segunda-feira, 29 de agosto de 2011
CAFÉ SOBE MAIS, MAS PODE SOFRER UMA PAUSA por Rodrigo Corrêa da Costa
CAFÉ SOBE MAIS, MAS PODE SOFRER UMA PAUSA O comentário desta semana será curto já que apenas agora (domingo, 23:30hrs) retornei para casa depois de ter tido que evacuar meu apartamento em função do furacão Irene. No total foi uma viagem de 10 horas, que com preparativos tomaram praticamente todo o final de semana. Por sinal a semana foi turbulenta com o terremoto em Virginia que também foi sentido aqui em Nova Iorque. Bem, os mercados ao menos conseguiram subir apesar dos eventos da natureza e do presidente do FED americano não ter sinalizado um novo plano de compra de títulos. Os investidores se contentaram em ouvir o Sr.Bernanke dizer que ainda tem cartas na manga para serem usadas caso seja preciso (yeah, right!).Os ganhos significativos dos mercados acionários nos Estados Unidos e relativamente modestos no resto do mundo não atrapalharam as commodities que também subiram, muito embora o ouro em apenas uma sessão tenha caído quase 6%.O café não mudou sua trajetória de alta ganhando US$ 12.37 por saca na ICE, US$ 12.70 na BM&F, e US$ 4.20 na LIFFE. Como podemos notar a alta do “C” foi completamente refletida no arábica em São Paulo, o que faz com que a arbitragem se mantenha estreita, encerrando a semana em US$ 6.52 centavos por libra negativos.A movimentação no mercado físico no Brasil foi boa com os produtores aproveitando a alta para vender um pouco de seus cafés. No FOB parece que foram negociados cafés do tipo equivalente a “swedish” a diferenciais difíceis de serem explicados, algo como US$ 20 centavos por libra de desconto – vai entender...Nas regiões produtoras de cafés-suaves a procura por café aumentou e negócios de safra-nova foram reportados, porém os volumes foram pequenos. A falta de café e o pico da entressafra na América Central podem ser parcialmente explicados pelo crescimento da exportação dos países produtores de arábica. Segundo dado divulgado pela ANACAFÉ nesta semana, os países da América Latina, excluindo o Brasil, incrementaram suas exportações em 14% se comparados com o mesmo período da safra anterior. O total exportado entre outubro de 2010 e julho de 2011 foi de 23.1 milhões de sacas, mostrando que não houve nenhum fazendeiro que tenha virado suas costas para os preços atrativos.Do lado do robusta tudo indica que o Vietnã colherá uma nova safra-recorde, algo que poucos imaginavam há seis meses atrás. Em função disto o mercado londrino não está conseguindo subir muito, e os diferenciais para a safra-nova tem sido oferecido a níveis atrativos para os compradores.Para a semana que se inicia embora possamos ter uma sequência de ganho do café na ICE, por razões técnicas e por causa do recuo de venda de origens, creio que o potencial de alta é limitado. Vale ressaltar que os fundos já não estão mais vendidos, e que alguns indicadores podem não fazer com que eles montem uma posição grande comprada neste momento. Portanto acredito que estamos perto de uma realização dos preços, que deve levar Nova Iorque para baixo de US$ 270 centavos no curto-prazo.Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
domingo, 28 de agosto de 2011
Mercado de Açúcar – Comentário Semanal – de 22 a 26 de agosto de 2011
Mercado de Açúcar – Comentário Semanal – de 22 a 26 de agosto de 2011
A VANGUARDA DO ATRASO O mercado de açúcar em NY fechou a semana com pressão nos primeiros meses de vencimento, empurrando para baixo o outubro/2011 que encerrou a semana a 30,22 centavos de dólar por libra-peso, queda de 74 pontos, pouco mais de 16 dólares por tonelada. Março e maio também fecharam mais fracos perdendo, respectivamente, 8 e 3 dólares por tonelada na semana. Os meses com vencimento mais longo (após outubro de 2012) fecharam a semana com ganhos de até 12 dólares por tonelada na semana, indicando que a percepção de que a situação de oferta por parte do principal país exportador (Brasil) continuará a pesar sobre o mercado internacional, antecipando assim hedges de compra para aquele período. Como pano de fundo do velho padrão petista de fazer as coisas e piorar tudo (vide Correio, Infraero, ANEEL), a ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgou na semana passada uma minuta que disciplina a produção de etanol no país. Segundo a agência, a minuta é resultado de consulta pública (sei, sei). Mas no fundo no fundo, a ideia é deixar o setor de joelhos e ressuscitar o anacrônico Instituto do Açúcar e do Álcool. Esse pessoal é o que há de mais moderno em termos de atraso.Se for aprovada a tal minuta, construir, ampliar a capacidade, modificar e operar planta de etanol dependerá de autorização prévia da agência, caso a caso. Aqui o leitor já percebe nas entrelinhas do que se trata. Um truque da burocracia paquidérmica e boçal que mina o Brasil que trabalha, para poder botar a mão no bolso do empresariado, sem pedir licença. Até para aumentar a capacidade de armazenamento de etanol, as usinas terão que pedir benção aos cardeais da agência. Depois de recebida a solicitação, a agência terá até 60 dias, para analisar o pedido de autorização para construção. Depois de concluída a obra, a empresa deverá então solicitar à agência nova autorização, desta vez para operar a usina. Imagine o custo que essa insanidade toda vai acarretar.O pior não é isso. Estamos assistindo ao renascimento do controle do Estado e, como sói acontecer, para desestruturar um setor que já tem de sobra problemas estruturais para resolver sozinho. Veja algumas simulações a seguir.A Archer Consulting estima (com dados obtidos da ANFAVEA, Bioagência e Sindipeças e da própria Archer) que a frota de veículos leves no Brasil em 2016, vai alcançar 41,6 milhões de unidades dos quais 65% serão flex. Assumindo que 45% dos proprietários de carros flex optem por etanol no momento de encher o tanque e que a mistura de anidro na gasolina caia para 18% nos próximos anos, o consumo total de combustível para 2016 será de 72,3 bilhões de litros, 39,5 bilhões de etanol e 32,8 de gasolina A.Para atender a essa demanda conservadora e assumindo que a participação do Brasil no mercado internacional de açúcar mantenha-se nos níveis atuais, o país terá que moer em 5 anos, pelo menos 830 milhões de toneladas de cana, ou seja, crescer anualmente algo como 10,67%, construindo pelo menos 50 novas usinas e investindo quase US$ 40 bilhões.Poucos acreditam que existam condições de crescimento nesse ritmo, ainda mais levando em consideração o sumiço provável dos investidores com os disparates praticados pelo governo, com a falta de transparência com a qual a indústria pode encarar com a intervenção esdrúxula desse pessoal de Brasilia. O setor corre o risco de empacar seu crescimento se o empresário não bater o pé firme e fizer ver à opinião pública da importância que o etanol tem na matriz energética nacional, na melhora das condições de saúde pela utilização de energia renovável e sensivelmente menos poluente, etc.Se o setor conseguir crescer apenas 5% ao mês, e o total disponível de cana moída daqui a 5 anos for, por exemplo, de apenas 650 milhões de toneladas, o percentual de proprietários de carros flex que poderão (pela falta de disponibilidade) encher o tanque com etanol seria de irrisórios 13%. E o consumo de combustível no país passaria a ser de 66,9 bilhões de litros (queda de 5 bilhões de litros), dos quais 24,7 de etanol e 42,2 de gasolina A. Ou seja, o país terá que estar pronto para produzir/importar quase 10 bilhões a mais de gasolina A, ou terá que importar etanol dos EUA, ou mesmo uma combinação entre as duas estratégias. Todas, certamente, mais nocivas do ponto de vista econômico financeiro. Durma-se com um barulho desses.Resgata-se, em tristes episódios como esse que estamos prestes a assistir, a máxima que circulava há anos nos meios acadêmicos de que o PT é mesmo um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não estudam e comandado por socialistas que não estudam e não trabalham.No Fundo administrado pela Archer Consulting, agora verdadeiro, desde o final de março de 2011, apresenta rentabilidade acumulada para o investidor de 51,5316% ao ano líquido.Tenham todos uma excelente semanaArnaldo Luiz Corrêa
A VANGUARDA DO ATRASO O mercado de açúcar em NY fechou a semana com pressão nos primeiros meses de vencimento, empurrando para baixo o outubro/2011 que encerrou a semana a 30,22 centavos de dólar por libra-peso, queda de 74 pontos, pouco mais de 16 dólares por tonelada. Março e maio também fecharam mais fracos perdendo, respectivamente, 8 e 3 dólares por tonelada na semana. Os meses com vencimento mais longo (após outubro de 2012) fecharam a semana com ganhos de até 12 dólares por tonelada na semana, indicando que a percepção de que a situação de oferta por parte do principal país exportador (Brasil) continuará a pesar sobre o mercado internacional, antecipando assim hedges de compra para aquele período. Como pano de fundo do velho padrão petista de fazer as coisas e piorar tudo (vide Correio, Infraero, ANEEL), a ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgou na semana passada uma minuta que disciplina a produção de etanol no país. Segundo a agência, a minuta é resultado de consulta pública (sei, sei). Mas no fundo no fundo, a ideia é deixar o setor de joelhos e ressuscitar o anacrônico Instituto do Açúcar e do Álcool. Esse pessoal é o que há de mais moderno em termos de atraso.Se for aprovada a tal minuta, construir, ampliar a capacidade, modificar e operar planta de etanol dependerá de autorização prévia da agência, caso a caso. Aqui o leitor já percebe nas entrelinhas do que se trata. Um truque da burocracia paquidérmica e boçal que mina o Brasil que trabalha, para poder botar a mão no bolso do empresariado, sem pedir licença. Até para aumentar a capacidade de armazenamento de etanol, as usinas terão que pedir benção aos cardeais da agência. Depois de recebida a solicitação, a agência terá até 60 dias, para analisar o pedido de autorização para construção. Depois de concluída a obra, a empresa deverá então solicitar à agência nova autorização, desta vez para operar a usina. Imagine o custo que essa insanidade toda vai acarretar.O pior não é isso. Estamos assistindo ao renascimento do controle do Estado e, como sói acontecer, para desestruturar um setor que já tem de sobra problemas estruturais para resolver sozinho. Veja algumas simulações a seguir.A Archer Consulting estima (com dados obtidos da ANFAVEA, Bioagência e Sindipeças e da própria Archer) que a frota de veículos leves no Brasil em 2016, vai alcançar 41,6 milhões de unidades dos quais 65% serão flex. Assumindo que 45% dos proprietários de carros flex optem por etanol no momento de encher o tanque e que a mistura de anidro na gasolina caia para 18% nos próximos anos, o consumo total de combustível para 2016 será de 72,3 bilhões de litros, 39,5 bilhões de etanol e 32,8 de gasolina A.Para atender a essa demanda conservadora e assumindo que a participação do Brasil no mercado internacional de açúcar mantenha-se nos níveis atuais, o país terá que moer em 5 anos, pelo menos 830 milhões de toneladas de cana, ou seja, crescer anualmente algo como 10,67%, construindo pelo menos 50 novas usinas e investindo quase US$ 40 bilhões.Poucos acreditam que existam condições de crescimento nesse ritmo, ainda mais levando em consideração o sumiço provável dos investidores com os disparates praticados pelo governo, com a falta de transparência com a qual a indústria pode encarar com a intervenção esdrúxula desse pessoal de Brasilia. O setor corre o risco de empacar seu crescimento se o empresário não bater o pé firme e fizer ver à opinião pública da importância que o etanol tem na matriz energética nacional, na melhora das condições de saúde pela utilização de energia renovável e sensivelmente menos poluente, etc.Se o setor conseguir crescer apenas 5% ao mês, e o total disponível de cana moída daqui a 5 anos for, por exemplo, de apenas 650 milhões de toneladas, o percentual de proprietários de carros flex que poderão (pela falta de disponibilidade) encher o tanque com etanol seria de irrisórios 13%. E o consumo de combustível no país passaria a ser de 66,9 bilhões de litros (queda de 5 bilhões de litros), dos quais 24,7 de etanol e 42,2 de gasolina A. Ou seja, o país terá que estar pronto para produzir/importar quase 10 bilhões a mais de gasolina A, ou terá que importar etanol dos EUA, ou mesmo uma combinação entre as duas estratégias. Todas, certamente, mais nocivas do ponto de vista econômico financeiro. Durma-se com um barulho desses.Resgata-se, em tristes episódios como esse que estamos prestes a assistir, a máxima que circulava há anos nos meios acadêmicos de que o PT é mesmo um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não estudam e comandado por socialistas que não estudam e não trabalham.No Fundo administrado pela Archer Consulting, agora verdadeiro, desde o final de março de 2011, apresenta rentabilidade acumulada para o investidor de 51,5316% ao ano líquido.Tenham todos uma excelente semanaArnaldo Luiz Corrêa
Café na ICE mantém força e fecha semana com novas altas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas. O movimento observado na bolsa norte-americana é de continuidade de aquisições especulativas e de fundos, o que vem permitindo uma evolução contínua dos ganhos, sendo que os preços atingiram os melhores níveis desde 3 de junho.
Tecnicamente, o mercado desmente alguns analistas que, até há pouco, apontavam as dificuldades do mercado em testar — e romper — resistências mais importantes, algo que efetivamente foi conseguido nesta semana, com o dezembro conseguindo deixar para trás níveis como 274,75, 276,70 e 277,50 centavos de dólar por libra peso. Assim, o mercado se posiciona acima de médias móveis consideráveis, como de 20 e 40 dias, que são indicadores bastante consideráveis e que determinam uma tendência, neste momento, altista. Ao contrário do que indicavam esses especialistas, o café conseguiu, inclusive, flutuar acima dos 280,00 centavos, ainda que não tenha conseguido fechar acima desse patamar, mas tal fato demonstra que a disposição compradora dos bullishs (altistas) continua bastante ativa.
O café foi apoiado nesta sexta-feira pelo bom comportamento dos mercados internacionais. As bolsas de valores nos Estados Unidos, por exemplo, subiram mais de 1,5%, ao passo que o índice CRB teve avanço de quase 1%, impulsionado pelo ouro, grãos e alguns softs. O dólar, por sua vez, demonstrou fraqueza e recuou 0,70% em relação a uma cesta de moedas internacionais.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 370 pontos com 279,20 centavos, sendo a máxima em 280,50 e a mínima em 275,25 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 355 pontos, com a libra a 281,70 centavos, sendo a máxima em 282,60 e a mínima em 277,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou queda de 5 dólares, com 2.340 dólares por tonelada, com o novembro ficando estável em 2.362 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado manteve a consistência, a exemplo da semana passada, quando teve uma valorização bastante expressiva. No encerramento desta semana, a posição dezembro conseguiu acumular ganho de 3,46%. Especificamente nesta sexta-feira, o dezembro iniciou as ações timidamente, mas, assim como verificado na sessão passada, os bearishs (baixistas) não demonstraram força vendedora, o que deu espaço para os compradores consolidarem os ganhos. "Conseguimos ter uma nova ação dos compradores e isso permitiu fazer com que evoluíssemos para as máximas desde 3 de junho. A perspectiva é de testarmos agora a resistência de 281,60 centavos de dólar por libra", indicou um trader.
"A cada semana novos números chegam ao mercado confirmando a apertada situação estatística e a impossibilidade de uma correção significativa a curto e médio prazo. Os estoques mundiais (a somatória dos estoques de países produtores e consumidores) caem ano após ano, enquanto o consumo mundial cresce anualmente acima dos dois milhões de sacas. Em um cálculo bastante conservador, apenas para manter o precário equilíbrio atual entre consumo e produção global, a produção mundial nos próximo dez anos terá de crescer em mais de 20 milhões de sacas, ou um Vietnã, o segundo maior produtor de café do mundo. Aumentar a produção mundial em 20 milhões de sacas em apenas dez anos é uma meta ambiciosa e difícil de ser atingida. As mudanças climáticas e a competição por áreas e mão de obra com outras commodities agrícolas tornam a missão ainda mais difícil", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semana.
O Equador reportou a exportação de 626.504 sacas de café entre janeiro e junho deste ano. Esse volume é 28% maior que as 489.186 sacas remetidas ao exterior no mesmo período do ano passado, indicou o Conselho Nacional do Café do Equador. As remessas de café verde nesses seis primeiros meses somaram 196.915 sacas, ao passo que os embarques de solúvel atingiram 429.589 sacas. A receita líquida dessas exportações somaram 97,49 milhões de dólares,m 44% a mais que em 2010.
As exportações de café do Brasil em agosto, até o dia 25, somaram 2.038.163 sacas, contra1.381.493 sacas registradas no mesmo período de julho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.359 sacas, indo para 1.470.595 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.926 lotes, com as opções tendo 5.811 calls e 1.954 puts. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 280,50, 281,00, 281,50, 282,00, 282,50, 283,00, 283,50, 284,00, 284,50, 284,90-285,00, 285,50 e 286,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 275,25, 275,00, 274,50, 274,00, 273,50, 273,15, 273,00, 272,50, 272,00-271,95, 271,50, 271,00, 270,50, 270,10-270,00, 269,50, 269,00 e 268,50 centavos por libra.
Tecnicamente, o mercado desmente alguns analistas que, até há pouco, apontavam as dificuldades do mercado em testar — e romper — resistências mais importantes, algo que efetivamente foi conseguido nesta semana, com o dezembro conseguindo deixar para trás níveis como 274,75, 276,70 e 277,50 centavos de dólar por libra peso. Assim, o mercado se posiciona acima de médias móveis consideráveis, como de 20 e 40 dias, que são indicadores bastante consideráveis e que determinam uma tendência, neste momento, altista. Ao contrário do que indicavam esses especialistas, o café conseguiu, inclusive, flutuar acima dos 280,00 centavos, ainda que não tenha conseguido fechar acima desse patamar, mas tal fato demonstra que a disposição compradora dos bullishs (altistas) continua bastante ativa.
O café foi apoiado nesta sexta-feira pelo bom comportamento dos mercados internacionais. As bolsas de valores nos Estados Unidos, por exemplo, subiram mais de 1,5%, ao passo que o índice CRB teve avanço de quase 1%, impulsionado pelo ouro, grãos e alguns softs. O dólar, por sua vez, demonstrou fraqueza e recuou 0,70% em relação a uma cesta de moedas internacionais.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 370 pontos com 279,20 centavos, sendo a máxima em 280,50 e a mínima em 275,25 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 355 pontos, com a libra a 281,70 centavos, sendo a máxima em 282,60 e a mínima em 277,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou queda de 5 dólares, com 2.340 dólares por tonelada, com o novembro ficando estável em 2.362 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado manteve a consistência, a exemplo da semana passada, quando teve uma valorização bastante expressiva. No encerramento desta semana, a posição dezembro conseguiu acumular ganho de 3,46%. Especificamente nesta sexta-feira, o dezembro iniciou as ações timidamente, mas, assim como verificado na sessão passada, os bearishs (baixistas) não demonstraram força vendedora, o que deu espaço para os compradores consolidarem os ganhos. "Conseguimos ter uma nova ação dos compradores e isso permitiu fazer com que evoluíssemos para as máximas desde 3 de junho. A perspectiva é de testarmos agora a resistência de 281,60 centavos de dólar por libra", indicou um trader.
"A cada semana novos números chegam ao mercado confirmando a apertada situação estatística e a impossibilidade de uma correção significativa a curto e médio prazo. Os estoques mundiais (a somatória dos estoques de países produtores e consumidores) caem ano após ano, enquanto o consumo mundial cresce anualmente acima dos dois milhões de sacas. Em um cálculo bastante conservador, apenas para manter o precário equilíbrio atual entre consumo e produção global, a produção mundial nos próximo dez anos terá de crescer em mais de 20 milhões de sacas, ou um Vietnã, o segundo maior produtor de café do mundo. Aumentar a produção mundial em 20 milhões de sacas em apenas dez anos é uma meta ambiciosa e difícil de ser atingida. As mudanças climáticas e a competição por áreas e mão de obra com outras commodities agrícolas tornam a missão ainda mais difícil", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semana.
O Equador reportou a exportação de 626.504 sacas de café entre janeiro e junho deste ano. Esse volume é 28% maior que as 489.186 sacas remetidas ao exterior no mesmo período do ano passado, indicou o Conselho Nacional do Café do Equador. As remessas de café verde nesses seis primeiros meses somaram 196.915 sacas, ao passo que os embarques de solúvel atingiram 429.589 sacas. A receita líquida dessas exportações somaram 97,49 milhões de dólares,m 44% a mais que em 2010.
As exportações de café do Brasil em agosto, até o dia 25, somaram 2.038.163 sacas, contra1.381.493 sacas registradas no mesmo período de julho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.359 sacas, indo para 1.470.595 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.926 lotes, com as opções tendo 5.811 calls e 1.954 puts. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 280,50, 281,00, 281,50, 282,00, 282,50, 283,00, 283,50, 284,00, 284,50, 284,90-285,00, 285,50 e 286,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 275,25, 275,00, 274,50, 274,00, 273,50, 273,15, 273,00, 272,50, 272,00-271,95, 271,50, 271,00, 270,50, 270,10-270,00, 269,50, 269,00 e 268,50 centavos por libra.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Café ignora cenário externo e tem nova alta na ICE Futures US
Café ignora cenário externo e tem nova alta na ICE Futures US
Os contratos futuros de café arábica negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, em mais uma sessão esvaziada, com poucas ações reportadas e que foi caracterizada pela força compradora para o grão, mesmo com os mercados externos se mostrando negativos para as commodities. A exemplo do verificado na quarta-feira, o café teve uma alta considerável na parte da manhã, no entanto, passou por um processo de desaceleração e encerrou o dia ainda com ganhos, mas relativamente mais modestos. No after-hours, os ganhos cresceram ligeiramente. O dia foi caracterizado por ações técnicas, com o dezembro conseguindo, logo pela manhã, romper as máximas observadas na quarta-feira. No entanto, esse patamar não foi mantido, já que, ao redor do nível de 277,00 centavos, foram verificadas ações vendedoras especulativas. Com isso, o café aos poucos foi registrando algumas retrações e os ganhos finais não foram dos mais incisivos. Operadores, no entanto, ressaltaram que o comportamento do café no dia foi bastante interessante, já que "driblou" um quadro externo negativo e também conseguiu, finalmente, um fechamento acima da principal resistência atual, que estava em 274,75 centavos de dólar por libra peso. Para esses operadores, a performance do dia minimiza, em grande parte, a desconfiança gerada na quarta-feira, quando o mercado se fortaleceu significativamente para, na sequência, se posicionar abaixo da resistência. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 175 pontos com 275,50 centavos, sendo a máxima em 277,90 e a mínima em 273,15 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 170 pontos, com a libra a 278,15 centavos, sendo a máxima em 280,35 e a mínima em 276,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou queda de 20 dólares, com 2.345 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 12 dólares, com 2.362 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a abertura da sessão se deu com fraqueza, com a perspectiva de que os baixistas poderiam conseguir pressionar o mercado a partir da desaceleração da sessão passada. No entanto, mais uma vez, esses operadores se mostraram bastante reticentes e não conseguiram avançar as liquidações. Pouco a pouco, os compradores passaram a ser mais efetivos e os ganhos se consolidaram, independentemente do mercado externo, cujo perfil foi negativo. Uma nova alta do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais foi verificada, ao passo que as bolsas de valores em vários mercados da Europa e nos Estados Unidos fecharam a quinta-feira com perdas. O índice CRB teve ligeira alta, estimulado por grãos e alguns softs. "Fecharmos dentro do nível de 275,00 centavos deu um novo estímulo ao mercado, que se mostrou um tanto quanto cauteloso na quarta-feira, após a não manutenção de alguns patamares. Esperamos que os altistas se mantenham ativos e possamos continuar essa escalada além dos melhores níveis de preço em três meses para o café", disse um trader. As exportações de café do Brasil em agosto, até o dia 24, somaram 1.915.622 sacas, contra 1.381.493 sacas registradas no mesmo período de julho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.310 sacas, indo para 1.471.954 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.411 lotes, com as opções tendo 5.137 calls e 896 puts. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 277,90-278,00, 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50, 281,00, 281,50, 282,00 e 282,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 273,15, 273,00, 272,50, 272,00-271,95, 271,50, 271,00, 270,50, 270,10-270,00, 269,50, 269,00, 268,50, 268,00, 267,50, 267,35, 267,00, 266,65, 266,50 e 266,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, em mais uma sessão esvaziada, com poucas ações reportadas e que foi caracterizada pela força compradora para o grão, mesmo com os mercados externos se mostrando negativos para as commodities. A exemplo do verificado na quarta-feira, o café teve uma alta considerável na parte da manhã, no entanto, passou por um processo de desaceleração e encerrou o dia ainda com ganhos, mas relativamente mais modestos. No after-hours, os ganhos cresceram ligeiramente. O dia foi caracterizado por ações técnicas, com o dezembro conseguindo, logo pela manhã, romper as máximas observadas na quarta-feira. No entanto, esse patamar não foi mantido, já que, ao redor do nível de 277,00 centavos, foram verificadas ações vendedoras especulativas. Com isso, o café aos poucos foi registrando algumas retrações e os ganhos finais não foram dos mais incisivos. Operadores, no entanto, ressaltaram que o comportamento do café no dia foi bastante interessante, já que "driblou" um quadro externo negativo e também conseguiu, finalmente, um fechamento acima da principal resistência atual, que estava em 274,75 centavos de dólar por libra peso. Para esses operadores, a performance do dia minimiza, em grande parte, a desconfiança gerada na quarta-feira, quando o mercado se fortaleceu significativamente para, na sequência, se posicionar abaixo da resistência. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 175 pontos com 275,50 centavos, sendo a máxima em 277,90 e a mínima em 273,15 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 170 pontos, com a libra a 278,15 centavos, sendo a máxima em 280,35 e a mínima em 276,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou queda de 20 dólares, com 2.345 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 12 dólares, com 2.362 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a abertura da sessão se deu com fraqueza, com a perspectiva de que os baixistas poderiam conseguir pressionar o mercado a partir da desaceleração da sessão passada. No entanto, mais uma vez, esses operadores se mostraram bastante reticentes e não conseguiram avançar as liquidações. Pouco a pouco, os compradores passaram a ser mais efetivos e os ganhos se consolidaram, independentemente do mercado externo, cujo perfil foi negativo. Uma nova alta do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais foi verificada, ao passo que as bolsas de valores em vários mercados da Europa e nos Estados Unidos fecharam a quinta-feira com perdas. O índice CRB teve ligeira alta, estimulado por grãos e alguns softs. "Fecharmos dentro do nível de 275,00 centavos deu um novo estímulo ao mercado, que se mostrou um tanto quanto cauteloso na quarta-feira, após a não manutenção de alguns patamares. Esperamos que os altistas se mantenham ativos e possamos continuar essa escalada além dos melhores níveis de preço em três meses para o café", disse um trader. As exportações de café do Brasil em agosto, até o dia 24, somaram 1.915.622 sacas, contra 1.381.493 sacas registradas no mesmo período de julho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.310 sacas, indo para 1.471.954 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.411 lotes, com as opções tendo 5.137 calls e 896 puts. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem uma resistência em 277,90-278,00, 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50, 281,00, 281,50, 282,00 e 282,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 273,15, 273,00, 272,50, 272,00-271,95, 271,50, 271,00, 270,50, 270,10-270,00, 269,50, 269,00, 268,50, 268,00, 267,50, 267,35, 267,00, 266,65, 266,50 e 266,00 centavos por libra.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
The Federal Reserve chairman-Ben Bernanke
Ben Bernanke is preparing to give a key speech that will be closely watched by markets for any hint of new stimulus.
The Federal Reserve chairman will talk to the annual gathering of central bankers at Jackson Hole, Wyoming.
Last year, his speech paved the way for $600bn (£368bn) of quantitative easing - injecting cash into the financial system to try to boost the economy.
This year, with the US again slowing sharply, markets are speculating that further QE may be round the corner.
Market anticipation
Shares have rallied all week in anticipation that the Fed will act to reinvigorate the US recovery.
Earlier this month, stock markets plummeted as economic data pointed to sluggish or virtually non-existent growth in the US and Europe.
"Recent events have made it blatantly clear that the economy is in a funk," says Paul Dales, senior US economist at Capital Economics.
"The housing market remains at rock bottom and even the manufacturing sector, which had been the shining light of this recovery, has come off the boil."
Gold also hit a new record high on Tuesday, before falling back as stocks rallied.
Investors see gold as a haven in times of economic uncertainty, and QE is expected to depress the value of the dollar versus gold, which also makes the precious metal more attractive.
Limited options
Mr Bernanke is not expected to make any major announcements in his speech.
Dow Jones Industrial Average
Last Updated at 25 Aug 2011, 16:05 ET value change % 11149.82 -
-170.89 -
-1.51 Top winner and loser Bank of America Corp. 7.65 +
+0.63 +
+9.01 3M Co. 78.19 -
-2.10 -
-2.62
But last year, unable to cut short-term interest rates any further, Mr Bernanke used his speech to lay out the Fed's alternative policy options.
Markets - correctly - took this as a signal that a second round of QE was imminent.
This year, Mr Bernanke's policy options to try to try to boost growth are seen as more limited.
Most, including QE, work primarily by lowering longer-term cost of borrowing. ...
http://www.bbc.co.uk/news/business-14644827?print=true
The Federal Reserve chairman will talk to the annual gathering of central bankers at Jackson Hole, Wyoming.
Last year, his speech paved the way for $600bn (£368bn) of quantitative easing - injecting cash into the financial system to try to boost the economy.
This year, with the US again slowing sharply, markets are speculating that further QE may be round the corner.
Market anticipation
Shares have rallied all week in anticipation that the Fed will act to reinvigorate the US recovery.
Earlier this month, stock markets plummeted as economic data pointed to sluggish or virtually non-existent growth in the US and Europe.
"Recent events have made it blatantly clear that the economy is in a funk," says Paul Dales, senior US economist at Capital Economics.
"The housing market remains at rock bottom and even the manufacturing sector, which had been the shining light of this recovery, has come off the boil."
Gold also hit a new record high on Tuesday, before falling back as stocks rallied.
Investors see gold as a haven in times of economic uncertainty, and QE is expected to depress the value of the dollar versus gold, which also makes the precious metal more attractive.
Limited options
Mr Bernanke is not expected to make any major announcements in his speech.
Dow Jones Industrial Average
Last Updated at 25 Aug 2011, 16:05 ET value change % 11149.82 -
-170.89 -
-1.51 Top winner and loser Bank of America Corp. 7.65 +
+0.63 +
+9.01 3M Co. 78.19 -
-2.10 -
-2.62
But last year, unable to cut short-term interest rates any further, Mr Bernanke used his speech to lay out the Fed's alternative policy options.
Markets - correctly - took this as a signal that a second round of QE was imminent.
This year, Mr Bernanke's policy options to try to try to boost growth are seen as more limited.
Most, including QE, work primarily by lowering longer-term cost of borrowing. ...
http://www.bbc.co.uk/news/business-14644827?print=true
EXPORTADORES DA INDONÉSIA CANCELAM CONTRATOS DE 12.000 T EM 2011
EXPORTADORES DA INDONÉSIA CANCELAM CONTRATOS DE 12.000 T EM 2011
Os exportadores de café na provincial de Lampung, na Indonésia, já cancelaram contratos para o embarque de 12.000 toneladas de grãos para compradores estrangeiros neste ano, uma vez que a produção menor tem restringido a disponibilidade de robusta, de acordo com executivos da indústria. Exportadores poderão cancelar ainda mais embarques nos próximos meses, com o término da colheita em Lampung, que é responsável por cerca de 70% da produção total de café no país, afirmou o presidente da Associação dos Exportadores de Café da Indonésia, Suyanto Husein. "A nova safra irá atingir o mercado apenas em meados de março do ano que vem, deixando muitos exportadores preocupados, já que precisarão adquirir o pouco café que ainda resta por preços mais altos", disse Husein. Estima-se que o consumo local crescerá 30% neste ano para cerca de 240.000toneladas, enquanto a produção deverá recuar em praticamente a mesma porcentagem para cerca de 500.000 toneladas, apontou o presidente da entidade. Fundamentos positivos têm elevado as cotações locais no terceiro maior exportador de café da Ásia, com o robusta atualmente cotado a cerca de 23.000 rúpias por quilograma, segundo um executivo do setor em Jakarta. A alta dos preços tem tornado cada vez menos atraente para exportadores adquirirem oferta para cumprir as obrigações com exportações, que foram negociadas a preços bem menores no início do ano. Exportadores estão perdendoaté US$400 por tonelada em compras para honrar os contratos atuais, disse outro executivo da Indonésia. A demanda de torrefadores domésticos também tem tirado café das mãos dos exportadores. No passado, os exportadores indonésios se voltaram para o Vietnã para o fornecimento de grãos em tempos de escassez, mas a oferta vietnamita não estará disponível até que a nova colheita comece em outubro ou novembro, disse um trader em Cingapura. A Organização Internacional do café (OIC) estimou as exportações da Indonésia de outubro a junho, durante a safra 2010/11, em 3,85 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 19% ante ao ciclo anterior. O Vietnã exportou 40.000 toneladas de café em agosto, decréscimo de 24,5% ante a julho, de acordo com dados do Escritório Geral de Estatísticas dopaís, uma queda que investidores atribuem aos baixos estoques do principal produtor de robusta da Ásia. As informações partem de agências internacionais.
Os exportadores de café na provincial de Lampung, na Indonésia, já cancelaram contratos para o embarque de 12.000 toneladas de grãos para compradores estrangeiros neste ano, uma vez que a produção menor tem restringido a disponibilidade de robusta, de acordo com executivos da indústria. Exportadores poderão cancelar ainda mais embarques nos próximos meses, com o término da colheita em Lampung, que é responsável por cerca de 70% da produção total de café no país, afirmou o presidente da Associação dos Exportadores de Café da Indonésia, Suyanto Husein. "A nova safra irá atingir o mercado apenas em meados de março do ano que vem, deixando muitos exportadores preocupados, já que precisarão adquirir o pouco café que ainda resta por preços mais altos", disse Husein. Estima-se que o consumo local crescerá 30% neste ano para cerca de 240.000toneladas, enquanto a produção deverá recuar em praticamente a mesma porcentagem para cerca de 500.000 toneladas, apontou o presidente da entidade. Fundamentos positivos têm elevado as cotações locais no terceiro maior exportador de café da Ásia, com o robusta atualmente cotado a cerca de 23.000 rúpias por quilograma, segundo um executivo do setor em Jakarta. A alta dos preços tem tornado cada vez menos atraente para exportadores adquirirem oferta para cumprir as obrigações com exportações, que foram negociadas a preços bem menores no início do ano. Exportadores estão perdendoaté US$400 por tonelada em compras para honrar os contratos atuais, disse outro executivo da Indonésia. A demanda de torrefadores domésticos também tem tirado café das mãos dos exportadores. No passado, os exportadores indonésios se voltaram para o Vietnã para o fornecimento de grãos em tempos de escassez, mas a oferta vietnamita não estará disponível até que a nova colheita comece em outubro ou novembro, disse um trader em Cingapura. A Organização Internacional do café (OIC) estimou as exportações da Indonésia de outubro a junho, durante a safra 2010/11, em 3,85 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 19% ante ao ciclo anterior. O Vietnã exportou 40.000 toneladas de café em agosto, decréscimo de 24,5% ante a julho, de acordo com dados do Escritório Geral de Estatísticas dopaís, uma queda que investidores atribuem aos baixos estoques do principal produtor de robusta da Ásia. As informações partem de agências internacionais.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Boa safra deve esfriar cotação do café
A Colômbia e outros grandes produtores de café de alta qualidade esperam a maior safra de grãos em três anos, uma mudança que poderia amenizar a valorização recente dos preços.A menos que o clima prejudique a colheita, a Colômbia, o México, o Peru e todos os países da América Central, exceto El Salvador, estão esperando safras maiores, segundo uma pesquisa com as organizações de café nacionais. Combinada, a produção desses países é estimada em 26,35 milhões de sacas de 60 quilos, uma alta de pelo menos 2% na safra que começa em 1 de outubro.A área que vai da região central do México até o sul do Peru concentra a maior produção do café arábica, de acidez moderada e com grãos lavados, que há muito tempo é negociado a uma cotação maior que a de outros tipos de grãos devido ao sabor apreciado e ao intenso processo de lavagem.O clima ruim e cafezais velhos e com baixa produtividade têm causado uma escassez de grãos desde 2008.A falta do produto no mercado puxou a valorização de 95% do contrato futuro de café na IntercontinentalExchange nos últimos três anos. Em 2011, o mercado futuro ultrapassou US$ 3 dólares por libra, a maior alta em 14 anos."Se a produção de café arábica puder se recuperar um pouco, especialmente na Colômbia, isso definitivamente colocará pressão sobre as negociações em Nova York", disse o analista de commodities Keith Flury, do Rabobank Group.O contrato para entrega em setembro começou o dia em queda de 0,25%, depois de fechar na sexta-feira na maior cotação em cinco semanas. Os operadores dizem que os fundos de investimentos estavam comprando contratos futuros para cobrir posições vendidas, ou apostas de que os preços vão cair. A Colômbia deve recuperar parte da produção na safra que começa em 1 de outubro, e a estimativa dos operadores é a de que o total some nove milhões de sacas.Em quatro anos, a produção provavelmente retornará à média anterior à 2008, de 11 milhões a 12 milhões de sacas, de acordo com a Federação de Café da Colômbia, a Fedecafé.O diretor de comunicação da Fedecafé, Marth Sanchez, disse que a Colômbia está elevando o cultivo de mudas resistentes à ferrugem, uma praga que tem afetado a produção nos últimos anos. O país também planeja aumentar a densidade das plantações.O maior produtor de café depois da Colômbia, Honduras, espera um crescimento de 10% da produção na comparação anual, para 4,75 milhões de sacas.O aumento seria seguido do salto de 22% na safra atual, segundo funcionários do Instituto Hondurenho de Café, o Ihcafé.Especialistas do setor atribuem o crescimento à maior produtividade devido aos programas coordenados e à forte queda no contrabando de grãos para a Guatemala."Estamos ajudando nossos vizinhos a elevar a produtividade", disse Mario Ordoñez, gerente técnico do Ihcafé.Conseguir aumentar a produtividade tem sido um problema para as plantações de café na região, porque muitos produtores abandonaram seus cafezais quando os preços caíram e agora precisam substituir ou podar as mudas.No México, onde as plantações velhas e sem produtividade estão sendo substituídas nacionalmente, melhores práticas de plantio devem elevar a produção para mais de 4,1 milhões de sacas na atual safra, segundo a Associação Mexicana para Produção de Café, a Amecafé.El Salvador é o único país com expectativa de queda na produção.A safra atual tem sido particularmente robusta, por isso os pés de café não vão produzir na mesma quantidade na próxima colheita. O Conselho Salvadorenho de Café informou que a produção deve cair 15%, para 1,53 milhão de sacas.
International Market Coffee today
Colombians, UGQ, were offered FOB, for Sept./Oct. shipment from 21¢ to 22¢ over Dec. “C,” and were offered FOB, for Nov./Dec. shipment from 20¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Sept./Oct. shipment from 25¢ to 26¢ over Dec. “C,” and were offered FOB, for Nov./Dec. shipment from 24¢ to 26¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Sept. through Dec. equal shipment from 4¢ to 3¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Sept. through Dec. equal shipment from 7¢ to 6¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Sept. through Dec. equal shipment from 18¢ to 15¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Sept./Oct. shipment from 12¢ to 13¢ over Nov. London.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Sept. crossing from 5¢ over Dec. “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Sept. shipment from 3¢ over Dec. “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Sept. shipment from 8¢ over Dec. “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Sept. shipment from $4 over Dec. “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Sept./Oct. shipment from $10 to $12 over, per 46 kilos, Dec. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept./Oct. shipment from $16 over Dec. “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Sept. shipment from $20 to $21 over, per 46 kilos, Dec. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept. shipment from $30 to $32 over Dec. “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Sept. shipment from $4 over Dec. “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Sept. shipment from $5 over per 46 kilos, Dec. “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Sept. shipment from $8 over, per 46 kilos, Dec. “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Sept./Oct. shipment were offered FOB from $14 over Dec. “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept./Oct. shipment from $2 over Dec. “C,” and new crop High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan. shipment from equal to to $1 over Mar. “C.” Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept./Oct. shipment from $6 over Dec. “C,” and new crop Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan. shipment from $4 to $5 over Mar. “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Sept./Oct./Nov. equal shipment, per 46 kilos, from equal to to $1 under Dec. “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Sept./Oct./Nov. equal shipment, per 46 kilos, from $4 to $3 under Dec. “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Sept. shipment from 20¢ over Nov. London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Sept. shipment from 14¢ over Nov. London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Sept. shipment from 18¢ over Nov. London.
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Sept./Oct. shipment from 25¢ to 26¢ over Dec. “C,” and were offered FOB, for Nov./Dec. shipment from 24¢ to 26¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Sept. through Dec. equal shipment from 4¢ to 3¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Sept. through Dec. equal shipment from 7¢ to 6¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Sept. through Dec. equal shipment from 18¢ to 15¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Sept./Oct. shipment from 12¢ to 13¢ over Nov. London.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Sept. crossing from 5¢ over Dec. “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Sept. shipment from 3¢ over Dec. “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Sept. shipment from 8¢ over Dec. “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Sept. shipment from $4 over Dec. “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Sept./Oct. shipment from $10 to $12 over, per 46 kilos, Dec. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept./Oct. shipment from $16 over Dec. “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Sept. shipment from $20 to $21 over, per 46 kilos, Dec. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept. shipment from $30 to $32 over Dec. “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Sept. shipment from $4 over Dec. “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Sept. shipment from $5 over per 46 kilos, Dec. “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Sept. shipment from $8 over, per 46 kilos, Dec. “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Sept./Oct. shipment were offered FOB from $14 over Dec. “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept./Oct. shipment from $2 over Dec. “C,” and new crop High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan. shipment from equal to to $1 over Mar. “C.” Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Sept./Oct. shipment from $6 over Dec. “C,” and new crop Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan. shipment from $4 to $5 over Mar. “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Sept./Oct./Nov. equal shipment, per 46 kilos, from equal to to $1 under Dec. “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Sept./Oct./Nov. equal shipment, per 46 kilos, from $4 to $3 under Dec. “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Sept. shipment from 20¢ over Nov. London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Sept. shipment from 14¢ over Nov. London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Sept. shipment from 18¢ over Nov. London.
Commodities Agrícolas 24-08
Commodities Agrícolas
Estoques apertados Os futuros de café atingiram o maior nível desde junho em Nova York, com sinais de que a demanda forte está reduzindo os estoques. Dezembro fechou em alta de 325 pontos, a US$ 2,7160 a libra-peso. A Associação Nacional de Café da Guatemala informou que os embarques de café dos nove países exportadores da América Latina subiram 0,3% em julho sobre o mesmo mês de 2010. Além disso, a Colômbia, terceiro maior produtor mundial, exportou nos últimos 12 meses 94% de sua produção, e Honduras embarcou quase toda sua oferta. "Não há dúvida de que os fundamentos para o café estão positivos", disse Marcio Bernardo, da Newedge. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o grão fechou em alta de 0,77% com a saca a R$ 485,75. Queda surpreendente Previsões de que o furacão Irene tende a seguir para o leste da Flórida e ameaçar os pomares de laranja do Estado americano, a desvalorização do dólar em relação a outras moedas e altas de preços de outras commodities foram insuficientes para evitar a queda das cotações do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) ontem na bolsa de Nova York. Segundo um trader consultado pela agência Dow Jones Newswires, aparentemente a baixa foi provocado pela redução das apostas de um único fundo de investimento. Os contratos para novembro fecharam a US$ 1,6320 por libra-peso, baixa de 245 pontos sobre a véspera. No mercado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura ao produtor saiu, em média, por R$ 9,65, segundo o Cepea/Esalq. Clima mais seco Sinais de que a produção de soja dos Estados Unidos pode declinar por causa da intensificação do clima seco no Meio Oeste americano ajudaram a elevar as cotações da commodity na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em novembro encerraram o dia a US$ 1,39725 o bushel, valorização de 12 centavos. Conforme informações divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 59% das lavouras de soja do país receberam melhor classificação de desempenho nesta semana, queda em relação aos 61% registrados na semana anterior, segundo informações da Bloomberg. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão negociada no Paraná registrou alta de 1,44%, para 47,17. Incerteza nos EUA A piora nas condições das lavouras de milho dos EUA fez o mercado futuro do grão fechar em alta ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 9 centavos a US$ 7,4350 por bushel. Conforme a Bloomberg, citando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 57% das lavouras de milho dos EUA estavam em boas ou excelentes condições até 21 de agosto, uma piora sobre os 60% apurados até a semana antes. A condição climática varia de "anormalmente secas" a seca "moderada" de Ohio a Iowa, segundo a Universidade de Nebraska. Relatórios preliminares indicam que poderá haver queda de produtividade em relação à safra passada em Nebraska e Indiana. No mercado doméstico, o indicador de Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos subiu 0,07%, para R$ 30,04. Clima derruba a safra de inverno no ParanáSegundo maior produtor de milho safrinha do país, atrás de Mato Grosso, o Paraná deve perder cerca de 40% de sua produção de inverno por problemas climáticos.A ocorrência de duas geadas no Estado -uma em julho e outra neste mês- prejudicou a segunda safra de milho em quantidade e em qualidade. Agora, a chuva, constante há pelo menos cinco dias, atrasa a colheita.Segundo a Seab (Secretaria de Agricultura do Paraná), até a semana passada 55% das áreas cultivadas com milho haviam sido colhidas. Na média das últimas três safras para esta época do ano, esse percentual foi de 74%.A estimativa do órgão para a produção no Estado é de 5,19 milhões de toneladas, 37% abaixo do potencial de 8,19 milhões de toneladas. Parte dessas perdas já foi computada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no início deste mês. Mas, caso a chuva persista, o dano pode ser maior ainda.A situação também é preocupante no caso do trigo, que ainda está em estágio de maturação. A Seab prevê uma quebra de, no mínimo, 12% na produção de trigo, estimada em 2,53 milhões de toneladas, mas já admite revisão."Se a chuva continuar por mais três ou quatro dias, vamos ter mais prejuízos", diz Otmar Hubner, da Seab. O feijão, cuja colheita já terminou, também sofreu com as geadas. Os produtores paranaenses que plantaram tardiamente perderam de 35% a 40% da produção, o que prejudica o abastecimento no Estado e contribui para a alta de preço em todo o país. Neste mês, o preço do feijão sobe 26%, em média, segundo pesquisa da Folha. Efeito seca Enquanto a chuva atrapalha a colheita no Sul do Brasil, a seca nos EUA prejudica a produtividade da safra de grãos. E a expectativa sobre a produção americana sustenta os preços em Chicago. Nesta semana, a soja sobe 3,7% e o milho, 2,3%. Altos estoques 1 A oferta de carnes nos EUA está em um nível muito superior ao do ano passado. Em julho, os estoques de carne bovina do país estavam 8% acima dos do mesmo mês de 2010. Altos estoques 2 No caso da carne suína, os estoques estão 16% maiores neste ano. No caso da de frango, o aumento é de 14%, informou ontem o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA). Recuperação O petróleo voltou a subir ontem em Nova York e atingiu US$ 85,44 por barril (mais 1,2%). A expectativa do anúncio de novos estímulos à economia americana estimulou a valorização, pois permanece a incerteza sobre o retorno da Líbia no fornecimento da commodity. Quem paga mais Apesar da alta de 5% do álcool nas usinas na semana passada, o açúcar remunerou o produtor 47% mais que o anidro. Em relação ao hidratado, a vantagem do açúcar é de 60%, segundo o Cepea. Em alta Ontem, o açúcar fechou estável em Nova York, mas nesta semana sobe 10%.
Estoques apertados Os futuros de café atingiram o maior nível desde junho em Nova York, com sinais de que a demanda forte está reduzindo os estoques. Dezembro fechou em alta de 325 pontos, a US$ 2,7160 a libra-peso. A Associação Nacional de Café da Guatemala informou que os embarques de café dos nove países exportadores da América Latina subiram 0,3% em julho sobre o mesmo mês de 2010. Além disso, a Colômbia, terceiro maior produtor mundial, exportou nos últimos 12 meses 94% de sua produção, e Honduras embarcou quase toda sua oferta. "Não há dúvida de que os fundamentos para o café estão positivos", disse Marcio Bernardo, da Newedge. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o grão fechou em alta de 0,77% com a saca a R$ 485,75. Queda surpreendente Previsões de que o furacão Irene tende a seguir para o leste da Flórida e ameaçar os pomares de laranja do Estado americano, a desvalorização do dólar em relação a outras moedas e altas de preços de outras commodities foram insuficientes para evitar a queda das cotações do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) ontem na bolsa de Nova York. Segundo um trader consultado pela agência Dow Jones Newswires, aparentemente a baixa foi provocado pela redução das apostas de um único fundo de investimento. Os contratos para novembro fecharam a US$ 1,6320 por libra-peso, baixa de 245 pontos sobre a véspera. No mercado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura ao produtor saiu, em média, por R$ 9,65, segundo o Cepea/Esalq. Clima mais seco Sinais de que a produção de soja dos Estados Unidos pode declinar por causa da intensificação do clima seco no Meio Oeste americano ajudaram a elevar as cotações da commodity na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em novembro encerraram o dia a US$ 1,39725 o bushel, valorização de 12 centavos. Conforme informações divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 59% das lavouras de soja do país receberam melhor classificação de desempenho nesta semana, queda em relação aos 61% registrados na semana anterior, segundo informações da Bloomberg. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão negociada no Paraná registrou alta de 1,44%, para 47,17. Incerteza nos EUA A piora nas condições das lavouras de milho dos EUA fez o mercado futuro do grão fechar em alta ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 9 centavos a US$ 7,4350 por bushel. Conforme a Bloomberg, citando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 57% das lavouras de milho dos EUA estavam em boas ou excelentes condições até 21 de agosto, uma piora sobre os 60% apurados até a semana antes. A condição climática varia de "anormalmente secas" a seca "moderada" de Ohio a Iowa, segundo a Universidade de Nebraska. Relatórios preliminares indicam que poderá haver queda de produtividade em relação à safra passada em Nebraska e Indiana. No mercado doméstico, o indicador de Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos subiu 0,07%, para R$ 30,04. Clima derruba a safra de inverno no ParanáSegundo maior produtor de milho safrinha do país, atrás de Mato Grosso, o Paraná deve perder cerca de 40% de sua produção de inverno por problemas climáticos.A ocorrência de duas geadas no Estado -uma em julho e outra neste mês- prejudicou a segunda safra de milho em quantidade e em qualidade. Agora, a chuva, constante há pelo menos cinco dias, atrasa a colheita.Segundo a Seab (Secretaria de Agricultura do Paraná), até a semana passada 55% das áreas cultivadas com milho haviam sido colhidas. Na média das últimas três safras para esta época do ano, esse percentual foi de 74%.A estimativa do órgão para a produção no Estado é de 5,19 milhões de toneladas, 37% abaixo do potencial de 8,19 milhões de toneladas. Parte dessas perdas já foi computada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no início deste mês. Mas, caso a chuva persista, o dano pode ser maior ainda.A situação também é preocupante no caso do trigo, que ainda está em estágio de maturação. A Seab prevê uma quebra de, no mínimo, 12% na produção de trigo, estimada em 2,53 milhões de toneladas, mas já admite revisão."Se a chuva continuar por mais três ou quatro dias, vamos ter mais prejuízos", diz Otmar Hubner, da Seab. O feijão, cuja colheita já terminou, também sofreu com as geadas. Os produtores paranaenses que plantaram tardiamente perderam de 35% a 40% da produção, o que prejudica o abastecimento no Estado e contribui para a alta de preço em todo o país. Neste mês, o preço do feijão sobe 26%, em média, segundo pesquisa da Folha. Efeito seca Enquanto a chuva atrapalha a colheita no Sul do Brasil, a seca nos EUA prejudica a produtividade da safra de grãos. E a expectativa sobre a produção americana sustenta os preços em Chicago. Nesta semana, a soja sobe 3,7% e o milho, 2,3%. Altos estoques 1 A oferta de carnes nos EUA está em um nível muito superior ao do ano passado. Em julho, os estoques de carne bovina do país estavam 8% acima dos do mesmo mês de 2010. Altos estoques 2 No caso da carne suína, os estoques estão 16% maiores neste ano. No caso da de frango, o aumento é de 14%, informou ontem o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA). Recuperação O petróleo voltou a subir ontem em Nova York e atingiu US$ 85,44 por barril (mais 1,2%). A expectativa do anúncio de novos estímulos à economia americana estimulou a valorização, pois permanece a incerteza sobre o retorno da Líbia no fornecimento da commodity. Quem paga mais Apesar da alta de 5% do álcool nas usinas na semana passada, o açúcar remunerou o produtor 47% mais que o anidro. Em relação ao hidratado, a vantagem do açúcar é de 60%, segundo o Cepea. Em alta Ontem, o açúcar fechou estável em Nova York, mas nesta semana sobe 10%.
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