Cerca de 200 profissionais ligados ao sistema agroindustrial do café, que compõem sete grupos técnicos de cafeicultura, conhecidos como G-Tecs e G-Quality, apresentaram suas percepções sobre o quadro atual da cafeicultura e suas perspectivas para a próxima safra, em reunião em Poços de Caldas, entre os dias 7 e 9 de março. Pesquisadores, consultores e profissionais ligados às cooperativas de cafeicultores das principais regiões produtoras (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Bahia – G-Tec Cooperativas) apresentaram informações sobre a situação das lavouras, o impacto das floradas, problemas climáticos e fitossanitários, expectativa de novos plantios, renovação das lavouras e expectativas de produção. O encontro é promovido pela Syngenta.
Alguns pontos são comuns à maioria das regiões avaliadas, entre eles, a ocorrência de doenças consideradas secundárias, com especial atenção à ocorrência de mancha-aureolada, cercóspora e phoma. As bacterioses, em especial, tiveram alta incidência, principalmente em regiões mais elevadas e com predominância de ventos. O ataque também foi significativo nos viveiros, com grandes perdas.
A corrida para novos plantios também não foi confirmada, sendo concentrados esforços para a renovação das lavouras, exceto na região do cerrado Mineiro. Também foi consenso o aumento da aquisição de maquinário, sobremaneira para a colheita e pós-colheita, resultado de uma escassez generalizada e alto custo da mão de obra. O investimento em insumos também foi de 10 a 20% acima da média, nas principais regiões produtoras.
No Sul de Minas, região produtora com expectativa de colher 12,6 milhões de sacas em 2012, os especialistas confirmam que as lavouras estão vigorosas, mas problemas climáticos afetaram a floração, com reflexos no desenvolvimento dos grãos e no futuro rendimento da safra. Foram plantados em torno de 45 milhões de mudas, sobretudo, para renovação e em menor escala para novos plantios.
Na região da Mogiana, segundo os especialistas, a safra deverá ser em torno de 1,5 milhões de sacas, o que significa uma redução de 10 a 15% com relação a 2011. A região conhecida como Matas de Minas tem expectativa de colher algo em torno de 8,5 milhões de sacas, resultado de boa florada, porém, com pegamento inferior ao previsto.
No Cerrado Mineiro, a expectativa dos especialistas é que sejam colhidas 5,4 milhões de sacas, com uma corrida para novos plantios. Assim como nas demais regiões, o preço do café praticado em 2011 inibiu a realização de podas, o que deverá repercutir na próxima safra.
Segundo os especialistas do centro-oeste paulista, região que deverá ter uma produção em torno de 1,3 milhão de sacas em 2012, houve grande investimento visando a qualidade do café, com redução da colheita no chão e crescimento do cereja descascado (CD), com foco no mercado de cafés diferenciados.
A qualidade dos cafés das Matas de Minas, Cerrado e Sul de Minas também foram avaliadas pelos especialistas do G-Quality, que apresentaram o percentual de cada região por tipo de bebida. Matas de Minas apresentou 24% de café especial e superior, Sul de Minas e Cerrado apresentaram 50% destes tipos, sendo que o café sulmineiro é predominantemente natural (90%) e, no Cerrado, o café cereja descascado representa 30% da safra.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Café desaba mais um vez e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
Café desaba mais um vez e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Furures US encerraram esta quinta-feira com fortes perdas, ampliando ainda mais o quadro debilitado que vem sendo observado para os preços do grão desde o mês de fevereiro. Após passar vários dias preso em um range construído após baixas sucessivas, o mercado deu sinais de uma tentativa de recuperação na quarta-feira, mas os avanços foram bastante modestos. Em uma quinta-feira de sinais negativos no mercado externo e de um forte volume de posições negociadas, uma nova onda vendedora passou a ser verificada na bolsa, com especuladores e fundos liquidando, o que permitiu fazer com que o suporte recente, em 181,05 centavos fosse rompido, o que deu espaço para vários stops de venda, com os preços voltando a ter quedas bastante fortes até atingir as mínimas de 18 meses. Mesmo sobrevendido, o mercado, efetivamente, cumpriu uma expectativa de alguns operadores, que trabalhavam com a expectativa de haver ainda um espaço considerável para novas vendas e para a busca de patamares ainda mais baixos no mercado, numa continuidade do movimento de fraqueza que data desde maio do ano passado, quando os contratos falharam em buscar níveis superiores aos de 300 centavos por libra. No after-hours desta quinta as perdas se tornaram ainda mais efetivas e o maio encerrou cotado a 175,15 centavos, acumulando retração de mais de 5%. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 775 pontos com 176,95 centavos, sendo a máxima em 185,30 e a mínima em 174,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 760 pontos, com a libra a 179,75 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os contratos do café na bolsa nova-iorquina tiveram uma quinta-feira negra, ampliando ainda mais o quadro baixista, que já perdura há um considerável tempo. As baixas do dia levaram a posição maio a testar o menor nível desde outubro de 2010. Um operador sustentou que, mesmo tendo um "rally modesto" na quarta-feira, com o maio atingindo a máxima de 188,45 centavos, o sentimento baixista não foi apaziguado, sendo que várias especulações acerca da alta safra brasileira de arábica continuam pressionando o mercado. Assim, nesta quinta-feira os negócios se iniciaram negativamente e, no decorrer da sessão, novas perdas passaram a ser produzidas. "Basicamente, eu penso que após ontem o mercado está muito desapontado", disse Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures. "O mercado hoje reassumiu sua tendência fortemente baixista", complementou. O primeiro contrato na bolsa nova-iorquina já experimenta uma baixa, ao longo deste ano, de 21%, sendo que a perspectiva de uma forte produção brasileira continua sendo um dos motivos apontados pelos participantes para tamanha depressão. Para De la Roche, a tendência é de o maio buscar se posicionar abaixo do nível de 175,00 centavos no curto prazo. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 21, totalizaram 1.080.002 sacas de café, queda de 4,62% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 600 sacas, indo para 1.548.151 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.671 lotes, com as opções tendo 2.671 calls e 1.450 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,45, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,30, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 e 168,50 centavos por libra.
NY DESPENCA E ATINGE COTAÇÕES MAIS BAIXAS EM 18 MESES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos, com perdas de 4% a 5%. As cotações caíram aos níveis mais baixos em 18 meses. Traders destacaram que a queda foi mais associada a fatores técnicos e gráficos, com especuladores testando e conseguindo romper a linha de US$ 1,80 por libra-peso, que não foi recuperada na sessão. A mínima no contrato maio foi de US$ 1,74 a libra-peso, não vista desde outubro de 2010. As notícias macroeconômicas negativas no dia, com retração da atividadeindustrial na China e na Alemanha, pesaram também sobre o café, estimulando vendas de especuladores e fundos. Não houve alteração nos fundamentos do café, segue o sentimento negativo aos preços com a proximidade da entrada da safra brasileira, mas nesse momento os aspectos técnicos foram mais importantes, sem haver maior força para o mercado dessa vez segurar a linha de US$ 1,80 no contrato maio. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 176,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 7,75 centavos,ou de 4,2%. A posição julho fechou a 178,00 cents, com queda de 9,35 cents, ou de 5,0%.
NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 4,2% COM ESPECULAÇÃO E AMPLA SAFRA
Nova York, 22 -
Os contratos futuros de café arábica fecharam em forte queda na Bolsa ICE Futures, em Nova York. Especuladores buscam um novo piso para o mercado, segundo operadores. O contrato maio caiu 775 pontos ou 4,20%, a 176,95 cents/lb, o nível mais baixo em 18 meses. "Depois das 11h45 (horário de Nova York), os futuros romperam a barreira de 180 cents e não voltaram mais aos níveis anteriores", afirmou o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os preços atingiram uma mínima de 174,45 cents, o nível mais baixo desde outubro de 2010. Segundo operadores, notícias macroeconômicas negativas vindas da China e da Europa ajudaram a derrubar os contratos. No caso específico do café, porém, não houve nada que pudesse sinalizar uma queda tão forte hoje, disse Bernardo. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres.
As informações são da Dow Jones.
Londres reflete outros mercados, cai, mas fica acima de referencial
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão em que o maio voltou a testar intervalos abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. No entanto, algumas recompras foram verificadas na parte final do dia, permitindo que as cotações finais se posicionassem acima do referencial. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por predomínio dos vendedores especulativos, que seguiram o clima desfavorável verificado em mercados externos e, principalmente, nos cafés arábicas, que tiveram uma quinta-feira de perdas incisivas. Ao longo do dia, o maio chegou a bater na mínima de 1.992 dólares. Nesse nível, porém, algumas compras de comerciais e recompras especulativas puderam ser detectadas, o que permitiu que o fechamento do dia se desse com perdas apenas modestas. "Tivemos alguma pressão vendedora ao longo do dia, mas, ao mesmo tempo, o mercado ainda vive sob o controle da oferta limitada. As origens, notadamente o Vietnã, continuam a vender de forma bastante regrada e isso quando não permite ganhos ao menos abre espaço para limitar significativamente as perdas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,65 mil lotes, com o julho tendo 3,19 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.
EXTERIOR RUIM E ESPERA POR MEDIDAS SUSTENTAM DÓLAR ACIMA DE R$ 1,82
São Paulo, 22 -
O dólar oscilou em alta ante o real o dia todo e acima do patamar de R$ 1,82. A aversão ao risco no exterior causada por dados fracos da economia chinesa e europeia amparou a valorização da moeda norte-americana, com impacto sobre os negócios locais. Aqui, a persistente expectativa de novas medidas cambiais induziu também a correção de preço. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu a empresários que o governo continuará a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam a subida do real. Desse modo, mesmo sem leilão do BC pelo segundo dia seguido, o dólar não fraquejou. "A moeda norte-americana ganhou um parceiro forte para sustentar sua valorização que é o desaquecimento da China, confirmado pelos indicadores", avaliou o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil. Além disso, a certeza de que o governo brasileiro vai atuar se for preciso ajuda a criar inquietação. "O potencial vendedor de dólar se retrai e não tem pressa de vender, ajudando a sustentar os preços", observou. No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Em março, a valorização acumulada pela divisa é de 6,29% mas, no ano, ainda cai 2,41%. Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%). O giro financeiro registrado até 16h41 na clearing de câmbio somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,827 bilhão em D+2). No segmento de derivativos, às 17h02, o dólar para abril 2012 ganhava 0,11%, a R$ 1,8260, com giro de US$ 13,037 bilhões. Até esse horário, a cotação máxima foi de R$ 1,8365 e a mínima, de R$ 1,8235. Na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários hoje a questão do câmbio concentrou parte do debate. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção", avalia. Skaf sugeriu ao governo que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário. Quanto à decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores, Skaf disse que é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", comentou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,05%, a R$ 1,8200 para compra e R$ 1,8220 para venda. Na quarta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,16%, cotada a R$ 1,8210. A desaceleração da China manteve investidores cautelosos durante todo o dia, porém a divisa acabou encerrando as movimentações no mercado brasileiro de câmbio sem muita variação.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Furures US encerraram esta quinta-feira com fortes perdas, ampliando ainda mais o quadro debilitado que vem sendo observado para os preços do grão desde o mês de fevereiro. Após passar vários dias preso em um range construído após baixas sucessivas, o mercado deu sinais de uma tentativa de recuperação na quarta-feira, mas os avanços foram bastante modestos. Em uma quinta-feira de sinais negativos no mercado externo e de um forte volume de posições negociadas, uma nova onda vendedora passou a ser verificada na bolsa, com especuladores e fundos liquidando, o que permitiu fazer com que o suporte recente, em 181,05 centavos fosse rompido, o que deu espaço para vários stops de venda, com os preços voltando a ter quedas bastante fortes até atingir as mínimas de 18 meses. Mesmo sobrevendido, o mercado, efetivamente, cumpriu uma expectativa de alguns operadores, que trabalhavam com a expectativa de haver ainda um espaço considerável para novas vendas e para a busca de patamares ainda mais baixos no mercado, numa continuidade do movimento de fraqueza que data desde maio do ano passado, quando os contratos falharam em buscar níveis superiores aos de 300 centavos por libra. No after-hours desta quinta as perdas se tornaram ainda mais efetivas e o maio encerrou cotado a 175,15 centavos, acumulando retração de mais de 5%. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 775 pontos com 176,95 centavos, sendo a máxima em 185,30 e a mínima em 174,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 760 pontos, com a libra a 179,75 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os contratos do café na bolsa nova-iorquina tiveram uma quinta-feira negra, ampliando ainda mais o quadro baixista, que já perdura há um considerável tempo. As baixas do dia levaram a posição maio a testar o menor nível desde outubro de 2010. Um operador sustentou que, mesmo tendo um "rally modesto" na quarta-feira, com o maio atingindo a máxima de 188,45 centavos, o sentimento baixista não foi apaziguado, sendo que várias especulações acerca da alta safra brasileira de arábica continuam pressionando o mercado. Assim, nesta quinta-feira os negócios se iniciaram negativamente e, no decorrer da sessão, novas perdas passaram a ser produzidas. "Basicamente, eu penso que após ontem o mercado está muito desapontado", disse Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures. "O mercado hoje reassumiu sua tendência fortemente baixista", complementou. O primeiro contrato na bolsa nova-iorquina já experimenta uma baixa, ao longo deste ano, de 21%, sendo que a perspectiva de uma forte produção brasileira continua sendo um dos motivos apontados pelos participantes para tamanha depressão. Para De la Roche, a tendência é de o maio buscar se posicionar abaixo do nível de 175,00 centavos no curto prazo. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 21, totalizaram 1.080.002 sacas de café, queda de 4,62% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 600 sacas, indo para 1.548.151 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.671 lotes, com as opções tendo 2.671 calls e 1.450 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,45, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,30, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 e 168,50 centavos por libra.
NY DESPENCA E ATINGE COTAÇÕES MAIS BAIXAS EM 18 MESES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos, com perdas de 4% a 5%. As cotações caíram aos níveis mais baixos em 18 meses. Traders destacaram que a queda foi mais associada a fatores técnicos e gráficos, com especuladores testando e conseguindo romper a linha de US$ 1,80 por libra-peso, que não foi recuperada na sessão. A mínima no contrato maio foi de US$ 1,74 a libra-peso, não vista desde outubro de 2010. As notícias macroeconômicas negativas no dia, com retração da atividadeindustrial na China e na Alemanha, pesaram também sobre o café, estimulando vendas de especuladores e fundos. Não houve alteração nos fundamentos do café, segue o sentimento negativo aos preços com a proximidade da entrada da safra brasileira, mas nesse momento os aspectos técnicos foram mais importantes, sem haver maior força para o mercado dessa vez segurar a linha de US$ 1,80 no contrato maio. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 176,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 7,75 centavos,ou de 4,2%. A posição julho fechou a 178,00 cents, com queda de 9,35 cents, ou de 5,0%.
NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 4,2% COM ESPECULAÇÃO E AMPLA SAFRA
Nova York, 22 -
Os contratos futuros de café arábica fecharam em forte queda na Bolsa ICE Futures, em Nova York. Especuladores buscam um novo piso para o mercado, segundo operadores. O contrato maio caiu 775 pontos ou 4,20%, a 176,95 cents/lb, o nível mais baixo em 18 meses. "Depois das 11h45 (horário de Nova York), os futuros romperam a barreira de 180 cents e não voltaram mais aos níveis anteriores", afirmou o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os preços atingiram uma mínima de 174,45 cents, o nível mais baixo desde outubro de 2010. Segundo operadores, notícias macroeconômicas negativas vindas da China e da Europa ajudaram a derrubar os contratos. No caso específico do café, porém, não houve nada que pudesse sinalizar uma queda tão forte hoje, disse Bernardo. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres.
As informações são da Dow Jones.
Londres reflete outros mercados, cai, mas fica acima de referencial
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão em que o maio voltou a testar intervalos abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. No entanto, algumas recompras foram verificadas na parte final do dia, permitindo que as cotações finais se posicionassem acima do referencial. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por predomínio dos vendedores especulativos, que seguiram o clima desfavorável verificado em mercados externos e, principalmente, nos cafés arábicas, que tiveram uma quinta-feira de perdas incisivas. Ao longo do dia, o maio chegou a bater na mínima de 1.992 dólares. Nesse nível, porém, algumas compras de comerciais e recompras especulativas puderam ser detectadas, o que permitiu que o fechamento do dia se desse com perdas apenas modestas. "Tivemos alguma pressão vendedora ao longo do dia, mas, ao mesmo tempo, o mercado ainda vive sob o controle da oferta limitada. As origens, notadamente o Vietnã, continuam a vender de forma bastante regrada e isso quando não permite ganhos ao menos abre espaço para limitar significativamente as perdas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,65 mil lotes, com o julho tendo 3,19 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.
EXTERIOR RUIM E ESPERA POR MEDIDAS SUSTENTAM DÓLAR ACIMA DE R$ 1,82
São Paulo, 22 -
O dólar oscilou em alta ante o real o dia todo e acima do patamar de R$ 1,82. A aversão ao risco no exterior causada por dados fracos da economia chinesa e europeia amparou a valorização da moeda norte-americana, com impacto sobre os negócios locais. Aqui, a persistente expectativa de novas medidas cambiais induziu também a correção de preço. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu a empresários que o governo continuará a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam a subida do real. Desse modo, mesmo sem leilão do BC pelo segundo dia seguido, o dólar não fraquejou. "A moeda norte-americana ganhou um parceiro forte para sustentar sua valorização que é o desaquecimento da China, confirmado pelos indicadores", avaliou o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil. Além disso, a certeza de que o governo brasileiro vai atuar se for preciso ajuda a criar inquietação. "O potencial vendedor de dólar se retrai e não tem pressa de vender, ajudando a sustentar os preços", observou. No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Em março, a valorização acumulada pela divisa é de 6,29% mas, no ano, ainda cai 2,41%. Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%). O giro financeiro registrado até 16h41 na clearing de câmbio somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,827 bilhão em D+2). No segmento de derivativos, às 17h02, o dólar para abril 2012 ganhava 0,11%, a R$ 1,8260, com giro de US$ 13,037 bilhões. Até esse horário, a cotação máxima foi de R$ 1,8365 e a mínima, de R$ 1,8235. Na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários hoje a questão do câmbio concentrou parte do debate. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção", avalia. Skaf sugeriu ao governo que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário. Quanto à decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores, Skaf disse que é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", comentou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,05%, a R$ 1,8200 para compra e R$ 1,8220 para venda. Na quarta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,16%, cotada a R$ 1,8210. A desaceleração da China manteve investidores cautelosos durante todo o dia, porém a divisa acabou encerrando as movimentações no mercado brasileiro de câmbio sem muita variação.
quinta-feira, 22 de março de 2012
marker international coffee
Colombians, UGQ, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from 31¢ over the relevant months “C.” Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from 36¢ over the relevant months “C.” Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.” Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 9¢ over the relevant months “C.” Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 5¢ over the relevant months “C.” Santos 3/4s were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 6¢ under the relevant months “C,” and were offered FOB, for Aug. through Dec. equal shipment from 14¢ to 15¢ under the relevant months “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 21¢ to 23¢ over May London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Mar./Apr./May crossing from 5¢ over the relevant months “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May/June equal shipment from 3¢ over the relevant months “C.” Extra prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr. shipment from 8¢ over May “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 9¢ over the relevant months “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $6 over the relevant months “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $14 to $16 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through July equal shipment from $21 to $23 over the relevant months “C.” Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $30 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr./May shipment from $5 over the relevant months “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $12 per 46 kilos, over the relevant months “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $15 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Apr. through July equal shipment were offered FOB from $16 to $17 over the relevant months “C.” High grown Hondurans, EP, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through June equal shipment from $3 under the relevant months “C.” Strictly high grown Hondurans, EP, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from equal to the relevant months “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 30¢ over May London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Apr. shipment from 15¢ over May London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 14¢ over May London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 23¢ over May London.
Café rompe resistência na ICE, mas avança timidamente
Café rompe resistência na ICE, mas avança timidamente
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão em que o intervalo construído após as fortes baixas recentes foi rompido. No entanto, a força compradora para uma possível correção técnica mais efetiva não foi das mais consideráveis, com os preços, desse modo, voltando a ter desaceleração e o fechamento da sessão se dando novamente dentro desse range atual. Alguns players argumentaram que as altas foram efetivamente técnicas, mas que alguns fatores externos, em menor medida, contribuíram para estimular o potencial comprador. Um dos fatores foi o terremoto no México, que atingiu zonas produtoras de café, como Oaxaca e Guerrero e foi sentido, inclusive, na Guatemala. Durante parte do dia, o segmento macroeconômico também atuou favoravelmente aos preços das commodities. No entanto, na parte da tarde as bolsas norte-americanas não conseguiram manter o potencial altista e as cotações das matérias-primas, excetuando o petróleo, também não avançaram da forma mais consistente. Apesar do rompimento do intervalo, a sessão se mostrou, mais uma vez, presa em parâmetros que perduram há vários dias. Apesar de sobrevendido, o mercado de café não parece ter força compradora para uma correção mais efetiva. Por outro lado, alguns players ainda enxergam um potencial baixista forte, o que poderia abrir espaço para novas liquidações. Os vendedores, porém, se mantêm também reticentes. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 110 pontos com 184,70 centavos, sendo a máxima em 188,45 e a mínima em 182,50 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 100 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 191,05 e a mínima em 185,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia se caracterizou pela tentativa de rompimento do primeiro suporte, em 186,60 centavos para o maio. A marca conseguiu ser transposta e, dessa forma, novas ordens de compra passaram a ser processadas, com o maio chegando a flutuar no intervalo de 188,00 centavos de dólar. Entretanto, o "fôlego" comprador se mostrou limitado e, pouco a pouco, algumas novas vendas foram limitando os ganhos e o fechamento voltou a se dar em um nível dentro do intervalo que vem sendo trabalhado pelo mercado nos últimos dias. "Realmente chegamos a trabalhar com a hipótese de que a esperada correção pudesse ser processada, mas não tivemos novos impulsos compradores. Alguns players trabalham com a percepção de que o sentimento baixista ainda é forte e que, assim, um movimento de alta deve ser limitado consideravelmente", disse um trader. Após o encerramento dos negócios da terça-feira, a direção da bolsa nova-iorquina anunciou que passará a contar com um sistema de "circuit-breaker" nos negócios de softs, incluindo o café. O objetivo é conter a volatilidade. Com o sistema, cada negócio passa a ter um preço âncora e, qualquer nível além ou abaixo de um determinado percentual desse preço vai fazer com que um "break" de 30 segundos seja acionado. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 20, totalizaram 1.038.986 sacas de café, contra 846.725 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 550 sacas, indo para 1.548.751 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.233 lotes, com as opções tendo 2.069 calls e 1.346 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,50, 182,35, 182,00, 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotaçõesavançaram em mais um dia dominado por aspectos técnicos e gráficos, sem muitas novidades nos fundamentos. Segundo corretores, o dia foi de cobertura de posições vendidas, o que garantiu a valorização, com compras de fundos e especuladores. O mercado esteve volátil, chegou a ter perdas e depois reagiu bem, com o contrato maio chegando a ter alta na máxima do dia de 4,85 centavos de dólar por libra-peso.Mas depois da metade da sessão o mercado reduziu os ganhos. O comportamento mais uma vez mostrou que o mercado segue preso na linha de US$ 1,80 a US$ 1,90 a libra-peso. Na alta, há dificuldade inclusive pro mercadose manter acima dos US$ 1,85 a libra-peso, com vendas sendo mais ativadas. E nabaixa o mercado encontra denso suporte em US$ 1,80 a libra. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,70 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,10 centavo, ou de 0,6%. A posição julho fechou a 187,35 cents, com alta de 1,00 cent, ou de 0,5%. Com comportamento misto, Londres vê diferenciais caírem Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com comportamentos divergentes. Enquanto os contratos mais imediatos experimentaram retração os mais a futuro tiveram leves quedas, o que permitiu fazer com que o diferencial de maio para julho registrasse uma diminuição. De acordo com analistas internacionais, o dia foi ligeiramente mais movimentado que as sessões passadas da bolsa londrina, com o maio, porém, conseguindo se manter dentro do range de 2.000 dólares, mesmo com alguma pressão vendedora. A mínima do dia esteve em 2.009 dólares, no entanto, nesse patamar algumas recompras foram observadas, o que permitiu fazer com que as perdas desacelerassem consideravelmente. "Chegamos a ter algumas novas ações compradoras na parte inicial do dia, com o maio batendo em 2.042 dólares, no entanto, com o enfraquecimento das bolsas de valores em vários mercados europeus passamos a ter alguma pressão sobre as commodities e as posições mais imediatas fecharam no lado negativo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,88 mil lotes, com o julho tendo 3,79 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 14 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC, DÓLAR À VISTA CAI E FICA ABAIXO DE R$ 1,82
São Paulo, 21 -
O dólar à vista encerrou em queda, de 0,11%, e abaixo de R$ 1,82, cotado hoje em R$ 1,8190 no balcão, após subir 1,05% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, com baixa de 0,05%, em R$ 1,8207. A queda de preço ocorreu em meio a um fluxo cambial aparentemente equilibrado e um giro financeiro maior que o dos dois dias anteriores. A pressão de baixa resultou de um aumento de oferta de moeda no fim da sessão, uma vez que os agentes financeiros esperavam um leilão de compra do Banco Central à tarde, o que não se confirmou. Sendo assim, eles foram a mercado vender a moeda, pressionando a baixa dos preços, na contramão da leve valorização do dólar no exterior. O giro total à vista na clearing de câmbio às 16h52 somava US$ 2,385 bilhões (US$ 2,131 bilhões em D+2). No mercado futuro, às 16h51, o dólar abril 2012 subia 0,16%, a R$ 1,8235, com giro de US$ 14,940 bilhões, de um total de US$ 15,136 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar. Apesar do leve recuo hoje, os agentes de câmbio avaliam que a moeda tende a oscilar ao redor de R$ 1,81, ora pouco acima ora abaixo. Isso porque continua pesando nas decisões de negócios a trajetória para o câmbio pretendida e defendida pela equipe Econômica. A incerteza sobre novas medidas sustenta certa cautela. Os dados sobre fluxo cambial no mês até o dia 16 não mexeram com a formação de preço do dólar. Mas mostraram que houve ingressos de US$ 514 milhões no País entre os dias 12 e 16 últimos, elevando o saldo positivo acumulado em março para US$ 5,622 bilhões - dos quais US$ 561 milhões ingressaram pelo segmento financeiro e US$ 5,061 bilhões pela via comercial. Na semana passada, a conta comercial registrou a entrada líquida de US$ 1,452 bilhão e o fluxo financeiro registrou saída líquida de US$ 938 milhões. Nessa cifra, são somadas transferências de dólares para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações. No exterior, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, disse em uma audiência no Congresso norte-americano que o Fed não tem planos de adotar um papel ativo nos mercados de dívida soberana além das reservas internacionais, que tradicionalmente possui. Isso ajudou a amparar o dólar, que sobe levemente no mercado de moedas. Em Nova York, às 17h11, o euro estava em US$ 1,3210, de US$ 1,3296 ontem.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,16%, a R$ 1,8190 para compra e R$ 1,8210 para venda. Na terça-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,38%, cotada a R$ 1,8210. Pelo terceiro dia seguido a moeda estadunidense teve alta no mercado brasileiro de câmbio, refletindo a tendência externa.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão em que o intervalo construído após as fortes baixas recentes foi rompido. No entanto, a força compradora para uma possível correção técnica mais efetiva não foi das mais consideráveis, com os preços, desse modo, voltando a ter desaceleração e o fechamento da sessão se dando novamente dentro desse range atual. Alguns players argumentaram que as altas foram efetivamente técnicas, mas que alguns fatores externos, em menor medida, contribuíram para estimular o potencial comprador. Um dos fatores foi o terremoto no México, que atingiu zonas produtoras de café, como Oaxaca e Guerrero e foi sentido, inclusive, na Guatemala. Durante parte do dia, o segmento macroeconômico também atuou favoravelmente aos preços das commodities. No entanto, na parte da tarde as bolsas norte-americanas não conseguiram manter o potencial altista e as cotações das matérias-primas, excetuando o petróleo, também não avançaram da forma mais consistente. Apesar do rompimento do intervalo, a sessão se mostrou, mais uma vez, presa em parâmetros que perduram há vários dias. Apesar de sobrevendido, o mercado de café não parece ter força compradora para uma correção mais efetiva. Por outro lado, alguns players ainda enxergam um potencial baixista forte, o que poderia abrir espaço para novas liquidações. Os vendedores, porém, se mantêm também reticentes. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 110 pontos com 184,70 centavos, sendo a máxima em 188,45 e a mínima em 182,50 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 100 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 191,05 e a mínima em 185,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia se caracterizou pela tentativa de rompimento do primeiro suporte, em 186,60 centavos para o maio. A marca conseguiu ser transposta e, dessa forma, novas ordens de compra passaram a ser processadas, com o maio chegando a flutuar no intervalo de 188,00 centavos de dólar. Entretanto, o "fôlego" comprador se mostrou limitado e, pouco a pouco, algumas novas vendas foram limitando os ganhos e o fechamento voltou a se dar em um nível dentro do intervalo que vem sendo trabalhado pelo mercado nos últimos dias. "Realmente chegamos a trabalhar com a hipótese de que a esperada correção pudesse ser processada, mas não tivemos novos impulsos compradores. Alguns players trabalham com a percepção de que o sentimento baixista ainda é forte e que, assim, um movimento de alta deve ser limitado consideravelmente", disse um trader. Após o encerramento dos negócios da terça-feira, a direção da bolsa nova-iorquina anunciou que passará a contar com um sistema de "circuit-breaker" nos negócios de softs, incluindo o café. O objetivo é conter a volatilidade. Com o sistema, cada negócio passa a ter um preço âncora e, qualquer nível além ou abaixo de um determinado percentual desse preço vai fazer com que um "break" de 30 segundos seja acionado. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 20, totalizaram 1.038.986 sacas de café, contra 846.725 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 550 sacas, indo para 1.548.751 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.233 lotes, com as opções tendo 2.069 calls e 1.346 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,50, 182,35, 182,00, 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotaçõesavançaram em mais um dia dominado por aspectos técnicos e gráficos, sem muitas novidades nos fundamentos. Segundo corretores, o dia foi de cobertura de posições vendidas, o que garantiu a valorização, com compras de fundos e especuladores. O mercado esteve volátil, chegou a ter perdas e depois reagiu bem, com o contrato maio chegando a ter alta na máxima do dia de 4,85 centavos de dólar por libra-peso.Mas depois da metade da sessão o mercado reduziu os ganhos. O comportamento mais uma vez mostrou que o mercado segue preso na linha de US$ 1,80 a US$ 1,90 a libra-peso. Na alta, há dificuldade inclusive pro mercadose manter acima dos US$ 1,85 a libra-peso, com vendas sendo mais ativadas. E nabaixa o mercado encontra denso suporte em US$ 1,80 a libra. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,70 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,10 centavo, ou de 0,6%. A posição julho fechou a 187,35 cents, com alta de 1,00 cent, ou de 0,5%. Com comportamento misto, Londres vê diferenciais caírem Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com comportamentos divergentes. Enquanto os contratos mais imediatos experimentaram retração os mais a futuro tiveram leves quedas, o que permitiu fazer com que o diferencial de maio para julho registrasse uma diminuição. De acordo com analistas internacionais, o dia foi ligeiramente mais movimentado que as sessões passadas da bolsa londrina, com o maio, porém, conseguindo se manter dentro do range de 2.000 dólares, mesmo com alguma pressão vendedora. A mínima do dia esteve em 2.009 dólares, no entanto, nesse patamar algumas recompras foram observadas, o que permitiu fazer com que as perdas desacelerassem consideravelmente. "Chegamos a ter algumas novas ações compradoras na parte inicial do dia, com o maio batendo em 2.042 dólares, no entanto, com o enfraquecimento das bolsas de valores em vários mercados europeus passamos a ter alguma pressão sobre as commodities e as posições mais imediatas fecharam no lado negativo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,88 mil lotes, com o julho tendo 3,79 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 14 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC, DÓLAR À VISTA CAI E FICA ABAIXO DE R$ 1,82
São Paulo, 21 -
O dólar à vista encerrou em queda, de 0,11%, e abaixo de R$ 1,82, cotado hoje em R$ 1,8190 no balcão, após subir 1,05% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, com baixa de 0,05%, em R$ 1,8207. A queda de preço ocorreu em meio a um fluxo cambial aparentemente equilibrado e um giro financeiro maior que o dos dois dias anteriores. A pressão de baixa resultou de um aumento de oferta de moeda no fim da sessão, uma vez que os agentes financeiros esperavam um leilão de compra do Banco Central à tarde, o que não se confirmou. Sendo assim, eles foram a mercado vender a moeda, pressionando a baixa dos preços, na contramão da leve valorização do dólar no exterior. O giro total à vista na clearing de câmbio às 16h52 somava US$ 2,385 bilhões (US$ 2,131 bilhões em D+2). No mercado futuro, às 16h51, o dólar abril 2012 subia 0,16%, a R$ 1,8235, com giro de US$ 14,940 bilhões, de um total de US$ 15,136 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar. Apesar do leve recuo hoje, os agentes de câmbio avaliam que a moeda tende a oscilar ao redor de R$ 1,81, ora pouco acima ora abaixo. Isso porque continua pesando nas decisões de negócios a trajetória para o câmbio pretendida e defendida pela equipe Econômica. A incerteza sobre novas medidas sustenta certa cautela. Os dados sobre fluxo cambial no mês até o dia 16 não mexeram com a formação de preço do dólar. Mas mostraram que houve ingressos de US$ 514 milhões no País entre os dias 12 e 16 últimos, elevando o saldo positivo acumulado em março para US$ 5,622 bilhões - dos quais US$ 561 milhões ingressaram pelo segmento financeiro e US$ 5,061 bilhões pela via comercial. Na semana passada, a conta comercial registrou a entrada líquida de US$ 1,452 bilhão e o fluxo financeiro registrou saída líquida de US$ 938 milhões. Nessa cifra, são somadas transferências de dólares para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações. No exterior, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, disse em uma audiência no Congresso norte-americano que o Fed não tem planos de adotar um papel ativo nos mercados de dívida soberana além das reservas internacionais, que tradicionalmente possui. Isso ajudou a amparar o dólar, que sobe levemente no mercado de moedas. Em Nova York, às 17h11, o euro estava em US$ 1,3210, de US$ 1,3296 ontem.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,16%, a R$ 1,8190 para compra e R$ 1,8210 para venda. Na terça-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,38%, cotada a R$ 1,8210. Pelo terceiro dia seguido a moeda estadunidense teve alta no mercado brasileiro de câmbio, refletindo a tendência externa.
Drooping Arabica Coffee Prices Could Take Toll On Next Crop
Drooping Arabica Coffee Prices Could Take Toll On Next Crop
Leslie Josephs
DOW JONES
--Coffee prices down almost 40% from last year's high
--Lower prices seen cutting into farmers' income --
Fewer investments likely in coffee plants CHARLESTON, S.C. - Expectations of a robust harvest from topgrower Brazil have sent arabica coffee prices tumbling, which in turn could capproduction next year. Farmers from the Andes to Central America say they are earning less, whichmeans they will have less to invest in the high-maintenance arabica plants thatproduce some of the world's most coveted beans. "The level of investment on the farms is going to be greatly reduced," saidLuis Gonzaga Ordonez, manager of the Association of High-Quality CoffeeProducers, a group representing 250 growers who harvest coffee from the slopesof the southwestern Huila region of Colombia. "First it's going to affectquality, then it will affect quantity." Gonzaga Ordonez, who harvests coffee from his 2.5-hectare farm outside of thetown of La Plata, expects production to drop 30% as farmers scale back oninvesting in their plants and take others out of production altogether sincecosts haven't declined with the price. Front-month arabica futures traded on the ICE Futures U.S. exchange are downalmost 40% from last year's high of $3.049 a pound. Most of the recent declinehas been in anticipation of Brazil's upcoming harvest, which the InternationalCoffee Organization forecasts would produce a record 50.6 million 60-kilogrambags. The drop in prices is eating into income for coffee farmers, particularly inregions that are expensive to produce, such as Costa Rica, where labor andtransportation costs are high. Some farmers are taking drastic measures. "I'm going to reforest," said Gerardo Suarez, head of production at SuarezCoffee Growers in Costa Rica's central highlands. Suarez said he is going toleave only half of his 15-hectare farm for coffee because he could make moremoney by selling timber. The farmers' moves would drive down production and eventually lead to highercoffee prices. "Anytime you have reduced production, you're likely to have higher prices,"said Jack Scoville, a vice president at Price Futures Group in Chicago. "We'reprobably going to rebound to $2.40-$2.50 for 2013." Societe Generale predicts the rebound could come even sooner. "We expect prices to continue trending lower into the Brazilian harvest,before reversing higher into year-end as supplies begin tightening again,assuming demand remains strong," said analyst Michael Haigh. The bank said this week that prices could average $2.0587 a pound this year.Arabica for May delivery settled 1.1 cents, or 0.6%, higher at $1.8470 a poundWednesday.
Leslie Josephs
DOW JONES
--Coffee prices down almost 40% from last year's high
--Lower prices seen cutting into farmers' income --
Fewer investments likely in coffee plants CHARLESTON, S.C. - Expectations of a robust harvest from topgrower Brazil have sent arabica coffee prices tumbling, which in turn could capproduction next year. Farmers from the Andes to Central America say they are earning less, whichmeans they will have less to invest in the high-maintenance arabica plants thatproduce some of the world's most coveted beans. "The level of investment on the farms is going to be greatly reduced," saidLuis Gonzaga Ordonez, manager of the Association of High-Quality CoffeeProducers, a group representing 250 growers who harvest coffee from the slopesof the southwestern Huila region of Colombia. "First it's going to affectquality, then it will affect quantity." Gonzaga Ordonez, who harvests coffee from his 2.5-hectare farm outside of thetown of La Plata, expects production to drop 30% as farmers scale back oninvesting in their plants and take others out of production altogether sincecosts haven't declined with the price. Front-month arabica futures traded on the ICE Futures U.S. exchange are downalmost 40% from last year's high of $3.049 a pound. Most of the recent declinehas been in anticipation of Brazil's upcoming harvest, which the InternationalCoffee Organization forecasts would produce a record 50.6 million 60-kilogrambags. The drop in prices is eating into income for coffee farmers, particularly inregions that are expensive to produce, such as Costa Rica, where labor andtransportation costs are high. Some farmers are taking drastic measures. "I'm going to reforest," said Gerardo Suarez, head of production at SuarezCoffee Growers in Costa Rica's central highlands. Suarez said he is going toleave only half of his 15-hectare farm for coffee because he could make moremoney by selling timber. The farmers' moves would drive down production and eventually lead to highercoffee prices. "Anytime you have reduced production, you're likely to have higher prices,"said Jack Scoville, a vice president at Price Futures Group in Chicago. "We'reprobably going to rebound to $2.40-$2.50 for 2013." Societe Generale predicts the rebound could come even sooner. "We expect prices to continue trending lower into the Brazilian harvest,before reversing higher into year-end as supplies begin tightening again,assuming demand remains strong," said analyst Michael Haigh. The bank said this week that prices could average $2.0587 a pound this year.Arabica for May delivery settled 1.1 cents, or 0.6%, higher at $1.8470 a poundWednesday.
Mais um capítulo sinistro da guerra fiscal estadual
Mais um capítulo sinistro da guerra fiscal estadual
Quando a tendência à valorização do câmbio se consolidou, com o aumento expressivo das importações, aberrações tributárias do país que até então passavam despercebidas tornaram-se públicas. É o caso dos incentivos fiscais dados por dez Estados aos bens importados, que motivou uma versão bastarda e ainda mais nociva da guerra fiscal estadual, apelidada de "guerra dos portos". Até o nome de batismo é enganoso nesse jogo de subterfúgios no qual alguns Estados estão simplesmente interessados em um feirão de descontos para empurrar compras externas a outros Estados, embolsando algum dinheiro e alimentando a concorrência desleal com a produção nacional ou com bens importados por outros Estados. Não é sequer necessário que o Estado tenha um porto para lançar mão da artimanha. Goiás é o Estado que alega ter as maiores perdas do país se o benefício acabar, algo como R$ 1,9 bilhão. Longe do mar, tem um "porto seco", entreposto onde o desembaraço de mercadorias importadas é feito, ou então por onde passam mercadorias destinadas para a exportação.Boa parte das vantagens dos Estados que dão descontos de ICMS aos bens importados se acentuou com o aumento acelerado das importações. Goiás, ativo na guerra fiscal, foi um dos que mais cedo iniciaram a prática (2002), pouco depois do Mato Grosso do Sul (2001) e um pouco antes de Santa Catarina (2003). Adotaram ainda vantagens fiscais para a importação Paraná, Pernambuco, Tocantins, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas.Esses benefícios unilaterais nunca foram aprovados pelo Conselho de Política Fazendária, mas, como nos demais casos de espertezas da guerra fiscal, tornaram-se tão corriqueiros na realidade que alguns governadores o consideram praticamente um direito adquirido. A resolução 72 do Senado, que o governo apoia, dispõe que a alíquota interestadual do ICMS dos produtos importados seja uniformizada em 4%, o que tornaria desprezíveis as vantagens dos Estados que aproveitam a farra dos importados para fazer caixa. Agora, assiste-se à reação dos Estados à proposta da resolução.Os governos de Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo foram os mais enérgicos na defesa dos privilégios que concedem a fabricantes no exterior. Eles querem ser compensados pela União pela perda dessa duvidosa fonte de recursos, pedem um prazo de adaptação para a extinção do benefício, que poderia ocorrer finalmente só em 2020. Santa Catarina não vê mal nenhum em dar incentivos desse tipo a importações sem similar em seu território, como forma de compensar os maiores custos logísticos de produzir longe dos grandes centros consumidores.Os governadores conseguiram ganhos substanciais sobre outros Estados. Estudo da Fiesp mostra que a participação no total de importados industrializados que ingressaram por Santa Catarina desde o início da vigência do benefício subiu de 2% para 6,6%. No Paraná, o percentual foi de 6,3% para 7,7% e em Goiás, de 0,8% para 2,8%. Em 2010, 9,8% do total de importações entraram no país pelos Estados que concedem incentivos, ou quase US$ 15 bilhões.Essa política é imediatista e míope, além de nociva à produção nacional. Pode-se compreender que um Estado conceda incentivos para se industrializar e criar empregos, para reduzir desigualdades regionais etc., embora isso não legitime o vale-tudo da guerra fiscal. Há algum progresso econômico e aumento da arrecadação. No caso do incentivo ao bem importado, há sem dúvida aumento de receitas dos Estados e uma economia de custos das empresas importadoras que equivale a gozarem de uma taxa de câmbio mais favorável para as compras no exterior. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os importados passam a custar 9% a menos com os benefícios estaduais, como se o câmbio fosse de R$ 1,64, e não de R$ 1,82 vigente.Do jeito que o incentivo foi desenhado, ele serve como um pedágio camarada para mercadorias que serão destinadas a outros Estados, com ganhos para o exportador estrangeiro e para empresas atraídas por insumos mais baratos vindos de fora. O avanço das importações tornou a necessidade de pôr fim a esse benefício específico mais urgente. Mas não há dúvida de que as questões que estão na sua origem só podem ser adequadamente resolvidas em uma reforma tributária. Não há, porém, boas chances de que ela ocorra tão cedo.
Quando a tendência à valorização do câmbio se consolidou, com o aumento expressivo das importações, aberrações tributárias do país que até então passavam despercebidas tornaram-se públicas. É o caso dos incentivos fiscais dados por dez Estados aos bens importados, que motivou uma versão bastarda e ainda mais nociva da guerra fiscal estadual, apelidada de "guerra dos portos". Até o nome de batismo é enganoso nesse jogo de subterfúgios no qual alguns Estados estão simplesmente interessados em um feirão de descontos para empurrar compras externas a outros Estados, embolsando algum dinheiro e alimentando a concorrência desleal com a produção nacional ou com bens importados por outros Estados. Não é sequer necessário que o Estado tenha um porto para lançar mão da artimanha. Goiás é o Estado que alega ter as maiores perdas do país se o benefício acabar, algo como R$ 1,9 bilhão. Longe do mar, tem um "porto seco", entreposto onde o desembaraço de mercadorias importadas é feito, ou então por onde passam mercadorias destinadas para a exportação.Boa parte das vantagens dos Estados que dão descontos de ICMS aos bens importados se acentuou com o aumento acelerado das importações. Goiás, ativo na guerra fiscal, foi um dos que mais cedo iniciaram a prática (2002), pouco depois do Mato Grosso do Sul (2001) e um pouco antes de Santa Catarina (2003). Adotaram ainda vantagens fiscais para a importação Paraná, Pernambuco, Tocantins, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas.Esses benefícios unilaterais nunca foram aprovados pelo Conselho de Política Fazendária, mas, como nos demais casos de espertezas da guerra fiscal, tornaram-se tão corriqueiros na realidade que alguns governadores o consideram praticamente um direito adquirido. A resolução 72 do Senado, que o governo apoia, dispõe que a alíquota interestadual do ICMS dos produtos importados seja uniformizada em 4%, o que tornaria desprezíveis as vantagens dos Estados que aproveitam a farra dos importados para fazer caixa. Agora, assiste-se à reação dos Estados à proposta da resolução.Os governos de Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo foram os mais enérgicos na defesa dos privilégios que concedem a fabricantes no exterior. Eles querem ser compensados pela União pela perda dessa duvidosa fonte de recursos, pedem um prazo de adaptação para a extinção do benefício, que poderia ocorrer finalmente só em 2020. Santa Catarina não vê mal nenhum em dar incentivos desse tipo a importações sem similar em seu território, como forma de compensar os maiores custos logísticos de produzir longe dos grandes centros consumidores.Os governadores conseguiram ganhos substanciais sobre outros Estados. Estudo da Fiesp mostra que a participação no total de importados industrializados que ingressaram por Santa Catarina desde o início da vigência do benefício subiu de 2% para 6,6%. No Paraná, o percentual foi de 6,3% para 7,7% e em Goiás, de 0,8% para 2,8%. Em 2010, 9,8% do total de importações entraram no país pelos Estados que concedem incentivos, ou quase US$ 15 bilhões.Essa política é imediatista e míope, além de nociva à produção nacional. Pode-se compreender que um Estado conceda incentivos para se industrializar e criar empregos, para reduzir desigualdades regionais etc., embora isso não legitime o vale-tudo da guerra fiscal. Há algum progresso econômico e aumento da arrecadação. No caso do incentivo ao bem importado, há sem dúvida aumento de receitas dos Estados e uma economia de custos das empresas importadoras que equivale a gozarem de uma taxa de câmbio mais favorável para as compras no exterior. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os importados passam a custar 9% a menos com os benefícios estaduais, como se o câmbio fosse de R$ 1,64, e não de R$ 1,82 vigente.Do jeito que o incentivo foi desenhado, ele serve como um pedágio camarada para mercadorias que serão destinadas a outros Estados, com ganhos para o exportador estrangeiro e para empresas atraídas por insumos mais baratos vindos de fora. O avanço das importações tornou a necessidade de pôr fim a esse benefício específico mais urgente. Mas não há dúvida de que as questões que estão na sua origem só podem ser adequadamente resolvidas em uma reforma tributária. Não há, porém, boas chances de que ela ocorra tão cedo.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Market International
Colombians, UGQ, were offered FOB, for Mar. through July equal shipment from 31¢ to 32¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Mar. through July equal shipment from 35¢ to 37¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Mar. through June equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Mar. through June equal shipment from 9¢ over the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Mar. through June equal shipment from 5¢ over the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Mar./Apr./May equal shipment from 6¢ under the relevant months “C,” and were offered FOB, for Aug. through Dec. equal shipment from 14¢ to 15¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 23¢ over May London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Mar./Apr./May crossing from 6¢ over the relevant months “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May/June equal shipment from 3¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 9¢ to 10¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $6 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $14 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through July equal shipment from $21 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $30 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr./May shipment from $5 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $12 per 46 kilos, over the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $15 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through June equal shipment from $2 under the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from equal to to $1 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for July through Sept. equal shipment, per 46 kilos, from equal to the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for July through Sept. equal shipment, per 46 kilos, from $1 under the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 30¢ over May London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 14¢ over May London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 23¢ over May London.
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Mar. through July equal shipment from 35¢ to 37¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Mar. through June equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Mar. through June equal shipment from 9¢ over the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Mar. through June equal shipment from 5¢ over the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Mar./Apr./May equal shipment from 6¢ under the relevant months “C,” and were offered FOB, for Aug. through Dec. equal shipment from 14¢ to 15¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 23¢ over May London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Mar./Apr./May crossing from 6¢ over the relevant months “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May/June equal shipment from 3¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 9¢ to 10¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $6 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $14 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through July equal shipment from $21 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $30 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr./May shipment from $5 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $12 per 46 kilos, over the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $15 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through June equal shipment from $2 under the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from equal to to $1 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for July through Sept. equal shipment, per 46 kilos, from equal to the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for July through Sept. equal shipment, per 46 kilos, from $1 under the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 30¢ over May London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 14¢ over May London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 23¢ over May London.
EXCEDENTE DE CAFÉ SERÁ MENOR QUE 1 MILHÃO DE SACAS, DIZ SOCGEN
EXCEDENTE DE CAFÉ SERÁ MENOR QUE 1 MILHÃO DE SACAS, DIZ SOCGEN
O excedente global de café na temporada mundial , que começa em outubro, será menor que as estimativas atuais do mercado, de acordo com a Societe Generale SA. Segundo a instituição, os excedentes devem ultrapassar a demanda em 818 mil sacas no período 2012/13, abaixo das expectativas de 1 milhão a 2 milhões de sacas, segundo divulgou em relatório Michael Haigh, chefe global de pesquisas em commodities do banco, com sede em Nova York. Na temporada atual, a 2011/12, a previsão é de déficit de 3,1 milhões de sacas. “Enquanto reconhecemos o excedente esperado decorrente, em grande parte, da previsão de safra recorde do Brasil, nós também vemos a demanda aumentar, principalmente em países produtores”, acrescenta Haigh.
O consumo mundial de café deve aumentar em 1,4% para 136,2 milhões de sacas em 2012/13, contra 134,4 milhões de sacas na safra atual, segundo projeções da Societe Generale. A produção vai aumentar para 137,1 milhões de sacas ante 131,2 milhões de sacas de 2011/12. O principal fator para a alta é o aumento da produção do grão arábica no Brasil, o maior produtor mundial, que entra no ano de alta produtividade do ciclo bienal da cultura. “O clima, entretanto, continua a ser o maior risco. A seca em fevereiro levantou preocupações sobre o potencial da cultura”, disse Haigh referindo-se ao Brasil. “Qualquer retorno às condições de seca representa um risco-chave tanto para o tamanho da produção brasileira quanto para nossas previsões de preços médios a curto prazo”, acrescenta. Segundo o relatório, os preços do café arábica negociados na bolsa de Nova York são estimados em uma média de US$ 1,9047 a libra-peso no segundo trimestre.
Para o terceiro trimestre do ano, o relatório prevê uma queda para US$ 1,8209. As cotações ainda devem se recuperar para US$ 1,9126 nos últimos três meses do ano. O Societe Generale também diz que a substituição do café arábica por grãos mais baratos, como o robusta, está chegando ao fim, e a demanda pelo arábica deve começar a aumentar
O excedente global de café na temporada mundial , que começa em outubro, será menor que as estimativas atuais do mercado, de acordo com a Societe Generale SA. Segundo a instituição, os excedentes devem ultrapassar a demanda em 818 mil sacas no período 2012/13, abaixo das expectativas de 1 milhão a 2 milhões de sacas, segundo divulgou em relatório Michael Haigh, chefe global de pesquisas em commodities do banco, com sede em Nova York. Na temporada atual, a 2011/12, a previsão é de déficit de 3,1 milhões de sacas. “Enquanto reconhecemos o excedente esperado decorrente, em grande parte, da previsão de safra recorde do Brasil, nós também vemos a demanda aumentar, principalmente em países produtores”, acrescenta Haigh.
O consumo mundial de café deve aumentar em 1,4% para 136,2 milhões de sacas em 2012/13, contra 134,4 milhões de sacas na safra atual, segundo projeções da Societe Generale. A produção vai aumentar para 137,1 milhões de sacas ante 131,2 milhões de sacas de 2011/12. O principal fator para a alta é o aumento da produção do grão arábica no Brasil, o maior produtor mundial, que entra no ano de alta produtividade do ciclo bienal da cultura. “O clima, entretanto, continua a ser o maior risco. A seca em fevereiro levantou preocupações sobre o potencial da cultura”, disse Haigh referindo-se ao Brasil. “Qualquer retorno às condições de seca representa um risco-chave tanto para o tamanho da produção brasileira quanto para nossas previsões de preços médios a curto prazo”, acrescenta. Segundo o relatório, os preços do café arábica negociados na bolsa de Nova York são estimados em uma média de US$ 1,9047 a libra-peso no segundo trimestre.
Para o terceiro trimestre do ano, o relatório prevê uma queda para US$ 1,8209. As cotações ainda devem se recuperar para US$ 1,9126 nos últimos três meses do ano. O Societe Generale também diz que a substituição do café arábica por grãos mais baratos, como o robusta, está chegando ao fim, e a demanda pelo arábica deve começar a aumentar
Café encerra dia estável na ICE e mantém parâmetros recentes
Café encerra dia estável na ICE e mantém parâmetros recentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com estabilidade, em uma sessão sem maiores variações, com os preços se mantendo presos no intervalo construído recentemente, após as fortes perdas registradas. Os preços, ao longo dos últimos dias, continuam a flutuar dentro de uma estrutura de pouco mais de 500 pontos, sem que compradores ou vendedores se mostrem mais efetivos para buscar romper resistências ou suportes. Ao longo desta terça-feira, o café conseguiu manter os parâmetros mesmo com a influência externa negativa. O índice CRB, por exemplo, que mede a variação de 14 das principais commodities, encerrou o dia com queda de mais de 1%, influenciado pelo dólar em alta e também pelo mau humor das bolsas de valores nos Estados Unidos. No meio da tarde, quando a bolsa de Nova Iorque já havia encerrado as operações, começaram a ser registradas notícias sobre um tremor de terra no México, que atingiu a capital, Cidade do México, assim como a região turística de Acapulco e algumas zonas cafeeiras importantes, como Oaxaca. O Instituo Estatal de Proteção Civil de Oaxaca informou que, após um primeiro monitoramento nas várias regiões do Estado, apenas danos leves foram verificados e não foram detectadas vítimas. Segundo essa entidade, o sismo teve magnitude de 7,8 graus na escala Richter, com epicentro a 20 quilômetros de Ometepec, em Guerrero. Nesse Estado, que também é cafeeiro, autoridades informaram que não foram registradas mortes, no entanto, ao menos 500 casas sofreram danos, com os principais problemas sendo observados em Ometepec e Xochustlahuaca. Não há informações sobre danos em lavouras cafeeiras. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 10 pontos com 183,60 centavos, sendo a máxima em 185,50 e a mínima em 182,35 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 5 pontos, com a libra a 186,35 centavos, sendo a máxima em 188,25 e a mínima em 185,15 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 5 dólares, com 2.002 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico e sem maiores novidades, com o cenário de consolidação continuando a ser observado, dentro de um padrão construído após as fortes pressões recentes. Graficamente, o mercado se mostra sobrevendido, mas não parece existir força entre os compradores para uma correção mais efetiva, ao passo que vários dos analistas ainda continuam a avaliar o cenário como baixista. Os preços do café arábica neste ano deverão flutuar em uma médio de 205,87 centavos de dólar por libra peso. A avaliação é de um estudo da Societé Generale, que indica que a produção quase recorde do Brasil permitiu aliviar a situação de oferta apertada. "Nós esperamos que os preços continuem tendendo a baixa ao longo da safra brasileira, mas revertendo o quadro para cima na parte final da safra 12/13, quando a oferta vai voltar a ficar restrita, ao mesmo tempo em que a demanda ganhará força", disse Michael Haig, analista da empresa. Ele ressaltou que a demanda continua em alta e que a tendência, na continuidade do ano, é de se voltar a verificar uma situação de pouca disponibilidade. Os estoques de café em Nova Iorque, por exemplo, estão em níveis históricos de baixa e isso deverá ser um fator importante para garantir um preço limite para as baixas na ICE. As exportações de café do bloco latino de produtores de grãos lavados apresentaram queda de 6% nos primeiros cinco meses de 2011/2012, atingindo 9,92 milhões de sacas, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pela estatística do grupo. A Nicarágua foi o país que experimentou maior baixa no período, com retração de 40%, com 346.719 sacas. El Salvador, Colômbia e Peru tiveram baixas de 33%, 18% e 2% em suas remessas, respectivamente. Já o México teve alta de 40% nos envios, com 1,02 milhão de sacas. Honduras teve alta de 18% nas remessas, ao passo que a República Dominicana, Costa Rica e Guatemala registraram ampliação das vendas em 18%, 7% e 2%, respectivamente. Em fevereiro, os países em conjunto remeteram 2,54 milhões de sacas ao exterior, volume similar ao do mesmo mês de 2011. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 16, totalizaram 794.727 sacas de café, alta de 3,05% em relação às 771.147 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.178 sacas, indo para 1.549.301 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.903 lotes, com as opções tendo 2.388 calls e 1.922 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,35, 182,00, 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
CAFÉ: NOVA YORK ANDA DE LADO FECHA COM GANHOS MODESTOS
Nova York, 20 - Os contratos futuros do café tiveram ganhos modestos nesta terça-feira na bolsa ICE Futures US, em Nova York, em dia de consolidação. Os lotes para entrega em maio fecharam em alta de 10 pontos ou 0,05%, cotados a 183,60 cents/lb. Um recente aperto no spread entre os preços do café premium e do café amargo reduziu o incentivo para que torrefadoras aumentem a parcela de robusta em suas misturas, afirmou hoje a Organização Internacional de Café (OIC). Isso pode acabar sustentando os preços dos grãos de café arábica, de qualidade superior. "Embora a arbitragem entre o robusta e o arábica tenha diminuído nos últimos meses, a diferença entre os preços se mantém alta em termos históricos", disse José Dauster Sette, chefe de operações na OIC. "Talvez seja mais correto falar em redução do incentivo para o aumento da parcela de robusta nas misturas do que em estímulo para a inclusão de mais arábica." O preço do arábica ainda está relativamente alto, disse Sette, e a oferta ainda é bem baixa, principalmente levando-se em conta os volumes exportados da Colômbia e de outros países produtores. Mesmo assim, Sette diz que o cenário pode mudar nos próximos meses, com a entrada da produção brasileira no mercado - que deve ficar próxima de níveis recordes. Os preços de café arábica deverão ficar em 205,87 cents/lb em média este ano, segundo relatório do banco Société Generale divulgado hoje. O documento menciona que a produção no Brasil, principal produtor desse tipo de café, deve ficar próxima de níveis recordes, em meio à crescente demanda de países produtores. Segundo o analista Michael Haig, os preços devem continuar baixos até o começo da colheita no Brasil. Depois, devem reverter a tendência e continuar subindo até o final do ano, com o aperto da oferta, supondo que a demanda continue forte. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços ligeiramente mais altos. O mercado teve uma sessão volátil, caindo inicialmente para depois recuperar-se, mas reduziu o movimento positivo e fechou com irrisórios ganhos. O mercado teve uma sessão volátil dentro de margens relativamente estreitas. Cobertura de posições vendidas e indicações de um movimento mais lento de vendas da América Central e do Brasil garantiram sustentação. Mas não houve uma firmeza até o fim e o mercado reduziu a alta. As perdas no mercado financeiro internacional no dia, com o dólar avançando, foram indicadas como fator de pressão. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 183,60 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 0,10 centavo, ou de 0,05%. A posição julho fechou a 186,35 cents, com alta de 0,05 cent, ou de 0,02%. Em sessão esvaziada, Londres tem dia de altas ligeiras Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com altas, em uma sessão bastante esvaziada, com poucos negócios reportados e com os preços se mantendo dentro do intervalo observado ao longo do final da semana passada e também do começo desta semana. De acordo com analistas internacionais, o dia não acrescentou novidades aos negócios com café robusta na casa de comercialização londrina. Após uma abertura ligeiramente em baixa, o que se verificou foi uma tentativa frustrada de se buscar o nível de 2.000 dólares para a posição maio, sendo que, ao falhar nesse intento, novas ordens de compra passaram a ser registradas, com alguns ganhos sendo acumulados, mas sem que patamares mais consistentes de preço conseguissem ser buscados. "Tivemos uma sessão técnica e, sem novidades, muitos operadores também permaneceram de lado. O volume negociado foi exíguo e os preços continuaram a gravitar em um intervalo ligeiramente acima dos 2.000 dólares, com as ofertas das origens se mantendo restritas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,90 mil lotes, com o julho tendo 988 lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 30 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 5 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.
BC SUSTENTA DÓLAR À VISTA ACIMA R$ 1,82; DÓLAR/ABRIL12 CAI São Paulo, 20 -
O dólar à vista sustentou-se em alta ante o real em mais uma sessão marcada por baixo volume de negócios. Um operador de corretora de câmbio disse que as medidas do governo estão travando os negócios, após os ajustes de posições no primeiro momento posterior a cada novidade. A tendência é de continuidade da diminuição de volume, afirmou. O avanço de preço à vista pelo segundo dia seguido, porém, não evitou que o Banco Central fizesse um leilão de compra à tarde assim que a moeda renovou a mínima, de R$ 1,8180 (-0,66%) no balcão. A taxa de corte no leilão ficou em R$ 1,8210. Já a máxima intraday do dólar balcão, pela manhã, foi de R$ 1,8350 (+1,61%). Alguns operadores de bancos e corretoras consultados pela AE atribuíram a desaceleração do dólar à vista durante à tarde a um movimento de realização de lucros no day trade, uma vez que a moeda spot subiu bastante mais cedo e os agentes financeiros venderam depois, contabilizando lucros e pressionando as cotações. Além disso, a entrada do BC no fim do dia fixando taxa de corte acima de R$ 1,82, deixou a sensação no mercado de que poderia ter algum fluxo de entrada e o BC fez o leilão a fim de absorver essa liquidez e impedir que o dólar cedesse mais, observou o operador Moacir Marcos Júnior, da corretora InterBolsa Brasil. "O dólar futuro perdeu força reagindo a esse possível ingresso à tarde", afirmou. No mercado futuro, às 16h48, o dólar abril 2012 recuava 0,22%, a R$ 1,8235, com giro financeiro de US$ 12,762 bilhões - 9% superior ao de ontem. Antes do leilão do BC, este vencimento de dólar estava em baixa de 0,05%, a R$ 1,8265; mas pela manhã chegou a subir até máxima de R$ 1,8415 (+0,77%). No leilão de hoje, o primeiro desde sexta-feira, a taxa de corte de R$ 1,8210 ficou acima do preço à vista na naquele momento, num claro sinal de que o BC desejava puxar o preço da moeda. Logo após a intervenção, o dólar spot ainda permaneceu na mínima por alguns minutos, mas depois retomou parte dos ganhos e fechou a R$ 1,8210 (+0,83%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com avanço de 0,85%, a R$ 1,8216, sendo a mínima de R$ 1,8197 e máxima de R$ 1,8275. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h47 somava US$ 1,050 bilhão (US$ 796 milhões em D+2). O volume de negócios hoje está um pouco melhor que o da véspera, quando o total à vista somou US$ 917 milhões, dos quais US$ 902 milhões em D+2, de acordo com o Banco Central. O preço em alta do dólar à vista também ficou em linha com o comportamento externo da moeda norte-americana e refletiu ainda um mercado doméstico na defensiva com possíveis novas medidas cambiais. "Como há perspectiva de compras de moeda pelo Banco do Brasil e o BC para o Tesouro antecipar quitação de dívida externa e para o Fundo Soberano, quem tem moeda em mãos segura posição esperando novas altas de preço", disse o gerente de câmbio de uma corretora. "O potencial de compra do Tesouro é de US$ 15 bilhões", lembrou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,38%, a R$ 1,8160 para compra e R$ 1,8180 para venda. Na segunda-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,44%, cotada a R$ 1,8110. O cenário externo de maior tensão voltou a refletir no mercado brasileirode câmbio e influenciar na cotação da divisa estadunidense. Embora a Gréciatenha recebido a primeira parcela do novo resgate, a situação de outros países da zona do euro segue mantendo investidores cautelosos.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com estabilidade, em uma sessão sem maiores variações, com os preços se mantendo presos no intervalo construído recentemente, após as fortes perdas registradas. Os preços, ao longo dos últimos dias, continuam a flutuar dentro de uma estrutura de pouco mais de 500 pontos, sem que compradores ou vendedores se mostrem mais efetivos para buscar romper resistências ou suportes. Ao longo desta terça-feira, o café conseguiu manter os parâmetros mesmo com a influência externa negativa. O índice CRB, por exemplo, que mede a variação de 14 das principais commodities, encerrou o dia com queda de mais de 1%, influenciado pelo dólar em alta e também pelo mau humor das bolsas de valores nos Estados Unidos. No meio da tarde, quando a bolsa de Nova Iorque já havia encerrado as operações, começaram a ser registradas notícias sobre um tremor de terra no México, que atingiu a capital, Cidade do México, assim como a região turística de Acapulco e algumas zonas cafeeiras importantes, como Oaxaca. O Instituo Estatal de Proteção Civil de Oaxaca informou que, após um primeiro monitoramento nas várias regiões do Estado, apenas danos leves foram verificados e não foram detectadas vítimas. Segundo essa entidade, o sismo teve magnitude de 7,8 graus na escala Richter, com epicentro a 20 quilômetros de Ometepec, em Guerrero. Nesse Estado, que também é cafeeiro, autoridades informaram que não foram registradas mortes, no entanto, ao menos 500 casas sofreram danos, com os principais problemas sendo observados em Ometepec e Xochustlahuaca. Não há informações sobre danos em lavouras cafeeiras. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 10 pontos com 183,60 centavos, sendo a máxima em 185,50 e a mínima em 182,35 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 5 pontos, com a libra a 186,35 centavos, sendo a máxima em 188,25 e a mínima em 185,15 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 5 dólares, com 2.002 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico e sem maiores novidades, com o cenário de consolidação continuando a ser observado, dentro de um padrão construído após as fortes pressões recentes. Graficamente, o mercado se mostra sobrevendido, mas não parece existir força entre os compradores para uma correção mais efetiva, ao passo que vários dos analistas ainda continuam a avaliar o cenário como baixista. Os preços do café arábica neste ano deverão flutuar em uma médio de 205,87 centavos de dólar por libra peso. A avaliação é de um estudo da Societé Generale, que indica que a produção quase recorde do Brasil permitiu aliviar a situação de oferta apertada. "Nós esperamos que os preços continuem tendendo a baixa ao longo da safra brasileira, mas revertendo o quadro para cima na parte final da safra 12/13, quando a oferta vai voltar a ficar restrita, ao mesmo tempo em que a demanda ganhará força", disse Michael Haig, analista da empresa. Ele ressaltou que a demanda continua em alta e que a tendência, na continuidade do ano, é de se voltar a verificar uma situação de pouca disponibilidade. Os estoques de café em Nova Iorque, por exemplo, estão em níveis históricos de baixa e isso deverá ser um fator importante para garantir um preço limite para as baixas na ICE. As exportações de café do bloco latino de produtores de grãos lavados apresentaram queda de 6% nos primeiros cinco meses de 2011/2012, atingindo 9,92 milhões de sacas, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pela estatística do grupo. A Nicarágua foi o país que experimentou maior baixa no período, com retração de 40%, com 346.719 sacas. El Salvador, Colômbia e Peru tiveram baixas de 33%, 18% e 2% em suas remessas, respectivamente. Já o México teve alta de 40% nos envios, com 1,02 milhão de sacas. Honduras teve alta de 18% nas remessas, ao passo que a República Dominicana, Costa Rica e Guatemala registraram ampliação das vendas em 18%, 7% e 2%, respectivamente. Em fevereiro, os países em conjunto remeteram 2,54 milhões de sacas ao exterior, volume similar ao do mesmo mês de 2011. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 16, totalizaram 794.727 sacas de café, alta de 3,05% em relação às 771.147 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.178 sacas, indo para 1.549.301 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.903 lotes, com as opções tendo 2.388 calls e 1.922 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,35, 182,00, 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
CAFÉ: NOVA YORK ANDA DE LADO FECHA COM GANHOS MODESTOS
Nova York, 20 - Os contratos futuros do café tiveram ganhos modestos nesta terça-feira na bolsa ICE Futures US, em Nova York, em dia de consolidação. Os lotes para entrega em maio fecharam em alta de 10 pontos ou 0,05%, cotados a 183,60 cents/lb. Um recente aperto no spread entre os preços do café premium e do café amargo reduziu o incentivo para que torrefadoras aumentem a parcela de robusta em suas misturas, afirmou hoje a Organização Internacional de Café (OIC). Isso pode acabar sustentando os preços dos grãos de café arábica, de qualidade superior. "Embora a arbitragem entre o robusta e o arábica tenha diminuído nos últimos meses, a diferença entre os preços se mantém alta em termos históricos", disse José Dauster Sette, chefe de operações na OIC. "Talvez seja mais correto falar em redução do incentivo para o aumento da parcela de robusta nas misturas do que em estímulo para a inclusão de mais arábica." O preço do arábica ainda está relativamente alto, disse Sette, e a oferta ainda é bem baixa, principalmente levando-se em conta os volumes exportados da Colômbia e de outros países produtores. Mesmo assim, Sette diz que o cenário pode mudar nos próximos meses, com a entrada da produção brasileira no mercado - que deve ficar próxima de níveis recordes. Os preços de café arábica deverão ficar em 205,87 cents/lb em média este ano, segundo relatório do banco Société Generale divulgado hoje. O documento menciona que a produção no Brasil, principal produtor desse tipo de café, deve ficar próxima de níveis recordes, em meio à crescente demanda de países produtores. Segundo o analista Michael Haig, os preços devem continuar baixos até o começo da colheita no Brasil. Depois, devem reverter a tendência e continuar subindo até o final do ano, com o aperto da oferta, supondo que a demanda continue forte. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços ligeiramente mais altos. O mercado teve uma sessão volátil, caindo inicialmente para depois recuperar-se, mas reduziu o movimento positivo e fechou com irrisórios ganhos. O mercado teve uma sessão volátil dentro de margens relativamente estreitas. Cobertura de posições vendidas e indicações de um movimento mais lento de vendas da América Central e do Brasil garantiram sustentação. Mas não houve uma firmeza até o fim e o mercado reduziu a alta. As perdas no mercado financeiro internacional no dia, com o dólar avançando, foram indicadas como fator de pressão. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 183,60 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 0,10 centavo, ou de 0,05%. A posição julho fechou a 186,35 cents, com alta de 0,05 cent, ou de 0,02%. Em sessão esvaziada, Londres tem dia de altas ligeiras Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com altas, em uma sessão bastante esvaziada, com poucos negócios reportados e com os preços se mantendo dentro do intervalo observado ao longo do final da semana passada e também do começo desta semana. De acordo com analistas internacionais, o dia não acrescentou novidades aos negócios com café robusta na casa de comercialização londrina. Após uma abertura ligeiramente em baixa, o que se verificou foi uma tentativa frustrada de se buscar o nível de 2.000 dólares para a posição maio, sendo que, ao falhar nesse intento, novas ordens de compra passaram a ser registradas, com alguns ganhos sendo acumulados, mas sem que patamares mais consistentes de preço conseguissem ser buscados. "Tivemos uma sessão técnica e, sem novidades, muitos operadores também permaneceram de lado. O volume negociado foi exíguo e os preços continuaram a gravitar em um intervalo ligeiramente acima dos 2.000 dólares, com as ofertas das origens se mantendo restritas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,90 mil lotes, com o julho tendo 988 lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 30 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 8 dólares, com 2.032 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 5 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.
BC SUSTENTA DÓLAR À VISTA ACIMA R$ 1,82; DÓLAR/ABRIL12 CAI São Paulo, 20 -
O dólar à vista sustentou-se em alta ante o real em mais uma sessão marcada por baixo volume de negócios. Um operador de corretora de câmbio disse que as medidas do governo estão travando os negócios, após os ajustes de posições no primeiro momento posterior a cada novidade. A tendência é de continuidade da diminuição de volume, afirmou. O avanço de preço à vista pelo segundo dia seguido, porém, não evitou que o Banco Central fizesse um leilão de compra à tarde assim que a moeda renovou a mínima, de R$ 1,8180 (-0,66%) no balcão. A taxa de corte no leilão ficou em R$ 1,8210. Já a máxima intraday do dólar balcão, pela manhã, foi de R$ 1,8350 (+1,61%). Alguns operadores de bancos e corretoras consultados pela AE atribuíram a desaceleração do dólar à vista durante à tarde a um movimento de realização de lucros no day trade, uma vez que a moeda spot subiu bastante mais cedo e os agentes financeiros venderam depois, contabilizando lucros e pressionando as cotações. Além disso, a entrada do BC no fim do dia fixando taxa de corte acima de R$ 1,82, deixou a sensação no mercado de que poderia ter algum fluxo de entrada e o BC fez o leilão a fim de absorver essa liquidez e impedir que o dólar cedesse mais, observou o operador Moacir Marcos Júnior, da corretora InterBolsa Brasil. "O dólar futuro perdeu força reagindo a esse possível ingresso à tarde", afirmou. No mercado futuro, às 16h48, o dólar abril 2012 recuava 0,22%, a R$ 1,8235, com giro financeiro de US$ 12,762 bilhões - 9% superior ao de ontem. Antes do leilão do BC, este vencimento de dólar estava em baixa de 0,05%, a R$ 1,8265; mas pela manhã chegou a subir até máxima de R$ 1,8415 (+0,77%). No leilão de hoje, o primeiro desde sexta-feira, a taxa de corte de R$ 1,8210 ficou acima do preço à vista na naquele momento, num claro sinal de que o BC desejava puxar o preço da moeda. Logo após a intervenção, o dólar spot ainda permaneceu na mínima por alguns minutos, mas depois retomou parte dos ganhos e fechou a R$ 1,8210 (+0,83%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com avanço de 0,85%, a R$ 1,8216, sendo a mínima de R$ 1,8197 e máxima de R$ 1,8275. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h47 somava US$ 1,050 bilhão (US$ 796 milhões em D+2). O volume de negócios hoje está um pouco melhor que o da véspera, quando o total à vista somou US$ 917 milhões, dos quais US$ 902 milhões em D+2, de acordo com o Banco Central. O preço em alta do dólar à vista também ficou em linha com o comportamento externo da moeda norte-americana e refletiu ainda um mercado doméstico na defensiva com possíveis novas medidas cambiais. "Como há perspectiva de compras de moeda pelo Banco do Brasil e o BC para o Tesouro antecipar quitação de dívida externa e para o Fundo Soberano, quem tem moeda em mãos segura posição esperando novas altas de preço", disse o gerente de câmbio de uma corretora. "O potencial de compra do Tesouro é de US$ 15 bilhões", lembrou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,38%, a R$ 1,8160 para compra e R$ 1,8180 para venda. Na segunda-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,44%, cotada a R$ 1,8110. O cenário externo de maior tensão voltou a refletir no mercado brasileirode câmbio e influenciar na cotação da divisa estadunidense. Embora a Gréciatenha recebido a primeira parcela do novo resgate, a situação de outros países da zona do euro segue mantendo investidores cautelosos.
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