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sábado, 30 de julho de 2011

Café sobe na ICE, mas sem consistência para testar resistências

Café sobe na ICE, mas sem consistência para testar resistências
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com ganhos ligeiros, em uma sessão calma, que se diferenciou consideravelmente da volatilidade registrada ao longo dos últimos dias. Uma tentativa inicial de se tentar derrubar os preços foi verificada, mas não teve prosseguimento. Com isso, especuladores passaram a comprar e cobrir posições, acompanhados, em menor grau, de indústrias de torrefação, o que deu espaço para uma evolução dos preços. No entanto, da mesma forma que observado recentemente, em uma tentativa de reação do mercado, os ganhos foram consideravelmente limitados, com resistências básicas sendo preservadas e com a posição setembro, ao final do dia, não conseguindo nem sequer se posicionar acima do nível psicológico de 240,00 centavos por libra. Operadores ressaltaram que o mercado apenas "corrigiu algumas rotas" no dia, sendo que muitos continuam a trabalhar com cenários baixistas. Fundamentalmente, o dia foi caracterizado por falta de novidades, com a questão climática do Brasil tendo cada vez menos força na agenda dos operadores. O mercado externo manteve o clima tenso. As bolsas de valores recuaram, ainda que com uma intensidade menor que a observada na quinta-feira, assim como várias commodities experimentaram perdas, refletindo as incertezas sobre um possível calote dos Estados Unidos, o que poderia ser um balde de água gelada na caminhada dos mercados na tentativa de recuperação econômica após a crise de 2008/2009. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 90 pontos com 239,55 centavos, sendo a máxima em 242,40 e a mínima em 238,30 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação positiva de 60 pontos, com a libra a 243,60 centavos, sendo a máxima em 246,50 e a mínima em 242,55 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou alta de 8 dólares, com 2.092 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 9 dólares, com 2.125 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os bearish (baixistas) não conseguiram testar a mínima da sessão anterior, em 237,20 centavos. Diante dessa falta de prosseguimento da atividade de liquidação, algumas recompras passaram a ser processadas, o que permtitiu alguns ganhos. Acima dos 240,00 centavos, no entanto, o setembro voltou a sofrer com os vendedores, o que culminou em um fechamento tímido. Graficamente, apontam os analistas, o mercado mantém o perfil baixistas. "Apesar de conseguirmos operar sem seguir a tendência externa, o comportamento do dia não foi dos mais animadores. Não se manter acima dos 240,00 é um indicativo que ainda sofremos com a ação dos baixistas, que se mantêm fortalecidos", disse um trader. “Com mais recuo nas cotações do café nas bolsas de futuro, o mercado físico brasileiro de café se retraiu e foram esporádicos os negócios fechados. Só vendeu quem precisou de dinheiro rápido para fazer frente às despesas de colheita e de final de mês. Os cafeicultores em sua maioria estão com as atenções voltadas para os trabalhos de colheita e benefício, começando a entregar lotes vendidos antecipadamente, no final do ano passado e no início deste ano. Se do lado da economia as incertezas são muitas, nos fundamentos as informações que chegam apontam para um quadro de solidez, apesar de algumas análises que insistem em enxergar normalização da situação a partir de uma grande florada no Brasil em setembro", apontou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 28, somaram 1.747.270 sacas, contra 1.413.289 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.396 sacas indo para 1.534.713 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.601 lotes, com as opções tendo 2.273 calls e 4.264 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 242,40-242,50, 243,00, 243,50, 244,00, 244,50-244,60, 245,00, 245,30, 245,50, 246,00, 246,50, 247,00, 247,35, 247,50, 248,00, 248,50, 249,00 e 249,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 238,30, 238,00, 237,50, 237,20, 237,00, 236,50, 236,00, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50 e 232,00 centavos por libra.

A Magia dos Mercados.

A Magia dos Mercados.
Os mercados financeiros e de futuros possuem uma atração natural, onde muitas pessoas são atraídas para estes mercados a procura de fortuna. Como existem historias fantásticas de pessoas que fizeram verdadeiras fortunas nestes mercados o fascínio é geral.
Para entrar neste mercado precisa se de ter algum conhecimento e o conhecimento que vou descrever agora eu chamo de a magia dos mercados e ou a magia dos movimentos.
A razão áurea ou a proporção áurea, chamado de o numero de ouro é uma constante matemática denotada pela letra grega phi, ou o numero de phi.
Este numero extraído da seqüência de Fibonacci, seqüência apresentada ao mundo pelo matemático italiano Leonardo Fibonacci no ano de 1.202 e atualizado em 1.254, nos traz a seqüência numérica de 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233,..., assim por diante a seqüência consiste em somar sempre os dois últimos números para encontrar o próximo.
Dentro desta seqüência encontra se uma Constancia onde a divisão do numero maior pelo menor encontraremos sempre o mesmo numero e a divisão do menor pelo maior também o mesmo numero, o numero de phi e o phizinho. O phi numero maior é encontrado em tudo que possui uma relação de crescimento , o universo, a concha do caracol, as sementes do girassol,as ondas do mar, no corpo humano, no DNA das células em tudo que temos movimentos e crescimento possui a razão ou proporção áurea .
A magia dos movimentos no mercado financeiro se baseia na constante movimentação dos mercados financeiros como uma leitura pratica de alvos e tamanhos dos movimentos.
Junta se a isso as ondas Elliot, mas não em sua integralidade, pois a teoria de Elliot por sua grande quantidade de exceções se torna ambígua em alguns de seus entendimentos, mas a teoria dos fractais cinco, três é perfeita em sua criação e esta contida dentro da seqüência de Fibonacci trazendo uma tradução mais simplificada das ondas e dos movimentos dos mercados.
A magia dos mercados consiste em achar a proporção dos movimentos de cada ativo e notar que os movimentos têm uma mesma proporção de tamanho, mas não a mesma seqüência.
Em uma retração de Fibonacci de um determinado ativo, ferramenta muita usada por operadores para analise técnica dos mercados e na procura dos alvos. Na retração de um ativo, portanto esta a solução dos problemas dos operadores em geral, uma retração que sairia de 0 chegando em 100%%, temos a subtração de 100% por phizinho ou 0, 618 e encontramos 0,382% estes seriam os tamanhos dos movimentos.
Sabendo que a proporção perfeita da seqüência de Fibonacci ficaria até o numero 8, vamos batizar os movimentos, chamado aqui de movimentos mágicos do mercado por 0, 382% de
Movimento de 3,o movimento de 5 é o movimento do meio o que seria 0,618% e perfeito seria o movimento de 8 , o que seria dentro de um ativo a retração completa de um determinado ativo em 100%, portanto assim temos os movimentos de 3 de 5 e de 8.
A função de se estudar os movimentos do mercado seria de tentar encontrar os alvos dos mercados e dos ativos, dando uma entrada mais coesa com risco menor e um risco ganho maior o mais interessante de tudo, portanto ao identificarmos os movimentos de um ativo, não precisamos sair correndo atrás do mercado, saberemos onde o mercado fará uma parada para continuar o movimento ou onde ele ira montara padrão de inversão do movimento dando assim uma oportunidade de compra ou venda no ativo.
Nunca se sabe qual seria o tamanho do movimento de alta ou de baixa, mas se soubermos o tamanho do movimento sabemos que o menor tamanho do movimento seria o movimento de3 e ao terminar este movimento já ficaríamos preparados para saída do ativo ou a permanência nele e se tivermos fora a entrada, assim temos mais segurança na operação e na colocação dos stops.
O movimento 3, de 5 ou de 8 não existe uma seqüência, o mercado pode fazer um movimento de 3 e de depois outro de 3, ou um movimento de 5 depois outro de 3, e ate fazer um de oito se o mercado estiver muito agressivo o que tem que se entender, que o menor seria o movimento de três que esta contido nos outros dois tamanhos de movimento e ver a seqüência do mercado.
A teoria de Dow Jones conhecida como teoria de topos e fundos nos ajuda também a identificar os movimentos, portanto em uma tendência de alta temos topos e fundos ascendentes e numa tendência de baixa temos topos e fundos descendentes, podemos assim ao localizar a magia dos movimentos encontrarem facilmente seus alvos.
Nos movimentos temos valores diferentes para os diferentes tempos gráficos, mas todos fazem parte de uma mesma seqüência, no intraday temos um tamanho de movimento e no diário teremos outro tamanho de movimento, onde daremos alguns exemplos.
A falha do set up existe? Sim existe, mas também temos como prever dentro do movimento onde seria a falha. A falha ficaria em 70% do tamanho do movimento, portanto ao identificarmos um movimento sabemos que o menor tamanho seria o tamanho 3 com falha em 70%.
Neste ponto entra as ondas de Elliot, ao saber que a quinta onda é a onda temos uma maior probabilidade de falha neste ponto esperaremos também um movimento falho em 70%.
Outra ferramenta importante para identificar o movimento é o estudo de candlestick, pois ao encontrarmos uma candle de reversão podemos esperar um movimento pré determinado.
A expansão dos movimentos também existe onde ele pode ultrapassar em 30% o seu tamanho, mas quando um movimento ultrapassa seu tamanho costuma voltar par pedir bênção para o movimento original, exemplo se temos um movimento de tamanho 3 de R$1,00 existe a possibilidade de falha em 0,70 centavos e sua expansão em R$1,30.
Em um exemplo pratico vamos pegar um ativo que muitos conhecem a empresa Vale do Rio Doce, onde seu símbolo na Bovespa seria vale5.
No intraday temos a vale 5 em um gráfico de 15 minutos como seus movimentos do tamanho 3 em 0,21 centavos de real, o movimento de 5 em 0,40 centavos e o movimento de 8 a soma dos dois que seria 0,61 centavos de real, tendo a falha em 70% do seu tamanho e sua expansão em 30%, este movimento você encontra sempre neste ativo, se procurar encontrara este valores ano passado, na crise, no pós crise, na tendência de alta ou de baixa, quando um movimento começa podemos esperar o tamanho dele. No mini índice temos como em todos os ativos também temos os movimentos pré determinados, movimento menor determinado de movimento de 3 no gráfico intraday de 5 minutos seria, de 400 pontos, o movimento de 5 o tamanho de 600 pontos e o movimento macro de 8 em 1.000 pontos, também com sua falha em 70% deste tamanho e sua extensão em 30% .
A clareza dos movimentos após identificados fará com o operador entre em uma operação com muito mais segurança e lucratividade. A saída de um movimento de consolidação também fica mais rápida e pratica o lado que romper sabemos o tamanho do movimento e temos um stop curto e mais barato, também temos a oportunidade de compra em um fundo ou a venda de um topo, fica tudo mais fácil a operação.
A Magia dos movimentos, porque magia, porque os movimentos serão sempre pré- determinados e do mesmo tamanho, e após identificá-los vamos sempre encontrá-los e lucrar com eles.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Grão miúdo amplia queda na safra de café

Grão miúdo amplia queda na safra de café
Cooperativas dizem que quebra da safra chega a 35% na região, o que encarece o preço da saca de 60 quilosSituação faz commodity atingir preço recorde neste ano; saca do café foi comercializada ontem a R$ 443,73 A colheita de café arábica está rendendo menos que o esperado em cidades da região de Ribeirão e em lavouras de Minas Gerais e Espírito Santo. O motivo é o tamanho do grão, menor que a média.Segundo as cooperativas de cafeicultores, os produtores estão deixando de lucrar com a commodity, que atingiu neste ano o recorde em sua cotação -R$ 555,19 a saca, no início de maio.A produção "encolheu" porque, com grãos miúdos, é preciso mais café para preencher uma saca de 60 kg. Isso fez com que, na Alta Mogiana, a quebra chegasse a 30%, além da já prevista pela bienalidade da cultura -um ano produz muito e, em outro, pouco. O tipo arábica é o predominante na região.Segundo a Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), que representa produtores de 25 municípios de São Paulo e Minas Gerais, na atual safra, de 20% a 25% dos grãos estão graúdos, enquanto em 2010 a safra colhida na região rendeu até 35% de grãos de melhor qualidade.De acordo com Airton Costa, gestor em comercialização e degustação da Cocapec, faltou chuva no período de enchimento e maturação do grão, que começou em novembro de 2010 e seguiu até março deste ano.O mesmo acontece com os produtores da Cooparaíso, que abrange 37 cidades de Minas Gerais, 14 do Espírito Santo e sete de São Paulo.De acordo com Rogério Araújo, diretor de assistência técnica da cooperativa, a redução nesta safra foi de 35% sobre o esperado para a baixa produção da bienalidade.Segundo ele, hoje são necessários 600 litros do café em coco para fazer uma saca de 60 kg. "No ano passado, esse número era de 480 a 500 litros para o mesmo peso."Embora o recorde de preço tenha sido atingido em maio, ontem a saca chegou a R$ 443,73, ainda acima do preço de um ano atrás (R$ 305,78), segundo o Cepea, da USP.

Plano de emergência dos EUA deve priorizar pagar dívida

Plano de emergência dos EUA deve priorizar pagar dívida
O Tesouro dos EUA vai priorizar o pagamento de juros aos detentores de títulos governamentais no vencimento, caso o Congresso não chegue a acordo para elevar o teto de endividamento do país, segundo uma fonte do governo. A autoridade não quis ser identificada pois ainda não há anúncio oficial.O Tesouro informou que cerca de US$ 90 bilhões em dívidas vencem em 4 de agosto e mais de US$ 30 bilhões em juros vencem em 15 de agosto. No total, mais de US$ 500 bilhões vencem em agosto.Os US$ 90 bilhões em notas do Tesouro de seis meses, com vencimento em 4 de agosto, reduziram as perdas, após os comentários. Autoridades do governo Obama falarão hoje publicamente, apenas depois do fechamento dos mercados, sobre as prioridades para pagar as notas do Tesouro do país, caso o limite de US$ 14,3 trilhões não seja elevado, segundo um representante do Partido Democrata havia dito anteriormente."O anúncio é reconfortante, mas não há realmente alternativa a [não ser] privilegiar os detentores de bônus", disse Christian Cooper, chefe de negociação de derivativos em dólar do Jefferies Group, em Nova York, que como um dos 20 "dealers" primários é obrigado a apresentar ofertas nos lançamentos do Tesouro. "A alternativa indicaria uma inadimplência."O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse reiteradamente que a autoridade do governo para captar acabará em 2 de agosto, a menos que o Congresso eleve o teto de endividamento. Republicanos e democratas não conseguem chegar a acordo sobre a elevação do teto ou cortes no orçamento, o que traz receios de que os EUA percam sua nota de crédito AAA.O Tesouro havia anunciado anteriormente que não pode ficar selecionando que notas pagar ou não, caso não possa captar o suficiente para cobrir suas obrigações, processo que os congressistas chamaram de "priorização"."Essa proposta de 'priorização' propõe um afastamento radical e profundamente irresponsável do compromisso de presidentes, dos dois partidos, ao longo da história americana, de honrar todos os compromissos feitos por nossa nação", afirmou Geithner em carta ao Congresso, em junho.Decidir que obrigações pagar primeiro traz desafios práticos e jurídicos, forçando o governo a escolher, por exemplo, entre os beneficiários da Previdência Social, detentores de títulos e militares."Você seleciona ganhadores e perdedores", disse Stephen Myrow, diretor-gerente e diretor de operações da ACG Analytics, em Washington, que foi chefe de gabinete do vice-secretário do Tesouro Robert M. Kimmitt, no governo de George W. Bush. "É uma proposta em que todos saem perdendo."Em agosto, o Tesouro tem de pagar US$ 49,2 bilhões em benefícios da Previdência Social, incluindo US$ 23 bilhões em 3 de agosto, segundo o Bipartisan Policy Center, grupo que reúne ex-autoridades orçamentárias. Também vencem US$ 50 bilhões em pagamentos aos programas de assistência médica Medicare e Medicaid, US$ 12,8 bilhões em seguro-desemprego, US$ 2,9 bilhões em salários de militares na ativa e US$ 14,2 bilhões em salários e benefícios federais."O tamanho e a complexidade do governo federal para priorizar pagamentos, especialmente, em um período de tempo pequeno e sob pressão, é difícil sem dúvida", afirmou Brian Gardner, vice-presidente sênior encarregado de análises sobre Washington na Keefe, Bruyette & Woods, de Nova York.O governo também vem se mostrando relutante em discutir a priorização porque quer manter a pressão sobre o Congresso para que seja elevado o teto da dívida antes do prazo de 2 de agosto, afirmou J. D. Foster, membro sênior da The Heritage Foundation, em Washington."A priorização se trata de como continuar funcionando se o teto não aumentar, e governo é inflexível em dizer que isso não pode acontecer", disse Foster.A autoridade legal do governo para pagar algumas dívidas e não outras é incerta, disse Jay Powell, professor visitante do Bipartisan Policy Center e subsecretário de finanças do Tesouro no governo do presidente George H. W. Bush.

Ninguém sabe nada - Cenário é de dúvida, incerteza e volatilidade

Ninguém sabe nada - Cenário é de dúvida, incerteza e volatilidade Ninguém sabe nada. Essa é a melhor definição tanto para os acontecimentos do mercado local, quanto para os eventos no campo externo. Daí a montanha russa no preço dos ativos.Começando pelo quadro externo, a briga política segue nos Estados Unidos e nada de um acordo sobre a elevação do teto do endividamento federal. Para piorar a situação, as agências de rating apontam que mesmo que o teto seja elevado, a nota americana segue sob risco de rebaixamento, pois o que elas querem ver é algum plano de redução de gastos de longo prazo.Dólar sobe pelo segundo dia e vale R$ 1,566 na vendaAo mesmo tempo surgem fontes da administração americana tentando "acalmar" os ânimos dizendo que um plano de contingência já está em elaboração e que a prioridade é fazer os pagamentos aos credores de papéis americanos se um acordo não for fechado até dia 2 de agosto, prazo fatal para se tratar do tema.Como bem notou o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, o Congresso americano não mostra o mínimo de responsabilidade. Suas brigas políticas podem ter toda a legitimidade para a plateia local, mas eles parecem se esquecer de que o que está em jogo é a economia global e, principalmente, a credibilidade da moeda que serve de lastro para o restante do mundo.A reação nos mercados a esse impasse é qualquer coisa, menos racional. A semana começou com dólar caindo, bolsas americanas afundando e aumento no custo de se fazer um seguro contra o calote nos EUA. Agora, o dólar completou dois dias de alta e os CDS (Credit Default Swaps) rondam a estabilidade. Alguma coerência na bolsa, já que o Dow Jones bem que tentou, mas não conseguir fechar em alta.Na zona do euro, mal faz uma semana que a Grécia foi resgatada em um tipo de "default ordenado" e já temos analistas voltando a falar em contágio da crise da dívida soberana na região. Nessa bagunça toda temos o euro, que saiu de US$ 1,39 para US$ 1,45 dois dias atrás. Já ontem a moeda voltou a ser alvo de venda, retornando à linha de US$ 1,43. Por aqui, o dólar completou o segundo dia seguido de alta. Ontem, a moeda ganhou 0,57%, para R$ 1,566 na venda. Por ora, o efeito mais evidente das recentes canetadas do governo são dúvidas e mais dúvidas sobre como entregar o que está sendo pedido. Outro efeito inegável é o aumento de custos para quem precisa fazer operações seja de compra seja de venda de moeda.Dúvidas também no mercado de juros futuros. A esperada ata do Comitê de Política Monetária (Copom) mostra um colegiado em cima do muro. Não afirma que as cinco altas de juros foram suficientes, nem se compromete em apertar mais.Como em julho do ano passado, o Copom ampliou o horizonte de referência. Agora é no primeiro semestre de 2013 que temos IPCA ao redor do centro da meta de 4,5%. Os prognósticos tanto de 2011 quanto de 2012 mostram inflação acima do valor central da meta.Na visão do diretor de pesquisas de mercados emergentes do Goldman Sachs, Paulo Leme, a ata sinaliza que o Copom gostaria de encerrar o ciclo de alta de juros. Por isso mesmo, o banco está mudando sua perspectiva quanto ao rumo da Selic. A previsão de três novas altas foi reduzida para apenas mais uma em agosto, com taxa indo a 12,75%, e uma probabilidade de cerca de 30% de um aperto também em outubro.Em relatório, Leme aponta que, como o ajuste será menor do que o considerado necessário, sua expectativa é que a inflação não vá convergir para a meta nem em 2012. Por isso mesmo, a Selic não deve cair tão cedo. Os 12,75% previstos devem continuar valendo até o fim do próximo ano.Eduardo Campos

Mercado de câmbio "trava" e pesa no bolso do exportador

Mercado de câmbio "trava" e pesa no bolso do exportador
As dúvidas sobre como o pacote cambial será implementado continuam pesando sobre o mercado, travando os negócios e deixando as operações mais caras. Enquanto não fica claro como será feita a contabilização da exposição cambial a ser tributada, o mercado prefere não operar. E, quem não pode deixar de fechar um contrato, paga mais caro.Sobre a cotação, entretanto, o impacto do novo arsenal adotado pelo governo foi considerado ainda modesto. O dólar comercial subiu 0,57% para R$ 1,566, em um dia em que o dólar subiu frente a outras moedas globais por causa do impasse em torno da dívida americana.Segundo relatos de profissionais nas mesas de câmbio, os bancos já estão repassando para seus clientes o custo que terão com a incidência de 1% de IOF sobre posições vendidas assumidas por meio de contratos de derivativos. Esse repasse acaba afetando todo tipo de operação, inclusive os contratos à vista e de ACC (Antecipação de Contrato de Câmbio), instrumentos utilizados pelos exportadores. Para zerar uma compra de dólares de um exportador, o banco, em geral, tem de recorrer ao mercado futuro. E aí ele pagará o IOF. "A reação natural, portanto, é embutir o custo maior em todo tipo de contrato cambial", explica um operador de um grande banco de varejo.Essa estratégia foi sentida no bolso de uma comercializadora ligada ao setor de agronegócio. As cotações para a venda da moeda americana oferecidas pelos bancos nos últimos dois dias têm ficado muito abaixo das praticadas pelo mercado, segundo um operador dessa empresa. "Antes das medidas, era possível conseguir taxas até superiores", compara.Quando o assunto é derivativos, a paradeira é ainda mais evidente. Além do custo mais alto, a dúvida sobre qual será o padrão a ser adotado para a definição de preços de opções de câmbio deixa o investidor retraído. Atualmente, cada instituição adota um modelo diferente para determinar o preço antes do vencimento do contrato e, com a medida, será preciso padronizar esse processo.Segundo um banco estrangeiro, o volume de transações com derivativos da instituição no Brasil no pregão de ontem foi próximo ao realizado no Chile ou na Colômbia - mercados que movimentam, normalmente, um décimo do volume de negócios aqui.Outro termômetro da distorção é o grande aumento da diferença de preço entre cotações à vista e futuro.Outro mercado afetado é o "casado", que é o dólar pronto contra o futuro. Só há liquidez em uma das pontas, a de venda de dólar à vista e compra de futuro. A ponta inversa (compra dólar à vista e venda de dólar futuro) está praticamente parada, pois ninguém quer se arriscar na venda de moeda futura em função do IOF que passou a ser cobrado.Esses custos e a falta de liquidez em algumas modalidades cambiais já levam o mercado a um tipo de retrocesso. Os agentes voltaram a casar entradas e remessas em vez de cotar as operações no mercado.Um exemplo prático é que, no caso de uma exportação no valor de US$ 100 milhões, antes o banco dava um preço cotado no mercado e fechava a operação. Agora, vai em busca de um parte que esteja precisando de US$ 100 milhões para fechar a operação. Dessa forma, as duas operações transitam apenas no câmbio à vista e ninguém se expõem à nova regulação que ainda precisa ser detalhada.Diante desse ambiente de apreensão, o Goldman Sachs reduziu a recomendação para as ações da BM&FBovespa de "compra" para "neutro". Para o banco, a taxação sobre os derivativos cambiais deve ter um efeito negativo imediato nas negociações, que nos cálculos do banco representam 14% da receita bruta da bolsa.Os analistas do Goldman acreditam que o potencial para novas intervenções após a edição da Medida Provisória que amplia os poderes do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre o mercado de derivativos é uma ameaça significativa para as operações da BM&FBovespa.

Governo faz nova tentativa de conter a alta do real

Governo faz nova tentativa de conter a alta do real
O governo voltou suas baterias para o mercado de câmbio com o objetivo de esfriar as cotações do real, que chegou ao patamar mais elevado em 12 anos nesta semana. O mercado de câmbio reagiu imediatamente e o dólar subiu. Mas ainda é cedo para saber se as medidas serão efetivas ou terão impacto apenas temporário e, principalmente, para dimensionar seus efeitos colaterais. Alguns tiros foram logo disparados, mas provavelmente o principal ponto do pacote foi o governo revelar que está armado para muito mais. Como disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega: "Fizemos uma coisa mais completa, temos agora um arsenal maior". Para montar o pacote foram necessários uma medida provisória (539) e um decreto (7.536).Desde o fim do ano passado, o governo vem tomando medidas para conter a apreciação cambial, que afeta a competitividade das exportações de vários setores. Além de estar atuando ativamente na compra de dólar nos mercados à vista, a termo e na venda de swaps reversos, criou um compulsório pesado (60%) sobre as operações vendidas no mercado à vista de câmbio que excedessem certos parâmetros. A postura mais acomodatícia do governo em relação à inflação, evidenciada na posição da presidente Dilma e na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), ontem divulgada, abriu espaço para medidas que vão elevar o real. O alvo das novas medidas foi o mercado futuro de câmbio, que movimenta US$ 15 bilhões diariamente e pode determinar as cotações das moedas nas operações à vista, que giram apenas US$ 2 bilhões. Nos últimos dias, as apostas na valorização do real chegaram a US$ 23 bilhões, sendo US$ 18,7 bilhões no mercado futuro. O governo acredita que as apostas sejam, em boa parte, especulação de investidores estrangeiros. "Vamos retirar parte da rentabilidade da especulação", disse Mantega, que assim dá razão às suspeitas levantadas até pelo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, de que parte do dinheiro que entra no Brasil é especulativo. Foi então para inibir esses negócios que o governo instituiu o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre a variação das posições vendidas a descoberto. A taxação, que pode chegar a 25%, anunciada com grande pompa para começar ontem mesmo, esbarrou em dificuldades operacionais para apuração e cobrança do tributo. Não restou outra saída para a Fazenda senão adiar para 5 de outubro o recolhimento do IOF, embora a aplicação da alíquota já esteja em vigor. Além disso, o governo deu ao Conselho Monetário Nacional (CMN) amplos poderes de regular os derivativos, que, surpreendentemente, nem o Banco Central (BC) nem a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) possuíam. Em outra medida, o governo fechou uma brecha que havia para a especulação com empréstimos em moeda estrangeira. Em março deste ano foi instituído o IOF de 6% sobre os empréstimos em moeda estrangeira e emissão de títulos no exterior com prazo até 360 dias; em abril, a medida foi estendida às operações com até 720 dias de prazo. Mas o mercado financeiro encontrou uma brecha ao fazer a captação ou o empréstimo no prazo mínimo para evitar o imposto e, depois, liquidar antecipadamente a operação. Agora, operações liquidadas antes do prazo de 720 dias também pagarão o IOF.Nada surpreendentes foram as críticas ao pacote por parte do setor financeiro, que teme o esvaziamento do mercado local de hedge e a provável transferência dos negócios para o exterior. Realmente, um dos efeitos colaterais das novas medidas é a elevação do custo do hedge, o que vai afetar exportadores, importadores, empresas que captam recursos externos e multinacionais que precisam proteger o capital.Há ainda quem lembre acertadamente que a tendência de queda do dólar é generalizada e reflexo do desempenho econômico ruim dos Estados Unidos. Mas o mercado brasileiro não podia ficar à mercê dessa situação, que pode piorar mais caso o governo americano não consiga elevar o teto do endividamento - hipótese remota, mas não totalmente descartável. O outro lado desse espelho é o sucesso do Brasil - e de outros emergentes - em sair rápido da crise internacional, o que explica a atração de US$ 68,8 bilhões em investimentos estrangeiros diretos nos últimos 12 meses. Mas o Brasil têm o direito de em momentos delicados coibir ainda mais os especuladores. Um sinal de que podem ter realmente sentido o golpe e começado a buscar outros mercados é a alta do dólar australiano e da lira turca depois do pacote brasileiro.

A crescente inflação chinesa

A crescente inflação chinesa
Ao mesmo tempo em que pairam, ameaçadoras, crises de endividamento na Europa e nos EUA e perde fôlego a recuperação da economia mundial, a inflação está voltando a se fazer sentir em todo o mundo. Com efeito, as economias de mercado emergentes estão se preparando para um grave surto inflacionário - juntamente com as sombrias consequências políticas que isso produzirá.O índice pleno de preços ao consumidor (IPC) na China subiu 6,4% em junho, atingindo seu nível mais alto desde julho de 2008. No contexto de uma recuperação mundial instável, têm crescido consideravelmente as preocupações em relação a uma possível aterrissagem brusca da economia chinesa, causada pelo aperto monetário que busca controlar a inflação.Na China, os preços dos alimentos representam cerca de um terço da cesta do IPC, e o preço da carne de porco revela um peso substancial. Por isso, o IPC está sendo comicamente denominado "índice de preços da carne de porco". Em junho, o preço da carne de porco subiu 57%, contribuindo com quase dois pontos percentuais para a taxa de inflação geral. Infelizmente, a política macroeconômica pouco pode fazer a respeito do "ciclo do porco" e, normalmente, não deveria reagir a ele.Embora o problema inflacionário chinês não deva ser exagerado, uma complacência seria perigosa. A inflação corrente tem uma base mais ampla do que parece, independentemente da controvérsia em torno da adequação dos componentes na cesta do IPC chinês para refletir a realidade dos movimentos de preços subjacentes. Com efeito, os aumentos anuais nos preços, não incluídos os alimentos, aceleraram para 3% em junho, contra 2,9% em maio. De acordo com o Birô Estatístico Nacional Chinês (BENC), o custo de vida aumentou 6,1% em maio. Muitos preocupam-se com a possibilidade de os preços dos itens não alimentícios subirem ainda mais.Salvo choques inesperados, acredito que a inflação na China pode em breve começar a cair. De uma perspectiva macroeconômica, a inflação corrente na China é atribuível tanto à fatores relacionados, a um só tempo, com demanda e custos.Os problemas de Pequim são mais estruturais do que cíclicos. Sem progressos nítidos na reestruturação e reequilíbrio da economia doméstica, os próximos cinco anos serão difíceis e a janela de oportunidade para o ajuste será fechada rapidamente. Historicamente, a inflação na China tem acompanhado o crescimento do PIB com certa defasagem. As pressões inflacionárias atuais são, em parte, resultado do impacto desfasado do pacote de estímulo que a China adotou em 2009 para combater os efeitos da crise financeira mundial. Mas o crescimento do PIB chinês já começou a cair para seu nível potencial, que, de acordo com a visão consensual, é de aproximadamente 9%. Na verdade, a maioria dos economistas chineses previu, no ano passado, que a inflação atingiria um pico no início de 2011.Mudanças nas condições financeiras na China reforçam essa visão. Historicamente, há uma defasagem de 8 a 12 meses entre crescimento monetário (M1) e inflação. A taxa de crescimento do M1 começou a cair no fim de 2009. Se a experiência passada é um guia confiável, um declínio da inflação já devia ter se manifestado.A interferência de fatores do lado dos custos contribuíram para a persistência inesperada da inflação. O aumento nos preços das commodities desde meados de 2010 - o índice de preços de commodities na China cresceu mais de 100% desde seu mínimo em 2009 - teve um impacto importante. Além disso, os salários chineses estão aumentando rapidamente.A atual situação macroeconômica da China compartilha muitas semelhanças com a situação que enfrentou em 2007 e a maior parte de 2008, quando, devido aos fortes investimentos e à demanda de exportações, o PIB cresceu significativamente além de seu potencial. Preocupado com um agravamento da inflação e uma incipiente bolha imobiliária, o Banco Popular da China (BPC, o banco central do país) gradualmente apertou sua política monetária.No entanto, a inflação continuou a agravar-se, atingindo um máximo de 8,7% em fevereiro de 2008. O período mais difícil para as autoridades governamentais chinesas foi entre fevereiro e setembro de 2008, quando, apesar dos sinais abundantes de um abrandamento da demanda interna, a demanda mundial manteve-se forte, assim como a inflação.Apertar ou não apertar: essa era a questão. O banco central manteve o aperto. Mas o colapso do Lehman Brothers em setembro de 2008 e toda a crise americana frearam bruscamente o crescimento econômico mundial. Foi assim que o crescimento do PIB chinês caiu drasticamente devido ao súbito colapso da demanda externa. Para compensar o choque negativo, o governo chinês promulgou um pacote de estímulo de quatro trilhões de yuans e o banco central mudou abruptamente sua política. Não há dúvida sobre a necessidade da reversão. No entanto, retrospectivamente, pode-se perguntar se um afrouxamento anterior pelo banco central teria sido mais sábio.Tendo o controle da inflação como sua principal prioridade, o banco central elevou por seis vezes a proporção de reserva obrigatória de capital dos bancos, neste ano. Os bancos comerciais devem depositar, na forma de reservas no banco central, 21,5% de seus depósitos. Recentemente, o BC elevou a taxa de empréstimos por um ano e o depósito durante um ano para, respectivamente, 6,56% e 3,5%.Atualmente, a inflação na China não é tão grave quanto a de 2007-2008. A alta nos preços dos imóveis está se estabilizando e o impacto do aumento das commodities está diminuindo.É improvável que a demanda externa neste segundo semestre de 2011 seja forte, devido à instável recuperação mundial. O aumento constante dos custos de produção, em parte atribuível aos elevados custos dos empréstimos deverá estreitar as margens de lucro das empresas, em especial das pequenas e médias. Quedas nos lucros e crescentes falências de empresas são um problema para a autoridade monetária chinesa.Tendo em vista a necessidade de ajuste estrutural, o banco central deverá manter uma postura monetária apertada. Mas, diante das perspectivas de queda na inflação plena decorrente de turbulência econômica mundial e das crescentes preocupações com o crescimento, é provável que o banco central revele-se um pouco mais flexível no segundo semestre.Em suma, embora a China não vá conseguir cumprir sua meta de inflação de 4% para este ano, o crescimento dos preços continuará sob controle. No segundo semestre de 2011, a taxa de crescimento chinesa pode cair mais, mas não haverá pouso forçado.Os problemas econômicos da China são mais estruturais do que cíclicos. Devido à inexistência de progressos nítidos na reestruturação e reequilíbrio da economia doméstica, os próximos cinco anos serão difíceis e a janela de oportunidade para o ajuste será fechada rapidamente. Mas, observando o desempenho da China no contexto dos últimos 30 anos, não há razões para acreditar que o país não possa se safar, ainda que improvisadamente, mais uma vez. Yu Yongding atual presidente da Sociedade Chinesa de Economia Mundial, foi membro do comitê de política monetária do Banco Popular da China e ex-diretor do Instituto de Economia e Política Mundiais da Academia Chinesa de Ciências.

Custo de captação da Itália volta a disparar

Custo de captação da Itália volta a disparar
Os custos de captação da Itália dispararam em um leilão de bônus que concentrou todas as atenções ontem, movidos pelas preocupações dos investidores com a crise da dívida da zona do euro e pelo impasse que cerca a definição do teto de endividamento dos Estados Unidos. O leilão, de € 8 bilhões (US$ 11,4 bilhões), foi realizado em mercados voláteis agitados ainda mais por rumores, negados pelos políticos italianos, de que o ministro da Economia do país, Giulio Tremonti, se preparava para renunciar ao cargo. A pressão sobre as ações e bônus italianos refletiu tanto a preocupação com a capacidade de Roma de reduzir sua dívida soberana - que perde apenas para a da Grécia, ao representar 120% da produção anual - quanto às dúvidas em torno da possibilidade de a reunião de cúpula da semana passada dos dirigentes da zona do euro ter chegado a uma solução sustentável para a crise da dívida grega. Surgiram críticas ao mais recente plano de salvamento da zona do euro para Atenas no Fundo Monetário Internacional (FMI), bem como entre economistas e analistas dos países-membros da zona do euro, que dizem que seu poder de reduzir a dívida da Grécia, de € 340 bilhões, é muito pequenUma pesquisa da "Reuters" junto a 55 economistas mostrou que a maioria sente que, embora o pacote de salvamento seja um passo na direção certa, ele não representa um ponto de inflexão a partir do qual a crise possa se solucionar. Chipre pode ser o próximo candidato a um pacote de socorro financeiro depois que seu gabinete renunciou coletivamente ontem, na esteira da explosão, com vítimas fatais, de munição que destruiu a principal central de energia elétrica da ilha e agravou seus problemas econômicos, entre os quais a pesada exposição à dívida grega. Os retornos pagos pelos títulos italianos oferecidos no leilão saltaram para 5,77% para bônus de 10 anos, o mais elevado desde fevereiro de 2000, e para 4,80% para papéis de três anos, o mais alto desde julho de 2008. "Pode-se argumentar que eles conseguiram colocar bônus no mercado, mas a tendência dos rendimentos está começando a ficar realmente contundente", disse Alessandro Giansanti, estrategista do ING em Amsterdã. "Eles não têm condições de arcar com esse tipo de aumento todos os meses."Tremonti, há muito visto como o fiador da prudência fiscal do rebelde governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, está sofrendo pressões em torno de seu uso de um apartamento, em Roma, pertencente a um auxiliar que está sendo investigado por acusações de corrupção. Umberto Bossi, diretor da Liga do Norte, parte da coalização de governo da Itália, desqualificou rumores de que Tremonti poderia perder o emprego, dizendo que o caso não era "nada de muito sério".O ministro da Economia enfrenta crescente pressão da oposição e da mídia para se explicar, e suas relações com Berlusconi são tensas há meses. Tremonti fez uma brincadeira sobre os rumores sobre sua possível saída do governo ao dizer numa entrevista à imprensa concedida ontem: "Eu renunciei... como inquilino."