Dólar reverte tendência e café consegue ter altas na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira na ICE Futures US com altas modestas, com compras especulativas ligadas à fraqueza do dólar, com os preços, no entanto, não conseguindo transpor importantes resistências. No encerramento do dia, o maio teve alta de 65 pontos, com 134,50 centavos de dólar por libra peso, com a mínima em 133,50 e a máxima em 134,80 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 70 pontos, com a libra a 134,60 centavos, sendo a máxima em 135,00 e a mínima em 133,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 22 dólares, com 1.266 dólares por tonelada, ao passo que o julho teve oscilação positiva de 23 dólares, com 1.308 dólares por tonelada. A fraqueza do dólar permitiu o acionamento de compras especulativos no segmento de commodities, atraindo traders que apostam em mercados de maior risco. Os ganhos do dia foram muito menos pronunciados após o rally produzido na quarta-feira, com o mercado conseguindo ter batido na resistência gráfica principal do momento, no nível de 135,00 centavos por libra para o intervalo julho. O café continuou seus rallies, após ter batido nesta semana os seus menores níveis em oito semanas, no entanto, os avanços estão limitados por fortes resistências, sendo que abaixo desses níveis se verificam fundamentos bearish (baixistas), principalmente por conta da nova safra brasileira, que poderá ser recorde, disse. Alguns traders continuam afirmando que a nova safra brasileira, cujas colheitas se inicia em breve, poderá ser bastante grande, atingindo até 60 milhões de sacas. Os altistas, no entanto, apontam que o problema central do mercado de café é a pobre qualidade dos grãos da safra brasileira, sendo que ainda há uma forte possibilidade de os produtores do país armazenarem grande parte de seus cafés, no aguardo de preços melhores. Outros comentários de mercado ressaltam que os melhores cafés do Brasil já estariam comercializados, sendo que outros seriam utilizados no consumo doméstico. Na Colômbia, maior produtor mundial de cafés lavados suaves, o clima seco também preocupa. As áreas produtoras do país sofreram com chuvas bastante escassas em fevereiro, segundo apontou o Centro Nacional de Pesquisas do Café da Colômbia, que confirmou a verificação de produtores, que anteriormente apontavam que o clima negativo afetou a formação final dos grãos da safra de meio de ano, denominada de mitaca. A seca pode causar um enchimento irregular dos grãos, assim como a formação de "pretos", que reduzem a qualidade e também diminuem a produção. Tecnicamente, o julho de café pode buscar a resistência de 138,00 centavos de dólar e, posteriormente, os 141,00 centavos, apontou Spencer Patton, analista e chefe de investimentos do Steel Vine Investiments, em Chicafo. Ele acredita que o café tenha uma força adicional para ficar longe do seu principal suporte, em 130,00 centavos. Segundo Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, o mercado pode se mover acima das médias móveis de 100 e 200 dias, situando-se entre 137,10 e 137,20 centavos. "Essa convergência de duas médias móveis na linha de resistência faria com que houvesse muita dificuldade de se ter um direcionamento para baixo, sendo que esperamos que o mercado busque novos níveis de alta, em torno do patamar de 137,00 centavos", disse Gabriel. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 28, somaram 1.790.410 sacas, contra 1.673.649 sacas do mesmo período de março, de acordo com o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa nova-iorquina tiveram alta de 5.824 sacas, totalizando 2.411.273. Os contratos em aberto na bolsa nova-iorquina tiveram uma queda de 3.357 contratos, indo para 135.058. O maio ainda tem 619 posições em aberto, antes da expiração definitiva no próximo dia 18. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.497 lotes, com as opções tendo 5.814 calls e 2.437 puts. Tecnicamente, o maio tem uma resistência no patamar de 135,00, 135,50, 136,00 e 137,00 centavos por libra peso, com o suporte se localizando em 133,20, 133,00, 131,50, 131,00, 130,00 e 129,50 centavos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Pesquisa identifica fungo associado ao café de boa qualidade
Pesquisa identifica fungo associado ao café de boa qualidade
Uma pesquisa coordenada pela pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a agrônoma Sara Maria Chalfoun, verificou que um dos micro-organismos encontrados no café, ao contrário dos demais, está associado a bebidas de boa qualidade. Trata-se do fungo Cladosporium cladosporioides, que ganhou o "apelido" de "fungo do bem".
Na ocasião da descoberta, Chalfoun, em parceria com o professor Carlos José Pimenta, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), e com o então doutorando Marcelo Cláudio Pereira, atualmente bolsista de pós-doutorado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café), identificou que a antibiose é um dos mecanismos de atuação do C. cladosporioides. "Ele impede o desenvolvimento de outros micro-organismos pela capacidade de parasitá-los e de produzir metabólitos tóxicos. Além disso, o "fungo do bem" não promove fermentações lática e butírica típicas de outros fungos que prejudicam a qualidade final do produto", explica.
Os pesquisadores também descobriram que em plantações de café que recebiam tratamentos fitossanitários (uso de defensivos agrícolas para combate de pragas), o C. cladosporioides sofria redução drástica ou deixava de existir, não exercendo, assim, seu papel de bioprotetor. "Com isso, sentimos a necessidade de desenvolver uma formulação contendo o fungo, visando reintroduzi-lo ou equilibrar a sua população nas áreas cafeeiras", explica Chalfoun.
O primeiro passo foi isolar o C. cladosporioides, que, segundo a pesquisadora, possui o status de GRAS (Generaly Regarded Air Safe), isto é, não causa mal nem à planta nem ao homem. Em seguida, a equipe trabalhou no desenvolvimento e teste de formulações com o agente biológico, prolongando a sua vida sob condições de armazenamento e seu estabelecimento no campo.
O desenvolvimento da fórmula poderá atender a uma grande demanda de produtores que perdem qualidade no café, com problemas graves em diferentes regiões do país. "Ele pode ser uma ferramenta única, capaz de substituir o uso de produtos químicos que têm um apelo extremamente negativo", argumenta.
A fazenda Santa Helena, em Alfenas, testou o produto em março do ano passado. Margeada pela represa de Furnas, a lavoura sofria com alto teor de umidade e, consequentemente, com a proliferação de pragas. O uso de defensivos agrícolas acabou levando à extinção do C. cladosporioides. "Depois da aplicação do produto em 50 plantas verificamos a multiplicação do fungo, já ajudando no combate dos micro-organismos prejudiciais à qualidade do café e na melhora do gosto da bebida", relata o técnico em Agropecuária da fazenda, Paulo Sérgio da Silva.
O produto ainda não está à venda. A invenção foi patenteada em 2004 e está disponível como uma tecnologia em fase de transferência. Mediante pagamento de royalties para as instituições criadoras, empresas podem adquirir o direito de exploração e comercializá-lo. "Nossa expectativa é que o produto já esteja no mercado pronto para ser utilizado na safra de café de 2011", diz.
O agente bioprotetor surge como uma alternativa de tratamento. "Não existe produto similar, com possibilidade de proteger continuamente a qualidade do café", diz. De acordo com a pesquisadora, em 1,4 mil fungicidas (produtos que destroem fungos) registrados no país, apenas 16 são biológicos - 1,1% do total de defensivos. Para ela, a tendência é a redução cada vez maior do uso de fungicidas sintéticos, o que vem ao encontro de relevantes preocupações com a saúde e com o meio ambiente.
Uma fábrica de inovações
Para a manipulação e seleção do fungo, foi instalada, em 2007, uma biofábrica no Sistema de Incubadoras da Universidade Federal de Lavras (Ufla). Sua função é gerar produtos inovadores para serem empregados na agropecuária, na indústria alimentícia e no meio ambiente. Existem outras biofábricas em Itapetininga (SP) e em Vitória da Conquista (BA) que trabalham, principalmente, com produtos derivados do fungo Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana.
Na de Minas Gerais, já foram identificados micro-organismos capazes de garantir a proteção de cultivos, o controle de doenças e pragas, a absorção de metais existentes no solo, a solubilização do fosfato, a produção de enzimas e até a purificação da água utilizada na agricultura. "Estamos empenhados no desenvolvimento de métodos sustentáveis de melhoria de processos e produtos, com preocupações prioritárias como a segurança alimentar e preservação do meio ambiente", ressalta Chalfoun.
Para a implantação, os pesquisadores contaram com recursos provindos do Programa de Incentivo à Inovação da Universidade Federal de Lavras (Ufla) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), além da assessoria do Instituto Inovação. Também apoiaram a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Prefeitura Municipal de Lavras. Recentemente, a biofábrica recebeu aporte de recursos provenientes INCT Café e do Programa Prime - Primeira Empresa Inovadora, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Uma pesquisa coordenada pela pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a agrônoma Sara Maria Chalfoun, verificou que um dos micro-organismos encontrados no café, ao contrário dos demais, está associado a bebidas de boa qualidade. Trata-se do fungo Cladosporium cladosporioides, que ganhou o "apelido" de "fungo do bem".
Na ocasião da descoberta, Chalfoun, em parceria com o professor Carlos José Pimenta, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), e com o então doutorando Marcelo Cláudio Pereira, atualmente bolsista de pós-doutorado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café), identificou que a antibiose é um dos mecanismos de atuação do C. cladosporioides. "Ele impede o desenvolvimento de outros micro-organismos pela capacidade de parasitá-los e de produzir metabólitos tóxicos. Além disso, o "fungo do bem" não promove fermentações lática e butírica típicas de outros fungos que prejudicam a qualidade final do produto", explica.
Os pesquisadores também descobriram que em plantações de café que recebiam tratamentos fitossanitários (uso de defensivos agrícolas para combate de pragas), o C. cladosporioides sofria redução drástica ou deixava de existir, não exercendo, assim, seu papel de bioprotetor. "Com isso, sentimos a necessidade de desenvolver uma formulação contendo o fungo, visando reintroduzi-lo ou equilibrar a sua população nas áreas cafeeiras", explica Chalfoun.
O primeiro passo foi isolar o C. cladosporioides, que, segundo a pesquisadora, possui o status de GRAS (Generaly Regarded Air Safe), isto é, não causa mal nem à planta nem ao homem. Em seguida, a equipe trabalhou no desenvolvimento e teste de formulações com o agente biológico, prolongando a sua vida sob condições de armazenamento e seu estabelecimento no campo.
O desenvolvimento da fórmula poderá atender a uma grande demanda de produtores que perdem qualidade no café, com problemas graves em diferentes regiões do país. "Ele pode ser uma ferramenta única, capaz de substituir o uso de produtos químicos que têm um apelo extremamente negativo", argumenta.
A fazenda Santa Helena, em Alfenas, testou o produto em março do ano passado. Margeada pela represa de Furnas, a lavoura sofria com alto teor de umidade e, consequentemente, com a proliferação de pragas. O uso de defensivos agrícolas acabou levando à extinção do C. cladosporioides. "Depois da aplicação do produto em 50 plantas verificamos a multiplicação do fungo, já ajudando no combate dos micro-organismos prejudiciais à qualidade do café e na melhora do gosto da bebida", relata o técnico em Agropecuária da fazenda, Paulo Sérgio da Silva.
O produto ainda não está à venda. A invenção foi patenteada em 2004 e está disponível como uma tecnologia em fase de transferência. Mediante pagamento de royalties para as instituições criadoras, empresas podem adquirir o direito de exploração e comercializá-lo. "Nossa expectativa é que o produto já esteja no mercado pronto para ser utilizado na safra de café de 2011", diz.
O agente bioprotetor surge como uma alternativa de tratamento. "Não existe produto similar, com possibilidade de proteger continuamente a qualidade do café", diz. De acordo com a pesquisadora, em 1,4 mil fungicidas (produtos que destroem fungos) registrados no país, apenas 16 são biológicos - 1,1% do total de defensivos. Para ela, a tendência é a redução cada vez maior do uso de fungicidas sintéticos, o que vem ao encontro de relevantes preocupações com a saúde e com o meio ambiente.
Uma fábrica de inovações
Para a manipulação e seleção do fungo, foi instalada, em 2007, uma biofábrica no Sistema de Incubadoras da Universidade Federal de Lavras (Ufla). Sua função é gerar produtos inovadores para serem empregados na agropecuária, na indústria alimentícia e no meio ambiente. Existem outras biofábricas em Itapetininga (SP) e em Vitória da Conquista (BA) que trabalham, principalmente, com produtos derivados do fungo Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana.
Na de Minas Gerais, já foram identificados micro-organismos capazes de garantir a proteção de cultivos, o controle de doenças e pragas, a absorção de metais existentes no solo, a solubilização do fosfato, a produção de enzimas e até a purificação da água utilizada na agricultura. "Estamos empenhados no desenvolvimento de métodos sustentáveis de melhoria de processos e produtos, com preocupações prioritárias como a segurança alimentar e preservação do meio ambiente", ressalta Chalfoun.
Para a implantação, os pesquisadores contaram com recursos provindos do Programa de Incentivo à Inovação da Universidade Federal de Lavras (Ufla) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), além da assessoria do Instituto Inovação. Também apoiaram a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Prefeitura Municipal de Lavras. Recentemente, a biofábrica recebeu aporte de recursos provenientes INCT Café e do Programa Prime - Primeira Empresa Inovadora, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Fechamento em baixa pronunciamento de Bernanke
Fechamento em baixa pronunciamento de Bernanke
Cafe volta a fechar em baixa nesta quarta feira seguindo outras bolsas pelo mundo, mas como o fechamento da ICE se deu durante o pronunciamento sobre a economia Americana pelo presidente do FED (Banco Central Americano) o Sr.Brenanke ,que a economia ainda encontra dificuildades na area trabalhista e que terá que infrentar muitas dificuldades no curto e medio prazo, mexeu com as cotaçoes no fim dos pregões por todas as bolsas, como algumas ja estavam fechadas como as bolsas Asiaticas essas terão a reaçao amanha.
Cafe fechou a 137.55 por libra peso com queda de 135 pontos.
O petroleo que ja estava esticado terve sua reaçao natural e começou a corrigir com queda logo após o pronunciamento e que podera puxar outras comodities e tambem uma alta do dolar.
No mercado´físico a falta de mercadoria ainda dará suporte aos preços por algum tempo até a nova safra dar um alivio as ofertas apertadas.
Podemos esperar com este cenário uma correçao no preço do café nas bolsas nao afetando muito o seu preço no físico, mas um cenário de estrema cautela onde ficamos esperando oportunidade mais clara para fazermos compra ou venda na bolsa.
O mercado físico continua a deixa para aproveitarem o período para fazerem preços por que ainda esta favorável vender a este patamar de pçreços.
Na zona da Mata cafe mercado ficou assim:
cafe rio R$207.00
cafe duro R$280.00
cafe duro riado R$250.00
cafe duro riado rio R$220.00
cafe cereja R$310.00.
Tenham todos uma boa semana e bons negocios.
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com.
Cafe volta a fechar em baixa nesta quarta feira seguindo outras bolsas pelo mundo, mas como o fechamento da ICE se deu durante o pronunciamento sobre a economia Americana pelo presidente do FED (Banco Central Americano) o Sr.Brenanke ,que a economia ainda encontra dificuildades na area trabalhista e que terá que infrentar muitas dificuldades no curto e medio prazo, mexeu com as cotaçoes no fim dos pregões por todas as bolsas, como algumas ja estavam fechadas como as bolsas Asiaticas essas terão a reaçao amanha.
Cafe fechou a 137.55 por libra peso com queda de 135 pontos.
O petroleo que ja estava esticado terve sua reaçao natural e começou a corrigir com queda logo após o pronunciamento e que podera puxar outras comodities e tambem uma alta do dolar.
No mercado´físico a falta de mercadoria ainda dará suporte aos preços por algum tempo até a nova safra dar um alivio as ofertas apertadas.
Podemos esperar com este cenário uma correçao no preço do café nas bolsas nao afetando muito o seu preço no físico, mas um cenário de estrema cautela onde ficamos esperando oportunidade mais clara para fazermos compra ou venda na bolsa.
O mercado físico continua a deixa para aproveitarem o período para fazerem preços por que ainda esta favorável vender a este patamar de pçreços.
Na zona da Mata cafe mercado ficou assim:
cafe rio R$207.00
cafe duro R$280.00
cafe duro riado R$250.00
cafe duro riado rio R$220.00
cafe cereja R$310.00.
Tenham todos uma boa semana e bons negocios.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Ventos a favor
Ventos a favor
A semana começa grraficamente muito interessante.
Apesar dos fundos comprarem 13.000 contratos semana passada para repor as posiçoes em aberto vendido e indicadores no grafico semanal ainda apontam para uma continuaçao da tendencia de alta.
Os preços trabalham dentro de um canal de alta e que nos leva a projeçoes mais altas antes da queda.
Semana passada escrevi queria ver um raly antes de começar a temporada de vendas da nova safra o que deve começar dentro de alguns dias.
A extrema falta de vendedores e estoques a niveis baixissimo ainda darao suporte e o tom do mercado.
No grafico semanal tivemos hoje o rompimento da media movel exponencial de 72 periodos o que tabem dara sustentaçao a este emrcado até a proxima safra.
Na semana passada noticias no fimde semana de recuperaçao da maior economia do mundo e que a recessao esta proxima do seu fim,coisa que particularmente acredito que esta longe do seu fim, nos triuxe novo folego, onde investidores venderam dolar e compraram ativos de maiores riscos,e as comodities estao sendo puxada pelo petroleo que fechou a cima dos $86.00 dolares.
Uma nova bolha esta se formando e como nao podemos fazer nada a nao ser aproveitar quando o vento sopa a nosso favor que nem sempre funciona deste jeito.
O fechamento hoje a 139,65 esta exatamente em cima de uma resistencia onde o rompimento nos levar a 146.3.
suporte em 136.25 e e 133.85
A abertura das Bandas de Bolinger nos dara uma volatilidadew maior na semana.
Um recuo para estes suportes nos dara chance de compra por enquanto o mercado pra nos ficou esticado e temos que ficar de fora.
O nao rompimento da casa 139.65 pode nos dar uma venda que nocas seria do mes de julho e nao de maio.
Vamos aguardar paa amanha para ver se teremos oportunidades.
No mercado fisico da zona da mata mineira
cafe duro a R$280.00
duro segundo linha R$270.00
duro riado entre R$250.00 e R$260.00
duro riado rio R$220.00 a 230.00
rio R$210.00
Tenham todos uma boa semana
Bons negocios a todos e aproveitem o vento a favor da falta de mercadoria que vai durar pouco tempo
wagner pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
A semana começa grraficamente muito interessante.
Apesar dos fundos comprarem 13.000 contratos semana passada para repor as posiçoes em aberto vendido e indicadores no grafico semanal ainda apontam para uma continuaçao da tendencia de alta.
Os preços trabalham dentro de um canal de alta e que nos leva a projeçoes mais altas antes da queda.
Semana passada escrevi queria ver um raly antes de começar a temporada de vendas da nova safra o que deve começar dentro de alguns dias.
A extrema falta de vendedores e estoques a niveis baixissimo ainda darao suporte e o tom do mercado.
No grafico semanal tivemos hoje o rompimento da media movel exponencial de 72 periodos o que tabem dara sustentaçao a este emrcado até a proxima safra.
Na semana passada noticias no fimde semana de recuperaçao da maior economia do mundo e que a recessao esta proxima do seu fim,coisa que particularmente acredito que esta longe do seu fim, nos triuxe novo folego, onde investidores venderam dolar e compraram ativos de maiores riscos,e as comodities estao sendo puxada pelo petroleo que fechou a cima dos $86.00 dolares.
Uma nova bolha esta se formando e como nao podemos fazer nada a nao ser aproveitar quando o vento sopa a nosso favor que nem sempre funciona deste jeito.
O fechamento hoje a 139,65 esta exatamente em cima de uma resistencia onde o rompimento nos levar a 146.3.
suporte em 136.25 e e 133.85
A abertura das Bandas de Bolinger nos dara uma volatilidadew maior na semana.
Um recuo para estes suportes nos dara chance de compra por enquanto o mercado pra nos ficou esticado e temos que ficar de fora.
O nao rompimento da casa 139.65 pode nos dar uma venda que nocas seria do mes de julho e nao de maio.
Vamos aguardar paa amanha para ver se teremos oportunidades.
No mercado fisico da zona da mata mineira
cafe duro a R$280.00
duro segundo linha R$270.00
duro riado entre R$250.00 e R$260.00
duro riado rio R$220.00 a 230.00
rio R$210.00
Tenham todos uma boa semana
Bons negocios a todos e aproveitem o vento a favor da falta de mercadoria que vai durar pouco tempo
wagner pimentel
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Proposta de sustentação de preços do café CNA é semelhante à proposta apresentada por Silas Brasileiro
Proposta de sustentação de preços do café CNA é semelhante à proposta apresentada por Silas Brasileiro
Proposta aprovada pela CNA é semelhante à proposta apresentada e divulgada por Silas Brasileiro em 23/02/2010
A Comissão de Café da CNA reuniu-se na tarde de ontem, dia 30/03/2010, a fim de discutir propostas para medidas de sustentação de preços para a safra de café que se aproxima. A reunião foi realizada na sede da entidade em Brasília, com a participação de dirigentes de Sindicatos, Cooperativas e do Conselho Nacional do Café.
O Presidente da Comissão, Sr. Breno Pereira de Mesquita, apresentou proposta de um seguro para estimular a concessão de crédito para operações de estocagem, semelhante a do Deputado Silas Brasileiro apresentada no informativo e divulgada em 23/02/2010, que segue anexo. Em síntese, a idéia é de reduzir o risco dos agentes financeiros nestas operações, a fim de alavancar um volume expressivo de recursos, e reduzir o impacto da entrada da próxima safra no mercado, assim fortalecer os preços recebidos pelos produtores.
Na proposta do representante da CNA, ele estipulou uma meta de 20 milhões de sacas a serem financiadas no programa, acrescentando ainda, um projeto de opções para 5 milhões de sacas. Os presentes aprovaram a idéia, que deverá ser encaminhada ao novo Ministro da Agricultura, que será empossado hoje, Dr. Wagner Rossi.
Para o Deputado Silas Brasileiro é oportuno à apresentação de propostas que sirvam para dar sustentação aos cafeicultores no momento em que se inicia a colheita da safra de café.
Brasília, 31 de março de 2010
SILAS BRASILEIRO
Deputado Federal
PROPOSTA DIVULGADA POR SILAS BRASILEIRO EM 23/02/2010
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PROGRAMA DE ESTÍMULO AO CRÉDITO PARA FORMAÇÃO DE ESTOQUES PRIVADOS DE CAFÉ
1) Considerações Iniciais:
Os preços do café brasileiro têm sofrido ao longo dos últimos anos forte depreciação em relação aos nossos principais concorrentes, com prejuízo para os nossos produtores.
Como motivo principal, está à estrutura do setor exportador nacional, diluído em mais de uma centena de agentes que comercializam os cafés de nossos produtores no mercado externo, em que 70% da demanda se concentra em sete grandes corporações, caracterizando um oligopsônio.
O processo de formação de preços na estrutura atual inicia-se pela venda dos exportadores aos agentes externos, que aplicam descontos (conhecidos como diferenciais) aos nossos cafés em relação aos cafés cotados na Bolsa de Nova York (contrato C). Quando os diferenciais são negociados com altos deságios, como ocorre atualmente, os preços recebidos pelos produtores ficam aviltados. Para mudar este processo é necessário criar condições para que haja um maior equilíbrio de forças neste mercado, com uma maior participação dos produtores no processo de formação de preços do café.
2) Situação Atual
Temos hoje uma situação inusitada. O Brasil encontra-se atualmente com baixíssimos estoques nas mãos do setor privado, estima-se no mercado que nosso estoque de passagem será de cerca de 4 milhões de sacas, um dos mais baixos registrados até hoje, entretanto os preços não reagem. A razão disso está na transferência de nossos estoques para os países consumidores.
É conhecido no mercado o fato de que o mesmo volume de estoques tem impacto diferente e até oposto, dependendo de estar nas mãos dos produtores ou consumidores. É o que ocorre atualmente, com a demanda concentrada em um pequeno número de corporações. Com grandes volumes de estoques, as indústrias internacionais colocam altos deságios em nossos cafés, com conseqüências desastrosas nos preços pagos aos produtores.
3) Instrumento proposto – Seguro contra queda abaixo dos Preços Mínimos vinculado a operações de financiamento de estocagem
A maneira mais eficaz de reequilibrar a relação de forças no mercado e desta forma, criar condições de negociação que valorizem mais nossos cafés, é deixar na origem os estoques. O problema que temos hoje, é que com os produtores descapitalizados, muitos deles não suportam reter o produto recebendo pela saca financiada 70 ou 80% do seu preço, o que os obriga a vender. Por outro lado, o agente financeiro não tem condições de financiar 100% do produto, devido à margem de segurança que eles necessitam operar por força de seus normativos. Além disso, o Funcafé não dispõe de recursos necessários para financiar um volume que viesse deixar os compradores em uma situação não tanto confortável como a atual.
O instrumento proposto é simples, ele consiste na criação de um seguro contra queda nos preços do produto financiado, de forma que os bancos ao fazer a concessão do financiamento teriam a certeza de que em caso de declínio nos preços em níveis abaixo dos preços mínimos, os produtores receberiam um ressarcimento de um valor que seria fixado, de forma que daria segurança ao Banco para emprestar, e ao mesmo tempo, condições financeiras para que produtores e outros agentes da cadeia como indústrias nacionais e exportadores, conseguissem fazer a operação, diminuindo a pressão de oferta que provoca os altos descontos. A fonte de recursos para o seguro seria o Funcafé, que tem na lei que o criou, amparo para esta ação.
Exemplificamos, somente para efeito de compreensão, visto que o atual preço de garantia precisa ser corrigido por estar abaixo do custo de produção:
Produtor A - Vai ao Banco e recebe no preço de hoje R$ 261,00 por saca de café financiado pelo prazo de 12 meses. Após 12 meses podem ocorrer 2 situações distintas:
1ª – Os preços se mantêm acima dos preços mínimos e ele paga o financiamento.
2ª – Os preços declinam em níveis abaixo do preço mínimo, o produtor vende o café e recebe o complemento que foi determinado no seguro.
Supondo que o valor do seguro fosse de até R$40,00 por saca e na situação 2 os preços caíssem para R$240,00, o produtor receberia R$21,00 para complementar o preço mínimo de garantia e pagar o banco.
4) Custo para o Governo
Se colocarmos como meta o financiamento de 10 milhões de sacas de café em toda a cadeia, e utilizando-se o valor exemplificado acima, seria necessário que o Governo realizasse uma alocação orçamentária no Funcafé de R$400 milhões, valor este que teria uma pequena possibilidade de efetivamente ser utilizado, dado ao fortíssimo impacto que o Programa forneceria ao mercado.
5) Efeitos no Mercado
Os seguintes efeitos podem ser esperados a partir da adoção deste instrumento:
- Uma maior oferta de crédito por parte dos agentes financeiros para estocagem do grão, inclusive de fontes de exigibilidade obrigatória, já que seria uma operação com baixíssimo nível de risco para os bancos.
- Maior facilidade dos produtores em acessar esta linha de crédito.
- Maior volume de sacas financiadas. Além dos produtores, todos os demais agentes da cadeia café poderiam acessar o instrumento e as linhas de crédito, de forma que a pressão da oferta seria minimizada.
- Maior harmonia na cadeia café, com redução dos conflitos. Diminuiria a disputa pelos recursos entre os diferentes agentes, uma vez que se espera um substancial aumento na oferta de crédito, bem como pelo fato de toda cadeia assumir uma mesma posição diante do mercado.
- Melhora nos preços pagos aos produtores, pela via da redução dos descontos aplicados contra nossos cafés. Significa que diferentemente de outras políticas que procuravam elevar os preços internos por medidas de impacto a todos os demais produtores mundiais e exerciam o chamado efeito “guarda chuva”, o instrumento proposto irá elevar os preços de nossos cafés sem beneficiar os nossos concorrentes.
- Melhoria na renda dos produtores, melhoria na economia dos mais de 1.700 municípios onde a cafeicultura se faz presente, aumento na oferta de empregos, redução da inadimplência nos financiamentos, eliminação da necessidade constante de renegociações de dívidas pela falta de renda.
A proposta que estamos apresentando foi fruto de discussão com diferentes agentes da cadeia café e profissionais do sistema financeiro, e foi elaborada a partir da percepção da necessidade de novas estratégias em razão da insuficiência dos resultados das políticas adotadas no último ano para fazer frente à crise enfrentada pelo setor produtivo.
Esperamos com esta contribuição, oferecer uma eficaz alternativa que possa corrigir o que consideramos ser distorções oriundas de um mercado em que a correlação de forças e de organização entre oferta (produtores) e demanda (indústrias internacionais) é profundamente e perversamente desigual.
Entendemos ainda ser necessária a adoção de outras medidas para a estruturação do setor, que vão desde o reajuste do preço mínimo “que é fundamental”, a continuidade dos programas de opções de venda, o aperfeiçoamento das estatísticas brasileiras, a agilização dos financiamentos de custeio e colheita dos produtores, a erradicação de lavouras improdutivas e o equacionamento do endividamento da cafeicultura, para que possamos no menor espaço de tempo possível, proporcionar melhores condições de remuneração a nossos cafeicultores e trabalhadores que sofrem com a situação atual.
Brasília, 23 de fevereiro de 2010
SILAS BRASILEIRO
Deputado Federal
Proposta aprovada pela CNA é semelhante à proposta apresentada e divulgada por Silas Brasileiro em 23/02/2010
A Comissão de Café da CNA reuniu-se na tarde de ontem, dia 30/03/2010, a fim de discutir propostas para medidas de sustentação de preços para a safra de café que se aproxima. A reunião foi realizada na sede da entidade em Brasília, com a participação de dirigentes de Sindicatos, Cooperativas e do Conselho Nacional do Café.
O Presidente da Comissão, Sr. Breno Pereira de Mesquita, apresentou proposta de um seguro para estimular a concessão de crédito para operações de estocagem, semelhante a do Deputado Silas Brasileiro apresentada no informativo e divulgada em 23/02/2010, que segue anexo. Em síntese, a idéia é de reduzir o risco dos agentes financeiros nestas operações, a fim de alavancar um volume expressivo de recursos, e reduzir o impacto da entrada da próxima safra no mercado, assim fortalecer os preços recebidos pelos produtores.
Na proposta do representante da CNA, ele estipulou uma meta de 20 milhões de sacas a serem financiadas no programa, acrescentando ainda, um projeto de opções para 5 milhões de sacas. Os presentes aprovaram a idéia, que deverá ser encaminhada ao novo Ministro da Agricultura, que será empossado hoje, Dr. Wagner Rossi.
Para o Deputado Silas Brasileiro é oportuno à apresentação de propostas que sirvam para dar sustentação aos cafeicultores no momento em que se inicia a colheita da safra de café.
Brasília, 31 de março de 2010
SILAS BRASILEIRO
Deputado Federal
PROPOSTA DIVULGADA POR SILAS BRASILEIRO EM 23/02/2010
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PROGRAMA DE ESTÍMULO AO CRÉDITO PARA FORMAÇÃO DE ESTOQUES PRIVADOS DE CAFÉ
1) Considerações Iniciais:
Os preços do café brasileiro têm sofrido ao longo dos últimos anos forte depreciação em relação aos nossos principais concorrentes, com prejuízo para os nossos produtores.
Como motivo principal, está à estrutura do setor exportador nacional, diluído em mais de uma centena de agentes que comercializam os cafés de nossos produtores no mercado externo, em que 70% da demanda se concentra em sete grandes corporações, caracterizando um oligopsônio.
O processo de formação de preços na estrutura atual inicia-se pela venda dos exportadores aos agentes externos, que aplicam descontos (conhecidos como diferenciais) aos nossos cafés em relação aos cafés cotados na Bolsa de Nova York (contrato C). Quando os diferenciais são negociados com altos deságios, como ocorre atualmente, os preços recebidos pelos produtores ficam aviltados. Para mudar este processo é necessário criar condições para que haja um maior equilíbrio de forças neste mercado, com uma maior participação dos produtores no processo de formação de preços do café.
2) Situação Atual
Temos hoje uma situação inusitada. O Brasil encontra-se atualmente com baixíssimos estoques nas mãos do setor privado, estima-se no mercado que nosso estoque de passagem será de cerca de 4 milhões de sacas, um dos mais baixos registrados até hoje, entretanto os preços não reagem. A razão disso está na transferência de nossos estoques para os países consumidores.
É conhecido no mercado o fato de que o mesmo volume de estoques tem impacto diferente e até oposto, dependendo de estar nas mãos dos produtores ou consumidores. É o que ocorre atualmente, com a demanda concentrada em um pequeno número de corporações. Com grandes volumes de estoques, as indústrias internacionais colocam altos deságios em nossos cafés, com conseqüências desastrosas nos preços pagos aos produtores.
3) Instrumento proposto – Seguro contra queda abaixo dos Preços Mínimos vinculado a operações de financiamento de estocagem
A maneira mais eficaz de reequilibrar a relação de forças no mercado e desta forma, criar condições de negociação que valorizem mais nossos cafés, é deixar na origem os estoques. O problema que temos hoje, é que com os produtores descapitalizados, muitos deles não suportam reter o produto recebendo pela saca financiada 70 ou 80% do seu preço, o que os obriga a vender. Por outro lado, o agente financeiro não tem condições de financiar 100% do produto, devido à margem de segurança que eles necessitam operar por força de seus normativos. Além disso, o Funcafé não dispõe de recursos necessários para financiar um volume que viesse deixar os compradores em uma situação não tanto confortável como a atual.
O instrumento proposto é simples, ele consiste na criação de um seguro contra queda nos preços do produto financiado, de forma que os bancos ao fazer a concessão do financiamento teriam a certeza de que em caso de declínio nos preços em níveis abaixo dos preços mínimos, os produtores receberiam um ressarcimento de um valor que seria fixado, de forma que daria segurança ao Banco para emprestar, e ao mesmo tempo, condições financeiras para que produtores e outros agentes da cadeia como indústrias nacionais e exportadores, conseguissem fazer a operação, diminuindo a pressão de oferta que provoca os altos descontos. A fonte de recursos para o seguro seria o Funcafé, que tem na lei que o criou, amparo para esta ação.
Exemplificamos, somente para efeito de compreensão, visto que o atual preço de garantia precisa ser corrigido por estar abaixo do custo de produção:
Produtor A - Vai ao Banco e recebe no preço de hoje R$ 261,00 por saca de café financiado pelo prazo de 12 meses. Após 12 meses podem ocorrer 2 situações distintas:
1ª – Os preços se mantêm acima dos preços mínimos e ele paga o financiamento.
2ª – Os preços declinam em níveis abaixo do preço mínimo, o produtor vende o café e recebe o complemento que foi determinado no seguro.
Supondo que o valor do seguro fosse de até R$40,00 por saca e na situação 2 os preços caíssem para R$240,00, o produtor receberia R$21,00 para complementar o preço mínimo de garantia e pagar o banco.
4) Custo para o Governo
Se colocarmos como meta o financiamento de 10 milhões de sacas de café em toda a cadeia, e utilizando-se o valor exemplificado acima, seria necessário que o Governo realizasse uma alocação orçamentária no Funcafé de R$400 milhões, valor este que teria uma pequena possibilidade de efetivamente ser utilizado, dado ao fortíssimo impacto que o Programa forneceria ao mercado.
5) Efeitos no Mercado
Os seguintes efeitos podem ser esperados a partir da adoção deste instrumento:
- Uma maior oferta de crédito por parte dos agentes financeiros para estocagem do grão, inclusive de fontes de exigibilidade obrigatória, já que seria uma operação com baixíssimo nível de risco para os bancos.
- Maior facilidade dos produtores em acessar esta linha de crédito.
- Maior volume de sacas financiadas. Além dos produtores, todos os demais agentes da cadeia café poderiam acessar o instrumento e as linhas de crédito, de forma que a pressão da oferta seria minimizada.
- Maior harmonia na cadeia café, com redução dos conflitos. Diminuiria a disputa pelos recursos entre os diferentes agentes, uma vez que se espera um substancial aumento na oferta de crédito, bem como pelo fato de toda cadeia assumir uma mesma posição diante do mercado.
- Melhora nos preços pagos aos produtores, pela via da redução dos descontos aplicados contra nossos cafés. Significa que diferentemente de outras políticas que procuravam elevar os preços internos por medidas de impacto a todos os demais produtores mundiais e exerciam o chamado efeito “guarda chuva”, o instrumento proposto irá elevar os preços de nossos cafés sem beneficiar os nossos concorrentes.
- Melhoria na renda dos produtores, melhoria na economia dos mais de 1.700 municípios onde a cafeicultura se faz presente, aumento na oferta de empregos, redução da inadimplência nos financiamentos, eliminação da necessidade constante de renegociações de dívidas pela falta de renda.
A proposta que estamos apresentando foi fruto de discussão com diferentes agentes da cadeia café e profissionais do sistema financeiro, e foi elaborada a partir da percepção da necessidade de novas estratégias em razão da insuficiência dos resultados das políticas adotadas no último ano para fazer frente à crise enfrentada pelo setor produtivo.
Esperamos com esta contribuição, oferecer uma eficaz alternativa que possa corrigir o que consideramos ser distorções oriundas de um mercado em que a correlação de forças e de organização entre oferta (produtores) e demanda (indústrias internacionais) é profundamente e perversamente desigual.
Entendemos ainda ser necessária a adoção de outras medidas para a estruturação do setor, que vão desde o reajuste do preço mínimo “que é fundamental”, a continuidade dos programas de opções de venda, o aperfeiçoamento das estatísticas brasileiras, a agilização dos financiamentos de custeio e colheita dos produtores, a erradicação de lavouras improdutivas e o equacionamento do endividamento da cafeicultura, para que possamos no menor espaço de tempo possível, proporcionar melhores condições de remuneração a nossos cafeicultores e trabalhadores que sofrem com a situação atual.
Brasília, 23 de fevereiro de 2010
SILAS BRASILEIRO
Deputado Federal
31/03 17:00 SAFRAS APONTA PRODUÇÃO 2010/11 EM 51,6 A 54,2 MI SCS - 1a SONDAGEM
31/03 17:00 SAFRAS APONTA PRODUÇÃO 2010/11 EM 51,6 A 54,2 MI SCS - 1a SONDAGEM
A safra brasileira de café 2010/11 deve ficar entre 51,6 a
54,2 milhões de sacas. É o que aponta a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra 2010/11 (colhida em 2010), realizada através de um levantamento
junto a produtores, agrônomos, técnicos, cooperativas e secretarias de
agricultura, exportadores e indústrias, entre outros órgãos das regiões
produtoras de café do Brasil. Já a produção 2009/10 foi ligeiramente revisada
para cima por SAFRAS de 42,5 milhões de sacas para 43,2 milhões de sacas.
Na comparação entre a safra 2010/11 e 2009/10, SAFRAS projeta, portanto,
uma elevação na produção de 19% a 25%. O número médio da safra 2010/11 (entre
estimativa mínima e máxima) ficou em 52,9 milhões de sacas, acima da safra
recorde de 2002/03, que fora de 52,5 milhões de sacas, segundo SAFRAS.
A produção total de arábica 2010/11 foi indicada em 39,05 a 41,05 milhões
de sacas, com aumento de 24% a 31% sobre 2009/10 (31,4 milhões de sacas). Já a
safra 2010/11 de conillon foi colocada em 12,55 a 13,15 milhões de sacas,
devendo ter incremento de 6% a 11% na comparação com 2009/10 (11,8 milhões de
sacas).
Veja abaixo o quadro completo com a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra brasileira de café 2010/11 e a revisão da safra 2009/10, além de
comparativo com safras anteriores:
--------------------------------------------------------------------------
CAFÉ BRASIL: PRIMEIRA SONDAGEM - SAFRA 2010/11
- em milhões de sacas de 60 quilos -
--------------------------------------------------------------------------
2010/11** 2009/10* 2008/09* 2007/08
Var % Var % Média (b)
(a1/b) (a1) (a2/b) (a2)
--------------------------------------------------------------------------
Minas Gerais 25 27,10 32 28,60 27,85 21,60 26,00 17,20
- Sul/Oeste 30 15,00 39 16,00 15,50 11,50 14,20 8,50
-Cerrado 36 5,30 41 5,50 5,40 3,90 5,00 3,10
-Zona da Mata 10 6,80 15 7,10 6,95 6,20 6,80 5,60
Espírito Santo 3 12,00 8 12,50 12,25 11,60 11,90 10,40
- arábica 12 2,90 15 3,00 2,95 2,60 2,80 2,10
- conillon 1 9,10 6 9,50 9,30 9,00 9,10 8,30
São Paulo 28 4,60 33 4,80 4,70 3,60 4,80 3,10
Paraná 31 2,10 38 2,20 2,15 1,60 2,60 1,90
Bahia 20 2,40 25 2,50 2,45 2,00 2,45 2,30
- arábica 20 1,80 23 1,85 1,83 1,50 1,80 1,60
-conillon 20 0,60 30 0,65 0,63 0,50 0,65 0,70
Rondônia 25 2,00 31 2,10 2,05 1,60 1,90 1,50
Outros 17 1,40 25 1,50 1,45 1,20 1,45 1,50
-arábica 10 0,55 20 0,60 0,58 0,50 0,65 0,60
-conillon 21 0,85 29 0,90 0,88 0,70 0,80 0,90
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ARÁBICA 24 39,05 31 41,05 40,05 31,40 38,65 26,50
CONILLON 6 12,55 11 13,15 12,85 11,80 12,45 11,40
TOTAL 19 51,60 25 54,20 52,90 43,20 51,10 37,90
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Fonte: Cooperativas; Produtores, Exportadores, Comerciantes, Armazenadores,
Secretarias de Agriculutras e Deral/PR
*Estimativas e **Projeções - Safras & Mercado
Elaboração: Safras e Mercado
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A safra brasileira de café 2010/11 deve ficar entre 51,6 a
54,2 milhões de sacas. É o que aponta a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra 2010/11 (colhida em 2010), realizada através de um levantamento
junto a produtores, agrônomos, técnicos, cooperativas e secretarias de
agricultura, exportadores e indústrias, entre outros órgãos das regiões
produtoras de café do Brasil. Já a produção 2009/10 foi ligeiramente revisada
para cima por SAFRAS de 42,5 milhões de sacas para 43,2 milhões de sacas.
Na comparação entre a safra 2010/11 e 2009/10, SAFRAS projeta, portanto,
uma elevação na produção de 19% a 25%. O número médio da safra 2010/11 (entre
estimativa mínima e máxima) ficou em 52,9 milhões de sacas, acima da safra
recorde de 2002/03, que fora de 52,5 milhões de sacas, segundo SAFRAS.
A produção total de arábica 2010/11 foi indicada em 39,05 a 41,05 milhões
de sacas, com aumento de 24% a 31% sobre 2009/10 (31,4 milhões de sacas). Já a
safra 2010/11 de conillon foi colocada em 12,55 a 13,15 milhões de sacas,
devendo ter incremento de 6% a 11% na comparação com 2009/10 (11,8 milhões de
sacas).
Veja abaixo o quadro completo com a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra brasileira de café 2010/11 e a revisão da safra 2009/10, além de
comparativo com safras anteriores:
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CAFÉ BRASIL: PRIMEIRA SONDAGEM - SAFRA 2010/11
- em milhões de sacas de 60 quilos -
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2010/11** 2009/10* 2008/09* 2007/08
Var % Var % Média (b)
(a1/b) (a1) (a2/b) (a2)
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Minas Gerais 25 27,10 32 28,60 27,85 21,60 26,00 17,20
- Sul/Oeste 30 15,00 39 16,00 15,50 11,50 14,20 8,50
-Cerrado 36 5,30 41 5,50 5,40 3,90 5,00 3,10
-Zona da Mata 10 6,80 15 7,10 6,95 6,20 6,80 5,60
Espírito Santo 3 12,00 8 12,50 12,25 11,60 11,90 10,40
- arábica 12 2,90 15 3,00 2,95 2,60 2,80 2,10
- conillon 1 9,10 6 9,50 9,30 9,00 9,10 8,30
São Paulo 28 4,60 33 4,80 4,70 3,60 4,80 3,10
Paraná 31 2,10 38 2,20 2,15 1,60 2,60 1,90
Bahia 20 2,40 25 2,50 2,45 2,00 2,45 2,30
- arábica 20 1,80 23 1,85 1,83 1,50 1,80 1,60
-conillon 20 0,60 30 0,65 0,63 0,50 0,65 0,70
Rondônia 25 2,00 31 2,10 2,05 1,60 1,90 1,50
Outros 17 1,40 25 1,50 1,45 1,20 1,45 1,50
-arábica 10 0,55 20 0,60 0,58 0,50 0,65 0,60
-conillon 21 0,85 29 0,90 0,88 0,70 0,80 0,90
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ARÁBICA 24 39,05 31 41,05 40,05 31,40 38,65 26,50
CONILLON 6 12,55 11 13,15 12,85 11,80 12,45 11,40
TOTAL 19 51,60 25 54,20 52,90 43,20 51,10 37,90
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Fonte: Cooperativas; Produtores, Exportadores, Comerciantes, Armazenadores,
Secretarias de Agriculutras e Deral/PR
*Estimativas e **Projeções - Safras & Mercado
Elaboração: Safras e Mercado
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domingo, 28 de março de 2010
CAFÉ: GESTÃO COM CONGESTÃO E INDIGESTÃO
CAFÉ: GESTÃO COM CONGESTÃO E INDIGESTÃO
Terça, 23 Março 2010 13:20 |
Estamos nos aproximando de mais uma colheita de café que deverá ser expressiva em volume, mas, depressiva economicamente aos cafeicultores. No entanto até o momento não vemos nenhuma sinalização com relação a um planejamento estratégico em prol dos cafeicultores. Todos os elos da cadeia estão na espera da colheita para provocarem mais uma sangria aos cafeicultores e uma verdadeira carnificina econômica como vem sendo a tônica dos últimos anos amparados pelo gestor público que é o Ministério da Agricultura através de seu secretário Sr. Manoel Vicente Bertoni.
Temos a previsão de safra 2010/2011, de 46 milhões de sacas, realizado pela CONAB, mas não temos os estoques das cooperativas e do comércio em geral. Portanto, não temos praticamente nada. Como podemos fazer um planejamento se nem sabemos da nossa disponibilidade? Quais são os reais estoques das cooperativas com relação à quantidade e qualidade? E do comércio em geral? Isso é uma tática dessa gestão da cafeicultura em manter os números e a real situação a sete chaves, pois quanto maior o desconhecimento dos cafeicultores facilita o conluio dos demais elos da cadeia. Isso amparado pelo Ministério da Agricultura através do Sr. Bertoni.
O Sr. Bertoni esteve (Des)representando a cafeicultura brasileira no simpósio internacional de café, na Guatemala, no mês de fevereiro passado e, teve a desfaçatez de afirmar que a cafeicultura brasileira praticamente não tem dificuldades e que tudo corre dentro da normalidade. Mas, ele esqueceu (?) de falar que o cafeicultor está sob uma servidão econômica vendendo seu café abaixo do custo de produção em benefício aos demais elos da cadeia e que o preço mínimo de R$ 261,69, estabelecido pelo Ministério da Agricultura, está abaixo do custo de produção com vendas predatórias e praticando dumping. Ele também omitiu que o Brasil vem conseguindo bater recordes de exportação com recordes de prejuízos aos cafeicultores. O Sr. Bertoni omitiu que, hoje, temos 50% de markte share (Participação de Mercado) na exportação mundial de arábica e que estamos vendendo praticamente por volta de 40% mais barato que nossos principais concorrentes mostrando a total falta de gestão pública e deixando vazar pelo ralo da incompetência, bilhões de reais que deveriam irrigar a economia do setor produtivo dando saúde econômica e deixaríamos as bengalas dos empréstimos do FUNCAFÉ e outros. A SINCAL pergunta - Qual a firma ou qualquer ramo de atividade comercial que detém 50% de participação de mercado vende seu produto com 40% de desconto? Parece brincadeira, mas na cafeicultura isso é verdadeiro. Portanto inacreditável, estupidez, ignorância e outros demais adjetivos de desqualificação que podemos pensar.
Com relação ao FUNCAFÉ, o Sr. Bertoni, omitiu que vem servindo para ancoragem de preço e estoques nas cooperativas e essas repassam para os exportadores ou exportam diretamente ou repassam para a ABIC e ABICS. Sendo assim, o FUNCAFÉ está á mercê do comércio de café em detrimento aos produtores, que são os possuidores legítimos do fundo, inclusive financiando as indústrias de torrefação, algumas multinacionais, tirando do produtor para financiar corporações multimilionárias na retórica do aumento do consumo interno. Pura balela da ABIC que empurra “goela abaixo” um café de péssima qualidade no pobre povo brasileiro que na composição média do nosso café torrado e moído temos por volta de 43% de robusta; 22% de PVA (Preto, Verde e Ardido) que deveria ser descartado como fonte de biodiesel ou orgânico para adubar as próprias lavouras de café; sobrando assim 35% para o arábica. Portanto, estamos bebendo um café que outros países, ajuizados, se indispõe em beber. No próprio PVA cabe uma análise mais criteriosa por parte dos órgãos fiscalizadores da saúde. Mas, isso é um outro tema.
Além do exposto inicialmente, com a proximidade da safra, não vemos nenhum movimento das nossas cooperativas para socorrer os cafeicultores, pois, sabemos que perante uma safra alta os preços tendem a cair mais ainda. Porque as cooperativas não brigam? Será que algumas estão apertadas precisando repor os estoques a preços baratos? Ou estão em conluio com os exportadores e ABIC/ABICS para continuar oferecendo cafés baratos visando markte-share (Participação de Mercado)? Será que algumas tem problema de caixa e precisam continuar pedalando? Não sabemos o real fato, mas a SINCAL está instruindo os cafeicultores a exigir o warrant e os recibos de depósitos dos cafés depositados, com isso as cooperativas não poderão vender e manipular o café da maneira que bem entender, pois, o desvio do café da forma original é crime, amparados por lei através do warrant e recibo de depósito. Ainda temos as opções de colocar os cafés em Armazéns Gerais e também pegar o warrant e recibo de depósito. Dentro dessa sistemática estaremos descentralizando das cooperativas que, hoje, deveriam nos tratar como mães, mas não passam de amargas madrastas. Como as cooperativas estão trabalhando a sete chaves nas informações, principalmente dos estoques, trazendo-nos dúvidas e aí, passaremos a criticar essas atuais sistemáticas. Queremos transparência e clareza nas ações das nossas cooperativas inclusive necessitamos que as mesmas passem a brigar realmente pelos cooperados. Além do que, os instrumentos como o PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) instrumento muito importante aos cafeicultores, para a melhoria dos preços, foi detonado por algumas de nossas cooperativas inclusive com processos junto ao TCU (Tribunal de Conta da União) com alegação de deturpação do processo do PEPRO, inclusive não repassando a verba aos cooperados. Um absurdo. Perdemos um excelente instrumento para a correção dos preços por culpa proposital de algumas cooperativas. Esperamos que as opções de vendas não venham cair na mesma sistemática pois, até o momento as opções não estão fluindo convenientemente.
Com relação aos políticos, especialmente os deputados, não vemos nenhuma ação de luta em prol ao setor produtivo. O que estamos vendo é um verdadeiro anacronismo dos nossos deputados apoiando esse conluio através desse CDPC (Conselho Deliberativo de Política Cafeeira) a mais de uma década e sempre a mesma conversa eleitoreira e demagoga e, ainda fomos obrigados a conviver com verdadeiro desfiladeiro de notícias de acusações severíssimas contra alguns deputados numa demonstração de conluio com os demais elos da cadeia em detrimento aos cafeicultores. Esperamos uma reação rápida dos nossos deputados antes da entrada da safra para alcançarmos preços condizentes, mas, não poderemos suportar a inércia e na época das eleições nos assediarem no encalço dos votos dos cafeicultores.
Para a SINCAL “A legítima representante dos cafeicultores”, na cafeicultura não existe gestão, mas sim, congestão e indigestão.
SINCAL – O Cafeicultor é o Principal
Associação Nacional dos Sindicatos Rurais
das Regiões Produtoras de Café e Leite.
Terça, 23 Março 2010 13:20 |
Estamos nos aproximando de mais uma colheita de café que deverá ser expressiva em volume, mas, depressiva economicamente aos cafeicultores. No entanto até o momento não vemos nenhuma sinalização com relação a um planejamento estratégico em prol dos cafeicultores. Todos os elos da cadeia estão na espera da colheita para provocarem mais uma sangria aos cafeicultores e uma verdadeira carnificina econômica como vem sendo a tônica dos últimos anos amparados pelo gestor público que é o Ministério da Agricultura através de seu secretário Sr. Manoel Vicente Bertoni.
Temos a previsão de safra 2010/2011, de 46 milhões de sacas, realizado pela CONAB, mas não temos os estoques das cooperativas e do comércio em geral. Portanto, não temos praticamente nada. Como podemos fazer um planejamento se nem sabemos da nossa disponibilidade? Quais são os reais estoques das cooperativas com relação à quantidade e qualidade? E do comércio em geral? Isso é uma tática dessa gestão da cafeicultura em manter os números e a real situação a sete chaves, pois quanto maior o desconhecimento dos cafeicultores facilita o conluio dos demais elos da cadeia. Isso amparado pelo Ministério da Agricultura através do Sr. Bertoni.
O Sr. Bertoni esteve (Des)representando a cafeicultura brasileira no simpósio internacional de café, na Guatemala, no mês de fevereiro passado e, teve a desfaçatez de afirmar que a cafeicultura brasileira praticamente não tem dificuldades e que tudo corre dentro da normalidade. Mas, ele esqueceu (?) de falar que o cafeicultor está sob uma servidão econômica vendendo seu café abaixo do custo de produção em benefício aos demais elos da cadeia e que o preço mínimo de R$ 261,69, estabelecido pelo Ministério da Agricultura, está abaixo do custo de produção com vendas predatórias e praticando dumping. Ele também omitiu que o Brasil vem conseguindo bater recordes de exportação com recordes de prejuízos aos cafeicultores. O Sr. Bertoni omitiu que, hoje, temos 50% de markte share (Participação de Mercado) na exportação mundial de arábica e que estamos vendendo praticamente por volta de 40% mais barato que nossos principais concorrentes mostrando a total falta de gestão pública e deixando vazar pelo ralo da incompetência, bilhões de reais que deveriam irrigar a economia do setor produtivo dando saúde econômica e deixaríamos as bengalas dos empréstimos do FUNCAFÉ e outros. A SINCAL pergunta - Qual a firma ou qualquer ramo de atividade comercial que detém 50% de participação de mercado vende seu produto com 40% de desconto? Parece brincadeira, mas na cafeicultura isso é verdadeiro. Portanto inacreditável, estupidez, ignorância e outros demais adjetivos de desqualificação que podemos pensar.
Com relação ao FUNCAFÉ, o Sr. Bertoni, omitiu que vem servindo para ancoragem de preço e estoques nas cooperativas e essas repassam para os exportadores ou exportam diretamente ou repassam para a ABIC e ABICS. Sendo assim, o FUNCAFÉ está á mercê do comércio de café em detrimento aos produtores, que são os possuidores legítimos do fundo, inclusive financiando as indústrias de torrefação, algumas multinacionais, tirando do produtor para financiar corporações multimilionárias na retórica do aumento do consumo interno. Pura balela da ABIC que empurra “goela abaixo” um café de péssima qualidade no pobre povo brasileiro que na composição média do nosso café torrado e moído temos por volta de 43% de robusta; 22% de PVA (Preto, Verde e Ardido) que deveria ser descartado como fonte de biodiesel ou orgânico para adubar as próprias lavouras de café; sobrando assim 35% para o arábica. Portanto, estamos bebendo um café que outros países, ajuizados, se indispõe em beber. No próprio PVA cabe uma análise mais criteriosa por parte dos órgãos fiscalizadores da saúde. Mas, isso é um outro tema.
Além do exposto inicialmente, com a proximidade da safra, não vemos nenhum movimento das nossas cooperativas para socorrer os cafeicultores, pois, sabemos que perante uma safra alta os preços tendem a cair mais ainda. Porque as cooperativas não brigam? Será que algumas estão apertadas precisando repor os estoques a preços baratos? Ou estão em conluio com os exportadores e ABIC/ABICS para continuar oferecendo cafés baratos visando markte-share (Participação de Mercado)? Será que algumas tem problema de caixa e precisam continuar pedalando? Não sabemos o real fato, mas a SINCAL está instruindo os cafeicultores a exigir o warrant e os recibos de depósitos dos cafés depositados, com isso as cooperativas não poderão vender e manipular o café da maneira que bem entender, pois, o desvio do café da forma original é crime, amparados por lei através do warrant e recibo de depósito. Ainda temos as opções de colocar os cafés em Armazéns Gerais e também pegar o warrant e recibo de depósito. Dentro dessa sistemática estaremos descentralizando das cooperativas que, hoje, deveriam nos tratar como mães, mas não passam de amargas madrastas. Como as cooperativas estão trabalhando a sete chaves nas informações, principalmente dos estoques, trazendo-nos dúvidas e aí, passaremos a criticar essas atuais sistemáticas. Queremos transparência e clareza nas ações das nossas cooperativas inclusive necessitamos que as mesmas passem a brigar realmente pelos cooperados. Além do que, os instrumentos como o PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) instrumento muito importante aos cafeicultores, para a melhoria dos preços, foi detonado por algumas de nossas cooperativas inclusive com processos junto ao TCU (Tribunal de Conta da União) com alegação de deturpação do processo do PEPRO, inclusive não repassando a verba aos cooperados. Um absurdo. Perdemos um excelente instrumento para a correção dos preços por culpa proposital de algumas cooperativas. Esperamos que as opções de vendas não venham cair na mesma sistemática pois, até o momento as opções não estão fluindo convenientemente.
Com relação aos políticos, especialmente os deputados, não vemos nenhuma ação de luta em prol ao setor produtivo. O que estamos vendo é um verdadeiro anacronismo dos nossos deputados apoiando esse conluio através desse CDPC (Conselho Deliberativo de Política Cafeeira) a mais de uma década e sempre a mesma conversa eleitoreira e demagoga e, ainda fomos obrigados a conviver com verdadeiro desfiladeiro de notícias de acusações severíssimas contra alguns deputados numa demonstração de conluio com os demais elos da cadeia em detrimento aos cafeicultores. Esperamos uma reação rápida dos nossos deputados antes da entrada da safra para alcançarmos preços condizentes, mas, não poderemos suportar a inércia e na época das eleições nos assediarem no encalço dos votos dos cafeicultores.
Para a SINCAL “A legítima representante dos cafeicultores”, na cafeicultura não existe gestão, mas sim, congestão e indigestão.
SINCAL – O Cafeicultor é o Principal
Associação Nacional dos Sindicatos Rurais
das Regiões Produtoras de Café e Leite.
Comercialização da safra nova no Cerrado Mineiro está em 30%
Comercialização da safra nova no Cerrado Mineiro está em 30%
Agência Safras
25/03/2010
Lessandro Carvalho
O ritmo dos negócios é lento para o café no cerrado mineiro, às vésperas da colheita da safra nova. Mas a estimativa é que cerca de 30% da safra 2010 da região já tenha sido negociada antecipadamente, via troca-troca por insumos, CPRs (Cédula de Produto Rural) e outras negociações para entrega futura. É o que indica o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis.
Quanto à safra 2009 remanescente, Francisco de Assis acredita que ainda resta de 5% a 10% da produção a negociar. Ele falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2010, que se realiza de 24 a 26 de março em Araguari, no cerrado mineiro.
Francisco de Assis acredita que as cotações no mercado brasileiro vão cair na entrada da safra, como tradicionalmente ocorre. Entretanto, o anúncio de R$ 2,1 bilhão para financiamentos da colheita, estocagem e custeio deverão dar fôlego para o produtor se capitalizar e assim o escoamento da oferta da safra nova não deve trazer tanta pressão sobre as cotações. \"Os preços vão ceder, mas vão ceder menos com as medidas de financiamento\", afirmou.
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Agência Safras
25/03/2010
Lessandro Carvalho
O ritmo dos negócios é lento para o café no cerrado mineiro, às vésperas da colheita da safra nova. Mas a estimativa é que cerca de 30% da safra 2010 da região já tenha sido negociada antecipadamente, via troca-troca por insumos, CPRs (Cédula de Produto Rural) e outras negociações para entrega futura. É o que indica o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis.
Quanto à safra 2009 remanescente, Francisco de Assis acredita que ainda resta de 5% a 10% da produção a negociar. Ele falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2010, que se realiza de 24 a 26 de março em Araguari, no cerrado mineiro.
Francisco de Assis acredita que as cotações no mercado brasileiro vão cair na entrada da safra, como tradicionalmente ocorre. Entretanto, o anúncio de R$ 2,1 bilhão para financiamentos da colheita, estocagem e custeio deverão dar fôlego para o produtor se capitalizar e assim o escoamento da oferta da safra nova não deve trazer tanta pressão sobre as cotações. \"Os preços vão ceder, mas vão ceder menos com as medidas de financiamento\", afirmou.
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Boletim semanal Carvalhaes
Boletim semanal Carvalhaes - Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade
Boletim semanal - ano 77 - n° 12
Santos, sexta-feira, 26 de março de 2010
Escritório Carvalhaes
Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade e médios, bastante procurados pelos compradores. Os claros e os de bebida mais fraca continuaram com fortes deságios.
A ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, divulgou, esta semana, a pesquisa “Tendência do Consumo de Café – 2009”. Realizada anualmente desde 2003, a pesquisa indica que o consumo brasileiro de café em 2009 foi de 18,4 milhões de sacas de 60 kgs. Para 2010, a ABIC projeta um crescimento de 5% ou 1 milhão de sacas. Segundo o trabalho, 97% dos entrevistados, homens e mulheres com mais de 15 anos de idade, declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual de 2008. O consumo cresce em todas as classes sociais, com destaque na classe C (4 a 10 salários mínimos). No período entre 2003 e 2009, a participação da classe C passou de 37 para 42%, crescendo também no consumo fora de casa, onde avançou de 14 para 48%.
Apesar dos bons números de nosso consumo interno, a ABIC alertou para o empobrecimento do setor, onde os preços subiram em média 35% em 15 anos, para um aumento, no período, da cesta básica de aproximadamente 300%. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor executivo da ABIC, este quadro cria um ambiente favorável para uma aceleração no processo de fusões e aquisições no setor.
Foi divulgado esta semana na 15ª Fenicafé – Feira de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, que a irrigação na cafeicultura brasileira passou de 10 mil para 240 mil hectares em 12 anos. Ela representa 9% do parque cafeeiro e responde por 25% da produção nacional.
O MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que o governo vai liberar em 2010, através do FUNCAFÉ – Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, R$ 2,1 bilhões para apoiar a cafeicultura. Segundo Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento de Café do MAPA, os recursos devem começar a ser liberados em abril.
A queda na produção da Colômbia, América Central, Vietnã e alguns países da África, não se deve apenas a fatores climáticos. O atual patamar de preços não estimula o investimento e impede a renovação de boa parte do parque cafeeiro desses produtores. O consumo mundial cresce a cada ano e não se enxerga de onde vai sair a produção para atender este aumento de demanda, que deve chegar a 20 milhões de sacas em 10 anos.
Até o dia 25, os embarques de março estavam em 1.547.125 sacas de café arábica, 17.003 sacas de café conillon, somando 1.564.128 sacas de café verde, e 177.014 sacas de solúvel, contra 2.104.611 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 2.256.467 sacas, contra 2.467.156 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 26, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 335 pontos ou US$4,44 (R$8,13) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 19, a R$315,49 e hoje, dia 26, a R$328,68/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 115 pontos.
Boletim semanal - ano 77 - n° 12
Santos, sexta-feira, 26 de março de 2010
Escritório Carvalhaes
Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade e médios, bastante procurados pelos compradores. Os claros e os de bebida mais fraca continuaram com fortes deságios.
A ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, divulgou, esta semana, a pesquisa “Tendência do Consumo de Café – 2009”. Realizada anualmente desde 2003, a pesquisa indica que o consumo brasileiro de café em 2009 foi de 18,4 milhões de sacas de 60 kgs. Para 2010, a ABIC projeta um crescimento de 5% ou 1 milhão de sacas. Segundo o trabalho, 97% dos entrevistados, homens e mulheres com mais de 15 anos de idade, declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual de 2008. O consumo cresce em todas as classes sociais, com destaque na classe C (4 a 10 salários mínimos). No período entre 2003 e 2009, a participação da classe C passou de 37 para 42%, crescendo também no consumo fora de casa, onde avançou de 14 para 48%.
Apesar dos bons números de nosso consumo interno, a ABIC alertou para o empobrecimento do setor, onde os preços subiram em média 35% em 15 anos, para um aumento, no período, da cesta básica de aproximadamente 300%. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor executivo da ABIC, este quadro cria um ambiente favorável para uma aceleração no processo de fusões e aquisições no setor.
Foi divulgado esta semana na 15ª Fenicafé – Feira de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, que a irrigação na cafeicultura brasileira passou de 10 mil para 240 mil hectares em 12 anos. Ela representa 9% do parque cafeeiro e responde por 25% da produção nacional.
O MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que o governo vai liberar em 2010, através do FUNCAFÉ – Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, R$ 2,1 bilhões para apoiar a cafeicultura. Segundo Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento de Café do MAPA, os recursos devem começar a ser liberados em abril.
A queda na produção da Colômbia, América Central, Vietnã e alguns países da África, não se deve apenas a fatores climáticos. O atual patamar de preços não estimula o investimento e impede a renovação de boa parte do parque cafeeiro desses produtores. O consumo mundial cresce a cada ano e não se enxerga de onde vai sair a produção para atender este aumento de demanda, que deve chegar a 20 milhões de sacas em 10 anos.
Até o dia 25, os embarques de março estavam em 1.547.125 sacas de café arábica, 17.003 sacas de café conillon, somando 1.564.128 sacas de café verde, e 177.014 sacas de solúvel, contra 2.104.611 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 2.256.467 sacas, contra 2.467.156 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 26, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 335 pontos ou US$4,44 (R$8,13) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 19, a R$315,49 e hoje, dia 26, a R$328,68/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 115 pontos.
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