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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra

19/11/2009 18:02
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra


Agência Estado

Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 17h52

Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra

SILVANA ROCHA

O dólar comercial foi negociado em alta hoje durante todo o dia e fechou as operações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,734, variação de 0,99% em relação a ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,75% e fechou a sessão a R$ 1,728. Apesar da alta de hoje, a moeda americana acumula em novembro baixa de 1,25% e no ano, de -25,74%.

A taxa de câmbio foi pressionada hoje pelo ambiente externo, de aversão ao risco, e expectativas de que o governo brasileiro pode ainda anunciar nova regra para o câmbio. Este sentimento persiste no mercado porque o lançamento ontem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% na emissão de recibos de ações de empresas brasileiras negociados no exterior (DRs) foi considerado um complemento daquela medida adotada há um mês (IOF de 2% sobre ingresso de capital estrangeiro para renda fixa e variável), permitindo equalizar o tratamento tributário aqui e lá fora. Diante da percepção de que o governo está disposto a levar o dólar para outro patamar, de forma gradual, sem estresse e sem gerar riscos de pressão sobre a inflação, o que poderia exigir aumento de juros, os agentes do mercado acreditam que algo novo ainda está por vir, disse o economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

Segundo Daoud, a questão central é saber como o País vai crescer a um ritmo de 5% a 6% ao ano, com aumento da demanda interna por meio de incentivos monetário e fiscal, mas controlando a inflação, de forma que a oferta de produtos acompanhe essa demanda e, para isso, precisa de investimentos. "Se não consegue elevar a oferta interna, a compensação ocorre por meio de importações e esta entra no cálculo do PIB com sinal negativo. Assim, se aumenta muito o dólar rapidamente, não há como aumentar a oferta interna para suprir a demanda, o que gera um processo inflacionário, com consequência de aumento de juros", explicou.

No exterior, a Coreia do Sul lançou medidas para conter a volatilidade do câmbio e a Rússia informou estudar formas de controlar o fluxo de capital entre fronteiras, incluindo a possibilidade de cobrar um "imposto Tobin" sobre transações cambiais internacionais. Assim, houve espaço para o dólar subir pela manhã ante o euro e outras divisas, como a libra esterlina. Contudo, à tarde, a moeda norte-americana já devolvia os ganhos ante o euro.
Preço de exercício mais elevado do que o valor de mercado torna[br]vendas do produto ao governo bom negócio

A venda de café ao governo é um bom negócio para os produtores que participaram dos leilões de contratos de opção, cujo primeiro vencimento ocorreu sexta-feira. A opção de entrega ao governo deve se confirmar porque o preço de exercício de R$303,50 a saca de 60 quilos é mais elevado do que o valor de mercado (cerca de R$265/R$272 a saca). O período de entrega vai até 30 de novembro.

Nesse primeiro vencimento, 1 milhão de sacas deverão ser retiradas do mercado, no limite de 400 sacas por produtor. O exercício da opção para o primeiro lote resultará em valor líquido recebido pelo cafeicultor de R$288,80 a saca, conforme cálculo do pesquisador Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura paulista. "O preço de exercício vai garantir subsídio de 5% a 10% em relação ao preço de mercado, dependendo da origem do grão. O preço das opções foi bem calibrado." Com o exercício das opções, o cafeicultor ganha algum fôlego com remuneração de parte dos custos, podendo manter a estrutura produtiva.

Pela análise de Vegro, o produtor "deixou de amealhar mais vantagens" por causa das chuvas fora de época, que prejudicaram a qualidade dos grãos na colheita. Conforme Vegro, constituir um lote de 400 sacas de café tipo 6, bebida dura, tem exigido, em média, mais de 500 sacas de produto bica corrida, o que acarreta maiores despesas com o beneficiamento duplo. O especialista considera que alguns aspectos podem ser aprimorados para os próximos vencimentos, como uma flexibilização na regra de qualidade para entrega dos lotes e a liquidação financeira dos contratos.

As informações partem de O Estado de São Paulo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Produtores de café voltam a pedir socorro ao governo
(18/11/2009 09:09)

Os produtores de café voltaram ontem a pedir novas medidas de apoio ao governo. Em reunião no Ministério da Agricultura, dirigentes e políticos ligados ao setor apelaram pela criação e alteração de normas que poderiam beneficiar os produtores.

Uma dessas medidas, porém, corre risco de não sair do papel. O governo avalia permitir, por meio de voto enviado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), o refinanciamento das dívidas dos cafeicultores diretamente com cooperativas de crédito.

Ocorre que a linha de R$ 100 milhões do Fundo de Defesa da Economica Cafeeira (Funcafé) é repassada por agentes financeiros, que têm obrigação de assumir 100% do risco das operações. E os bancos não estariam dispostos a operar dessa forma. O Ministério da Fazenda já foi informado do desacordo. A linha ofereceria remuneração de 4,5% ao ano aos bancos e os produtores teriam limite "extra" individual de R$ 200 mil, além do limite atual de R$ 400 mil.

O governo federal também estaria disposto a alterar as regras para Cédulas de Produto Rural (CPRs) ao equiparar tratamento para operações contratadas até 30 de setembro e a partir de 1º de outubro deste ano. Em ambos os casos, a quitação da dívida passaria a ser 31 de outubro de 2010. A primeira parcela poderia ser paga até 12 meses depois da data da contratação. "Estou otimista porque temos boa receptividade no governo e acho que podemos avançar nesses pontos", acredita o deputado Carlos Melles (DEM-MG).

Na reunião realizada ontem, os produtores foram informados de que foi finalizada a regulamentação sobre a conversão das dívidas do Funcafé atreladas à linha Dação em Pagamento e à Estocagem pelo equivalente em sacas de café. Mas será preciso procurar os agentes financeiros.

No caso das compras diretas do governo (AGFs), os cafeicultores já poderiam iniciar a entrega do café nos armazéns credenciados pelo Ministério da Agricultura. Para as operações de custeio e colheita a vencer até o próximo ano, e financiadas pelo Funcafé, o setor pediu a alteração do vencimento da primeira parcela de 20% para o fim de 2010. Isso teria que ser pago em data prevista ainda para este ano.

Também solicitou prorrogação automática, sem necessidade de comprovação de incapacidade de pagamento. "Houve simpatia do governo, mas ainda vamos voltar a nos reunir para tratar do tema", informou o deputado Carlos Melles.

As informações partem do Valor Econômico, noticiou o Notícias Agrícolas.
OPINIÃO - Confiar em quem?
(17/11/2009 17:05)

"Somente o tempo diz, que confiança é vidro, que ganância é pedra, que desprezo é arrependimento, que ilusão é tombo, que mentira é espelho."

Após um ano de gestação, o grupo de trabalho criado pelo Ministro da Agricultura Reinholds Stephanes e comandado pelo Sr. Manoel Bertone, poderia ter dado à luz a um grande plano para reestruturação da CAFEICULTURA NACIONAL. Entretanto, preferiram provocar um aborto espontâneo, tentando eliminar de uma vez qualquer esperança de mudança na condução da política cafeeira nacional.

Em uma breve analise dos fatos, cheguei a conclusão que este processo de gestação foi interrompido por uma série de fatores abortivos, que foram ministrados em doses pequenas, mas de forma constante. Portanto, é de extrema importância que explicitemos aqui, quais são estes fatores e quem foram os responsáveis pela sua aplicação:

FATOR ABORTIVO
RESPONSÁVEIS

Preço mínimo de R$ 261,69
Assessores

Leilão dos estoques do governo em plena safra
Assessores

Leilão de opções para março
Assessores

Falta de critério no levantamento das dívidas
Assessores

Ministro mal assessorado no negócio café
Assessores




Estes foram os principais fatores que interromperam a geração de um grande plano para a cafeicultura nacional, entretanto, estes responsáveis (irresponsáveis) não alertaram para os efeitos colaterais destes fatores abortivos, efeitos que serão de grande utilidade para nos ajudar a desvendar os mistérios e conluios que rondam a cafeicultura a mais de 13 anos.

1- Como a CONAB pode explicar um preço mínimo de R$ 261,69, se ela mesmo e também o próprio Ministro da Agricultura reconheceram que o custo a nível nacional esta acima de R$300,00 por saca.

2- Quem ou Qual foi a entidade responsável por demonstrar para a conab que a média de produção nacional é de 30 sacas por hectare, levando a este preço de R$261,69? Qual era o interesse por traz destes números que não podiam passar dos R$ 300,00?

3- Por que a Preocupação do Governo e do Ministério da Agricultura em demonstrar segurança para os exportadores em Santos-SP, garantindo que não haveria interrupção de fluxo na exportação de café. Preocupação tão grande, que este garantiu os leilões de estoque em plena colheita, sem se preocupar com as conseqüências para com o produtor.

OBS: Bertone, esteve nesta reunião representando o Ministério da Agricultura.

4- Por que garantir a ancoragem de preços para os exportadores, fazendo os leilões de opção para dezembro, fevereiro e março. Isso foi mais que avisado para o Ministro da Agricultura, e só depois de realizado os leilões ele vem em publico anunciar que os leilões não surtiram os efeitos esperados. Sr. Ministro da Agricultura, os leilões surtiram os efeitos esperados sim, basta saber para quem?

5- Nove meses para se levantar a divida da cafeicultura, que inicialmente era de R$4.2 bilhões e hoje não se sabe se é R$8 ou 10 Bilhões, a ÚNICA CERTEZA É QUE NÃO PAGAMOS DE MANEIRA ALGUMA.

6- Após todas estas atrapalhadas dignas do cinema pastelão, o nosso Ministro da Agricultura chega a conclusão que foi mal assessorado no negócio café. Sr. Ministro, as dividas são nossas (cafeicultores) mas os assessores são de Vossa Senhoria!

Após analisar todos estes fatos, chegamos a conclusão que aqueles que lá estavam para nos defender junto ao governo fazendo parte do grupo de trabalho se esqueceram que: CONFIANÇA É DE VIDRO E SE QUEBRA MUITO FACIL COM A PEDRA DURA DA GANANCIA, QUE ESTE DEZPRESO PELA NOSSA ATIVIDADE VAI SER PASSAGEIRO POIS SABEMOS DE NOSSA IMPORTANCIA E DE NOSSA FORÇA E O VOSSO ARREPENDIMENTO SERÁ TARDIO, POIS A FALSA ILUSÃO DE PODER SE TORNARA VERDADE NO TOMBO DOS FRACOS, E TODOS VOCES PASSARÃO PARA SUAS GERAÇÕES A VERGONHA DE SE OLHAREM NO ESPELHO E VEREM A MENTIRA COMO SUA MARCA DE CARATER!!

Por Silvio Marcos Altrão Nisizaki - silvionisizaki@bol.com.br - Cafeicultor – Coromandel

terça-feira, 17 de novembro de 2009

APAGAO MORAL

Na semana passada tivemos mais um apagão do sistema elétrico no Brasil, foram todos pegos de surpresa inclusive o presidente da maior hidrelétrica do Brasil a Itaipu que gera energia pro boa parte do sul sudeste e centro oeste brasileiros.
O motivo não se sabe, as desculpas nunca se viram piores, parece que nós o povo brasileiros somos todos uns bando de idiotas, fala-se em um problema atmosférico, desmentido pelo impe e severamente repreendido pelo ministro Lobão.
A cafeicultura parece que houve um apagão, os produtores não se organizam não se mobilizam e deixam o setor para as indústrias e exportadores que estes sim estão organizados, e com lobbys fortíssimos para representá-los.
O problema climático que já estamos sentindo, quem trabalha no campo já vem sentindo a diferença há alguns anos, estão se agravando trazendo chuvas fora de hora, secas e todos os tipos de problemas climaticos possíveis.
O governo acredita que financiamento a 6,75% é bom e esta de bom tamanho, compra opções de café pra tentar ajudar, mas mesmo sabendo que a qualidade não ajudou no ano insiste em dificultar o recebimento do café por falta de qualidade.
A exportação não para de bater recordes o que teoricamente seria muito bom se não fosse à falta de sensibilidade de alguns exportadores que simplesmente doaram o nosso café a preços muito abaixo ao preço balizador, que seria a bolsa de New York a Ice ,vendendo a preços que ficariam a 20,25 até 29 abaixo, com isso não recebemos nenhuma valorização de preço no café, pois os exportadores que seriam os nossos representantes também sofreram um apagão e não viram que os produtores não agüentam mais pagar a conta sozinho.
Os números da vergonha é assim que me refiro aos números totalizados entre produção consumo e exportação de cafés brasileiros, pois esses números não batem e o diferencial aumenta o cada ano e ninguém faz nada. Teoricamente se estamos com ano de safra baixa sofrendo com o clima os armazéns de café abaixando seus estoques consideravelmente teríamos que ter melhores preços.
Portanto o apagão não é não foi, e não será simplesmente técnico, parece que estamos vivendo num tempo onde todos se omitem e aceitam desculpas esfarrapadas, é:
UM APAGÃO MORAL!!!

Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

MANHUAÇU 17/11/2009

Mercado de Café - PRECISA-SE DE CAFÉ FINO... ...e barato por favor!

Comentário Semanal - Mercado de Café - PRECISA-SE DE CAFÉ FINO... ...e barato por favor!




Comentário Semanal - 9 a 13 de novembro de 2009 -

por Rodrigo Costa*

Já tem algum tempo que o movimento das commodities e das ações tem tido uma correlação negativa com o dólar estados-unidenses.

O dólar cai, as commodities e as ações sobem. O dólar sobe, as commodities e as ações caem.

Esta semana o dólar desvalorizou 0.50% e o CRB caiu 0.12%, pouco. Mas a maior parte das commodities desmoronaram, inclusive o café. O índice das commodities não caiu tanto em função da alta dos grãos e do ouro.

A moeda americana tem encontrado suporte contra o euro, dando a impressão de que não veremos uma desvalorização muito maior do que os atuais 1.50. Embora possa ser muito cedo para apostar em uma recuperação do dólar devemos observar uma eventual estabilização ao menos, já que a economia americana tem uma dinâmica que pode ajudar o país a voltar a crescer mais rápido do que outros países do velho continente.

O café em Nova Iorque afundou, e a queda nada teve a ver com a situação no físico.

A perda de mais de US$ 10 por saca foi provocada por uma liquidação de parte da posição dos fundos, que ao notarem sinais de fraqueza no mercado resolveram "jogar fora" alguns de seus contratos comprados na tela de dezembro de 2009, ao invés de rolarem para março de 2010.

Os torradores, que por sinal estão atrasados em suas fixações, aproveitaram o momento para comprar um bom volume do livro contra o mês presente, aliviando um pouco o sufoco que estão passando. Sufoco este que normalmente é repassado para o preço do torrado e moído, algo que deixa de ser uma alternativa com a atual crise que o mundo vive.

Por outro lado a escorregada dos preços futuros tornaram ainda mais complicada a tarefa de comprar café dos produtores. E para dar mais "graça" ao desafio, o presidente da OIC e autoridades colombianas confirmaram o que já se "sabia" entre as tradings, que a safra atual do país será ao redor de 9 milhões de sacas.

A OIC também confirmou que o crescimento do consumo mundial está em 1.5%, tendo sido em 2008 um total de 130 milhões de sacas. A entidade atentou mais uma vez que os estoques nas origens estão no nível mais baixo da história, 16 milhões de sacas, porém nos países importadores o nível está em 26 milhões de sacas - um recorde de alta. O leitor sabe que o que ajuda preço não é manter estoques altos na mão de quem consome, e sim na mão de quem produz, assumindo que o último dose as suas vendas para receber preços que almeja. No ciclo que estamos vivendo o caso tem sido este para os cafés finos, ainda que seja ajudado pelo atraso da colheita da América Central e dos programas de apoio do governo brasileiro.

No Brasil a situação que já era desesperadora para aqueles que tem vendas FOB nos livros, ficou pior ainda - quem diria?!. A queda do terminal está tirando mais sangue daqueles que precisam comprar café para honrar seus embarques. O custo da reposição do sweedish está quase a 10 abaixo, bem mais caro do que as vendas de vinte e tanto abaixo que muitos fizeram. Para os cafés mais finos ouvimos que saiu inclusive diferenciais positivos.

O aperto da oferta de café finos inverteu a estrutura dos preços do café na BM&F contra a tela de setembro de 2010, quando supostamente o país colherá uma safra grande. A arbitragem entre NY e SP estreitou ainda mais com a queda da bolsa aqui fora, e se tivermos mais liquidação de fundos podemos ver a diferença diminuir mais.

Parece que os torradores que apostavam em um mercado mais barato não tem mais para onde correr, assim como os intermediários que precisam cobrir seus compromissos. Portanto mesmo que a bolsa continue caindo o físico deve se comportar diferente.

Para aqueles que compraram proteção de preço aproveitem para tomar um pouco de lucro. Aos que precisam comprar, coloquem escalas de compras e usem as volatilidades, que nunca ficaram tanto t empo largadas (baixas).

Tenham todos uma ótima semana e muito bons negócios.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Chuva pode afetar safra do Brasil e Vietnã, principais produtores

OIC - Chuva pode afetar safra do Brasil e Vietnã, principais produtores
(16/11/2009 18:31)

O mau tempo pode ter afetado as safras de café no Brasil e no Vietnã, enquanto a Colômbia segue abaixo de seu nível de produção normal. As informações são da Organização Internacional do Café (ICO), que divulgou semana passada seu relatório anual. No momento em que a temporada do café está em pleno auge nos países exportadores, a última estimativa oficial para a colheita brasileira da safra 2009/2010, que está quase concluída, é de 39 milhões de sacas de 60kg, sendo 18,4 milhões de arábica e 10,6 milhões de robusta", informou a ICO. A organização adverte, no entanto, que as fortes chuvas ocorridas recentemente podem afetar a qualidade da colheita e a floração para a safra 2010/2011.

Primeiro produtor mundial de robusta, o Vietnã também foi afetado pelo mau tempo, que poderá ter impacto sobre a colheita atual. A Colômbia, que registrou em 2008/2009 seu nível de produção mais baixo desde 1973/1974, não parece em posição de voltar aos patamares normais na safra atual, destaca a organização. Já na África, Ásia e América Central, a ICO espera um avanço na oferta do produto.

Na safra 2008/2009, a produção mundial de café somou 128,1 milhões de sacas, contra 118,3 milhões de sacas em 2007/2008. O consumo mundial segue firme e para 2008 foi estimado em 130 milhões de sacas. "O avanço do consumo é essencialmente atribuído ao aumento da produção local nos países exportadores e à demanda em alta nos mercados emergentes", afirma o relatório.

As exportações de café em setembro totalizaram 6,9 milhões de sacas, o que eleva o volume total das exportações na safra 2008/2009 para 97,6 milhões de sacas, contra 96,1 milhões no período anterior, um aumento de 1,57%. "A oferta e a demanda do produto seguem favorecendo preços firmes", concluiu a ICO.

As informações partem do Estado de Minas.


Café e Mercado

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os desafios da sustentabilidade

Os desafios da sustentabilidade





Os desafios da sustentabilidade
Atualmente, muitas empresas do agronegócio começam a se preocupar com o fator sustentabilidade em seus processos de gerenciamento e produção

Diante disso, vários setores iniciaram uma fase de transformações, e isso inclui desde mudanças na forma de consumir energia, de reutilizar resíduos ou mesmo de implementar novos sistemas de geração de insumos.

Sendo assim, garantir uma gestão sustentável pode significar a eliminação de muitos desperdícios em relação a investimentos, recursos naturais e humanos, constituindo ainda uma forma de evitar o surgimento de passivos extras e possíveis ações jurídicas. No entanto, alguns especialistas acreditam que as empresas do agronegócio só alcançarão suas metas de sustentabilidade se assumirem as novas demandas das áreas econômica, social e ambiental.

Recente pesquisa da Embrapa Meio Ambiente com um grupo de produtores das regiões Sul e Centro-Oeste, revela que as práticas auto-sustentáveis já fazem parte do dia-a-dia rural, gerando benefícios financeiros, com redução de custos. Segundo o estudo, 100% das propriedades adotam a rotação de culturas, a adubação verde/plantio direto e a utilização de curvas de nível; 94,1% promovem a análise de solo; 88,2% cultivam espécies vegetais e animais para abastecer a propriedade; 52,9% usam adubos não-químicos e 64,7% recorrem à integração lavoura-pecuária.

Os desafios da sustentabilidade diante da crescente demanda mundial por alimentos serão abordados no primeiro painel do 11º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura, por Jean-Yves Carfantan, professor de economia internacional na Escola Superior de Agricultura – ESA, em Angers (França) e consultor da AgroBrasConsult. Também participam do painel, presidido pelo embaixador Flávio Perri, o diretor da CERT ID Certificadora, Augusto Freire, o presidente da Federação de Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo da Rocha Loures, e o advogado paulista Werner Grau.

O Congresso

Em três painéis, autoridades, empresários, produtores, especialistas e representantes de diversas instituições serão convidados a debater temas de interesse, como segurança alimentar; incremento da produtividade do agronegócio; o papel da inovação e da tecnologia na atual conjuntura, e a questão da certificação e da rastreabilidade para atender à crescente demanda dos consumidores por transparência

ARTIGO - Como a elasticidade afeta o mercado de café - Por Luiz Moricochi

ARTIGO - Como a elasticidade afeta o mercado de café - Por Luiz Moricochi
(13/11/2009 15:24)

Em reuniões técnicas ouve-se com certa freqüência a expressão “o café é bebida de demanda inelástica”. Como essa característica do café afeta seu mercado?

Não vamos teorizar sobre esse assunto, pois foge ao escopo deste artigo. Apenas gostaria de dizer que em economia quando se fala em elasticidade preço de demanda está se referindo à divisão de duas variações percentuais: variação percentual de quantidade compradas de um produto, pela variação correspondente nos preços. Conforme o número obtido nessa divisão – que recebe o nome de coeficiente de elasticidade preço de demanda - se diz que um produto é de demanda elástica ou inelástica. Para o café o coeficiente encontrado pela FGV em recente estudo foi de 0,67.

Mas do ponto de vista prático (é o que nos interessa), quando se tem uma cesta de produtos e os mesmo são submetidos á mesma variação de preços ( 10%, por exemplo), podemos dizer: aqueles produtos que responderem com uma menor variação no consumo são de demanda inelástica (ou menos elástica); aqueles que, nas mesmas condições apresentarem maior variação no consumo são de demanda elástica.

O preço que o consumidor está disposto a pagar por um bem ou produto depende de uma série de fatores, entre as quais:

a) quantidade de dinheiro disponível;

b) sua importância para atendimento de necessidades;

c) existência ou não de produtos substitutos;

c) sua representatividade no orçamento familiar em termos de gastos e

d) quantidade disponível do produto no mercado.

Pode-se deduzir pois que a importância que os produtos têm para o consumidor é relativa, ou seja, varia de pessoa para pessoa. O cigarro, por exemplo, é “importante”para algumas pessoas, apesar de extremamente prejudicial à saúde.

O café se enquadra também no grupo de produtos de demanda inelástica . O coeficiente de 0,67 encontrado, significa que quando ha aumento de 1% no seu preço a quantidade consumida cai em proporção menor (a esse aumento), ou seja, apenas 0,67 %. Isto acontece, porque o consumidor faz de tudo para continuar satisfazendo seu habito de tomar café. Também o cigarro é produto típico de demanda inelástica; é sabendo disso que o governo taxa o produto o quanto pode, com a certeza de não quebrar a indústria.

No caso do café, esse “vício” ( no bom sentido), tem também seu lado negativo, ou seja, mesmo sendo habituado a bebida, o consumidor não vai beber mais , (diferente da carne bovina, cujo consumo aumenta com a queda de preço) só porque o preço caiu muito, como resultado de um eventual excesso de produção . Esse atributo tem muito a ver com a estabilidade de renda do produtor, podendo-se se afirmar que quando há excesso de café, o preço cai mais do que deveria cair e quando há escassez o preço sobe mais do que deveria subir. O produtor devia gravar isso em sua mente como se fosse uma lei da cafeicultura, para não cair em armadilhas de preços. Isso pode acontecer também com outros produtos, mas, é mais problemático quando se trata de produto de demanda inelástica como o café. Muitos ainda se lembram do que aconteceu no início de 1986: devido a uma grande seca ocorrida no final do ano de 85, os preços atingiram US$ 400/saca, causando grande euforia na época (com apenas uma saca de café comprava-se um hectare de terra em algumas regiões cafeeiras). Esse alto preço, por outro lado, provocou excesso de produção, derrubando os preços para US$ 40 em 1992. Foi uma quebradeira geral resultando em mais um milhão de hectares erradicados. Esse preços exagerados (dois extremos) ocorreram por culpa principalmente da demanda inelástica ( também houve especulação)

Para terminar, qual a implicação desse atributo neste contexto de crise mundial? Com o desemprego e queda geral de renda, tudo se passa como se ocorresse na prática um aumento de preços de café. Entretanto como o consumo pesa pouco no orçamento familiar, dificilmente o consumidor vai abrir mão de seu habito de tomar café. Essa é a principal razão pela qual alguns analistas (entre os quais nos incluímos) já acreditavam que o efeito da crise seria menor quando comparado com o impacto sobre o mercado de outras commodities É claro que há segmentos afetados, como o de cafés especiais - em que se paga mais de R$12,00/ tacinha, em redes famosas de varejo no país – mas esse segmento não representa nem 10% do consumo mundial de 130 milhões de sacas anuais. Poderá também ocorrer menor consumo de café solúvel na Rússia, Alemanha, USA e outros países mais atingidos pela crise. Mas o consumo global deverá seguir com tendência crescente, embora à taxas inferiores a que vinha se observando antes crise.

Luiz Moricochi, eng. agr. pós graduado em economia (USP) e associado da Cocapec.

As informações partem da Revista Cafeicultura.