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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mesmo com cenário externo negativo, café preserva suporte na ICE

Mesmo com cenário externo negativo, café preserva suporte na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, ainda que bastante modestas, em um dia em que os mercados externos estiveram agitados e acumularam perdas significativas, refletindo o temor com a situação no Japão, país que ampliou seu alerta de risco para a radiação nuclear na usina de Fukushima. Os mercados questionam o poder de recuperação do país, diante de tantos problemas. Assim, essa que é uma das maiores economias mundiais poderia ver seu poder de demanda cair drasticamente e isso afeta segmentos diversos, como foi o caso, nesta terça-feira, do petróleo e de alguns metais.

O café iniciou o dia em queda e chegou a registrar perdas consideráveis, mas, mais uma vez, os bearishs (baixistas) não demonstraram força para puxar o mercado para níveis inferiores aos suportes mais básicos e, passo a passo, um movimento de recuperação foi sendo desenhado na segunda metade do dia e as perdas, ao final dos negócios, não foram das mais pronunciadas. No after-hours, as perdas tiveram uma ligeira ampliação. Um operador observou que o dia foi caracterizado pela negatividade nos mercados externos.

O índice CRB, por exemplo, fechou a terça-feira com perdas de quase 2%, ao passo que o petróleo, que chegou a recuar mais de 3% ao longo do dia, desacelerou essas baixas na segunda parte do dia e recuou 0,39%. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 80 pontos com 273,80 centavos, sendo a máxima em 275,70 e a mínima em 270,20 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 70 pontos, com a libra a 276,90 centavos, sendo a máxima em 278,65 e a mínima em 273,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 4 dólares, com 2.431 dólares por tonelada, com o julho tendo estabilidade em 2.426 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, mesmo com o recuo no final do dia, a sessão desta terça-feira foi caracterizada, novamente, pela força dos contratos de café. O maio foi pressionado e atingiu o nível de 270,20 centavos, mas conseguiu preservar o nível psicológico de 270,00 centavos, o que deu espaço para que recompras e novas compras especulativas fossem verificadas, com as cotações voltando a se aproximar do nível de fechamento da segunda-feira. "Tivemos uma sessão que tinha todos os aspectos para novas baixas, mas a força das compras reequilibrou o jogo. Estamos focados nos aspectos fundamentais, como a oferta limitada e os estoques sofríveis e isso dá um bom estímulo para a manutenção dos preços", disse um trader. "Tivemos um dia em que muita gente se perguntou o que pode acontecer com a economia, com um foco particular na situação do Japão", disse John Kilduff, sócio da Again Capital LCC, em Nova Iorque.

O Equador exportou 233.841 sacas de café no primeiro bimestre do ano, volume 42% superior às 158.022 sacas remetidas ao exterior no mesmo período de 2010, indicou o Conselho Nacional do Café do país. Entre janeiro e fevereiro, o embarque de café verde atingiu 92.762 sacas, ao passo que as remessas de solúvel atingiram 131.079 sacas. As exportações totais geraram uma receita de 34,13 milhões de dólares, 59% acima do aferido em 2010. A Colômbia liderou as compras de café equatoriano, seguida da Alemanha, Rússia e Polônia. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 11, somaram 518.315 sacas, contra 321.264 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram baixa de 635 sacas indo para 1.567.123 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 42.169 lotes, com as opções tendo 2.204 calls e 2.728 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 275,70, 276,00, 276,50 276,90-277,00, 277,50, 278,00, 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50 e 281,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 270,20, 270,00, 269,85, 269,50, 269,00, 268,50, 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50 e 265,10-265,00 centavos por libra.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Depois de ser pressionado, café fecha estável na ICE Futures

Depois de ser pressionado, café fecha estável na ICE Futures

Os contratos futuros de café arábica encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, em um movimento de recuperação, após ter registrado perdas consideráveis na parte da manhã. Mesmo em um dia de indicadores externos negativos, o café conseguiu mostrar solidez ao ver o intervalo de 270,00 centavos para o maio rompido. Passo a passo, o mercado foi tendo recuperação e encerrou os negócios bem próximo da estabilidade. Logo na abertura, algumas vendas especulativas e de fundos foram verificadas e ampliadas. No entanto, os bearish (baixistas) mais uma vez demonstraram pouco fôlego e não conseguiram ampliar as liquidações. Com isso, um movimento de recompra foi registrado, o que permitiu que o fechamento do intraday se desse próximo do nível de encerramento da sexta-feira. No after-hours, algumas vendas novas foram detectas e as baixas foram relativamente mais consistentes.
Um operador indicou que o mercado se comportou com consistência nesta segunda-feira, já que conseguiu estabilizar um quadro de pressão, mesmo em um cenário negativo. Ao longo do dia, por exemplo, o índice CRB recuou, influenciado, diretamente, pelo petróleo, que acumulou perdas de quase 3%. Além disso, o dólar, que vinha registrando um quadro de fraqueza nos últimos dias, conseguiu encerrar com ligeiros ganhos em relação a uma cesta de moedas internacionais.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 35 pontos com 274,60 centavos, sendo a máxima em 276,90 e a mínima em 269,85 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 25 pontos, com a libra a 277,60 centavos, sendo a máxima em 279,80 e a mínima em 272,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou baixa de 41 dólares, com 2.427 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, com 2.426 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, o mercado deu uma boa demonstração técnica de força nesta segunda-feira. O julho conseguiu manter o intervalo de 272,80 centavos, apesar de alguma atividade considerável dos bearish, com isso, os contratos conseguiram voltar a registrar estabilidade. Os baixistas, por sua vez, mostram que o ímpeto vendedor recente parece já não ter mais tanta solidez. "Mesmo com um cenário externo de pressão, conseguimos uma recuperação considerável e, assim, ao longo da segunda parte do dia flutuamos próximos da estabilidade ou com algumas baixas não tão intensas.

Caso as commodities voltem a se reacomodar, principalmente com o petróleo não caindo tanto, é possível que voltemos a contar com uma força maior dos compradores", disse um trader. "A volatilidade alta dos mercados futuros acontece em um momento que os agentes, leia-se exportadores, dealers, e torradores, evitam ter posições grandes em aberto com o receio do aperto do fluxo de caixa — sem falar que há uma falta de consenso com relação ao preço 'justo' da commodity. Muitos compradores também têm tido o cuidado de não aumentar a exposição depois de um período complicado em termos de recebimento de café, que ou não foram entregues, ou resultaram em entregas de qualidades inferiores às contratadas" indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting, em Nova Iorque.

A produção de café do Burundi mais que triplicou e atingiu as 24 mil toneladas métricas, contra 6,3 mil toneladas da temporada passada, com o auxílio do clima favorável e também da temporada bianual de alta. A entidade de representação do café do país africano indicou que a safra 2010/2011 tinha a perspectiva de ficar em 25 mil toneladas métricas, mas, devido à presença de pragas em algumas lavouras, houve uma retificação no número em 1 mil toneladas. O país, que produz majoritariamente café arábica, tem um parque cafeeiro velho, com 50% das plantas tendo mais de 40 anos. O governo recentemente realizou um programa de estímulo à renovação de lavouras, visando o aumento da produtividade e da produção.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 8, somaram 425.304 sacas, contra 321.264 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.050 sacas indo para 1.567.578 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.216 lotes, com as opções tendo 1.483 calls e 2.531 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 276,90-277,00, 277,50, 278,00, 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50, 281,00, 281,50 e 282,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 269,85, 269,50, 269,00, 268,50, 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50 e 265,10-265,00 centavos por libra.

Leite Derramado

Leite Derramado
Celso Luis Rodrigues Vegro
Eng. Agr., MS Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
Pesquisador Científico do IEA
Empresto o título do último livro do escritor e compositor Chico Buarque (premiado com o Jabuti em 2010) para, igualmente, nomear esta análise do mercado de café. O escritor, em seu livro, discorre sobre a evolução de uma família ao longo de dois séculos, enfatizando sua decadência e seu futuro pessimista. A metáfora é evidente, o autor sugere por meio da saga familiar a própria trajetória do esforço em construir a nação brasileira. Por acaso, também, temos nosso leite derramado no agronegócio café e por essa razão faço proveito desse título.
Derramar leite no café é o hábito rotineiro de milhões de brasileiros logo pela manhã. Sem um quente pingado muitos se recusam em começar seu dia. Mas a derrama da qual pretendo tratar é de outra natureza, mais séria e menos humorada.
Um dos maiores dilemas do crescimento econômico brasileiro consiste na dificuldade em construir uma indústria com relevância global. Dos anos 30 ao final dos 70, nossas elites políticas e intelectuais imaginaram que se havia alcançado essa etapa do desenvolvimento, pois o país crescia, ano a ano, a dois dígitos ou muito próximo desse patamar. Ao início dos anos 80 o Brasil era a décima primeira potência mundial! Todavia, a autarquia sob a qual se erigia o setor industrial criava gigantes conglomerados com pés de barro e a pequena abertura que se iniciou nos anos 90 mostrou suas patentes deficiências.
Os anos 80 até meados dos 90, assinalaram o período hiperinflacionário na economia brasileira e foram marcados pelas inúmeras tentativas em se debelar as causas desse processo. A chamada inércia inflacionária fazia parte do cálculo empresarial e financeiro, criando uma espécie de ciranda em que havia pouquíssimos ganhadores. Naturalmente o país parou de crescer economicamente. A indústria dita: “complexa e integrada”, substitui a insubstituível melhoria contínua pelas facilidades do resultado financeiro, oriundo da aplicação desbragada de seus ativos no atrativo mercado dos títulos.
A implantação do Plano Real foi um marco divisório na trajetória recente da economia brasileira. Naquele momento a autoridade econômica conseguiu colocar a inflação em posição de xeque mate. Recupera-se o horizonte para o investimento e a indústria passa a apostar em perspectivas de um crescimento vigoroso nas décadas vindouras. Foi o que de fato ocorreu, sendo o caso da indústria automobilística um paradigma dessa transformação (das carroças dos anos Collor para veículos de classe internacional na atualidade).
Adentrando nos anos 2000, a política econômica passa a se sujeitar a uma espécie de sinuca cambial incontornável. O patamar de juros referenciais exigidos para frear o crescimento e segurar a inflação associado ao acúmulo monumental de reservas internacionais, passa a pressionar de tal modo o real que não se tem escapatória, seu destino é ganhar mais e mais valor frente ao combalido dólar.
Se o fim da inflação crônica permitiu um salto no patamar da produção e da produtividade da indústria brasileira, a apreciação da moeda está, na contramão, sufocando o êxito anterior. A trilha para o desastre somente não é mais direta devido ao vigor com que o mercado interno se expande, inclusive, a taxas que sinalizam prováveis bolhas de ativos (financiamento de veículos e imóveis) em futuro próximo.
Sob a sinuca cambial cria-se situação em que não há como se inserir no mercado internacional por perda de competitividade em preços. Algumas raras exceções podem ser relacionadas, como: Vale; Petrobras; Embraer; BR Foods; JBS; empreiteiras e mais poucas outras que não cobrem sequer os dedos das mãos, faz da indústria brasileira algo descartável no panorama internacional. Essa tese formulada pelo brilhante professor Antônio Barros de Castro é sem dúvida uma constatação legítima e verificável empiricamente(1). Matérias primas básicas e de baixo valor agregado ou de reduzido conteúdo tecnológico compõe a fatia majoritária de nossas exportações.
Para exemplificar o atraso de nossa indústria tomo o exemplo da Coréia. Nos anos 80, recém saída de uma brutal guerra, tinha em sua Hunday uma das suas empresas mais relevantes, porém, comparativamente a brasileira Votorantim, sequer alcançava à época metade do faturamento dessa última. Em 2010, a coreana vendeu US$112,6 bilhões e a brasileira apenas US$17,5 bilhões(2), ou seja, em 20 anos ocorre uma dramática inversão com a coreana já negociando 6,5 vezes mais que a brasileira. Essa é a dificuldade brasileira, grupos empresariais anêmicos e sem expressão global.

Sem a robustez necessária para se posicionar na teatro internacional, os grupos empresariais industriais brasileiros não conferirão o suporte para que a economia nacional seja verdadeiramente pujante. Porém há um segmento em que essa possibilidade se concretizou: o agronegócio. A liderança mundial em suco de laranja; complexo soja e carnes; café; sucroalcooleiro e celulose, por exemplo, faz do Brasil referência sem igual no competitivo mercado mundial das commodities e suas congêneres.
Não se pode desprezar o papel dos bancos públicos na estruturação das empresas bem sucedidas do agronegócio. Recentemente ocorreu o investimento direto do BNDES no frigorífico JBS, financiando suas aquisições nacionais e internacionais. Por meio desse maciço investimento público o grupo empresarial assumiu a liderança mundial no abate e processamento de carne bovina.
Análise sobre os benefícios dessa concentração de capital sustentada pelo apoio governamental foi recentemente delineada pelo economista José Mendonça de Barros(3) . O consultor destacou o pífio resultado da vultosa injeção de recursos públicos nessa estratégia, perguntando-se sobre a validade de tal política. O crescimento em tamanho não repercutiu nos esperados ganhos de escala, sinalizando, ao contrário, deseconomias com unidades inclusive sendo paralisadas. O resultado mais expressivo do portentoso grupo foi à falência de outros médios e pequenos frigoríficos menos capitalizados.

O aparente fracasso na constituição desse musculoso grupo empresarial brasileiro em carnes, não descarta que em outros segmentos o esforço não deveria ser tentado. A intenção de desmembramento da Sara Lee, com a venda de seus ativos em café no Brasil, deveria ter sido aproveitada. Algum apoio do BNDES deveria ser oferecido a grupo empresarial que fosse capaz de assumir esses ativos, com o compromisso de exportar pelo menos 30% de seu processamento anual e, ainda, promover de forma engajada a melhoria do café oferecido aos brasileiros, traria resultados formidáveis para o agronegócio. A dificuldade maior se centraria em selecionar esse grupo empresarial(5) com ímpeto necessário para tomar conta do negócio e fazê-lo crescer exatamente nos moldes do atual ícone mundial do segmento: a NESPRESSO.
Sem empresas globais no mercado de café as chances do Brasil se converter numa plataforma de negócios do produto são muito reduzidas, senão inexistentes. Continuaremos a nos chatear ao constatar que a Alemanha continua ganhando mais que o Brasil, atuando exatamente com o nosso café. As exportações de torrado e moído (T&M), por exemplo, após longos dez anos de apoio público por meio da Agência de Promoção das Exportações (APEX)(6), se reduziram de US$40 milhões em 2009 para metade disso em 2010. Pior ainda, por miopia de lideranças da lavoura, fortalece-se a proibição do drawback café, regulamento demandado pela indústria do solúvel, atuando assim como carrasco do segmento incumbindo em puxar a alavanca do cadafalso que dela dará cabo.
A concentração do capital na indústria de T&M no mercado doméstico segue em ritmo forte, mas ainda incapaz de constituir grupos empresariais que façam alguma diferença no cenário internacional. A escalada das cotações tratará de colocar inúmeras delas à venda, pois o oligopólio competitivo do varejo resistirá duramente à remarcação dos preços. O contexto é ainda piorado pelo falta de tradição dos torrefadores em não se proteger das oscilações nas cotações e não transferir seus riscos por meio de títulos adquiridos em bolsa, pois a qualidade oferecida nos contratos daquele mercado encontra-se muito acima de suas aquisições usuais.
Leite derramado! Agora já é tarde para lastimar a oportunidade perdida. Arrependimento, nem pensar. A chance de sermos grandes no segmento de T&M esteve em nossos colos. Daqui em diante como desde sempre tem sido, veremos um salve-se quem puder, com a tradicional indústria tecnologicamente atrasada piorando seu blend de forma escandalosa; o governo se omitindo em fazer valer imediatamente a Instrução Normativa 16; os órgãos de defesa do consumidor totalmente alheios à desfaçatez empresarial em encharcar bastante o café e a população subjugada a um produto, majoritariamente, além de caro, vil e miserável.
(1)LEO, S. Desenvolvimento asiático pode ajudar a indústria brasileira. Jornal Valor Econômico, 03/04/2011, pg. A3.
(2)Consultar os respectivos balanços disponíveis em: worldwide.hyundai.com e www.votorantim.com.br
(3)BARROS, J.R.M. de. JBS: vale a pena um campeão nacional. Jornal o Estado de São Paulo, 07/11/2010.
(4)Disponível no sítio: www.agricultura.gov.br
(5)Torrefadoras como Café Maratá e Oderbrecht certamente não devem sequer ser cogitadas para essa parceria por motivos que todo os concorrentes desse mercado conhecem.
(6)Mais um caso daqueles em quem decide como aplicar os recursos públicos não se submete aos interesses da sociedade, privilegiando castas burocráticas e suas viagens internacionais, recheadas pelas polpudas diárias, estandes luxuosos rodeados por pares de modelos selecionadas nas mais destacadas agências mundiais.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

TORREFAÇÃO - Grupo 3corações adquire Café Fino Grão por R$ 50 milhões

AE | 11/04/2011 13:34

O Grupo 3corações, segunda maior torrefadora de café do País, atrás apenas da norte-americana Sara Lee, anunciou nesta segunda-feira a aquisição da empresa Café Fino Grão, que é a segunda marca mais vendida em Minas Gerais e a décima maior indústria no ranking da Associação Brasileira das Indústrias do Café (Abic).

Em comunicado, o presidente do Grupo 3corações, Pedro Lima, informou que serão investidos cerca de R$ 50 milhões na aquisição, ampliação industrial, marketing e distribuição da Café Fino Grão, para reafirmar assim sua liderança em Minas.

Atualmente, a 3corações, joint venture formada pela São Miguel Holding e o grupo israelense Strauss, já industrializa e comercializa as marcas de café 3 Corações, Santa Clara, Pimpinela, Kimimo, Fort e Letícia, as marcas de refresco em pó Frisco e Tornado, os achocolatados Claralate e Achocolatto e os derivados de milho e temperos Dona Clara. Além destes produtos, o grupo também produz café solúvel, cappuccinos e filtros em papel. Tem, ainda, uma unidade de negócios com foco em exportação de café.

O grupo fechou o ano de 2010 com um faturamento de R$ 1,650 bilhão, com projeção para 2011 em torno de R$ 2 bilhões. Analistas consideram que a aquisição da Café Fino Grão pela 3corações é mais um lance no processo de consolidação do setor.

No fim do ano passado, a Sara Lee comprou a torrefadora Café Damasco, com sede em Curitiba (PR), acirrando a concorrência entre as empresas líderes de mercado. Ao mesmo tempo em que se observa essa concentração das grandes, outro fenômeno que se nota é a pressão sobre as médias e pequenas torrefadoras. Além de pouco capitalizadas, já que as margens têm sido reduzidas nos últimos anos, essas torrefadoras são empresas familiares, o que dificulta negociações para enfrentar as grandes indústrias.

Estoques de café na Europa caem para quase 10,3 mi/scs

Gabriela Mello

Os estoques de café mantidos na Europa recuaram 246.635 sacas de 60 quilos em fevereiro, para 10.267.037 sacas, mostraram dados divulgados hoje pela Federação de Café Europeia.

O maior declínio foi registrado no porto da Antuérpia, onde as reservas diminuíram 404.350 sacas no período, para 4.849.500 sacas, de acordo com a entidade. Também houve redução em Le Havre e Bremen entre 31 de janeiro e 28 de fevereiro.

No entanto, os estoques aumentaram em outros portos europeus. Gênova apresentou o maior crescimento, armazenando 111.165 sacas a mais em fevereiro, ou um total de 1.154.362 sacas. As informações são da Dow Jones.

domingo, 10 de abril de 2011

VOLATILIDADE ALTA EM MERCADO LEVE Por Rodrigo Costa

O Banco Central Europeu aumentou a taxa de juros em 0.25% da mínima histórica de 1%, que vigorava desde julho de 2008, sinalizando aos mercados a determinação em conter a inflação. A expectativa é de incrementos adicionais de 0.50% até o final do ano, mesmo que o efeito possa ser negativo para os países periféricos da União Européia que sofrem com a crise de débitos soberanos. Esta semana foi a vez de Portugal pedir um pacote de ajuda que pode chegar até a 75 bilhões de Euro, fazendo o país se juntar ao grupo dos “resgatados” Grécia e Irlanda. Os urubus de plantão agora miram na Itália e principalmente na Espanha como os próximos alvos, sendo que o último segue o “favorito” na aposta dos pessimistas (ou realistas?).

A China também aumentou suas taxas de juros de 6.06% para 6.36% ao ano, surpreendendo os mercados. O aumento é o quarto em menos de cinco meses e aconteceu antes do país divulgar seus dados inflacionários do mês de março. O time das economias que tem apertado a política monetária conta com a Suécia, Coréia do Sul, Austrália, Tailândia, Taiwan, Índia, Brasil e Vietnã.

Nos Estados Unidos o repasse da subida de preço dos alimentos aos consumidores tem acontecido de forma “sútil”. A indústria ao invés de aumentar preços tem diminuído o conteúdo das embalagens e mantido os preços, usando do apelo de “embrulhos” que são mais “verdes” (ecológicos) ou que contém menos calorias (yeah, right!).

As commodities voltaram a subir nos últimos cinco dias, com o ouro atingido uma nova alta nominal histórica e o petróleo o maior patamar em 2 anos e meio. O café teve mais uma vez uma alta volatilidade, subindo na terça-feira US$ 16.14 por saca, caindo US$ 4.10 por saca no dia seguinte, voltando a subir US$ 10.12 centavos na quinta, e finalmente na sexta fechando com alta de 2.15 cents (depois de no dia ter subido 5.70 centavos). Em resumo na semana os ganhos foram de US$ 15.05 por saca em Nova Iorque, US$ 2.82 em Londres e US$ 16.45 em São Paulo.

Curioso notar a quantidade de negócios feitos nas opções antes das altas, principalmente em Londres até terça-feira, com um grande número de operações de compra de volatilidade nos vencimentos de maio e julho, o que puxou a volatilidade-implícita de 26% para 40% em três sessões. Na sequência o spread de maio / julho, que caiu para um prêmio de 13 dólares, puxou e fechou no mesmo dia para 100 dólares por tonelada de prêmio, e então Nova Iorque entrou no vácuo e forçou especuladores e fundos a cobrirem suas posições vendidas. Com as vendas por parte das origens quase inexistentes, e investidores voltando a montar uma posição comprada, o café subiu encontrando pouca resistência.

A volatilidade alta dos mercados futuros acontece em um momento que os agentes, leia-se exportadores, dealers, e torradores, evitam ter posições grandes em aberto com o receio do aperto do fluxo de caixa – sem falar que há uma falta de consenso com relação ao preço “justo”da commodity. Muitos compradores também têm tido o cuidado de não aumentar a exposição depois de um período complicado em termos de recebimento de café, que ou não foram entregues, ou resultaram em entregas de qualidades inferiores às contratadas.

Em um ambiente assim o “singelo” intervalo de 260/280 centavos pode ter visitas nos dois extremos mais rápido do que se imagina.

O Real brasileiro firmando ajuda a não trazer tantas vendas do país, ou ao menos fazer com que os preços atuais não sejam tão atrativos para os produtores. Em outras origens há pouca disponibilidade de café, e na Colômbia a safrinha (mitaca) está há 3 semanas de aparecer. Do outro lado da equação a indústria já viu os preços do terminal a níveis mais altos, e remarcou o torrado e moído de acordo (ao menos fora do Brasil), portanto não vai prover suporte que não seja a níveis mais próximos da base do intervalo (US$ 260.00 cts/lb).

Portanto devemos esperar mais solavancos com poucas explicações diferentes além de movimentos técnicos. Volto a atentar que apesar da performance positiva, a estrutura está enfraquecendo, uma divergência significativa.

Volatilidade (não mais tão)barata nas opções em Nova Iorque deve ser aproveitada para compra de proteção.

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,

Carvalhaes - Rolagem de posições de maio para julho fez mercado de café a trabalhar em forte alta esta semana

A aproximação do período de notificação nos contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque acelerou a rolagem de posições de maio para julho e levou o mercado de café a trabalhar novamente em forte alta esta semana.

O relatório mensal de março da OIC – Organização Internacional do Café confirmou mais uma vez a apertada situação estatística do mercado de café e o sentimento sobre um longo período de cotações em alta. A safra mundial 2010/2011 é estimada no relatório em 133 milhões de sacas e o consumo mundial no ano de 2010 em 134 milhões (93,7 milhões de sacas nos países importadores e 40,3 milhões nos países produtores), crescendo 2,39% sobre 2009. Os estoques mundiais de café continuam em queda e perigosamente baixos. Nos países importadores eram de 18,3 milhões no final de dezembro de 2010 (suficientes para apenas 2,3 meses de consumo). Para complicar a análise, o Brasil, maior produtor de café do mundo, maior exportador e segundo maior consumidor, vai colher sua safra de ciclo baixo, com volume menor do que o necessário para atender suas necessidades de exportação e consumo.

O mesmo relatório informou que a média do preço diário composto da OIC (uma média dos quatro grupos de café) em março de 2011 foi de 224,33 centavos de dólar por libra peso, seu maior nível nos últimos 34 anos, desde junho de 1977. Hoje, os jornais noticiam que as exportações brasileiras de café somaram US$ 6,37 bilhões no acumulado em doze meses até março, registrando novo recorde. O que nos chama a atenção é que essas análises e registros não levam em consideração a desvalorização que o dólar acumulou no decorrer desses anos. Seria interessante comparar o valor do dólar em junho de 1977 com o valor de hoje.

Ao redor de 1960, as exportações brasileiras de café representavam aproximadamente 50% da receita cambial brasileira e o café era o líder isolado de nossas exportações. Hoje, exportamos um volume ainda maior e batemos o recorde de receita cambial com o café. Mesmo assim a receita recorde não está nas primeiras colocações nem no ranking das exportações agropecuárias brasileiras.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de março foram embarcadas 2.693.722 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 1% (35.546 sacas) a mais que no mesmo mês de 2010 e aproximadamente 1% (22.174 sacas) a menos que no último mês de fevereiro. Foram 2.185.403 sacas de café arábica e 183.421 sacas de café conillon, totalizando 2.368.824 sacas de café verde, que somadas a 320.374 sacas de solúvel e 4.524 sacas de torrado, totalizaram 2.693.722 sacas de café embarcadas.

Até o dia 8, os embarques de abril estavam em 337.275 sacas de café arábica, 76.870 sacas de café conillon, somando 414.145 sacas de café verde, e 11.159 sacas de solúvel, contra 321.264 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 8, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 662.916 sacas, contra 638.896 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 1, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 8, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 1505 pontos ou US$ 20,04 (R$ 31,54) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 1 a R$ 554,20/saca e hoje, dia 8, a R$ 572,47/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 215 pontos.

Em dia de força das commodities, café consolida altas na ICE - 08/04/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas, consolidando, ainda mais, o cenário de reversão das baixas predominantes até a última segunda-feira. Na semana, a posição maio amealhou uma valorização de 5,79%, sendo que esse contrato voltou a flutuar no intervalo de 270,00 centavos. Os operadores bearish (baixistas), que vinham dando as cartas no mercado ao longo das três semanas anteriores, se retraíram ao não conseguiu romper o nível de 254,00 centavos, o que deu espaço para os bulls (altistas) voltarem a demonstrar apetite.

Um operador ressaltou que a sessão da terça-feira, quando o mercado registrou ganhos de mais de mil pontos foi um divisor de águas e garantiu a retomada da força para a commodity. Esse operador sustentou que o padrão gráfico atual voltou a demonstrar uma curva de alta, sendo que as médias móveis mais imediatas vão se adequando às de longo prazo, que já contavam com uma formação de alta. O mercado, além disso, continua focado nos aspectos fundamentais. Os estoques bastante limitados, nos menores níveis registrados pela série histórica da Organização Internacional do Café indicam o cenário de aperto, que ainda se torna mais dramático com as produções baixas de alguns países produtores e o ciclo bianual menor por parte do Brasil, que, segundo avaliações preliminares, poderá ter uma produção entre 13% e 15% mais baixa que a observado ao longo do exercício de 2010.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 215 pontos com 274,95 centavos, sendo a máxima em 278,50 e a mínima em 272,10 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 220 pontos, com a libra a 277,85 centavos, sendo a máxima em 281,25 e a mínima em 274,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou baixa de 28 dólares, com 2.468 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 4 dólares, com 2.447 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada por uma abertura com fraqueza, mas que rapidamente um quadro de alto se consolidou, na esteira de compras especulativas e de fundos. Apesar das altas, o maio não tentou buscar as duas primeiras resistências mais significativas, no nível de 281,15 e 281,65 centavos por libra. No after-hours, algumas realizações foram detectadas e os ganhos finais foram bem mais modestos que os do intraday. O índice CRB da Standard & Poor’s GSCI, que mede o comportamento de 24 das principais commodities internacionais, atingiu a marca de 757,22 pontos, o maior nível desde 4 de agosto de 2008, sendo que ao longo do dia esse indicador apresentou sua maior valorização em cinco semanas e terminou a sexta com ganho de 1,17%. Café, algodão, prata, entre outros produtos deram suporte a esse comportamento. "Nos movemos hoje (no mercado de commodities) com um outro grande passo de longo termo", disse Eugen Weinberg, pesquisador de mercado do Commerzbank AG, em Frankfurt. "A força da demanda industrial, o aumento do otimismo econômico, a fraqueza do dólar e uma ampla liquidez continuam dando suporte aos preços das matérias-primas", complementou.

El Salvador embarcou ou contratou a exportação de café de 1,55 milhão de sacas de café da temporada 2010/2011 até o último dia 7 de abril, mais que o dobro do mesmo período da temporada anterior, indicou o Conselho Salvadorenho de Café. Essas vendas reverteram uma receita de 397,8 milhões de dólares para o país, o maior nível em 14 anos para o mesmo período. Em março, as exportações cafeeiras de El Salvador somaram 245.86 sacas, 53% a mais que no mesmo mês do ano passado. A Alemanha continua sendo o maior destino dos cafés do país, seguida dos Estados Unidos e do Japão. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 7, somaram 300.786 sacas, contra 321.264 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.576 sacas indo para 1.562.708 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.023 lotes, com as opções tendo 3.272 calls e 2.503 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50, 281,00, 281,50, 282,00 e 283,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 272,10-272,00, 271,50, 271,00, 270,50, 270,10-270,00, 269,50, 269,00, 268,50 e 268,00 centavos por libra.

sábado, 9 de abril de 2011

Para refletir

Para refletir



Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.

Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-la de egoísta, interesseiro.

Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.

Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.

Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.

Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja.

Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã.

Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser bastante.

Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas, é entre Você e Deus.

Nunca foi entre Você e as outras Pessoas.