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sábado, 9 de junho de 2012

Café bate em nova mínima e fecha em baixa na ICE Futures 08/06/2012

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um novo dia de perdas, ainda que moderadas, em uma sessão em que a baixa recente foi rompida. Ao longo do dia, o mercado marcou seu menor patamar em 23 meses, ao atingir os 154,60 centavos e suplantar os 154,65 centavos de 4 de junho. Apesar disso, o acionamento de stops de venda, como era esperado por alguns operadores, não se efetivou e o mercado chegou a registrar algumas recompras, o que permitiu fazer com que o fechamento se desse com um recuo pouco pronunciado. Alguns operadores ressaltaram que o dia foi caracterizado pela estabilidade de preços ao longo de boa parte da sessão, mas que, na segunda metade do dia, algumas ordens de venda mais fortes teriam sido emitidas, o que abriu espaço para as quedas e para a nova marca de baixa. Os bears (baixistas), contudo, não demonstraram o fôlego recente para continuar a efetuar as vendas e, com isso, a desaceleração das baixas foi possível. Tecnicamente, o mercado dá demonstrações claras de seu viés baixista e a expectativa dos players é de que novas perdas possam ser produzidas no curto prazo. Mesmo diante de um quadro sobrevendido, os bulls (altistas) não demonstram poder em tentar uma ação de correção, não conseguindo nem sequer testar resistências bastante básicas. Fundamentalmente, alguns operadores voltaram a indicar preocupação quanto ao clima no Brasil. O centro-sul do país volta a registrar temperaturas baixas, ainda que institutos de meteorologia tenham descartado a possibilidade de geadas nos próximos dias. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 105 pontos, com 155,60 centavos, sendo a máxima em 157,70 e a mínima em 154,60 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 100 pontos, com a libra a 157,40 centavos, sendo a máxima em 159,40 e a mínima em 156,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 49 dólares com 2.074 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 49 dólares, com 2.078 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os mercados externos colaboraram para mais um dia de comportamento ruim dos arábicas em Nova Iorque. Várias das vendas produzidas ao longo da sessão e que permitiram construir uma nova mínima em quase dois anos estiveram relacionadas ao dólar, que registrou mais uma valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais. Com isso, o complexo de commodities voltou a ser pressionado, com o índice CRB tendo, ao final desta sexta, retração de 0,31%. "Tivemos uma sessão de consolidação que, posteriormente, assumiu uma feição de novas perdas, com uma nova mínima se formando. Tecnicamente, o café se mostra 'abalado' e não consegue ter força básica para tentar qualquer tipo de reversão. Adicionalmente, o cenário externo auxilia para que o quadro se torne ainda mais dramático. Vivemos um viés baixista de curto, médio e longo prazo", indicou um trader. "Os fundamentos do mercado de café são positivos e devem continuar assim, mas as cotações não param de recuar com o pessimismo dos operadores, que preocupados com a situação da economia na zona do euro e seus reflexos no cenário mundial, trabalham com metas de curtíssimo prazo, não se importando com os apertados estoques mundiais ou com o precário equilíbrio entre produção e consumo global. As mudanças climáticas que vêm afetando a produção de café em muitas das principais regiões produtoras não são levadas em consideração, pois não são consideradas ameaça para análises focadas apenas nos próximos dias ou semanas", apontou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.470 sacas, indo para 1.564.142 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.611 lotes, com as opções tendo 532 calls e 4.935 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,70, 158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,60, 154,50, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.




sexta-feira, 8 de junho de 2012

Café mantém intervalos e fecha quinta-feira com ganhos na ICE

Café mantém intervalos e fecha quinta-feira com ganhos na ICE   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas ligeiras, em uma sessão calma, com pouca volatilidade, com a posição julho variando menos de 400 pontos. Consolidado, o mercado manteve os padrões construídos ao longo dos últimos dias, após as fortes baixas que permitiram ao primeiro contrato testar o nível de 23 meses.  Ao final, algumas compras especulativas deram sustentação aos negócios e os ganhos foram registrados, em um dia de bolsas internacionais estáveis, assim como dólar e a variação dos preços do complexo commodities.  No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 75 pontos, com 156,65 centavos, sendo a máxima em 158,10 e a mínima em 154,25 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 40 pontos, com a libra a 158,40 centavos, sendo a máxima em 160,00 e a mínima em 156,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 51 dólares com 2.123 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 37 dólares, com 2.127 dólares por tonelada.  Segundo analistas internacionais, após as quedas recentes, o café entrou em uma linha consolidativa nesta semana, com um padrão primário dominante bear (baixista) intacto. Esses especialistas avaliam que o café está inserido em um "espiral de baixa" e que não dá sinais de conseguir se desvencilhar dele tão cedo. Ao longo da semana, o mercado atingiu a nova marca de baixa recente, 154,65 centavos, em 4 de junho, com a alta da semana vindo na esteira, em 5 de junho, no nível de 159,35 centavos. Terry Gabriel, diretor de análises técnicas da 4Cast Inc, indicou que "nós estamos tendo uma tendência muito forte de baixa fazendo efetivo no mercado. Mas, verificamos um cenário sobrevendido em gráficos diários e semanais e isso pode abrir espaço para termos alguma reação para cima", disse. Avaliando o índice de força relativa de nove dias, que é uma ferramenta dinâmica e amplamente utilizada por operadores em mercados de matérias-primas, se observa que o indicador bateu nos 16% em 1 de junho. Qualquer indicativo abaixo de 30% é considerado sobrevendido. Nesta quinta-feira, esse indicador subiu para 25%, com tendência de alta. geralmente, quando essa marca cruza acima dos 30% ocorre o que o mercado chama de "cruzamento altista" e isso é considerado um sinal positivo para os preços. Se isso efetivamente ocorrer é possível que alguns ganhos mais consideráveis sejam verificados no curto prazo. Gabriel indicou que os trader que atuam no segmento de café devem ficar atentos "a essas reações modestas para cima", sendo que considera que os rallies deverão ser de duração reduzida. "Eu vejo que o mercado pode voltar a cair se não conseguir se posicionar na zona de resistência de 165,00/175,00 centavos, mas se isso for efetivado teremos uma contra tendência", indicou. Numa perspectiva de longo prazo, baseada na média móvel de 200 dias, hoje em 217,71 centavos, o mercado se mostra muito abaixo, o que é um sinal baixista. Assim, no geral, Gabriel ainda se mostra negativo. "Numa perspectiva geral, a tendência ainda é de baixa", sustentou. Para o especialista, o julho pode ter como alvo o nível de 137,40 centavos por libra, mínima de junho de 2010. Para os traders, o diretor de análises ressaltou que mantém o viés baixista. "Há a expectativa quanto a esse nível de 165,00/175,00 centavos, mas se, para baixo, rompermos os 154,65 centavos, vamos testar baixas de múltiplos meses", complementou.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.086 sacas, indo para 1.560.402 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.083 lotes, com as opções tendo 1.186 calls e 931 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 158,10, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,25, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.

domingo, 3 de junho de 2012

ESTOQUES QUE PRECISAM ENCONTRAR DEMANDA Por Rodrigo Costa

Em um cenário macroeconômico machucado, os Estados Unidos vinham mostrando sinais relativamente melhores que outras economias “ricas”. Ao que tudo indica o inverno ameno por aqui ajudou a estimular o consumo, adicionando trabalhadores no mercado e por consequência deixando muitos analistas mais otimistas para o ano de 2012.

Na sexta-feira os ânimos esfriaram com as revisões negativas da criação de postos de trabalho no mês de abril, e dos números de maio que vieram bem abaixo do esperado.
O efeito negativo fez com que o índice Dow Jones devolvesse todos os ganhos do ano, deixando no verde apenas o Nasdaq com ganho de 5.46% (graças principalmente a Apple), o S&P que está positivo 1.63% e o DAX (Alemanha) que ganhou 2.58% até 1º de junho.
Os investidores, mesmo receosos, tem dado preferência ao dólar americano (ou seria falta de opção?), que está no maior patamar desde 2010 considerando uma cesta de moedas (o DXY). Da mesma forma os títulos da dívida americana atingem recordes históricos (e rentabilidade-real negativa).
A moeda comum da Europa quebrou o patamar de 1.25 contra o dólar, pressionando os principais índices de commodities. Os três mais seguidos, CRB, DJUBS e SPGSCI, caíram 4.84%, 4.27%, e 6.11% respectivamente. Um indicador de retração da atividade industrial Chinesa divulgado na semana também trouxe vendas para praticamente todas as matérias-primas.
No café a estória não foi diferente, fundos mais uma vez liquidaram compras e colocaram vendas novas nos livros (em NY). A queda no arábica foi de US$ 13.62 por saca em cinco dias, e no robusta US$ 4.50 por saca.
Curioso notar que os comerciais, leia-se torradores e dealers, corajosamente compraram mais de 1 milhão de sacas entre os dias 23 e 29 de maio – e provavelmente compraram um pouco mais na quarta, quinta e sexta também.
Por outro lado, no físico não se fala de muitos negócios. A demanda para cafés suaves é muito retraída e a procura pelos naturais é feita com parcimônia – dada a crença de que a entrada da safra brasileira pressionará os diferenciais.
No robusta os preços mesmo estando altos encontram melhor interesse. A arbitragem entre LIFFE e ICE beira os US$ 60 centavos por libra, nível que poderemos encontrar um suporte momentâneo dada a posição bem comprada dos fundos em Londres, e bem vendida dos mesmos em Nova Iorque.
Mais números sobre produção divulgados na semana chamaram a atenção dos baixistas. O USDA disse que a safra 12/13 do Vietnã pode chagar a 22.45 milhões de sacas. No Brasil a agência Safras fala de uma produção de 54.9 milhões de sacas, sendo 14.5 milhões de conillon. Os que batem o pé dizendo que a produção do conillon será de 17 milhões, adicionam outros 2.5 aos 54.9, ou seja 57.4 – olha a confusão que se cria...
Dados de que as exportações mais baixas dos países membros da OIC, menor em 12.77% em abril comparado com o mesmo mês de 2011, nos faz crer em estoques ainda mais baixos nos destinos. Em algum momento isto será positivo, mas para tanto a indústria tem que usar mais do que está nas mãos dos intermediários (que não se incomodam em carregar estoques em função da estrutura do mercado).
A saca do café no Brasil a R$ 380.00 a bica causa desconforto aos que achavam que venderiam a R$ 600.00. Não dá para falar muita coisa a não ser o que sempre escrevemos por aqui, que só sabemos qual foi a alta depois que ela passou, e aí é tarde demais, portanto a disciplina é a regra do jogo.
A deterioração dos mercados internacionais pode pesar um pouco mais para o “C”, eventualmente fazendo o mesmo testar os US$ 150 centavos por libra.
O “limite” da alta por ora ficará ao redor de 170/175 centavos.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting







Coffee Caps Monthly Slump; Sugar Declines; Cotton Rallies

BLOOMBERG (USA)

Coffee futures fell, capping the longest monthly slide in 31 years, as global supply outpaces demand, while slowing economies erode consumption prospects. Sugar also dropped. Cotton, cocoa and orange juice rose. Global coffee production will rise to 134.3 million bags in the season that started in October in most countries, up from a previous forecast of 132 million bags, Winterthur, Switzerland- based trader Volcafe said May 28. World consumption climbed 1.7 percent in 2011, below the average of the past 12 years, as higher prices curbed demand in some regions, according to the International Coffee Organization in London.
“Demand is off and production is proving to be much better than expected,” Judy Ganes-Chase, the president of J. Ganes Consulting in Katonah, New York, said in an e-mail.
Arabica coffee for July delivery dropped 2.3 percent to settle at $1.6065 a pound at 2 p.m. on ICE Futures U.S., after touching $1.6015, the lowest for a most-active contract since July 22, 2010. The commodity sank 11 percent in May, the sixth straight drop and the longest slump since November 1980.
Last week, the Brazilian real weakened to a three-year low against the dollar, bolstering prospects for higher exports from the South American nation, which is the world’s top producer of coffee, sugar and orange juice.
Increased output, softening demand and a falling real “seems to me to be a winning recipe for lower prices and more downside to go,” Ganes-Chase said.
Coffee’s decline today trailed only soybeans among the 24 raw materials tracked by the Standard & Poor’s GSCI Spot Index, which was down 13 percent for the month, the biggest drop since 2008.
“Macro-economic uncertainty remains a major driver in the coffee market, impacting currency relationships and potential future demand,” analysts at Rabobank International, led by Luke Chandler, said today in an e-mailed report.
Raw-sugar futures for July delivery slid 0.3 percent to 19.42 cents a pound in New York, posting a monthly decline of 8 percent, the third in a row.
Cotton futures for July delivery rose 0.9 percent to 71.55 cents a pound on ICE, reducing its monthly slide to 20 percent, the biggest since April last year.
Cocoa futures for July delivery climbed 0.6 percent to $2,083 a metric ton on ICE, trimming this month’s losses to 6.1 percent.
Orange-juice futures for July delivery advanced 1.1 percent to $1.1205 a pound. Still, the beverage plummeted 21 percent in May, the biggest decline since February 1999.
In London futures trading, robusta coffee also slid on NYSE Liffe. Refined sugar and cocoa increased.
A bag weighs 60 kilograms, or 132 pounds.



quarta-feira, 23 de maio de 2012

MERCADO: CAFÉ MANTÉM COTAÇÕES ESTÁVEIS NESTA TERÇA-FEIRA NO BRASIL

MERCADO: CAFÉ MANTÉM COTAÇÕES ESTÁVEIS NESTA TERÇA-FEIRA NO BRASIL




SAFRAS (22) - O mercado brasileiro de café registrou preços estáveis nesta terça-feira, com o direcionamento das cotações dificultado pela volatilidade da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A valorização do dólar deu sustentação para o mercado nacional mais uma vez, apesar do fechamento no vermelho para o arábica em NY. O dia foi de comercialização moderada, com maior atividade em algumas regiões, como no sul de Minas Gerais.



No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra 2011 ficou em R$ 390,00/395,00 a saca, inalterado. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve preço de R$ 395,00/400,00, sem mudanças.

O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 45,00/350,00 por saca, estável. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 52,00/254,00 por saca referência safra nova 2012, contra R$ 250,00/252,00 do dia anterior.



Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços moderadamente mais baixos. Em mais uma sessão de volatilidade, o mercado foi pressionado por aspectos técnicos/gráficos.

A firmeza do dólar contra outras moedas exerceu pressão negativa sobre as commodities nas bolsas de futuros, o que também foi visto no café. A alta do dólar contra o real torna o Brasil ainda mais competitivo nas exportações, o que é fator considerado baixista, ainda mais em época de entrada da safra do país. As informações partem de agências de notícias.

Os contratos do café arábica para entrega em julho fecharam negociados a 174,50 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 0,65 centavo, ou de 0,4%. A posição setembro fechou a 176,50 cents, baixa de 0,85 cent, ou de 0,5%.



Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em alta de 1,66%, a R$ 2,0780 para compra e R$ 2,0800 para venda. Na segunda-feira, a divisa havia encerrado com alta de 1,33%, cotado a R$ 2,0460.

O mercado brasileiro de câmbio segue refletindo as preocupações com a economia da zona do euro. Amanhã, líderes europeus devem se reunir para debater questões locais.

CAFÉ: LONDRES FECHA COM FORTE VALORIZAÇÃO



SAFRAS (22) - A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Traders indicaram que fatores técnicos/gráficos mais uma vez guiaram as oscilações, com cobertura de posições vendidas aparecendo após as perdas do dia anterior. As informações

partem de agências internacionais.

Os contratos com entrega em julho/2012 fecharam a US$ 2.203,00 por tonelada, com valorização de US$ 41 a ton, ou de 1,9%. A posição setembro/2012 fechou a US$ 2.190,00 por tonelada, com elevação de US$ 43,00, ou de 2%.







CAFÉ: RABOBANK PREVE SUPERÁVIT DE 5,3 MILHÕES DE SACAS EM 2012/13



SAFRAS (22) - A oferta mundial de café deve ultrapassar a demanda na temporada que começa em outubro em muitos países, revertendo a atual escassez, de acordo com o Rabobank International. A produção do grão deverá ser de 5,3 milhões de sacas a mais que o consumo na safra 2012/13, ante um déficit de2,7 milhões de sacas no período 2011/12, segundo o banco. A produção deverá aumentar 7,7%, para 146,2 milhões de sacas, com a maior colheita brasileira em um ciclo de alta. Já o consumo global deverá crescer cerca de 2% para 141 milhões de sacas.

"O mercado de café flutua entre excesso e déficit, dependendo do ciclo de produção do Brasil, o maior produtor mundial", disse Keith Flury, analista do Rabobank. Mas ele acrescenta que as colheitas da nova temporada não serão suficientes para formar estoques altos suficientes para a safra 2013/14. Além disso, Flury afirma que o crescimento da demanda vai evitar que os preços internacionais recuem muito.

O Brasil deverá produzir 38,5 milhões de sacas de café arábica e 17 milhões de café robusta em 2012/13, segundo projeções do Rabobank. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada este mês, prevê 38,1 milhões de sacas de arábica e 12,3 milhões de sacas de robusta.

A Colômbia, segunda maior produtora mundial de café arábica, deverá colher 9 milhões de sacas, contra 7,2 milhões em 2011/12. No Vietnã, maior produtor de grãos robusta, a estimativa é de 23,5 milhões de sacas na temporada 2012/13 contra 22,5 milhões na safra atual. As informações são do Valor Econômico, segundo noticiou o CaféPoint.



CAFÉ: DIA 24 DE MAIO COMEMORA-SE "DIA NACIONAL DO CAFÉ"



SAFRAS (22) - Os brasileiros são tão apaixonados por café que esta bebida tem, desde 2005, uma data exclusiva para ser comemorada: 24 de Maio, o Dia Nacional do Café. Incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos por sugestão da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, a data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras e é celebrada por produtores, cooperativas, exportadores, cafeterias e pelas

indústrias que, em parceria com o varejo, promovem ações locais com lançamentos de novos produtos e realização de degustações nos pontos de venda. A notícia parte da assessoria de comunicação da ABIC.

Maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil é também o segundo maior mercado consumidor, só superado pelos Estados Unidos. Em 2011, o consumo per capita foi o maior já registrado no Brasil: 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro. Esse consumo superou o recorde de 1965, que foi de 4,72 kg/hab./ano. Comparativamente, o consumo per capita brasileiro é também maior que o da Itália, da França e dos Estados Unidos.

Os campeões, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega e Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg por habitante/ano.

Em 2011, conforme levantamento feito pela ABIC, o consumo interno foi de 19,72 milhões de sacas, um acréscimo de 3,11% em relação ao período anterior, que havia sido de 19,13 milhões de sacas. Para 2012, a ABIC projeta um crescimento de 3,5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,41 milhões de sacas, bem próximo ao dos Estados Unidos, que gira em torno de 21 milhões a 23 milhões de sacas por ano.



Pureza e Qualidade

Para comemorar o Dia Nacional do Café deste ano, a ABIC escolheu como tema o Selo de Pureza, certificação pioneira na área de alimentos e bebidas. Lançado há 23 anos, o programa monitora as marcas no mercado, por meio de coletas e análises laboratoriais, assegurando aos consumidores aquelas que efetivamente são puras, item básico para um café de qualidade.

"Onde tem café puro, tem este Selo", diz o mote criado pela entidade com o objetivo de, juntamente com os seus associados, difundir a importância da pureza da bebida e, consequentemente, a exigência do Selo de Pureza ABIC entre os consumidores. "Desde 2005, a ABIC, contando com as ações locais das empresas associadas, transformaram o Dia Nacional do Café em uma grande comemoração. É a oportunidade de o mundo cafeeiro retribuir com uma homenagem especial essa fonte inesgotável de prazer, aroma e sabor", diz Manoel Assis,

diretor de Marketing e Comunicação.

O crescimento contínuo e consistente do mercado interno brasileiro, a taxas superiores às dos demais mercados (que crescem em torno de 1,5% a 2% ao ano), deve-se, de acordo com a ABIC, ao fato de o café ter deixado de ser um simples hábito e se transformado em fonte de energia e prazer na vida agitada do dia a dia das pessoas. Isso é resultado da melhor qualidade dos grãos hoje à disposição dos consumidores. A ABIC prevê que esse segmento de consumo de

cafés finos, gourmet, continuará crescendo em torno de 15% ao ano nos próximos cinco anos.

As inúmeras cafeterias espalhadas pela grande maioria das cidades também são responsáveis por esse crescimento do mercado, já que elas, com os seus baristas, atuam como difusores de conhecimento sobre a cultura do café, as características de cada uma das regiões produtoras e na promoção de novas formas de preparo que, ao lado do café coado ou filtrado, também vêm

conquistando os consumidores, como o 'espresso', o preparado na prensa francesa e em receitas como cappuccinos e em combinações quentes ou geladas.

As informações partem da assessoria de comunicação da ABIC.




domingo, 20 de maio de 2012

Mudou a estrutura do mercado.

Mudou a estrutura do mercado.


Todo mercado possui uma estrutura, e dentro desta estrutura existem variantes onde os analistas têm que ficar ligados para não errar ou minimizar os erros, pois todo mercado de renda variável possui uma margem de erros.

Ano passado quando o mercado estressou na em sua tendência de alta montou reversão e tinha como alvo o valor de $1,80, dólar por libra cent., me chamaram de louco ou visionário, ou que queria estragar a alegria da classe produtora, mas a intenção era alertar para os preços que estavam sendo praticados poderiam ser, como foram, os melhores que o mercado podia oferecer para os produtores.

As analises de mercado, um mercado complexo como o nosso passa por varias variantes, como fundamentais e especulativas e o produtor tem que tomar suas decisões da melhor forma possível, pois a produção rural não é brincadeira de Alice no país das Maravilhas, e sendo brasileiro sabemos que, apesar de não desistir nunca, nosso país mesmo ter sido protegido por Deus pai criador em sua natureza, temos muitos problemas e de maravilha não temos nada.

Bom à estrutura do mercado mudou, pois ao atingir o topo do mercado ano passado e não ter força para romper o patamar de $3,38 cents de dólar por libra, que é o topo histórico, montou reversão, virou tendência de baixa frustrando um pouco a classe produtora, mas hoje temos uma das variantes, o dólar, uma das variantes principais na formação do preço do café, assumindo uma tendência de alta.

A guerra fiscal, uma guerra meio que velada, pois todos os países a estão executando como forma e de proteção aos seus ativos e empregos e parque industrial e agrícola, mas não declaram publicamente que estão fazendo, para a classe produtora mostra que o mercado cafeeiro pode ter encontrado seu fundo no mercado físico, ou seja, mesmo que a bolsa caia o físico me parece não ter mais folego para cair, podendo o mercado ter reação dentro da safra.

Como cada safra ao iniciar nos traz novidades, oque me encanta no mercado do café, cada safra uma nova historia a ser contada, temos no clima uma transição entre dois fenômenos climáticos que acontece no oceano que são o La Niñao e El Niño, o que esta trazendo mudanças no clima e trazendo frentes frias com muita humidade e chuvas para as regiões cafeeiras, o que atrapalha o ritmo de colheita, um problema para os estoques baixos, e a humidade traz com ela a fermentação dos grãos maduros trazendo uma qualidade inferior de bebida aos grãos que devem ser colhidos nesta safra que se inicia.

Sabendo que o pano de fundo para a ultima alta foi à baixa qualidade disponível nos cafés de qualidade, e foram substituídos por grãos inferiores, mas com uma qualidade maior do que a esperada para este ano temos assim um componente fundamental para uma nova reação do mercado, mesmo que seja um repique de mercado.

Com o governo emprestando dinheiro aos produtores, com produtores capitalizados, com estoques baixos, com dólar em tendência de alta, os ventos voltam a ficar a favor dos produtores que devem agora tentar fazer a melhor qualidade possível, mesmo que o clima não esteja a favor, dimensionar as vendas para que o mercado não fique desabastecido, mas que não haja sobre oferta de mercadorias, existindo assim uma possibilidade de uma safra de bom tamanho e preços médios também muito bons.

A crise lá fora com alta taxa de desemprego pode trazer nuvens negras ao mercado, mas o produtor tem que continuar sua caminhada e não deixar de aproveitar oportunidades que podem ser únicas como vender café acima de R$500,00 como teve ano passado.

Tecnicamente o mercado esta em consolidação de retângulo onde pode romper para qualquer dos lados, para cima com alvo em $2,30 e para baixo com alvo em $1,45, enquanto o inverno não passar não acredito neste rompimento para baixo, e se a colheita for com clima chuvoso como iniciou podemos ter o rompimento para cima e voltarmos para a tendência de alta.

Vamos aguardar os acontecimentos fiquem atentos, pois cavalo bom, é que cerca o boi na hora, se deixar passar para o pasto a coisa fica mais difícil.

Uma boa semana a todos, e que deus os abençoe.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomaigos.blogspot.com

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fundos 'fogem' das commodities agrícolas

Fundos 'fogem' das commodities agrícolas




O recrudescimento da crise europeia e a crescente aversão dos investidores a ativos de risco já se reflete de maneira generalizada sobre os preços internacionais das commodities agrícolas. Pressionadas por vendas de fundos especulativos, os mercados devolveram os ganhos acumulados nos primeiros três meses do ano e já operam nos níveis de 2011. Ontem, a cesta de produtos de origem agropecuária do índice de commodities Dow Jones-UBS recuou mais 0,44% e atingiu a menor pontuação desde 19 de dezembro (74.147 pontos). O indicador havia subido pouco mais de 4% entre 31 de dezembro e 2 de abril, para 80.933 pontos, mas perdeu força e cedeu mais de 8,3% até o fechamento de ontem. Em 2012, a perda acumulada chega a 4,67%. Em comparação, o índice CRB (que monitora uma cesta de commodities energéticas, metálicas e agrícolas) recuou 5,52% neste ano. De acordo com analistas, a retração é uma consequência direta das turbulências financeiras irradiadas da Europa, que levaram investidores a reduzir sua exposição aos ativos considerados de risco. É o que demonstram os números da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), que acompanha a movimentação dos investidores institucionais nos mercados futuros de commodities. Em praticamente todos os pregões, o que se vê são os fundos reduzindo sua posição comprada (com a qual apostam na alta dos preços) e aumentando sua posição vendida (com a qual tentam se antecipar a uma queda). Desde o fim de março, fundos reduziram em 85% sua posição comprada em açúcar na bolsa de Nova York - de 135 mil para pouco mais de 20 mil contratos. Em Chicago, sua posição comprada em milho foi reduzida à metade - de um total de 224 mil para 118 mil contratos. Nos mercados em que predomina a aposta na queda, o tom é cada vez mais pessimista. No mesmo período de comparação, os investidores aumentaram em 36% sua posição vendida em café e em 47% sua posição vendida em trigo, em Nova York e Chicago, respectivamente. Até duas semanas atrás, a soja vinha sendo poupada dessa aposta contra as commodities. Estimulados por fundamentos claramente altistas - quebra da produção sul-americana, forte demanda chinesa e necessidade de incentivar o aumento da área plantada nos Estados Unidos - os fundos montaram a maior posição de compra da história desse mercado, com mais de 253,8 mil contratos adquiridos. Contudo, o mercado não resistiu ao aumento das tensões no ambiente financeiro e perdeu sustentação. Na semana encerrada no último dia 8, fundos reduziram em quase 10% sua posição comprada em soja, para pouco mais de 230 mil contratos, de acordo com os últimos números oficiais. No mercado, especula-se, porém, que esse número já esteja perto de 200 mil. O reflexo sobre os preços é direto. Desde o dia 30 de abril, quando os contratos de soja para entrega em julho superaram a barreira dos US$ 15 por bushel, os preços já cederam 7,84%, para US$ 13,87 por bushel no fechamento de ontem. A cotação é a mais baixa em seis semanas. Ao diminuir a aposta na alta das commodities, os fundos não apenas reduzem sua exposição ao risco de uma desaceleração significativa na demanda por alimentos e fibras - algo ainda improvável, dado o vigor da economia chinesa -, mas também se ajustam a um cenário de maior estímulo à oferta de países como o Brasil, que experimentam uma desvalorização da sua moeda. Embora o preço da soja tenha caído quase 8% em dólar desde o dia 30, o preço em real não cedeu mais que 0,6%, conforme o indicador Cepea/Esalq. Em outras palavras, a desvalorização do real abre caminho para que os preços internacionais de algumas commodities - casos de soja, café e açúcar, por exemplo - recuem sem colocar em risco o equilíbrio entre oferta e demanda. Valor Econômico
MERCADO: CAFÉ REGISTRA PREÇOS FIRMES NO BRASIL COM NOVA ALTA DO DÓLAR




SAFRAS (14) - O mercado brasileiro de café registrou preços de estáveis a mais altos nesta segunda-feira, seguindo especialmente a forte valorização do dólar no câmbio nacional. A volatilidade da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) atrapalhou um melhor ritmo de negócios, com os compradores saindo de atividade depois que NY definiu ganhos no fechamento. Durante o dia, o vendedor aproveitou os preços mais altos e a demanda para cafés de determinadas qualidades para negociar a cotações melhores.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra 2011 ficou em R$ 387,00/392,00 a saca, contra R$ 385,00/390,00 de sexta-feira. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve preço de R$ 390,00/395,00, contra R$ 390,00/395,00 de sexta-feira.

O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 35,00/340,00 por saca, contra R$ 330,00/335,00 de sexta-feira. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 240,00/242,00 por saca referência safra nova 2012, estável.



Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços moderadamente mais altos. As cotações subiram em dia de volatilidade, com o mercado sendo sustentado por aspectos técnicos.

A pressão negativa veio da subida do dólar e de perdas de outros mercados no dia, em meio ainda às preocupações com a economia europeia. Boa parte da sessão foi de perdas, mas o mercado foi encontrando espaço para recuperação e subiu moderadamente diante de fatores técnicos/gráficos. As informações partem de agências de notícias.

Os contratos do café arábica para entrega em julho fecharam negociados a 177,95 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 0,80 centavo, ou de 0,4%. A posição setembro fechou a 180,25 cents, alta de 0,85 cent, ou de 0,5%.



Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em alta de 1,73%, a R$1,9880 para compra e R$ 1,9900 para venda. Na sexta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,20%, cotado a R$ 1,9560.

A moeda norte-americana refletiu a aversão ao risco que tomou conta dos mercados hoje. Investidores estão inseguros em relação a situação política da Grécia e possíveis desdobramentos na zona do euro.







CAFÉ: GUATEMALA DEVE PRODUZIR 3,86 MILHÕES DE SACAS EM 2012/13 - USDA



SAFRAS (14) - A produção de café da Guatemala deve atingir 3,85 milhões de sacas de 60 quilos em 2012/13 (out-set), levemente abaixo das 3,86 milhões de sacas produzidas em 2011/12, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A queda nos preços internacionais e o aumento dos custos dos pesticidas e fertilizantes explicam a estagnação nos volumes de produção de café da Guatemala.

A Guatemala é reconhecida internacionalmente por ser uma grande exportadora de cafés especiais, notadamente da categoria "arábica suave lavado". As exportações totais de 2012/13 devem atingir 3,652 milhões de sacas, contra 3,654 milhões de sacas em 2011/12, com os Estados Unidos sendo o principal mercado guatemalteco, destino de 40% dos embarques, seguido pela União Européia, com 29%.

Apesar do volume de produção e exportação de café da Guatemala não ter sofrido variação significativa nos últimos três anos, a receita com as vendas cresceu expressivamente. As exportações de café obtiveram receita de US$ 706 milhões em 2010, passando para US$ 1,174 bilhão no ano seguinte.

Assim, o café passou a ser o segundo principal produto de exportação da Guatemala, e o mais importante dentro do setor agrícola. O consumo interno de café deve aumentar para 402 mil sacas em 2012/13, mantendo um "ligeiro porém constante" crescimento. Em 2011/12, a demanda atingira 401 mil sacas.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SEMANA: CONAB APONTA SAFRA BRASILEIRA DE CAFÉ RECORDE EM 50,4 MI SACAS

SEMANA: CONAB APONTA SAFRA BRASILEIRA DE CAFÉ RECORDE EM 50,4 MI SACAS




SAFRAS (11) - A Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) divulgou nesta quinta-feira (10/05) a segunda estimativa do governo brasileiro para a safra 2012 (2012/13) do país. Segundo os dados, a produção do Brasil deve atingir o recorde de 50,45 milhões de sacas beneficiadas, com crescimento de 16% contra a safra 2011/12, indicada em 43,48 milhões de sacas.

O crescimento é atribuído, sobretudo, ao ano de alta bienalidade e ao investimento realizado pelo produtor na lavoura, diz a Conab. O recorde anterior, da temporada 2002/03, era de 48,48 milhões de sacas. Em comparação com a safra de 2009, último ano de ciclo positivo, a produção é 4,09% maior.

O café da espécie arábica, com uma produção estimada em 38,13 milhões de sacas, representa em média 75,6% da produção nacional, e o estado de Minas Gerais é o maior produtor, com um volume previsto de 26,34 milhões de sacas.

Já o conillon, ou robusta, que tem produção estimada em 12,31 milhões de sacas, média de 24,4% da produção cafeeira do país, tem no estado do Espírito Santo seu maior produtor, com uma colheita estimada em 9,36 milhões de sacas.

A área nacional plantada com arábica e conillon totaliza 2,346 milhões de hectares. Se confirmada a pesquisa, o aumento será de 3,02% sobre a área de 2.278,10 mil hectares da safra de 2011. Ou seja, serão acrescentados 68.378 hectares. O estado de Minas Gerais concentra a maior área plantada, com 1,219 milhões hectares, e a maioria absoluta do arábica, enquanto o Espírito Santo ocupa o segundo lugar, com área de 492,26 mil hectares, prevalecendo a espécie conillon, que ocupa 62% da área total do estado.



EXPORTAÇÕES

No mês de abril de 2012, as exportações totais de café do Brasil ficaram em 1.963.124 sacas de 60 quilos (café verde e industrializado), com queda de 28,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, quando os embarques foram de 2.744.945 sacas. A receita em abril registrou uma queda de 30,7% em relação à apurada no mesmo período de 2011, ficando em US$ 479,158 milhões. As informações são de balanço das exportações mensais divulgado pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Já as exportações totais brasileiras de café no acumulado dos quatro primeiros meses de 2012 (janeiro a abril) ficaram em 8,573 milhões de sacas de 60 quilos. Isso representa uma queda de 22,0% no comparativo com igual período de 2011, quando os embarques totais foram de 10,990 milhões de sacas. A receita no primeiro quadrimestre chega a US$ 2,203 bilhões no total, queda de 14,0% no comparativo com janeiro a abril de 2011 (US$ 2,562 bilhões). O preço médio

das exportações na média do período foi de US$ 257,02 a saca, aumento de 10,2% sobre o mesmo período de 2011 (US$ 233,17 a saca).

Por outro lado, a receita com as exportações de café brasileiras apresentou um crescimento de 15,7% considerando os dez meses da safra 2011/12 (jul-11/abr-12) em comparação com o mesmo período da safra anterior, chegando a US$ 6,933 bilhões. Guilherme Braga, diretor-geral da entidade, explica que "o aumento na receita do ano safra até o momento em relação ao mesmo período da safra anterior está relacionado não apenas aos preços, que tiveram 33,3% de crescimento neste intervalo. Ele se deve também à qualidade do café exportado - os cafés especiais já respondem por 29,9% do total. A expectativa é que essa tendência se mantenha ou tenha uma leve alta até o final da safra."