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domingo, 10 de abril de 2011

VOLATILIDADE ALTA EM MERCADO LEVE Por Rodrigo Costa

O Banco Central Europeu aumentou a taxa de juros em 0.25% da mínima histórica de 1%, que vigorava desde julho de 2008, sinalizando aos mercados a determinação em conter a inflação. A expectativa é de incrementos adicionais de 0.50% até o final do ano, mesmo que o efeito possa ser negativo para os países periféricos da União Européia que sofrem com a crise de débitos soberanos. Esta semana foi a vez de Portugal pedir um pacote de ajuda que pode chegar até a 75 bilhões de Euro, fazendo o país se juntar ao grupo dos “resgatados” Grécia e Irlanda. Os urubus de plantão agora miram na Itália e principalmente na Espanha como os próximos alvos, sendo que o último segue o “favorito” na aposta dos pessimistas (ou realistas?).

A China também aumentou suas taxas de juros de 6.06% para 6.36% ao ano, surpreendendo os mercados. O aumento é o quarto em menos de cinco meses e aconteceu antes do país divulgar seus dados inflacionários do mês de março. O time das economias que tem apertado a política monetária conta com a Suécia, Coréia do Sul, Austrália, Tailândia, Taiwan, Índia, Brasil e Vietnã.

Nos Estados Unidos o repasse da subida de preço dos alimentos aos consumidores tem acontecido de forma “sútil”. A indústria ao invés de aumentar preços tem diminuído o conteúdo das embalagens e mantido os preços, usando do apelo de “embrulhos” que são mais “verdes” (ecológicos) ou que contém menos calorias (yeah, right!).

As commodities voltaram a subir nos últimos cinco dias, com o ouro atingido uma nova alta nominal histórica e o petróleo o maior patamar em 2 anos e meio. O café teve mais uma vez uma alta volatilidade, subindo na terça-feira US$ 16.14 por saca, caindo US$ 4.10 por saca no dia seguinte, voltando a subir US$ 10.12 centavos na quinta, e finalmente na sexta fechando com alta de 2.15 cents (depois de no dia ter subido 5.70 centavos). Em resumo na semana os ganhos foram de US$ 15.05 por saca em Nova Iorque, US$ 2.82 em Londres e US$ 16.45 em São Paulo.

Curioso notar a quantidade de negócios feitos nas opções antes das altas, principalmente em Londres até terça-feira, com um grande número de operações de compra de volatilidade nos vencimentos de maio e julho, o que puxou a volatilidade-implícita de 26% para 40% em três sessões. Na sequência o spread de maio / julho, que caiu para um prêmio de 13 dólares, puxou e fechou no mesmo dia para 100 dólares por tonelada de prêmio, e então Nova Iorque entrou no vácuo e forçou especuladores e fundos a cobrirem suas posições vendidas. Com as vendas por parte das origens quase inexistentes, e investidores voltando a montar uma posição comprada, o café subiu encontrando pouca resistência.

A volatilidade alta dos mercados futuros acontece em um momento que os agentes, leia-se exportadores, dealers, e torradores, evitam ter posições grandes em aberto com o receio do aperto do fluxo de caixa – sem falar que há uma falta de consenso com relação ao preço “justo”da commodity. Muitos compradores também têm tido o cuidado de não aumentar a exposição depois de um período complicado em termos de recebimento de café, que ou não foram entregues, ou resultaram em entregas de qualidades inferiores às contratadas.

Em um ambiente assim o “singelo” intervalo de 260/280 centavos pode ter visitas nos dois extremos mais rápido do que se imagina.

O Real brasileiro firmando ajuda a não trazer tantas vendas do país, ou ao menos fazer com que os preços atuais não sejam tão atrativos para os produtores. Em outras origens há pouca disponibilidade de café, e na Colômbia a safrinha (mitaca) está há 3 semanas de aparecer. Do outro lado da equação a indústria já viu os preços do terminal a níveis mais altos, e remarcou o torrado e moído de acordo (ao menos fora do Brasil), portanto não vai prover suporte que não seja a níveis mais próximos da base do intervalo (US$ 260.00 cts/lb).

Portanto devemos esperar mais solavancos com poucas explicações diferentes além de movimentos técnicos. Volto a atentar que apesar da performance positiva, a estrutura está enfraquecendo, uma divergência significativa.

Volatilidade (não mais tão)barata nas opções em Nova Iorque deve ser aproveitada para compra de proteção.

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,

Carvalhaes - Rolagem de posições de maio para julho fez mercado de café a trabalhar em forte alta esta semana

A aproximação do período de notificação nos contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque acelerou a rolagem de posições de maio para julho e levou o mercado de café a trabalhar novamente em forte alta esta semana.

O relatório mensal de março da OIC – Organização Internacional do Café confirmou mais uma vez a apertada situação estatística do mercado de café e o sentimento sobre um longo período de cotações em alta. A safra mundial 2010/2011 é estimada no relatório em 133 milhões de sacas e o consumo mundial no ano de 2010 em 134 milhões (93,7 milhões de sacas nos países importadores e 40,3 milhões nos países produtores), crescendo 2,39% sobre 2009. Os estoques mundiais de café continuam em queda e perigosamente baixos. Nos países importadores eram de 18,3 milhões no final de dezembro de 2010 (suficientes para apenas 2,3 meses de consumo). Para complicar a análise, o Brasil, maior produtor de café do mundo, maior exportador e segundo maior consumidor, vai colher sua safra de ciclo baixo, com volume menor do que o necessário para atender suas necessidades de exportação e consumo.

O mesmo relatório informou que a média do preço diário composto da OIC (uma média dos quatro grupos de café) em março de 2011 foi de 224,33 centavos de dólar por libra peso, seu maior nível nos últimos 34 anos, desde junho de 1977. Hoje, os jornais noticiam que as exportações brasileiras de café somaram US$ 6,37 bilhões no acumulado em doze meses até março, registrando novo recorde. O que nos chama a atenção é que essas análises e registros não levam em consideração a desvalorização que o dólar acumulou no decorrer desses anos. Seria interessante comparar o valor do dólar em junho de 1977 com o valor de hoje.

Ao redor de 1960, as exportações brasileiras de café representavam aproximadamente 50% da receita cambial brasileira e o café era o líder isolado de nossas exportações. Hoje, exportamos um volume ainda maior e batemos o recorde de receita cambial com o café. Mesmo assim a receita recorde não está nas primeiras colocações nem no ranking das exportações agropecuárias brasileiras.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de março foram embarcadas 2.693.722 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 1% (35.546 sacas) a mais que no mesmo mês de 2010 e aproximadamente 1% (22.174 sacas) a menos que no último mês de fevereiro. Foram 2.185.403 sacas de café arábica e 183.421 sacas de café conillon, totalizando 2.368.824 sacas de café verde, que somadas a 320.374 sacas de solúvel e 4.524 sacas de torrado, totalizaram 2.693.722 sacas de café embarcadas.

Até o dia 8, os embarques de abril estavam em 337.275 sacas de café arábica, 76.870 sacas de café conillon, somando 414.145 sacas de café verde, e 11.159 sacas de solúvel, contra 321.264 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 8, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 662.916 sacas, contra 638.896 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 1, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 8, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 1505 pontos ou US$ 20,04 (R$ 31,54) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 1 a R$ 554,20/saca e hoje, dia 8, a R$ 572,47/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 215 pontos.

Em dia de força das commodities, café consolida altas na ICE - 08/04/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas, consolidando, ainda mais, o cenário de reversão das baixas predominantes até a última segunda-feira. Na semana, a posição maio amealhou uma valorização de 5,79%, sendo que esse contrato voltou a flutuar no intervalo de 270,00 centavos. Os operadores bearish (baixistas), que vinham dando as cartas no mercado ao longo das três semanas anteriores, se retraíram ao não conseguiu romper o nível de 254,00 centavos, o que deu espaço para os bulls (altistas) voltarem a demonstrar apetite.

Um operador ressaltou que a sessão da terça-feira, quando o mercado registrou ganhos de mais de mil pontos foi um divisor de águas e garantiu a retomada da força para a commodity. Esse operador sustentou que o padrão gráfico atual voltou a demonstrar uma curva de alta, sendo que as médias móveis mais imediatas vão se adequando às de longo prazo, que já contavam com uma formação de alta. O mercado, além disso, continua focado nos aspectos fundamentais. Os estoques bastante limitados, nos menores níveis registrados pela série histórica da Organização Internacional do Café indicam o cenário de aperto, que ainda se torna mais dramático com as produções baixas de alguns países produtores e o ciclo bianual menor por parte do Brasil, que, segundo avaliações preliminares, poderá ter uma produção entre 13% e 15% mais baixa que a observado ao longo do exercício de 2010.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 215 pontos com 274,95 centavos, sendo a máxima em 278,50 e a mínima em 272,10 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 220 pontos, com a libra a 277,85 centavos, sendo a máxima em 281,25 e a mínima em 274,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou baixa de 28 dólares, com 2.468 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 4 dólares, com 2.447 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada por uma abertura com fraqueza, mas que rapidamente um quadro de alto se consolidou, na esteira de compras especulativas e de fundos. Apesar das altas, o maio não tentou buscar as duas primeiras resistências mais significativas, no nível de 281,15 e 281,65 centavos por libra. No after-hours, algumas realizações foram detectadas e os ganhos finais foram bem mais modestos que os do intraday. O índice CRB da Standard & Poor’s GSCI, que mede o comportamento de 24 das principais commodities internacionais, atingiu a marca de 757,22 pontos, o maior nível desde 4 de agosto de 2008, sendo que ao longo do dia esse indicador apresentou sua maior valorização em cinco semanas e terminou a sexta com ganho de 1,17%. Café, algodão, prata, entre outros produtos deram suporte a esse comportamento. "Nos movemos hoje (no mercado de commodities) com um outro grande passo de longo termo", disse Eugen Weinberg, pesquisador de mercado do Commerzbank AG, em Frankfurt. "A força da demanda industrial, o aumento do otimismo econômico, a fraqueza do dólar e uma ampla liquidez continuam dando suporte aos preços das matérias-primas", complementou.

El Salvador embarcou ou contratou a exportação de café de 1,55 milhão de sacas de café da temporada 2010/2011 até o último dia 7 de abril, mais que o dobro do mesmo período da temporada anterior, indicou o Conselho Salvadorenho de Café. Essas vendas reverteram uma receita de 397,8 milhões de dólares para o país, o maior nível em 14 anos para o mesmo período. Em março, as exportações cafeeiras de El Salvador somaram 245.86 sacas, 53% a mais que no mesmo mês do ano passado. A Alemanha continua sendo o maior destino dos cafés do país, seguida dos Estados Unidos e do Japão. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 7, somaram 300.786 sacas, contra 321.264 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.576 sacas indo para 1.562.708 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.023 lotes, com as opções tendo 3.272 calls e 2.503 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 278,50, 279,00, 279,50, 279,90-280,00, 280,50, 281,00, 281,50, 282,00 e 283,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 272,10-272,00, 271,50, 271,00, 270,50, 270,10-270,00, 269,50, 269,00, 268,50 e 268,00 centavos por libra.

sábado, 9 de abril de 2011

Para refletir

Para refletir



Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.

Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-la de egoísta, interesseiro.

Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.

Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.

Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.

Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja.

Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã.

Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser bastante.

Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas, é entre Você e Deus.

Nunca foi entre Você e as outras Pessoas.

Boletim Diario do Mercado de Café - 08 Abril 2011.

O Mercado físico de café encerrou a semana nos mesmos níveis de ontem. Para cafés Safra 10/11 de R$ 520,00 a R$ 525,00, com 10% a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 505,00 a 515,00.

O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 343,10 com 2,50 de alta, totalizando um volume de 1.709 contratos. Observamos spreads de Mai/Set com -10,00; Set/Dez com 0,00. Observamos arbitragem Set/Set de -21,00 a -19,80; Set/Dez de -23,00 a -22,00;Dez/Dez de -23,00 a -22,00. O mercado de café na BMF trabalhou o dia no positivo acompanhando o mercado de NY que continuou o movimento de alta deontem, mas como acabou não dando continuidade a alta após chegar a máxima a 346,45, encontramos liquidação de comprados, mas encerrando o mercado da semana em alta.
A queda do mercado de dólar também deu suporte pro mercado de café no dia de hoje.

O mercado de café para o vencimento Maio/11 encerrou cotado a 274,95, com 215 pontos de alta, e range entre 272,10 e 278,50. Em uma sessão marcada pelo vencimento das opções de maio, a cotação do café nesta sexta-feira trabalhou predominantemente em tendência de alta, dando ainda continuidade ao movimento de ontem. Registrando logo em sua abertura a mínima do dia, a 272,10, compras especulativas foram observada, levando o grão rapidamente a objetivar seu primeiro strike a 275,00, e posteriormente, num movimento vazio, seu próximo target a 277,50. Sem perder o fôlego, notamos com ativação de compras, e compras de spec, uma tentativa de busca do próximo strike de 280,00, porém logo perdeu o fôlego na máxima do dia a 278,50.

Perto do fechamento, vendas em escala foram notadas, pressionando a commodity até o fechamento do dia a 274,95.O volume de rolagem entre K/N representou cerca de 30% do volume total do mercado, oscilando entre os níveis de -2,90 e -2,60, fechando o dia cotado a -2,90. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 269,60 / 244,80 e 213,00 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de abril (entre os dias 01 e 08) somam 425.304 sacas, uma variação positiva de 32,4% em relação ao mesmo período do mês anterior. Ocafé Londres Maio/11 encerrou cotado a 2468, com 28 pontos de queda, num range de 2461 e 2509.

Exportação de café verde apresentou elevação de 72,72%

A Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base nos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou as receitas cambiais referentes ao primeiro trimestre de 2011, sobre à:


Exportação de café verde apresentou elevação de 72,72% em comparação com o mesmo período de 2010. O faturamento alcançou US$ 1,785 bilhão, ante US$ 1,033 bilhão. O volume embarcado no período teve alta de 14,05%, para 455.740 toneladas ante 399.592 t no primeiro trimestre de 2010. O preço médio de exportação teve elevação de 51,44% no período, de US$ 2.586/t para US$ 3.916/t. A receita cambial cresceu entre todos os 15 principais destinos do café verde brasileiro no trimestre. Os destaques de alta, em termos porcentuais, foram: Coreia do Sul (155,63%), Rússia (124,68%), Síria (116,06%) e Bélgica (101,09%).


O principal comprador de café verde brasileiro no trimestre, em volume, foi a Alemanha, que apresentou aumento de 9,88% ante o primeiro trimestre de 2010. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (alta de 28,64%). Entre os principais compradores, teve crescimento porcentual significativo o volume embarcado para Síria (60,81%), Coreia do Sul (56,31%) e Rússia (45,72%). Em termos porcentuais, houve queda no volume vendido para apenas quatro destinos: Suécia (-11,69%), Países Baixos (-6,78%), Japão (-2,22%) e França (-1,88%).

Exportação de café solúvel teve elevação de 16,06% em relação ao mesmo período de 2010. Os industriais faturaram US$ 134,737 milhões, em comparação com US$ 116,092 milhões entre janeiro e março do ano passado. O País exportou no período 18.096 toneladas, com aumento de 9,24% em relação a 2010 (16.565 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 7.446/t, ante US$ 7.008/t em 2010, representando elevação de 6,24%.


Segundo o relatório, a Rússia foi o principal do destino do café processado brasileiro no trimestre, com elevação de 4,30% em termos de receita sobre 2010. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Finlândia (618,35%), Países Baixos (388,57%), Coreia do Sul (265,32%), Hungria (264,99%) e Indonésia (108,15%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas dois países tiveram redução em receita cambial. O desempenho foi negativo para Reino Unido (-64,53%) e Ucrânia (-42,92%).


O principal comprador de café solúvel brasileiro no trimestre, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram elevação de 16,18% ante 2010. O segundo principal importador foi a Rússia (-9,83%). Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Países Baixos (476,19%), Finlândia (354,93%), Hungria (266,19%), Coreia do Sul (186,99%). O volume embarcado reduziu para três destinos, entre os 15 principais mercados: Reino Unido (-64,53%), Ucrânia (-41,68%) e Rússia (-9,83%).
Exportação brasileira de café torrado e moído apresentou queda de 7,45% em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 5,141 milhões, em comparação com US$ 5,555 milhões em 2010. O País exportou no período 828 toneladas do produto, com redução de 19,85% em relação ao ano anterior (1.033 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 6.209/t, ante US$ 5.378/t, representando elevação de 15,46%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 10,54%, em termos de receita. O segundo principal mercado é a Itália (+54,62%), seguida de Japão (+35,53%) e Chile (+88,68%).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cooperativas exportam 28% mais no bimestre

Responsáveis por grande parte da produção do agronegócio brasileiro, as cooperativas avançam nas exportações. No primeiro bimestre deste ano, o setor exportou mercadorias no valor de US$ 631 milhões, 28% a mais do que em 2010.

Apesar desse avanço, e do aumento de 150% nas receitas obtidas com as exportações de 2005 a 2011, as cooperativas ainda participam com apenas 2% do valor total exportado pelo país. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As cooperativas começam a ter papel importante também nas importações, principalmente na compra de insumos para o agronegócio, antes praticamente nas mãos das multinacionais.

O valor importado subiu para US$ 44 milhões, 21% a mais do que em igual período anterior. Na lista das importações, os produtos de destaque são adubos e fertilizantes, dos quais o país tem grande dependência.

As cooperativas exportaram para 99 países, incluindo nesse rol de exportações praticamente todos os principais itens da balança do agronegócio brasileiro.

Os dados da Secex indicam a presença delas nas vendas externas de açúcar, soja e derivados, café em grão, carnes, algodão, milho, arroz e trigo.

Nos dois primeiros meses deste ano, a liderança das exportações das cooperativas ficou com o café, que somou US$ 127 milhões. O açúcar veio a seguir, com receitas de US$ 114 milhões.

Os dados indicam que a importância da China cresce na programação de exportações das cooperativas, mas foram os Estados Unidos que lideraram as compras neste ano: US$ 94,3 milhões.

As cooperativas do Paraná lideram as exportações, tendo participação de 32% do total comercializado no bimestre. O valor foi de US$ 200 milhões, segundo a Secex.

Entre os europeus, o principal importador das cooperativas foi a Alemanha, com US$ 66 milhões.

Recorde As exportações brasileiras de café continuam aquecidas e somaram 2,7 milhões de sacas no mês passado, considerando café verde e solúvel. As vendas deste último somaram o correspondente a 320 mil sacas.

Volume O ritmo acelerado das exportações, principalmente nos últimos oito meses, permitiu ao país atingir o recorde de 33,8 milhões de sacas exportadas em 12 meses, rendendo US$ 6,4 bilhões no período ao setor.

Preços O volume exportado no primeiro trimestre deste ano supera em 11% o de igual período de 2010. Já em valores, a alta foi bem maior: 61%. Isso ocorre devido ao forte aumento dos preços externos do café.

Continua Guilherme Braga, diretor geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), avalia que "os preços do café vão se manter, ao longo deste ano, nos patamares atuais. Há um equilíbrio entre consumo e produção", segundo ele.

Peso do álcool O Índice de Preços ao Produtor Amplo, da FGV, mostrou que o álcool anidro subiu 23,2% no mês passado. Já o preço ao consumidor teve alta de 9,3%. O combustível foi uma das pressões na inflação.

Em baixa Apesar da pressão do álcool, os produtos agropecuários subiram 1,01% no Índice de Preços por Atacado, abaixo dos 2,6% de fevereiro.

CFTC: increased funds on long positions in ICE CFTC: increased funds on long positions in ICE

CFTC: increased funds on long positions in ICE CFTC: increased funds on long positions in ICE

Data from the CFTC (Commodity Futures Trading Commission) released on Friday showed that funds increased by 2,079 lots long positions in coffee futures market of the New York Stock Exchange. Already outstanding contracts were up 3,030 lots in the previous week. According to figures presented, taking into account only the future positions, without options, the big funds had net long positions 26,015 (36,455 long positions - bought - and 10,440 short positions - sold) on the last day on April 5. In the previous report regarding the March 29, they were dealing with 23,936 net long positions (long positions 34,188 - Purchased - 10,252 and short positions - sold) Commercial enterprises recorded in 05 days, a balance of 28,520 net short positions (65,051 long positions and 93,571 sold). In the previous report, they held 26,676 net short positions (long positions 64,982 and 91,658 sold). The smaller operators had, on Tuesday evening at ICE Futures U.S., a total of 2,505 net long positions, and 7,081 bought and sold 4576. In the report for March 29, in turn, they had net long positions 2740, 5904 and 8644 bought and sold. Open positions in the U.S. exchange were lots of 124,409 on April 5, while the previous week they totaled 121,346 lots.

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE

Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos aumentaram em 2.079 lotes suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram alta de 3.030 lotes em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 26.015 posições líquidas long (36.455 posições long — compradas — e 10.440 posições short — vendidas) no último dia 05 de abril. No relatório anterior, referente a 29 de março, eles tinham em mãos 23.936 posições líquidas long (34.188 posições long — compradas — e 10.252 posições short — vendidas) As empresas comerciais registravam, no dia 05, um saldo de 28.520 posições líquidas short (65.051 posições compradas e 93.571 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 26.676 posições líquidas short (64.982 posições compradas e 91.658 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.505 posições líquidas compradas, sendo 7.081 compradas e 4.576 vendidas. No relatório referente a 29 de março, por sua vez, eles apresentavam 2.740 posições líquidas compradas, sendo 8.644 compradas e 5.904 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 124.409 lotes no dia 05 de abril, ao passo que na semana anterior elas somaram 121.346 lotes.