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segunda-feira, 2 de maio de 2011

NY FECHA COM FORTE VALORIZAÇÃO, SUPERANDO LINHA DOS US$ 3,00/LIBRA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o
café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços
acentuadamente mais altos. As cotações dispararam e atingiram os patamares
mais elevados em 14 anos, mais uma vez. E o mais importante foi que o mercado
conseguiu fechar acima dos US$ 3,00 por libra-peso, linha psicológica que NY
vem testando há tempo.
As preocupações com a oferta restrita global mantêm os preços bem
sustentados na bolsa. O Brasil colhe este ano uma safra pequena dentro do ciclo
bienal da cultura, o que acentua os temores com a escassez na disponibilidade do
grão. Chuvas excessivas na Colômbia completam o cenário de apreensão no
mercado. As informações partem de agências internacionais de notícias.

Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a
304,55 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 5,20 cents, ou de
1,7%. A posição julho fechou a 305,10 cents, com alta de 5,25 cents, ou de
1,7%.

Inmet prevê chuvas para todo o mês de maio

Brasília (29/04/2011) - O mês de maio será de chuvas para boa parte do país. Segundo o Boletim Climático Trimestral do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para o período entre maio e julho, chuvas acima da média normal devem ser esperadas no norte das regiões Norte e Nordeste. A previsão também se estende para o leste da Região Nordeste. No resto do país, o nível de chuvas fica próximo do normal esperado para esta época do ano, com exceção das regiões Centro-Oeste e Sudeste do país, que terão níveis de chuva abaixo da média no período que se estende entre o fim do outono e início do inverno. Na região Sul, as temperaturas ficarão baixas intercaladas a períodos menos frios. O mês começa com chuva e queda na temperatura para o sul do país. No fim de semana, deve chover forte com rajadas de vento de até 90 km/h no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste e norte do Paraná. Na segunda-feira, 2 de maio, a temperatura terá declínio acentuado com possível formação de geadas na madrugada. A temperatura deve cair também no Mato Grosso do Sul e em São Paulo, onde chuvas fortes também são esperadas. Nas demais áreas da região Centro-Oeste, o tempo fica claro no domingo, 1º de maio. No Sudeste, chove em áreas isoladas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Na segunda-feira, 2 de maio, deve chover no sul e oeste de São Paulo e no norte do Espírito Santo. O tempo fica claro a parcialmente nublado em Minas Gerais no sábado, 30 de abril. A previsão é de chuvas em toda a região Norte e Nordeste. O Aviso Especial nº 165 alerta para acumulado significativo de chuva em Alagoas, Sergipe e leste da Bahia no sábado. (Da Redação, com informações do Inmet) REGIÃO SUDESTE 30/04/2011 - Sábado NUBLADO A PARCIALMENTE NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA NO ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA EM SÃO PAULO. CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO COM NEVOEIRO AO AMANHECER EM MINAS GERAIS. Temperatura max.: 33 °C min.: 10 °C 01/05/2011 - Domingo NUBLADO A PARCIALMENTE NUBLADO COM CHUVAS ISOLADAS NO ESPÍRITO SANTO. CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO PASSANDO A NUBLADO NO RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA EM SÃO PAULO. CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO EM MINAS GERAIS. Temperatura max.: 34 °C min.: 10 °C 02/05/2011 - Segunda-Feira CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO PASSANDO A NUBLADO COM POSSIBILIDADE DE CHUVAS ISOLADAS EM MINAS GERAIS. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVAS ISOLADAS NO ESPÍRITO SANTO, RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO. Temperatura max.: 34 °C min.: 10 °C 03/05/2011 - Terça-Feira NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA NO SUDESTE E CENTRO DE MINAS GERAIS. DEMAIS REGIÕES MINEIRAS PARCIALMENTE NUBLADO. NUBLADO A ENCOBERTO COM CHUVA NO RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS ISOLADAS NO ESPÍRITO SANTO. NUBLADO COM CHUVAS OCASIONAIS NO VALE DO PARAÍBA E POSSIBILIDADE NAS DEMAIS ÁREAS DE SÃO PAULO. Temperatura max.: 33 °C min.: 8 °C

Crop scouts try to predict costs in the U.S

Tom Polansek | The Wall Street Journal

Several major food manufacturers will follow this week to the wheat fields of Kansas in search of a forecast of U.S. crop, and possibly the cost of commodities in the coming months.

General Mills Inc, Sara Lee Corp.. and Nestle SA should send officials to the large barn in the United States to attend the annual round of visits to the plantations of the state. They will join officials, representatives of mills and journalists who try to assess the impact of drought on wheat crop in Kansas.

A record number of people should participate in visits because of growing fears about the impact of poor harvest in the price of corn, said Ben Handcock, executive vice president of the Wheat Quality Council, an industry association that sponsors the visits.

Kansas produced 16% of American wheat and is the country's biggest producer of hard red winter wheat, the variety that is ground to produce flour for bread. The price of this variety has nearly doubled since last summer, amid fears of low in stocks. If the crop in Kansas is worse than expected, the impact can raise the costs of both food manufacturers and restaurants.

"Everyone wants to give this poor harvest to make sure it's true," Handcock said.

High commodity prices have boosted the cost of flour, sweeteners based on corn and meat, among other products used by food manufacturers and restaurants. General Mills and Kellogg Co. have already increased prices in response to rising grain and other commodities. McDonald's Corp. is also readjusting prices and recently doubled the forecast of rising commodity prices in the U.S. this year to a range of 4% to 4.5%.

Kellogg, Sara Lee and Kraft Foods Inc. will disclose its results in parallel to the visits. The Sysco Corp., A major food distributor to restaurants, among other clients, will release results this week.

The cost of commodities should be a crucial factor for many food companies. For Kraft, "inflation expectations have increased the cost of commodities on the rise in cheese, meat and coffee," wrote analyst Alexia Howard of Sanford C. Bernstein in a report released last week.

The cereal maker Ralcorp Holdings Inc. and pasta to face pressure on the cost of commodities throughout the year, as well as they completed their hedges against rising prices, especially wheat, Howard said.

The officials and others who participate in the visits, known as crop scouts, will explore the fields to count the seeds and measure the plants in order to predict the average income before the harvest begins in a few weeks. The weather can influence the acquisition strategy of grain companies and forecasts of commodity prices. The group visiting the crops will disclose in order to estimate a fifth of the wheat crop in Kansas.

The collections of the U.S. southern plains, which occurs before other important crops such as corn and soybeans, can determine whether the rise in commodities is a distortion in one year or a persistent problem. The companies will probably have to pay more if the producers broadcast a lower yield than expected and there is a rise in the futures market.

Analysts now predict a significant loss of wheat crop because of drought that runs from southern Texas to Kansas and Colorado. Citigroup predicts that farmers will harvest 17.8 million tonnes of hard red winter wheat, a decline of 30% compared to last year.

"The Pizza Huts of life and everyone around will be looking," said Sid Love, analyst with Kropf & Love local brokerage Consulting.

When released the results last month, Yum Brands Inc., owner of Pizza Hut and other fast food chains, estimated that commodity inflation is expected to reach 7% this year.

Rising oil prices is also fueling concerns about the high price of agricultural commodities. The futures contract for gasoline last week reached the highest price in 33 months after Ben Bernanke, the chairman of the U.S. central bank, the Fed said the bank has no way to contain the rise of raw materials.

The Fed kept interest rates close to zero at its monthly meeting last week, and considered "transitional" to high oil, grain and cotton. Bernanke, in his first press conference ever held after a council meeting on monetary policy, noted that the growing demand for fuel in emerging markets and turmoil in the Middle East and North Africa have limited what the central bank can do to soften the rising commodity prices.

Semana começa com frente fria no Sudeste

informações do SOMAR e INMET


Uma frente fria avança pela Região Sudeste neste início de semana e já mostra uma característica bem típica do Outono, ou seja, não organiza muita chuva sobre o interior do Brasil. Na terça-feira, essa frente fria enfraquece no litoral do Espírito Santo. Junto com essa frente fria, se espera a chegada de uma nova massa de ar polar, responsável por queda das temperaturas no Paraná, São Paulo e sul de Minas Gerais. Essa é a primeira massa de ar polar mais forte da temporada, mesmo assim não deve trazer frio extremo para as regiões produtoras, que devem ter mínima acima dos 6C.

RONDONIA

As condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de declínio acentuado de temperatura do ar, entre os dias 02/05/2011 e 03/05/2011.

MINAS GERAIS

As condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de declínio de temperatura do ar no TRIÂNGULO, SUL, CENTRO e ZONA DA MATA do estado, entre os dias 03/05/2011 e 04/05/2011.


SAO PAULO

As condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de declínio de temperatura do ar no dia 02/05/2011.

PARANA

As condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de declínio acentuado de temperatura do ar no dia 02/05/2011.


Previsão do tempo para a região Sudeste

segunda, 02 de maio de 2011

PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVAS ISOLADAS EM MINAS GERAIS, ESPÍRITO SANTO, RIO DE JANEIRO E LESTE DE SÃO PAULO. DEMAIS ÁREAS PARCIALMENTE NUBLADO.

TEMPERATURA: ESTAVEL MAX.: 33°C MIN.: 8°C

terça, 03 de maio de 2011

NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS ISOLADAS EM MINAS GERAIS, ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO. DEMAIS ÁREAS PARCIALMENTE NUBLADO.

TEMPERATURA: ESTAVEL MAX.: 31°C MIN.: 7°C


quarta, 04 de maio de 2011

NUBLADO A ENCOBERTO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS ISOLADAS NO LESTE E NORDESTE DE MINAS GERAIS, ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO. DEMAIS ÁREAS NUBLADO A PARCIALMENTE COM NÉVOA ÚMIDA.

TEMPERATURA: ESTAVEL MAX.: 32°C MIN.: 5°C


quinta, 05 de maio de 2011

NUBLADO COM CHUVA COM CHUVAS ISOLADAS PASSANDO A PARCIALMENTE NUBLADO NO RIO DE JANEIRO E ESPÍRITO SANTO. NEVOEIROS ISOLADOS AO AMANHECER NO LESTE DE SÃO PAULO.

TEMPERATURA: ESTAVEL MAX.: 32°C MIN.: 7°C


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Olheiros de safra tentam prever custos nos EUA

WALL STREET JOURNAL AMERICAS
02/05/2011



Tom Polansek | The Wall Street Journal

Vários grandes fabricantes de alimentos seguirão esta semana para os campos de trigo do Estado do Kansas em busca de uma previsão da safra americana e, possivelmente, do custo das commodities nos próximos meses.

A General Mills Inc, a Sara Lee Corp. e a Nestlé SA devem enviar funcionários para o grande celeiro dos Estados Unidos, para participar da temporada anual de visitas às plantações do Estado. Eles se juntarão a autoridades, representantes de moinhos e jornalistas que tentam avaliar o impacto da seca na safra de trigo do Kansas.

Um número recorde de pessoas deve participar das visitas, devido aos temores crescentes sobre o impacto da safra ruim no preço do trigo, disse Ben Handcock, vice-presidente executivo do Conselho de Qualidade do Trigo, uma associação do setor que patrocina as visitas.

O Kansas produziu 16% do trigo americano e é o maior produtor do país de trigo de inverno vermelho duro, a variedade que é moída para produzir farinha de pão. O preço dessa variedade quase dobrou desde meados do ano passado, devido a temores de baixa nos estoques. Se a safra do Kansas for pior que o esperado, o impacto pode elevar os custos tanto dos fabricantes de alimentos quanto dos restaurantes.

"Todo mundo quer conferir essa safra ruim para ter certeza que é verdade", disse Handcock.

A alta das commodities já impulsionou o custo da farinha, de adoçantes à base de milho e da carne, entre outros produtos usados por fabricantes de alimentos e restaurantes. A General Mills e a Kellogg Co. já aumentaram os preços em resposta à alta dos grãos e outras commodities. O McDonald's Corp. também está reajustando os preços e dobrou recentemente a previsão de alta das commodities nos EUA este ano, para uma faixa de 4% a 4,5%.

A Kellogg, a Sara Lee e a Kraft Foods Inc. vão divulgar seus resultados em paralelo às visitas. A Sysco Corp., importante distribuidora de alimentos para restaurantes, entre outros clientes, divulgará os resultados esta semana.

O custo das commodities deve ser um fator crucial para muitas empresas de alimentos. Para a Kraft, "as expectativas de inflação no custo das commodities aumentaram diante da alta no queijo, na carne e no café", escreveu a analista Alexia Howard, da Sanford C. Bernstein, num relatório divulgado semana passada.

A fabricante de cereais matinais e macarrão Ralcorp Holdings Inc. deve enfrentar pressão no custo das commodities no decorrer do ano, e também à medida que forem concluídos seus hedges contra alta nos preços, especialmente no trigo, disse Howard.

Os funcionários e outros que participarão das visitas, conhecidos como olheiros de safra, vão explorar os campos para contar as sementes e medir as plantas com o objetivo de prever o rendimento médio antes de a colheita começar, em algumas semanas. A previsão pode influenciar a estratégia de aquisição de grãos das empresas e as previsões dos preços das commodities. O grupo que visita as lavouras vai divulgar no fim de quinta uma estimativa da safra de trigo do Kansas.

A colheitas das planícies do sul dos EUA, que ocorre antes de outras colheitas importantes como milho e soja, pode determinar se a alta das commodities é uma distorção em apenas um ano ou um problema persistente. As empresas provavelmente terão de pagar mais se os produtores divulgarem uma safra menor que a esperada e houver uma alta no mercado de futuros.

Os analistas já preveem uma perda significativa na safra de trigo por causa da seca que vai do sul do Texas ao Kansas e ao Colorado. O Citigroup prevê que os produtores vão colher 17,8 milhões de toneladas de trigo de inverno vermelho duro, um declínio de 30% ante o ano passado.

"As Pizza Huts da vida e todo mundo por aí vão estar de olho", disse Sid Love, analista da corretora local Kropf & Love Consulting.

Quando divulgou os resultados, no mês passado, a Yum Brands Inc., dona da Pizza Hut e outras redes de fast food, calculou que a inflação das commodities deve chegar a 7% este ano.

A alta do petróleo também está alimentando as preocupações com a alta do preço das commodities agrícolas. O contrato futuro da gasolina atingiu na semana passada a maior cotação em 33 meses, depois que Ben Bernanke, o presidente do banco central americano, o Fed, disse que o banco não tem como conter a alta das matéria-primas.

O Fed manteve os juros próximos do zero em sua reunião mensal, na semana passada, e considerou "transitória" a alta do petróleo, dos grãos e do algodão. Bernanke, na primeira entrevista coletiva já realizada depois de uma reunião do conselho de política monetária, notou que a demanda crescente por combustíveis nos mercados emergentes e a turbulência no Oriente Médio e no Norte da África limitaram o que o banco central americano pode fazer para suavizar a alta das commodities.

Real perdeu seu trono, já não é o melhor carry trade mundial

Real perdeu seu trono, já não é o melhor carry trade mundial

O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, está eliminando o melhor “carry trade” (operação de arbitragem de taxa de juros) do mundo. A taxa de retorno do investidor aplicado em ativos denominados em reais no exterior caiu para 1,6% na semana passada, menor patamar em sete anos, depois de registrar 8,1% em 30 de março. Isso está levando os investidores a se afastar das operações de arbitragem, que consistem em tomar dinheiro a juros menores em um lugar e aplicar em outra localidade com juros maiores. Quem conta essa história são os contratos de NDF (non-deliverable forward) de um mês. Os NDFs são contratos de moeda sem entrega física, permitindo que investidores em qualquer lugar do mundo invistam em moeda brasileira, por exemplo, sem jamais ter visto um real de perto. O que está acabando com a atrativa taxa de retorno do carry trade é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% cobrado nas captações externas inferiores a dois anos. A medida deixou o financiamento em dólares dentro do Brasil mais caro, atingindo, também, as operações de arbitragem. Essa queda na taxa de retorno sinaliza o fim de um período de dois anos no qual o real foi a melhor opção em termos de arbitragem. Tomar financiamento nos Estados Unidos e aplicar no real gerou uma taxa de retorno de 66% em dois anos (até março). Esse é o maior ganho entre 41 moedas acompanhadas pela Bloomberg. Na semana passada, a mesma operação resultou em perda de 0,5%, pior resultado dentro do universo avaliado. “O real não é mais a estrela”, disse o estrategista para América Latina do BNB Paribas, Diego Donadio, de São Paulo. “Todas as restrições que o governo tomou nos últimos meses e trimestres – IOF aqui, IOF ali – tudo isso levou a atritos no mercado.” Enquanto o real perde favoritismo, os investidores estão investindo em moedas como o zloti da Polônia e o peso colombiano. O carry trade com essas moedas, segundo o Royal Bank of Scotland, resulta em retorno de 13,7% para o zloti e 7,3% para o peso.

02/05 13:33 DJ Kraft Brazil Expansion Shows Confidence In Market

02/05 13:33 DJ Kraft Brazil Expansion Shows Confidence In Market

to expand in Brazil over the next two years is just one more example of the
high expectations for demand growth in the South American market. Brazilians
a major factor in the current coffee futures rally, since investors foresee
squeezing global supplies. Arabica futures for July delivery hit a 14-year high

domingo, 1 de maio de 2011

ÓLAR BARATO E PROXIMIDADE DO INVERNO

DÓLAR BARATO E PROXIMIDADE DO INVERNO

O banco central americano manteve em seu discurso que as taxas de juros continuarão baixas por um “período prolongado”, ponderando que o aumento da inflação provocado pela alta das commodities é apenas temporário. No comunicado foi anunciado o esperado fim do programa de compra de títulos para junho próximo (conhecido como QE2), porém a maioria dos participantes do comitê concordou com a manutenção de estímulos até que o mercado de trabalho melhore e o crescimento ganhe robustez. Na prática o dólar continua sendo uma das fontes de financiamento mais baratas, e a consequência é a depreciação maior da moeda, que escorregou para o menor nível em 3 anos.
Ativos de risco atraíram investidores, mesmo com alguns números negativos das economias americana e alemã divulgados na quinta e sexta-feira, e os principais índices acionários e das commodities fizeram uma nova alta no ano. Só para não deixar de citar, o ouro e a prata bateram novos recordes de preços altos.
O mercado de café em Nova Iorque começou a semana em queda com uma leva tomada de lucros, porém a correção foi de curtíssima duração, e na sequência os preços recuperaram rapidamente com negociações diárias dilatadas e em muitas vezes com baixo volume – ou seja, nada de novo.

Londres, durante os únicos 3 dias que abriu na semana, voltou a subir sendo que na terça-feira a movimentação foi para lá de volátil, abrindo o dia à US$ 2,357 / ton e fazendo a máxima no fim da sessão à US$ 2,549 /ton, uma oscilação de US$ 192 por tonelada, ou US$ 11.52 por saca!!

Em resumo as bolsas de café alcançaram novas máximas, recuperando com facilidade as baixas sofridas durante os pregões, ajudadas pela escassez de vendas das origens, e um pouco pela inquietação de quem precisa ter uma melhor cobertura antes do início do inverno no Brasil.
As chuvas ininterruptas e intensas na Colômbia promovem algum suporte ao mercado, as custas de uma situação triste para a população e de perdas parciais de floradas e de algumas áreas plantadas que tiveram deslizamento de terra. Por outro lado impressiona o barateamento dos diferenciais para os cafés do país, que segundo fontes negociam a apenas um dígito, e que reflete em outras origens produtoras de suaves, como Honduras que está saindo a diferenciais negativos.

A demanda recuada para o café verde é um contraponto para a firmeza do mercado futuro, assim como o incremento dos cafés certificados na ICE. Inicialmente acreditávamos que uma boa parte das novas certificações eram ligadas a facilidade de financiamento, porém com os diferenciais se alinhando aos níveis pagos pelo “C”, e o interesse de compra da indústria desaparecendo, curiosamente a bolsa acaba sendo o melhor comprador do momento. Estranho sinal de divergência com toda a conversa altista que emana principalmente da maior origem produtora, o Brasil. Talvez o volume de café existente sendo tão baixo no país, e alguns exportadores tendo que cobrir parte de suas exposições, acabam transpirando para esta percepção. Entretanto eu creio que o recado é que os torradores estão buscando alternativas mais baratas de café, como os grinders que podem ser comprados com desconto de US$ 50 centavos ou mais, ou ainda os naturais da Etiópia que tem atraído compradores graças aos seus 60 centavos de desconto.

Caso os blends de fato tenham migrado definitivamente para um uso “mínimo de cafés-suaves”, e dado que consumo final não tenha sofrido impacto, não seria difícil imaginar uma mudança (certamente longe de ocorrer) do contrato “C”, não?! Claro que o tema é delicado, e se torna provocativo dependendo de como queira se interpretar, mas minha intenção é apenas alertar para o esvaziamento do mercado e o aumento do uso dos naturais, brasileiros ou não, nas misturas em geral. No frigir dos ovos as qualidades de café de diversas origens melhoraram muito, não apenas do Brasil mas de Peru, Honduras, e até dos africanos, e tudo resultado do estímulo dos preços internacionais atrativos para os grãos de qualidade.

Bem, de qualquer forma os estoques baixos no mundo, o dólar “barateando” as commodities, e a inflação aumentando não apenas nos países emergentes mas nos chamados de “ricos”, continuarão a deixar o mercado leve para que os fundos-de-curto-prazo comprem mais futuros. Digo os de curto-prazo pois os de longo-prazo não conseguem defender para os seus investidores que é uma boa comprar café a US$ 300.00 centavos por libra-peso, preço que remunera até o mais ineficiente produtor de café no mundo, dando rentabilidades de mais de 100% para os mais eficientes. Isto sem falar que o ícone do consumo, Starbucks, declarou nesta semana que os preços atuais do café são insustentáveis.
Não falo isto para “atacar” os ganhos merecidos dos fazendeiros, que diga-se de passagem por muito tempo se mantiveram na produção apesar de sofrerem com preços baixos e muitas vezes não lucrativos. Apenas menciono os pontos acima como um alerta para que não se inebriem das altas consecutivas e eventualmente não aproveitem as oportunidades, pois é certo que o café não subirá eternamente. E o pior é que a maior parte dos analistas reforçam o sentimento, dizendo que os preços vão subir muito mais, e muitos deles são os mesmos que estavam baixistas há um ano atrás, quando o mercado estava a US$ 130 centavos e eu em minha apresentação no seminário do Guarujá mostrava alguns motivos que me faziam altista na época. Claro que eu não imaginava que os preços dobrariam, mas acreditava sim que os preços poderiam bater até US$ 180 ou US$ 200 centavos por libra apesar da safra recorde brasileira que estava sendo colhida.
Ou seja, eu também errei!
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,

Rodrigo Corrêa da Costa

Buffett descarta comprar ouro; "até onde eu sei, a única coisa que se pode fazer com ouro é admirá-lo e fundi-lo", afirma - Woodstock do capitalism​o

"A única preocupação é a inflação", diz Buffett a acionistas
01/05/2011
Investidor descarta comprar ouro; "até onde eu sei, a única coisa que se pode fazer com ouro é admirá-lo e fundi-lo", afirma

O primeiro dia do encontro da Berkshire Hathaway na cidade de Omaha, no interior dos Esatdos Unidos, não foi apenas de amargas perguntas sobre o caso Sokol. Warren Buffett também se deliciou com questões que adora responder.

O investidor mais admirado entre os americanos falou de commodities, crise econômica e da desvalorização do dólar. Buffett deu como favas contadas o aumento do limite da dívida norte-americana. O atual limite de US$ 14,3 trilhões expira dia 16 de maio.

“Os Estados Unidos podem cobrir seus débitos emitindo dinheiro, uma enorme vantagem em relação, por exemplo, a países europeus presos a uma moeda que eles não controlam. A única real preocupação é a inflação”, afirmou Buffett.

O vice-presidente da Berkshire Hathaway, Charlie Munger pôs ainda mais lenha na fogueira. “Republicanos e democratas estão disputando quem é o mais estúpido. E a cada hora um parece estar ganhando do outro.”


Fuja do dólar e e do ouro
Warren Buffett declarou que, certamente, o dólar, assim como “outras moedas estrangeiras”, ainda sofrerá mais desvalorização, mas disse ser impossível dimensionar “de que tamanho será essa queda”, por isso não recomenda investimentos no câmbio. Buffett declarou que, se fosse viver por mais 50 anos, investiria em tecnologia ou energia. Munger completou: “ou procuraríamos alguém que tem qualidades que não temos. Mas isso seria difícil de encontrar”.


A um acionista que perguntou sobre investimentos em petróleo, Buffett disse que, por se tratar de uma recurso finito, ele garante que, algum dia, o petróleo valerá ainda mais do que hoje. Mas acrescentou que “uma pessoa inteligente pode ganhar muito mais dinheiro investindo em ações produtivas do que especulando sobre commodities”.

Ele declarou que não seguirá a “corrida pelo ouro”, que elevou o preço do produto a mais de US$ 1.500 (USD/oz). O megainvestidor argumentou que “com o ouro que existe no mundo, poderia comprar todas as fazendas dos Estados Unidos, dez Exxon Mobils, e ainda sobraria US$ 1 trilhão”. E provocou: “até onde eu sei, a única coisa que se pode fazer com ouro é admirá-lo e fundi-lo”.


Buffett leva 35 mil pessoas a Omaha
Quando perguntado sobre que investimento faria se vivesse por mais cinquenta anos, Munger foi categórico: tecnologia e energia. Numa alfinetada à republicana Sarah Pallin, Munger declarou que “quem acha que a solução é cavar, cavar, cavar, cavar está louco”. Buffett disse que há anos a Berkshire investe em energia renovável. Ele calcula que em cinco ou dez anos ações desse tipo de empresa se valorizem bastante. O investidor também defendeu o uso de energia nuclear.

Em relação à crise econômica, disse que “sempre haverá razões para se preocupar, mas o poder do capitalismo é incrível. É ele quem nos impulsionará”. Munger afirmou que o maior erro dos americanos frente ao colapso econômico tem sido “não estarmos aprendendo o suficiente com grande bagunça que fizemos.”

Arrancando risos da platéia, outro acionista perguntou o que os octogenários fariam se tivessem filhos nos próximos cinco anos e precisassem ensina-los a importância do trabalho para competir com crianças nascidas na China e na Índia.

Buffett não achou graça e respondeu a sério que se uma criança nasce pensando que não precisa trabalhar porque os pais têm dinheiro, houve um grande erro.

"Quero ser lembrado por ter morrido velho"

O terceiro homem mais rico do mundo afirmou não querer que recordem dele pelo patrimônio. “Daqui a cem anos desejo ser lembrado apenas por ter morrido velho”. Charles Munger completou: “Warren quer que as pessoas olhem pra ele no seu funeral e digam: é o cadáver mais velho que já vi!”










Warren Buffett abre 'Woodstock do capitalismo'
30/04/2011
Em evento anual com acionistas em Omaha, Buffett não escapou de perguntas sobre a demissão de seu braço direito, Dave Sokol

Todo ano, na primavera, dezenas de milhares de seguidores invadem Omaha, no estado do Nebraska, para ouvir os ensinamentos do bilionário Warren Buffett. A cidade natal do empresário, no coração dos Estados Unidos, é palco do encontro anual da empresa Berkshire Hathaway.

Durante um fim de semana, o terceiro homem mais rico do mundo divide com acionistas seus segredos de sucesso, responde a centenas de perguntas previamente selecionadas por um grupo de jornalistas e apresenta relatórios com o desempenho das empresas do grupo.

O excêntrico e bem-humorado octogenário apelidou o encontro de “Woodstock do capitalismo”, por angariar tantos fãs. Mas este ano, os 35 mil acionistas que lotaram o Qwest Center não queriam só festa. O oráculo de Omaha teve que dar mais que respostas. Foi obrigado a tirar da manga algumas explicações.


Antes mesmo do início , quando passeava pelos corredores do centro de exposições, o “oráculo de Omaha”, como é conhecido Warren Buffet, foi metralhado com perguntas sobre o caso Dave Sokol. O mais cotado sucessor de Buffett pediu demissão no fim de março.

Ele admitiu ter adquirido ações da petroleira Lubrizol por US$ 10 milhões um dia depois de orquestrar a compra da empresa pela Berkshire, por US$ 9 bilhões. Com a valorização dos papéis da Lubrizol, Sokol teve um lucro de aproximadamente US$ 3 milhões.

Na época, Buffett declarou que Sokol havia informado que possuía ações da empresa, mas admitiu que não o interpelou sobre “quando e quantas ações comprou”. O terceiro homem mais rico do mundo disse, ainda, que o pedido de demissão de Sokol fora uma “completa surpresa” e que “não passava pela sua cabeça que Sokol o pudesse estar enganando”. E acrescentou que as contribuições dele haviam sido “extraordinárias”. A polêmica trouxe a questão: será o oráculo de Omaha apenas um comandante distraído num barco navegado por marinheiros de caráter duvidoso?

A resposta pode vir neste sábado, de dentro da arena do Qwest Center. Pontualmente às 9h30 da manhã (horário de Omaha), Buffett deu início à conversa com os acionistas. Primeiro, Buffett trouxe as más notícias. Em um balanço do desempenho das empresas da Berkshire Hathaway no primeiro trimestre de 2011, estimou em US$ 1,673 bilhão o prejuízo das seguradoras. A culpa seria da sucessão de desastres naturais no período. Buffett citou as enchentes na Austrália e os terremotos na Nova Zelândia e no Japão.

“Ainda assim, no fim do semestre, temos US$ 38 bilhões em caixa, sem contar com os US$ 5,5 bilhões recebidos em abril do Goldman Sachs. No geral, foi um começo de ano muito difícil para as seguradoras, mas com muitos lucros na maioria dos nossos outros negócios”, disse.

O empresário já havia anunciado que não haveria perguntas proibidas e, antes de dar início à sabatina, deu explicações sobre o caso Dave Sokol.

“Foi indesculpável e inexplicável. A parte indesculpável é ele não ter me informado de que tinha qualquer contato com o Citigroup e que a compra das ações da Lubrizol havia sido feita pouco antes de nos recomendar a compra da empresa. Houve violação do nosso código de ética. A parte inexplicável é que ele não tentou, em nenhum momento, disfarçar o fato de que estava comprando as ações. Tem gente que usa vizinhos, primos para mascarar negociatas e ele não fez nada disso. Meu grande erro foi não ter perguntando a ele quando havia comprado as ações.”