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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vendas ao final da sessão faz café ter novas perdas na ICE

Vendas ao final da sessão faz café ter novas perdas na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com novas perdas. O dia foi caracterizado por alguns ganhos ligeiros e também perdas em menor grau. Quando tudo encaminhava para uma finalização dentro de um range não muito largo, uma nova onda vendedora foi acionada e com a superação da mínima da manha, em 258,05, perdas mais incisivas foram verificadas, ampliando, ainda mais o cenário negativo iniciado ao longo dos últimos dias na bolsa norte-americana. As rolagens de posição também foram bastante praticadas no dia, notadamente no intervalo maio e julho.

Operadores sustentaram que o potencial comprador em Nova Iorque continua notadamente baixo. Isso pôde ser observado no dia, quando a abertura conseguiu ser dada acima do nível psicológico de 260,00 centavos, mas a sustentação desse patamar não conseguiu se efetivar, abrindo espaço para que os bearishs (baixistas) voltassem a imprimir novas ordens de venda, algo que se ampliou pouco antes de os terminais deixarem de receber os lances. Tecnicamente, o café já se posiciona abaixo de médias móveis recentes, o que dá espaço para que os baixistas continuem ativos. Por outro lado, o cenário fundamental ainda é positivo, amparado na oferta curta e também nos estoques internacionais que estão em níveis consideravelmente baixos. No encerramento do dia, o maio registrou queda de 385 pontos, com a libra a 256,05 centavos, sendo a máxima em 261,00 e a mínima em 255,65 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 395 pontos, com a libra a 258,70 centavos, sendo a máxima em 263,50 e a mínima em 258,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve perda de 82 dólares, com 2.339 dólares por tonelada, ao passo que o julho registrou desvalorização de 34 dólares, com 2.308 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pelas rolagens e por uma considerável estabilidade que foi subitamente quebrada com algumas liquidações mais fortes no final do dia, com alguns operadores indicando que um grande fundo teria sido o responsável por uma ordem mais significativa de venda, forçando, desse modo, as baixas. "Estamos nos aproximando de um patamar psicológico, em 250,00 centavos. Caso não tenhamos uma reação, é possível que a curva de baixa se acentue ainda mais e aí poderemos ampliar consideravelmente esse quadro negativo", disse um trader. Apesar das quedas recentes, o mercado conseguiu acumular uma alta de 9,8% durante trimestre deste ano. "Alguns operadores estão preocupados com uma possível diminuição da demanda com esses preços em alta. Mas, por outro lado, estamos trabalhando com a perspectiva de que a safra do Brasil vai poder amenizar os preços tão fortes", disse Fain Shaffer, presidente da Infinity Trading Corporation.

As vendas ao exterior de café de El Salvador atingiram 1,54 milhão de sacas em 1 de abril, mais que o dobro do verificado no mesmo período do ano passado, indicou o Conselho Salvadorenho de Café. Durante a safra 2009/2010, El Salvador vendeu 732.167 sacas até o primeiro dia de abril. A receita com as vendas da atual temporada somaram 393 milhões de dólares, contra 139 milhões de dólares do ano anterior. Do total vendido, 630.200 sacas já foram embarcadas, com o principal destino sendo a Alemanha. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.390 sacas, indo para 1.570.076.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.882 lotes, com as opções tendo 5.304 calls e 5.578 puts Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 261,00, 261,50, 262,00, 262,50, 262,90-263,00, 263,50, 264,00, 264,50 e 264,90-265,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 255,65, 255,50, 255,10-255,00, 245,50, 254,00, 253,50, 253,00, 252,50 e 252,00 centavos por libra.

É Proibido Lucrar na Agricultura

É Proibido Lucrar na Agricultura

artigos :: Por Editor em 25/03/2011 :: imprimir pdf enviar celular

Devido ao nosso instinto de sobrevivência aliado ao fato de que a necessidade fomenta a criatividade, podemos considerar que a atividade rural foi uma das primeiras planejadas pelo ser humano. Da simples exploração dos alimentos encontrados na natureza ao cultivo e manejo da terra, o homem foi se desenvolvendo e também fazendo o mesmo pela agricultura. Tempos depois, já na Idade Média, nós passamos a buscar maneiras de facilitar nosso trabalho, com a criação de ferramentas e uso da tração animal, como no caso da coalheira. E a partir disso, a agricultura vislumbrou uma fantástica evolução. Na modernidade as pesquisas começaram a trazer benefícios e, atualmente nós temos a tecnologia favorecendo uma produção em larga escala.



Até os tempos modernos a população no campo era superior ao povo urbano. Hoje as cidades detêm o maior número de habitantes. Antes era a população rural que decidia as eleições políticas. Os candidatos voltavam suas atenções de campanha para o meio rural. Hoje há um severo descaso por parte dos políticos, candidatos e eleitos, para com as coisas do campo. Não temos mais importância, porque para tudo o que vai se fazer, olha-se o número de títulos que estão em jogo.

O pequeno agricultor passa por uma situação complicada para produzir alimentos e gerir seu sustento e de sua família. Por mais que existam tecnologias ou máquinas de previsão, as alterações climáticas ainda são um problema: o excesso de chuvas alaga as plantações, ocasionando a perda de produção; o granizo estraga qualquer tipo de lavoura; a seca inibe o crescimento e a geração de frutos; os insumos estão na mão de poucas grandes empresas, ocasionando um controle sobre os preços praticados, minando o bolso do produtor; não há um sistema de extensão rural efetivo no país, deixando o agricultor praticamente sem assistência técnica; além da criação de ministérios e secretarias, com inúmeros cargos de confiança; mas não se contrata técnicos para orientar os agricultores familiares.

O produtor não pode parar de plantar. Sua sobrevivência e a demanda mundial de alimentos não permitem. Ainda assim, ele enfrenta os contratempos econômicos, nacionais e estrangeiros: a seca na Rússia prejudicou a safra mundial de trigo; a da Argentina danificou a cultura da soja, enquanto as torrenciais chuvas no Brasil inutilizaram a lavoura da oleaginosa no Mato Grosso e vizinhança. Quando os produtos agrícolas atingem um preço razoável, onde os produtores passam a obter algum lucro, inicia-se uma perseguição em cima da agricultura, alegando que ela é a responsável pela inflação. Quando no decorrer de alguns anos de observação, podemos constatar que são as tarifas governamentais que sobem muito mais do que os alimentos.

A mais nova perseguição provém da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Um de seus representantes aponta que a alta de valores dos alimentos é culpa do biodiesel. Esse combustível é uma alternativa para muitos produtores garantirem a comercialização de sua produção. Sem falar no favorecimento da questão ambiental. Eu sei que nos países pobres e importadores de alimentos as coisas ficam mais difíceis, mas isso poderia ser resolvido com bom senso dos países ricos, investindo menos em guerras e mais no desenvolvimento da agricultura nesses países, mas não fazem porque querem se aproveitar dessa situação também. O velho caso da exploração opressão-oprimido. Com as guerras e conflitos, há escassez de alimentos, pela destruição de estradas, nos cortes de financiamentos, na quebra da comercialização.

A discussão em torno do Código Florestal deixa os produtores em estado de alerta, pois de certo modo acaba por inibir o desenvolvimento da atividade, pois os agricultores não sabem quais serão os resultados futuros, com medo de perder mais uma parcela da sua propriedade para o meio ambiente, sendo que o homem do campo é o maior interessado na preservação da natureza, pois através dela que ele trabalha para garantir seu sustento.

Dessa forma só resta aos produtores rurais o abandono de suas atividades e contribuindo para o aumento dos milhões de bolsas-auxílio que temos no país. Esses aspectos indicam que o produtor não pode lucrar na atividade. A agricultura no Brasil é muito importante para ser tratada assim.

AUTORIA

Braz Albertini
presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp)

Market international coffee

Market international coffee
Colombians, UGQ, were offered FOB, for Apr./May/June equal shipment from 28¢ to 31¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Apr./May/June equal shipment from 33¢ to 35¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 10¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 5¢ over the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 2¢ to 1¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Apr/May shipment from 26¢ to 22¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 2¢ under May London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Apr. crossing from 13¢ to 14¢ over May “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 10¢ to 12¢ over the relevant months “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr. shipment from 15¢ over May “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Apr. shipment from $11 over May “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $15 to $17 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $22 to $24 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. shipment from $32 over per 46 kilos, May “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $35 to $38 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr. shipment from $7 to $9 over May “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr. shipment from $15 over per 46 kilos, May “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $19 to $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Apr. shipment were offered FOB from $20 over May “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. shipment from $4 over May “C.” Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $7 to $8 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $5 over the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 15¢ over May London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Apr. shipment from 8¢ over May London.
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 6¢ over May London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 7¢ over May London.

REAL FIRMA SEM CONSEGUIR SEGURAR O CAFÉ Por Rodrigo Costa

A imprensa americana, sempre muito criativa em interpretar dados econômicos, destaca que o índice S&P teve a melhor performance em um primeiro trimestre desde 1998, ou seja em 13 anos. O número de novos postos de trabalhos no mês de março, divulgado na sexta-feira, foi acima do esperado e a taxa de desemprego caiu 0.1% nos Estados Unidos, dando mais otimismo para os investidores.

Na Europa os títulos de Portugal foram mais uma vez rebaixados, a 2ª vez em uma semana, e as contas do país estão complicadas pois a estimativa é de que o caixa do tesouro seja de apenas 5 bilhões de euros para pagar vencimentos até junho que totalizam cerca de 9 bilhões de euros, ou seja logo veremos um novo pacote de ajuda.

Os mercados tiveram uma movimentação positiva na semana, ajudados também pela retomada de produção de várias indústrias japonesas que tinham suspendido suas operações desde o terremoto/tsunami.

As commodities tiveram uma forte puxada, lideradas pelos grãos, que segundo mostrou o relatório do USDA o consumo nos Estados Unidos foi maior do que estimado provocando uma queda maior do que esperada dos estoques. A diminuição da área plantada para a soja e o incremento menor do que esperado para a área plantada do milho ajudaram a puxar os produtos.

O destaque da semana ficou por conta do governo brasileiro ter sinalizado que concentrará seus esforços em lutar contra a inflação, deixando momentaneamente (aparentemente) para segundo plano a luta contra a valorização do real. Com isto a moeda brasileira atingiu o nível mais forte desde 14 de agosto de 2008 (contra o dólar).

Os altistas no café acreditavam que a firmeza do real daria suporte para os preços do terminal, sem falar do surpreendente equilíbrio do Euro e da falta de continuação da recuperação do índice do dólar (cesta de moedas). Nada disto entretanto foi suficiente para evitar o fechamento do contrato “C” no menor nível desde 11 de fevereiro último.

Outro sinal negativo, e talvez mais importante, foi o enfraquecimento da estrutura do café na ICE, ou seja a curva de preços voltando de uma inversão e ficando plana (“flat”). O spread de maio/julho abriu para um desconto de US$ 2.75 centavos por libra com o começo das rolagens dos fundos de índice.

Fato é que o fechamento semanal com queda de 8,70 dólares por saca em Nova Iorque, 11 dólares por saca em Londres, e 9,75 em São Paulo, pode desencorajar novas compras. O relatório de participantes, COT, divulgado na sexta-feira mostrou que os fundos liquidaram 3,400 lotes de suas posições compradas, e os comerciais não compraram quase nada e sim liquidaram suas posições vendidas, ou seja, a queda pode não ter acabado ainda.

No mercado físico nota-se um aumento da certificação de café em Londres (LIFFE), movimento justificado por alguns agentes estarem se aproveitando do “squeeze” no maio/julho. No FOB há preços atrativos para compradores na África (para o arábica), e houveram algumas janelas curtas de ofertas atrativas dos suaves centro-americanos, encontrando compradores prontamente. No Brasil o preço no mercado interno caiu levemente, e a procura por parte dos exportadores diminuiu, talvez demonstrando que não há mais necessidade imediata de cobertura de embarques.

Volto a ressaltar que o curto prazo está vulnerável, indicando que novas baixas possam acontecer. A discussão salutar da semana, talvez proveniente de termos levantado a bola em nossos comentários, foi relativa a quantidade de fixação da safra-nova brasileira feita até o momento. Os números variam de 10% a 40%, com uma concentração de opiniões ao redor de 15%. Para o arábica o percentual é menor do que para o conilon (a opinião de nosso leitor é bem-vinda). Um outro ponto interessante que devemos lembrar é que a qualidade da safra 11/12, caso não chova, será melhor do que a 10/11, que teve diversas floradas causando maturação desuniforme. Isto não necessariamente é negativo, já que o mercado internacional absorveu a safra independentemente da qualidade disponível. Na verdade creio que uma produção de melhor qualidade e uma recuperação das lavouras na Colômbia, são notícias positivas para o longo-prazo, pois continuará estimulando os consumidores a tomarem uma segunda xícara d e café após se deliciarem da primeira, assumindo uma melhora na qualidade dos blends.

Nova Iorque precisa se manter acima de 258.00 centavos para evitar uma nova onda de vendas.

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

Commodities: boas perspectivas

Commodities: boas perspectivas
MILTON LOURENÇO

Todas as análises indicam que este ano de 2011 será promissor para a agroindústria brasileira, especialmente nos segmentos de cana-de-açúcar, café, algodão, milho e carnes bovina, suína e de frango. Apesar da precaução do mercado com os problemas surgidos neste começo do ano, especialmente no Japão e no mundo árabe, há indícios de que, em 2011, a crise financeira mundial será superada, gerando um reaquecimento no setor agroindustrial em geral. Tanto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma retomada do crescimento econômico mundial, que será alavancada pelos países em desenvolvimento. E o Brasil, país em franca ascensão, terá um papel fundamental como fornecedor de produtos agrícolas.

É claro que os problemas causados por questões climáticas, como chuvas em demasia e enchentes, prejudicam o desenvolvimento do agronegócio, mas o entrave maior são os "gargalos" que impedem o perfeito escoamento da produção agrícola por rodovias e vias de acesso ao Porto de Santos e a outros portos. É de lembrar que, em julho de 2010, no Porto de Santos, foram registradas filas imensas de caminhões por causa da demora para o embarque de açúcar.

Houve dia em que mais de cem navios estiveram na barra à espera de ordem para atracação. Com esse "apagão", foram muitos os prejuízos para todas aquelas empresas que dependem de operações portuárias: importadores, exportadores, comissárias de despachos e transportadoras que não puderam desenvolver normalmente suas atividades.

As filas de navios e caminhões se formam também porque o comércio exterior continua a depender de operações muito burocratizadas. Por isso, é necessário que haja maior empenho por parte da Secretaria Especial de Portos (SEP) a fim de que o projeto Porto Sem Papel seja implantado o mais rápido possível, integrando Polícia Federal, Receita, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e Marinha, de forma a evitar a duplicidade de informações e formulários.

A expectativa é que o Porto Sem Papel reduza em 25% o tempo de permanência de um navio. Isso significa diminuir 1,5 dia o tempo atual de 5,8 dias para a liberação da documentação da embarcação. Não é o melhor dos mundos porque a Alemanha gasta 0,7 dia, mas já seria uma evolução significativa.

É claro que, a princípio, o Japão, afetado por terremoto e tsunami, poderá diminuir os níveis de suas compras de minério de ferro. Mas, a médio e longo prazo, o país terá de iniciar um processo de reconstrução, que exigirá, sobretudo, minério de ferro. É verdade que os preços do minério de ferro têm caído desde que atingiram um recorde perto de US$ 200 por tonelada em meados de fevereiro, depois que a China reduziu suas compras em decorrência de queda nos preços do aço. É provável que, a curto prazo, os preços do minério caiam um pouco mais por conta de uma demanda mais fraca do Japão, mas, em pouco tempo, aquele país será obrigado a voltar a fazer grandes compras. É um país com grande poder de recuperação.

Por isso, as perspectivas para a exportação tanto de commodities como de produtos manufaturados em 2011 são favoráveis. Até porque o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) vem colocando em prática o tão aguardado mecanismo EximBrasil, que pretende financiar mercados desconhecidos e pouco tradicionais, especialmente países africanos e asiáticos, que surgem como alternativa à estagnação das economias desenvolvidas.





*MILTON LOURENÇO é presidente da Fiorde Logística Internacional fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

domingo, 3 de abril de 2011

Ministério Público investiga máfia que atua na exportação de café, fraude chega a R$ 100 milhões

NACIONAL
02/04/2011

MAN - Investigação sobre máfia da merenda mostra atuação em três gestões de SP

Corrupção. Ministério Público de São Paulo apura, desde o ano passado, suposto pagamento de propina de empresas fornecedoras de merenda escolar no Estado que teriam atuado nas administrações de Marta, Serra e Kassab; empresário revelou detalhes do esquema

Marcelo Godoy e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPE) apura supostos pagamentos de propina da chamada máfia da merenda que teria atuado nas gestões de Marta Suplicy (PT), José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura de São Paulo. Documentos, planilhas, memorandos, testemunhas e a delação premiada do sócio de uma das empresas investigadas são as provas da promotoria de que o esquema de corrupção teria passado de uma gestão a outra na cidade.

A investigação é sustentada por depoimentos do empresário Genivaldo Marques dos Santos, sócio da empresa Verdurama, envolvida no esquema. Em 26 de março de 2010 ele compareceu pela primeira vez acompanhado de dois advogados ao MPE para contar detalhes do esquema. Começava a delação premiada (negociação com a Justiça para reduzir a pena em troca de informações privilegiadas).

Todos os políticos e empresários citados da investigação negam as acusações (ler pág. A6).

O Estado teve acesso a sete dos depoimentos do empresário. Eles levaram à abertura ou à apreensão de novas provas sobre supostos pagamentos a políticos e funcionários públicos, incluindo planilhas detalhadas.

O acordo para que o empresário revelasse o que sabia só ocorreu após a revelação da existência de interceptações telefônicas feitas pela polícia em um caso de sequestro. Nelas, diretores de empresas de merenda foram flagrados conversando sobre pagamentos de propina para prefeituras. Santos estava entre eles. Confrontado com as provas, ele decidiu colaborar com o MPE.

Cartel. O empresário contou que as empresas da merenda formavam um cartel. A Verdurama, da qual ele era sócio, na verdade pertenceria ao empresário Eloizo Durães, dona da SP Alimentação, a maior empresa do ramo do País. Durães estaria também por trás d a Gourmaitre. Essas empresas, a Nutriplus, a Geraldo J. Coan e a Convida (grupo Denadai) combinavam preços e áreas de atuação no País. Usariam notas frias para encobrir os pagamentos de propina e obter verbas federais para a merenda - entre 2008 e 2010 o esquema teria movimentado R$ 280 milhões.

Em lobby pela terceirização do serviço de merenda, as empresas, segundo o MPE, se aproximavam dos candidatos a prefeito e ofereciam dinheiro para suas campanhas - apostaram em apenas quatro candidatos que não se elegeram em 2004.

Genivaldo Santos confirmou aos promotores que o financiamento ilícito das campanhas era feito em troca do compromisso do candidato de, se eleito, terceirizar o fornecimento de merenda escolar. E assim o esquema de corrupção se perpetuava.

Campanhas. No caso de SP, teriam sido feitas doações ilegais de R$ 2 milhões para dois candidatos em 2004, segundo dados da investigação. Em 2008, só a SP Alimentação teria pago R$ 1 milhão a dois candidatos.

Na gestão Marta Suplicy foi iniciada a terceirização da merenda - 30% do total. O processo continuou nas gestões Serra e Kassab até chegar a 90%. Além de pagar propina sobre o faturamento ou um valor fixo mensal, as empresas são acusadas de servir merenda de má qualidade. O número de refeições seria inflado.

Depois do início das investigações feitas pela Promotoria de Defesa do patrimônio Público e Social e do Grupo de Atuação Especial e Repressão à Formação de Cartéis e Lavagem de Dinheiro (Gedec), os contratos para o fornecimento da merenda foram revistos, e, segundo o MPE, a Prefeitura passou a economizar cerca de R$ 40milhões.

Os pagamentos irregulares em São Paulo começaram, segundo o MPE, com antes da terceirização da merenda - as empresas da chamada merenda direta já pagavam propina, mas menor (2% dos contratos). Na gestão Marta, a cobrança teria mais que dobrado - foi quando se decidiu pela terceirização, em 2003.

Acusados. Santos acusa o ex-secretário de Abastecimento e Projetos Especiais da gestão Marta Valdemir Garreta de receber o dinheiro. Durante o período de 2003 a 2004, os documentos mostraram supostos 18 pagamentos que, somados, chegam a R$ 2.830.432,18. Segundo Santos, a administração petista cobrava 5% de propina.

O empresário Durães seria o responsável por entregar o dinheiro. Mas Durães, segundo Santos, arrecadava 7% entre os colegas do suposto cartel e ficava com 2%. Por causa disso teria sido substituído na gestão Serra pelo empresário Fabrício Denadai. Todos negam as acusações.

A propina, segundo a testemunha, deixou de ser 5% do contrato para ser de R$ 600 mil por mês. Cada empresa contribuiria com R$ 100 mil. O dinheiro seria entregue todo dia 10 por dois emissários num escritório da Nutriplus, na Avenida Ibirapuera, zona sul da capital.

Santos então acusa o secretário Januário Montone, ex-secretário de Gestão (de Serra e Kassab) e atual titular da Saúde (de Kassab) de ter recebido R$ 100 mil em duas parcelas em agosto 2007, quando era secretário de Gestão e dirigia a merenda da cidade. Montone nega e diz que vai processar seus detratores.

PARA LEMBRAR

Já foram abertas investigações em nove Estados

Os depoimentos do empresário Genivaldo Marques serviram de prova e para a abertura de investigações em nove Estados. Além da ação das empresas da merenda, Santos forneceu documentos e depoimentos que permitiram à descoberta da identidade de pessoas acusadas de participação em um esquema de fraude na obtenção de créditos fiscais em Minas obtidos por empresas que atuam na exportação de café.

De acordo com o promotor de Justiça Fabrício Pinto, o chefe do esquema de emissão de notas frias mantinha escritórios na Grande Belo Horizonte. "Eles forneciam notas para as empresas da merenda e também para a exportação do café", afirmou o promotor. A fraude no café chegaria a R$ 100 milhões - já as empresas da merenda teriam movimentado R$ 280 milhões em notas frias entre 2008 e 2010. Em Minas, a promotoria recebeu os depoimentos de Santos e apura contratos de merenda terceirizada em seis cidades.

Santos também foi o responsável pelo início da apuração que levou os promotores de São Paulo a fazer buscas que atingiram o empresário Paulo Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin. Ribeiro seria suspeito de fazer lobby para as empresas de merenda em Pindamonhangaba (SP). Ele nega. Em Pindamonhangaba, a Verdurama, da qual Santos era sócio, forneceu merenda entre 2007 e 2008. Santos disse que a empresa pagava propina de 10% sobre os valores recebidos no contratos.

Outro foco de investigação é no município de Jandira, na Grande São Paulo. Nesta semana, os promotores Silvio Antônio0 Marques e Arthur Pinto Lemos Junior fizeram buscas na cidade que levaram à prisão o ex-prefeito Paulo Bururu (PT) por porte ilegal de arma. Bururu, que foi solto no dia seguinte, nega as acusações.

Santos disse que entregava pessoalmente a propina para o petista e ainda teria comprado um Corolla blindado para o sucessor deste, o prefeito Braz Paschoalin (PSDB), assassinado em dezembro de 2010. Os promotores têm planilhas e memorandos feitos pelas empresas da merenda que confirmariam os tais pagamentos. Eles foram apreendidas em julho de 2010 depois que Santos contou sobre a existência dos documentos aos promotores.

Isso ocorreu no primeiro depoimento do empresário após o acordo de delação premiada, Santos disse que o diretor financeiro da Gourmaitre, Silvio Marques, guardava consigo pen drives. Os pen drives foram achados na casa de Marques em julho. Neles estavam também os supostos pagamentos em São Paulo. Cópias foram enviadas para promotorias dos nove Estados. Cada uma é responsável por apurar os crimes em sua região.

sábado, 2 de abril de 2011

Do Everest as Fossas Marianas

Do Everest as Fossas Marianas
O monte Everest sabidamente o lugar mais alto do mundo e as Fossas Marianas o ponto mais fundo do mundo, representam bem a figura técnica que o mercado cafeeiro mostra graficamente esta semana.
Depois de fazer um pico de 296,65 na quarta feira de cinza o mercado recuou montando uma figura chamada de cunha descendente, figura que se forma normalmente depois de um pico de mercado. O auge do mercado atingido em pleno carnaval brasileiro onde a origem não estava presente potencializou a alta subindo acima do esperado para época.
As noticias que vieram de fogo de encontro com esta alta no campo da macro economia onde empresas rebaixaram a nota de países europeus, Espanha e Portugal, por estarem com déficits em seus balanços fiscais e comercias, trabalhando no campo negativo, trazendo desemprego e recessão em suas economias, que foi potencializada com um Tsunami super, que arrasou a terceira economia mundial, trouxe o mercado de café para a consolidação de 260,00 cents de dólar por libra peso lugar onde o mercado tinha estacionado por semanas antes da alta.
A instabilidade política nos países Árabes, também trouxe pimenta para o mercado e o investidor começa a procurar por ativos mais seguros, esta instabilidade também atrapalha o mercado a andar.
O presidente da França Nicolas Sarkozy em um de seus últimos discurso disse que o aumento exagerado dos preços das commodities traria instabilidade política para países em desenvolvimento e países mais pobres, o que já estaríamos vendo em países Árabes com queda de governos e guerra civil. Parece que este apelo se juntou aos fatos citados acima e o mercado das commodities sofreu logo após os fatos.
Para China grande compradora de commodities e a responsável direta pela alta delas, pois sua população com o aumento da renda vinda de sua grande industrialização passou a ser o diferencial na balança elevando os preços das commodities, mas até para ela seria bom que mercado desse um recuo para comprar mais barato.
A sazonalidade outro fator que deve ser levado em consideração neste momento, pois a maioria dos produtos agrícolas ou estão em safra ou próxima dela e o inverno no hemisfério norte acabou.
Para o café temos outros fatores que devem ser levado em consideração, o aumento do consumo global em 3,5% ao ano, aliado que não houve plantio em áreas novas nos últimos anos, e ao contrario teve sim ate redução de produção em alguns países como o caso da Colômbia, traz um fator preocupante, pois para que haja novos plantios é necessário um incentivo ao produtor que deve vir em forma de preço, produtor que não tem renda e sem segurança não investirá, e indústria sem matéria prima se enfraquece, portanto difícil acreditar na queda.
Os estoques mais baixos dos últimos 50 anos aliado ao aumento de demanda, um ciclo para os próximos três anos onde teremos no Brasil dois anos de safra baixa para uma no de safra alta e uma expectativa que o consumo possa superar a produção cafeeira até 2.015 dão os fundamentos necessários para o café voltar a subir fortemente.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontou que os fundos tiveram queda de 3.454 contratos em suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram uma leve retração em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 23.936 posições líquidas long. (34.188 posições long. — compradas — e 10.252 posições short — vendidas) no último dia 29 de março. No relatório anterior, referente a 22 de março, eles tinham em mãos 27.390 posições líquidas long. (37, 038 posições long. — compradas — e 9.648 posições short — vendidas) As empresas comerciais registravam, no dia 29, um saldo de 26.676 posições líquidas short (64.982 posições compradas e 91.658 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 30.718 posições líquidas short (64.069 posições compradas e 94.787 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.740 posições líquidas compradas, sendo 8.644 compradas e 5.904 vendidas. No relatório referente a 22 de março, por sua vez, eles apresentavam 3.328 posições líquidas compradas, sendo 9.281 compradas e 5.954 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 121.346 lotes no dia 29 de março, ao passo que na semana anterior elas somaram 121.437 lotes. Este relatório mostra que no momento os fundos que dão sustentação ao mercado, pois são eles que seguram a ponta compradora do mercado reduzindo suas posições pode dar força para nova queda.
A figura técnica de cunha que se apresenta graficamente no mercado do café terá sua definição esta semana, onde o rompimento levará para o caminho do Everest ou para as Fossas Marianas, quando se da este tipo de rompimento, a altura da base ao topo é medida e se projeta para o lado do rompimento, ou seja, se o mercado achar que os fundamentos são o suficiente para que o mercado suba a projeção leva o mercado para o teste de topo em 296,65, e o rompimento para baixo leva o mercado para 225,00, esta 36,00 cents de dólar por libra peso.
Entradas para uma posição deverão ser feita durante a semana onde teremos a confirmação para o lado que o mercado mostrar que ira andar, o rompimento de 254,00 pra baixo venda com alvo para 225,00 e o rompimento de 265,00 compra, pois joga pra 296,65
Vamos aguardar para ver o desenrolar do mercado, onde minha opinião pessoal seria o rompimento para cima e busca de um novo topo.
Bons negócios a todos boa semana e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Cafeicultura irrigada será discutida em abril na cidade mineira de Araguari

Cafeicultura irrigada será discutida em abril na cidade mineira de Araguari

eventos :: Por Editor em 29/01/2011 :: imprimir pdf enviar celular


Cafeicultura irrigada será discutida em abril na cidade mineira de Araguari:
Créditos: DivulgaçãoUm dos grandes eventos de pesquisa sobre cafeicultura irrigada do Brasil está com data marcada: dia 7 abril de 2011, em Araguari (MG). É o XIII Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada, realizado pelo Consórcio Pesquisa Café com apoio da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e da Embrapa Café (Brasília/DF). "É o momento para especialistas em cafeicultura irrigada exporem as mais recentes pesquisas para tornar nossa cafeicultura ainda mais competitiva no cenário nacional", explica André Fernandes, coordenador do evento e pesquisador da Universidade de Uberaba (Uniube), instituição participante do Consórcio, cuja programação de pesquisa é coordenada pela Embrapa Café.



Discutir e divulgar técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada é o objetivo do Simpósio, realizado em conjunto com o XVI Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura no Cerrado e a XIV Feira de Irrigação em Café do Brasil - Fenicafé 2011, de 6 a 8 de abril de 2011.

"Esses eventos são tradicionais e de grande importância para a cafeicultura. No atual cenário mundial, é preciso estar atento a todas as etapas de produção, a fim de obter o melhor resultado, um manejo equilibrado de adubação, maquinários e uma boa irrigação são essenciais para garantir produtividade e qualidade, e, conseqüentemente, uma maior rentabilidade", completa Fernandes.

Serão abordados os temas "Gotejamento: problemas e soluções", "Tendências da irrigação por gotejamento no mundo para os próximos 25 anos", "Irrigação em áreas de escassez hídrica", e "Irrigação no mundo para a produção de alimentos: o que a sociedade pensa sobre isso".

Esta edição do Simpósio conta com novidades. "Teremos a presença de quatro palestrantes internacionais, dois americanos e dois israelenses", adianta o professor. As duas primeiras palestras internacionais serão proferidas por pesquisadores israelenses, "berço" do gotejamento no mundo. As demais serão ministradas por americanos.

Os pesquisadores interessados em participar devem inserir seus trabalhos na home-page do simpósio - www.fenicafe.com.br - de 28 de janeiro a 25 de fevereiro de 2011. As normas para envio dos trabalhos também estarão disponíveis neste site, além do envio via correio eletrônico para todos os pesquisadores. O Comitê Científico do Simpósio emitirá o primeiro parecer a respeito dos trabalhos até o dia 10 de março, devendo as correções finais serem feitas no site até o dia 20 do mesmo mês.

SOBRE OS EVENTOS

Realizados no mesmo período e em parceria, os três eventos se completam ao divulgarem a importância da irrigação e seus sistemas, mostrando lançamentos de produtos e equipamentos, bem como os resultados de pesquisas para o incremento da produtividade e da qualidade do café do Cerrado brasileiro.

O público-alvo espelha a diversidade das pessoas interessadas nos temas debatidos, que têm em comum o café. São produtores, técnicos, empresários, comunidade científica, consultores, autoridades, estudantes e comerciantes ligados à cafeicultura brasileira, como fabricantes e revendedores de equipamentos e demais interessados que buscam acesso a informações, tecnologias e negócios que farão a diferença em seu dia-a-dia. Espera-se para a próxima edição de um pública de cerca de 18 mil pessoas, representantes de 150 cidades de 12 estados brasileiros.

FONTE

Embrapa Café
Flávia Bessa – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4566

CFTC: fundos com queda nas posições compradas em ICE

CFTC: fundos com queda nas posições compradas em ICE

Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos tiveram queda de 3.454 contratos em suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram uma leve retração em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 23.936 posições líquidas long (34.188 posições long — compradas — e 10.252 posições short — vendidas) no último dia 29 de março. No relatório anterior, referente a 22 de março, eles tinham em mãos 27.390 posições líquidas long (37,038 posições long — compradas — e 9.648 posições short — vendidas) As empresas comerciais registravam, no dia 29, um saldo de 26.676 posições líquidas short (64.982 posições compradas e 91.658 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 30.718 posições líquidas short (64.069 posições compradas e 94.787 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.740 posições líquidas compradas, sendo 8.644 compradas e 5.904 vendidas. No relatório referente a 22 de março, por sua vez, eles apresentavam 3.328 posições líquidas compradas, sendo 9.281 compradas e 5.954 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 121.346 lotes no dia 29 de março, ao passo que na semana anterior elas somaram 121.437 lotes.