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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cafe tem novo dia de perdas na Ice e fica abaixo dos 150 cents

Café tem novo dia de perdas na ICE e fica abaixo dos 150 cents
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com novas quedas, que fizeram com que o março se situasse abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos de dólar por libra peso, nos menores níveis em mais de 29 meses.
Efetivamente, o clima baixista continua a predominar os negócios. Na volta do feriado prolongado nos Estados Unidos, os operadores continuaram tendendo para o lado vendedor. No meio do dia, algumas recompras chegaram a ser observadas, o que possibilitou um equilíbrio nas cotações. No entanto, esse movimento não foi suficiente para sustentar o quadro e, mais uma vez, ordens de venda foram acionadas e o encerramento dos negócios mostrou o café já abaixo do patamar de 150,00 centavos, mesmo diante de um quadro gráfico notadamente sobrevendido.
O mercado voltou a operar com um ações basicamente técnicas, em uma sessão de poucos negócios, após o início da notificação de dezembro e de um longo feriado. Entretanto, as características negativas já observadas ao longo dos últimos dias continuaram presentes e demonstram que a situação baixista ainda conta com uma força considerável, ao passo que os bulls (altistas) ainda se mostram muito reticentes, sem conseguir manter intervalos básicos, como foi o caso do nível de 150,00 centavos por libra para o março.
Fundamentalmente, o mercado não apresenta maiores novidades. A questão climática no Brasil está amplamente contornada, com o registro de boas precipitações ao longo das últimas semanas, que devem garantir o pleno pegamento das floradas de setembro e outubro passado.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 190 pontos, com 148,90 centavos, sendo a máxima em 151,45 e a mínima em 147,60 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 190 pontos, com a libra a 151,80 centavos, sendo a máxima em 154,25 e a mínima em 150,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 5 dólares, com 1.854 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.864 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi de relativa tranqüilidade na bolsa nova-iorquina, com o predomínio das ações por parte dos bears (baixistas), que conseguiram, sem
maiores dificuldades, levar o março para baixo do nível de 150,00 centavos, sendo que o patamar de 147,00 centavos chegou a ser testado. Apesar de uma desaceleração das perdas, o fechamento se deu abaixo do referencial, com o mercado continuando a sinalizar sua clara tendência baixista.
Ao longo da segunda-feira, os mercados acionários nos Estados Unidos não tiveram oscilações mais fortes, com pequena queda para a bolsa tradicional e ligeira alta para os segmentos de
tecnologia, ao passo que as commodities também não apresentaram um direcionamento mais forte, ao passo que o dólar ficou estável em relação a uma cesta de moedas internacionais.
"Tivemos, mais uma vez, a pressão vendedora sobre o café o produto foi um dos poucos a recuar no dia, já que tivemos avanços nos mercados de grãos, assim como no trigo, suco de laranja, açúcar, algodão, entre vários outros. Vivemos uma onda negativa que somente ganha mais corpo desde maio de 2011 e não parece haver força para frear esse ímpeto baixista. Rompemos o nível de 150,00 centavos e a tendência é que outros suportes sejam buscados no curto prazo", disse um trader.
O Vietnã deverá fechar esta mês de novembro com o embarque de 122 mil toneladas de café. Caso o prognóstico se efetive será uma elevação de 71,8% em relação ao mesmo mês de 2011 e de 19,6% em relação a outubro. A previsão, apresentada pelo Ministério da Agricultura, ainda contempla uma receita de 261 milhões de dólares para as remessas deste mês, um pouco maiores que as aferidas em outubro — 228 milhões de dólares. No ano, até novembro, as exportações cafeeiras do país deverão chegar a 1,56 milhão de toneladas, com receita de 3,3 bilhões de dólares, o que significa um aumento de 42% e 37% em relação ao ano anterior.
As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 23, somaram 1.530.228 sacas, contra 1.344.867 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.300 sacas, indo para 2.488.421 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.787 lotes, com as opções tendo 2.805 calls e 3.628 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 151,45-151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50, 153,85, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 147,60, 147,55-147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.
Londres volta a variar pouco e fecha com retrações
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Lifee encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia sem maiores novidades e com preços, mais uma vez, presos em um range consideravelmente estreitos.
A posição janeiro flutuou dentro de um range de apenas 19 dólares ao longo de todo o dia. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações predominantemente técnicas, com algumas liquidações especulativas tendo sido observadas ao longo do dia, sendo que durante todo o pregão as baixas foram verificadas, entretanto, sem romper o nível de 1.836 dólares.
Mais uma vez, nas mínimas algumas recompras e aquisições de comerciais foram verificadas, o que possibilitou uma desaceleração das perdas. "Tivemos o mais do mesmo de novo. Algumas ações de venda forçaram o mercado para baixo, mas não tivemos um prosseguimento das liquidações, devido a ação de comerciais e até especuladores. O mercado, com isso, fica dentro de um intervalo modesto, ainda que a tendência baixista continue operante", disse um trader.
O Vietnã deverá fechar esta mês de novembro com o embarque de 122 mil toneladas de café. Caso o prognóstico se efetive será uma elevação de 71,8% em relação ao mesmo mês de 2011 e de 19,6% em relação a outubro. A previsão, apresentada pelo Ministério da Agricultura, ainda contempla uma receita de 261 milhões de dólares para as remessas deste mês, um pouco maiores que as aferidas em outubro — 228 milhões de dólares. No ano, até novembro, as exportações cafeeiras do país deverão chegar a 1,56 milhão de toneladas, com receita de 3,3 bilhões de dólares, o que significa um aumento de 42% e 37% em relação ao ano anterior.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 5,89 mil lotes, com o março tendo 3,75 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 10 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 5 dólares, com 1.854 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.864 dólares por tonelada.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Rolagem de swap pode deixar dólar volátil
São Paulo, 26 de novembro de 2012 - O dólar comercial fechou hoje com
estabilidade, a R$ 2,0800 para compra e R$ 2,0820 para venda. A cotação
permaneceu abaixo do patamar R$ 2,10 após o Banco Central (BC) ter atuado na
sexta-feira no mercado de câmbio. Enquanto a autoridade monetária não decide
sobre a possibilidade da rolagem do vencimento dos contratos de swap cambial
reverso, na próxima segunda-feira, a divisa norte-americana pode apresentar
volatilidade ante o real, de acordo com o diretor-executivo e economista da NGO
Corretora, Sidnei Moura Nehme.
"O dólar oscilou um pouco hoje, mas a cotação fechou estável e ficou no
parâmetro que o BC quer, entre R$ 2,05 e R$ 2,10. A partir daí, ele pode
administrar o câmbio, para que não saia dessa faixa", declarou Nehme.
O economista ressalta que, com alta da moeda norte-americana, o governo
pretende beneficiar a indústria. No entanto, defende que é preciso haver
cautela, pois muitas empresas têm dívidas em dólar. "É preciso não onerar
quem tem exposição ao dólar e, ao mesmo tempo, ter cuidado para não
estimular a inflação", afirma.
Diante desse cenário, de acordo com Nehme, ainda resta uma dúvida no
mercado sobre a possibilidade da rolagem ou não contratos de swap reverso.
"'O BC colocou apenas metade [dos contratos de swap para rolagem], já sendo
suficiente que a cotação recuasse. Se a taxa de câmbio ceder abaixo do
patamar atual, deve haver a rolagem dos contratos restantes. Por outro lado, se
subir mais, o BC não deve rolar esta posição", explica.
Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0740
e a máxima de R$ 2,0870. No mercado futuro, o contrato com vencimento em
dezembro teve leve queda de 0,07%, a R$ 2.082,500, e o que expira em janeiro de
2013 recuou 0,09%, negociado a R$ 2.091,000.
Juros
A maioria dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) encerrou o
pregão de hoje da BM&FBovespa em campo negativo, em um dia de expectativa entre
os investidores em relação a uma resolução sobre a nova parcela de ajuda à
Grécia e com a permanência de preocupações sobre o "abismo fiscal" nos
Estados Unidos.
No entanto, de acordo com o diretor da NGO Corretora, o cenário externo tem
uma influência apenas marginal no mercado de juros futuros. "O movimento é
mais um ajuste em relação às taxas dos contratos, pois os juros no País não
devem mudar tão cedo. O governo está mais olhando pros interesses do país do
que para a situação externa, e assim deve seguir.Diferentemente do mercado, o
[presidente do BC] Alexandre Tombini acredita que inflação vai convergir pro
centro da meta", afirma.
Mais líquido, o DI que expira em janeiro de 2014 caiu de 7,33% para 7,31%,
com volume financeiro de R$ 36,575 bilhões. Em seguida, o para julho de 2014
recuou de 7,61% para 7,57%, movimentando R$ 14,898 bilhões.
Entre os títulos com vencimento no longo prazo, o para janeiro de 2017
cedeu de 8,75% para 8,73%, com giro de R$ 5,307 bilhões, o para janeiro de 2015
diminuiu de 7,96% para 7,92% (R$ 4,665 bilhões) e o para janeiro de 2016
reduziu de 8,46% para 8,43% (R$ 4,507 bilhões).
Entre os DIs com vencimento mais curto, o para julho de 2013 permaneceu
estável a 7,10% (R$ 3,608 bilhões), o para abril de 2014 caiu de 7,46% para
7,42% (R$ 3,095 bilhões) e o para outubro de 2013 se manteve em 7,17% (R$ 1,929
bilhão).
O número de contratos negociados atingiu 950.731, recuo de 69,5% em
relação aos negócios realizados na sexta-feira. O giro financeiro somou R$
83,892 bilhões.
MERCADO EUA: Dow Jones e S&P 500 caem com receios sobre abismo fiscal
São Paulo, 26 de novembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam hoje em campos opostos. Enquanto o Dow Jones e o S&P 500
registraram queda, diante das incertezas das questões fiscais do país e
também sobre a crise da Grécia, o Nasdaq Composto teve leve alta, com a
valorização das ações de algumas empresas de tecnologia. O Dow Jones caiu
0,33%, em 12.967,37 pontos; o S&P 500 perdeu 0,20%, em 1.406,29 pontos; e o
Nasdaq Composto ganhou 0,33%, em 2.976,78 pontos.
Apesar dos relatos de que os líderes do Congresso chegaram a um acordo para
elevar os impostos nos Estados Unidos, ainda não houve convergência nas
propostas dos partidos (Democratas e Republicanos) sobre como esses aumentos
serão elevados, e quem deverá pagar mais.
De acordo com fontes ouvidas pelo "The Wall Street Journal", o presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, falou pelo telefone com o presidente da
Câmara dos Representantes do país, o republicano John Boehner, e com o líder
democrata da maioria do Senado, Harry Reid, durante o final de semana. Porém as
conversas foram pouco produtivas em relação às medidas necessárias para
evitar os aumentos de impostos e os cortes de gastos que devem entrar em vigor
em janeiro, que configuram o chamado abismo fiscal.
A queda dos índices também refletiu as incertezas dos agentes de mercado
em relação à reunião dos membros do Eurogrupo (que reúne os ministros de
Finanças da eurozona) que acontece hoje em Bruxelas. A discussão deve definir
se a Grécia receberá ou não a próxima parcela de ajuda financeira, além de
discutir a reestruturação da dívida do país. A imprensa internacional afirma
que o Fundo Monetário Internacional (FMI) é o responsável por parte das
discordâncias, já que está pedindo por um perdão de parte da dívida grega,
o que é considerado inaceitável por países europeus com a Alemanha.
No campo corporativo, os papéis da Apple valorizaram 3,15% hoje, depois que
a companhia pediu a um tribunal federal que adicionasse mais seis produtos ao
processo de patentes que move contra a Samsung Electronics, incluindo o Samsung
Galaxy Note II. Os papéis do Facebook também tiveram forte aumento hoje, de
8,09%, depois que alguns fundos de investimento como a Bernstein Research e a
BTIG elevaram as recomendações das ações da companhia.
PETRÓLEO: Futuros recuam com problemas fiscais dos EUA e crise europeia
São Paulo, 26 de novembro de 2012 - Os contratos futuros do petróleo
internacional fecharam as negociações de hoje em queda, refletindo a
continuação dos receios em relação aos problemas fiscais dos Estados Unidos,
e também a falta de definição sobre o futuro da Grécia, em mais uma
reunião do Eurogrupo (que reúne os ministros de Finanças da eurozona), que
acontece hoje. As notícias indicam uma desaceleração das economias
internacionais e, consequentemente, da demanda pela commodity.
Na plataforma ICE, o Brent com vencimento em janeiro teve retração de
0,41%, a US$ 110,92 o barril. Na Nymex, os futuros do WTI para o mesmo mês
perderam 0,61%, a US$ 87,74 o barril.
Nos Estados Unidos, apesar dos relatos de que os líderes do Congresso
chegaram a um acordo para elevar os impostos nos Estados Unidos, ainda não
houve convergência nas propostas dos partidos (Democratas e Republicanos) sobre
como esses aumentos serão elevados, e quem deverá pagar mais.
Na Europa, o Eurogrupo está em reunião hoje para definir se a Grécia
receberá ou não a próxima parcela de ajuda financeira, além de discutir a
reestruturação da dívida do país. A imprensa internacional afirma que o
Fundo Monetário Internacional (FMI) é o responsável por parte das
discordâncias, já que está pedindo por um perdão de parte da dívida grega,
o que é considerado inaceitável por países europeus com a Alemanha

domingo, 25 de novembro de 2012

A crise global e a cafeicultura, ainda vai doer!


A crise global e a cafeicultura, ainda vai doer!

 

A crise mundial que foi deflagrada em 2.008 onde o estopim ou a ponta do ice Berg foi à quebra do gigante Leman Brother, algo inesperado na época, ainda não tinha batido na porta da cafeicultura.

Após o estouro da crise varias tentativas de segurar que as economias fossem sugadas pelo buraco negro, os dirigentes e presidentes de países e banco centrais se viram forçados, a fazer varias praticas não heterodoxas jogando bilhões de dólares e euros sem lastro no mercado, onde o mais famoso chamado de Q.E, Q.E2, e agora o Q.E3 que seria o quantitative easy ou recompra por parte do FED, banco central norte americano, dos títulos do governo. Estas praticas de socorro que também vimos em bancos privados em países e elas tiveram reações diferentes nos mercados. Com o Q.E e Q.E2 tivemos uma reação de imediato nas commodites que se valorizaram inclusive o café vem também à alta do petróleo, ouro, prata, entre outros produtos das commodites. Com estas altas, que no nosso café começou em uma super. Safra de 2010 se prolongou ate maio de 2011 onde as cotações superaram $3,00 dólares por libra peso, que foi refletido de pronto aos preços e houve uma capitalização dos produtores de café ao redor do mundo.

Como a matemática é igual em todo lugar do mundo o que tivemos foi um aumento de área plantada e melhoria dos tratos culturais em todas as partes produtoras de café no mundo que começam a refletir em produção neste próximo ano safra da OIC que começou em outubro e acaba em setembro do próximo ano deste ano a sobra de mercadoria é algo inevitável.

A produção brasileira não encontra sua bi anualidade só aumenta Colômbia, Vietnã, Indonésia só se fala em aumento de produção, um cenário que não promete bons preços para os produtores.

A exportação brasileira que nos últimos dois anos bateram recorde alavancada pelo incentivo fiscal botou o pé no freio quando o governo tirou o incentivo da PIS/COFINS que era a única forma de lucro da grande parte dos exportadores brasileiros, ou seja, foi exportada uma quantidade de café além do necessário simplesmente para aproveitar o incentivo e hoje.

Este excesso de mercadoria provocada nos dois últimos anos hoje atrapalha as exportações.

A tentativa de melhorar as economias ainda não teve o resultado esperado somente jogando o lixo para baixo do tapete e os resultados que vemos é ainda economias que não saem da recessão e desemprego em alta.

Se os resultados continuarem negativos nas economias e as produções em alta não temos assim um cenário favorável para o setor cafeeiro.

Graficamente o mercado desenha tendência de baixa com preços abaixo das medias rápidas como 9, ou 21, mas a baixo das medias longas como 100 e 200 mostra que a tendência ainda será longa.

A crise esta batendo na porta os custos estão aumentando e em minha opinião vai bater forte e vai doer ainda a crise na cafeicultura.

Boa semana a todos, que Deus os abençoe.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Europa: sacrifícios sem benefícios

Europa: sacrifícios sem benefícios
Michael Marder O presidente francês, François Hollande, fez uma observação crucial: de que há limites para o nível de sacrifício que pode ser exigido dos cidadãos de países em dificuldades financeiras no sul da Europa. Para evitar transformar a Grécia, Portugal e Espanha em "casas de penitência" coletivas, argumentou, as pessoas precisam de esperança para além do horizonte cada vez mais distante de cortes de gastos e medidas de austeridade.Até mesmo a compreensão mais rudimentar de psicologia corrobora a avaliação de Hollande. É improvável que reforço negativo e gratificação retardada alcancem seus objetivos se não houver uma percepção de luz no fim do túnel - uma recompensa futura para os sacrifícios atuais.O pessimismo da sociedade no sul da Europa é atribuído principalmente à ausência de uma recompensa. À medida que a confiança do consumidor declina e que o poder de compra das famílias aprofunda a recessão, as projeções de um fim para a crise são repetidamente empurradas para o futuro e as pessoas que estão arcando com o ônus da austeridade perdem a esperança.A velha retórica do medo está perdendo influência, porque o "Novo Pacto" que está tomando forma no sul da Europa oferece mais repressão e menos proteção, desrespeitando, assim, os princípios fundamentais do contrato social. Ao longo da história, o conceito de sacrifício mesclou teologia e economia. No mundo antigo, as pessoas faziam oferendas muitas vezes sangrentas a divindades que, acreditavam elas, as recompensariam com, digamos, boas colheitas ou a proteção contra o mal. O cristianismo, com sua crença em que Deus (ou o Filho de Deus) sacrificou-se para expiar os pecados da humanidade, inverteu a economia tradicional do sacrifício. Nesse caso, o sofrimento divino serve como um exemplo de humildade altruísta com a qual devem ser suportados os infortúnios terrenos.Apesar da secularização, a crença em que recompensas ou conquistas pessoais exigem sacrifícios tornou-se parte integrante da consciência cultural europeia. A ideia de um "contrato social" - que surgiu durante o Iluminismo para confirmar, sem recorrer ao direito divino, a legitimidade da autoridade do Estado sobre seus cidadãos - repousa na premissa de que os indivíduos abrem mão de determinado grau de liberdade pessoal para assegurar paz e prosperidade a todos.Em consequência disso, os líderes políticos frequentemente pedem aos cidadãos que sacrifiquem suas liberdades e conforto pessoais em nome de entidades espirituais secularizadas, tais como a nação ou o Estado - e os cidadãos atendem. Em seu primeiro discurso de primeiro-ministro do Reino Unido perante a Câmara dos Comuns, Winston Churchill inspirou a esperança de uma nação sitiada ao declarar que ele - e, portanto, o Reino Unido - "nada tinha a oferecer, se não sangue, labuta, lágrimas e suor".Em vista de tais incontáveis precedentes, pode parecer surpreendente que a retórica do sacrifício sob a bandeira da austeridade tenha se mostrado tão ineficaz na atual crise europeia. Alguns observadores culpam esse estado de coisas ao declínio dos níveis de comprometimento em relação a qualquer coisa que transcenda o indivíduo, inclusive o sistema político.Mas a resistência à austeridade no sul da Europa não está enraizada em hostilidade generalizada a sacrifícios. Na realidade, os europeus agora acreditam que seus líderes estão exigindo sacrifícios que não promovem seus interesses. Churchill proporcionou aos britânicos uma expectativa: a vitória. Sem um fim claro que o justifique, o sacrifício torna-se sem sentido.A premissa era que a prosperidade deveria legitimar a União Europeia. Depois que o período de rápido crescimento econômico terminou, os líderes europeus passaram a apoiar-se na ameaça de um mal maior do que a austeridade: a desestabilização dos países devedores, resultando em calotes, expulsão da zona do euro, e colapso econômico, social e político.Mas a retórica do medo está perdendo influência, porque o "Novo Pacto" que está tomando forma no sul da Europa oferece mais repressão e menos proteção, desrespeitando, assim, os princípios fundamentais do contrato social. De fato, enquanto os cidadãos europeus são convidados a sacrificar seu padrão de vida - e até mesmo sua subsistência - pelo bem da "economia nacional", as empresas transnacionais estão prosperando.As condições impostas pela "troika" - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - equivalem a adiar por tempo indeterminado a satisfação das necessidades daqueles aos quais foram pedidos sacrifícios e a reparação das esgarçadas redes de seguridade social. Mas os governos nacionais continuam implementando políticas que agravam a injustiça. Por exemplo, o orçamento de Portugal para 2013 reduz de oito para cinco o número de faixas do imposto de renda - uma decisão que devastará a classe média.Antes, sacrifício significava abdicar do corpo - de seus prazeres, necessidades básicas e até mesmo de sua vitalidade - para proveito do espírito. Embora o discurso do sacrifício persista, a lógica em que ele se apoiava há milênios foi abandonada. Os líderes europeus precisam imbuir seus cidadãos de renovadas esperanças. A legitimidade de uma Europa "pós-nacional" - baseada nas obrigações da União Europeia, consagradas no Tratado de Lisboa para promover "o bem-estar de seu povo" - está em jogo. Michael Marder é professor e pesquisador da Universidade do país Basco, em Vitoria-Gasteiz, autor de "The Event of the Thing: Derrida's Post-Deconstructive Realism" (o evento da coisa: o realismo pós-desconstrutivista de Derrida) e "Groundless Existence: The Political Ontology of Carl Schmitt" (existência desenraizada: a ontologia política de Carl Schmitt). Copyright: Project Syndicate/Institute for Human Sciences, 2012.www.project-syndicate.org `Risco de acidente é alto para a Grécia` A Grécia corre o risco de sofrer um "acidente" financeiro se não receber a parcela da ajuda financeira de 31,5 bilhões euros (US$ 40 bilhões), afirmou ontem o ministro das Finanças grego, Yiannis Stournaras, aos membros do Parlamento europeu. Stournaras, que participou do encontro dos ministros das Finanças da zona do euro na segunda-feira, disse que se os credores não liberarem uma nova tranche à Grécia, o resultado será "falência, insolvência, com efeitos contagiosos". "O risco de um acidente agora é muito elevado", acrescentou.Na segunda-feira, o Eurogrupo disse que vai se reunir novamente no dia 20 para discutir a liberação da ajuda à Atenas, assim como outras questões cruciais pendentes: como reduzir o montante da dívida da Grécia e como financiar a extensão de dois anos no programa de metas fiscais do país. Na segunda-feira, após a reunião, Stournaras disse esperar que a ajuda seja liberada "no fim de novembro, início de dezembro".Ontem, a Agência de Gerenciamento da Dívida da Grécia vendeu um total de 4,063 bilhõesde euros em notas de 4 e 13 semanas. O país tem de pagar ?5 bilhões em obrigações que vencem no dia 16, portanto já era de se esperar um volume ofertado maior do que o usual no leilão.Foram colocados 2,763 bilhões de euros na tranche de prazo mais curto, a uma taxa de 3,95%. A relação entre lances apresentados e lances aceitos, uma medida da demanda, foi de 1,30 vez.No vencimento de 13 semanas, foram vendidos 1,3 bilhões de euros a 4,20% ao ano e relação de demanda de 1,66 vez. Na operação anterior com esse vencimento, ocorrida em 16 de outubro, o juro saiu a 4,24%, com a relação de demanda em 1,90 vez.O Goldman Sachs calcula que é necessária uma redução considerável no montante da dívida da Grécia para que o país chegue a níveis sustentáveis no longo prazo. Para que a nação alcance a meta da relação dívida-Produto Interno Bruto de 120%, estabelecida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o banco, seriam necessários mais 80 bilhões de euros. As informações são da rede de televisão americana "CNBC"."Para aumentar as chances de chegar próximo da meta de 120% do PIB até 2020, considerando situações realistas, uma redução da dívida bem mais drástica será necessária", afirmam analistas do Goldman Sachs, em relatório.O Ministério das Finanças da Alemanha, por sua vez, não quis comentar a notícia de uma possível ajuda de 44 bilhões de euros à Grécia, divulgada pelo jornal alemão "Bild". Procurados pela equipe da MNI, agência de notícia do Deutsche Borse Group, Marianne Kothe, porta-voz do ministério, se limitou a dizer que "as negociações com a Grécia ainda estão em andamento". "Decisões sobre financiamento seguem pendentes, inclusive as modalidades de pagamento do programa [de ajuda]", disse.De acordo com o Bild, o governo alemão quer o desembolso de 44 bilhões em ajuda do programa de União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Grécia, em uma única tranche. Segundo o jornal, a Grécia pode conseguir, além dos 31,3 bilhões de euros do segundo trimestre, mais 5 bilhões referente ao terceiro e 8,3 bilhões de euros do quarto trimestre. Greve geral para quatro países na UE Os delegados que desembarcarem hoje em Cádiz para a Cúpula Ibero-Americana terão um sério problema: onde comer. A cidade tem a mais alta taxa de desemprego da Espanha, de 37%, contra a média nacional de 25%, e adere hoje a uma greve "continental". Os donos de restaurantes alertaram ontem os visitantes a não aparecer, pois as portas estarão fechadas.Pela primeira vez na história da União Europeia, uma greve deve paralisar quase totalmente quatro países ao mesmo tempo: Espanha, Portugal, Grécia e Itália. Em outros 21 países, estão previstas manifestações de protesto contra os cortes de salários, aposentadorias, serviços sociais e outros benefícios, tudo isso somado à alta de impostos.Na Espanha, a paralisação coincide com a tramitação no Parlamento do Orçamento, pelo qual o governo de direita de Mariano Rajoy quer cumprir o objetivo prometido à UE: déficit público de 6,3% do PIB neste ano, 4,5% ano que vem e 3% em 2014. Na primeira greve geral, em março, houve um fracasso sindical evidente pela falta de seguimento nos protestos, segundo observadores espanhóis.Em Cádiz, uma das mais antigas cidades da Europa, beleza de arquitetura e culinária requintada, os avisos de greve eram dados ontem, mas também era difícil identificar sinal de crise. Na verdade, essa região da Andaluzia tem registrado desemprego maior do que a média nacional por décadas, sem grande agitação. Para analistas, o relativo conforto, em plena crise e com dramáticas cifras de desemprego, se deve a um complexa rede de proteção social, que inclui o apoio familiar, a economia informal e, até recentemente, subsídios governamentais."Crise? Bom, sim, tem um pouquinho", diz Ramón, garçom de um dos melhores restaurantes da cidade, que parecia quase perplexo com a pergunta sobre crise.As manifestações serão generalizadas na Europa contra a austeridade. Com 25 milhões de pessoas sem emprego, os movimentos têm simpatia inclusive de certos setores do empresariado.A presidente Dilma Rousseff deve chegar a Cádiz na sexta-feira cedo, já sem ameaça de greve nos restaurantes, mas com a mensagem que tem repetido contra austeridade e por políticas de estímulo.

domingo, 11 de novembro de 2012

Café na ICE mantém pressão e finalmente fica abaixo de 150 cents

Café na ICE mantém pressão e finalmente fica abaixo de 150 cents
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com novas baixas e se posicionando abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos de dólares por libra peso. Assim, a bolsa nova-iorquina dá mais um passo no processo de fraqueza, que se arrasta desde maio de 2011, quando chegou a buscar patamares ao redor de 300,00 centavos para a posição de maio.
Passo a passo, apenas com alguns hiatos pelo caminho, os preços vão apresentando retração e não conseguindo estimular os "bulls" (altistas) a tentarem correções mais efetivas. Com isso, suportes importantes vão sendo rompidos e a tendência é que novos patamares de preço possam ser buscados.
Com a nova baixa desta sexta-feira, o dezembro conseguiu se posicionar abaixo das mínimas praticadas em junho. Apesar de o rompimento dos 150,00 centavos não ter estimulado stops de venda, alguns operadores avaliam que a nova semana deve se iniciar com uma pressão adicional e que, abaixo do patamar psicológico, os vendedores poderão se sentir confortáveis a liquidar ainda mais, mesmo com os terminais gráficos mostrando claramente que o mercado está muito sobrevendido.
Tecnicamente, o mercado assume, para o curto prazo, mais uma vez, um viés baixista e pode ampliar consideravelmente as retrações, ao passo que no longo prazo a tendência também é de baixa, num quadro que já se arrasta há vários meses. As cotações atuais continuam abaixo de referenciais importantes, como a média móvel de 200 dias.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque apresentou queda de 150 pontos, com 149,90 centavos, sendo a máxima em 152,35 e a mínima em 149,60 centavos por libra, com o março tendo desvalorização de 130 pontos, com a libra a 155,55 centavos, sendo a máxima em 157,70 e a mínima em 155,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve alta de 10 dólares, com 1.976 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 11 dólares, com 1.993 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o dia, mais uma vez, demonstrou a consistência inócua dos compradores, que não conseguiram levar o dezembro nem se quer a testar as máximas da sessão anterior. Com essa pouca efetividade, o que se viu foi o acionamento de novas vendas e a concretização, finalmente, do rompimento do referencial psicológico mais imediato. O café também não conseguiu seguir as bolsas de valores, que tiveram uma sexta-feira mais calma e oscilaram pouco, assim como outras commodities e nem mesmo os robustas comercializados em Londres.
"Temíamos esse ação mais forte sobre o nível de 150,00 centavos. No entanto, a tendência pode ser continuarmos a flutuar nesse intervalo, principalmente se os mercados externos não pressionarem mais efetivamente os preços. O fato de não termos registrado stops indicam que o café também não parece disposto a derreter, ainda mais, a atual base de preços", disse um trader.
"Os cafeicultores brasileiros não estão retendo a produção, mas apenas administrando as vendas ao longo dos doze meses do ano-safra. Com acesso a financiamento, vendem na medida de suas necessidades de caixa. No ritmo de vendas atual chegaremos ao final do ano-safra 2012/2013, em junho próximo, com toda a produção brasileira de café comercializada. Entraremos no ano-safra 2013/2014, de ciclo baixo, dependendo praticamente da safra que será colhida. Não podemos nem pensar em problemas climáticos", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.
As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 08, somaram 135.416 sacas, contra 350.915 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 8.891 sacas, indo para 2.435.814 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.728 lotes, com as opções tendo 7.414 calls e 7.583 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 152,35, 152,50, 153,00, 153,20, 153,50, 154,00, 154,50, 154,70, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,40-156,50, 157,00, 157,50, 158,00, 158,50, 158,85, 159,00, 159,50, 159,90-160,00, 160,50 e 161,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 149,60-149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50 e 143,00 centavos por libra.
Londres mantém ritmo e fecha dia com nova alta para café
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sexta-feira calma e de manutenção das altas, em um pregão marcado por algumas recompras e coberturas de posições, que permitiram ao novembro avançar e encerrar o dia próximo das máximas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico na bolsa britânica, sem novidades no campo fundamental, com algumas aquisições dando sustentação para os avanços de preços que, no entanto, não conseguiram buscar resistência mais consistentes, como o patamar de 2.000 dólares.
Os robustas, no entanto, se dissociam, mais uma vez, do comportamento dos arábicas em Nova Iorque, que voltaram a recuar. Operadores indicaram que, diante das ligeiras altas recentes dos robustas em Londres, os descontos para o café do Vietnã saltaram para 30 dólares por tonelada. Nas baixas mais recentes, esse desconto havia praticamente zerado para os grãos dessa origem indo-asiática. "Tivemos um pouco do mais do mesmo. O café foi pressionado recentemente, chegou próximo de 1.900 dólares e agora retoma parte dessas perdas, no entanto, dentro do intervalo. O mercado de robusta ainda parece mais procurado e sente menos a pressão da oferta de origens que os arábicas", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 4,70 mil lotes, com o março tendo 1,59 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 17 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve alta de 10 dólares, com 1.976 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 11 dólares, com 1.993 dólares por tonelada.
CENÁRIO EXTERNO E POSIÇÃO DE BANCOS IMPULSIONAM O DÓLAR ANTE O REAL
São Paulo, 09/11/2012 - As preocupações com a situação fiscal dos EUA e com a crise da Grécia, que prejudicaram os ativos de maior risco principalmente na primeira metade dos negócios, serviu de combustível para a alta do dólar ante o real nesta sexta-feira. O fato de os bancos no Brasil estarem vendidos (apostando na queda da moeda americana) tanto no mercado à vista (spot) quanto no futuro, o que eleva o risco, ampliou o estresse na sessão. Com isso, o dólar chegou a marcar pela manhã a máxima de R$ 2,0680 no balcão (alta de 1,27%) e a moeda americana para dezembro atingiu a máxima de R$ 2,0735 (elevação de 1,32%) no mercado futuro.
Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou alta mais modesta, de 0,29% no balcão, cotado a R$ 2,0480. A moeda permaneceu em território positivo durante todo o dia. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 1,528 bilhão (US$ 1,388 bilhão em D+2). Na BM&F, a moeda à vista fechou em alta de 0,26%, a R$ 2,0451, com seis negócios. Às 16h55, o dólar para dezembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0535, em alta de 0,34%.
Chama a atenção no mercado futuro, onde as operações prosseguem até as 18 horas, o volume de negócios ao longo do dia. Até as 16h36, o volume financeiro total neste segmento de dólar somava US$ 19,153 bilhões, sendo US$ 19,009 bilhões para o contrato de dezembro. O montante é superior aos que vinham sendo registrados nas sessões das últimas semanas. Ontem, por exemplo, quando o volume já havia sido mais alto, o total foi de US$ 13,214 bilhões e o contrato de dezembro havia movimentado US$ 13,081 bilhões.
O movimento maior está ligado à posição dos bancos, que estão vendidos tanto no mercado à vista quanto no futuro. Esta situação, que se tornou mais clara na última quarta-feira, quando o Banco Central divulgou dados mostrando que os bancos encerraram o mês de outubro vendidos no mercado spot em R$ 3,658 bilhões - algo que não ocorria desde dezembro do ano passado -, ampliou o risco das instituições financeiras. Como consequência, criou-se uma situação em que elas precisam reduzir a exposição vendida no mercado futuro - ou seja, precisam ir às compras. Dados de ontem da BM&FBovespa mostram que os bancos estão vendidos em 34.573 contratos em aberto de dólar e em 102.987 contratos em aberto de cupom cambial (DDI).
Conforme apurou a Agência Estado, as ordens de compra de moeda no segmento futuro teriam partido, hoje, principalmente de dois grandes bancos, que buscavam reverter posições. Este movimento de busca por moeda no futuro estava em sintonia com o exterior ruim, onde o dólar também ganhava espaço em meio às preocupações com a Europa e os Estados Unidos. "Pela manhã, o mercado chegou a estressar bastante, porque havia uma posição propícia a isso no Brasil, por causa dos bancos", comentou o economista Alfredo Barbutti, da BGC Liquidez Corretora. "Por trás de tudo há a questão do abismo fiscal norte-americano", ressaltou, em referência à possibilidade de, em janeiro, uma série de incentivos à economia norte-americana desaparecerem.
NY: EURO VOLTA A CAIR FRENTE AO DÓLAR COM INDICADORES EUROPEUS FRACOS E PREOCUPAÇÃO COM GRÉCIA
Nova York, 09/11/2012 - O euro voltou a cair diante do dólar, chegando a baixar de US$ 1,27 pela primeira vez desde 7 de setembro. O mercado reagiu a dados fracos de produção industrial em países importantes da zona do euro e mostrou preocupação antes da votação do Orçamento do governo da Grécia para 2013 pelo Parlamento do país, neste domingo. Itália, Grécia, França e Suécia divulgaram dados fracos de produção industrial em setembro, ecoando o indicador divulgado ontem pela Alemanha.
"O que vimos recentemente é uma incerteza maior sobre como exatamente a situação do Orçamento da Grécia vai se desenrolar e qual será a resposta que os credores vão produzir para aliviar a dívida grega. Quanto mais demoras, mais isso pesa sobre o euro", disse Shahab Jalinoos, estrategista do UBS.
No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2709, de US$ 1,2748 ontem, depois de ter caído á mínima intraday de US$ 1,2690; o iene estava cotado a 79,47 por dólar, mesmo nível de ontem; a libra estava cotada a US$ 1,5896, de US$ 1,5986 ontem. As informações são da Dow Jones.
BOLSA DE NY FECHA EM LEVE ALTA; INVESTIDORES VOLTAM ATENÇÃO PARA QUESTÃO FISCAL NOS EUA
Nova York, 09/11/2012 - O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em leve alta, em dia marcado pela volatilidade. Os investidores interromperam o movimento de vendas que se seguiu à eleição presidencial dos EUA e voltaram suas atenções para as negociações políticas em torno da questão fiscal. Nas duas sessões anteriores, o índice Dow Jones havia caído 434 pontos, ou 3,3%.
"Os EUA têm eleição a cada quatro anos, mas o mercado tem eleição todo dia", comentou o estrategista John Manley, da unidade de fundos do Wells Fargo. Em seu primeiro pronunciamento em Washington desde que foi reeleito, o presidente Barack Obama convidou lideranças políticas para uma reunião na próxima semana e deixou claro que não aceitará a prorrogação dos cortes temporários de impostos para os mais ricos, adotados durante o governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush. Já o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse que seu partido rejeitará qualquer acordo que aumente os impostos para os mais ricos. O Dow, que havia chegado a subir 75 pontos mais cedo, em reação ao índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, passou a recuar.
"Parece que a atitude suprapartidária está se degradando, dando lugar a provocações e poses para o público externo. Precisamos de um acordo. Qualquer coisa que dê a aparência de que os políticos estão sento intransigentes levará a um movimento de venda", disse Paul Zemsky, da ING Investment Management.
Entre os destaques da sessão estavam ações de empresas que divulgaram resultados do terceiro trimestre, entre elas Disney (-5,96%), JC Penney (-4,84%) e Groupon (-29,55%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 4,07 pontos (0,03%), em 12.815,39 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 9,29 pontos (0,32%), em 2.904,87 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 2,34 pontos (0,17%), em 1.379,85 pontos. O NYSE Composite fechou em alta de2,74 pontos (0,03%), em 8.053,56 pontos. Na semana, o Dow acumulou uma queda de 2,12%, o Nasdaq, uma baixa de 2,59% e o S&P-500, uma perda de 2,43%. As informações são da Dow Jones.
BOVESPA VIRA NO FINAL E CAI 0,29%; NA SEMANA, PERDA É DE 1,75%
São Paulo, 09/11/2012 - O bom humor externo não resistiu até o final dos negócios e a Bovespa, que chegou a superar os 58 mil pontos ao longo do dia, voltou para o negativo e terminou, novamente, no patamar de 57 mil pontos. O movimento acompanhou as bolsas em Nova York, que também mudaram de direção momentaneamente após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciar que convidou as lideranças partidárias para uma reunião na próxima semana, para discutir a questão do abismo fiscal. As ações da Petrobras e da Vale, que também registravam forte alta, desaceleraram os ganhos, o que contribuiu para a Bolsa se manter em terreno negativo.
Assim, o Ibovespa encerrou com queda de 0,29%, aos 57.357,71 pontos. Na semana, a Bolsa acumulou baixa de 1,75%. No mês e ano, o índice ainda sustenta alta de 0,51% e 1,06%. Na mínima de hoje, o Ibovespa atingiu 56.862 pontos (-1,15%) e, na máxima, 58.109 pontos (+1,02%). O giro financeiro ficou em 6,496 bilhões.
O sócio-diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, lembrou que o cenário nos EUA continua o mesmo de antes das eleições e que nada mudou para a Bolsa subir ou cair. "Estamos vivendo o mesmo cenário de antes das eleições, quando a questão do abismo fiscal ficou para segundo plano. O problema fiscal é muito delicado", disse, lembrando ainda que a Grécia, que voltou ao centro das atenções, é outra questão que está há meses no radar dos investidores.
Durante a tarde, as bolsas estavam registrando forte alta, à espera de que Obama fosse falar e dar alguma sinalização para a resolução da questão fiscal. No entanto, o presidente norte-americano apenas convidou as lideranças partidárias para discutir a questão na próxima semana. Obama pediu ainda equilíbrio com impostos e cortes de gastos. "Me recuso a aceitar qualquer abordagem que não seja equilibrada", disse, ressaltando ainda que a elevação de impostos para os mais ricos deve integrar plano de redução do déficit.
Para um experiente operador, a inversão da Bolsa, após Obama, confirma a fragilidade do mercado de renda variável. "O investidor está muito inseguro e o cenário é muito incerto. Na dúvida, o investidor vende e embolsa o lucro, se for possível, ou, ao menos, diminui o prejuízo", ressaltou, destacando ainda que os gringos operaram fortemente na venda em três dias desta semana.
Por aqui, Petrobras terminou com alta de 0,85% na ação ON e 0,82% na PN, em linha com o petróleo no mercado internacional.
Já a Vale subiu 0,87% a ON e 0,75% a PNA. A maioria dos metais fechou o dia em queda.
Pela manhã, as incertezas com a Grécia seguiram altas, diante da expectativa da chegada de mais ajuda ao país. No entanto, dados positivos sobre a economia norte-americana fizeram o contraponto e ditaram o ritmo positivo durante a maior parte do dia.
JUROS DOS TREASURIES TÊM LEVE ALTA EM DIA DE VOLATILIDADE; "ABISMO FISCAL" PREOCUPA
Nova York, 09/11/2012 - Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA chegaram ao fim do dia entre estáveis e em alta modesta, com correspondente baixa nos juros. O dia foi marcado pela volatilidade e pelas preocupações em torno do "abismo fiscal", situação em que os EUA estarão no começo de 2013 com o fim de cortes temporários de impostos para os mais ricos, simultâneo a cortes automáticos de gastos, caso o Congresso não chegue a um acordo antes disso.
Em relação a isso, o presidente Barack Obama anunciou um convite para as lideranças partidárias irem à Casa Branca na próxima semana, para negociar um acordo. Ele advertiu, porém, que não aceitará qualquer acordo que não inclua um aumento do Imposto de Renda para os mais ricos. Horas antes, porém, o presidente da Câmara, Joyn Boehner, havia dito que rejeitaria qualquer aumento de impostos para os mais ricos.
"O mercado está reagindo de tal maneira que se um acordo não for alcançado, o 'abismo fiscal' se tornará realidade. Como portador de bônus, eu amo juros mais baixos, mas eu realmente não quero que elas baixem por causa do 'abismo fiscal'", disse Kevin Giddis, chefe da divisão de renda fixa da Raymond James/Morgan Keegan. O juro das T-notes de 10 anos chegou a cair a 1m578%, nível mais baixo em dois meses.
Entre as preocupações que continuam a alimentar a demanda por Treasuries como "porto seguro" está a questão da dívida da zona do euro. Neste domingo, o Parlamento da Grécia deve votar o Orçamento para 2013.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 2,749%, de 2,751% ontem; o juro das T-notes de 10 anos estava em 1,619%, mesmo nível de ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,254%, de 0,266% ontem. As informações são da Dow Jones.
BALANÇO SEMANAL DO CNC ESTIMA RETOMADA DAS COMPRAS DAS INDÚSTRIAS
SAFRAS (09) - Veja abaixo texto com o balanço da semana do café divulgado
pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e assinado pelo presidente da entidade,
Silas Brasileiro:
"BALANÇO SEMANAL - 05 a 09/11/2012
- Na semana, Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) busca
alternativas para a cafeicultura de montanha e também para a indústria de
solúvel. O colegiado analisou, ainda, fundamentos de mercado e espera que as
compras industriais sejam retomadas a partir de janeiro.
CLIMA E SAFRA - Esta semana foi marcada pela realização da 64 Reunião
Ordinária do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC). No encontro, o
colegiado, composto por representantes do Governo Federal e de todos os elos da
iniciativa privada, aprovou, entre outros pontos, a criação de dois Grupos de
Trabalho.
O primeiro GT focará a busca por soluções à cafeicultura de montanha,
atividade que tem seu custo de produção bem mais elevado que em outras áreas
do cinturão produtor nacional, principalmente em função do grande emprego de
mão de obra nos trabalhos e da inexistência de maquinários adaptáveis à
declividade do solo. Mesmo sendo responsável pela produção de cafés
especiais, vencedores de diversos concursos de qualidade, a atividade cafeeira
nas áreas de montanha tende a se extinguir caso não sejam adotadas políticas
estratégicas específicas à ela e é nesse exato sentido que optou-se pela
criação do grupo.
Já o segundo GT focará nas necessidades da indústria de café solúvel do
Brasil. Esse setor é visto por todos do CDPC como importante veículo de
abertura de novos mercados, como já ocorrido em relação ao Japão no passado
e, agora, deverá o ser para o Leste Europeu e também para a China. A
intenção desse grupo de trabalho é encontrar soluções para agregar valor à
cafeicultura nacional e, ainda, gerar mais empregos no setor industrial do
solúvel.
QUALIDADE - Em uma de nossas explanações na reunião, manifestamos a
constante preocupação para que os produtores brasileiros busquem ofertar
cafés de alta qualidade, os quais proporcionem sabor e aroma agradáveis, ponto
que consideramos fundamental para, além de atrair mais jovens ao consumo,
destacar os benefícios que uma bebida saborosa traz à saúde, sendo
responsável pelo aumento da atenção, da redução do risco dos males de
Parkinson e Alzheimer, de ataques cardíacos, entre outras inúmeras benesses
que proporciona.
FUNDAMENTOS - Os fatores fundamentais do mercado também foram debatidos pelos
membros do CDPC, havendo consenso sobre o fato de que os preços remuneradores
em 2010 e 2011 permitiram que os produtores, de maneira inteligente, vendessem
toda a safra, fator que nos conduziu para o menor nível dos estoques de
passagem dos últimos anos em 2012. Essa ação, aliada à greve ocorrida nos
portos brasileiros este ano e à crise financeira, em especial na União
Europeia, foi responsável pela redução nas exportações brasileiras.
Por outro lado, já pudemos notar uma recuperação no volume remetido ao
exterior em outubro, o qual acreditamos que será mais acentuada a partir de
janeiro de 2013, porque, obrigatoriamente, as indústrias internacionais terão
que recompor seus estoques, saindo do movimento atual de compras da "mão para
a boca", ou apenas para cumprir necessidades pontuais.
Atualmente, ainda permanece no mercado a política dos consumidores de
pretenderem impor um valor pago ao café brasileiro abaixo dos custos de
produção que possuímos. Entretanto, recordamos que as medidas adotadas pelo
Governo na disponibilização de recursos para um inteligente programa de
ordenamento de oferta deu e ainda dá suporte para que o produtor possa vender
somente nos momentos de reação dos preços, não os obrigando a se desfazer de
seu produto por qualquer valor ofertado.
MERCADO - Os contratos futuros do café continuaram o movimento de baixa
observado na semana anterior e, com os preços reduzidos, não se vê interesse
vendedor, tanto que o físico no Brasil segue parado. Com as posições vendidas
aumentando na Bolsa de Nova York, o que notamos, de fato, é venda de papel,
não de mercadoria.
Os embarques brasileiros de café realizados nas últimas semanas refletem
as vendas antigas e de Cédulas de Produto Rural feitas no ano anterior e
entregues em setembro passado. Como consequência disto, no mês de outubro foi
verificada uma queda de 9,5% nos embarques do país ante mesmo mês de 2011,
segundo o Cecafé. As remessas totais do produto (verde e industrializado)
totalizaram 2,874 milhões de sacas no mês passado.
Para Guilherme Braga, diretor da entidade, "as exportações mostram a
tendência de retomada dos níveis normais de embarques para o período,
superando os atrasos ocorridos nos meses iniciais da safra por conta das chuvas
que retardaram o fluxo de entrada, bem como as dificuldades causadas pelas
greves dos fiscais. Isto, contudo, mantém as expectativas de redução no
volume das exportações de 2012, para algo em torno de 28,5 milhões a 29
milhões de sacas". Ele também crê que os torrefadores devem retornar às
compras logo e que o movimento de substituição de grãos arábica por robusta
cessou. "Acredito em aquecimento da demanda e não em vendas agressivas no
primeiro semestre de 2013", conclui.
Enquanto continua a "queda de braço" entre as indústrias e os
produtores, os estoques das torrefadoras internacionais permanecem baixos e os
volumes de vendas de contratos futuros na Bolsa de Nova York continuam
aumentando. Esta combinação favorece a ideia de que, em breve, teremos uma
correção de preços no mercado.
Desta forma, acreditamos que os produtores devem continuar administrando as
suas vendas, aguardando o aquecimento da demanda para voltar ao mercado e
escoando paulatinamente sua safra."
Todas as informações partem do balanço semanal do CNC.