Roubini: Se Grécia sair, haverá corrida aos depósitos em Portugal, Espanha e Itália
O economista norte-americano Nouriel Roubini alertou hoje para o colapso da zona euro se a Grécia sair da moeda única, sublinhando que este cenário "sairia mais caro" à Alemanha do que ajudar os parceiros europeus. "Quem cortar a corrente aos gregos, provocará o desmoronamento total da zona euro", disse o professor de economia, que se tornou famoso por ter sido um dos que previu a quebra do mercado imobiliário norte-americano e a subsequente crise económica e financeira internacional, a partir de 2007. Se a Grécia entrar em colapso "haverá uma corrida aos depósitos nos bancos em Portugal na Espanha e na Itália", alertou o ex-conselheiro da administração norte-americana, traçando um cenário que muitos analistas consideram possível, se a aliança da esquerda radical helénica, a Syriza, que pretende denunciar o memorando de entendimento com a 'troika', ganhar as legislativas do próximo domingo. Perante os riscos de um contágio ainda maior a várias economias da moeda única, Roubini acha aconselhável manter a Grécia no euro, ou pela menos possibilitar-lhe uma saída gradual, ou seja, continuar a ajudar financeiramente Atenas, mesmo se o país voltar à sua antiga moeda, o Dracma. "Ambas as soluções são mais baratas para os contribuintes alemães do que deixar a zona euro afundar-se", sublinhou Roubini. Em entrevista conjunta com o professor de economia da Universidade norte-americana de Harvard ao site Spiegel Online, Roubini explicou ainda o que pode acontecer à maior economia europeia se a zona euro implodir. "O bem-estar alemão depende da união monetária, porque os exportadores alemães têm vantagens com o euro, a zona euro absorve 42 por cento das exportações alemãs, e não interessa à Alemanha ter metade deste mercado em recessão", vincou Roubini. As exportações da Alemanha para Espanha, Grécia, Itália e Portugal caíram acentuadamente no primeiro trimestre de 2012, segundo dados publicados no princípio deste mês pelo Instituto Federal de Estatística (Destatis). As vendas alemãs a Itália recuaram 7,6 por cento, à Espanha 7,8 por cento, a Portugal 14 por cento e à Grécia 9,8 por cento, no referido período, em comparação com igual trimestre de 2011, revelou o Destatis.
terça-feira, 12 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Café volta a ser pressionado e atinge nova mínima na ICE
Café volta a ser pressionado e atinge nova mínima na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, após a primeira posição, mais uma vez, marcar a mínima de mais de 23 meses, num quadro consolidativo da fraqueza que vem regendo os negócios de café há mais de um ano. Em um dia com um volume de negócios altos, as compras foram bastante limitadas e sem conseguir buscar nenhuma resistência mais efetiva, o mercado abril espaço para novas vendas. Com isso, o julho rompeu a mínima recente, em 154,60 centavos, em mais uma demonstração da fraqueza dos fundamentos. No entanto, não houve o acionamento de novos stops de venda, o que permitiu que o fechamento se desse em níveis relativamente modestos de perdas. Tecnicamente, o mercado não apresenta novidades. A tendência de curto, médio e longo prazo se mostra baixista. Mesmo com a avaliação de gráficos de que a situação é de sobrevenda, não há "fôlego" para se efetuar correções básicas e resistências primárias, como o nível de 160,00 centavos, não conseguem ser buscadas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 50 pontos, com 155,10 centavos, sendo a máxima em 157,90 e a mínima em 153,70 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 156,70 centavos, sendo a máxima em 159,60 e a mínima em 155,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 12 dólares com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.071 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas vendas especulativas. O julho teve o nível de 154,60 centavos rompido e, com isso, uma nova mínima de quase dois anos foi experimentada, em 153,70 centavos. No entanto, indicaram os analistas, nas mínimas, algumas compras especulativas e de comerciais puderam ser notadas, o que permitiu que as perdas do dia fossem minimizadas, ainda que o clima baixistas se mantenha efetivo. "Boa parte das quedas vieram também como reflexo dos mercados externos. A questão da ajuda econômica a Espanha não foi muito bem 'digerida' e as bolsas nos Estados Unidos caíram. O complexo de commodities também recuou, com o petróleo, café, ouro, entre outros produtos tendo perdas", sustentou um trader, que lembrou que as quedas do dia foram mais consistentes no after-hours, que teve o julho encerrando a 154,10 centavos por libra para o julho. "Ninguém se arrisca em investir suas fichas nesse mercado, já que existe o temor com o cenário macroeconômico", disse um dealer, ao ressaltar que fatores como a crise na Europa tem um valor muito alto para a composição das perdas do café. "A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o 'C', que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há três anos, é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal. Parece que só mesmo os fundos vendidos em Nova Iorque, com uma possível cobertura de suas posições, é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas. A tendência de baixa continua intacta, tecnicamente falando", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que, no entanto, acredita na preservação do nível de 150,00 centavos por libra. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 400 sacas, indo para 1.563.742 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.739 lotes, com as opções tendo 493 calls e 425 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,70, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, após a primeira posição, mais uma vez, marcar a mínima de mais de 23 meses, num quadro consolidativo da fraqueza que vem regendo os negócios de café há mais de um ano. Em um dia com um volume de negócios altos, as compras foram bastante limitadas e sem conseguir buscar nenhuma resistência mais efetiva, o mercado abril espaço para novas vendas. Com isso, o julho rompeu a mínima recente, em 154,60 centavos, em mais uma demonstração da fraqueza dos fundamentos. No entanto, não houve o acionamento de novos stops de venda, o que permitiu que o fechamento se desse em níveis relativamente modestos de perdas. Tecnicamente, o mercado não apresenta novidades. A tendência de curto, médio e longo prazo se mostra baixista. Mesmo com a avaliação de gráficos de que a situação é de sobrevenda, não há "fôlego" para se efetuar correções básicas e resistências primárias, como o nível de 160,00 centavos, não conseguem ser buscadas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 50 pontos, com 155,10 centavos, sendo a máxima em 157,90 e a mínima em 153,70 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 156,70 centavos, sendo a máxima em 159,60 e a mínima em 155,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 12 dólares com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.071 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas vendas especulativas. O julho teve o nível de 154,60 centavos rompido e, com isso, uma nova mínima de quase dois anos foi experimentada, em 153,70 centavos. No entanto, indicaram os analistas, nas mínimas, algumas compras especulativas e de comerciais puderam ser notadas, o que permitiu que as perdas do dia fossem minimizadas, ainda que o clima baixistas se mantenha efetivo. "Boa parte das quedas vieram também como reflexo dos mercados externos. A questão da ajuda econômica a Espanha não foi muito bem 'digerida' e as bolsas nos Estados Unidos caíram. O complexo de commodities também recuou, com o petróleo, café, ouro, entre outros produtos tendo perdas", sustentou um trader, que lembrou que as quedas do dia foram mais consistentes no after-hours, que teve o julho encerrando a 154,10 centavos por libra para o julho. "Ninguém se arrisca em investir suas fichas nesse mercado, já que existe o temor com o cenário macroeconômico", disse um dealer, ao ressaltar que fatores como a crise na Europa tem um valor muito alto para a composição das perdas do café. "A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o 'C', que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há três anos, é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal. Parece que só mesmo os fundos vendidos em Nova Iorque, com uma possível cobertura de suas posições, é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas. A tendência de baixa continua intacta, tecnicamente falando", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que, no entanto, acredita na preservação do nível de 150,00 centavos por libra. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 400 sacas, indo para 1.563.742 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.739 lotes, com as opções tendo 493 calls e 425 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,70, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Roubini: "Desta vez a Europa está mesmo à beira do precipício"
Roubini: "Desta vez a Europa está mesmo à beira do precipício"
“Parece extraordinário que seja a Alemanha, precisamente, o país que parece não ter aprendido com a história. Obcecada com a ameaça inexistente da inflação, parece que a Alemanha actual dá mais importância ao ano 1923 (o ano da hiperinflação) que a 1933 (ano em que morreu a democracia)”, afirmam o economista Nouriel Roubini e o historiador Niall Ferguson em artigo de opinião no El País.
Os autores criticam o papel da Alemanha no desenrolar da crise da zona euro, consideram que o país foi o principal beneficiado da introdução da moeda única e que será o maior prejudicado se a recessão não for resolvida.
“Nós acreditamos que a política do Governo alemão de fazer algo que serve já de pouco e chega demasiado tarde, corre o risco de provocar precisamente uma repetição da crise da primeira metade do século XX, algo que a integração europeia pretendia evitar”, afirmam.
Para os membros do Conselho para o Futuro da Europa do Instituto Nicolas Berggruen, não seria mal para os alemães recordarem que “uma crise bancária ocorrida dois anos antes de 1933, contribuiu de forma directa à descomposição da democracia, não só no seu próprio país, mas em todo o continente”.
Como sair da crise?
“Em primeiro lugar”, escrevem, “é preciso estabelecer um programa de recapitalização – mediante acções preferenciais sem direito a voto – dos bancos da zona euro, tanto na periferia como no centro, directamente através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do seu sucessor, o Mecanismo de Estabilidade Financeira (MEE).
Para Roubini e Ferguson, a “estratégia actual de recapitalizar os bancos através de pedir emprestado aos mercados de dívida soberana, ou ao FEEF, foi desastrosa na Irlanda e na Grécia” porque provocou uma “explosão de dívida pública” e fez com que o Estado se tornasse mais insolvente, a tempo que os bancos se convertam num risco maior na medida em que mais dívida pública está “nas suas mãos”.
“Segundo, para evitar o pânico dos bancos da zona euro – um fenómeno que irá acontecer se a Grécia sair do euro e muito provavelmente em qualquer caso – é necessário criar um sistema europeu de garantia de depósitos”.
Prosperidade alemã
“A prosperidade actual da Alemanha é em grande parte uma consequência da união monetária", dizem Roubini e Ferguson. "O euro deu aos exportadores alemães um tipo de câmbio muito mais competitivo do que o velho marco. E o restdo da zona euro continua a ser o destino de 42% das exportações alemãs. Matar metade desse mercado numa recessão não pode ser benéfico para a Alemanha”.
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“Parece extraordinário que seja a Alemanha, precisamente, o país que parece não ter aprendido com a história. Obcecada com a ameaça inexistente da inflação, parece que a Alemanha actual dá mais importância ao ano 1923 (o ano da hiperinflação) que a 1933 (ano em que morreu a democracia)”, afirmam o economista Nouriel Roubini e o historiador Niall Ferguson em artigo de opinião no El País.
Os autores criticam o papel da Alemanha no desenrolar da crise da zona euro, consideram que o país foi o principal beneficiado da introdução da moeda única e que será o maior prejudicado se a recessão não for resolvida.
“Nós acreditamos que a política do Governo alemão de fazer algo que serve já de pouco e chega demasiado tarde, corre o risco de provocar precisamente uma repetição da crise da primeira metade do século XX, algo que a integração europeia pretendia evitar”, afirmam.
Para os membros do Conselho para o Futuro da Europa do Instituto Nicolas Berggruen, não seria mal para os alemães recordarem que “uma crise bancária ocorrida dois anos antes de 1933, contribuiu de forma directa à descomposição da democracia, não só no seu próprio país, mas em todo o continente”.
Como sair da crise?
“Em primeiro lugar”, escrevem, “é preciso estabelecer um programa de recapitalização – mediante acções preferenciais sem direito a voto – dos bancos da zona euro, tanto na periferia como no centro, directamente através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do seu sucessor, o Mecanismo de Estabilidade Financeira (MEE).
Para Roubini e Ferguson, a “estratégia actual de recapitalizar os bancos através de pedir emprestado aos mercados de dívida soberana, ou ao FEEF, foi desastrosa na Irlanda e na Grécia” porque provocou uma “explosão de dívida pública” e fez com que o Estado se tornasse mais insolvente, a tempo que os bancos se convertam num risco maior na medida em que mais dívida pública está “nas suas mãos”.
“Segundo, para evitar o pânico dos bancos da zona euro – um fenómeno que irá acontecer se a Grécia sair do euro e muito provavelmente em qualquer caso – é necessário criar um sistema europeu de garantia de depósitos”.
Prosperidade alemã
“A prosperidade actual da Alemanha é em grande parte uma consequência da união monetária", dizem Roubini e Ferguson. "O euro deu aos exportadores alemães um tipo de câmbio muito mais competitivo do que o velho marco. E o restdo da zona euro continua a ser o destino de 42% das exportações alemãs. Matar metade desse mercado numa recessão não pode ser benéfico para a Alemanha”.
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domingo, 10 de junho de 2012
DIFERENCIAIS EM TENDÊNCIA DE AJUSTE
DIFERENCIAIS EM TENDÊNCIA DE AJUSTE
Pela primeira vez desde 2008 a China corta sua taxa de juros, e ao mesmo tempo dá mais liberdade ao setor bancário para fazer empréstimos.
O mercado gostou da novidade e bolsas de ações e índices de commodities fecharam a semana em território positivo.
Por outro lado o sinal é de que a economia chinesa está tendo um crescimento pior do que se espera – alguns analistas apostam em menos de 7% em 2012. Da mesma forma os dados do PIB brasileiro mostraram um enfraquecimento no primeiro trimestre do ano, e na Índia a economia está longe da performance positiva vista em anos recentes. Ou seja, os BRIC que serviram de fonte de ânimo para muitos investidores, estão patinando.
Na Europa a declaração do primeiro-ministro espanhol sobre a necessidade de recapitalização dos bancos reflete que os líderes não têm muito mais para onde fugir. A revista “The Economist” desta semana pega pesado colocando a responsabilidade de “salvar o planeta” nas costas da primeira-ministra alemã, Angela Merkel.
Em uma semana de dois feriados na Inglaterra, e um no mundo cristão o café em Nova Iorque voltou a fazer novas mínimas, e Londres viu finalmente fundos reduzirem um pouco as suas posições compradas.
Dados de exportações brasileiras de maio divulgados pelo CECAFÉ mais uma vez comprovam um volume acima de 2 milhões de sacas, para a decepção dos altistas – ainda que não seja surpresa.
O destaque de embarques maiores, fora Vietnã, tem sido Honduras que no atual ano-safra incrementou suas exportações em 24.6% para um total de 3,97 milhões de sacas entre outubro e maio.
No físico os diferenciais do arábica para praticamente todas as origens enfraqueceram nos últimos dias, muito embora a negociação em geral é pequena. Para não dizer que não houve ofertas mais altas, cafés da África tem se mantido um pouco mais firmes, ajudados levemente por uma procura timidamente melhor.
A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o “C”, que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há 3 anos), é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal.
Parece que só mesmo os fundos vendidos em NY com uma possível cobertura de suas posições é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas.
A tendência de baixa continua intacta tecnicamente falando, mas por ora acho que o mercado deve respeitar os US$ 150 centavos por libra.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
Pela primeira vez desde 2008 a China corta sua taxa de juros, e ao mesmo tempo dá mais liberdade ao setor bancário para fazer empréstimos.
O mercado gostou da novidade e bolsas de ações e índices de commodities fecharam a semana em território positivo.
Por outro lado o sinal é de que a economia chinesa está tendo um crescimento pior do que se espera – alguns analistas apostam em menos de 7% em 2012. Da mesma forma os dados do PIB brasileiro mostraram um enfraquecimento no primeiro trimestre do ano, e na Índia a economia está longe da performance positiva vista em anos recentes. Ou seja, os BRIC que serviram de fonte de ânimo para muitos investidores, estão patinando.
Na Europa a declaração do primeiro-ministro espanhol sobre a necessidade de recapitalização dos bancos reflete que os líderes não têm muito mais para onde fugir. A revista “The Economist” desta semana pega pesado colocando a responsabilidade de “salvar o planeta” nas costas da primeira-ministra alemã, Angela Merkel.
Em uma semana de dois feriados na Inglaterra, e um no mundo cristão o café em Nova Iorque voltou a fazer novas mínimas, e Londres viu finalmente fundos reduzirem um pouco as suas posições compradas.
Dados de exportações brasileiras de maio divulgados pelo CECAFÉ mais uma vez comprovam um volume acima de 2 milhões de sacas, para a decepção dos altistas – ainda que não seja surpresa.
O destaque de embarques maiores, fora Vietnã, tem sido Honduras que no atual ano-safra incrementou suas exportações em 24.6% para um total de 3,97 milhões de sacas entre outubro e maio.
No físico os diferenciais do arábica para praticamente todas as origens enfraqueceram nos últimos dias, muito embora a negociação em geral é pequena. Para não dizer que não houve ofertas mais altas, cafés da África tem se mantido um pouco mais firmes, ajudados levemente por uma procura timidamente melhor.
A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o “C”, que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há 3 anos), é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal.
Parece que só mesmo os fundos vendidos em NY com uma possível cobertura de suas posições é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas.
A tendência de baixa continua intacta tecnicamente falando, mas por ora acho que o mercado deve respeitar os US$ 150 centavos por libra.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
sábado, 9 de junho de 2012
Café bate em nova mínima e fecha em baixa na ICE Futures 08/06/2012
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um novo dia de perdas, ainda que moderadas, em uma sessão em que a baixa recente foi rompida. Ao longo do dia, o mercado marcou seu menor patamar em 23 meses, ao atingir os 154,60 centavos e suplantar os 154,65 centavos de 4 de junho. Apesar disso, o acionamento de stops de venda, como era esperado por alguns operadores, não se efetivou e o mercado chegou a registrar algumas recompras, o que permitiu fazer com que o fechamento se desse com um recuo pouco pronunciado. Alguns operadores ressaltaram que o dia foi caracterizado pela estabilidade de preços ao longo de boa parte da sessão, mas que, na segunda metade do dia, algumas ordens de venda mais fortes teriam sido emitidas, o que abriu espaço para as quedas e para a nova marca de baixa. Os bears (baixistas), contudo, não demonstraram o fôlego recente para continuar a efetuar as vendas e, com isso, a desaceleração das baixas foi possível. Tecnicamente, o mercado dá demonstrações claras de seu viés baixista e a expectativa dos players é de que novas perdas possam ser produzidas no curto prazo. Mesmo diante de um quadro sobrevendido, os bulls (altistas) não demonstram poder em tentar uma ação de correção, não conseguindo nem sequer testar resistências bastante básicas. Fundamentalmente, alguns operadores voltaram a indicar preocupação quanto ao clima no Brasil. O centro-sul do país volta a registrar temperaturas baixas, ainda que institutos de meteorologia tenham descartado a possibilidade de geadas nos próximos dias. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 105 pontos, com 155,60 centavos, sendo a máxima em 157,70 e a mínima em 154,60 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 100 pontos, com a libra a 157,40 centavos, sendo a máxima em 159,40 e a mínima em 156,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 49 dólares com 2.074 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 49 dólares, com 2.078 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os mercados externos colaboraram para mais um dia de comportamento ruim dos arábicas em Nova Iorque. Várias das vendas produzidas ao longo da sessão e que permitiram construir uma nova mínima em quase dois anos estiveram relacionadas ao dólar, que registrou mais uma valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais. Com isso, o complexo de commodities voltou a ser pressionado, com o índice CRB tendo, ao final desta sexta, retração de 0,31%. "Tivemos uma sessão de consolidação que, posteriormente, assumiu uma feição de novas perdas, com uma nova mínima se formando. Tecnicamente, o café se mostra 'abalado' e não consegue ter força básica para tentar qualquer tipo de reversão. Adicionalmente, o cenário externo auxilia para que o quadro se torne ainda mais dramático. Vivemos um viés baixista de curto, médio e longo prazo", indicou um trader. "Os fundamentos do mercado de café são positivos e devem continuar assim, mas as cotações não param de recuar com o pessimismo dos operadores, que preocupados com a situação da economia na zona do euro e seus reflexos no cenário mundial, trabalham com metas de curtíssimo prazo, não se importando com os apertados estoques mundiais ou com o precário equilíbrio entre produção e consumo global. As mudanças climáticas que vêm afetando a produção de café em muitas das principais regiões produtoras não são levadas em consideração, pois não são consideradas ameaça para análises focadas apenas nos próximos dias ou semanas", apontou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.470 sacas, indo para 1.564.142 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.611 lotes, com as opções tendo 532 calls e 4.935 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,70, 158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,60, 154,50, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Café mantém intervalos e fecha quinta-feira com ganhos na ICE
Café mantém intervalos e fecha quinta-feira com ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas ligeiras, em uma sessão calma, com pouca volatilidade, com a posição julho variando menos de 400 pontos. Consolidado, o mercado manteve os padrões construídos ao longo dos últimos dias, após as fortes baixas que permitiram ao primeiro contrato testar o nível de 23 meses. Ao final, algumas compras especulativas deram sustentação aos negócios e os ganhos foram registrados, em um dia de bolsas internacionais estáveis, assim como dólar e a variação dos preços do complexo commodities. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 75 pontos, com 156,65 centavos, sendo a máxima em 158,10 e a mínima em 154,25 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 40 pontos, com a libra a 158,40 centavos, sendo a máxima em 160,00 e a mínima em 156,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 51 dólares com 2.123 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 37 dólares, com 2.127 dólares por tonelada. Segundo analistas internacionais, após as quedas recentes, o café entrou em uma linha consolidativa nesta semana, com um padrão primário dominante bear (baixista) intacto. Esses especialistas avaliam que o café está inserido em um "espiral de baixa" e que não dá sinais de conseguir se desvencilhar dele tão cedo. Ao longo da semana, o mercado atingiu a nova marca de baixa recente, 154,65 centavos, em 4 de junho, com a alta da semana vindo na esteira, em 5 de junho, no nível de 159,35 centavos. Terry Gabriel, diretor de análises técnicas da 4Cast Inc, indicou que "nós estamos tendo uma tendência muito forte de baixa fazendo efetivo no mercado. Mas, verificamos um cenário sobrevendido em gráficos diários e semanais e isso pode abrir espaço para termos alguma reação para cima", disse. Avaliando o índice de força relativa de nove dias, que é uma ferramenta dinâmica e amplamente utilizada por operadores em mercados de matérias-primas, se observa que o indicador bateu nos 16% em 1 de junho. Qualquer indicativo abaixo de 30% é considerado sobrevendido. Nesta quinta-feira, esse indicador subiu para 25%, com tendência de alta. geralmente, quando essa marca cruza acima dos 30% ocorre o que o mercado chama de "cruzamento altista" e isso é considerado um sinal positivo para os preços. Se isso efetivamente ocorrer é possível que alguns ganhos mais consideráveis sejam verificados no curto prazo. Gabriel indicou que os trader que atuam no segmento de café devem ficar atentos "a essas reações modestas para cima", sendo que considera que os rallies deverão ser de duração reduzida. "Eu vejo que o mercado pode voltar a cair se não conseguir se posicionar na zona de resistência de 165,00/175,00 centavos, mas se isso for efetivado teremos uma contra tendência", indicou. Numa perspectiva de longo prazo, baseada na média móvel de 200 dias, hoje em 217,71 centavos, o mercado se mostra muito abaixo, o que é um sinal baixista. Assim, no geral, Gabriel ainda se mostra negativo. "Numa perspectiva geral, a tendência ainda é de baixa", sustentou. Para o especialista, o julho pode ter como alvo o nível de 137,40 centavos por libra, mínima de junho de 2010. Para os traders, o diretor de análises ressaltou que mantém o viés baixista. "Há a expectativa quanto a esse nível de 165,00/175,00 centavos, mas se, para baixo, rompermos os 154,65 centavos, vamos testar baixas de múltiplos meses", complementou. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.086 sacas, indo para 1.560.402 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.083 lotes, com as opções tendo 1.186 calls e 931 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 158,10, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,25, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas ligeiras, em uma sessão calma, com pouca volatilidade, com a posição julho variando menos de 400 pontos. Consolidado, o mercado manteve os padrões construídos ao longo dos últimos dias, após as fortes baixas que permitiram ao primeiro contrato testar o nível de 23 meses. Ao final, algumas compras especulativas deram sustentação aos negócios e os ganhos foram registrados, em um dia de bolsas internacionais estáveis, assim como dólar e a variação dos preços do complexo commodities. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 75 pontos, com 156,65 centavos, sendo a máxima em 158,10 e a mínima em 154,25 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 40 pontos, com a libra a 158,40 centavos, sendo a máxima em 160,00 e a mínima em 156,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 51 dólares com 2.123 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 37 dólares, com 2.127 dólares por tonelada. Segundo analistas internacionais, após as quedas recentes, o café entrou em uma linha consolidativa nesta semana, com um padrão primário dominante bear (baixista) intacto. Esses especialistas avaliam que o café está inserido em um "espiral de baixa" e que não dá sinais de conseguir se desvencilhar dele tão cedo. Ao longo da semana, o mercado atingiu a nova marca de baixa recente, 154,65 centavos, em 4 de junho, com a alta da semana vindo na esteira, em 5 de junho, no nível de 159,35 centavos. Terry Gabriel, diretor de análises técnicas da 4Cast Inc, indicou que "nós estamos tendo uma tendência muito forte de baixa fazendo efetivo no mercado. Mas, verificamos um cenário sobrevendido em gráficos diários e semanais e isso pode abrir espaço para termos alguma reação para cima", disse. Avaliando o índice de força relativa de nove dias, que é uma ferramenta dinâmica e amplamente utilizada por operadores em mercados de matérias-primas, se observa que o indicador bateu nos 16% em 1 de junho. Qualquer indicativo abaixo de 30% é considerado sobrevendido. Nesta quinta-feira, esse indicador subiu para 25%, com tendência de alta. geralmente, quando essa marca cruza acima dos 30% ocorre o que o mercado chama de "cruzamento altista" e isso é considerado um sinal positivo para os preços. Se isso efetivamente ocorrer é possível que alguns ganhos mais consideráveis sejam verificados no curto prazo. Gabriel indicou que os trader que atuam no segmento de café devem ficar atentos "a essas reações modestas para cima", sendo que considera que os rallies deverão ser de duração reduzida. "Eu vejo que o mercado pode voltar a cair se não conseguir se posicionar na zona de resistência de 165,00/175,00 centavos, mas se isso for efetivado teremos uma contra tendência", indicou. Numa perspectiva de longo prazo, baseada na média móvel de 200 dias, hoje em 217,71 centavos, o mercado se mostra muito abaixo, o que é um sinal baixista. Assim, no geral, Gabriel ainda se mostra negativo. "Numa perspectiva geral, a tendência ainda é de baixa", sustentou. Para o especialista, o julho pode ter como alvo o nível de 137,40 centavos por libra, mínima de junho de 2010. Para os traders, o diretor de análises ressaltou que mantém o viés baixista. "Há a expectativa quanto a esse nível de 165,00/175,00 centavos, mas se, para baixo, rompermos os 154,65 centavos, vamos testar baixas de múltiplos meses", complementou. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.086 sacas, indo para 1.560.402 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.083 lotes, com as opções tendo 1.186 calls e 931 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 158,10, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,25, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
domingo, 3 de junho de 2012
ESTOQUES QUE PRECISAM ENCONTRAR DEMANDA Por Rodrigo Costa
Em um cenário macroeconômico machucado, os Estados Unidos vinham mostrando sinais relativamente melhores que outras economias “ricas”. Ao que tudo indica o inverno ameno por aqui ajudou a estimular o consumo, adicionando trabalhadores no mercado e por consequência deixando muitos analistas mais otimistas para o ano de 2012.
Na sexta-feira os ânimos esfriaram com as revisões negativas da criação de postos de trabalho no mês de abril, e dos números de maio que vieram bem abaixo do esperado.
O efeito negativo fez com que o índice Dow Jones devolvesse todos os ganhos do ano, deixando no verde apenas o Nasdaq com ganho de 5.46% (graças principalmente a Apple), o S&P que está positivo 1.63% e o DAX (Alemanha) que ganhou 2.58% até 1º de junho.
Os investidores, mesmo receosos, tem dado preferência ao dólar americano (ou seria falta de opção?), que está no maior patamar desde 2010 considerando uma cesta de moedas (o DXY). Da mesma forma os títulos da dívida americana atingem recordes históricos (e rentabilidade-real negativa).
A moeda comum da Europa quebrou o patamar de 1.25 contra o dólar, pressionando os principais índices de commodities. Os três mais seguidos, CRB, DJUBS e SPGSCI, caíram 4.84%, 4.27%, e 6.11% respectivamente. Um indicador de retração da atividade industrial Chinesa divulgado na semana também trouxe vendas para praticamente todas as matérias-primas.
No café a estória não foi diferente, fundos mais uma vez liquidaram compras e colocaram vendas novas nos livros (em NY). A queda no arábica foi de US$ 13.62 por saca em cinco dias, e no robusta US$ 4.50 por saca.
Curioso notar que os comerciais, leia-se torradores e dealers, corajosamente compraram mais de 1 milhão de sacas entre os dias 23 e 29 de maio – e provavelmente compraram um pouco mais na quarta, quinta e sexta também.
Por outro lado, no físico não se fala de muitos negócios. A demanda para cafés suaves é muito retraída e a procura pelos naturais é feita com parcimônia – dada a crença de que a entrada da safra brasileira pressionará os diferenciais.
No robusta os preços mesmo estando altos encontram melhor interesse. A arbitragem entre LIFFE e ICE beira os US$ 60 centavos por libra, nível que poderemos encontrar um suporte momentâneo dada a posição bem comprada dos fundos em Londres, e bem vendida dos mesmos em Nova Iorque.
Mais números sobre produção divulgados na semana chamaram a atenção dos baixistas. O USDA disse que a safra 12/13 do Vietnã pode chagar a 22.45 milhões de sacas. No Brasil a agência Safras fala de uma produção de 54.9 milhões de sacas, sendo 14.5 milhões de conillon. Os que batem o pé dizendo que a produção do conillon será de 17 milhões, adicionam outros 2.5 aos 54.9, ou seja 57.4 – olha a confusão que se cria...
Dados de que as exportações mais baixas dos países membros da OIC, menor em 12.77% em abril comparado com o mesmo mês de 2011, nos faz crer em estoques ainda mais baixos nos destinos. Em algum momento isto será positivo, mas para tanto a indústria tem que usar mais do que está nas mãos dos intermediários (que não se incomodam em carregar estoques em função da estrutura do mercado).
A saca do café no Brasil a R$ 380.00 a bica causa desconforto aos que achavam que venderiam a R$ 600.00. Não dá para falar muita coisa a não ser o que sempre escrevemos por aqui, que só sabemos qual foi a alta depois que ela passou, e aí é tarde demais, portanto a disciplina é a regra do jogo.
A deterioração dos mercados internacionais pode pesar um pouco mais para o “C”, eventualmente fazendo o mesmo testar os US$ 150 centavos por libra.
O “limite” da alta por ora ficará ao redor de 170/175 centavos.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
Na sexta-feira os ânimos esfriaram com as revisões negativas da criação de postos de trabalho no mês de abril, e dos números de maio que vieram bem abaixo do esperado.
O efeito negativo fez com que o índice Dow Jones devolvesse todos os ganhos do ano, deixando no verde apenas o Nasdaq com ganho de 5.46% (graças principalmente a Apple), o S&P que está positivo 1.63% e o DAX (Alemanha) que ganhou 2.58% até 1º de junho.
Os investidores, mesmo receosos, tem dado preferência ao dólar americano (ou seria falta de opção?), que está no maior patamar desde 2010 considerando uma cesta de moedas (o DXY). Da mesma forma os títulos da dívida americana atingem recordes históricos (e rentabilidade-real negativa).
A moeda comum da Europa quebrou o patamar de 1.25 contra o dólar, pressionando os principais índices de commodities. Os três mais seguidos, CRB, DJUBS e SPGSCI, caíram 4.84%, 4.27%, e 6.11% respectivamente. Um indicador de retração da atividade industrial Chinesa divulgado na semana também trouxe vendas para praticamente todas as matérias-primas.
No café a estória não foi diferente, fundos mais uma vez liquidaram compras e colocaram vendas novas nos livros (em NY). A queda no arábica foi de US$ 13.62 por saca em cinco dias, e no robusta US$ 4.50 por saca.
Curioso notar que os comerciais, leia-se torradores e dealers, corajosamente compraram mais de 1 milhão de sacas entre os dias 23 e 29 de maio – e provavelmente compraram um pouco mais na quarta, quinta e sexta também.
Por outro lado, no físico não se fala de muitos negócios. A demanda para cafés suaves é muito retraída e a procura pelos naturais é feita com parcimônia – dada a crença de que a entrada da safra brasileira pressionará os diferenciais.
No robusta os preços mesmo estando altos encontram melhor interesse. A arbitragem entre LIFFE e ICE beira os US$ 60 centavos por libra, nível que poderemos encontrar um suporte momentâneo dada a posição bem comprada dos fundos em Londres, e bem vendida dos mesmos em Nova Iorque.
Mais números sobre produção divulgados na semana chamaram a atenção dos baixistas. O USDA disse que a safra 12/13 do Vietnã pode chagar a 22.45 milhões de sacas. No Brasil a agência Safras fala de uma produção de 54.9 milhões de sacas, sendo 14.5 milhões de conillon. Os que batem o pé dizendo que a produção do conillon será de 17 milhões, adicionam outros 2.5 aos 54.9, ou seja 57.4 – olha a confusão que se cria...
Dados de que as exportações mais baixas dos países membros da OIC, menor em 12.77% em abril comparado com o mesmo mês de 2011, nos faz crer em estoques ainda mais baixos nos destinos. Em algum momento isto será positivo, mas para tanto a indústria tem que usar mais do que está nas mãos dos intermediários (que não se incomodam em carregar estoques em função da estrutura do mercado).
A saca do café no Brasil a R$ 380.00 a bica causa desconforto aos que achavam que venderiam a R$ 600.00. Não dá para falar muita coisa a não ser o que sempre escrevemos por aqui, que só sabemos qual foi a alta depois que ela passou, e aí é tarde demais, portanto a disciplina é a regra do jogo.
A deterioração dos mercados internacionais pode pesar um pouco mais para o “C”, eventualmente fazendo o mesmo testar os US$ 150 centavos por libra.
O “limite” da alta por ora ficará ao redor de 170/175 centavos.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
Coffee Caps Monthly Slump; Sugar Declines; Cotton Rallies
BLOOMBERG (USA)
Coffee futures fell, capping the longest monthly slide in 31 years, as global supply outpaces demand, while slowing economies erode consumption prospects. Sugar also dropped. Cotton, cocoa and orange juice rose. Global coffee production will rise to 134.3 million bags in the season that started in October in most countries, up from a previous forecast of 132 million bags, Winterthur, Switzerland- based trader Volcafe said May 28. World consumption climbed 1.7 percent in 2011, below the average of the past 12 years, as higher prices curbed demand in some regions, according to the International Coffee Organization in London.
“Demand is off and production is proving to be much better than expected,” Judy Ganes-Chase, the president of J. Ganes Consulting in Katonah, New York, said in an e-mail.
Arabica coffee for July delivery dropped 2.3 percent to settle at $1.6065 a pound at 2 p.m. on ICE Futures U.S., after touching $1.6015, the lowest for a most-active contract since July 22, 2010. The commodity sank 11 percent in May, the sixth straight drop and the longest slump since November 1980.
Last week, the Brazilian real weakened to a three-year low against the dollar, bolstering prospects for higher exports from the South American nation, which is the world’s top producer of coffee, sugar and orange juice.
Increased output, softening demand and a falling real “seems to me to be a winning recipe for lower prices and more downside to go,” Ganes-Chase said.
Coffee’s decline today trailed only soybeans among the 24 raw materials tracked by the Standard & Poor’s GSCI Spot Index, which was down 13 percent for the month, the biggest drop since 2008.
“Macro-economic uncertainty remains a major driver in the coffee market, impacting currency relationships and potential future demand,” analysts at Rabobank International, led by Luke Chandler, said today in an e-mailed report.
Raw-sugar futures for July delivery slid 0.3 percent to 19.42 cents a pound in New York, posting a monthly decline of 8 percent, the third in a row.
Cotton futures for July delivery rose 0.9 percent to 71.55 cents a pound on ICE, reducing its monthly slide to 20 percent, the biggest since April last year.
Cocoa futures for July delivery climbed 0.6 percent to $2,083 a metric ton on ICE, trimming this month’s losses to 6.1 percent.
Orange-juice futures for July delivery advanced 1.1 percent to $1.1205 a pound. Still, the beverage plummeted 21 percent in May, the biggest decline since February 1999.
In London futures trading, robusta coffee also slid on NYSE Liffe. Refined sugar and cocoa increased.
A bag weighs 60 kilograms, or 132 pounds.
Coffee futures fell, capping the longest monthly slide in 31 years, as global supply outpaces demand, while slowing economies erode consumption prospects. Sugar also dropped. Cotton, cocoa and orange juice rose. Global coffee production will rise to 134.3 million bags in the season that started in October in most countries, up from a previous forecast of 132 million bags, Winterthur, Switzerland- based trader Volcafe said May 28. World consumption climbed 1.7 percent in 2011, below the average of the past 12 years, as higher prices curbed demand in some regions, according to the International Coffee Organization in London.
“Demand is off and production is proving to be much better than expected,” Judy Ganes-Chase, the president of J. Ganes Consulting in Katonah, New York, said in an e-mail.
Arabica coffee for July delivery dropped 2.3 percent to settle at $1.6065 a pound at 2 p.m. on ICE Futures U.S., after touching $1.6015, the lowest for a most-active contract since July 22, 2010. The commodity sank 11 percent in May, the sixth straight drop and the longest slump since November 1980.
Last week, the Brazilian real weakened to a three-year low against the dollar, bolstering prospects for higher exports from the South American nation, which is the world’s top producer of coffee, sugar and orange juice.
Increased output, softening demand and a falling real “seems to me to be a winning recipe for lower prices and more downside to go,” Ganes-Chase said.
Coffee’s decline today trailed only soybeans among the 24 raw materials tracked by the Standard & Poor’s GSCI Spot Index, which was down 13 percent for the month, the biggest drop since 2008.
“Macro-economic uncertainty remains a major driver in the coffee market, impacting currency relationships and potential future demand,” analysts at Rabobank International, led by Luke Chandler, said today in an e-mailed report.
Raw-sugar futures for July delivery slid 0.3 percent to 19.42 cents a pound in New York, posting a monthly decline of 8 percent, the third in a row.
Cotton futures for July delivery rose 0.9 percent to 71.55 cents a pound on ICE, reducing its monthly slide to 20 percent, the biggest since April last year.
Cocoa futures for July delivery climbed 0.6 percent to $2,083 a metric ton on ICE, trimming this month’s losses to 6.1 percent.
Orange-juice futures for July delivery advanced 1.1 percent to $1.1205 a pound. Still, the beverage plummeted 21 percent in May, the biggest decline since February 1999.
In London futures trading, robusta coffee also slid on NYSE Liffe. Refined sugar and cocoa increased.
A bag weighs 60 kilograms, or 132 pounds.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
MERCADO: CAFÉ MANTÉM COTAÇÕES ESTÁVEIS NESTA TERÇA-FEIRA NO BRASIL
MERCADO: CAFÉ MANTÉM COTAÇÕES ESTÁVEIS NESTA TERÇA-FEIRA NO BRASIL
SAFRAS (22) - O mercado brasileiro de café registrou preços estáveis nesta terça-feira, com o direcionamento das cotações dificultado pela volatilidade da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A valorização do dólar deu sustentação para o mercado nacional mais uma vez, apesar do fechamento no vermelho para o arábica em NY. O dia foi de comercialização moderada, com maior atividade em algumas regiões, como no sul de Minas Gerais.
No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra 2011 ficou em R$ 390,00/395,00 a saca, inalterado. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve preço de R$ 395,00/400,00, sem mudanças.
O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 45,00/350,00 por saca, estável. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 52,00/254,00 por saca referência safra nova 2012, contra R$ 250,00/252,00 do dia anterior.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços moderadamente mais baixos. Em mais uma sessão de volatilidade, o mercado foi pressionado por aspectos técnicos/gráficos.
A firmeza do dólar contra outras moedas exerceu pressão negativa sobre as commodities nas bolsas de futuros, o que também foi visto no café. A alta do dólar contra o real torna o Brasil ainda mais competitivo nas exportações, o que é fator considerado baixista, ainda mais em época de entrada da safra do país. As informações partem de agências de notícias.
Os contratos do café arábica para entrega em julho fecharam negociados a 174,50 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 0,65 centavo, ou de 0,4%. A posição setembro fechou a 176,50 cents, baixa de 0,85 cent, ou de 0,5%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em alta de 1,66%, a R$ 2,0780 para compra e R$ 2,0800 para venda. Na segunda-feira, a divisa havia encerrado com alta de 1,33%, cotado a R$ 2,0460.
O mercado brasileiro de câmbio segue refletindo as preocupações com a economia da zona do euro. Amanhã, líderes europeus devem se reunir para debater questões locais.
CAFÉ: LONDRES FECHA COM FORTE VALORIZAÇÃO
SAFRAS (22) - A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Traders indicaram que fatores técnicos/gráficos mais uma vez guiaram as oscilações, com cobertura de posições vendidas aparecendo após as perdas do dia anterior. As informações
partem de agências internacionais.
Os contratos com entrega em julho/2012 fecharam a US$ 2.203,00 por tonelada, com valorização de US$ 41 a ton, ou de 1,9%. A posição setembro/2012 fechou a US$ 2.190,00 por tonelada, com elevação de US$ 43,00, ou de 2%.
CAFÉ: RABOBANK PREVE SUPERÁVIT DE 5,3 MILHÕES DE SACAS EM 2012/13
SAFRAS (22) - A oferta mundial de café deve ultrapassar a demanda na temporada que começa em outubro em muitos países, revertendo a atual escassez, de acordo com o Rabobank International. A produção do grão deverá ser de 5,3 milhões de sacas a mais que o consumo na safra 2012/13, ante um déficit de2,7 milhões de sacas no período 2011/12, segundo o banco. A produção deverá aumentar 7,7%, para 146,2 milhões de sacas, com a maior colheita brasileira em um ciclo de alta. Já o consumo global deverá crescer cerca de 2% para 141 milhões de sacas.
"O mercado de café flutua entre excesso e déficit, dependendo do ciclo de produção do Brasil, o maior produtor mundial", disse Keith Flury, analista do Rabobank. Mas ele acrescenta que as colheitas da nova temporada não serão suficientes para formar estoques altos suficientes para a safra 2013/14. Além disso, Flury afirma que o crescimento da demanda vai evitar que os preços internacionais recuem muito.
O Brasil deverá produzir 38,5 milhões de sacas de café arábica e 17 milhões de café robusta em 2012/13, segundo projeções do Rabobank. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada este mês, prevê 38,1 milhões de sacas de arábica e 12,3 milhões de sacas de robusta.
A Colômbia, segunda maior produtora mundial de café arábica, deverá colher 9 milhões de sacas, contra 7,2 milhões em 2011/12. No Vietnã, maior produtor de grãos robusta, a estimativa é de 23,5 milhões de sacas na temporada 2012/13 contra 22,5 milhões na safra atual. As informações são do Valor Econômico, segundo noticiou o CaféPoint.
CAFÉ: DIA 24 DE MAIO COMEMORA-SE "DIA NACIONAL DO CAFÉ"
SAFRAS (22) - Os brasileiros são tão apaixonados por café que esta bebida tem, desde 2005, uma data exclusiva para ser comemorada: 24 de Maio, o Dia Nacional do Café. Incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos por sugestão da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, a data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras e é celebrada por produtores, cooperativas, exportadores, cafeterias e pelas
indústrias que, em parceria com o varejo, promovem ações locais com lançamentos de novos produtos e realização de degustações nos pontos de venda. A notícia parte da assessoria de comunicação da ABIC.
Maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil é também o segundo maior mercado consumidor, só superado pelos Estados Unidos. Em 2011, o consumo per capita foi o maior já registrado no Brasil: 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro. Esse consumo superou o recorde de 1965, que foi de 4,72 kg/hab./ano. Comparativamente, o consumo per capita brasileiro é também maior que o da Itália, da França e dos Estados Unidos.
Os campeões, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega e Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg por habitante/ano.
Em 2011, conforme levantamento feito pela ABIC, o consumo interno foi de 19,72 milhões de sacas, um acréscimo de 3,11% em relação ao período anterior, que havia sido de 19,13 milhões de sacas. Para 2012, a ABIC projeta um crescimento de 3,5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,41 milhões de sacas, bem próximo ao dos Estados Unidos, que gira em torno de 21 milhões a 23 milhões de sacas por ano.
Pureza e Qualidade
Para comemorar o Dia Nacional do Café deste ano, a ABIC escolheu como tema o Selo de Pureza, certificação pioneira na área de alimentos e bebidas. Lançado há 23 anos, o programa monitora as marcas no mercado, por meio de coletas e análises laboratoriais, assegurando aos consumidores aquelas que efetivamente são puras, item básico para um café de qualidade.
"Onde tem café puro, tem este Selo", diz o mote criado pela entidade com o objetivo de, juntamente com os seus associados, difundir a importância da pureza da bebida e, consequentemente, a exigência do Selo de Pureza ABIC entre os consumidores. "Desde 2005, a ABIC, contando com as ações locais das empresas associadas, transformaram o Dia Nacional do Café em uma grande comemoração. É a oportunidade de o mundo cafeeiro retribuir com uma homenagem especial essa fonte inesgotável de prazer, aroma e sabor", diz Manoel Assis,
diretor de Marketing e Comunicação.
O crescimento contínuo e consistente do mercado interno brasileiro, a taxas superiores às dos demais mercados (que crescem em torno de 1,5% a 2% ao ano), deve-se, de acordo com a ABIC, ao fato de o café ter deixado de ser um simples hábito e se transformado em fonte de energia e prazer na vida agitada do dia a dia das pessoas. Isso é resultado da melhor qualidade dos grãos hoje à disposição dos consumidores. A ABIC prevê que esse segmento de consumo de
cafés finos, gourmet, continuará crescendo em torno de 15% ao ano nos próximos cinco anos.
As inúmeras cafeterias espalhadas pela grande maioria das cidades também são responsáveis por esse crescimento do mercado, já que elas, com os seus baristas, atuam como difusores de conhecimento sobre a cultura do café, as características de cada uma das regiões produtoras e na promoção de novas formas de preparo que, ao lado do café coado ou filtrado, também vêm
conquistando os consumidores, como o 'espresso', o preparado na prensa francesa e em receitas como cappuccinos e em combinações quentes ou geladas.
As informações partem da assessoria de comunicação da ABIC.
SAFRAS (22) - O mercado brasileiro de café registrou preços estáveis nesta terça-feira, com o direcionamento das cotações dificultado pela volatilidade da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A valorização do dólar deu sustentação para o mercado nacional mais uma vez, apesar do fechamento no vermelho para o arábica em NY. O dia foi de comercialização moderada, com maior atividade em algumas regiões, como no sul de Minas Gerais.
No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra 2011 ficou em R$ 390,00/395,00 a saca, inalterado. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve preço de R$ 395,00/400,00, sem mudanças.
O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 45,00/350,00 por saca, estável. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 52,00/254,00 por saca referência safra nova 2012, contra R$ 250,00/252,00 do dia anterior.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços moderadamente mais baixos. Em mais uma sessão de volatilidade, o mercado foi pressionado por aspectos técnicos/gráficos.
A firmeza do dólar contra outras moedas exerceu pressão negativa sobre as commodities nas bolsas de futuros, o que também foi visto no café. A alta do dólar contra o real torna o Brasil ainda mais competitivo nas exportações, o que é fator considerado baixista, ainda mais em época de entrada da safra do país. As informações partem de agências de notícias.
Os contratos do café arábica para entrega em julho fecharam negociados a 174,50 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 0,65 centavo, ou de 0,4%. A posição setembro fechou a 176,50 cents, baixa de 0,85 cent, ou de 0,5%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em alta de 1,66%, a R$ 2,0780 para compra e R$ 2,0800 para venda. Na segunda-feira, a divisa havia encerrado com alta de 1,33%, cotado a R$ 2,0460.
O mercado brasileiro de câmbio segue refletindo as preocupações com a economia da zona do euro. Amanhã, líderes europeus devem se reunir para debater questões locais.
CAFÉ: LONDRES FECHA COM FORTE VALORIZAÇÃO
SAFRAS (22) - A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Traders indicaram que fatores técnicos/gráficos mais uma vez guiaram as oscilações, com cobertura de posições vendidas aparecendo após as perdas do dia anterior. As informações
partem de agências internacionais.
Os contratos com entrega em julho/2012 fecharam a US$ 2.203,00 por tonelada, com valorização de US$ 41 a ton, ou de 1,9%. A posição setembro/2012 fechou a US$ 2.190,00 por tonelada, com elevação de US$ 43,00, ou de 2%.
CAFÉ: RABOBANK PREVE SUPERÁVIT DE 5,3 MILHÕES DE SACAS EM 2012/13
SAFRAS (22) - A oferta mundial de café deve ultrapassar a demanda na temporada que começa em outubro em muitos países, revertendo a atual escassez, de acordo com o Rabobank International. A produção do grão deverá ser de 5,3 milhões de sacas a mais que o consumo na safra 2012/13, ante um déficit de2,7 milhões de sacas no período 2011/12, segundo o banco. A produção deverá aumentar 7,7%, para 146,2 milhões de sacas, com a maior colheita brasileira em um ciclo de alta. Já o consumo global deverá crescer cerca de 2% para 141 milhões de sacas.
"O mercado de café flutua entre excesso e déficit, dependendo do ciclo de produção do Brasil, o maior produtor mundial", disse Keith Flury, analista do Rabobank. Mas ele acrescenta que as colheitas da nova temporada não serão suficientes para formar estoques altos suficientes para a safra 2013/14. Além disso, Flury afirma que o crescimento da demanda vai evitar que os preços internacionais recuem muito.
O Brasil deverá produzir 38,5 milhões de sacas de café arábica e 17 milhões de café robusta em 2012/13, segundo projeções do Rabobank. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada este mês, prevê 38,1 milhões de sacas de arábica e 12,3 milhões de sacas de robusta.
A Colômbia, segunda maior produtora mundial de café arábica, deverá colher 9 milhões de sacas, contra 7,2 milhões em 2011/12. No Vietnã, maior produtor de grãos robusta, a estimativa é de 23,5 milhões de sacas na temporada 2012/13 contra 22,5 milhões na safra atual. As informações são do Valor Econômico, segundo noticiou o CaféPoint.
CAFÉ: DIA 24 DE MAIO COMEMORA-SE "DIA NACIONAL DO CAFÉ"
SAFRAS (22) - Os brasileiros são tão apaixonados por café que esta bebida tem, desde 2005, uma data exclusiva para ser comemorada: 24 de Maio, o Dia Nacional do Café. Incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos por sugestão da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, a data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras e é celebrada por produtores, cooperativas, exportadores, cafeterias e pelas
indústrias que, em parceria com o varejo, promovem ações locais com lançamentos de novos produtos e realização de degustações nos pontos de venda. A notícia parte da assessoria de comunicação da ABIC.
Maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil é também o segundo maior mercado consumidor, só superado pelos Estados Unidos. Em 2011, o consumo per capita foi o maior já registrado no Brasil: 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro. Esse consumo superou o recorde de 1965, que foi de 4,72 kg/hab./ano. Comparativamente, o consumo per capita brasileiro é também maior que o da Itália, da França e dos Estados Unidos.
Os campeões, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega e Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg por habitante/ano.
Em 2011, conforme levantamento feito pela ABIC, o consumo interno foi de 19,72 milhões de sacas, um acréscimo de 3,11% em relação ao período anterior, que havia sido de 19,13 milhões de sacas. Para 2012, a ABIC projeta um crescimento de 3,5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,41 milhões de sacas, bem próximo ao dos Estados Unidos, que gira em torno de 21 milhões a 23 milhões de sacas por ano.
Pureza e Qualidade
Para comemorar o Dia Nacional do Café deste ano, a ABIC escolheu como tema o Selo de Pureza, certificação pioneira na área de alimentos e bebidas. Lançado há 23 anos, o programa monitora as marcas no mercado, por meio de coletas e análises laboratoriais, assegurando aos consumidores aquelas que efetivamente são puras, item básico para um café de qualidade.
"Onde tem café puro, tem este Selo", diz o mote criado pela entidade com o objetivo de, juntamente com os seus associados, difundir a importância da pureza da bebida e, consequentemente, a exigência do Selo de Pureza ABIC entre os consumidores. "Desde 2005, a ABIC, contando com as ações locais das empresas associadas, transformaram o Dia Nacional do Café em uma grande comemoração. É a oportunidade de o mundo cafeeiro retribuir com uma homenagem especial essa fonte inesgotável de prazer, aroma e sabor", diz Manoel Assis,
diretor de Marketing e Comunicação.
O crescimento contínuo e consistente do mercado interno brasileiro, a taxas superiores às dos demais mercados (que crescem em torno de 1,5% a 2% ao ano), deve-se, de acordo com a ABIC, ao fato de o café ter deixado de ser um simples hábito e se transformado em fonte de energia e prazer na vida agitada do dia a dia das pessoas. Isso é resultado da melhor qualidade dos grãos hoje à disposição dos consumidores. A ABIC prevê que esse segmento de consumo de
cafés finos, gourmet, continuará crescendo em torno de 15% ao ano nos próximos cinco anos.
As inúmeras cafeterias espalhadas pela grande maioria das cidades também são responsáveis por esse crescimento do mercado, já que elas, com os seus baristas, atuam como difusores de conhecimento sobre a cultura do café, as características de cada uma das regiões produtoras e na promoção de novas formas de preparo que, ao lado do café coado ou filtrado, também vêm
conquistando os consumidores, como o 'espresso', o preparado na prensa francesa e em receitas como cappuccinos e em combinações quentes ou geladas.
As informações partem da assessoria de comunicação da ABIC.
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