Café mercado da semana
O mercado fecha a semana a 167.05 cents de dólar por libra peso fazendo mínima em 159.00 e máxima em 169.45 cents de dólar por libra peso, um fechamento forte frente ao fechamento da semana passada onde tivemos uma semana de indefinição de preços, a tendência esta mantida onde na semana fizemos novas máximas e não fizemos novas mínimas.
O nível de preços que o mercado se encontra nos traz uma região de resistências psicológicas fortes de preços na casa dos 170.00 o rompimento desta região vira céu de brigadeiro para teste de 176.40 com seu rompimento.
Os fundos continuam mantendo suas posições com um aumento em mais de 2.000 contratos de sua posição o que nos leva acreditar que vão levar a posição por um tempo maior do que o esperado e como o spead de um mês para outro esta muito baixo isto nos leva acreditar que podem mudar a posição para o mês de dezembro desembolsando pouco capital, tornando isto um verdadeiro tormento para os vendidos tomem cuidado.
Há colheita esta semana foi interrompida por uma frente fria que trouxe chuvas para as regiões cafeeiras mais um tormento para quem precisa repor seus estoques, pois isto trará uma maior perda na qualidade que já esta muito ruim e também o atraso no final dos trabalhos das colheitas.
Os baixos estoques no Brasil e pelo mundo a fora nos faz crer que a safra não será o suficiente para tampar o buraco criado pelo aumento do consumo de café tanto no Brasil quanto no exterior, hora dos produtores se adequarem a esta realidade, pois teremos bons preços por ai.
A falta de investimento massivo o envelhecimento das lavouras, fatores climáticos adversos, preços que não satisfazem o produtor são fatores que devemos analisar para o médio prazo.
Com um aumento de 7% no consumo brasileiro, crescimento de consumo divulgado pela Abic em sua ultima projeção para 2.010, ou seja, um acréscimo de consumo na razão de 1.300.000 milhão de sacas ano se este acréscimo for confirmado e mantido teremos quase 100% em 10 anos, ou seja, teremos que formar um novo parque cafeeiro para atender a todos, mas como os preços ruins estão fazendo com o abandono de lavouras ou se transformando em lavouras de eucaliptos, o crescente numero de gasto de etanol, concorrente direto a lavouras de café no plano, não vejo como a médio e longo prazo os preços de café não darem uma reviravolta.
O mercado domestico continua extremamente aquecido e café a preço acima de R$300,00 não é mais sonho e sim uma realidade, com a Illy indústria italiana oferecendo para seu padrão de qualidade preços acima de R$400,00 não tenho duvidas que o preço de R$500,00 não demorara a bater na porta.
À hora é de consciência para mantermos os preços aquecidos, nos ligarmos no aumento de consumo.
A expectativa continua de alta, e um lembrete aos baixistas, estes fundos que fizeram a reação nos preços do café só saíram de suas posições em larga escala em 2.008 porque a crise bateu forte nos mercados e tiveram que levantar dinheiro rápido para tapar os saques em seus fundos, imagine só o cenário se não tivesse a crise onde este preço estaria.
Tenham todos uma boa semana e bons negócios
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
domingo, 18 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
O mercado trabalhou esta semana numa minima de 156,85 a 167,20 , tendo dias de gap down.
O teste do suporte na casa de 155,40 que teria sido a minima depois da alta das ultimas semanas mostra firmeza no mercado e o direito de acreditar na continuaçao da tendencia, tendencia esta de alta.
O teste da minima encontrou suporte na media movel de 17 periodos, depois de uma correçao, outro fator positivo para o mercado.
No lado fundamental o atraso da safra do sul e cerrado de minas, e a quebra da safra na Zona da Mata mineira e no Espirito Santo por fatores climaticos e o baixo estoque junto com um crescimento de consumo dao sustentaçao a tese da continuaçao da tendencia .
Um cilo foi fechado de 17 pregoes na sexta feira apos a alta , um novo começa na segunda feira onde teremos decisoes na semana, o fechamento das Bandas de Bolinger podem sugerir uma diminuiçao da volatilidade ,mas o rompimento da maxima projeta o mercado para 182.00.
Noticias da crise mundial variam semanalmente umas a favor outras contra o que fazem mudar o humor do mercado diariamente, portanto tomem cuidado com os trade, a mare nao esta para peixe.
A exportaçao do mes de junho ficou um pouco abaixo do que o mesmo periodo do ano passado ,mas parece que ja esta recuperando nos primeiros dias do mes de julho, repondo a quantidade exportada amenos no mes passado, mas isto reflete a extrema dificuldade do mercado em adquirir mercadoria dde qualidade no mercado fisico mesmo com uma safra cheia no Brasil, isto devera refletir em preços medios mais alto parao o ano safra para entre safra e para o proximo ano safra que sera de safra baixa no brasil devido a bienualidade do cafeeiro.
Tecnicamente um pivot de alta parece estar se formando dando resistencia em 164,10 167,2 168,5 170,00 suporte em 161,40 160,53 157,05 156,85..
A saida do trade de venda onde estavamos vendido a 158,40 em 159.00 depois do recuo foi salutar deixando um pequeno prejuizo e procurando agora uma forma de entra a favor da tendencia.
Indicadores como estocastico e ifr dao sinais conflitantes entre si e entre o grafico semanal e diario.
Vamos aguardar e acompanhar o mercado para ver os acontecimentos.
Boa semana e bons trade a todos
Wagner Pimentel
O teste do suporte na casa de 155,40 que teria sido a minima depois da alta das ultimas semanas mostra firmeza no mercado e o direito de acreditar na continuaçao da tendencia, tendencia esta de alta.
O teste da minima encontrou suporte na media movel de 17 periodos, depois de uma correçao, outro fator positivo para o mercado.
No lado fundamental o atraso da safra do sul e cerrado de minas, e a quebra da safra na Zona da Mata mineira e no Espirito Santo por fatores climaticos e o baixo estoque junto com um crescimento de consumo dao sustentaçao a tese da continuaçao da tendencia .
Um cilo foi fechado de 17 pregoes na sexta feira apos a alta , um novo começa na segunda feira onde teremos decisoes na semana, o fechamento das Bandas de Bolinger podem sugerir uma diminuiçao da volatilidade ,mas o rompimento da maxima projeta o mercado para 182.00.
Noticias da crise mundial variam semanalmente umas a favor outras contra o que fazem mudar o humor do mercado diariamente, portanto tomem cuidado com os trade, a mare nao esta para peixe.
A exportaçao do mes de junho ficou um pouco abaixo do que o mesmo periodo do ano passado ,mas parece que ja esta recuperando nos primeiros dias do mes de julho, repondo a quantidade exportada amenos no mes passado, mas isto reflete a extrema dificuldade do mercado em adquirir mercadoria dde qualidade no mercado fisico mesmo com uma safra cheia no Brasil, isto devera refletir em preços medios mais alto parao o ano safra para entre safra e para o proximo ano safra que sera de safra baixa no brasil devido a bienualidade do cafeeiro.
Tecnicamente um pivot de alta parece estar se formando dando resistencia em 164,10 167,2 168,5 170,00 suporte em 161,40 160,53 157,05 156,85..
A saida do trade de venda onde estavamos vendido a 158,40 em 159.00 depois do recuo foi salutar deixando um pequeno prejuizo e procurando agora uma forma de entra a favor da tendencia.
Indicadores como estocastico e ifr dao sinais conflitantes entre si e entre o grafico semanal e diario.
Vamos aguardar e acompanhar o mercado para ver os acontecimentos.
Boa semana e bons trade a todos
Wagner Pimentel
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A comida vai cair do céu
A comida vai cair do céu
Aldo Rebelo
Sob o autoexplicativo título Farms Here, Forests There (Fazendas Aqui, Florestas Lá), foi publicado nos Estados Unidos, em maio, estudo patrocinado pela National Farmers Union (Associação Nacional de Fazendeiros) e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners (Parceiros contra o Desmatamento, em tradução livre). A autora principal do relatório é Shari Friedman, ex-funcionária do governo Clinton, quando trabalhou na Environmental Protection Agency (EPA, a Agência de Proteção Ambiental), analisando políticas domésticas de mudanças climáticas e competitividade internacional. Ela também fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os Estados Unidos se negaram a assinar.
O tema do relatório é a perda de competitividade da agroindústria norte-americana diante dos países tropicais, principalmente o Brasil. A tese principal do estudo é que a única forma de conter essa perda de competitividade é reduzir o aumento da oferta mundial de produtos agropecuários, restringindo a expansão da área agrícola nos países tropicais pela promoção de políticas ambientais internacionais mais duras.
Segundo o relatório, "a destruição das florestas tropicais pela produção de madeira, produtos agrícolas e gado tem levado a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com a produção americana". Desse modo, "a agricultura e as indústrias de produtos florestais dos Estados Unidos podem beneficiar-se financeiramente da conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas".
O estudo avalia que "acabar com o desmatamento por meio de incentivos nos Estados Unidos e da ação internacional sobre o clima pode aumentar a renda agrícola americana de US$ 190 bilhões para US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030". Esse aumento incluiria benefícios diretos de US$ 141 bilhões, decorrentes do aumento da produção de soja, carne, madeira e substitutos de óleo de palma, e economias indiretas de US$ 49 bilhões, em razão do menor custo da energia e de fertilizantes, pela redução das medidas compensatórias associadas à diminuição das florestas tropicais, ou seja, na medida em que os países tropicais poluírem e desmatarem menos, eles poderiam poluir e desmatar mais, sem ter de pagar por isso comprando créditos de carbono e outras medidas mitigadoras.
A candura com que eles tratam do tema é comovedora. O estudo revela que na cabeça deles não passamos mesmo de um fundo de quintal que precisa ser preservado para que eles possam destruir o resto do mundo com a consciência tranquila e, principalmente, com o bolso cheio.
Já vai longe - e sem saudades - o tempo em que a sociedade brasileira se curvava, sem questionamentos e sem esperneio, à tutela dos países ditos do Primeiro Mundo. Hoje é inadmissível pensar que países livres tenham de se submeter às manipulações econômicas de outras nações.
O aspecto trágico dessa proposta é a completa ausência de responsabilidade social dos agricultores norte-americanos, que veem a agricultura apenas como uma forma de aumentar sua própria fortuna, e não como a solução para a questão da fome no mundo. Ao produzir mais alimentos - e, com isso, mantendo seus preços mais acessíveis aos países pobres -, o Brasil ajuda a evitar que essa epidemia terrível se espalhe ainda mais no planeta.
Houve ainda uma época em que a divisão internacional do trabalho imposta pelos países ricos reservava para eles a produção de bens manufaturados e aos países pobres, o fornecimento de bens agrícolas e matérias-primas. Hoje se vai estabelecendo uma nova divisão: os Estados Unidos e a Europa transformaram-se em economias de serviço e grandes produtores e exportadores agrícolas, enquanto a produção industrial se deslocou para a Ásia.
Nesse novo esquema, países como o Brasil deveriam, na opinião deles, cumprir um novo papel: tornar-se uma espécie de "área de preservação permanente global". Com isso se resolveriam dois problemas: o comercial, pois sua produção agrícola ineficiente se viabilizaria pela redução da oferta e pelo aumento dos preços internacionais; e o ambiental, porque garantiríamos a compensação necessária para que eles continuem a manter seu atual padrão de consumo, que exige a exploração dos recursos naturais globais acima da capacidade que a natureza tem de repô-los.
Tudo isso funcionaria muito bem, não fosse o fato de sermos um país de mais de 190 milhões de habitantes, que precisam satisfazer as mesmas necessidades básicas que os americanos e europeus e têm as mesmas aspirações de progresso material e espiritual, cada vez mais parecidas e universais no mundo globalizado. Sim, nós também temos direito à felicidade nos mesmos moldes dos europeus ocidentais e dos norte-americanos!
Faz sentido, portanto, a defesa "desinteressada" que eles fazem dos chamados "povos da floresta". Além de sua expressão quantitativa reduzida, esses brasileiros têm um padrão de consumo que não compete com eles no uso dos recursos naturais e torna perfeitamente viável o esquema de "fazendas lá e florestas aqui".
Só não dizem o que fazer com os 190 milhões de nossa população que não vivem nas florestas e precisam produzir comida e outros bens para ter um padrão de vida digno. Para estes eles têm a solução que já aplicam na África, depois de arruinarem a produção local de algodão, milho, tomate e outros alimentos, com os subsídios milionários que dão aos seus próprios fazendeiros: a chamada "ajuda humanitária".
A continuar nesse ritmo, em vez de comprar comida nos supermercados, vamos acabar tendo de esperá-la cair do céu em fardos atirados pela Força Aérea Americana ou distribuídos pela Cruz Vermelha e pelo Greenpeace.
DEPUTADO FEDERAL (PC DO B-SP), RELATOR DO CÓDIGO FLORESTAL, PRESIDIU A CÂMARA DOS DEPUTADOS E FOI MINISTRO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS NO GOVERNO LULA
Aldo Rebelo
Sob o autoexplicativo título Farms Here, Forests There (Fazendas Aqui, Florestas Lá), foi publicado nos Estados Unidos, em maio, estudo patrocinado pela National Farmers Union (Associação Nacional de Fazendeiros) e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners (Parceiros contra o Desmatamento, em tradução livre). A autora principal do relatório é Shari Friedman, ex-funcionária do governo Clinton, quando trabalhou na Environmental Protection Agency (EPA, a Agência de Proteção Ambiental), analisando políticas domésticas de mudanças climáticas e competitividade internacional. Ela também fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os Estados Unidos se negaram a assinar.
O tema do relatório é a perda de competitividade da agroindústria norte-americana diante dos países tropicais, principalmente o Brasil. A tese principal do estudo é que a única forma de conter essa perda de competitividade é reduzir o aumento da oferta mundial de produtos agropecuários, restringindo a expansão da área agrícola nos países tropicais pela promoção de políticas ambientais internacionais mais duras.
Segundo o relatório, "a destruição das florestas tropicais pela produção de madeira, produtos agrícolas e gado tem levado a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com a produção americana". Desse modo, "a agricultura e as indústrias de produtos florestais dos Estados Unidos podem beneficiar-se financeiramente da conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas".
O estudo avalia que "acabar com o desmatamento por meio de incentivos nos Estados Unidos e da ação internacional sobre o clima pode aumentar a renda agrícola americana de US$ 190 bilhões para US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030". Esse aumento incluiria benefícios diretos de US$ 141 bilhões, decorrentes do aumento da produção de soja, carne, madeira e substitutos de óleo de palma, e economias indiretas de US$ 49 bilhões, em razão do menor custo da energia e de fertilizantes, pela redução das medidas compensatórias associadas à diminuição das florestas tropicais, ou seja, na medida em que os países tropicais poluírem e desmatarem menos, eles poderiam poluir e desmatar mais, sem ter de pagar por isso comprando créditos de carbono e outras medidas mitigadoras.
A candura com que eles tratam do tema é comovedora. O estudo revela que na cabeça deles não passamos mesmo de um fundo de quintal que precisa ser preservado para que eles possam destruir o resto do mundo com a consciência tranquila e, principalmente, com o bolso cheio.
Já vai longe - e sem saudades - o tempo em que a sociedade brasileira se curvava, sem questionamentos e sem esperneio, à tutela dos países ditos do Primeiro Mundo. Hoje é inadmissível pensar que países livres tenham de se submeter às manipulações econômicas de outras nações.
O aspecto trágico dessa proposta é a completa ausência de responsabilidade social dos agricultores norte-americanos, que veem a agricultura apenas como uma forma de aumentar sua própria fortuna, e não como a solução para a questão da fome no mundo. Ao produzir mais alimentos - e, com isso, mantendo seus preços mais acessíveis aos países pobres -, o Brasil ajuda a evitar que essa epidemia terrível se espalhe ainda mais no planeta.
Houve ainda uma época em que a divisão internacional do trabalho imposta pelos países ricos reservava para eles a produção de bens manufaturados e aos países pobres, o fornecimento de bens agrícolas e matérias-primas. Hoje se vai estabelecendo uma nova divisão: os Estados Unidos e a Europa transformaram-se em economias de serviço e grandes produtores e exportadores agrícolas, enquanto a produção industrial se deslocou para a Ásia.
Nesse novo esquema, países como o Brasil deveriam, na opinião deles, cumprir um novo papel: tornar-se uma espécie de "área de preservação permanente global". Com isso se resolveriam dois problemas: o comercial, pois sua produção agrícola ineficiente se viabilizaria pela redução da oferta e pelo aumento dos preços internacionais; e o ambiental, porque garantiríamos a compensação necessária para que eles continuem a manter seu atual padrão de consumo, que exige a exploração dos recursos naturais globais acima da capacidade que a natureza tem de repô-los.
Tudo isso funcionaria muito bem, não fosse o fato de sermos um país de mais de 190 milhões de habitantes, que precisam satisfazer as mesmas necessidades básicas que os americanos e europeus e têm as mesmas aspirações de progresso material e espiritual, cada vez mais parecidas e universais no mundo globalizado. Sim, nós também temos direito à felicidade nos mesmos moldes dos europeus ocidentais e dos norte-americanos!
Faz sentido, portanto, a defesa "desinteressada" que eles fazem dos chamados "povos da floresta". Além de sua expressão quantitativa reduzida, esses brasileiros têm um padrão de consumo que não compete com eles no uso dos recursos naturais e torna perfeitamente viável o esquema de "fazendas lá e florestas aqui".
Só não dizem o que fazer com os 190 milhões de nossa população que não vivem nas florestas e precisam produzir comida e outros bens para ter um padrão de vida digno. Para estes eles têm a solução que já aplicam na África, depois de arruinarem a produção local de algodão, milho, tomate e outros alimentos, com os subsídios milionários que dão aos seus próprios fazendeiros: a chamada "ajuda humanitária".
A continuar nesse ritmo, em vez de comprar comida nos supermercados, vamos acabar tendo de esperá-la cair do céu em fardos atirados pela Força Aérea Americana ou distribuídos pela Cruz Vermelha e pelo Greenpeace.
DEPUTADO FEDERAL (PC DO B-SP), RELATOR DO CÓDIGO FLORESTAL, PRESIDIU A CÂMARA DOS DEPUTADOS E FOI MINISTRO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS NO GOVERNO LULA
Nestlé receberá US$ 28,1 bilhões para fazer aquisições pelo mundo
Nestlé receberá US$ 28,1 bilhões para fazer aquisições pelo mundo
A Nestlé tem pela frente uma pergunta de US$ 28,1 bilhões. Os investidores têm
respostas de sobra. A maior companhia da Europa em valor de mercado pode
comprar, com dinheiro, praticamente qualquer operação alimentícia de capital
aberto que quiser, quando receber o pagamento por sua participação na Alcon, no
segundo semestre.
Os acionistas querem que a fabricante dos chocolates Suflair e dos sorvetes
Mega se expanda nos países emergentes para equiparar-se à distribuição regional
da Unilever, que obtém cerca da metade de suas vendas no mundo em
desenvolvimento.
"O mundo está aos pés da empresa, mas ela não pode pagar caro demais", disse
Wendy Trevisani, gestora de fundos da Thornburg Investment Management, que tem
mais de US$ 700 milhões investidos em ações da Nestlé. "Claramente, eles são
retardatários nos países emergentes", acrescentou.
A Nestlé receberá US$ 28,1 bilhões da Novartis por sua participação majoritária
na Alcon, fabricante do Opti-Free, produto de limpeza de lentes de contatos, o
que lhe dará um caixa superior aos US$ 26,5 bilhões que o do Google tinha em
março. A Nestlé iniciará um novo programa de recompra de ações no valor de 10
bilhões de francos suíços (US$ 9,2 bilhões), embora tenha preferência por fazer
mais investimentos em suas operações ou promover aquisições, segundo afirmou em
22 de junho o diretor de finanças da empresa, Jim Singh.
Nos países em desenvolvimento, cerca de 1 bilhão de consumidores terão aumento
de renda suficiente para poder arcar com produtos na Nestlé nos próximos dez
anos, segundo estima a empresa de Vevey, Suíça. A maior companhia alimentícia
mundial obtém cerca de 35% de sua receita em economias emergentes. O
executivo-chefe da Nestlé, Paul Bulcke, pretende elevar esse percentual para
45% em uma década.
As vendas da Nestlé em países emergentes subiram 8,5% em 2009, o dobro da taxa
de aumento na receita total da companhia. Suas vendas nessas regiões somaram 35
bilhões de francos, mais do que qualquer concorrente.
A empresa poderia comprar empresas de água engarrafada em países como a China,
de acordo com Frits van Dijk, chefe das operações da Nestlé na Ásia. Também
poderiam ser consideradas aquisições para expandir suas operações de produtos
de nutrição para atletas, como o PowerBar, segundo o executivo-chefe da Nestlé
Nutrition, Richard Laube. Entre os possíveis alvos também está a Synutra
International, fabricante de comida para bebês chinesa de US$ 950 milhões, de
acordo com a analista Katherine Lu, da Oppenheinmer.
Para o analista James Targett, da Consumer Equity Research, a Nestlé deveria
cogitar a compra de empresas de ração para melhor concorrer com a Procter &
Gamble, que acertou a aquisição da Natura Pet Products, em 5 de maio, ou entrar
em mercados de água engarrafada na India e África.
Em 18 de junho, o executivo-chefe da Nestlé Waters, John Harris, disse que a
companhia tem uma lista de cinco novos países, além dos 37 onde já engarrafa
água mineral, em que gostaria de atuar. Além desses países, China, Brasil,
nações do Oriente Médio, além do Paquistão estão nos planos de expansão da
empresa para aquisições, segundo Harris.
"O dinheiro permite à Nestlé ter disposição para investir além de suas
operações e mercados atuais", afirmou Thomas Russo, sócio da Gardner Russo &
Gardner, que detém mais de US$ 350 milhões em ações da Nestlé por meio dos
investimentos de seus clientes. "Eles têm o campo quase todo para eles no
momento." Ferhat Soygenis, porta-voz da Nestlé, não quis comentar o assunto.
Bulcke, de 55 anos, promoveu apenas uma aquisição superior a US$ 1 bilhão desde
abril de 2008, quando assumiu o posto de executivo-chefe. Um dia após a venda
da Alcon, anunciou a compra das operações de pizza congelada da Kraft na
América do Norte, por US$ 3,7 bilhões. O executivo-chefe comprometeu-se a
gastar até 3 bilhões de francos por ano em aquisições de empresas de menor
porte, com a companhia ressaltando não ter necessidade de buscar compras
"transformacionais".
O dinheiro devido pela Novartis é suficiente para comprar qualquer rival da
Nestlé no setor de bebidas não alcoólicas e de alimentos, com exceção das seis
maiores. Essa conta inclui o ágio médio de 22% que a Nestlé pagou em suas
aquisições de empresas de capital aberto desde 2000. David Hayes, da Nomura,
acredita que a Nestlé poderia voltar suas atenções para General Mills, com
valor de mercado de US$ 24,8 bilhões.
As únicas companhias de alimentos e bebidas não alcoólicas com capitalizações
de mercado superiores a US$ 28,1 bilhões são a Coca-Cola, PepsiCo, Unilever,
Kraft e a Danone.
A HJ Heinz e a Hershey também seriam alvos da Nestlé, segundo informe da
Euromonitor, de 20 de maio. A Heinz daria espaço para a Nestlé reduzir custos
em itens culinários e comida para bebê. A Hershey fortaleceria a Nestlé em
regiões onde a companhia é fraca no segmento de chocolates, de acordo com
empresa de pesquisa. A Heinz vale em torno de US$ 14 bilhões, enquanto a
Hershey é avaliada em US$ 11 bilhões.
A Nestlé tem pela frente uma pergunta de US$ 28,1 bilhões. Os investidores têm
respostas de sobra. A maior companhia da Europa em valor de mercado pode
comprar, com dinheiro, praticamente qualquer operação alimentícia de capital
aberto que quiser, quando receber o pagamento por sua participação na Alcon, no
segundo semestre.
Os acionistas querem que a fabricante dos chocolates Suflair e dos sorvetes
Mega se expanda nos países emergentes para equiparar-se à distribuição regional
da Unilever, que obtém cerca da metade de suas vendas no mundo em
desenvolvimento.
"O mundo está aos pés da empresa, mas ela não pode pagar caro demais", disse
Wendy Trevisani, gestora de fundos da Thornburg Investment Management, que tem
mais de US$ 700 milhões investidos em ações da Nestlé. "Claramente, eles são
retardatários nos países emergentes", acrescentou.
A Nestlé receberá US$ 28,1 bilhões da Novartis por sua participação majoritária
na Alcon, fabricante do Opti-Free, produto de limpeza de lentes de contatos, o
que lhe dará um caixa superior aos US$ 26,5 bilhões que o do Google tinha em
março. A Nestlé iniciará um novo programa de recompra de ações no valor de 10
bilhões de francos suíços (US$ 9,2 bilhões), embora tenha preferência por fazer
mais investimentos em suas operações ou promover aquisições, segundo afirmou em
22 de junho o diretor de finanças da empresa, Jim Singh.
Nos países em desenvolvimento, cerca de 1 bilhão de consumidores terão aumento
de renda suficiente para poder arcar com produtos na Nestlé nos próximos dez
anos, segundo estima a empresa de Vevey, Suíça. A maior companhia alimentícia
mundial obtém cerca de 35% de sua receita em economias emergentes. O
executivo-chefe da Nestlé, Paul Bulcke, pretende elevar esse percentual para
45% em uma década.
As vendas da Nestlé em países emergentes subiram 8,5% em 2009, o dobro da taxa
de aumento na receita total da companhia. Suas vendas nessas regiões somaram 35
bilhões de francos, mais do que qualquer concorrente.
A empresa poderia comprar empresas de água engarrafada em países como a China,
de acordo com Frits van Dijk, chefe das operações da Nestlé na Ásia. Também
poderiam ser consideradas aquisições para expandir suas operações de produtos
de nutrição para atletas, como o PowerBar, segundo o executivo-chefe da Nestlé
Nutrition, Richard Laube. Entre os possíveis alvos também está a Synutra
International, fabricante de comida para bebês chinesa de US$ 950 milhões, de
acordo com a analista Katherine Lu, da Oppenheinmer.
Para o analista James Targett, da Consumer Equity Research, a Nestlé deveria
cogitar a compra de empresas de ração para melhor concorrer com a Procter &
Gamble, que acertou a aquisição da Natura Pet Products, em 5 de maio, ou entrar
em mercados de água engarrafada na India e África.
Em 18 de junho, o executivo-chefe da Nestlé Waters, John Harris, disse que a
companhia tem uma lista de cinco novos países, além dos 37 onde já engarrafa
água mineral, em que gostaria de atuar. Além desses países, China, Brasil,
nações do Oriente Médio, além do Paquistão estão nos planos de expansão da
empresa para aquisições, segundo Harris.
"O dinheiro permite à Nestlé ter disposição para investir além de suas
operações e mercados atuais", afirmou Thomas Russo, sócio da Gardner Russo &
Gardner, que detém mais de US$ 350 milhões em ações da Nestlé por meio dos
investimentos de seus clientes. "Eles têm o campo quase todo para eles no
momento." Ferhat Soygenis, porta-voz da Nestlé, não quis comentar o assunto.
Bulcke, de 55 anos, promoveu apenas uma aquisição superior a US$ 1 bilhão desde
abril de 2008, quando assumiu o posto de executivo-chefe. Um dia após a venda
da Alcon, anunciou a compra das operações de pizza congelada da Kraft na
América do Norte, por US$ 3,7 bilhões. O executivo-chefe comprometeu-se a
gastar até 3 bilhões de francos por ano em aquisições de empresas de menor
porte, com a companhia ressaltando não ter necessidade de buscar compras
"transformacionais".
O dinheiro devido pela Novartis é suficiente para comprar qualquer rival da
Nestlé no setor de bebidas não alcoólicas e de alimentos, com exceção das seis
maiores. Essa conta inclui o ágio médio de 22% que a Nestlé pagou em suas
aquisições de empresas de capital aberto desde 2000. David Hayes, da Nomura,
acredita que a Nestlé poderia voltar suas atenções para General Mills, com
valor de mercado de US$ 24,8 bilhões.
As únicas companhias de alimentos e bebidas não alcoólicas com capitalizações
de mercado superiores a US$ 28,1 bilhões são a Coca-Cola, PepsiCo, Unilever,
Kraft e a Danone.
A HJ Heinz e a Hershey também seriam alvos da Nestlé, segundo informe da
Euromonitor, de 20 de maio. A Heinz daria espaço para a Nestlé reduzir custos
em itens culinários e comida para bebê. A Hershey fortaleceria a Nestlé em
regiões onde a companhia é fraca no segmento de chocolates, de acordo com
empresa de pesquisa. A Heinz vale em torno de US$ 14 bilhões, enquanto a
Hershey é avaliada em US$ 11 bilhões.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Cerrado Baiano - Um outro (e tão valioso) pré-sal
21/06 06:15
É o agronegócio, que, assim como o petróleo, pode trazer bilhões em divisas e também gerar energia nas fronteiras agrícolas do País - desde que exista infraestrutura
E uma sexta-feira de junho, às dez da manhã. O sol abrasador do Cerrado baiano torna tudo mais difícil para quem está acostumado ao frio do Sul do País. Walter Horita sabe bem o que é isso. Vinte e cinco anos atrás, ele migrou do Paraná para o Oeste da Bahia. Foi plantar soja nos arredores de Luís Eduardo Magalhães, município 900 quilômetros distante de Salvador.
A sorte é que ele não se abateu com os números da primeira safra. Horita plantou 135 hectares e colheu 14 sacas. Já na safra passada, a colheita rendeu nada menos que 62 sacas de soja por hectare e um recorde: Horita tem a maior produtividade do mundo, superior até à dos norte-americanos.
Assim como ele, centenas de empresários transformaram a terra pouco promissora em uma nova fronteira agrícola. A região hoje responde por 80% da produção de grãos do Estado da Bahia e apresenta uma boa diversificação de culturas. São estes polos rurais, como outros existentes no Maranhão, no Piauí e no Tocantins, que estão criando uma grande oportunidade econômica - tão relevante quanto o pré-sal.
De acordo com um estudo da FAO, braço da ONU para a alimentação, o Brasil é o único país capaz de suprir a demanda global por alimentos, que será crescente nos próximos anos. "Até estrangeiros estão vindo para cá porque não têm onde plantar", diz Horita, que produz soja, milho e algodão em 42 mil hectares.
A FAO prevê que, em 2050, a população mundial terá aumentado 50%, passando dos atuais 6 bilhões para 9 bilhões de habitantes. A produção de alimentos, por sua vez, terá de crescer 70% no mesmo período. E o interesse internacional pelo Brasil é crescente. Ao tomar posse como presidente da Associação dos Produtores de Soja, em maio passado, Glauber Silveira disse acreditar que pelo menos um milhão de hectares já esteja em mãos estrangeiras.
O quadro não passa despercebido pelo governo federal. Dias atrás, ao anunciar investimentos de R$ 100 bilhões para a próxima safra, o presidente Lula disse ser necessário criar mecanismos que limitem a compra de terras brasileiras por estrangeiros. Segundo Jairo Vaz, superintendente de política do agronegócio da Secretaria da Agricultura da Bahia, o grupo chinês Pallas, de geração de energia e produção de alimentos, quer comprar 250 mil hectares na região e tem "centenas de milhões de dólares" para investir no Oeste baiano.
Hoje as exportações do agronegócio somam US$ 62 bilhões e podem dobrar, ou mesmo triplicar, em menos de uma década. Comparando as receitas dos novos campos de petróleo, talvez o agronegócio não chame tanto a atenção. No entanto, diferentemente do pré-sal, que já está demandando bilhões em investimentos do governo, as novas fronteiras agrícolas já receberam fortes injeções de capital, especialmente, o privado. A principal queixa dos agricultores é a falta de infraestrutura.
A construção do aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, por exemplo, está parada. Walter Horita lembra que há pelo menos quatro anos se fala na ferrovia Leste-Oeste. Com 1.490 quilômetros de extensão, ela deverá sair de Ilhéus, no litoral baiano, passando pelo Oeste do Estado e seguindo até Figueirópolis, no Tocantins, onde se conectaria com a Ferrovia Norte-Sul. "Gasto US$ 60 para levar uma tonelada de soja até o porto por rodovia e pagaria US$ 20 se fosse por ferrovia", diz o produtor.
O caso do agricultor e prefeito da cidade baiana, Humberto Santa Cruz, é também emblemático. Natural do Rio de Janeiro, ele migrou com a família para a Bahia há mais de duas décadas. Lá construiu o Grupo Agronol, do qual é acionista. Dos 20 mil hectares da fazenda, 1,4 mil estão ocupados com plantação de café, outros 550 hectares produzem mamão e, em cerca de 1 mil hectares, estão os cítricos - laranja, limão e tangerina.
Boa parte da diversificada produção, cerca de 80%, vai para o mercado externo. E é aí que começa o calvário da Agronol. Só há uma estrada, a BR-242, para levar a produção até o porto mais próximo, que é Salvador. Até lá, a empresa contrata caminhões refrigerados para não correr o risco de perder a carga.
Embarcar uma tonelada de algodão no porto de Santos, por exemplo, representa 7,6% dos custos. Se o mesmo algodão for embarcado no porto de Salvador, este custo cai para 3,7%. Mas há um outro problema. Como não há estrutura para atender a toda a demanda, o porto de Salvador não é rota para a marinha mercante.
A distância não seria um problema se a Leste-Oeste saísse do papel. Os investimentos estão previstos no PAC, e a expectativa dos empresários de Luís Eduardo Magalhães é de que a primeira etapa da obra - de 530 quilômetros, entre Ilhéus e Caitité, seja concluída no primeiro semestre do ano que vem.
No plano rodoviário, a demanda da iniciativa privada local é a construção da Rodoagro. São 200 quilômetros de estradas ligando Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, Barreiras e Riachão das Neves. Mas não é só a falta de estradas que compromete os negócios. Um dos maiores grupos do Nordeste, o Icofort, de beneficiamento de algodão, escolheu Luís Eduardo Magalhães para abrir sua terceira unidade de extração de óleo de algodão.
A fábrica, a maior do grupo, consumiu investimentos de R$ 24 milhões, e a parte de tecnologia da informação recebeu atenção especial, pois a ideia era ter informações em tempo real da produção da nova unidade. "Da porta para dentro, está tudo certo, agora só falta um detalhe: a gente não tem telefone aqui, logo, não dá para usar a internet", lamenta Décio Alves Barreto Júnior, diretor-presidente do Icofort.
De acordo com o empresário, para usar o celular, ele e os funcionários do Icofort têm de sair da fábrica e ir até o centro da cidade de Luís Eduardo Magalhães. "Não temos telefone, não temos internet, não posso instalar banda larga e não temos aeroporto. Só temos promessas", lastima Barreto Júnior. "Também queremos implantar uma refinaria de óleo, mas, se a gente tiver que andar sete quilômetros só para usar o celular, vai ficar difícil."
Enquanto o poder público promete, os empresários da região fazem o que podem para minimizar a falta de infraestrutura. Foi assim há mais de dois anos, quando Humberto Santa Cruz, o atual prefeito, junto com um grupo de mais 12 empresários, doou uma área de 84 hectares próxima a sua fazenda para ser construído um aeroporto com terminais para cargas e passageiros.
Hoje, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Barreiras, cerca de 95 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães. De dimensões modestas, o aeroporto de Barreiras é só para passageiros e, ainda assim, só opera com aviões de pequeno e médio porte, de segunda à sexta. Avaliado a preços atuais em R$ 12 milhões, o espaço doado pela iniciativa privada chegou a receber investimentos de R$ 4 milhões no cascalhamento e outros R$ 2,9 milhões, investidos pelo governo estadual, no asfaltamento da pista de pouso. Isso é tudo o que existe hoje.
Para o professor Roberto Pedrosa, coordenador do curso de MBA em gestão estratégica do agronegócio da Fundação Getulio Vargas, o único fator que pode barrar a expansão das novas fronteiras agrícolas é exatamente a falta de infraestrutura, principalmente para armazenagem e transporte da produção.
"Não se sai de Luís Eduardo Magalhães aos fins de semana, porque não tem voo e a única rodovia é a BR-242, que já está sobrecarregada", diz ele. Por outro lado, lembra o professor, o Oeste da Bahia tem atraído gente de todos os pontos do Brasil - especialmente do Sul.
"Temos duas turmas de MBA em Luís Eduardo Magalhães, com 40 alunos cada uma, e já estamos abrindo a terceira, agora em agosto". Pedrosa chama a atenção não só para o perfil dos desbravadores da região como também para o alto nível de tecnologia empregada nas lavouras.
"Não tenho dúvida de que, no futuro próximo, estas regiões, o Oeste baiano e o chamado Mapito, terão índices de terra plantada e de produtividade equivalentes a áreas consolidadas como Mato Grosso ou Paraná." Resta saber quando o governo e a sociedade brasileira passarão a tratar as novas fronteiras agrícolas do País com a importância com que o pré-sal foi recebido. E não custa lembrar que o agronegócio responde por 42% das exportações e 100% do superávit comercial brasileiro.
É o agronegócio, que, assim como o petróleo, pode trazer bilhões em divisas e também gerar energia nas fronteiras agrícolas do País - desde que exista infraestrutura
E uma sexta-feira de junho, às dez da manhã. O sol abrasador do Cerrado baiano torna tudo mais difícil para quem está acostumado ao frio do Sul do País. Walter Horita sabe bem o que é isso. Vinte e cinco anos atrás, ele migrou do Paraná para o Oeste da Bahia. Foi plantar soja nos arredores de Luís Eduardo Magalhães, município 900 quilômetros distante de Salvador.
A sorte é que ele não se abateu com os números da primeira safra. Horita plantou 135 hectares e colheu 14 sacas. Já na safra passada, a colheita rendeu nada menos que 62 sacas de soja por hectare e um recorde: Horita tem a maior produtividade do mundo, superior até à dos norte-americanos.
Assim como ele, centenas de empresários transformaram a terra pouco promissora em uma nova fronteira agrícola. A região hoje responde por 80% da produção de grãos do Estado da Bahia e apresenta uma boa diversificação de culturas. São estes polos rurais, como outros existentes no Maranhão, no Piauí e no Tocantins, que estão criando uma grande oportunidade econômica - tão relevante quanto o pré-sal.
De acordo com um estudo da FAO, braço da ONU para a alimentação, o Brasil é o único país capaz de suprir a demanda global por alimentos, que será crescente nos próximos anos. "Até estrangeiros estão vindo para cá porque não têm onde plantar", diz Horita, que produz soja, milho e algodão em 42 mil hectares.
A FAO prevê que, em 2050, a população mundial terá aumentado 50%, passando dos atuais 6 bilhões para 9 bilhões de habitantes. A produção de alimentos, por sua vez, terá de crescer 70% no mesmo período. E o interesse internacional pelo Brasil é crescente. Ao tomar posse como presidente da Associação dos Produtores de Soja, em maio passado, Glauber Silveira disse acreditar que pelo menos um milhão de hectares já esteja em mãos estrangeiras.
O quadro não passa despercebido pelo governo federal. Dias atrás, ao anunciar investimentos de R$ 100 bilhões para a próxima safra, o presidente Lula disse ser necessário criar mecanismos que limitem a compra de terras brasileiras por estrangeiros. Segundo Jairo Vaz, superintendente de política do agronegócio da Secretaria da Agricultura da Bahia, o grupo chinês Pallas, de geração de energia e produção de alimentos, quer comprar 250 mil hectares na região e tem "centenas de milhões de dólares" para investir no Oeste baiano.
Hoje as exportações do agronegócio somam US$ 62 bilhões e podem dobrar, ou mesmo triplicar, em menos de uma década. Comparando as receitas dos novos campos de petróleo, talvez o agronegócio não chame tanto a atenção. No entanto, diferentemente do pré-sal, que já está demandando bilhões em investimentos do governo, as novas fronteiras agrícolas já receberam fortes injeções de capital, especialmente, o privado. A principal queixa dos agricultores é a falta de infraestrutura.
A construção do aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, por exemplo, está parada. Walter Horita lembra que há pelo menos quatro anos se fala na ferrovia Leste-Oeste. Com 1.490 quilômetros de extensão, ela deverá sair de Ilhéus, no litoral baiano, passando pelo Oeste do Estado e seguindo até Figueirópolis, no Tocantins, onde se conectaria com a Ferrovia Norte-Sul. "Gasto US$ 60 para levar uma tonelada de soja até o porto por rodovia e pagaria US$ 20 se fosse por ferrovia", diz o produtor.
O caso do agricultor e prefeito da cidade baiana, Humberto Santa Cruz, é também emblemático. Natural do Rio de Janeiro, ele migrou com a família para a Bahia há mais de duas décadas. Lá construiu o Grupo Agronol, do qual é acionista. Dos 20 mil hectares da fazenda, 1,4 mil estão ocupados com plantação de café, outros 550 hectares produzem mamão e, em cerca de 1 mil hectares, estão os cítricos - laranja, limão e tangerina.
Boa parte da diversificada produção, cerca de 80%, vai para o mercado externo. E é aí que começa o calvário da Agronol. Só há uma estrada, a BR-242, para levar a produção até o porto mais próximo, que é Salvador. Até lá, a empresa contrata caminhões refrigerados para não correr o risco de perder a carga.
Embarcar uma tonelada de algodão no porto de Santos, por exemplo, representa 7,6% dos custos. Se o mesmo algodão for embarcado no porto de Salvador, este custo cai para 3,7%. Mas há um outro problema. Como não há estrutura para atender a toda a demanda, o porto de Salvador não é rota para a marinha mercante.
A distância não seria um problema se a Leste-Oeste saísse do papel. Os investimentos estão previstos no PAC, e a expectativa dos empresários de Luís Eduardo Magalhães é de que a primeira etapa da obra - de 530 quilômetros, entre Ilhéus e Caitité, seja concluída no primeiro semestre do ano que vem.
No plano rodoviário, a demanda da iniciativa privada local é a construção da Rodoagro. São 200 quilômetros de estradas ligando Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, Barreiras e Riachão das Neves. Mas não é só a falta de estradas que compromete os negócios. Um dos maiores grupos do Nordeste, o Icofort, de beneficiamento de algodão, escolheu Luís Eduardo Magalhães para abrir sua terceira unidade de extração de óleo de algodão.
A fábrica, a maior do grupo, consumiu investimentos de R$ 24 milhões, e a parte de tecnologia da informação recebeu atenção especial, pois a ideia era ter informações em tempo real da produção da nova unidade. "Da porta para dentro, está tudo certo, agora só falta um detalhe: a gente não tem telefone aqui, logo, não dá para usar a internet", lamenta Décio Alves Barreto Júnior, diretor-presidente do Icofort.
De acordo com o empresário, para usar o celular, ele e os funcionários do Icofort têm de sair da fábrica e ir até o centro da cidade de Luís Eduardo Magalhães. "Não temos telefone, não temos internet, não posso instalar banda larga e não temos aeroporto. Só temos promessas", lastima Barreto Júnior. "Também queremos implantar uma refinaria de óleo, mas, se a gente tiver que andar sete quilômetros só para usar o celular, vai ficar difícil."
Enquanto o poder público promete, os empresários da região fazem o que podem para minimizar a falta de infraestrutura. Foi assim há mais de dois anos, quando Humberto Santa Cruz, o atual prefeito, junto com um grupo de mais 12 empresários, doou uma área de 84 hectares próxima a sua fazenda para ser construído um aeroporto com terminais para cargas e passageiros.
Hoje, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Barreiras, cerca de 95 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães. De dimensões modestas, o aeroporto de Barreiras é só para passageiros e, ainda assim, só opera com aviões de pequeno e médio porte, de segunda à sexta. Avaliado a preços atuais em R$ 12 milhões, o espaço doado pela iniciativa privada chegou a receber investimentos de R$ 4 milhões no cascalhamento e outros R$ 2,9 milhões, investidos pelo governo estadual, no asfaltamento da pista de pouso. Isso é tudo o que existe hoje.
Para o professor Roberto Pedrosa, coordenador do curso de MBA em gestão estratégica do agronegócio da Fundação Getulio Vargas, o único fator que pode barrar a expansão das novas fronteiras agrícolas é exatamente a falta de infraestrutura, principalmente para armazenagem e transporte da produção.
"Não se sai de Luís Eduardo Magalhães aos fins de semana, porque não tem voo e a única rodovia é a BR-242, que já está sobrecarregada", diz ele. Por outro lado, lembra o professor, o Oeste da Bahia tem atraído gente de todos os pontos do Brasil - especialmente do Sul.
"Temos duas turmas de MBA em Luís Eduardo Magalhães, com 40 alunos cada uma, e já estamos abrindo a terceira, agora em agosto". Pedrosa chama a atenção não só para o perfil dos desbravadores da região como também para o alto nível de tecnologia empregada nas lavouras.
"Não tenho dúvida de que, no futuro próximo, estas regiões, o Oeste baiano e o chamado Mapito, terão índices de terra plantada e de produtividade equivalentes a áreas consolidadas como Mato Grosso ou Paraná." Resta saber quando o governo e a sociedade brasileira passarão a tratar as novas fronteiras agrícolas do País com a importância com que o pré-sal foi recebido. E não custa lembrar que o agronegócio responde por 42% das exportações e 100% do superávit comercial brasileiro.
Equívocos sobre a agricultura
Equívocos sobre a agricultura
Hèlio Tollini
Mestre em economia rural pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e Ph.D. em economia pela Universidade do Estado da Carolina do Norte (EUA)
O setor agropecuário brasileiro não precisa de grandes subsídios para expandir sua produção e competir internacionalmente. É um setor eficiente na comparação com outros países. Os avanços que tem mostrado foram fruto de políticas públicas, que não envolveram grandes transferências, e do trabalho e da assunção de riscos pelos empresários rurais. O governo sabe da importância do setor e o apoia. Por isso, é estranho que setores da sociedade brasileira promovam campanhas contra a agricultura.
Recentemente, um anúncio na televisão alardeava ser a carne bovina produzida com a destruição da Amazônia. O anúncio parece ter sido produzido por brasileiros, tendo como alvo os consumidores estrangeiros. Alguns anos atrás, quando a soja "tropical" ainda nem existia, anúncios em países europeus diziam que a Europa não devia comprar soja brasileira porque ela era produzida com a destruição da Amazônia! Isso também é explorar a ignorância alheia. A quem interessa tal tipo de desinformação? Quem financia essas campanhas na mídia?
Outra ideia dirigida contra o país é a de que os direitos dos trabalhadores não são respeitados. Certamente, há produtores agrícolas que não respeitam esses direitos, como há produtores em outros setores da economia que também não o fazem. Por exemplo, já foram vistos operários trabalhando em aeroportos brasileiros debaixo de chuva intensa, sem qualquer proteção. Não se ouviu ninguém reclamar mais respeito com esses trabalhadores.
A impressão é a de que o interesse não é pela proteção do meio ambiente ou do trabalhador brasileiro, mas apenas o de onerar o sistema produtivo da agricultura e o de facilitar a competição por aqueles que não são competitivos. Aparentemente, há países estrangeiros que financiam ações governamentais no Brasil com o objetivo de proteger trabalhadores agrícolas. É muito importante proteger todos os trabalhadores, tanto os da agricultura como os de outros setores. E, para isso, o Brasil não deveria aceitar ajuda financeira de outros países. Deveria ser ação prioritária para o governo brasileiro e ser totalmente financiada com recursos do orçamento nacional.
Ninguém desconhece que a conquista de mercados externos é importante para a agricultura e para os demais setores da economia brasileira. O Brasil precisa produzir para si mesmo e para a exportação. Seria erro fundamental limitar o crescimento da economia brasileira ao crescimento apenas da demanda interna, Se a agricultura compete eficientemente nos mercados internacionais, toda a sociedade brasileira se beneficia, Ganham os que conseguem emprego na produção e comercialização e ganham também os agricultores que não exportam, pois passam a contar com mercado interno melhor, já que parte da produção dos outros produtores vai para o exterior.
Causa estranheza que o governo procure apoiar a agricultura enquanto outros grupos trabalham para denegrir a imagem dos produtos agropecuários do país nos grandes mercados internacionais, afirmando que eles são produzidos com a destruição da Amazônia. Notícia recente atribui a autoria do filme denegridor da imagem da pecuária nacional a importante órgão governamental. Essa é uma acusação muito séria. É necessário examinar rigorosamente a autoria e a origem dos recursos que financiaram a elaboração desse filme. A notícia dizia também que havia a possibilidade de ser criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar esse assunto. O governo deve fazer essa investigação, tanto no Legislativo quanto no Executivo. Espera-se que o Brasil tenha atitude firme quanto à preservação da Amazônia e quanto à necessidade de competir internacionalmente, não limitando nossas oportunidades apenas ao crescimento do mercado interno.
É hora das autoridades brasileiras esclarecerem a origem e os responsáveis por esses ataques. Não se conhece outro país no mundo em que a agricultura seja tão atacada quanto no Brasil. Por enquanto, a agricultura segue crescendo, competindo, e gerando empregos e renda para população brasileira. Apesar de seus detratores, o agronegócio continua aumentando sua produtividade e expandindo negócios. Os que pretendem que o agronegócio brasileiro deixe de exportar deveriam pensar no grande número de famílias brasileiras que dependem dessa exportação para obter seu susten
Hèlio Tollini
Mestre em economia rural pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e Ph.D. em economia pela Universidade do Estado da Carolina do Norte (EUA)
O setor agropecuário brasileiro não precisa de grandes subsídios para expandir sua produção e competir internacionalmente. É um setor eficiente na comparação com outros países. Os avanços que tem mostrado foram fruto de políticas públicas, que não envolveram grandes transferências, e do trabalho e da assunção de riscos pelos empresários rurais. O governo sabe da importância do setor e o apoia. Por isso, é estranho que setores da sociedade brasileira promovam campanhas contra a agricultura.
Recentemente, um anúncio na televisão alardeava ser a carne bovina produzida com a destruição da Amazônia. O anúncio parece ter sido produzido por brasileiros, tendo como alvo os consumidores estrangeiros. Alguns anos atrás, quando a soja "tropical" ainda nem existia, anúncios em países europeus diziam que a Europa não devia comprar soja brasileira porque ela era produzida com a destruição da Amazônia! Isso também é explorar a ignorância alheia. A quem interessa tal tipo de desinformação? Quem financia essas campanhas na mídia?
Outra ideia dirigida contra o país é a de que os direitos dos trabalhadores não são respeitados. Certamente, há produtores agrícolas que não respeitam esses direitos, como há produtores em outros setores da economia que também não o fazem. Por exemplo, já foram vistos operários trabalhando em aeroportos brasileiros debaixo de chuva intensa, sem qualquer proteção. Não se ouviu ninguém reclamar mais respeito com esses trabalhadores.
A impressão é a de que o interesse não é pela proteção do meio ambiente ou do trabalhador brasileiro, mas apenas o de onerar o sistema produtivo da agricultura e o de facilitar a competição por aqueles que não são competitivos. Aparentemente, há países estrangeiros que financiam ações governamentais no Brasil com o objetivo de proteger trabalhadores agrícolas. É muito importante proteger todos os trabalhadores, tanto os da agricultura como os de outros setores. E, para isso, o Brasil não deveria aceitar ajuda financeira de outros países. Deveria ser ação prioritária para o governo brasileiro e ser totalmente financiada com recursos do orçamento nacional.
Ninguém desconhece que a conquista de mercados externos é importante para a agricultura e para os demais setores da economia brasileira. O Brasil precisa produzir para si mesmo e para a exportação. Seria erro fundamental limitar o crescimento da economia brasileira ao crescimento apenas da demanda interna, Se a agricultura compete eficientemente nos mercados internacionais, toda a sociedade brasileira se beneficia, Ganham os que conseguem emprego na produção e comercialização e ganham também os agricultores que não exportam, pois passam a contar com mercado interno melhor, já que parte da produção dos outros produtores vai para o exterior.
Causa estranheza que o governo procure apoiar a agricultura enquanto outros grupos trabalham para denegrir a imagem dos produtos agropecuários do país nos grandes mercados internacionais, afirmando que eles são produzidos com a destruição da Amazônia. Notícia recente atribui a autoria do filme denegridor da imagem da pecuária nacional a importante órgão governamental. Essa é uma acusação muito séria. É necessário examinar rigorosamente a autoria e a origem dos recursos que financiaram a elaboração desse filme. A notícia dizia também que havia a possibilidade de ser criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar esse assunto. O governo deve fazer essa investigação, tanto no Legislativo quanto no Executivo. Espera-se que o Brasil tenha atitude firme quanto à preservação da Amazônia e quanto à necessidade de competir internacionalmente, não limitando nossas oportunidades apenas ao crescimento do mercado interno.
É hora das autoridades brasileiras esclarecerem a origem e os responsáveis por esses ataques. Não se conhece outro país no mundo em que a agricultura seja tão atacada quanto no Brasil. Por enquanto, a agricultura segue crescendo, competindo, e gerando empregos e renda para população brasileira. Apesar de seus detratores, o agronegócio continua aumentando sua produtividade e expandindo negócios. Os que pretendem que o agronegócio brasileiro deixe de exportar deveriam pensar no grande número de famílias brasileiras que dependem dessa exportação para obter seu susten
sábado, 19 de junho de 2010
O upside do mercado
O upside do mercado
O mercado de café mostrou sua força esta semana, onde todos não acreditavam mais que algo de novo pudesse acontecer o mercado mostra sua força.
O fechamento do café perto da máxima da semana em 162.10 onde a máxima foi 163.05 e a mínima em 145.15 dando 1700 pontos nesta semana depois de ter saído de 134.00 na semana passada, ou seja, fizemos em duas semanas 2.905 pontos, nas duas semanas entre a máxima e a mínima, traduzindo para o real ,o mercado teve um aumento de R$68.00 por saca, isto se a alta da bolsa tivesse sido toda repassada para o mercado físico, que logicamente não foi.
A surpresa da alta se da, pois estaríamos na porta de uma super safra pelo menos é o que diz as estimativas de safra. Esta alta comparada apenas a anos de geada esta assustando o mercado e já não se sabe mais onde isto ira parar, mas segundo a teoria de Down enquanto o mercado tiver força para fazer topos e fundos acedentes devemos acreditar na continuação da tendência.
O motivo da alta se deve pelo estoque brasileiro a níveis muito baixo e a entrada da safra brasileira ter atrasado aliado a uma quebra de qualidade que estamos assistindo em nossas fazendas. A falta de café de qualidade que estava em estagio critico não mudara com o desenrolar da safra brasileira mesmo sendo ano de safra cheia , portanto temos muitas surpresas por vir.
A correlação da investigação da policia federal e receita federal há empresas brasileiras de exportação ainda não fica nítida, mas com certeza a velocidade que a alta veio e é bem provável que ainda tem informações do mercado que não sabemos, e teve ter gato gordo dentro desta tuba.
Na realidade o que estamos vendo é pouca oferta de mercadoria, principalmente de café de qualidade, oferta essa que devera se normalizar nas próximas semanas, quando a safra brasileira se acelerar e as negociações ficarem mais agressivas, mas por enquanto uma grande firmeza no mercado é que estamos vendo e existem mais compradores que vendedores.
A Zona da Mata mineira terá por causa da seca no inicio do ano uma quebra de safra na quantidade e na qualidade este é um fator importante na alta do café, pois sempre começamos a colheita na mossa região antes das outras regiões produtoras e ofertamos café mais rápido o que não esta acontecendo e fazendo que grandes trades sentissem a falta de nosso café. a quebra ainda não estimada em números mais devera ultrapassar a casa dos 20% na Zona da Mata.
A alta na casa dos 20% destas duas semanas trazendo preços esquecidos na memória trouxe para o mercado outros operadores como fundos, bancos, fazendo com o mercado ficasse mais volátil agressivo perigoso e interessante, mas não aconselho os pequenos investidores a se arriscarem neste mercado, pois o prejuízo pode ser grande e dolorido.
Tecnicamente o café hoje fez um boucing ate a 23.6% de fibonacci na mínima do dia em 155.40, local da media movel exponencial de 15 minutos,onde vimos por duas vezes na semana,e depois voltou a subir quando chegou nesta media e marcou nova máxima em 163.05 ,mostrando força e fôlego para subir mais. O desenho gráfico que esta se formando se parece com um mastro bandeira , quando o preço rompe uma congestão e sobe com força depois se lateraliza, portanto a correção esperada pode ser lateral dando a aproximação das medias para depois tomar novo destino.
O trade começado nesta semana, contra tendência me parece neste momento que não devera ser bem sucedido, mas deveremos esperar o desenrolar dos acontecimentos.
A resistência fica em 163.05 que seria topo para este gráfico de setembro depois não consigo enxergar nada que impeça o mercado de subir, a não ser a posição dos fundos de estar sobre comprados suporte em 160.00, 157.5, 156.5, 152.50, espero um recuo pra sair de minha venda com algum lucro, mas a força que o mercado se mostrou nesta sexta feira me deixou apreensivo.
Bom fim de semana a todos e bons negócios, excelente momento para fazer venda no mercado físico e fazer media alta no ano.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado de café mostrou sua força esta semana, onde todos não acreditavam mais que algo de novo pudesse acontecer o mercado mostra sua força.
O fechamento do café perto da máxima da semana em 162.10 onde a máxima foi 163.05 e a mínima em 145.15 dando 1700 pontos nesta semana depois de ter saído de 134.00 na semana passada, ou seja, fizemos em duas semanas 2.905 pontos, nas duas semanas entre a máxima e a mínima, traduzindo para o real ,o mercado teve um aumento de R$68.00 por saca, isto se a alta da bolsa tivesse sido toda repassada para o mercado físico, que logicamente não foi.
A surpresa da alta se da, pois estaríamos na porta de uma super safra pelo menos é o que diz as estimativas de safra. Esta alta comparada apenas a anos de geada esta assustando o mercado e já não se sabe mais onde isto ira parar, mas segundo a teoria de Down enquanto o mercado tiver força para fazer topos e fundos acedentes devemos acreditar na continuação da tendência.
O motivo da alta se deve pelo estoque brasileiro a níveis muito baixo e a entrada da safra brasileira ter atrasado aliado a uma quebra de qualidade que estamos assistindo em nossas fazendas. A falta de café de qualidade que estava em estagio critico não mudara com o desenrolar da safra brasileira mesmo sendo ano de safra cheia , portanto temos muitas surpresas por vir.
A correlação da investigação da policia federal e receita federal há empresas brasileiras de exportação ainda não fica nítida, mas com certeza a velocidade que a alta veio e é bem provável que ainda tem informações do mercado que não sabemos, e teve ter gato gordo dentro desta tuba.
Na realidade o que estamos vendo é pouca oferta de mercadoria, principalmente de café de qualidade, oferta essa que devera se normalizar nas próximas semanas, quando a safra brasileira se acelerar e as negociações ficarem mais agressivas, mas por enquanto uma grande firmeza no mercado é que estamos vendo e existem mais compradores que vendedores.
A Zona da Mata mineira terá por causa da seca no inicio do ano uma quebra de safra na quantidade e na qualidade este é um fator importante na alta do café, pois sempre começamos a colheita na mossa região antes das outras regiões produtoras e ofertamos café mais rápido o que não esta acontecendo e fazendo que grandes trades sentissem a falta de nosso café. a quebra ainda não estimada em números mais devera ultrapassar a casa dos 20% na Zona da Mata.
A alta na casa dos 20% destas duas semanas trazendo preços esquecidos na memória trouxe para o mercado outros operadores como fundos, bancos, fazendo com o mercado ficasse mais volátil agressivo perigoso e interessante, mas não aconselho os pequenos investidores a se arriscarem neste mercado, pois o prejuízo pode ser grande e dolorido.
Tecnicamente o café hoje fez um boucing ate a 23.6% de fibonacci na mínima do dia em 155.40, local da media movel exponencial de 15 minutos,onde vimos por duas vezes na semana,e depois voltou a subir quando chegou nesta media e marcou nova máxima em 163.05 ,mostrando força e fôlego para subir mais. O desenho gráfico que esta se formando se parece com um mastro bandeira , quando o preço rompe uma congestão e sobe com força depois se lateraliza, portanto a correção esperada pode ser lateral dando a aproximação das medias para depois tomar novo destino.
O trade começado nesta semana, contra tendência me parece neste momento que não devera ser bem sucedido, mas deveremos esperar o desenrolar dos acontecimentos.
A resistência fica em 163.05 que seria topo para este gráfico de setembro depois não consigo enxergar nada que impeça o mercado de subir, a não ser a posição dos fundos de estar sobre comprados suporte em 160.00, 157.5, 156.5, 152.50, espero um recuo pra sair de minha venda com algum lucro, mas a força que o mercado se mostrou nesta sexta feira me deixou apreensivo.
Bom fim de semana a todos e bons negócios, excelente momento para fazer venda no mercado físico e fazer media alta no ano.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
sábado, 5 de junho de 2010
Mercado a deriva
Mercado a deriva
O mercado de café esta semana depois de dois feriados e uma mega operação do ministério publico federal, receita federal e policia federal veio a lona com a prisão de proprietários executivos e diretores das maiores empresas de café do Brasil de exportação, e industrialização.
A prisão por parte da policia federal destes executivos deixou o mercado de café a deriva e nocauteado por esta ação.
Presos com acusação de praticar sonegação fiscal deixou todos que opera apreensivo, pois aquilo que seria um incentivo fiscal do governo virou caso de policia.
A falta de fiscalização por parte do governo e leis malucas existentes no Brasil faz com este tipo de coisa aconteça.
Para não exportar imposto e tornar nosso café mais barato e competitivo no mercado internacional o governo isentou a exportação do pagamento da PIS e COFINS, mas não isentou o resto da cadeia produtiva, ou seja, o comercio atacadista teria que pagar tal imposto fazendo com isso que haja um credito destes impostos. Vai ai uma injustiça, pois tal isenção deveria ser em todo cadeia produtiva o que não causaria tal cena e um incentivo a sonegação, pois se uma parte da cadeia é isenta todas deveriam ser.
O acumulo destes impostos nos livros das empresas, fez com que o governo resolvesse a dar um incentivo onde quem tivesse estes créditos poderia usar para quitar dividas com o governo, pagar impostos, comprar matéria primas e maquinários, ou ate receber em dinheiro, desde que estas empresas fossem predominantemente exportadoras, ou seja, que em seu faturamento principal seja a exportação com mais de 50% de seu faturamento. Algumas empresas viram neste incentivo uma forma de lucrar e começou assim uma concorrência predatória para se vender cada vez mais e cada vez mais baratos nossos cafés na exportação. Surgiram ate novas empresas visando esta predominância exportadora para se ter o direito do incentivo.
Para quem trabalha no mercado cafeeiro sabe que a obtenção de lucro na casa de R$20,00 é uma coisa quase impossível hoje, portanto o que seria incentivo passou a ser lucro.
Mas de quem é a culpa
Do mercado, do governo
O que sabemos que, se o exportador estava tendo simplesmente o lucro fiscal, como ficara nosso mercado, um mercado sem lucro não existe.
Quem pagara esta conta
Com uma alíquota de 9,25% a PIS e COFINS representando em media R$25,00, se o produtor for pagar mais esta divida realmente será o fim.
À hora é de parar e pensar no mercado, talvez fizer como fez o grupo da carne, que esta com divergências com o mercado norte americano e parou sua exportação por 30 dias ate se chegar a uma conclusão, e devemos fazer o mesmo com o café, os preços praticados não remuneram o produtor, não remuneram o exportador e a cadeia produtiva esta podre e ruindo, temos que parar tudo. Como dizem:
Pare o Mundo que eu quero descer.
A cadeia produtiva tem que ter uma base solida, e esta solidez vem de lucratividade em todos os setores da cadeia e isto significa pagar os impostos também.
O mundo importador de nossos produtos tem que pagar nosso preço e não temos que vender pelo preço que eles querem pagar, nos que produzimos, e esta produção no Brasil com leis ambientais trabalhistas e fiscais ambíguas e extremamente caras não chegaremos a lugar nenhum e continuaremos ver cenas lamentáveis como desta semana onde empresários presos por sonegação.
Trabalhamos porque precisamos e gostamos do que fazemos sem nosso café no mundo eles ficarão sem café, representamos 40% da produção, sem nosso café não tem café e pronto, esta é a realidade, e partindo desta idéia o preço tem que sair da base e não ser imposto de cima pra baixo quebrando todos os elos da cadeia.
É lamentável saber que trabalhamos com a mentalidade que não somos necessários que somos substituíveis que se não vendermos mais baratos eles não irão comprar, eles irão comprar sim porque não existe ninguém para produzir para eles.
As economias crescentes o consumo crescente as populações crescentes no mundo, não haverá produção suficiente nem terras suficientes para produção se o Brasil parar de produzir.
A concorrência predatória a venda indiscriminada a sonegação como lucro a falta de marketing de venda e político, esta fazendo com que uma das mais antigas cadeias produtivas do Brasil quebre.
Realmente é lamentável ver a consciência e a forma que os participantes deste mercado estão agindo e operando.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado de café esta semana depois de dois feriados e uma mega operação do ministério publico federal, receita federal e policia federal veio a lona com a prisão de proprietários executivos e diretores das maiores empresas de café do Brasil de exportação, e industrialização.
A prisão por parte da policia federal destes executivos deixou o mercado de café a deriva e nocauteado por esta ação.
Presos com acusação de praticar sonegação fiscal deixou todos que opera apreensivo, pois aquilo que seria um incentivo fiscal do governo virou caso de policia.
A falta de fiscalização por parte do governo e leis malucas existentes no Brasil faz com este tipo de coisa aconteça.
Para não exportar imposto e tornar nosso café mais barato e competitivo no mercado internacional o governo isentou a exportação do pagamento da PIS e COFINS, mas não isentou o resto da cadeia produtiva, ou seja, o comercio atacadista teria que pagar tal imposto fazendo com isso que haja um credito destes impostos. Vai ai uma injustiça, pois tal isenção deveria ser em todo cadeia produtiva o que não causaria tal cena e um incentivo a sonegação, pois se uma parte da cadeia é isenta todas deveriam ser.
O acumulo destes impostos nos livros das empresas, fez com que o governo resolvesse a dar um incentivo onde quem tivesse estes créditos poderia usar para quitar dividas com o governo, pagar impostos, comprar matéria primas e maquinários, ou ate receber em dinheiro, desde que estas empresas fossem predominantemente exportadoras, ou seja, que em seu faturamento principal seja a exportação com mais de 50% de seu faturamento. Algumas empresas viram neste incentivo uma forma de lucrar e começou assim uma concorrência predatória para se vender cada vez mais e cada vez mais baratos nossos cafés na exportação. Surgiram ate novas empresas visando esta predominância exportadora para se ter o direito do incentivo.
Para quem trabalha no mercado cafeeiro sabe que a obtenção de lucro na casa de R$20,00 é uma coisa quase impossível hoje, portanto o que seria incentivo passou a ser lucro.
Mas de quem é a culpa
Do mercado, do governo
O que sabemos que, se o exportador estava tendo simplesmente o lucro fiscal, como ficara nosso mercado, um mercado sem lucro não existe.
Quem pagara esta conta
Com uma alíquota de 9,25% a PIS e COFINS representando em media R$25,00, se o produtor for pagar mais esta divida realmente será o fim.
À hora é de parar e pensar no mercado, talvez fizer como fez o grupo da carne, que esta com divergências com o mercado norte americano e parou sua exportação por 30 dias ate se chegar a uma conclusão, e devemos fazer o mesmo com o café, os preços praticados não remuneram o produtor, não remuneram o exportador e a cadeia produtiva esta podre e ruindo, temos que parar tudo. Como dizem:
Pare o Mundo que eu quero descer.
A cadeia produtiva tem que ter uma base solida, e esta solidez vem de lucratividade em todos os setores da cadeia e isto significa pagar os impostos também.
O mundo importador de nossos produtos tem que pagar nosso preço e não temos que vender pelo preço que eles querem pagar, nos que produzimos, e esta produção no Brasil com leis ambientais trabalhistas e fiscais ambíguas e extremamente caras não chegaremos a lugar nenhum e continuaremos ver cenas lamentáveis como desta semana onde empresários presos por sonegação.
Trabalhamos porque precisamos e gostamos do que fazemos sem nosso café no mundo eles ficarão sem café, representamos 40% da produção, sem nosso café não tem café e pronto, esta é a realidade, e partindo desta idéia o preço tem que sair da base e não ser imposto de cima pra baixo quebrando todos os elos da cadeia.
É lamentável saber que trabalhamos com a mentalidade que não somos necessários que somos substituíveis que se não vendermos mais baratos eles não irão comprar, eles irão comprar sim porque não existe ninguém para produzir para eles.
As economias crescentes o consumo crescente as populações crescentes no mundo, não haverá produção suficiente nem terras suficientes para produção se o Brasil parar de produzir.
A concorrência predatória a venda indiscriminada a sonegação como lucro a falta de marketing de venda e político, esta fazendo com que uma das mais antigas cadeias produtivas do Brasil quebre.
Realmente é lamentável ver a consciência e a forma que os participantes deste mercado estão agindo e operando.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
A semana
A semana termina em baixa como esperado e nosso trade continua evoluindo bem.
No começo da semana tivemos feriado nos EUA e Inglaterra e nao tivemos bolsa, na terça feira o mercado ragiu de forma nao esperada subindo causada a alta por causa de uma tempestade na Guatemala e os especuladores entraram no meio do pregao entraram comprando e com medo tambem de alguma frente fria no Brasil aumentando suas posiçoes compradas de 9.081 contratos da semana para 14.856 para esta segundos dados CFTC.
No fim de semana depois de noticias vinda da economia da Hungria a bola da vez e do emprego dos EUA as bolsas cairam no mundo a fora as comodities e o cafe foi a reboque.
Tecnicamente o mercado nao rompendo a media movel de 72 periodos nos deu a oportunidade de entrar em um trade vendido e continuamos com ele ainda , entrada na terça feira a 137,50 mes de julho e como ela a bolsa fechou a 133,75 estamos bem posicionados neste trade, mantendo o stop na entrada agora e com alvo no teste de fundo em 130.00.O cafe continua em um canal de baixa no semanal e estamos esperando o teste de 130.00 cents de dolar por libra peso.
O mercado fisico ficou devagar por que tivemos dois feriados na semana um na seginda nos EUA outro na quinta no Brasil,em uma semana muito curta e tambem por envolvimento das maiores empresas de exportaçao e industrializaçao de cafe do brasil em uma mega operaçao do ministerio publico da receita e da policia federal com isso tivemos poucos negocios e os preços se mativeram.
O dolar continua em um range entre R$1,80 e R$1,90 ajudando a manter os preços nos patamares que estao.
A colheita do cafe na Zona da Mata mineira continua complicada por causa do clima onde teremos um prejuizo por parte da qualidade e da quantidade com certeza.
Segundo dados da agencia safras a colheita estaria em torno de 15% no Brasil onde sua evoluçao no mes de junho e julho tera sua maior velocidade.
A hora é de colheita e preparar melhor possivel os cafes para depois mandarmos estes cafes para comercializaçao, nao sera uma boa semana par vendas a menos que ma frente fria apareça e inverta tendencia da bolsa ou a crise na europa piore e o dolar tambem suba e mude os preços.
Boa semana a todos e bons negocios
Wagner Pimentel
www.cafezinhocommigos.blogspot.com
No começo da semana tivemos feriado nos EUA e Inglaterra e nao tivemos bolsa, na terça feira o mercado ragiu de forma nao esperada subindo causada a alta por causa de uma tempestade na Guatemala e os especuladores entraram no meio do pregao entraram comprando e com medo tambem de alguma frente fria no Brasil aumentando suas posiçoes compradas de 9.081 contratos da semana para 14.856 para esta segundos dados CFTC.
No fim de semana depois de noticias vinda da economia da Hungria a bola da vez e do emprego dos EUA as bolsas cairam no mundo a fora as comodities e o cafe foi a reboque.
Tecnicamente o mercado nao rompendo a media movel de 72 periodos nos deu a oportunidade de entrar em um trade vendido e continuamos com ele ainda , entrada na terça feira a 137,50 mes de julho e como ela a bolsa fechou a 133,75 estamos bem posicionados neste trade, mantendo o stop na entrada agora e com alvo no teste de fundo em 130.00.O cafe continua em um canal de baixa no semanal e estamos esperando o teste de 130.00 cents de dolar por libra peso.
O mercado fisico ficou devagar por que tivemos dois feriados na semana um na seginda nos EUA outro na quinta no Brasil,em uma semana muito curta e tambem por envolvimento das maiores empresas de exportaçao e industrializaçao de cafe do brasil em uma mega operaçao do ministerio publico da receita e da policia federal com isso tivemos poucos negocios e os preços se mativeram.
O dolar continua em um range entre R$1,80 e R$1,90 ajudando a manter os preços nos patamares que estao.
A colheita do cafe na Zona da Mata mineira continua complicada por causa do clima onde teremos um prejuizo por parte da qualidade e da quantidade com certeza.
Segundo dados da agencia safras a colheita estaria em torno de 15% no Brasil onde sua evoluçao no mes de junho e julho tera sua maior velocidade.
A hora é de colheita e preparar melhor possivel os cafes para depois mandarmos estes cafes para comercializaçao, nao sera uma boa semana par vendas a menos que ma frente fria apareça e inverta tendencia da bolsa ou a crise na europa piore e o dolar tambem suba e mude os preços.
Boa semana a todos e bons negocios
Wagner Pimentel
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