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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval vermelho de Rainha atinge 70 fazendas

Carnaval vermelho de Rainha atinge 70 fazendas
Até essa terça, 70 propriedades foram ocupadas no oeste paulista
Agência EstadoSubiu para 70, nessa terça, dia 16, o número de fazendas atingidas pelo chamado "carnaval vermelho" do líder dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) José Rainha Júnior, no oeste paulista. Novos acampamentos foram montados em fazendas da região de Araçatuba, noroeste do Estado, e da Alta Paulista.

– Atingimos a nossa meta de apontar as áreas que devem ser destinadas à reforma agrária – afirmou Rainha.

– A palavra agora está com o Incra.

Grupos ligados a Rainha acamparam nos limites de mais quatro fazendas da região de Araçatuba. Outros acampamentos foram montados na Alta Paulista e um deles no Pontal do Paranapanema. Hoje, com a volta do expediente nos fóruns da região após o carnaval, a expectativa é de que muitos fazendeiros recorram à Justiça para evitar que suas terras sejam invadidas.

Até ontem, apenas uma liminar de interdito proibitório - proibição da invasão - tinha sido concedida em favor de uma propriedade de Salmourão, na região de Araçatuba. Um fazendeiro de Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, também obteve uma liminar de reintegração de posse.

De acordo com o líder José Rainha, 60% das fazendas marcadas pelos sem-terra foram consideradas improdutivas pelo Incra. O líder contou que propriedades do governo estadual também foram ocupadas, como protesto contra o governo José Serra

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Celso Vegro defende a política de opções do governo

Celso Vegro defende a política de opções do governo


Celso Luis Vegro, mestre em desenvolvimento, agricultura e sociedade, e pesquisador do IEA, concedeu entrevista ontem (11) ao programa Mercado & Cia do Canal Rural, para abordar a questão da politica de mercado imposta pelo Governo: o leilão de opções públicas de café.

Confira alguns trechos da entrevista:

"Defendemos que a política das opções, se não é a mais elegante das políticas públicas, é uma delas. É uma política redonda, perfeita para o governo intervir no mercado."

"Essa política de mercado gera um aprendizado para o produtor passar a trabalhar com títulos financeiros, que é imprescindível para quem quer ser cafeicultor hoje. Não é mais possível ser cafeicultor sem fazer uma CPR, uma futuro na BM&F, uma opção pública ou privada."

"O governo deve continuar com essa política."

"O aprendizado dessa política usado em anos anteriores deveriam ter sido resgatados para o atual. Gastou-se muito com anúncio dessa política para o mercado e pouco de como ele seria operacionalizado na prática, especialmente de onde viriam os recursos financeiros para quitar os compromissos."

"O ideal seria que os riscos das negociações das opções fosse totalmente privado, ou seja, torrefadores e solubilizadores atuassem nesse mercado fazendo opções privadas junto aos produtores."

"Não podemos descartar completamente a participação do Governo nesse mercado pois sabemos que a existência de estoques públicos é decisiva quando se tem metas de inflação super ajustada. Não possuir estoques estratégicos é um equívoco."

"Esse café das opções é totalmente destinado ao mercado interno, então não há tanta necessidade de exigência de qualidade, uma vez que se tem pleno conhecimento que 70% do café comercializado no Brasil não alcança padrão 4 na escala de medida do ITAL."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

3D da cafeicultura na visão de Carlos Brando


Carlos Henrique Jorge Brando, sócio da P & A Marketing Internacional, empresa de consultoria e marketing na área de agronegócio, apontou a competitividade, sustentabilidade e marketing como os três principais desafios para a cadeia produtiva do café em 2010.

Competitividade para defender e quiçá ampliar a atual participação do café brasileiro no mercado mundial. A obtenção de tal competitividade exigirá uma revolução tecnológica, principalmente na cafeicultura de montanha, com mecanização da colheita, irrigação, etc. Como já existe tecnologia disponível, o grande desafio é a difusão e implementação das técnicas existentes, amparadas por suporte financeiro e pacotes de crédito específicos para a modernização, com parâmetros associados a metas de produtividade e eficiência.

Sustentabilidade em suas três dimensões, mas principalmente econômica para garantir a renda de toda a cadeia produtiva. Competitividade sem renda compromete o principal pilar da sustentabilidade, o econômico. Como a sustentabilidade social e ambiental é uma consequência direta da aplicação da legislação brasileira correspondente - uma das mais rigorosas do mundo - o foco principal das ações deve ser a rentabilidade do agronegócio através de instrumentos financeiros que suportem o mercado, corrijam suas imperfeições, sejam dirigidos aos agentes eficientes e privilegiem a produtividade e a qualidade. Os recursos do Funcafé devem ser utilizados para catalisar a revolução tecnológica do item anterior que, por si só, garantirá a sustentabilidade econômica do agronegócio. Tais recursos devem também possibilitar a diversificação, a saída e a mudança de atividade dos cafeicultores ineficientes e desmotivados.

Marketing é necessário para que o Brasil seja líder de mercado não apenas em volume mas também em preço e lucratividade. Se a competitividade deve ser obtida por meio da eficiência da cadeia produtiva, o valor agregado deve resultar de atividades de marketing que posicionem o produto como aspiracional, com a qualidade que o consumidor busca e o apelo psicológico (por exemplo, sustentabilidade) e emocional que motiva a decisão de compra. O meio mais eficiente para influenciar o mercado e sustentar preços é sem dúvida o marketing, embora seus resultados venham a médio prazo em resposta a ações constantes e permanentes.

É evidente que os desafios para 2010 listados acima não serão resolvidos neste próprio ano em virtude de sua magnitude e alcance. Entretanto é urgente iniciar a renovação do modelo de produção, financiamento e promoção dos Cafés do Brasil que, apesar de nos ter colocado na liderança mundial, mostra sinais de exaustão

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PORQUE SERÁ QUE AS COOPERATIVAS NÃO CORREM E ENTREGAM O CAFÉ NA CONAB?

PORQUE SERÁ QUE AS COOPERATIVAS NÃO CORREM E ENTREGAM O CAFÉ NA CONAB?
Quarta, 10 Fevereiro 2010


Quando a SINCAL cobra maior eficiência, das Cooperativas, do Ministério da Agricultura, da Conab, do setor Exportador e mostra os erros dos Torrefadores enfim de toda cadeia do café é por que realmente não há gestão e muito menos planejamento para que o produtor que é o principal ator tenha renda e consiga pagar dignamente as suas contas, ou seja, sem precisar se humilhar perante os Bancos, Cooperativas e Fornecedores.


Para comprovar esta conclusão temos alguns pontos interessantes a dizer ao nosso amigo e companheiro produtor que recebem hoje apenas 0,00463% do valor apurado no faturamento do café no mundo ou seja um saco de café que é vendido a R$250,00 gera um faturamento final de R$ 54.000,00. Nem COCAINA deve gerar tanto dinheiro.


1 – A não conferência do ESTOQUE NA ENTRESSAFRA (fev/março) nas COOPERATIVAS


ARMAZÉNS GERAIS, e PARTICULARES por “EMPRESA IDONEA” (Control Union, SGS, dentre outras) e a falta de uma previsão de Safra que nos de segurança, pois nos últimos anos, não conseguimos fechar a conta da somatória de nossa exportação, consumo interno e o saldo, que acaba sendo negativo? Não sabemos! É um desastre sobre a atividade que vive de remendos e de soluções esporádicas e não definitivas, e ainda EXPLORADAS por políticos envaidecidos ao dizer que estão fazendo algo pelo CAFECULTOR.


2 - O produtor ao depositar o café na COOPERATIVA, o está fazendo na maioria das vezes para acertar compra de insumos, ou pagar empréstimos já efetuados, porém aquele café que sobra, quando sobra e que deveria ser vendido por um preço melhor acaba caindo na vala comum, na maioria das vezes sem remunerar o produtor, seja pelo excesso de descontos na hora de vender o café, seja pelos juros abusivos cobrado, tem Cooperativa querendo descontar o preço da sacaria do produtor quando é sabido que a Conab paga a sacaria, ou ainda pela falta total de política de aumento da renda.


3 - Para agravar esta situação como o produtor deveria pegar o RECIBO DE DEPÓSITO e o WARRANT, que é o comprovante de que o café está lá no ARMAZÉM, e estes documentos dão segurança ao produtor, e não deixa a mercadoria ser vendida sob pena de prisão do fiel depositário, ocorre o contrário, ele não pega os documentos e às vezes dá liberdade para a Cooperativa vender o café.


4 - Com isto não há interesse das cooperativas, dos políticos, dos torrefadores e dos exportadores, que esta situação seja alterada, pois fica fácil tirar o café do produtor que tem uma dívida crescente a cada ano e repassá-lo aos torrefadores para que agreguem valor e tenham lucros cada vez maiores. Portanto não são os produtores que vendem são os compradores que compram das COOPERATIVAS e dos PRODUTORES na necessidade dele tentar acertar as suas contas.


5 - Finalmente meus amigos e companheiros, como a maioria das opções de venda do café para a CONAB estão nas mãos das COOPERATIVAS não é difícil concluir que:


A - Porque não ajudar o produtor a entregar o café a R$303,00 (Nov/dez); R$309,00(jan/fev) R$314,00 agora em fev/março e 319,00 para abril/maio? É uma vergonha, pois fazem ao CONTRÁRIO, abastecem os EXPORTADORES (que revende aos Importadores / Torrefadores) abaixo destes preços ou elas mesmas, EXPORTANDO perdendo a grande oportunidade de enxugar o mercado comprando do produtor e tirando estes cafés de circulação (entregando na Conab) contribuindo assim para que os preços em reais melhorassem substancialmente.


B – Não há INTERESSE! Ou porque estes cafés já não estão nos Armazéns, já foram vendidos, ou por que os preços não podem subir, pois é preciso comprar o máximo pelo menor preço para acertarem suas posições de estoque.


RECOMENDAÇÃO: Companheiros. Quem ainda tem café em COOPERATIVAS vejam se elas podem entregar o café na CONAB (safra colhida em 2009), pois se a sua bebida for dura para melhor é fácil de prepará-lo e ao entregá-lo você vai receber bem mais que se vender na praça. A CONAB paga para entrega de fevereiro na primeira quinzena de março R$314,00. MAIS importante do que o preço é TIRÁ-LO de circulação ou receba da COOPERATIVA o preço equivalente.


Fernando de Souza Barros


Diretor Executivo de


Assuntos Econômicos da SINCAL

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Números do prejuízo

Números do prejuízo

Esta semana vimos através de noticias postadas na internet que uma auditoria na Conab mostra irregularidades, uma noticia para nos cafeicultores que não tem nada de novidade, pois sabemos que os números divulgados pela Conab no setor cafeeiro nada tem haver com nossa realidade, realidade nossa que é dura obtendo nosso sustento debaixo de sol e chuva.
Como já disse outras vezes é impossível manter um setor produtivo sem bases concretas de informação, pelos dados de produção da Conab aponta para uma falta de café que na realidade nunca aparece.
Este número manipulado por lobistas que defendem a indústria e a exportação põe em cheque a produção, pois se produz mais do que consome e vendem a ilusão para o produtor que falta café e desta forma podem manipular o mercado ao seu bel prazer.
A Conab é controlada pelo PMDB de São Paulo, mas também conta com diretores do PT gaúcho em sua cúpula. A Companhia operou um orçamento de R$ 2,3 bilhões para a aquisição de produtos agropecuários em 2009.
Com uma parcela desse orçamento que deveria ser co-administrada pelos produtores rurais, que são os maiores prejudicados, com esse dinheiro com certeza levantaríamos o estoque à área produtiva e a produtividade sem chutes.
Matemática é uma ciência exata e para nos produtores essa exatidão nos falta para administrar nosso parque cafeeiro.
A OIC também divulga dados que me parece incorretos, pois se levarmos em consideração o consumo por ela divulgado o café faltaria e com certeza não estaríamos trabalhando com preços tão ruins.
Segundo a Cecafe entidade que gere os dados das exportações de café do Brasil,
No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil embarcou 30,442 milhões de sacas, para uma receita de US$ 4,322 bilhões, então matemáticos simples uma media 2.5 milhões de sacas o que provocara um rombo nos estoques se admitirmos os números oficias.
O consumo de café no Brasil em 2009 aumentou 740 mil sacas e saltou de 17,65 milhões, em 2008, para 18,39 milhões de sacas. Esse crescimento de 4,15% superou até mesmo as expectativas iniciais da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, que eram de uma elevação de 3%. Esses resultados partem do estudo “Indicadores da Indústria de Café no Brasil/2009 – Desempenho da Produção e Consumo Interno”, elaborado pela Área de Pesquisas da entidade e que analisa os dados do período compreendido entre Novembro/2008 e Outubro/2009 estes são números divulgados pela Abic em estudo feito em conjunto com o Banco Bradesco, se remetermos novamente aos números representa 1.5 milhões de sacas de café consumidos por mês no Brasil.
Em uma tabela abaixo, anexada, baixada da internet, nos mostra a realidade dos números, que pelos dados da Conab e do IBGE e teríamos em 30/06/2010 uma falta Recorde de mercadoria de 4.5 milhões de sacas segundo o IBGE e um numero ainda maior de 5.5 milhões de sacas segundo a Conab.
Portanto companheiros produtores se mandarmos esse numero pra 10 anos passados chegaremos a um numero absurdo de 50 milhões de sacas de café faltando no mercado fazendo uma media entre os números as duas entidades.
Com relação aos números apresentado pelo mercado nos remete a uma realidade que está nela mesmo sendo enganados pelo mercado, pois segundo dado do mercado também retirado desta tabela nos mostra uma sobra de café de praticamente 6 milhões de sacas de café.
Quando vamos tomar consciência de nosso potencial, nossa estrutura nossa importância social?
Ate quando iremos gerir nossas propriedades com números falsos.
Nossos prejuízos são verdadeiros e nos tira o direito de crescer e sonhar.
Acordem produtores!!!!!!!!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

TCU aponta irregularidades operacionais na Conab

TCU aponta irregularidades operacionais na Conab


Auditoria operacional realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra uma estrutura sucateada, falta de gestão e controle sobre os ativos armazenados e diferenças "graves" nos volumes contabilizados pela matriz da estatal e suas superintendências regionais nos Estados.

As visitas dos auditores do TCU às unidades da estatal também revelaram a contratação irregular de empresas de armazenamento inscritas no cadastro de inadimplentes da União, além de "prejuízos aos cofres públicos" causados pela perda do prazo de recursos em processos de desvios de estoques públicos. O TCU estimou um "risco de desperdício" do dinheiro de R$ 1,12 bilhão apenas em ações não cobradas na Justiça por prescrição de prazo.

Em julho de 2009, a capacidade estática ociosa da Conab, seria suficiente para acomodar 43,5% dos estoques armazenados em estruturas privadas. À época, a Conab pagou R$ 1,9 milhão quinzenais para estocar 1,3 milhão de toneladas de grãos que poderiam estar em armazéns da estatal, aponta o relatório. A auditoria detectou que 48 armazéns privados estavam em situação fiscal irregular. Juntas, essas empresas detinham R$ 117,6 milhões em ativos públicos sob sua guarda.

Os prejuízos com aluguel desnecessário de áreas privadas foram estimados em R$ 45 milhões anuais, apontou o relatório. A auditoria apurou que 85% dos estoques públicos - 2,6 milhões de toneladas - estavam armazenados em silos privados. Em razão do sucateamento das unidades da Conab, apenas 1,6% da produção total da safra 2008/09 poderia ser acondicionada nos armazéns estatais, segundo a auditoria.

A auditoria do TCU na Conab avaliou os processos de armazenamento e fiscalização de estoques públicos, a qualidade dos sistemas informatizados de controle de estoques, a logística de armazenamento público e o processo de recuperação de débitos causados por desvios e perdas de produtos. Foi a primeira vez que o TCU fiscalizou a estatal.

A Conab é controlada pelo PMDB de São Paulo, mas também conta com diretores do PT gaúcho em sua cúpula. A Companhia operou um orçamento de R$ 2,3 bilhões para a aquisição de produtos agropecuários em 2009.

Há dois anos e meio no comando da Conab, Wagner Rossi admite todos os problemas apontados pelo TCU. E afirma que tem trabalhado em "estreita colaboração" com os órgãos de controle para melhorar a situação. "É verdade o que o TCU levantou. Mas estamos em um processo de recomposição da empresa. Temos imperfeições e vamos corrigi-las", afirmou ele.

"Há dificuldades, especialmente em tecnologia da informação. Mas estamos colocando as coisas em ordem". Rossi afirmou ter adquirido um novo programa para organizar as ações judiciais, além de realizado um amplo levantamento do patrimônio da estatal.

O relatório dos auditores do TCU determinou à Conab alguns procedimentos imediatos. Entre eles, está exigir garantia de depósito em todos os contratos com armazéns privados e a melhora dos controles internos dos estoques para corrigir as diferenças de volume entre matriz e superintendências. Além disso, o TCU determinou alteração nas fiscalizações de estoques para evitar a repetição nos mesmos estados em meses iguais e auditorias não-programadas constantes.

A Conab também deveria vetar a participação de gerentes ou encarregados de operações em fiscalizações em seus Estados, além de revisar os processos de recuperação de débitos causados por perdas ou desvios de estoques públicos em até 90 dias. Os auditores determinaram a revisão da situação das empresas armazenadoras com débitos não quitados e, em caso de irregularidade comprovada, providências para a remoção dos produtos públicos, além de apurar falhas de controle interno que originaram esses problemas.

CeCafé:exportação de café do Brasil cresce em janeiro

CeCafé:exportação de café do Brasil cresce em janeiro


O volume de café verde exportado pelo Brasil em janeiro apresentou elevação de 4,8%, em relação ao mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 2,21 milhões de sacas de 60 quilos, ante 2,109 milhões de sacas em janeiro de 2009, conforme levantamento divulgado na sexta-feira, dia 5, pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).

Considerando o volume solúvel embarcado, o total de café exportado pelo Brasil em janeiro alcança 2,436 milhões de sacas, representando aumento de 4,9% ante mesmo mês de 2009 (2,323 milhões de sacas).

O Cecafé informa, ainda, que a receita cambial com o produto teve elevação de 16,7% em janeiro passado em relação ao mesmo mês de 2009. Os exportadores faturaram US$ 377,070 milhões, em comparação com US$ 323,241 milhões em janeiro de 2009.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil embarcou 30,442 milhões de sacas, para uma receita de US$ 4,322 bilhões. No mês de janeiro, o número sobre a participação porcentual por qualidade nas exportações mostra que o arábica respondeu por 89% das vendas, o solúvel por 9% e o robusta por 2%.

Com relação às exportações de café robusta, assim com as do arábica, devem aumentar no segundo semestre, quando o Brasil terá disponível a safra nova. "A oferta de robusta deve melhorar no segundo semestre, e os preços brasileiros não estão fora de mercado", disse Guilherme Braga, diretor-executivo do Cecafé.

Em janeiro, os maiores compradores do café nacional foram: Alemanha (521.083 sacas), Estados Unidos (384.492 sacas), e Itália (254.794 sacas).

O Cecafé destaca, ainda, que as vendas para a Rússia tiveram bom desempenho em janeiro. Tradicional consumidor de café solúvel, a Rússia importou em janeiro 81 mil sacas, das quais 44 mil sacas de café verde. Em 2009, aquele país adquiriu 12 mil sacas, das quais sete mil de café solúvel. O aumento no volume adquirido fez a Rússia saltar do 23º lugar em janeiro de 2009 para o sexto lugar em janeiro de 2010, entre os principais compradores de café brasileiro.

Os principais portos de embarque foram: Santos, com uma participação de 77,8% no volume embarcado, Vitória, com 11,4%, e o Rio de Janeiro, com 9,4%.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

EXCLUSIVO NEWS CAFEICULTURA - Falta de chuva no Espírito Santo deve causar quebra da safra de café em 30%

EXCLUSIVO NEWS CAFEICULTURA - Falta de chuva no Espírito Santo deve causar quebra da safra de café em 30%





NEWSCAFEICULTURA - A estiagem que vem castigando o estado do Espírito Santo, desde novembro de 2009 até agora, onde choveu menos da metade do que era esperado para o período, em praticamente todas as regiões do estado. Na região Serrana capixaba, onde está o café arábica, a seca é um pouco menos intensa. Choveu no período entre 20 e 30% abaixo do esperado.

As lavouras de café já sofrem os efeitos da alta temperatura, nem a irrigação está conseguindo evitar o problema. A falta de chuvas neste período, associada a temperaturas elevadas (há casos de 3 a 6º acima da média), provocam prejuízos para toda a agricultura capixaba.

A safra de café do Espírito Santo, que segundo a Conab, com estimativa de boa produção na safra/2010, está comprometida pela seca, segundo apurou a redação do News Cafeicultura, algumas fontes consultadas, apontam, para o Conilon uma queda de safra entre 20 e 25%, para o café arábica uma quebra de cerca de 15% para o café irrigado e 30% para o não irrigado.

Segundo o Secretario Estadual de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, “os técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa e Assistência - Incaper, finalizarão a estimativa de perdas na próxima semana”, Bergoli, antecipa que os efeitos são mais graves para o café Conilon.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Aécio diz que falta maior compreensão do governo federal sobre valor econômico e social do café

Aécio diz que falta maior compreensão do governo federal sobre valor econômico e social do café





O governador Aécio Neves (PSDB) esteve em Guaxupé, Sudoeste de Minas, na quinta-feira (04) para a inauguração do novo aeroporto do município, mas na sua coletiva à imprensa falou de grandes temas nacionais, como a crise que assola os produtores de café. Recepcionado por 28 prefeitos, o governador chegou ao município acompanhado pelo vice-governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e por políticos, entre os quais o presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado federal Carlos Melles (DEM-MG).

“Falta por parte do Governo Federal uma compreensão maior da importância da cafeicultura, seja do ponto de vista econômico, mas mais importante até do que o ponto de vista econômico, o ponto de vista social”, disse o governador, enfatizando que “a cafeicultura é o segmento que mais emprega no Estado de Minas Gerais, por exemplo. Temos cerca de 400 municípios que têm na cafeicultura sua principal atividade econômica”.

Embora seu governo seja cobrado por alguns setores da produção cafeeira por uma ação mais consistente junto ao governo federal, o governador destacou que o problema é de decisão do governo. “Tive várias reuniões com o presidente Lula sobre esse assunto. Tive inúmeras reuniões com o ministro da Fazenda. Muitas das nossas demandas não foram ainda atendidas. É preciso que haja garantia de preço, é preciso que haja garantia de estoque regulador, é preciso que haja uma renegociação correta das dívidas dos nossos produtores.

E, infelizmente, não tivemos ainda, por parte do Governo Federal, essa visão estratégica do que é a cafeicultura”, frisou Aécio Neves, para em seguida alfinetar, dizendo que “o que posso garantir é que, no momento em que estivermos no governo, vai haver uma relação diferente com a cafeicultura. A cafeicultura, repito, para Minas Gerais é a mais importante atividade econômica e a mais importante atividade social”. Fonte: Coffee Break