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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Café tem dia menos intenso e registra alta modesta na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com oscilações menos extremas, se comparadas com a média recente da casa de comercialização norte-americana. Ao longo da manhã, a posição julho chegou a ver o nível psicológico de 210,00 centavos de dólar por libra peso ser rompido, entretanto, logo na sequência um movimento de recompras foi empreendido, possibilitando a estabilização das cotações. Na parte final do pregão, os compradores ainda ganharam certo corpo e o fechamento se deu com ganhos modestos.

O mercado mantém o mesmo clima de nervosismo iniciado ainda nos primeiros dias de 2014, diante da constatação de um menor potencial produtivo do Brasil, algo que seria ainda mais agravado como janeiro e fevereiro de calor intenso e de chuvas mínimas no cinturão cafeeiro do principal país produtor. Muitos players continuam a apostar nas "compras protetivas", diante de uma incerteza sobre o cenário de oferta, o que permite uma sustentação de níveis que eram inimagináveis ao final de 2013. Naquela época, os participantes avaliavam a dificuldade dos contratos de maior liquidez em se manter num nível de preço de três dígitos, havendo, inclusive, várias consultorias que apostavam em cotações bastante deprimidas. Depois dessa mudança radical, o mercado continua se mostrando dinâmico, sendo que os bulls (altistas) se mantêm dando as cartas.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição julho teve alta de 85 pontos, com 214,80 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 216,45 centavos e a mínima de 206,85 centavos, com o setembro registrando oscilação positiva de 90 pontos, com 216,85 centavos por libra, com a máxima em 218,35 centavos e a mínima em 209,20 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio ficou estável em 2.152 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 4 dólares, para 2.166 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o perfil, apesar da volatilidade das primeiras horas da sessão, do dia foi consolidativo, com o julho conseguindo recuperar terreno e se posicionando acima dos 210,00 centavos. Esses analistas sustentaram que o número de players em posição de defesa continua alto, o que é uma garantia para a manutenção de intervalos interessantes. As notícias baixistas, algo tão em voga até dezembro de 2013,não ganham uma reverberação mais consistente, ante o temor desses players com suas posições. Diante desse quadro externo, o mercado interno brasileiro continua a apresentar pouquíssima movimentação, com as ofertas se mostrando bastante limitadas.

"Estamos conseguindo equilibrar os preços acima do patamar de 200,00 centavos de dólar até com alguma tranquilidade. O mercado se mantém focado na questão da disponibilidade de café para a atual temporada e, até mesmo, para a próxima. O centro dessa discussão é o Brasil. O país deverá ter uma significativa quebra de safra na atual temporada, o que poderá redundarem uma oferta menor globalmente, havendo necessidade de se recorrer aos estoques. A incerteza é quanto à quebra brasileiro, algo que só poderá ser avaliado mais efetivamente quando a colheita avançar significativamente", disse um trader.

O Vietnã espera vender cerca de 1,5 milhão de toneladas de café no mercado mundial em 2014, gerando uma receita de 3 bilhões de dólares. A previsão é da Vicofa (Associação de Café e Cacau do Vietnã). No primeiro trimestre de 2014, um total de 602 mil toneladas foi exportado, gerando uma recenta de 1,2 bilhão de dólares. Nos dois primeiros meses deste ano, o café do Vietnã foi vendido a um preço médio de 1.880 dólares por tonelada, queda de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O café vietnamita foi enviado, no primeiro trimestre, para mais de 80 países do mundo. A Alemanha e os Estados Unidos mantiveram-se como os maiores importadores, com 14% e 11% do total das compras. O Vietnã é responsável por vender cerca de 60% de todo o café robusta disponível no mercado.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 22 ,totalizaram 1.328.082 sacas de café, alta de 8,12% em relação às 1.228.290 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.100 sacas, indo para 2.576.185 sacas.

Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem resistência em 216,45-216,50, 217,00, 217,50, 218,00, 218,50, 219,00, 219,50, 219,90-220,00,220,50, 221,00, 221,50, 222,00 e 222,50 centavos de dólar, com o suporte em206,85, 206,50, 206,00, 205,50, 205,00, 204,50, 204,00, 203,50, 203,00, 202,50,202,00, 201,50, 201,50 e 200,50 centavos.




Londres tem dia mais calmo e próximo da estabilidade de preços

Os contratos futuros de café robusta negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira de preços dentro de intervalos, sem oscilações de grande monta. Ao longo da manhã, os vendedores tiveram alguma ação efetiva e viram o julho atingir os 2.140 dólares. Entretanto, a partir desse nível, algumas recompras foram realizadas e a máxima bateu nos 2.168 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi mais tranquilo se comparado com os pregões do restante da semana. Mais uma vez, os preços conseguiram ficar dentro de um intervalo menos volátil, com o julho dando sinais de que tem consistência para preservar um nível como o de 2.150 dólares.

"Assim como ocorreu em Nova Iorque, tivemos algumas oscilações mais e, na sequência, um contraponto entre compradores e vendedores, que permitiu o equilíbrio das cotações. O mercado, porém, continua agitado e não deverá perder essa característica, ao menos no curto prazo, diante das muitas incertezas quanto à disponibilidade global, principalmente dos grãos arábicas, algo que afeta diretamente Londres, por conta das fortes arbitragens", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 2,33 mil contratos, contra 7,29 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 14 dólares.

No encerramento do dia, o maio ficou estável em 2.152 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 4 dólares, para 2.166 dólares por tonelada.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Coffee Crop Prayers for Rain Met With Threat of a Deluge

By Marvin G. Perez and Mario Sergio Lima  Apr 24, 2014 6:13 AM GMT-0300 
Photographer: Paulo Fridman/Bloomberg
Workers move drying coffee beans at the Boa Esperanca farm near Braganca Paulista, Brazil.
Brazil’s drought made arabica coffee this year’s best-performing commodity. Now, farmers are facing a downpour that is once more threatening crops.
An unprecedented three months with almost no moisture eroded crop prospects for the world’s largest grower, signaling the first global shortages in five years, according to Marex Spectron, a brokerage. As farmers harvest the bulk of the crop from May through July, forecaster Somar Meteorologia predicts an El Nino weather pattern will drop enough moisture in the South American country to cause more damage.
Hugo Villas-Boas estimates trees on 400 acres he owns near Guaxupe, in the state of Minas Gerais, will yield as much as 30 percent less because of the dry spell. The 64-year-old farmer said mid-year rains will mean “worse losses.” Prices that almost doubled this year to a 26-month high may surge 19 percent further by the end of December to $2.54 a pound, a Bloomberg survey of 19 analysts showed, boosting costs for buyers including Nestle SA.
“Given the weather challenges, we will see a bullish-price movement for a while longer,” said Paul Christopher, the St. Louis-based chief international strategist at Wells Fargo Advisors, which manages $1.4 trillion.
Photographer: SeongJoon Cho/Bloomberg
Most of the damage is to arabica crops, which account for 57 percent of global supply... Read More
Arabica coffee has surged 92 percent this year to $2.128 on ICE Futures U.S. in New York, the most among 24 commodities tracked by the Standard & Poor’s GSCI Spot Index, which gained 4.1 percent. The MSCI All-Country World index of equities rose 1.1 percent since the end of December, while the Bloomberg Treasury Bond Index gained 2.2 percent.

Fewer Beans

The harvest in Brazil, which accounts for more than a third of world output, will drop more than expected in the 2014-2015 season to 49 million bags, “with the risk towards a lower number,” London-based Marex Spectron said in an April 10 report, down from a January forecast of 55 million and last year’s crop of 53.3 million.
That decline will leave global production 7.1 million bags below demand, Marex Spectron said. That would be the biggest deficit since the 2009-2010 season, U.S. Department of Agriculture data show. Volcafe, a unit of commodity trader ED&F Man Holdings Ltd., said in an April 22 report that Brazil will collect 45.5 million bags, leaving the output gap even bigger, at 11 million bags. Each bag weighs 60 kilograms, or 132 pounds.
“Nobody is absolutely sure about how big the deficit will be this year,” said Rodrigo Costa, the director of the coffee desk at Newedge Group in New York. “The supply outlook definitely looks tighter than it seemed three months ago. The situation has deteriorated.”
Photographer: Paulo Fridman/Bloomberg
Rows of coffee plants stand at the Sao Gerardo farm in the state of Minas Gerais near... Read More

El Nino Rains

Odds are increasing for an El Nino, which would bring unusually heavy rain to South America in the middle of the year without continuing through Brazil’s summer, Sao Paulo-based Somar Meteorologia said. Storms during the harvest mean more beans fall from trees prematurely and the quality of those picked can suffer.
The chances of an El Nino have increased to 65 percent from 52 percent, the U.S. Climate Prediction Center said on April 10. Gaithersburg, Maryland-based MDA Weather Services put the chances at 70 percent by June, and that heavy rains arriving in some areas of Brazil by September will erode the quality of next year’s harvest.
The weather pattern “would skew risk to our soft-commodity price forecasts to the upside,” including coffee, sugar, cocoa and oranges grown in Brazil, Goldman Sachs Group Inc. said in a report dated April 13.
“The last thing we want now in the harvest is rain,” said Mauricio Miarelli, a 60-year-old grower from Campos Gerais, in southern Minas Gerais, where some of his beans already are only good for making instant coffee. “If we get El Nino and rain, the quality and output will drop significantly.”

Previous Surplus

While output is declining, stockpiles have been bolstered by four years of surplus global production, USDA data show. Farmers expanded harvests to take advantage of prices that reached a 14-year high of $3.089 in May 2011. Colombia, the second-biggest grower of arabicas, may harvest the most since 2007, a farmer group said.
“There’s still plenty of old-crop supplies,” said Boyd Cruel, senior commodity analyst for Vision Financial Markets LLC in Chicago. “We could see more producer selling, which could limit the gains going forward.”
The cumulative surpluses of the past two seasons equaled 9.65 million bags, exceeding this year’s expected deficit, according to Marex Spectron. Prices tumbled 54 percent in the three years through December, before rallying in 2014.
El Nino forecasts at this time of year aren’t always accurate, Goldman Sachs said in its report. Even if the pattern emerges as predicted, the weather impact can vary.

Bullish Bets

Money managers are betting prices will keep rising, with a net-long position of 38,143 futures and options contracts as of April 15, more than double the holding of two months earlier, U.S. Commodity Futures Trading Commission data show. Speculators turned bullish in early February, ending 18 straight months of bearish bets.
While inventories are sufficient now, the rally is being fueled by concern the drought damage will last longer than this year, with further losses in the 2015-2016 crop cycle, Marex Spectron said. The dry spell from December to March stunted the growth of branches this year as much as beans, which will prevent trees from rebounding with bigger harvests next year, which is the norm after a drought, the broker said.
“Even under the most-optimistic scenario for the 2015-16 Brazil crop, we expect a second consecutive coffee-market deficit,” Volcafe said.

Arabica-Robusta

Most of the damage is to arabica crops, which account for 57 percent of global supply in the most-recent season and produce the premium beans favored by coffee-house chain Starbucks Corp. (SBUX)Volcafe estimated the arabica harvest in Brazil will shrink 18 percent to 28.4 million bags, down from a January forecast of 34.6 million. Lower-grade robusta beans used in instant coffee were unaffected.
In 2011, when frost damage in Brazil sent arabica coffee to a 14-year high, many roasters added cheaper robusta to their blends to limit the increase in bean costs. Switching this time may be more expensive. Robusta futures on NYSE Liffe in London are up 28 percent this year to $2,158 a metric ton, and inventories monitored by the exchange are the smallest since at least 2002.
Robusta futures traded on April 22 at a discount of $1.1561 a pound to arabica, the highest in 22 months, which “incentivizes the roasting industry to use as much robusta as they can, which may well create tightness in robusta supply later in the year,” said Steve Pollard, a broker at Marex Spectron.

Retail Prices

The increased cost of wholesale beans may mean higher prices for consumers, who show few signs of cutting back on purchases. While Seattle-based Starbucks said last month the company has all the coffee it needs this year and about 40 percent for 2015, leaving it in no hurry to raise prices, retailers have historically passed along higher costs.
“With commodities going up in the second half, we do expect some pricing pickup for the balance of the year,” Wan Ling Martello, the chief financial officer at Vevey-, Switzerland-based Nestle, maker of Nespresso coffee, said in an April 15 earnings call. In Europe, “we should expect some ability to price, especially with commodity price increases in categories like coffee,” he said.
J.M. Smucker Co. (SJM), maker of Folgers, the best-selling U.S. brand, said on Feb. 14 that it had favorable costs for coffee purchases this year. Since then, arabica futures are up 50 percent. In an e-mail, the Orville, Ohio-based company declined to comment on possible price changes, as did Northfield, Illinois-based Kraft Foods Group Inc. (KRFT), maker of No. 2 brand Maxwell House.

Weather Prayers

In Brazil, farmers who were praying for rain earlier this year are now hoping the weather remains dry.
“The price spike is not going to be enough to help growers that lost output,” said Carlos Alberto Paulino da Costa, head of Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupe Ltda, known as Cooxupe, which is Brazil’s biggest coffee-grower cooperative. “If we get rain in May, June and July, the losses could be worse.”
Villas-Boas, the Guaxupe farmer, said he is hoping to get 3,000 bags of coffee from his trees, compared with the 4,000 he expected before the drought.
“We can only tell for sure the magnitude of losses after harvest,” said Miarelli, the Campos Gerais grower. “But it is going to be huge.”
To contact the reporters on this story: Marvin G. Perez in New York at mperez71@bloomberg.net; Mario Sergio Lima in Brasilia Newsroom at mlima11@bloomberg.net
To contact the editors responsible for this story: Millie Munshi at mmunshi@bloomberg.net Steve Stroth, Patrick McKiernan

quarta-feira, 23 de abril de 2014

G1 Sul de Minas: Queda nas lavouras decreta estado de emergência em Três Pontas, MG
Estiagem faz município deixar de produzir 300 mil sacas de café.
Atividade responde por 80% da economia da cidade.

Os prejuízos na agricultura causados pela estiagem fizeram o prefeito de Três Pontas (MG), Paulo Luís Rabello, decretar estado de emergência no município. A atividade responde por 80% da economia da cidade de cerca de 54 mil habitantes. De acordo com a Cooperativa dos Cafeicultores de Três Pontas (Cocatrel), a estimativa é que o município deixe de produzir cerca de 300 mil sacas de café por causa da falta de chuvas.

Em Três Pontas, de janeiro a março deste ano, choveu apenas 59 milímetros contra 232 de média no mesmo período dos dois últimos anos. Técnicos da Cocatrel estimam perdas no município de 32% na produção do café, 40% nas lavouras de soja e 55% nas plantações de milho.

“O prejuízo financeiro do produtor é incalculável. Algumas coisas estão consolidadas e outras nós vamos ver o que vai acontecer, porque o produtor ainda está começando a colheita”, afirma o agronômo da Cocatrel Roberto Felicori.

O decreto feito pelo prefeito permite a renegociação de dívidas e a tomada de novos empréstimos pelos produtores rurais, que podem pedir refinanciamento das dívidas junto às instituições financeiras. O presidente do sindicato dos produtores rurais de Três Pontas, Gilvam Mendonça Mesquita, diz que agricultores já registraram 80% de perda nas lavouras e espera que o decreto sensibilize as autoridades. “Quando o poder público reconhece que o produtor está passando uma dificuldade muito grande, cria uma força para renegociar suas dívidas nas instituições financeiras”, explica. No ano passado foram colhidas 500 mil sacas de café em Três Pontas.

sábado, 19 de abril de 2014

WOLTHERS DOUQUE PROJETA PERDA DE ATÉ 35% NO SUL DE MINAS GERAIS
O café no sul de Minas Gerais, principal região produtora
da commodity no Brasil, apresenta grande número de grãos "chochos",
pequenos e com defeitos de formação, além de mortos ou descoloridos, devido
à seca que afetou o país em janeiro e fevereiro deste ano. Com isso, as perdas
devem ser de até 35% na região. A avaliação é de Christian Wolthers,
presidente da Wolthers Douque, importadora de café com sede na Flórida,
Estados Unidos.
    As perdas do grão arábica devem totalizar 20% na Zona da Mata, 25% em
São Paulo, 15% no Paraná e 25% no Espírito Santo. Enquanto isso, as
plantações de robusta aparentam normalidade no Cerrado, norte de Minas Gerais
e no estado da Bahia.
    Além disso, Wolthers afirma estar cético de que sua estimativa de
produção para o Brasil, projetada inicialmente em 47,7 milhões de sacas, vá
se manter. Ele acredita que a oferta do país, maior produtor e exportador
mundial, será menor.

Café tem alta intensa e devolve todas as perdas da semana na ICE

Queimou a língua quem disse que esta semana seria de correções de baixa na bolsa de Nova Iorque. Apesar das fortes retrações recentes, os contratos futuros do grão na ICE Futures US conseguiram fechar o período com variação zero. Isso devido ao desempenho fortíssimo de alta desta quinta-feira. Na sexta, a casa de comercialização norte-americana não terá operações devido ao feriado de Páscoa. A sessão da quinta foi caracterizada pelo forte potencial dos compradores, que conseguiram suplantar várias resistências e permitiram que o julho voltasse a se posicionar acima do nível de 200,00 centavos de dólar por libra peso, com o fechamento das operações se dando muito próximo das máximas do dia. A sessão foi marcada pelo acionamento de muitas ordens de compra, que permitiram fazer com que a letargia dos primeiros movimentos da manhã fosse rapidamente revertida em ganhos. Esses avanços, na primeira metade da sessão, no entanto, foram apenas modestos. Entretanto, na parte final do dia, com o rompimento dos níveis psicológicos de 195,00 e de 200,00 centavos, os terminais ganharam corpo e as altas foram generalizadas, ficando acima dos 1.500 pontos. Operadores destacaram que a notícia sobre os primeiros levantamentos da colheita da principal cooperativa cafeeira do Brasil foi bastante comentada entre os players e, mais uma vez, foi um fundamento altista.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição julho teve alta de 1.525 pontos, com 204,10 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 204,50 centavos e a mínima de 189,50 centavos, com o setembro registrando oscilação positiva de 1.525 pontos, com 206,20 centavos por libra, com a máxima em 206,50 centavos e a mínima em 191,65 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve alta de 54 dólares, com 2.118 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 54 dólares, para 2.136 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado manteve a gangorra da volatilidade, devolvendo todas as perdas acumuladas ao longo dos três primeiros dias da semana. Alguns desses especialistas ressaltaram que parte das altas do dia podem estar atreladas ao final de semana prolongado, que nos Estados Unidos será de três dias, ao passo que no Brasil será de quatro dias, por conta do feriado em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier. Ainda assim, as aquisições também tiveram um caráter protetivo, com vários players continuando temerosos quanto à questão da disponibilidade global do café, notadamente dos arábicas. No segmento externo, dia de altas modestas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e de estabilidade do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities softs, o destaque de alta foi o café(+8,03%), com o suco de laranja e o algodão apresentando retrações.

"O mercado continua focado na questão climática do Brasil e na disponibilidade do grão. Efetivamente, a oferta de arábicas na atual temporada vai ser comprometida. Apenas o México deixará de colocar 2 milhões de sacas nas mesas de comercialização, depois de uma quebra muito forte, na esteira do ataque de ferrugem do colmo. O Brasil terá uma retração significativa, ainda que os operadores não consigam avaliar ao certo sua extensão. Mas a quebra existiu e, além disso, a renda dos grãos fica abaixo do normal. O mercado, assim, se foca no fator disponibilidade e, provavelmente, continuará sofrendo com essa turbulência ainda por umas boas semanas", disse um trader.

A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do Brasil, indicou que os primeiros levantamentos das colheitas realizadas na sua região de abrangência apontam para uma quebra de cerca de 30% na produção. Os resultados, porém, são iniciais, mas corroboram com a perspectiva já existe entre os produtores. De acordo com a cooperativa, um dos problemas mais sérios é quanto à renda. A expectativa inicial era que realmente o tamanho dos grãos, devido ao enchimento comprometido, fosse menor. Entretanto, os cafés que estão sendo colhidos se mostram ainda menores do que antes projetado, o que faz com que exista a necessidade de um número maior de grãos para a composição de uma saca.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 16, totalizaram 1.153.093 sacas de café, alta de 23,54% em relação às 933.329 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.476 sacas, indo para 2.584.020 sacas.

Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem resistência em 201,55, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 205,00, 205,50, 206,00,206,50, 207,00, 207,50, 208,00 e 208,50 centavos de dólar, com o suporte em 186,90, 186,50, 186,00, 185,60-185,50, 185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00,182,50, 182,00, 181,50, 181,00 e 180,50 centavos.




Londres tem boa recuperação e julho supera os 2.100 dólares

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com bons ganhos, numa significativa recuperação em relação aos dois últimos dias, quando a posição julho chegou a flutuar abaixo do nível psicológico de 2.100 dólares. A sessão foi caracterizada pela continuidade das rolagens de posição, notadamente entre maio e julho e pela predominância das ações dos bulls (altistas).

De acordo com analistas internacionais, novamente as origens se mostraram pouco afeitas ao viés comprador, dado que os preços voltaram a uma margem considerada pouco interessante por alguns produtores. Diante disso, a sessão teve uma feição mais técnica e os compradores ganharam corpo. Depois de o julho ter sofrido algumas pressões e tocado o nível de 2.062 dólares, uma onda de ordens de compra passou a ser identificada e rapidamente os ganhos se formaram, com o dia sendo finalizado próximo da máxima da sessão.

"Novamente as ações de arbitragem contribuíram para um bom desempenho dos preços. Nova Iorque teve ganhos bastante significativos nesta quinta-feira e isso se refletiu em Londres também, com os compradores se mostrando muito mais animados próximos do final do pregão. Efetivamente, o julho tem potencial, no curto prazo, para se manter acima dos 2.100 dólares", disse um trader.

Os estoques de café robusta com um certificado de classificação válido em armazéns monitorados pela NYSE Liffe teve queda de 24,38%. No dia 14 de abril os estoques estavam em 13.860 toneladas( 231 mil sacas), em comparação com 18.330 toneladas ( 305,5 mil sacas), duas semanas antes, de acordo com dados no site da bolsa.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 4,34 mil contratos, contra 9,29 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 18 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve alta de 54 dólares, com 2.118 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 54 dólares, para 2.136 dólares por tonelada.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Colheitas iniciais de café apontam quebra superior ao esperado, diz Cooxupé
Reuters - Roberto Samora

SÃO PAULO, 16 Abr  - As primeiras colheitas na área de atuação da Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do mundo, mostram uma quebra superior aos 30 por cento apontados em um estudo recente do setor sobre a safra de café no sul de Minas Gerais.

No entanto, os resultados iniciais, embora indiquem um problema ainda maior para os produtores, podem não espelhar o resultado final da safra 2014 afetada severamente pela seca e altas temperaturas do início do ano.

A afirmação é de Carlos Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, com sede em Guaxupé, no sul de Minas, principal região produtora de café arábica do Brasil.

O país é o maior produtor e exportador global da commodity, que atingiu máximas de mais de dois anos recentemente em Nova York por temores sobre a redução na oferta brasileira.

"O que está deixando a gente alarmado é com relação à renda. Fizeram uma projeção que o grão iria ser menor (pela seca). Estão começando a colher, e está dando uma queda superior ao que se imaginava", disse Paulino da Costa, em entrevista à Reuters, na noite de terça-feira.

Ele se referiu a uma pesquisa encomendada pelo Conselho Nacional do Café (CNC) à fundação de pesquisas Procafé, que apontou perdas de cerca de 30 por cento para o sul e oeste de Minas na comparação com o volume esperado pelo Ministério da Agricultura em seu primeiro levantamento, divulgado em janeiro, antes de o clima adverso afetar os cultivos.

"Aparentemente, a quebra no Sul de Minas vai ser superior aos 30 por cento. Mas se me perguntar quanto será, eu não tenho condições de chutar", disse Paulino da Costa.

O número de quebra apurado pela fundação, inclusive, foi muito semelhante a uma avaliação inicial feita em fevereiro pelo presidente da Cooxupé.

"Mas, estatisticamente (considerando o restante da safra), não é correto afirmar que vai perder mais (com base apenas nos números iniciais)", disse Paulino da Costa, explicando que o café colhido agora é possivelmente aquele que sofreu mais os efeitos da seca e das altas temperaturas.

O representante dos produtores disse que a cooperativa já recebeu café em suas unidades de Minas dos municípios de Carmo do Rio Claro, Alpinópolis e Alfenas.

"Já entrou café, e houve uma quebra muito grande. Não convém falar os valores, não acredito que será neste nível (de quebra até o final)", comentou.

COLHEITA

O presidente da Cooxupé afirmou que o volume colhido na área da cooperativa ainda é tão pequeno que não é possível falar em percentual colhido.

Ele ressaltou, contudo, que a colheita está adiantada, também pelo efeito climático, que acelerou o ciclo dos cafezais. "Essa colheita que acontece agora, aconteceria em maio, adiantou mais de 15 dias", disse ele, confirmando informação de especialistas.

"Quem está colhendo agora faz colheita manual, para colher com a máquina, precisa estar mais maduro no pé inteiro... Manualmente, em talhão pequeno, ele consegue ser seletivo, não colher o grão verde."

As chuvas recentes que atingem as regiões produtoras, inclusive as da Cooxupé, não devem atrapalhar a colheita no momento, segundo Paulino da Costa, até porque o percentual da área com cafezais prontos é pequeno.

A Somar Meteorologia aponta acumulados acima da média de abril para a região de Varginha, no sul de Minas, além de prever um final de abril chuvoso para as principais regiões cafeeiras do país.

"Não atrapalha, pois poucas pessoas começaram. A chuva agora é positiva, pois repõe a umidade do solo. Para a safra deste ano, não vai adiantar mais, mas para o futuro (safras futuras), sim."

Chuvas que se prolongam por muitos dias costumam afetar os trabalhos e prejudicar a qualidade do produto colhido.

Muito volátil, café cai na ICE e julho fica abaixo dos 190 cents

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira de fortes quedas, em mais um dia caracterizado por uma volatilidade intensa. A posição julho variou, ao longo do pregão, dentro de um range de 1.400 pontos. As rolagens de posições também foram bastante efetivas, principalmente entre o maio e julho. No próximo dia 22 tem início a notificação do primeiro contrato na bolsa norte-americana. A sessão se iniciou com poucas variações, sendo que algumas vendas chegaram a ser esboçadas, em busca da ampliação das perdas verificadas ao longo da terça-feira. As baixas chegaram a se mostrar significativas, mas os compradores voltaram a ganhar fôlego e novamente uma inversão do quadro foi possível. O julho chegou a romper o nível de 202,00 centavos, mas não conseguiu ir muito além disso. A partir de então, novamente os vendedores ganharam fôlego e as perdas passaram a ser mais expressivas, culminando com um encerramento muito próximo das mínimas do dia. O mercado se mostra demasiadamente especulativo, invertendo tendências de forma muito célere e não conseguindo se fixar proximamente de patamares referenciais. O temor sobre o desconhecimento de um número mais claro acerca da disponibilidade global do grão continua a mexer com os operadores, o que abre espaço para oscilações mais efetivas e faz com que a volatilidade se mostre das mais desconcertantes, sendo que em apenas um dia mais de mil pontos separem as mínimas e máximas.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve perda de 620 pontos, com 185,95 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 199,40 centavos e a mínima de 185,60 centavos, com o julho registrando retração de 620 pontos, com 188,85 centavos por libra, com a máxima em 202,50 centavos e a mínima em 188,50 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve baixa de 57 dólares, com 2.064 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 46 dólares, para 2.082 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado ganhou mais fôlego especulativo ao longo desta semana, se mostrando cada vez mais volátil ao sabor de notícias que possivelmente nem sequer vão ter poder de mudar o quadro de disponibilidade. Alguns desses analistas lembraram que as chuvas recentes no cinturão cafeeiro poderão amenizar o déficit hídrico, mas as perdas decorrentes do verão escaldante de janeiro e fevereiro e a renda menor de um significativo volume de frutos não serão amenizadas com precipitações nesta altura do campeonato. Diante das perdas mais agressivas, o mercado interno brasileiro voltou a travar. No segmento externo, dia de altas para as bolsas de valores nos Estados Unidos. Nas commodities, pouca variação para o petróleo, ao passo que nos softs a quarta foi de ganhos para algodão, suco de laranja e açúcar.

"A volatilidade intensa tem sido uma característica intrínseca do mercado, refletindo, certamente, as dúvidas quanto à disponibilidade global do grão. Além disso, as especulações ganham corpo de forma muito rápida. A simples menção às chuvas em parte do cinturão cafeeiro brasileiro na terça-feira desencadeou uma onda de liquidações das mais significativas e que reverberou ainda nesta quarta. Os nervos, evidentemente, estão à flor da pele e isso é transmitido aos terminais que pode ter o 'privilégio' de ver uma sessão de altas e baixas intensas, sem um direcionamento dos mais claros", disse um trader.

As exportações de café de Honduras apresentaram retração nos primeiros seis meses do atual safra — 2013/2014 — em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou o Instituto do Café de Honduras. De acordo coma entidade, os embarques para diversos destinos tiveram uma baixa da ordem de 25% em receita e de 15,2% em volume, entre outubro de 2013 e março 2014, no comparativo com igual período de 2012/2013. Honduras remeteu ao exterior 2milhões de quintais neste ano, contra 2,37 milhões da temporada anterior. Essas vendas redundaram em uma receita de 327,7 milhões de dólares, contra 437,2milhões de dólares de 2012/2013. Um dos motivos para essa baixa em receita, segundo o Instituto, foi a queda do valor do quintal (saca de 46 quilos) no mercado internacional, passando de uma média de 147,98 dólares no ano passado para apenas 124,88 dólares.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 15, totalizaram1.062.126 sacas de café, alta de 29,92% em relação às 817.573 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 483 sacas, indo para 2.577.544 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 199,40, 199,50, 199,90-200,00, 200,50, 201,00, 201,50, 202,00, 202,50,203,00,203,50, 204,00, 204,50 e 205,00 centavos de dólar, com o suporte em 185,60-185,50, 185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,00, 181,50,181,00 e 180,50 centavos.




Londres segue Nova Iorque e tem dia de perdas consideráveis

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira agitada, com fortes perdas sendo experimentadas e com a posição maio voltando a se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.100 dólares. Muitas rolagens de posições foram verificadas, notadamente entre as posições maio e julho.


De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcada por liquidações mais efetivas. Ao longo da manhã, algumas tentativas de manutenção do cenário chegaram a ser registradas, mas o julho não conseguiu evoluir além do patamar de 2.123 dólares. Diante disso, as liquidações se mostraram mais efetivas e o encerramento do pregão se deu bastante próxima das mínimas do dia — 2.078 dólares.

"Ao contrário das sessões passadas, hoje as arbitragens voltaram a funcionar e tivemos uma sessão de perdas consideráveis, seguindo o comportamento baixista de Nova Iorque. Os mercados estão muito voláteis, operando ao sabor de muitas especulações e também embalado num quadro de incerteza quanto à disponibilidade. Assim, a gangorra se torna cada vez mais longa e as baixas e altas se mostram mais agudas. A tendência, nesse patamar, é que o Vietnã volte a ser mais moderado em suas vendas, talvez no aguardo de novos avanços", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 11,0 mil contratos, contra 16,5 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 18 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve baixa de 57 dólares, com 2.064 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 46 dólares, para 2.082 dólares por tonelada.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Liquidações mais intensas fazem café despencar na ICE Futures US

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US despencaram nesta terça-feira, com a primeira posição voltando a flutuar no nível de 190,00 centavos de dólar por libra peso. A sessão foi caracterizada por algumas realizações de lucro, em sua metade inicial, com os parâmetros, porém, se mantendo inalterados. Entretanto, na segunda parte do dia, os vendedores se mostraram bem mais agressivos e rapidamente os stops de venda passaram a ser percebidos, com o rompimento, até com facilidade, dos suportes mais efetivos em 200,00 e 195,00 centavos de dólar por libra peso.Desse modo, o intraday fechou as operações com perdas de mais de mil pontos. Foi a maior baixa registrada para o café desde agosto de 2010, depois de o grão ter atingido, na semana passada, seu melhor patamar em praticamente dois anos. Operadores destacaram que notícias sobre o clima no Brasil estimularam algumas das liquidações do dia. Regiões que vêm enfrentando uma seca mais severa, como o sul de Minas Gerais, registraram níveis interessantes de precipitações nas últimas 24 horas, o que foi lido por participantes como um estancamento da situação de alerta. Para vários operadores, a chuva foi apenas o estopim para algumas correções, já que vários players efetuaram compras muito efetivas ao longo das últimas semanas e tinham necessidade de liquidar ao menos parte desse montante.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve perda de 1.270 pontos, com 192,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 207,40 centavos e a mínima de 191,65 centavos, com o julho registrando retração de 1.235 pontos, com 195,05 centavos por libra, com a máxima em 210,00 centavos e a mínima em 194,50 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve baixa de 11 dólares, com 2.121 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 6 dólares, para 2.128 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a terça-feira foi intensa na bolsa nova-iorquina. Os volumes comercializados foram altos, estimulados pelas liquidações e também pelas rolagens de posições. No próximo dia 22 de abril tem início a notificação de maio na casa de comercialização norte -americana. Algumas altas chegaram a ser esboçadas no início do dia, mas, diante de nova falha na tentativa de vencer a máxima da semana passada — em 207,80 centavos de dólar —, foi aberto o caminho para os vendedores, que conseguiram romper os 200,00 centavos, os 195,00 centavos e tocar a mínima de191,65 centavos, sem, contudo, atingir a mínima da semana passada, que foi de 190,15 centavos. No segmento externo, as bolsas de valores e o dólar no confronto com uma cesta de moedas internacionais tiveram poucas oscilações. Nas commodities, queda do petróleo, ao passo que nos softs o destaque negativo (-5,94%) foi o café, com o cacau e o algodão também registrando perdas.

"O dia foi de nova volatilidade intensa e, desta feita, o direcionamento foi contrário àquele que estávamos acostumados. Rapidamente as liquidações passaram a ser processadas e os terminais encerraram o pregão acumulando perdas bastante expressiva. As especulações com o clima continuam. As chuvas podem até retomar a normalidade hídrica do solo, mas não vão conseguir reverter as perdas já detectadas. Ou seja, as ações de liquidação foram mais estimuladas pela especulação, o que abriu espaço para outras e outras vendas", disse um trader.

Os estoques de café verde dos Estados Unidos apresentaram uma alta de 132.307 sacas no final de março, somando 4.958.411 sacas, de acordo com dados divulgados pela GCA (Green Coffee Association). Em 28 de fevereiro,por sua vez, os estoques do país eram de 4.826.104 sacas. A alta mais efetiva de estoques se deu no armazém de Nova Iorque, com incremento de 93.248 sacas, ao passo que o armazém de Jacksonville computou um aumento de 41.000 sacas. Já o armazém de Los Angeles/Long Beach teve computado uma baixa de 64.584 sacas.

A OIC (Organização Internacional do Café) emitiu um novo relatório sobre o mercado. De acordo com a entidade que aglutina produtores e consumidores do grão, durante março, a incerteza quanto à safra brasileira prosseguiu, causando grandes flutuações de preços e, como em fevereiro, a volatilidade do preço indicativo composto da da própria Organização voltou a ultrapassar os 10%. Em menos de dez dias, o preço indicativo composto diário da OIC oscilou entre um ponto alto de 177,29 centavos de dólar por libra peso e um ponto baixo de 153,33 centavos. A média mensal de 165,03 centavos, quase 20% superior à de fevereiro, foi a mais alta de dois anos. Ainda na avaliação da entidade, os preços internacionais se mantêm instáveis, prosseguindo sensíveis à evolução da meteorologia no Brasil.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 14,totalizaram 943.239 sacas de café, alta de 25,73% em relação às 750.234 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 9.113 sacas, indo para 2.578.027 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência 207,40, 207,50, 207,80, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,75, 209,90-210,00,210,50, 211,00, 211,50, 212,00, 212,50 e 213,00 centavos de dólar, com osuporte em 191,65, 191,50, 191,00, 190,50, 190,10-190,00, 189,50, 189,00,188,50, 188,00, 187,50, 187,00, 186,50, 186,00, 185,50 e 185,00 centavos.





Londres tem novo dia de retração, mas mantém intervalo

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas ligeiras, mantendo o mesmo comportamento já verificado ao longo do pregão anterior. O volume negociado no dia na casa de comercialização britânica esteve dentro da média recente, sendo que a maior parte das operações se concentrou nas rolagens deposição, principalmente entre o maio e o julho.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcada pela manutenção de intervalos e por uma volatilidade bem mais branda que aquela que vinha sendo característica em Londres. A posição julho, por exemplo, variou ao longo de todo o dia apenas 30 dólares.

"Também não verificamos uma influência mais grave das arbitragens. O mercado em Londres iniciou a semana com calma e se mantém assim e estamos conseguindo manter um range curto, entre 2.100 e 2.150 dólares intacto. A tendência é que os robustas se mantenham em compasso de espera, em busca de verificar uma tendência mais efetiva do mercado. Muitos acreditavam que nesta altura do ano estaríamos com cotações abaixo dos 2.000 dólares, dado o potencial vendedor das origens, mas a questão climática e a influência dos arábicas conseguiu mudar isso, o que já é um grande avanço", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 5,51 mil contratos, contra 9,75 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 6 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve baixa de 11 dólares, com 2.121 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 6 dólares, para 2.128 dólares por tonelada.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

OIC compara quebra de safra de café no Brasil à geada negra de 1975
A Organização Internacional do Café (OIC) prevê um déficit de abastecimento mundial em 2014/15

O mercado global de café está caminhando para um cenário de déficit de abastecimento. O consumo de café está projetado em 145,8 milhões de sacas de 60 kg, mas a produção no ano comercial 2013/14 deve ficar em 145,7 milhões de sacas, de acordo com analistas consultados pelo site de negócios Business Standard.

A variável mais importante é o tamanho da safra brasileira 2014/15, que se iniciou este mês, segundo a OIC (Organização Internacional do Café). A organização ressalta que os danos causados pela seca ainda não foram oficialmente quantificados, mas que o cenário  poderá ser ainda pior que o registrado no país em 1975, quando os cafezais foram atingidos pela chamada 'geada negra'.

O consumo total no ano de 2013 sugere um aumento significativo de 2,7% para 145,8 milhões de sacas, sendo que em 2012 foram consumidas 142 mi de sacas. Boa parte do crescimento do consumo aconteceu em mercados tradicionais como os Estados Unidos, que já haviam registrado consumo recorde em 2012. 

"O consumo em países exportadores continua aumentando significativamente, para 44,7 milhões de sacas, ou 30,6% do total consumido em todo o mundo", informou a OCI.

"As restrições de oferta no próximo ano devem impactar os preços para os produtores e consumidores. Cafeicultores na Índia já notaram uma forte alta nos preços domésticos. Quando os estoques se reduzirem e o Brasil começar a colher uma safra pequena, os preços tendem a subir ainda mais", informou Ramesh Rajah, presidente da Associação de Exportadores de Café da Índia.

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice  Futures US) teve um rally no dia 10 de abril em que atingiu o maior preço em quatro semanas de US$ 2,00 a libra-peso, diante das incertezas da produção no Brasil. Os preços para o vencimento maio recentemente subiram 3,4% e atingiram US$ 2,0610 por libra-peso, o maior valor desde março de 2013.

O consumo em mercados emergentes está estimado em 26,8 milhões de sacas, um pouco menor que o volume consumido em 2012. No entanto, grande parte desses mercados não são membros da OIC e as informações completas para 2013 ainda não estão disponíveis.

A tendência geral do mercado de café é que os mercados tradicionais respondam por um volume cada vez menor do consumo total, em boa parte devido ao aumento do consumo em países exportadores.

"É difícil estimar a extensão dos danos causados pela seca e pelo forte calor até que a colheita seja finalizada, mas um estudo recente já se refere ao cenário atual como 'a maior anomalia climática' desde a geada negra que aconteceu no Brasil em 1975. Os danos para a safra 2014/15, no entanto, podem ser ainda piores", informou a OIC em seu último relatório.

A média mensal de 165,03 centavos de dólar por libra-peso de café ficou 20% mais alta em fevereiro e alcançou o maior nível mensal em dois anos. Os preços internacionais continuam voláteis e sensíveis às informações do clima no Brasil.

As exportações totais em fevereiro alcançaram os 9 milhões de sacas, com alta de 4,3% em relação à fevereiro de 2013. O volume total de exportações nos primeiros cinco meses da safra 2013/14 foram para 42,7 milhões de sacas, ou seja, 6,6% mais baixos que no mesmo período em 2012/13.

Os estoques certificados de café robusta (conilon) na Bolsa de Londres continuam caindo, de 404 mil sacas em fevereiro para 317 mil sacas em março. Os estoques de café arábica certificado na Bolsa de Nova Iorque também tiveram caíram para 2,7 milhões de sacas.