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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

FAEMAG AVALIA PACOTE CONTRA CRISE DA CAFEICULTURA
Após meses de intensa campanha, produtores de todo o país
comemoram o lançamento de um conjunto de medidas para a recuperação da
cafeicultura brasileira. Além de um programa de contratos de opção de venda
para 3 milhões de sacas de café, a presidente Dilma Rousseff também anunciou
hoje, em Varginha, recursos para financiamento de estocagem e custeio da safra.
    Para o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas
Gerais (FAEMG) e presidente da Comissão de Café da FAEMG, Breno Mesquita, o
pacote de medidas emergenciais anunciado hoje deve dar novo fôlego ao setor,
que amarga baixos preços no mercado. A notícia parte da assessoria de
comunicação da FAEMG.
    "Ainda que tenha demorado muito a acontecer, estamos satisfeitos com o
conjunto do que foi anunciado. Alguns pontos poderiam ter saído melhores para o
setor, como o preço para os contratos de opção, que acabou fixado em R$
343,00 a saca. Infelizmente, não alcançamos a marca de R$ 360,00, como
havíamos solicitado, mas, de uma forma geral, o pacote é um grande avanço e
atendeu ao que vínhamos pleiteando como ações emergenciais há alguns meses.
Acreditamos que são esses os melhores mecanismos para fomentar o mercado e
tirar o setor da situação lamentável em que se encontra. A expectativa agora
é que o mercado reaja, trazendo alguma melhoria à cafeicultura brasileira",
disse Breno Mesquita.
    As medidas anunciadas visam garantir ao país maior ordenação no fluxo de
escoamento da safra no mercado, permitindo ao produtor maior controle sobre o
melhor momento para vender sua produção. Com os contratos de opção de venda,
ele pode garantir a venda antecipada da safra ao governo. O contrato com data
de vencimento futura (fixado para março de 2014), permite também que o
produtor opte por vender sua produção diretamente ao mercado, caso encontre
preço melhor.
    Outra medida anunciada no pacote para os cafeicultores foi a liberação de
crédito para financiar a estocagem de café até que os preços de venda ao
mercado melhorem. Dilma também anunciou a liberação de recursos para a
política de preço mínimo para compra do grão, o que beneficia diretamente os
pequenos produtores.

Próximo passo
    Com mais de 40% da safra já colhida e preço da saca sendo cotado abaixo
do custo de produção, os produtores mineiros têm grande expectativa de que as
políticas anunciadas hoje gerem renda para o setor o quanto antes.
Responsável por mais da metade da produção brasileira e cerca de 20% de todo
o café produzido no mundo, o estado liderou intensa mobilização desde o
início do ano, com manifestações populares e grande pressão política por
entidades do setor. 
    Anunciadas as medidas consideradas emergenciais, o setor já começa a se
preparar para o passo seguinte. Segundo Breno Mesquita, o alívio de questões
consideradas críticas deve abrir espaço para que os produtores possam se
reunir e repensar a atividade de forma geral. "Existem ainda muitos gargalos
que precisam ser resolvidos. Precisamos pensar em como resolver demandas como a
questão da qualidade dos cafés, das normas para rotulagem, as políticas para
a cafeicultura de montanha e tantos outros assuntos de extrema importância à
cafeicultura brasileira".

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Reunião extraordinária do CDPC é convocada para esta quarta-feira
  O Ministério da Agricultura convocou os membros do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) para uma reunião extraordinária que será realizada nesta quarta-feira, dia 7, a partir das 11h. A expectativa é de que o governo apresente aos representantes do setor privado – produtores, cooperativas, indústrias e exportadores – as propostas de sustentação de preços do setor, que deveriam ter sido divulgadas na segunda-feira, dia 5, pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade. O anúncio foi adiado porque o governo ainda continua em busca de uma proposta de consenso. A expectativa é de que sejam disponibilizados R$ 3,16 bilhões para financiar a safra 2013/1014, com recursos do Fundo de Defesa da Cafeicultura (Funcafé). Do montante, R$ 650 milhões seriam para custeio, R$ 1,14 bilhão para as operações de estocagem, R$ 450 milhões para as cooperativas e R$ 900 milhões de capital de giro para as indústrias e exportadores. Também seriam destinados R$ 20 milhões para recuperação de cafezais. Os produtores reclamam da demora do governo em adotar medidas de auxílio à venda do grão, que tiraria do mercado quatro milhões de sacas de 60 kg há alguns meses e teria sustentado os preços atuais. Agora, argumentam, mesmo que o governo adote essas medidas, o efeito será menor porque chega ao mercado o produto da nova safra, em fase adiantada de colheita
OIC elogia medidas ainda não anunciadas pelo governo brasileiro

A Organização Internacional do Café (OIC), sediada em Londres, publicou em seu site nesta terça-feira, 06, nota em que 'aplaude as medidas tomadas pelo governo do brasileiro no sentido do ordenamento do fluxo da safra do café de 2013/14'. A publicação da nota demonstra que a OIC desconhece o adiamento do anúncio das medidas, que deveria ter ocorrido ontem.

A entidade comandada pelo brasileiro Robério Silva diz que 'essas medidas virão ao encontro das necessidades do mercado de ter uma visão muito clara sobre os fluxos futuros de produção'. Na nota, o OIC afirma que estimula outros países produtores a tomarem medidas para o ordenamento do fluxo da oferta e diz ter certeza de que isso contribuirá para que o mercado venha a ter uma visão mais clara do equilíbrio em termos de produção e consumo.

A OIC antecipou sua manifestação, enquanto os demais segmentos da cafeicultura continuam aguardando para saber quais serão as medidas de apoio ao setor. Na entrevista coletiva convocada na tarde desta segunda-feira, 05, para divulgar as medidas, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, pediu desculpas e justificou que as discussões continuam dentro do governo para aprimorar a proposta. A divulgação possivelmente ocorrerá na quarta, 7, segundo o próprio ministro.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Brazil Delays Announcing Coffee-Price Support Measures

  SAO PAULO--Brazil's agriculture ministry will announce by Wednesday measures
to prop up coffee growers' incomes, the minister said Monday.
  The ministry last week said it would hold a press conference Monday to unveil
the measures.
  Agriculture Minister Antonio Andrade told reporters waiting for the press
conference to start that the ministry needs more time to consult on prices,
offer no other details.
  In the past, the government has offered growers options contracts that let
growers sell their beans to the government at a set price.
  The government also has paid subsidies to growers who sell beans at
government-monitored auctions, though a ministry spokeswoman said last week
that path has been ruled out this time.
PLANO DE OPÇÕES PODE NÃO SER TÃO EFETIVO PARA NY

O Banco Central Europeu e o FOMC (equivalente ao COPOM americano) mantiveram o discurso que indica uma continuação da política monetária expansionista.

Dados do crescimento do PIB e do índice de manufaturados dos Estados Unidos ajudaram o mercado acionário, assim como a criação de postos de trabalhos menor do que esperada no mês de julho – que apesar de não ser positiva faz o investidor crer na manutenção do status quo do FED.

As principais bolsas de ações da Europa tiveram alta ao redor de 2%, exceção à bolsa inglesa que apreciou próximo de 1% como as americanas.

Entre as commodities os ganhos do petróleo e óleo de aquecimento ajudaram o SPGSCI a fechar em alta, enquanto a queda do milho e soja empurraram os DJAIG e o CRB para baixo.

O café em Nova Iorque bateu o menor nível desde 16 de julho de 2009 ajudado por prognósticos de clima menos frio no Brasil, da fraqueza da moeda brasileira e de vendas de especuladores.

Londres cedeu US$ 2.40 a saca, menos do que os US$ 5.29 do arábica, apesar de um volume maior de venda de origens.

A queda do arábica foi interrompida na sexta-feira com mais uma rodada de notícias sobre prováveis anúncios que serão feitos na segunda-feira dia 5 de agosto de um plano de opções no Brasil. O noticiário diz que o plano dará a oportunidade dos produtores venderem seus cafés para o governo, e fala-se até de um preço por saca de R$ 360.00, bem acima do preço mínimo de R$ 307.00.

O fluxo de negócio no físico foi melhor entre os intermediários do que de produtores para exportadores, com diferenciais um pouco mais descontados para o robusta e ainda apertados para o arábica.

A ICE suspendeu a “certificação” de 124,600 sacas de café estocado em um armazém na Antuérpia em função de problemas de qualidade provocados por condições insatisfatórias do local. A informação não é significativa para mexer nos preços dado o volume e a quantidade de café certificado que se mantém em 2,75 milhões de sacas – próximo dos mesmos patamares de março de 2010.

O pico da entressafra do Vietnã deu folego para que o contrato da LIFFE se firmasse até recentemente, não permitindo que o “C” rompesse os 110 centavos, com a arbitragem mostrando bastante suporte a 35 centavos. Acontece que com a proximidade do começo da colheita na Ásia e o enfraquecimento da moeda brasileira o suporte de preços pode ficar frágil, e o mercado fica vulnerável para fazer novas mínimas.

Se não houver nenhuma novidade vinda do Brasil de algum plano que enxugue os estoques, os fundos que tecnicamente tem todos os motivos para continuar vendendo, encontrarão menos torradores com ordens de compra em escala de baixa, e tudo indica veremos Nova Iorque testar a parte baixa do intervalo entre 110 e 130 centavos que tenho defendido.

Vale lembrar que o peso da safra 13/14 do Vietnã é grande, principalmente com estoques nas mãos de produtores do país que devem vir ao mercado em breve. Ou seja, um eventual plano de ajuda no Brasil pode não ser tão efetivo, e no final acabar por beneficiar mais os produtores asiáticos do que os sul-americanos.

Analistas de bancos estão revisando suas apostas do valor do real, com alguns prevendo que a moeda negociará a 2.40 muito em breve. A desvalorização tornará menos dolorosa a performance das cotações do mercado futuro, que não prometem recuperação significativa para ajudar os que precisam negociar esta safra e seus estoques.

Não haverá comentário de café nas duas próximas semanas, voltarei a escrever no final de semana do dia 24 de agosto.

Uma boa semana e muito bons negócios a todos.
 

domingo, 4 de agosto de 2013

Governo anunciará na segunda(05/08) contratos de opções de café para 3 milhões de sacas

Objetivo é enxugar um pouco o mercado em um momento em que o país colhe uma de suas maiores safras da história, pressionando as cotações
Grãos de café: país já colheu cerca de metade da safra 2013/14, estimada em 48,6 milhões de sacas

São Paulo - O governo brasileiro anuncia na segunda-feira um programa de contratos de opções de café para sustentar os preços da commodity, que atingiram nesta semana uma mínima de quatro anos na bolsa de Nova York, disseram duas fontes ligadas ao setor produtivo à Reuters.

O governo poderá comprar 3 milhões de sacas de 60 kg de café, caso as opções sejam exercidas pelos produtores, acrescentaram as fontes, que pediram para não serem identificadas.

O objetivo do governo é enxugar um pouco o mercado em um momento em que o Brasil, maior produtor e exportador global de café, colhe uma de suas maiores safras da história, pressionando as cotações internacionais.

O país já colheu cerca de metade da safra 2013/14, estimada em 48,6 milhões de sacas pelo Ministério da Agricultura. Alguns agentes do mercado, entretanto, avaliam que a colheita está mais próxima de 50 milhões de sacas, rivalizando com o recorde da temporada anterior. Instituições como o Departamento de Agricultura dos EUA estimam a safra brasileira em 53,7 milhões de sacas.

Ainda segundo as fontes, o governo anunciará na segunda-feira a liberação aos agentes financeiros dos 3,1 bilhões de reais dos recursos do Funcafé já aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A maior parte desses recursos deve ser destinada a financiamentos de operações de estocagem e de custeio, conforme definição quando os recursos foram aprovados pelo CMN.

"Uma das ações é a liberação dos recursos do Funcafé para os bancos poderem emprestar. Outra medida é o programa de opções, que deve ser para entre 3,2 milhões e 3,5 milhões de sacas", disse uma das fontes.

A fonte afirmou que não tinha detalhes sobre os valores ou sobre o período de exercício das opções  o setor produtivo reivindica que isso ocorra ainda este ano.

Pelo programa, o produtor adquire contrato de opção que lhe dá o direito de vender o produto ao governo, por um determinado preço, dependendo das condições do mercado.

O produtor exerce o direito de vender ao governo se o preço no mercado estiver abaixo do valor de referência estabelecido no contrato, até o vencimento das opções.

O preço mínimo de garantia do café arábica estimulado pelo governo é de 307 reais por saca  mas não se sabe se o preço mínimo será utilizado no mecanismo, podendo ser outro valor adotado como referência para o valor das opções.

Na hipótese de todos os contratos adquiridos pelos produtores serem exercidos, considerando um preço mínimo de 307 reais por saca, por exemplo, o governo teria um gasto de mais de 900 milhões de reais.

O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, uma referência do setor, subiu 1,62 por cento nesta sexta-feira em relação à quinta-feira e fechou a 284,36 reais/saca de 60 kg, acompanhando os futuros de Nova York, que se recuperaram da mínima de quatro anos registrada na véspera.

A modalidade de contratos de opção de venda foi utilizada pela última vez pelo governo brasileiro em 2009, quando o governo também apoiou a comercialização de 3 milhões de sacas de café.

Tradicionalmente, após adquirir o produto, o governo armazena o café até que o mercado volte a ficar sustentado. As posteriores vendas de café dos estoques públicos costumam ocorrer gradualmente, para não impactar os produtores do Brasil.

O Ministério da Agricultura informou nesta sexta-feira que fará um anúncio para apoiar os produtores de café do Brasil na próxima segunda-feira. A assessoria de imprensa do ministério informou que não poderia detalhar o anúncio.

"Na próxima segunda-feira (5), divulgaremos as medidas de apoio à cafeicultura estudadas e discutidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento", disse o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, em sua página no Facebook, sem dar detalhes.
Em junho, o ministro chegou a afirmar a jornalistas em Brasília que o governo adotaria os chamados leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para apoiar a cafeicultura com 390 milhões de reais. A proposta, segundo as fontes, não prosperou.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Em dia técnico e corretivo, café registra bons ganhos na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com ganhos, atingindo a máxima de uma semana. Apesar da valorização, as cotações continuaram a gravitar ao redor do nível psicológico de 120,00 centavos por libra, num quadro de recomposição do cenário observado até a última terça-feira. O dia foi meramente técnico, com a realização de algumas compras corretivas que, pela manhã, chegaram a ser até incisivas, levando a segunda posição para próximo do nível de 123,00 centavos. Esse referencial, no entanto, não foi testado e, assim, algumas vendas foram verificadas no decorrer do período, o que contribuiu para que os ganhos desacelerassem e o encerramento se desse dentro do intervalo de 121,00 centavos de dólar por libra peso.

Fundamentalmente, o mercado não tem novidades. Notadamente sobrevendido, o mercado abre espaço para algumas correções mais efetivas. Depois de ficar pressionado na quarta-feira, mas não ter registrado força mais consistente para atingir as mínimas recentes, o que se observou ao longo da sessão do dia é um movimento de recompra por parte de alguns especuladores, o que deu espaço para alguns ganhos. Um operador sustentou que o viés climático não foi o referencial para os ganhos do dia. As projeções para o clima no centro-sul do Brasil indicam uma queda das temperaturas no sul de Minas Gerais a partir da metade da próxima semana. Mas o frio não será intenso e as geadas não deverão ser observadas.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição setembro teve alta de 345 pontos, com 121,90 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 122,75 centavos e a mínima de 118,60 centavos, com o dezembro tendo valorização de 335 pontos, com 124,90 centavos por libra, com a máxima em 125,75 centavos e a mínima em 121,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 22 dólares, com 1.729 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 20 dólares, no nível de 1.745 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico e de relativa calma, apesar das oscilações mais efetivas de preço. O cenário externo não mostrou grandes mudanças, com o dólar finalizando o dia com estabilidade em relação a maior parte das moedas internacionais, com uma ligeira alta em relação ao real brasileiro. A maior parte das commodities teve um dia de alta, sendo que apenas o ouro se dissociou dessa tendência e fechou com quedas consideráveis.

"Reportamos os ganhos do dia a termos meramente técnicos. Alguns operadores apontaram que esse avanço poderia estar 'linkado' com uma possível nova greve de cafeicultores na Colômbia, a partir do início de julho. No entanto, não acreditamos que esse movimento desperte tanto temor junto aos players. Ele já ocorreu em março e não afetou tão fortemente as vendas. Os ganhos do dia foram predominantemente corretivos, diante de um quadro claramente sobrevendido", disse um trader.

Os prêmios para o café robusta da Indonésia saltaram cerca de 30 dólares na última semana, apoiados por persistentes preocupações com o abastecimento, enquanto alguns carregamentos de grãos vietnamitas mudaram de mãos à medida que as tradings cobriam seus estoques. Os prêmios do robusta dos principais produtores do Vietnã e da Indonésia subiram para máximas de vários meses após chuvas excessivas interromperem entregas e os produtores segurarem devido aos preços deprimidos. As dificuldades na obtenção de grãos forçaram alguns exportadores indonésios a cancelar as remessas de até 4 mil toneladas de café neste mês de junho e negociações ainda estão em andamento para evitar mais cancelamentos.

As exportações brasileiras no mês de junho, até o dia 25, totalizaram 1.296.274 sacas de café, queda de 12,37% em relação às 1.479.272 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.078 sacas, indo para 2.750.191 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 20.116 lotes, com as opções tendo 6.693 calls e 1.158 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem resistência em 122,75, 123,00, 123,50, 123,75, 124,00, 124,50, 125,00, 125,20, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00 e 128,40-128,50 com o suporte em 118,60-118,50, 118,05-118,00, 117,50, 117,10-117,00, 116,50, 116,00, 115,50, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50 e 113,00 centavos.




Londres segue Nova Iorque e tem dia de valorização para café

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com altas, seguindo o bom desempenho dos arábicas em Nova Iorque. Apesar dos avanços, o volume comercializado ficou abaixo da média recente da bolsa londrina, com algumas rolagens também sendo reportadas.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas, que permitiram ao setembro romper o patamar de 1.750 dólares. No entanto, acima desse nível psicológico foram verificadas algumas realizações, com o fechamento se dando, portanto, abaixo desse índice. O dia foi meramente técnico, corretivo, e os robustas seguiram o comportamento observado do outro lado do Atlântico, que também ostenta um quadro claramente sobrevendido.

"Tivemos boas altas, mas sem um amparo efetivamente fundamental. É uma correção natural. Temos de lembrar que num espaço de poucas semanas tivemos uma perda de mais de 300 dólares. Há pouco, o setembro variava fortemente acima dos 2.000, 2.100 dólares e nesta semana chegamos próximo dos 1.700 dólares. Assim, uma correção é algo natural", disse um trader.

O julho teve uma movimentação ao longo do dia de 2,03 mil contratos, contra 6,04 mil do setembro. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 16 dólares. No encerramento do dia, o julho teve alta de 22 dólares, com 1.729 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 20 dólares, no nível de 1.745 dólares por tonelada.





Prêmios do robusta disparam na Ásia; há temores de inadimplência

  Os prêmios para o café robusta da Indonésia saltaram cerca de 30 dólares na última semana, apoiados por persistentes preocupações com o abastecimento, enquanto alguns carregamentos de grãos vietnamitas mudaram de mãos à medida que as tradings cobriam seus estoques, disseram operadores nesta quinta-feira. Os prêmios do robusta dos principais produtores do Vietnã e da Indonésia subiram para máximas de vários meses após chuvas excessivas interromperem entregas de fazendas e preços globais em queda levarem os produtores a segurar seus grãos. Dificuldades na obtenção de grãos forçaram alguns exportadores indonésios a cancelar as remessas de até 4 mil toneladas dos grãos até o momento em junho, e negociações ainda estão em andamento para evitar mais cancelamentos. O café de Sumatra classe 4 com 80 grãos defeituosos ficou a prêmios de 200 dólares por tonelada contra o contrato julho da bolsa de Londres, nível mais alto desde o início de 2012, e ante 170 dólares na semana passada. Não há relatos de negócios fechados. O robusta do Vietnã registrou prêmios menores. "Alguns exportadores pediram para atrasar os carregamentos de cerca de 2,4 mil toneladas. Eles na verdade pediram por 'washouts' (cancelamentos negociados) e pagam uma multa de 50 dólares por tonelada para nós, mas não achamos que seja uma boa ideia, pois os preços do Vietnã estão loucos", disse um operador em Cingapura. Reuters





Prêmio para café da Ásia chega maior nível desde o início de 2012

  Os Prêmios de robusta da Indonésia subiram US$ 30 nesta semana em persistentes preocupações com o abastecimento, enquanto que algumas cargas de grãos vietnamitas mudou de mãos como casas comerciais coberto estoques, disse os concessionários. Robusta prêmios de top produtores Vietnã e Indonésia cresceram para o mior nível dos últimos 18 meses, após chuvas excessivas interromperam as entregas de plantações e a queda dos preços mundiais levou os agricultores a reter seus grãos. Dificuldades na obtenção de grãos forçaram alguns exportadores indonésios para cancelar as remessas de até 4.000 toneladas de café, até agora, em junho, e as negociações ainda estão em andamento para evitar mais cancelamentos. Sumatra grau 4, 80 grãos defeituosos ficou em prêmios de US $ 200 por tonelada para contrato de julho, em Londres, seu nível mais alto desde o início de 2012 e, a partir de US$ 170 dólares na semana passada. Não houve relatos de negócios. Robusta vietnamita foi buscar os prêmios menores. "Alguns exportadores pediram para atrasar os embarques de cerca de 2.400 toneladas. Eles realmente pediu para desmoronamentos e pagar uma multa de US$ 50 por tonelada para nós, mas não acho que é uma boa idéia, porque os preços no Vietnã são loucos", disse um traficante em Cingapura. "Se optar por apressar-los, eles poderiam padrão nos embarques e teremos que encontrar café substituição do Vietnã. Isso nos dará mais problemas", disse o comerciante que compra o café dos dois produtores. Desmoronamentos, em que os vendedores pagam uma penalidade para evitar a entrega, sacudiu os nervos de ambos os exportadores e compradores, que estavam tendo problemas para cumprir contratos a termo. Prêmios locais subiram, embora a produção da Indonésia deverá aumentar em cerca de 30 por cento, para 11,250 milhões de sacas de 60 kg no ano até setembro de 2013, de acordo com a Organização Internacional do Café No Vietnã, grau 2, 5 por cento e quebrado, foram negociados a US$ 90 a de futuros de Londres, constante da semana passada. Vietnã robusta é vendido normalmente abaixo de futuros de Londres, mas os grãos estão agora em prêmios como agricultores manter seus estoques depois que os preços globais caíram. "Nós compramos café de US $ 90 prémios, e acho que as casas comerciais têm de comprá-los de qualquer maneira, porque eles têm contratos a cumprir", disse outro representante em Cingapura. "O Vietnã ainda tem um monte de café, então eu não acho que eles vão padrão no embarques. Que eles estão fazendo agora é ajustar os diferenciais. Ouvi Vietnã ainda tem 200 mil toneladas de café." Setembro robusta na Liffe encerrou em queda de 24 dólares em 1725 dólares a tonelada na quarta-feira. O contrato caiu para 1.704 dólares americanos em 14 de junho, a menor para o segundo mês desde outubro 2010, depois de Nova York arabica afundou devido à pressão da cultura brasileira fora do ano. Até 100 mil toneladas de feijão embarques do Vietnã foram atrasados ou inadimplentes na temporada que termina em setembro de 2011, em parte após exportadores recusou-se a entregar em acordos anteriores e em vez disso tentou revender os grãos em diferenciais mais elevados. Semana frente prémios de café poderia ficar nos níveis atuais na próxima semana, com os concessionários esperam mais atrasos nos embarques da Indonésia se restrições de fornecimento piorar.




Colômbia comemora Dia do Café com preços baixos e dificuldades

  Nesta quinta-feira, 27 de junho, é comemorado o Dia Nacional do Café na Colômbia. Cafeicultores do departamento (Estado) de Caldas mostraram sua preocupação ante a crise que vive o setor por, entre outros motivos, o preço internacional do grão, que vem experimentando quedas sucessivas. O cafeicultor Luíz Gonzaga Cadavid afirmou que qualquer ponto econômico que se dê nos países desenvolvidos e consumidores, como os Estados Unidos, ou crises econômicas como a vivida pela União Européia, afeta de uma ou outra maneira a bolsa de Nova Iorque, na qual o café é comercializado. Durante a celebração do Dia do Café os cafeicultores desse departamento asseguraram que a produção anunciada pelo Brasil, de cerca de 50 milhões de sacas, que inclui um volume considerável de grãos suaves, como os colombianos, o que ocasiona uma pressão adicional sobre a bolsa, por um cenário de sobreoferta do produto. Apesar de as estatísticas indicarem que 82% dos colombianos serem consumidores habituais de café e que 89% tomam ocasionalmente, os produtores afirmam que a carteira cafeeira e os altos custos dos fertilizantes têm feito com que suas vidas passem por grandes dificuldades econômicas. Asseguram que cultivar o produto, que é considerado como bebida nacional por 90% dos colombianos, já não é rentável e, assim, reclamam o cumprimento dos acordos entre o governo nacional com os representantes do Movimento pela Defesa e Dignidade Cafeeira. Denunciam que o subsídio do PIC (Proteção da Receita Cafeeira) não tem chegado a todos os produtores e que o tema da normalização da carteira cafeeira também tem registrado falhas de cumprimento, com a exclusão dos benefícios a vários cafeicultores. Mesmo com um grande número de colombianos não dispensando um café no desjejum, os cafeicultores do país estudam a possibilidade de realizar uma nova paralisação em nível nacional, decisão que deverá ser tomada no início de julho, durante a oitava Assembléia Nacional da Dignidade Cafeeira, evento que deverá contar com a participação de aproximadamente 350 dirigentes cafeeiros de 80 municípios do país e também representantes do setor agrário local.




Mantega é cobrado sobre preço do café

  O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi bombardeado por todos os lados na audiência pública ocorrida hoje de manhã na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Até o café entrou na pauta. Os deputados ruralistas cobraram uma mudança no preço mínimo do café arábica, que, em maio, foi fixado pelo Conselho Monetário Nacional em R$ 307 a saca de 60 quilos. Os parlamentares alegam que o preço base do grão está 10% abaixo do custo de produção, avaliado em R$ 337. Mantega não acenou com um possível aumento no valor.


Aos 126 anos, IAC lança no mercado sua milésima cultivar

  Fundado em 1887 pelo Imperador D. Pedro II, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vinculado à Secretaria da Agricultura de São Paulo, completa hoje 126 anos e apresenta amanhã sua milésima cultivar, uma marca superada até agora no Brasil apenas pela estatal federal Embrapa. Fruto de pesquisas realizadas desde 2007 com recursos do governo paulista, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a IAC Milênio é uma cultivar de feijão mais produtiva e resistente à antracnose, doença que afeta folhas e vagens, e à murcha de Fusarium, que golpeia as raízes. A resistência à murcha de Fusarium, que pode provocar a morte da planta, é o "pulo do gato" da Milênio, uma vez que a cultivar de feijão carioca considerada padrão de mercado, a IAC Alvorada, não tem tal característica. Isso limita sua produção a áreas novas de plantio e a propriedades de alta tecnologia. Figura fácil no prato do brasileiro, o carioca é um tipo de feijão desenvolvido pelo IAC nos anos 70, e a cultivar Milênio é sua 9ª geração. Ao todo, o instituto já desenvolveu mais de 40 cultivares de feijão, o que inclui a leguminosa na lista de culturas com maior número de cultivares lançadas pelo IAC, ao lado de café, pêssego, videira, arroz, cana e seringueira. Todas resultados de pesquisas que fortalecem os bancos de germoplasma do instituto, como os de café e de cana - e este último servirá como base para um novo banco com variedades de todo o mundo. "Trabalhamos com mais de 100 culturas, e não podemos fugir desse perfil. Nossa missão é gerar e transmitir tecnologia para diversas cadeias produtivas. Mas também conseguimos aproveitar as boas oportunidades que há no mercado", diz Sérgio Augusto Morais Carbonell, diretor-geral do IAC desde março. O desenvolvimento de cada cultivar do IAC custa, em média, R$ 1 milhão. No total, incluindo fontes públicas e parcerias com grupos privados, o instituto trabalhará com um orçamento de quase R$ 60 milhões em 2013, para todos os fins. O Estado de São Paulo entrará com pouco menos de R$ 30 milhões, e as captações externas completarão o bolo. Essas captações externas, em agências de fomento como Fapesp e CNPq ou por meio de parcerias com a iniciativa privada, também incluem receitas obtidas com a venda de serviços e insumos, que poderão somar R$ 1,5 milhão em 2013. A produção de "sementes genéticas" vendidas pelo IAC aos multiplicadores, por exemplo, deverá chegar a 350 toneladas este ano. A Milênio é a 20ª cultivar que será lançada pelo IAC apenas em 2013. Segundo Carbonell, outras dez deverão sair do forno neste ano - de cana, amendoim, citros, arroz e quiabo -, ante um total de 31 no ano passado e 14 em 2011. Nos números aparece algo fundamental em órgãos públicos de pesquisa como o IAC: quiabo, açucena, marmelo, repolho, caruru e triticale, entre outras culturas do portfólio do instituto que não estão entre as prioridades de grandes multinacionais de pesquisas agrícolas, têm que continuar sendo melhoradas para agradar aos paladares e manter a competitividade na "disputa" por áreas de plantio com outras culturas. As cultivares desenvolvidas pelo IAC são resultado de melhoramento convencional, mas o instituto, que conta hoje com 165 pesquisadores, também desenvolve pesquisas com transgênicos, especialmente nas áreas de citros e cana-de-açúcar.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Com nova pressão vendedora, café tem mais um dia de queda na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com perdas, ampliando ainda mais o quadro negativo observado na casa de comercialização norte-americana. Após passar boa parte do dia flutuando dentro de um intervalo curto e sem oscilações mais efetivas, o café, na segunda metade do pregão, sentiu o efeito de novas vendas especulativas. A posição setembro, no entanto, não tocou nos 117,10 centavos, que foi o nível da mínima recente, atingida no último dia 20, valor que é o menor desde julho de 2009.

As ações do dia foram majoritariamente técnicas, com o café não conseguindo desestabilizar o atual viés baixista. Alguns players, diante de uma expectativa de disponibilidade efetiva para o grão, não parecem mais interessados em reter os contratos do grão e passam a liquidar com maior vigor, o que abre espaço para quedas consideráveis. As perdas recentes foram iniciadas após o setembro não ter conseguido se posicionar acima dos 150,00 centavos. O mercado inverteu e hoje se mostra claramente sobrevendido e, mesmo assim, não se tem uma correção. Temas como a disponibilidade do grão, a grande safra brasileira ou a quebra de vários países da América Central já estão precificados e o quadro de direcionamento é baixista e não se vê uma força mais efetiva dos compradores para, ao menos, amenizar o forte montante vendido.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição setembro teve queda de 210 pontos, com 118,45 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 121,20 centavos e a mínima de 118,05 centavos, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com 121,55 centavos por libra, com a máxima em 124,25 centavos e a mínima em 121,15 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve queda de 25 dólares, com 1.707 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 24 dólares, no nível de 1.725 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos distintos. O primeiro foi o da continuidade da calma, com preços com pouca oscilação e volatilidade mínima e o segundo, no qual alguns especuladores e fundos entraram liquidando. As baixas vieram rapidamente, mas, ao menos a mínima recente da bolsa nova-iorquina conseguiu ser preservada.

"As baixas do dia, em parte, também podem ser creditadas ao cenário externo. Tivemos um novo pregão de dólar em alta em relação a várias moedas internacionais e, com isso, muitas commodities recuaram, ainda que não de forma tão intensa. O problema só não foi maior devido ao fato de a moeda norte-americana não ter continuado a avançar sobre o real brasileiro. Ao contrário. Hoje a queda foi considerável e com o dólar menos valorizado os exportadores dessa origem não se mostram tão efetivos, como o verificado ao longo da semana passada", disse um trader.

As exportações de café do Vietnã em junho devem recuar 22% na comparação com maio, para 91 mil toneladas, informou o Ministério de Agricultura do país. No primeiro semestre de 2013, os embarques do produto ao exterior devem totalizar 795 mil toneladas, 24% menos que o volume registrado de janeiro a junho do ano passado, mostrou um relatório mensal do governo vietnamita. De acordo com o órgão governamental, a Alemanha e os Estados Unidos continuam sendo os principais destinos das exportações vietnamitas de café.

As exportações brasileiras no mês de junho, até o dia 25, totalizaram 1.296.274 sacas de café, queda de 12,37% em relação às 1.479.272 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 845 sacas, indo para 2.749.113 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.630 lotes, com as opções tendo 3.261 calls e 1.920 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem resistência em 121,20, 121,50-121,55, 122,00, 122,20, 122,50, 123,00, 123,50, 123,75, 124,00, 124,50, 125,00, 125,20, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00 e 128,40-128,50 com o suporte em 118,05-118,00, 117,50, 117,10-117,00, 116,50, 116,00, 115,50, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50 e 111,00 centavos.




Londres volta a ter perdas e fecha próximo das mínimas do dia

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram um novo dia de perdas, com o setembro encerrando as operações do pregão próximo das mínimas do dia. A sessão foi caracterizada pela calma na maior parte do tempo, com as baixas mais acentuadas sendo observadas ao final do processo, seguindo a tendência baixista verificada também para os arábicas em Nova Iorque.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas vendas especulativas e também pela manutenção de algumas rolagens de posições. O julho continua a ser "esvaziado", no entanto, a posição ainda conta com cerca de 13,5 mil contratos em aberto na bolsa britânica. As ações foram técnicas, com o setembro pressionado, mas, em momento algum, tendo testado o nível psicológico de 1.700 dólares.

"Voltamos a ter ações vendedoras e algumas baixas mais efetivas foram verificadas. Depois de duas sessões mornas no início da semana, observamos um direcionamento do mercado para a continuidade do viés baixista. Ainda encontramos algumas 'zonas compradoras' antes do referencial de 1.700 dólares, mas caso esse nível seja rompido, poderemos ampliar ainda mais as perdas", disse um trader.

O julho teve uma movimentação ao longo do dia de 4,44 mil contratos, contra 11,1 mil do setembro. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 18 dólares. No encerramento do dia, o julho teve queda de 25 dólares, com 1.707 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 24 dólares, no nível de 1.725 dólares por tonelada.



Chuvas prejudicam qualidade do café no Cerrado Mineiro

  As chuvas que atingiram a região de Patrocínio, no Cerrado Mineiro, entre o fim de maio e este mês, atrasaram a colheita de café. Até o momento, cerca de 15% da safra foi colhida e o índice deve saltar para 25% a 30% na próxima semana, com a aceleração dos trabalhos no campo diante da interrupção das chuvas, de acordo com Umboldi Márcio Castro Alves, da Umcafé Corretora. Segundo ele, a região de Patrocínio, juntamente com algumas microrregiões, devem colher quase 1 milhão de sacas de café este ano (safra 2013/14). Além de atrasar a colheita, as chuvas prejudicaram a qualidade do grão. Muitos grãos ficaram maduros mais rapidamente, tornando-se secos, o que impede a produção de cereja descascado. Cerca de 15% a 20% dos grãos dos pés foram para o chão, observa Alves. Mas o corretor afirma que no ano passado as chuvas foram em volume ainda maior. Em 2012, a oferta e a qualidade foram prejudicadas, o que provocou menor exportação brasileira do produto. As negociações com o café no mercado físico da região estão com baixo volume, conforme Alves. Os produtores aguardam medidas do governo, como opções de venda para retirar produto do mercado. Hoje, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, disse que o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá aprovar, na próxima reunião, uma linha adicional de R$ 390 milhões aos produtores de café. O recurso será usado para financiar o pagamento de subsídios aos produtores, por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O café tipo 6, voltado à exportação, é negociado em Patrocínio entre R$ 280 e R$ 290 por saca, tanto o produto da safra nova (2013/14) quanto o da anterior (2012/13).



Empresa espanhola lança novas cápsulas compatíveis com Nespresso

  A companhia espanhola Prosol, que se dedica à fabricação de café e produtos solúveis, com sede em Venta de Baños, na região de Valência, iniciou neste mês de junho a comercialização de suas cápsulas de café compatíveis com as máquinas Nespresso, em mais de 1,4 mil lojas da rede Mercadona, empresa da qual ela é provedora. O projeto empresarial foi consolidado após um período de provas, iniciado em dezembro do ano passado, com a distribuição de três referências distintas de cápsulas — forte, suave e descafeinado — em dez lojas de Valência. Uma vez superada a fase beta de aceitação do produto por parte dos clientes, a Prosol consegue agora introduzir suas cápsulas em todas as lojas da cadeia supermercadista. As cápsulas são comercializadas em uma bolsa "doypack" de dez unidade a 2,59 euros. Com a comercialização completa em todas as lojas da Mercadona se encerra um projeto de três anos, no qual foi desenvolvido um intenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento. Ao longo desse período se trabalhou na seleção das melhores origens de café, com múltiplas provas que definiram os grãos torrados mais adequados para fazer parte do blend. Na última etapa de desenvolvimento do projeto foram superados diferentes tipos de teste de produtos realizados com clientes da Mercadona, que deram sugestões, sendo que várias delas foram incorporadas ao produto, o que valorizou a qualidade do café, um dos requisitos indispensáveis para poder consolidar a comercialização das cápsulas em todas as unidades da companhia. O novo projeto, compartilhado com a Mercadona, cujo departamento de prescrição trabalha estreitamente, teve um investimento superior aos 7 milhões de euros. Para poder se desenvolver e ter êxito, a Prosol destinou importantes recursos durante os últimos três anos, especialmente por parte de sua área de pesquisa e desenvolvimento, através das equipes de inovação.





Colômbia pode ter nova paralisação de cafeicultores em julho

  A cotação externa do café não dá sinais de recuperação e o grupo Dignidade Cafeeira da Colômbia já sinaliza que pode realizar uma nova paralisação no país. "O governo fez um chamado aos dirigentes do movimento Dignidade Cafeeira para que se abstenham de fechar estradas no momento de reclamar soluções a suas necessidades". Assim assinalou o ministro da Fazenda, Maurício Cárdenas, visivelmente preocupado com a ameaça de uma nova paralisação. A situação tem desembocado em um beco quase sem saída para o governo, pois o panorama é cada vez mais complexo devido à queda dos preços internacionais do grão. Em 20 de abril de 2011, uma libra de café em Nova Iorque custava 2,79 dólares e nesta semana chegou a 1,20 dólar. Essa retração se reflete no preço interno colombiano, que há dois anos alcançou níveis históricos, em 1 milhão de pesos (521,09 dólares) e agora está em 468,6 mil pesos (253,53 dólares). Ante essa realidade, e depois de uma greve de 12 dias dos produtores, o governo local decidiu, em março passado, mitigar a crise, outorgando um subsídio de 145 mil pesos (75,56 dólares) por carga de 125 quilos e de 20 mil pesos (10,42 dólares) adicionais quando o preço interno rompa o piso de 480 mil pesos (250,12 dólares), como ocorre neste momento. Até agora, foram entregues 411 bilhões de pesos (214 milhões de dólares) em subsídios. No entanto, os organizadores do movimento não estão satisfeitos. Pedem que o governo pague o subsídio no momento que entregam o produto. O governo indica que isso não é possível, uma vez que é necessário exercer controles para evitar irregularidades, tanto na entrega quanto na concessão do benefício. A Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) demora de dois a três dias para liberar o subsídio, antes de verificar se a fatura apresentada pelo cafeicultor é correta. Porém, mais além da insatisfação dos produtores com a suposta demora na entrega dos recursos, os especialistas se perguntam até quando esse subsídio será pago. O governo tem a esperança de que o preço internacional melhore, porém, o mercado não está dando sinais nesse sentido, o que faz pensar que o recurso extra terá de ser pago até quando as condições mudem. "O dinheiro que está sendo entregue aos cafeicultores sai do bolso de todos os colombianos", disse o ministro da Fazenda, em entrevista à rádio Colmundo. Ele indicou que o governo tem honrado seu compromisso com os cafeicultores e cumprido acordos. "O subsídio vai sendo pago sem interrupções", concluiu. Por enquanto, o fato real é que os cafeicultores têm assegurado um subsídio de 165 mil pesos, que só baixará para 140 mil por carga quando o preço interno supere os 480 mil pesos. Adicionalmente, essas ajudas somente estão garantidas para este ano. A Dignidade Cafeeira assinalou que para o pagamento dos subsídios aos cafeicultores está sendo registrada uma produção abaixa das lavouras. Guillermo Gaviria, delegado de Antioquia do Movimento, assegurou que também não tem sido possível que o Banco Agrário refinancie as dívidas dos produtores, mesmo tendo sido efetuado um acordo com o governo sobre esse tema. Os produtores insistem que, com o preço atual mais o subsídio, a receita total segue abaixo dos custos de produção, o que significa prejuízo. No próximo dia 3 de julho o Movimento efetuará uma reunião em Armenia para decidir se vai parar novamente ou não. Os representantes do protestos passados se encontrarão para analisar os fatos, depois dos acordos traçados com o governo. Entre os temas que serão levantados está, efetivamente, uma nova jornada de protestos.




Deputado alerta para situação emergencial do café mexicano

  Em grande parte dos Estados do México se enfrenta uma severa crise no setor cafeeiro. A afirmação foi apresentada pelo presidente da comissão especial para a agroindústria do Congresso do Estado de Veracruz, Gustavo Moreno Ramos. Em entrevista, o deputado local do Panal (Partido Nova Aliança), ressaltou que no que se refere a Veracruz, 85 mil produtores cultivam o café em uma área de 140 mil hectares, sendo que a produção média é de 1 milhão de quintais ((767 mil sacas). Ele também assinalou que as regiões cafeeiras compreendem 90 municípios, dos 212 que existem no Estado, que representam 45% da geografia veracruzana. No entanto, lamentou que não se tem aproveitado o potencial da produção local. Ressaltou que o café é um produto presente na cesta básica mexicana, além de ser um artigo de consumo mundial, sendo que é o segundo gerador de receitas para o México, ficando somente atrás do petróleo. Diante desse teor, Moreno Ramos deixou claro que Veracruz se coloca como segundo produtor nacional, ao passo que o México hoje é o quinto maior produtor mundial do grão. O deputado manifestou que o Sistema Produto Café busca uma aliança para o campo, com apoio para os produtores, assim como a estabilização do preço do café e dos apoios financeiros para os produtores que tenham áreas de até dez hectares. "Eu creio que, no entanto, isso não tem sido suficiente, já que não tem crescido a atividade e novos casos as autoridades encarregadas desse setor em nível federal não têm oferecido o necessário e isso dana a produção cafeeira. Diante disso, considero que é urgente que as autoridades agropecuárias apóiem a atividade cafeeira no país", ressaltou o parlamentar do Panal. Por fim, Moreno Ramos lamentou que as plantações nos Estados produtores estão infestadas com a broca e, principalmente, com a ferrugem do colmo, situação que coloca em risco a qualidade do grão e a produtividade.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Em sessão calma, café gira em torno dos 120 cents por libra na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas ligeiras, em uma sessão modesta, sem maiores oscilações. A posição setembro variou dentro do intervalo de 120,00 centavos, sendo que, diferentemente da última sexta-feira, conseguiu ficar ligeiramente acima desse referencial, ainda que sem nenhuma tendência efetiva para buscar novos buy stops ou correções mais efetivas.

O mercado mantém o perfil que vem sendo avaliado já há várias semanas. Notadamente, o café está sobrevendido, no entanto, não consegue ter correções mais consideráveis. Pelo contrário. Algumas altas observadas são pontuais, como as verificadas nesta segunda-feira, ao passo que, principalmente quando pressionado pelo segmento externo, o que se identifica é uma rápida assimilação dos sell stops, abrindo caminho para novas mínimas. Na semana passada, por exemplo, o setembro atingiu sem menor intervalo desde o distante julho de 2009.

Fundamentalmente, o mercado ressente-se da falta de novidades. A safra grande em ano de baixa do Brasil, a quebra menor que a esperada do Vietnã, a gradativa recuperação dos níveis produtivos da Colômbia, a quebra de safra dos centro-americanos devido à ferrugem do colmo são itens na agenda do mercado que já foram devidamente precificados e outros pontos, como o programa de financiamento para o setor cafeeiro do Brasil, ainda não estimularam mudanças de comportamento nos trader. O viés se mantém baixista, seja no curto, médio ou longo prazos.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição setembro teve alta de 85 pontos, com 120,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 121,25 centavos e a mínima de 118,70 centavos, com o dezembro tendo valorização de 85 pontos, com 123,20 centavos por libra, com a máxima em 124,15 centavos e a mínima em 121,95 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 18 dólares, com 1.749 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 18 dólares, no nível de 1.761 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por algumas aquisições especulativas, em uma sessão tranqüila, pouco volátil e sem sobressaltos. O segmento externo teve uma segunda-feira mais calma, se comparada com a pressão do final de semana passado. O dólar caiu em relação a várias moedas internacionais, incluindo o real brasileiro, o que abriu espaço para uma recuperação de várias commodities internacionais. As bolsas de valores dos Estados Unidos, por sua vez, não se mostraram tão bem humoradas e fecharam o dia com perdas.

"A sessão não teve tantos solavancos e vimos o setembro buscando se aproximar do patamar de 120,00 centavos. É uma tendência natural, após as oscilações recentes. Para muitos players, ainda há espaço para novas liquidações, ao passo que outros participantes acham inconcebível um nível de preço que, nem sequer cobre os custos de produção, ser praticado diante de uma situação de disponibilidade que seria bastante curta. Estamos, enfim, diante de um mercado com tendências divergentes, mas com os baixistas, ao menos por enquanto, ganhando a luta de braço", disse um trader.

"O Conselho Monetário Nacional aprovou a liberação de financiamento para a cafeicultura sem nenhuma intervenção do governo para retirar café da praça – o que certamente não deve acontecer depois de tantas outras prioridades terem surgido com os protestos que tomam conta das ruas de praticamente todo o país. O cenário não está para os altistas. Ainda assim mantenho a opinião de que o rompimento dos 110 centavos por libra não deve acontecer neste momento – salvo é claro se o real desvalorizar acima de 2,30 – enquanto uma recuperação deve perder força antes de chegar a 130 centavos por libra", sustentou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

A produção mundial de café em 2013/2014 foi estimada em 146 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 4,4 milhões de sacas em relação ao período anterior, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A redução de cerca de 3% deve-se basicamente ao ano de ciclo negativo no Brasil e, em menor grau, ao problema de ferrugem nos cafezais da América Central e do México. A produção brasileira em 2013/2014 está projetada pelo Departamento em 53,7 milhões de sacas, queda de 2,4 milhões de sacas ante período anterior.

As exportações brasileiras no mês de junho, até o dia 20, totalizaram 958.224 sacas de café, alta de 4,87% em relação às 913.684 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.395 sacas, indo para 2.748.218 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.738 lotes, com as opções tendo 5.495 calls e 642 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem resistência em 121,25, 121,50, 122,00, 122,20, 122,50, 123,00, 123,50, 123,75, 124,00, 124,50, 125,00, 125,20, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00, 128,40-128,50, 129,00, 129,50, 129,75 e 129,90-130,00 com o suporte em 118,70, 118,50, 118,00, 117,50, 117,10-117,00, 116,50, 116,00, 115,50, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50,




Café em Londres apresenta alta em dia de volatilidade estreita

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, em uma sessão caracterizada pelo viés consolidativo e pela pequena volatilidade. Rolagens remanescentes, principalmente entre julho e setembro também foram reportadas, mas o volume negociado ao final do pregão foi apenas regular.

De acordo com analistas internacionais, o mercado registra uma situação de relativa pressão sobre os grãos de robustas. Esse tipo de café experimentou, ao longo das últimas semanas, uma perda de mais de 300 dólares. Alguns fatores continuam a predominar sobre o andamento dos negócios, como a expectativa de uma quebra bem menor que a anteriormente prevista para o Vietnã e os prêmios altos para os cafés da Indonésia.

"Temos notícias de vários adiamentos de embarques por parte de exportadores em Ho Chi Min ou em Jacarta. O mercado de robusta reverteu a tendência positiva que perdurou ao longo de um significativo período. Neste momento, encontramos bons compradores abaixo dos 1.750 dólares, por outro lado, não encontramos força para avançar para um patamar básico, como de 1.800 dólares", disse um trader.

O julho teve uma movimentação ao longo do dia de 3,63 mil contratos, contra 9,77 mil do setembro. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 12 dólares. No encerramento do dia, o julho teve alta de 18 dólares, com 1.749 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 18 dólares, no nível de 1.761 dólares por tonelada.




Analista indiano prevê possíveis geadas e forte alta para preço do café

  Mahendra Sharana é um respeitado analista(GURU E ESTUDIOSO DA ASTROLOGIA APLICADA AOS NEGÓCIOS) de mercado, do site mahendraprophecy.com. Misturando dados de mercado com astrologia, previu, por exemplo, as altas de 2011 para o café. Num novo estudo, o especialista agora fala em grande possibilidade de geadas e também em alta para os preços do café. Na sequência, sua análise mais recente para o segmento cafeeiro.

O clima tem um papel importante para o plantio e cultivo de café. Todos os anos, entre junho e setembro, os players começam a acompanhar mais de perto o clima nas zonas cafeeiras do Brasil. Geada é uma das poucas palavras que criam pânico no mercado do grão. Se ela for somada a "severa", então o clima de medo de prejuízo se torna ainda mais intenso. Não é preciso dizer muito sobre as geadas, já que todos sabem os seus impactos sobre o café.

Não há dúvida que a tecnologia ajuda os produtores a ter previsões meteorológicas mais embasados e também há novas maneiras de protegera das plantas. No entanto, uma geada severa ainda é sinônimo de dano ao café. Existem dois tipos de geada, a branca e a negra. A branca, em geral, tem impacto menor sobre a cultura e a negra destrói ramos e plantas de café e até pode matar a árvore. Se uma chuva aparece imediatamente após a geada o dano se amplia, já que a água nos troncos pode congelar a planta. Nesse caso, a solução é apenas uma poda radical ou o corte da árvore. E isso significa dois ou três anos sem produção. Ou seja, uma geada negra pode ser o extermínio de uma produção inteira do grão. Nos últimos dois anos, fizemos um intenso estudo sobre o padrão do tempo e sua combinação com os astros no Brasil.

Ainda estão vivas nas mentes de muitas pessoas, as ocorrências de 1975, quando uma devastadora geada atingiu o Paraná e regiões adjacentes, uma das maiores zonas cafeeiras do Brasil, entre os dias 17 e 20 de julho. Outras geadas negras foram registradas em 1942, 1955, 1963 e 1969. Em 1994 vimos uma forte geada com impacto sobre o café. Os preços mudam de rumo e em 2005 houve um bom lucro com café. Alguns players seguiram nossas previsões e os preços do café se moveram a partir de janeiro de 2004. Desde 2009, o café tem mantido um movimento de alta e atingiu uma máxima história, ao passo que nos dois últimos anos esses ganhos passaram a se reduzir. Em nossos livros contáveis, estamos prevendo que os preços do café comecem a iniciar um movimento de alta a partir deste mês de junho de 2013 e que deve continuar durante 2014 e 2015. Nós prevemos isso puramente por razões astrológicas, uma vez que temos dados de mais de 100 anos sobre o café e sobre a questão das geadas.

Ficamos muito surpresos com as verificações de geadas que estão para ser verificadas em 2014/2015, já que elas são muito parecidas com a de outros anos de geadas. Essa combinação teve início no dia 31 de maio de 2013, com Jupiter se mudando da casa de Touro para Gêmeos. Observamos claramente que os preços do café não só vão tocar em recordes históricos em 2014, mas como vão ser comercializados acima desses patamares. Poderemos ter preços de mais de 600 centavos de dólar por libra em 2015. Essa não será a única commodity em alta, mas será uma das mais ativas no campo da valorização. A maior parte dos planetas se move para o lado sudoeste da Terra que irá abranger boa parte do Brasil. Em 31 de maio de 2013, Júpiter se mudou para casa de Gêmeos. Em 15 de junho, o Sol também se muda para Gêmeos. Mercúrio retroage para Gêmeos em 24 de junho e Marte se une a esses planetas no início de julho. Essas combinações indicam frio extremo e chuva forte no Brasil, principalmente em zonas mais altas, o que pode resultar em geada negra.

Em 2013, o fenômeno poderá ser moderado, mas em 2014 e 2015 será grave. Ou seja, o Brasil tem três anos seguidos de possíveis geadas. Não podemos afirmar que esses três anos gelados serão totalmente favoráveis para o café, mas as ondas de frio podem levar o grão até os 1000 centavos de dólar por libra. Atualmente, os preços do café estão em torno dos 126 centavos de dólar e, por isso, os players do café tem de planejar muito bem seus negócios, não assumir grandes riscos, fazer estudos próprios e tomar conselhos com especialistas. Certamente, pequenas apostas podem fazer fortunas. Nós não vemos o café abaixo dos 124,50 centavos em qualquer circunstância.




Estoques mundiais no maior nível dos últimos cinco anos

  Os preços do café teve um início firme nesta segunda feira , apesar da previsão de aumento dos estoques mundiais para o maior nível dos últimos cinco anos, liderada pela alta do Brasil de 22% . Os aumentos veio apesar de um início suave de verdade do Brasil, que, uma vez que o país é o maior produtor de café tem um impacto fundamental sobre os preços em dólar, e uma estimativa do Departamento de Agricultura de um segundo ano consecutivo de aumento de estoques mundiais dos EUA. Enquanto a produção mundial vai cair cerca de 4,4 milhões de sacas, para 146, 4 milhões de sacas em 2013-14, um reflexo da Central americano ferrugem surto e sendo um ano "off" no ciclo de anos alternados superiores e inferiores produtoras do Brasil - ele permanecerá bem consumo acima, a 14,9 milhões de sacas. Os estoques no Brasil subiu para de 8,23 milhões, representando mais de um quarto do total mundial, apesar de ser um ano de folga, e com alguma perda na produção de arábica para "frost e condições de seca em Minas Gerais, disse ea USDA. A colheita de robusta "tem previsão de continuar expandindo como clima favorável e bom manejo da cultura configurações de frutas ajudaram e desenvolvimento no Espírito Santo", o estado responsável pela maior parte da produção de robusta no Brasil. Do Brasil "estoques mais elevados irá fornecer almofada adicional deve haver um futuro de escassez de oferta", disse o USDA, em comentários tomadas por alguns investidores como de baixa para os preços. "Este aumento de estoques do Brasil iria impulsionar o crescimento estoques mundiais, e as preocupações armado sobre o aumento superávit global de grãos de alta qualidade que empurraram New York arábica futuros de café para perto de mínimos de quatro anos na semana passada," disse Joyce Liu no corretor Phillip Futures, disse. O USDA também teve uma visão relativamente otimista do surto de ferrugem na América Central, prevendo-se uma recuperação de 9% na produção de Honduras em 2013-14 ", com o amadurecimento de novas árvores".




Apoio para setor cafeeiro do Peru deve ser uma constante

Fala-se muito mais dos aspargos, que são cultivados na costa, muito visíveis e são considerados "não tradicionais". Porém, o café é nossa grande exportação silenciosa: há dois anos as exportações de café peruano, as principais remessas de café orgânico do mundo, nos deram 1,6 bilhão de dólares, porém, neste ano de 2013 elas redundaram em 800 milhões de dólares somente. A que se deve essa vertiginosa queda? Há duas causas. O vai-e-vem do preço internacional, que caiu quase 50% desde seu pico em 2011, por causa da maior produção no Brasil, Indonésia e Vietnã, entre outros. Esses ciclos são normais em um produto como o café. O que não é normal é a segunda causa do recuo das exportações: uma praga chamada ferrugem do colmo, que afeta vários países, entre eles o Peru, Colômbia e os centro-americanos. A importância do café não se mede apenas em dólar, mas pela enorme quantidade de postos de trabalho que esse silencioso setor oferece a centenas de milhares de pequenos produtores e trabalhadores que atuam na colheita, processamento, transporte e outras atividades. Ainda que os números não sejam muito exatos, calcula-se que há entre 250 e 300 mil hectares cultivados com o café no Peru, principalmente na selva desde Piura, Cajamarca e San Martín, até Cusco e Puno, no sul. Calcula-se que ha 150 mil produtores dedicados ao café, muitos deles em zonas aptas para a droga. Por essa razão, entre outras, é fundamental manter a saúde do setor cafeeiro. A ferrugem e agora também a praga denominada broca, que ataca diretamente o grão, explicam a queda da produção do ano passado, quando se esperavam 7,5 milhões de quintais e apenas 6 milhões de quintais foram obtidas. Calcula-se que entre 35% e 45% das lavouras estejam afetadas pela ferrugem. Que fazer? Felizmente, o fato de que o café peruano tenha um prêmio por ser orgânico tem despertado o interesse de autoridades da Europa e, principalmente, do Japão, governo que tem facilitado uma cooperação técnica e financeira para enfrentar a crise. O ministro da Agricultura declarou que o setor está em crise e o vice-ministro Juan Rheinebeck está ocupado diretamente com o tema. É bom, mas necessitamos de mais recursos. Deve-se promover a instalação de assessores agrícolas financiados pelo governo para que possam guiar os pequenos produtores a acompanhar suas plantações. A ferrugem vem, em grande parte, da falta de fertilização e de novas plantações. Esse tipo de assessoria agrícola é necessária em todos os setores agrícolas, onde há pequenos produtores. É algo que existe em todos os grandes países agrícolas do mundo, desde os Estados Unidos até a Austrália, porém, lamentavelmente, no Peru esse tipo de programas, que eram muito importantes há 50 anos, foram abandonados. Deve-se criar um fundo de apoio para enfrentar a crise de café, que ajude a fazer caixa rural e fortalecer os créditos do setor. Tínhamos algo parecido há 32 anos, no setor mineiro, com o Fundo de Compensação Mineira, administrada pelo Banco Mineiro e, dessa forma, evitamos os estragos causados, principalmente, pela informalidade. O café representa apenas de 3% a 4% das exportações totais do Peru, porém, gera uma quantidade enorme de emprego em zonas pobres. Por isso é fundamental ter um plano de ação que não só mantenha essa importante atividade, reconhecida internacional, mas que também mantenha a paz social nas zonas pobres. Tenho uma "queda" pelo café, não só por consumir muito o produto, mas também por ter sido há anos inspetor da Organização Internacional do Café. Juntamente com o famoso biólogo brasileiro Arnaldo Krug, fomos encarregados de avaliar a cota cafeeira de El Salvador. Naquele período, os cafeicultores salvadorenhos diziam que não tinham a produção que pretendiam, porém, uma avaliação que durou dois meses demonstrou que El Salvador tinha razão e sua cota, graças a nosso trabalho, foi aumentada. Desde essa época, guardo muitas recordações das plantações das colinas do país centro-americano, dos processadores e armazéns. No Peru existe um imenso potencial agrícola, não somente nos grandes distritos da costa, mas também em zonas mais distantes e em áreas de selva. Vamos manter e desenvolver esse potencial.