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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Deputados aprovam seguro contra catástrofes
(05/11/2009 16:08)

O setor agrícola conquistou ontem a primeira batalha de uma guerra iniciada há 20 anos: a aprovação da comissão de agricultura da Câmara dos Deputados a um projeto de lei que trata da criação do fundo de catástrofe. Agora, o projeto será levado aos plenários da Câmara e do Senado e, se aprovado, seguirá à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, que é do Executivo, cria um seguro para proteger produtores e pecuaristas de catástrofes climáticas e prejuízos causados por pragas ou doenças. Inicialmente, o fundo será composto por R$ 2 bilhões em títulos do Tesouro.

As informações partem de O Estado de São Paulo.
MG: censo confirma atuação da agricultura familiar


Os resultados do Censo Agropecuário 2006, publicados recentemente, confirmam a importância da agricultura familiar no cenário da produção vegetal e animal, além de apontar para o seu potencial na agroindústria e no artesanato.

De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, que organizou os dados, no caso do café a agricultura familiar respondeu por quase 30% da produção total do Estado. Já a produção de mandioca, tradicional no segmento, equivalia a 83,0% do total em Minas. Além disso, as propriedades familiares contribuíam com quase 32% da safra estadual de feijão. "Esses resultados confirmam a força da agricultura familiar no cenário da produção agrícola e pecuária", diz o superintendente de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, Lucas Scarascia.

"A partir do censo passaram a existir referências precisas, que possibilitam uma melhor avaliação do segmento". Isto, segundo Scarascia, "é fundamental para a elaboração de políticas de suporte à agricultura familiar". A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 estabeleceu o conceito básico de agricultura familiar. São assim considerados a pequena e a média propriedade, assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais tradicionais - extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e outras.

Scarascia acrescenta que, de acordo com a lei, há quatro condições essenciais para o reconhecimento de uma propriedade como de agricultura familiar, sendo a primeira a de que a área do estabelecimento ou empreendimento rural tenha no máximo quatro módulos fiscais definidos pelo Incra em cada município. "A segunda condição é a de que nas atividades econômicas desenvolvidas pelo segmento predomine a mão-de-obra da própria família", diz.

O superintendente ainda afirma que a renda predominante na agricultura familiar tem que ser originada de atividades vinculadas à propriedade. "Além disso, o estabelecimento ou empreendimento deve ser dirigido pela própria família", assinala Scarascia.

Cenário definido

A agricultura familiar em Minas Gerais é representada por 437,4 mil propriedades e reúne quase 1,2 milhão de pessoas, ou 6,2% da população estadual, conforme o Censo de 2006. "É um número muito representativo, pois a comparação é feita com a população total do Estado e não apenas com a faixa economicamente ativa", diz o superintendente. O levantamento mostra também que 17% dos estabelecimentos recorrem a financiamento e apresenta os destaques da produção na agricultura e na pecuária.

O censo mostra a participação dos agricultores familiares para que Minas Gerais seja o maior produtor de café do país. A produção dos cafezais da agricultura familiar apontada no levantamento foi de 407,1 mil toneladas, na comparação com a safra de cerca de 1,3 milhão de toneladas registrada pelo conjunto das propriedades cafeeiras de Minas.

De acordo com os dados do censo, a agricultura familiar responde, em Minas, por 75% dos estabelecimentos produtores de leite. O Estado contava, em 2006, com mais de 167,1 mil propriedades familiares envolvidas na produção, diante das 223,0 mil propriedades que constituíam o total de Minas nesse segmento. A agricultura familiar mineira registrou um volume anual de leite superior a 2,0 bilhões de litros, enquanto o total das fazendas no Estado foi de 5,6 bilhões de litros.

"Historicamente, em Minas, a produção de leite é pulverizada em diversas pequenas propriedades, e o censo confirmou essa realidade", observa o superintendente. Scarascia lembra que o programa Minas Leite, criado pela Secretaria da Agricultura, busca a melhoria da produtividade nas propriedades familiares, utilizando os próprios recursos de cada unidade.

Mineiros na Fenafra

A agricultura familiar de Minas Gerais apresentou uma produção variada na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra). O evento foi realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), no Rio de Janeiro, entre 7 e 12 de outubro, com saldo positivo para os representantes de Minas.

Segundo Ignes Botelho, assessora técnica da Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, a comercialização de produtos da agroindústria familiar e do artesanato mineiros gerou uma receita de R$ 319,5 mil. "Minas compareceu com produtos típicos como queijos e doces, cachaça, rapadura, farinha, mel, conservas e frutas", diz a assessora. "Além disso, foram apresentados diversos produtos artesanais das propriedades familiares mineiras, como peças de algodão, fibra e cerâmica."

Os produtores ainda tiveram a oportunidade de agendar negócios. Ignes Botelho explica que o evento possibilitou a troca de experiência entre os representantes de Minas e de outros Estados e a abertura de novos horizontes para aqueles que pretendem aumentar agregar valor à sua produção e aprimorar o grau de profissionalização de suas atividades. "O apoio de técnicos da Secretaria e Emater-MG foi de grande importância para o sucesso da participação dos agricultores familiares de Minas na Fenafra", finaliza a assessora.

As informações são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,
illycaffè revela os 50 finalistas do 19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso
(05/11/2009 08:13)

Dentre os 50 finalistas, este ano, contamos com a presença de produtores de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás

A torrefadora italiana illycaffè acaba de divulgar os 50 finalistas do 19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. A iniciativa é uma das ações da empresa que visa à valorização de centenas de fornecedores brasileiros dos grãos que compõem o blend da illy, de sabor único em todo o mundo.

Nesta edição, a Porto de Santos (PDS), empresa responsável pelo recebimento das amostras para o prêmio e pela compra e exportação dos grãos brasileiros à illycaffè, contabilizou 471 amostras, vindas de diferentes regiões do Brasil.

A análise e classificação dos melhores cafés são realizadas pela Assicafé – laboratório científico que presta serviço exclusivo à illycaffè no Brasil – e é feita por meio de equipamento ultravioleta; mapadora; classificação dos grãos quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, teor de umidade, torração; e prova de qualidade da bebida com degustação para espresso. “Mesmo com todos esses critérios voltados para um julgamento rígido, a cada prêmio cresce o número de amostras com qualidade, dificultando a escolha dos 50 finalistas”, revela dr. Aldir Alves Teixeira, diretor da Assicafé.

É grande a expectativa pelo prêmio por conta dos dez primeiros colocados, que receberão respectivamente US$30.000, US$20.000, US$10.000, US$5.000, US$ 3.000 e do sexto ao décimos lugares US$1.000. A divulgação dos 10 primeiros colocados será somente no dia da cerimônia de premiação, que acontecerá em 05 de março de 2010, em São Paulo.

O concurso vai conceder ainda, o Diploma de Reconhecimento à Sustentabilidade ao produtor com as melhores práticas agrícolas e de proteção ao meio ambiente. Será entregue também, o Diploma de Reconhecimento aos agentes dos classificadores vencedores, pelo apoio aos produtores durante a safra e pela propagação do conceito de café de alta qualidade no Brasil, além dos tradicionais prêmios aos classificadores com maior número de amostras aprovadas e ao Fornecedor do Ano.

Os 50 finalistas


Agropecuária Tijucal Ltda


Presidente Kubitschek - MG

Algênio Ferraz de Castro / ou


Carmo de Minas - MG

Altina Moreira Reis e Outros


Carmo da Cachoeira - MG

Amauri José de Almeida


Coromandel - MG

Ana Francisca Domingos


Campos Altos - MG

Andréa de Freitas Werner


Manhuaçu - MG

Antonio de Oliveira Marques


Dom Viçoso - MG

Claudia Ferreira de Godoy Tavares Seguso


Campestre - MG

Clovis Carvalho Filho


Campos Altos - MG

Dimas Mendes Bastos


Araponga - MG

Diovane Batista da Silva


Patos de Minas - MG

Edio Anacleto Miranda


Araponga - MG

Ednilson Alves Dutra


São João do Manhuaçu - MG

Ernani Ornelas de Podestá


Cabo Verde - MG

Fabiano Silvestre de Santana


Caputira - MG

Fazenda Sertãozinho Ltda


Poços de Caldas - MG

Flavio Fontes Macedo


Araponga - MG

Francisco Nioac de Sales


Bom Jardim - RJ

Guy Carvalho Ribeiro Filho


Cabo Verde - MG

Homero Teixeira de Macedo Jr.


São Sebastião da Grama - SP

Inácio Carlos Urban


Coromandel - MG

Ivair Neves Vitoria


Araponga - MG

João Batista Bocoli


Muzambinho - MG

Jonathan Domingos Silva


Campos Altos - MG

Jorge Fernando Naimeg


Coromandel - MG

José Flavio Ferraz Reis / outro


Carmo de Minas - MG

José Roberto Canato


Carmo de Minas - MG

José Zubioli


Romaria - MG

Léo Fabio Junqueira Villela


Jesuânia - MG

Lincoln Ferreira


Pratinha - MG

Luciana Martinez Grossi


Patrocínio - MG

Lucio Gondim Velloso


Carmo do Paranaíba - MG

Luis Carlos Tejada Podestá


Monte Belo - MG

Luiz Carlos Figueiredo E/OU


Cristalina - GO

Luiz Flavio Pereira de Castro / ou


Carmo de Minas - MG

Maria Amélia Barbosa Antunes


Caldas - MG

Maria Luzia Tonelli de Faria e Outros


Tapiraí - MG

Maria Rita Pereira


Olímpio Noronha - MG

Mariana de Carvalho Junqueira


Dom Viçoso - MG

Marisa Coli Noronha / ou


Carmo de Minas - MG

Mauro Billi


Campestre - MG

Mauro Garcia Correa


São João do Manhuaçu - MG

Moacyr Dias Pereira


Conceição do Rio Verde - MG

Omar Guimarães Lopes Filho


Campanha - MG

Osvaldina Alves Dutra


Caputira - MG

Raimundo Dimas Santana


Araponga - MG

Rogério Augusto Furtado Teixeira


Piedade de Caratinga - MG

Tufi Daher Filho


Manhuaçu - MG

Viriato Ferreira de Carvalho


Cabo Verde - MG

Yumiko Yamaguchi


Diamantina - MG





19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso

Desde o lançamento do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, em 1991, a illycaffè já distribuiu mais de US$ 2 milhões. Promovido anualmente no Brasil, o prêmio é reconhecido como um dos maiores incentivos à cafeicultura nacional, recompensando os produtores pela qualidade do café que produzem. Esse incentivo conseguiu uma verdadeira guinada na mentalidade dos cafeicultores, que passaram a valorizar essa característica como seu principal objetivo.

Sobre a illycaffè

Sediada em Trieste, na Itália, a torrefadora italiana illycaffè produz e comercializa um único blend de café espresso sob uma única marca, líder em qualidade. Presente em mais de 140 países, o espresso illy está disponível em mais de 50 mil dos melhores restaurantes e bares ao redor do mundo, onde, diariamente, são vendidas mais de 6 milhões de xícaras.

A espressamente illy, sua cadeia de franquia de cafeterias no estilo italiano, está presente em 34 países com 220 lojas. Com o objetivo de espalhar a cultura do café, a illycaffè fundou a Universidade do Café, um centro de excelência, com quatorze unidades, que oferece treinamento prático e teórico sobre todos os aspectos do café para produtores de café, baristas e entusiastas. No Brasil, desde sua criação, em 2000, foram treinadas mais de 6 mil pessoas.

Mundialmente conta com aproximadamente 800 colaboradores e um faturamento consolidado de € 280 milhões em 2008.

A illycaffè compra café verde arábica da melhor qualidade diretamente dos cafeicultores, por meio de parcerias que se baseiam na sustentabilidade e reciprocidade. A empresa estimula esta cooperação a longo prazo – com os melhores produtores de café do Brasil, América Central, Índia e África – fornecendo know-how e tecnologia, além de preços acima da média do mercado.

Serviço:

19° Prêmio Fundação Ernesto Illy de Qualidade do Café Para “Espresso”

Entrega dos Prêmios: Dia 05/03/10

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

OPINIÃO - Boa safra (Artigo) de ANTONIO DELFIM NETTO


FOLHA DE S. PAULO - SP


04/11/2009

2009, O ANO da "Grande Crise", já vai caminhando para o final, e nós, brasileiros (ao contrário da maioria dos povos do mundo), podemos contabilizar uma safra bastante razoável de boas notícias na economia: depois da imersão forçada no final de 2008 (e de continuar "fazendo água" no primeiro trimestre deste ano), a economia iniciou uma saudável recuperação e vai entrar 2010 crescendo com vigor.

Este é o dado que interessa: voltamos a crescer mais do que o mundo. "That"s the point", dizem os "gringos": "Os caras deram a resposta menos esperada"... Como é natural, entre nós algumas pessoas desmerecem essa visão periférica e podem até ter razão: o conhecimento que se tem do Brasil lá fora é, obviamente, incompleto.

Esse desconhecimento só perde, às vezes, para o distanciamento que nós próprios mantemos a respeito de alguns problemas vitais deste nosso país-continente (ainda agropastoril) e da gente que o povoa e o faz caminhar para se tornar uma potência agroindustrial.

Quando o presidente Lula lançou solenemente, em junho, o Plano Agrícola e Pecuário para a Safra 2009/2010 -numa grande festa no Paraná-, imaginei que além da repercussão do momento iríamos assistir a um bom debate na mídia sobre os avanços ali anunciados e as dificuldades que o setor encontra para receber os benefícios prometidos. Continuamos, no entanto, observando um grande silêncio.

A importância dessa questão é "apenas" porque 2010 será decidido em grande parte pelo resultado da safra agrícola: se a economia vai continuar em festa ou se vai se juntar às lamentações do mundo em crise. Num desses climas vai-se determinar o nosso futuro político.

Por esses motivos relevantes é preciso enfrentar os problemas hoje.

O Papi -Plano Agrícola e Pecuário-, se cumprido, nos fará caminhar para uma política agrícola moderna e eficiente, que dará garantia de renda para os produtores.

Continua sem solução, por exemplo, a questão da dívida que os agricultores acumularam no passado devido à sinistra combinação da volatilidade de renda do setor com oportunísticas políticas de combate à inflação. A agricultura só se livrará desse pesadelo à medida que se puder amenizar a volatilidade da renda agrícola pelo desenvolvimento simultâneo do seguro e de instrumentos financeiros para travar os preços.

Há mais duas questões que devem ser enfrentadas. Uma é a do desrespeito frequente à instituição da propriedade privada, que tende a reduzir os investimentos na agricultura; a outra é a da relação desgastante entre a atividade agrícola e a conservação do meio ambiente.


contatodelfimnetto@uol.com.br

*ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.
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sábado, 31 de outubro de 2009

31/10/2009 14:52
CMN - Conselho estabelece regras para cooperativas terem acesso a financiamentos do Pronaf




15 de Outubro de 2009

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou hoje (15) as normas para as cooperativas familiares terem acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Em reunião, o conselho definiu regras para essas entidades serem enquadradas como de agricultura familiar.

Pelas novas regras, só é considerada cooperativa de produtores familiares a entidade que tiver, no mínimo, 70% de associados passíveis de receberem benefícios do Pronaf. Além disso, pelo menos 55% da produção beneficiada, processada ou comercializada deve ter origem na agricultura familiar.

Segundo o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, uma lei publicada na última terça-feira (13) no Diário Oficial da União dá competência ao CMN para definir as cooperativas de produtores familiares. “Somente com essa definição, as entidades poderiam continuar a ter acesso aos recursos do Pronaf”, explicou.

O CMN adiou ainda o prazo para que os produtores de café com dívidas vinculadas a Cédulas de Propriedade Rural (CPR) quitem os débitos. Os papéis que venciam até 2007 inicialmente tiveram o vencimento prorrogado para 2008. Agora, o CMN estendeu novamente o vencimento para 2009 e reduziu os juros dessas operações de 7,5% ao ano para 6,75% ao ano.

A CPR é um título que permite aos produtores rurais captar, nos bancos, recursos para investir na lavoura. O agricultor vende a produção com antecedência, comprometendo-se a entregar o produto negociado na quantidade, local e data estipulados. O produtor pode tanto depositar o dinheiro correspondente ao valor da produção como fazer a entrega física.

O conselho também prorrogou as dívidas de produtores de frutas que pegaram empréstimos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). As parcelas dos créditos de custeio e investimento vencidas entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 tiveram o vencimento adiado.

Para o custeio, as prestações vencidas serão transferidas para depois da última parcela. No caso do investimento, as parcelas serão prorrogadas por cinco anos, com o pagamento começando em 2010. O produtor de frutas, no entanto, terá de quitar 5% do saldo devedor, para os financiamentos de custeio, e 2%, para as linhas de investimento.

De acordo com o secretário, a medida representa um socorro aos fruticultores do Nordeste afetados pela crise econômica. “Esses produtores sofreram muito com a retração de crédito”, disse Bittencourt. “Eles foram prejudicados principalmente pela dificuldade de comercialização.”

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Agricultura quer aliviar regra para fazendeiro
(29/10/2009 15:34)

Stephanes propõe que as propriedades médias, de até 880 hectares, fiquem isentas de recompor reservas desmatadas.

Casa Civil analisa proposta, que está na fase técnica; para Carlos Minc (Meio Ambiente), não haverá acordo sobre reserva legal.

A um mês e meio da entrada em vigor do decreto presidencial que obriga a regularização ambiental de terras do país, o Ministério da Agricultura decidiu propor ao Palácio do Planalto que as médias propriedades do país também fiquem isentas da obrigação de recompor suas reservas legais.

Tecnicamente, a proposta fala na isenção a propriedades de até oito módulos fiscais -unidade que varia de 5 a 110 hectares no país (é em média menor no Sul e maior no Norte e Centro-Oeste). Assim, ficariam livres de reserva legal propriedades de até 880 hectares.

Segundo a legislação ambiental do país, a propriedade rural é obrigada a manter intactas as áreas de preservação permanente (as APPs, como margens de rio e topos de morro) e preservada a reserva legal (que, na região amazônica, representa 80% da área).

O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) defende o desmatamento zero a partir de agora, mas quer a anistia daqueles que, segundo ele, cortaram árvores legalmente décadas atrás para expandir suas lavouras. Essa bandeira tem como foco os pequenos e médios proprietários do Sul -o ministro, filiado ao PMDB do Paraná, será candidato a deputado federal no ano que vem e tem no setor a sua base eleitoral.

A proposta inicial da pasta, apresentada durante negociações no Planalto sobre regulamentações do Código Florestal, falava na isenção só aos pequenos proprietários (quatro módulos rurais ou 150 hectares).

Essa segunda proposta foi recebida como espécie de moeda de troca na mesa coordenada pela Casa Civil e da qual fazem parte as pastas do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário. "Nesse ponto [isenção], não tem acordo", disse Carlos Minc (Meio Ambiente).

Em até duas semanas a Casa Civil pretende concluir a fase técnica e levar ao presidente Lula um mapa com todas as divergências, a serem então discutidas Stephanes e Minc.

O principal ponto de tensão entre as pastas é o decreto presidencial editado no final de 2008 e que entra em vigor em 11 de dezembro. Ele autoriza punir, com multa, proprietários que não estiverem cumprindo os limites de preservação de suas áreas e os obriga a fazer a averbação de suas reservas legais (ou seja, se comprometer no papel a recuperá-las).

Para Stephanes, de aproximadamente 4,3 milhões de pequenas e médias propriedades do país, ao menos 3 milhões ficariam em situação irregular.

A Agricultura, além da prorrogação do decreto, quer a edição de uma medida provisória que contemple algumas exigências dos ruralistas, como essa isenção de reserva legal.

Para evitar isso, conforme a Folha revelou, Minc contra-atacou: apresentou ao Planalto uma ação voltada aos proprietários irregulares (como crédito e assistência técnica).

Após aderir ao programa, os proprietários teriam seis meses de prazo para formalizar a proposta de recuperação da reserva legal, contra os quatro meses (após eventual autuação) previstos no decreto que entra em vigor em dezembro.

Além da manutenção ou prorrogação do decreto (por um prazo mínimo de um ano, para não ser esticado até às vésperas das eleições) e da isenção de reserva legal, há outros três pontos polêmicos sem acordo.

São eles: compensação da reserva legal com a compra de um outro pedaço de terra, validação de plantações em áreas consolidadas (como topos de morro) e a inclusão das APPs na área de reserva legal.

As informações partem da Folha de São Paulo, noticiou a Assessoria de Comunicação GAP – Deputado Carlos Melles.
BC estuda medidas para conter câmbio


O Estado de S. Paulo


29/10/09

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, costuma dizer que a missão do instituto que dirige não é a de equilibrar a taxa cambial e que sua intervenção neste mercado visa apenas a alimentar as reservas internacionais por meio de compras. Parece ter mudado de opinião. Pelo menos é o que se pode concluir da declaração que fez diante da bancada do PMDB, partido ao qual se afiliou recentemente. Aos deputados ele disse estar estudando meios para conter a valorização do real ante o dólar.

Sabe-se que o BC não interveio apenas para constituir reservas internacionais adequadas. As suas compras, que aumentaram consideravelmente nas últimas semanas, mostram que o instituto de emissão sabe que o sistema de câmbio flutuante não pode ser "puro", apesar do custo elevado dessa intervenção, em especial sendo suficiente o nível das reservas.

Henrique Meirelles sabe perfeitamente que a valorização atual tem que ver com os gastos excessivos do governo federal, que estão na origem de uma ampla liquidez que favorece o real. Com mais coragem de que no passado, o BC, no seu último Relatório de Inflação, criticou aquele excesso.

Mas, falando aos deputados do PMDB, Henrique Meirelles foi além, anunciando que o BC pretende aumentar sua contribuição aos esforços para conter uma valorização que apresenta tantos inconvenientes.

Consciente de que a criação de um IOF de 2% sobre a entrada de alguns capitais estrangeiros não terá o efeito almejado pelo ministro da Fazenda ? e na verdade apresenta mais inconvenientes do que vantagens ?, o presidente do BC sugere que se concentre mais nos problemas das restrições à saída de capitais do que nos de sua entrada.

A legislação sobre a política cambial foi implantada num período em que o Brasil tinha problemas de desequilíbrios. Hoje a situação mudou totalmente e o problema do Brasil é o excesso de capitais do exterior. Por isso, convém mudar aquela política feita para uma situação de escassez de divisas, facilitando o uso do excedente de moedas estrangeiras.

Meirelles deu o exemplo dos fundos de pensão que estão proibidos de aplicar recursos no exterior. E foi além, sugerindo o fim da cobertura cambial para as exportações.

Cabe ao governo não esquecer sua responsabilidade pela expansão da liquidez, mas a notícia dada pelo presidente do BC é de grande importância.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

OPINÃO - Ações do MST, Excesso ou regra?


O ESTADO DE S. PAULO - SP

ESPAÇO ABERTO 26/10/2009



Denis Lerrer Rosenfield

É de estarrecer a reação de nossas autoridades diante da destruição operada pelo MST quando da invasão do laranjal da Cutrale. Aparentemente, as nossas autoridades condenaram o ocorrido, utilizando expressões do seguinte tipo: "não vou admitir vandalismos", "excessos" são condenados, "a lei" deve ser respeitada. Alguns defensores mais afoitos chegaram a dizer que o MST jamais utiliza "violência" em suas ações. É como se tudo estivesse normal, tratando-se de um acidente de percurso. É como se o rio tivesse saído momentaneamente de seu curso, tendo depois voltado ao normal. Na verdade, vivenciamos um inacreditável surto de hipocrisia.

Esse movimento dito social, na verdade uma organização política de corte leninista, teve de recuar, dada a repercussão midiática de seus atos, transmitidos pelo Jornal Nacional da Rede Globo. Ficou imobilizado pela condenação recebida. Procurou, então, responsabilizar a "direita", o "governo estadual" (leia-se Serra), os "meios de comunicação", os "ruralistas", os "policiais" e assim por diante - chegou a falar de indivíduos infiltrados... Só faltou inventar uma invasão de marcianos com o objetivo de "criminalizar os movimentos sociais".

A questão central reside em que se trata do modo de atuação "normal" do MST. Ele não cometeu nenhum excesso, fez meramente aquilo que sempre faz. Essa é a regra mesma de sua atuação. A única diferença consiste na filmagem, no eco imediato e numa opinião pública que não mais pactua com invasões. As invasões estão mostrando a sua verdadeira cara, que é não pacífica. Refresquemos a nossa memória ou tomemos conhecimento de alguns fatos, embora tardiamente. O importante, em todo caso, é que comecemos a ver o que se escancara diante de nossos olhos.

A Fazenda Coqueiros, no Rio Grande do Sul, altamente produtiva, tendo sido esse fato reconhecido pelo próprio Incra e pela Ouvidoria Agrária Nacional, de 2004 a 2008 foi objeto de ataques sistemáticos. Para se ter uma ideia do que lá aconteceu, apresento uma lista dos danos causados: 2 caminhões incendiados, 200 bovinos abatidos a tiros, 100 desaparecidos, uma serraria totalmente queimada e destruída, 1 usina hidrelétrica no valor de R$ 1 milhão completamente depredada, 11 casas incendiadas, 150 hectares de soja e 50 hectares de milho queimados, plantadoras depredadas, 2 tratores danificados com dinamite, máquinas colheitadeiras sabotadas com espigões de ferro, mais de 200 quilômetros de cercas depredadas, funcionários ameaçados, pontilhões queimados. Não há uma semelhança com a Cutrale? Trata-se, certamente, de uma amostra das "invasões pacíficas" do MST! Dá vontade de rir, não fosse trágico.

Segundo documento do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em abril de 2008 a Fazenda Southall, em São Gabriel, foi invadida por 850 integrantes do MST. Eis o resultado de mais uma ação "pacífica" dessa organização política em nome da "reforma agrária": cercas arrancadas, corte de mata nativa, a área invadida foi cercada com lanças infectadas de fezes humanas (uso, portanto, de uma tática de guerrilha), trincheiras, destruição da sede. Continuo: os bretes da propriedade foram inutilizados, impedindo o banho e a vacinação dos animais, morte de 46 bovinos de aprimoramento genético, crueldade com animais, privando-os de alimentos e água. Foram apreendidos os seguintes "objetos": 9 coquetéis Molotov, 81 foices, 16 facões, 32 facas, 20 estilingues, 4 machados, 70 bastões de madeira, 28 taquaras do "tipo lanças" e 15 foguetes. Claro que se trata, segundo o MST, de "instrumentos" de trabalho! A pergunta é: de qual tipo de trabalho? O das invasões?

O horto da Aracruz, em Barra do Ribeiro (RS), foi invadido em 2006, tendo obtido ampla repercussão - e condenação - nacional. As invasoras foram 2 mil mulheres - encapuzadas como bandidos que agem fora da lei -, apresentando-se como militantes da Via Campesina, braço internacional do MST. Também se falava de "vandalismo", embora, como sempre, o MST tenha "justificado" sua ação em supostos termos "ambientais" e "sociais". Relembremos a "regra" das invasões: 1 milhão de mudas prontas para o plantio de eucaliptos destruídas, 20 anos de pesquisas prejudicados, um laboratório depredado, empregados ameaçados, instalações destruídas, material genético perdido. Isso é chamado, na língua emessetista, de "ocupação pacífica"... E há quem acredite!

Agora mesmo, mulheres do MST e da Via Campesina, dos dias 18 a 25 de outubro, estiveram reunidas em Buenos Aires, no Congresso Mundial de Florestas, tendo como objetivo a "repulsa à expansão de projetos de monoculturas de árvores, celulose e papel". É novamente esse setor que se torna alvo dessas organizações políticas, procurando fazer passar a mensagem do politicamente correto com o intuito de estabelecer seus propósitos "socialistas", de "solidariedade humana", esse novo nome que serve como máscara de seus verdadeiros fins. O capitalismo é o alvo: "Em nome do lucro, esse tipo de desenvolvimento mantido pelo sistema capitalista patriarcal destrói a vida de homens e mulheres, assim como a vida dos demais seres." Novas invasões já estão sendo, portanto, anunciadas. Não deu certo midiaticamente com a Cutrale? Tentemos novamente com o setor de florestas plantadas, papel e celulose!

Parece que não aprendem. Ou melhor, não querem aprender, pois o seu objetivo consiste em inviabilizar o agronegócio e, de modo mais abrangente, o Estado de Direito.

A lei, para esse tipo de organização política, nada vale, sendo apenas um instrumento descartável. A democracia apenas lhe convém, porque lhe permite um amplo leque de ações. Conta com a leniência das autoridades e com a impunidade para continuar o seu caminho de abolição de uma sociedade baseada nas liberdades e na igualdade de oportunidades.

Em boa hora foi aprovada, pelo Congresso, a CPI do MST.

Drawback X Downcafeicultura.

Drawback X Downcafeicultura.

A Abic semana passada em encontro com o Sr.Stephanes que esta ministro da agricultura na atualidade, pediu para o adiantamento da lei que possibilita às indústrias de torrefação de café brasileira a importação de cafés de outras origens produtoras.
A finalidade desse movimento chamado de Drawback seria para diminuir custos na industrialização de café importando matéria prima mais barata, para depois retornar com esse café industrializado para outros paises. Segundo a própria Abic, em estudo entregue por eles, esse movimento possibilitaria em acréscimo na produção de café industrializado trazendo divisas para o nosso pais. Esse acréscimo segundo a própria Abic chegaria em torno de 5 vezes a produção atual.
Um dos pontos mais combatidos seria a barreira fito sanitária, onde essa pratica poderia trazer doenças que não existem em nossas lavouras. Na década de 70 quando a ferrugem se propagou no Brasil a fora ,vindo sabe-se de onde, trouxe e ainda traz prejuízos que não teríamos como mensurar ,pois essa doença nos aflige todos os anos sendo uma das doenças mais caras para se prevenir em nossas lavouras.
O acréscimo de produção pela indústria nacional chegando este ano a 18 milhões de sacas de café de 60 kg industrializadas não seria o suficiente para ela, a compra por matéria prima abaixo do custo de produção trazendo uma crise sem precedentes dentro da cafeicultura nacional também não seria o suficiente para inibir por lucros vorazes desse setor.
As maiores das empresas brasileiras estão sendo devoradas por empresas internacionais que estão devorando o mercado e manipulando ao ser favor por décadas vide o índice cepea/esalq que sua variação estaria estagnada na casa dos R$250,00 há décadas enquanto nosso custo de produção ultrapassa a casa dos 500%.
Quem nos garante se depois que uma medida dessas for aprovada esse café não chegaria às prateleiras dos supermercados e/ou nas mesas dos consumidores brasileiros.
Temos o segundo maior consumo de café, do planeta, consumo que esta crescente em uma sociedade que tem por habito de tomar café diariamente.
Com certeza o foco da indústria seria o nosso mercado. Não faz nenhum sentido fazer drawback no Brasil se as maiores das industrias de café que aqui estão são multinacionais e tem filiais em outros paises.Como o diz o ditado popular no Brasil existe lei que pega e lei que não pega ficaríamos a mercê de industrias que só visam lucro a todo custo não se importando com a cafeicultura local.
Se uma lei de rotulagem o lobby da indústria não deixa ser aprovada, lei que daria para mostrarmos para o consumidor o que ele esta consumindo, o que fariam depois que tiverem o direito de importação, que tipo de café vira pra cá, qual qualidade a quantidade de impureza será o fim anunciado da cafeicultura nacional o maior guarda chuva para outras cafeiculturas que já vi.
A importação de café pela indústria nacional será à volta ao abismo o downback da cafeicultura nacional.

Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Manhuaçu Mg