A Magia dos Mercados.
Os mercados financeiros e de futuros possuem uma atração natural, onde muitas pessoas são atraídas para estes mercados a procura de fortuna. Como existem historias fantásticas de pessoas que fizeram verdadeiras fortunas nestes mercados o fascínio é geral.
Para entrar neste mercado precisa se de ter algum conhecimento e o conhecimento que vou descrever agora eu chamo de a magia dos mercados e ou a magia dos movimentos.
A razão áurea ou a proporção áurea, chamado de o numero de ouro é uma constante matemática denotada pela letra grega phi, ou o numero de phi.
Este numero extraído da seqüência de Fibonacci, seqüência apresentada ao mundo pelo matemático italiano Leonardo Fibonacci no ano de 1.202 e atualizado em 1.254, nos traz a seqüência numérica de 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233,..., assim por diante a seqüência consiste em somar sempre os dois últimos números para encontrar o próximo.
Dentro desta seqüência encontra se uma Constancia onde a divisão do numero maior pelo menor encontraremos sempre o mesmo numero e a divisão do menor pelo maior também o mesmo numero, o numero de phi e o phizinho. O phi numero maior é encontrado em tudo que possui uma relação de crescimento , o universo, a concha do caracol, as sementes do girassol,as ondas do mar, no corpo humano, no DNA das células em tudo que temos movimentos e crescimento possui a razão ou proporção áurea .
A magia dos movimentos no mercado financeiro se baseia na constante movimentação dos mercados financeiros como uma leitura pratica de alvos e tamanhos dos movimentos.
Junta se a isso as ondas Elliot, mas não em sua integralidade, pois a teoria de Elliot por sua grande quantidade de exceções se torna ambígua em alguns de seus entendimentos, mas a teoria dos fractais cinco, três é perfeita em sua criação e esta contida dentro da seqüência de Fibonacci trazendo uma tradução mais simplificada das ondas e dos movimentos dos mercados.
A magia dos mercados consiste em achar a proporção dos movimentos de cada ativo e notar que os movimentos têm uma mesma proporção de tamanho, mas não a mesma seqüência.
Em uma retração de Fibonacci de um determinado ativo, ferramenta muita usada por operadores para analise técnica dos mercados e na procura dos alvos. Na retração de um ativo, portanto esta a solução dos problemas dos operadores em geral, uma retração que sairia de 0 chegando em 100%%, temos a subtração de 100% por phizinho ou 0, 618 e encontramos 0,382% estes seriam os tamanhos dos movimentos.
Sabendo que a proporção perfeita da seqüência de Fibonacci ficaria até o numero 8, vamos batizar os movimentos, chamado aqui de movimentos mágicos do mercado por 0, 382% de
Movimento de 3,o movimento de 5 é o movimento do meio o que seria 0,618% e perfeito seria o movimento de 8 , o que seria dentro de um ativo a retração completa de um determinado ativo em 100%, portanto assim temos os movimentos de 3 de 5 e de 8.
A função de se estudar os movimentos do mercado seria de tentar encontrar os alvos dos mercados e dos ativos, dando uma entrada mais coesa com risco menor e um risco ganho maior o mais interessante de tudo, portanto ao identificarmos os movimentos de um ativo, não precisamos sair correndo atrás do mercado, saberemos onde o mercado fará uma parada para continuar o movimento ou onde ele ira montara padrão de inversão do movimento dando assim uma oportunidade de compra ou venda no ativo.
Nunca se sabe qual seria o tamanho do movimento de alta ou de baixa, mas se soubermos o tamanho do movimento sabemos que o menor tamanho do movimento seria o movimento de3 e ao terminar este movimento já ficaríamos preparados para saída do ativo ou a permanência nele e se tivermos fora a entrada, assim temos mais segurança na operação e na colocação dos stops.
O movimento 3, de 5 ou de 8 não existe uma seqüência, o mercado pode fazer um movimento de 3 e de depois outro de 3, ou um movimento de 5 depois outro de 3, e ate fazer um de oito se o mercado estiver muito agressivo o que tem que se entender, que o menor seria o movimento de três que esta contido nos outros dois tamanhos de movimento e ver a seqüência do mercado.
A teoria de Dow Jones conhecida como teoria de topos e fundos nos ajuda também a identificar os movimentos, portanto em uma tendência de alta temos topos e fundos ascendentes e numa tendência de baixa temos topos e fundos descendentes, podemos assim ao localizar a magia dos movimentos encontrarem facilmente seus alvos.
Nos movimentos temos valores diferentes para os diferentes tempos gráficos, mas todos fazem parte de uma mesma seqüência, no intraday temos um tamanho de movimento e no diário teremos outro tamanho de movimento, onde daremos alguns exemplos.
A falha do set up existe? Sim existe, mas também temos como prever dentro do movimento onde seria a falha. A falha ficaria em 70% do tamanho do movimento, portanto ao identificarmos um movimento sabemos que o menor tamanho seria o tamanho 3 com falha em 70%.
Neste ponto entra as ondas de Elliot, ao saber que a quinta onda é a onda temos uma maior probabilidade de falha neste ponto esperaremos também um movimento falho em 70%.
Outra ferramenta importante para identificar o movimento é o estudo de candlestick, pois ao encontrarmos uma candle de reversão podemos esperar um movimento pré determinado.
A expansão dos movimentos também existe onde ele pode ultrapassar em 30% o seu tamanho, mas quando um movimento ultrapassa seu tamanho costuma voltar par pedir bênção para o movimento original, exemplo se temos um movimento de tamanho 3 de R$1,00 existe a possibilidade de falha em 0,70 centavos e sua expansão em R$1,30.
Em um exemplo pratico vamos pegar um ativo que muitos conhecem a empresa Vale do Rio Doce, onde seu símbolo na Bovespa seria vale5.
No intraday temos a vale 5 em um gráfico de 15 minutos como seus movimentos do tamanho 3 em 0,21 centavos de real, o movimento de 5 em 0,40 centavos e o movimento de 8 a soma dos dois que seria 0,61 centavos de real, tendo a falha em 70% do seu tamanho e sua expansão em 30%, este movimento você encontra sempre neste ativo, se procurar encontrara este valores ano passado, na crise, no pós crise, na tendência de alta ou de baixa, quando um movimento começa podemos esperar o tamanho dele. No mini índice temos como em todos os ativos também temos os movimentos pré determinados, movimento menor determinado de movimento de 3 no gráfico intraday de 5 minutos seria, de 400 pontos, o movimento de 5 o tamanho de 600 pontos e o movimento macro de 8 em 1.000 pontos, também com sua falha em 70% deste tamanho e sua extensão em 30% .
A clareza dos movimentos após identificados fará com o operador entre em uma operação com muito mais segurança e lucratividade. A saída de um movimento de consolidação também fica mais rápida e pratica o lado que romper sabemos o tamanho do movimento e temos um stop curto e mais barato, também temos a oportunidade de compra em um fundo ou a venda de um topo, fica tudo mais fácil a operação.
A Magia dos movimentos, porque magia, porque os movimentos serão sempre pré- determinados e do mesmo tamanho, e após identificá-los vamos sempre encontrá-los e lucrar com eles.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
sábado, 11 de junho de 2011
Café recua na ICE ao refletir negativismo de cenário externo
Café recua na ICE ao refletir negativismo de cenário externo
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um dia caracterizado pela predominância de vendas especulativas e de fundos. As vendas foram mais agudas ao longo do final da manhã e do começo da tarde, sendo que, antes do encerramento do dia, algumas recompras puderam ser observadas, o que diminuiu sensivelmente o impacto das perdas. Apesar da retração em praticamente toda a sessão, a posição julho conseguiu preservar, até com certa tranqüilidade, o nível psicológico de 260,00 centavos por libra.
O cenário externo, efetivamente, influenciou no comportamento negativo das cotações de café no dia. Com notícias negativas sobre a Europa, com relatórios econômicos desfavoráveis por parte da China, o que se viu foi um novo aumento de pressão sobre as commodities em geral, principalmente com a retomada da força do dólar em relação a uma cesta de importante moedas internacionais. Com isso, o índice CRB, que é um importante referencial, voltou a registrar perdas, de quase 0,90%, o que foi um dado negativo a mais para o café.
Fundamentalmente, o mercado tem o foco na questão climática. O Brasil tem um junho relativamente frio nas regiões cafeeiras do centro-sul, entretanto, até o momento, nenhum alerta sobre ocorrência de geadas foi verificado. As chuvas, por sua vez, também foram observadas, o que pode atrapalhar ligeiramente a colheita. Entretanto, tais fatores não trouxeram problemas maiores e, com isso, o viés climático, por hora, continua apenas no campo das análises, não influenciando diretamente os preços.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 185 pontos com 264,95 centavos, sendo a máxima em 268,80 e a mínima em 261,55 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 150 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 271,85 e a mínima em 264,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 1 dólar, com 2.462 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 2 dólares, com 2.509 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, a abertura da sessão desta sexta-feira chegou a se dar em campo positivo e, inclusive, ampliou os ganhos com algumas compras especulativas. No entanto, seguindo o sentimento negativo dos mercados, as baixas passaram a ser processadas, com a posição julho chegando a registrar perdas de 525 pontos, sendo que as baixas foram sensivelmente amenizadas na parte final do dia e no after-hours. "Recuamos mais por influência do cenário externo. As commodities, em sua maioria, recuaram, o dólar em alta refletiu negativamente nas cotações e também tivemos mais um dia de baixas para as bolsas de valores", disse um trader. Ele lembrou que o mercado refletiu a crescente desconfiança sobre a economia da Grécia, que pode aumentar as incertezas econômicas de todo bloco europeu e também os dados comerciais mostrando redução no superávit comercial da China. Apesar de as fortes importações indicarem que a demanda do país segue forte, o mercado preferiu efetuar uma análise acerca da queda nas exportações como sinal de menor demanda global.
"Correm bem os trabalhos de colheita da nova safra brasileira. Os grãos estão igualados nas árvores e as primeiras amostras que chegam a nossas mãos apresentam muito boa qualidade. Se no decorrer da colheita for confirmada a boa qualidade dos grãos, deveremos ter um volume menor de quebra no preparo dos lotes para exportação, sobrando menos café para o consumo interno", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal.
As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 9, somaram 400.519 sacas, contra 513.800 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 961 sacas indo para 1.672.890 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.761 lotes, com as opções tendo 7.442 calls e 3.382 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,80, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,75, 271,00, 271,50, 272,00 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 261,55-261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50 e 257,00 centavos por libra
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um dia caracterizado pela predominância de vendas especulativas e de fundos. As vendas foram mais agudas ao longo do final da manhã e do começo da tarde, sendo que, antes do encerramento do dia, algumas recompras puderam ser observadas, o que diminuiu sensivelmente o impacto das perdas. Apesar da retração em praticamente toda a sessão, a posição julho conseguiu preservar, até com certa tranqüilidade, o nível psicológico de 260,00 centavos por libra.
O cenário externo, efetivamente, influenciou no comportamento negativo das cotações de café no dia. Com notícias negativas sobre a Europa, com relatórios econômicos desfavoráveis por parte da China, o que se viu foi um novo aumento de pressão sobre as commodities em geral, principalmente com a retomada da força do dólar em relação a uma cesta de importante moedas internacionais. Com isso, o índice CRB, que é um importante referencial, voltou a registrar perdas, de quase 0,90%, o que foi um dado negativo a mais para o café.
Fundamentalmente, o mercado tem o foco na questão climática. O Brasil tem um junho relativamente frio nas regiões cafeeiras do centro-sul, entretanto, até o momento, nenhum alerta sobre ocorrência de geadas foi verificado. As chuvas, por sua vez, também foram observadas, o que pode atrapalhar ligeiramente a colheita. Entretanto, tais fatores não trouxeram problemas maiores e, com isso, o viés climático, por hora, continua apenas no campo das análises, não influenciando diretamente os preços.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 185 pontos com 264,95 centavos, sendo a máxima em 268,80 e a mínima em 261,55 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 150 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 271,85 e a mínima em 264,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 1 dólar, com 2.462 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 2 dólares, com 2.509 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, a abertura da sessão desta sexta-feira chegou a se dar em campo positivo e, inclusive, ampliou os ganhos com algumas compras especulativas. No entanto, seguindo o sentimento negativo dos mercados, as baixas passaram a ser processadas, com a posição julho chegando a registrar perdas de 525 pontos, sendo que as baixas foram sensivelmente amenizadas na parte final do dia e no after-hours. "Recuamos mais por influência do cenário externo. As commodities, em sua maioria, recuaram, o dólar em alta refletiu negativamente nas cotações e também tivemos mais um dia de baixas para as bolsas de valores", disse um trader. Ele lembrou que o mercado refletiu a crescente desconfiança sobre a economia da Grécia, que pode aumentar as incertezas econômicas de todo bloco europeu e também os dados comerciais mostrando redução no superávit comercial da China. Apesar de as fortes importações indicarem que a demanda do país segue forte, o mercado preferiu efetuar uma análise acerca da queda nas exportações como sinal de menor demanda global.
"Correm bem os trabalhos de colheita da nova safra brasileira. Os grãos estão igualados nas árvores e as primeiras amostras que chegam a nossas mãos apresentam muito boa qualidade. Se no decorrer da colheita for confirmada a boa qualidade dos grãos, deveremos ter um volume menor de quebra no preparo dos lotes para exportação, sobrando menos café para o consumo interno", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal.
As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 9, somaram 400.519 sacas, contra 513.800 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 961 sacas indo para 1.672.890 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.761 lotes, com as opções tendo 7.442 calls e 3.382 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,80, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,75, 271,00, 271,50, 272,00 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 261,55-261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50 e 257,00 centavos por libra
CFTC: fundos diminuíram suas posições compradas na ICE
CFTC: fundos diminuíram suas posições compradas na ICE
Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos diminuíram suas posições compradas em 3.126 lotes no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto tiveram uma leve alta em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 15.584 posições líquidas long ( 28.083 posições long — compradas — e 12.499 posições short — vendidas) no último dia 07 de junho. No relatório anterior, referente a 31 de maio, eles tinham em mãos 18.710 posições líquidas long (29.468 posições long compradas e 10.758 posições short vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 07, um saldo de 16.418 posições líquidas short (63.399 posições compradas e 79.817 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 20.434 posições líquidas short (60.410 posições compradas e 80.844 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 834 posições líquidas compradas, sendo 7.509 compradas e 6.675 vendidas. No relatório referente a 31 de maio, por sua vez, eles apresentavam 1.724 posições líquidas compradas, sendo 8.424 compradas e 6.700 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 112.646 lotes no dia 07 de junho, ao passo que na semana anterior elas somaram 112.192 lotes
Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos diminuíram suas posições compradas em 3.126 lotes no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto tiveram uma leve alta em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 15.584 posições líquidas long ( 28.083 posições long — compradas — e 12.499 posições short — vendidas) no último dia 07 de junho. No relatório anterior, referente a 31 de maio, eles tinham em mãos 18.710 posições líquidas long (29.468 posições long compradas e 10.758 posições short vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 07, um saldo de 16.418 posições líquidas short (63.399 posições compradas e 79.817 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 20.434 posições líquidas short (60.410 posições compradas e 80.844 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 834 posições líquidas compradas, sendo 7.509 compradas e 6.675 vendidas. No relatório referente a 31 de maio, por sua vez, eles apresentavam 1.724 posições líquidas compradas, sendo 8.424 compradas e 6.700 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 112.646 lotes no dia 07 de junho, ao passo que na semana anterior elas somaram 112.192 lotes
UM GOVERNO QUE ATRAPALHA
UM GOVERNO QUE ATRAPALHA
O mercado de açúcar encerrou a semana com variação positiva em todos os meses de vencimento. O julho, cujas opções expiram na semana que vem, encerrou a 25,64 centavos de dólar por libra-peso com valorização de 169 pontos em relação à sexta-feira anterior ou 37 dólares por tonelada. Outubro também apresentou ganhos acima de 20 dólares por tonelada na semana. Os demais meses em aberto fecharam em alta de 2 a 13 dólares por tonelada.
Os fundamentos do açúcar se sobressaem e aqueles que ainda tinham contratos de venda para fixar começaram a fazê-lo aproveitando a onda de melhores preços alimentada pela previsão de safra cada vez menor no Centro-Sul (consenso em torno de 540 milhões de toneladas). A menos que algum cisne negro voe por sobre o açúcar, é muito difícil vislumbrar uma queda no mercado internacional que empurre os preços para os 20 centavos de dólar por libra-peso. O cisne, no entanto, pode estar sobrevoando Brasília nesse momento antevendo a caixinha de maldades que a Agência Nacional do Petróleo pode estar reservando ao setor com possíveis medidas restritivas a serem anunciadas até o final de julho.
Existe certa apreensão nas medidas que a agência governamental, que agora regula também o etanol, pode soltar para regulamentar o setor. O ministro das Minas e Energia volta a falar em taxar a exportação de açúcar. Qualquer medida restritiva ou intervencionista vai afastar os investidores estrangeiros que consideravam entrar no setor, mas temem mudanças de regra no meio do jogo. Democracia séria pressupõe respeito às leis e contratos. O governo vai endurecer sua relação com os usineiros. É preciso contra-atacar e fazer a mídia e o consumidor entenderem a verdadeira situação do etanol.
A semana iniciou com o III Ethanol Summit, em São Paulo, evento realizado a cada dois anos pela União da Indústria de Cana-de-açúcar – UNICA, comandado pelo seu competente presidente Marcos Jank, que vai se firmando como o melhor evento do setor sucro-alcooleiro em nível mundial. Imperdível. Nada se compara à agenda bem elaborada, ao peso dos palestrantes e aos tópicos discutidos durante os dois dias, abrilhantados pelas incursões inteligentes do tarimbado jornalista William Waack, âncora do evento.
Com exceção da tosca participação de membros do governo federal e das agências governamentais, com suas mesmices e discursos paleolíticos, o evento foi um sucesso retumbante, trazendo ideias de alto nível em vários campos como o futuro do petróleo, o papel dos biocombustíveis, os novos ciclos de investimentos para a cana no Brasil, o futuro do setor sucro-energético (com extraordinário debate entre os principais CEO’s do setor), e tantos outros painéis que elevaram a qualidade das discussões e fazem do Ethanol Summit uma grife valiosa que a UNICA deve se esforçar para preservar e - por que não - incorporar ao nome também o Açúcar, criando o Sugar & Ethanol Summit para 2013?
Um desses conhecidos burocratas de Brasília (são tantos), que se pudesse reduziria a zero a mistura de anidro na gasolina numa penada, apresentou-se com a empáfia habitual desses funcionários públicos que imaginam que nós é que trabalhamos para ele e não o contrário, desfilando suas ladainhas em power-point com o velho discurso de que o preço administrado da gasolina não interfere em nada no setor.
Imagine só: desde setembro de 2005, o governo não altera o preço da gasolina. Esse artificialismo travestido de politica fiscal ou preço político, chame-o como quiser, em verdade limitou investimentos no setor sucro-alcooleiro num momento em que, fossem livres os preços dos combustíveis, teriam fomentado um extraordinário crescimento do setor desde então, elevando o nível de produção de cana que hoje atenderia à demanda.
A presidente do Brasil, com dedo em riste, arvora-se em chamar a atenção do setor como se esse fosse o culpado dos males. Seu apreço pelo setor é tamanho que cancelou sua ida ao evento para atender em Brasília a visita do bufo presidente da Venezuela. Como disse um executivo do setor: “sonho que um dia tenhamos um evento desse porte, sem ter que convidar essa trupe de políticos e burocratas que pouco ou nada trazem de contribuição efetiva ao setor”. Verdade.
A curva de correlação entre o açúcar em NY e o etanol anidro (ESALQ), elaborada pela Archer Consulting, teve seu ponto ótimo no período de fevereiro/2010 até fevereiro/2011 quando o índice de aderência atingiu 0,9506. Próximo do mesmo período, o hidratado alcançou 0,918. Nos últimos 150 dias, no entanto, os dois descolaram completamente indo para 0,08-0,15. Por outro lado, a correlação de NY com açúcar no mercado interno ficou em 0,9193.
Reserve na sua agenda: o XVI Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas ocorrerá em setembro, dias 27, 28 e 29.
No Fundo Fictício da Archer Consulting, tivemos que ajustar nossa posição comprando 250 lotes com vencimento março/2012 a 23,84 centavos de dólar por libra-peso. Fechamos a semana com o delta negativo em 57 lotes e perdemos US$ 321,661.33 em função de aumento na volatilidade e direcional. Nosso portfolio está em US$ 7,168,584.17 de lucro nos 890 dias de vida, com retorno anual médio de 136,78%.
Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa
O mercado de açúcar encerrou a semana com variação positiva em todos os meses de vencimento. O julho, cujas opções expiram na semana que vem, encerrou a 25,64 centavos de dólar por libra-peso com valorização de 169 pontos em relação à sexta-feira anterior ou 37 dólares por tonelada. Outubro também apresentou ganhos acima de 20 dólares por tonelada na semana. Os demais meses em aberto fecharam em alta de 2 a 13 dólares por tonelada.
Os fundamentos do açúcar se sobressaem e aqueles que ainda tinham contratos de venda para fixar começaram a fazê-lo aproveitando a onda de melhores preços alimentada pela previsão de safra cada vez menor no Centro-Sul (consenso em torno de 540 milhões de toneladas). A menos que algum cisne negro voe por sobre o açúcar, é muito difícil vislumbrar uma queda no mercado internacional que empurre os preços para os 20 centavos de dólar por libra-peso. O cisne, no entanto, pode estar sobrevoando Brasília nesse momento antevendo a caixinha de maldades que a Agência Nacional do Petróleo pode estar reservando ao setor com possíveis medidas restritivas a serem anunciadas até o final de julho.
Existe certa apreensão nas medidas que a agência governamental, que agora regula também o etanol, pode soltar para regulamentar o setor. O ministro das Minas e Energia volta a falar em taxar a exportação de açúcar. Qualquer medida restritiva ou intervencionista vai afastar os investidores estrangeiros que consideravam entrar no setor, mas temem mudanças de regra no meio do jogo. Democracia séria pressupõe respeito às leis e contratos. O governo vai endurecer sua relação com os usineiros. É preciso contra-atacar e fazer a mídia e o consumidor entenderem a verdadeira situação do etanol.
A semana iniciou com o III Ethanol Summit, em São Paulo, evento realizado a cada dois anos pela União da Indústria de Cana-de-açúcar – UNICA, comandado pelo seu competente presidente Marcos Jank, que vai se firmando como o melhor evento do setor sucro-alcooleiro em nível mundial. Imperdível. Nada se compara à agenda bem elaborada, ao peso dos palestrantes e aos tópicos discutidos durante os dois dias, abrilhantados pelas incursões inteligentes do tarimbado jornalista William Waack, âncora do evento.
Com exceção da tosca participação de membros do governo federal e das agências governamentais, com suas mesmices e discursos paleolíticos, o evento foi um sucesso retumbante, trazendo ideias de alto nível em vários campos como o futuro do petróleo, o papel dos biocombustíveis, os novos ciclos de investimentos para a cana no Brasil, o futuro do setor sucro-energético (com extraordinário debate entre os principais CEO’s do setor), e tantos outros painéis que elevaram a qualidade das discussões e fazem do Ethanol Summit uma grife valiosa que a UNICA deve se esforçar para preservar e - por que não - incorporar ao nome também o Açúcar, criando o Sugar & Ethanol Summit para 2013?
Um desses conhecidos burocratas de Brasília (são tantos), que se pudesse reduziria a zero a mistura de anidro na gasolina numa penada, apresentou-se com a empáfia habitual desses funcionários públicos que imaginam que nós é que trabalhamos para ele e não o contrário, desfilando suas ladainhas em power-point com o velho discurso de que o preço administrado da gasolina não interfere em nada no setor.
Imagine só: desde setembro de 2005, o governo não altera o preço da gasolina. Esse artificialismo travestido de politica fiscal ou preço político, chame-o como quiser, em verdade limitou investimentos no setor sucro-alcooleiro num momento em que, fossem livres os preços dos combustíveis, teriam fomentado um extraordinário crescimento do setor desde então, elevando o nível de produção de cana que hoje atenderia à demanda.
A presidente do Brasil, com dedo em riste, arvora-se em chamar a atenção do setor como se esse fosse o culpado dos males. Seu apreço pelo setor é tamanho que cancelou sua ida ao evento para atender em Brasília a visita do bufo presidente da Venezuela. Como disse um executivo do setor: “sonho que um dia tenhamos um evento desse porte, sem ter que convidar essa trupe de políticos e burocratas que pouco ou nada trazem de contribuição efetiva ao setor”. Verdade.
A curva de correlação entre o açúcar em NY e o etanol anidro (ESALQ), elaborada pela Archer Consulting, teve seu ponto ótimo no período de fevereiro/2010 até fevereiro/2011 quando o índice de aderência atingiu 0,9506. Próximo do mesmo período, o hidratado alcançou 0,918. Nos últimos 150 dias, no entanto, os dois descolaram completamente indo para 0,08-0,15. Por outro lado, a correlação de NY com açúcar no mercado interno ficou em 0,9193.
Reserve na sua agenda: o XVI Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas ocorrerá em setembro, dias 27, 28 e 29.
No Fundo Fictício da Archer Consulting, tivemos que ajustar nossa posição comprando 250 lotes com vencimento março/2012 a 23,84 centavos de dólar por libra-peso. Fechamos a semana com o delta negativo em 57 lotes e perdemos US$ 321,661.33 em função de aumento na volatilidade e direcional. Nosso portfolio está em US$ 7,168,584.17 de lucro nos 890 dias de vida, com retorno anual médio de 136,78%.
Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Desafios do Brasil para os próximos 30 anos
Desafios do Brasil para os próximos 30 anos
Investidores britânicos falharam ao não perceber a transformação da América do Sul
É um truísmo nas relações entre Brasil e Reino Unido o fato de a maior economia da América Latina e a primeira letra dos Brics raramente aparecer nos radares de Londres até cinco anos atrás. Os historiadores gostam de culpar o imperialismo britânico do passado e usam o seguinte argumento: o Brasil sempre foi parte da esfera de influência de outro país, e, portanto, Oriente Médio, África e mesmo a China pareciam oportunidades bem mais próximas para negócios.
"Explicações", baseadas no contexto do século XIX, são condescendentes em relação ao Brasil e muito suaves sobre o Reino Unido. Investidores britânicos dormiram no ponto e falharam ao não perceber a transformação da América do Sul nas últimas décadas. Agora estamos fazendo o máximo possível para recuperar o tempo perdido.
Minha visita ao Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e São Paulo neste mês será seguida pela de outras autoridades britânicas em breve. Na semana passada, uma delegação brasileira do setor de construção foi recebida em minha residência oficial, Mansion House. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores britânico, apesar dos cortes de gastos, anunciou que expandirá sua presença no Brasil e aumentará a capacidade de nosso consulado em Recife.
Como embaixador do setor financeiro em Londres, estou determinado a encontrar áreas de cooperação, não apenas para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas também projetos de infraestrutura e Parcerias Público-Privadas (PPPs), na listagem de empresas britânicas no mercado de ações brasileiro e em outras oportunidades de trabalho conjunto.
Alguns pontos positivos merecem destaque: um novo memorando de entendimento para levar adiante o projeto do embaixador britânico, Alan Charlton, de ampliar PPPs em Minas Gerais, o grande interesse em tecnologia britânica capaz de injetar gás em motores a diesel, permitindo que caminhões reduzam emissões de carbono em 18% e sinais de que os planejadores da Olimpíada no Rio de Janeiro estão dispostos a enfrentar o problema da dispersão dos locais onde haverá jogos e eventos.
Uma ideia apresentada - que eu, como engenheiro, considero muito elegante - é de utilizar tecnologia de indução energética com carregadores subterrâneos para sistemas de ônibus elétricos sem fio, acabando com a necessidade de sistemas de ligação direta e permitindo que os ônibus sejam recarregados enquanto se locomovem.
Porém, ainda há problemas, como, por exemplo, a notícia sobre a reação do mercado de seguros sobre a introdução das resoluções 224 e 225. Essa decisão, sem qualquer aviso prévio, consulta ou análise completa de seu impacto foi um choque e, ao conversar pessoalmente com representantes do setor, em sua maioria no Rio, ficou claro para mim que muitos temem uma nova era de regulação instável. Essa é uma notícia grave, já que seguros e resseguros são fundamentais para a infraestrutura financeira e grandes empresas internacionais do setor estão confusas com a mudança repentina. Sinais dos mais altos escalões, de que esse tipo de ação brusca e sem consulta não se torne comum seriam muito bem recebidos pelo mercado global de resseguros.
Contudo, estou certo de que o Brasil superará esses momentos acidentados, visto que há boa vontade, por parte de todos, de abrir o Brasil para a economia global de forma plena e assegurar um futuro sustentável. O Brasil está em uma corrida global por empregos e espero que haja desejo de explorar todas as oportunidades, com Londres e em outros locais.
Apesar de esta viagem ser de aprendizado, acredito que acabar com problemas tópicos como o descrito acima é o desafio chave do Brasil. Na China, costuma-se dizer "devo enriquecer antes de envelhecer". Isso no Brasil, poderia ser "invista em seus anos dourados para que todos os nossos netos possam ter emprego qualificado se trabalharem para eles".
Afinal, o Brasil passa por um período de prosperidade com altas receitas geradas pela exportação de minerais e outros produtos, receita de petróleo, com perspectivas de aumento desta receita e uma influência crescente no cenário internacional. Tropeços serão possíveis até que uma economia doméstica competitiva seja estabelecida de maneira formal e sob taxação justa, com boa infraestrutura e vasto alcance social.
O país tem uma enorme quantidade de recursos naturais, mas tem também uma série de problemas relacionados a emprego, capacitação, infraestrutura e educação. O Brasil encontra-se no 127º lugar no Índice de Países mais Propícios para Negócios. O abismo entre ricos e pobres continua um desafio.
Enquanto o mundo estiver ávido por produtos brasileiros, o dinheiro fluirá, parte dele hot money. A questão real não é se recursos altamente capitalizados ou empreendimentos agrícolas possam aproveitar o desejo mundial por matéria-prima: Isso é certo. A verdadeira questão é se o Brasil conseguirá transformar esta era de prosperidade em uma economia moderna e competitiva em todas as frentes, com 100 mil novas pequenas empresas, um setor de exportação ágil e em crescimento, educação superior com cérebros competitivos no mercado global, um forte setor educacional, infraestrutura de primeiro mundo, pouca burocracia, e claro, uma classe média que seja mais do que uma classe trabalhadora com poucos recursos e tenha dinheiro suficiente para economizar e possibilitar investimentos futuros.
Sem essas mudanças, o Brasil em 2040 pode estar na direção errada: com grande fluxo de capital, advindo do petróleo, mas sem emprego para a sociedade em geral. O caminho ainda não está traçado e não há razão para que o Brasil deixe de vencer o desafio. Como pude ver durante a semana, seus líderes, como o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reconhecem os desafios e acreditam que parte da resposta seja de que um Brasil, em crescimento sustentado e estável, desempenhe um papel cada vez mais ativo no resto do mundo, em todas as esferas. Londres, o centro financeiro mais globalizado do mundo, está preparado para dar suporte.
Lord Mayor Michael Bear é prefeito do centro financeiro de Londres (City of London).
Investidores britânicos falharam ao não perceber a transformação da América do Sul
É um truísmo nas relações entre Brasil e Reino Unido o fato de a maior economia da América Latina e a primeira letra dos Brics raramente aparecer nos radares de Londres até cinco anos atrás. Os historiadores gostam de culpar o imperialismo britânico do passado e usam o seguinte argumento: o Brasil sempre foi parte da esfera de influência de outro país, e, portanto, Oriente Médio, África e mesmo a China pareciam oportunidades bem mais próximas para negócios.
"Explicações", baseadas no contexto do século XIX, são condescendentes em relação ao Brasil e muito suaves sobre o Reino Unido. Investidores britânicos dormiram no ponto e falharam ao não perceber a transformação da América do Sul nas últimas décadas. Agora estamos fazendo o máximo possível para recuperar o tempo perdido.
Minha visita ao Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e São Paulo neste mês será seguida pela de outras autoridades britânicas em breve. Na semana passada, uma delegação brasileira do setor de construção foi recebida em minha residência oficial, Mansion House. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores britânico, apesar dos cortes de gastos, anunciou que expandirá sua presença no Brasil e aumentará a capacidade de nosso consulado em Recife.
Como embaixador do setor financeiro em Londres, estou determinado a encontrar áreas de cooperação, não apenas para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas também projetos de infraestrutura e Parcerias Público-Privadas (PPPs), na listagem de empresas britânicas no mercado de ações brasileiro e em outras oportunidades de trabalho conjunto.
Alguns pontos positivos merecem destaque: um novo memorando de entendimento para levar adiante o projeto do embaixador britânico, Alan Charlton, de ampliar PPPs em Minas Gerais, o grande interesse em tecnologia britânica capaz de injetar gás em motores a diesel, permitindo que caminhões reduzam emissões de carbono em 18% e sinais de que os planejadores da Olimpíada no Rio de Janeiro estão dispostos a enfrentar o problema da dispersão dos locais onde haverá jogos e eventos.
Uma ideia apresentada - que eu, como engenheiro, considero muito elegante - é de utilizar tecnologia de indução energética com carregadores subterrâneos para sistemas de ônibus elétricos sem fio, acabando com a necessidade de sistemas de ligação direta e permitindo que os ônibus sejam recarregados enquanto se locomovem.
Porém, ainda há problemas, como, por exemplo, a notícia sobre a reação do mercado de seguros sobre a introdução das resoluções 224 e 225. Essa decisão, sem qualquer aviso prévio, consulta ou análise completa de seu impacto foi um choque e, ao conversar pessoalmente com representantes do setor, em sua maioria no Rio, ficou claro para mim que muitos temem uma nova era de regulação instável. Essa é uma notícia grave, já que seguros e resseguros são fundamentais para a infraestrutura financeira e grandes empresas internacionais do setor estão confusas com a mudança repentina. Sinais dos mais altos escalões, de que esse tipo de ação brusca e sem consulta não se torne comum seriam muito bem recebidos pelo mercado global de resseguros.
Contudo, estou certo de que o Brasil superará esses momentos acidentados, visto que há boa vontade, por parte de todos, de abrir o Brasil para a economia global de forma plena e assegurar um futuro sustentável. O Brasil está em uma corrida global por empregos e espero que haja desejo de explorar todas as oportunidades, com Londres e em outros locais.
Apesar de esta viagem ser de aprendizado, acredito que acabar com problemas tópicos como o descrito acima é o desafio chave do Brasil. Na China, costuma-se dizer "devo enriquecer antes de envelhecer". Isso no Brasil, poderia ser "invista em seus anos dourados para que todos os nossos netos possam ter emprego qualificado se trabalharem para eles".
Afinal, o Brasil passa por um período de prosperidade com altas receitas geradas pela exportação de minerais e outros produtos, receita de petróleo, com perspectivas de aumento desta receita e uma influência crescente no cenário internacional. Tropeços serão possíveis até que uma economia doméstica competitiva seja estabelecida de maneira formal e sob taxação justa, com boa infraestrutura e vasto alcance social.
O país tem uma enorme quantidade de recursos naturais, mas tem também uma série de problemas relacionados a emprego, capacitação, infraestrutura e educação. O Brasil encontra-se no 127º lugar no Índice de Países mais Propícios para Negócios. O abismo entre ricos e pobres continua um desafio.
Enquanto o mundo estiver ávido por produtos brasileiros, o dinheiro fluirá, parte dele hot money. A questão real não é se recursos altamente capitalizados ou empreendimentos agrícolas possam aproveitar o desejo mundial por matéria-prima: Isso é certo. A verdadeira questão é se o Brasil conseguirá transformar esta era de prosperidade em uma economia moderna e competitiva em todas as frentes, com 100 mil novas pequenas empresas, um setor de exportação ágil e em crescimento, educação superior com cérebros competitivos no mercado global, um forte setor educacional, infraestrutura de primeiro mundo, pouca burocracia, e claro, uma classe média que seja mais do que uma classe trabalhadora com poucos recursos e tenha dinheiro suficiente para economizar e possibilitar investimentos futuros.
Sem essas mudanças, o Brasil em 2040 pode estar na direção errada: com grande fluxo de capital, advindo do petróleo, mas sem emprego para a sociedade em geral. O caminho ainda não está traçado e não há razão para que o Brasil deixe de vencer o desafio. Como pude ver durante a semana, seus líderes, como o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reconhecem os desafios e acreditam que parte da resposta seja de que um Brasil, em crescimento sustentado e estável, desempenhe um papel cada vez mais ativo no resto do mundo, em todas as esferas. Londres, o centro financeiro mais globalizado do mundo, está preparado para dar suporte.
Lord Mayor Michael Bear é prefeito do centro financeiro de Londres (City of London).
Governo pede a bancos oficiais corte de crédito para usina só de açúcar -
Governo pede a bancos oficiais corte de crédito para usina só de açúcar
Abastecimento: Ação faz parte de um pacote de medidas para estimular a oferta de etanol e estabilizar seus preços
O governo vai endurecer as relações com os usineiros. A ideia é implantar medidas para estimular o mercado de etanol em detrimento da produção de açúcar, para garantir o abastecimento do combustível nas bombas.Uma das ações mais severas a ser adotada está ligada ao financiamento bancário oferecido a usinas produtoras de açúcar. A decisão é que bancos públicos federais, como BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste (BNB), ofereçam condições menos vantajosas para financiar a produção de açúcar, limitando os recursos a esses usineiros. "Estamos instruindo os bancos oficiais a reduzir o empréstimo de dinheiro para as usinas que produzam só açúcar", disse ao Valor o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Parte da decisão já está em curso. O governo criou uma linha de crédito de R$ 1 milhão por beneficiário para produtores independentes de cana-de-açúcar por quatro safras. Em breve, também anunciará uma linha do BNDES para financiar destilarias de etanol.
Um grupo interministerial já foi formado para analisar e conduzir as ações. O time envolve os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Agricultura, Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ciência e Tecnologia. Esse grupo tem realizado reuniões frequentes com distribuidores para discutir o assunto.
Lobão afirmou que o governo considera taxar as exportações de açúcar para garantir o fornecimento de etanol. "Nós vamos, se for necessário, instituir o imposto sobre a exportação de açúcar", comentou. "Com o preço elevado no exterior, todos priorizam a produção do açúcar em vez do etanol. Precisamos ter a garantia da oferta e agiremos para isso."
As medidas de proteção à produção do etanol também envolvem a Petrobras Biocombustíveis. "Nós já instruímos a Petrobras a elevar a sua produção, que hoje é de 5%, para até 12% do mercado nacional. Não estamos brincando em serviço", afirmou.
Em abril, conforme adiantou o Valor, o governo passou a responsabilidade do controle e fiscalização da cadeia produtiva do etanol para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a decisão, o produto passou a ser tratado como combustível estratégico, e não mais como um mero derivado da produção agrícola. Até o fim de julho, a ANP deve publicar a regulação do setor de etanol.
O principal ponto a ser divulgado será a resolução sobre os contratos de etanol anidro (que é misturado à gasolina) entre distribuidoras e as usinas. A intenção é que as duas partes estabeleçam contratos de longo prazo que, para a agência, se referem a um ano de duração, para garantir o abastecimento do anidro na entressafra sucroalcooleira, que tem seu pico entre fevereiro e abril.
A demanda brasileira por etanol vai subir 161% entre 2011 e 2020, período em que a procura pelo combustível aumentará de 28 bilhões de litros para 73 bilhões de litros, prevê a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os dados constam do Plano Decenal de Expansão da Energia 2020. A procura pelo combustível vai ser estimulada pelo aumento da frota de veículos, que saltará de 29,7 milhões em 2011 para 50,3 milhões em 2020.
Os automóveis flex, que funcionam com etanol e gasolina, já são 49% da frota de carros leves, mas saltará para 78% até 2020. Com isso, a demanda por etanol hidratado para abastecimento de veículos leves vai subir de 10,9 bilhões de litros este ano para 39,1 bilhões de litros em 2020, enquanto o consumo de etanol anidro - que é misturado à gasolina - vai cair de 8,2 bilhões de litros para 7,2 bilhões de litros no mesmo período.
Esta semana, ao comentar a oferta de etanol na próxima entressafra, que começa em dezembro e se estende até abril de 2012, o ministro Edison Lobão afirmou que o governo está prevendo "alguma dificuldade para o próximo ano". Segundo Lobão, a União não pretende reduzir a mistura de etanol na gasolina, atualmente em 25%, mas o ministro admitiu que, se for preciso, a medida poderá ser tomada.
Abastecimento: Ação faz parte de um pacote de medidas para estimular a oferta de etanol e estabilizar seus preços
O governo vai endurecer as relações com os usineiros. A ideia é implantar medidas para estimular o mercado de etanol em detrimento da produção de açúcar, para garantir o abastecimento do combustível nas bombas.Uma das ações mais severas a ser adotada está ligada ao financiamento bancário oferecido a usinas produtoras de açúcar. A decisão é que bancos públicos federais, como BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste (BNB), ofereçam condições menos vantajosas para financiar a produção de açúcar, limitando os recursos a esses usineiros. "Estamos instruindo os bancos oficiais a reduzir o empréstimo de dinheiro para as usinas que produzam só açúcar", disse ao Valor o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Parte da decisão já está em curso. O governo criou uma linha de crédito de R$ 1 milhão por beneficiário para produtores independentes de cana-de-açúcar por quatro safras. Em breve, também anunciará uma linha do BNDES para financiar destilarias de etanol.
Um grupo interministerial já foi formado para analisar e conduzir as ações. O time envolve os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Agricultura, Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ciência e Tecnologia. Esse grupo tem realizado reuniões frequentes com distribuidores para discutir o assunto.
Lobão afirmou que o governo considera taxar as exportações de açúcar para garantir o fornecimento de etanol. "Nós vamos, se for necessário, instituir o imposto sobre a exportação de açúcar", comentou. "Com o preço elevado no exterior, todos priorizam a produção do açúcar em vez do etanol. Precisamos ter a garantia da oferta e agiremos para isso."
As medidas de proteção à produção do etanol também envolvem a Petrobras Biocombustíveis. "Nós já instruímos a Petrobras a elevar a sua produção, que hoje é de 5%, para até 12% do mercado nacional. Não estamos brincando em serviço", afirmou.
Em abril, conforme adiantou o Valor, o governo passou a responsabilidade do controle e fiscalização da cadeia produtiva do etanol para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a decisão, o produto passou a ser tratado como combustível estratégico, e não mais como um mero derivado da produção agrícola. Até o fim de julho, a ANP deve publicar a regulação do setor de etanol.
O principal ponto a ser divulgado será a resolução sobre os contratos de etanol anidro (que é misturado à gasolina) entre distribuidoras e as usinas. A intenção é que as duas partes estabeleçam contratos de longo prazo que, para a agência, se referem a um ano de duração, para garantir o abastecimento do anidro na entressafra sucroalcooleira, que tem seu pico entre fevereiro e abril.
A demanda brasileira por etanol vai subir 161% entre 2011 e 2020, período em que a procura pelo combustível aumentará de 28 bilhões de litros para 73 bilhões de litros, prevê a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os dados constam do Plano Decenal de Expansão da Energia 2020. A procura pelo combustível vai ser estimulada pelo aumento da frota de veículos, que saltará de 29,7 milhões em 2011 para 50,3 milhões em 2020.
Os automóveis flex, que funcionam com etanol e gasolina, já são 49% da frota de carros leves, mas saltará para 78% até 2020. Com isso, a demanda por etanol hidratado para abastecimento de veículos leves vai subir de 10,9 bilhões de litros este ano para 39,1 bilhões de litros em 2020, enquanto o consumo de etanol anidro - que é misturado à gasolina - vai cair de 8,2 bilhões de litros para 7,2 bilhões de litros no mesmo período.
Esta semana, ao comentar a oferta de etanol na próxima entressafra, que começa em dezembro e se estende até abril de 2012, o ministro Edison Lobão afirmou que o governo está prevendo "alguma dificuldade para o próximo ano". Segundo Lobão, a União não pretende reduzir a mistura de etanol na gasolina, atualmente em 25%, mas o ministro admitiu que, se for preciso, a medida poderá ser tomada.
Fazenda muda conceito de agricultura familiar
Fazenda muda conceito de agricultura familiar
O governo decidiu alterar o conceito de agricultura familiar para ampliar os benefícios oficiais ao segmento. O Ministério da Fazenda permitirá o enquadramento de famílias "com um ou dois membros" cujas atividades "não-agrícolas" sejam exercidas fora do estabelecimento rural. Hoje, a lei prevê que a mão de obra empregada na propriedade seja "predominantemente" da própria família.A medida para permitir a chamada "pluriatividade" foi anunciada ontem, em audiência no Senado, pelo secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, Gilson Bittencourt. A alteração fará parte da reforma do Manual de Crédito Rural (MCR), antecipada pelo Valor em meados de maio. O MCR está em vigor há quase meio século. A última revisão das normas ocorreu em 1980.
O conceito de agricultura familiar inclui atualmente o limite de quatro módulos fiscais (20 a 400 hectares, segundo o município), maior parte da renda originada da propriedade, além de condução pessoal do negócio. "A simplificação das normas vai ajudar muito o pequeno produtor", disse Bittencourt aos senadores da Comissão de Agricultura.
O governo também resolveu alterar as regras do MCR para eliminar as "diversas limitações" que impedem hoje um agricultor familiar enquadrado em determinado grupo de acessar recursos destinados a outro conjunto de produtores. "O manual será uma única resolução e a partir daí será a principal, mas não a única, legislação para o crédito rural", afirmou o secretário-adjunto. "Hoje, é um depósito de todas normas, com resoluções, leis, circulares, um apanhado de 85% normas do crédito rural que são alteradas pelo CMN".
As alterações no MCR também limitarão o endividamento de produtores familiares em operações de custeio e investimento. Haverá limites específicos para risco assumido pelas instituições financeiras e o chamado "risco da União".
Hoje, a União tem operado mais com subsídios aos juros das operações e deixado de assumir riscos financeiros. Os bancos têm emprestados R$ 44 bilhões das chamadas exigibilidades, percentual dos depósitos à vista que são obrigados a emprestar ao setor rural. Hoje, as exigibilidades estão em 29%. Até o ano-safra 2014/15, voltará a 25%. "As operações hoje são a maioria de risco bancário, o que torna mais difícil novas renegociações de dívidas", disse Gilson Bittencourt. "Em qualquer intervenção do governo nesse processo, há necessidade de pagamento adicional".
O novo Plano de Safra 2011/12 prevê R$ 107 bilhões para a agricultura empresarial e outros R$ 16 bilhões aos produtores familiares. Nas novas regras, o governo incluirá tratamento especial a dois grupos de agricultores familiares: os assentados da reforma agrária e os agricultores de baixa renda. Haverá a unificação das linhas e dos prazos máximos de reembolso das diversas linhas de investimento.
O Pronaf Investimento será somado ao programa Mais Alimentos. O governo também estenderá aos familiares a renovação anual simplificada das operações de crédito para "agilizar e reduzir" os custos. "Na medida em que, a cada ano, o produtor vá pagando, o limite vá se abrindo e ele não precise trazer toda a documentação ao banco", afirmou Bittencourt.
O governo decidiu alterar o conceito de agricultura familiar para ampliar os benefícios oficiais ao segmento. O Ministério da Fazenda permitirá o enquadramento de famílias "com um ou dois membros" cujas atividades "não-agrícolas" sejam exercidas fora do estabelecimento rural. Hoje, a lei prevê que a mão de obra empregada na propriedade seja "predominantemente" da própria família.A medida para permitir a chamada "pluriatividade" foi anunciada ontem, em audiência no Senado, pelo secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, Gilson Bittencourt. A alteração fará parte da reforma do Manual de Crédito Rural (MCR), antecipada pelo Valor em meados de maio. O MCR está em vigor há quase meio século. A última revisão das normas ocorreu em 1980.
O conceito de agricultura familiar inclui atualmente o limite de quatro módulos fiscais (20 a 400 hectares, segundo o município), maior parte da renda originada da propriedade, além de condução pessoal do negócio. "A simplificação das normas vai ajudar muito o pequeno produtor", disse Bittencourt aos senadores da Comissão de Agricultura.
O governo também resolveu alterar as regras do MCR para eliminar as "diversas limitações" que impedem hoje um agricultor familiar enquadrado em determinado grupo de acessar recursos destinados a outro conjunto de produtores. "O manual será uma única resolução e a partir daí será a principal, mas não a única, legislação para o crédito rural", afirmou o secretário-adjunto. "Hoje, é um depósito de todas normas, com resoluções, leis, circulares, um apanhado de 85% normas do crédito rural que são alteradas pelo CMN".
As alterações no MCR também limitarão o endividamento de produtores familiares em operações de custeio e investimento. Haverá limites específicos para risco assumido pelas instituições financeiras e o chamado "risco da União".
Hoje, a União tem operado mais com subsídios aos juros das operações e deixado de assumir riscos financeiros. Os bancos têm emprestados R$ 44 bilhões das chamadas exigibilidades, percentual dos depósitos à vista que são obrigados a emprestar ao setor rural. Hoje, as exigibilidades estão em 29%. Até o ano-safra 2014/15, voltará a 25%. "As operações hoje são a maioria de risco bancário, o que torna mais difícil novas renegociações de dívidas", disse Gilson Bittencourt. "Em qualquer intervenção do governo nesse processo, há necessidade de pagamento adicional".
O novo Plano de Safra 2011/12 prevê R$ 107 bilhões para a agricultura empresarial e outros R$ 16 bilhões aos produtores familiares. Nas novas regras, o governo incluirá tratamento especial a dois grupos de agricultores familiares: os assentados da reforma agrária e os agricultores de baixa renda. Haverá a unificação das linhas e dos prazos máximos de reembolso das diversas linhas de investimento.
O Pronaf Investimento será somado ao programa Mais Alimentos. O governo também estenderá aos familiares a renovação anual simplificada das operações de crédito para "agilizar e reduzir" os custos. "Na medida em que, a cada ano, o produtor vá pagando, o limite vá se abrindo e ele não precise trazer toda a documentação ao banco", afirmou Bittencourt.
Redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do imposto trará perda de receita para oito estados
Redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do imposto trará perda de receita para oito estados
As perdas de receita que os Estados tiverem com a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) serão compensadas pela União por meio de um fundo de ressarcimento a ser criado. Fontes do Ministério da Fazenda informaram ao Valor que essa compensação deverá combinar a transferência direta de verbas da União para investimentos nos Estados com a concessão de estímulos regionais, por meio da redução ou eliminação de tributos federais incidentes sobre os projetos.
O modelo do fundo será apresentado pela Fazenda aos secretários de Finanças dos Estados na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no dia 8, em Curitiba. Cálculos da área econômica indicam que a redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do ICMS trará perda de receita para São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Amazonas e Goiás. As simulações, ainda preliminares, foram feitas a partir da análise das notas fiscais eletrônicas das 27 unidades da Federação e consideraram os montantes que cada Estado pagou e recebeu do imposto em 12 meses.
O ICMS é o tributo de maior arrecadação no país, com R$ 270,7 bilhões em 2010. É também o principal instrumento usado pelos governos estaduais na atração de investimentos privados, no que se convencionou chamar de "guerra fiscal".
O Ministério da Fazenda encerrou nesta semana os encontros com governadores para apresentação da proposta de reforma do ICMS. A sugestão é reduzir de 12% para 2% a alíquota do ICMS interestadual entre 2012 e 2014. Em algumas situações, o percentual passará de 7% para 2%. Os governadores querem, no entanto, negociar um tempo maior para a transição e reduzir a alíquota de 12% para 4%. A proposta será avaliada pela equipe do ministro Guido Mantega, mas a Fazenda tentará manter a diretriz original de corte da alíquota para 2%.
Há outras reivindicações apresentadas pelos Estados como contrapartida à reforma do ICMS no Congresso. A principal é a mudança do indexador da dívida dos Estados, que hoje é o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) com adicional de juros de 6% a 7,5% ao ano. Os governadores reclamam que esses encargos são pesados e incompatíveis com a conjuntura econômica. A Fazenda aceita modificar os contratos das dívidas, desde que a alteração seja limitada ao indexador.
As perdas de receita que os Estados tiverem com a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) serão compensadas pela União por meio de um fundo de ressarcimento a ser criado. Fontes do Ministério da Fazenda informaram ao Valor que essa compensação deverá combinar a transferência direta de verbas da União para investimentos nos Estados com a concessão de estímulos regionais, por meio da redução ou eliminação de tributos federais incidentes sobre os projetos.
O modelo do fundo será apresentado pela Fazenda aos secretários de Finanças dos Estados na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no dia 8, em Curitiba. Cálculos da área econômica indicam que a redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do ICMS trará perda de receita para São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Amazonas e Goiás. As simulações, ainda preliminares, foram feitas a partir da análise das notas fiscais eletrônicas das 27 unidades da Federação e consideraram os montantes que cada Estado pagou e recebeu do imposto em 12 meses.
O ICMS é o tributo de maior arrecadação no país, com R$ 270,7 bilhões em 2010. É também o principal instrumento usado pelos governos estaduais na atração de investimentos privados, no que se convencionou chamar de "guerra fiscal".
O Ministério da Fazenda encerrou nesta semana os encontros com governadores para apresentação da proposta de reforma do ICMS. A sugestão é reduzir de 12% para 2% a alíquota do ICMS interestadual entre 2012 e 2014. Em algumas situações, o percentual passará de 7% para 2%. Os governadores querem, no entanto, negociar um tempo maior para a transição e reduzir a alíquota de 12% para 4%. A proposta será avaliada pela equipe do ministro Guido Mantega, mas a Fazenda tentará manter a diretriz original de corte da alíquota para 2%.
Há outras reivindicações apresentadas pelos Estados como contrapartida à reforma do ICMS no Congresso. A principal é a mudança do indexador da dívida dos Estados, que hoje é o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) com adicional de juros de 6% a 7,5% ao ano. Os governadores reclamam que esses encargos são pesados e incompatíveis com a conjuntura econômica. A Fazenda aceita modificar os contratos das dívidas, desde que a alteração seja limitada ao indexador.
Asian Coffee Prices Mostly Lower As Supply Concerns Ease
Asian Coffee Prices Mostly Lower As Supply Concerns Ease
Coffee prices in Asia were mostly lower in the week to
Friday as concerns about supply from major coffee-producing countries such as
Brazil and Colombia eased, but prices remain elevated due to strong global
demand.
Globally, arabica prices were higher, but in Asia they were more sticky.
Arabica coffee for July delivery on the IntercontinentalExchange settled at
$2.6680 a pound Thursday, up 2.1% from a week earlier but well off the
multi-year high of $3.0890/pound hit on May 2.
Some traders expect arabica futures to trade flat in the next few sessions
with resistance likely at $2.70/lb.
However, frost in Brazil could still hamper harvesting activities and might
push prices upward, cautioned a Singapore-based trader.
July robusta on the London International Financial Futures Exchange settled
lower, falling 0.4% over the week to close Thursday at $2,461 a metric ton amid
fears that roaster buying could slow in the coming months, as most roasters
have covered their needs for the period.
The volatility in coffee prices over the past few months has made purchasing
decisions very difficult, said a roaster in Singapore.
The roaster said he doesn't expect prices to come off quickly, however, as
global stocks are very tight and demand still remains strong in countries such
as Brazil, Vietnam and India, he said.
Prices are already quite high in major Asian coffee producing countries, with
premiums in top robusta supplier Vietnam quoted at around $30/ton to London's
September contract, and those in Indonesia, another key producer, quoted at
more than $100/ton to London's September contract, a second trader in Singapore
said.
Domestic prices in Vietnam have eased in the past week, with farm gate prices
hovering around VND50,200 a kilogram, down from VND51,000/kg a week earlier, as
some who have been holding stocks have parted with the beans, said a trading
executive at a leading coffee export house in Ho Chi Minh City.
However, prices could climb to VND60,000/kg in the coming months as there's
very little coffee left, he said.
Exports in June could fall by as much as 30% from a month earlier to around
80,000 metric tons, he said.
In India, Asia's third-largest producer, high quality arabica plantation bean
prices were steady around $6,300/ton, a trading executive in Bangalore said.
Traders aren't willing to sell at lower prices, he said.
However, robusta prices have eased slightly due to the fall in London
futures. Robusta cherry AB beans are quoted at $2,650/ton, down from $2,700/ton
a week earlier, the trader said.
Total Indian coffee shipments from Jan. 1-June 8 were estimated at 193,743
tons, up from 135,217 tons in the corresponding period last year, data from the
state-run Coffee Board showed Friday.
Exports may slow, however, as domestic consumption remains strong and the new
crop harvest won't likely start before December, he said.
Coffee prices in Asia were mostly lower in the week to
Friday as concerns about supply from major coffee-producing countries such as
Brazil and Colombia eased, but prices remain elevated due to strong global
demand.
Globally, arabica prices were higher, but in Asia they were more sticky.
Arabica coffee for July delivery on the IntercontinentalExchange settled at
$2.6680 a pound Thursday, up 2.1% from a week earlier but well off the
multi-year high of $3.0890/pound hit on May 2.
Some traders expect arabica futures to trade flat in the next few sessions
with resistance likely at $2.70/lb.
However, frost in Brazil could still hamper harvesting activities and might
push prices upward, cautioned a Singapore-based trader.
July robusta on the London International Financial Futures Exchange settled
lower, falling 0.4% over the week to close Thursday at $2,461 a metric ton amid
fears that roaster buying could slow in the coming months, as most roasters
have covered their needs for the period.
The volatility in coffee prices over the past few months has made purchasing
decisions very difficult, said a roaster in Singapore.
The roaster said he doesn't expect prices to come off quickly, however, as
global stocks are very tight and demand still remains strong in countries such
as Brazil, Vietnam and India, he said.
Prices are already quite high in major Asian coffee producing countries, with
premiums in top robusta supplier Vietnam quoted at around $30/ton to London's
September contract, and those in Indonesia, another key producer, quoted at
more than $100/ton to London's September contract, a second trader in Singapore
said.
Domestic prices in Vietnam have eased in the past week, with farm gate prices
hovering around VND50,200 a kilogram, down from VND51,000/kg a week earlier, as
some who have been holding stocks have parted with the beans, said a trading
executive at a leading coffee export house in Ho Chi Minh City.
However, prices could climb to VND60,000/kg in the coming months as there's
very little coffee left, he said.
Exports in June could fall by as much as 30% from a month earlier to around
80,000 metric tons, he said.
In India, Asia's third-largest producer, high quality arabica plantation bean
prices were steady around $6,300/ton, a trading executive in Bangalore said.
Traders aren't willing to sell at lower prices, he said.
However, robusta prices have eased slightly due to the fall in London
futures. Robusta cherry AB beans are quoted at $2,650/ton, down from $2,700/ton
a week earlier, the trader said.
Total Indian coffee shipments from Jan. 1-June 8 were estimated at 193,743
tons, up from 135,217 tons in the corresponding period last year, data from the
state-run Coffee Board showed Friday.
Exports may slow, however, as domestic consumption remains strong and the new
crop harvest won't likely start before December, he said.
Assinar:
Postagens (Atom)