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domingo, 25 de setembro de 2011

Welcome to the jungle

Welcome to the jungle




Este foi o recado dado pelo mercado para os produtores nesta semana.

“Bem vindo à selva”, com uma queda de quase 3.000 pontos na semana para ser exato foi uma queda de 2870 pontos entre a abertura e o fechamento da semana e de 3520 pontos entre a máxima e a mínima um verdadeiro recorde.

A reação do mercado no mês de setembro foi realmente inacreditável e já temos 13,5% e baixa no mês, e graficamente fazendo uma candle chamada de engolfo de baixa no gráfico mensal.

Qual seria a explicação?

No mês de agosto tivemos 17 pregoes ininterruptos de alta o que para os fundamentalistas céticos a explicação seria, estoques baixos com ano de baixa produção e demanda em alta, tudo bem, mas e agora Jose? o que dizer da baixa do mês de setembro qual seria a explicação?

Bom na minha humilde opinião a alta do mês de agosto não foi provocada pelo aperto de mercadoria e sim na expectativa que o mercado tinha no lançamento de mais um afrouxamento das finanças por parte do governo Norte Americano, afrouxamento este que foi chamado em suas duas versões de quantitative easy ou simplesmente Q.E onde tivemos o Q.E e Q.E2, onde o ultimo consistia em uma recompra de títulos da divida americana na intenção de ajudar a resolver a crise e tirando o mercado do atoleiro que vinha desde 2.008.

O plano Q.E2 que teve em seu orçamento a recompra de 840 bilhões de dólares de títulos teve seu fim em junho deste ano onde o mercado no geral já demonstrava fraqueza e as bolsas ao redor do mundo já caía, como o plano não teve na economia o resultado esperado o FED não fez ainda o tão esperado Q.E3.

O Q.E2 foi o grande responsável pela alta das bolsas como Dow Jones e algumas commodities no ano de 2.010/2.011, e foi também o grande responsável pela alta do café, que já iria subir sim por causa do aperto na oferta, mas a alta realmente foi alavancada por este plano aonde vimos o café subir a níveis só atingidos antes por efeito de uma geada no Brasil fato realmente não houve.

No final de julho o mercado já cogitava em um novo plano do tipo do Q.E2 o que seria o Q.E3, o mercado respondeu prontamente e tivemos a alta do mês de agosto, é inegável o perto de mercadoria, mas este aperto para mim já estaria precificado e para tenhamos uma nova rodada de alta teria que ter um novo problema climático fato que ate agora não ocorreu.

O que os participantes não podem esquecer que esta tendência de alta onde o mercado de café estava, onde tivemos o pico neste ano acima de $3.00 dólares por libra peso, teve seu começo em 2.002, ano em que o mercado fez seu fundo depois de ter feito também um pico acima de $3.00 dólares por libra peso em 1.997, e assumir depois desta alta uma tendência de baixa, que resultou na grande tragédia de 2.002, portanto a alta foi nada mais nada menos do que nove anos.

Entendo que esta alta não vinha sendo repassada para o produtor pelo mercado, que trabalhava sempre com diferencias cada vez mais altos, e também a valorização do real frente ao dolar, fato que não se pode deixar de comentar o que atrapalhou o repasse do preço para o produtor, o que realmente mudou neste mercado foi à grande e massiva injeção de dólar pelo governo Americano no plano citado acima e se espalhou por todo mercado, e alavancou o mercado do ano passado para este resultando numa bela alta, mas temos que entender que o café nestes últimos nove anos de alta teve uma valorização de 500% na bolsa que saiu de 4.400pontos em 2.002 para 30800 pontos em 2.011.

A valorização tão almejada pelo produtor chegou e a resposta em que o mercado quer parece que também que seria o aumento de produção, o fato da alta do mercado traz melhores tratos culturais e aumento de área plantada, coisa que já estamos escutando, onde temos dados que falam que pode dobrar a produção da Colômbia nos próximos oito anos e falta de muda para plantio no Brasil este ano, fatos que soam como musica para indústria internacional.

A queda do mercado em setembro que teve sua aceleração nesta semana pelo agravamento da crise na Europa e por nenhuma atitude tomada pelo Fed. traz novamente a questão se o mercado realmente não teria já feito o seu topo e estar entrando em uma tendência de baixa mais longa.

Costumo dividir o mercado em ciclos de três anos que para mim traz uma analise melhor dos fatos, e estaríamos saindo de um ciclo de três anos de baixa de produção de café para entrarmos em um ciclo de três anos de alta produção, sendo que este ciclo terá aumento de produção pela melhoria dos tratos por parte do cafeicultor, resultado de melhores preços, e também teremos um aumento de área plantada, portanto em termos de produção este novo ciclo que começa agora em outubro com a nova safra dos países da America Central, Colômbia e Vietnã, que são países acima da linha do equador e representam 60% da produção mundial e da florada da próxima safra brasileira, o que traz como entendimento que o aperto de mercadoria esta no final.

Logicamente não estou falando em problemas climáticos, pois se tivermos algo em cima disso este ciclo acima citado seria desfeito e o mercado responderia com uma bela alta.

O fato novo do mercado foi à alta do dólar que salvou o mercado físico da baixa desta semana, deixando o produtor sobre aviso, mas é muito pouco para segurar o que pode estar por vir, portanto todo cuidado é pouco e continuo dizendo que café acima de R$500,00 é excelente preço e lucro nunca quebrou ninguém

Tecnicamente fechamos a semana em zona de suporte, mas fizemos novo fundo e tudo leva crer que a queda vai continuar.

Sem uma política adequada o produtor volta ao sabor do mercado, onde ele é a parte mais fraca e mais desinformada de todos.

“Welcome to the jungle”

Uma boa semana a todos que Deus abençoe a todos, e continuamos vendidos em trade iniciado em 07/09/2011 com stop agora em $245,00 só administrando os lucros.

Wagner Pimentel

WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Café mantém perdas na ICE com mercado externo e origens

Os contratos futuros de café arábica tiveram mais um dia de fortes perdas na ICE Futures US, com os preços batendo nos menores níveis em nove meses, atingindo os patamares de 25 de janeiro.


Diante da continuidade da pressão externa, com o temor de um agravamento da situação recessiva, especuladores e fundos se mostraram amplamente vendedores ao longo do dia e as perdas, que já vinham sendo incisivas ao longo dos últimos dias, apenas se ampliaram. Com muitos players partindo para segmentos como o do dólar, a moeda se valorizou e as origens também se sentiram estimuladas a efetuar liquidações, o que contribuiu para que as perdas se acentuassem.

No after-hours, as perdas desaceleraram e o dezembro fechou próximo do nível de 234,50 cents. Tecnicamente, o mercado se mostra extremamente baixista, com as resistências mais efetivas conseguindo ser rompidas sem maiores problemas.

Fundamentalmente, o mercado destaca a possibilidade de ampliação das chuvas no centro-sul do Brasil nos próximos dias, fato que, se consumado, dará fôlego para floradas e também para o pegamento.

No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 780 pontos com 231,45 centavos, sendo a máxima em 241,95 e a mínima em 230,80 centavos por libra, com o março tendo retração de 770 pontos, com a libra a 234,60 centavos, sendo a máxima em 245,00 e a mínima em 234,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 75 dólares, com 1.951 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 73 dólares, com 1.983 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, o mercado voltou a demonstrar toda sua faceta negativa, caindo fortemente e seguindo o péssimo comportamento das commodities e da economia global como um todo. "Nós simplesmente sofremos com liquidações especulativas massivas. Todo mundo está atemorizado com o colapso financeiro", disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group.

O café, ao longo desta semana, despencou 12% em Nova Iorque. Segundo o trader, com as perdas acentuadas as indústrias de torrefação realizaram algumas compras no período. "Os torrefadores estiveram bem ativos ao longo dos últimos três dias e estão recompondo um pouco de suas reservas para o final deste ano e começo do próximo. Eles ainda vão ter de adquirir para garantir que suas marcas estejam nas gôndolas dos supermercados", indicou o especialista.

Depois de o Federal Reserve pintar um quadro sombrio sobre a economia dos Estados Unidos na quarta-feira, os mercados ficaram nervosos e muitos players se refugiaram no dólar. Isso pressionou, por exemplo, o real brasileiro, o que fez com que os produtores do país se sentissem estimulados a liquidar mais incisivamente, já que vendem em dólar e recebem na moeda local que, segundo a consultoria EBS, teve 3,8% de retração ao longo desta semana. "Com o dólar tão forte, você talvez venda um pouco a mais do que aquilo que você não queria vender", sustentou Christian Wolthers, presidente da divisão de café verde da Wolthers Americas, ao se referir aos cafeicultores.

"Os fundamentos do mercado de café não se alteraram e continuam sólidos. Agora é preciso aguardar os desdobramentos das medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades econômicas do hemisfério norte e sua influência sobre o rumo dos mercados nas próximas semanas", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.

O Vietnã deverá exportar 30 mil toneladas métricas de café em setembro, cerca de 500 mil sacas, total 16,7% menor que o registrado em agosto, previu o Escritório Geral de Estatísticas do país. A receita dos embarques deverá cair neste mês para 70 milhões de dólares, ante 83 milhões de dólares do mês passado. A previsão de remessas para a temporada 2010/2011 foi mantida em 1,16 milhão de toneladas métricas. A safra do país em 2011/2012, que se inicia em uma semana,é estimada em 18 milhões de sacas.

As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 22, somaram 1.600.339 sacas, contra1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.410 sacas, indo para 1.434.411 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.504 lotes, com as opções tendo 7.432 calls e 7.628 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 241,95-242,00, 242,50, 243,00, 243,50, 244,00, 244,50, 244,90-245,00 e 245,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 230,80, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50, 228,00, 227,50, 227,00 e 226,50 centavos por libra.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

performance dos ativos na semana

Vietnam '11-12 Coffee Crop Pre-Grading Possible -Liffe Executive

Vietnam '11-12 Coffee Crop Pre-Grading Possible -Liffe Executive
Dow Jones LONDON - NYSE Liffe could make permanent a pilot scheme to ensureVietnamese coffee meets exchange standards by the end of the 2011-12 season,according to Liffe's head of commodity product management. The Europe-based operator three months ago launched a pilot scheme to gradecoffee before it is shipped from Ho Chi Minh city, the main export port of theworld's largest producer of the robusta beans traded on Liffe. In an interview late Thursday, Peter Blogg told Dow Jones Newswires theproject, which will finish in October, helps exporters to secure financing forcoffee by attaching a futures value to the supplies at origin. Liffe will decide next month whether to make the scheme permanent. "Exporters want to be able to attach a futures value to the coffee before itgets shipped and banks prefer commodities with a futures value as a backstop,"he said. "I'm optimistic we could have it in place for the upcoming crop, so wecan catch at least part of that." Should it prove successful, it could be rolled out to other coffee producerssuch as Indonesia and Brazil, or even other commodities such as cocoa, he said. Vietnam is a key coffee supplier but traders say the growing number ofdefaults on supply contracts by domestic exporters, which they pegged atbetween 70,000 and 100,000 metric tons this season, is deterring buyers. Blogg said the scheme shouldn't directly affect the futures market as Ho ChiMinh won't be a delivery point for supplies, like in Europe and the U.S. But itcould "bring more transparency to the market as there will be more of an ideaof how much coffee in Vietnam is deliverable," he said. Under the plan, 50-ton parcels of coffee are held in warehouses, from whichsamples would be sent to the U.K. to be graded. If they pass, the supplies geta valid certificate for six months and won't need to be re-tested in London. And it could also help ease another long-term issue created by logisticalconstraints in European warehouses, an issue that has come into sharp focusthis year due to near-record high stocks sitting in ports such as Antwerp. Roel Vaessen, secretary general of the European Coffee Federation, whichearlier this year sent a letter to Liffe raising concerns about potentialbottlenecks in Europe's ports, said the scheme should "remove an element ofuncertainty so we have more flexibility when the coffee arrives." Blogg declined to comment on the letter itself and said the project wasn'tbeing driven "by any debate in the market about any movement of goods orregulations." But said it "could take some of the pressure off as today youhave to ship and wait for grading."

MERCADO: CAFÉ APRESENTA QUEDA NAS COTAÇÕES NO BRASIL COM FORTE BAIXA

MERCADO: CAFÉ APRESENTA QUEDA NAS COTAÇÕES NO BRASIL COM FORTE BAIXA
EM NYO mercado brasileiro de café registrou preços mais baixos nesta quinta-feira, pressionado por mais um dia de fortes perdas para o café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A alta do dólar, entretanto, novamente evitou uma influência mais negativa da baixa de NY. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra nova foi cotado aR$ 525,00/530,00 a saca, contra R$ 528,00/532,00 de ontem. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra 2011 teve cotação de R$ 525,00/530,00, contra R$ 528,00/532,00 de ontem. O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 312,00/315,00 a saca, contra R$ 315,00/320,00 de ontem. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 226,00/228,00 a saca, contra R$ 228,00/230,00 de ontem.Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações voltaram a despencar em meio às preocupações com a economia americana, já que o pacote do Federal Reserve (Banco Central americano) não foi considerado satisfatório, e se mantém o medo de uma recessão nos EUA e global. Com as preocupações de investidores, fundos e especuladores, o dia foi defuga de capitais mais uma vez das commodities, o que determinou as fortes perdas de produtos agrícolas em bolsas de futuros, com a valorização do dólar contra outras moedas exercendo pressão. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em dezembro fecharam negociadosa 239,25 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 12,70 cents, ou de 5%.A posição março fechou a 242,30 cents, com baixa de 12,75 centavos, ou de 5%. CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,60%, cotado a R$ 1,8930 para compra e a R$ 1,8950 para venda. Na sessão de terça-feira, a divisa fechara em alta de 4,24%, cotada a R$ 1,8650 para venda. A forte aversão ao risco que dominou os mercados hoje refletiu no mercado brasileiro de câmbio. O Banco Central realizou um leilão de venda da divisa para frear a forte valorização da divisa hoje, que chegou a ficar acima de R$ 1,90. Investidores estão em uma fase de pessimismo em relação a economia mundial e a uma possível nova crise a nível mundial.

Pânico nos mercados externos se mantém e café despenca na ICE

Pânico nos mercados externos se mantém e café despenca na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira catastrófica, com perdas intensas sendo reportadas, ao redor de 5% no fechamento e de quase 6% em determinados momentos do dia. Grandes fundos e especuladores se posicionaram no lado vendedor e romperam vários suportes, com o dezembro batendo nos menores patamares desde 8 de agosto. O dia, mais uma vez, seguiu o nervosismo dos mercados externos, que tiveram perdas fortes no segmento acionário e também de matérias-primas. O café, cacau, açúcar, entre outros produtos registraram retrações consideráveis e o petróleo encerrou o dia com perdas de 6,59%. Tecnicamente, o mercado de café demonstra diversos elementos baixistas, com praticamente todas as médias móveis ficando acima do fechamento, o que dá margem para que novas liquidações possam ser estimuladas. Por outro lado, o mercado dá demonstração de estar consideravelmente sobrevendido, o que poderia dar espaço para correções. Tais correções, no entanto, só deverão conseguir ganhar corpo com os segmentos externos se mostrando mais calmos. Para operadores, os temores dos mercados externos são de um quadro recessivo. O fator Grécia traz o medo de que toda a economia européia seja afetada com um possível calote, por outro lado, os Estados Unidos dão sinal de que a tão esperada recuperação ainda está longe de ser efetivada. Com isso, muitos players, não querendo nem lembrar do cenário de pânico do final de 2008, se afastam de mercados como de ações e commodities e preferem ser mais técnicos, apostando em campos seguros, cautelosos. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia, de longe e sem maiores temores, o início da safra de importantes origens, como a Colômbia e os centro-americanos, com a expectativa de quanto de café suave esses países poderão colocar à venda para amenizar a escassez atual. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 1.270 pontos com 239,25 centavos, sendo a máxima em 251,00 e a mínima em 235,65 centavos por libra, com o março tendo retração de 1.275 pontos, com a libra a 242,30 centavos, sendo a máxima em 254,20 e a mínima em 238,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 35 dólares, com 2.026 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 33 dólares, com 2.056 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi negra para os mercados internacionais de café. Com fortes liquidações, resistências básicas e até mais consistentes foram rompidas. Entretanto, as perdas estiveram atreladas, efetivamente, aos mercados externos, o que abre espaço para algumas perspectivas de recuperação, caso o "pavor" das bolsas internacionais seja equalizado. "Efetivamente, não operamos olhando para o café. Estamos focados nas bolsas, em outras commodities. É claro que a tendência do café é de queda, por conta de sua estrutura técnica atual, mas retrações como as dessa quinta-feira só reforçam uma perspectiva imediata. Caso os mercados externos se recuperem, a tendência é de termos uma correção", disse um trader. "A movimentação do mercado pressionou o café no exterior. No Brasil, o dólar está com um movimento de alta muito forte e, assim, os preços para os produtores não sofreram maiores alterações", sustentou um corretor baseado na cidade de Santos. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 21, somaram 1.536.826 sacas, contra 1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 655 sacas, indo para 1.437.821 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 33.355 lotes, com as opções tendo 7.591 calls e 6.277 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 251,00, 251,50, 252,00, 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00 e 255,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,65, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00 e 231,50 centavos por libra.

Commodities `derretem` em dia de nervosismo

Commodities `derretem` em dia de nervosismo
Em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica global, as commodities agrícolas acentuaram seu ritmo de queda e atingiram novas mínimas nas bolsas americanas na quinta-feira. Em Chicago, os contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) do milho sofreram o maior tombo em quase um ano. Em Nova York, o açúcar atingiu mínimas em três meses. O cacau despencou ao menor nível em mais de um ano, e o café praticamente zerou os ganhos que tinha em 2011.Todos os mercados foram castigados pelo surto de aversão ao risco, exacerbado pela decepção dos investidores com as medidas anunciadas na quarta-feira pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) e pelo impasse criado pela Grécia na União Europeia. Investidores liquidaram posições em ativos sensíveis ao crescimento econômico, como é o caso das commodities, e buscaram segurança no dólar, que voltou a se fortalecer - o índice dólar, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas importantes, subiu 1,41%.Na bolsa de Chicago, os contratos de segunda posição da soja em grão (janeiro) fecharam em queda de 37,25 centavos de dólar, a US$ 12,9425 por bushel. Os de milho (março) recuaram 35,75 centavos, para US$ 6,63 por bushel. Na bolsa de Nova York, os contratos do cacau para março sofreram perda de US$ 45, cotados a US$ 2.725 por tonelada - menor cotação desde 15 de setembro do ano passado.O café recuou 1.275 pontos, para US$ 2,4230 por libra-peso, enquanto o açúcar fechou a 24,81 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 110 pontos. Finalmente, o algodão perdeu mais 354 pontos e fechou a 99,29 centavos de dólar por libra-peso (abaixo do patamar psicológico de US$ 1).Apesar da corrida contra as commodities, investidores veem limites para a uma queda mais sustentada. Em relatório, o banco de investimento Barclays Capital divulgou que os sinais de desaceleração da demanda ainda são insuficientes para eliminar os riscos de alta nas cotações do petróleo, dos grãos e de alguns metais industriais. Para a instituição, as dificuldades no lado da oferta devem manter os mercados voláteis e sensíveis a políticas de estímulo ao crescimento econômico, "tornando ainda mais difícil se encontrar o equilíbrio adequado entre crescimento e inflação".O relatório pondera, ainda, que uma eventual queda na demanda global por matérias-primas precisa ser enxergada à luz do desempenho "excepcional" dos últimos 12 meses. "Se a demanda começar a se retrair, será a partir de níveis extremamente elevados", pontua.O Barclays minimiza ainda o potencial de queda na demanda da China e sugere que o país esteja encerrando um período de queima de estoques de produtos como cobre, petróleo, açúcar, soja e milho, o que deve se traduzir em uma retomada mais acentuada das importações nos próximos meses. De acordo com o banco, os chineses começaram a consumir estoques em função do aperto no crédito, dos preços voláteis e das incertezas em relação ao futuro, "mas esse processo não pode durar muito".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PRODUÇÃO DE ROBUSTA E ARÁBICA NO ESPIRITO SANTO É RECORDE

PRODUÇÃO DE ROBUSTA E ARÁBICA NO ESPIRITO SANTO É RECORDE - CEPEAA safra 2011/12 de café do Espírito Santo tem sido considerada bastante positiva por agentes consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Além de os preços atuais estarem acima dos praticados no mesmo período do ano passado, o estado capixaba apresenta produção recorde nesta temporada. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra total de café no Espírito Santo (robusta earábica) está estimada em 11,6 milhões de sacas de 60 kg, 14% maior que a temporada anterior. Um dos motivos para o bom desempenho das lavouras capixabas é o investimento em novas tecnologias e em tratos culturais. O incremento no volume foi possível, também, pelo aumento de 4,8% no número de pés em produção e pelas condições climáticas favoráveis tanto no desenvolvimento da safra quanto na época de colheita. Assim, a produtividade média no Espírito Santo nesta safra - considerando-se arábica e robusta - foi a maior entre todos os estados produtores. Segundo a Conab, a produtividade foi de 25,57 sacas por hectare, enquanto a média nacional foi de 21,04 sacas. As informações partem do Cepea.

Pessimismo global faz Bolsa cair 3%; dólar ameniza alta

Pessimismo global faz Bolsa cair 3%; dólar ameniza alta
O nervosismo do investidor com a crise internacional mantém o dólar em forte alta e a Bolsa de Valores no campo negativo.A divisa americana é negociada por R$ 1,870, em um aumento de 0,26%. A taxa cambial já atingiu R$ 1,960 logo pela manhã, mas cedeu logo após uma novo intervenção do Banco Central. A autoridade monetária realizou o equivalente a uma operação de venda de moeda, mas no mercado futuro, justamente o segmento de negócios que tem pressionado os preços do dólar.Já o Ibovespa, o termômetro da Bolsa brasileira, recua 3,07%, aos 54.261 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,29 bilhões, relativamente alto para o horário.A Bolsa brasileira acompanha o tom negativo visto nas demais praças financeiras. Na Europa, as principais Bolsas sofrem perdas de 4,37% (Londres), 4,35% (Paris) e 4,36% (Frankfurt).Nos EUA, onde os mercados abriram há pouco, a Bolsa de Nova York tem forte desvalorização de X%.2,61Além da preocupação com a crise europeia, analistas ainda apontam a frustração dos investidores com o plano anunciado ontem pelo banco central dos EUA (o Federal Reserve) para reestimular a economia.Muitos esperavam uma proposta mais ousada que a operação de US$ 400 bilhões. E outra parcela reagiu mal ao aviso dessa autoridade monetária, que alertou para os riscos significativos' da economia americana.PERSPECTIVAS.O analista gráfico da XP Investimentos. Gilberto Coelho, enxerga patamar dos 54.100 pontos como o próximo "fundo" da Bolsa, que já foi testado hoje. "Se romper esse nível de preços, provavelmente o Ibovespa deve ir para os 52 mil, 51.800 pontos", comenta.A análise gráfica, ou técnica, busca identificar níveis de preços que indiquem uma mudança de tendência consistente para o mercado de ações. Em agosto, por exemplo, o patamar dos 48 mil pontos foi visto como um "suporte" para a Bolsa, que bateu nesse valor e subiu pelas semanas seguintes até a faixa dos 55 mil e 57 mil pontos.Para que a Bolsa reverta a tendência de baixa predominante seria preciso que o índice Ibovespa voltasse a oscilar na marca dos 58 mil pontos, diz o profissional da XP ."A partir desse ponto, nós poderíamos ver a Bolsa tentando atingir os 65 mil pontos". Esse patamar era a projeção para a Bolsa de boa parte do mercado para o final de ano. Mas com a volatilidade atual, esse prognóstico está sob franca revisão.DÓLAR MAIS CARO.Há vários fatores apontados por analistas do mercado para (tentar) explicar a disparada dos preços: o medo de um calote da Grécia (e os efeitos nocivos desse evento para o sistema bancário europeu); a perspectiva de juros ainda mais baixos nos próximos meses (o que reduz o apelo para que grandes investidores estrangeiros migrem capital para cá), e finalmente, movimentos especulativos, executados no mercado futuro de moeda, mas que afetam os preços no segmento à vista.Em um cenário internacional de maior incerteza, tradicionalmente investidores correm para os chamados portos seguros': o dólar e o ouro.A commodity metálica é um refúgio histórico para aqueles que buscam se proteger contra as turbulência da economia mundial. Já o dólar é a moeda em que os ativos mais seguros do planeta são negociados: os títulos do Tesouro dos EUA.Por outro lado, economistas também destacam vários motivos que podem levar a taxa cambial a mudar de rota no curto ou no médio prazo: as reservas internacionais robustas do país,e o controle dos gastos públicos, o que reforça a credibilidade do país como alternativa viável para o capital externo; além do fato de que os juros brasileiros, apesar do viés de baixa' percebido pelo mercado, ainda seguem como os mais altos do planeta.Por enquanto, no entanto, a volatidade ainda deve mandar nos mercados: conforme as autoridades europeias já indicaram uma solução para o imbróglio grego não deve aparecer antes de outubro. Por esse motivo, acreditam, a taxa cambial deve continuar pressionada.