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domingo, 25 de novembro de 2012

A crise global e a cafeicultura, ainda vai doer!


A crise global e a cafeicultura, ainda vai doer!

 

A crise mundial que foi deflagrada em 2.008 onde o estopim ou a ponta do ice Berg foi à quebra do gigante Leman Brother, algo inesperado na época, ainda não tinha batido na porta da cafeicultura.

Após o estouro da crise varias tentativas de segurar que as economias fossem sugadas pelo buraco negro, os dirigentes e presidentes de países e banco centrais se viram forçados, a fazer varias praticas não heterodoxas jogando bilhões de dólares e euros sem lastro no mercado, onde o mais famoso chamado de Q.E, Q.E2, e agora o Q.E3 que seria o quantitative easy ou recompra por parte do FED, banco central norte americano, dos títulos do governo. Estas praticas de socorro que também vimos em bancos privados em países e elas tiveram reações diferentes nos mercados. Com o Q.E e Q.E2 tivemos uma reação de imediato nas commodites que se valorizaram inclusive o café vem também à alta do petróleo, ouro, prata, entre outros produtos das commodites. Com estas altas, que no nosso café começou em uma super. Safra de 2010 se prolongou ate maio de 2011 onde as cotações superaram $3,00 dólares por libra peso, que foi refletido de pronto aos preços e houve uma capitalização dos produtores de café ao redor do mundo.

Como a matemática é igual em todo lugar do mundo o que tivemos foi um aumento de área plantada e melhoria dos tratos culturais em todas as partes produtoras de café no mundo que começam a refletir em produção neste próximo ano safra da OIC que começou em outubro e acaba em setembro do próximo ano deste ano a sobra de mercadoria é algo inevitável.

A produção brasileira não encontra sua bi anualidade só aumenta Colômbia, Vietnã, Indonésia só se fala em aumento de produção, um cenário que não promete bons preços para os produtores.

A exportação brasileira que nos últimos dois anos bateram recorde alavancada pelo incentivo fiscal botou o pé no freio quando o governo tirou o incentivo da PIS/COFINS que era a única forma de lucro da grande parte dos exportadores brasileiros, ou seja, foi exportada uma quantidade de café além do necessário simplesmente para aproveitar o incentivo e hoje.

Este excesso de mercadoria provocada nos dois últimos anos hoje atrapalha as exportações.

A tentativa de melhorar as economias ainda não teve o resultado esperado somente jogando o lixo para baixo do tapete e os resultados que vemos é ainda economias que não saem da recessão e desemprego em alta.

Se os resultados continuarem negativos nas economias e as produções em alta não temos assim um cenário favorável para o setor cafeeiro.

Graficamente o mercado desenha tendência de baixa com preços abaixo das medias rápidas como 9, ou 21, mas a baixo das medias longas como 100 e 200 mostra que a tendência ainda será longa.

A crise esta batendo na porta os custos estão aumentando e em minha opinião vai bater forte e vai doer ainda a crise na cafeicultura.

Boa semana a todos, que Deus os abençoe.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Europa: sacrifícios sem benefícios

Europa: sacrifícios sem benefícios
Michael Marder O presidente francês, François Hollande, fez uma observação crucial: de que há limites para o nível de sacrifício que pode ser exigido dos cidadãos de países em dificuldades financeiras no sul da Europa. Para evitar transformar a Grécia, Portugal e Espanha em "casas de penitência" coletivas, argumentou, as pessoas precisam de esperança para além do horizonte cada vez mais distante de cortes de gastos e medidas de austeridade.Até mesmo a compreensão mais rudimentar de psicologia corrobora a avaliação de Hollande. É improvável que reforço negativo e gratificação retardada alcancem seus objetivos se não houver uma percepção de luz no fim do túnel - uma recompensa futura para os sacrifícios atuais.O pessimismo da sociedade no sul da Europa é atribuído principalmente à ausência de uma recompensa. À medida que a confiança do consumidor declina e que o poder de compra das famílias aprofunda a recessão, as projeções de um fim para a crise são repetidamente empurradas para o futuro e as pessoas que estão arcando com o ônus da austeridade perdem a esperança.A velha retórica do medo está perdendo influência, porque o "Novo Pacto" que está tomando forma no sul da Europa oferece mais repressão e menos proteção, desrespeitando, assim, os princípios fundamentais do contrato social. Ao longo da história, o conceito de sacrifício mesclou teologia e economia. No mundo antigo, as pessoas faziam oferendas muitas vezes sangrentas a divindades que, acreditavam elas, as recompensariam com, digamos, boas colheitas ou a proteção contra o mal. O cristianismo, com sua crença em que Deus (ou o Filho de Deus) sacrificou-se para expiar os pecados da humanidade, inverteu a economia tradicional do sacrifício. Nesse caso, o sofrimento divino serve como um exemplo de humildade altruísta com a qual devem ser suportados os infortúnios terrenos.Apesar da secularização, a crença em que recompensas ou conquistas pessoais exigem sacrifícios tornou-se parte integrante da consciência cultural europeia. A ideia de um "contrato social" - que surgiu durante o Iluminismo para confirmar, sem recorrer ao direito divino, a legitimidade da autoridade do Estado sobre seus cidadãos - repousa na premissa de que os indivíduos abrem mão de determinado grau de liberdade pessoal para assegurar paz e prosperidade a todos.Em consequência disso, os líderes políticos frequentemente pedem aos cidadãos que sacrifiquem suas liberdades e conforto pessoais em nome de entidades espirituais secularizadas, tais como a nação ou o Estado - e os cidadãos atendem. Em seu primeiro discurso de primeiro-ministro do Reino Unido perante a Câmara dos Comuns, Winston Churchill inspirou a esperança de uma nação sitiada ao declarar que ele - e, portanto, o Reino Unido - "nada tinha a oferecer, se não sangue, labuta, lágrimas e suor".Em vista de tais incontáveis precedentes, pode parecer surpreendente que a retórica do sacrifício sob a bandeira da austeridade tenha se mostrado tão ineficaz na atual crise europeia. Alguns observadores culpam esse estado de coisas ao declínio dos níveis de comprometimento em relação a qualquer coisa que transcenda o indivíduo, inclusive o sistema político.Mas a resistência à austeridade no sul da Europa não está enraizada em hostilidade generalizada a sacrifícios. Na realidade, os europeus agora acreditam que seus líderes estão exigindo sacrifícios que não promovem seus interesses. Churchill proporcionou aos britânicos uma expectativa: a vitória. Sem um fim claro que o justifique, o sacrifício torna-se sem sentido.A premissa era que a prosperidade deveria legitimar a União Europeia. Depois que o período de rápido crescimento econômico terminou, os líderes europeus passaram a apoiar-se na ameaça de um mal maior do que a austeridade: a desestabilização dos países devedores, resultando em calotes, expulsão da zona do euro, e colapso econômico, social e político.Mas a retórica do medo está perdendo influência, porque o "Novo Pacto" que está tomando forma no sul da Europa oferece mais repressão e menos proteção, desrespeitando, assim, os princípios fundamentais do contrato social. De fato, enquanto os cidadãos europeus são convidados a sacrificar seu padrão de vida - e até mesmo sua subsistência - pelo bem da "economia nacional", as empresas transnacionais estão prosperando.As condições impostas pela "troika" - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - equivalem a adiar por tempo indeterminado a satisfação das necessidades daqueles aos quais foram pedidos sacrifícios e a reparação das esgarçadas redes de seguridade social. Mas os governos nacionais continuam implementando políticas que agravam a injustiça. Por exemplo, o orçamento de Portugal para 2013 reduz de oito para cinco o número de faixas do imposto de renda - uma decisão que devastará a classe média.Antes, sacrifício significava abdicar do corpo - de seus prazeres, necessidades básicas e até mesmo de sua vitalidade - para proveito do espírito. Embora o discurso do sacrifício persista, a lógica em que ele se apoiava há milênios foi abandonada. Os líderes europeus precisam imbuir seus cidadãos de renovadas esperanças. A legitimidade de uma Europa "pós-nacional" - baseada nas obrigações da União Europeia, consagradas no Tratado de Lisboa para promover "o bem-estar de seu povo" - está em jogo. Michael Marder é professor e pesquisador da Universidade do país Basco, em Vitoria-Gasteiz, autor de "The Event of the Thing: Derrida's Post-Deconstructive Realism" (o evento da coisa: o realismo pós-desconstrutivista de Derrida) e "Groundless Existence: The Political Ontology of Carl Schmitt" (existência desenraizada: a ontologia política de Carl Schmitt). Copyright: Project Syndicate/Institute for Human Sciences, 2012.www.project-syndicate.org `Risco de acidente é alto para a Grécia` A Grécia corre o risco de sofrer um "acidente" financeiro se não receber a parcela da ajuda financeira de 31,5 bilhões euros (US$ 40 bilhões), afirmou ontem o ministro das Finanças grego, Yiannis Stournaras, aos membros do Parlamento europeu. Stournaras, que participou do encontro dos ministros das Finanças da zona do euro na segunda-feira, disse que se os credores não liberarem uma nova tranche à Grécia, o resultado será "falência, insolvência, com efeitos contagiosos". "O risco de um acidente agora é muito elevado", acrescentou.Na segunda-feira, o Eurogrupo disse que vai se reunir novamente no dia 20 para discutir a liberação da ajuda à Atenas, assim como outras questões cruciais pendentes: como reduzir o montante da dívida da Grécia e como financiar a extensão de dois anos no programa de metas fiscais do país. Na segunda-feira, após a reunião, Stournaras disse esperar que a ajuda seja liberada "no fim de novembro, início de dezembro".Ontem, a Agência de Gerenciamento da Dívida da Grécia vendeu um total de 4,063 bilhõesde euros em notas de 4 e 13 semanas. O país tem de pagar ?5 bilhões em obrigações que vencem no dia 16, portanto já era de se esperar um volume ofertado maior do que o usual no leilão.Foram colocados 2,763 bilhões de euros na tranche de prazo mais curto, a uma taxa de 3,95%. A relação entre lances apresentados e lances aceitos, uma medida da demanda, foi de 1,30 vez.No vencimento de 13 semanas, foram vendidos 1,3 bilhões de euros a 4,20% ao ano e relação de demanda de 1,66 vez. Na operação anterior com esse vencimento, ocorrida em 16 de outubro, o juro saiu a 4,24%, com a relação de demanda em 1,90 vez.O Goldman Sachs calcula que é necessária uma redução considerável no montante da dívida da Grécia para que o país chegue a níveis sustentáveis no longo prazo. Para que a nação alcance a meta da relação dívida-Produto Interno Bruto de 120%, estabelecida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o banco, seriam necessários mais 80 bilhões de euros. As informações são da rede de televisão americana "CNBC"."Para aumentar as chances de chegar próximo da meta de 120% do PIB até 2020, considerando situações realistas, uma redução da dívida bem mais drástica será necessária", afirmam analistas do Goldman Sachs, em relatório.O Ministério das Finanças da Alemanha, por sua vez, não quis comentar a notícia de uma possível ajuda de 44 bilhões de euros à Grécia, divulgada pelo jornal alemão "Bild". Procurados pela equipe da MNI, agência de notícia do Deutsche Borse Group, Marianne Kothe, porta-voz do ministério, se limitou a dizer que "as negociações com a Grécia ainda estão em andamento". "Decisões sobre financiamento seguem pendentes, inclusive as modalidades de pagamento do programa [de ajuda]", disse.De acordo com o Bild, o governo alemão quer o desembolso de 44 bilhões em ajuda do programa de União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Grécia, em uma única tranche. Segundo o jornal, a Grécia pode conseguir, além dos 31,3 bilhões de euros do segundo trimestre, mais 5 bilhões referente ao terceiro e 8,3 bilhões de euros do quarto trimestre. Greve geral para quatro países na UE Os delegados que desembarcarem hoje em Cádiz para a Cúpula Ibero-Americana terão um sério problema: onde comer. A cidade tem a mais alta taxa de desemprego da Espanha, de 37%, contra a média nacional de 25%, e adere hoje a uma greve "continental". Os donos de restaurantes alertaram ontem os visitantes a não aparecer, pois as portas estarão fechadas.Pela primeira vez na história da União Europeia, uma greve deve paralisar quase totalmente quatro países ao mesmo tempo: Espanha, Portugal, Grécia e Itália. Em outros 21 países, estão previstas manifestações de protesto contra os cortes de salários, aposentadorias, serviços sociais e outros benefícios, tudo isso somado à alta de impostos.Na Espanha, a paralisação coincide com a tramitação no Parlamento do Orçamento, pelo qual o governo de direita de Mariano Rajoy quer cumprir o objetivo prometido à UE: déficit público de 6,3% do PIB neste ano, 4,5% ano que vem e 3% em 2014. Na primeira greve geral, em março, houve um fracasso sindical evidente pela falta de seguimento nos protestos, segundo observadores espanhóis.Em Cádiz, uma das mais antigas cidades da Europa, beleza de arquitetura e culinária requintada, os avisos de greve eram dados ontem, mas também era difícil identificar sinal de crise. Na verdade, essa região da Andaluzia tem registrado desemprego maior do que a média nacional por décadas, sem grande agitação. Para analistas, o relativo conforto, em plena crise e com dramáticas cifras de desemprego, se deve a um complexa rede de proteção social, que inclui o apoio familiar, a economia informal e, até recentemente, subsídios governamentais."Crise? Bom, sim, tem um pouquinho", diz Ramón, garçom de um dos melhores restaurantes da cidade, que parecia quase perplexo com a pergunta sobre crise.As manifestações serão generalizadas na Europa contra a austeridade. Com 25 milhões de pessoas sem emprego, os movimentos têm simpatia inclusive de certos setores do empresariado.A presidente Dilma Rousseff deve chegar a Cádiz na sexta-feira cedo, já sem ameaça de greve nos restaurantes, mas com a mensagem que tem repetido contra austeridade e por políticas de estímulo.

domingo, 11 de novembro de 2012

Café na ICE mantém pressão e finalmente fica abaixo de 150 cents

Café na ICE mantém pressão e finalmente fica abaixo de 150 cents
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com novas baixas e se posicionando abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos de dólares por libra peso. Assim, a bolsa nova-iorquina dá mais um passo no processo de fraqueza, que se arrasta desde maio de 2011, quando chegou a buscar patamares ao redor de 300,00 centavos para a posição de maio.
Passo a passo, apenas com alguns hiatos pelo caminho, os preços vão apresentando retração e não conseguindo estimular os "bulls" (altistas) a tentarem correções mais efetivas. Com isso, suportes importantes vão sendo rompidos e a tendência é que novos patamares de preço possam ser buscados.
Com a nova baixa desta sexta-feira, o dezembro conseguiu se posicionar abaixo das mínimas praticadas em junho. Apesar de o rompimento dos 150,00 centavos não ter estimulado stops de venda, alguns operadores avaliam que a nova semana deve se iniciar com uma pressão adicional e que, abaixo do patamar psicológico, os vendedores poderão se sentir confortáveis a liquidar ainda mais, mesmo com os terminais gráficos mostrando claramente que o mercado está muito sobrevendido.
Tecnicamente, o mercado assume, para o curto prazo, mais uma vez, um viés baixista e pode ampliar consideravelmente as retrações, ao passo que no longo prazo a tendência também é de baixa, num quadro que já se arrasta há vários meses. As cotações atuais continuam abaixo de referenciais importantes, como a média móvel de 200 dias.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque apresentou queda de 150 pontos, com 149,90 centavos, sendo a máxima em 152,35 e a mínima em 149,60 centavos por libra, com o março tendo desvalorização de 130 pontos, com a libra a 155,55 centavos, sendo a máxima em 157,70 e a mínima em 155,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve alta de 10 dólares, com 1.976 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 11 dólares, com 1.993 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o dia, mais uma vez, demonstrou a consistência inócua dos compradores, que não conseguiram levar o dezembro nem se quer a testar as máximas da sessão anterior. Com essa pouca efetividade, o que se viu foi o acionamento de novas vendas e a concretização, finalmente, do rompimento do referencial psicológico mais imediato. O café também não conseguiu seguir as bolsas de valores, que tiveram uma sexta-feira mais calma e oscilaram pouco, assim como outras commodities e nem mesmo os robustas comercializados em Londres.
"Temíamos esse ação mais forte sobre o nível de 150,00 centavos. No entanto, a tendência pode ser continuarmos a flutuar nesse intervalo, principalmente se os mercados externos não pressionarem mais efetivamente os preços. O fato de não termos registrado stops indicam que o café também não parece disposto a derreter, ainda mais, a atual base de preços", disse um trader.
"Os cafeicultores brasileiros não estão retendo a produção, mas apenas administrando as vendas ao longo dos doze meses do ano-safra. Com acesso a financiamento, vendem na medida de suas necessidades de caixa. No ritmo de vendas atual chegaremos ao final do ano-safra 2012/2013, em junho próximo, com toda a produção brasileira de café comercializada. Entraremos no ano-safra 2013/2014, de ciclo baixo, dependendo praticamente da safra que será colhida. Não podemos nem pensar em problemas climáticos", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.
As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 08, somaram 135.416 sacas, contra 350.915 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 8.891 sacas, indo para 2.435.814 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.728 lotes, com as opções tendo 7.414 calls e 7.583 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 152,35, 152,50, 153,00, 153,20, 153,50, 154,00, 154,50, 154,70, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,40-156,50, 157,00, 157,50, 158,00, 158,50, 158,85, 159,00, 159,50, 159,90-160,00, 160,50 e 161,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 149,60-149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50 e 143,00 centavos por libra.
Londres mantém ritmo e fecha dia com nova alta para café
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sexta-feira calma e de manutenção das altas, em um pregão marcado por algumas recompras e coberturas de posições, que permitiram ao novembro avançar e encerrar o dia próximo das máximas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico na bolsa britânica, sem novidades no campo fundamental, com algumas aquisições dando sustentação para os avanços de preços que, no entanto, não conseguiram buscar resistência mais consistentes, como o patamar de 2.000 dólares.
Os robustas, no entanto, se dissociam, mais uma vez, do comportamento dos arábicas em Nova Iorque, que voltaram a recuar. Operadores indicaram que, diante das ligeiras altas recentes dos robustas em Londres, os descontos para o café do Vietnã saltaram para 30 dólares por tonelada. Nas baixas mais recentes, esse desconto havia praticamente zerado para os grãos dessa origem indo-asiática. "Tivemos um pouco do mais do mesmo. O café foi pressionado recentemente, chegou próximo de 1.900 dólares e agora retoma parte dessas perdas, no entanto, dentro do intervalo. O mercado de robusta ainda parece mais procurado e sente menos a pressão da oferta de origens que os arábicas", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 4,70 mil lotes, com o março tendo 1,59 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 17 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve alta de 10 dólares, com 1.976 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 11 dólares, com 1.993 dólares por tonelada.
CENÁRIO EXTERNO E POSIÇÃO DE BANCOS IMPULSIONAM O DÓLAR ANTE O REAL
São Paulo, 09/11/2012 - As preocupações com a situação fiscal dos EUA e com a crise da Grécia, que prejudicaram os ativos de maior risco principalmente na primeira metade dos negócios, serviu de combustível para a alta do dólar ante o real nesta sexta-feira. O fato de os bancos no Brasil estarem vendidos (apostando na queda da moeda americana) tanto no mercado à vista (spot) quanto no futuro, o que eleva o risco, ampliou o estresse na sessão. Com isso, o dólar chegou a marcar pela manhã a máxima de R$ 2,0680 no balcão (alta de 1,27%) e a moeda americana para dezembro atingiu a máxima de R$ 2,0735 (elevação de 1,32%) no mercado futuro.
Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou alta mais modesta, de 0,29% no balcão, cotado a R$ 2,0480. A moeda permaneceu em território positivo durante todo o dia. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 1,528 bilhão (US$ 1,388 bilhão em D+2). Na BM&F, a moeda à vista fechou em alta de 0,26%, a R$ 2,0451, com seis negócios. Às 16h55, o dólar para dezembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0535, em alta de 0,34%.
Chama a atenção no mercado futuro, onde as operações prosseguem até as 18 horas, o volume de negócios ao longo do dia. Até as 16h36, o volume financeiro total neste segmento de dólar somava US$ 19,153 bilhões, sendo US$ 19,009 bilhões para o contrato de dezembro. O montante é superior aos que vinham sendo registrados nas sessões das últimas semanas. Ontem, por exemplo, quando o volume já havia sido mais alto, o total foi de US$ 13,214 bilhões e o contrato de dezembro havia movimentado US$ 13,081 bilhões.
O movimento maior está ligado à posição dos bancos, que estão vendidos tanto no mercado à vista quanto no futuro. Esta situação, que se tornou mais clara na última quarta-feira, quando o Banco Central divulgou dados mostrando que os bancos encerraram o mês de outubro vendidos no mercado spot em R$ 3,658 bilhões - algo que não ocorria desde dezembro do ano passado -, ampliou o risco das instituições financeiras. Como consequência, criou-se uma situação em que elas precisam reduzir a exposição vendida no mercado futuro - ou seja, precisam ir às compras. Dados de ontem da BM&FBovespa mostram que os bancos estão vendidos em 34.573 contratos em aberto de dólar e em 102.987 contratos em aberto de cupom cambial (DDI).
Conforme apurou a Agência Estado, as ordens de compra de moeda no segmento futuro teriam partido, hoje, principalmente de dois grandes bancos, que buscavam reverter posições. Este movimento de busca por moeda no futuro estava em sintonia com o exterior ruim, onde o dólar também ganhava espaço em meio às preocupações com a Europa e os Estados Unidos. "Pela manhã, o mercado chegou a estressar bastante, porque havia uma posição propícia a isso no Brasil, por causa dos bancos", comentou o economista Alfredo Barbutti, da BGC Liquidez Corretora. "Por trás de tudo há a questão do abismo fiscal norte-americano", ressaltou, em referência à possibilidade de, em janeiro, uma série de incentivos à economia norte-americana desaparecerem.
NY: EURO VOLTA A CAIR FRENTE AO DÓLAR COM INDICADORES EUROPEUS FRACOS E PREOCUPAÇÃO COM GRÉCIA
Nova York, 09/11/2012 - O euro voltou a cair diante do dólar, chegando a baixar de US$ 1,27 pela primeira vez desde 7 de setembro. O mercado reagiu a dados fracos de produção industrial em países importantes da zona do euro e mostrou preocupação antes da votação do Orçamento do governo da Grécia para 2013 pelo Parlamento do país, neste domingo. Itália, Grécia, França e Suécia divulgaram dados fracos de produção industrial em setembro, ecoando o indicador divulgado ontem pela Alemanha.
"O que vimos recentemente é uma incerteza maior sobre como exatamente a situação do Orçamento da Grécia vai se desenrolar e qual será a resposta que os credores vão produzir para aliviar a dívida grega. Quanto mais demoras, mais isso pesa sobre o euro", disse Shahab Jalinoos, estrategista do UBS.
No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2709, de US$ 1,2748 ontem, depois de ter caído á mínima intraday de US$ 1,2690; o iene estava cotado a 79,47 por dólar, mesmo nível de ontem; a libra estava cotada a US$ 1,5896, de US$ 1,5986 ontem. As informações são da Dow Jones.
BOLSA DE NY FECHA EM LEVE ALTA; INVESTIDORES VOLTAM ATENÇÃO PARA QUESTÃO FISCAL NOS EUA
Nova York, 09/11/2012 - O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em leve alta, em dia marcado pela volatilidade. Os investidores interromperam o movimento de vendas que se seguiu à eleição presidencial dos EUA e voltaram suas atenções para as negociações políticas em torno da questão fiscal. Nas duas sessões anteriores, o índice Dow Jones havia caído 434 pontos, ou 3,3%.
"Os EUA têm eleição a cada quatro anos, mas o mercado tem eleição todo dia", comentou o estrategista John Manley, da unidade de fundos do Wells Fargo. Em seu primeiro pronunciamento em Washington desde que foi reeleito, o presidente Barack Obama convidou lideranças políticas para uma reunião na próxima semana e deixou claro que não aceitará a prorrogação dos cortes temporários de impostos para os mais ricos, adotados durante o governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush. Já o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse que seu partido rejeitará qualquer acordo que aumente os impostos para os mais ricos. O Dow, que havia chegado a subir 75 pontos mais cedo, em reação ao índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, passou a recuar.
"Parece que a atitude suprapartidária está se degradando, dando lugar a provocações e poses para o público externo. Precisamos de um acordo. Qualquer coisa que dê a aparência de que os políticos estão sento intransigentes levará a um movimento de venda", disse Paul Zemsky, da ING Investment Management.
Entre os destaques da sessão estavam ações de empresas que divulgaram resultados do terceiro trimestre, entre elas Disney (-5,96%), JC Penney (-4,84%) e Groupon (-29,55%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 4,07 pontos (0,03%), em 12.815,39 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 9,29 pontos (0,32%), em 2.904,87 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 2,34 pontos (0,17%), em 1.379,85 pontos. O NYSE Composite fechou em alta de2,74 pontos (0,03%), em 8.053,56 pontos. Na semana, o Dow acumulou uma queda de 2,12%, o Nasdaq, uma baixa de 2,59% e o S&P-500, uma perda de 2,43%. As informações são da Dow Jones.
BOVESPA VIRA NO FINAL E CAI 0,29%; NA SEMANA, PERDA É DE 1,75%
São Paulo, 09/11/2012 - O bom humor externo não resistiu até o final dos negócios e a Bovespa, que chegou a superar os 58 mil pontos ao longo do dia, voltou para o negativo e terminou, novamente, no patamar de 57 mil pontos. O movimento acompanhou as bolsas em Nova York, que também mudaram de direção momentaneamente após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciar que convidou as lideranças partidárias para uma reunião na próxima semana, para discutir a questão do abismo fiscal. As ações da Petrobras e da Vale, que também registravam forte alta, desaceleraram os ganhos, o que contribuiu para a Bolsa se manter em terreno negativo.
Assim, o Ibovespa encerrou com queda de 0,29%, aos 57.357,71 pontos. Na semana, a Bolsa acumulou baixa de 1,75%. No mês e ano, o índice ainda sustenta alta de 0,51% e 1,06%. Na mínima de hoje, o Ibovespa atingiu 56.862 pontos (-1,15%) e, na máxima, 58.109 pontos (+1,02%). O giro financeiro ficou em 6,496 bilhões.
O sócio-diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, lembrou que o cenário nos EUA continua o mesmo de antes das eleições e que nada mudou para a Bolsa subir ou cair. "Estamos vivendo o mesmo cenário de antes das eleições, quando a questão do abismo fiscal ficou para segundo plano. O problema fiscal é muito delicado", disse, lembrando ainda que a Grécia, que voltou ao centro das atenções, é outra questão que está há meses no radar dos investidores.
Durante a tarde, as bolsas estavam registrando forte alta, à espera de que Obama fosse falar e dar alguma sinalização para a resolução da questão fiscal. No entanto, o presidente norte-americano apenas convidou as lideranças partidárias para discutir a questão na próxima semana. Obama pediu ainda equilíbrio com impostos e cortes de gastos. "Me recuso a aceitar qualquer abordagem que não seja equilibrada", disse, ressaltando ainda que a elevação de impostos para os mais ricos deve integrar plano de redução do déficit.
Para um experiente operador, a inversão da Bolsa, após Obama, confirma a fragilidade do mercado de renda variável. "O investidor está muito inseguro e o cenário é muito incerto. Na dúvida, o investidor vende e embolsa o lucro, se for possível, ou, ao menos, diminui o prejuízo", ressaltou, destacando ainda que os gringos operaram fortemente na venda em três dias desta semana.
Por aqui, Petrobras terminou com alta de 0,85% na ação ON e 0,82% na PN, em linha com o petróleo no mercado internacional.
Já a Vale subiu 0,87% a ON e 0,75% a PNA. A maioria dos metais fechou o dia em queda.
Pela manhã, as incertezas com a Grécia seguiram altas, diante da expectativa da chegada de mais ajuda ao país. No entanto, dados positivos sobre a economia norte-americana fizeram o contraponto e ditaram o ritmo positivo durante a maior parte do dia.
JUROS DOS TREASURIES TÊM LEVE ALTA EM DIA DE VOLATILIDADE; "ABISMO FISCAL" PREOCUPA
Nova York, 09/11/2012 - Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA chegaram ao fim do dia entre estáveis e em alta modesta, com correspondente baixa nos juros. O dia foi marcado pela volatilidade e pelas preocupações em torno do "abismo fiscal", situação em que os EUA estarão no começo de 2013 com o fim de cortes temporários de impostos para os mais ricos, simultâneo a cortes automáticos de gastos, caso o Congresso não chegue a um acordo antes disso.
Em relação a isso, o presidente Barack Obama anunciou um convite para as lideranças partidárias irem à Casa Branca na próxima semana, para negociar um acordo. Ele advertiu, porém, que não aceitará qualquer acordo que não inclua um aumento do Imposto de Renda para os mais ricos. Horas antes, porém, o presidente da Câmara, Joyn Boehner, havia dito que rejeitaria qualquer aumento de impostos para os mais ricos.
"O mercado está reagindo de tal maneira que se um acordo não for alcançado, o 'abismo fiscal' se tornará realidade. Como portador de bônus, eu amo juros mais baixos, mas eu realmente não quero que elas baixem por causa do 'abismo fiscal'", disse Kevin Giddis, chefe da divisão de renda fixa da Raymond James/Morgan Keegan. O juro das T-notes de 10 anos chegou a cair a 1m578%, nível mais baixo em dois meses.
Entre as preocupações que continuam a alimentar a demanda por Treasuries como "porto seguro" está a questão da dívida da zona do euro. Neste domingo, o Parlamento da Grécia deve votar o Orçamento para 2013.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 2,749%, de 2,751% ontem; o juro das T-notes de 10 anos estava em 1,619%, mesmo nível de ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,254%, de 0,266% ontem. As informações são da Dow Jones.
BALANÇO SEMANAL DO CNC ESTIMA RETOMADA DAS COMPRAS DAS INDÚSTRIAS
SAFRAS (09) - Veja abaixo texto com o balanço da semana do café divulgado
pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e assinado pelo presidente da entidade,
Silas Brasileiro:
"BALANÇO SEMANAL - 05 a 09/11/2012
- Na semana, Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) busca
alternativas para a cafeicultura de montanha e também para a indústria de
solúvel. O colegiado analisou, ainda, fundamentos de mercado e espera que as
compras industriais sejam retomadas a partir de janeiro.
CLIMA E SAFRA - Esta semana foi marcada pela realização da 64 Reunião
Ordinária do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC). No encontro, o
colegiado, composto por representantes do Governo Federal e de todos os elos da
iniciativa privada, aprovou, entre outros pontos, a criação de dois Grupos de
Trabalho.
O primeiro GT focará a busca por soluções à cafeicultura de montanha,
atividade que tem seu custo de produção bem mais elevado que em outras áreas
do cinturão produtor nacional, principalmente em função do grande emprego de
mão de obra nos trabalhos e da inexistência de maquinários adaptáveis à
declividade do solo. Mesmo sendo responsável pela produção de cafés
especiais, vencedores de diversos concursos de qualidade, a atividade cafeeira
nas áreas de montanha tende a se extinguir caso não sejam adotadas políticas
estratégicas específicas à ela e é nesse exato sentido que optou-se pela
criação do grupo.
Já o segundo GT focará nas necessidades da indústria de café solúvel do
Brasil. Esse setor é visto por todos do CDPC como importante veículo de
abertura de novos mercados, como já ocorrido em relação ao Japão no passado
e, agora, deverá o ser para o Leste Europeu e também para a China. A
intenção desse grupo de trabalho é encontrar soluções para agregar valor à
cafeicultura nacional e, ainda, gerar mais empregos no setor industrial do
solúvel.
QUALIDADE - Em uma de nossas explanações na reunião, manifestamos a
constante preocupação para que os produtores brasileiros busquem ofertar
cafés de alta qualidade, os quais proporcionem sabor e aroma agradáveis, ponto
que consideramos fundamental para, além de atrair mais jovens ao consumo,
destacar os benefícios que uma bebida saborosa traz à saúde, sendo
responsável pelo aumento da atenção, da redução do risco dos males de
Parkinson e Alzheimer, de ataques cardíacos, entre outras inúmeras benesses
que proporciona.
FUNDAMENTOS - Os fatores fundamentais do mercado também foram debatidos pelos
membros do CDPC, havendo consenso sobre o fato de que os preços remuneradores
em 2010 e 2011 permitiram que os produtores, de maneira inteligente, vendessem
toda a safra, fator que nos conduziu para o menor nível dos estoques de
passagem dos últimos anos em 2012. Essa ação, aliada à greve ocorrida nos
portos brasileiros este ano e à crise financeira, em especial na União
Europeia, foi responsável pela redução nas exportações brasileiras.
Por outro lado, já pudemos notar uma recuperação no volume remetido ao
exterior em outubro, o qual acreditamos que será mais acentuada a partir de
janeiro de 2013, porque, obrigatoriamente, as indústrias internacionais terão
que recompor seus estoques, saindo do movimento atual de compras da "mão para
a boca", ou apenas para cumprir necessidades pontuais.
Atualmente, ainda permanece no mercado a política dos consumidores de
pretenderem impor um valor pago ao café brasileiro abaixo dos custos de
produção que possuímos. Entretanto, recordamos que as medidas adotadas pelo
Governo na disponibilização de recursos para um inteligente programa de
ordenamento de oferta deu e ainda dá suporte para que o produtor possa vender
somente nos momentos de reação dos preços, não os obrigando a se desfazer de
seu produto por qualquer valor ofertado.
MERCADO - Os contratos futuros do café continuaram o movimento de baixa
observado na semana anterior e, com os preços reduzidos, não se vê interesse
vendedor, tanto que o físico no Brasil segue parado. Com as posições vendidas
aumentando na Bolsa de Nova York, o que notamos, de fato, é venda de papel,
não de mercadoria.
Os embarques brasileiros de café realizados nas últimas semanas refletem
as vendas antigas e de Cédulas de Produto Rural feitas no ano anterior e
entregues em setembro passado. Como consequência disto, no mês de outubro foi
verificada uma queda de 9,5% nos embarques do país ante mesmo mês de 2011,
segundo o Cecafé. As remessas totais do produto (verde e industrializado)
totalizaram 2,874 milhões de sacas no mês passado.
Para Guilherme Braga, diretor da entidade, "as exportações mostram a
tendência de retomada dos níveis normais de embarques para o período,
superando os atrasos ocorridos nos meses iniciais da safra por conta das chuvas
que retardaram o fluxo de entrada, bem como as dificuldades causadas pelas
greves dos fiscais. Isto, contudo, mantém as expectativas de redução no
volume das exportações de 2012, para algo em torno de 28,5 milhões a 29
milhões de sacas". Ele também crê que os torrefadores devem retornar às
compras logo e que o movimento de substituição de grãos arábica por robusta
cessou. "Acredito em aquecimento da demanda e não em vendas agressivas no
primeiro semestre de 2013", conclui.
Enquanto continua a "queda de braço" entre as indústrias e os
produtores, os estoques das torrefadoras internacionais permanecem baixos e os
volumes de vendas de contratos futuros na Bolsa de Nova York continuam
aumentando. Esta combinação favorece a ideia de que, em breve, teremos uma
correção de preços no mercado.
Desta forma, acreditamos que os produtores devem continuar administrando as
suas vendas, aguardando o aquecimento da demanda para voltar ao mercado e
escoando paulatinamente sua safra."
Todas as informações partem do balanço semanal do CNC.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CAFÉ BRASILEIRO TEM "VALORIZAÇÃO" EM RELAÇÃO AO COLOMBIANO

CAFÉ BRASILEIRO TEM "VALORIZAÇÃO" EM RELAÇÃO AO COLOMBIANO

No decorrer deste ano de 2012, o café arábica brasileiro vem melhorando sua cotação no mercado internacional em relação ao colombiano, grande adversário do Brasil. Afora a Colômbia ser o segundo maior produtor de arábica do mundo, atrás do domínio brasileiro, o café colombiano lavado (suave) de alta qualidade recebe usualmente ágio contra a cotação da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), enquanto o Brasil tem normalmente deságio para o seu arábica natural.    Mas, com a escassez na oferta da Colômbia e também da América Central nos últimos anos, os compradores tiveram de pagar mais pelo grão brasileiro. Agora em 2012, apesar de uma grande safra do Brasil, dentro do ciclo bienal da cultura, a boa dosagem da oferta, o controle das vendas, por parte do produtor nacional vem fazendo com que os prêmios (diferenciais) contra a bolsa de NY entre o café do Brasil e da Colômbia estejam mais próximos.    Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, esse cruzamento do desempenho do café brasileiro com o colombiano mostra um ligeiro avanço relativo no preço do natural nacional em relação ao suave. Em abril desse ano, o café colombiano era negociado a 35,77 cents acima da ICE, enquanto o natural brasileiro estava a +2,21 cents sobre o referencial nova-iorquino. Os diferenciais têm por base o preço médio levantado pela OIC. Guardavam assim, diz Barabach, uma diferença de 33,56 cents a favor do colombiano. O mercado brasileiro estava começando a ser pressionado com a proximidade da nova safra.    Agora em outubro, depois de colhida a safra recorde brasileira e com café novo da Colômbia começando a aparecer no mercado, as bases de venda externa mudaram bastante, comenta o analista. O café colombiano gira em torno de 8,42 cents acima de NY, enquanto o natural do Brasil é negociado a -11,40 cents em relação a ICE. A diferença diminuiu para 19,82 cents a favor ainda do colombiano. Enquanto a base de venda externa do café colombiano recuou 27,35 cents, o brasileiro caiu apenas 13,61 cents/lb, avalia Barabach.     "É nítida a perda de valor da origem Colômbia frente ao Brasil. Isso ratifica a ideia de um café brasileiro mais forte e procurado no cenário mundial de café, o que serve de estímulo para um reposicionamento da origem Brasil. Enfim, está na hora do país deixar de ser reconhecido somente como um vendedor de quantidade e passar a ser visto como um vendedor também de qualidade", conclui Barabach.

EXPORTAÇÕES DO VIETNÃ CRESCEM 50% EM OUTUBRO

EXPORTAÇÕES DO VIETNÃ CRESCEM 50% EM OUTUBRO

As exportações de café do Vietnã cresceram 50% em termos de volume e receita no mês de outubro quando comparado ao mês anterior,de acordo com o Escritório Geral de Estatísticas do país. Os embarques de outubro totalizaram 105.000 toneladas, ou 1,75 milhões de sacas de 60 quilos, acumulando receita de US$ 237 milhões, segundo dados do Escritório. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, os embarques mais do que triplicaram em termos de volume. Ainda, o GSO revisou os números para as exportações no mês de setembro de 2012 , apontando o embarque de 70.000 toneladas, ante a estimativa anterior de 75.000 toneladas. Desde o início safra 2011/12, que começou em 01 de outubro, o país já embarcou 1,56 milhão de toneladas de café(26.000.000 de sacas de 60 kg), avaliadas em US$ 3,338 bilhões, acréscimo de 36,0% ante ao volume embarcado e avanço de 37,6% em relação a receita mesmo período do ciclo anterior. As informações partem de agências internacionais.






Vietnam October Coffee Exports up 50% on Month at 105,000 Tons By Nguyen Pham Muoi HANOI--Vietnam's October coffee exports were up 50% in volume and valuecompared with September, the government's General Statistics Office saidFriday. They totaled 105,000 metric tons, or 1.75 million 60-kilogram bags, valued at$237 million, the GSO said. October exports more than tripled in volume from a year earlier. The GSO revised September coffee exports to 70,000 tons from a previous estimate of 75,000 tons. From the 2011-12 crop, Vietnam exported 1.56 million tons of beans valued at $3.338 billion, up 36.0% on year in volume and up 37.6% in value.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Crise corta exportação brasileira de café

Crise corta exportação brasileira de café
A crise derrubou as exportações brasileiras de café e o ano deve fechar com uma queda de 10% a 15% nas vendas em relação a 2011. De janeiro a setembro, o volume embarcado recuou 19,3%. Mas a receita caiu ainda mais, 26,1%.Os importadores estão comprando só para atender as necessidades mais imediatas e há dificuldade em obter crédito. Além disso, as torrefadoras estão trocando o café arábica pelo robusta, mais barato, privilegiando o Vietnã em detrimento do Brasil.

 Embarques de café seguem lentos e vão recuar este ano
Lentos nos últimos meses em virtude de adversidades climáticas em regiões produtoras e da "queda de braço" entre importadores com os cintos apertados e exportadores capitalizados e sem pressa para vender, os embarques brasileiros de café caminham para fechar 2012 com uma queda de até 15% em volume.Especialistas lembram que é de se esperar que os importadores do Hemisfério Norte acelerem um pouco as compras nos próximos meses, já que a demanda aumenta na medida em que as temperaturas caem, mas que esse maior apetite será suficiente apenas para reduzir as variações negativas em relação ao ano passado.Um aumento sazonal mais substancial da demanda externa encontra resistência no cambaleante cenário econômico-financeiro mundial, atenta Gil Barabach, analista da Safras & Mercado. Com a crise, afirma, muitos compradores estão adquirindo café "da mão para a boca", conforme suas necessidades mais urgentes. Além disso, enfrentam mais dificuldades para obter crédito, o que acaba por segurar as encomendas.Em meio às turbulências, o volume exportado pelo país somou 19,6 milhões de sacas de 60 quilos de janeiro a setembro, 19,3% menos que em igual intervalo de 2011. Com a queda das cotações internacionais entre os dois períodos, a receita das vendas caiu ainda mais: 26,1%, para US$ 4,5 bilhões, conforme o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Para a entidade, o volume anual deverá ser de 10% a 15% inferior ao de 2011 (33,5 milhões).A retração chama mais a atenção pelo fato de a safra que começou a ser colhida no fim do primeiro semestre (2012/13) ser o polo positivo da bienalidade que marca a cultura e sempre gera um ciclo mais "gordo" seguido de outro mais "magro".Segundo Michael Timm, diretor-geral da Stockler Comercial e Exportadora, a empresa continua sem fechar contratos de longo prazo e deverá exportar 7,1 milhões de sacas em 2012, 11,25% menos que no ano passado. "Espero que os negócios se recuperem nos próximos meses".Timm ressalta que os torrefadores de países importadores continuam a elevar a compra de café robusta, mais barato que o arábica. Ele acredita que as cerca de 5 milhões de sacas que o Brasil exportará a menos este ano poderão ser "abocanhadas" pelo Vietnã, tradicional fornecedor de robusta."Talvez haja essa substituição, mas até quando?", pergunta Barabach. E ele chama a atenção para outro fator importante: como os produtores brasileiros estão retraídos, à espera de melhores preços, o café arábica do país está até mais caro que o de fornecedores concorrentes.Em relação às cotações praticadas na bolsa de Nova York, o arábica do Brasil está com um desconto de cerca de 10 centavos de dólar por libra-peso. Sem problemas climáticos ou "quedas de braço" entre importadores e exportadores, seria normal que esse desconto fosse maior nesta época de safra colhida. Não bastassem esses fatores, os preços mais elevados no mercado doméstico do que no externo turvam um pouco mais a equação que resulta em queda das exportações, como nota Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria e Gerenciamento de Risco.Tudo isso levando-se em consideração que os produtores estão, em geral, mais capitalizados após boas temporadas, a ponto de limitarem suas tradicionais vendas antecipadas à espera de melhores cotações. "O produtor pode escolher o momento de vender conforme o preço", afirma Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé.Segundo a Safras & Mercado, 43% do café desta safra 2012/13 foi vendido até o fim de setembro, ante 56% de igual intervalo de 2011.Braga observa, ainda, que o ritmo das vendas da safra já colhida também depende da expectativa da futura produção. Neste momento, as atenções estão voltadas para a florada, cujos primeiros indícios apontam uniformidade, o que é um bom sinal para o ciclo 2013/14, mesmo sendo ele um "polo negativo" da bienalidade.
















POTENCIAIS DISTINTOS PARA PRODUÇÃO E PREÇO. por Rodrigo Corrêa da Costa

Mercado de Café – Comentário Semanal - de 8 a 12 de outubro de 2012
 POTENCIAIS DISTINTOS PARA PRODUÇÃO E PREÇO.
 O Fundo Monetário Internacional revisou suas previsões do crescimento do PIB mundial em 2012 de 3.6% para 3.3%, o menor nível desde a recessão de 2009, e provocou uma pressão negativa em ativos de risco.Os principais índices de ações do mundo cederam mais de 2%, e a maior parte das commodities também encerrou a semana em baixa.O café em Nova Iorque e Londres não foi exceção, com queda de US$ 8.47 por saca e US$ 2.58 respectivamente.Chuvas no cinturão de café do Brasil, que ajudam a fixar a bonita florada, deixaram os compradores com menor urgência de aparecer no mercado. Até porque há duas semanas e pouco muitos conseguiram colocar cobertura de diferenciais nos livros, diminuindo a necessidade de compra imediata.Opiniões de cooperativas e analistas brasileiros de que a florada foi concentrada e uniforme deram uma pitada de alívio à indústria que é mais exigente com qualidade, e de certa forma tira mais um pouco de suporte do “C” – ainda que sejam prematuras tais observações.Com a queda da bolsa os diferenciais encareceram (nominalmente), ainda que para algumas origens do arábica não tenham firmado tanto quanto se imaginaria. Um pouco disto é reflexo do começo da safra na Colômbia, América Central, Ásia e África, e de um volume de negociação da safra brasileira menor do que a média para a época do ano. Já para o robusta os prêmios ficaram mais agudos, ainda que deva ser de curta duração em função da (atrasada) entrada da safra nova vietnamita.  Tecnicamente o mercado parece propenso a testar os US$ 156.00 por libra em Nova Iorque, e os US$ 1970 por tonelada em Londres, e como os fundos tem espaço para adicionar mais vendas em suas posições, há chances de vermos novas mínimas.À produção creio que vale a pena dar a dica de vender um pouco de café, pois mesmo que o Brasil siga relutante em esperar preços mais altos, o mesmo não acontecerá por parte dos outros países produtores. Mesmo que muitos possam ter folego para segurar café até meados do primeiro semestre de 2013 apostando em um quadro mais apertado, não se pode esquecer que será justamente nesta época que já teremos uma confirmação se a próxima safra brasileira terá de fato um ciclo de baixa “mais alto” do que o normal.Para completar o quadro negativo (e a enxurrada de pessimismo neste relatório), a estrutura dos preços, ou a curva de preços do contrato futuro do arábica, desestimula e muito aqueles que estão comprados e ao mesmo tempo dá uma boa remuneração aos que estão vendidos – nada de novo até aqui pois há muitos anos tem sido assim. O agravante, como bem relembrou e comentou um de nossos ilustres leitores, é que a ICE vai aumentar a penalidade aos cafés velhos, e o contrato de março já aceitará cafés do Brasil – que embora seja improvável ter volume entregue, ainda assim pode atrair certificações para fazer o “cash-and-carry” em um mundo de juros baixos.Resumo: o cenário se mantém bastante azedo para os altistas.Há um mês em Dubai,
Rodrigo Corrêa da Costa

CAFÉ: Produtores recusam ofertas mais baixas e se retiram do mercado.Fonte: Escritório Carvalhaes

CAFÉ: Produtores recusam ofertas mais baixas e se retiram do mercado.
 Nesta semana mais curta no Brasil devido ao feriado de amanhã, em homenagem à Padroeira do Brasil, o mercado físico brasileiro de café apresentou-se calmo, com um volume pequeno de negócios fechados. As bolsas de futuro trabalharam em baixa e como tem acontecido com frequência desde o início do ano-safra em julho, a maioria dos cafeicultores recusou ofertas mais baixas para seus lotes e se retirou do mercado. A queda desta semana nas bolsas foi baseada na abertura da florada nos cafezais brasileiros. Como dissemos em nosso último boletim, as floradas abrem todos os anos nesta época, é um fato corriqueiro e não indica uma safra com volume acima do projetado pelos agrônomos para o próximo ano. O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil divulgou os embarques brasileiros de café em setembro último. Foram embarcadas 2,22 milhões de sacas, 24% menos que em setembro de 2011. Imediatamente surgiram análises dizendo que os produtores brasileiros estão retendo café. Não nos parece que tal fato esteja ocorrendo. Se somarmos as 2,22 milhões de sacas exportadas com as aproximadamente 1,6 milhões de sacas utilizadas para abastecer o consumo interno, teremos 3,82 milhões de sacas comercializadas no último mês e 11,75 milhões em três meses, desde primeiro de julho, início do ano-safra 2012/2013. Em nossa opinião, o que está acontecendo é que nossos cafeicultores se recusam a vender nos dias em que as ofertas no mercado físico são rebaixadas por factóides lançados por fundos e especuladores interessados em um rápido sobe e desce das cotações nas bolsas de futuro. Com os baixos estoques remanescentes tanto nos países produtores como consumidores, a produção e consumo mundial em um precário equilíbrio e financiamentos a disposição, os produtores brasileiros acreditam no mercado e fazem suas vendas com calma nas semanas em que o mercado futuro apresenta movimentos de alta, saindo do mercado nas semanas com cotações em baixa. Outro factóide lançado nos últimos dias é que os armazéns estão cheios de café. Não poderia ser diferente nesta época do ano. Eles serão esvaziados ao longo do ano-safra para atender nossas exportações e o consumo interno brasileiro. Não consideramos altos os atuais preços praticados no mercado físico brasileiro de café. O problema é querer compará-los com preços médios históricos, sem considerar a desvalorização do dólar no mesmo período e também o forte crescimento dos custos de produção. O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de setembro foram embarcadas 2.222.799 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 24,3.% (713.284 sacas) a menos que no mesmo mês de 2011 e 14,3% (373.067 sacas) menos que no último mês de agosto. Foram 1.862.254 sacas de café arábica e 80.039 sacas de café conillon, totalizando 1.942.293 sacas de café verde, que somadas a 277.388 sacas de solúvel e 3.118 sacas de torrado, totalizaram 2.222.799 sacas de café embarcadas. A queda maior aconteceu no embarque de conillon, 36% menos em relação a setembro de 2011 e 35% menos quando comparado a agosto de 2012. Os de arábica recuaram 22% em relação a setembro de 2011 e 8% em relação a agosto último. Até o dia 10 os embarques de outubro estavam em 351.161 sacas de café arábica e 7680 sacas de café conillon, somando 358.841 sacas de café verde, mais 34.920 sacas de café solúvel, contra 422.175 sacas no mesmo dia de setembro. Até o dia 10, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em outubro totalizavam 778.767 sacas, contra 778.250 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 5, sexta-feira, até o fechamento de hoje, quinta-feira, dia 11, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo, 735 pontos ou US$ 9.73 ( R$ 19,84 ) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 58 a R$ 450,95/saca e hoje, dia 11 a R$ 433,15/saca. Hoje, quinta-feira, nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 270 pontos. No mercado paralisado de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca, para os cafés verdes, do tipo 6 para melhor, safra 2012/2013, condição porta de armazém: R$400/420,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.R$390/400,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.R$380/390,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.R$370/380,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.R$360/370,00 - RIADOS.R$330/340,00 - RIO.R$340/350,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.R$320/330,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS. DÓLAR COMERCIAL DE QUINTA-FEIRA: R$ 2,039 PARA COMPRA.
Fonte: Escritório Carvalhaes

Londres volta a ter retração, mas se mantem acima dos US$ 2 mil

Londres volta a ter retração, mas se mantem acima dos US$ 2 mil




Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a sexta-feira com quedas, em uma dia de movimentação dentro da média recente e com poucas oscilações mais efetivas. As rolagens de posição foram mais uma vez verificadas, principalmente entre novembro e dezembro. De acordo com analistas internacionais, Londres operou relativamente dissociada de outros mercados e sofreu com vendas especulativas e, em menor grau, de origens. Com isso, a primeira posição chegou a atingir o nível de 2.046 dólares, mas conseguiu encererrar o pregão acima do patamar psicológico de 2.050 dólares. Ao longo da manhã, os preços chegaram a esboçar uma correção, com o novembro tocando em 2.082 dólares, no entanto, os baixistas conseguiram dominar a tendência e liquidaram, notadamente mais no curto prazo — novembro — que nos futuros. "Tivemos uma sessão técnica, sem maiores referências de outros mercados ou de aspectos fundamentais. Ainda que nova perda tenha se efetivado, Londres ainda tem conseguido se manter acima dos 2.000 dólares, sem testar esse nível psicológico", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de novembro com uma movimentação de 7,16 mil lotes, com o janeiro tendo 5,76 mil lotes negociados. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 16 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição novembro teve queda de 24 dólares, com 2.052 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 11 dólares, com 2.068 dólares por tonelada.





Café interrompe seqüência negativa e fecha com ganho na ICE



O café interrompeu uma seqüencia de forte pressão baixista e conseguiu registrar alguns ganhos nesta sexta-feira, depois de o dezembro ter conseguido romper o nível psicológico de 160,00 centavos por libra, mas não ter ampliado as liquidações na ICE Futures US. Em uma sessão técnica e com um volume modesto de negócios, o café deu sinais de que ampliaria, ainda mais, o quadro negativo das últimas sessões, ao registrar novas liquidações , que permitiram o rompimento do patamar psicológico. Entretanto, alguns especuladores passaram a efetuar recompras, que permitiram uma inversão de tendência e a garantia de ganhos. Nas máximas, algumas realizações foram identificadas, mas elas foram insuficientes para mudar o direcionamento dos preços. O mercado teve uma sessão sem a presença dos brasileiros, que estiveram de lado devido a um feriado nacional no país. Tecnicamente, o mercado ainda assume um viés de baixa, iniciado, no começo deste mês de outubro e que pode desencadear novas ações vendedores em busca de se testar a primeira linha de suporte, em 156,55 centavos, patamar alcançado na baixa de 6 de setembro. Fundamentalmente, o mercado não apresenta maiores novidades. Assim como esperado, várias zonas cafeeiras do centro-sul do Brasil tiveram chuvas nas últimas horas e elas deverão garantir o pegamento das primeiras floradas e também o surgimento de novas flores para a safra 2013, que será de ciclo baixo. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque apresentou alta de 95 pontos, com 161,70 centavos, sendo a máxima em 163,10 e a mínima em 159,70 centavos por libra, com o março tendo valorização de 105 pontos, com a libra a 166,15 centavos, sendo a máxima em 167,20 e a mínima em 164,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 24 dólares, com 2.052 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 11 dólares, com 2.068 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café conseguiu se recuperar, ainda que ligeiramente, de uma baixa de cinco semanas na casa de comercialização nova-iorquina, em um dia em que os mercados externos se mostraram pressionados, ainda que o dólar tenha recuado em relação a uma cesta de moedas internacionais. Commodities como o petróleo e ouro, por exemplo, tiveram mais um dia de perdas, com as bolsas de valores nos Estados Unidos ficando estáveis. "Foi uma sessão corretiva. Tivemos quedas muito proeminentes desde a semana passada, perdendo praticamente toda aquela gordura acumulada. Ainda não testamos as mínimas de junho, que são a linha de suporte principal neste momento, mas se o mercado quiser evitar isso vai ter de ser mais efetivo e não apenas um comprador modesto como verificamos hoje", disse um trader. Compradores de café brasileiro estão notando um desconto menor em relação a Nova Iorque nos últimos idas. Grãos mais finos dessa origem estão sendo negociados com um desconto de 8 centavos, contra 13 centavos da semana passada, segundo avaliação da empresa Flavour Coffee. Já as xícaras boas têm um desconto de 17 centavos, contra 21 centavos da última semana. "Os diferenciais dos brasileiros se estreitaram e estamos notando muito poucas transações", ssutentou Thiago Cazarini, da Cazarini Trading. As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 10, somaram 393.761 sacas, contra 422.175 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 14.989 sacas, indo para 2.279.144 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.999 lotes, com as opções, no floor, tendo 14 calls e 66 puts. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 163,10, 163,50, 163,70, 164,00, 164,50, 164,90-165,00, 165,50, 166,00, 166,50, 166,95-167,00, 167,50, 168,00, 168,50, 169,00, 169,50, 169,90-170,00, 170,50, 171,00 e 171,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 159,70, 159,50, 159,00, 158,50, 158,00, 157,50, 157,00, 156,50, 156,00, 155,50, 155,10-155,00, 154,50 e 154,00 centavos por libra.





CFTC: Fundos aumentaram suas para posições vendidas



Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta feira apontaram que os fundos aumentaram em 1.502 lotes suas posições vendidas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 5.305 posições líquidas vendidas (28.864 posições long — compradas — e 34.169 posições short — vendidas), no último dia 09 de outubro. No relatório anterior eles tinham em mãos 3.803 posições líquidas vendidas (31.072 posições long — compradas — e 34.875 posições short — vendidas), no último dia 02 de outubro. As empresas comerciais registravam, no dia 09, um saldo de 4.490 posições líquidas compradas (80.246 posições compradas e 75.756 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 3.439 posições líquidas compradas (80.649 posições compradas e 77.210 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na última terça-feira na ICE Futures US, um total de 851 posições líquidas compradas, sendo 8.367 compradas e 7.552 vendidas. No relatório referente a 02, por sua vez, eles apresentavam 364 posições líquidas compradas, sendo 6.075 compradas e 5.711 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 140.404 lotes no dia 09 de outubro, ao passo que na semana anterior elas somaram 140.954 lotes.





CFTC: Fundos aumentaram suas posições vendidas no relatório com as opções



Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados na sexta feira incluído as opções, apontaram que os fundos aumentaram suas posições vendidas no mercado futuro de café da bolsa de NY. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, com as opções, os grandes fundos possuíam 3.805 posições líquidas vendidas (27.416 posições long — compradas — e 31.221 posições short — vendidas), no último dia 09 de outubro. No relatório anterior eles tinham em mãos 1.028 posições líquidas vendidas 29.792 posições long — compradas — e 30.820 posições short — vendidas), no último dia 02 de outubro. As empresas comerciais registravam, no dia 09, um saldo de 2.593 posições líquidas compradas ( 95.211 posições compradas e 92.618 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 746 posições líquidas compradas (98.498 posições compradas e 97.752 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na última terça-feira na ICE Futures US, um total de 1.212 posições líquidas compradas, sendo 9.234 compradas e 8.022 vendidas. No relatório referente a 02, por sua vez, eles apresentavam 283 posições líquidas compradas, sendo 6.599 compradas e 6.316 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 204.542 lotes no dia 09 de outubro, ao passo que na semana anterior elas somaram 208.816 lotes.

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a sexta-feira com quedas, em uma dia de movimentação dentro da média recente e com poucas oscilações mais efetivas. As rolagens de posição foram mais uma vez verificadas, principalmente entre novembro e dezembro. De acordo com analistas internacionais, Londres operou relativamente dissociada de outros mercados e sofreu com vendas especulativas e, em menor grau, de origens. Com isso, a primeira posição chegou a atingir o nível de 2.046 dólares, mas conseguiu encererrar o pregão acima do patamar psicológico de 2.050 dólares. Ao longo da manhã, os preços chegaram a esboçar uma correção, com o novembro tocando em 2.082 dólares, no entanto, os baixistas conseguiram dominar a tendência e liquidaram, notadamente mais no curto prazo — novembro — que nos futuros. "Tivemos uma sessão técnica, sem maiores referências de outros mercados ou de aspectos fundamentais. Ainda que nova perda tenha se efetivado, Londres ainda tem conseguido se manter acima dos 2.000 dólares, sem testar esse nível psicológico", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de novembro com uma movimentação de 7,16 mil lotes, com o janeiro tendo 5,76 mil lotes negociados. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 16 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição novembro teve queda de 24 dólares, com 2.052 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 11 dólares, com 2.068 dólares por tonelada.





Café interrompe seqüência negativa e fecha com ganho na ICE



O café interrompeu uma seqüencia de forte pressão baixista e conseguiu registrar alguns ganhos nesta sexta-feira, depois de o dezembro ter conseguido romper o nível psicológico de 160,00 centavos por libra, mas não ter ampliado as liquidações na ICE Futures US. Em uma sessão técnica e com um volume modesto de negócios, o café deu sinais de que ampliaria, ainda mais, o quadro negativo das últimas sessões, ao registrar novas liquidações , que permitiram o rompimento do patamar psicológico. Entretanto, alguns especuladores passaram a efetuar recompras, que permitiram uma inversão de tendência e a garantia de ganhos. Nas máximas, algumas realizações foram identificadas, mas elas foram insuficientes para mudar o direcionamento dos preços. O mercado teve uma sessão sem a presença dos brasileiros, que estiveram de lado devido a um feriado nacional no país. Tecnicamente, o mercado ainda assume um viés de baixa, iniciado, no começo deste mês de outubro e que pode desencadear novas ações vendedores em busca de se testar a primeira linha de suporte, em 156,55 centavos, patamar alcançado na baixa de 6 de setembro. Fundamentalmente, o mercado não apresenta maiores novidades. Assim como esperado, várias zonas cafeeiras do centro-sul do Brasil tiveram chuvas nas últimas horas e elas deverão garantir o pegamento das primeiras floradas e também o surgimento de novas flores para a safra 2013, que será de ciclo baixo. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque apresentou alta de 95 pontos, com 161,70 centavos, sendo a máxima em 163,10 e a mínima em 159,70 centavos por libra, com o março tendo valorização de 105 pontos, com a libra a 166,15 centavos, sendo a máxima em 167,20 e a mínima em 164,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 24 dólares, com 2.052 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 11 dólares, com 2.068 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café conseguiu se recuperar, ainda que ligeiramente, de uma baixa de cinco semanas na casa de comercialização nova-iorquina, em um dia em que os mercados externos se mostraram pressionados, ainda que o dólar tenha recuado em relação a uma cesta de moedas internacionais. Commodities como o petróleo e ouro, por exemplo, tiveram mais um dia de perdas, com as bolsas de valores nos Estados Unidos ficando estáveis. "Foi uma sessão corretiva. Tivemos quedas muito proeminentes desde a semana passada, perdendo praticamente toda aquela gordura acumulada. Ainda não testamos as mínimas de junho, que são a linha de suporte principal neste momento, mas se o mercado quiser evitar isso vai ter de ser mais efetivo e não apenas um comprador modesto como verificamos hoje", disse um trader. Compradores de café brasileiro estão notando um desconto menor em relação a Nova Iorque nos últimos idas. Grãos mais finos dessa origem estão sendo negociados com um desconto de 8 centavos, contra 13 centavos da semana passada, segundo avaliação da empresa Flavour Coffee. Já as xícaras boas têm um desconto de 17 centavos, contra 21 centavos da última semana. "Os diferenciais dos brasileiros se estreitaram e estamos notando muito poucas transações", ssutentou Thiago Cazarini, da Cazarini Trading. As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 10, somaram 393.761 sacas, contra 422.175 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 14.989 sacas, indo para 2.279.144 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.999 lotes, com as opções, no floor, tendo 14 calls e 66 puts. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 163,10, 163,50, 163,70, 164,00, 164,50, 164,90-165,00, 165,50, 166,00, 166,50, 166,95-167,00, 167,50, 168,00, 168,50, 169,00, 169,50, 169,90-170,00, 170,50, 171,00 e 171,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 159,70, 159,50, 159,00, 158,50, 158,00, 157,50, 157,00, 156,50, 156,00, 155,50, 155,10-155,00, 154,50 e 154,00 centavos por libra.





CFTC: Fundos aumentaram suas para posições vendidas



Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta feira apontaram que os fundos aumentaram em 1.502 lotes suas posições vendidas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 5.305 posições líquidas vendidas (28.864 posições long — compradas — e 34.169 posições short — vendidas), no último dia 09 de outubro. No relatório anterior eles tinham em mãos 3.803 posições líquidas vendidas (31.072 posições long — compradas — e 34.875 posições short — vendidas), no último dia 02 de outubro. As empresas comerciais registravam, no dia 09, um saldo de 4.490 posições líquidas compradas (80.246 posições compradas e 75.756 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 3.439 posições líquidas compradas (80.649 posições compradas e 77.210 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na última terça-feira na ICE Futures US, um total de 851 posições líquidas compradas, sendo 8.367 compradas e 7.552 vendidas. No relatório referente a 02, por sua vez, eles apresentavam 364 posições líquidas compradas, sendo 6.075 compradas e 5.711 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 140.404 lotes no dia 09 de outubro, ao passo que na semana anterior elas somaram 140.954 lotes.





CFTC: Fundos aumentaram suas posições vendidas no relatório com as opções



Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados na sexta feira incluído as opções, apontaram que os fundos aumentaram suas posições vendidas no mercado futuro de café da bolsa de NY. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, com as opções, os grandes fundos possuíam 3.805 posições líquidas vendidas (27.416 posições long — compradas — e 31.221 posições short — vendidas), no último dia 09 de outubro. No relatório anterior eles tinham em mãos 1.028 posições líquidas vendidas 29.792 posições long — compradas — e 30.820 posições short — vendidas), no último dia 02 de outubro. As empresas comerciais registravam, no dia 09, um saldo de 2.593 posições líquidas compradas ( 95.211 posições compradas e 92.618 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 746 posições líquidas compradas (98.498 posições compradas e 97.752 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na última terça-feira na ICE Futures US, um total de 1.212 posições líquidas compradas, sendo 9.234 compradas e 8.022 vendidas. No relatório referente a 02, por sua vez, eles apresentavam 283 posições líquidas compradas, sendo 6.599 compradas e 6.316 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 204.542 lotes no dia 09 de outubro, ao passo que na semana anterior elas somaram 208.816 lotes.