos nos preços internacionais dos grãos desde 2007, com alguns deles mais do que duplicando de preço.
Esses aumentos agravaram a fome de dezenas de milhões de pobres, desestabilizando a política de dezenas de países, do México, passando por Usbequistão, até o Iêmen. O governo do Haiti foi deposto em 2008 em meio a revoltas por alimentos, e a carestia teve um papel nas recentes revoltas árabes.
Hoje, pesquisas sugerem que um fator antes desprezado está ajudando a desestabilizar o sistema alimentar: a mudança climática.
Muitas colheitas fracassadas da última década foram consequência de desastres climáticos, como inundações nos EUA, seca na Austrália e ondas de calor escorchante na Europa e na Rússia. Os cientistas ligam alguns desses eventos ao aquecimento global induzido pelos seres humanos.
As temperaturas estão aumentando rapidamente durante a temporada de plantio em alguns dos países agrícolas mais importantes, e um trabalho recente revelou que isso havia cortado vários pontos percentuais de colheitas potenciais, aumentando as variações de preços. Durante quase duas décadas, os cientistas haviam previsto que a mudança climática seria relativamente administrável para a agricultura, sugerindo que, provavelmente, levaria até 2080 para que os preços dos alimentos dobrassem.
Em parte, eles supuseram que o aumento dos níveis de dióxido de carbono, o principal fator do aquecimento global, atuaria como um poderoso fertilizante e compensaria muitos dos efeitos daninhos da mudança climática.
Mas a desestabilização do sistema alimentar, e o aumento dos preços abalaram muitos cientistas.
"O sucesso da agricultura foi surpreendente", disse Cynthia Rosenzweig, pesquisadora da Nasa que ajudou no estudo pioneiro da mudança climática e da agricultura. "Mas acho que começa a haver previsões de que poderá não ser para sempre."
Alguns pesquisadores que assessoram o governo sobre perspectivas agrícolas estão indicando o que consideram lacunas nas previsões dos computadores. Essas incluem uma falha ao considerar os efeitos do clima extremo que estão aumentando conforme a Terra se aquece.
Uma crescente preocupação sobre o futuro do suprimento alimentar do mundo apareceu durante entrevistas neste ano com mais de 50 especialistas agrícolas que trabalham em nove países. Eles dizem que, nas próximas décadas, os agricultores terão de suportar choques climáticos e duplicar a quantidade de alimentos que produzem para atender à demanda. E eles precisam fazer isso enquanto reduzem os danos ambientais causados pela agricultura.
A situação é longe de desesperadora. Do México à Índia, agricultores estão mostrando que talvez seja possível tornar a agricultura mais produtiva e resistente à mudança climática. Eles alcançaram enormes ganhos de produção no passado, e o aumento dos preços é um poderoso incentivo para que o façam novamente.
Mas há necessidade de novas variedades agrícolas e novas técnicas, dizem os cientistas. Apesar da urgência, eles acrescentaram, o financiamento prometido demora a se materializar, grande parte do trabalho necessário ainda não começou e, quando o fizer, é provável que leve décadas para produzir resultados.
"Existe uma tremenda desconexão, com pessoas que não compreendem que a situação em que estamos é altamente perigosa", disse Marianne Bänziger, vice-diretora do Centro Internacional de Aperfeiçoamento do Trigo e do Milho, um importante instituto de pesquisa no México que faz parte de uma rede global de centros que analisam as principais plantações do mundo. Outros ficam na China, na Colômbia, na Turquia, na Geórgia e nas Filipinas.
Agricultores veem mudança de padrões
No vale do Yaqui, no deserto de Sonora, região norte do México, plantadores de trigo, como Francisco Javier Ramos Bours, acreditam que a mudança climática poderá ser responsável por falta de água. "Todo mundo está falando sobre isso", disse Ramos.
Agricultores de toda parte enfrentam a escassez de água, assim como inundações repentinas. Suas colheitas são atacadas por pragas, por doenças emergentes e pelo calor inédito.
No nordeste da Índia, um plantador de arroz chamado Ram Khatri Yadav também se queixou. "Não chove na estação de chuvas, mas na estação da seca", ele disse. "A estação do frio também está diminuindo."
Décadas atrás, os agricultores de trigo do vale do Yaqui eram a vanguarda da Revolução Verde, que usou variedades aperfeiçoadas e métodos de agricultura intensivos para aumentar a produção de alimentos na maior parte do mundo em desenvolvimento.
Norman E. Borlaug, um agrônomo americano, começou a trabalhar aqui na década de 1940. Seus êxitos na hibridação ajudaram a aumentar em seis vezes a produção de trigo do México. Nos anos 60, ele levou seu conhecimento para a Índia e para o Paquistão, onde se temia uma fome em massa. A produção lá também disparou.
Outros países aderiram à Revolução Verde, e a produção de alimentos superou o crescimento da população na última metade do século 20. Em 1970, o doutor Borlaug tornou-se o único agrônomo a vencer o Prêmio Nobel da Paz.
Mas, em Oslo, ele fez uma dura advertência: "Podemos estar na maré alta hoje, mas a vazante poderá chegar cedo se nos tornarmos complacentes". Como ele havia previsto, os cortes de verbas para pesquisa e desenvolvimento agrícola começaram a se mostrar no sistema alimentar mundial perto do fim do século.
Esse período ocorreu exatamente quando a demanda de alimentos e rações começava a decolar, graças em parte à crescente afluência na Ásia. Milhões de pessoas acrescentaram carne e laticínios a suas dietas, exigindo a produção de grãos. A política de transformar grande parte da safra de milho americana em etanol contribuiu para a demanda.
O clima irregular, como uma onda de calor em 2003 na Europa e uma longa seca na Austrália, ambas possivelmente ligadas à mudança climática, reduziu a produção de trigo e arroz.
Em 2007-2008, com os estoques de cereais baixos, os preços duplicaram ou triplicaram. Os países começaram a acumular comida e ocorreu um pânico de compras. Tumultos alimentares irromperam em mais de 30 países.
Os agricultores reagiram plantando o máximo possível, e colheitas saudáveis em 2008 e 2009 ajudaram a reabastecer os estoques. Esse fator, ao lado da recessão global, fez cair os preços em 2009. Mas, no ano passado, mais fracassos nas colheitas ligados ao clima os fizeram disparar novamente. Neste ano, os estoques de arroz estão adequados, mas o clima ruim ameaça as safras de trigo e milho em algumas áreas.
Especialistas temem que a era da comida barata tenha terminado. "Nossa mentalidade era de excedentes", disse Dan Glickman, um ex-secretário da Agricultura dos EUA. "Isso, simplesmente, mudou do dia para a noite."
Os recentes aumentos de preços ajudaram a causar os maiores surtos de fome no mundo em décadas. A Organização de Alimentos e Agricultura (FAO) da ONU estimou o número de famintos em 925 milhões no ano passado. O Banco Mundial diz que, neste ano, poderá chegar a 940 milhões.
Hans-Joachim Braun, o atual diretor do instituto mexicano do trigo e do milho, diz que o crescimento das cidades está consumindo terra agrícola e competindo com os agricultores por água. Em alguns dos celeiros, os agricultores estão bombeando a água do subsolo muito mais depressa do que a natureza pode repor.
Os agricultores do vale do Yaqui plantam seu trigo em um semideserto. Sua água vem por aqueduto de montanhas próximas, mas, durante partes da última década, a chuva foi abaixo do normal. E o norte do México está em um cinturão global que deverá secar ainda mais por causa dos gases do efeito estufa.
O doutor Braun está liderando esforços para produzir novas variedades de trigo capazes de suportar estresse, incluindo falta de água. Mas os orçamentos estão rígidos. "Se não começarmos agora, vamos enfrentar sérios problemas", ele disse.
Crenças abaladas
Os cientistas acreditaram por muito tempo que a dependência de combustíveis fósseis, apesar de todos os seus problemas, ofereceria um enorme benefício. O dióxido de carbono, o principal gás liberado pela combustão, também é o combustível básico para o crescimento das plantas. Usando a energia da luz do sol, elas transformam o carbono do ar em substâncias densas em energia como a glicose. Toda a vida funciona com essas substâncias.
Os seres humanos já aumentaram o nível de dióxido de carbono na atmosfera em 40% desde a Revolução Industrial e estão prestes a duplicar ou triplicar o volume neste século. Estudos sugeriram por muito tempo que o gás extra daria uma sobrecarga às colheitas alimentares do mundo.
Mas muitos desses estudos foram feitos em condições artificiais. Na última década, cientistas da Universidade de Illinois colocaram o "efeito fertilizante do dióxido de carbono" em teste no mundo real.
Eles plantaram soja em um campo, depois borrifaram dióxido extra de um tanque gigante. Esperavam que o gás pudesse aumentar a produção em até 30%. Mas, na colheita, o aumento foi de apenas 15%. Seus testes com o milho, a safra mais valiosa dos EUA e a base para a produção de carne e a indústria de biocombustível, foram ainda piores. Não houve aumento.
Esse trabalho e o de outros sugere que o dióxido de carbono extra atua como fertilizante, mas os benefícios, provavelmente, ficam aquém do necessário para evitar a escassez de alimentos.
Outra evidência recente sugere que antigas suposições sobre a produção de alimentos em um planeta mais quente podem ter sido demasiado otimistas. Dois economistas, Wolfram Schlenker da Universidade Columbia, e Michael J. Roberts, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, compararam a produção de colheitas e a variabilidade da temperatura natural em uma escala fina. Seu trabalho mostra que, quando as colheitas são submetidas a temperaturas além de certo limite -cerca de 29 graus para o milho e 30 para a soja-, a produção cai acentuadamente.
Um trabalho de David B. Lobell, da Universidade Stanford na Califórnia, e do doutor Schlenker sugere que os aumentos de temperatura na França, na Rússia, na China e em outros países já estão reduzindo as colheitas.
Essa pesquisa é controversa. As conclusões vão um pouco além das de um relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, que descobriu que, embora a mudança climática provavelmente apresentasse graves desafios para a agricultura nos trópicos, ela seria benéfica em regiões mais frias do hemisfério norte, ajudada pelo efeito do dióxido de carbono.
Na Universidade de Illinois, um importante cientista por trás daquele trabalho, Stephen P. Long, criticou o relatório. "Eu achei que deveria ser muito mais honesto ao dizer: este é o nosso melhor palpite no momento", ele disse.
O grupo de ajuda internacional Oxfam projetou recentemente que os preços dos alimentos mais que duplicarão até 2030, sendo a mudança climática responsável por cerca da metade do aumento. A doutora Rosenzweig, cientista climática da Nasa, teve um papel destacado na formação do antigo consenso. Mas está fazendo uma nova análise. Ela está reunindo um consórcio global de pesquisadores cujo objetivo será produzir previsões de computador mais detalhadas e realistas.
Necessidade de dinheiro e convicção
Em junho passado, na remota aldeia indiana de Samhauta, o agricultor Anand Kumar Singh plantou uma nova variedade de arroz. Em 23 de agosto, uma enchente severa submergiu seu campo durante dez dias. No passado, essa enchente teria destruído a plantação. Mas a nova variedade produziu uma colheita robusta.
"Foi um milagre", disse Singh.
O milagre ilustrou até onde os cientistas podem ir para ajudar os agricultores a adaptar-se, mas alguns importantes pesquisadores não têm tanta certeza de que seja possível adaptar as colheitas para suportar o calor extremo, embora a engenharia genética possa eventualmente ter sucesso.
Décadas de trabalho foram necessárias para melhorar a nova variedade de arroz, e o dinheiro estava justo; a distribuição para os agricultores não foi garantida. Então, a Fundação Bill e Melinda Gates entrou com uma verba de US$ 20 milhões para financiar o desenvolvimento e a distribuição final do arroz na Índia e em outros países. Ele poderá chegar às mãos de um milhão de agricultores neste ano.
A Fundação Gates doou US$ 1,7 bilhão para projetos agrícolas desde 2006, mas os governos percebem que há necessidade de maior esforço de sua parte.
Em 2008-2009, em meio às crises provocadas pelos preços dos alimentos, os governos se superaram na oferta de apoio. Em conferência em L'Aquila, na Itália, eles prometeram cerca de US$ 22 bilhões. Mas o financiamento não se materializou totalmente. "É uma decepção", disse Gates.
O presidente Obama prometeu US$ 3,5 bilhões, mais do que qualquer outro país, e os EUA lançaram uma iniciativa para apoiar o desenvolvimento agrícola em 20 dos países mais necessitados.
Mas, em meio a dificuldades orçamentárias em Washington, o governo conseguiu US$ 1,9 bilhão do Congresso. Talvez o sinal mais esperançoso seja que os países pobres começam a investir em agricultura de maneira séria, como muitos não fizeram nos anos em que a comida era barata.
Na África, cerca de 12 países estão à beira de cumprir a promessa de dedicar 10% do orçamento ao desenvolvimento agrícola, contra 5% ou menos antes. "Em meu país, cada centavo conta", disse Agnes Kalibata, a ministra da Agricultura de Ruanda. Com dificuldade, Ruanda cumpriu a promessa de 10%, e Kalibata citou um projeto de terraços nas montanhas do país que aumentou a produção de batatas em 600%.
A ONU recentemente projetou que a população global atingirá 10 bilhões até o fim do século, 3 bilhões a mais do que hoje. As projeções significam que a produção de alimentos poderá ter de duplicar até o final do século.
Diferentemente do passado, essa demanda deve ser satisfeita de algum modo, em um planeta onde há poucas novas terras disponíveis, os suprimentos de água estão diminuindo, a temperatura aumenta, o clima se tornou imprevisível, e o sistema alimentar mostra sérios sinais de instabilidade.
"Nós já duplicamos a produção alimentar do mundo várias vezes na história, e hoje temos de fazê-lo mais uma vez", disse Jonathan A. Foley, pesquisador da Universidade de Minnesota. "A última duplicação é a mais difícil. É possível, mas não será fácil."
Colaborou Hari Kumar, de Samhauta, que fica na Índia
Governo prorroga prazo para averbação das reservas legais - Governo adia punição a crime ambiental
O decreto assinado pela presidente Dilma Roussef prorroga por 180 dias o prazo para que produtores rurais façam o registro da reserva legal da propriedade em cartório sem que sejam notificados ou multados pelos órgãos ambientais. O prazo terminaria no sábado (4) e foi adiado para dezembro.
A expectativa do governo é que até lá o Congresso Nacional conclua as discussões e aprove o novo Código Florestal.
O presidente da Comissão do Meio Ambiente no Senado, Rodrigo Rollemberg, acha que o prazo é suficiente para concluir a votação.
A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira espera que no Senado o governo consiga alterar algumas propostas do texto. “É importante que a gente não comprometa a APP, que consiga um texto sem contradições, que não induza a novos desmatamentos, que mantenha a reserva legal e que a gente tenha clareza nos objetivos de regularização ambiental”.
Governo adia punição a crime ambiental
O governo decidiu adiar, em seis meses, o início da punição a produtores rurais em situação ambiental irregular. A presidente Dilma Rousseff assinou ontem um decreto para prorrogar, de 11 de junho para 11 de dezembro de 2011, a entrada em vigor da regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. É terceira vez que o governo estende o prazo final para impor sanções a desmatamentos ilegais de vegetação nativa.
A medida foi tomada pela presidente Dilma a pedido de todos os líderes partidários do Senado, inclusive da oposição. Com isso, o governo busca "distensionar" a acirrada disputa política criada em torno da reforma do Código Florestal. A pressão pelo adiamento existia desde 2009, mas Dilma fez a concessão agora para evitar sinais de que tentaria impedir a votação do código na Câmara, onde o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado por 410 votos a 63.
Favorável ao adiamento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, explicou que a dilatação do prazo ajudará a "construir convergências" no Senado, onde hoje tramita o Código Florestal. "Esse novo é positivo para dialogar, aperfeiçoar e aprimorar o que veio da Câmara", disse. O objetivo principal é retirar do texto da Câmara a emenda patrocinada pelo PMDB, que permitiria interpretações dúbias sobre "anistia" a derrubadas ilegais e o "fim" das áreas de preservação permanente (APPs).
A decisão de Dilma Rousseff também marca a entrada da ministra "de corpo e alma" nas negociações políticas do código no Senado. Antes restrita à tratativas técnicas, Izabella Teixeira ganhou um novo papel de mediadora no debate. Nesse modelo, Izabella deve jogar muito afinada com a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, cujo interesse e domínio do tema a transformaram em peça central da costura política no Senado.
O Palácio do Planalto espera, em consonância com líderes aliados na Câmara, usar o novo prazo para mudar o eixo das discussões sobre o novo código no Senado. "Teremos uma envergadura maior e serenidade política. Existe necessidade de ampliar o debate e eu estarei lá para aprimorar o texto", disse a ministra Izabella Teixeira. O governo tem feito, segundo ela, sugestões para todas as questões. "Tudo tem uma saída técnica".
O governo quer eliminar alguns pontos incluídos na Câmara e incluir novas abordagens no Senado. Antes disso, porém, terá que convencer senadores aliados, sobretudo o grupo dos "independentes" e da bancada ruralista, de que as mudanças não significarão prejuízos eleitorais em seus redutos políticos. "A questão mexe com todo mundo. Vai além da questão partidária", disse a ministra Izabella. Para aproximar-se dos parlamentares aliados, ela já participou de jantares com a bancada do PT e com líderes partidários no Senado. Ambos patrocinados pela nova ministra Gleisi Hoffmann.
O governo quer eliminar do texto qualquer interpretação a anistia a desmatamentos ilegais ou estímulos a novas derrubadas, além de garantir integralmente as APPs em zonas rurais, a proteção às reservas legais (RLs) e a compensação ambiental em casos de regularização - mesmo em casos de agricultores familiares donos de até quatro módulos fiscais (de 20 a 400 hectares, segundo o município do país). "Anistia, não dá. Não é aceitável isso. Senão, o que fazer com quem cumpriu a lei?", questionou Izabella. "Temos que evitar confusões entre Estados e o fim das APPs. Queremos regularizar as áreas, mas não queremos estímulos a novos desmatamentos".
Em suas negociações, agora em com um novo status, a ministra do Meio Ambiente busca introduzir novos conceitos no debate do Senado. Quer ampliar a discussão para além do uso da terra, tratando paralelamente da recuperação de áreas degradadas. Quer, ainda, ligar Código Florestal à questão de mudanças climáticas, aquecimento global, pagamento por serviços ambientais e estímulos fiscais às florestas plantadas e à chamada agricultura de baixo carbono.
Veja abaixo as modificações no Art. 15 do Decreto 7029:
Decreto 7029 Programa “Mais Ambiente” de 10/12/2009, com 3 semestres de prazo.
Art. 15. Os arts. 55 e 152 do Decreto no 6.514, de 2008, passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 55.
§ 1o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e oitenta dias, apresente termo de compromisso de regularização da reserva legal na forma das alternativas previstas na Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965.
.............................................................................................
§ 5o O proprietário ou possuidor terá prazo de cento e vinte dias para averbar a localização, compensação ou desoneração da reserva legal, contados da emissão dos documentos por parte do órgão ambiental competente ou instituição habilitada.
§ 6o No prazo a que se refere o § 5o, as sanções previstas neste artigo não serão aplicadas." (NR)
"Art. 152. O disposto no art. 55 entrará em vigor em 11 de junho de 2011." (NR)
Art. 55. Deixar de averbar a reserva legal: (Vide Decreto nº 7.029, de 2009) Citado por 3
Multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).
§ 1o No ato da lavratura do auto de infração, o agente autuante assinará prazo de sessenta a noventa dias para o autuado promover o protocolo da solicitação administrativa visando à efetiva averbação da reserva legal junto ao órgão ambiental competente, sob pena de multa diária de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) por hectare ou fração da área da reserva.
§ 2o Haverá a suspensão da aplicação da multa diária no interregno entre a data do protocolo da solicitação administrativa perante o órgão ambiental competente e trinta dias após seu deferimento, quando será reiniciado o cômputo da multa diária.
Penalidade de advertência e multa diária de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) por hectare ou fração da área de reserva legal. (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 1o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e vinte dias, apresente termo de compromisso de averbação e preservação da reserva legal firmado junto ao órgão ambiental competente, definindo a averbação da reserva legal e, nos casos em que não houver vegetação nativa suficiente, a recomposição, regeneração ou compensação da área devida consoante arts. 16e 44 da Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965.
(Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 1o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e oitenta dias, apresente termo de compromisso de regularização da reserva legal na forma das alternativas previstas na Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965.. (Redação dada pelo Decreto nº 7.029, de 2009)
§ 2o Durante o período previsto no § 1o, a multa diária será suspensa. (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 3o Caso o autuado não apresente o termo de compromisso previsto no § 1o nos cento e vinte dias assinalados, deverá a autoridade ambiental cobrar a multa diária desde o dia da lavratura do auto de infração, na forma estipulada neste Decreto. (Incluído pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 4o As sanções previstas neste artigo não serão aplicadas quando o prazo previsto não for cumprido por culpa imputável exclusivamente ao órgão ambiental. (Incluído pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 5o O proprietário ou possuidor terá prazo de cento e vinte dias para averbar a localização, compensação ou desoneração da reserva legal, contados da emissão dos documentos por parte do órgão ambiental competente ou instituição habilitada. (Incluído pelo Decreto nº 7.029, de 2009)
§ 6o No prazo a que se refere o § 5o, as sanções previstas neste artigo não serão aplicadas.(Incluído pelo Decreto nº 7.029, de 2009
Abaixo, o decreto que prorroga por mais seis meses o prazo da averbação da Reserva Legal:
Prorrogação do prazo de Averbação da Reserva Legal - Programa "Mais Ambiente"
DECRETO NO- 7.497, DE 9 DE JUNHO DE 2011
Dá nova redação ao artigo 152 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações.
A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição,
D E C R E T A :
Art. 1o O art. 152 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 152. O disposto no art. 55 entrará em vigor em 11 de dezembro de 2011." (NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 9 de junho de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
DILMA ROUSSEFF
Izabella Monica Vieira Teixeira
Ministra do Meio Ambiente
Depois de aprovado na Câmara dos Deputados, em 24 de maio, o relatório do deputado Aldo Rebelo passou a tramitar e a ser discutido no Senado.
Responder Encaminhar Convidar NetcaféBR para bater papo
A expectativa do governo é que até lá o Congresso Nacional conclua as discussões e aprove o novo Código Florestal.
O presidente da Comissão do Meio Ambiente no Senado, Rodrigo Rollemberg, acha que o prazo é suficiente para concluir a votação.
A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira espera que no Senado o governo consiga alterar algumas propostas do texto. “É importante que a gente não comprometa a APP, que consiga um texto sem contradições, que não induza a novos desmatamentos, que mantenha a reserva legal e que a gente tenha clareza nos objetivos de regularização ambiental”.
Governo adia punição a crime ambiental
O governo decidiu adiar, em seis meses, o início da punição a produtores rurais em situação ambiental irregular. A presidente Dilma Rousseff assinou ontem um decreto para prorrogar, de 11 de junho para 11 de dezembro de 2011, a entrada em vigor da regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. É terceira vez que o governo estende o prazo final para impor sanções a desmatamentos ilegais de vegetação nativa.
A medida foi tomada pela presidente Dilma a pedido de todos os líderes partidários do Senado, inclusive da oposição. Com isso, o governo busca "distensionar" a acirrada disputa política criada em torno da reforma do Código Florestal. A pressão pelo adiamento existia desde 2009, mas Dilma fez a concessão agora para evitar sinais de que tentaria impedir a votação do código na Câmara, onde o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado por 410 votos a 63.
Favorável ao adiamento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, explicou que a dilatação do prazo ajudará a "construir convergências" no Senado, onde hoje tramita o Código Florestal. "Esse novo é positivo para dialogar, aperfeiçoar e aprimorar o que veio da Câmara", disse. O objetivo principal é retirar do texto da Câmara a emenda patrocinada pelo PMDB, que permitiria interpretações dúbias sobre "anistia" a derrubadas ilegais e o "fim" das áreas de preservação permanente (APPs).
A decisão de Dilma Rousseff também marca a entrada da ministra "de corpo e alma" nas negociações políticas do código no Senado. Antes restrita à tratativas técnicas, Izabella Teixeira ganhou um novo papel de mediadora no debate. Nesse modelo, Izabella deve jogar muito afinada com a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, cujo interesse e domínio do tema a transformaram em peça central da costura política no Senado.
O Palácio do Planalto espera, em consonância com líderes aliados na Câmara, usar o novo prazo para mudar o eixo das discussões sobre o novo código no Senado. "Teremos uma envergadura maior e serenidade política. Existe necessidade de ampliar o debate e eu estarei lá para aprimorar o texto", disse a ministra Izabella Teixeira. O governo tem feito, segundo ela, sugestões para todas as questões. "Tudo tem uma saída técnica".
O governo quer eliminar alguns pontos incluídos na Câmara e incluir novas abordagens no Senado. Antes disso, porém, terá que convencer senadores aliados, sobretudo o grupo dos "independentes" e da bancada ruralista, de que as mudanças não significarão prejuízos eleitorais em seus redutos políticos. "A questão mexe com todo mundo. Vai além da questão partidária", disse a ministra Izabella. Para aproximar-se dos parlamentares aliados, ela já participou de jantares com a bancada do PT e com líderes partidários no Senado. Ambos patrocinados pela nova ministra Gleisi Hoffmann.
O governo quer eliminar do texto qualquer interpretação a anistia a desmatamentos ilegais ou estímulos a novas derrubadas, além de garantir integralmente as APPs em zonas rurais, a proteção às reservas legais (RLs) e a compensação ambiental em casos de regularização - mesmo em casos de agricultores familiares donos de até quatro módulos fiscais (de 20 a 400 hectares, segundo o município do país). "Anistia, não dá. Não é aceitável isso. Senão, o que fazer com quem cumpriu a lei?", questionou Izabella. "Temos que evitar confusões entre Estados e o fim das APPs. Queremos regularizar as áreas, mas não queremos estímulos a novos desmatamentos".
Em suas negociações, agora em com um novo status, a ministra do Meio Ambiente busca introduzir novos conceitos no debate do Senado. Quer ampliar a discussão para além do uso da terra, tratando paralelamente da recuperação de áreas degradadas. Quer, ainda, ligar Código Florestal à questão de mudanças climáticas, aquecimento global, pagamento por serviços ambientais e estímulos fiscais às florestas plantadas e à chamada agricultura de baixo carbono.
Veja abaixo as modificações no Art. 15 do Decreto 7029:
Decreto 7029 Programa “Mais Ambiente” de 10/12/2009, com 3 semestres de prazo.
Art. 15. Os arts. 55 e 152 do Decreto no 6.514, de 2008, passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 55.
§ 1o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e oitenta dias, apresente termo de compromisso de regularização da reserva legal na forma das alternativas previstas na Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965.
.............................................................................................
§ 5o O proprietário ou possuidor terá prazo de cento e vinte dias para averbar a localização, compensação ou desoneração da reserva legal, contados da emissão dos documentos por parte do órgão ambiental competente ou instituição habilitada.
§ 6o No prazo a que se refere o § 5o, as sanções previstas neste artigo não serão aplicadas." (NR)
"Art. 152. O disposto no art. 55 entrará em vigor em 11 de junho de 2011." (NR)
Art. 55. Deixar de averbar a reserva legal: (Vide Decreto nº 7.029, de 2009) Citado por 3
Multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).
§ 1o No ato da lavratura do auto de infração, o agente autuante assinará prazo de sessenta a noventa dias para o autuado promover o protocolo da solicitação administrativa visando à efetiva averbação da reserva legal junto ao órgão ambiental competente, sob pena de multa diária de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) por hectare ou fração da área da reserva.
§ 2o Haverá a suspensão da aplicação da multa diária no interregno entre a data do protocolo da solicitação administrativa perante o órgão ambiental competente e trinta dias após seu deferimento, quando será reiniciado o cômputo da multa diária.
Penalidade de advertência e multa diária de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) por hectare ou fração da área de reserva legal. (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 1o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e vinte dias, apresente termo de compromisso de averbação e preservação da reserva legal firmado junto ao órgão ambiental competente, definindo a averbação da reserva legal e, nos casos em que não houver vegetação nativa suficiente, a recomposição, regeneração ou compensação da área devida consoante arts. 16e 44 da Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965.
(Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 1o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e oitenta dias, apresente termo de compromisso de regularização da reserva legal na forma das alternativas previstas na Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965.. (Redação dada pelo Decreto nº 7.029, de 2009)
§ 2o Durante o período previsto no § 1o, a multa diária será suspensa. (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 3o Caso o autuado não apresente o termo de compromisso previsto no § 1o nos cento e vinte dias assinalados, deverá a autoridade ambiental cobrar a multa diária desde o dia da lavratura do auto de infração, na forma estipulada neste Decreto. (Incluído pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 4o As sanções previstas neste artigo não serão aplicadas quando o prazo previsto não for cumprido por culpa imputável exclusivamente ao órgão ambiental. (Incluído pelo Decreto nº 6.686, de 2008).
§ 5o O proprietário ou possuidor terá prazo de cento e vinte dias para averbar a localização, compensação ou desoneração da reserva legal, contados da emissão dos documentos por parte do órgão ambiental competente ou instituição habilitada. (Incluído pelo Decreto nº 7.029, de 2009)
§ 6o No prazo a que se refere o § 5o, as sanções previstas neste artigo não serão aplicadas.(Incluído pelo Decreto nº 7.029, de 2009
Abaixo, o decreto que prorroga por mais seis meses o prazo da averbação da Reserva Legal:
Prorrogação do prazo de Averbação da Reserva Legal - Programa "Mais Ambiente"
DECRETO NO- 7.497, DE 9 DE JUNHO DE 2011
Dá nova redação ao artigo 152 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações.
A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição,
D E C R E T A :
Art. 1o O art. 152 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 152. O disposto no art. 55 entrará em vigor em 11 de dezembro de 2011." (NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 9 de junho de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
DILMA ROUSSEFF
Izabella Monica Vieira Teixeira
Ministra do Meio Ambiente
Depois de aprovado na Câmara dos Deputados, em 24 de maio, o relatório do deputado Aldo Rebelo passou a tramitar e a ser discutido no Senado.
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domingo, 12 de junho de 2011
A ÂNCORA CHAMADA ESTOQUES CERTIFICADOS
A ÂNCORA CHAMADA ESTOQUES CERTIFICADOS
A enxurrada de indicadores econômicos negativos nas últimas semanas diminuiu o apetite ao risco, e na falta de alternativas, a moeda americana acaba sendo uma fuga para quem quer diminuir suas exposições nos mercados.
Na última quarta-feira a divulgação do índice de preços dos imóveis nos Estados Unidos, que rompeu as mínimas vistas em abril de 2009, ratifica o “duplo-mergulho” do mercado imobiliário americano, que segundo alguns analistas tem mais de 50% de hipotecas com valores maiores do que o valor atual dos colaterais – leia-se o próprio imóvel.
O Euro também patinou depois do presidente do Banco Central Europeu ter dado indicações de que os juros devem subir no próximo mês mas muito provavelmente não sofrerão mais reajustes no curto prazo, diferente do esperado pelos mercados.
O resultado da retração ao risco foi a queda na semana das ações em mais de 2% para os principais índices ao redor do mundo, enquanto as commodities tiveram comportamento misto, refletindo um pouco mais os fundamentos individuais, como a subida do açúcar e do milho, e a queda do petróleo.
Para o café o movimento negativo pode ser parcialmente explicado pela ausência de frio, depois de na semana anterior vários participantes terem coberto parte de suas posições vendidas, alguns inclusive entrando comprados. A falta de capacidade de Nova Iorque em romper os US$ 270 centavos mais uma vez, também serviu de razão para o especulador de curto-prazo “bater” no mercado.
Curioso notar em minhas duas viagens ao Brasil o quão otimista para os preços praticamente todos estão, com grande parte defendendo um novo movimento de alta em função da escassez esperada para o final deste ano e começo do ano de 2012. Claro que o começo da safra sendo negociada a diferenciais positivos, e tendo a arbitragem entre BM&F e ICE firmando, acabam servindo como argumentos para os altistas.
Entretanto tenho minhas dúvidas com relação a estas análises, não que eu seja extremamente baixista, mas é bom lembrarmos que o arábica em Nova Iorque saiu de US$ 180 centavos/libra quando da florada que indicou o tamanho que seria a safra que está começando a ser colhida no Brasil. Ou seja, não é novidade que a safra 11/12 será menor, e tão pouco que viveremos um período de aperto na entressafra. Creio inclusive que este foi um dos motivos do mercado ter subido para os US$ 270 / US$ 300 centavos. Ao mesmo tempo me parece que a queda recente tem sim uma influência do cenário macroeconômico, mas também impactou algumas revisões levemente mais positivas para os números de produção global.
Os altistas também apontam para uma demanda forte nos países maduros, inclusive uma grande torrefadora americana ao divulgar seu resultado recentemente mencionou um crescimento de quase 3% para seu produto. As importações americanas não indicam um percentual igual, com o país trazendo 22 milhões de sacas nos últimos 12 meses. De qualquer forma o único consenso do mercado com relação ao S&D é não haver consenso algum, ainda mais com relação aos estoques mundiais, que fazem toda a diferença para um ano de déficit.
No próximo dia 24 de junho o USDA trará seus números compilados para o mercado de café, para confrontar as estatísticas privadas. Ao montar minhas apresentações recentes, fiz algumas tabelas que indicam produção e consumo mundial, e que resultaram na expectativa de um déficit para o ano-safra 11/12 em torno de 7.5 milhões de sacas – isto considerando a produção brasileira ao redor de 45 milhões, e do Vietnã ao redor de 19.5 milhões. Para os que acham que o primeiro produzirá 3 milhões de sacas a mais e o segundo 2.5 milhões a mais, o déficit acaba diminuindo para 2.5 milhões – será que não é isso que pode estar tirando a força do mercado, e eventualmente pressionar os preços para próximo de US$ 240 centavos por libra?
Tenho muita dificuldade em traçar linhas definidas, como as que alguns analistas conseguem fazer, dizendo que abaixo de US$ 260 centavos pode comprar de olho fechado o que puder de café, pois não cai muito mais... Estas verdades “absolutas” são assustadoras. Se o mercado interno brasileiro continuar mais demandado, seja pelo consumo local (menos provável) ou pela necessidade de cobertura daqueles que colocaram vendas nos seus livros (mais provável), o que veremos é o diferencial descontar o aperto, não necessariamente o “flat-price” (leia-se a bolsa de Nova Iorque). Até porquê o contrato “C” tem a “âncora” dos certificados, cuja qualidade não serve de reposição ou de alternativa para quem precisa se proteger da escassez, e que para piorar o inventário não apenas parou de cair como está subindo levemente.
Em resumo, acredito que os preços podem cair um pouco mais sim, o que não significa que o mercado vai despencar para US$ 175.00 centavos por libra como disse um grande banco de investimentos americano em um de seus relatórios esta semana.
Para terminar vale notar que no COT (relatório que divulga as posições dos participantes no mercado) mostrou os fundos reduzindo suas posições compradas, estando quase vendidos (líquido). Vamos aguardar os fundos pressionarem a mola para voltarmos a falar em alta, ou quem sabe algum prognóstico de frio no cinturão de café brasileiro.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
A enxurrada de indicadores econômicos negativos nas últimas semanas diminuiu o apetite ao risco, e na falta de alternativas, a moeda americana acaba sendo uma fuga para quem quer diminuir suas exposições nos mercados.
Na última quarta-feira a divulgação do índice de preços dos imóveis nos Estados Unidos, que rompeu as mínimas vistas em abril de 2009, ratifica o “duplo-mergulho” do mercado imobiliário americano, que segundo alguns analistas tem mais de 50% de hipotecas com valores maiores do que o valor atual dos colaterais – leia-se o próprio imóvel.
O Euro também patinou depois do presidente do Banco Central Europeu ter dado indicações de que os juros devem subir no próximo mês mas muito provavelmente não sofrerão mais reajustes no curto prazo, diferente do esperado pelos mercados.
O resultado da retração ao risco foi a queda na semana das ações em mais de 2% para os principais índices ao redor do mundo, enquanto as commodities tiveram comportamento misto, refletindo um pouco mais os fundamentos individuais, como a subida do açúcar e do milho, e a queda do petróleo.
Para o café o movimento negativo pode ser parcialmente explicado pela ausência de frio, depois de na semana anterior vários participantes terem coberto parte de suas posições vendidas, alguns inclusive entrando comprados. A falta de capacidade de Nova Iorque em romper os US$ 270 centavos mais uma vez, também serviu de razão para o especulador de curto-prazo “bater” no mercado.
Curioso notar em minhas duas viagens ao Brasil o quão otimista para os preços praticamente todos estão, com grande parte defendendo um novo movimento de alta em função da escassez esperada para o final deste ano e começo do ano de 2012. Claro que o começo da safra sendo negociada a diferenciais positivos, e tendo a arbitragem entre BM&F e ICE firmando, acabam servindo como argumentos para os altistas.
Entretanto tenho minhas dúvidas com relação a estas análises, não que eu seja extremamente baixista, mas é bom lembrarmos que o arábica em Nova Iorque saiu de US$ 180 centavos/libra quando da florada que indicou o tamanho que seria a safra que está começando a ser colhida no Brasil. Ou seja, não é novidade que a safra 11/12 será menor, e tão pouco que viveremos um período de aperto na entressafra. Creio inclusive que este foi um dos motivos do mercado ter subido para os US$ 270 / US$ 300 centavos. Ao mesmo tempo me parece que a queda recente tem sim uma influência do cenário macroeconômico, mas também impactou algumas revisões levemente mais positivas para os números de produção global.
Os altistas também apontam para uma demanda forte nos países maduros, inclusive uma grande torrefadora americana ao divulgar seu resultado recentemente mencionou um crescimento de quase 3% para seu produto. As importações americanas não indicam um percentual igual, com o país trazendo 22 milhões de sacas nos últimos 12 meses. De qualquer forma o único consenso do mercado com relação ao S&D é não haver consenso algum, ainda mais com relação aos estoques mundiais, que fazem toda a diferença para um ano de déficit.
No próximo dia 24 de junho o USDA trará seus números compilados para o mercado de café, para confrontar as estatísticas privadas. Ao montar minhas apresentações recentes, fiz algumas tabelas que indicam produção e consumo mundial, e que resultaram na expectativa de um déficit para o ano-safra 11/12 em torno de 7.5 milhões de sacas – isto considerando a produção brasileira ao redor de 45 milhões, e do Vietnã ao redor de 19.5 milhões. Para os que acham que o primeiro produzirá 3 milhões de sacas a mais e o segundo 2.5 milhões a mais, o déficit acaba diminuindo para 2.5 milhões – será que não é isso que pode estar tirando a força do mercado, e eventualmente pressionar os preços para próximo de US$ 240 centavos por libra?
Tenho muita dificuldade em traçar linhas definidas, como as que alguns analistas conseguem fazer, dizendo que abaixo de US$ 260 centavos pode comprar de olho fechado o que puder de café, pois não cai muito mais... Estas verdades “absolutas” são assustadoras. Se o mercado interno brasileiro continuar mais demandado, seja pelo consumo local (menos provável) ou pela necessidade de cobertura daqueles que colocaram vendas nos seus livros (mais provável), o que veremos é o diferencial descontar o aperto, não necessariamente o “flat-price” (leia-se a bolsa de Nova Iorque). Até porquê o contrato “C” tem a “âncora” dos certificados, cuja qualidade não serve de reposição ou de alternativa para quem precisa se proteger da escassez, e que para piorar o inventário não apenas parou de cair como está subindo levemente.
Em resumo, acredito que os preços podem cair um pouco mais sim, o que não significa que o mercado vai despencar para US$ 175.00 centavos por libra como disse um grande banco de investimentos americano em um de seus relatórios esta semana.
Para terminar vale notar que no COT (relatório que divulga as posições dos participantes no mercado) mostrou os fundos reduzindo suas posições compradas, estando quase vendidos (líquido). Vamos aguardar os fundos pressionarem a mola para voltarmos a falar em alta, ou quem sabe algum prognóstico de frio no cinturão de café brasileiro.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
sábado, 11 de junho de 2011
A Magia dos Mercados.
A Magia dos Mercados.
Os mercados financeiros e de futuros possuem uma atração natural, onde muitas pessoas são atraídas para estes mercados a procura de fortuna. Como existem historias fantásticas de pessoas que fizeram verdadeiras fortunas nestes mercados o fascínio é geral.
Para entrar neste mercado precisa se de ter algum conhecimento e o conhecimento que vou descrever agora eu chamo de a magia dos mercados e ou a magia dos movimentos.
A razão áurea ou a proporção áurea, chamado de o numero de ouro é uma constante matemática denotada pela letra grega phi, ou o numero de phi.
Este numero extraído da seqüência de Fibonacci, seqüência apresentada ao mundo pelo matemático italiano Leonardo Fibonacci no ano de 1.202 e atualizado em 1.254, nos traz a seqüência numérica de 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233,..., assim por diante a seqüência consiste em somar sempre os dois últimos números para encontrar o próximo.
Dentro desta seqüência encontra se uma Constancia onde a divisão do numero maior pelo menor encontraremos sempre o mesmo numero e a divisão do menor pelo maior também o mesmo numero, o numero de phi e o phizinho. O phi numero maior é encontrado em tudo que possui uma relação de crescimento , o universo, a concha do caracol, as sementes do girassol,as ondas do mar, no corpo humano, no DNA das células em tudo que temos movimentos e crescimento possui a razão ou proporção áurea .
A magia dos movimentos no mercado financeiro se baseia na constante movimentação dos mercados financeiros como uma leitura pratica de alvos e tamanhos dos movimentos.
Junta se a isso as ondas Elliot, mas não em sua integralidade, pois a teoria de Elliot por sua grande quantidade de exceções se torna ambígua em alguns de seus entendimentos, mas a teoria dos fractais cinco, três é perfeita em sua criação e esta contida dentro da seqüência de Fibonacci trazendo uma tradução mais simplificada das ondas e dos movimentos dos mercados.
A magia dos mercados consiste em achar a proporção dos movimentos de cada ativo e notar que os movimentos têm uma mesma proporção de tamanho, mas não a mesma seqüência.
Em uma retração de Fibonacci de um determinado ativo, ferramenta muita usada por operadores para analise técnica dos mercados e na procura dos alvos. Na retração de um ativo, portanto esta a solução dos problemas dos operadores em geral, uma retração que sairia de 0 chegando em 100%%, temos a subtração de 100% por phizinho ou 0, 618 e encontramos 0,382% estes seriam os tamanhos dos movimentos.
Sabendo que a proporção perfeita da seqüência de Fibonacci ficaria até o numero 8, vamos batizar os movimentos, chamado aqui de movimentos mágicos do mercado por 0, 382% de
Movimento de 3,o movimento de 5 é o movimento do meio o que seria 0,618% e perfeito seria o movimento de 8 , o que seria dentro de um ativo a retração completa de um determinado ativo em 100%, portanto assim temos os movimentos de 3 de 5 e de 8.
A função de se estudar os movimentos do mercado seria de tentar encontrar os alvos dos mercados e dos ativos, dando uma entrada mais coesa com risco menor e um risco ganho maior o mais interessante de tudo, portanto ao identificarmos os movimentos de um ativo, não precisamos sair correndo atrás do mercado, saberemos onde o mercado fará uma parada para continuar o movimento ou onde ele ira montara padrão de inversão do movimento dando assim uma oportunidade de compra ou venda no ativo.
Nunca se sabe qual seria o tamanho do movimento de alta ou de baixa, mas se soubermos o tamanho do movimento sabemos que o menor tamanho do movimento seria o movimento de3 e ao terminar este movimento já ficaríamos preparados para saída do ativo ou a permanência nele e se tivermos fora a entrada, assim temos mais segurança na operação e na colocação dos stops.
O movimento 3, de 5 ou de 8 não existe uma seqüência, o mercado pode fazer um movimento de 3 e de depois outro de 3, ou um movimento de 5 depois outro de 3, e ate fazer um de oito se o mercado estiver muito agressivo o que tem que se entender, que o menor seria o movimento de três que esta contido nos outros dois tamanhos de movimento e ver a seqüência do mercado.
A teoria de Dow Jones conhecida como teoria de topos e fundos nos ajuda também a identificar os movimentos, portanto em uma tendência de alta temos topos e fundos ascendentes e numa tendência de baixa temos topos e fundos descendentes, podemos assim ao localizar a magia dos movimentos encontrarem facilmente seus alvos.
Nos movimentos temos valores diferentes para os diferentes tempos gráficos, mas todos fazem parte de uma mesma seqüência, no intraday temos um tamanho de movimento e no diário teremos outro tamanho de movimento, onde daremos alguns exemplos.
A falha do set up existe? Sim existe, mas também temos como prever dentro do movimento onde seria a falha. A falha ficaria em 70% do tamanho do movimento, portanto ao identificarmos um movimento sabemos que o menor tamanho seria o tamanho 3 com falha em 70%.
Neste ponto entra as ondas de Elliot, ao saber que a quinta onda é a onda temos uma maior probabilidade de falha neste ponto esperaremos também um movimento falho em 70%.
Outra ferramenta importante para identificar o movimento é o estudo de candlestick, pois ao encontrarmos uma candle de reversão podemos esperar um movimento pré determinado.
A expansão dos movimentos também existe onde ele pode ultrapassar em 30% o seu tamanho, mas quando um movimento ultrapassa seu tamanho costuma voltar par pedir bênção para o movimento original, exemplo se temos um movimento de tamanho 3 de R$1,00 existe a possibilidade de falha em 0,70 centavos e sua expansão em R$1,30.
Em um exemplo pratico vamos pegar um ativo que muitos conhecem a empresa Vale do Rio Doce, onde seu símbolo na Bovespa seria vale5.
No intraday temos a vale 5 em um gráfico de 15 minutos como seus movimentos do tamanho 3 em 0,21 centavos de real, o movimento de 5 em 0,40 centavos e o movimento de 8 a soma dos dois que seria 0,61 centavos de real, tendo a falha em 70% do seu tamanho e sua expansão em 30%, este movimento você encontra sempre neste ativo, se procurar encontrara este valores ano passado, na crise, no pós crise, na tendência de alta ou de baixa, quando um movimento começa podemos esperar o tamanho dele. No mini índice temos como em todos os ativos também temos os movimentos pré determinados, movimento menor determinado de movimento de 3 no gráfico intraday de 5 minutos seria, de 400 pontos, o movimento de 5 o tamanho de 600 pontos e o movimento macro de 8 em 1.000 pontos, também com sua falha em 70% deste tamanho e sua extensão em 30% .
A clareza dos movimentos após identificados fará com o operador entre em uma operação com muito mais segurança e lucratividade. A saída de um movimento de consolidação também fica mais rápida e pratica o lado que romper sabemos o tamanho do movimento e temos um stop curto e mais barato, também temos a oportunidade de compra em um fundo ou a venda de um topo, fica tudo mais fácil a operação.
A Magia dos movimentos, porque magia, porque os movimentos serão sempre pré- determinados e do mesmo tamanho, e após identificá-los vamos sempre encontrá-los e lucrar com eles.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Os mercados financeiros e de futuros possuem uma atração natural, onde muitas pessoas são atraídas para estes mercados a procura de fortuna. Como existem historias fantásticas de pessoas que fizeram verdadeiras fortunas nestes mercados o fascínio é geral.
Para entrar neste mercado precisa se de ter algum conhecimento e o conhecimento que vou descrever agora eu chamo de a magia dos mercados e ou a magia dos movimentos.
A razão áurea ou a proporção áurea, chamado de o numero de ouro é uma constante matemática denotada pela letra grega phi, ou o numero de phi.
Este numero extraído da seqüência de Fibonacci, seqüência apresentada ao mundo pelo matemático italiano Leonardo Fibonacci no ano de 1.202 e atualizado em 1.254, nos traz a seqüência numérica de 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233,..., assim por diante a seqüência consiste em somar sempre os dois últimos números para encontrar o próximo.
Dentro desta seqüência encontra se uma Constancia onde a divisão do numero maior pelo menor encontraremos sempre o mesmo numero e a divisão do menor pelo maior também o mesmo numero, o numero de phi e o phizinho. O phi numero maior é encontrado em tudo que possui uma relação de crescimento , o universo, a concha do caracol, as sementes do girassol,as ondas do mar, no corpo humano, no DNA das células em tudo que temos movimentos e crescimento possui a razão ou proporção áurea .
A magia dos movimentos no mercado financeiro se baseia na constante movimentação dos mercados financeiros como uma leitura pratica de alvos e tamanhos dos movimentos.
Junta se a isso as ondas Elliot, mas não em sua integralidade, pois a teoria de Elliot por sua grande quantidade de exceções se torna ambígua em alguns de seus entendimentos, mas a teoria dos fractais cinco, três é perfeita em sua criação e esta contida dentro da seqüência de Fibonacci trazendo uma tradução mais simplificada das ondas e dos movimentos dos mercados.
A magia dos mercados consiste em achar a proporção dos movimentos de cada ativo e notar que os movimentos têm uma mesma proporção de tamanho, mas não a mesma seqüência.
Em uma retração de Fibonacci de um determinado ativo, ferramenta muita usada por operadores para analise técnica dos mercados e na procura dos alvos. Na retração de um ativo, portanto esta a solução dos problemas dos operadores em geral, uma retração que sairia de 0 chegando em 100%%, temos a subtração de 100% por phizinho ou 0, 618 e encontramos 0,382% estes seriam os tamanhos dos movimentos.
Sabendo que a proporção perfeita da seqüência de Fibonacci ficaria até o numero 8, vamos batizar os movimentos, chamado aqui de movimentos mágicos do mercado por 0, 382% de
Movimento de 3,o movimento de 5 é o movimento do meio o que seria 0,618% e perfeito seria o movimento de 8 , o que seria dentro de um ativo a retração completa de um determinado ativo em 100%, portanto assim temos os movimentos de 3 de 5 e de 8.
A função de se estudar os movimentos do mercado seria de tentar encontrar os alvos dos mercados e dos ativos, dando uma entrada mais coesa com risco menor e um risco ganho maior o mais interessante de tudo, portanto ao identificarmos os movimentos de um ativo, não precisamos sair correndo atrás do mercado, saberemos onde o mercado fará uma parada para continuar o movimento ou onde ele ira montara padrão de inversão do movimento dando assim uma oportunidade de compra ou venda no ativo.
Nunca se sabe qual seria o tamanho do movimento de alta ou de baixa, mas se soubermos o tamanho do movimento sabemos que o menor tamanho do movimento seria o movimento de3 e ao terminar este movimento já ficaríamos preparados para saída do ativo ou a permanência nele e se tivermos fora a entrada, assim temos mais segurança na operação e na colocação dos stops.
O movimento 3, de 5 ou de 8 não existe uma seqüência, o mercado pode fazer um movimento de 3 e de depois outro de 3, ou um movimento de 5 depois outro de 3, e ate fazer um de oito se o mercado estiver muito agressivo o que tem que se entender, que o menor seria o movimento de três que esta contido nos outros dois tamanhos de movimento e ver a seqüência do mercado.
A teoria de Dow Jones conhecida como teoria de topos e fundos nos ajuda também a identificar os movimentos, portanto em uma tendência de alta temos topos e fundos ascendentes e numa tendência de baixa temos topos e fundos descendentes, podemos assim ao localizar a magia dos movimentos encontrarem facilmente seus alvos.
Nos movimentos temos valores diferentes para os diferentes tempos gráficos, mas todos fazem parte de uma mesma seqüência, no intraday temos um tamanho de movimento e no diário teremos outro tamanho de movimento, onde daremos alguns exemplos.
A falha do set up existe? Sim existe, mas também temos como prever dentro do movimento onde seria a falha. A falha ficaria em 70% do tamanho do movimento, portanto ao identificarmos um movimento sabemos que o menor tamanho seria o tamanho 3 com falha em 70%.
Neste ponto entra as ondas de Elliot, ao saber que a quinta onda é a onda temos uma maior probabilidade de falha neste ponto esperaremos também um movimento falho em 70%.
Outra ferramenta importante para identificar o movimento é o estudo de candlestick, pois ao encontrarmos uma candle de reversão podemos esperar um movimento pré determinado.
A expansão dos movimentos também existe onde ele pode ultrapassar em 30% o seu tamanho, mas quando um movimento ultrapassa seu tamanho costuma voltar par pedir bênção para o movimento original, exemplo se temos um movimento de tamanho 3 de R$1,00 existe a possibilidade de falha em 0,70 centavos e sua expansão em R$1,30.
Em um exemplo pratico vamos pegar um ativo que muitos conhecem a empresa Vale do Rio Doce, onde seu símbolo na Bovespa seria vale5.
No intraday temos a vale 5 em um gráfico de 15 minutos como seus movimentos do tamanho 3 em 0,21 centavos de real, o movimento de 5 em 0,40 centavos e o movimento de 8 a soma dos dois que seria 0,61 centavos de real, tendo a falha em 70% do seu tamanho e sua expansão em 30%, este movimento você encontra sempre neste ativo, se procurar encontrara este valores ano passado, na crise, no pós crise, na tendência de alta ou de baixa, quando um movimento começa podemos esperar o tamanho dele. No mini índice temos como em todos os ativos também temos os movimentos pré determinados, movimento menor determinado de movimento de 3 no gráfico intraday de 5 minutos seria, de 400 pontos, o movimento de 5 o tamanho de 600 pontos e o movimento macro de 8 em 1.000 pontos, também com sua falha em 70% deste tamanho e sua extensão em 30% .
A clareza dos movimentos após identificados fará com o operador entre em uma operação com muito mais segurança e lucratividade. A saída de um movimento de consolidação também fica mais rápida e pratica o lado que romper sabemos o tamanho do movimento e temos um stop curto e mais barato, também temos a oportunidade de compra em um fundo ou a venda de um topo, fica tudo mais fácil a operação.
A Magia dos movimentos, porque magia, porque os movimentos serão sempre pré- determinados e do mesmo tamanho, e após identificá-los vamos sempre encontrá-los e lucrar com eles.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Café recua na ICE ao refletir negativismo de cenário externo
Café recua na ICE ao refletir negativismo de cenário externo
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um dia caracterizado pela predominância de vendas especulativas e de fundos. As vendas foram mais agudas ao longo do final da manhã e do começo da tarde, sendo que, antes do encerramento do dia, algumas recompras puderam ser observadas, o que diminuiu sensivelmente o impacto das perdas. Apesar da retração em praticamente toda a sessão, a posição julho conseguiu preservar, até com certa tranqüilidade, o nível psicológico de 260,00 centavos por libra.
O cenário externo, efetivamente, influenciou no comportamento negativo das cotações de café no dia. Com notícias negativas sobre a Europa, com relatórios econômicos desfavoráveis por parte da China, o que se viu foi um novo aumento de pressão sobre as commodities em geral, principalmente com a retomada da força do dólar em relação a uma cesta de importante moedas internacionais. Com isso, o índice CRB, que é um importante referencial, voltou a registrar perdas, de quase 0,90%, o que foi um dado negativo a mais para o café.
Fundamentalmente, o mercado tem o foco na questão climática. O Brasil tem um junho relativamente frio nas regiões cafeeiras do centro-sul, entretanto, até o momento, nenhum alerta sobre ocorrência de geadas foi verificado. As chuvas, por sua vez, também foram observadas, o que pode atrapalhar ligeiramente a colheita. Entretanto, tais fatores não trouxeram problemas maiores e, com isso, o viés climático, por hora, continua apenas no campo das análises, não influenciando diretamente os preços.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 185 pontos com 264,95 centavos, sendo a máxima em 268,80 e a mínima em 261,55 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 150 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 271,85 e a mínima em 264,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 1 dólar, com 2.462 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 2 dólares, com 2.509 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, a abertura da sessão desta sexta-feira chegou a se dar em campo positivo e, inclusive, ampliou os ganhos com algumas compras especulativas. No entanto, seguindo o sentimento negativo dos mercados, as baixas passaram a ser processadas, com a posição julho chegando a registrar perdas de 525 pontos, sendo que as baixas foram sensivelmente amenizadas na parte final do dia e no after-hours. "Recuamos mais por influência do cenário externo. As commodities, em sua maioria, recuaram, o dólar em alta refletiu negativamente nas cotações e também tivemos mais um dia de baixas para as bolsas de valores", disse um trader. Ele lembrou que o mercado refletiu a crescente desconfiança sobre a economia da Grécia, que pode aumentar as incertezas econômicas de todo bloco europeu e também os dados comerciais mostrando redução no superávit comercial da China. Apesar de as fortes importações indicarem que a demanda do país segue forte, o mercado preferiu efetuar uma análise acerca da queda nas exportações como sinal de menor demanda global.
"Correm bem os trabalhos de colheita da nova safra brasileira. Os grãos estão igualados nas árvores e as primeiras amostras que chegam a nossas mãos apresentam muito boa qualidade. Se no decorrer da colheita for confirmada a boa qualidade dos grãos, deveremos ter um volume menor de quebra no preparo dos lotes para exportação, sobrando menos café para o consumo interno", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal.
As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 9, somaram 400.519 sacas, contra 513.800 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 961 sacas indo para 1.672.890 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.761 lotes, com as opções tendo 7.442 calls e 3.382 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,80, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,75, 271,00, 271,50, 272,00 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 261,55-261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50 e 257,00 centavos por libra
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um dia caracterizado pela predominância de vendas especulativas e de fundos. As vendas foram mais agudas ao longo do final da manhã e do começo da tarde, sendo que, antes do encerramento do dia, algumas recompras puderam ser observadas, o que diminuiu sensivelmente o impacto das perdas. Apesar da retração em praticamente toda a sessão, a posição julho conseguiu preservar, até com certa tranqüilidade, o nível psicológico de 260,00 centavos por libra.
O cenário externo, efetivamente, influenciou no comportamento negativo das cotações de café no dia. Com notícias negativas sobre a Europa, com relatórios econômicos desfavoráveis por parte da China, o que se viu foi um novo aumento de pressão sobre as commodities em geral, principalmente com a retomada da força do dólar em relação a uma cesta de importante moedas internacionais. Com isso, o índice CRB, que é um importante referencial, voltou a registrar perdas, de quase 0,90%, o que foi um dado negativo a mais para o café.
Fundamentalmente, o mercado tem o foco na questão climática. O Brasil tem um junho relativamente frio nas regiões cafeeiras do centro-sul, entretanto, até o momento, nenhum alerta sobre ocorrência de geadas foi verificado. As chuvas, por sua vez, também foram observadas, o que pode atrapalhar ligeiramente a colheita. Entretanto, tais fatores não trouxeram problemas maiores e, com isso, o viés climático, por hora, continua apenas no campo das análises, não influenciando diretamente os preços.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 185 pontos com 264,95 centavos, sendo a máxima em 268,80 e a mínima em 261,55 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 150 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 271,85 e a mínima em 264,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 1 dólar, com 2.462 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 2 dólares, com 2.509 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, a abertura da sessão desta sexta-feira chegou a se dar em campo positivo e, inclusive, ampliou os ganhos com algumas compras especulativas. No entanto, seguindo o sentimento negativo dos mercados, as baixas passaram a ser processadas, com a posição julho chegando a registrar perdas de 525 pontos, sendo que as baixas foram sensivelmente amenizadas na parte final do dia e no after-hours. "Recuamos mais por influência do cenário externo. As commodities, em sua maioria, recuaram, o dólar em alta refletiu negativamente nas cotações e também tivemos mais um dia de baixas para as bolsas de valores", disse um trader. Ele lembrou que o mercado refletiu a crescente desconfiança sobre a economia da Grécia, que pode aumentar as incertezas econômicas de todo bloco europeu e também os dados comerciais mostrando redução no superávit comercial da China. Apesar de as fortes importações indicarem que a demanda do país segue forte, o mercado preferiu efetuar uma análise acerca da queda nas exportações como sinal de menor demanda global.
"Correm bem os trabalhos de colheita da nova safra brasileira. Os grãos estão igualados nas árvores e as primeiras amostras que chegam a nossas mãos apresentam muito boa qualidade. Se no decorrer da colheita for confirmada a boa qualidade dos grãos, deveremos ter um volume menor de quebra no preparo dos lotes para exportação, sobrando menos café para o consumo interno", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal.
As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 9, somaram 400.519 sacas, contra 513.800 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 961 sacas indo para 1.672.890 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.761 lotes, com as opções tendo 7.442 calls e 3.382 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,80, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,75, 271,00, 271,50, 272,00 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 261,55-261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50 e 257,00 centavos por libra
CFTC: fundos diminuíram suas posições compradas na ICE
CFTC: fundos diminuíram suas posições compradas na ICE
Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos diminuíram suas posições compradas em 3.126 lotes no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto tiveram uma leve alta em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 15.584 posições líquidas long ( 28.083 posições long — compradas — e 12.499 posições short — vendidas) no último dia 07 de junho. No relatório anterior, referente a 31 de maio, eles tinham em mãos 18.710 posições líquidas long (29.468 posições long compradas e 10.758 posições short vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 07, um saldo de 16.418 posições líquidas short (63.399 posições compradas e 79.817 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 20.434 posições líquidas short (60.410 posições compradas e 80.844 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 834 posições líquidas compradas, sendo 7.509 compradas e 6.675 vendidas. No relatório referente a 31 de maio, por sua vez, eles apresentavam 1.724 posições líquidas compradas, sendo 8.424 compradas e 6.700 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 112.646 lotes no dia 07 de junho, ao passo que na semana anterior elas somaram 112.192 lotes
Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos diminuíram suas posições compradas em 3.126 lotes no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto tiveram uma leve alta em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 15.584 posições líquidas long ( 28.083 posições long — compradas — e 12.499 posições short — vendidas) no último dia 07 de junho. No relatório anterior, referente a 31 de maio, eles tinham em mãos 18.710 posições líquidas long (29.468 posições long compradas e 10.758 posições short vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 07, um saldo de 16.418 posições líquidas short (63.399 posições compradas e 79.817 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 20.434 posições líquidas short (60.410 posições compradas e 80.844 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 834 posições líquidas compradas, sendo 7.509 compradas e 6.675 vendidas. No relatório referente a 31 de maio, por sua vez, eles apresentavam 1.724 posições líquidas compradas, sendo 8.424 compradas e 6.700 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 112.646 lotes no dia 07 de junho, ao passo que na semana anterior elas somaram 112.192 lotes
UM GOVERNO QUE ATRAPALHA
UM GOVERNO QUE ATRAPALHA
O mercado de açúcar encerrou a semana com variação positiva em todos os meses de vencimento. O julho, cujas opções expiram na semana que vem, encerrou a 25,64 centavos de dólar por libra-peso com valorização de 169 pontos em relação à sexta-feira anterior ou 37 dólares por tonelada. Outubro também apresentou ganhos acima de 20 dólares por tonelada na semana. Os demais meses em aberto fecharam em alta de 2 a 13 dólares por tonelada.
Os fundamentos do açúcar se sobressaem e aqueles que ainda tinham contratos de venda para fixar começaram a fazê-lo aproveitando a onda de melhores preços alimentada pela previsão de safra cada vez menor no Centro-Sul (consenso em torno de 540 milhões de toneladas). A menos que algum cisne negro voe por sobre o açúcar, é muito difícil vislumbrar uma queda no mercado internacional que empurre os preços para os 20 centavos de dólar por libra-peso. O cisne, no entanto, pode estar sobrevoando Brasília nesse momento antevendo a caixinha de maldades que a Agência Nacional do Petróleo pode estar reservando ao setor com possíveis medidas restritivas a serem anunciadas até o final de julho.
Existe certa apreensão nas medidas que a agência governamental, que agora regula também o etanol, pode soltar para regulamentar o setor. O ministro das Minas e Energia volta a falar em taxar a exportação de açúcar. Qualquer medida restritiva ou intervencionista vai afastar os investidores estrangeiros que consideravam entrar no setor, mas temem mudanças de regra no meio do jogo. Democracia séria pressupõe respeito às leis e contratos. O governo vai endurecer sua relação com os usineiros. É preciso contra-atacar e fazer a mídia e o consumidor entenderem a verdadeira situação do etanol.
A semana iniciou com o III Ethanol Summit, em São Paulo, evento realizado a cada dois anos pela União da Indústria de Cana-de-açúcar – UNICA, comandado pelo seu competente presidente Marcos Jank, que vai se firmando como o melhor evento do setor sucro-alcooleiro em nível mundial. Imperdível. Nada se compara à agenda bem elaborada, ao peso dos palestrantes e aos tópicos discutidos durante os dois dias, abrilhantados pelas incursões inteligentes do tarimbado jornalista William Waack, âncora do evento.
Com exceção da tosca participação de membros do governo federal e das agências governamentais, com suas mesmices e discursos paleolíticos, o evento foi um sucesso retumbante, trazendo ideias de alto nível em vários campos como o futuro do petróleo, o papel dos biocombustíveis, os novos ciclos de investimentos para a cana no Brasil, o futuro do setor sucro-energético (com extraordinário debate entre os principais CEO’s do setor), e tantos outros painéis que elevaram a qualidade das discussões e fazem do Ethanol Summit uma grife valiosa que a UNICA deve se esforçar para preservar e - por que não - incorporar ao nome também o Açúcar, criando o Sugar & Ethanol Summit para 2013?
Um desses conhecidos burocratas de Brasília (são tantos), que se pudesse reduziria a zero a mistura de anidro na gasolina numa penada, apresentou-se com a empáfia habitual desses funcionários públicos que imaginam que nós é que trabalhamos para ele e não o contrário, desfilando suas ladainhas em power-point com o velho discurso de que o preço administrado da gasolina não interfere em nada no setor.
Imagine só: desde setembro de 2005, o governo não altera o preço da gasolina. Esse artificialismo travestido de politica fiscal ou preço político, chame-o como quiser, em verdade limitou investimentos no setor sucro-alcooleiro num momento em que, fossem livres os preços dos combustíveis, teriam fomentado um extraordinário crescimento do setor desde então, elevando o nível de produção de cana que hoje atenderia à demanda.
A presidente do Brasil, com dedo em riste, arvora-se em chamar a atenção do setor como se esse fosse o culpado dos males. Seu apreço pelo setor é tamanho que cancelou sua ida ao evento para atender em Brasília a visita do bufo presidente da Venezuela. Como disse um executivo do setor: “sonho que um dia tenhamos um evento desse porte, sem ter que convidar essa trupe de políticos e burocratas que pouco ou nada trazem de contribuição efetiva ao setor”. Verdade.
A curva de correlação entre o açúcar em NY e o etanol anidro (ESALQ), elaborada pela Archer Consulting, teve seu ponto ótimo no período de fevereiro/2010 até fevereiro/2011 quando o índice de aderência atingiu 0,9506. Próximo do mesmo período, o hidratado alcançou 0,918. Nos últimos 150 dias, no entanto, os dois descolaram completamente indo para 0,08-0,15. Por outro lado, a correlação de NY com açúcar no mercado interno ficou em 0,9193.
Reserve na sua agenda: o XVI Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas ocorrerá em setembro, dias 27, 28 e 29.
No Fundo Fictício da Archer Consulting, tivemos que ajustar nossa posição comprando 250 lotes com vencimento março/2012 a 23,84 centavos de dólar por libra-peso. Fechamos a semana com o delta negativo em 57 lotes e perdemos US$ 321,661.33 em função de aumento na volatilidade e direcional. Nosso portfolio está em US$ 7,168,584.17 de lucro nos 890 dias de vida, com retorno anual médio de 136,78%.
Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa
O mercado de açúcar encerrou a semana com variação positiva em todos os meses de vencimento. O julho, cujas opções expiram na semana que vem, encerrou a 25,64 centavos de dólar por libra-peso com valorização de 169 pontos em relação à sexta-feira anterior ou 37 dólares por tonelada. Outubro também apresentou ganhos acima de 20 dólares por tonelada na semana. Os demais meses em aberto fecharam em alta de 2 a 13 dólares por tonelada.
Os fundamentos do açúcar se sobressaem e aqueles que ainda tinham contratos de venda para fixar começaram a fazê-lo aproveitando a onda de melhores preços alimentada pela previsão de safra cada vez menor no Centro-Sul (consenso em torno de 540 milhões de toneladas). A menos que algum cisne negro voe por sobre o açúcar, é muito difícil vislumbrar uma queda no mercado internacional que empurre os preços para os 20 centavos de dólar por libra-peso. O cisne, no entanto, pode estar sobrevoando Brasília nesse momento antevendo a caixinha de maldades que a Agência Nacional do Petróleo pode estar reservando ao setor com possíveis medidas restritivas a serem anunciadas até o final de julho.
Existe certa apreensão nas medidas que a agência governamental, que agora regula também o etanol, pode soltar para regulamentar o setor. O ministro das Minas e Energia volta a falar em taxar a exportação de açúcar. Qualquer medida restritiva ou intervencionista vai afastar os investidores estrangeiros que consideravam entrar no setor, mas temem mudanças de regra no meio do jogo. Democracia séria pressupõe respeito às leis e contratos. O governo vai endurecer sua relação com os usineiros. É preciso contra-atacar e fazer a mídia e o consumidor entenderem a verdadeira situação do etanol.
A semana iniciou com o III Ethanol Summit, em São Paulo, evento realizado a cada dois anos pela União da Indústria de Cana-de-açúcar – UNICA, comandado pelo seu competente presidente Marcos Jank, que vai se firmando como o melhor evento do setor sucro-alcooleiro em nível mundial. Imperdível. Nada se compara à agenda bem elaborada, ao peso dos palestrantes e aos tópicos discutidos durante os dois dias, abrilhantados pelas incursões inteligentes do tarimbado jornalista William Waack, âncora do evento.
Com exceção da tosca participação de membros do governo federal e das agências governamentais, com suas mesmices e discursos paleolíticos, o evento foi um sucesso retumbante, trazendo ideias de alto nível em vários campos como o futuro do petróleo, o papel dos biocombustíveis, os novos ciclos de investimentos para a cana no Brasil, o futuro do setor sucro-energético (com extraordinário debate entre os principais CEO’s do setor), e tantos outros painéis que elevaram a qualidade das discussões e fazem do Ethanol Summit uma grife valiosa que a UNICA deve se esforçar para preservar e - por que não - incorporar ao nome também o Açúcar, criando o Sugar & Ethanol Summit para 2013?
Um desses conhecidos burocratas de Brasília (são tantos), que se pudesse reduziria a zero a mistura de anidro na gasolina numa penada, apresentou-se com a empáfia habitual desses funcionários públicos que imaginam que nós é que trabalhamos para ele e não o contrário, desfilando suas ladainhas em power-point com o velho discurso de que o preço administrado da gasolina não interfere em nada no setor.
Imagine só: desde setembro de 2005, o governo não altera o preço da gasolina. Esse artificialismo travestido de politica fiscal ou preço político, chame-o como quiser, em verdade limitou investimentos no setor sucro-alcooleiro num momento em que, fossem livres os preços dos combustíveis, teriam fomentado um extraordinário crescimento do setor desde então, elevando o nível de produção de cana que hoje atenderia à demanda.
A presidente do Brasil, com dedo em riste, arvora-se em chamar a atenção do setor como se esse fosse o culpado dos males. Seu apreço pelo setor é tamanho que cancelou sua ida ao evento para atender em Brasília a visita do bufo presidente da Venezuela. Como disse um executivo do setor: “sonho que um dia tenhamos um evento desse porte, sem ter que convidar essa trupe de políticos e burocratas que pouco ou nada trazem de contribuição efetiva ao setor”. Verdade.
A curva de correlação entre o açúcar em NY e o etanol anidro (ESALQ), elaborada pela Archer Consulting, teve seu ponto ótimo no período de fevereiro/2010 até fevereiro/2011 quando o índice de aderência atingiu 0,9506. Próximo do mesmo período, o hidratado alcançou 0,918. Nos últimos 150 dias, no entanto, os dois descolaram completamente indo para 0,08-0,15. Por outro lado, a correlação de NY com açúcar no mercado interno ficou em 0,9193.
Reserve na sua agenda: o XVI Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas ocorrerá em setembro, dias 27, 28 e 29.
No Fundo Fictício da Archer Consulting, tivemos que ajustar nossa posição comprando 250 lotes com vencimento março/2012 a 23,84 centavos de dólar por libra-peso. Fechamos a semana com o delta negativo em 57 lotes e perdemos US$ 321,661.33 em função de aumento na volatilidade e direcional. Nosso portfolio está em US$ 7,168,584.17 de lucro nos 890 dias de vida, com retorno anual médio de 136,78%.
Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa
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