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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Hibernação do mercado.

A Hibernação do mercado.

O mercado do café parece que entrou em estado de hibernaçao, como os ursos que se escondem no inverno o mercado nos da à mesma sensação.
A Conab divulgou ontem novos números dizendo que os estoques de passagem da safra 2009/10 da iniciativa privada será de 4.683 milhões de sacas no dia 31/03/10. Para traduzirmos melhor essa informação do dia 31/03/10 que é a data que a Conab estima que teremos essa quantidade de estoque estaremos ainda a 90 dias antes do começo oficial da colheita de café brasileira safra 2010/11 e se permanecermos sem exportar nem um saco de café até o dia da nova colheita ,o que me parece pouco provalvel ,com o começo da safra oficial dia 01/07/10 , e um consumo normal ,não se falando que estaremos perto do inverno no hemisfério sul, ou seja época de consumo maior, consumo esse divulgado pela Abic por volta de 18 milhões de sacas de café ou seja 1.5 milhões ao mês 4.5 em 90 dias ,estaremos no começo da safra nova sem café.
Como para bom entendedor pingo seria uma letra e que a exportação não irá parar nem um dia neste período os números volta a nos mostrar uma discrepância no mínimo ridícula, para não dizer desonesta.
Como não existe uma movimentação de se prevenir contra uma falta de matéria prima desta?
Como os preços não reagem?
O que falta de noticia que faça o mercado subir?
As operações de compra de café via opções pelo governo mostra uma entrega no mês de novembro de 85% mostrando a necessidade do produtor pelo preço oferecido nas opções.
As cotações de café inferiores de bebida tipo bebida rio em torno de R$195,00 e cafés um pouco melhores de bebida duro/riado não vão pra lado nenhum ficando na casa dos R$245,00 não remunerando a ninguém, preços por saca de 60 kg de café praticados na Praça de Manhuaçu/MG.
Na ICE bolsa de comodities em NEW York o mercado se lateraliza depois a 147,95 cents de dólar por libra peso no dia 19/10/09 voltou a fazer um topo inferior de 146,85 cents de dólar por libra peso no dia 05/11/09 e agora após uma pequena correção o mercado parece que ira se lateralizar no valor de 142,70 tambem cents de dólar por libra peso e testara novo fundo, fundo este 133,05 testado no dia 13/11/09 para subir temos resistência em 145,10 e a 146,85 para buscar o topo, para o caso da queda temos suporte técnico em 137.00 depois a 135,95 a perda deste suporte iremos testar o fundo 133,05.
Esperemos que não se forme um novo fundo abaixo de 133,05 que não seria salutar para o mercado.
O dólar continua sua direção baixista apesar dos esforços do governo brasileiro, outros paises de origem estão tendo problemas climáticos como nós produtores brasileiros o que provavelmente acarretara em quebra de produção e qualidade.
Com tantas noticias boas só nos resta entregar o café das opções para o governo e esperar que o governo promova novas compra agora com cafés de bebidas inferiores subsidiando nossa produção, pois parece à única alternativa para tirar esse mercado da hibernação e termos melhores preços.
Continuem cuidando dos vossos patrimônios, suas lavouras, pois é época delas, para a situação não se agravar.
Fiquem com Deus e tenham todos uma boa semana
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhuaçu MG
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01/12/2009 18:39
CAFÉ: ESTOQUE PRIVADO DEVE CAIR PARA 1,2 MI SCS EM 2010/11 - CONAB





SAFRAS (01) - O estudo da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) sobre o mercado de café com prospecção para safra 2009/10 aponta que os estoques privados do grão em 2009/10 (temporada abril/março) cairão de 14,656 milhões de sacas em 2008/09 para 4,683 milhões de sacas. E o estoque privado em 2010/11 cairia para 1,210 milhão de sacas. O estudo é assinado pelo analista de mercado da Conab, Jorge Queiroz.

A última posição oficial dos estoques privados, segundo a Conab, indicava os estoques em 14,6 milhões de sacas. Com uma produção de 39,0 milhões de sacas em 2009/10, a oferta total é indicada em 54,184 milhões de sacas. Descontando-se exportações de 32 milhões de sacas e consumo interno de 17,5 milhões de sacas -o que leva a demanda total de 49,5 milhões de sacas -, o estoque privado cairia a 4,683 milhões de sacas ao final de 2009/10 (31 de março de 2010).

Com o estoque inicial privado de 4,683 milhões de sacas e produção avaliada preliminarmente em 44,027 milhões de sacas em 2010/11, chegaria-se a uma oferta total do Brasil de 49,235 milhões de sacas na temporada. Deduzindo dessa oferta total, o consumo interno (18,025 milhões de sacas) e as exportações (30,0 milhões de sacas), os estoques finais 2010/11 cairiam a "míseros" 1,210 milhão de sacas. Vale lembrar que em 2011/12 o ciclo bienal da cultura no Brasil seria de baixa produção, com um estoque mínimo.

O quadro de oferta e demanda, aponta o relatório, sugere que para o próximo ano, as cotações dos cafés arábica e conilon - deverão se deslocar para um patamar superior, tendo em vista a escassez prevista, com esse estoque privado 2010/11 de apenas 1,21 milhão de sacas. "Certamente o mercado deverá trabalhar numa faixa muito estreita entre a oferta e a demanda", indica a análise de Jorge Queiroz.

Segundo o relatório, com relação ao panorama internacional a expectativa para o ano 2010/2011, é de que venhamos a ter um mercado relativamente equilibrado, chegando-se a um estoque final de 32,8 milhões de sacas, que seria suficiente para atender a cerca de três meses de consumo mundial.

"Já com relação ao mercado interno, a previsão é de que a oferta ficará muito justa frente à demanda. A produtividade dos cafezais de arábica sofrerá uma redução de 4%, o que resultará numa safra de 44,027 milhões de sacas.

Deduzindo da oferta total, o consumo doméstico e as exportações, sobraria um estoque final de 1,21 milhão de sacas, quantidade insuficiente para atender adequadamente a demanda", comenta o relatório.

EXPORTAÇÕES

De acordo com as prospecções da Conab, estima-se que as exportações totais de verde, solúvel e torrado -, para o próximo ano-safra de 2010/2011, deverão atingir o volume de 30,0 milhões de sacas, um pouco abaixo do que deverá ser exportado neste ano-safra de 2009/2010 32,0 milhões de sacas. Essa redução deverá ocorrer em função da tendência de desvalorização do dólar, coloca a Conab. A moeda norte-americana nos últimos oito meses já sofreu uma retração de quase 20%. E tudo leva a crer que o real irá se valorizar ainda um pouco mais, indica. Muitos investidores continuam a dirigir partes substantivas dos seus
portfólios de investimento para o Brasil. O país hoje é considerado um dos quatro principais destinos do capital estrangeiro. Por mais que o Banco Central tenha se esforçado até aqui para tentar equilibrar a entrada desse fluxo maciço de divisas, se posicionando na ponta de compra, o resultado prático é que o real continua na sua rota de valorização. No primeiro trimestre de 2010 o dólar deverá estar cotado a R$1,60, estima o relatório.

Veja tabela com a oferta e demanda do Brasil de café de 2007/08 a 2010/11, segundo relatório da Conab de Prospecção para a Safra 2009/10:

OFERTA & DEMANDA - BRASIL - ANO SAFRA ABRIL/MARÇO
(em 1.000 sacas de 60 kg)
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Safra Estoque Produção Leilões Importação Oferta Consumo
Inicial Grão Governo Total Total Total
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07/08 21.839 36.070 1.019 3,6 58.931 16.500
08/09 14.629 45.992 540 4,2 61.166 17.000
09/10 16.656 39.003 521 4,0 54.184 17.500
10/11** 4.683 44.027 521 4,0 49.235 18.025
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Safra Exportação Demanda Estoque
Grão Cru Torrado(*) Solúvel Total Total Privado
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07/08 24.366 129,2 3.307 27.801 44.302 14.629
08/09 25.820 180,0 3.510 29.510 46.510 14.656
09/10 27.928 202,4 3.870 32.000 49.500 4.683
10/11** 26.181 189,8 3.629 30.000 48.025 1.210
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Fonte: Conab com dados da Embrapa - MDIC/SECEX - IBGE - Mapa/SPAE - ABIC - OIC
Elaboração: Conab/DIGEM/Sugof
Estoque público de café em poder da Conab em setembro/2009: 99.283 sacas (não incluso no quadro) (*) Torrado e Moído (**) Previsão
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(LC)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A natureza não irá perdoar

A natureza não irá perdoar

O ser humano vive na terra milhares de anos, e desde que o homem conseguiu domínio sobre o fogo e depois sobre técnicas de agricultura houve a possibilidade de se firmar em áreas e a proliferação da raça humana, a proliferação trouxe com ela o uso da natureza e sua degradação.
Os descobrimentos metais preciosos, pedras, madeiras exóticas que sempre chamaram a atenção do ser humano trouxe com seu descobrimento a ganância e a destruição da natureza.
Com o começo da chamada era moderna, onde pessoas se aglomeraram cada vez mais em cidades, a urbanização ficou inevitável e a necessidade de degradação também.
A industrialização a busca novas tecnologias que trazem conforto para o ser humano aumentou trazendo ainda mais degradação e poluição.
A queima de combustíveis fosseis para produção de energia, seja ela elétrica, de locomoção ou movimentação de maquinas se tornou inevitável, aumentando a emissão dos gases estufas.
Tudo parecia que a população da terra estaria indo para o paraíso, paraíso terrestre.
Só que novamente a ganância cegou a todos e se esqueceram que a degradação não teria mais volta e um processo de seleção natural estava se formando.
Em dezembro próximo os governantes dos paises mais evoluídos, diga se mais poluidores e gananciosos se enfrentarão em debates que não levara a nada, pois ninguém ira abrir mão de nada, seus lucros e poderio que vem com a tecnologia.
Irão atirar para todos os lados procurando culpados pelo estrago que esta feito, e este demorarão a nos para ser refeito, se começarmos agora, como não existe vontade política nem disposição para uma mudança radical o processo seletivo vira e com muito rapidez e força que poderemos imaginar.
Vão dizer que é a China com sua nova indústria, que é o EUA com sua ganância, que somos nos brasileiros com o desmatamento.
A questão é que todos nós sem distinção somos poluidores e somos culpados, só de imaginar e jogarmos a culpa no próximo já está sendo culpado na mesma proporção, tem que haver uma mudança de conduta do ser humano.
Teremos que produzir menos carros celulares, caminhões, desmatar menos, usar menos combustível fosseis uma volta a uma era de menos stress.
A natureza já começou com seu processo de mudança e isso é inegável com as imagens que nos chega de todas as partes do mundo com enchentes furacões, tufões e todo tipo de desastre climático. Uma fórmula que não irá fechar, com o aumento da população, precisaremos de mais alimento, portanto mais área agricultável, de uma locomoção maior mais gente para transportar mais energia, portanto uma queima maior de combustíveis fosseis, uma formação de lixo maior que irá se acumular no planeta um futuro não muito agradável e não imaginável.
A genética Humana é da destruição foi assim que nos firmamos no planeta.
A milhares de anos o planeta foi habitado por grandes répteis os dinossauros eram eles que dominavam e habitavam o planeta, sua destruição é discutida no mundo todo sem chegar a nenhuma teoria consistentes deles só sobraram esqueletos, e do ser humano o que sobrará, com certeza:
A mãe Natureza não perdoa.

Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhuaçu MG

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jair Coser, da Unicafé a maior exportadora de café do Brasil critica política cambial





26/11/2009

Maior exportador de café critica política cambial e câmbio pode prejudicar receita do próximo ano

O capixaba, radicado no Rio de Janeiro, Jair Coser, da empresa Unicafé, foi homenageado nesta quarta-feira, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) como maior exportador de café do mundo. O evento ocorreu no encerramento do 29º Encontro Nacional dos Exportadores (Enaex), na sede da Federação das Indústrias do Rio (Firjan).

A esta coluna, Coser se queixou da excessiva valorização do real ante o dólar.

"Se a política cambial não mudar, os produtores de café terão problemas crescentes. No início do ano, parecia que a remuneração seria boa, mas a alta do real afeta diretamente a produção e exportação", disse.

Segundo Coser, a cotação em dólares para a saca de 60 kg está boa, mas a remuneração em reais é decepcionante. Garantiu que não está cobrindo os custos de produção e, consequentemente, tira o Brasil da competição.

Este ano, o café deverá praticamente repetir os resultados de 2008: 30 milhões de sacas exportadas e receita cambial de US$ 4,5 bilhões. Mas, para 2010, afirma Coser que haverá queda na produção e na exportação, exclusivamente em razão do problema cambial.

"É claro que isso não é ruim só para o café. O real valorizado prejudica todos os produtos agrícolas e também os manufaturados. Não podemos ter a moeda que mais se valoriza no mundo", acentuou.

Segundo ele, o produtor de cafés finos chegou a receber, no início do ano, R$ 280 por saca e hoje não consegue mais do que R$ 230.

Informou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, que praticamente todos os produtos agrícolas tiveram queda nas vendas externas de 2008 para 2009. Só açúcar e álcool subiram e por uma razão especial: quebra na safra da Índia. As informações parte do Monitor Mercantil / AGRO-CIM.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bird prevê alta de 20% nos preços agrícolas


Valor Econômico


25/11/09

Cenários: Aumento ocorrerá no período 2009-2018 comparado à 1999-2007; fundos de índice influenciam

Assis Moreira, de Genebra

O Banco Mundial (Bird) projeta uma alta média de 20% nos preços reais das commodities agrícolas durante o período 2009-2018 comparado com o intervalo 1999-2007, e maior volatilidade nas cotações, de acordo com fontes da instituição em Washington. A tendência é de as commodities agrícolas se tornarem mais expostas a riscos sistêmicos e volatilidades, na medida em que os mercados de alimentos ficaram mais integrados com os de outras commodities e com o mercado financeiro.

A volatilidade na área financeira se reflete nos mercados agrícolas por meio de vínculos com os fundos de índices de commodities. Além disso, as mudanças na frequência, distribuição e intensidade de chuvas causam mais impactos na produção, estimam técnicos do banco.

Os investimentos em índices de commodities devem alcançar este ano US$ 60 bilhões, com os investidores diversificando suas aplicações num cenário de queda de dólar americano. O total investido, até hoje, nesses índices deve ficar próximo dos US$ 240 bilhões em dezembro, de acordo com o Barclays Capital, de Londres.

Segundo fontes, o Banco Mundial trabalha com a projeção de alta média de 20% nos preços agrícolas nos próximos anos, levando em conta também o fato de que os baixos estoques de grãos aumentaram igualmente a sensibilidade das cotações a choques de oferta e demanda. Ou seja, tudo conduz a mais incertezas no futuro, e a convergência de "choques de volatilidade" pode levar a uma mudança rápida e profunda nos preços agrícolas, como ocorreu em 2008.

A menor demanda por causa da recessão internacional e a baixa no preço dos combustíveis ajudaram a derrubar as cotações internacionais de alimentos, atenuando os temores de nova crise nos mercados. Em setembro, os preços baixaram 2% em relação ao segundo semestre, e o custo de fertilizantes caiu 22%.

No entanto, os preços agrícolas ainda eram 23% mais altos em setembro do que a média de 2006. As cotações do arroz ainda estavam 80% mais elevadas do que no começo de 2006, apesar da queda de 43% desde o pico do ano passado. O preço do milho continuou mais alto em 43%. O custo do fosfato ainda é o dobro do preço do começo de 2006.

O declínio nos preços globais de grãos não se traduziu necessariamente na baixa do custo em vários países, com as condições locais pressionando de maneiras diferentes. Algo significativo é que vários países baixaram tarifas e restrições à exportação de alimentos. Afinal, o acesso ao mercado global é considerado essencial para a segurança alimentar.

Em avaliação publicada ontem, o Barclays Capital destaca um relatório da embaixada dos Estados Unidos em Pequim, estimando queda na produção chinesa de milho, trigo, algodão e de soja no período 2009/2010.

No caso da soja, a estimativa é de que a produção seja 11 milhões de toneladas menor, enquanto as importações vão ser moderadas, ficando em 39 milhões de toneladas, em razão dos altos estoques acumulados este ano. A produção de trigo cairia 6%, a de milho, 9% e a de algodão, 15%, segundo os americanos. E tudo o que acontece na China tem efeito no mercado internacional.
Congresso aprova crédito de R$ 782 milhões para execução de preços mínimos
(25/11/2009 17:43)

O presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado Carlos Meles (Democratas-MG), informou que o Congresso Nacional aprovou agora há pouco (25/11) o Projeto de Lei (PL) 079/2009, que abre ao Orçamento Fiscal da União crédito suplementar no valor global de R$ 782.710,706,00, em favor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no âmbito da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, para reforço de operações, como a formação de estoques públicos. “O ministro Reinhold Stephanes está muito agradecido ao Congresso, disse que está era a melhor notícia que se podia ter no momento”, comentou Carlos Melles, ao final de reunião no Ministério. Em discurso no plenário da Câmara, no início da tarde desta quarta-feira, o deputado Carlos Melles defendeu a aprovação do crédito. “É extremamente importante para preços mínimos de garantia, para cumprir medidas de governo para o milho, arroz e café, produtos que geram empregos e prejuízos aos produtores e a política do governo agora vem clareando esse pecado que há no processo agrícola”, disse Melles, destacando que “do valor total de R$ 782 milhões, R$ 400 milhões é do Funcafé, dinheiro que não é do Tesouro, é do produtor de café, e a complementação de R$ 300 milhões é do superávit”, disse. Ainda segundo Melles “dessa forma é fundamental para que o país possa cumprir minimamente uma política agrícola decente, justa com os produtores, e muito especialmente com o café, que vem ao longo de mais de 6 anos tendo os prejuízos e alimentando emprego e renda para o país, mas não para o produtor”. “Foi bom o deputado Carlos Melles falar antes de mim, se não é o maior especialista em café no Congresso, e o maior especialista que eu conheço. Ele faz um trabalho dele com muita correção, defende a lavoura do café, ele está na luta do café, mas também está na luta dos aposentados, então eu quero parabenizá-lo duplamente. Eu vou votar a favor do projeto do café”, disse o deputado baiano José Carlos Aleluia, do Democratas. De acordo com Melles, um acordo entre a Comissão Mista de Orçamento e os líderes no Congresso possibilitou a aprovação do crédito, fator fundamental para viabilizar a execução da Política de Garantia de Preços Mínimos de algumas culturas, sobretudo do café. A aprovação deste suplemento de crédito permitirá agora ao governo exercer a totalidade do programa de compra de café para formação de estoques públicos por intermédio dos leilões de opções já realizados e da linha de AGF, aquisição do governo federal. O projeto inicial previa a dotação de R$ 482 milhões, que foi modificado em 16 de novembro, ampliando o crédito em R$ 300 milhões.

As informações partem do Carvalho News.


Fonte: Café e Mercado

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Não há atalho no câmbio

Não há atalho no câmbio
(23/11/2009 16:41)

O NOVO imposto sobre operações financeiras (IOF) anunciado recentemente pelo governo, incidente nas aplicações feitas no exterior com lastro em ações de companhias brasileiras, surge na tentativa de eliminar uma distorção que ameaçava trazer prejuízos à Bovespa.

A criação, vale lembrar, do IOF de 2% sobre os ganhos de estrangeiros com títulos de renda fixa e ações, no mês passado, procurou diminuir a entrada de dólares no país. Mas, como efeito colateral, produziu um estímulo à migração de parte dos negócios com ações da Bovespa para a Bolsa de Nova York. É esse defeito que a nova medida procura atacar.

O próprio governo reconhece que a taxação não modifica a tendência de queda do dólar em relação ao real. Com as taxas de juros das principais economias próximas de zero, o Brasil se destaca, combinando desempenho econômico relativamente favorável e juros ainda elevados.

Nesse contexto, tampouco teria impacto sobre o real a permissão para que fundos de investimento doméstico ampliassem as aplicações no exterior, medida em estudo no governo. Diante da baixa rentabilidade de investimentos em dólar, nem mesmo a pequena margem já existente para esse tipo de aplicação vem sendo totalmente utilizada.

Medidas pontuais e experimentais no câmbio, apesar de bem intencionadas, tendem a ser pouco eficazes. O Brasil precisa erguer proteções mais duradouras contra a excessiva valorização da moeda. É preciso remover os entraves para baixar mais a taxa de juros.

Reduzir o gasto público e aumentar a poupança fiscal é uma diretriz óbvia -a qual, no entanto, nem sequer tem sido considerada no governo federal.

Não há atalhos para enfrentar os males associados à apreciação da moeda doméstica.

As informações partem da Folha de São Paulo.

Café e Mercado

sábado, 21 de novembro de 2009

Conab apresenta prospecção para mercado de café
(20/11/2009 15:40)

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresentou um relatório sobre prospecção de mercado, visando analisar os aspectos mais significativos das principais culturas nacionais. O café também teve seu relatório, assinado pelo especialista Jorge Queiróz. Segundo o relatório, a perspectiva de produção para esta safra, 2009/2010, é de 39,00 milhões de sacas, sendo que em 2009 os pomares de café, notadamente os de arábica, estão sofrendo os efeitos de um fenômeno climático conhecido como bianualidade negativa, que provoca na planta um estresse fisiológico que compromete sua capacidade produtiva. No que se refere aos preços, o relatório aponta que o valor médio em 2009 no mercado físico para o café arábica tipo 6, bebida dura, se encontra 2,32% abaixo do preço mínimo atual, que é de R$ 262,69. "Esse descompasso tem afetado bastante a rentabilidade do produto e, por conseguinte, a sua performance. Evidentemente, que esse será um dos fatores que acabará contribuindo negativamente para o resultado da próxima safra. Certamente que muitos desses produtores terão dificuldades em realizar os tratos culturais adequados, na época propícia e isso resultará numa possível redução da produtividade", dispõe do relatório. Outros fatores deverão influenciar no tamanho da próxima safra, segundo a prospecção. As despesas relacionadas à mão-de-obra – que em geral gira entre 35% a 50% do custo de produção de uma saca - foi outro item que teve um crescimento bem representativo. Essas elevações de preços têm sido sentidas de uma forma mais intensa por parte de uma parcela dos produtores brasileiros - os pequenos e os médios -, que na verdade representam cerca de 80% dos cafeicultores nacionais. Além de ter um peso considerável na composição do custo de uma saca de café, a mão-de-obra está começando a ficar escassa. Muitos desses trabalhadores estão sendo aproveitados em outras culturas concorrentes, como é o caso, por exemplo, da cana-de-açúcar. "Um outro fator que está contribuindo para prejudicar os ganhos dos produtores, está relacionado às chuvas que neste ano se precipitaram de uma forma mais intensa, nas principais regiões produtoras de café, exatamente nos meses em que estava se intensificando a colheita. Com isso a qualidade do produto apurado deverá ficar, pelo menos, parcialmente comprometida, redundando em preços menores para esse cafeicultor", aponta o documento. O relatório ainda ressalta que as exportações brasileiras se mantêm firmes, sendo que no primeiro trimestre de 2009 elas atingiram 7,34 milhões de sacas, o que significa um incremento de 9,22% em relação ao mesmo período do ano passado. "Entretanto, paradoxalmente, quando se observa os números relacionados às receitas provenientes dessas exportações, nos deparamos com uma situação totalmente diversa daquela referente à apuração dos volumes exportados. Enquanto no primeiro trimestre/2009 houve um incremento de 9,2% no volume exportado, em relação a idêntico período do ano anterior, quando se observa os dados referentes às receitas, constata-se um decréscimo de 7,55%. Os números relativos às exportações do segundo trimestre/2009, indicam a ocorrência de um incremento ainda mais significativo do volume exportado - 19,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Constata-se, no entanto, que as receitas tiveram um recuo de 4% no mesmo período", observou o pesquisador Queiróz em seu relatório. "Com relação ao panorama internacional a expectativa para o ano 2010/2011, é de que venhamos a ter um mercado relativamente equilibrado, chegando-se a um estoque final de 32,8 milhões de sacas, que seria suficiente para atender a cerca de três meses de consumo mundial. Já com relação ao mercado interno, a previsão é de que a oferta ficará muito justa frente à demanda. A produtividade dos cafezais de arábica sofrerá uma redução de 4%, o que resultará numa safra de 44,027 milhões de sacas. Deduzindo da oferta total, o consumo doméstico e as exportações, sobraria um estoque final de 1,21 milhão de sacas, quantidade insuficiente para atender adequadamente a demanda", complementou a análise apresentada pela Conab.

As informações partem da AgnoCafé.
Ataque de praga - Lagartas estão destruindo lavouras de café no Sul de Minas
(20/11/2009 16:50)

O Sincal que é Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite, acaba de encaminhar um alerta para a destruição de lavouras cafeeiras no sul de Minas pelo ataque de lagartas.

Vejam o alerta do Sincal,

Lagarta Nos Cafezais, estamos presenciando ataques alarmantes de lagartas nos cafezais do Sul de Minas. Trata-se de uma Lagarta denominada cientificamente de: eacles imperiallis magnifica, a qual possui hábitos noturnos e a fêmea, uma mariposa, de coloração amarelada, com manchas negras na parte dorsal, além, de uma listra de coloração lilás sobre as asas.

As mariposas colocam até 150 ovos sempre na superfície superior das folhas, e o período de incubação na faixa de 6 a 12 dias. Após a eclosão, as lagartas começam a devorar as folhas, e ficam nesse estádio, de 30 á 37 dias. Após esse período, tornam-se fase de crisálida, com duração de até 40 dias, repousando na superfície do solo.

Os cafeicultores precisam atentar ao fato da voracidade de tal praga e combatê-la na fase jovem de lagarta, nos primeiros instares. Os produtos testados com bons resultados foram os piretróides, principalmente a Deltametrina e, quando aplicado, no período noturno, para atingir a lagarta por contato.

Dentre os diversos aspectos que levam a incidência da referida praga, destaca-se o desequilíbrio ecológico, pelo uso irracional de inseticidas. As informações partem de Armando Matielli Eng. Agrônomo com MBA na FGV, Cafeicultor e Sindicalista e é Presidente Executivo da SINCAL Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite.

As informações partem da Revista Cafeicultura.


Fonte: Café e Mercado