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sábado, 16 de abril de 2011

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE


Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos aumentaram em 3.498 lotes suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram queda de 2.534 lotes em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 29.513 posições líquidas long (36,667posições long — compradas — e 7.154 posições short —vendidas) no último dia 12 de abril. No relatório anterior, referente a 05 de abril, eles tinham em mãos 26.015 posições líquidas long (36.455 posições long— compradas — e 10.440 posições short — vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 12, um saldo de 31.968 posições líquidas short (67.970 posições compradas e 99.938 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 28.520 posições líquidas short (65.051 posições compradas e 93,571 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.455 posições líquidas compradas, sendo8.065 compradas e 5.610 vendidas. No relatório referente a 05 de abril, por sua vez, eles apresentavam 2.505 posições líquidas compradas, sendo 7.081 compradas e 4.576 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de121.875 lotes no dia 12 de abril, ao passo que na semana anterior elas somaram124.409 lotes.

Café na ICE Futures tem nova alta e já mira níveis de 1997

Café na ICE Futures tem nova alta e já mira níveis de 1997

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas expressivas, em mais uma sessão caracterizada por compras expressivas de especuladores e de fundos, o que permitiu que o maio rompesse, com considerável facilidade, o nível de 285,00 centavos e ampliasse ainda mais os ganhos, com o encerramento do dia se dando próximo das máximas.

As médias móveis do mercado, inclusive para posições mais imediatas, se mostram fortalecidas, com os fechamentos se dando acima de tais indicadores o que é uma sinalização de que o mercado continua operando em um viés altista. Graficamente, o mercado se mostra também consistente e algumas análises indicam uma propensão para que o nível de máxima de quase 14 anos, alcançado em 9 de março, seja testado, o que poderia abrir espaço para uma tentativa consistente de o maio ir para um range entre 311,00 e 318,00 centavos, próximo do nível observado em maio de 1997. No final de 2010, o mercado pouco acreditava que esse patamar de 1997 pudesse ser testado, apesar dos ganhos consistentes que já eram experimentados. Agora, tais patamares são críveis, o que demonstra que a situação fundamental é consideravelmente apertada. Muitos players projetam uma disponibilidade ainda muito curta ao longo de 2011, que sofrerá de forma adicional, já que o Brasil irá ofertar menos no mercado, por conta da bianualidade da cultura.

Os estoques, por sua vez, como já demonstrado pelos números da Organização Internacional do Café, atingem seus menores números em décadas, seja nos armazéns de consumidores como de produtores, em um cenário propício para que o sentimento bullish (altista) que domina o mercado continue a ser verificado.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 570 pontos com 288,10 centavos, sendo a máxima em 288,65 e a mínima em 282,40 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 595 pontos, com a libra a 291,10 centavos, sendo a máxima em 291,65 e a mínima em 285,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 4 dólares, com 2.462 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 1 dólar, com 2.468 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia se caracterizou por ratificar o quadro de força altista. O julho iniciou a sessão acima dos 285,00 centavos e preservou esse nível, mesmo testando os 285,20 centavos, sendo que, após isso, gradativamente, as compras passaram a ser processadas e os ganhos se concretizaram, com o nível de 290,00 centavos sendo rompido. "Tecnicamente, o mercado se mostrou muito positivo hoje e isso foi observado nesse rompimento de resistência mínimas com facilidade. A tendência se mantém de alta e é possível que as máximas de 14 anos sejam buscas no curto prazo, se não tivermos uma pressão externa, evidentemente", disse um trader, que lembrou que tal pressão não foi observada, por exemplo, nesta sexta, dia em que as commodities voltaram a subir — o índice CRB fechou com valorização de 0,59% —, assim como as bolsas norte-americanas. "Os baixos estoques de café em todo o mundo e a produção mundial crescendo menos que o consumo, não são reflexo apenas das mudanças climáticas. São conseqüência principalmente dos preços praticados por muitos anos no comércio internacional, mascarados até o ano passado pelos estoques internacionais. Com os estoques perigosamente baixos, o quadro ficou claro e os preços começaram a reagir. O agravamento dos problemas climáticos complica ainda mais o cenário", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comunicado semanal de mercado.

Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 104.360 sacas no final de março, totalizando 4.232.153 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de fevereiro, os estoques do país eram de 4.127.793 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 34.674 sacas, com o aumento nos armazém de Jacksonville sendo de 25.000 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Norfolk, com baixa de 12.521 sacas.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 14, somaram 944.415 sacas, contra 745.651 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.673 sacas indo para 1.565.303 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.518 lotes, com as opções tendo 5.675 calls e 4.976 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 288,65, 289,00, 289,50, 289,90-290,00, 290,50, 291,00, 291,50, 292,00, 293,50 e 294,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 282,40, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,20, 280,00, 279,50, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50 e 277,00 centavos por libra.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Market International coffee

Market International coffee
Colombians, UGQ, were offered FOB, for Apr./May/June equal shipment from 24¢ to 26¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Apr./May/June equal shipment from 30¢ to 31¢ over the relevant months “C.
” Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 3¢ over the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 4¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Apr/May shipment from 19¢ to 17¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 2¢ under to equal to May London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Apr./May/June crossing from 9¢ to 11¢ over the relevant months “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May/June equal shipment from 6¢ to 9¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr. through July equal shipment from 10¢ to 12¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Apr./May/June equal shipment from $9 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $15 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through July equal shipment from $21 to $23 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $30 over per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through July equal shipment from $32 to $33 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $10 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $14 to $16 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Apr. through July equal shipment were offered FOB from $18 to $20 the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $4 to $5 over the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $1 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from equal to the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 15¢ over May London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 7¢ over May London.
Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 7.5¢ over May London.

Café volta a subir na ICE e gráficos apontam para viés altista

Café volta a subir na ICE e gráficos apontam para viés altista

Os contratos de café negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, influenciadas por compras especulativas e, em menor grau, de fundos, em uma sessão caracterizada por rolagens, com o diferencial de maio para julho se alargando ligeiramente. O maio se consolidou no nível de 280,00 centavos, apesar de, no início dos negócios, algumas tentativas de romper esse suporte tivesse sido tentadas. No nível de 279,00 centavos, no entanto, o mercado voltou a sentir a fraqueza dos bearish (baixistas) e, pouco a pouco, os ganhos foram retomados, sendo que, na segunda parte do dia, algumas realizações de lucro limitaram parte dos ganhos. O mercado externo colaborou para as altas do café.

O índice CRB teve um dia de ligeiros ganhos, assim como as bolsas de valores nos Estados Unidos, ao passou que o dólar voltou a experimentar baixas. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 170 pontos com 282,40 centavos, sendo a máxima em 285,00 e a mínima em 279,15 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 145 pontos, com a libra a 285,15 centavos, sendo a máxima em 287,70 e a mínima em 281,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 30 dólares, com 2.466 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 31 dólares, com 2.469 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, os futuros de café ampliaram os ganhos nesta quinta-feira, numa continuidade do viés altista técnico iniciado depois das baixas de 5 de abril. O perfil do mercado é altista, com uma pequena resistência se situando na máxima de quase 14 anos, alcançada em 9 de março, em 298,15 centavos de dólar por libra peso. O mercado de café em Nova Iorque vem observando uma formação de longo prazo altista por meses. Recentemente, uma ação corretiva para baixo foi iniciada, após 9 de maio, que, no entanto, não demonstrou continuidade, o que deu suporte para uma retomada dos ganhos. "Aparentemente, as baixas de março foram caracterizadas por uma fase corretiva. Sem que tivéssemos, contudo, um impulso mais forte para as perdas", disse Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, em Nova Iorque. Entre 9 de março e 5 de abril os preços para a primeira posição do café variaram entre 298,15 e 256,75 centavos.
Gabriel disse que na mínima do início de abril o mercado "voltou os olhos para as baixas e começaria, então, a retomar as altas, com o objetivo de retomar as máximas de março", sustentou. Analisando os gráficos, Gabriel disse que na "base semanal, as médias móveis de curto e médio prazos estão ainda subindo, o que figura que o mercado estaria ainda vivenciando os avanços nas cotações iniciados em julho passado. O avanço ainda se mostra intacto", observou o especialista.
No viés de alta, Gabriel identifica uma zona bullish (altista) nos monitores. "Parece que provavelmente poderemos nos mover para o alto, em uma área entre 311,00 e 318,00 centavos. Se esse rally se efetivar, no curto e médio prazo, poderíamos testar os níveis de alta alcançados em 1997, ano em que, no mês de maio, Nova Iorque tocou os 318,00 cents", disse. Na área negativa, Gabriel vê dois suportes mais consideráveis em 272,00 e 256,00 centavos por libra. "Eu esperaria dificuldades para esses suportes serem rompidos", disse, acrescentando que o mercado continua demonstrando força e que pode contar com alguma volatilidade, no entanto, a tendência é de mais altas, com recuos apenas modestos em determinadas sessões.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.575 sacas indo para 1.566.976 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.696 lotes, com as opções tendo 3.512 calls e 5.507 puts. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 13, somaram 824.715 sacas, contra 745.651 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 285,00, 285,50, 286,00, 286,50, 287,00, 287,50, 288,00, 288,50, 289,00, 289,50 e 289,90-290,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 279,15, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50, 277,00, 276,50, 276,00, 275,50 e 275,10-275,00 centavos por libra.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mesmo com cenário externo negativo, café preserva suporte na ICE

Mesmo com cenário externo negativo, café preserva suporte na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, ainda que bastante modestas, em um dia em que os mercados externos estiveram agitados e acumularam perdas significativas, refletindo o temor com a situação no Japão, país que ampliou seu alerta de risco para a radiação nuclear na usina de Fukushima. Os mercados questionam o poder de recuperação do país, diante de tantos problemas. Assim, essa que é uma das maiores economias mundiais poderia ver seu poder de demanda cair drasticamente e isso afeta segmentos diversos, como foi o caso, nesta terça-feira, do petróleo e de alguns metais.

O café iniciou o dia em queda e chegou a registrar perdas consideráveis, mas, mais uma vez, os bearishs (baixistas) não demonstraram força para puxar o mercado para níveis inferiores aos suportes mais básicos e, passo a passo, um movimento de recuperação foi sendo desenhado na segunda metade do dia e as perdas, ao final dos negócios, não foram das mais pronunciadas. No after-hours, as perdas tiveram uma ligeira ampliação. Um operador observou que o dia foi caracterizado pela negatividade nos mercados externos.

O índice CRB, por exemplo, fechou a terça-feira com perdas de quase 2%, ao passo que o petróleo, que chegou a recuar mais de 3% ao longo do dia, desacelerou essas baixas na segunda parte do dia e recuou 0,39%. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 80 pontos com 273,80 centavos, sendo a máxima em 275,70 e a mínima em 270,20 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 70 pontos, com a libra a 276,90 centavos, sendo a máxima em 278,65 e a mínima em 273,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 4 dólares, com 2.431 dólares por tonelada, com o julho tendo estabilidade em 2.426 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, mesmo com o recuo no final do dia, a sessão desta terça-feira foi caracterizada, novamente, pela força dos contratos de café. O maio foi pressionado e atingiu o nível de 270,20 centavos, mas conseguiu preservar o nível psicológico de 270,00 centavos, o que deu espaço para que recompras e novas compras especulativas fossem verificadas, com as cotações voltando a se aproximar do nível de fechamento da segunda-feira. "Tivemos uma sessão que tinha todos os aspectos para novas baixas, mas a força das compras reequilibrou o jogo. Estamos focados nos aspectos fundamentais, como a oferta limitada e os estoques sofríveis e isso dá um bom estímulo para a manutenção dos preços", disse um trader. "Tivemos um dia em que muita gente se perguntou o que pode acontecer com a economia, com um foco particular na situação do Japão", disse John Kilduff, sócio da Again Capital LCC, em Nova Iorque.

O Equador exportou 233.841 sacas de café no primeiro bimestre do ano, volume 42% superior às 158.022 sacas remetidas ao exterior no mesmo período de 2010, indicou o Conselho Nacional do Café do país. Entre janeiro e fevereiro, o embarque de café verde atingiu 92.762 sacas, ao passo que as remessas de solúvel atingiram 131.079 sacas. As exportações totais geraram uma receita de 34,13 milhões de dólares, 59% acima do aferido em 2010. A Colômbia liderou as compras de café equatoriano, seguida da Alemanha, Rússia e Polônia. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 11, somaram 518.315 sacas, contra 321.264 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram baixa de 635 sacas indo para 1.567.123 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 42.169 lotes, com as opções tendo 2.204 calls e 2.728 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 275,70, 276,00, 276,50 276,90-277,00, 277,50, 278,00, 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50 e 281,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 270,20, 270,00, 269,85, 269,50, 269,00, 268,50, 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50 e 265,10-265,00 centavos por libra.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Depois de ser pressionado, café fecha estável na ICE Futures

Depois de ser pressionado, café fecha estável na ICE Futures

Os contratos futuros de café arábica encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, em um movimento de recuperação, após ter registrado perdas consideráveis na parte da manhã. Mesmo em um dia de indicadores externos negativos, o café conseguiu mostrar solidez ao ver o intervalo de 270,00 centavos para o maio rompido. Passo a passo, o mercado foi tendo recuperação e encerrou os negócios bem próximo da estabilidade. Logo na abertura, algumas vendas especulativas e de fundos foram verificadas e ampliadas. No entanto, os bearish (baixistas) mais uma vez demonstraram pouco fôlego e não conseguiram ampliar as liquidações. Com isso, um movimento de recompra foi registrado, o que permitiu que o fechamento do intraday se desse próximo do nível de encerramento da sexta-feira. No after-hours, algumas vendas novas foram detectas e as baixas foram relativamente mais consistentes.
Um operador indicou que o mercado se comportou com consistência nesta segunda-feira, já que conseguiu estabilizar um quadro de pressão, mesmo em um cenário negativo. Ao longo do dia, por exemplo, o índice CRB recuou, influenciado, diretamente, pelo petróleo, que acumulou perdas de quase 3%. Além disso, o dólar, que vinha registrando um quadro de fraqueza nos últimos dias, conseguiu encerrar com ligeiros ganhos em relação a uma cesta de moedas internacionais.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 35 pontos com 274,60 centavos, sendo a máxima em 276,90 e a mínima em 269,85 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 25 pontos, com a libra a 277,60 centavos, sendo a máxima em 279,80 e a mínima em 272,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou baixa de 41 dólares, com 2.427 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, com 2.426 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, o mercado deu uma boa demonstração técnica de força nesta segunda-feira. O julho conseguiu manter o intervalo de 272,80 centavos, apesar de alguma atividade considerável dos bearish, com isso, os contratos conseguiram voltar a registrar estabilidade. Os baixistas, por sua vez, mostram que o ímpeto vendedor recente parece já não ter mais tanta solidez. "Mesmo com um cenário externo de pressão, conseguimos uma recuperação considerável e, assim, ao longo da segunda parte do dia flutuamos próximos da estabilidade ou com algumas baixas não tão intensas.

Caso as commodities voltem a se reacomodar, principalmente com o petróleo não caindo tanto, é possível que voltemos a contar com uma força maior dos compradores", disse um trader. "A volatilidade alta dos mercados futuros acontece em um momento que os agentes, leia-se exportadores, dealers, e torradores, evitam ter posições grandes em aberto com o receio do aperto do fluxo de caixa — sem falar que há uma falta de consenso com relação ao preço 'justo' da commodity. Muitos compradores também têm tido o cuidado de não aumentar a exposição depois de um período complicado em termos de recebimento de café, que ou não foram entregues, ou resultaram em entregas de qualidades inferiores às contratadas" indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting, em Nova Iorque.

A produção de café do Burundi mais que triplicou e atingiu as 24 mil toneladas métricas, contra 6,3 mil toneladas da temporada passada, com o auxílio do clima favorável e também da temporada bianual de alta. A entidade de representação do café do país africano indicou que a safra 2010/2011 tinha a perspectiva de ficar em 25 mil toneladas métricas, mas, devido à presença de pragas em algumas lavouras, houve uma retificação no número em 1 mil toneladas. O país, que produz majoritariamente café arábica, tem um parque cafeeiro velho, com 50% das plantas tendo mais de 40 anos. O governo recentemente realizou um programa de estímulo à renovação de lavouras, visando o aumento da produtividade e da produção.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 8, somaram 425.304 sacas, contra 321.264 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.050 sacas indo para 1.567.578 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.216 lotes, com as opções tendo 1.483 calls e 2.531 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 276,90-277,00, 277,50, 278,00, 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50, 281,00, 281,50 e 282,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 269,85, 269,50, 269,00, 268,50, 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50 e 265,10-265,00 centavos por libra.

Leite Derramado

Leite Derramado
Celso Luis Rodrigues Vegro
Eng. Agr., MS Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
Pesquisador Científico do IEA
Empresto o título do último livro do escritor e compositor Chico Buarque (premiado com o Jabuti em 2010) para, igualmente, nomear esta análise do mercado de café. O escritor, em seu livro, discorre sobre a evolução de uma família ao longo de dois séculos, enfatizando sua decadência e seu futuro pessimista. A metáfora é evidente, o autor sugere por meio da saga familiar a própria trajetória do esforço em construir a nação brasileira. Por acaso, também, temos nosso leite derramado no agronegócio café e por essa razão faço proveito desse título.
Derramar leite no café é o hábito rotineiro de milhões de brasileiros logo pela manhã. Sem um quente pingado muitos se recusam em começar seu dia. Mas a derrama da qual pretendo tratar é de outra natureza, mais séria e menos humorada.
Um dos maiores dilemas do crescimento econômico brasileiro consiste na dificuldade em construir uma indústria com relevância global. Dos anos 30 ao final dos 70, nossas elites políticas e intelectuais imaginaram que se havia alcançado essa etapa do desenvolvimento, pois o país crescia, ano a ano, a dois dígitos ou muito próximo desse patamar. Ao início dos anos 80 o Brasil era a décima primeira potência mundial! Todavia, a autarquia sob a qual se erigia o setor industrial criava gigantes conglomerados com pés de barro e a pequena abertura que se iniciou nos anos 90 mostrou suas patentes deficiências.
Os anos 80 até meados dos 90, assinalaram o período hiperinflacionário na economia brasileira e foram marcados pelas inúmeras tentativas em se debelar as causas desse processo. A chamada inércia inflacionária fazia parte do cálculo empresarial e financeiro, criando uma espécie de ciranda em que havia pouquíssimos ganhadores. Naturalmente o país parou de crescer economicamente. A indústria dita: “complexa e integrada”, substitui a insubstituível melhoria contínua pelas facilidades do resultado financeiro, oriundo da aplicação desbragada de seus ativos no atrativo mercado dos títulos.
A implantação do Plano Real foi um marco divisório na trajetória recente da economia brasileira. Naquele momento a autoridade econômica conseguiu colocar a inflação em posição de xeque mate. Recupera-se o horizonte para o investimento e a indústria passa a apostar em perspectivas de um crescimento vigoroso nas décadas vindouras. Foi o que de fato ocorreu, sendo o caso da indústria automobilística um paradigma dessa transformação (das carroças dos anos Collor para veículos de classe internacional na atualidade).
Adentrando nos anos 2000, a política econômica passa a se sujeitar a uma espécie de sinuca cambial incontornável. O patamar de juros referenciais exigidos para frear o crescimento e segurar a inflação associado ao acúmulo monumental de reservas internacionais, passa a pressionar de tal modo o real que não se tem escapatória, seu destino é ganhar mais e mais valor frente ao combalido dólar.
Se o fim da inflação crônica permitiu um salto no patamar da produção e da produtividade da indústria brasileira, a apreciação da moeda está, na contramão, sufocando o êxito anterior. A trilha para o desastre somente não é mais direta devido ao vigor com que o mercado interno se expande, inclusive, a taxas que sinalizam prováveis bolhas de ativos (financiamento de veículos e imóveis) em futuro próximo.
Sob a sinuca cambial cria-se situação em que não há como se inserir no mercado internacional por perda de competitividade em preços. Algumas raras exceções podem ser relacionadas, como: Vale; Petrobras; Embraer; BR Foods; JBS; empreiteiras e mais poucas outras que não cobrem sequer os dedos das mãos, faz da indústria brasileira algo descartável no panorama internacional. Essa tese formulada pelo brilhante professor Antônio Barros de Castro é sem dúvida uma constatação legítima e verificável empiricamente(1). Matérias primas básicas e de baixo valor agregado ou de reduzido conteúdo tecnológico compõe a fatia majoritária de nossas exportações.
Para exemplificar o atraso de nossa indústria tomo o exemplo da Coréia. Nos anos 80, recém saída de uma brutal guerra, tinha em sua Hunday uma das suas empresas mais relevantes, porém, comparativamente a brasileira Votorantim, sequer alcançava à época metade do faturamento dessa última. Em 2010, a coreana vendeu US$112,6 bilhões e a brasileira apenas US$17,5 bilhões(2), ou seja, em 20 anos ocorre uma dramática inversão com a coreana já negociando 6,5 vezes mais que a brasileira. Essa é a dificuldade brasileira, grupos empresariais anêmicos e sem expressão global.

Sem a robustez necessária para se posicionar na teatro internacional, os grupos empresariais industriais brasileiros não conferirão o suporte para que a economia nacional seja verdadeiramente pujante. Porém há um segmento em que essa possibilidade se concretizou: o agronegócio. A liderança mundial em suco de laranja; complexo soja e carnes; café; sucroalcooleiro e celulose, por exemplo, faz do Brasil referência sem igual no competitivo mercado mundial das commodities e suas congêneres.
Não se pode desprezar o papel dos bancos públicos na estruturação das empresas bem sucedidas do agronegócio. Recentemente ocorreu o investimento direto do BNDES no frigorífico JBS, financiando suas aquisições nacionais e internacionais. Por meio desse maciço investimento público o grupo empresarial assumiu a liderança mundial no abate e processamento de carne bovina.
Análise sobre os benefícios dessa concentração de capital sustentada pelo apoio governamental foi recentemente delineada pelo economista José Mendonça de Barros(3) . O consultor destacou o pífio resultado da vultosa injeção de recursos públicos nessa estratégia, perguntando-se sobre a validade de tal política. O crescimento em tamanho não repercutiu nos esperados ganhos de escala, sinalizando, ao contrário, deseconomias com unidades inclusive sendo paralisadas. O resultado mais expressivo do portentoso grupo foi à falência de outros médios e pequenos frigoríficos menos capitalizados.

O aparente fracasso na constituição desse musculoso grupo empresarial brasileiro em carnes, não descarta que em outros segmentos o esforço não deveria ser tentado. A intenção de desmembramento da Sara Lee, com a venda de seus ativos em café no Brasil, deveria ter sido aproveitada. Algum apoio do BNDES deveria ser oferecido a grupo empresarial que fosse capaz de assumir esses ativos, com o compromisso de exportar pelo menos 30% de seu processamento anual e, ainda, promover de forma engajada a melhoria do café oferecido aos brasileiros, traria resultados formidáveis para o agronegócio. A dificuldade maior se centraria em selecionar esse grupo empresarial(5) com ímpeto necessário para tomar conta do negócio e fazê-lo crescer exatamente nos moldes do atual ícone mundial do segmento: a NESPRESSO.
Sem empresas globais no mercado de café as chances do Brasil se converter numa plataforma de negócios do produto são muito reduzidas, senão inexistentes. Continuaremos a nos chatear ao constatar que a Alemanha continua ganhando mais que o Brasil, atuando exatamente com o nosso café. As exportações de torrado e moído (T&M), por exemplo, após longos dez anos de apoio público por meio da Agência de Promoção das Exportações (APEX)(6), se reduziram de US$40 milhões em 2009 para metade disso em 2010. Pior ainda, por miopia de lideranças da lavoura, fortalece-se a proibição do drawback café, regulamento demandado pela indústria do solúvel, atuando assim como carrasco do segmento incumbindo em puxar a alavanca do cadafalso que dela dará cabo.
A concentração do capital na indústria de T&M no mercado doméstico segue em ritmo forte, mas ainda incapaz de constituir grupos empresariais que façam alguma diferença no cenário internacional. A escalada das cotações tratará de colocar inúmeras delas à venda, pois o oligopólio competitivo do varejo resistirá duramente à remarcação dos preços. O contexto é ainda piorado pelo falta de tradição dos torrefadores em não se proteger das oscilações nas cotações e não transferir seus riscos por meio de títulos adquiridos em bolsa, pois a qualidade oferecida nos contratos daquele mercado encontra-se muito acima de suas aquisições usuais.
Leite derramado! Agora já é tarde para lastimar a oportunidade perdida. Arrependimento, nem pensar. A chance de sermos grandes no segmento de T&M esteve em nossos colos. Daqui em diante como desde sempre tem sido, veremos um salve-se quem puder, com a tradicional indústria tecnologicamente atrasada piorando seu blend de forma escandalosa; o governo se omitindo em fazer valer imediatamente a Instrução Normativa 16; os órgãos de defesa do consumidor totalmente alheios à desfaçatez empresarial em encharcar bastante o café e a população subjugada a um produto, majoritariamente, além de caro, vil e miserável.
(1)LEO, S. Desenvolvimento asiático pode ajudar a indústria brasileira. Jornal Valor Econômico, 03/04/2011, pg. A3.
(2)Consultar os respectivos balanços disponíveis em: worldwide.hyundai.com e www.votorantim.com.br
(3)BARROS, J.R.M. de. JBS: vale a pena um campeão nacional. Jornal o Estado de São Paulo, 07/11/2010.
(4)Disponível no sítio: www.agricultura.gov.br
(5)Torrefadoras como Café Maratá e Oderbrecht certamente não devem sequer ser cogitadas para essa parceria por motivos que todo os concorrentes desse mercado conhecem.
(6)Mais um caso daqueles em quem decide como aplicar os recursos públicos não se submete aos interesses da sociedade, privilegiando castas burocráticas e suas viagens internacionais, recheadas pelas polpudas diárias, estandes luxuosos rodeados por pares de modelos selecionadas nas mais destacadas agências mundiais.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

TORREFAÇÃO - Grupo 3corações adquire Café Fino Grão por R$ 50 milhões

AE | 11/04/2011 13:34

O Grupo 3corações, segunda maior torrefadora de café do País, atrás apenas da norte-americana Sara Lee, anunciou nesta segunda-feira a aquisição da empresa Café Fino Grão, que é a segunda marca mais vendida em Minas Gerais e a décima maior indústria no ranking da Associação Brasileira das Indústrias do Café (Abic).

Em comunicado, o presidente do Grupo 3corações, Pedro Lima, informou que serão investidos cerca de R$ 50 milhões na aquisição, ampliação industrial, marketing e distribuição da Café Fino Grão, para reafirmar assim sua liderança em Minas.

Atualmente, a 3corações, joint venture formada pela São Miguel Holding e o grupo israelense Strauss, já industrializa e comercializa as marcas de café 3 Corações, Santa Clara, Pimpinela, Kimimo, Fort e Letícia, as marcas de refresco em pó Frisco e Tornado, os achocolatados Claralate e Achocolatto e os derivados de milho e temperos Dona Clara. Além destes produtos, o grupo também produz café solúvel, cappuccinos e filtros em papel. Tem, ainda, uma unidade de negócios com foco em exportação de café.

O grupo fechou o ano de 2010 com um faturamento de R$ 1,650 bilhão, com projeção para 2011 em torno de R$ 2 bilhões. Analistas consideram que a aquisição da Café Fino Grão pela 3corações é mais um lance no processo de consolidação do setor.

No fim do ano passado, a Sara Lee comprou a torrefadora Café Damasco, com sede em Curitiba (PR), acirrando a concorrência entre as empresas líderes de mercado. Ao mesmo tempo em que se observa essa concentração das grandes, outro fenômeno que se nota é a pressão sobre as médias e pequenas torrefadoras. Além de pouco capitalizadas, já que as margens têm sido reduzidas nos últimos anos, essas torrefadoras são empresas familiares, o que dificulta negociações para enfrentar as grandes indústrias.

Estoques de café na Europa caem para quase 10,3 mi/scs

Gabriela Mello

Os estoques de café mantidos na Europa recuaram 246.635 sacas de 60 quilos em fevereiro, para 10.267.037 sacas, mostraram dados divulgados hoje pela Federação de Café Europeia.

O maior declínio foi registrado no porto da Antuérpia, onde as reservas diminuíram 404.350 sacas no período, para 4.849.500 sacas, de acordo com a entidade. Também houve redução em Le Havre e Bremen entre 31 de janeiro e 28 de fevereiro.

No entanto, os estoques aumentaram em outros portos europeus. Gênova apresentou o maior crescimento, armazenando 111.165 sacas a mais em fevereiro, ou um total de 1.154.362 sacas. As informações são da Dow Jones.