Grão cru de café atinge o melhor preço em 50 anos
Os diversos recordes registrados pelo café este ano estão colocando o Brasil em posição de destaque ainda maior no cenário internacional. Maior produtor mundial, o país contabilizou no ano passado 48,1 milhões de sacas de 60 quilos, das quais 33 milhões foram destinadas ao mercado externo.Em 2011, ano de ciclo de baixa para a safra, a redução dos estoques somou-se a fatores como o aumento do consumo e a queda da safra colombiana, que perdeu entre 2 milhões e 3 milhões de sacas em três anos, para fazer o preço do café em grão cru alcançar o melhor patamar dos últimos 50 anos e bater na casa dos R$ 520 a saca - o dobro do registrado pouco mais de 12 meses atrás."Esse conjunto de fatores, somados ao dólar valorizado, fez os preços subirem a níveis inimagináveis há um ano", diz Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e presidente executivo do Sindicato da Indústria do Café do Estado de São Paulo.No mercado externo, o preço do café arábica era de US$ 1,30 no ano passado. Em 2011, chegou a US$ 3 - e tende a continuar alto. O Brasil está ganhando produtividade e qualidade. Antes ausente, o café brasileiro hoje compõe 50% dos blends da rede mundial Starbucks. Agora vai ser servido na rede de Alain Ducasse, ícone da gastronomia mundial. O privilégio pertence ao café Jacu, da fazenda Camocim, na região de Pedra Azul (ES), e exemplifica a sofisticação alcançada pelo produto nacional. De alto valor agregado, com preço que supera R$ 5 mil a saca, resulta de grãos consumidos e defecados pelo jacu, pássaro típico da Mata Atlântica. "Queremos mostrar que o Brasil produz o melhor café do mundo", explicou Henrique Sloper, proprietário da Camocim e integrante da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês).O esforço se justifica. O segmento não chega a 3% do mercado mundial, mas cresce entre 7% e 10% ao ano. O subsegmento de cafés orgânicos tem expansão anual de 20% e plus de mais de 100 pontos na bolsa de Nova York, onde chega a 350 pontos. Segundo dados da certificadora UTZ, o Brasil hoje também é líder global em volume de cafés certificados, com 1 milhão de sacas em 2010, 38% do total mundial. "A certificação rende em média US$ 10 de prêmio", diz Vanduir Antonio Caixeta, gerente comercial do Alto Cafezal, grupo que congrega trade e 12 fazendas em Patrocínio (MG), das quais duas já são certificadas e mais duas estão em preparação.O comportamento do grupo reflete a profissionalização do produtor e o desempenho atual do café brasileiro, com mais foco em produtividade do que em expansão. Além de investimentos voltados ao aperfeiçoamento de tratos culturais, irrigação, campo experimental para identificar espécies mais resistentes, o Alto Cafezal gastou mais de R$ 5 milhões em um armazém com capacidade para 300 mil sacas e processamento diário de 3 mil."O pessoal tem se capacitado da porteira para dentro e para fora", diz Caixeta. Isso significa entender mais de mercado, comercialização, câmbio. O grupo, que embarca entre 100 mil e 120 mil sacas ao ano, faz hedge em café e em dólar para lidar com possíveis oscilações. A produção própria soma 2,2 mil hectares, com média de 80 mil sacas anuais e projeto de nos próximos quatro anos chegar a 3 mil hectares e 100 mil sacas por ano.Os planos levam em conta a manutenção dos preços mesmo com cenário financeiro incerto. "O otimismo vem do equilíbrio entre produção e demanda, com ganhos de produtividade, custos de produção mais competitivos e melhoria no perfil qualitativo", concorda Guilherme Braga, diretor executivo do Conselho de Exportadores do Café do Brasil (Cecafé). Mas ele lembra que os preços melhoraram também para os países concorrentes do Brasil - e, nos próximos anos, a expansão da produção pode ser um fator de pressão. "O desafio é continuar o processo de melhoria. O mundo está disposto a comprar café diferenciado e pagar por isso", afirma BragaSegundo ele, o cenário atual reflete a característica de altas e baixas do café, cujo pico de valorização no final dos anos 90 foi seguido de forte queda nos preços entre 2001 e 2002, quando a saca chegou a ficar abaixo de US$ 40. O resultado foi o ajuste na produção mundial, com os países reduzindo rapidamente sua oferta. "Os preços hoje são o dobro dos de 2007, mas sujeitos a grande volatilidade, mesmo sem alteração substancial nos fundamentos", alega.Braga observa que commodities, principalmente café, estão valorizadas, sobem e descem de acordo com a tendência de aplicação de fundos que buscam liquidez e são sujeitas a oscilações. Nos últimos três meses, com o vaivém da crise, os preços chegaram a US$ 2,95 e caíram a US$ 2,30, sem registro de aumento de produção ou de queda no consumo. Em meados de setembro, o movimento de alta e baixa se repetiu com novas notícias a respeito do mau desempenho econômico grego. "Não houve modificação nos fundamentos", aponta o diretor do Cecafé.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Café sobe na ICE e segue retomada de humor dos mercados externos - 27/09
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um dia de ganhos, em continuidade com a recuperação iniciada na sessão passada, com compras de torrefadores, ainda que em menor grau, e de especuladores e de fundos. Ao longo da manhã, os preços chegaram a registrar fortes valorizações, seguindo o comportamento do mercado externo, que teve ganhos expressivos no segmento de bolsas e também para várias commodities.
Na segunda metade do dia, no entanto, algumas realizações e vendas especulativas fizeram com que as cotações tivessem uma desaceleração, mas a posição dezembro conseguiu se manter acima do intervalo de 240,00 centavos. Operadores avaliam que o mercado ainda tem um viés baixista, sendo que algumas resistências básicas ainda não estão conseguindo ser superadas.
Fundamentalmente, o mercado ainda está atento ao clima, com o Brasil não registrando uma normalização das chuvas no centro-sul, com poucas floradas tendo sido verificadas até o momento. Por outro lado, institutos meteorológicos do México divulgaram que as chuvas devem continuar a ser verificadas nas regiões cafeeiras do país. Na segunda-feira, a área de Tapachula teve mais de 5 mil desabrigados, sendo que Mérida, Veracruz, Chiapas também foram afetadas. Não há noticias sobre danos nas lavouras de café até o momento.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 490 pontos com 240,85 centavos, sendo a máxima em 246,55 e a mínima em 237,35 centavos por libra, com o março tendo ganho de 485 pontos, com a libra a 243,95 centavos, sendo a máxima em 249,50 e a mínima em 240,55 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 32 dólares, com 1.986 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 32 dólares, com 2.020 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o bom comportamento do café no dia esteve intimamente ligado ao desempenho dos mercados globais, que aferiram fortes altas na parte da manhã e encerraram o dia com ganhos, ainda que não tão consideráveis quanto os da primeira metade da sessão. Esses analistas ressaltaram que muitos players trabalham com a perspectiva de alguma solução para o imbróglio econômico existente na Europa. Diante disso, alguns segmentos experimentaram fortes ganhos nesta terça, como o cobre, que subiu 4,8%, a prata, 5,2% e o petróleo que aferiu valorização de 5,3%.
Os ganhos mais incisivos da manhã refletiam uma notícia de que a Europa iria ampliar o fundo de resgate do bloco, buscando, desse modo, combater a crise da dívidas em nações com economias mais enfraquecidas. Na parte da tarde, o gabinete alemão, que tenta apoio parlamentar para implementar medidas acordadas junto à União Européia para ajuda financeiros a outros países membros, negou que o fundo estaria sendo ampliado. Tal negativa diminuiu o "ânimo" das bolsas internacionais que, mesmo assim, encerraram o dia com valorização. "Mesmo com a negativa, o mercado está acreditando que possa existir a elaboração de uma plataforma econômica de apoio na Europa para tentar conter o quadro ruim que vigora até o momento", sustentou Michael Gross, analista da OptionSellers.com.
"Acreditamos que as altas para as commodities vieram pela percepção de que os problemas na Europa podem ser contornados. E, caso a Europa não caia num buraco negro, a tendência é de os preços voltarem a se fortalecer. Também estamos verificando ganhos em commodities agrícolas, por conta da oferta apertada", sustentou Mark Waggoner, diretor da corretora Excel Futures.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 26, somaram 1.932.876 sacas, contra1.915.622 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.422 sacas, indo para 1.428.377 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.789 lotes, com as opções tendo 3.955 calls e 5.533 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 246,55, 247,00, 247,50, 248,00, 248,50, 249,00, 249,50, 249,90-250,00, 250,50, 251,00 e 251,55 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 237,35, 237,00, 236,50, 236,00, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50 e 233,00 centavos por libra.
Na segunda metade do dia, no entanto, algumas realizações e vendas especulativas fizeram com que as cotações tivessem uma desaceleração, mas a posição dezembro conseguiu se manter acima do intervalo de 240,00 centavos. Operadores avaliam que o mercado ainda tem um viés baixista, sendo que algumas resistências básicas ainda não estão conseguindo ser superadas.
Fundamentalmente, o mercado ainda está atento ao clima, com o Brasil não registrando uma normalização das chuvas no centro-sul, com poucas floradas tendo sido verificadas até o momento. Por outro lado, institutos meteorológicos do México divulgaram que as chuvas devem continuar a ser verificadas nas regiões cafeeiras do país. Na segunda-feira, a área de Tapachula teve mais de 5 mil desabrigados, sendo que Mérida, Veracruz, Chiapas também foram afetadas. Não há noticias sobre danos nas lavouras de café até o momento.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 490 pontos com 240,85 centavos, sendo a máxima em 246,55 e a mínima em 237,35 centavos por libra, com o março tendo ganho de 485 pontos, com a libra a 243,95 centavos, sendo a máxima em 249,50 e a mínima em 240,55 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 32 dólares, com 1.986 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 32 dólares, com 2.020 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o bom comportamento do café no dia esteve intimamente ligado ao desempenho dos mercados globais, que aferiram fortes altas na parte da manhã e encerraram o dia com ganhos, ainda que não tão consideráveis quanto os da primeira metade da sessão. Esses analistas ressaltaram que muitos players trabalham com a perspectiva de alguma solução para o imbróglio econômico existente na Europa. Diante disso, alguns segmentos experimentaram fortes ganhos nesta terça, como o cobre, que subiu 4,8%, a prata, 5,2% e o petróleo que aferiu valorização de 5,3%.
Os ganhos mais incisivos da manhã refletiam uma notícia de que a Europa iria ampliar o fundo de resgate do bloco, buscando, desse modo, combater a crise da dívidas em nações com economias mais enfraquecidas. Na parte da tarde, o gabinete alemão, que tenta apoio parlamentar para implementar medidas acordadas junto à União Européia para ajuda financeiros a outros países membros, negou que o fundo estaria sendo ampliado. Tal negativa diminuiu o "ânimo" das bolsas internacionais que, mesmo assim, encerraram o dia com valorização. "Mesmo com a negativa, o mercado está acreditando que possa existir a elaboração de uma plataforma econômica de apoio na Europa para tentar conter o quadro ruim que vigora até o momento", sustentou Michael Gross, analista da OptionSellers.com.
"Acreditamos que as altas para as commodities vieram pela percepção de que os problemas na Europa podem ser contornados. E, caso a Europa não caia num buraco negro, a tendência é de os preços voltarem a se fortalecer. Também estamos verificando ganhos em commodities agrícolas, por conta da oferta apertada", sustentou Mark Waggoner, diretor da corretora Excel Futures.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 26, somaram 1.932.876 sacas, contra1.915.622 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.422 sacas, indo para 1.428.377 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.789 lotes, com as opções tendo 3.955 calls e 5.533 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 246,55, 247,00, 247,50, 248,00, 248,50, 249,00, 249,50, 249,90-250,00, 250,50, 251,00 e 251,55 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 237,35, 237,00, 236,50, 236,00, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50 e 233,00 centavos por libra.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Após perdas recentes, café na ICE tem dia de recuperação parcial - 26/09
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas, em um dia caracterizado por compras especulativas, com aspectos corretivos, após as fortes perdas processadas ao longo das últimas semanas.
Desde o início do dia, as ações de aquisição de especuladores, torrefações e, em menor grau, fundos, deram suporte para que os ganhos fossem processados, o que permitiu fazer com que o nível de 240,00 centavos chegasse a ser testado. No entanto, na segunda parte do dia, algumas novas vendas fizeram com que a evolução dos preços perdesse intensidade, sendo que o encerramento das operações se deu com ganhos relativos.
Operadores destacaram que, após as intensas liquidações recentes, os contratos apresentaram um quadro sobrevendido, o que deu espaço para que nesta segunda algumas correções técnicas fossem observadas. Tecnicamente, o mercado ainda demonstra um viés baixista, principalmente após o rompimento consistente de suportes ao longo dos últimos dias. Os preços, efetivamente, se posicionam abaixo das médias móveis de curto e médio prazo, o que dá espaço para a manutenção de uma perspectiva baixista. No entanto, como verificado nesta segunda, ainda é possível a observação de ações corretivas.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 450 pontos com 235,95 centavos, sendo a máxima em 240,50 e a mínima em 232,00 centavos por libra, com o março tendo ganho de 450 pontos, com a libra a 239,10 centavos, sendo a máxima em 243,25 e a mínima em 235,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 75 dólares, com 1.951 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 73 dólares, com 1.983 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas, que permitiram um avanço considerável das cotações em relação ao cenário pressionado da última semana. No entanto, os ganhos foram, em um segundo momento, desacelerados, por conta de algumas revendas.
No segmento externo, o dia se mostrou bem mais calmo que os de "pânico" da semana anterior, com as bolsas de valores nos Estados Unidos ascendendo mais de 2,5%, na Dow Jones, e mais de 1,5% para a área tecnológica, Nasdaq. O índice CRB subiu pouco mais de 0,3%, com destaque para o petróleo, o café e alguns grãos. Os estoques certificados de café nos Estados Unidos bateram nos seus menores níveis em 11 anos, sendo que na última sexta-feira atingiram o patamar mais baixo desde março de 2000.
"A recente retração nas cotações atraiu alguns compradores neste início de semana e os fundos estão fazendo todas as vendas que eles deveriam fazer", disse Alonso Tomas, trader da INTL FCStone, em Miami. "Os estoques baixos tendem a dar suporte aos preços na ICE e os produtores devem continuar a ser reticentes nas vendas", complementou.
O México continua a sofrer com as ações do furacão Hillary, que chega a categoria número III. Segundo o Sistema Meteorológico Nacional, nesta segunda-feira regiões cafeeiras do país deveriam ser afetadas com chuvas fortes e ventos variáveis. Dentre as regiões que seriam atingidas estão Chiapas, Veracruz, Jalisco, Oaxaca e Puebla, que concentram a maior parte da produção do grão do país.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 23, somaram 1.781.910 sacas, contra 1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.612 sacas, indo para 1.430.799 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.437 lotes, com as opções tendo 8.462 calls e 3.691 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 240,50, 241,00, 241,50, 242,00, 242,50, 243,00, 243,50, 244,00, 244,50, 244,90-245,00 e 245,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 232,00, 231,50, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50, 228,00, 227,50 e 227,00 centavos por libra.
Desde o início do dia, as ações de aquisição de especuladores, torrefações e, em menor grau, fundos, deram suporte para que os ganhos fossem processados, o que permitiu fazer com que o nível de 240,00 centavos chegasse a ser testado. No entanto, na segunda parte do dia, algumas novas vendas fizeram com que a evolução dos preços perdesse intensidade, sendo que o encerramento das operações se deu com ganhos relativos.
Operadores destacaram que, após as intensas liquidações recentes, os contratos apresentaram um quadro sobrevendido, o que deu espaço para que nesta segunda algumas correções técnicas fossem observadas. Tecnicamente, o mercado ainda demonstra um viés baixista, principalmente após o rompimento consistente de suportes ao longo dos últimos dias. Os preços, efetivamente, se posicionam abaixo das médias móveis de curto e médio prazo, o que dá espaço para a manutenção de uma perspectiva baixista. No entanto, como verificado nesta segunda, ainda é possível a observação de ações corretivas.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 450 pontos com 235,95 centavos, sendo a máxima em 240,50 e a mínima em 232,00 centavos por libra, com o março tendo ganho de 450 pontos, com a libra a 239,10 centavos, sendo a máxima em 243,25 e a mínima em 235,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 75 dólares, com 1.951 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 73 dólares, com 1.983 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas, que permitiram um avanço considerável das cotações em relação ao cenário pressionado da última semana. No entanto, os ganhos foram, em um segundo momento, desacelerados, por conta de algumas revendas.
No segmento externo, o dia se mostrou bem mais calmo que os de "pânico" da semana anterior, com as bolsas de valores nos Estados Unidos ascendendo mais de 2,5%, na Dow Jones, e mais de 1,5% para a área tecnológica, Nasdaq. O índice CRB subiu pouco mais de 0,3%, com destaque para o petróleo, o café e alguns grãos. Os estoques certificados de café nos Estados Unidos bateram nos seus menores níveis em 11 anos, sendo que na última sexta-feira atingiram o patamar mais baixo desde março de 2000.
"A recente retração nas cotações atraiu alguns compradores neste início de semana e os fundos estão fazendo todas as vendas que eles deveriam fazer", disse Alonso Tomas, trader da INTL FCStone, em Miami. "Os estoques baixos tendem a dar suporte aos preços na ICE e os produtores devem continuar a ser reticentes nas vendas", complementou.
O México continua a sofrer com as ações do furacão Hillary, que chega a categoria número III. Segundo o Sistema Meteorológico Nacional, nesta segunda-feira regiões cafeeiras do país deveriam ser afetadas com chuvas fortes e ventos variáveis. Dentre as regiões que seriam atingidas estão Chiapas, Veracruz, Jalisco, Oaxaca e Puebla, que concentram a maior parte da produção do grão do país.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 23, somaram 1.781.910 sacas, contra 1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.612 sacas, indo para 1.430.799 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.437 lotes, com as opções tendo 8.462 calls e 3.691 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 240,50, 241,00, 241,50, 242,00, 242,50, 243,00, 243,50, 244,00, 244,50, 244,90-245,00 e 245,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 232,00, 231,50, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50, 228,00, 227,50 e 227,00 centavos por libra.
domingo, 25 de setembro de 2011
Welcome to the jungle
Welcome to the jungle
Este foi o recado dado pelo mercado para os produtores nesta semana.
“Bem vindo à selva”, com uma queda de quase 3.000 pontos na semana para ser exato foi uma queda de 2870 pontos entre a abertura e o fechamento da semana e de 3520 pontos entre a máxima e a mínima um verdadeiro recorde.
A reação do mercado no mês de setembro foi realmente inacreditável e já temos 13,5% e baixa no mês, e graficamente fazendo uma candle chamada de engolfo de baixa no gráfico mensal.
Qual seria a explicação?
No mês de agosto tivemos 17 pregoes ininterruptos de alta o que para os fundamentalistas céticos a explicação seria, estoques baixos com ano de baixa produção e demanda em alta, tudo bem, mas e agora Jose? o que dizer da baixa do mês de setembro qual seria a explicação?
Bom na minha humilde opinião a alta do mês de agosto não foi provocada pelo aperto de mercadoria e sim na expectativa que o mercado tinha no lançamento de mais um afrouxamento das finanças por parte do governo Norte Americano, afrouxamento este que foi chamado em suas duas versões de quantitative easy ou simplesmente Q.E onde tivemos o Q.E e Q.E2, onde o ultimo consistia em uma recompra de títulos da divida americana na intenção de ajudar a resolver a crise e tirando o mercado do atoleiro que vinha desde 2.008.
O plano Q.E2 que teve em seu orçamento a recompra de 840 bilhões de dólares de títulos teve seu fim em junho deste ano onde o mercado no geral já demonstrava fraqueza e as bolsas ao redor do mundo já caía, como o plano não teve na economia o resultado esperado o FED não fez ainda o tão esperado Q.E3.
O Q.E2 foi o grande responsável pela alta das bolsas como Dow Jones e algumas commodities no ano de 2.010/2.011, e foi também o grande responsável pela alta do café, que já iria subir sim por causa do aperto na oferta, mas a alta realmente foi alavancada por este plano aonde vimos o café subir a níveis só atingidos antes por efeito de uma geada no Brasil fato realmente não houve.
No final de julho o mercado já cogitava em um novo plano do tipo do Q.E2 o que seria o Q.E3, o mercado respondeu prontamente e tivemos a alta do mês de agosto, é inegável o perto de mercadoria, mas este aperto para mim já estaria precificado e para tenhamos uma nova rodada de alta teria que ter um novo problema climático fato que ate agora não ocorreu.
O que os participantes não podem esquecer que esta tendência de alta onde o mercado de café estava, onde tivemos o pico neste ano acima de $3.00 dólares por libra peso, teve seu começo em 2.002, ano em que o mercado fez seu fundo depois de ter feito também um pico acima de $3.00 dólares por libra peso em 1.997, e assumir depois desta alta uma tendência de baixa, que resultou na grande tragédia de 2.002, portanto a alta foi nada mais nada menos do que nove anos.
Entendo que esta alta não vinha sendo repassada para o produtor pelo mercado, que trabalhava sempre com diferencias cada vez mais altos, e também a valorização do real frente ao dolar, fato que não se pode deixar de comentar o que atrapalhou o repasse do preço para o produtor, o que realmente mudou neste mercado foi à grande e massiva injeção de dólar pelo governo Americano no plano citado acima e se espalhou por todo mercado, e alavancou o mercado do ano passado para este resultando numa bela alta, mas temos que entender que o café nestes últimos nove anos de alta teve uma valorização de 500% na bolsa que saiu de 4.400pontos em 2.002 para 30800 pontos em 2.011.
A valorização tão almejada pelo produtor chegou e a resposta em que o mercado quer parece que também que seria o aumento de produção, o fato da alta do mercado traz melhores tratos culturais e aumento de área plantada, coisa que já estamos escutando, onde temos dados que falam que pode dobrar a produção da Colômbia nos próximos oito anos e falta de muda para plantio no Brasil este ano, fatos que soam como musica para indústria internacional.
A queda do mercado em setembro que teve sua aceleração nesta semana pelo agravamento da crise na Europa e por nenhuma atitude tomada pelo Fed. traz novamente a questão se o mercado realmente não teria já feito o seu topo e estar entrando em uma tendência de baixa mais longa.
Costumo dividir o mercado em ciclos de três anos que para mim traz uma analise melhor dos fatos, e estaríamos saindo de um ciclo de três anos de baixa de produção de café para entrarmos em um ciclo de três anos de alta produção, sendo que este ciclo terá aumento de produção pela melhoria dos tratos por parte do cafeicultor, resultado de melhores preços, e também teremos um aumento de área plantada, portanto em termos de produção este novo ciclo que começa agora em outubro com a nova safra dos países da America Central, Colômbia e Vietnã, que são países acima da linha do equador e representam 60% da produção mundial e da florada da próxima safra brasileira, o que traz como entendimento que o aperto de mercadoria esta no final.
Logicamente não estou falando em problemas climáticos, pois se tivermos algo em cima disso este ciclo acima citado seria desfeito e o mercado responderia com uma bela alta.
O fato novo do mercado foi à alta do dólar que salvou o mercado físico da baixa desta semana, deixando o produtor sobre aviso, mas é muito pouco para segurar o que pode estar por vir, portanto todo cuidado é pouco e continuo dizendo que café acima de R$500,00 é excelente preço e lucro nunca quebrou ninguém
Tecnicamente fechamos a semana em zona de suporte, mas fizemos novo fundo e tudo leva crer que a queda vai continuar.
Sem uma política adequada o produtor volta ao sabor do mercado, onde ele é a parte mais fraca e mais desinformada de todos.
“Welcome to the jungle”
Uma boa semana a todos que Deus abençoe a todos, e continuamos vendidos em trade iniciado em 07/09/2011 com stop agora em $245,00 só administrando os lucros.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Este foi o recado dado pelo mercado para os produtores nesta semana.
“Bem vindo à selva”, com uma queda de quase 3.000 pontos na semana para ser exato foi uma queda de 2870 pontos entre a abertura e o fechamento da semana e de 3520 pontos entre a máxima e a mínima um verdadeiro recorde.
A reação do mercado no mês de setembro foi realmente inacreditável e já temos 13,5% e baixa no mês, e graficamente fazendo uma candle chamada de engolfo de baixa no gráfico mensal.
Qual seria a explicação?
No mês de agosto tivemos 17 pregoes ininterruptos de alta o que para os fundamentalistas céticos a explicação seria, estoques baixos com ano de baixa produção e demanda em alta, tudo bem, mas e agora Jose? o que dizer da baixa do mês de setembro qual seria a explicação?
Bom na minha humilde opinião a alta do mês de agosto não foi provocada pelo aperto de mercadoria e sim na expectativa que o mercado tinha no lançamento de mais um afrouxamento das finanças por parte do governo Norte Americano, afrouxamento este que foi chamado em suas duas versões de quantitative easy ou simplesmente Q.E onde tivemos o Q.E e Q.E2, onde o ultimo consistia em uma recompra de títulos da divida americana na intenção de ajudar a resolver a crise e tirando o mercado do atoleiro que vinha desde 2.008.
O plano Q.E2 que teve em seu orçamento a recompra de 840 bilhões de dólares de títulos teve seu fim em junho deste ano onde o mercado no geral já demonstrava fraqueza e as bolsas ao redor do mundo já caía, como o plano não teve na economia o resultado esperado o FED não fez ainda o tão esperado Q.E3.
O Q.E2 foi o grande responsável pela alta das bolsas como Dow Jones e algumas commodities no ano de 2.010/2.011, e foi também o grande responsável pela alta do café, que já iria subir sim por causa do aperto na oferta, mas a alta realmente foi alavancada por este plano aonde vimos o café subir a níveis só atingidos antes por efeito de uma geada no Brasil fato realmente não houve.
No final de julho o mercado já cogitava em um novo plano do tipo do Q.E2 o que seria o Q.E3, o mercado respondeu prontamente e tivemos a alta do mês de agosto, é inegável o perto de mercadoria, mas este aperto para mim já estaria precificado e para tenhamos uma nova rodada de alta teria que ter um novo problema climático fato que ate agora não ocorreu.
O que os participantes não podem esquecer que esta tendência de alta onde o mercado de café estava, onde tivemos o pico neste ano acima de $3.00 dólares por libra peso, teve seu começo em 2.002, ano em que o mercado fez seu fundo depois de ter feito também um pico acima de $3.00 dólares por libra peso em 1.997, e assumir depois desta alta uma tendência de baixa, que resultou na grande tragédia de 2.002, portanto a alta foi nada mais nada menos do que nove anos.
Entendo que esta alta não vinha sendo repassada para o produtor pelo mercado, que trabalhava sempre com diferencias cada vez mais altos, e também a valorização do real frente ao dolar, fato que não se pode deixar de comentar o que atrapalhou o repasse do preço para o produtor, o que realmente mudou neste mercado foi à grande e massiva injeção de dólar pelo governo Americano no plano citado acima e se espalhou por todo mercado, e alavancou o mercado do ano passado para este resultando numa bela alta, mas temos que entender que o café nestes últimos nove anos de alta teve uma valorização de 500% na bolsa que saiu de 4.400pontos em 2.002 para 30800 pontos em 2.011.
A valorização tão almejada pelo produtor chegou e a resposta em que o mercado quer parece que também que seria o aumento de produção, o fato da alta do mercado traz melhores tratos culturais e aumento de área plantada, coisa que já estamos escutando, onde temos dados que falam que pode dobrar a produção da Colômbia nos próximos oito anos e falta de muda para plantio no Brasil este ano, fatos que soam como musica para indústria internacional.
A queda do mercado em setembro que teve sua aceleração nesta semana pelo agravamento da crise na Europa e por nenhuma atitude tomada pelo Fed. traz novamente a questão se o mercado realmente não teria já feito o seu topo e estar entrando em uma tendência de baixa mais longa.
Costumo dividir o mercado em ciclos de três anos que para mim traz uma analise melhor dos fatos, e estaríamos saindo de um ciclo de três anos de baixa de produção de café para entrarmos em um ciclo de três anos de alta produção, sendo que este ciclo terá aumento de produção pela melhoria dos tratos por parte do cafeicultor, resultado de melhores preços, e também teremos um aumento de área plantada, portanto em termos de produção este novo ciclo que começa agora em outubro com a nova safra dos países da America Central, Colômbia e Vietnã, que são países acima da linha do equador e representam 60% da produção mundial e da florada da próxima safra brasileira, o que traz como entendimento que o aperto de mercadoria esta no final.
Logicamente não estou falando em problemas climáticos, pois se tivermos algo em cima disso este ciclo acima citado seria desfeito e o mercado responderia com uma bela alta.
O fato novo do mercado foi à alta do dólar que salvou o mercado físico da baixa desta semana, deixando o produtor sobre aviso, mas é muito pouco para segurar o que pode estar por vir, portanto todo cuidado é pouco e continuo dizendo que café acima de R$500,00 é excelente preço e lucro nunca quebrou ninguém
Tecnicamente fechamos a semana em zona de suporte, mas fizemos novo fundo e tudo leva crer que a queda vai continuar.
Sem uma política adequada o produtor volta ao sabor do mercado, onde ele é a parte mais fraca e mais desinformada de todos.
“Welcome to the jungle”
Uma boa semana a todos que Deus abençoe a todos, e continuamos vendidos em trade iniciado em 07/09/2011 com stop agora em $245,00 só administrando os lucros.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Café mantém perdas na ICE com mercado externo e origens
Os contratos futuros de café arábica tiveram mais um dia de fortes perdas na ICE Futures US, com os preços batendo nos menores níveis em nove meses, atingindo os patamares de 25 de janeiro.
Diante da continuidade da pressão externa, com o temor de um agravamento da situação recessiva, especuladores e fundos se mostraram amplamente vendedores ao longo do dia e as perdas, que já vinham sendo incisivas ao longo dos últimos dias, apenas se ampliaram. Com muitos players partindo para segmentos como o do dólar, a moeda se valorizou e as origens também se sentiram estimuladas a efetuar liquidações, o que contribuiu para que as perdas se acentuassem.
No after-hours, as perdas desaceleraram e o dezembro fechou próximo do nível de 234,50 cents. Tecnicamente, o mercado se mostra extremamente baixista, com as resistências mais efetivas conseguindo ser rompidas sem maiores problemas.
Fundamentalmente, o mercado destaca a possibilidade de ampliação das chuvas no centro-sul do Brasil nos próximos dias, fato que, se consumado, dará fôlego para floradas e também para o pegamento.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 780 pontos com 231,45 centavos, sendo a máxima em 241,95 e a mínima em 230,80 centavos por libra, com o março tendo retração de 770 pontos, com a libra a 234,60 centavos, sendo a máxima em 245,00 e a mínima em 234,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 75 dólares, com 1.951 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 73 dólares, com 1.983 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o mercado voltou a demonstrar toda sua faceta negativa, caindo fortemente e seguindo o péssimo comportamento das commodities e da economia global como um todo. "Nós simplesmente sofremos com liquidações especulativas massivas. Todo mundo está atemorizado com o colapso financeiro", disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group.
O café, ao longo desta semana, despencou 12% em Nova Iorque. Segundo o trader, com as perdas acentuadas as indústrias de torrefação realizaram algumas compras no período. "Os torrefadores estiveram bem ativos ao longo dos últimos três dias e estão recompondo um pouco de suas reservas para o final deste ano e começo do próximo. Eles ainda vão ter de adquirir para garantir que suas marcas estejam nas gôndolas dos supermercados", indicou o especialista.
Depois de o Federal Reserve pintar um quadro sombrio sobre a economia dos Estados Unidos na quarta-feira, os mercados ficaram nervosos e muitos players se refugiaram no dólar. Isso pressionou, por exemplo, o real brasileiro, o que fez com que os produtores do país se sentissem estimulados a liquidar mais incisivamente, já que vendem em dólar e recebem na moeda local que, segundo a consultoria EBS, teve 3,8% de retração ao longo desta semana. "Com o dólar tão forte, você talvez venda um pouco a mais do que aquilo que você não queria vender", sustentou Christian Wolthers, presidente da divisão de café verde da Wolthers Americas, ao se referir aos cafeicultores.
"Os fundamentos do mercado de café não se alteraram e continuam sólidos. Agora é preciso aguardar os desdobramentos das medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades econômicas do hemisfério norte e sua influência sobre o rumo dos mercados nas próximas semanas", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.
O Vietnã deverá exportar 30 mil toneladas métricas de café em setembro, cerca de 500 mil sacas, total 16,7% menor que o registrado em agosto, previu o Escritório Geral de Estatísticas do país. A receita dos embarques deverá cair neste mês para 70 milhões de dólares, ante 83 milhões de dólares do mês passado. A previsão de remessas para a temporada 2010/2011 foi mantida em 1,16 milhão de toneladas métricas. A safra do país em 2011/2012, que se inicia em uma semana,é estimada em 18 milhões de sacas.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 22, somaram 1.600.339 sacas, contra1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.410 sacas, indo para 1.434.411 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.504 lotes, com as opções tendo 7.432 calls e 7.628 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 241,95-242,00, 242,50, 243,00, 243,50, 244,00, 244,50, 244,90-245,00 e 245,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 230,80, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50, 228,00, 227,50, 227,00 e 226,50 centavos por libra.
Diante da continuidade da pressão externa, com o temor de um agravamento da situação recessiva, especuladores e fundos se mostraram amplamente vendedores ao longo do dia e as perdas, que já vinham sendo incisivas ao longo dos últimos dias, apenas se ampliaram. Com muitos players partindo para segmentos como o do dólar, a moeda se valorizou e as origens também se sentiram estimuladas a efetuar liquidações, o que contribuiu para que as perdas se acentuassem.
No after-hours, as perdas desaceleraram e o dezembro fechou próximo do nível de 234,50 cents. Tecnicamente, o mercado se mostra extremamente baixista, com as resistências mais efetivas conseguindo ser rompidas sem maiores problemas.
Fundamentalmente, o mercado destaca a possibilidade de ampliação das chuvas no centro-sul do Brasil nos próximos dias, fato que, se consumado, dará fôlego para floradas e também para o pegamento.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 780 pontos com 231,45 centavos, sendo a máxima em 241,95 e a mínima em 230,80 centavos por libra, com o março tendo retração de 770 pontos, com a libra a 234,60 centavos, sendo a máxima em 245,00 e a mínima em 234,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 75 dólares, com 1.951 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 73 dólares, com 1.983 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o mercado voltou a demonstrar toda sua faceta negativa, caindo fortemente e seguindo o péssimo comportamento das commodities e da economia global como um todo. "Nós simplesmente sofremos com liquidações especulativas massivas. Todo mundo está atemorizado com o colapso financeiro", disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group.
O café, ao longo desta semana, despencou 12% em Nova Iorque. Segundo o trader, com as perdas acentuadas as indústrias de torrefação realizaram algumas compras no período. "Os torrefadores estiveram bem ativos ao longo dos últimos três dias e estão recompondo um pouco de suas reservas para o final deste ano e começo do próximo. Eles ainda vão ter de adquirir para garantir que suas marcas estejam nas gôndolas dos supermercados", indicou o especialista.
Depois de o Federal Reserve pintar um quadro sombrio sobre a economia dos Estados Unidos na quarta-feira, os mercados ficaram nervosos e muitos players se refugiaram no dólar. Isso pressionou, por exemplo, o real brasileiro, o que fez com que os produtores do país se sentissem estimulados a liquidar mais incisivamente, já que vendem em dólar e recebem na moeda local que, segundo a consultoria EBS, teve 3,8% de retração ao longo desta semana. "Com o dólar tão forte, você talvez venda um pouco a mais do que aquilo que você não queria vender", sustentou Christian Wolthers, presidente da divisão de café verde da Wolthers Americas, ao se referir aos cafeicultores.
"Os fundamentos do mercado de café não se alteraram e continuam sólidos. Agora é preciso aguardar os desdobramentos das medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades econômicas do hemisfério norte e sua influência sobre o rumo dos mercados nas próximas semanas", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.
O Vietnã deverá exportar 30 mil toneladas métricas de café em setembro, cerca de 500 mil sacas, total 16,7% menor que o registrado em agosto, previu o Escritório Geral de Estatísticas do país. A receita dos embarques deverá cair neste mês para 70 milhões de dólares, ante 83 milhões de dólares do mês passado. A previsão de remessas para a temporada 2010/2011 foi mantida em 1,16 milhão de toneladas métricas. A safra do país em 2011/2012, que se inicia em uma semana,é estimada em 18 milhões de sacas.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 22, somaram 1.600.339 sacas, contra1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.410 sacas, indo para 1.434.411 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.504 lotes, com as opções tendo 7.432 calls e 7.628 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 241,95-242,00, 242,50, 243,00, 243,50, 244,00, 244,50, 244,90-245,00 e 245,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 230,80, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50, 228,00, 227,50, 227,00 e 226,50 centavos por libra.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Vietnam '11-12 Coffee Crop Pre-Grading Possible -Liffe Executive
Vietnam '11-12 Coffee Crop Pre-Grading Possible -Liffe Executive
Dow Jones LONDON - NYSE Liffe could make permanent a pilot scheme to ensureVietnamese coffee meets exchange standards by the end of the 2011-12 season,according to Liffe's head of commodity product management. The Europe-based operator three months ago launched a pilot scheme to gradecoffee before it is shipped from Ho Chi Minh city, the main export port of theworld's largest producer of the robusta beans traded on Liffe. In an interview late Thursday, Peter Blogg told Dow Jones Newswires theproject, which will finish in October, helps exporters to secure financing forcoffee by attaching a futures value to the supplies at origin. Liffe will decide next month whether to make the scheme permanent. "Exporters want to be able to attach a futures value to the coffee before itgets shipped and banks prefer commodities with a futures value as a backstop,"he said. "I'm optimistic we could have it in place for the upcoming crop, so wecan catch at least part of that." Should it prove successful, it could be rolled out to other coffee producerssuch as Indonesia and Brazil, or even other commodities such as cocoa, he said. Vietnam is a key coffee supplier but traders say the growing number ofdefaults on supply contracts by domestic exporters, which they pegged atbetween 70,000 and 100,000 metric tons this season, is deterring buyers. Blogg said the scheme shouldn't directly affect the futures market as Ho ChiMinh won't be a delivery point for supplies, like in Europe and the U.S. But itcould "bring more transparency to the market as there will be more of an ideaof how much coffee in Vietnam is deliverable," he said. Under the plan, 50-ton parcels of coffee are held in warehouses, from whichsamples would be sent to the U.K. to be graded. If they pass, the supplies geta valid certificate for six months and won't need to be re-tested in London. And it could also help ease another long-term issue created by logisticalconstraints in European warehouses, an issue that has come into sharp focusthis year due to near-record high stocks sitting in ports such as Antwerp. Roel Vaessen, secretary general of the European Coffee Federation, whichearlier this year sent a letter to Liffe raising concerns about potentialbottlenecks in Europe's ports, said the scheme should "remove an element ofuncertainty so we have more flexibility when the coffee arrives." Blogg declined to comment on the letter itself and said the project wasn'tbeing driven "by any debate in the market about any movement of goods orregulations." But said it "could take some of the pressure off as today youhave to ship and wait for grading."
Dow Jones LONDON - NYSE Liffe could make permanent a pilot scheme to ensureVietnamese coffee meets exchange standards by the end of the 2011-12 season,according to Liffe's head of commodity product management. The Europe-based operator three months ago launched a pilot scheme to gradecoffee before it is shipped from Ho Chi Minh city, the main export port of theworld's largest producer of the robusta beans traded on Liffe. In an interview late Thursday, Peter Blogg told Dow Jones Newswires theproject, which will finish in October, helps exporters to secure financing forcoffee by attaching a futures value to the supplies at origin. Liffe will decide next month whether to make the scheme permanent. "Exporters want to be able to attach a futures value to the coffee before itgets shipped and banks prefer commodities with a futures value as a backstop,"he said. "I'm optimistic we could have it in place for the upcoming crop, so wecan catch at least part of that." Should it prove successful, it could be rolled out to other coffee producerssuch as Indonesia and Brazil, or even other commodities such as cocoa, he said. Vietnam is a key coffee supplier but traders say the growing number ofdefaults on supply contracts by domestic exporters, which they pegged atbetween 70,000 and 100,000 metric tons this season, is deterring buyers. Blogg said the scheme shouldn't directly affect the futures market as Ho ChiMinh won't be a delivery point for supplies, like in Europe and the U.S. But itcould "bring more transparency to the market as there will be more of an ideaof how much coffee in Vietnam is deliverable," he said. Under the plan, 50-ton parcels of coffee are held in warehouses, from whichsamples would be sent to the U.K. to be graded. If they pass, the supplies geta valid certificate for six months and won't need to be re-tested in London. And it could also help ease another long-term issue created by logisticalconstraints in European warehouses, an issue that has come into sharp focusthis year due to near-record high stocks sitting in ports such as Antwerp. Roel Vaessen, secretary general of the European Coffee Federation, whichearlier this year sent a letter to Liffe raising concerns about potentialbottlenecks in Europe's ports, said the scheme should "remove an element ofuncertainty so we have more flexibility when the coffee arrives." Blogg declined to comment on the letter itself and said the project wasn'tbeing driven "by any debate in the market about any movement of goods orregulations." But said it "could take some of the pressure off as today youhave to ship and wait for grading."
MERCADO: CAFÉ APRESENTA QUEDA NAS COTAÇÕES NO BRASIL COM FORTE BAIXA
MERCADO: CAFÉ APRESENTA QUEDA NAS COTAÇÕES NO BRASIL COM FORTE BAIXA
EM NYO mercado brasileiro de café registrou preços mais baixos nesta quinta-feira, pressionado por mais um dia de fortes perdas para o café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A alta do dólar, entretanto, novamente evitou uma influência mais negativa da baixa de NY. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra nova foi cotado aR$ 525,00/530,00 a saca, contra R$ 528,00/532,00 de ontem. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve cotação de R$ 525,00/530,00, contra R$ 528,00/532,00 de ontem. O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 312,00/315,00 a saca, contra R$ 315,00/320,00 de ontem. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 226,00/228,00 a saca, contra R$ 228,00/230,00 de ontem.Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações voltaram a despencar em meio às preocupações com a economia americana, já que o pacote do Federal Reserve (Banco Central americano) não foi considerado satisfatório, e se mantém o medo de uma recessão nos EUA e global. Com as preocupações de investidores, fundos e especuladores, o dia foi defuga de capitais mais uma vez das commodities, o que determinou as fortes perdas de produtos agrícolas em bolsas de futuros, com a valorização do dólar contra outras moedas exercendo pressão. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em dezembro fecharam negociadosa 239,25 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 12,70 cents, ou de 5%.A posição março fechou a 242,30 cents, com baixa de 12,75 centavos, ou de 5%. CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,60%, cotado a R$ 1,8930 para compra e a R$ 1,8950 para venda. Na sessão de terça-feira, a divisa fechara em alta de 4,24%, cotada a R$ 1,8650 para venda. A forte aversão ao risco que dominou os mercados hoje refletiu no mercado brasileiro de câmbio. O Banco Central realizou um leilão de venda da divisa para frear a forte valorização da divisa hoje, que chegou a ficar acima de R$ 1,90. Investidores estão em uma fase de pessimismo em relação a economia mundial e a uma possível nova crise a nível mundial.
EM NYO mercado brasileiro de café registrou preços mais baixos nesta quinta-feira, pressionado por mais um dia de fortes perdas para o café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A alta do dólar, entretanto, novamente evitou uma influência mais negativa da baixa de NY. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra nova foi cotado aR$ 525,00/530,00 a saca, contra R$ 528,00/532,00 de ontem. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve cotação de R$ 525,00/530,00, contra R$ 528,00/532,00 de ontem. O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 312,00/315,00 a saca, contra R$ 315,00/320,00 de ontem. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 226,00/228,00 a saca, contra R$ 228,00/230,00 de ontem.Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações voltaram a despencar em meio às preocupações com a economia americana, já que o pacote do Federal Reserve (Banco Central americano) não foi considerado satisfatório, e se mantém o medo de uma recessão nos EUA e global. Com as preocupações de investidores, fundos e especuladores, o dia foi defuga de capitais mais uma vez das commodities, o que determinou as fortes perdas de produtos agrícolas em bolsas de futuros, com a valorização do dólar contra outras moedas exercendo pressão. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em dezembro fecharam negociadosa 239,25 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 12,70 cents, ou de 5%.A posição março fechou a 242,30 cents, com baixa de 12,75 centavos, ou de 5%. CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,60%, cotado a R$ 1,8930 para compra e a R$ 1,8950 para venda. Na sessão de terça-feira, a divisa fechara em alta de 4,24%, cotada a R$ 1,8650 para venda. A forte aversão ao risco que dominou os mercados hoje refletiu no mercado brasileiro de câmbio. O Banco Central realizou um leilão de venda da divisa para frear a forte valorização da divisa hoje, que chegou a ficar acima de R$ 1,90. Investidores estão em uma fase de pessimismo em relação a economia mundial e a uma possível nova crise a nível mundial.
Pânico nos mercados externos se mantém e café despenca na ICE
Pânico nos mercados externos se mantém e café despenca na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira catastrófica, com perdas intensas sendo reportadas, ao redor de 5% no fechamento e de quase 6% em determinados momentos do dia. Grandes fundos e especuladores se posicionaram no lado vendedor e romperam vários suportes, com o dezembro batendo nos menores patamares desde 8 de agosto. O dia, mais uma vez, seguiu o nervosismo dos mercados externos, que tiveram perdas fortes no segmento acionário e também de matérias-primas. O café, cacau, açúcar, entre outros produtos registraram retrações consideráveis e o petróleo encerrou o dia com perdas de 6,59%. Tecnicamente, o mercado de café demonstra diversos elementos baixistas, com praticamente todas as médias móveis ficando acima do fechamento, o que dá margem para que novas liquidações possam ser estimuladas. Por outro lado, o mercado dá demonstração de estar consideravelmente sobrevendido, o que poderia dar espaço para correções. Tais correções, no entanto, só deverão conseguir ganhar corpo com os segmentos externos se mostrando mais calmos. Para operadores, os temores dos mercados externos são de um quadro recessivo. O fator Grécia traz o medo de que toda a economia européia seja afetada com um possível calote, por outro lado, os Estados Unidos dão sinal de que a tão esperada recuperação ainda está longe de ser efetivada. Com isso, muitos players, não querendo nem lembrar do cenário de pânico do final de 2008, se afastam de mercados como de ações e commodities e preferem ser mais técnicos, apostando em campos seguros, cautelosos. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia, de longe e sem maiores temores, o início da safra de importantes origens, como a Colômbia e os centro-americanos, com a expectativa de quanto de café suave esses países poderão colocar à venda para amenizar a escassez atual. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 1.270 pontos com 239,25 centavos, sendo a máxima em 251,00 e a mínima em 235,65 centavos por libra, com o março tendo retração de 1.275 pontos, com a libra a 242,30 centavos, sendo a máxima em 254,20 e a mínima em 238,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 35 dólares, com 2.026 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 33 dólares, com 2.056 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi negra para os mercados internacionais de café. Com fortes liquidações, resistências básicas e até mais consistentes foram rompidas. Entretanto, as perdas estiveram atreladas, efetivamente, aos mercados externos, o que abre espaço para algumas perspectivas de recuperação, caso o "pavor" das bolsas internacionais seja equalizado. "Efetivamente, não operamos olhando para o café. Estamos focados nas bolsas, em outras commodities. É claro que a tendência do café é de queda, por conta de sua estrutura técnica atual, mas retrações como as dessa quinta-feira só reforçam uma perspectiva imediata. Caso os mercados externos se recuperem, a tendência é de termos uma correção", disse um trader. "A movimentação do mercado pressionou o café no exterior. No Brasil, o dólar está com um movimento de alta muito forte e, assim, os preços para os produtores não sofreram maiores alterações", sustentou um corretor baseado na cidade de Santos. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 21, somaram 1.536.826 sacas, contra 1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 655 sacas, indo para 1.437.821 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 33.355 lotes, com as opções tendo 7.591 calls e 6.277 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 251,00, 251,50, 252,00, 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00 e 255,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,65, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00 e 231,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira catastrófica, com perdas intensas sendo reportadas, ao redor de 5% no fechamento e de quase 6% em determinados momentos do dia. Grandes fundos e especuladores se posicionaram no lado vendedor e romperam vários suportes, com o dezembro batendo nos menores patamares desde 8 de agosto. O dia, mais uma vez, seguiu o nervosismo dos mercados externos, que tiveram perdas fortes no segmento acionário e também de matérias-primas. O café, cacau, açúcar, entre outros produtos registraram retrações consideráveis e o petróleo encerrou o dia com perdas de 6,59%. Tecnicamente, o mercado de café demonstra diversos elementos baixistas, com praticamente todas as médias móveis ficando acima do fechamento, o que dá margem para que novas liquidações possam ser estimuladas. Por outro lado, o mercado dá demonstração de estar consideravelmente sobrevendido, o que poderia dar espaço para correções. Tais correções, no entanto, só deverão conseguir ganhar corpo com os segmentos externos se mostrando mais calmos. Para operadores, os temores dos mercados externos são de um quadro recessivo. O fator Grécia traz o medo de que toda a economia européia seja afetada com um possível calote, por outro lado, os Estados Unidos dão sinal de que a tão esperada recuperação ainda está longe de ser efetivada. Com isso, muitos players, não querendo nem lembrar do cenário de pânico do final de 2008, se afastam de mercados como de ações e commodities e preferem ser mais técnicos, apostando em campos seguros, cautelosos. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia, de longe e sem maiores temores, o início da safra de importantes origens, como a Colômbia e os centro-americanos, com a expectativa de quanto de café suave esses países poderão colocar à venda para amenizar a escassez atual. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 1.270 pontos com 239,25 centavos, sendo a máxima em 251,00 e a mínima em 235,65 centavos por libra, com o março tendo retração de 1.275 pontos, com a libra a 242,30 centavos, sendo a máxima em 254,20 e a mínima em 238,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 35 dólares, com 2.026 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 33 dólares, com 2.056 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi negra para os mercados internacionais de café. Com fortes liquidações, resistências básicas e até mais consistentes foram rompidas. Entretanto, as perdas estiveram atreladas, efetivamente, aos mercados externos, o que abre espaço para algumas perspectivas de recuperação, caso o "pavor" das bolsas internacionais seja equalizado. "Efetivamente, não operamos olhando para o café. Estamos focados nas bolsas, em outras commodities. É claro que a tendência do café é de queda, por conta de sua estrutura técnica atual, mas retrações como as dessa quinta-feira só reforçam uma perspectiva imediata. Caso os mercados externos se recuperem, a tendência é de termos uma correção", disse um trader. "A movimentação do mercado pressionou o café no exterior. No Brasil, o dólar está com um movimento de alta muito forte e, assim, os preços para os produtores não sofreram maiores alterações", sustentou um corretor baseado na cidade de Santos. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 21, somaram 1.536.826 sacas, contra 1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 655 sacas, indo para 1.437.821 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 33.355 lotes, com as opções tendo 7.591 calls e 6.277 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 251,00, 251,50, 252,00, 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00 e 255,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,65, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00 e 231,50 centavos por libra.
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