Mesmo com aversão a riscos, café mantém intervalos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia caracterizado por vendas especulativas, na esteira do mau humor dos mercados externos. Apesar das retrações, suportes importantes conseguiram ser preservados, o que é um sinal de consistência. Ao longo da manhã, o café tentou esboçar alguns ganhos, no entanto, com a abertura de outros mercados, a pressão sobre as commodities ganhou mais força e os vendedores se sentiram mais estimulados a operar. Baixas relativas foram verificadas, mas, em nenhum momento, o setembro tentou buscar o patamar psicológico de 180,00 centavos. Operadores indicaram que as quedas atingiram vários segmentos de commodities, devido, principalmente ao dólar em alta e o temor de players de que a crise econômica na Europa ganhe contornos ainda mais negativos. Por outro lado, os operadores sustentaram que as avaliações sobre os estoques mundiais de café são um fator de apoio para que os preços não se deprimam consideravelmente. Os estoques certificados na bolsa de Nova Iorque, por exemplo, a despeito das altas recentes, continua nos menores níveis desde outubro de 2010. Fundamentalmente, o mercado avalia os aspectos meteorológicos que indicam que o Brasil deverá ter dias secos e relativamente mais quentes na seqüência de julho. Isso deverá colaborar para que a colheita seja adiantada e, assim, seja possível ter uma avaliação mais efetiva sobre a qualidade dos cafés da atual temporada. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 185 pontos, com 185,10 centavos, sendo a máxima em 186,40 e a mínima em 183,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 187,65 centavos, sendo a máxima em 189,00 e a mínima em 185,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 20 dólares, com 2.167 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 16 dólares, com 2.152 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu nesta segunda-feira com a ação dos mercados externos, com uma nova queda sendo observada e com o setembro tocando o intervalo de 183,00 centavos. Mesmo com as baixas de sexta-feira e desta segunda, o setembro ainda consegue se manter acima de referenciais importantes, como é o caso da média móvel de 100 dias. Os mercados externos têm um dia de temor, principalmente com a percepção de alguns operadores de que a Espanha pode precisar de um novo resgate financeiro. Além disso, algumas especulações apontam para o fato de que a Grécia pode deixar a zona do euro, o que poderia desencadear uma nova onda de desconfiança em outros países em situação delicada, como Irlanda, Portugal e Chipre. O índice CRB fechou a segunda com quede de 1,58%, assim como as bolsas dos Estados Unidos recuaram. "Diante de um cenário externo negativo, as baixas de hoje não surpreenderam. Mas a manutenção de parâmetros tem uma leitura positiva. Os baixistas buscaram forçar novos níveis, mas encontramos uma sustentação de algumas compras ao redor do patamar de 183,00 centavos", disse um trader. "Os fundos já diminuíram bem suas posições vendidas, e com os gráficos dando sinais de firmeza eu não ficaria surpreso em ver uma reversão dos seus livros, eventualmente puxando o contrato da ICE para cima de 200,00 centavos. Vendas de origens por outro lado podem fazer com que o rompimento do nível mencionado seja mais lento do que os altistas gostariam. Tudo isto está alinhado com o pensamento de que o último trimestre do ano é quando o mercado deve se mostrar mais forte", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. A Anacafé (Associação Nacional do Café da Guatemala) informou que as exportações de café do bloco formado por México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, República Dominicana, Colômbia e Peru totalizaram 20.709.455 de sacas entre outubro 2011 e junho. Esse montante é 2,28% menor que o registrado no mesmo período da temporada anterior — 21.193.739 sacas. De acordo com a Anacafé, uma das maiores quedas foram da Colômbia, 16,30%, El Salvador, 40,84,% e Guatemala e Nicarágua, 4,76% e 10,21%, respectivamente. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 20, somaram 945.415 sacas, contra 830.629 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.123 sacas, indo para 1.749.529 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.289 lotes, com as opções tendo 623 calls e 419 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 186,40-186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,10-183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Londres segue mercado externo e cai, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas. Em uma sessão relativamente calma, os preços recuaram, seguindo o clima negativo dos mercados externos, mas parâmetros importantes conseguiram ser mantidos, o que foi lido por alguns operadores como um sinal de consistência. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas vendas especulativas, com o setembro chegando a tocar na mínima de 2.153 dólares. Nesse patamar foram registradas algumas aquisições por parte de indústrias de torrefação, o que possibilitou uma ligeira desaceleração das perdas. O mercado externo, devido, principalmente, à retomada da preocupação com Espanha e Grécia e até mesmo com o futuro da zona do euro, teve um dia de forte nervosismo, o que afetou diretamente os negócios em mercados de maior risco, como as commodities. "Tivemos algumas retrações, até normais diante do mercado negativo para as commodities. Mas o café conseguiu se manter menos pressionados que outros ativos e conseguimos sustentar importantes suportes, o que gera uma leitura positiva", expressou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,26 mil lotes, com o novembro tendo 1,66 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 20 dólares, com 2.167 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 16 dólares, com 2.152 dólares por tonelada.
DÓLAR SOBE COM BUSCA DE PROTEÇÃO CONTRA AGRAVAMENTO NA EUROPA São Paulo, 23/07/2012 -
Espelho do comportamento internacional das moedas desde cedo, a cotação do dólar à vista no mercado doméstico de balcão encerrou o dia em alta de 0,69%, a R$ 2,039. Lá fora, a moeda norte-americana também subiu perante as divisas consideradas de maior risco e do euro, servindo de proteção, à medida em que os investidores voltam a se preocupar com a situação na Europa. Às 17h21, o euro estava sendo cotado a US$ 1,2135, depois de ter batido a mínima de US$ 1,2067 mais cedo. Ainda assim, o valor era inferior ao registrado no final da tarde de sexta-feira em Nova York, de US$ 1,2155. No mesmo horário, o dólar index - relação com seis moedas fortes - tinha alta de 0,20%. No mercado futuro da BM&F, a valorização estava em 0,81%, às 17h28, com o contrato de agosto valendo R$ 2,044. Já no mercado à vista houve somente um negócios a R$ 2,043, com alta de 1,14%. Os temores dos investidores, hoje, recaem sobre a situação da Espanha. Depois de terem se beneficiado recentemente das notícias de que os bancos do país receberiam suporte, os investidores sucumbem, agora, perante as informações mostrando que também os governos regionais precisarão de ajuda.Os preocupações começaram na sexta-feira passada, com a informação de que a região de Valência pediria ajuda ao governo central para financiar suas dívidas. E agravaram-se com indicações de que várias regiões autônomas - o número estaria em seis - farão o mesmo. Ao mesmo tempo, o Banco da Espanha informou que provavelmente os números mostrarão que houve contração na economia do país no segundo trimestre.A Grécia, que estava esquecida, também voltou ao centro das atenções. Uma equipe da Troica deve chegar ao país para avaliar o andamento das reformas e a percepção dos analistas é de que pouco foi feito. Também circulam rumores de que o Fundo Monetário Internacional poderia deixar de ajudar financeiramente o governo grego, o que deixaria o país sem dinheiro em pouco tempo. Diante disso, o FMI se manifestou por meio de uma nota à imprensa em que disse apenas que "está apoiando a Grécia na superação das dificuldades econômicas".Por aqui, o mercado ouviu as palavras do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sem identificar novidades. O mercado segue convicto de que a autoridade monetária e o Ministério da Fazenda estão dispostos a intervir no câmbio se acharem necessário, o que ajuda a manter as cotações em margens estreitas de negociação. Por conta disso, hoje, segundo operadores, quando o dólar abateu a máxima de R$ 2,045, o movimento de venda de dólares aumentou.
NY: EURO VOLTA A CAIR COM INTENSIFICAÇÃO DOS TEMORES SOBRE A EUROPA
Nova York, 23/07/2012 -
O euro caiu para o nível mais baixo frente ao dólar desde junho de 2010, em reação a informes de que mais regiões administrativas da Espanha deverão pedir ajuda financeira ao governo central e à reportagem da revista alemã Der Spiegel, publicada no fim de semana, segundo a qual o FMI não está disposto a dar mais assistência financeira à Grécia. O euro recuperou algum terreno ao longo do dia, mas o movimento de queda foi retomado no fim da tarde, depois de a Moody's rebaixar para "negativa" a perspectiva dos ratings soberanos de Alemanha, Holanda e Luxemburgo."Os investidores estão preocupados com a possibilidade de a zona do euro se fragmentar. A incerteza que cerca a saúde da Europa no futuro está criando uma tensão enorme e levando a vendas da moeda única" comentou Andrew Wilkinson, economista-chefe e estrategista da Miller, tabak & Co. Para Eric Viloria, estrategista da Forex.com, "o caminho de menor resistência para o euro é para baixo". Ele disse acreditar que o euro testará o nível psicologicamente importante de US$ 1,20 em algum momento nesta semana, embora seja provável alguma atividade de realização de lucros à medida que a cotação se aproxime desse nível.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2117, de US$ 1,2155 na sexta-feira, depois de ter caído à mínima de US$ 1,2067. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 94,98, de ¥ 95,42 na sexta-feira. O iene estava cotado a 78,40 por dólar, de 78,48 por dólar na sexta-feira; o franco suíço estava cotado a 0,9911 por dólar, de 0,9881 por dólar na sexta-feira; a libra estava cotada a US$ 1,5508, de US$ 1,5624 na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.
MOODY'S/ANALISTA: RISCO PARA ALEMANHA, HOLANDA E LUXEMBURGO HOJE É MAIOR Nova York, 23/07/2012 -
O risco de Alemanha, Holanda e Luxemburgo perderem o rating de crédito triplo A cresceu por causa da maior incerteza em relação às perspectivas para a zona do euro e do aumento da probabilidade de a Grécia vir a deixar a união monetária, disse Sarah Carlson, analista de crédito sênior da Moody's."A saída da Grécia não figura em nosso cenário central", salientou ela em entrevista concedida à Dow Jones, "mas o risco é materialmente mais alto hoje do que há seis meses".Carlson conversou com a Dow Jones depois de a agência de classificação de risco de crédito Moody's ter anunciado o rebaixamento, de estável para negativa, da perspectiva dos ratings soberanos da Alemanha, da Holanda e da Grécia.Ainda segundo ela, a Espanha e a Itália sofreriam um forte impacto de uma eventual saída da Grécia porque já se encontram em uma situação de estresse.
terça-feira, 24 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Mercado externo e realizações derrubam café na ICE
Mercado externo e realizações derrubam café na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um movimento de algumas realizações, após os ganhos expressivos observados ao longo da sessão passada. Ao longo do dia, os preços variaram no lado positivo e negativo da escala de preços, com o setembro tendo ultrapassado o nível psicológico de 190,00 centavos. Entretanto, os preços não se sustentaram, influenciados, principalmente, pelos mercados externos. Com o dólar com alta expressiva, segmentos de maior risco voltaram a ser pressionados. O petróleo, por exemplo, teve um dia de retrações consideráveis, de mais de 1%, o que contribuiu para a queda do índice CRB, em 0,11%. A retração desse índice só não foi maior devido ao suporte interessante das cotações de mercados como de milho e de soja, que desconsideraram totalmente os mercados macroeconômicos e subiram fortes, refletindo a expectativa de quebras de safra nos Estados Unidos, devido ao clima. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 200 pontos, com 186,95 centavos, sendo a máxima em 190,85 e a mínima em 186,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 189,60 centavos, sendo a máxima em 193,55 e a mínima em 188,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por realizações e, mesmo com as perdas desta sexta e da segunda e terça-feira, o setembro ainda conseguiu acumular valorização de 0,5% na semana. Esse força relativa vem de aspectos técnicos, como a consolidação do café acima do nível da média móvel de 100 dias. Além disso, continua a existir a preocupação quanto à produção de café no Brasil e, principalmente, quanto à qualidade dos grãos que estão chegando às mesas de comercialização do país. "O mercado deu sinal de consistência ao preservar importantes suportes ao longo desta semana, mesmo com várias pressões vendedoras como as verificadas nos primeiros dias. Nesta sexta, mesmo sofrendo com o desânimo dos mercados, estimulado por novos dados bastante negativos sobre a economia da Espanha, conseguimos manter alguns padrões interessantes", disse um trader. "As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil", indicou o Escritório Carvalhaes, no seu comentário semanal. A produção de café do México na temporada 2012/2013 continua a ser desenvolvida sem problemas climáticos, indicou Rodolfo Trampe, presidente da Amecafé (Associação Mexicana de Café). A florada, até agora,indica que o México deverá ter uma safra maior que a da atual temporada, estimada em 4,3 milhões de sacas. "Nós iremos fazer uma projeção para a próxima safra em setembro ou outubro", ressaltou. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 19, somaram 834.891 sacas, contra 810.670 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.400 sacas, indo para 1.743.406 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.838 lotes, com as opções tendo 2.339 calls e 630 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50-195,55, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 186,10-186,00, 185,50, 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50 e 179,00 centavos por libra.
Londres fecha dia com baixa, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ligeiras quedas, após a posição setembro ter chegado a bater na máxima de 2.207 dólares, melhor nível de preço desde 30 de maio. Nas máximas, no entanto, foram verificadas algumas realizações. Os ganhos se desaceleraram e algumas perdas foram produzidas, até o patamar de 2.170 dólares. Nesse nível, algumas aquisições de comerciais foram identificadas. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela calma, após os bons ganhos observados na quinta-feira. Algumas altas foram buscadas, no entanto, diante de um cenário externo marcado pela retomada da cautela, principalmente devido a dados econômicos desfavoráveis da Espanha, o que se observou foi a interrupção da seqüência de altas, mas a manutenção de um patamar próximo do fechamento da sessão passada. "Tivemos um dia com momentos distintos, mas sem uma volatilidade mais incisiva. A retomada do pessimismo no segmento macro e o dólar em alta fizeram com que os ganhos não conseguissem ser sustentados, mas patamares importantes foram preservados", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 8,71 mil lotes, com o novembro tendo 3,86 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada.
DÓLAR INTERROMPE CINCO SESSÕES DE QUEDA E SOBE 0,45%, A R$ 2,025
São Paulo, 20/07/2012 -
A trégua dada pelo noticiário europeu acabou e o ciclo de queda do dólar ante o real, que durou cinco pregões, encerrou-se nesta sexta-feira. A piora veio da Espanha, onde surgiu a notícia de que a região de Valência pedirá ajuda financeira ao governo central. Também foi divulgada a revisão para baixo da estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol em 2013, de 0,2% para -0,5%. Além disso, a classificação de risco do país foi rebaixada pela sexta vez desde abril, pela agência norte-americana Egan-Jones, uma pequena, mas conhecida, concorrente das três maiores agência de rating do mundo - Moody's, Standard e Poor's e Fitch. Tudo isso ocorreu um dia após o povo espanhol demonstrar publicamente seu descontentamento com a política de contenção de gastos, em grandes manifestações ocorridas em várias cidades do país.As informações negativas abafaram o resultado favorável da teleconferência dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, que aprovaram o resgate aos bancos espanhóis de até € 100 bilhões. A ajuda será fornecida pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) até que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês) esteja disponível. Os empréstimos terão vencimento em até 12 anos e meio, sendo que os desembolsos individuais terão vencimento máximo de 15 anos. A primeira parcela está prevista em € 30 bilhões. "O cenário externo piorou e hoje é sexta-feira. Portanto a palavra de ordem foi a cautela. O dólar só engatou cinco pregões de queda porque havia uma trégua no exterior que foi interrompida hoje", disse o operador da Interbolsa Brasil, Ovídeo de Pinho Soares, ressaltando que o comportamento da moeda norte-americana no mercado doméstico seguiu o rumo registrado pela moeda também no exterior.O euro, que já vinha apresentando performance pior do que outras moedas, hoje foi às mínimas em dois anos, cotado a US$ 1,2144. Pouco depois das 17h00, caía para US$ 1,2163, de US$ 1,2280 ontem. O comportamento da moeda única hoje contaminou e prejudicou o desempenho das principais moedas emergentes.O real foi uma das penalizadas e, no fechamento, o dólar registrou alta de 0,45%, a R$ 2,025, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,020, com alta de 0,05%, mas somente um negócio foi fechado. O dólar futuro agosto mostrava valorização de 0,52%, a R$ 2,275, às 17h20.
NY: EURO CAI AO MENOR NÍVEL EM ANOS ANTE IENE E DÓLAR COM PROBLEMAS NA ESPANHA E NA GRÉCIA
Nova York, 20/07/2012 -
O euro caiu hoje ao menor nível em dois anos e meio ante o dólar e em 11 anos frente ao iene em meio à crescente preocupação com a possibilidade de o governo da Espanha precisar da ajuda financeira de seus parceiros na zona do euro.Os custos de empréstimos da Espanha atingiram hoje 7,24%, um novo recorde desde a adesão do país ao euro, segundo a Tradeweb. O yield do bônus espanhol de 10 anos subiu 25 pontos-base depois de o governo regional de Valência ter pedido a ajuda de Madri para refinanciar sua dívida.No mês passado, autoridades europeias consideraram que um multibilionário pacote de resgate aos bancos espanhóis em dificuldade seria suficiente para aliviar a pressão sobre a Espanha, mas passaram-se apenas algumas semanas e os custos dos empréstimos já estão de volta a níveis considerados insustentáveis no longo prazo.Com isso, o euro chegou a cair a US$ 1,2144, nível mais baixo desde junho de 2010. Ante o iene, a moeda comum caiu a 95,34 por euro, nível mais baixo desde novembro de 2000.No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2155, de US$ 1,2280 ontem, e a 1,2012 por franco, de 1,2008. O iene estava cotado a 78,48 por dólar, de 78,59 ienes por dólar na última sessão, e a 95,43 por euro, de 96,51 ienes por euro ontem. A libra estava em US$ 1,5620, de US$ 1,5724 ontem. O dólar estava em 0,9880 franco suíço, de 0,9782 franco ontem. As informações são da Dow Jones.
Balanço semanal do CNC — 16 a 20/07/201220/07/2012
Semana marca a retomada de reuniões do Comitê de Pesquisa do CDPC, novas liberações de recursos do Funcafé e a aprovação da LDO no Congresso. No mercado, clima adverso e atraso na colheita dão suporte aos preços.REUNIÃO DO CDPD/CAFÉ — Na quinta-feira (19), após quatro anos sem se reunir, o Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CDPD/Café) do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC) voltou a se reunir, por meio de esforços realizados pelo secretário de Produção e Agroenergia e pelo diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles e Edilson Alcântara, respectivamente. Na retomada das ações do fórum, o chefe geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, expôs o programa de pesquisa desse braço da estatal. A apresentação veio ao encontro dos anseios do setor produtor e, dentre os pontos apresentados, o CNC destaca os prioritários, que também compõem a pauta que nós sugerimos para o Comitê
:1) Pesquisas/Editais: foco nos critérios de pesquisas direcionadas para a necessidade da cafeicultura com base na produtividade, sustentabilidade, certificação, melhoramentos genéticos, seleção dos projetos e difusão. Sugerimos, ainda, a simplificação e a desburocratização das exigências.
2) Georreferenciamento: indicação para constar na pauta da próxima reunião do CDPC, destacando sua importância para um planejamento de ações por parte da pesquisa, inclusive sobre as principais regiões produtoras, podendo ser aproveitados os levantamentos já incluídos pelas cooperativas.
3) Mecanização: investir em projetos para mecanização das colheitas como um todo e, em especial, para as áreas montanhosas.
4) Orçamento: distribuição de recursos do Consórcio Pesquisa Café para empresas estaduais de pesquisa, fundações, universidades, etc. Conhecer os critérios adotados, os valores liberados e realizar acompanhamento dos trabalhos e solicitar apresentação de relatórios com o objetivo de evitar a pulverização de recursos.
5) Manutenção institucional: destacar recursos para renovação e manutenção das estruturas de instituições de pesquisa do Consórcio que já se encontram desgastadas pelo uso. O Conselho Nacional do Café enaltece a retomada das reuniões do CDPD/Café e, principalmente, a postura do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do secretário executivo da Pasta, José Carlos Vaz, nesse sentido, que, em conjunto com o secretário Fontelles e o diretor Alcântara, conduzem o MAPA para uma atuação decisiva e focada no desenvolvimento do agronegócio café.
LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ — Na terça-feira (17), o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a publicação de contratos firmados entre a Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura e mais dois agentes financeiros que ficam credenciados a implementar linhas de crédito com recursos orçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). São eles: Banco Original do Agronegócio S/A e Banco Original S/A, ambos com até R$ 9,033 milhões cada para serem aplicados nas linhas de estocagem, custeio, FAC e capital de giro para indústrias de torrefação. Com esses repasses, o Fundo destinou um total de R$ 1,703 bilhão aos agentes financeiros credenciados até o momento. LDO PARA 2013 — Também na terça-feira (17), o Congresso Nacional aprovou o substitutivo ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, dando início ao período de recesso parlamentar, que se estende de 18 a 31 de julho. A matéria, que teve como relator o senador Antonio Carlos Valadares, será encaminhada à sanção presidencial. Segundo informações da Agência Câmara de Notícias, o projeto da LDO não prevê qualquer recurso para aumento do funcionalismo dos Três Poderes e do Ministério Público da União (MPU) no ano que vem. O relator, entretanto, sugere a adoção de limites com base na média do percentual de comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) da União dos exercícios de 2009 a 2011. Em seu entender, a medida contribui no sentido de incitar os representantes dos servidores a continuar envidando esforços para encontrar uma regra ou critério adequado até o envio pelo Executivo, em agosto, da proposta da Lei Orçamentária da União (LOA) de 2013, a ser elaborada com base na LDO.
ANÁLISE DE MERCADO
— Mesmo com algumas realizações de lucro após os ganhos recentes e da pressão do dólar na segunda e na terça-feira passadas, o mercado cafeeiro manteve sua tendência de recuperação, impulsionado pela preocupação com a qualidade e o tamanho da safra no Brasil, em especial após as recentes chuvas que caem no cinturão produtor, retardando os trabalhos de colheita e prejudicando a qualidade dos cafés. Nesta semana, os agentes de mercado deram sinais de que tivemos, no dia 1º de julho, o menor estoque de passagem das últimas safras brasileiras, com os prognósticos oscilando entre 3,5 milhões e 4,0 milhões de sacas. Além disso, eles passaram a crer que a produção do País deverá ficar conforme a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ou 50,45 milhões de sacas. No acumulado dos cinco pregões da semana, o contrato com vencimento em setembro de 2012, o de maior liquidez na Bolsa de Nova York, ficou praticamente estável, ao registrar leve valorização de 0,5% e encerrar a sessão desta sexta-feira (20) a 186,95 centavos de dólar por libra peso. Com a colheita da safra atual em torno de 40%, nossas cooperativas passaram informações que entre 30% e 40% do café produzido em suas áreas de atuação devem apresentar qualidade muito baixa, percentual que, mesmo com as precipitações cessando, é irrecuperável. Além disso, a reduzida oferta gerada pelo atraso na colheita e também a liberação dos recursos do Funcafé voltados a um melhor ordenamento das vendas vem dando suporte.Prova disso é o desempenho do mesmo contrato setembro/12 na ICE Futures US (NY) ao longo deste ano. No acumulado do primeiro semestre, esse vencimento registrou perdas de 27,13% na bolsa nova-iorquina, contudo, com a reversão do mercado, somente nesses 20 dias de julho a posição acumula ganhos de 9,52%. Analisando esse contexto e cientes das condições climáticas atípicas para esta época de colheita, o CNC continua recomendando aos produtores brasileiros que busquem os recursos do Funcafé para que possam fazer um melhor ordenamento de suas vendas, de maneira que obtenham preços remuneradores por seu produto e, consequentemente, renda na atividade.
ALERTA — Nesta semana, em visitas realizadas às regiões produtoras, notamos que foi expressivo o aparecimento de botões florais nos pés de café. Esse cenário é extremamente preocupante, pois, como a colheita está atrasada, os trabalhadores realizarão a cata e comprometerão esses botões que surgiram. Dessa forma, a safra 2013 no Brasil, que será naturalmente menor em função da bienalidade característica das lavouras de arábica, deverá ter seu rendimento comprometido, ficando abaixo dos volumes médios colhidos nos últimos ciclos de baixa. Atenciosamente,Silas BrasileiroPresidente Executivo do CNC Produtores assustam com a quebra no volume de bons cafés Escritório Carvalhaes Apesar das bolsas de futuro trabalharem com muita oscilação, o mercado físico de café no Brasil teve mais uma semana ativa e com muito interesse comprador. O volume de negócios só não foi maior porque as chuvas atípicas em junho último atrasaram a colheita e a entrada da nova safra no mercado. As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil. Em setembro deveremos ter um cenário mais definido da produção brasileira de café em 2012. Chegou o período de verão no hemisfério norte, época de menor consumo e férias. Após as férias, quando as torrefadoras voltarem às compras, se preparando para o inverno, período de pico de consumo, teremos um mercado mais ativo e com disputa pelo café arábica de qualidade. A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 4.787.310 em 30 de junho de 2012. Uma alta de 216.532 sacas em relação às 4.570.778 sacas existentes em 31 de maio de 2012. Até o dia 19, os embarques de julho estavam em 680.337 sacas de café arábica e 89.387 sacas de café conillon, somando 769.724 sacas de café verde, mais 65.167 sacas de café solúvel, contra 810.670 sacas no mesmo dia de junho. Até o dia 19, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 1.447.674 sacas, contra 1.306.877 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 13, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 20, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 85 pontos ou US$ 1,13 (R$ 2,29) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 13 a R$ 500,72/saca e hoje, dia 20, a R$ 501,02/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 200 pontos.
DRAGHI: BCE NÃO TEM "TABUS" EM AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE ECONOMIAS DA Z.EURO
Nova York, 21/07/2012 -
O Banco Central Europeu (BCE) não tem "tabus" em ajudar as economias da zona do euro que devem começar a se recuperar lentamente no fim deste ano, disse o presidente da instituição, Mario Draghi, em entrevistapublicada na edição deste sábado do jornal Le Monde.Draghi afirmou que a zona do euro vai evitar entrar em recessão, embora "desde o início do ano a deterioração da economia que nós temíamos vai, em parte, tornar-se realidade. A situação piorou gradualmente, mas não ao ponto em que vai levar todas as economias da zona do euro para a recessão", disse, segundo o jornal."Ainda acreditamos em uma recuperação gradual no fim deste ano ou no início do próximo", afirmou, observando que o alívio nas taxas de juro do BCE no fim do ano passado e mais cedo neste mês vai começar a ser sentido."Estamos bastante abertos e não temos tabus" sobre tomar ações para ajudar na recuperação econômica, disse Draghi. "Reduzimos as taxas de juro abaixo de 1% porque esperávamos que a inflação ficasse perto ou abaixo de 2% no começo do próximo ano. Agora, provavelmente, isso vai ocorrer antes do fim deste ano", afirmou, acrescentando que o BCE está também preparado para agir se identificar um risco de deflação.Draghi disse que o papel do BCE está aumentando e agora engloba a defesa do euro uma vez que a moeda precisa lidar com circunstâncias extraordinárias, entre elas déficits públicos elevados, falta de competitividade e desequilíbrios insustentáveis. Ele afirmou categoricamente que o futuro do euro "absolutamente não" está em questão. As informações são da Dow Jones.
EUA: BERNANKE FALA NA PRÓXIMA 3ªF; BOEING E EXXONMOBIL DIVULGAM RESULTADOS NA SEMANA
São Paulo, 20/07/2012 - Dois dirigentes do Federal Reserve norte-americano falam em público na próxima semana, a diretora Sarah Bloom Raskin na segunda-feira e o presidente Ben Bernanke na terça. A temporada de divulgação de resultados financeiros de empresas esquenta, com nomes como Boeing, DuPont, ExxonMobil, McDonald's e Facebook. Os horários são de Brasília.- segunda-feira: às 20h, a diretora do Federal Reserve Sarah Bloom Raskin fala sobre bancos comunitários em conferência da Graduate School of Banking em Boulder (Colorado); Halliburton, McDonald's Texas Instruments e Zions Bancorp divulgam resultados;- terça-feira: às 9h45, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala sobre educação na primeira infância durante conferência do Fundo Nacional de Defesa da Infância, em Cincinnati (Ohio); o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 2 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; AK Steel, Apple, AT&T, DuPont, Lockheed Martin, UPS e Whirlpool divulgam resultados;- quarta-feira: o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 5 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; Boeing, Bristol-Myers Squibb, Caterpillar, ConocoPhillips, Corning, Delta Air Lines, Eli Lilly, Ford, General Dynamics, JetBlue Airways; Nasdaq OMX, Northrop Grumman, PepsiCo, US Airways, Visa e Western Digital divulgam resultados;- quinta-feira: o Tesouro leiloa US$ 29 bilhões em T-notes de 7 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; 3M, Amazon.com, Bunge, Colgate-Palmolive, Dow Chemical, ExxonMobil, Facebook, Hershey, International Paper, Kimberly-Clark, KKR, McGraw-Hill, New York Times, Raytheon, Sprint Nextel, Starbucks e United Bancshares divulgam resultados; na Comex, vencem as opções de cobre e ouro para agosto;.- sexta-feira: na Comex, vencem os contratos futuros de cobre, ouro, platina e prata para julho; Chevron e Merck divulgam resultados.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um movimento de algumas realizações, após os ganhos expressivos observados ao longo da sessão passada. Ao longo do dia, os preços variaram no lado positivo e negativo da escala de preços, com o setembro tendo ultrapassado o nível psicológico de 190,00 centavos. Entretanto, os preços não se sustentaram, influenciados, principalmente, pelos mercados externos. Com o dólar com alta expressiva, segmentos de maior risco voltaram a ser pressionados. O petróleo, por exemplo, teve um dia de retrações consideráveis, de mais de 1%, o que contribuiu para a queda do índice CRB, em 0,11%. A retração desse índice só não foi maior devido ao suporte interessante das cotações de mercados como de milho e de soja, que desconsideraram totalmente os mercados macroeconômicos e subiram fortes, refletindo a expectativa de quebras de safra nos Estados Unidos, devido ao clima. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 200 pontos, com 186,95 centavos, sendo a máxima em 190,85 e a mínima em 186,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 189,60 centavos, sendo a máxima em 193,55 e a mínima em 188,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por realizações e, mesmo com as perdas desta sexta e da segunda e terça-feira, o setembro ainda conseguiu acumular valorização de 0,5% na semana. Esse força relativa vem de aspectos técnicos, como a consolidação do café acima do nível da média móvel de 100 dias. Além disso, continua a existir a preocupação quanto à produção de café no Brasil e, principalmente, quanto à qualidade dos grãos que estão chegando às mesas de comercialização do país. "O mercado deu sinal de consistência ao preservar importantes suportes ao longo desta semana, mesmo com várias pressões vendedoras como as verificadas nos primeiros dias. Nesta sexta, mesmo sofrendo com o desânimo dos mercados, estimulado por novos dados bastante negativos sobre a economia da Espanha, conseguimos manter alguns padrões interessantes", disse um trader. "As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil", indicou o Escritório Carvalhaes, no seu comentário semanal. A produção de café do México na temporada 2012/2013 continua a ser desenvolvida sem problemas climáticos, indicou Rodolfo Trampe, presidente da Amecafé (Associação Mexicana de Café). A florada, até agora,indica que o México deverá ter uma safra maior que a da atual temporada, estimada em 4,3 milhões de sacas. "Nós iremos fazer uma projeção para a próxima safra em setembro ou outubro", ressaltou. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 19, somaram 834.891 sacas, contra 810.670 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.400 sacas, indo para 1.743.406 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.838 lotes, com as opções tendo 2.339 calls e 630 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50-195,55, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 186,10-186,00, 185,50, 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50 e 179,00 centavos por libra.
Londres fecha dia com baixa, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ligeiras quedas, após a posição setembro ter chegado a bater na máxima de 2.207 dólares, melhor nível de preço desde 30 de maio. Nas máximas, no entanto, foram verificadas algumas realizações. Os ganhos se desaceleraram e algumas perdas foram produzidas, até o patamar de 2.170 dólares. Nesse nível, algumas aquisições de comerciais foram identificadas. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela calma, após os bons ganhos observados na quinta-feira. Algumas altas foram buscadas, no entanto, diante de um cenário externo marcado pela retomada da cautela, principalmente devido a dados econômicos desfavoráveis da Espanha, o que se observou foi a interrupção da seqüência de altas, mas a manutenção de um patamar próximo do fechamento da sessão passada. "Tivemos um dia com momentos distintos, mas sem uma volatilidade mais incisiva. A retomada do pessimismo no segmento macro e o dólar em alta fizeram com que os ganhos não conseguissem ser sustentados, mas patamares importantes foram preservados", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 8,71 mil lotes, com o novembro tendo 3,86 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada.
DÓLAR INTERROMPE CINCO SESSÕES DE QUEDA E SOBE 0,45%, A R$ 2,025
São Paulo, 20/07/2012 -
A trégua dada pelo noticiário europeu acabou e o ciclo de queda do dólar ante o real, que durou cinco pregões, encerrou-se nesta sexta-feira. A piora veio da Espanha, onde surgiu a notícia de que a região de Valência pedirá ajuda financeira ao governo central. Também foi divulgada a revisão para baixo da estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol em 2013, de 0,2% para -0,5%. Além disso, a classificação de risco do país foi rebaixada pela sexta vez desde abril, pela agência norte-americana Egan-Jones, uma pequena, mas conhecida, concorrente das três maiores agência de rating do mundo - Moody's, Standard e Poor's e Fitch. Tudo isso ocorreu um dia após o povo espanhol demonstrar publicamente seu descontentamento com a política de contenção de gastos, em grandes manifestações ocorridas em várias cidades do país.As informações negativas abafaram o resultado favorável da teleconferência dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, que aprovaram o resgate aos bancos espanhóis de até € 100 bilhões. A ajuda será fornecida pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) até que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês) esteja disponível. Os empréstimos terão vencimento em até 12 anos e meio, sendo que os desembolsos individuais terão vencimento máximo de 15 anos. A primeira parcela está prevista em € 30 bilhões. "O cenário externo piorou e hoje é sexta-feira. Portanto a palavra de ordem foi a cautela. O dólar só engatou cinco pregões de queda porque havia uma trégua no exterior que foi interrompida hoje", disse o operador da Interbolsa Brasil, Ovídeo de Pinho Soares, ressaltando que o comportamento da moeda norte-americana no mercado doméstico seguiu o rumo registrado pela moeda também no exterior.O euro, que já vinha apresentando performance pior do que outras moedas, hoje foi às mínimas em dois anos, cotado a US$ 1,2144. Pouco depois das 17h00, caía para US$ 1,2163, de US$ 1,2280 ontem. O comportamento da moeda única hoje contaminou e prejudicou o desempenho das principais moedas emergentes.O real foi uma das penalizadas e, no fechamento, o dólar registrou alta de 0,45%, a R$ 2,025, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,020, com alta de 0,05%, mas somente um negócio foi fechado. O dólar futuro agosto mostrava valorização de 0,52%, a R$ 2,275, às 17h20.
NY: EURO CAI AO MENOR NÍVEL EM ANOS ANTE IENE E DÓLAR COM PROBLEMAS NA ESPANHA E NA GRÉCIA
Nova York, 20/07/2012 -
O euro caiu hoje ao menor nível em dois anos e meio ante o dólar e em 11 anos frente ao iene em meio à crescente preocupação com a possibilidade de o governo da Espanha precisar da ajuda financeira de seus parceiros na zona do euro.Os custos de empréstimos da Espanha atingiram hoje 7,24%, um novo recorde desde a adesão do país ao euro, segundo a Tradeweb. O yield do bônus espanhol de 10 anos subiu 25 pontos-base depois de o governo regional de Valência ter pedido a ajuda de Madri para refinanciar sua dívida.No mês passado, autoridades europeias consideraram que um multibilionário pacote de resgate aos bancos espanhóis em dificuldade seria suficiente para aliviar a pressão sobre a Espanha, mas passaram-se apenas algumas semanas e os custos dos empréstimos já estão de volta a níveis considerados insustentáveis no longo prazo.Com isso, o euro chegou a cair a US$ 1,2144, nível mais baixo desde junho de 2010. Ante o iene, a moeda comum caiu a 95,34 por euro, nível mais baixo desde novembro de 2000.No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2155, de US$ 1,2280 ontem, e a 1,2012 por franco, de 1,2008. O iene estava cotado a 78,48 por dólar, de 78,59 ienes por dólar na última sessão, e a 95,43 por euro, de 96,51 ienes por euro ontem. A libra estava em US$ 1,5620, de US$ 1,5724 ontem. O dólar estava em 0,9880 franco suíço, de 0,9782 franco ontem. As informações são da Dow Jones.
Balanço semanal do CNC — 16 a 20/07/201220/07/2012
Semana marca a retomada de reuniões do Comitê de Pesquisa do CDPC, novas liberações de recursos do Funcafé e a aprovação da LDO no Congresso. No mercado, clima adverso e atraso na colheita dão suporte aos preços.REUNIÃO DO CDPD/CAFÉ — Na quinta-feira (19), após quatro anos sem se reunir, o Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CDPD/Café) do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC) voltou a se reunir, por meio de esforços realizados pelo secretário de Produção e Agroenergia e pelo diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles e Edilson Alcântara, respectivamente. Na retomada das ações do fórum, o chefe geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, expôs o programa de pesquisa desse braço da estatal. A apresentação veio ao encontro dos anseios do setor produtor e, dentre os pontos apresentados, o CNC destaca os prioritários, que também compõem a pauta que nós sugerimos para o Comitê
:1) Pesquisas/Editais: foco nos critérios de pesquisas direcionadas para a necessidade da cafeicultura com base na produtividade, sustentabilidade, certificação, melhoramentos genéticos, seleção dos projetos e difusão. Sugerimos, ainda, a simplificação e a desburocratização das exigências.
2) Georreferenciamento: indicação para constar na pauta da próxima reunião do CDPC, destacando sua importância para um planejamento de ações por parte da pesquisa, inclusive sobre as principais regiões produtoras, podendo ser aproveitados os levantamentos já incluídos pelas cooperativas.
3) Mecanização: investir em projetos para mecanização das colheitas como um todo e, em especial, para as áreas montanhosas.
4) Orçamento: distribuição de recursos do Consórcio Pesquisa Café para empresas estaduais de pesquisa, fundações, universidades, etc. Conhecer os critérios adotados, os valores liberados e realizar acompanhamento dos trabalhos e solicitar apresentação de relatórios com o objetivo de evitar a pulverização de recursos.
5) Manutenção institucional: destacar recursos para renovação e manutenção das estruturas de instituições de pesquisa do Consórcio que já se encontram desgastadas pelo uso. O Conselho Nacional do Café enaltece a retomada das reuniões do CDPD/Café e, principalmente, a postura do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do secretário executivo da Pasta, José Carlos Vaz, nesse sentido, que, em conjunto com o secretário Fontelles e o diretor Alcântara, conduzem o MAPA para uma atuação decisiva e focada no desenvolvimento do agronegócio café.
LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ — Na terça-feira (17), o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a publicação de contratos firmados entre a Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura e mais dois agentes financeiros que ficam credenciados a implementar linhas de crédito com recursos orçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). São eles: Banco Original do Agronegócio S/A e Banco Original S/A, ambos com até R$ 9,033 milhões cada para serem aplicados nas linhas de estocagem, custeio, FAC e capital de giro para indústrias de torrefação. Com esses repasses, o Fundo destinou um total de R$ 1,703 bilhão aos agentes financeiros credenciados até o momento. LDO PARA 2013 — Também na terça-feira (17), o Congresso Nacional aprovou o substitutivo ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, dando início ao período de recesso parlamentar, que se estende de 18 a 31 de julho. A matéria, que teve como relator o senador Antonio Carlos Valadares, será encaminhada à sanção presidencial. Segundo informações da Agência Câmara de Notícias, o projeto da LDO não prevê qualquer recurso para aumento do funcionalismo dos Três Poderes e do Ministério Público da União (MPU) no ano que vem. O relator, entretanto, sugere a adoção de limites com base na média do percentual de comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) da União dos exercícios de 2009 a 2011. Em seu entender, a medida contribui no sentido de incitar os representantes dos servidores a continuar envidando esforços para encontrar uma regra ou critério adequado até o envio pelo Executivo, em agosto, da proposta da Lei Orçamentária da União (LOA) de 2013, a ser elaborada com base na LDO.
ANÁLISE DE MERCADO
— Mesmo com algumas realizações de lucro após os ganhos recentes e da pressão do dólar na segunda e na terça-feira passadas, o mercado cafeeiro manteve sua tendência de recuperação, impulsionado pela preocupação com a qualidade e o tamanho da safra no Brasil, em especial após as recentes chuvas que caem no cinturão produtor, retardando os trabalhos de colheita e prejudicando a qualidade dos cafés. Nesta semana, os agentes de mercado deram sinais de que tivemos, no dia 1º de julho, o menor estoque de passagem das últimas safras brasileiras, com os prognósticos oscilando entre 3,5 milhões e 4,0 milhões de sacas. Além disso, eles passaram a crer que a produção do País deverá ficar conforme a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ou 50,45 milhões de sacas. No acumulado dos cinco pregões da semana, o contrato com vencimento em setembro de 2012, o de maior liquidez na Bolsa de Nova York, ficou praticamente estável, ao registrar leve valorização de 0,5% e encerrar a sessão desta sexta-feira (20) a 186,95 centavos de dólar por libra peso. Com a colheita da safra atual em torno de 40%, nossas cooperativas passaram informações que entre 30% e 40% do café produzido em suas áreas de atuação devem apresentar qualidade muito baixa, percentual que, mesmo com as precipitações cessando, é irrecuperável. Além disso, a reduzida oferta gerada pelo atraso na colheita e também a liberação dos recursos do Funcafé voltados a um melhor ordenamento das vendas vem dando suporte.Prova disso é o desempenho do mesmo contrato setembro/12 na ICE Futures US (NY) ao longo deste ano. No acumulado do primeiro semestre, esse vencimento registrou perdas de 27,13% na bolsa nova-iorquina, contudo, com a reversão do mercado, somente nesses 20 dias de julho a posição acumula ganhos de 9,52%. Analisando esse contexto e cientes das condições climáticas atípicas para esta época de colheita, o CNC continua recomendando aos produtores brasileiros que busquem os recursos do Funcafé para que possam fazer um melhor ordenamento de suas vendas, de maneira que obtenham preços remuneradores por seu produto e, consequentemente, renda na atividade.
ALERTA — Nesta semana, em visitas realizadas às regiões produtoras, notamos que foi expressivo o aparecimento de botões florais nos pés de café. Esse cenário é extremamente preocupante, pois, como a colheita está atrasada, os trabalhadores realizarão a cata e comprometerão esses botões que surgiram. Dessa forma, a safra 2013 no Brasil, que será naturalmente menor em função da bienalidade característica das lavouras de arábica, deverá ter seu rendimento comprometido, ficando abaixo dos volumes médios colhidos nos últimos ciclos de baixa. Atenciosamente,Silas BrasileiroPresidente Executivo do CNC Produtores assustam com a quebra no volume de bons cafés Escritório Carvalhaes Apesar das bolsas de futuro trabalharem com muita oscilação, o mercado físico de café no Brasil teve mais uma semana ativa e com muito interesse comprador. O volume de negócios só não foi maior porque as chuvas atípicas em junho último atrasaram a colheita e a entrada da nova safra no mercado. As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil. Em setembro deveremos ter um cenário mais definido da produção brasileira de café em 2012. Chegou o período de verão no hemisfério norte, época de menor consumo e férias. Após as férias, quando as torrefadoras voltarem às compras, se preparando para o inverno, período de pico de consumo, teremos um mercado mais ativo e com disputa pelo café arábica de qualidade. A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 4.787.310 em 30 de junho de 2012. Uma alta de 216.532 sacas em relação às 4.570.778 sacas existentes em 31 de maio de 2012. Até o dia 19, os embarques de julho estavam em 680.337 sacas de café arábica e 89.387 sacas de café conillon, somando 769.724 sacas de café verde, mais 65.167 sacas de café solúvel, contra 810.670 sacas no mesmo dia de junho. Até o dia 19, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 1.447.674 sacas, contra 1.306.877 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 13, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 20, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 85 pontos ou US$ 1,13 (R$ 2,29) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 13 a R$ 500,72/saca e hoje, dia 20, a R$ 501,02/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 200 pontos.
DRAGHI: BCE NÃO TEM "TABUS" EM AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE ECONOMIAS DA Z.EURO
Nova York, 21/07/2012 -
O Banco Central Europeu (BCE) não tem "tabus" em ajudar as economias da zona do euro que devem começar a se recuperar lentamente no fim deste ano, disse o presidente da instituição, Mario Draghi, em entrevistapublicada na edição deste sábado do jornal Le Monde.Draghi afirmou que a zona do euro vai evitar entrar em recessão, embora "desde o início do ano a deterioração da economia que nós temíamos vai, em parte, tornar-se realidade. A situação piorou gradualmente, mas não ao ponto em que vai levar todas as economias da zona do euro para a recessão", disse, segundo o jornal."Ainda acreditamos em uma recuperação gradual no fim deste ano ou no início do próximo", afirmou, observando que o alívio nas taxas de juro do BCE no fim do ano passado e mais cedo neste mês vai começar a ser sentido."Estamos bastante abertos e não temos tabus" sobre tomar ações para ajudar na recuperação econômica, disse Draghi. "Reduzimos as taxas de juro abaixo de 1% porque esperávamos que a inflação ficasse perto ou abaixo de 2% no começo do próximo ano. Agora, provavelmente, isso vai ocorrer antes do fim deste ano", afirmou, acrescentando que o BCE está também preparado para agir se identificar um risco de deflação.Draghi disse que o papel do BCE está aumentando e agora engloba a defesa do euro uma vez que a moeda precisa lidar com circunstâncias extraordinárias, entre elas déficits públicos elevados, falta de competitividade e desequilíbrios insustentáveis. Ele afirmou categoricamente que o futuro do euro "absolutamente não" está em questão. As informações são da Dow Jones.
EUA: BERNANKE FALA NA PRÓXIMA 3ªF; BOEING E EXXONMOBIL DIVULGAM RESULTADOS NA SEMANA
São Paulo, 20/07/2012 - Dois dirigentes do Federal Reserve norte-americano falam em público na próxima semana, a diretora Sarah Bloom Raskin na segunda-feira e o presidente Ben Bernanke na terça. A temporada de divulgação de resultados financeiros de empresas esquenta, com nomes como Boeing, DuPont, ExxonMobil, McDonald's e Facebook. Os horários são de Brasília.- segunda-feira: às 20h, a diretora do Federal Reserve Sarah Bloom Raskin fala sobre bancos comunitários em conferência da Graduate School of Banking em Boulder (Colorado); Halliburton, McDonald's Texas Instruments e Zions Bancorp divulgam resultados;- terça-feira: às 9h45, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala sobre educação na primeira infância durante conferência do Fundo Nacional de Defesa da Infância, em Cincinnati (Ohio); o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 2 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; AK Steel, Apple, AT&T, DuPont, Lockheed Martin, UPS e Whirlpool divulgam resultados;- quarta-feira: o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 5 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; Boeing, Bristol-Myers Squibb, Caterpillar, ConocoPhillips, Corning, Delta Air Lines, Eli Lilly, Ford, General Dynamics, JetBlue Airways; Nasdaq OMX, Northrop Grumman, PepsiCo, US Airways, Visa e Western Digital divulgam resultados;- quinta-feira: o Tesouro leiloa US$ 29 bilhões em T-notes de 7 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; 3M, Amazon.com, Bunge, Colgate-Palmolive, Dow Chemical, ExxonMobil, Facebook, Hershey, International Paper, Kimberly-Clark, KKR, McGraw-Hill, New York Times, Raytheon, Sprint Nextel, Starbucks e United Bancshares divulgam resultados; na Comex, vencem as opções de cobre e ouro para agosto;.- sexta-feira: na Comex, vencem os contratos futuros de cobre, ouro, platina e prata para julho; Chevron e Merck divulgam resultados.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Café na ICE volta a sofrer pressão e fecha dia com nova retração
Café na ICE volta a sofrer pressão e fecha dia com nova retração
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com novas queda, mas com a posição setembro conseguindo se manter acima do nível de 180,00 centavos, ainda que tenha rompido esse intervalo ao longo do pregão. O dia foi caracterizado por novas vendas especulativas, com os baixistas, aos poucos, conseguindo efetuar alguns movimentos corretivos, após as altas consistentes registradas para o café ao longo das últimas semanas. A sessão foi caracterizada por atividades predominantemente técnicas, com algumas vendas mais efetivas ao longo do dia. No entanto, nas mínimas, foram observadas algumas aquisições de empresas comerciais, que permitiram fazer com que as perdas desacelerassem relativamente. Vários players continuam atentos ao clima no Brasil. Algumas das mais importantes áreas cafeeiras do país tiveram chuvas nas últimas horas, ainda que não tenham sido das mais fortes. As chuvas já afetaram consideravelmente a safra do país, ao provocar quedas de grãos e colocar em xeque o potencial da produção de grãos de maior qualidade, em uma temporada em que vários participantes trabalhavam com a perspectiva de um volume recorde de produção. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 210 pontos, com 181,85 centavos, sendo a máxima em 184,35 e a mínima em 179,00 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 210 pontos, com a libra a 185,05 centavos, sendo a máxima em 187,50 e a mínima em 182,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu alguma pressão ao longo do dia, principalmente, devido ao dólar, que voltou a registrar alguns ganhos e estimulou os vendedores a processar algumas liquidações, aproveitando, desse modo, para realizar lucros em outras moedas. Por sua vez, o café conseguiu sustentar alguns patamares e fechou o dia, por exemplo, acima da média móvel de 100 dias, que hoje está em 179,25 centavos por libra e que é um importante referencial de médio prazo. "Ainda estamos conseguindo manter patamares importantes, sendo que o setembro tem um suporte mais efetivo no patamar de 175,10 centavos. Caso esse nível sejam rompido, é possível que tenhamos uma ampliação das liquidações. Por outro lado, a principal resistência para o café neste momento está em 192,20 centavos por libra. Tecnicamente, o mercado tendo a ficar próximo da estabilidade, principalmente após as correções destes dois primeiro dia da semana, mas também temos de ficar atento aos mercados externos, já que o nervosismo com a crise na zona do euro e a fraqueza da economia norte-americana se mantém constante", disse um trader. Ao longo desta terça, vários mercados se mostraram mais apreensivos país o presidente do Federal Reserve (equivalente ao banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, indicar, em discurso no Congresso norte-americano, que os dados sobre a economia do país têm sido decepcionantes e que a redução do número de desempregados e a recuperação da economia devem ser frustrantemente lentas. Segundo Bernanke, os indicadores recentes representam um revés para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes das eleições presidenciais de novembro. Ele previu um desempenho lento da economia norte-americana para 2012 e 2013. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 16, somaram 496.235 sacas, contra 510.367 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.765 sacas, indo para 1.714.046 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.674 lotes, com as opções tendo 1.227 calls e 727 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 184,35, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
Londres varia pouco e fecha dia com retração ligeira
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ligeiras quedas, após as cotações passaram, a maior parte do dia, flutuando no lado positivo da escala de preços. O setembro buscou testar o nível de 2.100 dólares, mas encontrou algumas vendas mais efetivas próximas desse objetivo. Sem esse rompimento, algumas realizações foram processadas e o fechamento ficou no lado negativo. De acordo com analistas internacionais, o dia não apresentou maiores novidades. No clima de "mais do mesmo", o setembro variou, ao longo desta terça num range de 23 dólares. A segunda posição chegou a bater no nível de 2.073 dólares, mas nessa marca encontrou algumas aquisições por parte de comerciais torrefadores. O volume negociado foi bastante limitado e focado apenas no setembro e novembro. "Tivemos alguns movimentos para cima e para baixo, sem, no entanto, conseguirmos construir uma tendência, algo que ficou efetivado no encerramento com apenas ligeiras retrações. O mercado se mostra consolidado, com uma tendência à neutralidade, ao menos no curto prazo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,64 mil lotes, com o novembro tendo 2,29 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
BERNANKE E FLUXO ALIMENTAM VAIVÉM DE EXPECTATIVAS E COTAÇÕES DO DÓLAR
São Paulo, 17/07/2012 -
O dia foi do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que deu seu depoimento semestral sobre as condições da economia e política monetária dos Estados Unidos no Comitê de Bancos do Senado daquele país e foi ouvido pelos mercados financeiros do mundo inteiro. Primeiro, os investidores operaram na expectativa de que ele sinalizasse a adoção de uma nova medida de estímulo à atividade. Num segundo momento, mostraram-se decepcionados com a falta de indícios de que haverá uma ação no curto prazo. Por fim, retomaram certo otimismo diante da declaração de que o Fed está disposto a agir, tem instrumentos e perante o fato de Bernanke ter incluído um outro programa de compra de bônus, mais conhecido como relaxamento monetário quantitativo (QE, na sigla em inglês), entre as possibilidades.No mercado doméstico de câmbio, esse vaivém das expectativas refletiu-se em volatilidade e colocou o dólar a R$ 2,027 no fechamento, com perda de 0,44%, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o pronto encerrou o dia a R$ 2,025, com queda de 0,49% e o contrato futuro de agosto negociava a moeda norte-americana a R$ 2,0275, com recuo de 0,64% às 17h10.Lá fora, o euro também oscilou. Às 17h16, valia US$ 1,2297, acima de US$ 1,2272 registrado no fim da tarde de ontem em Nova York, mas abaixo de US$ 1,2301 registrado logo cedo, quando as expectativas em relação ao pronunciamento de Bernanke estavam no auge do otimismo.Internamente, o destaque do dia ficou com o volume negociado, que se mostrou acima do normal desde cedo. Segundo operadores, a movimentação foi ampliada por uma operação de saída de recursos pelo segmento financeiro, que junto com a frustração inicial sobre o discurso de Bernanke, ajudou a levar o dólar à máxima de R$ 2,040 no mercado à vista de balcão. Porém, nenhum dos profissionais ouvidos pela Agência Estado arriscou identificar os investidores envolvidos."Deu para perceber o movimento mais fortemente pelo cupom cambial (taxa de juros em dólar)", explicou um especialista. Segundo ele, a taxa, que ficou em 0,93% no fim do pregão de ontem, chegou a bater máxima de 1,24% nesta terça-feira, e terminou o dia a 1,10%. Na clearing da BM&F, às 17h13, o volume registrado estava em US$ 2,9 bilhões.Hoje, com o rompimento para baixo da marca de R$ 2,03, depois de melhoradas as expectativas no exterior e absorvida a saída de dólares, surgiu no mercado a percepção de que se não houver notícia ruim nova no exterior, bem lentamente, o dólar caminhará para encostar em R$ 2,00. Se isso se confirmar, devem ser retomada a especulação em torno de eventuais atuações do Banco Central. A conferir.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com novas queda, mas com a posição setembro conseguindo se manter acima do nível de 180,00 centavos, ainda que tenha rompido esse intervalo ao longo do pregão. O dia foi caracterizado por novas vendas especulativas, com os baixistas, aos poucos, conseguindo efetuar alguns movimentos corretivos, após as altas consistentes registradas para o café ao longo das últimas semanas. A sessão foi caracterizada por atividades predominantemente técnicas, com algumas vendas mais efetivas ao longo do dia. No entanto, nas mínimas, foram observadas algumas aquisições de empresas comerciais, que permitiram fazer com que as perdas desacelerassem relativamente. Vários players continuam atentos ao clima no Brasil. Algumas das mais importantes áreas cafeeiras do país tiveram chuvas nas últimas horas, ainda que não tenham sido das mais fortes. As chuvas já afetaram consideravelmente a safra do país, ao provocar quedas de grãos e colocar em xeque o potencial da produção de grãos de maior qualidade, em uma temporada em que vários participantes trabalhavam com a perspectiva de um volume recorde de produção. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 210 pontos, com 181,85 centavos, sendo a máxima em 184,35 e a mínima em 179,00 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 210 pontos, com a libra a 185,05 centavos, sendo a máxima em 187,50 e a mínima em 182,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu alguma pressão ao longo do dia, principalmente, devido ao dólar, que voltou a registrar alguns ganhos e estimulou os vendedores a processar algumas liquidações, aproveitando, desse modo, para realizar lucros em outras moedas. Por sua vez, o café conseguiu sustentar alguns patamares e fechou o dia, por exemplo, acima da média móvel de 100 dias, que hoje está em 179,25 centavos por libra e que é um importante referencial de médio prazo. "Ainda estamos conseguindo manter patamares importantes, sendo que o setembro tem um suporte mais efetivo no patamar de 175,10 centavos. Caso esse nível sejam rompido, é possível que tenhamos uma ampliação das liquidações. Por outro lado, a principal resistência para o café neste momento está em 192,20 centavos por libra. Tecnicamente, o mercado tendo a ficar próximo da estabilidade, principalmente após as correções destes dois primeiro dia da semana, mas também temos de ficar atento aos mercados externos, já que o nervosismo com a crise na zona do euro e a fraqueza da economia norte-americana se mantém constante", disse um trader. Ao longo desta terça, vários mercados se mostraram mais apreensivos país o presidente do Federal Reserve (equivalente ao banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, indicar, em discurso no Congresso norte-americano, que os dados sobre a economia do país têm sido decepcionantes e que a redução do número de desempregados e a recuperação da economia devem ser frustrantemente lentas. Segundo Bernanke, os indicadores recentes representam um revés para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes das eleições presidenciais de novembro. Ele previu um desempenho lento da economia norte-americana para 2012 e 2013. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 16, somaram 496.235 sacas, contra 510.367 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.765 sacas, indo para 1.714.046 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.674 lotes, com as opções tendo 1.227 calls e 727 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 184,35, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
Londres varia pouco e fecha dia com retração ligeira
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ligeiras quedas, após as cotações passaram, a maior parte do dia, flutuando no lado positivo da escala de preços. O setembro buscou testar o nível de 2.100 dólares, mas encontrou algumas vendas mais efetivas próximas desse objetivo. Sem esse rompimento, algumas realizações foram processadas e o fechamento ficou no lado negativo. De acordo com analistas internacionais, o dia não apresentou maiores novidades. No clima de "mais do mesmo", o setembro variou, ao longo desta terça num range de 23 dólares. A segunda posição chegou a bater no nível de 2.073 dólares, mas nessa marca encontrou algumas aquisições por parte de comerciais torrefadores. O volume negociado foi bastante limitado e focado apenas no setembro e novembro. "Tivemos alguns movimentos para cima e para baixo, sem, no entanto, conseguirmos construir uma tendência, algo que ficou efetivado no encerramento com apenas ligeiras retrações. O mercado se mostra consolidado, com uma tendência à neutralidade, ao menos no curto prazo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,64 mil lotes, com o novembro tendo 2,29 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
BERNANKE E FLUXO ALIMENTAM VAIVÉM DE EXPECTATIVAS E COTAÇÕES DO DÓLAR
São Paulo, 17/07/2012 -
O dia foi do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que deu seu depoimento semestral sobre as condições da economia e política monetária dos Estados Unidos no Comitê de Bancos do Senado daquele país e foi ouvido pelos mercados financeiros do mundo inteiro. Primeiro, os investidores operaram na expectativa de que ele sinalizasse a adoção de uma nova medida de estímulo à atividade. Num segundo momento, mostraram-se decepcionados com a falta de indícios de que haverá uma ação no curto prazo. Por fim, retomaram certo otimismo diante da declaração de que o Fed está disposto a agir, tem instrumentos e perante o fato de Bernanke ter incluído um outro programa de compra de bônus, mais conhecido como relaxamento monetário quantitativo (QE, na sigla em inglês), entre as possibilidades.No mercado doméstico de câmbio, esse vaivém das expectativas refletiu-se em volatilidade e colocou o dólar a R$ 2,027 no fechamento, com perda de 0,44%, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o pronto encerrou o dia a R$ 2,025, com queda de 0,49% e o contrato futuro de agosto negociava a moeda norte-americana a R$ 2,0275, com recuo de 0,64% às 17h10.Lá fora, o euro também oscilou. Às 17h16, valia US$ 1,2297, acima de US$ 1,2272 registrado no fim da tarde de ontem em Nova York, mas abaixo de US$ 1,2301 registrado logo cedo, quando as expectativas em relação ao pronunciamento de Bernanke estavam no auge do otimismo.Internamente, o destaque do dia ficou com o volume negociado, que se mostrou acima do normal desde cedo. Segundo operadores, a movimentação foi ampliada por uma operação de saída de recursos pelo segmento financeiro, que junto com a frustração inicial sobre o discurso de Bernanke, ajudou a levar o dólar à máxima de R$ 2,040 no mercado à vista de balcão. Porém, nenhum dos profissionais ouvidos pela Agência Estado arriscou identificar os investidores envolvidos."Deu para perceber o movimento mais fortemente pelo cupom cambial (taxa de juros em dólar)", explicou um especialista. Segundo ele, a taxa, que ficou em 0,93% no fim do pregão de ontem, chegou a bater máxima de 1,24% nesta terça-feira, e terminou o dia a 1,10%. Na clearing da BM&F, às 17h13, o volume registrado estava em US$ 2,9 bilhões.Hoje, com o rompimento para baixo da marca de R$ 2,03, depois de melhoradas as expectativas no exterior e absorvida a saída de dólares, surgiu no mercado a percepção de que se não houver notícia ruim nova no exterior, bem lentamente, o dólar caminhará para encostar em R$ 2,00. Se isso se confirmar, devem ser retomada a especulação em torno de eventuais atuações do Banco Central. A conferir.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Café na ICE Futures tem correção e fecha dia com perdas
Café na ICE Futures tem correção e fecha dia com perdas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia de relativa volatilidade. Na primeira parte do dia, o setembro chegou a acumular algumas altas e bater em níveis superiores aos das máximas da sessão anterior, no entanto, algumas ordens de vendas de especuladores e fundos passaram a ser empreendidas e o direcionamento das cotações sofreu uma mudança. Apesar das baixas, a segunda posição não tentou buscar o suporte de 180,00 centavos, o que foi um indicador de que os players tiveram uma ação apenas pontual, com o viés de neutro a altista de curto prazo continuando a ser privilegiado. Um operador indicou que o mercado dá alguns sinais de estar sobrecomprado, principalmente após ter batido na máxima de três meses na semana passada, com um volume alto de coberturas de posições short. Desse modo, algumas correções foram estimuladas e as baixas se verificaram nesta segunda. Esse operador, no entanto ressaltou que a fixação de preços por parte de produtores do Brasil e da Colômbia ajudou a prevenir quedas mais incisivas na bolsa norte-americana. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 215 pontos, com 183,95 centavos, sendo a máxima em 188,20 e a mínima em 183,05 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 205 pontos, com a libra a 187,15 centavos, sendo a máxima em 191,00 e a mínima em 186,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma relativa volatilidade na bolsa norte-americana, com o setembro chegando a flutuar no nível de 188,00 centavos para, na seqüência, ser pressionado e bater no intervalo de 183,00 centavos. Os mercados externos se mostraram positivos para várias commodities, que conseguiram registrar ganhos estimuladas, principalmente, pelo dólar em queda em relação a uma série de moedas internacionais. "Acredito que devemos ler as baixas como um movimento corretivo, após as altas seguidas recentes e pelo fato de não termos tentado, novamente, romper os 192,20 centavos, que foi a máxima recente. Por outro lado, não parece haver 'fôlego' dos vendedores em buscar um suporte mais efetivo, como de 175,10 centavos, ao menos não com a atual configuração do mercado, que parece ser mais positiva que negativa, pelo menos no curto prazo", indicou um trader. "Enquanto os cafés do Brasil, que no mês de junho teve o menor volume exportado desde junho de 2008, vêm seus diferenciais se manterem firmes, os suaves, incluindo Colômbia, barateiam no mercado internacional. Reflexo da disponibilidade dos grãos, que, inclusive, tem aumentado os certificados da ICE, assim como de uma maior procura para alternativas mais econômicas, e também em função das férias no hemisfério Norte. O momento para os preços futuros continua positivo, e com os fundos ainda vendidos parece que podemos ver os preços acima do intervalo entre 170 e 190 centavos. Os 200 centavos por libra volta a ser um alvo para o curto prazo", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram alta de 4,73% — 216.532 sacas — no final de junho, totalizando 4.787.310 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de maio, os estoques do país eram de 4.570.778 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Houston, com aumento de 76.720 sacas e maior baixa foi em Laredo, com queda de 7.000 sacas. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 13, somaram 336.750 sacas, contra 400.948 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 12.299 sacas, indo para 1.703.281 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.152 lotes, com as opções tendo 1.062 calls e 1.003 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,05-183,00, 182,50, 182,20, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra.
Café volta a demonstrar força e tem nova alta em Londres
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, com ganhos mais fortes para as primeiras posições, em uma dia caracterizado por compras especulativas. A posição setembro, mais uma vez, flutuou dentro do intervalo de 2.000 dólares, tendo batido na máxima de 2.093 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela continuidade das ações verificadas ao longo dos últimos dias, com os preços se mostrando consideravelmente confortáveis acima dos 2.000 dólares, porém, sem conseguir testar o patamar de 2.100 dólares. Esses analistas indicaram que a bolsa londrina também se beneficiou do comportamento do dólar, que recuou em relação a uma cesta de moedas internacionais, abrindo, portanto, espaço para algumas aquisições em mercados como de commodities. "Tivemos uma continuidade dos ganhos da sexta-feira. Embora não tão consistentes quanto aqueles observados na última sessão, mas com potencial para fazer o setembro se aproximar do nível de 2.100 dólares, num movimento gráfico que dá um indicativo de potencial de recuperação", apontou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 5,05 mil lotes, com o novembro tendo 1,83 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada.
DÓLAR OSCILA COM NOTICIÁRIO DO DIA E FECHA PERTO DA ESTABILIDADE
São Paulo, 16/07/2012 -
Como definiu um experiente operador, "o dólar está enjaulado", em um cenário macroeconômico de incertezas, aqui e no exterior, e nas intervenções do Banco Central. São dois fatores que, há vários dias, se mostram suficientemente fortes para impedir que os investidores arrisquem novas posições. Assim, o ambiente de negócios do mercado doméstico de câmbio limita-se a operações criadas pelo fluxo efetivo de recursos e pequenas operações especulativas diárias, surgidas de acordo com o noticiário.Isso gera forte volatilidade, mas dentro de uma faixa estreita de cotações. O pregão desta segunda-feira, por exemplo, registrou mínima de R$ 2,033 (-0,20%) e máxima de R$ 2,043 (+0,29%) no mercado à vista de balcão, com variação de 0,49% entre as duas pontas. No fechamento, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,036, com perda de somente 0,05% ante os R$ 2,037 do encerramento dos negócios da sexta-feira. No mercado à vista da BM&F, a moeda também ficou perto da estabilidade, cotada a R$ 2,035, com alta de somente 0,02%. Às 17h35, o dólar futuro para agosto apresentava queda de 0,02% a R$ 2,0425.Hoje, as informações de destaque que geraram oportunidades e negócios referiram-se, mais uma vez, ao crescimento econômico global. E, de novo, as novidades foram negativas. Internamente, a pesquisa Focus captou outra revisão para pior nas estimativas para o PIB que, agora, estão em 1,9%. Na China, durante o fim de semana, o premiê alertou que a recuperação do país ainda não é estável. Na manhã de hoje, pesaram ainda os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos piores do que esperado e as projeções do FMI, reduzindo a previsão para o crescimento da economia mundial.No conjunto de revisões, o FMI piorou suas estimativas para a economia chinesa neste ano e no próximo e alertou para a possibilidade de um pouso forçado no país no médio prazo. De acordo com o fundo, a expansão da China, que era estimada anteriormente em 8,2%, deve ficar em 8,0% neste ano. Para 2013 passou de 8,8% para 8,5% em 2013. Vale lembrar que o país ajustou a meta oficial de crescimento para baixo e hoje ela está em 7,5% para este ano.O Brasil não escapou e o ajuste foi maior. De acordo com o FMI, o PIB nacional deve ficar em 2,5%, ante 3,1% projetados anteriormente.Os operadores têm dito que, para tirar o dólar do marasmo atual, um dos fatores mais prováveis seria uma medida de incentivo à economia adotada nos Estados Unidos. Nesse sentido, os dados fracos da economia dos EUA divulgados hoje aumentaram as expectativas em relação ao depoimento que o presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben
Bernanke, fará amanhã sobre as condições da economia e a política monetária no Comitê de Bancos do Senado dos EUA, em Washington. O evento será às 11 horas de Brasília.
DÓLAR RECUA EM REAÇÃO A INDICADOR DE VENDAS;
MERCADO AGUARDA BERNANKE
Nova York, 16/07/2012 -
O dólar caiu frente às principais moedas, depois de o indicador de vendas no varejo nos EUA em junho alimentar as expectativas de que o Federal Reserve adotará novas medidas de estímulo à economia. As vendas no varejo recuaram pelo terceiro mês consecutivo em junho e o recuo foi de 0,5%, quando os economistas previam um crescimento de 0,2%.Traders disseram que outro fator para o recuo do dólar foi o rebaixamento da projeção de crescimento do PIB dos EUA pelo FMI, na véspera de um importante depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, a um comitê do Senado norte-americano."Muitas pessoas eram da opinião de que embora um novo relaxamento quantitativo da política monetária do Fed fosse uma possibilidade, ela ainda estaria vários passos adiante na estrada; mas agora existem indicações de que Bernanke está muito mais próximo de puxar o gatilho do que as pessoas pensavam", comentou o estrategista Andrew Wilkinson, da Miller, Tabak & Co.Para Charles St. Arnaud, estrategista da Nomura Securities, moedas como o dólar australiano e o dólar canadense deverão subir caso Bernanke dê alguma indicação forte de novas medidas do Fed; ele observou que as ações anteriores de relaxamento quantitativo fizeram subir os preços das commodities e acabaram beneficiando as moedas de economias que dependem fortemente de exportações de commodities.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2272, de US$ 1,2250 na sexta-feira; o iene estava cotado a 78,87 por dólar, de 79,19 por dólar na sexta-feira. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 96,79, de ¥ 97,01 na sexta-feira. A libra estava cotada a US$ 1,5636, de US$ 1,5576 na sexta-feira.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia de relativa volatilidade. Na primeira parte do dia, o setembro chegou a acumular algumas altas e bater em níveis superiores aos das máximas da sessão anterior, no entanto, algumas ordens de vendas de especuladores e fundos passaram a ser empreendidas e o direcionamento das cotações sofreu uma mudança. Apesar das baixas, a segunda posição não tentou buscar o suporte de 180,00 centavos, o que foi um indicador de que os players tiveram uma ação apenas pontual, com o viés de neutro a altista de curto prazo continuando a ser privilegiado. Um operador indicou que o mercado dá alguns sinais de estar sobrecomprado, principalmente após ter batido na máxima de três meses na semana passada, com um volume alto de coberturas de posições short. Desse modo, algumas correções foram estimuladas e as baixas se verificaram nesta segunda. Esse operador, no entanto ressaltou que a fixação de preços por parte de produtores do Brasil e da Colômbia ajudou a prevenir quedas mais incisivas na bolsa norte-americana. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 215 pontos, com 183,95 centavos, sendo a máxima em 188,20 e a mínima em 183,05 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 205 pontos, com a libra a 187,15 centavos, sendo a máxima em 191,00 e a mínima em 186,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma relativa volatilidade na bolsa norte-americana, com o setembro chegando a flutuar no nível de 188,00 centavos para, na seqüência, ser pressionado e bater no intervalo de 183,00 centavos. Os mercados externos se mostraram positivos para várias commodities, que conseguiram registrar ganhos estimuladas, principalmente, pelo dólar em queda em relação a uma série de moedas internacionais. "Acredito que devemos ler as baixas como um movimento corretivo, após as altas seguidas recentes e pelo fato de não termos tentado, novamente, romper os 192,20 centavos, que foi a máxima recente. Por outro lado, não parece haver 'fôlego' dos vendedores em buscar um suporte mais efetivo, como de 175,10 centavos, ao menos não com a atual configuração do mercado, que parece ser mais positiva que negativa, pelo menos no curto prazo", indicou um trader. "Enquanto os cafés do Brasil, que no mês de junho teve o menor volume exportado desde junho de 2008, vêm seus diferenciais se manterem firmes, os suaves, incluindo Colômbia, barateiam no mercado internacional. Reflexo da disponibilidade dos grãos, que, inclusive, tem aumentado os certificados da ICE, assim como de uma maior procura para alternativas mais econômicas, e também em função das férias no hemisfério Norte. O momento para os preços futuros continua positivo, e com os fundos ainda vendidos parece que podemos ver os preços acima do intervalo entre 170 e 190 centavos. Os 200 centavos por libra volta a ser um alvo para o curto prazo", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram alta de 4,73% — 216.532 sacas — no final de junho, totalizando 4.787.310 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de maio, os estoques do país eram de 4.570.778 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Houston, com aumento de 76.720 sacas e maior baixa foi em Laredo, com queda de 7.000 sacas. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 13, somaram 336.750 sacas, contra 400.948 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 12.299 sacas, indo para 1.703.281 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.152 lotes, com as opções tendo 1.062 calls e 1.003 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,05-183,00, 182,50, 182,20, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra.
Café volta a demonstrar força e tem nova alta em Londres
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, com ganhos mais fortes para as primeiras posições, em uma dia caracterizado por compras especulativas. A posição setembro, mais uma vez, flutuou dentro do intervalo de 2.000 dólares, tendo batido na máxima de 2.093 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela continuidade das ações verificadas ao longo dos últimos dias, com os preços se mostrando consideravelmente confortáveis acima dos 2.000 dólares, porém, sem conseguir testar o patamar de 2.100 dólares. Esses analistas indicaram que a bolsa londrina também se beneficiou do comportamento do dólar, que recuou em relação a uma cesta de moedas internacionais, abrindo, portanto, espaço para algumas aquisições em mercados como de commodities. "Tivemos uma continuidade dos ganhos da sexta-feira. Embora não tão consistentes quanto aqueles observados na última sessão, mas com potencial para fazer o setembro se aproximar do nível de 2.100 dólares, num movimento gráfico que dá um indicativo de potencial de recuperação", apontou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 5,05 mil lotes, com o novembro tendo 1,83 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada.
DÓLAR OSCILA COM NOTICIÁRIO DO DIA E FECHA PERTO DA ESTABILIDADE
São Paulo, 16/07/2012 -
Como definiu um experiente operador, "o dólar está enjaulado", em um cenário macroeconômico de incertezas, aqui e no exterior, e nas intervenções do Banco Central. São dois fatores que, há vários dias, se mostram suficientemente fortes para impedir que os investidores arrisquem novas posições. Assim, o ambiente de negócios do mercado doméstico de câmbio limita-se a operações criadas pelo fluxo efetivo de recursos e pequenas operações especulativas diárias, surgidas de acordo com o noticiário.Isso gera forte volatilidade, mas dentro de uma faixa estreita de cotações. O pregão desta segunda-feira, por exemplo, registrou mínima de R$ 2,033 (-0,20%) e máxima de R$ 2,043 (+0,29%) no mercado à vista de balcão, com variação de 0,49% entre as duas pontas. No fechamento, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,036, com perda de somente 0,05% ante os R$ 2,037 do encerramento dos negócios da sexta-feira. No mercado à vista da BM&F, a moeda também ficou perto da estabilidade, cotada a R$ 2,035, com alta de somente 0,02%. Às 17h35, o dólar futuro para agosto apresentava queda de 0,02% a R$ 2,0425.Hoje, as informações de destaque que geraram oportunidades e negócios referiram-se, mais uma vez, ao crescimento econômico global. E, de novo, as novidades foram negativas. Internamente, a pesquisa Focus captou outra revisão para pior nas estimativas para o PIB que, agora, estão em 1,9%. Na China, durante o fim de semana, o premiê alertou que a recuperação do país ainda não é estável. Na manhã de hoje, pesaram ainda os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos piores do que esperado e as projeções do FMI, reduzindo a previsão para o crescimento da economia mundial.No conjunto de revisões, o FMI piorou suas estimativas para a economia chinesa neste ano e no próximo e alertou para a possibilidade de um pouso forçado no país no médio prazo. De acordo com o fundo, a expansão da China, que era estimada anteriormente em 8,2%, deve ficar em 8,0% neste ano. Para 2013 passou de 8,8% para 8,5% em 2013. Vale lembrar que o país ajustou a meta oficial de crescimento para baixo e hoje ela está em 7,5% para este ano.O Brasil não escapou e o ajuste foi maior. De acordo com o FMI, o PIB nacional deve ficar em 2,5%, ante 3,1% projetados anteriormente.Os operadores têm dito que, para tirar o dólar do marasmo atual, um dos fatores mais prováveis seria uma medida de incentivo à economia adotada nos Estados Unidos. Nesse sentido, os dados fracos da economia dos EUA divulgados hoje aumentaram as expectativas em relação ao depoimento que o presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben
Bernanke, fará amanhã sobre as condições da economia e a política monetária no Comitê de Bancos do Senado dos EUA, em Washington. O evento será às 11 horas de Brasília.
DÓLAR RECUA EM REAÇÃO A INDICADOR DE VENDAS;
MERCADO AGUARDA BERNANKE
Nova York, 16/07/2012 -
O dólar caiu frente às principais moedas, depois de o indicador de vendas no varejo nos EUA em junho alimentar as expectativas de que o Federal Reserve adotará novas medidas de estímulo à economia. As vendas no varejo recuaram pelo terceiro mês consecutivo em junho e o recuo foi de 0,5%, quando os economistas previam um crescimento de 0,2%.Traders disseram que outro fator para o recuo do dólar foi o rebaixamento da projeção de crescimento do PIB dos EUA pelo FMI, na véspera de um importante depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, a um comitê do Senado norte-americano."Muitas pessoas eram da opinião de que embora um novo relaxamento quantitativo da política monetária do Fed fosse uma possibilidade, ela ainda estaria vários passos adiante na estrada; mas agora existem indicações de que Bernanke está muito mais próximo de puxar o gatilho do que as pessoas pensavam", comentou o estrategista Andrew Wilkinson, da Miller, Tabak & Co.Para Charles St. Arnaud, estrategista da Nomura Securities, moedas como o dólar australiano e o dólar canadense deverão subir caso Bernanke dê alguma indicação forte de novas medidas do Fed; ele observou que as ações anteriores de relaxamento quantitativo fizeram subir os preços das commodities e acabaram beneficiando as moedas de economias que dependem fortemente de exportações de commodities.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2272, de US$ 1,2250 na sexta-feira; o iene estava cotado a 78,87 por dólar, de 79,19 por dólar na sexta-feira. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 96,79, de ¥ 97,01 na sexta-feira. A libra estava cotada a US$ 1,5636, de US$ 1,5576 na sexta-feira.
sábado, 14 de julho de 2012
Café volta a ter consistência e fecha sexta com ganhos expressivos
Café volta a ter consistência e fecha sexta com ganhos expressivos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com bons ganhos, retomando a tendência de alta predominante nos últimos dias na bolsa norte-americana. Compras especulativas e de fundos deram o tom dos negócios, sendo que o café também foi ajudado pelo clima na macroeconomia. Apesar de uma revisão para baixo no crescimento da China, o que se viu nesta sexta foi os mercados mais consistentes, com as bolsas de valores nos Estados Unidos subindo mais de 1% e com a maior parte das commodities também registrando ganhos. O café também operou no dia com olhos focados no vencimento de opções de agosto, com o fechamento se dando ligeiramente acima de um dos referenciais indicados pelos operadores, que seria 185,00 centavos. O café fechou a semana com alta de 5,5% para a posição de maior liquidez. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 405 pontos, com 186,10 centavos, sendo a máxima em 187,75 e a mínima em 182,20 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 415 pontos, com a libra a 189,20 centavos, sendo a máxima em 190,85 e a mínima em 185,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 50 dólares, com 2.063 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.068 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os contratos de café tiveram uma sexta-feira de consistência e bons ganhos, ainda que não tenham batido nas máximas da semana, que foram de 192,20 centavos. Os analistas ressaltaram que as compras especulativas continuaram a ser efetuadas, com a preocupação se mantendo sobre a disponibilidade de café do Brasil. As chuvas recentes atrasaram a colheita em várias regiões cafeeiras do Brasil e podem ter afetado a produção e prejudicado a qualidade dos frutos, uma vez que produtores e agrônomos reportam um volume expressivo de quedas de café no solo o que, por si só, já é um fator que compromete a qualidade do produto. "Uma nova frente fria chega ao Brasil e parece que teremos algumas outras chuvas. Por outro lado, as geadas estão descartadas no curto prazo. Neste período do ano, temos a chance de ocorrência desse tipo de problema que, efetivamente, traz grandes problemas para as lavouras", indicou Márcio Bernardo, analista e broker da Newedge. "Há um bom tempo para continuar a colheita, no entanto, muitos industriais do café indicam que a produção de grãos de qualidade neste ano será limitada", complementou. "Os produtores de café do Brasil não estão com pressa em vender seus cafés, provavelmente aguardam os preços se tornarem novamente melhores para levar o produto às mesas de venda", sustentou Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, em Chicago que crê que, se tal tendência continuar, a disponibilidade vai se apertar ainda mais. "Em nossa opinião, o delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial. Com estoques de produtores e consumidores criticamente baixos, a cadeia de negócios do café passou a depender da safra do ano, não existindo alternativa para o caso de problema mais sério na produção brasileira, responsável por quase 40% do café consumido no mundo", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 12, somaram 327.304 sacas, contra 400.948 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.266 sacas, indo para 1.690.982 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.214 lotes, com as opções tendo 2.038 calls e 568 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 187,75, 188,00 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50 e 193,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,20, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra.
Londres inverte tendência da semana e fecha com bons ganhos
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ganhos consideráveis, com o setembro terminando as negociações do dia próximo das máximas, em um dia caracterizado pelas compras especulativas. Com um volume apenas modesto de transações, Londres se consolidou no intervalo de 2.000 dólares e o recente suporte, na base desse nível, nem sequer foi buscado, com a mínima do dia sendo 2.023 dólares. De acordo com analistas internacionais, o mercado volta a dar sinais de ainda contar com alguma sustentação. Ainda que não tenha a força verificada até há algumas semanas, Londres vem conseguindo manter patamares importantes de preço, sem registrar rompimentos mais dramáticos de suportes chaves. Com isso, mesmo com as tentativas de pressionar o mercado, a bolsa britânica conseguiu encerrar a semana com elevação de 0,88% para a segunda posição. "Tivemos uma sexta-feira com compras expressivas e conseguimos nos afastar do patamar de 2.000 dólares. Os mercados externos também favoreceram para o resultado positivo, principalmente com o dólar voltando a cair consideravelmente em relação a várias outras moedas, o que deu 'ânimo' para que alguns players voltassem para os segmentos de maior risco", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,56 mil lotes, com o novembro tendo 1,93 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 5 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 50 dólares, com 2.063 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.068 dólares por tonelada.
DÓLAR RECUA SEGUINDO ALÍVIO EXTERNO DEPOIS DOS DADOS DA CHINA
São Paulo, 13/07/2012 -
Os dados da China, dentro do esperado pelos analistas, abriram espaço para uma melhora pontual dos ativos de risco nesta sexta-feira. No mercado de moedas, isso foi motivo para uma queda generalizada do dólar, movimento que foi replicado por aqui durante a maior parte do tempo. No fechamento, a cotação do mercado à vista de balcão ficou em R$ 2,0345, com perda de 0,05% no dia. Ainda assim, a perda é menor do que as registradas pelo dólar no exterior. Na semana, a moeda dos Estados Unidos acumulou alta de 0,30% e, em julho, há uma valorização de 1,34%.Durante o decorrer do pregão, houve oscilações nas cotações que foram influenciadas por decisões técnicas. Isso levou à máxima de R$ 2,041 (+0,15%). A mínima do dia foi de $ 2,031, com queda de 0,34%. Às 17h17, o dólar futuro agosto valia R$ 2,043, com perda de 0,07%. No exterior, o dólar index - moeda dos EUA ante cesta de seis moedas - valia 83,327, com recuo de 0,39%. Nesse horário, a perda era generalizada também diante das moedas emergentes de maior destaque, como os dólares australiano e neozelandês, o peso mexicano, o rublo e a rúpia.Mesmo influenciados pelas notícias externas e pelo comportamento do mercado internacional de moedas, os investidores do câmbio no Brasil não perdem de vista a disposição do governo e do BC de intervirem nas negociações. Segundo operadores, por causa disso e diante do fato de que as notícias externas recentes não representam uma alteração importante nos cenários internacional e doméstico, os "investidores não vêm motivos para alterar muito o nível atual do dólar".Além disso, consideram que as cotações atuais - um pouco acima ou um pouco abaixo de R$ 2,05 - estão confortáveis para a equipe econômica. "Prova disso é o fato de que há vários dias ninguém do BC vem a público para comentar o câmbio e as medidas cambiais", disse um experiente operador.Hoje, no entanto, a presidente Dilma Rousseff, lembrou, mais uma vez, que a taxa de câmbio é uma preocupação do governo, principalmente em função dos esforços de alavancar a produção industrial do País. "Praticamos uma taxa de câmbio que impede que a nossa indústria seja sucateada", disse a presidente, na cerimônia de batismo da Plataforma P-59, da Petrobras, na Bahia. No discurso, Dilma enalteceu também a queda do juro e defendeu uma política econômica que priorize o crescimento acompanhado da distribuição de renda.
Café brasileiro na Europa fica firme com temor sobre qualidade
Os diferenciais de preço para o café brasileiro ficaram firmes novamente no mercado físico europeu nesta semana, com as preocupações de que o tempo adverso afete a colheita no maior país produtor mundial da commodity, disseram traders nesta sexta-feira. "Os diferenciais brasileiros ficaram firmes por causa do cenário incerto sobre a colheita", disse um trader. "Torrefadores europeus estavam extremamente relutantes em aceitar diferenciais mais altos, mas os vendedores brasileiros estão assumindo uma posição." O café brasileiro MTGB fino estava cotado a 8 centavos de dólar abaixo do contrato setembro negociado na bolsa de Nova York (ICE) nesta sexta-feira, ante 12 centavos na semana anterior. Os futuros do café cotados na bolsa de Nova York tiveram alta nesta semana, com operadores atentos ao desenvolvimento do clima no Brasil, onde acredita-se que as chuvas reduziram a qualidade da safra atual, e que as plantas do café continuam vulneráveis às geadas até agosto. "Parece bastante certo que haverá certa perda de qualidade no produto brasileiro, mas os torrefadores acreditam que ainda haverá uma grande safra este ano, com volume suficiente de grãos de boa qualidade para atender a demanda", disse outro trader. "Houve ofertas de compras da indústria europeia pelo produto do Brasil a 12 centavos abaixo dos preços de Nova York, criando um impasse grande demais para ser superado por meio de conversas." Este ano é um ano positivo da bianualidade da safra do Brasil, e as estimativas do governo são de uma colheita recorde de 50,45 milhões de sacas. Traders, no entanto, preveem que a colheita vai chegar a cerca de 55 milhões de sacas. "Com um impasse no comércio brasileiro, os compradores passaram a buscar origens que ofereçam preços atraentes..., gerando uma certa demanda por grãos colombianos para períodos próximos e de embarques após setembro", disse um trader. O café excelso da Colômbia estava cotado nesta sexta-feira a 14 centavos de dólar acima do contrato setembro de Nova York, ante 15 centavos na semana anterior. "A previsão para a safra da Colômbia está finalmente melhorando, após vários anos de safras fracas, e diferenciais altos", afirmou outro trader. "Neste período no ano passado, os diferenciais da Colômbia estavam a cerca de 30 centavos acima de Nova York, e a indústria europeia retirou o quanto pôde do produto colombiano de seus blends. Agora eles estão dispostos a volta a utilizar um pouco do produto."
BALANÇO SEMANAL CNC
- 09 a 13/07/2012
- Semana marca anúncio do seguro para café do BB e do Time AgroBrasil, que contará com Pelé; Relatório do Código Florestal é aprovado, mas definições ocorrerão apenas em agosto; Fiscalização do Ministério do Trabalho e liberações do Funcafé também são destaque; No mercado, atraso nacolheita e perda de qualidade da safra brasileira proporcionam alta.SEGURO CAFÉ DO BB - Nesta semana, tivemos ciência da notícia de que mais uma reivindicação do CNC será atendida. O Banco do Brasil lançará, ainda neste mês, um seguro agrícola destinado ao café. Pelas informações que obtivemos, essa cobertura será dirigida aos produtores que contratarem operações de custeio da plantação, ou seja, aqueles que já tiverem feito esse tipo de financiamento pelo Banco do Brasil. O BB projeta que o seguro garantirá lavouras de café espalhadas por todo território nacional, conforme a existência de zoneamento agrícola nos municípios em que as plantações estão, e que deverá cobrir perdas por trombas d'água, ventos fortes ou frios, além de granizo, geada, excesso de chuva, seca, mudanças drásticas de temperatura, incêndios e até raios. A previsão é segurar entre 50% e 80% da produtividade. O CNC elogia esta feliz iniciativa adotada pelo Banco e que traz segurança ao produtor, especialmente nessa época de incerteza climática que presenciamos
.RESPONSABILIDADE SOCIAL -
O Conselho Nacional do Café faz um alerta aos produtores sobre a fiscalização do Ministério do Trabalho em suas propriedades. Em primeiro lugar, colocamos que somos completamente favoráveis à proteção ao trabalhador, de forma que sua segurança é indiscutível para o CNC. Entretanto, a fiscalização vem sendo feita de forma totalmente fora da razoabilidade e do bom senso. Para exemplificar, citamos dois relatados feitos por produtores de cooperativas associadas.1 - Os fiscais aplicaram multa de elevadíssimo valor a um produtor devido à "falta" de assinatura na Carteira de Trabalho. Ocorre, porém, que a fiscalização exigiu a assinatura nas carteiras antes mesmo que os trabalhadores passassem pelo exame médico admissional. Nesse caso específico, os trabalhadores chegaram à propriedade, arrumaram seus pertences no alojamento, alimentaram-se e foram de ônibus - contratado pelo produtor - para o posto realizar os exames admissionais. No dia seguinte, com os exames feitos, fator obrigatório para a assinatura, todos estavam regularizados, com registro na Carteira de Trabalho. Contudo, os fiscais entenderam que eles haviamtrabalhado um dia (o tirado para a realização dos exames) irregularmente e aplicaram a multa. O problema maior é que o relatório final desses fiscais tem"fé pública", portanto, mesmo com a contestação, as provas e o testemunho dos trabalhadores apresentados, a situação não se reverte e o produtor é penalizado injustamente.2 - O segundo exemplo é a questão do "horário britânico". Qualquer agente fiscalizador de bom senso sabe que o horário semanal de labuta dos trabalhadores é de 44 horas. Nesse caso, os trabalhadores assinam o ponto de serviço todos os dias, às 7 horas, o que significa que, dependendo da quantidade de trabalhadores, a ação pode levar alguns minutos, mas quem "perde" é o contratante, pois o trabalhador trabalhará alguns poucos minutos a menos. O que não aceitamos é que a fiscalização determine que cadatrabalhador assine em um minuto diferente (6h55, 6h56, 6h57, 6h58, 6h59, etc.) e multe a propriedade que assim não o fizer, caso específico desse exemplo quecitamos.Esses são alguns pontos que gostaríamos de citar para alertar nossos companheiros para não serem multados e, ao mesmo tempo, ao nosso Governo, que, em razão da falta de bom senso nesse sentido, cada vez mais tem reduzido a oportunidade de trabalho na área rural, pois atitudes como as relatadas estimulam os produtores a investir em maquinários, diminuindo as contrataçõesno campo.Reunião do CDPD/Café - Na próxima quinta-feira (19), será realizada a 19Reunião Ordinária do Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café - CDPD/Café, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).Trata-se de uma grande oportunidade, depois de longo período sem o colegiado se concentrar, para sabermos o andamento e voltarmos a discutir programas e projetos/ações de pesquisa e de difusão e transferência de tecnologia. A relevância dessa retomada vem da oportunidade de não deixarmos os resultados de nossas pesquisas nas prateleiras, mas, sim, enviarmos ao campo, que é onde devem ser aplicados. Além disso, é graças ao trabalho desenvolvido por nossasinstituições de pesquisa que o Brasil há tempos está na vanguarda da cafeicultura.O próximo passo que pretendemos, nessa linha, é que sejam desenvolvidas novas variedades cafeeiras com ainda mais produtividade, resistência a pragas, doenças e adversidades climáticas e, o mais importante, reduzindo o custo de produção. Esses fatores unidos permitirão que o café do Brasil alcance seu objetivo de responder por 40% do market share mundial. Participarão da reuniãoos membros do CDPD/Café, lideranças da cadeia produtiva, representantes do Governo e de forma intensa representantes do CNC, CNA e OCB.LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ - Na quarta-feira (11), o Diário Oficial da União trouxe a publicação de contrato firmado entre a Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura (SPAE/Mapa) e mais dois agentes financeiros que ficam credenciados a implementar linhas de crédito com recursosorçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). São eles: Cooperativa de Crédito em Guaxupé e Região LTDA. - SICOOB AGROCRED (até 43,397 milhões para linhas de estocagem e custeio) e Banco Industrial e Comercial S/A. - BICBANCO (até 37,587 milhões distribuídos nas linhas de estocagem, capital de giro para indústrias de torrefação e de sol&uac ute;vele FAC). Com esses repasses, o Fundo destinou um total de R$ 1,685 bilhão aos agentes financeiros credenciados até o momento.TIME AGROBRASIL - Na noite de terça-feira (10), em Brasília (DF), acompanhamos o lançamento do "Time AgroBrasil", campanha idealizada pela CNA e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que tem Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, como estrela para consolidar a imagem do agronegócio sustentável brasileiro no País e no mundo. Parabenizamos sobremaneira a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, o diretorpresidente e o presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, Luiz Eduardo Barreto e Roberto Simões, respectivamente, por esta iniciativa que revela seus empreendedorismo e visão a frente de tão importantes instituições.A junção do agronegócio com Pelé nada mais é do que a união dos maiores e melhores do mundo em seus setores e, certamente, trará grandes benefícios à agropecuária nacional, como bem destacou a senadora Kátia Abreu. "Precisamosexpandir nossos mercados e só iremos conseguir isso mostrando que o alimento brasileiro é confiável e de qualidade. E ninguém como o Pelé, com credibilidade internacional, para mostrar o quanto os nossos produtos são saudáveis e confiáveis. Esperamos que ele, que marcou tantos gols nos campos, ganhando três copas do mundo, possa nos ajudar a marcar os gols que precisamos para mostrar a nossa produção sustentável lá fora", disse em seu discurso na cerimônia de lançamento da campanha.PARABÉNS A COCAPEC -
Na quarta-feira (11), a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) completou 27 anos de trabalho e de uma história marcada por confiança e dedicação aos associados e à cafeicultura, fazendo valer, em seu mais belo significado, a palavra COOPERATIVISMO. Com mais de 2 milcooperados, cinco núcleos e 200 colaboradores, a Cocapec é uma das maiores cooperativas do Brasil, sendo referência no setor cafeeiro e na defesa de seus cooperados. Congratulamos a Cocapec por seus 27 anos de uma história maravilhosa, deixando votos para que os anos vindouros sejam marcados pela colheita de todos os investimentos e dedicação semeados até os dias atuais. Parabéns!
CÓDIGO FLORESTAL - A comissão mista que analisa a Medida Provisória 571/2012, que alterou o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012), aprovou, na quinta-feira (12), com 16 votos favoráveis e 4 obstruções, o relatório do senador Luiz Henrique sobre a matéria. Durante a reunião, foram apresentados 343 pedidos de destaque para análise em separado, os quais deverão ser votadossomente em agosto, quando os serviços serão retomados após o recesso parlamentar. Em função da necessidade de apreciação dos destaques, não há uma definição sobre o texto final do Código Florestal
.ANÁLISE DE MERCADO - A recuperação dos preços no mercado cafeeiro teve sequência nesta semana. No acumulado das cinco sessões da bolsa de Nova York, a posição setembro/12 - a com maior número de negócios realizados - avançou aproximadamente 5,5%, encerrando o pregão desta sexta-feira a US$ 1,8610 por libra peso.Desde março, quando o café iniciou um movimento de queda, o qual foi acentuadono fim de maio e início de junho, o CNC vem comunicando, em seus boletins semanais, que isso era reflexo da turbulência na economia mundial, gerada pela instabilidade financeiro-econômica na Europa, pois os fatores fundamentais do mercado cafeeiro eram (e ainda são) extremamente positivos, com os estoques em um de seus mais baixos níveis históricos e o equilíbrio entre oferta e demanda extremamente apertado.Contudo, a recuperação dos preços não reflete exclusivamente a "calmaria" que os mercados europeus passaram a vivenciar atualmente e os fundamentos do setor. O clima ganhou peso importante nesse cenário, pois, apósuma estiagem no final do ano passado e começo de 2012, há pouco mais de um mês foi a vez das chuvas aparecerem em plena época de colheita, atrasando os trabalhos de cata e, como ainda ocorrem precipitações em muitas áreas do cinturão produtor, comprometendo a qualidade da safra brasileira 2012.E as notícias não são muito animadoras para este fim de semana. Os serviços de meteorologia apontam mais chuvas nas regiões cafeeiras do País, em especialno Sul de Minas e no Triângulo Mineiro, região de Alto Parnaíba, no Cerrado.Analisando esse contexto e após realizarmos visitas a regiões produtoras e consultas a nossas cooperativas, podemos afirmar que faltarão cafés de qualidade na safra 2012 para o abastecimento dos mercados interno e externo.Já para a safra 2013, que será menor em função da bienalidade característica das lavouras de arábica no Brasil, o cenário também começa ase agravar. Nessas visitas que realizamos na semana, observamos a abertura de botões florais nos pés de café. Porém, como a colheita ainda está em andamento, esses botões serão danificados pelos serviços de cata e a safra brasileira do ano que vem poderá apresentar uma quebra ainda maior do que a esperada pelo ciclo bienal.Embasados nisso, alertamos aos produtores para que recorram aos recursos das linhas do Funcafé destinadas à estocagem e a um melhor ordenamento da oferta para auferirem melhores resultados na venda de sua produção, aproveitando os momentos positivos que o mercado apresentar, pois a escassez de cafés diferenciados elevará o preço do produto, o que, por conseguinte, deverá puxar as cotações dos demais cafés.
" MERCADO PERMANECEU ATIVO NESTA ÚLTIMA SEMANA - CARVALHAES
O mercado de café permaneceu ativo e com suas bolsas em alta, apesar da semana negativa para a maioria dos mercados ao redor do mundo. Odestaque parte do boletim semanal do Escritório Carvalhaes. A agência de classificação de riscos Moody's rebaixou o rating de crédito da Itália em dois níveis e manteve a perspectiva negativa, indicando a possibilidade de novos rebaixamentos e aumentando a insegurança dos operadores com a situação da economia na zona do euro, comentou carvalhaes. Mas, desta vez, no café, os fundamentos neutralizaram as más notícias da economia europeia e sustentaram as cotações. Segundo Carvalhaes, as chuvas atípicas de junho nas principais regiões produtoras de café do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, atrasaram bastante a entrada da nova safra no mercado, derrubaram a qualidade destes cafés e desorientaram os operadores, que não sabem qual a quantidade de bons cafés com que poderão contar para cumprir seus compromissos de venda. A chegada do período de inverno no Brasil trouxe mais um complicador para as análises dos operadores. O resultado é que as cotações voltaram a subir no decorrer da semana. Mesmo assim muitos cafeicultores relutam em vender lotes da safra nova. Para Carvalhaes, esse quadro deixa claro o delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial. Com estoques de produtores e consumidores criticamente baixos, a cadeia de negócios do café passou a depender da safra do ano, não existindo alternativa para o caso de problema mais sério na produção brasileira, responsável por quase 40% do café consumido no mundo.
DEPOIMENTOS DE BERNANKE, LIVRO BEGE E BALANÇOS SÃO DESTAQUES DA PRÓXIMA SEMANA
São Paulo, 13/07/2012 - Os depoimentos do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso norte-americano, a divulgação do "livro bege" do Fed e informes de resultados de empresas importantes como Citigroup, Bank of America, Goldman Sachs, Intel, Google e Microsoft estão entre os eventos de destaque da próxima semana nos EUA. Os horários são de Brasília.- segunda-feira: às 10h30, o FMI divulga atualização do relatório de abril sobre a perspectiva econômica mundial e a estabilidade financeira; às 16h30, a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, discursa durante o simpósio agrícola da instituição em Kansas City (Missouri); o Citigroup divulga balanço; - terça-feira: a partir das 11h, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, faz seu depoimento semestral sobre as condições da economia e a política monetária no Comitê de Bancos do Senado, em Washington; às 14h15, a presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto, discursa em conferência no Instituto de Pesquisa Econômica de Eire (Pensilvânia); na Nymex, vencem as opções de petróleo bruto para agosto; Coca-Cola, Goldman Sachs, Intel, Johnson & Johnson, State Street Corp. e Yahoo! divulgam resultados;- quarta-feira: às 9h30, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, discursa na conferência Delivering Alpha, em Nova York; a partir das 11h, Bernanke depõe sobre as condições da economia e a política monetária do Fed no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, em Washington; às 15h, o Fed divulga o "livro bege"; Abbott Labs, American Express, Bank of America, Bank of New York Mellon, BlackRock, Delta Air Lines, eBay, Honeywell International, IBM, Qualcomm e US Bancorp divulgam resultados;- quinta-feira: às 12h, o Tesouro anuncia detalhes dos leilões de T-notes de 2, 5 e 7 anos previstos para a semana seguinte; o Tesouro leiloa US$ 15 bilhões em títulos indexados à inflação (Tips) de 10 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; AMD, Capital One, E*Trade Financial, Google, Keycorp, Morgan Stanley, Microsoft, Travelers Cos. e Verizon Communications divulgam resultados;- sexta-feira: na Nymex, vencem os contratos futuros de petróleo bruto para agosto; General Electric, Sun Trust Banks e Xerox divulgam resultados.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com bons ganhos, retomando a tendência de alta predominante nos últimos dias na bolsa norte-americana. Compras especulativas e de fundos deram o tom dos negócios, sendo que o café também foi ajudado pelo clima na macroeconomia. Apesar de uma revisão para baixo no crescimento da China, o que se viu nesta sexta foi os mercados mais consistentes, com as bolsas de valores nos Estados Unidos subindo mais de 1% e com a maior parte das commodities também registrando ganhos. O café também operou no dia com olhos focados no vencimento de opções de agosto, com o fechamento se dando ligeiramente acima de um dos referenciais indicados pelos operadores, que seria 185,00 centavos. O café fechou a semana com alta de 5,5% para a posição de maior liquidez. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 405 pontos, com 186,10 centavos, sendo a máxima em 187,75 e a mínima em 182,20 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 415 pontos, com a libra a 189,20 centavos, sendo a máxima em 190,85 e a mínima em 185,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 50 dólares, com 2.063 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.068 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os contratos de café tiveram uma sexta-feira de consistência e bons ganhos, ainda que não tenham batido nas máximas da semana, que foram de 192,20 centavos. Os analistas ressaltaram que as compras especulativas continuaram a ser efetuadas, com a preocupação se mantendo sobre a disponibilidade de café do Brasil. As chuvas recentes atrasaram a colheita em várias regiões cafeeiras do Brasil e podem ter afetado a produção e prejudicado a qualidade dos frutos, uma vez que produtores e agrônomos reportam um volume expressivo de quedas de café no solo o que, por si só, já é um fator que compromete a qualidade do produto. "Uma nova frente fria chega ao Brasil e parece que teremos algumas outras chuvas. Por outro lado, as geadas estão descartadas no curto prazo. Neste período do ano, temos a chance de ocorrência desse tipo de problema que, efetivamente, traz grandes problemas para as lavouras", indicou Márcio Bernardo, analista e broker da Newedge. "Há um bom tempo para continuar a colheita, no entanto, muitos industriais do café indicam que a produção de grãos de qualidade neste ano será limitada", complementou. "Os produtores de café do Brasil não estão com pressa em vender seus cafés, provavelmente aguardam os preços se tornarem novamente melhores para levar o produto às mesas de venda", sustentou Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, em Chicago que crê que, se tal tendência continuar, a disponibilidade vai se apertar ainda mais. "Em nossa opinião, o delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial. Com estoques de produtores e consumidores criticamente baixos, a cadeia de negócios do café passou a depender da safra do ano, não existindo alternativa para o caso de problema mais sério na produção brasileira, responsável por quase 40% do café consumido no mundo", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 12, somaram 327.304 sacas, contra 400.948 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.266 sacas, indo para 1.690.982 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.214 lotes, com as opções tendo 2.038 calls e 568 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 187,75, 188,00 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50 e 193,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,20, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra.
Londres inverte tendência da semana e fecha com bons ganhos
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ganhos consideráveis, com o setembro terminando as negociações do dia próximo das máximas, em um dia caracterizado pelas compras especulativas. Com um volume apenas modesto de transações, Londres se consolidou no intervalo de 2.000 dólares e o recente suporte, na base desse nível, nem sequer foi buscado, com a mínima do dia sendo 2.023 dólares. De acordo com analistas internacionais, o mercado volta a dar sinais de ainda contar com alguma sustentação. Ainda que não tenha a força verificada até há algumas semanas, Londres vem conseguindo manter patamares importantes de preço, sem registrar rompimentos mais dramáticos de suportes chaves. Com isso, mesmo com as tentativas de pressionar o mercado, a bolsa britânica conseguiu encerrar a semana com elevação de 0,88% para a segunda posição. "Tivemos uma sexta-feira com compras expressivas e conseguimos nos afastar do patamar de 2.000 dólares. Os mercados externos também favoreceram para o resultado positivo, principalmente com o dólar voltando a cair consideravelmente em relação a várias outras moedas, o que deu 'ânimo' para que alguns players voltassem para os segmentos de maior risco", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,56 mil lotes, com o novembro tendo 1,93 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 5 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 50 dólares, com 2.063 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.068 dólares por tonelada.
DÓLAR RECUA SEGUINDO ALÍVIO EXTERNO DEPOIS DOS DADOS DA CHINA
São Paulo, 13/07/2012 -
Os dados da China, dentro do esperado pelos analistas, abriram espaço para uma melhora pontual dos ativos de risco nesta sexta-feira. No mercado de moedas, isso foi motivo para uma queda generalizada do dólar, movimento que foi replicado por aqui durante a maior parte do tempo. No fechamento, a cotação do mercado à vista de balcão ficou em R$ 2,0345, com perda de 0,05% no dia. Ainda assim, a perda é menor do que as registradas pelo dólar no exterior. Na semana, a moeda dos Estados Unidos acumulou alta de 0,30% e, em julho, há uma valorização de 1,34%.Durante o decorrer do pregão, houve oscilações nas cotações que foram influenciadas por decisões técnicas. Isso levou à máxima de R$ 2,041 (+0,15%). A mínima do dia foi de $ 2,031, com queda de 0,34%. Às 17h17, o dólar futuro agosto valia R$ 2,043, com perda de 0,07%. No exterior, o dólar index - moeda dos EUA ante cesta de seis moedas - valia 83,327, com recuo de 0,39%. Nesse horário, a perda era generalizada também diante das moedas emergentes de maior destaque, como os dólares australiano e neozelandês, o peso mexicano, o rublo e a rúpia.Mesmo influenciados pelas notícias externas e pelo comportamento do mercado internacional de moedas, os investidores do câmbio no Brasil não perdem de vista a disposição do governo e do BC de intervirem nas negociações. Segundo operadores, por causa disso e diante do fato de que as notícias externas recentes não representam uma alteração importante nos cenários internacional e doméstico, os "investidores não vêm motivos para alterar muito o nível atual do dólar".Além disso, consideram que as cotações atuais - um pouco acima ou um pouco abaixo de R$ 2,05 - estão confortáveis para a equipe econômica. "Prova disso é o fato de que há vários dias ninguém do BC vem a público para comentar o câmbio e as medidas cambiais", disse um experiente operador.Hoje, no entanto, a presidente Dilma Rousseff, lembrou, mais uma vez, que a taxa de câmbio é uma preocupação do governo, principalmente em função dos esforços de alavancar a produção industrial do País. "Praticamos uma taxa de câmbio que impede que a nossa indústria seja sucateada", disse a presidente, na cerimônia de batismo da Plataforma P-59, da Petrobras, na Bahia. No discurso, Dilma enalteceu também a queda do juro e defendeu uma política econômica que priorize o crescimento acompanhado da distribuição de renda.
Café brasileiro na Europa fica firme com temor sobre qualidade
Os diferenciais de preço para o café brasileiro ficaram firmes novamente no mercado físico europeu nesta semana, com as preocupações de que o tempo adverso afete a colheita no maior país produtor mundial da commodity, disseram traders nesta sexta-feira. "Os diferenciais brasileiros ficaram firmes por causa do cenário incerto sobre a colheita", disse um trader. "Torrefadores europeus estavam extremamente relutantes em aceitar diferenciais mais altos, mas os vendedores brasileiros estão assumindo uma posição." O café brasileiro MTGB fino estava cotado a 8 centavos de dólar abaixo do contrato setembro negociado na bolsa de Nova York (ICE) nesta sexta-feira, ante 12 centavos na semana anterior. Os futuros do café cotados na bolsa de Nova York tiveram alta nesta semana, com operadores atentos ao desenvolvimento do clima no Brasil, onde acredita-se que as chuvas reduziram a qualidade da safra atual, e que as plantas do café continuam vulneráveis às geadas até agosto. "Parece bastante certo que haverá certa perda de qualidade no produto brasileiro, mas os torrefadores acreditam que ainda haverá uma grande safra este ano, com volume suficiente de grãos de boa qualidade para atender a demanda", disse outro trader. "Houve ofertas de compras da indústria europeia pelo produto do Brasil a 12 centavos abaixo dos preços de Nova York, criando um impasse grande demais para ser superado por meio de conversas." Este ano é um ano positivo da bianualidade da safra do Brasil, e as estimativas do governo são de uma colheita recorde de 50,45 milhões de sacas. Traders, no entanto, preveem que a colheita vai chegar a cerca de 55 milhões de sacas. "Com um impasse no comércio brasileiro, os compradores passaram a buscar origens que ofereçam preços atraentes..., gerando uma certa demanda por grãos colombianos para períodos próximos e de embarques após setembro", disse um trader. O café excelso da Colômbia estava cotado nesta sexta-feira a 14 centavos de dólar acima do contrato setembro de Nova York, ante 15 centavos na semana anterior. "A previsão para a safra da Colômbia está finalmente melhorando, após vários anos de safras fracas, e diferenciais altos", afirmou outro trader. "Neste período no ano passado, os diferenciais da Colômbia estavam a cerca de 30 centavos acima de Nova York, e a indústria europeia retirou o quanto pôde do produto colombiano de seus blends. Agora eles estão dispostos a volta a utilizar um pouco do produto."
BALANÇO SEMANAL CNC
- 09 a 13/07/2012
- Semana marca anúncio do seguro para café do BB e do Time AgroBrasil, que contará com Pelé; Relatório do Código Florestal é aprovado, mas definições ocorrerão apenas em agosto; Fiscalização do Ministério do Trabalho e liberações do Funcafé também são destaque; No mercado, atraso nacolheita e perda de qualidade da safra brasileira proporcionam alta.SEGURO CAFÉ DO BB - Nesta semana, tivemos ciência da notícia de que mais uma reivindicação do CNC será atendida. O Banco do Brasil lançará, ainda neste mês, um seguro agrícola destinado ao café. Pelas informações que obtivemos, essa cobertura será dirigida aos produtores que contratarem operações de custeio da plantação, ou seja, aqueles que já tiverem feito esse tipo de financiamento pelo Banco do Brasil. O BB projeta que o seguro garantirá lavouras de café espalhadas por todo território nacional, conforme a existência de zoneamento agrícola nos municípios em que as plantações estão, e que deverá cobrir perdas por trombas d'água, ventos fortes ou frios, além de granizo, geada, excesso de chuva, seca, mudanças drásticas de temperatura, incêndios e até raios. A previsão é segurar entre 50% e 80% da produtividade. O CNC elogia esta feliz iniciativa adotada pelo Banco e que traz segurança ao produtor, especialmente nessa época de incerteza climática que presenciamos
.RESPONSABILIDADE SOCIAL -
O Conselho Nacional do Café faz um alerta aos produtores sobre a fiscalização do Ministério do Trabalho em suas propriedades. Em primeiro lugar, colocamos que somos completamente favoráveis à proteção ao trabalhador, de forma que sua segurança é indiscutível para o CNC. Entretanto, a fiscalização vem sendo feita de forma totalmente fora da razoabilidade e do bom senso. Para exemplificar, citamos dois relatados feitos por produtores de cooperativas associadas.1 - Os fiscais aplicaram multa de elevadíssimo valor a um produtor devido à "falta" de assinatura na Carteira de Trabalho. Ocorre, porém, que a fiscalização exigiu a assinatura nas carteiras antes mesmo que os trabalhadores passassem pelo exame médico admissional. Nesse caso específico, os trabalhadores chegaram à propriedade, arrumaram seus pertences no alojamento, alimentaram-se e foram de ônibus - contratado pelo produtor - para o posto realizar os exames admissionais. No dia seguinte, com os exames feitos, fator obrigatório para a assinatura, todos estavam regularizados, com registro na Carteira de Trabalho. Contudo, os fiscais entenderam que eles haviamtrabalhado um dia (o tirado para a realização dos exames) irregularmente e aplicaram a multa. O problema maior é que o relatório final desses fiscais tem"fé pública", portanto, mesmo com a contestação, as provas e o testemunho dos trabalhadores apresentados, a situação não se reverte e o produtor é penalizado injustamente.2 - O segundo exemplo é a questão do "horário britânico". Qualquer agente fiscalizador de bom senso sabe que o horário semanal de labuta dos trabalhadores é de 44 horas. Nesse caso, os trabalhadores assinam o ponto de serviço todos os dias, às 7 horas, o que significa que, dependendo da quantidade de trabalhadores, a ação pode levar alguns minutos, mas quem "perde" é o contratante, pois o trabalhador trabalhará alguns poucos minutos a menos. O que não aceitamos é que a fiscalização determine que cadatrabalhador assine em um minuto diferente (6h55, 6h56, 6h57, 6h58, 6h59, etc.) e multe a propriedade que assim não o fizer, caso específico desse exemplo quecitamos.Esses são alguns pontos que gostaríamos de citar para alertar nossos companheiros para não serem multados e, ao mesmo tempo, ao nosso Governo, que, em razão da falta de bom senso nesse sentido, cada vez mais tem reduzido a oportunidade de trabalho na área rural, pois atitudes como as relatadas estimulam os produtores a investir em maquinários, diminuindo as contrataçõesno campo.Reunião do CDPD/Café - Na próxima quinta-feira (19), será realizada a 19Reunião Ordinária do Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café - CDPD/Café, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).Trata-se de uma grande oportunidade, depois de longo período sem o colegiado se concentrar, para sabermos o andamento e voltarmos a discutir programas e projetos/ações de pesquisa e de difusão e transferência de tecnologia. A relevância dessa retomada vem da oportunidade de não deixarmos os resultados de nossas pesquisas nas prateleiras, mas, sim, enviarmos ao campo, que é onde devem ser aplicados. Além disso, é graças ao trabalho desenvolvido por nossasinstituições de pesquisa que o Brasil há tempos está na vanguarda da cafeicultura.O próximo passo que pretendemos, nessa linha, é que sejam desenvolvidas novas variedades cafeeiras com ainda mais produtividade, resistência a pragas, doenças e adversidades climáticas e, o mais importante, reduzindo o custo de produção. Esses fatores unidos permitirão que o café do Brasil alcance seu objetivo de responder por 40% do market share mundial. Participarão da reuniãoos membros do CDPD/Café, lideranças da cadeia produtiva, representantes do Governo e de forma intensa representantes do CNC, CNA e OCB.LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ - Na quarta-feira (11), o Diário Oficial da União trouxe a publicação de contrato firmado entre a Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura (SPAE/Mapa) e mais dois agentes financeiros que ficam credenciados a implementar linhas de crédito com recursosorçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). São eles: Cooperativa de Crédito em Guaxupé e Região LTDA. - SICOOB AGROCRED (até 43,397 milhões para linhas de estocagem e custeio) e Banco Industrial e Comercial S/A. - BICBANCO (até 37,587 milhões distribuídos nas linhas de estocagem, capital de giro para indústrias de torrefação e de sol&uac ute;vele FAC). Com esses repasses, o Fundo destinou um total de R$ 1,685 bilhão aos agentes financeiros credenciados até o momento.TIME AGROBRASIL - Na noite de terça-feira (10), em Brasília (DF), acompanhamos o lançamento do "Time AgroBrasil", campanha idealizada pela CNA e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que tem Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, como estrela para consolidar a imagem do agronegócio sustentável brasileiro no País e no mundo. Parabenizamos sobremaneira a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, o diretorpresidente e o presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, Luiz Eduardo Barreto e Roberto Simões, respectivamente, por esta iniciativa que revela seus empreendedorismo e visão a frente de tão importantes instituições.A junção do agronegócio com Pelé nada mais é do que a união dos maiores e melhores do mundo em seus setores e, certamente, trará grandes benefícios à agropecuária nacional, como bem destacou a senadora Kátia Abreu. "Precisamosexpandir nossos mercados e só iremos conseguir isso mostrando que o alimento brasileiro é confiável e de qualidade. E ninguém como o Pelé, com credibilidade internacional, para mostrar o quanto os nossos produtos são saudáveis e confiáveis. Esperamos que ele, que marcou tantos gols nos campos, ganhando três copas do mundo, possa nos ajudar a marcar os gols que precisamos para mostrar a nossa produção sustentável lá fora", disse em seu discurso na cerimônia de lançamento da campanha.PARABÉNS A COCAPEC -
Na quarta-feira (11), a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) completou 27 anos de trabalho e de uma história marcada por confiança e dedicação aos associados e à cafeicultura, fazendo valer, em seu mais belo significado, a palavra COOPERATIVISMO. Com mais de 2 milcooperados, cinco núcleos e 200 colaboradores, a Cocapec é uma das maiores cooperativas do Brasil, sendo referência no setor cafeeiro e na defesa de seus cooperados. Congratulamos a Cocapec por seus 27 anos de uma história maravilhosa, deixando votos para que os anos vindouros sejam marcados pela colheita de todos os investimentos e dedicação semeados até os dias atuais. Parabéns!
CÓDIGO FLORESTAL - A comissão mista que analisa a Medida Provisória 571/2012, que alterou o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012), aprovou, na quinta-feira (12), com 16 votos favoráveis e 4 obstruções, o relatório do senador Luiz Henrique sobre a matéria. Durante a reunião, foram apresentados 343 pedidos de destaque para análise em separado, os quais deverão ser votadossomente em agosto, quando os serviços serão retomados após o recesso parlamentar. Em função da necessidade de apreciação dos destaques, não há uma definição sobre o texto final do Código Florestal
.ANÁLISE DE MERCADO - A recuperação dos preços no mercado cafeeiro teve sequência nesta semana. No acumulado das cinco sessões da bolsa de Nova York, a posição setembro/12 - a com maior número de negócios realizados - avançou aproximadamente 5,5%, encerrando o pregão desta sexta-feira a US$ 1,8610 por libra peso.Desde março, quando o café iniciou um movimento de queda, o qual foi acentuadono fim de maio e início de junho, o CNC vem comunicando, em seus boletins semanais, que isso era reflexo da turbulência na economia mundial, gerada pela instabilidade financeiro-econômica na Europa, pois os fatores fundamentais do mercado cafeeiro eram (e ainda são) extremamente positivos, com os estoques em um de seus mais baixos níveis históricos e o equilíbrio entre oferta e demanda extremamente apertado.Contudo, a recuperação dos preços não reflete exclusivamente a "calmaria" que os mercados europeus passaram a vivenciar atualmente e os fundamentos do setor. O clima ganhou peso importante nesse cenário, pois, apósuma estiagem no final do ano passado e começo de 2012, há pouco mais de um mês foi a vez das chuvas aparecerem em plena época de colheita, atrasando os trabalhos de cata e, como ainda ocorrem precipitações em muitas áreas do cinturão produtor, comprometendo a qualidade da safra brasileira 2012.E as notícias não são muito animadoras para este fim de semana. Os serviços de meteorologia apontam mais chuvas nas regiões cafeeiras do País, em especialno Sul de Minas e no Triângulo Mineiro, região de Alto Parnaíba, no Cerrado.Analisando esse contexto e após realizarmos visitas a regiões produtoras e consultas a nossas cooperativas, podemos afirmar que faltarão cafés de qualidade na safra 2012 para o abastecimento dos mercados interno e externo.Já para a safra 2013, que será menor em função da bienalidade característica das lavouras de arábica no Brasil, o cenário também começa ase agravar. Nessas visitas que realizamos na semana, observamos a abertura de botões florais nos pés de café. Porém, como a colheita ainda está em andamento, esses botões serão danificados pelos serviços de cata e a safra brasileira do ano que vem poderá apresentar uma quebra ainda maior do que a esperada pelo ciclo bienal.Embasados nisso, alertamos aos produtores para que recorram aos recursos das linhas do Funcafé destinadas à estocagem e a um melhor ordenamento da oferta para auferirem melhores resultados na venda de sua produção, aproveitando os momentos positivos que o mercado apresentar, pois a escassez de cafés diferenciados elevará o preço do produto, o que, por conseguinte, deverá puxar as cotações dos demais cafés.
" MERCADO PERMANECEU ATIVO NESTA ÚLTIMA SEMANA - CARVALHAES
O mercado de café permaneceu ativo e com suas bolsas em alta, apesar da semana negativa para a maioria dos mercados ao redor do mundo. Odestaque parte do boletim semanal do Escritório Carvalhaes. A agência de classificação de riscos Moody's rebaixou o rating de crédito da Itália em dois níveis e manteve a perspectiva negativa, indicando a possibilidade de novos rebaixamentos e aumentando a insegurança dos operadores com a situação da economia na zona do euro, comentou carvalhaes. Mas, desta vez, no café, os fundamentos neutralizaram as más notícias da economia europeia e sustentaram as cotações. Segundo Carvalhaes, as chuvas atípicas de junho nas principais regiões produtoras de café do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, atrasaram bastante a entrada da nova safra no mercado, derrubaram a qualidade destes cafés e desorientaram os operadores, que não sabem qual a quantidade de bons cafés com que poderão contar para cumprir seus compromissos de venda. A chegada do período de inverno no Brasil trouxe mais um complicador para as análises dos operadores. O resultado é que as cotações voltaram a subir no decorrer da semana. Mesmo assim muitos cafeicultores relutam em vender lotes da safra nova. Para Carvalhaes, esse quadro deixa claro o delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial. Com estoques de produtores e consumidores criticamente baixos, a cadeia de negócios do café passou a depender da safra do ano, não existindo alternativa para o caso de problema mais sério na produção brasileira, responsável por quase 40% do café consumido no mundo.
DEPOIMENTOS DE BERNANKE, LIVRO BEGE E BALANÇOS SÃO DESTAQUES DA PRÓXIMA SEMANA
São Paulo, 13/07/2012 - Os depoimentos do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso norte-americano, a divulgação do "livro bege" do Fed e informes de resultados de empresas importantes como Citigroup, Bank of America, Goldman Sachs, Intel, Google e Microsoft estão entre os eventos de destaque da próxima semana nos EUA. Os horários são de Brasília.- segunda-feira: às 10h30, o FMI divulga atualização do relatório de abril sobre a perspectiva econômica mundial e a estabilidade financeira; às 16h30, a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, discursa durante o simpósio agrícola da instituição em Kansas City (Missouri); o Citigroup divulga balanço; - terça-feira: a partir das 11h, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, faz seu depoimento semestral sobre as condições da economia e a política monetária no Comitê de Bancos do Senado, em Washington; às 14h15, a presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto, discursa em conferência no Instituto de Pesquisa Econômica de Eire (Pensilvânia); na Nymex, vencem as opções de petróleo bruto para agosto; Coca-Cola, Goldman Sachs, Intel, Johnson & Johnson, State Street Corp. e Yahoo! divulgam resultados;- quarta-feira: às 9h30, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, discursa na conferência Delivering Alpha, em Nova York; a partir das 11h, Bernanke depõe sobre as condições da economia e a política monetária do Fed no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, em Washington; às 15h, o Fed divulga o "livro bege"; Abbott Labs, American Express, Bank of America, Bank of New York Mellon, BlackRock, Delta Air Lines, eBay, Honeywell International, IBM, Qualcomm e US Bancorp divulgam resultados;- quinta-feira: às 12h, o Tesouro anuncia detalhes dos leilões de T-notes de 2, 5 e 7 anos previstos para a semana seguinte; o Tesouro leiloa US$ 15 bilhões em títulos indexados à inflação (Tips) de 10 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; AMD, Capital One, E*Trade Financial, Google, Keycorp, Morgan Stanley, Microsoft, Travelers Cos. e Verizon Communications divulgam resultados;- sexta-feira: na Nymex, vencem os contratos futuros de petróleo bruto para agosto; General Electric, Sun Trust Banks e Xerox divulgam resultados.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Café especula sobre clima e fecha dia estável na ICE Futures
Café especula sobre clima e fecha dia estável na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com ligeira alta, após ter batido no melhor nível de preços em quatro meses e meio. Os ganhos da primeira parte do dia estiveram atrelados, principalmente, a preocupação de players com o clima nas zonas produtoras de café do Brasil. Especulações, posteriormente desmentidas por empresas de meteorologia, indicavam possibilidade em zonas produtoras de café do Brasil. Esse notícia fez com que, ao longo de parte do dia, algumas altas mais efetivas fossem registradas. Mesmo com a negativa sobre as geadas, o café ainda continuou tendo alguma consistência no lado comprador, mas, pouco a pouco, os ganhos foram desacelerando até o fechamento praticamente estável. Apesar disso, vários operadores avaliam o cenário atual de curto prazo como de neutro a altista, com o mercado podendo voltar a ter "fôlego" para buscar preços próximos de 190,00 centavos. No after-hours, o café sofreu com algumas novas vendas e encerrou no lado negativo da escala de preços. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 20 pontos, com 184,70 centavos, sendo a máxima em 192,20 e a mínima em 182,65 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 20 pontos, com a libra a 187,55 centavos, sendo a máxima em 194,85 e a mínima em 185,55 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 8 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, ao longo do dia, a agência de notícias Bloomberg divulgou que haveria riscos de ocorrência de geadas no sul de Minas Gerais no próximo dia 15, dando como fonte a empresa Somar. Uma geada em uma das mais importantes zonas produtoras do país seria a consolidação de um quadro que poderia afetar, ainda mais, a disponibilidade de cafés do Brasil. Horas mais tarde, a Bloomberg se reportou e informou que havia apurado erroneamente a notícia, indicando que "não há tendência de geadas para a região na referida data." "A notícia da Bloomberg indicava a possibilidade de geadas e na verdade não há tendência de ocorrência delas nos próximos dias no Brasil", indicou Hernando de la Roche, vice-presidente da INTL Hencorp Futures. "O café não se movimentou muito efetivamente sobre assuntos relacionados a seus fundamentos, mas, sim, pelos rumores que giraram ao redor do mercado", indicou Márcio Bernardo, analista da Newedge. "Os mercados externos operaram com direcionamentos distintos e as bolsas de valores recuaram, ao passo que a maior parte das commodities conseguiu experimentar ganhos. O café subiu bem, chegou a bater na máxima de 4 de abril, com várias coberturas de posições short, que não tiveram continuidade na segunda metade do dia. O prêmio dos arábicas em relação aos robustas de Londres saltou para 99 centavos, contra 93 centavos da terça-feira", disse um trader. As opções de agosto na bolsa de Nova Iorque têm vencimento na próxima sexta-feira. As remessas internacionais de café verde do Brasil tiveram queda de 33% em junho, com 1,64 milhão de sacas, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os envios de café torrado e solúvel, por sua vez, recuaram 14%, com 243.973 sacas. A receita com as exportações do país no mês tiveram vaixa de 43%, com 407,8 milhões de dólares. O Brasil fechou o ano safra 2011/2012 com a exportação superior em 5,6% em termos de receita e 15% inferior em volume, se comparado com a temporada anterior. A receita registrada no período ficou em 7,841 bilhões de dólares e o número de sacas exportadas fechou em 29.768.744. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 10, somaram 272.928 sacas, contra 275.011 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 11.186 sacas, indo para 1.671.149 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 28.235 lotes, com as opções tendo 3.709 calls e 2.505 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 192,20, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00 e 198,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,65, 182,50, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,20, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Londres varia entre altas e baixas, mas fica acima dos US$ 2mil
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão em que, mais uma vez, o setembro testou níveis inferiores ao patamar de 2.000 dólares, mas conseguiu se recompor e se posicionar acima desse suporte. Ao longo do dia, vendedores e compradores se alternaram, com a segunda posição chegando a bater em 2.045 dólares. Nas máximas, no entanto, algumas realizações foram notadas. A mínima do dia foi de 1.990 dólares, sendo que nesse nível a ação mais efetiva foi dos comerciais. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela falta de um direcionamento mais claro, uma vez que os ganhos e perdas não se estenderam mais efetivas. Em cada ponta da linha de preços se verifica uma tendência distinta, impedindo que ganhos ou baixas mais consideráveis possam ser observados. "Apesar das recentes retrações e de até atingirmos a mínima de abril na última terça-feira, o café ainda tem uma consistência e consegue manter o intervalo de 2.000 dólares. No entanto, é nítido que muitos players que atuavam até há pouco como compradores de robusta agora atuam mais fortemente no lado vendedor, sendo que muitos deles passaram a ser compradores no mercado de arábica", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 7,01 mil lotes, com o novembro tendo 2,80 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 8 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada.
DÓLAR ENCERRA EM QUEDA, MAS ATA DO FED ABRANDA INTENSIDADE DO DECLÍNIO São Paulo, 11/07/2012 -
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, mas teve a intensidade do declínio abrandada em reação à ata do Federal Reserve. Após a divulgação do documento, o dólar ganhou fôlego ante inúmeras divisas de economias emergentes, simultaneamente à renovação das mínimas dos índices acionários em Nova York e aqui. A percepção é de que, embora a perspectiva para a economia norte-americana seja de cautela, o Fed não sinalizou que um novo relaxamento quantitativo seria iminente, desapontando os investidores. No balcão, o dólar à vista encerrou a R$ 2,0360, com queda de 0,20%. Na mínima, a moeda foi a R$ 2,0260 (-0,69%) e chegou a R$ 2,0400 (0,0%), na máxima do dia. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0380, com alta de 0,20% (dado preliminar), na máxima. O giro financeiro total somava US$ 1,994 bilhão (US$ 1,756 bilhão em D+2) perto das 16h40. Há pouco, o dólar para agosto de 2012 estava em R$ 2,044, perto da estabilidade (+0,07%). Em grande medida, cita o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo, “a situação continua não sendo animadora para que o investidor tenha apetite para tomar posição de risco”. No exterior, logo depois que a ata do Fomc foi conhecida, as bolsas em NY foram às mínimas e o euro caiu abaixo de US$ 1,2225.Por aqui, perto do fim da manhã, em um movimento quase simultâneo à divulgação dos dados de fluxo cambial, o dólar à vista havia começado a reduzir a intensidade da queda, renovando máximas para o período, mas em um movimento ainda volátil, o que significa que a magnitude do declínio voltaria a ser ampliada. Operadores citam que o fluxo cambial não foi o “fator direcional” do rumo da moeda na sessão. O recuo mensal das vendas no varejo brasileiro em maio confirma que os dados econômicos do País continuam surpreendendo para baixo. Se as condições para o crescimento local e global continuarem desapontando, o risco é que o Copom continue cortando o juro, cita um analista estrangeiro. Para a moeda, o foco permanece, na visão dos agentes de mercado, na disposição do governo em manter o dólar oscilando em um intervalo estreito, entre R$ 2,00 e R$ 2,10, diante da preocupação de que a deterioração externa corroa a demanda consumidora pelas exportações brasileiras. Números divulgados pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial ficou positivo em US$ 396 milhões na primeira semana de julho, sendo que tanto o fluxo financeiro quanto o comercial ficaram positivos em, respectivamente, US$ 386 milhões e US$ 10 milhões. No detalhe, um economista avalia que a média diária de contratação para exportação e importação caiu muito. “A contratação de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) em si vem caindo. (O montante em) junho já foi mais baixo que maio, e julho está sendo mais baixo que julho”, citou o profissional. Café sobe após chuva que dificulta colheita no Brasil Segundo analistas, o excesso de umidade em algumas áreas do Sudeste tem prejudicado os cafezais e pode comprometer a qualidade do grão. Os trabalhos de colheita exigem um tempo mais seco. "Nesta época do ano, 30% da safra já deveria estar nos armazéns, mas apenas 20% foi entregue (pelos produtores)", disse à agência Dow Jones o superintendente de mercado externo da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Joaquim Ferreira Leite. Ele acrescentou que aproximadamente 20% da safra já pode ser classificada como de baixa qualidade, o que tende a reduzir a oferta de café arábica que poderia ser usado em misturas mais sofisticadas. Nesse contexto, os contratos do produto para entrega em setembro fecharam com valorização de 1,18% na Bolsa de Nova York, cotados a 183,75 centavos de dólar por libra-peso. Embora o clima também seja a principal preocupação dos participantes dos mercados de grãos, ontem muitos investidores embolsaram lucros obtidos nas sessões anteriores e ajudaram a derrubar os preços. O milho, que acumula alta de 30% em um mês, fechou em baixa de 1,71% na Bolsa de Chicago. O trigo recuou 1,01% e a soja caiu 0,60%. O dia foi de cautela nesses mercados, pois há grande expectativa para o relatório mensal de oferta e demanda que os Estados Unidos divulgam hoje, com estimativas para produtividade e estoques.
Nova York, 11/07/2012 -
O euro caiu para o menor nível em dois anos em relação ao dólar, após a divulgação hoje da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve ter dado sinais claros aos investidores de que o relaxamento quantitativo pelo BC dos EUA não está à caminho.A ata, da reunião de junho, mostrou que as autoridades monetárias estão divididas em relação ao momento e necessidade de mais estímulo, indicando que o Fed não está com pressa para lançar outra rodada de compra de bônus para estimular a economia. A notícia foi boa para o dólar que registrou alta em relação à maioria das principais moedas, contrariando um movimento que normalmente enfraquece a moeda local.No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ $1,2240 de US$ 1,2249 ontem. O iene estava cotado a 79,76 por dólar, de 79,417 ienes por dólar na última sessão, e a 97,62 por euro, de 97,30 ienes por euro ontem. A libra caiu para US$ 1,5503, de US$ 1,5520 ontem.Os participantes do mercado irão olhar agora o testemunho do presidente do Fed, Ben Bernanke, diante do Comitê de Bancos do Senado na próxima terça-feira em busca de uma direção para as novas ações do Fed. Na Europa, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, divulgou hoje um pacote com uma série de medidas que visam ajudar o país a cumprir com a meta para o déficit até 2015. Entretanto, analistas disseram que a Espanha ainda pode precisar de ajuda porque o programa pode atingir duramente a recuperação da economia. O iene se enfraqueceu em relação ao dólar e ao euro à espera do resultado da reunião de política monetária de dois dias do Banco do Japão que termina amanhã. Analistas têm opiniões diversas sobre a reunião, mas a maioria não espera qualquer tipo de medida agressiva de flexibilização imediata pelo BC do Japão.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com ligeira alta, após ter batido no melhor nível de preços em quatro meses e meio. Os ganhos da primeira parte do dia estiveram atrelados, principalmente, a preocupação de players com o clima nas zonas produtoras de café do Brasil. Especulações, posteriormente desmentidas por empresas de meteorologia, indicavam possibilidade em zonas produtoras de café do Brasil. Esse notícia fez com que, ao longo de parte do dia, algumas altas mais efetivas fossem registradas. Mesmo com a negativa sobre as geadas, o café ainda continuou tendo alguma consistência no lado comprador, mas, pouco a pouco, os ganhos foram desacelerando até o fechamento praticamente estável. Apesar disso, vários operadores avaliam o cenário atual de curto prazo como de neutro a altista, com o mercado podendo voltar a ter "fôlego" para buscar preços próximos de 190,00 centavos. No after-hours, o café sofreu com algumas novas vendas e encerrou no lado negativo da escala de preços. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 20 pontos, com 184,70 centavos, sendo a máxima em 192,20 e a mínima em 182,65 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 20 pontos, com a libra a 187,55 centavos, sendo a máxima em 194,85 e a mínima em 185,55 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 8 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, ao longo do dia, a agência de notícias Bloomberg divulgou que haveria riscos de ocorrência de geadas no sul de Minas Gerais no próximo dia 15, dando como fonte a empresa Somar. Uma geada em uma das mais importantes zonas produtoras do país seria a consolidação de um quadro que poderia afetar, ainda mais, a disponibilidade de cafés do Brasil. Horas mais tarde, a Bloomberg se reportou e informou que havia apurado erroneamente a notícia, indicando que "não há tendência de geadas para a região na referida data." "A notícia da Bloomberg indicava a possibilidade de geadas e na verdade não há tendência de ocorrência delas nos próximos dias no Brasil", indicou Hernando de la Roche, vice-presidente da INTL Hencorp Futures. "O café não se movimentou muito efetivamente sobre assuntos relacionados a seus fundamentos, mas, sim, pelos rumores que giraram ao redor do mercado", indicou Márcio Bernardo, analista da Newedge. "Os mercados externos operaram com direcionamentos distintos e as bolsas de valores recuaram, ao passo que a maior parte das commodities conseguiu experimentar ganhos. O café subiu bem, chegou a bater na máxima de 4 de abril, com várias coberturas de posições short, que não tiveram continuidade na segunda metade do dia. O prêmio dos arábicas em relação aos robustas de Londres saltou para 99 centavos, contra 93 centavos da terça-feira", disse um trader. As opções de agosto na bolsa de Nova Iorque têm vencimento na próxima sexta-feira. As remessas internacionais de café verde do Brasil tiveram queda de 33% em junho, com 1,64 milhão de sacas, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os envios de café torrado e solúvel, por sua vez, recuaram 14%, com 243.973 sacas. A receita com as exportações do país no mês tiveram vaixa de 43%, com 407,8 milhões de dólares. O Brasil fechou o ano safra 2011/2012 com a exportação superior em 5,6% em termos de receita e 15% inferior em volume, se comparado com a temporada anterior. A receita registrada no período ficou em 7,841 bilhões de dólares e o número de sacas exportadas fechou em 29.768.744. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 10, somaram 272.928 sacas, contra 275.011 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 11.186 sacas, indo para 1.671.149 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 28.235 lotes, com as opções tendo 3.709 calls e 2.505 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 192,20, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00 e 198,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,65, 182,50, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,20, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Londres varia entre altas e baixas, mas fica acima dos US$ 2mil
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão em que, mais uma vez, o setembro testou níveis inferiores ao patamar de 2.000 dólares, mas conseguiu se recompor e se posicionar acima desse suporte. Ao longo do dia, vendedores e compradores se alternaram, com a segunda posição chegando a bater em 2.045 dólares. Nas máximas, no entanto, algumas realizações foram notadas. A mínima do dia foi de 1.990 dólares, sendo que nesse nível a ação mais efetiva foi dos comerciais. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela falta de um direcionamento mais claro, uma vez que os ganhos e perdas não se estenderam mais efetivas. Em cada ponta da linha de preços se verifica uma tendência distinta, impedindo que ganhos ou baixas mais consideráveis possam ser observados. "Apesar das recentes retrações e de até atingirmos a mínima de abril na última terça-feira, o café ainda tem uma consistência e consegue manter o intervalo de 2.000 dólares. No entanto, é nítido que muitos players que atuavam até há pouco como compradores de robusta agora atuam mais fortemente no lado vendedor, sendo que muitos deles passaram a ser compradores no mercado de arábica", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 7,01 mil lotes, com o novembro tendo 2,80 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 8 dólares, com 2.021 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada.
DÓLAR ENCERRA EM QUEDA, MAS ATA DO FED ABRANDA INTENSIDADE DO DECLÍNIO São Paulo, 11/07/2012 -
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, mas teve a intensidade do declínio abrandada em reação à ata do Federal Reserve. Após a divulgação do documento, o dólar ganhou fôlego ante inúmeras divisas de economias emergentes, simultaneamente à renovação das mínimas dos índices acionários em Nova York e aqui. A percepção é de que, embora a perspectiva para a economia norte-americana seja de cautela, o Fed não sinalizou que um novo relaxamento quantitativo seria iminente, desapontando os investidores. No balcão, o dólar à vista encerrou a R$ 2,0360, com queda de 0,20%. Na mínima, a moeda foi a R$ 2,0260 (-0,69%) e chegou a R$ 2,0400 (0,0%), na máxima do dia. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0380, com alta de 0,20% (dado preliminar), na máxima. O giro financeiro total somava US$ 1,994 bilhão (US$ 1,756 bilhão em D+2) perto das 16h40. Há pouco, o dólar para agosto de 2012 estava em R$ 2,044, perto da estabilidade (+0,07%). Em grande medida, cita o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo, “a situação continua não sendo animadora para que o investidor tenha apetite para tomar posição de risco”. No exterior, logo depois que a ata do Fomc foi conhecida, as bolsas em NY foram às mínimas e o euro caiu abaixo de US$ 1,2225.Por aqui, perto do fim da manhã, em um movimento quase simultâneo à divulgação dos dados de fluxo cambial, o dólar à vista havia começado a reduzir a intensidade da queda, renovando máximas para o período, mas em um movimento ainda volátil, o que significa que a magnitude do declínio voltaria a ser ampliada. Operadores citam que o fluxo cambial não foi o “fator direcional” do rumo da moeda na sessão. O recuo mensal das vendas no varejo brasileiro em maio confirma que os dados econômicos do País continuam surpreendendo para baixo. Se as condições para o crescimento local e global continuarem desapontando, o risco é que o Copom continue cortando o juro, cita um analista estrangeiro. Para a moeda, o foco permanece, na visão dos agentes de mercado, na disposição do governo em manter o dólar oscilando em um intervalo estreito, entre R$ 2,00 e R$ 2,10, diante da preocupação de que a deterioração externa corroa a demanda consumidora pelas exportações brasileiras. Números divulgados pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial ficou positivo em US$ 396 milhões na primeira semana de julho, sendo que tanto o fluxo financeiro quanto o comercial ficaram positivos em, respectivamente, US$ 386 milhões e US$ 10 milhões. No detalhe, um economista avalia que a média diária de contratação para exportação e importação caiu muito. “A contratação de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) em si vem caindo. (O montante em) junho já foi mais baixo que maio, e julho está sendo mais baixo que julho”, citou o profissional. Café sobe após chuva que dificulta colheita no Brasil Segundo analistas, o excesso de umidade em algumas áreas do Sudeste tem prejudicado os cafezais e pode comprometer a qualidade do grão. Os trabalhos de colheita exigem um tempo mais seco. "Nesta época do ano, 30% da safra já deveria estar nos armazéns, mas apenas 20% foi entregue (pelos produtores)", disse à agência Dow Jones o superintendente de mercado externo da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Joaquim Ferreira Leite. Ele acrescentou que aproximadamente 20% da safra já pode ser classificada como de baixa qualidade, o que tende a reduzir a oferta de café arábica que poderia ser usado em misturas mais sofisticadas. Nesse contexto, os contratos do produto para entrega em setembro fecharam com valorização de 1,18% na Bolsa de Nova York, cotados a 183,75 centavos de dólar por libra-peso. Embora o clima também seja a principal preocupação dos participantes dos mercados de grãos, ontem muitos investidores embolsaram lucros obtidos nas sessões anteriores e ajudaram a derrubar os preços. O milho, que acumula alta de 30% em um mês, fechou em baixa de 1,71% na Bolsa de Chicago. O trigo recuou 1,01% e a soja caiu 0,60%. O dia foi de cautela nesses mercados, pois há grande expectativa para o relatório mensal de oferta e demanda que os Estados Unidos divulgam hoje, com estimativas para produtividade e estoques.
Nova York, 11/07/2012 -
O euro caiu para o menor nível em dois anos em relação ao dólar, após a divulgação hoje da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve ter dado sinais claros aos investidores de que o relaxamento quantitativo pelo BC dos EUA não está à caminho.A ata, da reunião de junho, mostrou que as autoridades monetárias estão divididas em relação ao momento e necessidade de mais estímulo, indicando que o Fed não está com pressa para lançar outra rodada de compra de bônus para estimular a economia. A notícia foi boa para o dólar que registrou alta em relação à maioria das principais moedas, contrariando um movimento que normalmente enfraquece a moeda local.No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ $1,2240 de US$ 1,2249 ontem. O iene estava cotado a 79,76 por dólar, de 79,417 ienes por dólar na última sessão, e a 97,62 por euro, de 97,30 ienes por euro ontem. A libra caiu para US$ 1,5503, de US$ 1,5520 ontem.Os participantes do mercado irão olhar agora o testemunho do presidente do Fed, Ben Bernanke, diante do Comitê de Bancos do Senado na próxima terça-feira em busca de uma direção para as novas ações do Fed. Na Europa, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, divulgou hoje um pacote com uma série de medidas que visam ajudar o país a cumprir com a meta para o déficit até 2015. Entretanto, analistas disseram que a Espanha ainda pode precisar de ajuda porque o programa pode atingir duramente a recuperação da economia. O iene se enfraqueceu em relação ao dólar e ao euro à espera do resultado da reunião de política monetária de dois dias do Banco do Japão que termina amanhã. Analistas têm opiniões diversas sobre a reunião, mas a maioria não espera qualquer tipo de medida agressiva de flexibilização imediata pelo BC do Japão.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
ICE tem alta consistente e diferenciais para robustas aumentam
ICE tem alta consistente e diferenciais para robustas aumentam
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos consistentes, que permitiram uma ampliação do cenário favorável da semana. Contudo, a posição setembro não conseguiu testar a máxima da semana anterior, em 187,10 centavos por libra e, assim, uma desaceleração dos ganhos da manhã foi sentida ao longo da segunda parte do pregão. O café conseguiu se dissociar dos mercados externos e ter um dia de altas, mesmo com a pressão de nova valorização do dólar em relação a algumas moedas internacionais e também com a retração de vários segmentos de risco, como é o caso das commodities. Tecnicamente, o café volta a demonstrar consistência e já dá sinais de que pode buscar testar níveis de médias móveis de preço de prazos mais longos. Por outro lado, alguns traders consideram que o quadro gráfico começa a demonstrar um viés sobrecomprado, o que poderia abrir espaço para algumas realizações e correções, principalmente se algumas resistências básicas não forem rompidas mais facilmente, como o verificado ao longo desta terça-feira. O mercado se volta também para o mercado de opções, com o vencimento desses ativos de agosto se dando na próxima sexta-feira, o que pode direcionar alguns operadores a buscar patamares de preço diferenciados. Para alguns players, a tendência é que se busca posicionar os futuros para um nível entre 180,00 e 185,00 centavos, na base setembro, com foco para esse vencimento. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 215 pontos, com 184,50 centavos, sendo a máxima em 186,60 e a mínima em 180,20 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 210 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 189,35 e a mínima em 183,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve retração de 22 dólares, com 2.013 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 20 dólares, com 2.024 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os ganhos vão sendo gradativos na bolsa nova-iorquina, com o setembro conseguindo romper alguns níveis de preço, com algumas realizações no meio do caminho. Para alguns desses analistas, o alvo mais imediato é o patamar de 190,00 centavos por libra que, se testado, poderia abrir espaço para compras mais consideráveis. Os diferenciais de Nova Iorque para os robustas em Londres continuam se alargando, passando de 90 centavos na segunda-feira para 93,5 centavos, o maior nível em dez semanas. "Alguns dealers continuam a comprar arábica e vender robusta, sendo que essa segunda variedade chegou a bater, ao longo desta terça, no menor nível de preços desde 30 de abril. Com isso, já trabalhamos com a expectativa de voltarmos a ter um spread normalizado entre os arábicas e robustas", indicou um trader. Os preços do café arábica também estão tendo um suporte climático, com a possibilidade da chegada de um novo fenômeno El Niño, que poderia afetar a produção de café de países como Brasil e Colômbia, indicou o banco Societé Generale. "As projeções de produção continuam sendo otimistas, mas poderemos sofrer com algumas retrações", indicou a instituição em comentário. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 6, somaram 135.243 sacas, contra 130.905 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 9.322 sacas, indo para 1.659.963 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.491 lotes, com as opções tendo 3.306 calls e 2.610 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 186,60, 187,00-187,10, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50 e 194,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 180,20, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00 e 174,65 centavos por libra.
Londres tem novo dia de retração e toca mínima de 30 de abril
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em um dia relativamente movimentado e com considerável volatilidade. Ao longo da sessão, o setembro experimentou fortes quedas e chegou a tocar na mínima de 1.966 dólares, menor cotação desde 30 de abril. No entanto, nas baixas, algumas recompras e aquisições de indústrias de torrefação foram verificadas, o que permitiu a desaceleração das perdas e o setembro conseguisse, inclusive, fechar dentro do nível de 2.000 dólares. De acordo com analistas internacionais, o café em Londres sofreu com a influência externa, principalmente com o dólar em alta estimulando novas liquidações. Por sua vez, o quadro de vendas dosadas por parte de origens já não é tão nítido quanto o verificado até há algumas semanas. Novas vendas permitem que os preços recuem consideravelmente. "Não temos a consistência que era verificada até há algumas sessões. Os diferenciais contra os arábicas em Nova Iorque, que estavam consideravelmente curtos, voltaram a demonstrar uma ampliação considerável. Mas, ainda assim, não podemos indicar que a tendência atual seja baixista, já que alguns parâmetros importantes conseguem ser mantidos", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 14,4 mil lotes, com o novembro tendo 6,35 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve retração de 22 dólares, com 2.013 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 20 dólares, com 2.024 dólares por tonelada
. DÓLAR FECHA EM ALTA DEPOIS DE DETERIORAÇÃO DO AMBIENTE EXTERNO
São Paulo, 10/07/2012 -
O dólar à vista fechou o dia na máxima, cotado a R$ 2,040 (+0,44%) no balcão, enquanto o dólar agosto valia R$ 2,046, também em alta de 0,44%, pouco depois das 17h00. A trajetória da moeda norte-americana ante o real nesta terça-feira acompanhou, principalmente, o ambiente internacional, que começou otimista em função do alívio dado pela União Europeia à Espanha, mas foi deteriorando no decorrer do dia.A decisão do Eurogrupo de garantir à Espanha um ano a mais para que o país atinja a meta de redução do déficit orçamentário e fornecer € 30 bilhões para ajuda aos bancos animou os mercados na abertura do dia. Em pouco tempo, no entanto, o mercado de moedas de risco, principalmente as atreladas às commodities, passou a sentir o peso dos dados da balança comercial chinesa. Mais especificamente, na desaceleração do crescimento das importações e da queda das compras de metais em junho com relação a maio.Para fortalecer o quadro negativo com que os negócios foram encerrados, houve o comentário do premiê italiano, Mario Monti. Ele não descartou a possibilidade da Itália pedir ajuda ao Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) e jogou o euro nas mínimas ante o dólar em dois anos, o que pressionou ainda mais a relação dólar/real.Internamente, os operadores do segmento comercial perceberam um "claro fluxo negativo", o que completou o ambiente que determinou a alta do dólar ao final do dia. Mas um descompasso ocorreu na cotação do dólar à vista da BM&F, que encerrou o pregão com perda de 0,20% a R$ 2,034.A diferença pode ser explicada pela falta de liquidez. Com somente nove negócios fechados por esse sistema de negociação, a cotação não acompanhou o comportamento geral do mercado doméstico de câmbio.
QUADRO DO USDA DE OFERTA E DEMANDA -
ESTOQUES 2012/13 SOBEM 12,9%Os estoques finais mundiais de café da temporada 2012/13 deverão ficar em 27,201 milhões de sacas de 60 quilos, com um incremento de 12,9% na comparação com 2011/12, quando os estoques foram apontados em 24,101 milhões de sacas. As estimativas são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), partindo de seu último relatório. A produção total mundial 2012/13 é indicada pelo USDA em 147,9 milhões de sacas, apresentando aumento de 7,52% sobre as 137,558 milhões de sacas de 2011/12. O consumo é estimado em 2012/13 em 141,708 milhões de sacas, com incremento de 2,01% sobre 201/12 (138,910 milhões de sacas).
FITCH AFIRMA RATING DOS EUA EM AAA;
PERSPECTIVA CONTINUA NEGATIVA Nova York, 10/07/2012 -
A agência de classificação de risco Fitch reafirmou hoje os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira dos Estados Unidos em AAA. Simultaneamente, o teto país foi reafirmado em AAA, e os ratings de curto prazo mantidos em F1+. A perspectiva para os ratings de longo prazo foi mantida em "negativa"."A afirmação do rating AAA dos EUA é baseada na sua economia altamente produtiva, diversificada e saudável; sua flexibilidade monetária e da taxa de juros; e a excepcional flexibilidade de financiamento gerada pelo status de moeda de reserva global do dólar. Os ricos fiscais e macroeconômicos oriundos do setor financeiro são moderados e estão diminuindo. O perfil de crédito dos EUA também se beneficia do respeito aos direitos à propriedade, o papel do sistema judiciário e o alto grau de estabilidade política e social", diz a Fitch em relatório.A agência acredita que a lenta recuperação dos EUA reflete o reequilíbrio gradual da economia, notadamente a queda nas dívidas excessivas das famílias e a correção no mercado imobiliário, em vez de uma redução permanente na taxa de crescimento potencial do país. "Com as dívidas das famílias recuando para nos níveis pré-crise, o mercado imobiliário começando a se estabilizar e a situação saudável das finanças no setor corporativo, a Fitch acredita que a recuperação econômica vai se acelerar gradualmente em 2013 e 2014; e no médio prazo a Fitch projeta que a economia vai se expandir a uma taxa anual média de cerca de 2,5%", afirma a agência.A Fitch aponta que os ricos para suas projeções para a economia norte-americana são de baixa, em sua maioria, em função das incertezas em relação à política fiscal dos EUA e da crise da dívida na Europa, além da recessão no continente. Além disso, a agência acredita que o espaço para estímulos fiscais e de política monetária diminuiu bastante.A agência reduziu sua projeção para o rating de longo prazo dos EUA para "negativa" em 28 de novembro do ano passado, após o fracasso da Casa Branca em chegar a um acordo com o Congresso para um projeto de redução da dívida pública. "Isso se deveu principalmente à baixa confiança da Fitch de que as medidas fiscais necessárias para colocar as finanças públicas dos EUA em um caminho sustentável estavam próximas".A Fitch afirma que a perspectiva negativa para a nota soberana dos EUA também reflete as incertezas sobre os aumentos de impostos e cortes de gastos relacionados com o chamado "impasse fiscal", que pesam sobre as projeções para a economia no curto prazo. "Uma contração fiscal equivalente a 5% do PIB, que está implícita na legislação atual, levaria os EUA a uma recessão desnecessária e evitável", diz a agência.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos consistentes, que permitiram uma ampliação do cenário favorável da semana. Contudo, a posição setembro não conseguiu testar a máxima da semana anterior, em 187,10 centavos por libra e, assim, uma desaceleração dos ganhos da manhã foi sentida ao longo da segunda parte do pregão. O café conseguiu se dissociar dos mercados externos e ter um dia de altas, mesmo com a pressão de nova valorização do dólar em relação a algumas moedas internacionais e também com a retração de vários segmentos de risco, como é o caso das commodities. Tecnicamente, o café volta a demonstrar consistência e já dá sinais de que pode buscar testar níveis de médias móveis de preço de prazos mais longos. Por outro lado, alguns traders consideram que o quadro gráfico começa a demonstrar um viés sobrecomprado, o que poderia abrir espaço para algumas realizações e correções, principalmente se algumas resistências básicas não forem rompidas mais facilmente, como o verificado ao longo desta terça-feira. O mercado se volta também para o mercado de opções, com o vencimento desses ativos de agosto se dando na próxima sexta-feira, o que pode direcionar alguns operadores a buscar patamares de preço diferenciados. Para alguns players, a tendência é que se busca posicionar os futuros para um nível entre 180,00 e 185,00 centavos, na base setembro, com foco para esse vencimento. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 215 pontos, com 184,50 centavos, sendo a máxima em 186,60 e a mínima em 180,20 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 210 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 189,35 e a mínima em 183,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve retração de 22 dólares, com 2.013 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 20 dólares, com 2.024 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os ganhos vão sendo gradativos na bolsa nova-iorquina, com o setembro conseguindo romper alguns níveis de preço, com algumas realizações no meio do caminho. Para alguns desses analistas, o alvo mais imediato é o patamar de 190,00 centavos por libra que, se testado, poderia abrir espaço para compras mais consideráveis. Os diferenciais de Nova Iorque para os robustas em Londres continuam se alargando, passando de 90 centavos na segunda-feira para 93,5 centavos, o maior nível em dez semanas. "Alguns dealers continuam a comprar arábica e vender robusta, sendo que essa segunda variedade chegou a bater, ao longo desta terça, no menor nível de preços desde 30 de abril. Com isso, já trabalhamos com a expectativa de voltarmos a ter um spread normalizado entre os arábicas e robustas", indicou um trader. Os preços do café arábica também estão tendo um suporte climático, com a possibilidade da chegada de um novo fenômeno El Niño, que poderia afetar a produção de café de países como Brasil e Colômbia, indicou o banco Societé Generale. "As projeções de produção continuam sendo otimistas, mas poderemos sofrer com algumas retrações", indicou a instituição em comentário. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 6, somaram 135.243 sacas, contra 130.905 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 9.322 sacas, indo para 1.659.963 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.491 lotes, com as opções tendo 3.306 calls e 2.610 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 186,60, 187,00-187,10, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50 e 194,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 180,20, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00 e 174,65 centavos por libra.
Londres tem novo dia de retração e toca mínima de 30 de abril
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em um dia relativamente movimentado e com considerável volatilidade. Ao longo da sessão, o setembro experimentou fortes quedas e chegou a tocar na mínima de 1.966 dólares, menor cotação desde 30 de abril. No entanto, nas baixas, algumas recompras e aquisições de indústrias de torrefação foram verificadas, o que permitiu a desaceleração das perdas e o setembro conseguisse, inclusive, fechar dentro do nível de 2.000 dólares. De acordo com analistas internacionais, o café em Londres sofreu com a influência externa, principalmente com o dólar em alta estimulando novas liquidações. Por sua vez, o quadro de vendas dosadas por parte de origens já não é tão nítido quanto o verificado até há algumas semanas. Novas vendas permitem que os preços recuem consideravelmente. "Não temos a consistência que era verificada até há algumas sessões. Os diferenciais contra os arábicas em Nova Iorque, que estavam consideravelmente curtos, voltaram a demonstrar uma ampliação considerável. Mas, ainda assim, não podemos indicar que a tendência atual seja baixista, já que alguns parâmetros importantes conseguem ser mantidos", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 14,4 mil lotes, com o novembro tendo 6,35 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve retração de 22 dólares, com 2.013 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 20 dólares, com 2.024 dólares por tonelada
. DÓLAR FECHA EM ALTA DEPOIS DE DETERIORAÇÃO DO AMBIENTE EXTERNO
São Paulo, 10/07/2012 -
O dólar à vista fechou o dia na máxima, cotado a R$ 2,040 (+0,44%) no balcão, enquanto o dólar agosto valia R$ 2,046, também em alta de 0,44%, pouco depois das 17h00. A trajetória da moeda norte-americana ante o real nesta terça-feira acompanhou, principalmente, o ambiente internacional, que começou otimista em função do alívio dado pela União Europeia à Espanha, mas foi deteriorando no decorrer do dia.A decisão do Eurogrupo de garantir à Espanha um ano a mais para que o país atinja a meta de redução do déficit orçamentário e fornecer € 30 bilhões para ajuda aos bancos animou os mercados na abertura do dia. Em pouco tempo, no entanto, o mercado de moedas de risco, principalmente as atreladas às commodities, passou a sentir o peso dos dados da balança comercial chinesa. Mais especificamente, na desaceleração do crescimento das importações e da queda das compras de metais em junho com relação a maio.Para fortalecer o quadro negativo com que os negócios foram encerrados, houve o comentário do premiê italiano, Mario Monti. Ele não descartou a possibilidade da Itália pedir ajuda ao Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) e jogou o euro nas mínimas ante o dólar em dois anos, o que pressionou ainda mais a relação dólar/real.Internamente, os operadores do segmento comercial perceberam um "claro fluxo negativo", o que completou o ambiente que determinou a alta do dólar ao final do dia. Mas um descompasso ocorreu na cotação do dólar à vista da BM&F, que encerrou o pregão com perda de 0,20% a R$ 2,034.A diferença pode ser explicada pela falta de liquidez. Com somente nove negócios fechados por esse sistema de negociação, a cotação não acompanhou o comportamento geral do mercado doméstico de câmbio.
QUADRO DO USDA DE OFERTA E DEMANDA -
ESTOQUES 2012/13 SOBEM 12,9%Os estoques finais mundiais de café da temporada 2012/13 deverão ficar em 27,201 milhões de sacas de 60 quilos, com um incremento de 12,9% na comparação com 2011/12, quando os estoques foram apontados em 24,101 milhões de sacas. As estimativas são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), partindo de seu último relatório. A produção total mundial 2012/13 é indicada pelo USDA em 147,9 milhões de sacas, apresentando aumento de 7,52% sobre as 137,558 milhões de sacas de 2011/12. O consumo é estimado em 2012/13 em 141,708 milhões de sacas, com incremento de 2,01% sobre 201/12 (138,910 milhões de sacas).
FITCH AFIRMA RATING DOS EUA EM AAA;
PERSPECTIVA CONTINUA NEGATIVA Nova York, 10/07/2012 -
A agência de classificação de risco Fitch reafirmou hoje os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira dos Estados Unidos em AAA. Simultaneamente, o teto país foi reafirmado em AAA, e os ratings de curto prazo mantidos em F1+. A perspectiva para os ratings de longo prazo foi mantida em "negativa"."A afirmação do rating AAA dos EUA é baseada na sua economia altamente produtiva, diversificada e saudável; sua flexibilidade monetária e da taxa de juros; e a excepcional flexibilidade de financiamento gerada pelo status de moeda de reserva global do dólar. Os ricos fiscais e macroeconômicos oriundos do setor financeiro são moderados e estão diminuindo. O perfil de crédito dos EUA também se beneficia do respeito aos direitos à propriedade, o papel do sistema judiciário e o alto grau de estabilidade política e social", diz a Fitch em relatório.A agência acredita que a lenta recuperação dos EUA reflete o reequilíbrio gradual da economia, notadamente a queda nas dívidas excessivas das famílias e a correção no mercado imobiliário, em vez de uma redução permanente na taxa de crescimento potencial do país. "Com as dívidas das famílias recuando para nos níveis pré-crise, o mercado imobiliário começando a se estabilizar e a situação saudável das finanças no setor corporativo, a Fitch acredita que a recuperação econômica vai se acelerar gradualmente em 2013 e 2014; e no médio prazo a Fitch projeta que a economia vai se expandir a uma taxa anual média de cerca de 2,5%", afirma a agência.A Fitch aponta que os ricos para suas projeções para a economia norte-americana são de baixa, em sua maioria, em função das incertezas em relação à política fiscal dos EUA e da crise da dívida na Europa, além da recessão no continente. Além disso, a agência acredita que o espaço para estímulos fiscais e de política monetária diminuiu bastante.A agência reduziu sua projeção para o rating de longo prazo dos EUA para "negativa" em 28 de novembro do ano passado, após o fracasso da Casa Branca em chegar a um acordo com o Congresso para um projeto de redução da dívida pública. "Isso se deveu principalmente à baixa confiança da Fitch de que as medidas fiscais necessárias para colocar as finanças públicas dos EUA em um caminho sustentável estavam próximas".A Fitch afirma que a perspectiva negativa para a nota soberana dos EUA também reflete as incertezas sobre os aumentos de impostos e cortes de gastos relacionados com o chamado "impasse fiscal", que pesam sobre as projeções para a economia no curto prazo. "Uma contração fiscal equivalente a 5% do PIB, que está implícita na legislação atual, levaria os EUA a uma recessão desnecessária e evitável", diz a agência.
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