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domingo, 11 de setembro de 2011

Skeezy no físico

Skeezy no físico

O mercado de café apesar de curta com vários feriados teve uma semana agitada.
O mercado que esperava por uma correção veio na sexta feira de forma forte e pegando vários stops das posições compradas e realização de lucro de três semanas de alta.
O mercado fez uma correção técnica onde atingiu seu primeiro objetivo na casa de $270,00 por libra peso ganhou velocidade fez uma mínima de 265,10 em seu segundo objetivo chegando perto do objetivo que em minha opinião seria o objetivo final em 260,50 que seria uma correção técnica em 50% da alta de 6.000 pontos das ultimas semanas.
A alta de agosto que foi extraordinária, uma alta que em toda tendência de alta do ano passado não vimos ocorrer começou com anuncio da Indonésia que não colheria o café previsto e não teria como cumprir os contratos em aberto venda feito por seus agentes, esta informação fez com participantes do mercado viessem para a bolsa para se proteger desta atitude e com isso fundos que já acreditavam em uma tendência de baixa e vinha sustentando posições vendidas recomprassem suas posições e o rally assistido mês passado pudesse ocorrer.
Na ultima sexta feira o mercado alimentado por temor da macro economia, onde o anuncio esperado do presidente Fed. Sr. Bernanke da possibilidade de um QE3 e o anuncio esperado do presidente dos EUA, Sr.Obama, foram frustrante, ou seja, não falaram nada que o mercado queria ouvir, junto com a possibilidade de uma moratória Grega trouxeram novamente o fantasma da crise para o mercado e o banco J.P.Morgan entrou jogando uma grande quantidade de opções de café no mercado alimentando a queda.
A alta assistida em agosto trouxe a lembrança ao mercado que existe a possibilidade de café ainda este ano, ano que termina o ciclo de baixa de café e da começo agora em outubro para um novo ciclo agora inverso ao que termina para um ciclo de alta produtividade, salvando sempre que para isto ocorra São Pedro tem colaborar, pois sabemos que a produção agrícola depende 100% de clima favorável.
A safra brasileira já vem quase 100% de colhida ainda algum resíduo para tirar das lavouras, as nada que seja significante para o mercado, o que realmente seria significante para o mercado agora seria o julgamento do tamanho da safra colhida, pois é saber o que o mercado pode contar para comercialização.
Na zona da mata mineira, no Espírito Santo e na Bahia, não esta havendo retenção por parte de produtores, o que mostra que os preços estão sendo remunerativos, e no cerrado e sul de minas como uma grande parte da produção é comercializada em forma de entrega futura mostra que pelo menos 50% da safra já foi comercializadas e nas regiões citadas acima já teria algo acima disso, ou seja, no geral já temos algo entre 50% e 60% da safra comercializada, resta saber o tamanho da safra colhida.
Vamos fazer um exercício matemático e vamos acreditar em uma safra com pequena quebra e vamos trabalhar com tamanho de safra de 48 milhões de sacas, teríamos então menos de 20 milhões de sacas para chegarmos à próxima safra, que ainda não houve nem a florada, não precisa dizer que o mercado vai sentir dificuldade em se abastecer, e para ajudar este fator temos uma safra onde houve apenas uma florada no ano passado trazendo uma safra com boa granação e pouco café de consumo interno para indústria nacional, que esta sofrendo também com a exportação de café do tipo conilon que já passa da casa dos dois milhões de sacas este ano que já é um recorde e deve chegar ao final do ano na casa dos três milhões de sacas, portanto um Skeezy anunciado para o mercado físico.
Com uma pequena sobra do ano passado e com um consumo na casa de 20 milhões de sacas segundo a Abic, e com uma sobra da safra de 20 milhões de sacas apenas desta safra colhida 2011/2012 e faltando ainda 10 meses para entrar um novo café existe a possibilidade de falta de café para o consumo interno se o governo não tomar nenhuma atitude.
Vamos aguardar o desenrolar deste mercado fascinante que muda de cenário rapidamente e deixa os analistas com dificuldade para uma analise, o clima dará as cartas para os próximos meses, a crise mundial tem um peso grande para estas análises, o consumo outro fator importante, pois com a crise ele pode mudar a direção de tendência de alta para uma estagnação,o que traria um alívio aos estoques, teremos muita volatilidade, mas uma coisa é certa, até a próxima safra quem manda neste mercado são os produtores e quem ficar deste lado terá bons resultados.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

SEMANA CURTA, DIVAGAÇÕES LONGAS -Mercado de Açúcar -Arnaldo Luiz Corrêa

Mercado de Açúcar – Comentário Semanal – de 05 a 09 de setembro de 2011 SEMANA CURTA, DIVAGAÇÕES LONGAS A semana foi encurtada pelo feriado do dia do trabalho nos EUA e pelo feriado de Independência no Brasil na quarta-feira. Assim, muita coisa ficou parada. O mercado de açúcar em NY fechou a semana em queda moderada no vencimento outubro, cotado a 29,05 centavos de dólar por libra-peso, caindo apenas 13 pontos ou quase 3 dólares por tonelada. Os demais meses de vencimento, começando pelo março/2012, tiveram quedas maiores chegando a perder 16 dólares por tonelada na semana, demonstrando fragilidade na percepção da disponibilidade de açúcar no Brasil. A atividade no spread outubro/março em função das rolagens dos fundos, no entanto, ajudou a segurar o outubro, já que na semana o spread valorizou 59 pontos, ou 13 dólares por tonelada! Mesmo com as conversas baixistas que sopraram do outro lado do planeta, quem está com os pés no campo sabe das dificuldades que teremos para atender à demanda potencial de açúcar e etanol nos próximos 2-3 anos. Um grande banco com forte atuação no setor estima que o Brasil precise de pelo menos 715 milhões de toneladas em 2015/2016, em nossa visão um número conservador (a Archer Consulting estima 746 milhões de toneladas) e investimentos de 19 bilhões de dólares até lá. Todo mundo fala a mesma língua, exceção do governo que não fala língua nenhuma.O custo de produção apurado pelo modelo da Archer Consulting considera o Consecana médio dos últimos 12 meses, bem como o dólar comercial médio dos últimos 30 dias. Assim sendo, o custo de produção no Centro-Sul hoje é de R$ 35,0320 por saca de 50-kg posto Usina, o que equivale a 21,94 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos. Em nossa opinião esse nível é o principal suporte psicológico do mercado.Já o custo do etanol anidro e hidratado, pelo mesmo modelo é, respectivamente, R$ 1,1190 e R$ 1,0216 por litro na usina. O mercado interno de açúcar negocia aproximadamente 500 pontos de prêmio em relação ao mercado internacional, a maior rentabilidade, seguida do próprio mercado internacional, do anidro e por último, o hidratado. Este tem uma rentabilidade de apenas 1,82% sobre o custo de produção, sem considerar o custo financeiro. No entanto, se você usar a BM&F Bovespa para fazer seu hedge de venda, o retorno é bem maior do que isso. Nos primeiros três vencimentos, a rentabilidade média está em 20% sobre o custo de produção. Nada mal.Hedge de etanol hidratado usando NY (caso seu volume seja grande demais para ser absorvido pelo contrato de etanol da BM&F Bovespa) não é de todo ruim. A correlação dos últimos 4 meses apresenta uma aderência 0,8203 (r2). Não é a ideal, mas começa a fazer sentido. Ela já chegou a 0,9171 entre 2010 e 2011 cobrindo um período de 250 dias. Os volumes negociados na bolsa de NY continuam declinantes. Em 2010, tivemos pouco mais de 29 milhões de contratos negociados no açúcar o maior volume desde o lançamento do contrato em 1961. Para esse ano, no entanto, temos quase 18 milhões de contratos até 31/8, ou seja, projetando 27 milhões até o final do ano. Se confirmado o volume, terá sido um decréscimo de mais de 8%, muito maior do que a queda pós crise financeira de 2008. Um leitor assíduo do nosso comentário, do Sul do País, acredita que “a área plantada de cana está crescendo em torno de 3% nesta safra, 250 mil hectares. A produção poderá surpreender”. Ele ainda ressalta que ”as chuvas estão chegando mais cedo ao interior de SP, MG, MS e GO. Regiões como Araraquara, São Carlos, Piracicaba, Ribeirão Preto e Araçatuba já receberam 2 chuvas boas em agosto, algo que no ano passado esses chuvas vieram apenas em outubro. O maior volume de chuvas está contribuindo também para um maior cultivo das soqueiras e renovação de canaviais”. Outro fator importante apontado pelo nosso atento leitor é que “grandes grupos estão renovando áreas desde maio com auxílio de irrigação, e várias usinas menores estão renovando mais canaviais nesta safra. As vendas de adubo para cana tem registrado um bom crescimento, fazendo com que a próxima safra tenha um potencial de crescimento de 15% em volume de cana”. Vamos torcer.A atividade de um trader requer constante atualização, como qualquer profissão. Um excelente livro chamado Outliers, do inglês radicado em NY, Malcolm Gladwell, mostra que o sucesso não é apenas uma questão de mérito, mas de diversos fatores que contribuem para que uma pessoa se destaque naquilo que faz. Um deles é, sem dúvida, o número de horas dedicadas ao estudo/treinamento/conhecimento do assunto. Os Beatles (exemplo que o autor usou) não teriam alcançado o sucesso que tiveram não fossem as 12-14 horas diárias que eles ralaram tocando por longos meses nos inferninhos de Hamburgo. Em outras palavras, jacaré que dorme vira bolsa de madame. A dança das cadeiras de executivos do setor promete grandes contratações e reviravoltas. Está faltando gente qualificada em todos os níveis.O Fundo da Archer Consulting, agora verdadeiro e funcionando desde 31 de março, apresenta um resultado líquido para o investidor de 107,9884% ao ano. Nossa visão de volatilidade ajudou no desempenho.Um minuto de silêncio em honra das almas perdidas nos ataques terroristas de 11 de setembro.Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa

sábado, 10 de setembro de 2011

Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures

Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures
US tiveram uma sexta-feira de perdas intensas, com uma grande volatilidade e com as cotações chegando a acumular, ao longo da sessão, baixa de 7%. Operadores se mostraram preocupados com a situação macroeconômica, com as especulações sobre uma ampliação do cenário de crise na União Européia, um possível calote da Grécia e também com a apatia com que o pacote econômico do governo dos Estados Unidos foi recebido pelos mercados. Diante desse cenário tenso, diversos players efetuaram realizações de lucro, aproveitando os bons ganhos acumulados nas últimas semanas na bolsa nova-iorquina. O dia também foi de vencimento das opções de outubro e, segundo alguns operadores, um grande banco teria realizado uma forte operação com vendas de opções de café, contra um preço entre 270,00 e 290,00 centavos de dólar, o que teria desencadeado uma reação considerável no mercado de futuros, com muitos operadores liquidando, o que deu espaço para novos stops, o que permitiu que, em determinado momento do dia, a posição dezembro chegasse a acumular perda de significativos 1.900 pontos. Os mercados externos tiveram um dia bastante negativo, com as bolsas de valores encerrando com perdas de mais de 2,5%. Guiado para baixo pelo café e pelo petróleo, o índice CRB recuou mais de 1,5%. Já o dólar voltou a se fortalecer ante uma cesta de moedas internacionais e encerrou o dia com ganho de 1,23%. Apesar das perdas do dia, desde o dia 9 de agosto, o café ainda acumula uma valorização de 16,1% na bolsa de Nova Iorque. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 1.410 pontos com 270,00 centavos, sendo a máxima em 283,60 e a mínima em 265,10 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 1.400 pontos, com a libra a 273,05 centavos, sendo a máxima em 286,00 e a mínima em 268,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 48 dólares, com 2.171 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 47 dólares, com 2.195 dólares por tonelada. Alguns analistas internacionais não avaliaram as baixas do dia como um fato dos mais preocupantes, sendo que alguns, inclusive, já trabalhavam com a possibilidade de um movimento nesse sentido. "O café teve um avanço extraordinário recentemente e o que tivemos hoje foi apenas uma liquidação de posições excedentes compradas", sustentou Drew Geraghty, broker da Icap Futures. Mesmo com os preços praticados recentemente, quando o café voltou a ficar próximo das máximas de maio, os produtores do Brasil continuaram a se mostrar reticentes, vendendo relativamente pouco, a espera de mais ganhos no mercado. "Os cafeicultores estão se mostrando muito disciplinados neste ano. O café só deverá cair mais fortemente se tivermos uma grande crise econômica", observou Márcio Bernardo, analista da corretora Newedge. As novas safras ainda não se iniciaram na Colômbia, nos países da América Central e no México, regiões que colocam no mercado grãos de arábica suaves. "Foi uma semana negativa também para os preços do café no mercado futuro. A forte alta do dólar frente ao real derrubou as cotações na bolsa de Nova Iorque. Hoje os mercados reagiram mal ao discurso de ontem do presidente Obama e à renúncia de um dos principais diretores do Banco Central Europeu, pressionando ainda mais as bolsas ao redor do mundo e a do café em Nova Iorque. Em nossa opinião, as quedas desta semana não refletem mudanças nos fundamentos do mercado de café, que permanecem sólidos e positivos", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 8, somaram 316.021 sacas, contra 333.456 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 5.035 sacas, indo para 1.443.026 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 27.258 lotes, com as opções tendo 5.062 calls e 9.161 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 283,60, 284,00, 284,50, 284,75, 284,90-285,00, 285,50, 286,00, 286,50, 287,00, 287,50, 288,00 e 288,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 265,10-265,00, 264,50, 264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Em sessão de pouca oscilação, café fecha com baixa ligeira na ICE.

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com quedas ligeiras, em uma sessão marcada por alguma pressão vendedora que, no entanto, não foi das mais intensas, o que permitiu que suportes básicos conseguissem ser preservados. O contrato para entrega em dezembro variou pouco, apenas 375 pontos, num quadro bem diferente daquele de grande volatilidade que vinha sendo observado nas semanas recentes. O mercado externo também não teve maior influência no café nesta quinta. As bolsas de valores chegaram a registrar ganhos por boa parte do dia, mas, ao final dos pregões, inverteram a tendência e registraram algumas baixas, sendo que o índice Dow Jones recuou mais de 1%, com players preocupados com o teor de um pacote econômico a ser proposto pelo governo dos Estados Unidos. O dólar fechou com valorização de mais de 1% em relação a uma cesta de moedas internacionais. Operadores repercutiram uma entrevista do presidente da Associação de Café e Cacau do Vietnã, Luong Van Tu, a um jornal vietnamita. O dirigente sustentou que os armazéns locais de café estão praticamente vazios, sendo que não há mais disponibilidades de grãos referentes à safra 2011/2012. Em anos anteriores, durante a primeira metade de setembro, o país possuía em mãos ao menos 100 mil toneladas de café para aguardar a chegada do produto da nova temporada. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 40 pontos com 284,10 centavos, sendo a máxima em 284,75 e a mínima em 281,00 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 30 pontos, com a libra a 287,05 centavos, sendo a máxima em 287,45 e a mínima em 284,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 46 dólares, com 2.219 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 44 dólares, com 2.242 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi novamente marcada por algumas tentativas de correção. Por outro lado, para continuar seu viés de alta, como vinha sendo observado até a semana passada, esses analistas indicam que o mercado deve superar alguns fechamentos abaixo de um gap bearish (baixista) nos gráficos diários. Desde o começo de agosto, os bulls (altistas) tomaram as rédeas dos negócios com café para o mercado de curto e médio prazo, sendo que o dezembro foi da mínima de 235,30 centavos, em 8 de agosto, para a máxima de 290,85, em 1 de setembro. O rally se mostrou constante, com poucas interrupções, até o gap de baixa em 6 de setembro. A ação baixista abriu uma lacuna no gráfico diário, com as cotações ficando entre 284,70 centavos, que foi a baixa de 2 de setembro e os 283,50 centavos, que foi a máxima de 6 de setembro. O Índice de Força Relativa, que é um indicador do momento do mercado amplamente utilizado pelos operadores, deu demonstrações de uma tendência sobrecomprada do mercado, o que é uma sinalização de vendas. No dia 1 de setembro, o Índice de nove dias registrou 89%, sendo que níveis acima de 70% são considerados de sobrecompra. Nesta quinta-feira o referencial mostrou apenas 63%, mas com um viés de baixa. Na sessão da quarta-feira, o café tentou "fechar um gap" de alta, mas não conseguiu esse intento tão adequadamente. "Agora, nós observamos uma pequena correção", disse Paul Hare, vice-presidente executivo da Linn Group. No entanto, ele apontou que é possível que o ônus desse não cumprimento do gap se verifique no curto prazo, mas que, com algumas resistências sendo testadas, os ganhos poderiam ser retomados. "Se conseguirmos fechar além dos 285,00 centavos poderemos retomar as altas. O café ainda tem um potencial de alta para buscar patamares ao redor de 300,00 centavos", disse. O especialista ressaltou que nenhum prejuízo maior foi verificado no gráfico diário após a baixa recente, em 6 de setembro, em 276,60 centavos, mas que o mercado deveria testar algumas resistências em um movimento de reposição. "Caso isso não ocorra poderemos voltar para uma área entre 275,00 e 270,00 centavos e criar uma inversão de tendência no gráfico", sustentou. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 6, somaram 307.141 sacas, contra 20.597 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 4.345 sacas, indo para 1.448.061 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.861 lotes, com as opções tendo 3.610 calls e 2.742 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 284,75, 284,90-285,00, 285,50, 286,00, 286,50, 287,00, 287,50, 288,00 e 288,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 281,00, 280,50, 280,10-280,00, 279,50, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50, 277,00, 276,60-276,50, 276,00, 275,50 e 275,10-275,00 centavos por libra.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em dia favorável nos mercados externos, café volta a subir na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com valorização, minimizando parte das perdas observadas na sessão passada. Especuladores e, em menor grau, fundos, efetuaram recompras, o que permitiu uma recuperação e a consolidação dos preços dentro do nível de 280,00 centavos de dólar por libra peso. Diferentemente do registrado na terça, os mercados externos atuaram favoravelmente para os segmentos de matérias-primas, como é o caso do café. As bolsas de valores nos Estados Unidos, por exemplo, tiveram uma quarta-feira de bons ganhos, subindo, em média, mais de 2%. Já o dólar, que vinha tendo altas constantes e que, com isso, estimulava os vendedores em mercados agrícolas, teve uma sessão de estabilidade. Fundamentalmente, o mercado continua a demonstrar poucas novidades. Nesta quarta-feira, devido a um feriado no Brasil, os operadores dessa origem estiveram de lado. Tecnicamente, o mercado ainda dá demonstrações positivas. Por se posicionar acima de médias móveis importantes, players avaliam que o café pode ser novamente estimulado no lado comprador, ainda que as resistências atuais, que são as máximas de maio passado, sejam bastante difíceis de serem testadas. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 355 pontos com 284,50 centavos, sendo a máxima em 285,20 e a mínima em 280,30 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 360 pontos, com a libra a 287,35 centavos, sendo a máxima em 287,95 e a mínima em 283,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 1 dólar, com 2.173 dólares por tonelada, com o janeiro caindo 1 dólar, com 2.198 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma abertura fraca, com níveis ligeiramente superiores aos registrados ao final da sessão de terça. No entanto, pouco a pouco, os altista passaram a dominar as ações e conseguiram impor um ritmo interessante de compras, que permitiu, inclusive, que o dezembro chegasse a flutuar no nível de 285,00 centavos. Nesse patamar, no entanto, algumas vendas fizeram com que os ganhos desacelerassem. "O dia foi positivo e conseguimos recuperar parte das perdas da terça-feira. O mercado externo se mostrou favorável e isso deu suporte para que revertêssemos o quadro. As bolsas e o índice CRB demonstraram consistência e o dólar não teve altas em relação a outras moedas", disse um trader. As exportações de café da Etiópia tiveram aumento de 38 % neste ano, até o dia 7 de julho, informou o Ministério do Comércio do país. Essa nação africana acumulou 841,7 milhões dólares na remessa de 196.118 toneladas do produto. No ano passado, o país exportou 172.210 toneladas com receita de 528,2 milhões dólares, segundo o Ministério. O aumento foi impulsionado pelos melhores preços do grão no mercado internacional. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 10.535 sacas, indo para 1.452.406 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.877 lotes, com as opções tendo 4.603 calls e 2.611 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 285,20, 285,50, 286,00, 286,50, 287,00, 287,50, 288,00, 288,50, 289,00, 289,50 e 289,90-290,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 280,30, 280,10-280,00, 279,50, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50, 277,00, 276,60-276,50, 276,00, 275,50, 275,10-275,00 e 274,50 centavos por libra.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Focado no cenário externo, café tem dia de perdas na ICE Futures

Focado no cenário externo, café tem dia de perdas na ICE Futures

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira, primeira sessão da semana, depois do feriado do Dia do Trabalho, com perdas consideráveis. Fundos e especuladores se uniram no lado vendedor, o que possibilitou que perdas expressivas fossem verificadas, notadamente na parte da manhã. Na segunda parte do dia, as retrações tiveram algumas desacelerações, por conta de recompras moderadas, o que permitiu que o dezembro, ao menos, conseguisse se manter acima do intervalo psicológico de 280,00 centavos de dólar por libra. A sessão foi marcada por fortes vendas, com o mercado reproduzindo o cenário negativo já observado na Europa na segunda-feira e que se estendeu para os Estados Unidos neste primeiro dia útil da semana. Players também foram estimulados a ser vendedores nos mercados de commodities por conta do dólar, que voltou a ganhar força e subiu consistentemente em relação a uma cesta de moedas internacionais. Tecnicamente, o mercado se mostrou ofuscado pela pressão externa, no entanto, algumas médias móveis continuam a se mostrar abaixo do nível de fechamento, o que ainda dá esperanças aos bullishs (altistas) de uma retomada das compras, tão logo os mercados acionários e de outras matérias-primas voltem a se acalmar. Fundamentalmente, as novidades são escassas, sendo que apenas especulações sobre a safra do Vietnã de 2012, que poderia ser recorde, ajudam a pressionar ainda mais os preços dos cafés robustas. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 710 pontos com 280,95 centavos, sendo a máxima em 283,50 e a mínima em 276,60 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 685 pontos, com a libra a 283,75 centavos, sendo a máxima em 285,75 e a mínima em 279,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 22 dólares, com 2.172 dólares por tonelada, com o janeiro caindo 18 dólares, com 2.199 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o noticiário macroeconômico continua direcionando as ações de muitos players no mercado de commodities, inclusive no de café, como verificado nesta terça-feira. Especulações sobre nova recessão e crise bancárias colocam diversos traders em situação de alerta. A situação negativa nos mercados da Grécia e da Itália é tema recorrente. Outra notícia lida como muito negativa nesta terça foi a decisão do Banco Central da Suíça de estabelecer um limite para a valorização da moeda do país. A medida foi a resposta do governo à forte demanda pela moeda do país, considerada porto seguro dos investidores no mercado internacional. A decisão faz parte da guerra cambial travada entre os países para garantir a competitividade de suas exportações. Na Itália, o CGIL, maior sindicato trabalhista, iniciou uma greve nacional para protestar contra medidas de austeridade do governo, classificadas como "irresponsáveis e injustas". "Não tivemos uma sessão com foco no desenvolvimento dos preços, já que os vendedores estavam focados em aspectos como a crise italiana ou as medidas de recuperação da Grécia. O fato de termos, ao menos, conseguido nos manter dentro do intervalo de 280,00 centavos representa um pequeno respiro, mas, caso os indicadores externos não voltem a se acalmar, a tendência é cairmos mais e mais", disse um trader. As exportações de café do Brasil em agosto atingiram 2,82 milhões de sacas, volume 0,3% maior que no mesmo mês do ano anterior, indicou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. A receita com essas remessas chegou a 762,4 milhões de dólars, 59% a mais que no ano passado. Em 12 meses encerrados em agosto, o país remeteu 34,62 milhões de sacas ao exterior, com receita de 7,85 bilhões de dólares. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 4.860 sacas, indo para 1.462.941 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.459 lotes, com as opções tendo 6.315 calls e 4.436 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 283,50, 284,00, 284,50, 284,90-285,00, 285,50, 286,00, 286,50, 287,00, 287,50 e 288,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 276,60-276,50, 276,00, 275,50, 275,10-275,00, 274,50, 274,00, 273,50, 273,00, 272,50, 272,00, 271,50 e 271,00 centavos por libra.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Nova” PIS/Cofins para café

Nova” PIS/Cofins para café vai sobrecarregar indústria, afirma Abia
As prováveis mudanças na legislação de PIS/Cofins para o café vão aumentar a carga de impostos e desestimular a exportação de produtos com maior valor agregado. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Edmundo Klotz, que projeta uma perda superior a R$ 180 milhões à indústria torrefadora caso as alterações previstas sejam aprovadas. "A proposta apenas vem onerar o elo mais eficiente da cadeia", condena.Como o Valor informou na semana passada, um acordo firmado entre representantes do Ministério da Fazenda e do segmento cafeeiro prevê a suspensão da cobrança do PIS/Cofins sobre as operações com café verde. Com a medida, o governo passaria a conceder um crédito presumido correspondente a 10% da alíquota atual - de 9,75% - para as exportações do produto cru e de 80% para as vendas do produto industrializado, tanto para o mercado doméstico quanto para o externo. Atualmente, a indústria consegue restituir todo o PIS/Cofins do café exportado.A proposta, que partiu do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e mais tarde ganhou a adesão da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), tem como objetivo declarado eliminar as distorções de mercado geradas pela legislação atual. Essas distorções teriam favorecido a rápida expansão das maiores torrefadoras do País - em especial, Sara Lee e 3Corações, respectivamente líder e vice-líder do mercado. Nos últimos anos, elas passaram a exportar café cru e a usar os créditos de PIS/Cofins decorrentes da operação para abater impostos relativos às vendas de café torrado e moído no mercado interno, o que, em tese, lhes possibilita vender mais barato do que as concorrentes que atuam apenas no fronte doméstico.Essas empresas teriam ainda uma vantagem sobre os exportadores de café cru tradicionais, que ficam com os créditos de PIS/Cofins "micados" na Receita Federal por anos. Diante da decisão da Abic de apoiar a proposta do Cecafé, Sara Lee e 3Corações deixaram a entidade e se associaram à Abia, que defende a manutenção da legislação atual. Outras três torrefadoras, insatisfeitas com a posição da Abic, estariam em processo de filiação. De acordo com a instituição, a nova PIS/Cofins, se aprovada, vai aumentar a carga tributária da indústria torrefadora em 1,11%, o que significaria um prejuízo calculado em R$ 181,8 milhões. "Este será o único efeito prático dessa mudança", alerta.Klotz reconhece que o sistema atual confere "alguma vantagem" às torrefadoras que exportam, mas argumenta que o mercado externo está aberto a todas as empresas do setor. "Jogamos com as regras do mercado, que são as mesmas para todos. Não podemos é mudá-las no meio do jogo", afirma. Em 2010, a indústria exportou cerca de US$ 1,3 bilhão em café verde, sem qualquer valor agregado, o que correspondeu a aproximadamente um quinto de toda a exportação brasileira da commodity. Os embarques de cafés industrializados, no entanto, somaram pouco mais de US$ 980 milhões.Klotz defende a participação das torrefadoras no mercado de café verde, amplamente dominado por firmas comerciais e cooperativas de produtores. "A única maneira de a indústria ganhar escala, agregar valor e se expandir globalmente é quando ela toma as rédeas da exportação. Isso fica claro quando analisamos o setor de carnes. Nossas indústrias não querem intermediárias. Elas querem estar lá fora", afirma Klotz. Para ele, a proposta de mudança na PIS/Cofins consolida um sistema "arcaico", no qual as tradings são as grandes exportadoras.Segundo o representante, a indústria ainda tem dificuldade para agregar valor no Brasil porque não pode importar café verde, o que lhe possibilitaria torrar e moer aqui variedades de outros países para a composição dos blends comercializados lá fora. "É preciso liberar o drawback para que possamos agregar mais valor às nossas exportações. Mas isso não se resolve aumentando impostos e defendendo os interesses de uma classe que nunca se interessou em agregar valor"

Coffee Peaking as Cargoes Carrying Brazilian Beans Surge

Bloomberg -
: Freight Markets The rally that drove arabica coffee prices up 50 percent in a year may be ending as record production in Brazil, the highest output in a decade in Central America and a rebound in Colombia’s crop boost exports. Brazil, the world’s largest grower, may produce up to 3.78 million metric tons (63 million bags) of beans next year, a jump of as much as 37 percent, London-based broker Marex Spectron Group says. Central America will reap the most since the 1999- 2000 season, the U.S. government forecasts. While that won’t be enough to boost shipping rates, it may send coffee down 13 percent to $2.50 a pound in the first quarter and $2.20 in the second, a Bloomberg survey of seven analysts and traders showed. Arabica, the most-consumed variety, more than doubled since June 2010 as rain curbed output in Colombia, the second-biggest producer, and Brazilian stockpiles fell to their third-smallest in a half-century, USDA data show. ABN Amro Bank NV and VM Group forecast a surplus for the season that begins Oct. 1. Futures are 8.8 percent below the 14-year high reached in May, and Kraft Foods Inc. and J.M. Smucker Co. have cut prices. “I’m saying to the producers that now is the moment to sell,” said Ricardo Villanueva, the president of Guatemala’s National Coffee Association, known as Anacafe. “We could have these prices until March or April, but no more than that.” Arabica prices rose 20 percent last month on the ICE Futures U.S. exchange, the most since June 2010, on speculation that frost in Brazil will limit next year’s crop. Coffee was the biggest gainer in the Standard & Poor’s GSCI Index of 24 commodities, which declined 1.7 percent. Instant Coffee Global production of arabica beans will outpace demand by 690,000 60-kilogram (132-pound) bags in the next season, ABN Amro and VM Group predict. The surplus in robusta, the second most-consumed variety, will be 3.87 million bags, they estimate. Smucker, which owns the Folgers brand, reduced prices for the majority of its coffee products sold in U.S. by an average 6 percent on Aug. 16. The Orrville, Ohio-based company raised charges 10 percent in February, said Vincent Byrd, the director and president of U.S. retail coffee. Kraft cut prices on some products 6 percent, Bridget MacConnell, a spokeswoman for the Northfield, Illinois-based company, said Aug. 23. It increased Maxwell House and Yuban ground coffees by about 22 percent in March, she said. Starbucks Hedges Starbucks Corp. (SBUX), the world’s largest coffee-shop operator, said July 28 that higher bean costs would trim earnings per share by 21 cents in its fiscal year ending in September 2012, from a year earlier. The Seattle-based company will report a 20 percent gain in per-share profits to $1.82 in the period, the mean of 11 analysts’ estimates compiled by Bloomberg show. Starbucks bought most of the coffee it needs for fiscal 2012 as prices retreated from a 14-year high, Troy Alstead, chief financial officer, said in a conference call on July 28. Coffee is usually shipped to international markets in burlap bags loaded into steel boxes, each capable of carrying more than 19 metric tons. Global exports reached about 93.4 million bags in the 2009-2010 season, according to the London- based International Coffee Organization. That amount would fill about 290,000 containers, data compiled by Bloomberg show, or about 0.05 percent of the 546 million containers that Clarkson Plc, the world’s largest shipbroker, estimates will move from ports this year. The broker’s projected 8.5 percent expansion in the global container trade in 2011 hasn’t been enough to bolster rates that dropped to zero on some routes because of a glut of ships. Container Vessels The global fleet of container vessels expanded 17 percent to 4,768 since the end of 2007 and orders at shipyards are equal to 27 percent of existing capacity, data from Redhill, England- based IHS Fairplay show. Rates excluding fuel surcharges on shipping lanes from Asia to Europe, the second-busiest after trade from Asia to the U.S. West Coast, were zero in July and little changed in August, the longest stretch in the industry’s half-century history, according to Morgan Stanley. The cost including surcharges for moving a box from China to Europe fell to $833 from $1,903 in July last year, according to data from London-based Clarkson. About 90 percent of world trade is transported by sea, the Round Table of Shipping Associations estimates. Containers are also used to carry everything from televisions to washing machines to meat. Shipping Glut Other types of shipping are also suffering from a glut. Supertankers hauling oil from Saudi Arabia to Japan, the benchmark route, were last at minus $1,789 a day, data from the London-based Baltic Exchange show. Owners are effectively paying clients to hire ships because it covers some of their fuel costs as they move carriers to more profitable regions. Returns reached $177,000 in July 2008. Rates for capesizes, mostly carrying coal and iron ore, were last at $24,199 a day, compared with $234,000 in 2008, according to the Baltic Exchange, which publishes daily rates for more than 50 maritime routes. While shipping lines are contending with a glut, the coffee industry is struggling to meet demand. Even at the $2.20 a pound anticipated in the Bloomberg survey, arabica would still be almost twice as costly as the 10-year average of $1.15. Speculators are getting more bullish, increasing their net- long positions, or bets on higher prices, for a third week to 19,651 futures and options by Aug. 30, U.S. Commodity Futures Trading Commission data show. That’s 47 percent below the peak reached at the end of April, before reaching the 14-year high of $3.089 a pound. First Quarter “There have been a lot of investors moving into the coffee market over the past year and there is little chance of a move toward $2 to $2.30 until the end of the first quarter,” said Bryan Stockley, the managing director of Coburg Coffee Co., a London-based roaster. “The performance of the price in the first quarter next year should be more fundamentally based.” Options traders are split on the direction of prices. The most widely held option gives holders the right to buy arabica at $3 by November, while the second-biggest contract is for $2.50 by the same date, ICE Futures U.S. data show. Arabica for December delivery dropped 2.2 percent to $2.818 a pound at 8:36 a.m. London time on ICE. The divergence is being caused in part by two months of drier-than-average weather in Brazil, ahead of the flowering phase for the next crop. Too little rain may cause blossoms to fall before the buds have formed, while some rain followed by another drought would increase that risk, Commerzbank AG said in a report Sept. 1. Bags of Arabica Marex expects Brazil to reap 60 million to 63 million bags of coffee production next year, the high-yielding half of its two-year cycle, from 46 million to 48 million bags this year. The first beans will be picked at the end of May, with the harvest officially starting in July. The country’s arabica exports will probably increase by about 2 million bags to 29 million bags in the 2012 calendar year, according to Guilherme Braga, the head of CeCafe, the Brazilian exporters’ council. Shipments from Colombia, the second-biggest, may rise to 8.5 million bags from 7.8 million, according to Luis Rangel, a vice president at ICAP Futures LLC in Jersey City, New Jersey. The nation will produce 10.5 million bags, from an almost four- decade low of 8.1 million bags in 2009-10, USDA forecasts show. Honduras, which the USDA estimates overtook Guatemala as Central America’s largest grower this season, will probably expand output 2.5 percent to 4.1 million bags in the next season, for a third consecutive gain, USDA data show. Output in Guatemala will probably rise 3 percent to 4 percent to 3.6 million bags, said Villanueva of Anacafe. Regional Exports Combined Central American production will increase more than 1 percent to 13.4 million bags, the most since the 1999- 2000 season, the USDA estimates. The region usually exports more than 90 percent of its beans, USDA data show. “I see prices staying historically high into the first quarter,” said Kona Haque, a commodities analyst at Macquarie Group Ltd. in London. “From the second quarter on, prices should start coming down as Brazil awaits a bumper harvest and supplies improve in Colombia and Central America.”

Clube dos endinheirados

Portfólio é exclusivo para quem tem mais de R$ 50 milhões em conta No mundo fechado dos endinheirados, existem os mais milionários que os outros. São os chamados ultra high net worth individuals, clientes com de mais de R$ 50 milhões para investir. Para essa faixa, os bancos reservam produtos especiais, normalmente de menor liquidez e com prazos mais longos. Entre os mais procurados estão os fundos de private equity - que compram participações em empresas ainda não listadas na Bolsa. Trata-se de uma opção para quem não tem pressa, mas com boas perspectivas de retorno. O prazo de maturação gira entre quatro e oito anos e o retorno previsto é algo em torno de 150% dos Certificados de Depósito Bancário (CDI).Para João Albino Winkelmann, diretor de private banking do Bradesco, o Brasil está em um bom momento para private equity. Ele aponta o radar para empresas envolvidas em obras de pequenas centrais elétricas, rodovias, usinas, reforma de estádios e aeroportos.No início do ano, o BTG Pactual lançou um fundo de private equity que captou US$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 400 milhões vieram de clientes da própria instituição. O tíquete foi de R$ 15 milhões. Caberá ao gestor procurar as ofertas de compra de empresas. "Há oportunidades em vários setores como consumo, farmácia e investimentos para atender as necessidades as classes C e D", afirma Renato Cohn, head do BTG Pactual.Nem todas as instituições de private trabalham com produtos específicos. O Itaú-Unibanco atua em private equity e fundos imobiliários com a gestora Kinea, mas indica fundos de terceiros caso o cliente peça algo mais especializado. "A área de fundos de private é totalmente diferente do varejo, no qual muitas vezes o que muda é a taxa de administração entre um banco e outro. Temos uma ampla prateleira, mas às vezes o cliente está interessado em outro tipo de investimento e aí indicamos um gestor especializado", diz Charles Ferraz, responsável de global wealth solutions do Itaú Private Bank. Ferraz recomenda que produtos com essa configuração respondam por até 5% da carteira. "Não se deve concentrar e sim diversificar."Para o perfil ultra high, o HSBC desenvolve operações estruturadas e fundos de fundos (espécie de multimercado com ativos de diferentes gestores), que rendeu 115% do CDI entre 2008 e 2009, diz Marcelo Muradian, diretor de investimentos do HSBC Private. Recentemente, o banco criou três fundos próprios de capital protegido. O de moedas captou R$ 50 milhões e foi montado com a coroa norueguesa, dólar australiano e dólar neozeolandês, que estavam com performance acima da moeda americana. "Rendeu 120% do CDI", diz Muradian. As demais operações foram uma cesta de 20 commodities, para a qual foram captados R$ 65 milhões, e um fundo de ouro, que deu 1,5% de retorno sobre o produto vendido em Londres.O Banco do Brasil desenvolve fundos exclusivos, produtos customizados, para os quais não tem valor mínimo para a aplicação. "Vai mais de um diagnóstico da situação financeira do cliente e de suas necessidades do que de um valor para aplicação", diz Carlos Takahashi, presidente da BB DTVM."Em fundos exclusivos, temos mandato desde 105% do CDI até clientes que fazem fundos de fundos para bater o Ibovespa", afirma Christiano Ehlers, superintendente do private do Santander.Há ainda a recomendação dos especialistas para a compra de títulos de renda fixa de longo prazo, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), emitidos por uma companhia securitizadora com lastro em um empreendimento imobiliário. A vantagem para as pessoas físicas: são isentos de tributação. A aplicação mínima é de R$ 300 mil. Outro título privado de renda fixa recomendado na área de private para o público de faixa mais alta são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), isentas de Imposto de Renda. A LCA está lastreada em dívidas agrícolas e permite ganhos expressivos, mas são caras. O investimento mínimo é de R$ 500 mil.