CENÁRIO MACROECONÔMICO: FINANÇAS E COMMODITIES
O euro cai frente ao dólar, após a Grécia dizer que usou uma cláusula para pressionar os credores a participarem da reestruturação da dívida. As ações européias caminham para baixa na semana. O petróleo e o cobre avançam com a aposta em estímulos com a desaceleração da inflação da China. A agenda do dia destaca dados de inflação no Brasil como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de fevereiro, enquanto nos Estados Unidos sai o relatório de emprego do mesmo mês.
Boi
Com dinâmica negativa em todos os tempos gráficos analisados, em região de sobre venda e operando abaixo do bollinger inferior, monta fundo nos curtos e abre espaço para pullback voltando para cima de 93.45 e levando junto o 93.75, com gap para fechar nos 94.15/94.80. Para baixo, suporte mais forte no diário em 92.15.
Soja
Com compra em todos os gráficos estudados, no ultimo pregão conseguiu romper com candle de forca resistência importante no diário em 1333. Para cima, tem caminho livre para ir testar 1385/1402. Boa região de suporte entre 1329/1315.
Milho
Com compra nos curtos e no diário, segue firme na recuperação ficando acima de 28.85, com teste para ir fazer nos 29.25/29.65. Para baixo, volta a ganhar dinâmica negativa perdendo 28.65, com suporte mais importante imediato em 27.95.
Café
Com dinâmica negativa em todos os tempos gráficos estudados, segue mostrando fraqueza enquanto abaixo de 192.10, com suporte mais importante nos 185.65. Monta fundo no diário e abre caminho para pullback voltando para cima de 197.30/202.70, com gap para ser fechado nos 207.35.
Petróleo
Com fundo no gráfico diário bem em cima da mm de 21 dias, em 105.20, segue no pullback enquanto acima de 106.20, com boa região de resistência entre 108.75/110.00. Para baixo, suporte forte nos 104.35.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Café tem dia de oscilações na ICE e fecha com altas modestas
Café tem dia de oscilações na ICE e fecha com altas modestas
Os contratos futuros de café arábica tiveram um dia de volatilidade na ICE Futures US, com altas e baixas se alternando e, ao final, alguns ganhos puderam ser observados, interrompendo um sequência de perdas consideráveis. A abertura da sessão se deu com tendência de alta e a expectativa dos players era de uma trajetória corretiva. No entanto, no final da manhã, algumas novas ordens de venda começaram a ser registradas, com perdas sendo detectadas e com a posição maio chegando a bater no nível de 185,00 centavos por libra. Nesse nível, no entanto, recompras foram verificadas, assim como algumas aquisições de comerciais, o que permitiu que algumas altas ocorressem e o fechamento, finalmente, se desse no lado positivo. Entretanto, os ganhos foram ainda bastante discretos, com a tendência baixista se mantendo ativa. Tecnicamente, operadores avaliam que o mercado está sobrevendido, entretanto, alguns players continuam demonstrando um "apetite" considerável pelas liquidações, sendo que há, inclusive, informações de alguns participantes zerando posições. A expectativa é que, diante do cenário de sobrevenda, correções possam ser registradas, o que permitiria que ao menos parte das perdas da semana fossem recompostas. No segmento externo, o dia foi positivo para as commodities — índice CRB com alta de 0,50% —, com o dólar voltando a registrar perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais e as bolsas de valores com ganhos, amenizando os temores em relação à situação européia, ao menos temporariamente. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 80 pontos com 189,40 centavos, sendo a máxima em 192,00 e a mínima em 185,10 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 85 pontos, com a libra a 192,10 centavos, sendo a máxima em 194,55 e a mínima em 187,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 57 dólares, com 2.088 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 45 dólares, com 2.040 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por alternativas de ganhos e perdas. Os baixistas, animados com os rompimentos sucessivos de suportes, voltaram a se mostrar efetivos e encontrara, finalmente, uma "barreira" relativamente mais consistente no nível de 185,10 centavos. A pergunta de muitos dos players é se esse será um nível de contenção para o mercado que, em uma semana, conseguiu "derreter" grande parte dos ganhos conquistados durante um período relativamente largo e de desempenho bastante favorável para o grão. "Ainda notamos uma 'timidez' dos compradores, que não conseguiram levar o maio para além de 192,00 centavos. Entretanto, o mercado dá demonstrações de estar sobrevendido e isso deverá dar algum fôlego para recompras, mas não acreditamos em uma recuperação mais efetiva de preços", indicou um trader. Minas Gerais, principal Estado produtor de café do Brasil, deve produzir este ano 24,6 milhões de sacas do grão. A estimativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais, que efetuou pesquisa em fevereiro em 520 municípios. Segundo o levantamento, é esperado um aumento na produção mineira de café em relação à safra anterior de 7,5%, quando foram produzidas 22,9 milhões sacas. Uma das preocupações da Empresa é com relação às condições climáticas. De acordo com a entidade, o clima seco em fevereiro, com baixos índices de chuvas associado a altas temperaturas levaram a uma redução nos níveis de água nos solos, o que poderá afetar a produção. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 7, somaram 161.811 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.025 sacas, indo para 1.578.696 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.821 lotes, com as opções tendo 2.708 calls e 1.875 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50 e 199,90-200,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,30, 182,00, 181,50 e 181,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica tiveram um dia de volatilidade na ICE Futures US, com altas e baixas se alternando e, ao final, alguns ganhos puderam ser observados, interrompendo um sequência de perdas consideráveis. A abertura da sessão se deu com tendência de alta e a expectativa dos players era de uma trajetória corretiva. No entanto, no final da manhã, algumas novas ordens de venda começaram a ser registradas, com perdas sendo detectadas e com a posição maio chegando a bater no nível de 185,00 centavos por libra. Nesse nível, no entanto, recompras foram verificadas, assim como algumas aquisições de comerciais, o que permitiu que algumas altas ocorressem e o fechamento, finalmente, se desse no lado positivo. Entretanto, os ganhos foram ainda bastante discretos, com a tendência baixista se mantendo ativa. Tecnicamente, operadores avaliam que o mercado está sobrevendido, entretanto, alguns players continuam demonstrando um "apetite" considerável pelas liquidações, sendo que há, inclusive, informações de alguns participantes zerando posições. A expectativa é que, diante do cenário de sobrevenda, correções possam ser registradas, o que permitiria que ao menos parte das perdas da semana fossem recompostas. No segmento externo, o dia foi positivo para as commodities — índice CRB com alta de 0,50% —, com o dólar voltando a registrar perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais e as bolsas de valores com ganhos, amenizando os temores em relação à situação européia, ao menos temporariamente. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 80 pontos com 189,40 centavos, sendo a máxima em 192,00 e a mínima em 185,10 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 85 pontos, com a libra a 192,10 centavos, sendo a máxima em 194,55 e a mínima em 187,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 57 dólares, com 2.088 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 45 dólares, com 2.040 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por alternativas de ganhos e perdas. Os baixistas, animados com os rompimentos sucessivos de suportes, voltaram a se mostrar efetivos e encontrara, finalmente, uma "barreira" relativamente mais consistente no nível de 185,10 centavos. A pergunta de muitos dos players é se esse será um nível de contenção para o mercado que, em uma semana, conseguiu "derreter" grande parte dos ganhos conquistados durante um período relativamente largo e de desempenho bastante favorável para o grão. "Ainda notamos uma 'timidez' dos compradores, que não conseguiram levar o maio para além de 192,00 centavos. Entretanto, o mercado dá demonstrações de estar sobrevendido e isso deverá dar algum fôlego para recompras, mas não acreditamos em uma recuperação mais efetiva de preços", indicou um trader. Minas Gerais, principal Estado produtor de café do Brasil, deve produzir este ano 24,6 milhões de sacas do grão. A estimativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais, que efetuou pesquisa em fevereiro em 520 municípios. Segundo o levantamento, é esperado um aumento na produção mineira de café em relação à safra anterior de 7,5%, quando foram produzidas 22,9 milhões sacas. Uma das preocupações da Empresa é com relação às condições climáticas. De acordo com a entidade, o clima seco em fevereiro, com baixos índices de chuvas associado a altas temperaturas levaram a uma redução nos níveis de água nos solos, o que poderá afetar a produção. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 7, somaram 161.811 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.025 sacas, indo para 1.578.696 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.821 lotes, com as opções tendo 2.708 calls e 1.875 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50 e 199,90-200,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,30, 182,00, 181,50 e 181,00 centavos por libra.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Sara Lee pagará dívidas antes de separar sua divisão de café
Sara Lee pagará dívidas antes de separar sua divisão de café
A americana Sara Lee, dona das marcas de café Douwe Egberts, Senseo e Moccona,
anunciou que pretende pagar até US$ 970 milhões em dívidas antes de fazer a
separação da divisão de café e chá da unidade de carne.
A separação já tinha sido anunciada pela companhia no começo do ano passado. O
presidente-executivo da empresa, Jan Bennink, disse que a meta é tornar a Sara
Lee a segunda maior do mundo em vendas de café, o que significa que ela terá
que ultrapassar a sua rival mais próxima, a Kraft Foods.
A suíça Nestlé lidera esse mercado mundial com participação de 22%, de acordo
com a Euromonitor. Segundo a empresa de pesquisa, a Sara Lee terá que mais que
dobrar sua participação no mercado mundial do produto para atingir seu objetivo.
No Brasil, a empresa é dona de marcas importantes, como Café Pilão, Café do
Ponto, entre outras, com 22,3% do mercado.
De acordo com a Bloomberg, a Sara Lee decidiu separar as unidades depois de
recusar a oferta de pretendentes como a Apollo Global Management, a brasileira
JBS e a KKR & Co.
Jan Bennink afirmou, em junho do ano passado, que vai desmembrar as operações
de café e não as de carne. Informou ainda que a empresa não vai manter o nome
Sara Lee após a divisão. Naquela época, sem mencionar alvos, o executivo também
disse que existiam aquisições "lógicas" para as operações de café da Sara Lee.
A expectativa da empresa é finalizar o processo de separação da divisão até o
fim de junho de 2012. No último dia 02, a companhia recebeu uma carta de
orientação do Serviço de Receitas Internas, da Receita Federal americana,
informando que já estaria apta a continuar o processo, fornecendo mais detalhes
sobre a operação de café e chá.
A partir do processo, será criada uma nova empresa de capital aberto listada na
bolsa de Amsterdã, na Holanda. Depois da operação, a Sara Lee deve separar
todas as ações de sua subsidiária nos Estados Unidos que mantém o negócio de
café e chá. A controlada americana vai tornar-se uma subsidiária da matriz
holandesa e uma holding da companhia para café e chá.
O executivo espera que consiga gerenciar de perto os principais mercados da
Europa Ocidental, a partir da Holanda, uma vez que a divisão de café e chá da
companhia tem posições de mercado sólidas em muitos países europeus. Com a
mudança, a companhia pretende ainda gerenciar com mais eficiência seu portfólio
global.
CAFÉ: NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 2,3% COM VENDAS DE PRODUTORES
Nova York, 7 - Os preços futuros do café arábica caíram com força nesta quarta-feira na bolsa ICE Futures US, em Nova York, e terminaram no menor nível em 17 meses. Investidores tiram as fichas da mesa antes da próxima colheita no Brasil. Os contratos com vencimento em maio, os mais negociados, caíram 445 pontos ou 2,31%, para 188,60 cents/lb.
Além disso, segundo o analista James Cordier, da corretora Liberty Trading, produtores do Brasil estão vendendo a colheita 2011/12 para abrir espaço à nova safra, que deve ser um novo recorde.
"A oferta nunca foi tão apertada, mas o Brasil estava mantendo a oferta fora do mercado", disse. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones
PREÇOS DO CAFÉ CAEM FORTE NOVAMENTE EM NY
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica
encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais
baixos. O mercado deu sequência ao movimento negativo da terça-feira, caindo
fortemente em meio a fatores técnicos e gráficos e também fundamentais.
A linha de US$ 1,90 a libra-peso no contrato maio foi rompida com
facilidade e o mercado deve testar patamares ainda mais baixos. A proximidade da
entrada de uma grande safra no Brasil, dentro do ciclo bienal da cultura,
pressiona as cotações internacionais. As informações partem de agências
internacionais de notícias.
Por outro lado, a demanda agora se arrefece com a chegada do final do
inverno no Hemisfério Norte, e ainda há as preocupações com a crise
europeia. Tudo isso acaba pesando sobre as cotações do arábica em Nova York.
Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a
188,60 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 4,45 centavos,
ou de 2,3%. A posição julho fechou a 191,25 cents, com queda de 4,55 cents,
ou de 2,3%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,05%, a R$
1,7630 para compra e R$ 1,7650 para venda. Na terça-feira, a divisa havia
encerrado com alta de 1,55%, cotada a R$ 1,7640.
O dólar comercial devolveu boa parte da alta do dia nos instantes finais
do pregão, mas ainda assim completou o quarto dia de valorização ante o real.
Durante o dia a moeda norte-americana oscilou entre mínima de R$ 1,7580 e
máxima R$ 1,7740.
Londres diverge e, com pouca oferta, volta a ter ganhos
Londres diverge e, com pouca oferta, volta a ter ganhos
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe divergiram do pessimismo dos mercados de robusta e tiveram uma quarta-feira de boa recuperação, com o maio voltando a flutuar acima do nível psicológico de 2.000 dólares. Mais uma vez, a oferta bastante apertada, resultado das vendas bastante limitadas das principais origens, notadamente o Vietnã, dá suporte para que os ganhos sejam observados. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma significativa volatilidade na bolsa londrina. Após uma abertura com ligeiras baixas, o maio foi pressionado e chegou a atingir a mínima de 1.918 dólares, num sinal de que Londres poderiam acompanhar o quadro de fraqueza de Nova Iorque, que vê os preços dos arábicas simplesmente derreterem. No entanto, com os vendedores reticentes e com o temor de os estoques europeus do grão continuarem a diminuir, a movimentação de compra voltou a ser observada e os ganhos passaram a ser registrados e o encerramento do dia se deu, praticamente, nas máximas. "Enquanto em Nova Iorque sofremos com um quadro técnico baixista, aqui temos essa limitação de oferta das origens que, efetivamente, está dando resultados. Estamos com preços em níveis muito interessantes e operando de forma independente de outros mercados", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 8,25 mil lotes, com o julho tendo 2,33 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 36 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 76 dólares, com 2.031 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 51 dólares, com 1.995 dólares por tonelada.
Café sob pressão amplia ainda mais as perdas na ICE Futures
Café sob pressão amplia ainda mais as perdas na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram mais um dia negativo e as cotações do grão bateram, ao longo do dia, nos menores níveis em 17 meses. Vendas especulativas e de fundos fizeram com que as perdas já iniciadas na negra sessão de terça-feira fossem consideravelmente ampliadas ao longo do dia.
Tecnicamente, o mercado cafeeiro se mostra abalado. Com a perspectiva de uma safra considerável do Brasil e uma possível recomposição de estoques mundiais, a bolsa nova-iorquina vê o predomínio dos baixistas, que conseguiram romper facilmente vários suportes ao longo dos últimos dias, derrubando os preços. Apenas nesta semana, a posição maio em Nova Iorque acumula desvalorização de 6,54%.
Tecnicamente, o café assiste um processo de erosão dos preços desde maio de 2011. Após não buscar intervalo acima dos 300,00 centavos, pouco a pouco, o café veio experimentando perdas, com alguns momentos de recuperação, até culminar com a experimentação de alguns suportes em dezembro e, posteriormente, em fevereiro, sendo que nesta semana o processo de perdas ganhou contornos ainda mais sólidos, ao se verificar o rompimento de suportes de 14 meses.
Para alguns operadores, as baixas desta semana foram exageradas. Esses players avaliam que o mercado registrava uma tendência baixista clara, diante, principalmente, das formações técnicas. Porém, a força com que as perdas foram observadas surpreenderam, ainda mais se tendo em conta que, ainda na semana passada, alguns brokers já trabalhavam com um cenário sobrevendido, que, agora, estaria ainda mais exagerado.
Fundamentalmente, o mercado não tem maiores novidades, entretanto, alguns players continuam avaliando a questão "safra brasileira", sendo que alguns cálculos e estimativas independentes avaliam uma perspectiva recorde de produção do país neste ano, o que seria uma possibilidade para a recomposição dos estoques e, desse modo, uma solução para o problema que gerou as altas constantes dos últimos tempos, quando os estoques mundiais ficaram em níveis consideravelmente baixos, por conta de safras limitadas de países chaves, como a Colômbia e os centro-americanos.
No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 445 pontos com 188,20 centavos, sendo a máxima em 194,50 e a mínima em 186,20 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 455 pontos, com a libra a 191,25 centavos, sendo a máxima em 197,05 e a mínima em 188,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 76 dólares, com 2.031 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 51 dólares, com 1.995 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela pressão sobre os preços. Ao longo da manhã, algumas altas chegaram a ser observadas, o que deu margem para uma avaliação de que a sessão seria caracterizada pela correção. No entanto, uma nova ação vendedora foi registrada e rapidamente alguns suportes foram rompidos e o maio chegou a bater no nível de 186,20 centavos, no menor patamar em 17 meses no mercado cafeeiro.
Ao final do dia, algumas recompras e aquisições de comerciais foram registradas, o que permitiu uma desaceleração das perdas, mas com os preços ainda se mostrando bastante deprimidos, em um dia que, ao contrário da terça-feira, os mercados externos se mostraram bem mais calmos, com altas nas bolsas de valores e estabilidade para as commodities.
"As liquidações foram muito mais consistentes que imaginávamos e os preços tiveram perdas muito fortes em apenas duas sessões. Estamos diante de um quadro muito sobrevendido e é possível que tenhamos algumas correções", disse um trader. "Eu penso que, definitivamente, o interesse comercial do mercado cafeeiro está focado no lado vendedor. Eu não acredito que teríamos tantos motivos para baixas tão fortes. Mas há definitivamente alguns players que estão tentando levar o mercado para o fundo do poço", disse Drew Geraghty, broker da Icap Futures.
As remessas internacionais de café verde do Brasil em fevereiro totalizaram 1,9 milhão de sacas, queda de 22,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). As remessas de arábica tiveram baixa de 23%, com 1,86 milhão de sacas, ao passou que os embarques de robusta recuaram 4%, com 50.734 sacas. Até agora, em 2012, o Cecafé estimou as exportações brasileiras do grão em 3,84 milhões de sacas, 24% abaixo dos primeiros dois meses de 2011. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 6, somaram 141.006 sacas, contra 170.917 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 7.919 sacas, indo para 1.579.721 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 35.039 lotes, com as opções tendo 4.718 calls e 3.553 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50 e 199,90-200,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 186,20, 186,00, 185,50, 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,30, 182,00 e 181,50 centavos por libra.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Arabica Coffee For May Delivery Drops To Near 15-Month Low
Arabica Coffee For May Delivery Drops To Near 15-Month Low
Mar 06, 2012 May contract settles at lowest point since December 2010 --Stronger dollar encourages selling --Upcoming Brazil harvest continues to weigh on market By Alexandra Wexler and Leslie JosephsDOW JONES NEWSWIRES NEW YORK (Dow Jones)--Arabica coffee for May delivery settled at its lowest point since December 2010 as a weaker Brazilian currency and lower robusta prices sparked a flurry of selling. Arabica for May delivery, the most actively traded coffee contract on the ICE U.S. Futures exchange, fell 4.3% to $1.9305 a pound on Tuesday. "The market held over $2 [a pound] longer than it ever has, and at some point the support was bound to give way," said Judy Ganes-Chase, president of J. Ganes Consulting. "It's March. Brazil's new crop is just around the corner." Top coffee producer Brazil is expected to begin harvesting what private and government forecasters expect to be close to a record arabica crop in late April or early May. The 2012-13 harvest in Brazil is an on-year cycle, in which coffee plants yield more beans. On top of those expectations, the Brazilian real weakened against the dollar Tuesday, giving coffee growers an incentive to sell into the market. Producers will receive more reais for their dollar-priced coffee, said Hernando de la Roche, senior vice president at INTL Hencorp Futures. As prices slipped, growers in other countries sold, fearing further losses. "One of the strengths of the market has been a lack of pressure from origin, and it looks like origin selling is behind this," said a major commercial coffee trader. "There is more selling at lower levels than before." The dollar's strength also weighed on robusta coffee futures traded on London's Liffe. As robusta slid, eventually settling 2.4% lower, speculators in arabica started pulling out of the market. "The primary support in the arabica market has been the London market" because of a lack of fundamental news, said Jack Scoville, vice president at Price Futures Group. Scoville says $1.91/lb. is a near-term price target
Mar 06, 2012 May contract settles at lowest point since December 2010 --Stronger dollar encourages selling --Upcoming Brazil harvest continues to weigh on market By Alexandra Wexler and Leslie JosephsDOW JONES NEWSWIRES NEW YORK (Dow Jones)--Arabica coffee for May delivery settled at its lowest point since December 2010 as a weaker Brazilian currency and lower robusta prices sparked a flurry of selling. Arabica for May delivery, the most actively traded coffee contract on the ICE U.S. Futures exchange, fell 4.3% to $1.9305 a pound on Tuesday. "The market held over $2 [a pound] longer than it ever has, and at some point the support was bound to give way," said Judy Ganes-Chase, president of J. Ganes Consulting. "It's March. Brazil's new crop is just around the corner." Top coffee producer Brazil is expected to begin harvesting what private and government forecasters expect to be close to a record arabica crop in late April or early May. The 2012-13 harvest in Brazil is an on-year cycle, in which coffee plants yield more beans. On top of those expectations, the Brazilian real weakened against the dollar Tuesday, giving coffee growers an incentive to sell into the market. Producers will receive more reais for their dollar-priced coffee, said Hernando de la Roche, senior vice president at INTL Hencorp Futures. As prices slipped, growers in other countries sold, fearing further losses. "One of the strengths of the market has been a lack of pressure from origin, and it looks like origin selling is behind this," said a major commercial coffee trader. "There is more selling at lower levels than before." The dollar's strength also weighed on robusta coffee futures traded on London's Liffe. As robusta slid, eventually settling 2.4% lower, speculators in arabica started pulling out of the market. "The primary support in the arabica market has been the London market" because of a lack of fundamental news, said Jack Scoville, vice president at Price Futures Group. Scoville says $1.91/lb. is a near-term price target
terça-feira, 6 de março de 2012
Café rompe suportes e preços despencam na ICE Futures
Café rompe suportes e preços despencam na ICE Futures
Uma terça-feira desesperadora para o café. Como já vinha se avizinhando, o primeiro grande suporte na ICE Futures US foi rompido, o que permitiu que vários stops de venda fossem acionados e, assim, perdas consideráveis fossem produzidas, com as cotações batendo nos menores níveis desde 1 de novembro de 2010. O dia foi iniciado com pressão sobre os preços, refletindo o clima negativo dos mercados externos. Passo a passo, o nível de 200,00 centavos por libra foi rompido, entretanto, o contrato de maio ainda contava com uma "barreira" que impedia que o nível de 197,80 centavos, que era o primeiro grande suporte atual, fosse testado. No entanto, na parte da tarde, especuladores e fundos ampliaram sua pressão vendedora e o patamar foi rompido, o que deu espaço para que os stops de venda ocorressem e as perdas se acentuassem consideravelmente. O clima baixista já vem se mostrando no segmento café desde maio do ano passado. Após ter conseguido testar um nível próximo de 300,00 centavos de dólar, os preços passaram a experimentar quedas sucessivas, com alguns momentos de recuperação, mas sem conseguir se firmar e buscar romper resistências mais expressivas. Os preços praticados ao longo dos últimos meses invariavelmente se situaram abaixo da linha da média móvel de 200 dias, o que é uma sinalização clara de um cenário baixista. Ao longo de fevereiro, novos suportes foram testados, mas algumas compras de comerciais impediram de esses níveis serem rompidos, algo que agora ocorre e faz com que o mercado se posicione nos piores níveis em 17 meses. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 865 pontos com 193,05 centavos, sendo a máxima em 201,60 e a mínima em 192,55 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 850 pontos, com a libra a 195,80 centavos, sendo a máxima em 204,00 e a mínima em 195,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 48 dólares, com 1.955 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 41 dólares, com 1.944 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi negro. Bolsas de valores e a maior parte das commodities tiveram perdas, ao passo que o dólar subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nesse cenário, o café sofreu com as vendas especulativas. O mau humor externo esteve relacionado a uma sério de notícias negativas, como a revisão para baixo da meta de crescimento da China, a retomada do temor de um calote da Grécia e os números de crescimento considerados fracos da economia do Brasil em 2011. Assim, uma somatória de mercados externos nervosos e situação técnica fraca fez com que o café sofresse ainda mais pressão. "Foi um novo massacre sobre os preços e as perspectivas que existiam de alguma recuperação vão se esvaindo cada vez mais. O cenário é negativo, baixista e poderemos ampliar ainda mais essas perdas. Num primeiro momento, deveremos ver os baixista buscando se posicionar nos níveis de 191,25, 190,00 e 187,50 centavos", disse um trader. O Ecobank emitiu relatório nesta terça-feira no qual indica que os preços do café tendem a se manter firmes nos próximos meses, antecipando um balaço do mercado global, que deve se manter apertado, conforme indicado pelas exportações globais em janeiro, que recuaram 9,0%. Para a instituição, a atual força dos robustas refletem a menor oferta do grão, por conta das vendas mais modestas do Vietnã. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 732 sacas, indo para 1.571.802 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 30.644 lotes, com as opções tendo 2.601 calls e 2.110 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 201,60, 201,80, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50 e 209,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 192,55-192,50, 192,00, 191,50, 191,25, 191,00, 190,50, 190,10-190,00, 189,50, 189,00, 188,50, 188,00 e 187,50 centavos por libra.
Uma terça-feira desesperadora para o café. Como já vinha se avizinhando, o primeiro grande suporte na ICE Futures US foi rompido, o que permitiu que vários stops de venda fossem acionados e, assim, perdas consideráveis fossem produzidas, com as cotações batendo nos menores níveis desde 1 de novembro de 2010. O dia foi iniciado com pressão sobre os preços, refletindo o clima negativo dos mercados externos. Passo a passo, o nível de 200,00 centavos por libra foi rompido, entretanto, o contrato de maio ainda contava com uma "barreira" que impedia que o nível de 197,80 centavos, que era o primeiro grande suporte atual, fosse testado. No entanto, na parte da tarde, especuladores e fundos ampliaram sua pressão vendedora e o patamar foi rompido, o que deu espaço para que os stops de venda ocorressem e as perdas se acentuassem consideravelmente. O clima baixista já vem se mostrando no segmento café desde maio do ano passado. Após ter conseguido testar um nível próximo de 300,00 centavos de dólar, os preços passaram a experimentar quedas sucessivas, com alguns momentos de recuperação, mas sem conseguir se firmar e buscar romper resistências mais expressivas. Os preços praticados ao longo dos últimos meses invariavelmente se situaram abaixo da linha da média móvel de 200 dias, o que é uma sinalização clara de um cenário baixista. Ao longo de fevereiro, novos suportes foram testados, mas algumas compras de comerciais impediram de esses níveis serem rompidos, algo que agora ocorre e faz com que o mercado se posicione nos piores níveis em 17 meses. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 865 pontos com 193,05 centavos, sendo a máxima em 201,60 e a mínima em 192,55 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 850 pontos, com a libra a 195,80 centavos, sendo a máxima em 204,00 e a mínima em 195,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 48 dólares, com 1.955 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 41 dólares, com 1.944 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi negro. Bolsas de valores e a maior parte das commodities tiveram perdas, ao passo que o dólar subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nesse cenário, o café sofreu com as vendas especulativas. O mau humor externo esteve relacionado a uma sério de notícias negativas, como a revisão para baixo da meta de crescimento da China, a retomada do temor de um calote da Grécia e os números de crescimento considerados fracos da economia do Brasil em 2011. Assim, uma somatória de mercados externos nervosos e situação técnica fraca fez com que o café sofresse ainda mais pressão. "Foi um novo massacre sobre os preços e as perspectivas que existiam de alguma recuperação vão se esvaindo cada vez mais. O cenário é negativo, baixista e poderemos ampliar ainda mais essas perdas. Num primeiro momento, deveremos ver os baixista buscando se posicionar nos níveis de 191,25, 190,00 e 187,50 centavos", disse um trader. O Ecobank emitiu relatório nesta terça-feira no qual indica que os preços do café tendem a se manter firmes nos próximos meses, antecipando um balaço do mercado global, que deve se manter apertado, conforme indicado pelas exportações globais em janeiro, que recuaram 9,0%. Para a instituição, a atual força dos robustas refletem a menor oferta do grão, por conta das vendas mais modestas do Vietnã. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 732 sacas, indo para 1.571.802 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 30.644 lotes, com as opções tendo 2.601 calls e 2.110 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 201,60, 201,80, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 204,75, 205,00-205,10, 205,50, 206,00, 206,25, 206,50, 207,00, 207,35, 207,50, 208,00, 208,50 e 209,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 192,55-192,50, 192,00, 191,50, 191,25, 191,00, 190,50, 190,10-190,00, 189,50, 189,00, 188,50, 188,00 e 187,50 centavos por libra.
Coffee Crop in Indonesia Poised for Highest in 3 YearsYoga Rusmana and Eko Listiyorini -
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Bloomberg
The coffee harvest in Indonesia, the third-biggest grower of the robusta variety used in instant drinks and espressos, is set to climb to the largest in three years, potentially capping an 11 percent rally. Production may increase 20 percent to 10 million bags this year from 8.3 million bags a year earlier, according to the median estimate in a Bloomberg survey of seven exporters, two traders and a roaster. That’s the most since 2009, according to U.S. government figures, and more than the 9.1 million bags predicted by Volcafe, a unit of ED&F Man Holdings Ltd. Robusta futures jumped to a five-month high in February as Vietnamese growers, the world’s biggest, held back supplies. The harvest from Indonesia starting in April may help replenish inventories, limiting gains and containing costs for Nestle SA (NESN), maker of Nescafe and Nespresso. Prices may drop as low as $1,700 a metric ton from $2,015 now, according to INTL FCStone Inc. “The tightness in the robusta market will be here for at least another month,” said Oscar L. Schaps, managing director of global soft commodities at INTL FCStone in Miami. “The recent rise will attract more exports from Vietnam.” Global coffee exports fell 9.9 percent to 7.99 million bags in January from a year earlier, the International Coffee Organization said Feb. 29. Shipments from Vietnam fell 19 percent to 292,000 tons in the first two months, according to the General Statistics Office in Hanoi. Farmers withheld beans after prices plunged 14 percent last year, forcing roasters to tap European stockpiles. ‘Lone Supplier’ “Vietnam is almost the lone supplier of volume robusta these last couple of months, until India, Uganda, Indonesia, Ivory Coast or even Brazil start to ship more volume come April and May,” Volcafe said in a report. Global robusta output will exceed demand by 2.5 million bags this season, compared with a 700,000-bag shortage last year, Macquarie Group Ltd. said Dec. 13. Expanding robusta harvests contrast with an anticipated shortage in the arabica variety favored by Starbucks Corp. (SBUX), after the heaviest rains in two decades damaged Central American plantations. The May-delivery robusta contract dropped as much as 0.5 percent to $2,010 a ton before trading at $2,015 a ton on the NYSE Liffe Exchange at 7:51 p.m. Singapore time. Prices for the most active contract have gained 11 percent this year. Exports may climb 14 percent to about 400,000 tons, said Suyanto Hussein, chairman of the Association of Indonesian Coffee Exporters and Industries. Local consumption may increase to 250,000 tons from 200,000 tons, he said. Output declined last year as a longer-than-usual rainy season damaged crops. ‘Enough Sunlight’ “The weather is relatively good for the coffee harvest this year,” Isdarmawan Asrikan, director at Surabaya, East Java-based exporter PT Lintas Utama said by phone on Feb. 27. The monsoon season was not as wet as a year earlier and “this is good for the drying process as we should get enough sunlight, resulting in good quality beans.” Robusta, which is mostly grown in Lampung, Bengkulu and South Sumatra provinces, represents about 75 percent of Indonesia’s production. The harvest runs from April to July, with a smaller crop through September. Each bag weighs 60 kilograms (132 pounds). Exports from southern Sumatra fell to 5,358 tons in February from 6,306 tons a month earlier, according to data released by Lampung’s trade office today.
Bloomberg
The coffee harvest in Indonesia, the third-biggest grower of the robusta variety used in instant drinks and espressos, is set to climb to the largest in three years, potentially capping an 11 percent rally. Production may increase 20 percent to 10 million bags this year from 8.3 million bags a year earlier, according to the median estimate in a Bloomberg survey of seven exporters, two traders and a roaster. That’s the most since 2009, according to U.S. government figures, and more than the 9.1 million bags predicted by Volcafe, a unit of ED&F Man Holdings Ltd. Robusta futures jumped to a five-month high in February as Vietnamese growers, the world’s biggest, held back supplies. The harvest from Indonesia starting in April may help replenish inventories, limiting gains and containing costs for Nestle SA (NESN), maker of Nescafe and Nespresso. Prices may drop as low as $1,700 a metric ton from $2,015 now, according to INTL FCStone Inc. “The tightness in the robusta market will be here for at least another month,” said Oscar L. Schaps, managing director of global soft commodities at INTL FCStone in Miami. “The recent rise will attract more exports from Vietnam.” Global coffee exports fell 9.9 percent to 7.99 million bags in January from a year earlier, the International Coffee Organization said Feb. 29. Shipments from Vietnam fell 19 percent to 292,000 tons in the first two months, according to the General Statistics Office in Hanoi. Farmers withheld beans after prices plunged 14 percent last year, forcing roasters to tap European stockpiles. ‘Lone Supplier’ “Vietnam is almost the lone supplier of volume robusta these last couple of months, until India, Uganda, Indonesia, Ivory Coast or even Brazil start to ship more volume come April and May,” Volcafe said in a report. Global robusta output will exceed demand by 2.5 million bags this season, compared with a 700,000-bag shortage last year, Macquarie Group Ltd. said Dec. 13. Expanding robusta harvests contrast with an anticipated shortage in the arabica variety favored by Starbucks Corp. (SBUX), after the heaviest rains in two decades damaged Central American plantations. The May-delivery robusta contract dropped as much as 0.5 percent to $2,010 a ton before trading at $2,015 a ton on the NYSE Liffe Exchange at 7:51 p.m. Singapore time. Prices for the most active contract have gained 11 percent this year. Exports may climb 14 percent to about 400,000 tons, said Suyanto Hussein, chairman of the Association of Indonesian Coffee Exporters and Industries. Local consumption may increase to 250,000 tons from 200,000 tons, he said. Output declined last year as a longer-than-usual rainy season damaged crops. ‘Enough Sunlight’ “The weather is relatively good for the coffee harvest this year,” Isdarmawan Asrikan, director at Surabaya, East Java-based exporter PT Lintas Utama said by phone on Feb. 27. The monsoon season was not as wet as a year earlier and “this is good for the drying process as we should get enough sunlight, resulting in good quality beans.” Robusta, which is mostly grown in Lampung, Bengkulu and South Sumatra provinces, represents about 75 percent of Indonesia’s production. The harvest runs from April to July, with a smaller crop through September. Each bag weighs 60 kilograms (132 pounds). Exports from southern Sumatra fell to 5,358 tons in February from 6,306 tons a month earlier, according to data released by Lampung’s trade office today.
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