Páginas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Mercado recebe anúncio de meta fiscal de forma positiva e dólar cai

SÃO PAULO  -  O real hoje liderou os ganhos frente ao dólar entre as moedas emergentes após o anúncio da meta de superávit primário para 2014, de 1,9%, que mostra um esforço do governo em tentar recuperar a credibilidade da política fiscal e evitar um rebaixamento do rating soberano do Brasil. O queda do dólar no exterior também contribuiu para sustentar a desvalorização do dólar frente ao real.

O dólar comercial fechou em queda de 0,71% a R$ 2,3730, menor patamar desde 22 de janeiro. O contrato futuro com vencimento em março recuava 0,91% para R$ 2,378.

O anúncio da meta fiscal, o mesmo que o governo entregou no ano passado, e o contingenciamento do Orçamento da União para este ano, de R$ 44 bilhões, vieram em linha com o esperado pelo mercado.  Logo após a divulgação, a moeda americana rompeu o patamar de R$ 2,37, disparando um movimento de limite de perdas (stop loss) que contribuiu para acentuar a queda do dólar, alcançando a mínima de R$ 2,3650.

A queda do dólar foi intensificada ainda pela perspectiva de mais entradas de capitais, o que, segundo operadores, tem ajudado o real a ter um desempenho relativamente melhor que seus pares.

Para os analistas, apesar do anúncio positivo, a confiança na política fiscal dependerá dos resulta dos que serão entregues  pelo governo e se as metas serão cumpridas, por isso, não veem o movimento de hoje como uma mudança de patamar para o dólar.

Ainda há dúvidas sobre o tamanho do corte do Orçamento, uma vez que o governo revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB de 3,8% para 2,5%. “A meta do superávit primário parece exequível, mas ainda precisamos ver se o governo não utilizará nenhum tipo de artifício contábil para cumpri-la”, afirma Sidnei Nehme, diretor de câmbio da corretora NGO.

Para ele, é preciso ainda avaliar melhor qual será de fato o corte no Orçamento, uma vez que com a revisão do crescimento menor do PIB, o governo teria que obrigatoriamente fazer um ajuste maior do Orçamento, em função da queda de receita. “O mercado reagiu bem em um primeiro momento, mas esse não será o comportamento do câmbio. O anúncio não evita um corte do rating do Brasil e o governo terá que entregar os resultados para ganhar credibilidade”, afirma Nehme.

Outro risco destacado por Nehme é a solução do governo para o financiamento do aumento do custo de energia, em função do uso das usinas térmicas no período de estiagem, que será  decidido na semana que vem.

Ainda não está definido se o governo repassará esse aumento de custo para o consumidor ou se o Tesouro vai custear essa despesa. Segundo matéria do jornalista Ribamar Oliveira, publicada no Valor PRO, as estimativas desse aumento de custo variam de R$ 13 bilhões a R$ 18 bilhões.

Na visão de Nehme, esse aumento de custo não deve ser repassado para o consumidor dado o impacto que teria na inflação,  que poderia gerar uma repercussão negativa para o governo em um ano eleitoral.

O diretor da NGO vê espaço para uma alta do dólar, que pode encerrar o segundo trimestre em R$ 2,50.

Além das incertezas no mercado doméstico, ainda há muitas dúvidas sobre a normalização da política monetária americana.

Ontem, a ata da última reunião do Federal Reserve mostrou que os membros do Fed já começam a discutir quando a autoridade monetária deverá iniciar o aumento da taxa básica de juros nos EUA.

Os últimos dados da economia americana não têm sido suficientes para mostrar uma recuperação consistente.

O número de pedidos do seguro-desemprego recuou para 336 mil na semana passada, abaixo da estimativa do mercado que esperava uma queda para 335 mil. Já o índice de preços ao consumidor (CPI , na sigla em inglês) subi u 0,1% em janeiro na comparação mensal, em linha com a previsão dos analistas. Lá fora, o dólar recuava frente às principais moedas emergentes como o rand sul-africano, a lira turca e o peso mexicano.

Dando a continuidade à rolagem do lote de US$ 7,378 bilhões que tinha vencimento previsto para 5 de março, o BC rolou hoje mais 10.500 contratos de swap, cuja operação somou  US$ 516,7 milhões. Com a rolagem de hoje, restam US$ 1,603 bilhão em contratos a serem renovados.

O BC ainda vendeu todos os 4 mil contratos de swap ofertados no leilões do programa de intervenção, movimentando US$ 197, 6 milhões.




Juros futuros caem com meta fiscal e apostam em alta menor da Selic

A ausência de surpresas negativas na meta de superávit primário para este ano ?
considerando tanto as premissas que a sustentam quanto os meios para alcançá-la
? abriu espaço para uma queda acentuada dos juros futuros na BM&F. As
tesourarias não apenas chancelaram a aposta majoritária em redução do ritmo de
aperto monetário como desmontaram apostas mais contundentes em uma alta dos
prêmios de risco entre os DIs mais longos, dada o menor risco de rebaixamento
do rating brasileiro.  Apesar de senões sobre um ou outro ponto do plano de voo
fiscal, a leitura é de que o governo finalmente acordou para o problema da
credibilidade da gestão das contas públicas.  A meta para este ano é obtenção
um superávit primário consolidado do setor público de 1,9% do PIB (R$ 99
bilhões)  - 1,55% do governo central e 0,33% de Estados e municípios.
Trabalha-se com um crescimento de 2,5% este ano, ainda acima das projeções do
mercado (1,79%, segundo o boletim Focus desta semana), mas bem mais realista
das projeções anteriores (4,5% na lei de diretrizes orçamentárias, 4% na
proposta de orçamento e 3,8% no relatório de receita do orçamento sancionado
para este ano). A leitura geral dos analistas é que o governo trabalha com
projeções um "pouco mais realista" tanto para o avanço do PIB quanto para as
receitas. O DI para janeiro/2015 caiu de 11,13% para 11,05%. Entre os contratos
mais longos, o DI para janeiro de 2017 cai 0,20 ponto percentual, passando de
12,51% para 12,31%.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Conta corrente e IPCA-15 direcionam negócios
   São Paulo, 20 de fevereiro de 2014 - O foco dos negócios de câmbio e
juros nesta sexta-feira deverá novamente ficar concentrado no mercado
doméstico, com o dólar devendo reagir à divulgação do saldo da conta
corrente - um dos dados da nota do setor externo do Banco Central (BC) -
enquanto os juros podem oscilar de acordo com os números da inflação medida
pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), segundo
Flávio Serrano, economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank.
   "O mercado amanhã vai depender muito desses dois indicadores. Se o saldo
da conta corrente for fraco, com um déficit de R$ 12,4 bilhões como se espera,
a tendência é que o dólar corrija a queda de hoje. Já o dado do IPCA-15, se
vier forte, deve gerar ajustes nos juros, mas se ficar em linha deve manter as
taxas sem grandes oscilações", explica Serrano.
   O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa, às 9h,
IPCA-15, referente a fevereiro.O mercado estima que a inflação medida pelo
indicador seja de 0,67%, em fevereiro, mesmo índice registrado em janeiro, de
acordo com a mediana das projeções do Termômetro CMA, pesquisa feita pela
Agência CMA com instituições de mercado com as estimativas para os principais
indicadores econômicos do País.  Às 10h30 o Banco Central (BC) divulga a
nota do setor externo, referente a janeiro.

   O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,71%, a
R$ 2,3710 para compra e R$ 2,3730 para venda. Durante o dia a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3650 e a máxima de R$ 2,3950.
No mercado futuro, o contrato com vencimento em março caiu 0,99%, a R$
2.376,500.
    
   As taxas dos depósitos interfinanceiros (DIs) encerram as negociações de
hoje na BM&FBovespa em forte queda. A taxa do DI para janeiro de 2015 recuou de
11,14% para 11,04%, movimentando R$ 46,303 bilhões, e a do contrato de janeiro
de 2017 retraiu de 12,51% para 12,31%, com giro financeiro de R$ 31,274
bilhões.
    
   Ainda se destacaram entre os contratos mais negociados do dia o do DI para
julho de 2014, cuja taxa passou de 10,82% para 10,78% (R$ 28,720 bilhões) e o
para janeiro de 2016, caindo de 11,99% para 11,81% (R$ 19,632 bilhões).
   O recuo tanto do dólar ante o real, quanto dos juros veio após o governo
anunciar a meta do superávit primário em R$ 99 bilhões, ou 1,9% do Produto
Interno Bruto (PIB) e o corte de R$ 44 bilhões no Orçamento Geral da União
(OGU) para 2014, tranquilizando o mercado.




Bovespa termina em leve alta após meta de superávit agradar investidor

A Bovespa encerrou em leve alta nesta quinta-feira, depois de um pregão de
grande volatilidade, com investidores digerindo os dados fracos de atividade
industrial na China e na Europa e ainda a meta de superávit fiscal do governo
brasileiro para este ano. Apesar da melhora, especialistas avaliam que o
movimento da bolsa brasileira é apenas uma correção técnica, de recuperação
parcial das perdas acumuladas neste início de ano. "O mercado ainda está muito
instável e avesso ao risco. Por enquanto não vejo uma mudança na tendência [de
baixa]", afirma o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno. "O mercado
recebeu bem a meta [de superávit primário] proposta pelo governo. Isso ajudou a
estancar a queda registrada pela manhã por causa da atividade fraca na China."
Para Zeno, a melhora é temporária, já que há ainda uma série de incertezas
pesando sobre o mercado brasileiro, como a desaceleração da economia chinesa, a
retirada dos estímulos nos Estados Unidos, o baixo crescimento da economia, a
inflação elevada e ainda a safra de balanços, que também tem deixado a desejar.
O Ibovespa fechou em alta de 0,29%, aos 47.288 pontos, com giro de R$ 5,706
bilhões. Entre as principais ações do índice, Vale PNA recuou 1,00%, a R$
30,59, Petrobras PN caiu 0,28%, a R$ 14,16; e Itaú PN marcou baixa de 0,12%, a
R$ 31,06. Na ponta negativa ficaram as construtoras Rossi ON (-2,27%), PDG
Realty ON (-1,88%) e Gafisa ON (-1,60%), além de Embraer ON (-1,81%). Ultrapar
ON (-1,57%) também terminou em baixa, mesmo após apresentar lucro de R$ 371
milhões no quarto trimestre, um aumento de 20% sobre igual período do ano
passado. Oi PN chegou a liderar as perdas do dia, mas encerrou o dia com baixa
modesta, de 0,79%. Pela manhã, a empresa publicou mais informações sobre a
reestruturação societária anunciada em outubro do ano passado. O conselho de
administração da companhia aprovou o pedido de oferta pública primária de ações
ordinárias e preferenciais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que faz
parte do processo de fusão da companhia com a Portugal Telecom. A operação terá
garantia firme de um grupo de bancos. A lista de maiores altas trouxe ALL ON
(5,88%), JBS ON (5,51%) e LLX ON (5,43%). O mercado aguarda o anúncio da fusão
com a Rumo, braço logístico do grupo Cosan, cujas negociações estão em
andamento, conforme já noticiou o Valor. Até a última sexta-feira, a
expectativa era que o acordo pudesse ser finalizado ainda nesta semana.
Entretanto, fontes informam que ainda há pendências a serem discutidas. Gol PN
(3,65%) também se destacou entre as altas. A companhia aérea anunciou uma
parceria de longo prazo para cooperação comercial com a Air France-KLM. O
acordo envolve o investimento de US$ 100 milhões na companhia aérea brasileira
? dos quais US$ 52 milhões serão investidos em ações e US$ 48 milhões em
dinheiro. A Air France ficará com 1,5% das ações preferenciais da Gol. O Bank
of America Merrill Lynch (BofA) diz que a parceria é positiva para as
perspectivas de longo prazo da Gol, mas ainda se mostra cauteloso quanto à
companhia. Segundo o banco, o preço a ser pago pela franco-holandesa é alto
demais, mas pode se justificar. A recomendação dos analistas Sara Delfim,
Roberto Otero, Murilo Freiberger e Joe Moura p ara as ações da Gol foi mantida
em neutra, apesar do acordo.




Bolsa tem 2ª alta e dólar cai ao menor nível em um mês após meta fiscal
São Paulo, SP  - Com investidores avaliando positivamente, mas ainda
com cautela, a meta fiscal anunciada pelo governo brasileiro para este ano, o
Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (20)
em alta de 0,29%, aos 47.288 pontos. Foi a segunda valorização consecutiva do
índice.
O anúncio também aliviou a pressão sobre o câmbio. O dólar à vista, referência
no mercado financeiro, fechou em queda de 1,11% sobre o real, cotado em R$
2,370 na venda. É o menor valor desde 21 de janeiro, quando estava em R$ 2,364.
Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, teve desvalorização de 0,71%,
a R$ 2,373.
O governo anunciou hoje que pretende fazer um esforço fiscal de 1,9% do PIB
(Produto Interno Bruto), o que significa uma poupança equivalente a R$ 99
bilhões para pagamento dos juros da dívida pública. Para isso, será necessário
reduzir R$ 44 bilhões em despesas programadas no Orçamento deste ano.
"A questão fundamental é saber se isso é executável e é nossa opinião
preliminar que sim. A presidente Dilma fez um esforço desta magnitude no início
do seu mandato e ela pode também repetir o esforço agora", diz André Perfeito,
economista-chefe da Gradual Investimentos.
Perfeito enfatiza que estes esforços do governo deverão ser suficientes para
evitar o rebaixamento da nota soberana do Brasil por agências de classificação
de risco no curto prazo.
"O contingenciamento anunciado pelas autoridades brasileiras é um passo na
direção certa e ressalta que o governo está buscando melhorar as expectativas
de política fiscal. A meta orçamentária é baseada em uma projeção mais
realista, embora ligeiramente otimista, para o PIB (Produto Interno Bruto) de
2014", diz Shelly Shetty, responsável pelas notas soberanas da agência de risco
Fitch Ratings na América Latina.
Em nota, Shelly diz que a expectativa de que o governo use receitas
extraordinárias para beneficiar seu orçamento reduziu de 2013 para 2014. "Temos
que monitorar a performance fiscal em 2014 para julgar quão efetivo será o
contingenciamento, especialmente no contexto de riscos contínuos de corte nas
projeções de crescimento", completa.
Para Mauro Leos, analista da Moody's para o Brasil, o anúncio é uma indicação
de que não deve haver um ajuste fiscal relevante antes das eleições
presidenciais.. "Um superavit primário de 1,9% do PIB pode ser suficiente para
evitar uma deterioração nos indicadores de dívida do Brasil", diz, em nota.
AVALIAÇÕES
Para Paulo Petrassi, sócio operador da consultoria Leme Investimentos, o
anúncio do governo foi positivo, apesar de acreditar que não será possível
cumprir a meta proposta.
"Houve influência nos juros de curto prazo, principalmente. Mesmo que o mercado
tenha um pé atrás sobre a probabilidade de o governo atingir seu objetivo, o
anúncio mostrou um empenho do governo em tomar medidas para melhorar a questão
fiscal no país, o que foi bem recebido", diz.
A meta, segundo Petrassi, reforçou a aposta do mercado de alta da Selic em
apenas 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom (Comitê de Política
Monetária do Banco Central), na semana que vem.
Mas essa perspectiva não é unânime. Perfeito, da Gradual, espera um aumento de
0,5 ponto percentual no juro básico na próxima semana. "Por que não fazer uma
alta maior agora e evitar ter que voltar a subir os juros no longo prazo?",
indaga.
Sobre o câmbio, Reginaldo Galhardo, gerente da Treviso Corretora, diz que o que
mais influenciou hoje foi a percepção do mercado de que um possível corte na
nota soberana do Brasil foi adiado após a postura mais firme do governo no
âmbito fiscal.
Além disso, também pesaram sobre o câmbio hoje as intervenções do BC, que fez
seu leilão diário de swaps cambiais tradicionais (equivalente à venda futura de
dólares), vendendo 4.000 contratos por um total de US$ 197,6 milhões. A
autoridade promoveu ainda a décima primeira rolagem dos contratos com
vencimento em 5 de março, vendendo 10.500 papéis por um total de US$ 516,7
milhões.
PAPÉIS
As ações mais negociadas da Vale caíram 1% nesta quinta-feira, refletindo o
resultado de um indicador preliminar do Markit/HSBC para a indústria chinesa,
que caiu para seu menor nível em sete meses em fevereiro. A China é o principal
destino internacional do minério de ferro produzido pela mineradora brasileira.
Em sentido oposto, o setor elétrico, assim como ontem, fechou em alta, com
destaque para Light (+3,92%) e CPFL (+4,31%).
Já a ponta negativa do Ibovespa foi preenchida por papéis de construtoras, que
ontem fecharam com fortes ganhos. Rossi Residencial perdeu 2,27%, enquanto PDG
teve desvalorização de 1,89%.
A operadora de telefonia Oi viu suas ações mais negociadas caírem 0,79%, após
ter submetido pedido de registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para
oferta pública de ações, operação que faz parte do processo de fusão com a
Portugal Telecom.




Bovespa termina em leve alta após meta de superávit agradar investidor

A Bovespa encerrou em leve alta nesta quinta-feira, depois de um pregão de
grande volatilidade, com investidores digerindo os dados fracos de atividade
industrial na China e na Europa e ainda a meta de superávit fiscal do governo
brasileiro para este ano. Apesar da melhora, especialistas avaliam que o
movimento da bolsa brasileira é apenas uma correção técnica, de recuperação
parcial das perdas acumuladas neste início de ano. "O mercado ainda está muito
instável e avesso ao risco. Por enquanto não vejo uma mudança na tendência [de
baixa]", afirma o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno. "O mercado
recebeu bem a meta [de superávit primário] proposta pelo governo. Isso ajudou a
estancar a queda registrada pela manhã por causa da atividade fraca na China."
Para Zeno, a melhora é temporária, já que há ainda uma série de incertezas
pesando sobre o mercado brasileiro, como a desaceleração da economia chinesa, a
retirada dos estímulos nos Estados Unidos, o baixo crescimento da economia, a
inflação elevada e ainda a safra de balanços, que também tem deixado a desejar.
O Ibovespa fechou em alta de 0,29%, aos 47.288 pontos, com giro de R$ 5,706
bilhões. Entre as principais ações do índice, Vale PNA recuou 1,00%, a R$
30,59, Petrobras PN caiu 0,28%, a R$ 14,16; e Itaú PN marcou baixa de 0,12%, a
R$ 31,06. Na ponta negativa ficaram as construtoras Rossi ON (-2,27%), PDG
Realty ON (-1,88%) e Gafisa ON (-1,60%), além de Embraer ON (-1,81%). Ultrapar
ON (-1,57%) também terminou em baixa, mesmo após apresentar lucro de R$ 371
milhões no quarto trimestre, um aumento de 20% sobre igual período do ano
passado. Oi PN chegou a liderar as perdas do dia, mas encerrou o dia com baixa
modesta, de 0,79%. Pela manhã, a empresa publicou mais informações sobre a
reestruturação societária anunciada em outubro do ano passado. O conselho de
administração da companhia aprovou o pedido de oferta pública primária de ações
ordinárias e preferenciais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que faz
parte do processo de fusão da companhia com a Portugal Telecom. A operação terá
garantia firme de um grupo de bancos. A lista de maiores altas trouxe ALL ON
(5,88%), JBS ON (5,51%) e LLX ON (5,43%). O mercado aguarda o anúncio da fusão
com a Rumo, braço logístico do grupo Cosan, cujas negociações estão em
andamento, conforme já noticiou o Valor. Até a última sexta-feira, a
expectativa era que o acordo pudesse ser finalizado ainda nesta semana.
Entretanto, fontes informam que ainda há pendências a serem discutidas. Gol PN
(3,65%) também se destacou entre as altas. A companhia aérea anunciou uma
parceria de longo prazo para cooperação comercial com a Air France-KLM. O
acordo envolve o investimento de US$ 100 milhões na companhia aérea brasileira
? dos quais US$ 52 milhões serão investidos em ações e US$ 48 milhões em
dinheiro. A Air France ficará com 1,5% das ações preferenciais da Gol. O Bank
of America Merrill Lynch (BofA) diz que a parceria é positiva para as
perspectivas de longo prazo da Gol, mas ainda se mostra cauteloso quanto à
companhia. Segundo o banco, o preço a ser pago pela franco-holandesa é alto
demais, mas pode se justificar. A recomendação dos analistas Sara Delfim,
Roberto Otero, Murilo Freiberger e Joe Moura p ara as ações da Gol foi mantida
em neutra, apesar do acordo.




PERSPECTIVA: Sem indicadores fortes, Ibovespa pode sustentar alta amanhã
   São Paulo, 20 de fevereiro de 2014 - A ausência de indicadores
macroeconômicos fortes para sexta-feira deverá colaborar para que o Ibovespa,
principal índice da BM&FBovespa, mantenha o viés positivo. As ações dos
setores de construção, consumo, energia deverão oscilar conforme os
resultados financeiros que saíram esta noite.
   "O índice está na tentativa de passar do patamar dos 47 mil para os 48
mil pontos. Vejo um cenário de recuperação, que poderá ter trégua nas
quedas abruptas, no curtíssimo prazo com a ausência de dados dos Estados
Unidos e da China", diz Waldney Trindade Nery, analista da Uniletra Corretora.
   A expectativa do analista é de que a onda de pessimismo cessará e que as
quedas registradas nas últimas semanas aconteceram porque os investidores
estão reduzindo a exposição nas ações com maior risco devido a proximidade
com o mês de março, que terá muitos feriados.
   Dentre os resultados, a Hering teve lucro líquido de R$ 101,695 milhões no
quarto trimestre de 2013, alta de 0,7% em relação aos R$ 101,010 milhões do
mesmo período de 2012. No ano passado, o lucro líquido somou R$ 318,172
milhões, aumento de 2,3% ante os R$ 311,014 milhões de 2012. A empresa vê com
cautela o ano de 2014 para os negócios.
   Outra varejista de vestuário, a Lojas Renner, registrou lucro líquido de
R$ 216,2 milhões, incremento de 46,4% ante o quarto trimestre de 2012. No
consolidado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 407,4 milhões, crescimento de
14,6%.

   A Tractebel Energia, por sua vez, reportou lucro líquido de R$ 286,3
milhões, queda de 33,6% ante o período de outubro a dezembro de 2012. No ano,
o lucro líquido da companhia caiu 3,6%, e somou R$ 1,436 bilhão.




MERCADO EUA: Indices fecham em alta após indicadores positivos

   São Paulo, 20 de fevereiro de 2014 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam as negociações de hoje em campo positivo, refletindo
os indicadores econômicos positivos publicados hoje, após uma série de
resultados fracos. O Dow Jones subiu 0,58%, a 16.133,23 pontos, o S&P 500 teve
aumento de 0,60%, a 1.839,78 pontos e o Nasdaq Composto avançou 0,70%, a
4.267,55 pontos.
   "Os preços das ações se recuperaram bem das perdas que vimos ontem, que
tinham sido impulsionadas pela ata da última reunião do Federal Reserve (Fed,
banco central norte-americano), afirma Peter Martin, do IG Markers. Segundo ele,
os ganhos tiveram ajuda de uma melhora surpreendente nos indicadores do setor
industrial
    
   Entre os índices, o indicador de produção industrial subiu a 56,7 pontos
em fevereiro, representando o maior nível em quatro anos e sinalizando a
redução dos impactos do inverno no país. O número de pedidos de
seguro-desemprego, o índice de preços ao consumidor e o de indicadores
antecedentes  também apresentaram melhora, enquanto a atividade industrial do
Fed de Filadélfia foi o único a retrair, para -6,3 pontos.
     
   "De forma geral, o índice do Fed de Filadélfia sugere que a atividade
industrial teve leve piora no primeiro trimestre de 2013, devido aos efeitos do
mau tempo e outras incertezas relacionadas ao ciclo de negócios nos Estados
Unidos. Espero que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça menos que 2%
no primeiro trimestre, mas uma outra aceleração é esperada mais tarde",
comentou a economista da Newedge, Annalisa Piazza.




PETRÓLEO: Preços de futuros caem com dados na China e alta de estoques
   São Paulo, 19 de fevereiro de 2014 - Os preços dos contratos futuros do
petróleo internacional terminaram a sessão de hoje em queda, pressionados
pelos dados de redução da atividade industrial na China e pelo aumento nos
estoques da commodity, divulgados hoje nos Estados Unidos. Na plataforma ICE, os
preços dos futuros do Brent com vencimento em março caíram 0,15% a US$ 110,3
o barril. Na Nymex, os preços dos futuros do WTI para o mesmo mês tiveram
queda de 0,3%, para US$ 102,92 o barril.
   O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a
atividade industrial da China caiu para 48,3 pontos em fevereiro - menor nível
em sete meses -, de 49,5 pontos em janeiro.
   Segundo Hongbin Qu, economista-chefe do HSBC para a China e codiretor de
pesquisas para a Ásia no banco, a contração das indústrias chinesas foi
provocada pela diminuição da quantidade de novas encomendas e da produção,
refletindo a retomada das atividades de diminuição de estoques.
   O Departamento de Energia (DoE)informou que os estoques de petróleo dos
Estados Unidos subiram em 1 milhão de barris, ou 0,3%, na semana encerrada em
14 de fevereiro, para 362,3 milhões de barris. Os estoques de gasolina subiram
em 300 mil barris, ou 0,1%, para 233,4 milhões de barris. Os estoques de
derivados caíram em 300 mil barris, ou 0,3%,para 112,7 milhões de barris.





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Coffee rally fades amid talk of 'excessive' gains

The rally in arabica coffee futures showed signs of tiring amid talk that the surge of some 50% in prices this year appeared "excessive", given that buyers look set to be able to find supplies despite Brazil's drought.

Coffee futures for May rose to 177.50 cents a pound in early deals in New York – the highest for a nearest-but-one contract in 16 months, and up 57% so far this year.

However, they had eased back to 165.90 cents a pound by 07:20 New York time (12:20 UK time), down 3.9% on the day, amid concerns from some observers that investors had overreacted to the threat from Brazilian dryness which has fuelled the rally.

A near-two-month dry spell in Brazil has affected in particular Minas Gerais, the top coffee-producing state.

'Significantly lower yields'

Meteorologists at Brazil-based Somar said on Thursday that a cold front would this weekend bring some rains to Parana, parts of Sao Paulo, the key cane and orange-growing state.

However, southern Minas Gerais looked like having a chance of only "isolated showers". And while central areas may receive rains next week, the important eastern Mata part of the state looked like remaining dry.

This after a period when rains, up to February 19, have come in at less than 20% of average full-month levels, following dryness in January and, in some areas, December too.

"The persistent drought will result in significantly lower yields than had been assumed just a few months ago," Commerzbank said.

'Appears excessive'

However, while the bank said that the estimates for a 60m-bag Brazilian coffee crop "are no longer tenable", with many estimates at 50m-52m bags, "we are still a long way from any tightness of supply thanks to the very good crops of recent years.

"The scale of the price rise in recent weeks appears excessive," Commerzbank said, adding that "we expect prices to fall during the course of the year".

Separately, Macquarie acknowledged that Brazil's "weather situation is unprecedented and it is difficult to assess how much damage has been done to the coffee crop.

"But at current high levels, we believe coffee prices look overbought," the bank added.

"Even allowing for Brazilian crop losses, we still don't see a market in deficit," and with some rains on the horizon "we would expect prices to consolidate, as further [crop] losses are stemmed".

'Prices may have to stay lower'

Macquarie also restated ideas of lower prices ahead for sugar, which has also rallied on fears over drought in Brazil, the top producer and exporter of both the sweetener and arabica coffee beans.

While still monitoring the Brazilian situation for "any adverse impact" on cane crops, the bank flagged the fourth successive production surplus expected for the 2013-14 season, ending next month.

"As such, to encourage greater offtake, prices may have to stay lower for longer."

Raw sugar for March stood 0.5% lower at 16.38 cents a pound.


Café tem novo rally e março rompe nível de 170 cents na ICE

Nem os mais otimistas poderiam esperar uma reação tão incisiva do mercado de café. Nesta quarta-feira, os contratos negociados na ICE Futures US voltaram a experimentar ganhos intensos e a posição março fechou o dia acima do nível de 170,00 centavos de dólar por libra peso, no melhor índice de preços desde 04 de outubro de 2012. As compras especulativas e de fundos se mostraram ativas. Na parte da manhã, algumas ligeiras quedas chegaram a ser verificadas, algo que seria normal, diante do forte avanço registrado nos terminais ao longo da terça-feira. Entretanto, ainda na primeira metade do pregão passaram a ser observadas aquisições especulativas e os fundos também deram sinais claros de estarem num viés comprador. Isso resultou no acionamento de vários stops de compras e as resistências foram sendo rompidas com facilidade, permitindo que, ao final, os preços atingissem um patamar acima da marca psicológica de 170,00 centavos. O clima continua a ser o fator determinante para a condução dos ganhos na casa de comercialização norte-americana. Após a apreensão reinante devido aos vários dias de forte calor e seca no cinturão cafeeiro, algumas chuvas foram observadas no final de semana. Elas, no entanto, foram esparsas e não atingiram o nível hídrico adequado para romper o estresse de muitas das lavouras. Diante disso, os players continuam a avaliar que os prejuízos para a safra brasileira de 2014 poderão ser bastante efetivos e isso está sendo refletido nos terminais. Na visão da consultoria alemã F.O. Licht, os participantes continuam muito preocupados com os prejuízos à produção no Brasil e isso tem feito com que as compras se multipliquem. Em um comunicado, um analista da empresa não descarta a manutenção do rally. E essa tendência é reforçada por novos levantamentos meteorológicos. A empresa Somar indicou nesta quarta-feira que as condições de seca tendem a persistir no centro-sul do Brasil. Algumas chuvas poderiam ser registradas, mas elas tendem a ser esporádicas e com volumes abaixo do necessário para suplantar o déficit hídrico existente na maior parte das lavouras.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve ganho de 1.910 pontos, com 171,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 172,90 centavos e a mínima de 150,85 centavos, com o maio registrando alta de 1.775 pontos, com 172,60 centavos por libra, com a máxima em 173,90 centavos e a mínima em 152,90 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de101 dólares, com 1.982 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 82dólares, para o nível de 1.957 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por "emoções violentas" na bolsa norte-americana. O março atingiu a máxima de 172,90 centavos, com avanço de mais de impressionantes 2 mil pontos, numa clara caracterização do nervosismo dos players. Os operadores avaliam e reavaliam os números da oferta mundial de café, sem, contudo, contar com uma referência clara, já que seria totalmente impreciso se falar em um número para a quebra de safra brasileira. O café operou totalmente dissociado do segmento externo, que teve bolsas de valores nos Estados Unidos próximas da estabilidade e alta do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. As commodities softs tiveram um dia positivo, com os ganhos mais expressivos para o café (11%) e para o açúcar (2%), que também vem sendo influenciado pelo clima brasileiro.

Na parte técnica, as rolagens de posições se mostraram bastante efetivas. Nesta quinta-feira tem início o período de notificação do contrato de março na casa de comercialização norte-americana.

"A tendência seria de termos algumas correções ou mesmo realizações, afinal, subimos mais de mil pontos na terça-feira. Mas o que verificamos foi uma sessão de altas agressivas e de rompimentos de resistências com incrível facilidade. Evidentemente, a questão do clima deixou os players muito apreensivos. Afinal, não se tem um dado concreto em mãos. Quando se tem uma geada, por exemplo, em dois ou três dias é possível dimensionar o prejuízo. Neste momento, o cenário é bem diverso. Alguns especialistas dizem 5% de quebra, outros 10%, outros 20%. São muitos números lançados, mas que na planilha significarão milhões de sacas. E diante de tanta incerteza, são vários os players que vão às compras para se proteger", disse um trader.

Os estoques de café verde dos Estados Unidos apresentaram uma diminuição de 57.380 sacas no final de janeiro, somando 5.029.338 sacas, de acordo com dados divulgados pela GCA (Green Coffee Association). Em 31 de dezembro, por sua vez, os estoques do país eram de 5.086.718 sacas. A diminuição mais efetiva de estoques se deu no armazém de Nova Orleans, com queda de 57.162 sacas, ao passo que o armazém de San Francisco computou uma retração de 34.180 sacas. Já o armazém de Baltimore teve um aumento de 47.476 sacas.

A receita cambial com exportação de café verde apresentou queda de 27,62% em janeiro passado, em comparação com o mesmo mês de 2013. O faturamento alcançou 339,1 milhões de dólares, ante 468,5 milhões de dólares, conforme relatório da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Apesar da queda da receita, que se deu por conta da queda no preço médio de exportação que recuou para 33,10% no período, de 3.319 dólares por tonelada para 2.220 dólares por tonelada, o volume embarcado no período teve aumento de 8,19%, para 152.730 toneladas ante 141.174 toneladas no primeiro mês de 2013.

As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia 17, totalizaram 945.429 sacas de café, queda de 0,33% em relação às 948.564 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 878 sacas, indo para 2.632.118 sacas.

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência 172,90, 173,00, 173,50, 174,00, 174,50, 175,00-175,05, 175,50, 176,00, 176,50,177,00, 177,50, 178,00, 178,50 e 179,00 centavos de dólar, com o suporte em 150,85, 150,50, 150,10-150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00,146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00 e 144,50 centavos.



Londres mantém embalo de alta e maio rompe os 1.900 dólares

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com fortes ganhos, permitindo que a posição maio passasse a operar acima dos 1.900 dólares. O pregão foi caracterizado por significativas aquisições de especuladores e de fundos, que seguiram o comportamento de Nova Iorque, que teve, pelo segundo dia consecutivo, uma alta intensa, rompendo sucessivas resistências.

De acordo com analistas internacionais, a sessão na bolsa londrina foi caracterizada pela manutenção das rolagens remanescentes e por uma forte ação compradora especulativa. A posição maio chegou a tocar na máxima de1.982 dólares, melhor nível de preço desde 19 de julho de 2013. As ações de arbitragem contribuíram decisivamente para os ganhos do pregão, ao passo que as origens voltaram a se mostrar bastante discretas, acreditando em preços ainda mais incisivos.

"A questão climática no Brasil realmente mexeu com o comportamento dos mercados. Se para os arábicas os ganhos estão sendo fortes, Londres também não fica atrás e consegue avanços expressivos. É uma mudança profunda no comportamento do mercado, que agora especula sobre a disponibilidade de café, o que poderá favorecer os robustas, já que, em caso de oferta limitada do Brasil, eles é que voltarão a ser demandados mais significativamente. Algo, aliás, que ocorreu até há algum tempo", disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 5,23 mil contratos, contra 17,0 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 25 dólares.

No encerramento do dia, o março teve alta de 101 dólares, com 1.982 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 82 dólares, para o nível de 1.957 dólares por tonelada.

Nível do Sistema Cantareira cai para 18,2%, diz Sabesp

O nível do reservatório de água do sistema Cantareira, operado pela Sabesp,
caiu mais um pouco: para 18,2%, ante 18,4% ontem e 18,7% na sexta-feira. Nesta
mesma época no ano passado, o nível estava em 52% e, no ano anterior, em 75%. 
O sistema Cantareira abastece 9,3 milhões de pessoas do Estado de São Paulo,
aproximadamente 30% dos clientes da companhia. O atual nível é considerado
crítico pela empresa. Ainda assim, a Sabesp reitera que não trabalha com a
possibilidade de racionamento, mas sim com a hipótese de normalização da
situação com o retorno das chuvas.  A companhia anunciou em 1 de fevereiro uma
campanha que prevê desconto de 30% para o consumidor do sistema Cantareira que
reduzir seus gastos em 20%.   Segundo a Sabesp, a segunda semana de vigência do
bônus, os moradores da Grande São Paulo diminuíram seu consumo em 2.120 litros
por segundo. Isso significa um volume de água suficiente para atender 600 mil
pessoas. Entre os dias 2 e 9 de fevereiro, primeira semana em vigor do
incentivo financeiro, a economia de água do Sistema Cantareira foi de 500
litros por segundo.  Além da campanha, a Sabesp contratou a empresa de indução
de chuvas ModClima para elevar o nível do reservatório. O serviço está sendo
feito na bacia hidrográfica das represas do Sistema Cantareira, especificamente
na região de Bragança Paulista. A empresa também está em contato com a
consultoria Hagaplan, especializada em saneamento, para a realização de estudos
sobre projetos de aumento de abastecimento de água.




FY14 will be best year for us: CCL Products

Brazil accounts for a third of the world’s coffee and the reduction in supply has driven Standard & Poor’s GSCI Agriculture Index for its longest rally since 2011.

A day after coffee futures posted the biggest two-day gain in over a decade, C Rajendra Prasad, chairman and managing director, CCL Products , that produces numerous variants of coffee, says the company is on its way to see the best financial year ever.

Speaking to CNBC-TV18’s Sonia Shenoy and Reema Tendulkar, Rajendra says that the company’s topline is expected to be around Rs 700 crore with a profit of Rs 70 crore.

Also read: Expect CCL Products to perform well in future: Nirmal Bang

What is driving coffee prices higher, Rajendra says, is the dry Brazil weather. “Arabica coffee prices are going up due to delayed monsoon. It is up by 20-25 percent in two-three months,” he adds.

Brazil accounts for a third of the world’s coffee and the reduction in supply has driven Standard & Poor’s GSCI Agriculture Index for its longest rally since 2011.


CCL Products stock price

On February 20, 2014, at 14:04 hrs CCL Products India was quoting at Rs 43.40, up Rs 1.30, or 3.09 percent. The 52-week high of the share was Rs 49.70 and the 52-week low was Rs 21.57.

The company's trailing 12-month (TTM) EPS was at Rs 5.21 per share as per the quarter ended December 2013. The stock's price-to-earnings (P/E) ratio was 8.33. The latest book value of the company is Rs 22.54 per share. At current value, the price-to-book value of the company is 1.93.

Indonesia Coffee Sales Falling as World Cup Boosts Demand
Bloomberg - Yoga Rusmana and Eko Listiyorini  Feb 20, 2014


Coffee shipments from Indonesia may drop 17 percent this year to the lowest since 2011 as elections and the soccer World Cup raise local consumption to a record and rain cuts output in the third-biggest grower of robusta beans.

Sales may drop to 375,000 metric tons from 450,000 tons in 2013, according to the median of five exporter and roaster estimates compiled by Bloomberg. That’s the lowest in three years, Central Statistics Agency data show. Domestic demand will rise 7.5 percent from about 200,000 tons, compared with average growth of 5 percent annually in the past three years, the Association of Indonesian Coffee Exporters and Industry says.

Declining supplies of robusta beans, used by Nestle SA (NESN) in instant drinks, may extend a bull market in futures. More than 100 million voters in the third-largest democracy will elect a parliament in April before the presidential poll in July. Election campaigns usually boost consumption of everything from rice to sugar and coffee, says Oversea-Chinese Banking Corp. The World Cup will also expand demand, says the industry group.

“This is a political year where food and beverage demand typically gains,” said Hutama Sugandhi, chairman of the Indonesia Coffee Exporters’ Association. Contenders “will be holding meetings and gatherings and people will drink coffee.”

Futures entered a bull market in December, rebounding 37 percent to $1,957 a ton on NYSE Liffe in London yesterday from a three-year low in November on estimates of a global coffee shortage. Arabica beans, favored for specialty drinks by Starbucks Corp. (SBUX), rose 56 percent to $1.726 a pound on ICE Futures U.S. in New York this year.

Output Declines

Production in Indonesia may decline to 520,000 tons in the year starting April 1 from 600,000 tons a year earlier, the median of estimates from the five respondents and another exporter showed. That would be the lowest since 2011-2012, according to the U.S. Department of Agriculture. Domestic demand advanced in 2012-2013 to a record 2.67 million bags of 60 kilograms each or 160,200 tons, USDA data show.

“We do see private consumption remaining a key linchpin of the Indonesian growth story,” Wellian Wiranto, an economist at Singapore-based OCBC, said in an e-mail. Still, “we would likely see some impact from the higher interest rates,” he said, referring to the effect on household consumption which represents more than half of the economy.

The country grew at the slowest pace in four years in 2013 as the central bank embarked on a series of rate increases to shore up the rupiah and reduce a record current-account gap. Bank Indonesia will probably raise its reference rate by 50 basis points this year, according to Nomura Holdings Inc. The rate is 7.5 percent, the highest level since 2009.

Campaign Frenzy

“As various parties try to drum up support ahead of the many rounds of elections this year, it wouldn’t seem like a proper campaign-party atmosphere if there is no loud music, colorful T-shirts, and free food and beverages including cups of coffee,” said Wiranto.

Campaigning for July’s presidential vote will start in earnest following the legislative poll in April. Only parties with at least 20 percent of parliamentary seats, or 25 percent of total votes, are allowed to nominate a presidential candidate. Otherwise they must form coalitions to do so.

Demand will also increase during the World Cup in Brazil, said Pranoto Soenarto, head of specialty coffee at the exporters and industry group.

Soccer Boost

ANTV and its sister television station tvOne will broadcast all 64 games of the June 12-July 13 event in Brazil to about 190 million viewers, according to ANTV. The stations are free-to-air channels owned by PT Visi Media Asia. Sport’s most-watched event will kick off at 3 a.m. for fans in Jakarta.

“Soccer fans will be staying up overnight at home or at a cafe,” Pranoto said. “Wherever there’s a TV, people will watch the World Cup and drink coffee.”

Rising demand may benefit companies from PT Mayora Indah (MYOR), the maker of Torabika instant coffee and Kopiko candy, to Kapal Api Group, owner of Excelso coffee shops and maker of Good Day instant drinks. Mayora may see a 3.3 percent increase in net income this year, according to a Bloomberg survey.

Production may decline after rains and winds disrupted flowering in Lampung, Bengkulu and South Sumatra, the main growing regions, said Moelyono Soesilo, marketing manager at Semarang, Central Java-based trader PT Taman Delta Indonesia.

“Many people, including me, had expected that the harvest will be good,” said Soesilo. “When we conducted a crop survey in West Lampung last month, I was surprised to find lots of flowers and small cherries were knocked off the trees.”

Java and Sumatra received as much as 30 inches of rain in the past month, or 200 percent to 300 percent above averages, increasing the risk of crop disease, Donald Keeney, senior agricultural meteorologist at MDA Weather Services, said Feb. 5.

Global arabica and robusta supplies will probably trail usage by about 5 million bags in 2014-2015, Volcafe Ltd., the Winterthur, Switzerland-based coffee-trading unit of ED&F Man Holdings Ltd., said in a report last month.